Início Contato Método das Boquinhas Portfólio Cursos Acessoria Via Skype
Mostrando postagens com marcador Prematuridade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prematuridade. Mostrar todas as postagens
1

Os 10 mandamentos do método Mãe Canguru

  Veja quais são as 10 considerações mais importantes quando se fala de método Mãe Canguru.
http://wiltonlira.com.br/principal/?p=102
     Agradeço ao amigo Dr. Marcus Renato de Carvalho (doAleitamento.com) por ceder esse excelente material sobre o método, essencial na recuperação dos prematuros.

1 - O bebê DEVE ficar na POSIÇÃO CANGURU, ‘amarrado’ entre os seios da mãe, DIA E NOITE.

2 - A mãe PODE: comer e passear com o bebê. Quando a mãe for tomar banho ou usar o banheiro, o bebê pode ser colocado na cama. Neste momento, lembrar de LIGAR O AQUECEDOR DO QUARTO.

3 - A MAMÃE AQUECE O BEBÊ, com o seu corpo. O contato é direto da pele do bebê com a pele da mãe e a roupa só atrapalha. Então o bebê deve ficar somente com fraldas, meias e gorro.

4 - Roupas, mantas e cobertores protegem mas NÃO AQUECEM o bebê, que pode ficar frio (hipotermia), não engordar e ficar doente.

5 - O prematuro às vezes ‘esquece’ de respirar (apnéia). Quando está no canguru, a RESPIRAÇÃO DA MÃE ‘LEMBRA’ AO BEBÊ DE RESPIRAR durante todo o tempo.

6 - O prematuro ‘golfa’ muito e na POSIÇÃO CANGURU fica mais PROTEGIDO DE SE ENGASGAR com o vômito. Depois que o bebê mamar fique com ele na posição, sentada por meia hora.

7 - Quando o bebê for COLOCADO NA CAMA, não deve ficar diretamente sobre o colchão, use um travesseiro ou cobertor dobrado, para que ele fique elevado,‘QUASE SENTADO’. DEPOIS DE MAMAR, o bebê deve ficar DEITADO DE LADO apoiado em um rolinho ou travesseiro para não se virar, isto evita que ele se engasgue quando ‘golfar’.

8 - A mãe DEVE: dormir com o bebê ‘amarrado’ na posição canguru e dormir em posição ‘quase sentada’.

9 - O bebê NUNCA deve dormir na cama ao lado da mãe e NEM "solto" sobre a mãe. Os riscos de acidente são reais.

10 - O melhor ALIMENTO PARA O BEBÊ PREMATURO È O LEITE DE SUA PRÓPRIA MÃE. Este é um presente de "saúde" que SÓ VOCÊ pode dar ao seu bebê.

Por 

Luís Alberto Mussa Tavares
(Pediatra; poeta; editor do site www.fotolog.net/oprematuro)


Marcus Renato de Carvalho(Docente de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); editor do site www.aleitamento.com)
Leia Mais ►
0

Método Mãe Canguru: só vantagens para os prematuros e suas famílias

O Método Mãe Canguru, também conhecido como “Cuidado Mãe Canguru” ou “Contato Pele a Pele”, tem sido proposto como uma alternativa ao cuidado neonatal convencional para bebês de baixo peso ao nascer. Foi idealizado e implantado de forma pioneira por Edgar Rey Sanabria e Hector Martinez em 1979, no Instituto Materno-Infantil de Bogotá, Colômbia, e denominado “Mãe Canguru” devido à maneira pela qual as mães carregavam seus bebês após o nascimento, de forma semelhante aos marsupiais.
     Era destinado a dar alta precoce para recém-nascidos de baixo peso frente a uma situação crítica de falta de incubadoras, infecções cruzadas, ausência de recursos tecnológicos, desmame precoce, altas taxas de mortalidadeneonatal e abandono materno.
Foto: William Santos - fotógrafo e comunicólogo     
     Nascia então o “Método Canguru”. Essa assistência neonatal implica no contato pele-a-pele precoce entre a mãe e o recém-nascido de baixo peso, de forma crescente e pelo tempo que ambos entenderem ser prazeroso e suficiente, permitindo, dessa forma, uma maior participação dos pais no cuidado ao seu recém-nascido.
     A posição canguru consiste em manter o recém-nascido de baixo peso ligeiramente vestido, na posição vertical, contra o peito do pai ou da mãe.
     Só são considerados como “Método Canguru” os sistemas que permitem o contato precoce, realizado de maneira orientada, por livre escolha da família, de forma crescente, segura e acompanhado de suporte assistencial por uma equipe de saúde adequadamente treinada.
     
VANTAGENS DO MÉTODO:
- aumenta o vínculo mãe-filho;
- diminui o tempo de separação mãe-filho, evitando longos períodos sem estimulação sensorial;
- estimula o aleitamento materno, favorecendo maior freqüência, precocidade e duração da amamentação;
- proporciona maior competência e amplia a confiança dos pais no manuseio do seu filho de baixo peso, mesmo após a alta hospitalar;
- favorece um controle térmico melhor;
- reduz o número de recém-nascidos em unidades de cuidados intermediários devido à maior rotatividade de leitos;
- proporciona um relacionamento melhor da família com a equipe de saúde;
- favorece a diminuição da infecção hospitalar;
- diminui a permanência hospitalar.

Leia Mais ►
0

Secretaria da Saúde do Paraná treina profissionais para atuar no método Canguru

Parabéns à Saúde do Paraná pela bela iniciativa, que vai além de apenas ensinar o método aos pais. Confira na matéria. Mães e bebês prematuros agradecem!
     

http://advance.uconn.edu/2004/040301/04030110.htm
     "26/08/11 - A Secretaria de Estado da Saúde está incentivando a utilização do método Canguru nos hospitais com UTI neonatal no Paraná, como parte dos protocolos do programa Mãe Paranaense, que será lançado em novembro. Para isto promoveu em parceria com o Hospital de Clínicas e com o Ministério da Saúde, nesta semana, uma capacitação para 30 profissionais - entres eles médicos pediatras e neonatologistas - que coordenarão a implantação do método em cinco hospitais – Hospitais Universitários de Londrina e de Maringá, Hospital Municipal de São José dos Pinhais, Maternidade Vitor Ferreira do Amaral e Hospital do Trabalhador.
     A enfermeira-chefe da UTI Neonatal do Hospital de Clínicas e tutora da capacitação, Viviane Trevisan, destacou que o método canguru é dividido em três etapas – na primeira, ainda com o bebê internado, a mãe permanece com o bebê o maior tempo possível, dentro das regras da unidade. Na segunda etapa, a mãe é reinternada e passa praticamente todo o tempo com o filho na UTI. E na terceira, o método continua sendo aplicado em casa, depois da alta médica.
     “Os pais se sentem inseguros e assustados com o bebê prematuro, por isso durante a aplicação do método ensinamos outras técnicas para aproximar a mãe do bebê, como facilitar a entrada dela na unidade intensiva, ajuda-la a dar banho e cobrir a incubadora para que fique mais aconchegante para o bebê”, explicou Viviane. A ideia é que a família se sinta tranquila e apta a cuidar do prematuro quando ele receber alta.
     O Hospital do Trabalhador também aplica a primeira etapa do método em sua UTI neonatal. “Conhecemos as vantagens, que são inúmeras. Agora com o conhecimento técnico poderemos ampliar nossa atuação”, disse a enfermeira e coordenadora da UTI neonatal, Roseli Batista Diniz. O hospital, que é uma unidade da Secretaria da Saúde, estuda a possibilidade de adotar o método na sua integralidade.
     A enfermeira da Universidade Estadual de Londrina, Edilaine Giovanini Rossetto, disse que no Hospital Universitário o método é aplicado nas visitas dos familiares aos bebês internados. “O ideal é que a mãe passe o maior tempo possível com o bebê. Também temos muitos pais e avós que pedem para fazer parte do processo”, disse.
     O médico pediatra e coordenador da UTI neonatal do Hospital Municipal de São José dos Pinhais, Onildo Palhari, afirmou estar satisfeito com os conhecimentos técnicos adquiridos na semana de capacitação. “Viemos em quatro profissionais, três enfermeiras e eu. Agora com a reforma da maternidade pretendemos ampliar o espaço e realizar também a segunda etapa do processo”, disse.
     Os hospitais que desejarem obter mais informações sobre a capacitação devem entrar em contato com a Secretaria Estadual da Saúde.
     O MÉTODO - Criado na Colômbia em 1979, o método é fundamental para o desenvolvimento de bebês prematuros – especialmente para aqueles com menos de 1,5 kg. Nele, o bebê fica preso ao corpo da mãe ou familiar o maior tempo possível, o que fortalece o vínculo entre eles, incentiva a amamentação e ajuda no desenvolvimento da criança. “O método de humanização também diminui o tempo de internação e minimiza os impactos de procedimentos que são feitos enquanto ele permanece internado”, explicou a coordenadora do programa de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, Rogéria Fadel."

Leia Mais ►
0

Estimulação em Bebês com Dificuldades de Sucção



A atuação fonoaudiológica em berçários, UTI e internação pediátrica é de extrema importância, tanto nos aspectos preventivos como de reabilitação. Estudos comprovam que existe grande parte de recém-nascido pré-termo cuja alta hospitalar é adiada por impedimentos provenientes de uma alimentação ineficiente. Pode-se dizer que a sucção e a deglutição são automatismos interligados, principalmente, nos primeiros meses de vida, os quais, juntamente com a função da respiração, interagem como um sistema. A sucção é fundamental na vida dos recém-nascidos, já que é a 1ª forma pelo qual o bebê obtém o alimento. Ao nascer, o bebê apresenta estrutura anatômica(boca) que lhe garante a capacidade de se alimentar da consistência líquida por meio do seio materno e/ou mamadeira. A deglutição é conseqüência dos movimentos rítmicos e coordenados da sucção. Fatores como tônus muscular, tipo de bico utilizado e a saciedade da fome podem influenciar no padrão de sucção. É essencial que o bebê se alimente por via oral(pela boca) contudo, em conseqüência, por exemplo, do bebê ser prematuro e/ou apresentar afecções conseqüentes de comprometimentos durante o desenvolvimento do embrião, poderá apresentar dificuldade de alimentação.
Essas dificuldades são observadas na avaliação clínica de deglutição realizada pela fonoaudióloga especialista na área quando solicitada a integrar a equipe de atendimento a essas crianças com distúrbio de deglutição. Nessa avaliação o fonoaudiólogo observa que os bebês não apresentam ao ser estimulados os reflexos orais que seriam esperados, como ausência do reflexo de sucção; o vedamento labial que garantiria segurar firmemente o seio materno e/ou bico da mamadeira não ocorre adequadamente e o bebê deixa escapar o leite para fora da boca; o ritmo da sucção não se dá de forma coordenada o que poderá levar a um desequilíbrio da deglutição e respiração e, conseqüentemente, presença de engasgos, tosse e apnéia (o bebê para de respirar). Com risco de penetração e ou aspiração do alimento para região laríngea (pulmão), dentre outras dificuldades. Essas crianças necessitarão de outra via de alimentação, no intuito de suprir seu estado nutricional e, garantir crescimento e desenvolvimento. A determinação da alimentação por uso de sonda naso ou orogástrica, e/ou ainda, gastrostomia em alguns casos, se deve ao comprometimento nas funções da sucção, deglutição e respiração, conseqüentemente, ao risco de aspiração traqueal com evolução para quadros de pneumonias de repetição. A criança que não apresenta condições de receber alimentação por via oral, deverá ser acompanhada pela fonoaudióloga que realizará estimulação sensório-motora oral, estimulação da sucção não-nutritiva e nutritiva quando indicado, com o objetivo de adequar as funções comprometidas e propiciar o mais breve possível a passagem do alimento da sonda por via oral.
Leia Mais ►
0

Amamentação e Bebê Prematuro



Com muita freqüência as mamães enfrentam problemas preveníveis com a amamentação.  A rotina de muitos hospitais torna a situação mais difícil para mães e bebês iniciarem a amamentação de maneira bem sucedida. Quando a prematuridade acontece, as mães têm ainda mais dificuldades com o aleitamento materno e isto acontece porque o bebê prematuro precisa de leite materno e serem amamentados mais do que um bebê a termo. A razão que  restringe o acesso à ajuda neste período é porque muitas técnicas usadas para salvar vidas de prematuros foram desenvolvidas nas décadas de 60 e 70, quando o leite materno, não importando a prática de amamentação, realmente não era prioridade nas Unidades de Terapias Intensivas Neonatais ( UTI Neonatais) . Infelizmente, apesar de tudo que viemos aprendendo desde esta época, sobre como ajudar mães e bebês a praticarem a amamentação, as UTI´s Neonatais parecem ser, em geral e com algumas exceções claro, resistentes a mudar a forma no qual os bebês deveriam ser amamentados. Ainda pior, algumas técnicas adotadas tornam a situação mais difícil.

Alguns mitos sobre bebês prematuros e amamentação
1-        Bebês prematuros precisam ficar na incubadora. Na realidade, bebês prematuros, mesmo os mais pequeninos, frequentemente melhoram mais rapidamente quando são postos em contato pele a pele com a mãe (ou pai) do que se estivessem na incubadora. As evidências mostram que bebês prematuros (e bebês a termo também neste caso) estão mais estáveis metabolicamente quando ficam em contato com sua mãe. Sua respiração pode se estabilizar, a pressão sanguínea é normal, ele mantém os níveis de glicose no sangue e temperatura normal quando estão no praticando o Método Canguru ( contato pele a pele a maior parte do dia) do que na incubadora. Além disso, mães e bebês serão favorecidos com maior produção de leite, a mamãe será capaz de oferecer a mama ao bebê precocemente e o bebê vai mamar melhor. Um documento da OMS discuti esta abordagem através de muitas referências. Por favor, mostre este documento ao seu médico: website http://www.who.int/reproductive-health/publications/kmc/text.pdf
2-       Bebês prematuros precisam de fortificantes. Na verdade, a maioria não precisa. Se a mãe está ordenhando o leite eficientemente, bebês com peso acima de 1800 gr (geralmente com 32 semanas de gestação, embora haja exceções) podem crescer adequadamente apenas com leite materno, talvez com a adição de vitamina D ou fósforo.  O real problema atrás dessa necessidade de fortificantes é que isto tem sido uma regra em muitas UTI´s neonatais, sob a argumentação de que os bebês têm que crescer na mesma proporção fora da mãe, como se não tivessem nascido tão cedo. Mas não há boa evidência sobre isto, ao passo que há evidências de que bebês que crescem mais rápido do que os prematuros que recebe leite materno tem problemas , mais tarde, com altos níveis de colesterol “ruim” no sangue, hipertensão sanguínea, resistência à insulina (pode ser início de diabetes mellitus tipo 2) e sobrepeso. Estes estudos foram conduzidos com bebês prematuros, para os quais foram oferecidos A) apenas leite humano, B) Leite Materno + Leite de banco ou C) Leite materno + fórmula para prematuros. Os bebês que receberam fórmula cresceram mais rapidamente, mas há um preço.
Como o bebê pode ser alimentado sem introdução de fortificantes? Bem, primeiramente, é verdade que alguns precisam desta adição: bebês muito pequenos e cujas mães não conseguem ordenhar o leite materno. Entretanto, os fortificantes agora tem sido fabricados à partir de leite humano, mas ainda não estão facilmente acessível e são muito caros. Não há razões para que os fortificantes sejam produzidos de leite de vaca. Entretanto, a maioria dos bebês prematuros não precisa de fortificantes porque são “grandes” prematuros.
·        Muitas UTIs Neonatais tem como regra que os prematuros recebam apenas uma quantidade de líquido por dia. Usualmente o volume é de 150 – 180 ml/kg/dia, as vezes menos. Se o bebê tem um acesso venoso, o líquido oferecido por via oral é ainda menor. Esta restrição líquida faz sentido, por exemplo, se o bebê está respirando por aparelho e, neste caso, muito fluído pode causar falência cardíaca e impedir o desmame do ventilador. Então, restrição líquida mais “o bebê precisa crescer como se estivesse intra útero” resulta em necessidade de fortificante.
Uma forma de evitar os fortificantes em alguns bebês prematuros eu aprendi na África, era oferecer ainda mais leite materno do que a UTI neonatal permitia. De fato, estes bebês não eram como os bebês prematuros  em países afluentes. Eles eram maiores, um pouco de oxigênio era tudo que eles precisavam para sobreviver. Mas naquele tempo, acreditava-se  que o bebê deveria crescer como se estivesse dentro da mãe. Eu aumentava o volume de leite materno que o bebê recebia para além de 150-180ml/kg/dia, as vezes ainda mais de 300ml/kg/dia e os bebês aceitavam e cresciam muito bem. A oferta não era de uma só vez; o leite era gotejado no estômago por sonda nasogástrica, poucas gotas por vez.
·        Pode haver necessidade de adição no leite materno, dependendo dos níveis sanguíneos do bebê. É possível adicionar vitamina D, fósforo, cálcio, mesmo proteína humana (albumina) e gordura de leite humano (de banco de leite) no leite do bebê sem a necessidade de usar fortificantes. Se o bebê não precisa deste elemento, este deveria ser desconsiderado, uma vez que diminuem a concentração de todos os elementos que tornam o leite materno único e especial.
3-       Bebês prematuros não podem mamar até que completem  34 semanas de gestação. Isto é errado. O trabalha de UTI neonatal amiga da amamentação, especialmente na Suíca, tem mostrado que bebês podem começar a mamar mesmo com 28 semanas e muitos são capazes de realizar a pega e extrair o leite disponível com 30 semanas. Na verdade, alguns bebês mamam plenamente com 32 semanas. Isto significa que amamentação e não apenas receber leite materno por sonda nasogástrica ou mamadeira. Com o Método Canguru e acesso precoce à mama, isto pode acontecer em qualquer lugar.
Claro, todo bebê é diferente e alguns podem demorar mais tempo dependendo se eles enfrentaram problemas respiratórios ou outras condições, mas esperar até que o bebê tenha 34 semanas para lhe apresentarem a mama é, praticamente, usar o mamadeira como modelo de alimentação para infante.
Veja os seguintes artigos ou leve-os para o seu médico
Nyqvist K. The development of preterm infants’ breastfeeding behavior. Early Human Development; 1999;55:247–264
Nyqvist K. Early attainment of breastfeeding competence in very preterm infants, Acta Pædiatrica 2008;97:776–781

4-      Mães de bebês prematuros precisam usar bicos artificiais protetores de mamilos para fazer o bebê realizar a pega e extrair o leite.  Isto não é verdade, na maioria de minhas experiências na África ( de fato, nunca utilizamos estes objetos lá) e a experiência em UTIs Neonatais em outros países, como na Suécia. O segundo artigo, de Nyqvist, tem bebês tão pequenos quanto os de 26 semanas de gestação e também acima de 31 semanas, onde apenas uma minoria utilizou bicos artificiais protetores de mamilos. Ainda, diferente do que acontece nas UTIs norte americanas, das quais os bebês recebem alta sem estarem sendo amamentados (no máximo eles recebem o leite materno na mamadeira e as mães não oferecem a mama) quase todos os bebês, de fato, deixam o hospital em amamentação.
A chave é colocar o bebê para mamar. Isto leva mais tempo comparado com o bico artificial, mas os resultados valem muito a pena. Bicos artificiais conduzem, com muita freqüência, á diminuição do aporte de leite e geralmente dificulta o abandono do uso deste protetor.
A forma de fazer um bebê prematuro realizar a pega não é diferente do bebê nascido à termo. Veja o texto informativo When Lactching e os vídeos emhttp://www.nbci.ca/ . Estes vídeos não mostram bebês prematuros, mas os princípios para uma boa pega são os mesmos.
5-      Bebês prematuros precisam aprender a sugar com a mamadeira. Bem, eu nem sei o que dizer sobre isto. É simplesmente uma inverdade. Bebês prematuros podem aprender a suga sem a mamadeira, novamente, por experiência profissional ao redor do mundo. Comumente mães e bebês recebem o “conselho” da equipe hospitalar de que o bebê receberá alta mais rapidamente se iniciarem a mamadeira. Esta não é a forma de ajudar mães e bebês. De qualquer forma, não é verdade que o bebê precisa da mamadeira. O Método Canguru e colocar o bebê para mamar antes das “mágicas” 34 semanas de gestação evitaria esta situação. Ainda, como músculos diferentes são utilizados na sucção da mamadeira, esta ensina ao bebê habilidades pobres de sucção e isso pode ser, algumas vezes, difícil de “desensinar”.
6-      Bebês prematuros se cansam ao mamar no peito. Alguns acreditam que esta seja uma verdade porque bebês, não apenas os prematuros, tendem a adormecer na mama quando o fluxo de leite é baixo, especialmente nas primeiras semanas. Oferecem a ele uma mamadeira e, porque o fluxo de leite é rápido, o bebê acorda e suga com força. A falsa conclusão? O bebê se cansa ao peito porque o trabalho para sugar nele é mais “árduo” e a mamadeira é a opção mais fácil.
Bebês prematuros comumente não realizam boa pega, em parte porque ele não é bem ensinado. Com boa pega, o uso da compressão mamária e, se necessário, o alimentador auxiliar, ele vai receber bom fluxo e não vai adormecer ao seio. Aumente o fluxo e você  verá que a amamentação não é difícil nem cansativa para o bebê.
7-      Pesagem (pesar o bebê antes e depois de mamar) é um bom método de saber quanto leite o bebê suga por mamada. A pesagem pressupõe que nós sabemos o quanto o bebê deve mamar. Como podemos saber, visto que os parâmetros utilizados falam sobre o peso e idade do bebê alimentados com fórmulas? E como poderíamos dizer o quanto o bebê deve receber se ele realizasse boa pega, com a mãe usando a compressão, especialmente se a amamentação é controlada por programas de 10 ou 20 minutos (por conta da preocupação de que o bebê pode se cansar)? A melhor forma de saber se o bebê está mamando bem é observar o bebê neste momento.
8-      Bebês prematuros devem continuar recebendo fortificantes quando deixam o hospital. Este é um novo “percalço” que vem minando a amamentação de prematuros. Talvez alguém tenha apresentado algum documento em uma conferência que mostrou que o bebê teria melhores resultados se o uso de fortificantes continuasse. Mas, novamente, “mais não é, necessariamente melhor” e a amamentação é mais importante do que o ganho de peso, o que não é necessariamente  bom. Veja as informações sobre fortificantes acima.
Mães e bebês prematuros se deparam, com muito mais freqüência, com problemas com a amamentação do que os nascidos a termo. Mas estes problemas podem ser corrigidos.

Escrito por Dr. Jack Newman e Edith Kernerman, IBCLC, 2009 - Tradução: Grasielly Mariano
Grasielly Mariano – Enfermeira consultora em aleitamento materno, membro pesquisador do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Aleitamento da Escola de Enfermagem da USP, tem formação em aleitamento materno em três países e realiza pesquisas no Canadá sob orientação do Dr. Jack Newman. E-mail: enfgrasi@lactare.com /telefone: (5511) 7761-3254.
Dr. Jack Newman, Médico pediatra canadense, consultor internacional em aleitamento materno, MD,  IBLCE, fundou e dirige o Newman Breastfeeding Clinic Institute( Toronto) e é professor da Toronto University.

Leia Mais ►

Vem comigo!

A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”