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Atividades para adultos Afásicos

Toda reeducação da linguagem recorre a meios pedagógicos e métodos de aprendizagem próprios à aquisição de uma língua: estes meios e métodos devem ser adaptados aos distúrbios afásicos propriamente ditos, e ao paciente. A discussão dos exercícios construídos a partir destes meios e métodos constitui o objeto de amenizar os sintomas da patologia. Para isso precisamos de um repertório de exercícios, modelos que podemos criar e ser adaptados a uma dada situação patológica.

Além disso, na reeducação, devemos considerar os vínculos que unem o paciente, as características de sua afasia (de caso para caso e no mesmo paciente) e o repertório dos exercícios – compreender o afásico para adaptar os exercícios em função da recuperação dos distúrbios e para utilizá-la melhor forma a personalidade do indivíduo, nenhum caso é exatamente igual ao outro.
A reeducação deve ser vivenciada e repensada em função do paciente. Deve-se considerar também a modéstia dos resultados obtidos pela reeducação.

A Intervenção: Exame, Diagnóstico e conduta

O exame neurológico aprofundado sempre procede à própria intervenção, complementado com uma investigação psicológica. Havendo também uma correlação entre as possibilidades de recuperação da linguagem e o nível operatório. Na medida do possível, as capacidades intelectuais devem ser avaliadas.

Uma síntese confrontando os resultados do exame neurológico, as conclusões dos psicólogos e os resultados fonoaudiólogos, num trabalho de equipe, chega-se a um diagnóstico e a uma conduta no que se refere a uma eventual aceitação do caso. Deste modo, tem-se um prontuário completo no qual serão registrados os diferentes elementos obtidos antes da reeducação. Este prontuário será complementado por controles regulares durante o tratamento.

Fatores associados à linguagem propriamente dita, devem ser levadas em conta: sinais neurológicos, apraxias, agnosias, comprometimento psicológico, nível intelectual, contexto sociocultural, meio familiar, profissão anterior, idade e sexo do paciente.

Estes elementos, provenientes de uma análise minuciosa, levam também em certos casos, a se renunciar a realização de uma reeducação ou adiá-la.
Afasia total (até dois exames), se coincidirem, não poderá se considerar a possibilidade da reeducação.
Comprometimento mais Difuso: presença de sinais na área pré-frontal (reflexo tátil proprosceptivo, reflexo oral). Quando comprometer todas as modalidades da linguagem.

Agnosia Auditiva – perdem o controle auditivo de sua própria emissão verbal, como também são incapazes de diferenciar os sons da linguagem que eles ouvem. Entretanto, pode regredir num período mais ou menos longo.

Intervenção: Correspondência visuográfica por meio dos exercícios de percepção aos símbolos gráficos e gestuais correspondentes aos sons emitidos.
Afasias pós-traumáticas: exigem um tempo de latência mais ou menos longa, durante o qual o paciente será revisto para se acompanhar a sua evolução. Observa-se uma regressão espontânea, pelo menos parcial, à medida que o paciente emerge do coma ou de um período de confusão mais ou menos grave.

Esperar o momento oportuno para que os exercícios sejam feitos.
Reeducação:os afásicos “souberam falar” Como?
Objetivo: Restituir ao “paciente”, através da arte, o gosto pela aprendizagem escolar. Para isto devemos saber, tanto renunciar ao perfeccionismo, como enriquecer nossa própria linguagem para nos situarmos no mesmo nível que nossos pacientes e variar cada uma de nossa reeducação em função das necessidades e hábitos socioculturais dos pacientes.

Materiais utilizados: Vocabulário e Imagens
  • Palavras cruzadas, exercícios de percepção visual, imagens de catálogos, calendários, anúncios publicitários, caderno de exercícios mimeografados (dos mais simples aos mais complicados)
  • Exercícios modelos;

Métodos audiovisuais: projetos de imagens que possam permanecer diante dos olhos do ou dos pacientes, tempo suficiente para serem aprendidos. O texto deve ser relido duas ou três vezes, lentamente, e repetido. Parando-se numa determinada imagem, são feitas numerosas perguntas e desenvolve-se o vocabulário.

Afasia de Broca (Expressão)
Distúrbios de articulação a base de uma apraxia bucolinguofacial;
Redução da linguagem

Reeducação

1º) Linguagem:

- O esboço oral de letras do alfabeto - em silêncio ou vocalizado -, não precisando necessariamente, seguir a ordem alfabética.
Ex. o reeducador de frente do paciente, esboça a articulação exagerada do som desejado - lábios bem contraídos para o “p”, boca amplamente aberta para o “a”, que ela mantém até que a imitação seja possível.

- O contexto: com ou sem esboço oral.
Desta forma, podem ser obtidas, essencialmente as palavras que se situam no fim da frase: “no lago”, passeamos de ______ (barco); no outono, as folhas ______ (caem); atenção, este cachorro é _____ (bravo).

- A palavra escrita: quando a leitura está relativamente bem conservada, este é um meio de facilitação freqüentemente eficaz – sem ou com esboço oral e do contexto – apresenta uma imagem de cachimbo, por exemplo, e verbaliza-se: “ele fuma _______, esboçando-se o "C” e apresentando ao mesmo tempo a palavra escrita:

2º) Articulação:

Diante de um espelho e de maneira exagerada:
 
Bochechos: Inflar e murchar as bochechas
Boca: Abrir e fechar a boca (tempo).
 
Lábios:
  • Esticar os lábios e contraí-los (pronúncia do I e U)
  • Colocar os lábios para dentro
  • Morder ligeiramente o lábio inferior.

Língua:
  • Língua para fora e para dentro (lento e depois mais rápido)
  • Colocá-la alternadamente no lábio superior e depois no inferior
  • Nos dentes superiores apoiando-a fortemente (frente)
  • Nos dentes inferiores.

Respiração:
  • Inspirar pelo nariz e expirar pela boca (ao contrário...)
  • Assoprar suavemente uma vela, deslocando a chama sem apagá-la, o máximo de tempo que puder;
  • Agora assopre o mais forte que puder apagando a vela de uma só vez.

Ruídos:
  • Estalar a língua
  • Chamar um gato
  • Ruído de um beijo

Alternando: T - estalar a língua

Mímica: Expressões faciais
  • Raiva
  • Espanto
  • Alegria
  • Ameaça

Voz: Pronunciar uma vogal, uma sílaba, durante o maior tempo possível, emitindo-a no mesmo tom:
a)Emitir a vogal – à sua escolha - numa altura média;

b)Aumentando e diminuindo (crescendo – diminuindo);
flecha

c) Passando de uma 1ª vogal para uma 2ª e para uma 3ª numa só emissão de voz cantante – escolha as vogais, invente o som e o ritmo:

aeiou
Io canto
Io canto
Io canto
Io canto

A  O   I    E    É    (É)  |  U    à   ON     EM    UM  (crie outros exemplos).
 

Considerações Finais

Deve ficar claro que qualquer perfeccionismo precisa ser evitado. O objetivo é restabelecer uma comunicação verbal suficiente para que o afásico se faça compreender:
-Não acumular dificuldades, mas reduzi-la na medida do possível, (cada caso é um caso).

Deve levar-se em conta:
  • As dificuldades que o paciente experimenta para vencer seu distúrbio (diversificação de exercícios);
  • Sua motivação para o trabalho de reeducação (alguns são resistentes a exercícios articulatórios).
  • As reações de seu meio próximo e mais amplo (consegue fazer-se compreendido em casa, na loja, no restaurante, no correio, pelo fone...)

Se a comunicação estiver assegurada, os exercícios articulatórios propriamente ditos serão abandonados em proveito dos exercícios que visam a enriquecer a linguagem, quando se continuará a trabalhar a articulação.
Todavia, quando esta estiver atingindo um nível satisfatório, ainda será útil, e até indispensável, trabalhar a prosódia (articulação, expressão fácil, emoção).

Exercícios:

Executados de maneira relaxada (música de fundo).
  • Obter-se sem relaxamento do aparelho bucofonatório.
  • Exagerar a “canção da linguagem”, emitindo a frase em curtas sentenças – numa só emissão de voz, que serão ditas muito suavemente, de modo a dar à voz seu registro normal e a obter uma elocução verbal menos tensa e menos entrecortada do que a geralmente observada nos distúrbio de articulação.
Servir-se de um pequeno poema, onde os versos já estão divididos em sentenças indicados, por meio de uma curva sinusóide, as modulações da voz.
Exemplo (foram usadas algumas palavras - as coloridas - do domínio da criança):

Poema

meninaA menina bonita,
De olhar sereno,
Vê pela janela
passarinhos voando...
A beleza das matas e
o azul celeste:
Trazem encantamento
aos seus olhos verdes.
(Autora: Maria Carvalho - 28/09/2004)


- Ler um diálogo, acentuando-se a prosódia das perguntas e respostas.
- Recorrer ao gravador, registrando a velocidade adquirida pelo paciente num pequeno texto que ele ouvirá novamente em casa e relerá, em seguida, com a melhor prosódia possível.


http://www.psicopedagoga.org/index.php?option=com_content&view=article&id=71:atividades-para-afasicos-adultos&catid=14:entrevistas
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Sugestões clínicas para terapia com Afásicos!



1. As formas de ajudar o paciente na resolução de tarefas durante a terapia variam de acordo com o tipo e grau de severidade da afasia, com o tipo de tarefa que está sendo oferecida e, claro, com o desempenho do P (paciente). Não existem aqui formas fixas ou uma hierarquia - a escolha dos ítens fica a cargo do Fgo., que vai modificar e ampliar os exemplos citados de acordo com a necessidade e a competência do P, assim como da sua condição física e bem-estar geral.

2. Sabemos que a escolha das tarefas a serem dadas ao P deve partir, normalmente , do grau de dificuldade mais simples e assim ir-se aumentando gradativamente o número de ítens a serem oferecidos ou o grau de dificuldade, de acordo com o tipo de afasia que se está tratando.
3. O que para alguns pacientes é uma tarefa quase "impossivel", é para outros pacientes uma tarefa fácil. Um dos aspectos que se não se deve esquecer durante o decorrer da terapia é "como" o P encontra (ou não encontra) a solução da atividade. Em muitos dos casos é mais importante avaliar as estratégias do P na resolução da tarefa do que o fato de ele ter sido bem sucedido ou não.
4. A seguir temos uma lista de idéias e sugestões para algumas áreas específicas da terapia com afásicos. Com certeza trabalhamos em muitos dos exercícios mencionados outras áreas de forma indireta, ou seja, um determinado exercício envolve outros pré-requisitos de áreas que se relacionam entre si!
Sugerimos que o terapeuta trabalhe várias das tarefas abaixo mencionadas tendo como ponto de partida uma situação do dia a dia, usando uma gravura, desenho ou foto.
Por exemplo:
I. Usando uma gravura ou ilustração de uma cena do cotidiano
Frase tipo SVP (sujeito-verbo-predicado) - Ex.: Paulo bebe água
Quanto mais simples e clara a foto/desenho/ilustração mais fácil para o P, ou seja, fotos onde a cena que se quer trabalhar esteja dubiosa ou muito cheia de detalhes poderão confundir o P e dificultar o processo terapêutico.
II. Usando a gravura escolhida o terapeuta vai escolher alguns dos tópicos e vai "desenvolvê-los" com o P , sempre usando a gravura escolhida, mudando para outra "cena" só quando as etapas que foram planejadas estiverem terminadas.
III. O tipo de frase, o conteúdo e a complexidade gramatical do material vai depender do tipo de afasia.
Naturalmente as sugestões dadas podem ser "mescladas" com outros conceitos e técnicas terapêuticas, como por exemplo: PACE, MIT, MODAK, etc, se variando e modificando os ítens de acordo com o desempenho do P.
A) COMPREENSÃO DE LINGUAGEM
· Compreensão auditiva
Para facilitar a C.A. :
- Usar desenhos, pictogramas ou figuras
- Usar objetos reais
- Usar gestos e mímica
- O T diz/demonstra a função do objeto (o ou a / um ou uma)
- Ajudar o P dizendo o artigo correspondente, fazendo o debloqueamento
· Compreensão de leitura
Para facilitar a C.L.:
- Uso de pictogramas, desenhos ou figuras + palavra escrita
- Usar gestos e mímica
- Usar objetos reais + palavra escrita
- No treino de uma frase, marcar as palavras-chaves ou substantivos ou verbos de uma cor diferente (frases tipo SVP)
- No treino de um texto, dividir o texto em frases curtas e claras
- Usar figuras ou desenhos como feedback visual
- Marcar as passagens mais importantes
- Marcar os verbos com um rotulador verde (ou de outra cor)
B) PRODUÇÃO VERBAL
· Falar junto com o terapeuta
- Leitura labial
- Cantar com o P para fazer o debloqueamento (cançoes infantis ou conhecidas)
- Enfatizar o ritmo e a melodia da palavra ou frase
- Acompanhar o ritmo da frase tocando com as pontas dos dedos na mesa
- Pegar na mão do P e com ele falar a palavra ou frase de forma melódica
· Repetição
- Enfatizar o ritmo e a melodia das palavras ou frases, cantando a palavra
- Leitura labial (o T faz só os movimentos da boca, sem voz)
O P procura repetir
- Acompanhar o ritmo da frase tocando com as pontas dos dedos na mesa
- Pegar na mão do P e com ele falar de forma melódica a palavra ou frase
O T e o P repetem juntos, depois o P sozinho
· Nomear objetos (usando gravuras, desenhos ou objetos reais)
- Dizer ao P o número de letras que tem a palavra
- Mostrar ao P o número de sílabas no papel (o número de lacunas correspondentes)
- Dizer o artigo da palavra (o ou a / um ou uma)
- Usar gestos e mímica, mostrando a função pragmática do objeto
- Usar frases tipo : "Toda manhã eu tomo..."
a palavra desejada é ,no caso, café/banho etc. O T diz a frase e deixa a última palavra em aberto para que o P possa dizê-la
- Dizer ao P a primeira letra da palavra
- Mostrar a gravura/foto ao P
Dar a ele 2 ou 3 palavras, relacionadas semanticamente
Ex.: a palavra desejada é "pão" - o T diz então manteiga - queijo - mel e -----
- Mostrando a gravura dizer 2 palavras rimadas dando ao P uma idéia de como a palavra "soa"
Ex. a palavra desejada é "pão" - o T diz então chão - mão e ... (pão)
C) LEITURA EM VOZ ALTA
- Numa frase cobrir todas as palavras e só deixar uma palavra visivel (no caso, a última) para que o P possa ler.Ex: Paulo toma /café/
O T lê "Paulo toma..." e o P completa lendo a palavra-chave
- Usar palavras escritas na forma maiúscula ou de imprensa
- Tocar com a ponta dos dedos na mesa acompanhando o número de sílabas da palavra, enfatizando a sílaba tônica
- O T começa pronunciando a primeira sílaba da palavra, o P continua a ler
- Usar frases tipo : "Eu escovo os ... (a palavra desejada é , no caso, dentes)
O T lê a frase e deixa a última palavra em aberto para que o P possa ler
D) ESCRITA
· Cópia
- O P deve formar/copiar a palavra que o T mostra a ele:
...1. O T coloca na mesa todas as letras que a palavra contem, o P as coloca na ordem certa
...2. O P deve ele mesmo procurar as letras que precisa, escolhendo aquelas que constam da palavra (se a palavra tem 5 letras, dá-se ao P um total de 8 letras para que ele escolha as que ele necessita)
...3. O P escolhe sozinho as letras que ele precisa (da caixa de letras do alfabeto)
- O T mostra a palavra e a soletra, o P deve escrever/pintar ou desenhar a palavra no papel
- O P copia a palavra "outra vez" - a palavra já está escrita com letras recortadas em papel lixa, o P apenas "copia" a palavra novamente passando
o/os dedo/os sobre a palavra (estímulo tátil e visual)
- Copiar letra por letra da palavra
(o T cobre as outras letras enquanto o P copia uma após outra)
- O T mostra um objeto/foto/desenho com a palavra escrita - o P copia a palavra no papel ou pinta com o dedo/pincel, etc
· Ditado
- O P escreve/pinta ou desenha a letra que o terapeuta lhe diz
- O P forma a palavra dita pelo terapeuta com as letras na mesa (ver acima opções com 3 graus de dificuldade)
- O P escreve/pinta ou desenha a sílaba dita pelo terapeuta
- O P escreve/pinta ou desenha a palavra dita pelo terapeuta
· Nomear de forma escrita
- O T mostra ao P 2 ou 3 desenhos de objetos da mesma área semântica
O P deve escrever/pintar ou desenhar o nome do objeto descrito pelo T
- O T usa gestos e mímica mostrando a função da palavra que está sendo procurada - o P escreve/pinta ou desenha a palavra
- O T escreve a primeira sílaba da palavra - o P completa escrevendo/desenhando ou pintando a palavra
- Usar frases tipo : "Eu penteio o ..."
a palavra desejada é , no caso, cabelo. O terapeuta lê a frase e deixa a última palavra em aberto para que o P possa escrevê-la
- O T soletra a palavra e o P escreve/pinta ou desenha letra por letra no papel
- Mostrar ao P a primeira letra da palavra, ele completa então com as outras que faltam. Ex. B -- -- -- -- (BANHO)
- Mostrar ao  P a figura de um objeto
O T também mostra os nomes de 2 ou 3 palavras que se relacionam de forma semântica com a palavra procurada (ou palavras rimadas)
O P então escreve/pinta ou desenha a palavra que está sendo procurada.

 http://fonodanischepi.blogspot.com/2012/01/sugestoes-clinicas-para-o-uso-na.html
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Fonoaudiologia X Afasia (Perda da fala)

Dicas fonoaudiológicas:



Perez-Ramos (1996) acredita que é necessária a participação do fonoaudiólogo como formador da equipe intermultidisciplinar, no sentido deste está somando melhorias para o atendimento precoce do afásico. E ao analisar esta importância, inclui-se as seguintes contribuições para esta prática:

a) Comunicação é importante para o paciente, e, embora ele não possa falar, deve manter sua vida social. Converse com ele naturalmente. Encoraje – o a responder, se possível, e quanto ele puder. Isto pode prevenir tendência natural de se tornar cada vez mais deprimido. Estimulação direta e tentativas contínuas de comunicação são extremamente importantes para o paciente; 

b) Faça perguntas diretas que requerem um simples "sim" ou " não" como resposta, em vez daquelas que requerem respostas complexas;
c) Não confunda o paciente com muita conversa inútil ou muita gente falando ao mesmo tempo;
d) Não responda pelo paciente se ele é capaz de fazê-lo sozinho. Inclua o paciente em conversas sociais;
e) Utilizar atividades de rotina para o treino de fala. A hora de vestir-se e de refeições são boas opornidades para encorajar tentativas de fala. Deixe o paciente pedir o que quer. Se ele não consegue diga-lhe a palavra. Ele pode dizer uma palavra corretamente, algumas vezes, e em outras ocasiões, não conseguir emitir esta mesma palavra. Este é um comportamento típico do paciente afásico.

Sugestões gerais para atividade de vida diária, de acordo com o mesmo autor:



a) Não super-proteja o paciente. Deixe-o fazer o que pode. Ajude-o a adquirir um sentimento de independência;
b) Enfatize as habilidades do paciente, não sua incapacidade, tanto nas áreas de linguagem como físicas. Encoraje o uso do braço não paralisado para escrever, comer e trabalhar;
c) Tente manter uma rotina diária bem planejada. Isto dará ao paciente algo a antecipar e fará com que ele se sinta mais seguro.
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Odontologia: Ortodontia e Fonoaudiologia


O ponto de encontro entre a Odontologia e a Fonoaudiologia é que ambas se ocupam da cavidade oral.
Nela encontram-se órgãos que intervêm em diferentes funções. Essas funções, por sua vez, mudam e amadurecem com o desenvolvimento do indivíduo. O trabalho com motricidade oral atua nas desordens miofuncionais para a obtenção de uma maior harmonia e restabelecimento das funções orofaciais.

Em Ortodontia, a duração da força é um fator mais importante que a intensidade. Pressões suaves e contínuas são mais eficazes na mobilização dos dentes que forças intensas e breves. Portanto, a força da língua e dos lábios é um fator que atua na oclusão dental.

Assim, o fonoaudiológo trabalha a "função" e o ortodontista a "forma", aspectos intimamente intrínsecos. Desse modo o fonoaudiólogo, atuará em conjunto com o ortodontista, realizando um trabalho miofuncional de adequar os órgãos fonoarticulatórios e funções neurovegetativas.

A Odontologia e a Fonoaudiologia trabalham em conjunto, quando as alterações das funções orofaciais estão, de alguma forma, interferindo no posicionamento dos dentes ou também para a retirada de hábitos bucais parafuncionais como: sucção de polegares, uso de chupeta e mamadeira.
A parceria entre a fonoaudiologia e a ortodontia é fundamental quando o assunto é o equilíbrio do sistema estomatognático.
Estomatô o quê???? O Sistema Estomatognático é uma unidade funcional do organismo, em que tecidos diferentes e variados quanto à origem e à estrutura agem harmoniosamente na realização de várias tarefas funcionais, principal base de seu funcionamento está na respiração correta (nasal), além da mastigação (bilateral alternada) e deglutição corretas.
Alterações dentárias podem interferir de mastigar, falar, respirar e deglutir.
Quando a forma está interferindo na função a prioridade é a ortodontia.
Quando a função está interferindo na forma, a prioridade é da fonoaudiologia.
Portanto, a parceria entre ambas é fundamental, quando possibilita a discussão de casos cabendo aos profissionais envolvidos analisarem as prioridades de tratamento para cada paciente. Juntos têm como objetivo principal: um sistema estomatognático equilibrado e uma face mais harmoniosa, do ponto de vista estético.
Pacientes portadores de problemas periodontais, utilizando próteses dentárias ou implantes, com disfunções das articulações temporomandibulares ou que tenham realizado cirurgias ortognáticas, também podem ser encaminhados para o trabalho conjunto entre estas duas profissões.
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O que é Fonoaudiologia Clínica?

A Fonoaudilogia Clínica é a área que cuida dos problemas relacionados à comunicação oral e escrita, voz e audição. Ela ainda inclui um trabalho com o aperfeiçoamento dos padrões de comunicação e expressão oral e voz.
 O papel do Fonoaudiólogo é reabilitar e auxiliar no desenvolvimento de pessoas( crianças, adolescentes e adultos) com problemas nas áreas acima citadas, assim como daquelas que, direta ou indiretamente, estão relacionadas a elas( motricidade oral, respiração, postura e expressão corporais, etc).
Podemos distinguir três etapas de trabalho na área fonoaudiológica:
  1. AVALIAÇÃO:
    • Entrevista Inicial/Anamnese: realizada com os familiares, familiares e pacientes ou somente com o paciente, conforme a sua idade e patologia apresentada. Durante esta entrevista procuramos esclarecer o motivo pelo qual o paciente está realizando uma consulta com o fonoaudiólogo e obter dados referentes ao seu desenvolvimento, sua saúde e sobre tudo aquilo que for relevante para o caso. Estes dados são utilizados para orientar( programar) a avaliação e complementar o diagnóstico do paciente.
    • Avaliação: realizada com o paciente. Pode ocorrer em uma ou mais sessões, de acordo com a necessidade, e diz respeito ao momento onde verificamos, junto ao paciente, seu nível de desenvolvimento, suas dificuldades e as causas destas.
    • Devolutiva: reunião realizada com o paciente ou com o responsável por este, para passarmos o resultado da avaliação( quais suas dificuldades e as causas e consequências delas) e darmos um encaminhamento ao caso. Havendo necessidade do paciente realizar um tratamento fonoaudiológio, também apresentamos um plano de trabalho e as condições necessárias para o seu desenvolvimento. Antes ou logo após a 'devolutiva' fazemos contato com o profissional de saúde ou educação que encaminhou o paciente para a avaliação, caso isto tenha acontecido. O paciente recebe um relatório, por escrito, com o resultado da avaliação que realizou.
  2. TERAPIA: define o processo onde todas as dificuldades do paciente são trabalhadas. As sessões de terapia podem ocorrer na frequência de uma, duas ou mais vezes por semana, conforme as necessidades do paciente, e têm 45 minutos de duração. No caso de atendimento para crianças, adolescente ou adultos com patologias severas, seus responsáveis são chamados periodicamente para reuniões com a terapeuta, onde discutimos a avaliação de seu desenvolvimento, dentro do processo terapêutico e são dadas as orientações necessárias para o andamento do caso.
  3. ORIENTAÇÃO: ocorre quando o paciente não necessita de um atendimento terapêutico, mas apresenta algumas dificuldades que devem ser observadas mais informalmente para evitar o desenvolvimento de uma patologia. Assim, o paciente ou seus responsáveis comparecem esporádicamente ao consultório para uma consulta, onde recebem uma orientação específica para o caso em questão.
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Vem comigo!

A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”