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viagem ao ouvido - vídeo mostrando como recebemos o estímulo auditivo

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Afasia: Dificuldade na comunicação após lesões cerebrais

Junho é o mês de conscientização da Afasia.

Você sabe o que é Afasia?

Certamente conhece ou conheceu alguém que tenha afasia. Ou a palavra Afasia é nova para você?

Embora o nome não seja tão divulgado ou tenha tanta familiaridade como o Autismo, a Afasia também merece ganhar a atenção para o que ela significa. É importante que falemos um pouco sobre sua etiologia.

A Afasia é proveniente de distúrbios que geralmente não geram danos progressivos (situações como acidente vascular cerebral, a encefalite e o traumatismo craniano). Além disso, interessante salientar que nesses casos a Afasia tende a não se agravar. Por outro lado, a Afasia pode piorar consideravelmente quando ela resulta de algum distúrbio progressivo, tal como a demência ou um tumor cerebral que se desenvolve.

Ela pode ser considerada como um comprometimento adquirido da linguagem e que tem como resultado problemas de compreensão e de produção tanto de palavras quanto de frases e discursos. A Afasia também é responsável pela disfunção dos chamados centros de linguagem no córtex cerebral e no núcleo de base.

 Quais são os sintomas mais comuns da Afasia?

É impossível mencionar os sintomas sem falar sobre a Afasia de Wernicke e a Afasia de Broca, pois cada uma delas mostra uma particularidade; e os sinais estão presentes nela. Portanto, veja os principais pontos que estão incluídos nesses tipos.

 – Afasia de Wernicke (pertence ao grupo das afasias fluentes) Nesse caso, o paciente geralmente utiliza um discurso fluente e cheio de jargões, mas é notável a ocorrência de palavras e de fonemas muitas vezes sem uma sequência. Por isso, é comum que haja uma espécie de amontoado de palavras. Outra característica muito frequente é a não consciência da clareza da pronúncia. Ou seja, as pessoas incluídas nessa tipologia não têm ciência se seu discurso está sendo compreensível aos seus interlocutores. O comprometimento da função auditiva e da escrita também pode ser notado. Esta última, para se ter ideia, pode ser fluente. No entanto, a escrita tende a mostrar muitos erros e a não contar com palavras substantivas.

 – Afasia de Broca (pertence ao grupo das afasias não fluentes) As pessoas que estão incluídas nessa tipologia costumam ter uma boa compreensão e conceituam relativamente bem. Porém, sua capacidade de formar as palavras pode ficar prejudicada. O indivíduo tende a enfrentar algumas situações de frustração provenientes de sua tentativa de tentar se comunicar, pois a Afasia interfere na execução da fala e da escrita. Além disso, a incapacidade de nomear objetos (chamada de anomia) pode ser notada em pacientes. A repetição e a prosódia prejudicada também são claramente percebidas. O diagnóstico É interessante ressaltar que para se chegar ao diagnóstico da Afasia, podemos ter dois eixos para seguir: o comum e o incomum. Porém, vale salientar que isso se refere ao que chamamos de diagnóstico diferencial. Veja a seguir: – Diagnóstico diferencial comum – – Acidente vascular cerebral isquêmico; – Hemorragia intracerebral; – Doença de Alzheimer; – Traumatismo cranioencefálico traumático; – Diagnóstico diferencial incomum – – Hematoma subdural; – Hemorragia subaracnoide; – Enxaqueca; – Encefalite herpética.

 Além disso, o diagnóstico também pode ser possibilitado a partir de uma investigação feita pela exclusão de outros problemas de comunicação, testes à beira do leito e testes neuropsicológicos, exames de imagem do cérebro.

 Tratamento Para proporcionar uma intervenção eficaz da Afasia, é interessante fazer uma abordagem mais ampla. “O tratamento deve ser individualizado para abordar os déficits residuais, as necessidades e prioridades de comunicação do indivíduo, além dos recursos disponíveis” (BMJ Best Practice, 2020).

Vale lembrar que o especialista também pode tratar certas lesões causas pela Afasia (lesão de massa, por exemplo). Fonoaudiólogos e instrumentos amplificadores de comunicação também são indicados.

 Referências BMJ Best Practice. Avaliação da afasia. 2018. Disponível em: https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/973#referencePop8. HICKOCK, George. The cortical organization of speech processing: Feedback control and predictive coding the context of a dual-stream model. NCBI – National Center for Biotechnology Information. Bethesda, v. 45, n. 6, p. 393 – 402, Nov. 2012.
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Estimulando a fala do seu filho

Os primeiros anos da vida de uma criança são fundamentais para o desenvolvimento da fala, da linguagem e de tantas outras habilidades cognitivas.
Por essa razão, existem ações para estimular essa faculdade, que é a base da comunicação e da expressão humanas.
Um exemplo é a criação de um ambiente doméstico que favoreça e catalise o desenvolvimento da linguagem.
Você verá que, por meio de jogos, simples interações e uma presença efetiva em experiências diárias, podemos ajudar os pequenos a adquirir uma linguagem rica e natural. Confira algumas práticas simples para estimular a fala das crianças!

Comece utilizando sinais

Inaugurar a criança em sua jornada de falante começa não pelas palavras, mas pelos sinais.
No seu percurso de desenvolvimento, a criança recapitula todas as etapas pelas quais a humanidade passou antes de adquirir o pensamento contínuo e, logo, o sistema ordenado de signos que viabiliza nossa existência comum — a linguagem.
Se nos lembrarmos que o homem pré-histórico se valia dos gestos e dos grunhidos para reagir e interagir, a criança pode seguir uma trajetória semelhante.
Depois do choro, os primeiros sinais (não desacompanhados de sons) emitidos durante a infância são aqueles que comunicam necessidades — como água, sono e comida — ou emoções e interações básicas — como olátchau, dor, contrariedade.
Usando uma linguagem de sinais para indicar suas próprias necessidades, você pode mais facilmente ensinar à criança, sem que seja necessário conceituar, que se apoiar sobre uma forma de comunicação é o que torna o meio capaz de decodificar o que ela precisa, deseja e sente.
Para cada sinal, certifique-se de conectá-lo à palavra correspondente. Ao gesticular oi e tchau, repita essas palavras pausadamente toda vez que fizer os sinais.
Use essa linguagem de forma consistente e certifique-se de que as outras pessoas do convívio da criança façam o mesmo.
Uma vez compreendida a premissa, pouco importa se a criança imitará seus sinais tais e quais, pois logo ela criará sua própria versão deles. Faça disso uma brincadeira e retribua, com as respostas relativas à demanda.
Por exemplo, se a criança sinalizou sede, aqueles que estão ao seu redor no exato momento podem pegar um copo d’água e enfatizar a sensação de saciedade, por gestos, assim como por sons.

Converse

Conversar constantemente com a criança é uma das formas mais fáceis de incentivá-la a falar. Ela aprenderá as primeiras palavras com você e com as pessoas mais próximas.
Por isso, é importante que você fale constantemente com a criança desde quando ela ainda é bebê, em um tom de voz afetuoso e até com um registro musical.
Não é sequer preciso esperar que ela tenha nascido para isso: converse com o bebê quando ainda estiver na barriga. Os efeitos são surpreendentes!
Da mesma forma, seu lar é a primeira ocasião de exposição da criança à linguagem e à língua materna. Falar com as pessoas no seu ambiente doméstico, observando o teor dos assuntos, é muito estimulante para a criança.
Ela espelhará também as emoções comunicadas pelas palavras, como o entusiasmo e a alegria.
Se estiver cozinhando perto da criança, por exemplo, uma sugestão interessante é falar em voz alta o nome dos ingredientes que está utilizando e narrar as ações executadas.
A criança associará as palavras a um contexto, o que também ajudará na sua fixação.

Pronuncie as palavras com sabor

Enquanto estão conduzindo uma criança no sentido de adquirir a linguagem, a preocupação dos familiares frequentemente é com a correção das palavras.
Mas escandir bem as sílabas (dar destaque ao pronunciá-las), usar um tom claro e pronunciar corretamente cada nova palavra é tão importante quanto torná-las o mais expressivas possível. Fale um pouco mais devagar, saboreie as palavras, e a criança também assimilará esse gosto.
Cada vez que falar com ela, busque ficar no nível dos olhos. Isso vai ajudá-la a ver seus lábios em movimento e compreender melhor as palavras e a entonação.
Toda vez que introduzir uma nova palavra, use-a de algumas formas diferentes ao longo do dia e coloque uma ênfase particular nela, para que possa ser reconhecida.
Quanto mais a criança ouvir a mesma palavra ou frase, maiores as chances de se lembrar dela.

Leia em voz alta

Ler para a criança é uma forma de melhorar seu vocabulário e aumentar seu interesse em falar.
Comece adquirindo livros voltados para a idade dela e que possam despertar sua atenção, por meio de histórias engajantes, com estrutura circular e que despertem o desejo de reproduzi-las.
Crie o ritual de ler para ela todos os dias, aponte as ilustrações na página sempre que possível. Isso ajudará a familiarizá-la também com as figuras que se associam às palavras.
Além disso, os primeiros livros podem abusar das cores primárias e promover outras experiências sensoriais, como tato e som, para reter ao máximo o foco da criança e vincular os sentidos.

Necessidade

Por fim, a comunicação é uma necessidade humana e a criança se esforçará mais para desenvolver a linguagem à medida que sente a necessidade de ser compreendida.
Portanto, conforme a criança já conseguir pronunciar algumas palavras, evite tentar adivinhar prontamente o que a criança quer dizer ou completar suas palavras e frases antes da hora.


Se você não entender, pergunte e a ajude a se expressar melhor ao invés de subentender o que ela precisa.
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Linguagem Infantil 2 a 3 anos

Desenvolvimento da linguagem aos 2 anos Nesta idade, crianças pequenas estão aprendendo a linguagem rapidamente. Agora, seu filho já consegue criar frases ou orações de duas (ou mais) palavras. Ela pode não usar alguns conectores e se concentrar em substantivos e verbos, mas se você preencher os espaços em branco, ela começará a aprender as pequenas palavras também. Eis alguns marcos de linguagem que você pode esperar: Como a criança chama a si mesmo? Ela passará usar seu nome para dizer "eu" em alguns meses. Ela também deve começar a usar outros pronomes em breve. Espere por ouvir alguns erros durante o processo. Ela deve conseguir identificar e mesmo até dizer o nome de algumas partes do corpo. Veja quantos ela pode acertar. Ela deve começar a seguir algumas histórias simples em livros ilustrados. Veja se ela consegue dar os nomes das imagens em cada página. Ela deve começar a entender o que as preposições querem dizer. Peça que brinque com seu ursinho de pelúcia, colocando-o "sob a cadeira", "na cadeira" e "perto da cadeira". Quando ela tiver três anos, mesmo uma sequência de cinco ou seis palavras localizadoras não a atrapalhará.Ouça os "erros" da criança. As crianças aprendem a linguagem ao usar regras que deduzem sozinhas. Embora as orientações dessa criança pequena possam levar a frases erradas, elas lhe darão a percepção de como ela está aprendendo. Por exemplo: Algumas crianças inclinam-se a ser exageradamente genéricas: Todos os cachorros são "Rover". Todas as senhoras de idade são "vó".Outras são bem específicas: Apenas Rover é "um cão"; outras criaturas de quatro pernas devem ter outros nomes.Muitas crianças erram na conjugação: "Um pé, dois pé"; "Eu vai, eles vai"; "Meu caminhão é quebrado".Muitas também criam novas palavras (ou neologismos): Uma fonte de água é "jorro de água", um "lapista" é quem usa lápis para desenhar, um cachorro (palavra difícil de pronunciar) se torna um "auau" e espaguete (outra palavra difícil) pode ser encurtado para "guete". Não se preocupe com estes erros. Seu filho aprenderá a falar corretamente, se estiver ao redor de bons modelos. Seu filho entende muito mais do que pode expressar. Nesta idade, ele poderá seguir comandos de duas etapas (como "Pegue sua blusa e vá até a porta"). Levante as suas mãos Gesticule dramaticamente ao dar suas instruções, e seu filho poderá até ser capaz de fazer uma série de três etapas. Gestos e dicas visuais de todos os tipos ajudam as crianças a juntar as peças de linguagem, então use seus olhos, mãos (e até estes pés de valsa) para uma conversa duradoura e viva com seu pequeno. Na dúvida marque uma avaliação.
Eu posso lhe ajudar!

Leandra T. Falcão Fonoaudióloga e Psicopedagoga Especialista em Linguagem Atendimento em Apraxia e TEA www.leandrafonoaudiologia.com
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Salivação em excesso


   Saliva em excesso é definida como o aumento da produção de saliva pela boca. É geralmente um problema temporário e raramente causa preocupação. Normalmente, as suas glândulas salivares produzem cerca 0,5 a 1,5 litros de saliva por dia. Se você de repente parece ter excesso de saliva na boca, pode ser porque suas glândulas salivares estão fazendo mais saliva do que o habitual ou porque você está tendo dificuldade em engolir.

  Causas Saliva em excesso pode ser causada por um aumento na produção de saliva ou uma diminuição na sua capacidade de engolir ou manter saliva na boca.

   Causas de aumento da produção de saliva:

1. Dentaduras novas ou que não se encaixam bem.
2. Doença do Refluxo Gastroesofágico
3. Infecção na boca ou garganta.
4. Medicamentos, como Clonazepam, clozapina, Pilocarpina e Carbidopa-Levodopa 5. Gravidez
6. Estomatite
7. Envenenamento por arsênico
8. Paralisia de Belll
9. Atresia de esôfago (um distúrbio presente ao nascimento em que o esôfago não se desenvolve corretamente)
10. Envenenamento por mercúrio
11. Raiva
12. Sífilis
13. Tuberculose.

   Causas de diminuição da capacidade de engolir: Sinusite aguda Alergias Sinusite crônica Hipertrofia de adenoides Tumores que afetam a língua ou no lábio movimento. Condições que afetam a sua coordenação muscular ou a função de sua cavidade oral também pode diminuir a capacidade de engolir ou de reter saliva na boca, causando saliva em excesso.

Outras condições incluem:
Esclerose Lateral Amiotrófica (uma doença neurológica que gera fraqueza muscular)
Transtorno do espectro do autismo
Paralisia cerebral
Demência
Síndrome de Down
Síndrome do X frágil
Esclerose Múltipla
Miastenia gravis
Doença de Parkinson
Acidente Vascular Cerebral.

   As causas de saliva em excesso mostradas aqui são comumente associadas a estes sintomas. Para ter um diagnóstico preciso é necessário marcar uma consulta com um profissional da saúde.

   Qual profissional da saúde que eu devo consultar?

   Especialistas que podem diagnosticar as causas de saliva em excesso são:
Clínico geral
Dentista
Pediatra
Fonoaudiólogo
Otorrinolaringologista.

   Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo.

Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
   Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram. Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade. Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

   O profissional provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
- Quando o sintoma começou?
- Quais outros sintomas você ou seu filho sente?
-  O que, se alguma coisa, parece melhorar o sintoma?
- O que , se alguma coisa, parece piorar o sintoma?
- Você teve ou tem alguma doença ou condição médica?
- Quais medicamentos e suplementos você ou seu filho toma regularmente?

  Cuidados objetos frios, como mordedores que ficaram na geladeira, podem ser úteis para as crianças com saliva em excesso em decorrência do nascimento dos dentes. Tome cuidado para evitar sufocamento quando uma criança usar qualquer um desses objetos.

   Para aqueles com saliva em excesso crônica:

   Os cuidadores podem tentar lembrar a pessoa de manter os lábios fechados e queixo para cima. Limitar alimentos açucarados, pois eles podem aumentar a quantidade de saliva. Prestar atenção em rupturas da pele que podem acontecer ao redor dos lábios e no queixo.

   Papel do fonoaudiólogo no aumento da salivação:

 É importante o Fonoaudiólogo detectar qual é a causa do aumento desta salivação e assim traçar um plano terapêutico que vá em direção a criação de manobras facilitadoras para diminuir a quantidade de saliva dentro da boca do paciente e até mesmo ajudá-lo a encontrar maneiras de diminuir esta produção salivar.

Fonte: fonoonline

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AVC em Lobo Frontal

  


 Os lobos frontais estão envolvidos nas funções executivas (tomada de decisões, planejamento, solução de problemas e raciocínio), no controle motor voluntário, na cognição, na inteligência, na atenção, no processamento e na expressão da linguagem, na motivação, etc. Apresentam como subestruturas o córtex pré-frontal (dorsolateral, ventromedial, orbitofrontal e medial), envolvido nas chamadas funções superiores, os córtices pré-motor e motor primário, e a área de Broca. Lesões nos lobos frontais, de acordo com suas sub-regiões, podem levar a paralisias motoras (córtices pré-motor e motor primário), comportamento desinibido, irritabilidade e comportamento explosivo, conduta social inadequada e dificuldades na tomada de decisões, dificuldades nas interações sociais, alterações do humor, déficit na expressão da linguagem e alterações da personalidade. Os lobos temporais estão relacionados a memória, audição, processamento e percepção de informações sonoras, reconhecimento de faces e objetos, capacidade de entender a linguagem, processamento visual de ordem superior e regulação das reações emocionais. Têm como subestruturas a amígdala, o córtex auditivo primário, a área de Wernicke e os giros temporais. A lesão dos lobos temporais pode resultar em agnosias, prejuízo da memória e da compreensão da linguagem. Os lobos parietais estão envolvidos na percepção e na integração da informação somatossensorial (tato, pressão, temperatura e dor), no processamento visuoespacial, na atenção, na orientação espacial e na representação numérica. Apresentam como subestruturas o córtex somestésico, o lobo parietal superior e inferior e o pré-cuneos. A lesão dos lobos parietais pode levar a perda da habilidade em localizar e reconhecer objetos e partes do corpo (heminegligência), dificuldade em discriminar a informação sensorial, desorientação e falta de coordenação. Quevedo, João; Izquierdo, Ivan (2019-10-24). Neurobiologia dos Transtornos Psiquiátricos (Locais do Kindle 428-430). Artmed Editora. Edição do Kindle.
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Apraxia de Fala na infância e tratamento

Descubra mais sobre os tratamentos da apraxia

Imagine que você pensa em uma palavra, porém, não consegue pronunciá-la devido a uma dificuldade na coordenação dos movimentos necessários para a produção da fala. É isso que uma criança com apraxia de fala sente.
No post de hoje, iremos abordar a importância do diagnóstico adequado da AFI e quais são suas possíveis causas e tratamentos. Continue a leitura e descubra mais sobre esse assunto. 

Relembrando: você sabe o que é apraxia de fala?

apraxia de fala na infância (AFI) é um comprometimento motor que prejudica o planejamento e a programação dos movimentos da fala. A criança com AFI sabe o que quer dizer, mas seu cérebro falha ao planejar a sequência de movimentos para produzir os sons e formar sílabas, palavras e frases.  
Importante: crianças com AFI não progredirão sem tratamento especializado. 

Quais são as causas da apraxia?

Os pesquisadores não entendem completamente o que causa a apraxia de fala na infância. Ela pode estar associada a uma variedade de condições como as que vamos apresentar aqui. 
Um crescente número de estudos tem apontado para as bases genéticas da AFI. De acordo com os pesquisadores, crianças acometidas pela apraxia de fala têm alterações em um gene chamado FOXP2, envolvido no desenvolvimento da fala e da linguagem. Por essa razão, muitas crianças diagnosticadas com AFI podem ter um membro da família com dificuldades de comunicação ou aprendizagem. 
Outras possíveis causas da AFI são as infecções, doenças ou traumas que podem ocorrer durante ou após o nascimento da criança. Nesse caso, é possível que exames como os de ressonância, por exemplo, mostrem algum tipo de lesão cerebral. 
A AFI ainda pode estar associada a outros comprometimentos mais complexos como no transtornos do neurodesenvolvimento. Nesse caso, ela ocorrerá de forma secundária a outras condições de origem genética ou metabólica, por exemplo. Nessa categoria, estão inclusas situações como:
  • Autismo;
  • Síndrome de Down;
  • Síndrome do X-frágil;
  • Epilepsia;
  • Galactosemia;
  • Distúrbio neuromuscular.
Por fim, AFI pode ser idiopática ou seja, ter causa desconhecida. Nesse caso, a criança pode realizar uma série de exames sem que esses apontem qualquer tipo de alteração. A maioria das crianças com AFI pertence a essa categoria e, somente com o avanço das pesquisas nessa área poderemos conhecer todos os fatores envolvidos nas causas da AFI. 

A importância do fonoaudiólogo

O fonoaudiólogo é o profissional responsável pela avaliação, diagnóstico e tratamento da AFI. O fonoaudiólogo irá avaliar a comunicação da criança como um todo além dos aspectos específicos de fala como por exemplo a inteligibilidade de fala, os sons e palavras que a criança já produz, bem como os que ela ainda não consegue produzir. Caberá a ele determinar ainda o tipo de intervenção adequado a cada caso e orientar os pais, cuidadores e professores, se for o caso.  
Portanto, o primeiro passo deve ser encontrar um profissional com experiência nos transtornos de fala e linguagem!

Intervenção Fonoaudiológica na Apraxia de Fala na Infância

Uma variedade de métodos pode ser utilizada na terapia de crianças com AFI e, de modo geral, eles buscam melhorar os aspectos motores da fala com maior prejuízo. Independentemente do método utilizado a intervenção nos casos de AFI deve seguir alguns princípios como: 
– Prática intensiva dentro e fora da sala de terapia: Isso significa que os pais e cuidadores deverão participar desse processo de forma ativa. 
– A terapia deve ter ênfase nos sons de fala: o fonoaudiólogo irá selecionar palavras funcionais que são parte do dia-a-dia da criança como alvos de fala a serem alcançados. As palavras irão variar entre mais simples, como “oi”, “dá”, “xixi” e mais complexas como “água” e “chocolate”. O importante é que as palavras selecionadas possam melhorar a comunicação da criança fora da terapia. 
– A criança pode necessitar de pistas para realizar o movimento adequado: as pistas funcionam como lembretes de qual e como cada movimento deve ser realizado e podem ser visuais, táteis e auditivas. 
Por fim, a motivação é parte fundamental no processo de intervenção. Somente uma criança motivada irá responder de forma satisfatória e alcançar bons resultados.

Prática de fala em casa

A prática intensiva é muito importante e além disso, as crianças precisam treinar as palavras ou frases alvo em situações da vida real. Os pais serão orientados a criar situações para que essas palavras sejam ditas de forma espontânea. Por exemplo, pedir que a criança diga “Oi” ou em uma complexidade maior “oi, mamãe”, toda vez que a mãe entrar em uma sala onde ela esteja. 
Por essa razão, o fonoaudiólogo deve orientar os pais e cuidadores e torna-los parte do processo de intervenção. Eles serão responsáveis pelo treino no dia-a-dia da criança e o sucesso da terapia irá depender dessa parceria. 

Métodos alternativos de comunicação

Se a criança tiver um comprometimento grave de fala e não puder se comunicar de forma eficaz, os métodos de comunicação alternativa podem ser muito úteis.
Existem métodos estruturados de comunicação alternativa que envolvem o uso de figuras, pranchas e pastas de comunicação. Mais uma vez, caberá ao fonoaudiólogo avaliar e determinar o melhor método a ser utilizado.
Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a comunicação alternativa não atrapalha o desenvolvimento de fala, muito pelo contrário, ela pode funcionar como uma ferramenta do desenvolvimento da linguagem. À medida que a fala melhora, essas estratégias e dispositivos poderão ser retirados aos poucos até que não sejam mais necessários. 
Uso de estratégias de comunicação alternativa pode ajudar a criança a ficar menos frustrada ao tentar se comunicar dando a elas a possibilidade de uma comunicação mais efetiva e funcional. 
Por fim, olhar a criança em toda sua complexidade e necessidades é fundamental para o sucesso da intervenção. Lembre-se sempre que de a criança com apraxia de fala:
SABE mais do que DIZ.
PENSA mais do que FALA.
ENTENDE mais que você IMAGINA!
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Fonte: https://site.tk-ead.com.br/blog/uncategorized/descubra-mais-sobre-os-tratamentos-da-apraxia/?utm_campaign=blog_descubra_mais_sobre_os_tratamentos_da_apraxia&utm_medium=email&utm_source=RD+Station
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Como amenizar o ronco


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O ronco é um mal que afeta diretamente na qualidade do seu sono, pode influenciar no ganho de peso, perca de memória, enxaqueca e diversos outros fatores. Além de prejudicar sua qualidade de vida, afeta também as pessoas próximas que convivem com você, causando um constrangimento.
A série de exercícios são realizadas na região da boca. Os exercícios são realizados com a boca fechada, com 10 repetições. Conheça eles e pratique!
exercicio-ronco

Exercício 1:
– Posicione a ponta da língua atrás dos dentes de cima;
– ‘Varrer’ com a língua para trás.
Exercício 2:
– Posicione a língua no ponto mais alto do céu da boca;
– Empurre para cima.
Exercício 3:
– Grude toda a língua no céu da boca;
– Abrir e fechar os dentes.
Exercício 4 e 5:
– Abaixar a parte de trás da língua;
– ‘Contrair’ a garganta e a úvula (a campainha);
– Segurar na posição de contração por 5 segundos.
Exercício 6:
– Colocar o dedo dentro da boca, entre os dentes e bochecha;
– Empurrar o dedo com a bochecha até encostar nos dentes;
– Fazer dos dois lados.
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Fonoaudiologia Educacional


O domínio do especialista em Fonoaudiologia Educacional inclui aprofundamento em estudos específicos e atuação em situações que contribuam para a promoção, aprimoramento e prevenção de alterações dos aspectos relacionados à audição, linguagem (oral e escrita), motricidade oral e voz e que favoreçam e otimizem o processo de ensino e aprendizagem.
O campo da Fonoaudiologia em âmbito escolar é muito vasto, o fonoaudiólogo na escola pode também atuar dando orientações aos professores, sugestões técnicas que ajudem a preparar as crianças para a alfabetização propriamente dita, assim como etapas posteriores a ela. Esta atuação ajudaria prevenir problemas futuros ficando deste modo, evidenciado o caráter profilático desta participação.
Atualmente é extremamente rico em aspectos visuais e informações escritas, o que acaba despertando as crianças para essa forma de linguagem. Em princípio é possível afirmar que, quando a criança chega à escola, ela domina o código oral, que continuará obviamente a enriquecer com base nas suas novas experiências, segundo um processo contínuo, que dependerá das oportunidades a que cada um pode ou não estar exposto.
A primeira fase mais importante para a vida escolar da criança é entre os seis ou sete anos quando ingressa na primeira série, e se neste momento a escola for uma experiência boa, prazerosa e positiva, o será por toda a vida acadêmica, levando-o ao sucesso escolar.
Desta forma, se tiver êxito na aprendizagem da leitura e escrita, a criança virá a adquirir a autoconfiança e a autoestima necessárias para que lute contra os diversos obstáculos que deverá vir a encontrar ao longo dos tempos. Antes de ensinar a criança a escrever, é necessário saber o que elas precisam da escrita, qual sua utilidade, e a partir daí programar as atividades adequadamente. O domínio da língua escrita é extremamente facilitado quando impulsionado pelo desejo de ler e de escrever.
Evidentemente, esse desejo só poderia manifestar-se a partir do momento em que a criança saiba da existência e função da escrita. Como a função social da escrita tem sido desvirtuada pela escola, uma vez que concentra o ensino da língua escrita em seus aspectos materiais (ortografia), ingressa neste contexto o profissional da Fonoaudiologia direcionando o seu fazer para o resgate do prazer do ler e do escrever.
Ao despertar na criança o desejo e a curiosidade em relação à linguagem escrita, estaremos anulando seu medo em relação às mesmas. Para a efetividade deste trabalho do Fonoaudiólogo, é necessário que se desenvolva uma parceria com o professor. O fonoaudiólogo e professor precisam trabalhar juntos numa relação de troca, já que cada um tem seu papel definido e experiência dentro do imenso universo de ações que é a educação.
A experiência da atuação do fonoaudiólogo associada a do professor, com base na integração de conhecimentos, cooperação, entendimento e discussão de exercícios detrabalho escolar, só têm a contribuir para o desenvolvimento dos alunos. Então, contrapondo-se à prática clínica dentro da escola, o fonoaudiólogo deve procurar identificar a natureza dos “distúrbios” apontados pelos profissionais da escola e promover uma reflexão, no sentido de evitar os rótulos e todas as consequências implicadas. Para isto, precisa-se estabelecer um vínculo, uma parceria com estes profissionais, discutindo e avaliando, com a comunidade escolar, suas reais necessidades.
Na atuação em equipe, tendo perspectiva coletiva, o Fonoaudiólogo deve procurar fazer parte da equipe interdisciplinar da instituição, traçando metas conjuntas para melhor atender o grupo de alunos, participando na elaboração do planejamento escolar, das reuniões de pais e professores, entre outros. Além do trabalho em grupo, é preciso prever atendimentos individuais, ocasionais, na medida em que os profissionais sintam necessidade de discutir situações específicas.
Com relação à orientação aos professores, deve caracterizar-se por um processo de formação consciente e refletida, distinta do contexto em que um grande número de pessoas recebe um conjunto de informações, que podem ou não se transformar em algo útil para o seu cotidiano.
Resumindo, fonoaudiologia escolar é...
De acordo com a Lei 6965, de 09/12/1981, que regulamenta a profissão, é de competência do fonoaudiólogo que trabalha em escolas desenvolver trabalho de prevenção no que se refere à área da comunicação oral e escrita, voz e audição e também participar da equipe de orientação e planejamento escolar, inserindo aspectos preventivos ligados a assuntos fonoaudiológicos.
 A atuação do fonoaudiólogo que trabalha em escolas difere do profissional que atua em clínica e hospitais. Na escola, o fonoaudiólogo atua de forma preventiva, enquanto que em clínicas e em hospitais essa atuação é terapêutica. Não compete ao fonoaudiólogo que trabalha em escolas realizar terapia fonoaudiológica.
O trabalho da Fonoaudiologia Escolar é de orientação, estimulação e detecção de problemas na área de voz, de comunicação oral e escrita e audição, tendo como população-alvo alunos, pais e professores.

Com os alunos, o trabalho fonoaudiológico tem os seguintes objetivos:
1.Otimizar o desenvolvimento da linguagem oral, leitura e escrita .
2. Promover estratégias de prevenção, preservação e controle de abusos e riscos para a voz e a audição.
3. Estimular a eliminação de hábitos inadequados relacionados às alterações fonoaudiológicas.
4.Detectar precocemente alterações fonoaudiológicas relacionadas à audição, voz, motricidade orofacial e linguagem oral e escrita.
5. Encaminhar para profissionais, quando necessário e acompanhar os tratamentos externos à escola.

A atuação com professores visa:
1. Orientar quanto aos cuidados com a voz.
2. Ensinar estratégias vocais para conservação e maximização da voz, durante o uso profissional.
3. Promover informações quanto às alterações fonoaudiológicas, como desenvolvimento normal da linguagem oral, leitura e escrita, e como estes podem ser otimizados em sala de aula.
4. Capacitar o profissional para detecção de possíveis alterações fonoaudiológicas que seus alunos venham a apresentar.
5. Encaminhar o professor que apresentar alterações vocais para profissionais especializados, acompanhando o tratamento.

No trabalho com os pais, o fonoaudiólogo realiza orientações sobre:
1. O desenvolvimento normal da criança e as alterações fonoaudiológicas comuns na infância.
2. A importância do estímulo familiar para otimização do desenvolvimento da criança.
3. O possível problema do filho e explicação de encaminhamentos necessários.
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Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”