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Dicas para tirar a criança do Realismo Nominal - Utilizando Método das Boquinhas


Antes de consolidar a consciência fonológica… quando ainda está na Educação Infantil ou bem no início da alfabetização… a criança fica “presa” ao objeto e seu significado. 
Ela escuta uma palavra e não consegue entender que essa palavra pode ser representada letra por letra na escrita, pois ela apenas se detém na imagem e nas funções do objeto que ela está nomeando.
Por isso, quando pedimos a uma criança que se encontra nesta fase que escreva o nome de um animal ou um objeto (como ela ainda não aprimorou a consciência fonológica), ela pode apenas desenhar esse animal ou objeto. 
Quando ela avança um pouco e observa que usamos letras para escrever ela pode até usar uma quantidade de letras, mas é esperado que nada tenha a ver com a escrita de fato… usando letras aleatórias. 
Ela tende a usar muitas letras se for “escrever” o nome de algo grande (por exemplo: trem, avião, boi) ou poucas letras se o que deseja escrever for fisicamente pequeno (como formiga, joaninha, apontador).
Isso acontece porque nessa fase de 4-5 anos, por questões de maturação neurológica, é difícil para a maioria das crianças entender que não escrevemos a “coisa”, mas o nome da “coisa”. 
Isto é o que Piaget chamou de REALISMO NOMINAL, uma fase do desenvolvimento da aprendizagem em que a criança ainda não entende que a escrita representa sons da fala. 
Considerando a Psicogênese da Escrita de Emília Ferreiro, essa criança estaria no nível pré-silábico.
Agora vai a pergunta: o que nós mediadores podemos fazer para ajudar a criança a sair do Realismo Nominal e avançar na sua compreensão do que é ler e escrever??? Como ajudá-la a sair dessa compreensão baseada apenas no concreto e passar a representar com letras os sons da fala?
Aqui vão 5 dicas:  
  • Contar sílabas das palavras oralmente (batendo palmas para cada sílaba falada, por exemplo);
  • Apresentar as vogais e suas respectivas bocas, estimulando sua articulação;
  • Relacionar figuras iniciadas com vogais com as respectivas bocas das vogais que as pronunciam;
  • Nomear um objeto e identificar se ao pronunciar seu nome a boca da vogal indicada está presente ou não;
  • Uma vez identificada a presença de uma vogal na palavra, perceber se ela está no início, no meio ou no final.
Para tornar mais “concreta” para a criança essa percepção da ocorrência da vogal na palavra, Boquinhas tem um exercício clássico que é a “formiguinha”. Neste exercício, trabalhado pelo método desde a Educação Infantil, a criança é estimulada a falar a palavra e relacionar cada sílaba falada com as partes da “formiguinha”, identificando se a vogal que procura está na cabeça, no corpo ou no bumbum dela. As crianças adoram!
Estas reflexões certamente levarão a criança a relacionar a escrita com a fala, condição fundamental para que ela avance na compreensão do que é ler e escrever!
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A interpretação do desenho infantil


Mais de que uma atividade lúdica, fazer e colorir desenhos tem um papel muito importante no desenvolvimento de várias capacidades infantis, mas não só. Um desenho feito por uma criança exprime emoções, opiniões, medos, dúvidas e características da sua personalidade. Não é por acaso que os desenhos são uma ferramenta de trabalho preciosa nas avaliações psicológicas infantis e terapias posteriores. Saiba a que tipo de desenhos deve estar atento.

A força de um desenho

As crianças privilegiam uma folha de papel branca e lápis de cera para exprimir as suas opiniões, sentimentos e medos – muito mais do que a comunicação verbal. É esta a forma que a criançada encontra para contar uma história que terá, invariavelmente, representações de cenas e de pessoas da sua vida real. Um desenho encerra um sem número de significados, presentes em pequenos pormenores que podem não ser imediatamente evidentes, mas que com um olhar mais atento podem revelar algo que possa estar a afetar a criança de forma negativa.

Meninas x Meninos

Quem já teve oportunidade de analisar desenhos criados por meninos e meninas rapidamente verificam que, na maior parte dos casos, existem diferenças notórias. Por norma, os desenhos de crianças do sexo masculino estão intimamente ligados à ação e à força, sendo por consequencia mais escuros e até mais agressivos (podem incluir explosões, armas e monstros, por exemplo); enquanto os desenhos de crianças do sexo feminino estão mais voltados para a natureza e a serenidade, sendo mais contemplativos, belos e coloridos (incluem, não raras vezes, o sol, as nuvens, flores e personagens fantasiosas como fadas, por exemplo).

Como interpretar os desenhos

Uma área específica e alvo de estudo intensivo, os desenhos infantis são matéria privilegiada no campo da psicologia, o que significa que nem os professores ou educadores de infância estão completamente treinados para decifrar desenhos. Porém, existem sinais de alerta, presentes nos desenhos das crianças, que podem despertar pais e professores para situações anormais. Os terapeutas especialistas afirmam que a interpretação dos desenhos deve ser feita consoante a idade da criança, ou seja, um desenho todo preto feito por uma criança de 2 anos pode não ter nenhuma conotação negativa, uma vez que esta ainda não tem uma consciência clara da escolha das cores, ao invés de uma criança mais velha, com 4 ou 5 anos. No entanto, os psicólogos vão mais longe nesta matéria e defendem ainda a importância de não avaliar o desenho isoladamente, mas de considerar, para além da idade da criança, a sua personalidade, o seu desenvolvimento cognitivo e ainda o seu histórico de desenhos. Em adição, há, naturalmente, o contexto do desenho, ou seja, sugere-se que o adulto fale frequentemente com a criança sobre aquilo que desenha.
Deve estar atento a:
· Cores utilizadas e vivacidade das mesmas;
· Força ou interrupção do traço;
· Existência de sombras;
· Isolamento de determinadas figuras (“fechadas” dentro de um quadrado ou de um círculo, por exemplo);
· Ausência de determinadas figuras ou representação das mesmas numa escala muito reduzida;
· Agressividade de determinadas figuras;
· A criança passa a desenhar, continuadamente, cenários de violência;
· Desenha repetidamente a mesma figura;
· Se alguma figura é riscada ou apagada, depois de desenhada;
· Desenha figuras sem cabeça ou sem rosto;
· Não consegue desenhar-se a si próprio, numa imagem de família por exemplo;
· Desenha cenários que não são adequados à sua idade.
O que fazer?
· Não entre em pânico, nem proíba a criança de desenhar. O desenho tanto pode revelar algo negativo, como não. Mas, independentemente da conclusão final, é sempre preferível saber e descobrir antecipadamente algo que esteja menos bem na vida da criança;
· Como os adultos nem sempre vêem o que o imaginário das crianças (e a falta de técnica, compreensível nos mais novos) transpõe para o papel, é essencial manter um diálogo aberto sobre os desenhos infantis, sem recriminações, apenas muitos “porquês”. Procure descobrir a “história” por de trás de cada desenho;
· Se verificar um ou mais “sinais de alerta” (transcritos na lista acima), é importante reunir os desenhos mais recentes da criança, para verificar se existe uma recorrência desse padrão ou não. Se necessário, marque uma reunião com a professora, de forma a poder também ter acesso aos desenhos efetuados na escola;
· Fale com a criança sobre os desenhos em questão, tentando descobrir o que está por de trás dos mesmos, ou seja, a criança pode ou não dizer-lhe exatamente o que se passa ou o que se passou, por isso, será necessário estar atento às “entrelinhas”;
· Se os desenhos da criança continuar a alarmá-lo, procure ajuda profissional (Psicólogo ou Psicopedagogo);
· Acima de tudo, não desencoraje a criança de desenhar, esta é uma atividade lúdica, criativa e educacional, que deve ser praticada continuamente, até porque os seus benefícios são mais do que muitos.

Formas de interpretação do desenho infantil

Existem algumas pistas que podem orientar os pais sobre o que diz o desenho do seu filho. No entanto, são puramente orientações. Segundo a especialista canadense, Nicole Bédard, o desenho diz muitas coisas. Exemplos:

Posição do desenho – Todo desenho na parte superior do papel, está relacionado com a cabeça, o intelecto, a imaginação, a curiosidade e o desejo de descobrir coisas novas. A parte inferior do papel nos informa sobre as necessidades físicas e materiais que pode ter a criança. O lado esquerdo indica pensamentos que giram em torno ao passado, enquanto o lado direito, ao futuro. Se o desenho se situa no centro do papel, representa o momento atual.
Dimensões do desenho - Os desenhos com formas grandes mostram certa segurança, enquanto os de formas pequenas parecem ser feitas por crianças que normalmente precisam de pouco espaço para se expressar. Podem também sugerir uma criança reflexiva, ou com falta de confiança.
Traços do desenho - Os contínuos, sem interrupções, parecem denotar um espírito dócil, enquanto o apagado ou falhado, pode revelar uma criança um pouco insegura e impulsiva.
A pressão do desenho - Uma boa pressão indica entusiasmo e vontade. Quanto mais forte seja o desenho, mais agressividade existirá, enquanto as mais superficiais demonstram falta de vontade ou fadiga física.
As cores do desenho – O vermelho representa a vida, o ardor, o ativo; o amarelo, a curiosidade e alegria de viver; a laranja, necessidade de contato social e público, impaciência; o azul, a paz e a tranquilidade; o verde, certa maturidade, sensibilidade e intuição; o negro representa o inconsciente; o marrom, a segurança e planejamento. É necessário acrescentar que o desenho de uma só cor, pode denotar preguiça ou falta de motivação.
Esses tipos de interpretação, são apenas uma pincelada dentro do grande mundo que é o desenho infantil. Não devemos generalizá-los. Cada criança é um mundo, assim como as regras de interpretação do desenho infantil. Se alguma coisa te preocupa no seu filho, e se for necessário, busque um especialista.
Entre 2 e 3 anos de idade, a criança ainda não faz desenhos com significado representativo. Gradativamente a criança vai expressando traços mais significativos, entre os 2 e 3 anos, o que se nota são traços leves, ou fortes, pequenos rabiscos, etc. Entre os 3 e 5 anos de idade, a criança já tenta desenhar de acordo com a sua realidade, e conforme a própria percepção. Evidente que ainda são traços sem grande expressão, mas que para a criança tem todo um sentido.

Alguns significados de alguns desenhos:

Árvore: Refere-se ao físico, emocional e intelectual da criança, Quando o tronco da arvore é alto e largo, revela que seu filho tem muita força na superação dos problemas. Quando o tronco for pequeno e estreito, revela vulnerabilidade às complicações.Se houver excesso de folhas, a criança tem grandes ocupações talvez em excesso. Se houver poucas folhas, e galhos a criança está triste.
Casa: Desenho de uma casa grande, demonstra grande emotividade, se for uma casa pequenina seu filho demonstra que é uma criança retraída.
Barco: Desenhar barco significa que a criança adapta-se facilmente a imprevistos. Barcos grandes revelam que seu filho não gosta de mudanças e aprecia ter controlo da situação, se for barco pequeno seu filho é sensível, e tem grande intuição.
Flores: desenhar flores significa que seu filho é uma criança alegre e feliz.

Fonte: um livro muito interessante “Como interpretar os desenhos das crianças” da pedagoga Nicole Bedard – Edições CETOP, que poderá lhe ajudar a compreender melhor os desenhos infantis; e assim poder conhecê-lo mais profundamente.

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A Fonoaudiologia na Escola



A Fonoaudiologia deve sempre estar presente na equipe multidisciplinar, seja este público ou privado.  O objetivo é colaborar por meio de ações preventivas, orientações aos professores e aos pais com relação aos processos auditivos, fundamentais para o aluno realizar a correlação fonema (som) ao grafema (letra), evitando assim trocas de letras oriundas de falhas na discriminação auditiva. Ex.: p/b, t/d, f/v, ch-x/gj/ , s/z.

Orientando pais e professores quanto aos hábitos: uso de mamadeira, chupeta, dedo, morder objetos, mastigação e deglutição, fazendo assim a relação dos hábitos e das funções de mastigar e deglutir com o crescimento crânio facial, (dos ossos e músculos da face), desenvolvimento da fala e da linguagem e ao processo de aquisição da leitura e escrita.

As crianças estão sendo alfabetizadas mais cedo e é importante que se realize a orientação aos pais das interferências dos hábitos não só na formação dos arcos dentários e músculos oro faciais, como também estimulando o "crescer". Importante frisar que quando há necessidade contamos com o setor de psicologia para orientações mais específicas e encaminhamentos.
A Fonoaudiologia pode sempre contribuir nas atividades lúdicas em sala de aula sempre interligadas ao planejamento do professor, enfatizando processos como atenção, discriminação auditiva, consciência fonológica e linguagem oral.



Importante argumentar que a aprendizagem está relacionada também à postura corporal, incluindo a postura de boca por ser a boca o órgão importante para a mastigação e respiração saudáveis, funções relacionadas à fala e aprendizagem. As crianças podem ser orientadas quanto à mastigação, que funcionalmente é correta com a boca fechada, utilizando mastigação bilateral alternada, não ingerir líquidos ao mastigar, propiciando assim uma mastigação mais eficaz, levando em consideração que a mastigação é um exercício ortopédico funcional fundamental nessa faixa escolar que contribui para o crescimento ósseo facial.

Os professores podem ser orientados com relação à Higiene Vocal e realizadas oficinas de Voz para que eles possam adquirir a comunicação adequada e usá-la em sala de aula.
e músculos oro faciais, como também estimulando o "crescer". Importante frisar que quando há necessidade contamos com o setor de psicologia para orientações mais específicas e encaminhamentos.

A Fonoaudiologia pode sempre contribuir nas atividades lúdicas em sala de aula sempre interligadas ao planejamento do professor, enfatizando processos como atenção, discriminação auditiva, consciência fonológica e linguagem oral.

Importante argumentar que a aprendizagem está relacionada também à postura corporal, incluindo a postura de boca por ser a boca o órgão importante para a mastigação e respiração saudáveis, funções relacionadas à fala e aprendizagem. As crianças podem ser orientadas quanto à mastigação, que funcionalmente é correta com a boca fechada, utilizando mastigação bilateral alternada, não ingerir líquidos ao mastigar, propiciando assim uma mastigação mais eficaz, levando em consideração que a mastigação é um exercício ortopédico funcional fundamental nessa faixa escolar que contribui para o crescimento ósseo facial.

Os professores podem ser orientados com relação à Higiene Vocal e realizadas oficinas de Voz para que eles possam adquirir a comunicação adequada e usá-la em sala de aula.
Ressaltamos que não são realizados atendimentos clinico/terapêutico dentro de instituições educacionais, conforme a Resolução do CFFa n° 309, de 01 de abril de 2005 .
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Mais um pouco sobre Psicomotricidade


A Psicomotricidade pode ser definida como o campo transdisciplinar que procura compreender e investigar as relações e influências recíprocas e sistémicas entre o campo psicológico e o campo motor, tendo como objectivo principal desenvolver a capacidade de ser e de actuar num contexto psicossocial (APP, 2007; Santos, 2006).
É baseada numa visão holística do ser humano e é utilizada para promover a regulação e harmonização tónica centrada sobre a maneira de estar no seu corpo (postura, atitude, descontracção neuro- muscular, esquema corporal); estimular movimentos funcionais e expressivos focados na maneira de agir com o seu corpo (coordenações, dissociações, praxias); compensar uma problemática situada na convergência do psiquismo e do somático, intercedendo sobre as competências de autonomia no decorrer da vida; e facilitar a vivência da relação tónico-emocional através do corpo e das acções (APP, 2007; Santos, 2006; Fonseca, 1992).

 A psicomotricidade é assim indicada para problemáticas: 
- Com incidência corporal: dispraxia, lateralidade, desarmonias tónico-emocionais, estruturação temporal e espacial, problemas psicossomáticos, perturbações da imagem corporal, perturbações do esquema corporal, instabilidade postural;
- Com incidência cognitiva: défices de atenção, de memória, de organização perceptiva, simbólica e conceptual;
- Com incidência relacional: inibição, hiperactividade, agressividade, dificuldades de comunicação (Fonseca, 1992; APP, 2007).

As vertentes de intervenção são:
-Educação Gestual e Postural: reeducação da atitude, equilibração e controlo tónico;
-Técnicas de Relaxação e de Consciencialização Corporal: através da reelaboração do esquema e da imagem corporal e da consciencialização tónico-emocional, com intencionalidade psicoterapêutica;
-Terapia e Reeducação Gnoso-Práxica: estruturação espácio-temporal, organização planificada e interiorização da acção e da sua representação através de formas diversificadas de expressão;
-Actividades Expressivas: criação e transformação ao serviço da identidade, da capacidade de comunicação e da exteriorização tónico-emocional das problemáticas;
-Actividades Lúdicas: a intervenção psicomotora desenvolve-se no contexto lúdico em grupo ou individual (Fonseca, 1992; APP, 2007).

Os modelos de intervenção em Psicomotricidade são:
 -Preventivo (promoção e estimulação do movimento, incluindo a melhoria e a manutenção de competências de autonomia ao longo de todas as fases da vida);
 -Educativo (estimulação do desenvolvimento psicomotor e o potencial de aprendizagem);
-Reeducativo ou Terapêutico (quando a dinâmica do desenvolvimento e da aprendizagem está comprometida, ou quando é necessário ultrapassar problemas psico-afectivos, de base relacional, que comprometem a adaptabilidade da pessoa) (Fonseca, 1992; APP, 2007).

Objectivos gerais da Psicomotricidade:
-Aperfeiçoar ou normalizar o comportamento geral da criança e favorecer a sua integração social (através da consciência do próprio corpo, domínio do equilíbrio, controle da inibição voluntária e da responsabilidade, controle e eficácia das diversas coordenações globais e segmentarias, organização do esquema corporal, orientação espacial e espaço temporal, etc.).
-Favorecer as aprendizagens escolares e preparar a educação das capacidades solicitadas durante a mesma (Fonseca, 1992; APP, 2007).

A intervenção psicomotora
 Consiste na reeducação ou terapia de mediação corporal e expressiva, na qual o psicomotricista estuda e compensa a expressão motora inadequada ou inadaptada, em diversas situações geralmente ligadas a problemas de desenvolvimento e de maturação psicomotora, de comportamento, de aprendizagem e de âmbito psico-afectivo (Fonseca, 1992; AnimaCorpus, 2007; Santos, 2006).
Esta intervenção tem como objectivos:
- Promover movimentos funcionais e expressivos centrados sobre a maneira de agir com o seu corpo (coordenações, dissociações, praxias);
- Promover a regulação e harmonização tónica centrada sobre a maneira de estar no seu corpo (atitude-postura, esquema corporal, descontração neuro-muscular);
- Possibilitar a vivência da relação tónico-emocional com o psicomotricista através do corpo e do agir;
- Compensar uma problemática situada na convergência do psiquismo e do somático, intervindo sobre as múltiplas impressões e expressões do corpo e atribuindo significação simbólica ao corpo em acção (Fonseca, 1992; APP, 2007).

Sendo assim, as competências do psicomotricista são:
· Avaliação e Diagnóstico do Perfil e Desenvolvimento Psicomotor;
· Domínio de Modelos e Técnicas de Habilitação e Reabilitação Psicomotora em Populações Especiais ou de risco;
· Prescrição, Planeamento, Avaliação, Implementação e Reavaliação de Programas de Psicomotricidade
· Formação, Supervisão, e Orientação de outros técnicos, nos âmbitos anteriormente referidos;
· Consultadoria e organização de serviços vocacionados para a psicomotricidade;
· Proposta de adaptações envolvimentais (familiares ou escolares) susceptíveis de maximizarem as respostas reeducativas ou terapêuticas decorrentes da intervenção directa (Fonseca, 1992; APP, 2007).
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Atividades Psicomotoras Infantis

1. Atividades na área de Comunicação e Expressão

   a. Exercícios Fonoarticulatórios:

   1)    Fazer caretas que expressem tristeza, alegria, raiva, susto, etc.
 
         2)   Jogar beijos.
         3)    Fazer bochechos, com e sem água.
        4)    Assoprar apitos e língua de sogra.
 
        5)    Fazer bolhas de sabão.
  
b. Exercícios respiratórios:

        1)    Inspirar pelo nariz e expirar pela boca.
        2)    Inspirar e expirar pelo nariz.
        3)    Inspirar e expirar pela boca.
        4)    Inspirar, prender o ar por alguns momento, expirar.
        5)    Aprender a assuar o nariz, usando um lenço e tapando ora uma narina, ora outra.

   c. Exercícios de expressão verbal e gestual:

     1)    Contar o que vê em fotos ou gravuras, começar com gravuras que contenham poucos elementos.
      2)    Contar a história de seus próprios desenhos.Brincar de "o que é o que é"? Uma criança diz : "É redonda, serve para jogar e para chutar". A resposta é: "Uma bola".
      3)    Imitar ondas do mar, mesa, animais, etc., somente com gestos.
     4)    Imitar algo, somente com gestos, para os colegas advinharem o que é, se for preciso, usar sons.
     
2.    Atividades na Área da Percepção

                                                                                                                                                   
a.Exercícios de Percepção Tátil:

1)   Apalpar sacos e pacotes com as mãos, a fim de adivinhar que objetos estão dentro.
2)  Reconhecer colegas pelo tato. Andar descalço em lama, água, areia, terra, madeira, contando depois o que sentiu. 
3)Manipular objetos de madeira para poder experimentar variações de temperatura (quente, gelado, morno).
4)Manipular objetos de madeira para poder experimentar variações de tamanho (pequeno, médio, grande).

b. Exercícios de Percepção Gustativa:

1)     Experimentar coisas que têm e que não tem gosto.
2)     Provar alimentos em diferentes temperaturas.
3)     Provar alimentos fritos, assados, cozidos, crus.
4)     Provar alimentos sólidos, líquidos, crocantes, macios, duros.
5)     Provar e comparar alimentos da mesma cor, mas sabores bem diferente: sal, açúcar, farinha de trigo comum, farinha de mandioca crua.

c. Exercícios de Percepção Olfativa:

1)     Experimentar coisas que têm e que não têm cheiro.
2)     Experimentar odores fortes e fracos, agradáveis e desagradáveis em materiais como: vinagre, álcool, café, perfumes.

d. Exercícios de Percepção Auditiva:

1)     Identificar e imitar sons e ruídos produzidos por animais e fenômenos da natureza.
2)     Procurar a fonte de onde se origina determinado som.
3)     Brincar de cobra cega.
4)     Tocar instrumentos musicais.
5)     Fazer rimas com palavras.

 
e. Exercícios de Percepção Visual:
1)     Identificar o branco e o preto.
2)     Reconhecer, entre muitos, objetos que têm as cores primárias - vermelho, azul e amarelo.
3)     Agrupar objetos de acordo com suas cores.
4)     Agrupar objetos de acordo com suas formas.
5)     Montar quebra-cabeças simples.

2.    2 Atividades na área da coordenação

a. Exercícios de coordenação dinâmica global:

1)     Sentar-se no chão como alguns índios, com as pernas e braços cruzados.
2)     Engatinhar bem rápido.
3)     Correr imitando animais.
4)     Correr segurando uma bola.
5)     Arremessar bolas para um colega.

b. Exercícios de coordenação visomanual ou fina:

Exercícios Gerais:

1)     Modelar com massa e barro.• Grampear com grampeador. • Folhear livros e revistas, folha por folha. • Brincar com iô-iô.• Martelar, parafusar.

Exercícios Específicos:

1)    Rasgar papel livremente utilizando, de início, papéis que não ofereçam muita resistência ao serem rasgados.
2)     Rasgar papel em pedaços grandes, em tiras, em pedaços pequenos.

Recortar com tesoura:

1)     Treinar o modo de segurar a tesoura e seu manuseio, cortando o ar, sem papel
2)     Recortar vários tipos de papel com a tesoura livremente.
3)     Recortar tiras de papel largas e compridas.
4)     Recortar formas geométricas e figuras simples desenhadas em papel dobrado.

Colar:

1)     Colar recortes em folha de papel, livremente.
2)     Colar recortes em folha de papel, apenas numa área determinada.
3)     Colar recortes sobre apenas uma linha vertical.
4)     Colar recortes sobre apenas uma linha horizontal.
5)     Colar recortes sobre apenas uma linha diagonal.

Modelar:
1)     Modelar com massa e argila e formas circulares, esféricas, achatadas nos pólos (como tomate), ovais, cônicas (como cenoura), cilíndricas (como pau de vassoura), quadrangulares (como tijolo), etc.

Perfurar:

1)     Perfurar livremente uma folha de isopor com agulha de tricô ou caneta de ponta fina sem carga.
2)     Perfurar folha de cartolina em seqüência semelhante à proposta para o trabalho com isopor.
3)     Perfurar o contorno de figuras desenhadas em cartolina e procurar recortá-las apenas perfurando.

Bordar:

1)     Enfiar macarrão e contas em fio de náilon ou de plástico.
2)     De início as contas e o macarrão terão orifícios graúdos e o fio será bem grosso e firme. Numa segunda etapa, o material deverá ter orifícios menores e os fios deverão ser mais finos e flexíveis.
3)     Bordar em talagarça.
4)     Alinhavar em cartões de cartolina.
5)     Pregar botões.

Manchar e traçar:

1)     Fazer os quatro exercícios seguintes usando inicialmente giz de cera e depois pincel e tinta, lápis de cor e lápis preto.
2)     Fazer manchas em folha de papel, livremente.
3)     Fazer manchas dentro de figuras grandes.
4)     Fazer manchas sobre uma linha.
5)     Fazer manchas entre linhas paralelas, de início distantes e depois mais próximas.
6)     Passar andando por dentro de caminhos feitos com cordas estendidas no chão, como pré-requisito para realizar os exercícios que se seguem.
7)     Com caneta hidrográfica passar um traço entre duas linhas paralelas.
8)     No papel sulfite, entre as linhas paralelas, traçar várias linhas com lápis de cor, cada uma de uma cor (traço do arco-íris).
9)     Traçar linhas sobre desenhos e letras pontilhadas em papel sulfite.

Pintar:

1)     Pintar áreas delimitadas por formas geométricas e partes de desenhos de objetos.

Dobrar:
1)     
     Dobrar folha de papel ao meio, na altura de linhas pontilhadas (horizontais e verticais) marcadas na folha.
2)       Dobrar guardanapos de papel e de pano em retas perpendiculares e diagonais em relação às bordas.
3)    Dobrar papel e montar figuras (cachorro, chapéu, sapo, flor, etc.)

c. Exercícios grafomotores:

1)  Passar o dedo indicador da mão dominante sobre uma reta horizontal traçada pelo educador, com giz, no quadro. Seguir a orientação da esquerda para a direita.
2)  Com o dedo indicador, traçar uma mesma reta no ar, de olhos abertos. Repetir o exercício de olhos fechados.
3)  Passar giz sobre o traço feito pelo educador. Fazer outros traços iguais ao lado.
4)  Pintar o mesmo traço em papel, com pincel grosso e tinta.

d. Exercícios de Coordenação Visual:

1)    Seguir com os olhos e a cabeça o movimento de um objeto manipulado pelo educador.
2)    Andar ao redor de um objeto, sem desviar os olhos dele.
3)    Fixar os olhos sobre um objeto imóvel, por alguns segundos.
4)    Seguir apenas com os olhos movimentos de objetos: de baixo para cima, da direita para a esquerda, etc.

4  Atividades na Área de Orientação

1. Exercícios de orientação temporal:
1)  Ouvir histórias, ou músicas que contenham histórias, e depois contar a seqüência dos fatos.
2)  Ordenar cartões com figuras e formas e recompor uma história com início, meio e fim.
3)  Observar animais (mosca, lesma, largatixa, gato, tartaruga, etc.) e dizer quais são os mais velozes e os mais lentos.
4)  Mover carrinhos rápida e lentamente, seguindo instruções do professor. Plantar feijões e observar o seu crescimento.
5)  Posteriormente, o professor e as crianças desenharão a história da vida do feijão, passando pelas etapas do seu desenvolvimento, da semente até a planta adulta.
2 Exercícios de orientação espacial:

1)  Andar pela sala explorando o ambiente e os objetos, inicialmente de olhos abertos e depois de olhos fechados.
2)  Montar quebra-cabeças. Jogar amarelinha.
3)  Responder onde está o céu, o teto, o chão, a lâmpada, com palavras como: em cima, atrás, etc.
4)  Andar pela sala e pelo pátio seguindo a direção indicada por setas pintadas no chão.
5 Exercícios de Conhecimento Corporal e lateralidade:
1 Exercícios de conhecimento corporal:
1)  Nomear partes do próprio corpo, do corpo dos colegas, do corpo de bonecos.
2)  Juntar as partes de um boneco desmontável.
3)  Completar o desenho de uma figura humana com o que estiver faltando.
4)  Deixar o corpo cair, em bloco, sobre o colchão.
5)  Exercitar tensão e relaxamento no corpo (amolecer, murchar, endurecer, etc.)

2 Exercícios de Lateralidade:
1)  Colocar fitas vermelhas no pulso e tornozelo do lado direito e realizar exercícios que peçam movimentos como: erguer a mão direita, abaixar a mão esquerda, erguer o braço direito e abaixar o esquerdo, etc.
2)  Colocar a mão sobre contornos de mãos desenhados no quadro, rapidamente, como se estivesse dando um tapa. Colocar a mão na mesma posição da mão desenhada.
3)  Seguindo a solicitação do professor, desenhar ou colocar objetos no lado direito ou esquerdo de uma folha de papel dividida ao meio verticalmente, e marcada com as inscrições direita e esquerda nos lados correspondentes.
4)  Colocar os pés sobre os contornos de pés desenhados no chão, direito sobre direito, esquerdo sobre esquerdo.

6 Atividades da área de habilidades conceituais
1)  Observar uma coleção de objetos pequenos misturados: pedrinhas, botões, conchas, grãos de milho, bolinhas de vidro, clipes, etc. Separar esses objetos pela classe a que pertencem: conjunto de pedras, de botões, de clipes.
2)  Seriar objetos de acordo com o tamanho (do menor para o maior), com a cor (da mais clara à mais escura), com a espessura ( do mais fino para o mais grosso), conservando a mesma categoria.
3)  Distribuir o mesmo número de objetos, observando que a quantidade não se altera quando modificamos sua posição.
4)  Cortar frutas ao meio para dividi-las com um colega (dois pedaços: um para cada um).
5)  Organizar armários, separando peças iguais e deixando-as próximas.
6)  Jogos (contribuem para desenvolvimento de noções matemáticas): pega-varetas, memória, dominó, etc.
7)  Exercícios com blocos lógicos de vários tamanhos, espessura, cor, forma.
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