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Salivação em excesso


   Saliva em excesso é definida como o aumento da produção de saliva pela boca. É geralmente um problema temporário e raramente causa preocupação. Normalmente, as suas glândulas salivares produzem cerca 0,5 a 1,5 litros de saliva por dia. Se você de repente parece ter excesso de saliva na boca, pode ser porque suas glândulas salivares estão fazendo mais saliva do que o habitual ou porque você está tendo dificuldade em engolir.

  Causas Saliva em excesso pode ser causada por um aumento na produção de saliva ou uma diminuição na sua capacidade de engolir ou manter saliva na boca.

   Causas de aumento da produção de saliva:

1. Dentaduras novas ou que não se encaixam bem.
2. Doença do Refluxo Gastroesofágico
3. Infecção na boca ou garganta.
4. Medicamentos, como Clonazepam, clozapina, Pilocarpina e Carbidopa-Levodopa 5. Gravidez
6. Estomatite
7. Envenenamento por arsênico
8. Paralisia de Belll
9. Atresia de esôfago (um distúrbio presente ao nascimento em que o esôfago não se desenvolve corretamente)
10. Envenenamento por mercúrio
11. Raiva
12. Sífilis
13. Tuberculose.

   Causas de diminuição da capacidade de engolir: Sinusite aguda Alergias Sinusite crônica Hipertrofia de adenoides Tumores que afetam a língua ou no lábio movimento. Condições que afetam a sua coordenação muscular ou a função de sua cavidade oral também pode diminuir a capacidade de engolir ou de reter saliva na boca, causando saliva em excesso.

Outras condições incluem:
Esclerose Lateral Amiotrófica (uma doença neurológica que gera fraqueza muscular)
Transtorno do espectro do autismo
Paralisia cerebral
Demência
Síndrome de Down
Síndrome do X frágil
Esclerose Múltipla
Miastenia gravis
Doença de Parkinson
Acidente Vascular Cerebral.

   As causas de saliva em excesso mostradas aqui são comumente associadas a estes sintomas. Para ter um diagnóstico preciso é necessário marcar uma consulta com um profissional da saúde.

   Qual profissional da saúde que eu devo consultar?

   Especialistas que podem diagnosticar as causas de saliva em excesso são:
Clínico geral
Dentista
Pediatra
Fonoaudiólogo
Otorrinolaringologista.

   Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo.

Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
   Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram. Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade. Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

   O profissional provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
- Quando o sintoma começou?
- Quais outros sintomas você ou seu filho sente?
-  O que, se alguma coisa, parece melhorar o sintoma?
- O que , se alguma coisa, parece piorar o sintoma?
- Você teve ou tem alguma doença ou condição médica?
- Quais medicamentos e suplementos você ou seu filho toma regularmente?

  Cuidados objetos frios, como mordedores que ficaram na geladeira, podem ser úteis para as crianças com saliva em excesso em decorrência do nascimento dos dentes. Tome cuidado para evitar sufocamento quando uma criança usar qualquer um desses objetos.

   Para aqueles com saliva em excesso crônica:

   Os cuidadores podem tentar lembrar a pessoa de manter os lábios fechados e queixo para cima. Limitar alimentos açucarados, pois eles podem aumentar a quantidade de saliva. Prestar atenção em rupturas da pele que podem acontecer ao redor dos lábios e no queixo.

   Papel do fonoaudiólogo no aumento da salivação:

 É importante o Fonoaudiólogo detectar qual é a causa do aumento desta salivação e assim traçar um plano terapêutico que vá em direção a criação de manobras facilitadoras para diminuir a quantidade de saliva dentro da boca do paciente e até mesmo ajudá-lo a encontrar maneiras de diminuir esta produção salivar.

Fonte: fonoonline

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AVC em Lobo Frontal

  


 Os lobos frontais estão envolvidos nas funções executivas (tomada de decisões, planejamento, solução de problemas e raciocínio), no controle motor voluntário, na cognição, na inteligência, na atenção, no processamento e na expressão da linguagem, na motivação, etc. Apresentam como subestruturas o córtex pré-frontal (dorsolateral, ventromedial, orbitofrontal e medial), envolvido nas chamadas funções superiores, os córtices pré-motor e motor primário, e a área de Broca. Lesões nos lobos frontais, de acordo com suas sub-regiões, podem levar a paralisias motoras (córtices pré-motor e motor primário), comportamento desinibido, irritabilidade e comportamento explosivo, conduta social inadequada e dificuldades na tomada de decisões, dificuldades nas interações sociais, alterações do humor, déficit na expressão da linguagem e alterações da personalidade. Os lobos temporais estão relacionados a memória, audição, processamento e percepção de informações sonoras, reconhecimento de faces e objetos, capacidade de entender a linguagem, processamento visual de ordem superior e regulação das reações emocionais. Têm como subestruturas a amígdala, o córtex auditivo primário, a área de Wernicke e os giros temporais. A lesão dos lobos temporais pode resultar em agnosias, prejuízo da memória e da compreensão da linguagem. Os lobos parietais estão envolvidos na percepção e na integração da informação somatossensorial (tato, pressão, temperatura e dor), no processamento visuoespacial, na atenção, na orientação espacial e na representação numérica. Apresentam como subestruturas o córtex somestésico, o lobo parietal superior e inferior e o pré-cuneos. A lesão dos lobos parietais pode levar a perda da habilidade em localizar e reconhecer objetos e partes do corpo (heminegligência), dificuldade em discriminar a informação sensorial, desorientação e falta de coordenação. Quevedo, João; Izquierdo, Ivan (2019-10-24). Neurobiologia dos Transtornos Psiquiátricos (Locais do Kindle 428-430). Artmed Editora. Edição do Kindle.
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Apraxia de Fala na infância e tratamento

Descubra mais sobre os tratamentos da apraxia

Imagine que você pensa em uma palavra, porém, não consegue pronunciá-la devido a uma dificuldade na coordenação dos movimentos necessários para a produção da fala. É isso que uma criança com apraxia de fala sente.
No post de hoje, iremos abordar a importância do diagnóstico adequado da AFI e quais são suas possíveis causas e tratamentos. Continue a leitura e descubra mais sobre esse assunto. 

Relembrando: você sabe o que é apraxia de fala?

apraxia de fala na infância (AFI) é um comprometimento motor que prejudica o planejamento e a programação dos movimentos da fala. A criança com AFI sabe o que quer dizer, mas seu cérebro falha ao planejar a sequência de movimentos para produzir os sons e formar sílabas, palavras e frases.  
Importante: crianças com AFI não progredirão sem tratamento especializado. 

Quais são as causas da apraxia?

Os pesquisadores não entendem completamente o que causa a apraxia de fala na infância. Ela pode estar associada a uma variedade de condições como as que vamos apresentar aqui. 
Um crescente número de estudos tem apontado para as bases genéticas da AFI. De acordo com os pesquisadores, crianças acometidas pela apraxia de fala têm alterações em um gene chamado FOXP2, envolvido no desenvolvimento da fala e da linguagem. Por essa razão, muitas crianças diagnosticadas com AFI podem ter um membro da família com dificuldades de comunicação ou aprendizagem. 
Outras possíveis causas da AFI são as infecções, doenças ou traumas que podem ocorrer durante ou após o nascimento da criança. Nesse caso, é possível que exames como os de ressonância, por exemplo, mostrem algum tipo de lesão cerebral. 
A AFI ainda pode estar associada a outros comprometimentos mais complexos como no transtornos do neurodesenvolvimento. Nesse caso, ela ocorrerá de forma secundária a outras condições de origem genética ou metabólica, por exemplo. Nessa categoria, estão inclusas situações como:
  • Autismo;
  • Síndrome de Down;
  • Síndrome do X-frágil;
  • Epilepsia;
  • Galactosemia;
  • Distúrbio neuromuscular.
Por fim, AFI pode ser idiopática ou seja, ter causa desconhecida. Nesse caso, a criança pode realizar uma série de exames sem que esses apontem qualquer tipo de alteração. A maioria das crianças com AFI pertence a essa categoria e, somente com o avanço das pesquisas nessa área poderemos conhecer todos os fatores envolvidos nas causas da AFI. 

A importância do fonoaudiólogo

O fonoaudiólogo é o profissional responsável pela avaliação, diagnóstico e tratamento da AFI. O fonoaudiólogo irá avaliar a comunicação da criança como um todo além dos aspectos específicos de fala como por exemplo a inteligibilidade de fala, os sons e palavras que a criança já produz, bem como os que ela ainda não consegue produzir. Caberá a ele determinar ainda o tipo de intervenção adequado a cada caso e orientar os pais, cuidadores e professores, se for o caso.  
Portanto, o primeiro passo deve ser encontrar um profissional com experiência nos transtornos de fala e linguagem!

Intervenção Fonoaudiológica na Apraxia de Fala na Infância

Uma variedade de métodos pode ser utilizada na terapia de crianças com AFI e, de modo geral, eles buscam melhorar os aspectos motores da fala com maior prejuízo. Independentemente do método utilizado a intervenção nos casos de AFI deve seguir alguns princípios como: 
– Prática intensiva dentro e fora da sala de terapia: Isso significa que os pais e cuidadores deverão participar desse processo de forma ativa. 
– A terapia deve ter ênfase nos sons de fala: o fonoaudiólogo irá selecionar palavras funcionais que são parte do dia-a-dia da criança como alvos de fala a serem alcançados. As palavras irão variar entre mais simples, como “oi”, “dá”, “xixi” e mais complexas como “água” e “chocolate”. O importante é que as palavras selecionadas possam melhorar a comunicação da criança fora da terapia. 
– A criança pode necessitar de pistas para realizar o movimento adequado: as pistas funcionam como lembretes de qual e como cada movimento deve ser realizado e podem ser visuais, táteis e auditivas. 
Por fim, a motivação é parte fundamental no processo de intervenção. Somente uma criança motivada irá responder de forma satisfatória e alcançar bons resultados.

Prática de fala em casa

A prática intensiva é muito importante e além disso, as crianças precisam treinar as palavras ou frases alvo em situações da vida real. Os pais serão orientados a criar situações para que essas palavras sejam ditas de forma espontânea. Por exemplo, pedir que a criança diga “Oi” ou em uma complexidade maior “oi, mamãe”, toda vez que a mãe entrar em uma sala onde ela esteja. 
Por essa razão, o fonoaudiólogo deve orientar os pais e cuidadores e torna-los parte do processo de intervenção. Eles serão responsáveis pelo treino no dia-a-dia da criança e o sucesso da terapia irá depender dessa parceria. 

Métodos alternativos de comunicação

Se a criança tiver um comprometimento grave de fala e não puder se comunicar de forma eficaz, os métodos de comunicação alternativa podem ser muito úteis.
Existem métodos estruturados de comunicação alternativa que envolvem o uso de figuras, pranchas e pastas de comunicação. Mais uma vez, caberá ao fonoaudiólogo avaliar e determinar o melhor método a ser utilizado.
Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a comunicação alternativa não atrapalha o desenvolvimento de fala, muito pelo contrário, ela pode funcionar como uma ferramenta do desenvolvimento da linguagem. À medida que a fala melhora, essas estratégias e dispositivos poderão ser retirados aos poucos até que não sejam mais necessários. 
Uso de estratégias de comunicação alternativa pode ajudar a criança a ficar menos frustrada ao tentar se comunicar dando a elas a possibilidade de uma comunicação mais efetiva e funcional. 
Por fim, olhar a criança em toda sua complexidade e necessidades é fundamental para o sucesso da intervenção. Lembre-se sempre que de a criança com apraxia de fala:
SABE mais do que DIZ.
PENSA mais do que FALA.
ENTENDE mais que você IMAGINA!
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Fonte: https://site.tk-ead.com.br/blog/uncategorized/descubra-mais-sobre-os-tratamentos-da-apraxia/?utm_campaign=blog_descubra_mais_sobre_os_tratamentos_da_apraxia&utm_medium=email&utm_source=RD+Station
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Como amenizar o ronco


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O ronco é um mal que afeta diretamente na qualidade do seu sono, pode influenciar no ganho de peso, perca de memória, enxaqueca e diversos outros fatores. Além de prejudicar sua qualidade de vida, afeta também as pessoas próximas que convivem com você, causando um constrangimento.
A série de exercícios são realizadas na região da boca. Os exercícios são realizados com a boca fechada, com 10 repetições. Conheça eles e pratique!
exercicio-ronco

Exercício 1:
– Posicione a ponta da língua atrás dos dentes de cima;
– ‘Varrer’ com a língua para trás.
Exercício 2:
– Posicione a língua no ponto mais alto do céu da boca;
– Empurre para cima.
Exercício 3:
– Grude toda a língua no céu da boca;
– Abrir e fechar os dentes.
Exercício 4 e 5:
– Abaixar a parte de trás da língua;
– ‘Contrair’ a garganta e a úvula (a campainha);
– Segurar na posição de contração por 5 segundos.
Exercício 6:
– Colocar o dedo dentro da boca, entre os dentes e bochecha;
– Empurrar o dedo com a bochecha até encostar nos dentes;
– Fazer dos dois lados.
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Fonoaudiologia Educacional


O domínio do especialista em Fonoaudiologia Educacional inclui aprofundamento em estudos específicos e atuação em situações que contribuam para a promoção, aprimoramento e prevenção de alterações dos aspectos relacionados à audição, linguagem (oral e escrita), motricidade oral e voz e que favoreçam e otimizem o processo de ensino e aprendizagem.
O campo da Fonoaudiologia em âmbito escolar é muito vasto, o fonoaudiólogo na escola pode também atuar dando orientações aos professores, sugestões técnicas que ajudem a preparar as crianças para a alfabetização propriamente dita, assim como etapas posteriores a ela. Esta atuação ajudaria prevenir problemas futuros ficando deste modo, evidenciado o caráter profilático desta participação.
Atualmente é extremamente rico em aspectos visuais e informações escritas, o que acaba despertando as crianças para essa forma de linguagem. Em princípio é possível afirmar que, quando a criança chega à escola, ela domina o código oral, que continuará obviamente a enriquecer com base nas suas novas experiências, segundo um processo contínuo, que dependerá das oportunidades a que cada um pode ou não estar exposto.
A primeira fase mais importante para a vida escolar da criança é entre os seis ou sete anos quando ingressa na primeira série, e se neste momento a escola for uma experiência boa, prazerosa e positiva, o será por toda a vida acadêmica, levando-o ao sucesso escolar.
Desta forma, se tiver êxito na aprendizagem da leitura e escrita, a criança virá a adquirir a autoconfiança e a autoestima necessárias para que lute contra os diversos obstáculos que deverá vir a encontrar ao longo dos tempos. Antes de ensinar a criança a escrever, é necessário saber o que elas precisam da escrita, qual sua utilidade, e a partir daí programar as atividades adequadamente. O domínio da língua escrita é extremamente facilitado quando impulsionado pelo desejo de ler e de escrever.
Evidentemente, esse desejo só poderia manifestar-se a partir do momento em que a criança saiba da existência e função da escrita. Como a função social da escrita tem sido desvirtuada pela escola, uma vez que concentra o ensino da língua escrita em seus aspectos materiais (ortografia), ingressa neste contexto o profissional da Fonoaudiologia direcionando o seu fazer para o resgate do prazer do ler e do escrever.
Ao despertar na criança o desejo e a curiosidade em relação à linguagem escrita, estaremos anulando seu medo em relação às mesmas. Para a efetividade deste trabalho do Fonoaudiólogo, é necessário que se desenvolva uma parceria com o professor. O fonoaudiólogo e professor precisam trabalhar juntos numa relação de troca, já que cada um tem seu papel definido e experiência dentro do imenso universo de ações que é a educação.
A experiência da atuação do fonoaudiólogo associada a do professor, com base na integração de conhecimentos, cooperação, entendimento e discussão de exercícios detrabalho escolar, só têm a contribuir para o desenvolvimento dos alunos. Então, contrapondo-se à prática clínica dentro da escola, o fonoaudiólogo deve procurar identificar a natureza dos “distúrbios” apontados pelos profissionais da escola e promover uma reflexão, no sentido de evitar os rótulos e todas as consequências implicadas. Para isto, precisa-se estabelecer um vínculo, uma parceria com estes profissionais, discutindo e avaliando, com a comunidade escolar, suas reais necessidades.
Na atuação em equipe, tendo perspectiva coletiva, o Fonoaudiólogo deve procurar fazer parte da equipe interdisciplinar da instituição, traçando metas conjuntas para melhor atender o grupo de alunos, participando na elaboração do planejamento escolar, das reuniões de pais e professores, entre outros. Além do trabalho em grupo, é preciso prever atendimentos individuais, ocasionais, na medida em que os profissionais sintam necessidade de discutir situações específicas.
Com relação à orientação aos professores, deve caracterizar-se por um processo de formação consciente e refletida, distinta do contexto em que um grande número de pessoas recebe um conjunto de informações, que podem ou não se transformar em algo útil para o seu cotidiano.
Resumindo, fonoaudiologia escolar é...
De acordo com a Lei 6965, de 09/12/1981, que regulamenta a profissão, é de competência do fonoaudiólogo que trabalha em escolas desenvolver trabalho de prevenção no que se refere à área da comunicação oral e escrita, voz e audição e também participar da equipe de orientação e planejamento escolar, inserindo aspectos preventivos ligados a assuntos fonoaudiológicos.
 A atuação do fonoaudiólogo que trabalha em escolas difere do profissional que atua em clínica e hospitais. Na escola, o fonoaudiólogo atua de forma preventiva, enquanto que em clínicas e em hospitais essa atuação é terapêutica. Não compete ao fonoaudiólogo que trabalha em escolas realizar terapia fonoaudiológica.
O trabalho da Fonoaudiologia Escolar é de orientação, estimulação e detecção de problemas na área de voz, de comunicação oral e escrita e audição, tendo como população-alvo alunos, pais e professores.

Com os alunos, o trabalho fonoaudiológico tem os seguintes objetivos:
1.Otimizar o desenvolvimento da linguagem oral, leitura e escrita .
2. Promover estratégias de prevenção, preservação e controle de abusos e riscos para a voz e a audição.
3. Estimular a eliminação de hábitos inadequados relacionados às alterações fonoaudiológicas.
4.Detectar precocemente alterações fonoaudiológicas relacionadas à audição, voz, motricidade orofacial e linguagem oral e escrita.
5. Encaminhar para profissionais, quando necessário e acompanhar os tratamentos externos à escola.

A atuação com professores visa:
1. Orientar quanto aos cuidados com a voz.
2. Ensinar estratégias vocais para conservação e maximização da voz, durante o uso profissional.
3. Promover informações quanto às alterações fonoaudiológicas, como desenvolvimento normal da linguagem oral, leitura e escrita, e como estes podem ser otimizados em sala de aula.
4. Capacitar o profissional para detecção de possíveis alterações fonoaudiológicas que seus alunos venham a apresentar.
5. Encaminhar o professor que apresentar alterações vocais para profissionais especializados, acompanhando o tratamento.

No trabalho com os pais, o fonoaudiólogo realiza orientações sobre:
1. O desenvolvimento normal da criança e as alterações fonoaudiológicas comuns na infância.
2. A importância do estímulo familiar para otimização do desenvolvimento da criança.
3. O possível problema do filho e explicação de encaminhamentos necessários.
Precisa de assessoria? Entre em contato!!!

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Você sabe o que é Disfagia?





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CURSO PLUSHAND LONDRINA-PR

ATENÇÃO: CURSO PLUSHAND EM LONDRINA-PR




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Dicas para tirar a criança do Realismo Nominal - Utilizando Método das Boquinhas


Antes de consolidar a consciência fonológica… quando ainda está na Educação Infantil ou bem no início da alfabetização… a criança fica “presa” ao objeto e seu significado. 
Ela escuta uma palavra e não consegue entender que essa palavra pode ser representada letra por letra na escrita, pois ela apenas se detém na imagem e nas funções do objeto que ela está nomeando.
Por isso, quando pedimos a uma criança que se encontra nesta fase que escreva o nome de um animal ou um objeto (como ela ainda não aprimorou a consciência fonológica), ela pode apenas desenhar esse animal ou objeto. 
Quando ela avança um pouco e observa que usamos letras para escrever ela pode até usar uma quantidade de letras, mas é esperado que nada tenha a ver com a escrita de fato… usando letras aleatórias. 
Ela tende a usar muitas letras se for “escrever” o nome de algo grande (por exemplo: trem, avião, boi) ou poucas letras se o que deseja escrever for fisicamente pequeno (como formiga, joaninha, apontador).
Isso acontece porque nessa fase de 4-5 anos, por questões de maturação neurológica, é difícil para a maioria das crianças entender que não escrevemos a “coisa”, mas o nome da “coisa”. 
Isto é o que Piaget chamou de REALISMO NOMINAL, uma fase do desenvolvimento da aprendizagem em que a criança ainda não entende que a escrita representa sons da fala. 
Considerando a Psicogênese da Escrita de Emília Ferreiro, essa criança estaria no nível pré-silábico.
Agora vai a pergunta: o que nós mediadores podemos fazer para ajudar a criança a sair do Realismo Nominal e avançar na sua compreensão do que é ler e escrever??? Como ajudá-la a sair dessa compreensão baseada apenas no concreto e passar a representar com letras os sons da fala?
Aqui vão 5 dicas:  
  • Contar sílabas das palavras oralmente (batendo palmas para cada sílaba falada, por exemplo);
  • Apresentar as vogais e suas respectivas bocas, estimulando sua articulação;
  • Relacionar figuras iniciadas com vogais com as respectivas bocas das vogais que as pronunciam;
  • Nomear um objeto e identificar se ao pronunciar seu nome a boca da vogal indicada está presente ou não;
  • Uma vez identificada a presença de uma vogal na palavra, perceber se ela está no início, no meio ou no final.
Para tornar mais “concreta” para a criança essa percepção da ocorrência da vogal na palavra, Boquinhas tem um exercício clássico que é a “formiguinha”. Neste exercício, trabalhado pelo método desde a Educação Infantil, a criança é estimulada a falar a palavra e relacionar cada sílaba falada com as partes da “formiguinha”, identificando se a vogal que procura está na cabeça, no corpo ou no bumbum dela. As crianças adoram!
Estas reflexões certamente levarão a criança a relacionar a escrita com a fala, condição fundamental para que ela avance na compreensão do que é ler e escrever!
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14 de maio - Apraxia de Fala na Infância

Apraxia de Fala na Infância - O que é isso?

É um distúrbio motor da fala, caracterizado pela dificuldade de programação e planejamento das seqüências dos movimentos motores da fala, resultando em erros de produção dos sons (Hall, 2007). 

Quais as manifestações clínicas? Quais as dificuldades apresentadas pelas crianças com Apraxia?

- Bebês são considerados “quietos”; vocalizam e balbuciam pouco;
- Repertório limitado de vogais (dificuldade em produzir as vogais) e de consoantes;
- Variabilidade de erros (a criança pode apresentar diferentes “trocas na fala”). Fala de difícil compreensão;
- Maior número de erros quanto maior a complexidade silábica ou discursiva (quanto mais extensa a palavra, maior será a dificuldade);
- Instabilidade na produção da fala (tem dia que a fala está pior, ou melhor);
- Alteração prosódica (melodia da fala é diferente/”estranha”). Fala pode ser monótona;
- Déficits no tempo de duração dos fonemas, pausas (podem apresentar prolongamentos, hesitações). “Lentidão” para falar.
- Procura do ponto articulatório (a criança fica procurando o ponto articulatório, por exemplo, ao falar “pato”, pode falar “bato” “cato” “lato”...até chegar no “pato”.
- Pobre inventário fonético: pobre domínio dos sons da fala. Os pais têm a impressão de que a criança não sabe o que fazer com a boca, parece desconhecer os movimentos necessários para a fala (não movimenta adequadamente a língua);
- Atraso no aparecimento das primeiras palavras (os pais relatam que demorou a começar a falar);
- Alterações em outros aspectos da linguagem oral (como por exemplo, vocabulário pobre, dificuldade para produzir frases mais elaboradas, para relatar fatos, etc);
- Pode apresentar além da dificuldade motora na fala, outras dificuldades, como na coordenação motora fina, para se alimentar, mastigar, se vestir, para andar de bicicleta (os pais podem perceber uma inabilidade motora geral).
Existem diferentes terminologias que são utilizadas para Apraxia de Fala, tais como:
Apraxia Desenvolvimental de Fala;
Apraxia Articulatória;
Dispraxia Verbal;
Dispraxia Articulatória Desenvolvimental;
Apraxia Verbal da Infância;
Apraxia Verbal Desenvolvimental;
Síndrome do Déficit de Programação Fonológica, etc
No entanto, a Associação Americana de Fonoaudiologia (American Speech-Language-Hearing Association (ASHA, Ad Hoc Committee on Apraxia of Speech in Children) recomenda que o termo: Apraxia de Fala na Infância. 

Como é feito o diagnóstico?

A Apraxia é considerada uma desordem da fala, da comunicação e, portanto, o profissional qualificado para dar este diagnóstico é o Fonoaudiólogo, com experiência nesta área. Pode ser necessário também o encaminhamento para outros profissionais, como Terapeutas Ocupacionais, Psicólogos, Neuropediatras, etc.
Deve ser realizada uma avaliação minuciosa de todos os aspectos da fala, da linguagem e da motricidade oral da criança, incluindo as habilidades práxicas. Existem dificuldades que são específicas do quadro, mas podem variar de criança para criança e até na mesma criança, com o avanço da idade. O contexto educacional e familiar no qual a criança está inserida também deve ser analisado.

Com que idade o diagnóstico de Apraxia de Fala pode ser feito? 

Muitas vezes, não é possível diagnosticar uma criança com menos de dois anos de idade, porque ainda não conseguirá compreender as instruções específicas para cumprir as tarefas essencias para o diagnóstico. Entre dois e três anos, podemos suspeitar do quadro e indicar alguns meses de terapia diagnóstica para a confirmação do diagnóstico. A intervenção precoce é muito importante para se obter resultados mais significativos. Os pais preocupados com o desenvolvimento da fala e da linguagem devem sempre procurar ajuda.

Por que falar é tão difícil para estas crianças? 

O ato da fala é altamente sofisticado. É um processo cerebral que envolve músculos da boca, da face, da língua, do palato, faringe. O controle motor da fala é complexo e depende de mecanismos cerebrais específicos e acredita-se que nos quadros de Apraxia, estes mecanismos não conseguem se integrar, gerando falhas no processamento, no planejamento e na execução da fala. Crianças com apraxia têm consciência de suas dificuldades, “tentam falar corretamente, mas não conseguem”.

E o tratamento? 

Crianças com Apraxia necessitam de atendimento terapêutico individual. Os resultados e progressos podem ser obtidos a longo-prazo. Com a terapia pode haver uma melhora das habilidades comunicativas, mas outros fatores, como a gravidade do quadro e a idade da criança também devem ser considerados. Também deve ser feito um trabalho com a família (Programa de suporte e orientação aos pais) e com a escola (os professores necessitam de orientações). A Apraxia de fala pode acarretar dificuldades que irão persistir na idade adulta.

Se uma criança não tiver progresso significativo, apesar de estar em terapia fonoaudiológica, considerar:

1. O diagnóstico está correto?
2. A freqüência de atendimento está adequada?
3. O planejamento terapêutico está adequado?
4. A relação terapeuta-paciente é adequada?
5. O ambiente terapêutico e estratégias terapêuticas são motivadoras? Interessantes?
6. Outros aspectos estão interferindo na evolução da criança?
A parceria com a família deve ser considerada uma extensão do tratamento. Os pais devem observar a terapia e devem receber orientações de como ajudar em casa.

Maiores informações, acessar: http://www.apraxia-kids.org/ . (Site americano, para pais e profissionais sobre Apraxia de Fala). Infelizmente no Brasil, não temos serviços deste tipo, disponíveis.

Referência Consultada: Hall, P.K; Jordan, L.S.; Robin, D.A. Developmental Apraxia of Speech. Theory and clinical practice. Second Edition.Pro-ed, 2007.

www.leandrafonoaudiologia.com


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MAIO AZUL - CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO E FONOAUDIOLOGIA


A intervenção fonoaudiológica é muito importante para as crianças com autismo, devido às grandes dificuldades comunicativas, especialmente no desenvolvimento da linguagem. O tratamento fonoaudiológico precoce contribui muito para amenizar os déficits nas habilidades comunicativas dos indivíduos que fazem parte do transtorno do espectro autista (TEA).
Os objetivos da intervenção fonoaudiológica variam muito; devem ser observadas as características de cada criança. Deve-se ter como objetivo geral o aumento da funcionalidade da comunicação, maior frequência de atos comunicativos intencionais (olhares, gestos); estimular a compreensão e a expressão verbal (vocalização e fala), proporcionando experiências comunicativas e auxiliando na inclusão escolar e na sociedade.
Cada criança responde de uma forma ao tratamento, algumas apresentam bons resultados logo nos primeiros meses de intervenção, outras, no entanto necessitam de um tempo maior de intervenção.
Eis que surge então uma das maiores angustias das famílias: – Meu filho vai falar?
A questão é delicada e deve ser cuidadosamente abordada por equipe interdisciplinar. A fala não é, nem deve ser a única forma de comunicação e expressão da criança, e todos os aspectos do desenvolvimento devem ser considerados (desenvolvimento psíquico, motor e cognitivo, por exemplo).
Hoje, estima-se que entre 20 e 30% de pessoas com autismo desenvolveram a linguagem verbal, quase sempre associada a intervenções e estímulos adequados às necessidades de cada criança.
É importante lembrar que a comunicação é fundamental para o ser humano, seja ela verbal ou não verbal, e proporcionar a criança com autismo um ambiente acolhedor, relacional e convocante é necessário para que possa emergir a intenção comunicativa.
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Sialorreia (ou baba excessiva) na criança com deficiência. Como tratar?

sialorreia (aumento do fluxo salivar que ultrapassa a margem da boca) é muito comum em crianças com paralisia cerebral, e em média, atinge em algum grau, 1 de cada 3 pacientes.

A baba é normal quando acontece até os 2 anos de idade e eventualmente até os 4 anos, principalmente quando os dentes estão nascendo. Após os 4 anos o problema deve ser investigado e tratado.

As principais causas são a incoordenação motora oral e a redução da sensibilidade intraoral. Porém, outros fatores também estão associados ao problema: 
  • Pouco controle cervical e de tronco;
  • Disfagia;
  • Má oclusão dentária;
  • Alteração do processo mastigatório;
  • Redução do vedamento labial;
  • Uso de algumas medicações.
O tratamento deve envolver Fonoaudiólogo e Fisioterapeuta, que juntos farão um planejamento terapêutico para melhora de controle cervical e de tronco, bem como os estímulos motores orofaciais.

Alguns dos tratamentos mais indicados são:
  • Uso regular de bandagem (Kinesio Taping);
  • Eletroestimulação aplicada à disfagia;
  • Aplicação de Toxina Botulínica;
  • Medicações específicas;
  • Adesivo que diminui a salivação.
Quando não tratada adequadamente, a sialorreia pode prejudicar a respiração, favorecendo o risco de aspiração, dificultar a alimentação, impactar a vida social e as demais atividades de vida diária.

http://grhau.blogspot.com/2018/01/sialorreia-ou-baba-excessiva-na-crianca.html?m=1
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Vem comigo!

A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”