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Apraxia de Fala na infância e tratamento

Descubra mais sobre os tratamentos da apraxia

Imagine que você pensa em uma palavra, porém, não consegue pronunciá-la devido a uma dificuldade na coordenação dos movimentos necessários para a produção da fala. É isso que uma criança com apraxia de fala sente.
No post de hoje, iremos abordar a importância do diagnóstico adequado da AFI e quais são suas possíveis causas e tratamentos. Continue a leitura e descubra mais sobre esse assunto. 

Relembrando: você sabe o que é apraxia de fala?

apraxia de fala na infância (AFI) é um comprometimento motor que prejudica o planejamento e a programação dos movimentos da fala. A criança com AFI sabe o que quer dizer, mas seu cérebro falha ao planejar a sequência de movimentos para produzir os sons e formar sílabas, palavras e frases.  
Importante: crianças com AFI não progredirão sem tratamento especializado. 

Quais são as causas da apraxia?

Os pesquisadores não entendem completamente o que causa a apraxia de fala na infância. Ela pode estar associada a uma variedade de condições como as que vamos apresentar aqui. 
Um crescente número de estudos tem apontado para as bases genéticas da AFI. De acordo com os pesquisadores, crianças acometidas pela apraxia de fala têm alterações em um gene chamado FOXP2, envolvido no desenvolvimento da fala e da linguagem. Por essa razão, muitas crianças diagnosticadas com AFI podem ter um membro da família com dificuldades de comunicação ou aprendizagem. 
Outras possíveis causas da AFI são as infecções, doenças ou traumas que podem ocorrer durante ou após o nascimento da criança. Nesse caso, é possível que exames como os de ressonância, por exemplo, mostrem algum tipo de lesão cerebral. 
A AFI ainda pode estar associada a outros comprometimentos mais complexos como no transtornos do neurodesenvolvimento. Nesse caso, ela ocorrerá de forma secundária a outras condições de origem genética ou metabólica, por exemplo. Nessa categoria, estão inclusas situações como:
  • Autismo;
  • Síndrome de Down;
  • Síndrome do X-frágil;
  • Epilepsia;
  • Galactosemia;
  • Distúrbio neuromuscular.
Por fim, AFI pode ser idiopática ou seja, ter causa desconhecida. Nesse caso, a criança pode realizar uma série de exames sem que esses apontem qualquer tipo de alteração. A maioria das crianças com AFI pertence a essa categoria e, somente com o avanço das pesquisas nessa área poderemos conhecer todos os fatores envolvidos nas causas da AFI. 

A importância do fonoaudiólogo

O fonoaudiólogo é o profissional responsável pela avaliação, diagnóstico e tratamento da AFI. O fonoaudiólogo irá avaliar a comunicação da criança como um todo além dos aspectos específicos de fala como por exemplo a inteligibilidade de fala, os sons e palavras que a criança já produz, bem como os que ela ainda não consegue produzir. Caberá a ele determinar ainda o tipo de intervenção adequado a cada caso e orientar os pais, cuidadores e professores, se for o caso.  
Portanto, o primeiro passo deve ser encontrar um profissional com experiência nos transtornos de fala e linguagem!

Intervenção Fonoaudiológica na Apraxia de Fala na Infância

Uma variedade de métodos pode ser utilizada na terapia de crianças com AFI e, de modo geral, eles buscam melhorar os aspectos motores da fala com maior prejuízo. Independentemente do método utilizado a intervenção nos casos de AFI deve seguir alguns princípios como: 
– Prática intensiva dentro e fora da sala de terapia: Isso significa que os pais e cuidadores deverão participar desse processo de forma ativa. 
– A terapia deve ter ênfase nos sons de fala: o fonoaudiólogo irá selecionar palavras funcionais que são parte do dia-a-dia da criança como alvos de fala a serem alcançados. As palavras irão variar entre mais simples, como “oi”, “dá”, “xixi” e mais complexas como “água” e “chocolate”. O importante é que as palavras selecionadas possam melhorar a comunicação da criança fora da terapia. 
– A criança pode necessitar de pistas para realizar o movimento adequado: as pistas funcionam como lembretes de qual e como cada movimento deve ser realizado e podem ser visuais, táteis e auditivas. 
Por fim, a motivação é parte fundamental no processo de intervenção. Somente uma criança motivada irá responder de forma satisfatória e alcançar bons resultados.

Prática de fala em casa

A prática intensiva é muito importante e além disso, as crianças precisam treinar as palavras ou frases alvo em situações da vida real. Os pais serão orientados a criar situações para que essas palavras sejam ditas de forma espontânea. Por exemplo, pedir que a criança diga “Oi” ou em uma complexidade maior “oi, mamãe”, toda vez que a mãe entrar em uma sala onde ela esteja. 
Por essa razão, o fonoaudiólogo deve orientar os pais e cuidadores e torna-los parte do processo de intervenção. Eles serão responsáveis pelo treino no dia-a-dia da criança e o sucesso da terapia irá depender dessa parceria. 

Métodos alternativos de comunicação

Se a criança tiver um comprometimento grave de fala e não puder se comunicar de forma eficaz, os métodos de comunicação alternativa podem ser muito úteis.
Existem métodos estruturados de comunicação alternativa que envolvem o uso de figuras, pranchas e pastas de comunicação. Mais uma vez, caberá ao fonoaudiólogo avaliar e determinar o melhor método a ser utilizado.
Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a comunicação alternativa não atrapalha o desenvolvimento de fala, muito pelo contrário, ela pode funcionar como uma ferramenta do desenvolvimento da linguagem. À medida que a fala melhora, essas estratégias e dispositivos poderão ser retirados aos poucos até que não sejam mais necessários. 
Uso de estratégias de comunicação alternativa pode ajudar a criança a ficar menos frustrada ao tentar se comunicar dando a elas a possibilidade de uma comunicação mais efetiva e funcional. 
Por fim, olhar a criança em toda sua complexidade e necessidades é fundamental para o sucesso da intervenção. Lembre-se sempre que de a criança com apraxia de fala:
SABE mais do que DIZ.
PENSA mais do que FALA.
ENTENDE mais que você IMAGINA!
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Fonte: https://site.tk-ead.com.br/blog/uncategorized/descubra-mais-sobre-os-tratamentos-da-apraxia/?utm_campaign=blog_descubra_mais_sobre_os_tratamentos_da_apraxia&utm_medium=email&utm_source=RD+Station
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Como amenizar o ronco


shutterstock

O ronco é um mal que afeta diretamente na qualidade do seu sono, pode influenciar no ganho de peso, perca de memória, enxaqueca e diversos outros fatores. Além de prejudicar sua qualidade de vida, afeta também as pessoas próximas que convivem com você, causando um constrangimento.
A série de exercícios são realizadas na região da boca. Os exercícios são realizados com a boca fechada, com 10 repetições. Conheça eles e pratique!
exercicio-ronco

Exercício 1:
– Posicione a ponta da língua atrás dos dentes de cima;
– ‘Varrer’ com a língua para trás.
Exercício 2:
– Posicione a língua no ponto mais alto do céu da boca;
– Empurre para cima.
Exercício 3:
– Grude toda a língua no céu da boca;
– Abrir e fechar os dentes.
Exercício 4 e 5:
– Abaixar a parte de trás da língua;
– ‘Contrair’ a garganta e a úvula (a campainha);
– Segurar na posição de contração por 5 segundos.
Exercício 6:
– Colocar o dedo dentro da boca, entre os dentes e bochecha;
– Empurrar o dedo com a bochecha até encostar nos dentes;
– Fazer dos dois lados.
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Fonoaudiologia Educacional


O domínio do especialista em Fonoaudiologia Educacional inclui aprofundamento em estudos específicos e atuação em situações que contribuam para a promoção, aprimoramento e prevenção de alterações dos aspectos relacionados à audição, linguagem (oral e escrita), motricidade oral e voz e que favoreçam e otimizem o processo de ensino e aprendizagem.
O campo da Fonoaudiologia em âmbito escolar é muito vasto, o fonoaudiólogo na escola pode também atuar dando orientações aos professores, sugestões técnicas que ajudem a preparar as crianças para a alfabetização propriamente dita, assim como etapas posteriores a ela. Esta atuação ajudaria prevenir problemas futuros ficando deste modo, evidenciado o caráter profilático desta participação.
Atualmente é extremamente rico em aspectos visuais e informações escritas, o que acaba despertando as crianças para essa forma de linguagem. Em princípio é possível afirmar que, quando a criança chega à escola, ela domina o código oral, que continuará obviamente a enriquecer com base nas suas novas experiências, segundo um processo contínuo, que dependerá das oportunidades a que cada um pode ou não estar exposto.
A primeira fase mais importante para a vida escolar da criança é entre os seis ou sete anos quando ingressa na primeira série, e se neste momento a escola for uma experiência boa, prazerosa e positiva, o será por toda a vida acadêmica, levando-o ao sucesso escolar.
Desta forma, se tiver êxito na aprendizagem da leitura e escrita, a criança virá a adquirir a autoconfiança e a autoestima necessárias para que lute contra os diversos obstáculos que deverá vir a encontrar ao longo dos tempos. Antes de ensinar a criança a escrever, é necessário saber o que elas precisam da escrita, qual sua utilidade, e a partir daí programar as atividades adequadamente. O domínio da língua escrita é extremamente facilitado quando impulsionado pelo desejo de ler e de escrever.
Evidentemente, esse desejo só poderia manifestar-se a partir do momento em que a criança saiba da existência e função da escrita. Como a função social da escrita tem sido desvirtuada pela escola, uma vez que concentra o ensino da língua escrita em seus aspectos materiais (ortografia), ingressa neste contexto o profissional da Fonoaudiologia direcionando o seu fazer para o resgate do prazer do ler e do escrever.
Ao despertar na criança o desejo e a curiosidade em relação à linguagem escrita, estaremos anulando seu medo em relação às mesmas. Para a efetividade deste trabalho do Fonoaudiólogo, é necessário que se desenvolva uma parceria com o professor. O fonoaudiólogo e professor precisam trabalhar juntos numa relação de troca, já que cada um tem seu papel definido e experiência dentro do imenso universo de ações que é a educação.
A experiência da atuação do fonoaudiólogo associada a do professor, com base na integração de conhecimentos, cooperação, entendimento e discussão de exercícios detrabalho escolar, só têm a contribuir para o desenvolvimento dos alunos. Então, contrapondo-se à prática clínica dentro da escola, o fonoaudiólogo deve procurar identificar a natureza dos “distúrbios” apontados pelos profissionais da escola e promover uma reflexão, no sentido de evitar os rótulos e todas as consequências implicadas. Para isto, precisa-se estabelecer um vínculo, uma parceria com estes profissionais, discutindo e avaliando, com a comunidade escolar, suas reais necessidades.
Na atuação em equipe, tendo perspectiva coletiva, o Fonoaudiólogo deve procurar fazer parte da equipe interdisciplinar da instituição, traçando metas conjuntas para melhor atender o grupo de alunos, participando na elaboração do planejamento escolar, das reuniões de pais e professores, entre outros. Além do trabalho em grupo, é preciso prever atendimentos individuais, ocasionais, na medida em que os profissionais sintam necessidade de discutir situações específicas.
Com relação à orientação aos professores, deve caracterizar-se por um processo de formação consciente e refletida, distinta do contexto em que um grande número de pessoas recebe um conjunto de informações, que podem ou não se transformar em algo útil para o seu cotidiano.
Resumindo, fonoaudiologia escolar é...
De acordo com a Lei 6965, de 09/12/1981, que regulamenta a profissão, é de competência do fonoaudiólogo que trabalha em escolas desenvolver trabalho de prevenção no que se refere à área da comunicação oral e escrita, voz e audição e também participar da equipe de orientação e planejamento escolar, inserindo aspectos preventivos ligados a assuntos fonoaudiológicos.
 A atuação do fonoaudiólogo que trabalha em escolas difere do profissional que atua em clínica e hospitais. Na escola, o fonoaudiólogo atua de forma preventiva, enquanto que em clínicas e em hospitais essa atuação é terapêutica. Não compete ao fonoaudiólogo que trabalha em escolas realizar terapia fonoaudiológica.
O trabalho da Fonoaudiologia Escolar é de orientação, estimulação e detecção de problemas na área de voz, de comunicação oral e escrita e audição, tendo como população-alvo alunos, pais e professores.

Com os alunos, o trabalho fonoaudiológico tem os seguintes objetivos:
1.Otimizar o desenvolvimento da linguagem oral, leitura e escrita .
2. Promover estratégias de prevenção, preservação e controle de abusos e riscos para a voz e a audição.
3. Estimular a eliminação de hábitos inadequados relacionados às alterações fonoaudiológicas.
4.Detectar precocemente alterações fonoaudiológicas relacionadas à audição, voz, motricidade orofacial e linguagem oral e escrita.
5. Encaminhar para profissionais, quando necessário e acompanhar os tratamentos externos à escola.

A atuação com professores visa:
1. Orientar quanto aos cuidados com a voz.
2. Ensinar estratégias vocais para conservação e maximização da voz, durante o uso profissional.
3. Promover informações quanto às alterações fonoaudiológicas, como desenvolvimento normal da linguagem oral, leitura e escrita, e como estes podem ser otimizados em sala de aula.
4. Capacitar o profissional para detecção de possíveis alterações fonoaudiológicas que seus alunos venham a apresentar.
5. Encaminhar o professor que apresentar alterações vocais para profissionais especializados, acompanhando o tratamento.

No trabalho com os pais, o fonoaudiólogo realiza orientações sobre:
1. O desenvolvimento normal da criança e as alterações fonoaudiológicas comuns na infância.
2. A importância do estímulo familiar para otimização do desenvolvimento da criança.
3. O possível problema do filho e explicação de encaminhamentos necessários.
Precisa de assessoria? Entre em contato!!!

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AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”