Depois de assistir o vídeo abaixo, senti que devia compartilhar! Vídeo esclarecedor e muito didático para todas as classes!
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Métodos audiovisuais: projetos de imagens que possam permanecer diante dos olhos do ou dos pacientes, tempo suficiente para serem aprendidos. O texto deve ser relido duas ou três vezes, lentamente, e repetido. Parando-se numa determinada imagem, são feitas numerosas perguntas e desenvolve-se o vocabulário.
Afasia de Broca (Expressão)
Língua:
Respiração:
Ruídos:
Alternando: T - estalar a língua
Mímica: Expressões faciais
Voz: Pronunciar uma vogal, uma sílaba, durante o maior tempo possível, emitindo-a no mesmo tom:

Io canto
Io canto
Io canto
Io canto
A O I E É (É) | U Ã ON EM UM (crie outros exemplos).
Se a comunicação estiver assegurada, os exercícios articulatórios propriamente ditos serão abandonados em proveito dos exercícios que visam a enriquecer a linguagem, quando se continuará a trabalhar a articulação.
Todavia, quando esta estiver atingindo um nível satisfatório, ainda será útil, e até indispensável, trabalhar a prosódia (articulação, expressão fácil, emoção).
http://www.psicopedagoga.org/index.php?option=com_content&view=article&id=71:atividades-para-afasicos-adultos&catid=14:entrevistas
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Atividades para adultos Afásicos
Toda reeducação da linguagem recorre a meios pedagógicos e métodos de
aprendizagem próprios à aquisição de uma língua: estes meios e métodos
devem ser adaptados aos distúrbios afásicos propriamente ditos, e ao
paciente. A discussão dos exercícios construídos a partir destes meios e
métodos constitui o objeto de amenizar os sintomas da patologia. Para
isso precisamos de um repertório de exercícios, modelos que podemos
criar e ser adaptados a uma dada situação patológica.
Além disso, na reeducação, devemos considerar os vínculos que unem o paciente, as características de sua afasia (de caso para caso e no mesmo paciente) e o repertório dos exercícios – compreender o afásico para adaptar os exercícios em função da recuperação dos distúrbios e para utilizá-la melhor forma a personalidade do indivíduo, nenhum caso é exatamente igual ao outro.
A reeducação deve ser vivenciada e repensada em função do paciente. Deve-se considerar também a modéstia dos resultados obtidos pela reeducação.
Além disso, na reeducação, devemos considerar os vínculos que unem o paciente, as características de sua afasia (de caso para caso e no mesmo paciente) e o repertório dos exercícios – compreender o afásico para adaptar os exercícios em função da recuperação dos distúrbios e para utilizá-la melhor forma a personalidade do indivíduo, nenhum caso é exatamente igual ao outro.
A reeducação deve ser vivenciada e repensada em função do paciente. Deve-se considerar também a modéstia dos resultados obtidos pela reeducação.
A Intervenção: Exame, Diagnóstico e conduta
O exame neurológico aprofundado sempre procede à própria intervenção,
complementado com uma investigação psicológica. Havendo também uma
correlação entre as possibilidades de recuperação da linguagem e o nível
operatório. Na medida do possível, as capacidades intelectuais devem
ser avaliadas.
Uma síntese confrontando os resultados do exame neurológico, as conclusões dos psicólogos e os resultados fonoaudiólogos, num trabalho de equipe, chega-se a um diagnóstico e a uma conduta no que se refere a uma eventual aceitação do caso. Deste modo, tem-se um prontuário completo no qual serão registrados os diferentes elementos obtidos antes da reeducação. Este prontuário será complementado por controles regulares durante o tratamento.
Fatores associados à linguagem propriamente dita, devem ser levadas em conta: sinais neurológicos, apraxias, agnosias, comprometimento psicológico, nível intelectual, contexto sociocultural, meio familiar, profissão anterior, idade e sexo do paciente.
Estes elementos, provenientes de uma análise minuciosa, levam também em certos casos, a se renunciar a realização de uma reeducação ou adiá-la.
Afasia total (até dois exames), se coincidirem, não poderá se considerar a possibilidade da reeducação.
Comprometimento mais Difuso: presença de sinais na área pré-frontal (reflexo tátil proprosceptivo, reflexo oral). Quando comprometer todas as modalidades da linguagem.
Agnosia Auditiva – perdem o controle auditivo de sua própria emissão verbal, como também são incapazes de diferenciar os sons da linguagem que eles ouvem. Entretanto, pode regredir num período mais ou menos longo.
Intervenção: Correspondência visuográfica por meio dos exercícios de percepção aos símbolos gráficos e gestuais correspondentes aos sons emitidos.
Uma síntese confrontando os resultados do exame neurológico, as conclusões dos psicólogos e os resultados fonoaudiólogos, num trabalho de equipe, chega-se a um diagnóstico e a uma conduta no que se refere a uma eventual aceitação do caso. Deste modo, tem-se um prontuário completo no qual serão registrados os diferentes elementos obtidos antes da reeducação. Este prontuário será complementado por controles regulares durante o tratamento.
Fatores associados à linguagem propriamente dita, devem ser levadas em conta: sinais neurológicos, apraxias, agnosias, comprometimento psicológico, nível intelectual, contexto sociocultural, meio familiar, profissão anterior, idade e sexo do paciente.
Estes elementos, provenientes de uma análise minuciosa, levam também em certos casos, a se renunciar a realização de uma reeducação ou adiá-la.
Afasia total (até dois exames), se coincidirem, não poderá se considerar a possibilidade da reeducação.
Comprometimento mais Difuso: presença de sinais na área pré-frontal (reflexo tátil proprosceptivo, reflexo oral). Quando comprometer todas as modalidades da linguagem.
Agnosia Auditiva – perdem o controle auditivo de sua própria emissão verbal, como também são incapazes de diferenciar os sons da linguagem que eles ouvem. Entretanto, pode regredir num período mais ou menos longo.
Intervenção: Correspondência visuográfica por meio dos exercícios de percepção aos símbolos gráficos e gestuais correspondentes aos sons emitidos.
Afasias pós-traumáticas: exigem um tempo de latência
mais ou menos longa, durante o qual o paciente será revisto para se
acompanhar a sua evolução. Observa-se uma regressão espontânea, pelo
menos parcial, à medida que o paciente emerge do coma ou de um período
de confusão mais ou menos grave.
Esperar o momento oportuno para que os exercícios sejam feitos.
Esperar o momento oportuno para que os exercícios sejam feitos.
Reeducação:os afásicos “souberam falar” Como?
Objetivo: Restituir ao “paciente”, através da arte, o
gosto pela aprendizagem escolar. Para isto devemos saber, tanto
renunciar ao perfeccionismo, como enriquecer nossa própria linguagem
para nos situarmos no mesmo nível que nossos pacientes e variar cada uma
de nossa reeducação em função das necessidades e hábitos socioculturais
dos pacientes.
Materiais utilizados: Vocabulário e Imagens
Materiais utilizados: Vocabulário e Imagens
- Palavras cruzadas, exercícios de percepção visual, imagens de catálogos, calendários, anúncios publicitários, caderno de exercícios mimeografados (dos mais simples aos mais complicados)
- Exercícios modelos;
Métodos audiovisuais: projetos de imagens que possam permanecer diante dos olhos do ou dos pacientes, tempo suficiente para serem aprendidos. O texto deve ser relido duas ou três vezes, lentamente, e repetido. Parando-se numa determinada imagem, são feitas numerosas perguntas e desenvolve-se o vocabulário.
Afasia de Broca (Expressão)
Distúrbios de articulação a base de uma apraxia bucolinguofacial;
Redução da linguagem
Redução da linguagem
Reeducação
1º) Linguagem:
- O esboço oral de letras do alfabeto - em silêncio ou vocalizado -, não precisando necessariamente, seguir a ordem alfabética.
Ex. o reeducador de frente do paciente, esboça a articulação exagerada do som desejado - lábios bem contraídos para o “p”, boca amplamente aberta para o “a”, que ela mantém até que a imitação seja possível.
- O contexto: com ou sem esboço oral.
Desta forma, podem ser obtidas, essencialmente as palavras que se situam no fim da frase: “no lago”, passeamos de ______ (barco); no outono, as folhas ______ (caem); atenção, este cachorro é _____ (bravo).
- A palavra escrita: quando a leitura está relativamente bem conservada, este é um meio de facilitação freqüentemente eficaz – sem ou com esboço oral e do contexto – apresenta uma imagem de cachimbo, por exemplo, e verbaliza-se: “ele fuma _______, esboçando-se o "C” e apresentando ao mesmo tempo a palavra escrita:
- O esboço oral de letras do alfabeto - em silêncio ou vocalizado -, não precisando necessariamente, seguir a ordem alfabética.
Ex. o reeducador de frente do paciente, esboça a articulação exagerada do som desejado - lábios bem contraídos para o “p”, boca amplamente aberta para o “a”, que ela mantém até que a imitação seja possível.
- O contexto: com ou sem esboço oral.
Desta forma, podem ser obtidas, essencialmente as palavras que se situam no fim da frase: “no lago”, passeamos de ______ (barco); no outono, as folhas ______ (caem); atenção, este cachorro é _____ (bravo).
- A palavra escrita: quando a leitura está relativamente bem conservada, este é um meio de facilitação freqüentemente eficaz – sem ou com esboço oral e do contexto – apresenta uma imagem de cachimbo, por exemplo, e verbaliza-se: “ele fuma _______, esboçando-se o "C” e apresentando ao mesmo tempo a palavra escrita:
2º) Articulação:
Diante de um espelho e de maneira exagerada:
Bochechos: Inflar e murchar as bochechas
Boca: Abrir e fechar a boca (tempo).
Boca: Abrir e fechar a boca (tempo).
Lábios:
- Esticar os lábios e contraí-los (pronúncia do I e U)
- Colocar os lábios para dentro
- Morder ligeiramente o lábio inferior.
Língua:
- Língua para fora e para dentro (lento e depois mais rápido)
- Colocá-la alternadamente no lábio superior e depois no inferior
- Nos dentes superiores apoiando-a fortemente (frente)
- Nos dentes inferiores.
Respiração:
- Inspirar pelo nariz e expirar pela boca (ao contrário...)
- Assoprar suavemente uma vela, deslocando a chama sem apagá-la, o máximo de tempo que puder;
- Agora assopre o mais forte que puder apagando a vela de uma só vez.
Ruídos:
- Estalar a língua
- Chamar um gato
- Ruído de um beijo
Alternando: T - estalar a língua
Mímica: Expressões faciais
- Raiva
- Espanto
- Alegria
- Ameaça
Voz: Pronunciar uma vogal, uma sílaba, durante o maior tempo possível, emitindo-a no mesmo tom:
a)Emitir a vogal – à sua escolha - numa altura média;
b)Aumentando e diminuindo (crescendo – diminuindo);

b)Aumentando e diminuindo (crescendo – diminuindo);
c) Passando de uma 1ª vogal para uma 2ª e para uma 3ª numa só emissão
de voz cantante – escolha as vogais, invente o som e o ritmo:
Io canto
Io canto
Io canto
Io canto
A O I E É (É) | U Ã ON EM UM (crie outros exemplos).
Considerações Finais
Deve ficar claro que qualquer perfeccionismo precisa ser evitado. O
objetivo é restabelecer uma comunicação verbal suficiente para que o
afásico se faça compreender:
-Não acumular dificuldades, mas reduzi-la na medida do possível, (cada caso é um caso).
Deve levar-se em conta:
-Não acumular dificuldades, mas reduzi-la na medida do possível, (cada caso é um caso).
Deve levar-se em conta:
- As dificuldades que o paciente experimenta para vencer seu distúrbio (diversificação de exercícios);
- Sua motivação para o trabalho de reeducação (alguns são resistentes a exercícios articulatórios).
- As reações de seu meio próximo e mais amplo (consegue fazer-se compreendido em casa, na loja, no restaurante, no correio, pelo fone...)
Se a comunicação estiver assegurada, os exercícios articulatórios propriamente ditos serão abandonados em proveito dos exercícios que visam a enriquecer a linguagem, quando se continuará a trabalhar a articulação.
Todavia, quando esta estiver atingindo um nível satisfatório, ainda será útil, e até indispensável, trabalhar a prosódia (articulação, expressão fácil, emoção).
Exercícios:
Executados de maneira relaxada (música de fundo).
- Obter-se sem relaxamento do aparelho bucofonatório.
- Exagerar a “canção da linguagem”, emitindo a frase em curtas sentenças – numa só emissão de voz, que serão ditas muito suavemente, de modo a dar à voz seu registro normal e a obter uma elocução verbal menos tensa e menos entrecortada do que a geralmente observada nos distúrbio de articulação.
Servir-se de um pequeno poema, onde os versos já estão divididos em
sentenças indicados, por meio de uma curva sinusóide, as modulações da
voz.
Exemplo (foram usadas algumas palavras - as coloridas - do domínio da criança):
Poema
A menina bonita,
De olhar sereno,
Vê pela janela
passarinhos voando...
A beleza das matas e
o azul celeste:
Trazem encantamento
aos seus olhos verdes.
(Autora: Maria Carvalho - 28/09/2004)
- Ler um diálogo, acentuando-se a prosódia das perguntas e respostas.
- Recorrer ao gravador, registrando a velocidade adquirida pelo
paciente num pequeno texto que ele ouvirá novamente em casa e relerá, em
seguida, com a melhor prosódia possível.Exemplo (foram usadas algumas palavras - as coloridas - do domínio da criança):
Poema
De olhar sereno,
Vê pela janela
passarinhos voando...
A beleza das matas e
o azul celeste:
Trazem encantamento
aos seus olhos verdes.
(Autora: Maria Carvalho - 28/09/2004)
- Ler um diálogo, acentuando-se a prosódia das perguntas e respostas.
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Sugestões clínicas para terapia com Afásicos!
1. As formas de ajudar o paciente na resolução de tarefas durante a terapia variam de acordo com o tipo e grau de severidade da afasia, com o tipo de tarefa que está sendo oferecida e, claro, com o desempenho do P (paciente). Não existem aqui formas fixas ou uma hierarquia - a escolha dos ítens fica a cargo do Fgo., que vai modificar e ampliar os exemplos citados de acordo com a necessidade e a competência do P, assim como da sua condição física e bem-estar geral.
2. Sabemos que a escolha das tarefas a serem dadas ao P deve partir, normalmente , do grau de dificuldade mais simples e assim ir-se aumentando gradativamente o número de ítens a serem oferecidos ou o grau de dificuldade, de acordo com o tipo de afasia que se está tratando.
3. O que para alguns pacientes é uma tarefa quase "impossivel", é para outros pacientes uma tarefa fácil. Um dos aspectos que se não se deve esquecer durante o decorrer da terapia é "como" o P encontra (ou não encontra) a solução da atividade. Em muitos dos casos é mais importante avaliar as estratégias do P na resolução da tarefa do que o fato de ele ter sido bem sucedido ou não.
4. A seguir temos uma lista de idéias e sugestões para algumas áreas específicas da terapia com afásicos. Com certeza trabalhamos em muitos dos exercícios mencionados outras áreas de forma indireta, ou seja, um determinado exercício envolve outros pré-requisitos de áreas que se relacionam entre si!
Sugerimos que o terapeuta trabalhe várias das tarefas abaixo mencionadas tendo como ponto de partida uma situação do dia a dia, usando uma gravura, desenho ou foto.
Por exemplo:
I. Usando uma gravura ou ilustração de uma cena do cotidiano
Frase tipo SVP (sujeito-verbo-predicado) - Ex.: Paulo bebe água
Quanto mais simples e clara a foto/desenho/ilustração mais fácil para o P, ou seja, fotos onde a cena que se quer trabalhar esteja dubiosa ou muito cheia de detalhes poderão confundir o P e dificultar o processo terapêutico.
II. Usando a gravura escolhida o terapeuta vai escolher alguns dos tópicos e vai "desenvolvê-los" com o P , sempre usando a gravura escolhida, mudando para outra "cena" só quando as etapas que foram planejadas estiverem terminadas.
III. O tipo de frase, o conteúdo e a complexidade gramatical do material vai depender do tipo de afasia.
Naturalmente as sugestões dadas podem ser "mescladas" com outros conceitos e técnicas terapêuticas, como por exemplo: PACE, MIT, MODAK, etc, se variando e modificando os ítens de acordo com o desempenho do P.
A) COMPREENSÃO DE LINGUAGEM
· Compreensão auditiva
Para facilitar a C.A. :
- Usar desenhos, pictogramas ou figuras
- Usar objetos reais
- Usar gestos e mímica
- O T diz/demonstra a função do objeto (o ou a / um ou uma)
- Ajudar o P dizendo o artigo correspondente, fazendo o debloqueamento
· Compreensão de leitura
Para facilitar a C.L.:
- Uso de pictogramas, desenhos ou figuras + palavra escrita
- Usar gestos e mímica
- Usar objetos reais + palavra escrita
- No treino de uma frase, marcar as palavras-chaves ou substantivos ou verbos de uma cor diferente (frases tipo SVP)
- No treino de um texto, dividir o texto em frases curtas e claras
- Usar figuras ou desenhos como feedback visual
- Marcar as passagens mais importantes
- Marcar os verbos com um rotulador verde (ou de outra cor)
B) PRODUÇÃO VERBAL
· Falar junto com o terapeuta
- Leitura labial
- Cantar com o P para fazer o debloqueamento (cançoes infantis ou conhecidas)
- Enfatizar o ritmo e a melodia da palavra ou frase
- Acompanhar o ritmo da frase tocando com as pontas dos dedos na mesa
- Pegar na mão do P e com ele falar a palavra ou frase de forma melódica
· Repetição
- Enfatizar o ritmo e a melodia das palavras ou frases, cantando a palavra
- Leitura labial (o T faz só os movimentos da boca, sem voz)
O P procura repetir
- Acompanhar o ritmo da frase tocando com as pontas dos dedos na mesa
- Pegar na mão do P e com ele falar de forma melódica a palavra ou frase
O T e o P repetem juntos, depois o P sozinho
· Nomear objetos (usando gravuras, desenhos ou objetos reais)
- Dizer ao P o número de letras que tem a palavra
- Mostrar ao P o número de sílabas no papel (o número de lacunas correspondentes)
- Dizer o artigo da palavra (o ou a / um ou uma)
- Usar gestos e mímica, mostrando a função pragmática do objeto
- Usar frases tipo : "Toda manhã eu tomo..."
a palavra desejada é ,no caso, café/banho etc. O T diz a frase e deixa a última palavra em aberto para que o P possa dizê-la
- Dizer ao P a primeira letra da palavra
- Mostrar a gravura/foto ao P
Dar a ele 2 ou 3 palavras, relacionadas semanticamente
Ex.: a palavra desejada é "pão" - o T diz então manteiga - queijo - mel e -----
- Mostrando a gravura dizer 2 palavras rimadas dando ao P uma idéia de como a palavra "soa"
Ex. a palavra desejada é "pão" - o T diz então chão - mão e ... (pão)
C) LEITURA EM VOZ ALTA
- Numa frase cobrir todas as palavras e só deixar uma palavra visivel (no caso, a última) para que o P possa ler.Ex: Paulo toma /café/
O T lê "Paulo toma..." e o P completa lendo a palavra-chave
- Usar palavras escritas na forma maiúscula ou de imprensa
- Tocar com a ponta dos dedos na mesa acompanhando o número de sílabas da palavra, enfatizando a sílaba tônica
- O T começa pronunciando a primeira sílaba da palavra, o P continua a ler
- Usar frases tipo : "Eu escovo os ... (a palavra desejada é , no caso, dentes)
O T lê a frase e deixa a última palavra em aberto para que o P possa ler
D) ESCRITA
· Cópia
- O P deve formar/copiar a palavra que o T mostra a ele:
...1. O T coloca na mesa todas as letras que a palavra contem, o P as coloca na ordem certa
...2. O P deve ele mesmo procurar as letras que precisa, escolhendo aquelas que constam da palavra (se a palavra tem 5 letras, dá-se ao P um total de 8 letras para que ele escolha as que ele necessita)
...3. O P escolhe sozinho as letras que ele precisa (da caixa de letras do alfabeto)
- O T mostra a palavra e a soletra, o P deve escrever/pintar ou desenhar a palavra no papel
- O P copia a palavra "outra vez" - a palavra já está escrita com letras recortadas em papel lixa, o P apenas "copia" a palavra novamente passando
o/os dedo/os sobre a palavra (estímulo tátil e visual)
- Copiar letra por letra da palavra
(o T cobre as outras letras enquanto o P copia uma após outra)
- O T mostra um objeto/foto/desenho com a palavra escrita - o P copia a palavra no papel ou pinta com o dedo/pincel, etc
· Ditado
- O P escreve/pinta ou desenha a letra que o terapeuta lhe diz
- O P forma a palavra dita pelo terapeuta com as letras na mesa (ver acima opções com 3 graus de dificuldade)
- O P escreve/pinta ou desenha a sílaba dita pelo terapeuta
- O P escreve/pinta ou desenha a palavra dita pelo terapeuta
· Nomear de forma escrita
- O T mostra ao P 2 ou 3 desenhos de objetos da mesma área semântica
O P deve escrever/pintar ou desenhar o nome do objeto descrito pelo T
- O T usa gestos e mímica mostrando a função da palavra que está sendo procurada - o P escreve/pinta ou desenha a palavra
- O T escreve a primeira sílaba da palavra - o P completa escrevendo/desenhando ou pintando a palavra
- Usar frases tipo : "Eu penteio o ..."
a palavra desejada é , no caso, cabelo. O terapeuta lê a frase e deixa a última palavra em aberto para que o P possa escrevê-la
- O T soletra a palavra e o P escreve/pinta ou desenha letra por letra no papel
- Mostrar ao P a primeira letra da palavra, ele completa então com as outras que faltam. Ex. B -- -- -- -- (BANHO)
- Mostrar ao P a figura de um objeto
O T também mostra os nomes de 2 ou 3 palavras que se relacionam de forma semântica com a palavra procurada (ou palavras rimadas)
O P então escreve/pinta ou desenha a palavra que está sendo procurada.http://fonodanischepi.blogspot.com/2012/01/sugestoes-clinicas-para-o-uso-na.html
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a) Não super-proteja o paciente. Deixe-o fazer o que pode. Ajude-o a adquirir um sentimento de independência;
b) Enfatize as habilidades do paciente, não sua incapacidade, tanto nas áreas de linguagem como físicas. Encoraje o uso do braço não paralisado para escrever, comer e trabalhar;
c) Tente manter uma rotina diária bem planejada. Isto dará ao paciente algo a antecipar e fará com que ele se sinta mais seguro.
Leia Mais ►
Fonoaudiologia X Afasia (Perda da fala)

Perez-Ramos (1996) acredita que é necessária a participação do fonoaudiólogo como formador da equipe intermultidisciplinar, no sentido deste está somando melhorias para o atendimento precoce do afásico. E ao analisar esta importância, inclui-se as seguintes contribuições para esta prática:
a) Comunicação é importante para o paciente, e, embora ele não possa falar, deve manter sua vida social. Converse com ele naturalmente. Encoraje – o a responder, se possível, e quanto ele puder. Isto pode prevenir tendência natural de se tornar cada vez mais deprimido. Estimulação direta e tentativas contínuas de comunicação são extremamente importantes para o paciente;
b) Faça perguntas diretas que requerem um simples "sim" ou " não" como resposta, em vez daquelas que requerem respostas complexas;
c) Não confunda o paciente com muita conversa inútil ou muita gente falando ao mesmo tempo;
d) Não responda pelo paciente se ele é capaz de fazê-lo sozinho. Inclua o paciente em conversas sociais;
e) Utilizar atividades de rotina para o treino de fala. A hora de vestir-se e de refeições são boas opornidades para encorajar tentativas de fala. Deixe o paciente pedir o que quer. Se ele não consegue diga-lhe a palavra. Ele pode dizer uma palavra corretamente, algumas vezes, e em outras ocasiões, não conseguir emitir esta mesma palavra. Este é um comportamento típico do paciente afásico.
Sugestões gerais para atividade de vida diária, de acordo com o mesmo autor:
a) Comunicação é importante para o paciente, e, embora ele não possa falar, deve manter sua vida social. Converse com ele naturalmente. Encoraje – o a responder, se possível, e quanto ele puder. Isto pode prevenir tendência natural de se tornar cada vez mais deprimido. Estimulação direta e tentativas contínuas de comunicação são extremamente importantes para o paciente;
b) Faça perguntas diretas que requerem um simples "sim" ou " não" como resposta, em vez daquelas que requerem respostas complexas;
c) Não confunda o paciente com muita conversa inútil ou muita gente falando ao mesmo tempo;
d) Não responda pelo paciente se ele é capaz de fazê-lo sozinho. Inclua o paciente em conversas sociais;
e) Utilizar atividades de rotina para o treino de fala. A hora de vestir-se e de refeições são boas opornidades para encorajar tentativas de fala. Deixe o paciente pedir o que quer. Se ele não consegue diga-lhe a palavra. Ele pode dizer uma palavra corretamente, algumas vezes, e em outras ocasiões, não conseguir emitir esta mesma palavra. Este é um comportamento típico do paciente afásico.
Sugestões gerais para atividade de vida diária, de acordo com o mesmo autor:
a) Não super-proteja o paciente. Deixe-o fazer o que pode. Ajude-o a adquirir um sentimento de independência;
b) Enfatize as habilidades do paciente, não sua incapacidade, tanto nas áreas de linguagem como físicas. Encoraje o uso do braço não paralisado para escrever, comer e trabalhar;
c) Tente manter uma rotina diária bem planejada. Isto dará ao paciente algo a antecipar e fará com que ele se sinta mais seguro.
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AVC - Acidente Vascular Cerebral
O que é AVC?
Acidente vascular cerebral. Esse é o nome correto do que os leigos costumam chamar simplesmente de derrame, problema que responde por 10% das mortes no mundo a cada ano. Aliás, o nome que caiu na boca do povo é apenas um dos tipos desses ataques ao cérebro - o AVC hemorrágico - que nem sequer é o mais comum.
Nele, um vaso se rompe e o sangue extravasa alagando uma área da massa cinzenta. Já no AVC isquêmico, que representa 80% dos casos, acontece algo parecido ao que ocorre no coração dos infartados: uma obstrução de uma artéria bloqueia o fluxo de sangue que deveria irrigar uma determinada região. Mas nos dois tipos o resultado é o mesmo: as células da área afetada morrem, causando diversas seqüelas. Dependendo do local da lesão, pode provocar desde a morte da pessoa até paralisias, problemas de fala, de visão, de memória, entre outros. Isso é uma realidade para 2/3 dos pacientes que sobrevivem a um ataque desses.
As causas mais comuns são os trombos, o embolismo e a hemorragia. O AVC apresenta-se como a 2ª causa de morte no mundo e a principal causa de incapacidade neurológica dependente de cuidados de reabilitação.
Definição
A definição de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do Dicionário Médico é uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003).
Acidente Vascular Cerebral é um derrame resultante da falta ou restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, que pode provocar lesão celular e alterações nas funções neurológicas. As manifestações clínicas subjacentes a esta condição incluem alterações das funções motora, sensitiva, mental, perceptiva, da linguagem, embora o quadro neurológico destas alterações possa variar muito em função do local e extensão exata da lesão (Sullivan, 1993).
Crânio aberto, mostrando o osso, a dura-máter e a aracnóide.Fonte. Netter FH. coleção Ciba de Ilustrações Médicas,arcelona, Salvat, 1987B
O cérebro e o seu funcionamento
O cérebro é envolto por umas "peles" bem finas, que lhe dão proteção, chamadas meninges. A mais extensa é a dura-mater, depois vem a aracnóide e a pia-mater. Todas estão dentro de uma "caixa óssea" que é o crânio.
Para compreendermos melhor, vamos "dividir" o cérebro ao meio, na direção do nariz para a nuca, e teremos a metade direita e esquerda. Cada metade, por sua vez, apresenta regiões com determinadas funções conhecidas. Assim, existem aquelas responsáveis pelos movimentos de partes do nosso corpo (motricidade), pelas sensações, pela coordenação dos movimentos, pela expressão verbal (fala) e compreensão da mesma.
Cérebro visto de cima; note que apresenta naturalmente duas metades (direita e esquerda). Fonte: Coleção Ciba de Ilustrações Médicas, Barcelona, Salvat, 1987
Em geral, as funções motoras e sensitivas são "cruzadas" , ou seja, a metade direita do cérebro comanda a metade esquerda do corpo e vice-versa. Em outra palavras, se houver uma lesão na metade direita do cérebro, na área correspondente ao movimento da mão, por exemplo, teremos uma diminuição da força da mão esquerda. Existem regiões que apresentam muitas funções diferentes, como o "tronco cerebral". Nele, por exemplo, está o centro que comanda a nossa respiração, além de passar todos os comandos que vêm do cérebro.
Nosso cérebro, como todo o resto do organismo, necessita de oxigênio e "alimento" para trabalhar normalmente. Estas substâncias chegam a ele através do sangue, que circula dentro dos vasos sangüíneos (artérias e veias)1.
1Artérias são os vasos que levam sangue do coração para todo o organismo, enquanto que as veias fazem o contrário
Corte de uma metade do cérebro, mostrando algumas áreas e suas respectivas representações corporais. Note que a face e a mão possuem grande território em relação ao restante do corpo. Mais abaixo os nervos" caminham em direção ao tronco cerebral e, dai, para as respectivas partes do corpo. Fonte: Netter FH: coleção Ciba de Ilustrações Médicas, Barcelona, Salvat,1987.
Diagrama da metade esquerda do cérebro, com a área de movimento (vermelho) e as áreas sensitivas (azul). Fonte: Cunningham: Manual de Anatomia Prática ,São Paulo. Atheneu. 1976.
As principais artérias que unem o coração ao cérebro são:
- Carótidas : Uma de cada lado do pescoço, enviando o sangue para a respectiva "metade" do cérebro, mas na parte da frente.
- Cerebrais médias: Uma de cada lado, dentro do cérebro (nascem das carótidas).
- Vertebrais: Uma de cada lado do pescoço (por dentro dos ossos da coluna vertebral). Enviando sangue para a parte de trás do cérebro.
Principais artérias responsáveis pelo fornecimento de sangue ao cérebro. Qbserva-se a área de trombose.Fonte: Netter FH: Coleção Ciba de Ilustrações Médicas. Barcelona, Salvat. 1987
Estas artérias, por sua vez, apresentam suas respectivas ramificações. Para que o sangue fornecido ao cérebro seja adequado é preciso:
- Um bom funcionamento do coração, dos rins, dos pulmões etc;
- Que a pressão seja adequada;
- Livre passagem do sangue através dos vasos;
- Que os constituintes do sangue esteja adequados (glóbulos vermelhos, glicose, oxigênio, colesterol, etc.).
Assim, quaisquer alterações para mais ou para menos podem afetar a circulação cerebral e determinar um AVC.
Desenho mostrando uma artéria e alguns dos constituintes ao sangue.Fonte: Modificado de Netter FH: Coleção Ciba de Ilustrações Médicas. Barcelona, Salvat, 1987
Observação: O sangue pode ser dividido em duas partes: uma líquida, formada basicamente por água e outra que são os constituintes: proteínas, glicose (açúcar), glóbulos vermelhos (responsáveis pelo transporte de oxigênio e gás carbônico), glóbulos brancos (responsáveis pela defesa do organismo), plaquetas (responsáveis pela coagulação do sangue), etc.
Compreendendo melhor o AVC
O AVC pode ser compreendido como uma dificuldade, em maior ou menor grau, de fornecimento de sangue e seus constituintes a uma determinada área do cérebro, determinando o sofrimento ou morte desta (neste caso, chamado infarto) e, conseqüentemente, perda ou diminuição das respectivas funções. Existem basicamente dois tipos de AVC:
a) Isquêmico: quando não há passagem de sangue para determinada área, por uma obstrução no vaso ou redução no fluxo sangüíneo do corpo.
b) Hemorrágico: quando o vaso sangüíneo se rompe, extravasando sangue.
a) O Acidente Vascular Cerebral lsquêmico pode ocorrer nas seguintes situações:
- Trombose arterial: é a formação de um coágulo de sangue (como se o sangue endurecesse, parecendo uma gelatina) dentro do vaso, geralmente sobre uma placa de gordura (aterosclerose), levando a uma obstrução total ou parcial. Os locais mais freqüentes são as artérias carótidas e cerebrais. Assim, se houver obstrução total da carótida direita, por exemplo, a parte da frente da metade direita do cérebro estará comprometida, determinando problemas (paralisia, perda de sensibilidade, etc.) na metade esquerda do corpo.
- Embolia cerebral: surge quando um coágulo (formado num coração doente por arritmia, problema de válvula, etc.) ou uma placa de gordura (ateroma), que se desprende ou se quebra geralmente da artéria carótida, correm através de uma artéria até encontrar um ponto mais estreito, não conseguindo passar e obstruindo a passagem do sangue.
Esquema demostrando o processo de trombose e embolia. Fonte:Netter FH: coleção Ciba de Ilustrações Médicas, Barcelona, Salvat. 1987.
A isquemia pode ser definitiva ou temporária. Neste caso, o sangue volta a passar após um período de minutos a horas e, enquanto isso não ocorre, o paciente apresenta as alterações.
- Arterites: inflamação da artéria, levando à obstrução da luz, ocasionada por vírus, alteração na imunidade (sistema de defesa do organismo), etc.
- Vasoespasmo: é uma reação descontrolada do vaso (artéria) que diminui muito o seu calibre a ponto de não permitir a passagem adequada de sangue. Isto pode ocorrer diante de um aumento exagerado da pressão arterial (crise hipertensiva), complicação de uma enxaqueca (raro), ou de uma hemorragia bubaracnóidea.
- Mais raro ainda seria uma compressão do lado de fora do vaso, por um tumor, uma vértebra fraturada ou um tiro na região do pescoço.
- Redução do fluxo sangüíneo: uma parada cardíaca ou um sangramento intenso em qualquer parte do corpo podem levar a um sofrimento de determinada região do cérebro, causando isquemia.
Este fenômeno é conhecido popularmente como "ameaça de derrame" (ou Ataque Isquêmico Transitório, nos termos médicos) e o paciente não apresenta seqüelas. Isto é multo importante, pois é um sinal de que pode ocorrer uma isquemia permanente a qualquer momento, se nada for feito para evitá-las, ficando seqüelas para o paciente.
b) O Acidente Vascular Hemorrágico pode ocorrer na seguintes situações:
- Quando ocorrer extravasamento de sangue para dentro do cérebro, ocasionando a hemorragia intracerebral.
- Quando ocorrer extravasamento de sangue para o lado de fora, entre o cérebro e a aracnóide, ocasionando a hemorragia subacnóidea.
Ambos podem ocorrer por crise hipertensiva, ou por uma alteração sangüínea em que ocorra muita dificuldade de realizar a coagulação normal (hemofilia, diminuição de plaquetas, algumas doenças reumáticas. etc.). Uma má-formação congênita de um vaso como um aneurisma* cerebral, por exemplo, também pode levar à hemorragia subaracnóidea. Já a hemorragia intracerebral também pode ser causada por doenças como Angiopatia amilóide (mais comum em pessoas idosas).
Hemorragia intracerebral. Observe como as estruturas dentro do cérebro estâo desviadas.Fonte: Netter FH: Coleção Ciba de Ilustrações Módicas. Barcelona, Salvat, 1987.
*Aneurisma: dilatação localizada de uma artéria. cuja parede se torna mais fina neste ponto, podendo romper-se.
Quando ocorre uma hemorragia, o sangue extravasado vai ocupar um lugar do cérebro, empurrando-o e comprimindo as suas estruturas. Lembremos porém que tudo isto está ocorrendo dentro do crânio, uma caixa óssea" dura. Como ocorre um aumento do volume intracraniano, a pressão intracraniana aumenta. Isto leva a uma dificuldade para que chegue sangue ao restante do cérebro, piorando a lesão. Como conseqüência disto, o paciente pode ficar sonolento, confuso ou em coma.
Tanto na isquemia quanto na hemorragia intracerebral, vão ocorrer mortes de células*, ocorrendo o infarto. Ao redor deste, como "reação" do organismo, ocorre uma área de edema, ou seja, como se fosse uma "infiltração" de água e outros constituintes provenientes do sangue (proteínas, sais, etc.), ocasionando um "inchaço", aumentando ainda mais a pressão intracraniana. Esta região, chamada zona de penumbra, é muito importante, pois as células aí existentes estão vivas e não funcionantes de forma adequada. Nela é possível ocorrer recuperação total através de cuidados médicos urgentes, evitando maiores seqüelas ao paciente.
É importante saber o que são os chamados Radicais Livres. De maneira simples, seriam "substâncias" tóxicas produzidas pelo próprio organismo, em várias situações de agressão, dentre elas o AVC. São muito prejudiciais às células, podendo lesioná-las definitivamente.
Enfim, devemos compreender que muita coisa acontece ao mesmo tempo quando este quadro ocorre, muitas delas ainda desconhecidas. Existem alterações do cálcio, de neurotransmissores (substâncias que transmitem informações dentro do cérebro), etc; todas devendo ser combatidas ao mesmo tempo.
Usualmente, os acidentes vasculares cerebrais lesam apenas um lado do cérebro. Como os nervos no cérebro cruzam em direção ao outro lado do corpo, os sintomas ocorrem no lado do corpo oposto ao lado lesado do cérebro.
Quais são os principais fatores de risco para o AVC?
Consideramos fator de risco tudo aquilo que possa facilitar a ocorrência do AVC. É imprescindível a sua caracterização e devida correção, pois quase toda a prevenção do AVC é baseada no combate aos fatores de risco. Os principais fatores de risco são:
Pressão Arterial
É o principal fator de risco para AVC. Na população, o valor médio é de "12 por 8"; porém, cada pessoa tem um valor de pressão, que deve ser determinado pelo seu médico. Para estabelecê-lo, são necessárias algumas medidas para que se determine o valor médio. Quando este valor estiver acima do normal daquela pessoa, temos a hipertensão arterial. Tanto a pressão elevada quanto a baixa são prejudiciais. A melhor solução é a prevenção! Devemos entender que qualquer um de nós pode se tornar hipertenso. Não é porque mediu uma vez a pressão e estava boa, que nunca mais deverá se preocupar. A hipertensão arterial acelera o processo de aterosclerose, além de poder levar a uma ruptura de um vaso sangüíneo ou a uma isquemia.
Doença Cardíaca
Qualquer doença cardíaca, em especial as que produzem arritmias, podem determinar um AVC. Se o coração não bater direito, pode ocorrer uma dificuldade para o sangue alcançar o cérebro, além dos outros órgãos, podendo levar a uma isquemia. As principais situações em que isto pode ocorrer são: arritmias, infarto do miocárdio, doença de Chagas, problemas nas válvulas etc.
Colesterol
O colesterol é uma substância existente em todo o nosso corpo, presente nas gorduras animais. Ele é produzido principalmente no fígado e adquirido através da dieta rica em gorduras. Seus níveis alterados, especialmente a elevação da fração LDL (mau colesterol, presente nas gorduras saturadas, ou seja, aquelas de origem animal, como carnes, gema de ovo etc.) ou a redução da fração HDL (bom colesterol) estão relacionados à formação das placas de aterosclerose.
Tabagismo
O fumo deve ser evitado, pois é prejudicial à saúde em todos os aspectos, principalmente naquelas pessoas que já têm outros fatores de risco. O fumo acelera o processo de aterosclerose, torna o sangue mais grosso (concentrado) ao longo dos anos (aumentando a quantidade de glóbulos vermelhos) e aumentando o risco de hipertensão arterial.
Uso excessivo de bebidas alcoólicas
Quando a pessoa faz uso exagerado de bebidas alcoólicas por muito tempo, os níveis de colesterol se elevam. Além disso, a pessoa tem maior propensão à hipertensão arterial.
Diabetes
É uma doença em que o nível de açúcar (glicose) no sangue está elevado. A medida da glicose no sangue é realizada pelo exame de glicemia. Se um portador desta doença tiver sua glicemia controlada, caso venha a ter um AVC, certamente será menos grave do que em um indivíduo que não controla a taxa de glicemia.
Idade
Quanto mais idosa a pessoa, maior a sua probabilidade de ter um AVC. Mas vale sempre lembrar que pessoas jovens também podem ter um AVC.
Histórico de doença vascular anterior
Pessoas que já tiveram AVC, "ameaça de derrame", infarto do miocárdio (coração) ou doença vascular de membros (Trombose etc.), tem maior probabilidade de ter um AVC.
Obesidade
Em geral a obesidade aumenta o risco de diabetes, de hipertensão arterial e de aterosclerose; assim, indiretamente, aumenta o risco de AVC.
Sangue muito concentrado
Isso ocorre, por exemplo, quando a pessoa fica desidratada gravemente ou existe um aumento dos glóbulos vermelhos. Este último ocorre em pessoas que apresentam doenças pulmonares crônicas (quer dizer, por muitos anos), ou que vivem em grandes altitudes. Em ambos os casos, o organismo precisa compensar a falta de oxigênio, aumentando a produção dos glóbulos vermelhos, para não deixar "escapar" qualquer oxigênio que chega aos pulmões.
Anticoncepcionais
O uso de anticoncepcionais com maior teor hormonal, podem aumentar a probabilidade de ocorrência de um AVC.
Sedentarismo
A falta de atividades físicas pode levar a problemas como por exemplo a obesidade, predispondo ao diabetes, à hipertensão e o aumento do colesterol.
Para entendermos como se combinam todos estes fatores, imaginem um cano (tubo) por onde passa a água. Agora, vamos acrescentando lama a esta água e a velocidade da mesma começará a diminuir. A lama corresponderia aos constituintes do sangue. Finalmente, vamos colocar uns obstáculos de "cimento colante" dentro deste tubo (correspondendo as placas de aterosclerose); Logo, vamos notar que a lama vai começar a aderir a este cimento, aumentando ainda mais as dificuldades para a água passar.
Como podemos saber se alguém está tendo um AVC?
O AVC manifesta-se de modo diferente em cada paciente, pois depende da área do cérebro atingida, do tamanho da mesma, do tipo (Isquêmico ou Hemorrágico), do estado geral do paciente, idade, etc.
De maneira geral, a principal característica é a rapidez com que aparece as alterações; em questão de segundos a horas (de maneira abrupta ou rapidamente progressiva). Podemos chamar a atenção para as alterações mais comuns:
Fraqueza ou adormecimento de um membro ou de um lado do corpo - O início agudo de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma pequena e específica área. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.
Distúrbios Visuais - A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva - A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.
Linguagem e fala (afasia) - É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.
Convulsões - Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Estas alterações não são exclusivas do AVC. Apenas servem de alerta de que algo está acontecendo, devendo procurar auxílio médico imediatamente.
Devemos chamar a atenção para aqueles pacientes mais idosos, acamados por quaisquer motivos, inclusive por um "derrame" prévio. Neste caso, eles têm vários fatores de risco e é muito comum passarem desapercebidas estas alterações. É importante prestarmos atenção na capacidade habitual de movimentos de seus membros, como eles costumam falar, na quantidade e horário normal de sono. Se houver piora (por exemplo, antes erguia a mão até a cabeça, agora o faz pouco ou nem movimenta), levar ao médico e, de preferência, prestar estas informações a ele.
Como um médico faz o diagnóstico de AVC?
A história e o exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente. O início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados. Normalmente o médico solicita exames complementares com a finalidade de confirmar ou afastar o diagnóstico, verificar a gravidade, a evolução e certificar-se do local da lesão.
Para que o médico possa determinar os exames necessários, é preciso sua prévia avaliação, baseada nas informações dos acompanhantes e, quando possível, do próprio paciente, bem como o exame clínico e neurológico do mesmo.
As informações mais importantes, em geral, são: o que o paciente sente, desde quando, a maneira que começou a adoecer (rápida, progressiva etc...), como o paciente passou do início até a admissão ao hospital, medicamentos, doenças prévias e atuais.
Os exames mais comuns são:
- Exames laboratoriais de sangue, urina, líquido cefalorraquiano (líquor);
- Avaliação cardíaca e pulmonar, eletrocardiograma, ecocardiograma, radiografia do tórax;
- Exames de imagem do crânio (cérebro), tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, angiografia cerebral;
- Outros exames: ultrassonografia das artérias carótidas e vertebrais, etc.
Tratamento do AVC
Devemos lembrar que o AVC é uma urgência, tanto quanto o infarto do coração. Em outras palavras, diante de uma suspeita, levar o paciente imediatamente ao Pronto Socorro.
Evite medicar sem orientação médica, por melhor que seja a sua intenção. Como exemplo, muitas vezes a pressão arterial está elevada e, na ansiedade de querer baixá-la, corre-se o risco de exagerar. Neste caso, a pressão baixa dificultará a chegada do sangue ao cérebro, complicando o quadro.
No hospital, o médico responsável deverá se preocupar, entre vários parâmetros, com uma respiração e hidratação adequada, com uma dieta adequada (seja via oral ou através do sangue), cuidados para evitar feridas (escaras) devido a persistência do paciente numa mesma posição, controle da pressão e da temperatura (evitando complicações infecciosas, principalmente pulmonares), prevenção de trombose nas veias das pernas, etc.. Além de tudo, existe o tratamento específico: correção dos distúrbios da coagulação sangüínea, prevenção do vaso espasmo, evitar aumento da zona de penumbra (devido ao edema) combater os Radicais Livres, etc.
Devemos entender que "cada caso é um caso". Alguns podem necessitar de tratamento cirúrgico, como drenagem de um hematoma (coágulo) ou para a correção de uma má formação, por exemplo um aneurisma.
Hoje sabemos que outras áreas do cérebro, não afetadas por uma lesão, podem assumir determinadas funções realizadas por aquelas que "morreram"; e, ainda, podem ocorrer regenerações de algumas pequenas partes. A este conjunto de fenômenos chamamos de neuroplasticidade. Existem pesquisas de medicamentos para potencializar este fenômeno.
O tratamento deve ser precoce, para que se obtenham melhores resultados.
Após a alta hospitalar, o tratamento continua. O médico responsável dará a receita dos medicamentos a serem tomados, assim como todas as orientações necessárias.
Tem início. então o tratamento ambulatorial, com o neurologista e toda uma equipe de especialistas em diferentes áreas, que serão requisitados de acordo com cada caso; fisiatria e fisioterapia, fonoaudiologia. psicólogo, terapia ocupacional, entre outros. Em geral, o médico responsável dará estas orientações, além de coordenar a equipe.
A família deve sempre estar atenta à eventuais complicações que possam surgir sendo os sintomas mais freqüentes:
Dor no peito ou respiração mais curta;
Sangramento, principalmente se estiver tomando remédios para "afinar" o sangue (anticoagulantes);
Dor de estômago, indigestão ou soluços frequentes, especialmente se estiver tomando ácido acetil salicílico (AAS ou Aspirina);
Convulsões ou perda de consciência;
Dor para urinar;
Febre;
Alteração do comportamento, depressão ou agressividade;
Diminuição da força física;
Prisão de ventre prolongada.
A REABILITAÇÃO DO PACIENTE
A reabilitação é o conjunto de procedimentos que visam restabelecer, quando possível, uma função perdida pelo paciente temporária ou permanentemente, realizada por uma equipe multidisciplinar, coordenada preferencialmente pelo médico fisiatra e com os seguintes objetivos:
Prevenir complicações - as mais comuns são as deformidades. Com a paralisação dos músculos e a instalação de uma rigidez (chamada de espasticidade) nas partes do corpo afetadas, ocorre a perda da mobilidade das articulações, que passam a adotar posições erradas, ficando deformadas e impedindo o paciente de realizar certos movimentos, como estender os joelhos e cotovelos, andar, flexionar os braços, etc. Outras complicações comuns são as síndromes álgicas (dores difusas pelo corpo), o ombro doloroso, doenças pulmonares (broncopneumonia), a trombose venosa profunda, as escaras (feridas formadas pela pressão contínua em um determinado ponto), entre outras. Todas estas complicações podem ser evitadas através da movimentação com exercícios corretos, com uso de órteses (aparelhos para manter os ombros posicionados corretamente), procedimentos visando diminuir a espasticidade e uso de medicamentos para dor, prescritos pelo médico.
Recuperar ao máximo as funções cerebrais comprometidas pelo AVC, que podem ser temporárias ou permanentes. Isto pode ser feito através do atendimento precoce ao paciente, tanto do ponto de vista clínico quanto reabilitacional, através da realização de exercícios, treino de atividades e uso de equipamentos especiais que ajudem a preservar os movimentos e a saúde das articulações.
Devolver o paciente ao convívio social, tanto na família quanto no trabalho, reintegrando-o com a melhor qualidade de vida possível.
De um modo geral, alguns princípios de reabilitação podem ser iniciados no primeiro ou segundo dia do AVC, como posicionamentos adequados e movimentos passivos, visando prevenir complicações secundárias, com o paciente ainda hospitalizado.
Ao sair do hospital, o paciente deve continuar seu tratamento de reabilitação, a nível ambulatorial, com o fisiatra, num centro especializado, se necessário, ou em casa, seguindo as orientações dadas pela equipe. E é neste momento que entra o papel fundamental da família, fornecendo a infra-estrutura necessária para o amplo restabelecimento do paciente, da seguinte forma:
Dando corretamente as medicações prescritas (lembre-se que o paciente com AVC pode ter alterações de memória e se esquecer dos remédios e horários);
Promovendo o comparecimento às consultas e terapias;
Fornecendo um ambiente de tranqüilidade e compreensão, para que o paciente não se deixe levar pela depressão e/ou agressividade, fato comum nestes casos;
Motivando o paciente:
evitando que durma o dia todo;
colocando roupas confortáveis durante o dia (agasalhos esportivos, abrigos. etc.);
tornando as roupas fáceis de serem colocadas e retiradas (uso de velcro, botões de pressão, elásticos, entre outros);
utilizando o pijama somente à noite;
colocando-o sentado na cama ou no sofá (de preferência), sempre que possível;
levando-o a passeios dentro e fora de casa com o auxílio de cadeira de rodas ou caminhando com a ajuda de aparelhos (órteses) ou bengalas;
dando pequenas tarefas possíveis de serem realizadas (sob a orientação do terapeuta ocupacional);
tentando estimular a retomada das atividades profissionais ou de alguma atividade que ele possa exercer;
adaptando o interior da casa, com corrimões, rampas e pouca mobila, para facilitar a locomoção do paciente (procurar não descaracterizar o ambiente onde ele vivia; alterar a disposição dos móveis pode confundir e desorientar os pacientes mais idosos);
a utilizar o banheiro para suas necessidades e tomar o banho.
Dando uma dieta adequada:
com pouco sal (para evitar o edema nas partes paralisadas);
com pouca gordura;
leve (para facilitar a digestão);
rica em fibras e líquidos, para evitar uma complicação mais comum, o ressecamento intestinal (cabe ao médico indicar ou não o uso de laxantes).
Auxiliando a realização de atividades e exercícios orientados para casa (esses exercícios são inicialmente passivos, ou seja, o paciente não os realiza voluntariamente; depois passam a ser ativos, onde solicita-se para que ele realize determinados movimentos);
Posicionando corretamente os braços ou pernas afetados.
De um modo geral, alguns princípios de reabilitação podem ser iniciados no primeiro ou segundo dia do AVC, como posicionamentos adequados e movimentos passivos, visando prevenir complicações secundárias, com o paciente ainda hospitalizado. Ao sair do hospital, o paciente deve continuar seu tratamento de reabilitação, a nível ambulatorial num centro especializado, se necessário, ou em casa, seguindo as orientações dadas pela equipe. Neste momento é que entra o papel fundamental da família, fornecendo a infra-estrutura necessária para o amplo restabelecimento do paciente.
Como se prevenir de AVC
Levar uma vida saudável, cuidar da alimentação e praticar exercícios físicos regularmente pode reduzir em até 80% a chance de um AVC, acidente vascular cerebral, conhecido como derrame.
Algumas dicas para se prevenir de um AVC são:
- Manter a pressão arterial sob controle;
- Evitar o consumo de sal em excesso;
- Moderar na ingestão de bebidas alcoólicas;
- Ingerir de duas a quatro cápsulas de sementes de uva em pó diariamente;
- Não fumar;
- Controlar o peso;
- Ter uma alimentação saudável, comendo sempre que possível frutas, verduras e fibras; bem como evitando ingerir gorduras e frituras em excesso;
- Praticar exercícios físicos regularmente ou ao menos fazer caminhadas;
- Evitar sempre que possível o estresse: realizar atividades relaxantes como uma caminhada ao ar livre, conversar com amigos, passear com o cachorro, usufruir de algum hobby, etc.
IMPORTANTE
Para não esquecer: O AVC, Acidente Vascular Cerebral, conhecido popularmente como derrame, é uma doença séria e pode causar seqüelas irreversíveis se o indivíduo não for atendido rapidamente. A doença é caracterizada por uma lesão no cérebro causada por um "acidente" em um dos vasos sanguíneos responsáveis por irrigar a região cerebral. Na maioria das vezes, ocorre um entupimento nos vasos, impedindo a circulação do sangue - ou um dos vasos se rompe provocando um sangramento no cérebro. As vezes não conseguimos identificar com certeza se a pessoa está tendo um AVC, mas se você simplesmente desconfiar de que possa ser um AVC, procure um pronto socorro imediatamente. Confira abaixo novamente alguns sintomas característicos da doença e aprenda a identificar um AVC para um socorro mais rápido:
1º - Dor de cabeça forte, sem causa aparente.
2º - Tontura e perda de equilíbrio ou coordenação motora.
3º - Dificuldade de enxergar com um ou ambos os olhos.
4º - Problemas de fala ou de compreensão.
5º - Dormência ou fraqueza na face, nos braços e nas pernas.
Lembre-se sempre: Um indivíduo pode ter um AVC a qualquer momento, independente de ser jovem e ter boa forma física, portanto, se perceber qualquer sintoma aja rapidamente.
Fonte:http://www.saudecominteligencia.com.br/avc.htm
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Acidente vascular cerebral. Esse é o nome correto do que os leigos costumam chamar simplesmente de derrame, problema que responde por 10% das mortes no mundo a cada ano. Aliás, o nome que caiu na boca do povo é apenas um dos tipos desses ataques ao cérebro - o AVC hemorrágico - que nem sequer é o mais comum.
Nele, um vaso se rompe e o sangue extravasa alagando uma área da massa cinzenta. Já no AVC isquêmico, que representa 80% dos casos, acontece algo parecido ao que ocorre no coração dos infartados: uma obstrução de uma artéria bloqueia o fluxo de sangue que deveria irrigar uma determinada região. Mas nos dois tipos o resultado é o mesmo: as células da área afetada morrem, causando diversas seqüelas. Dependendo do local da lesão, pode provocar desde a morte da pessoa até paralisias, problemas de fala, de visão, de memória, entre outros. Isso é uma realidade para 2/3 dos pacientes que sobrevivem a um ataque desses.
As causas mais comuns são os trombos, o embolismo e a hemorragia. O AVC apresenta-se como a 2ª causa de morte no mundo e a principal causa de incapacidade neurológica dependente de cuidados de reabilitação.
Definição
A definição de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do Dicionário Médico é uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003).
Acidente Vascular Cerebral é um derrame resultante da falta ou restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, que pode provocar lesão celular e alterações nas funções neurológicas. As manifestações clínicas subjacentes a esta condição incluem alterações das funções motora, sensitiva, mental, perceptiva, da linguagem, embora o quadro neurológico destas alterações possa variar muito em função do local e extensão exata da lesão (Sullivan, 1993).
Crânio aberto, mostrando o osso, a dura-máter e a aracnóide.Fonte. Netter FH. coleção Ciba de Ilustrações Médicas,arcelona, Salvat, 1987B
O cérebro e o seu funcionamento
O cérebro é envolto por umas "peles" bem finas, que lhe dão proteção, chamadas meninges. A mais extensa é a dura-mater, depois vem a aracnóide e a pia-mater. Todas estão dentro de uma "caixa óssea" que é o crânio.
Para compreendermos melhor, vamos "dividir" o cérebro ao meio, na direção do nariz para a nuca, e teremos a metade direita e esquerda. Cada metade, por sua vez, apresenta regiões com determinadas funções conhecidas. Assim, existem aquelas responsáveis pelos movimentos de partes do nosso corpo (motricidade), pelas sensações, pela coordenação dos movimentos, pela expressão verbal (fala) e compreensão da mesma.
Cérebro visto de cima; note que apresenta naturalmente duas metades (direita e esquerda). Fonte: Coleção Ciba de Ilustrações Médicas, Barcelona, Salvat, 1987
Em geral, as funções motoras e sensitivas são "cruzadas" , ou seja, a metade direita do cérebro comanda a metade esquerda do corpo e vice-versa. Em outra palavras, se houver uma lesão na metade direita do cérebro, na área correspondente ao movimento da mão, por exemplo, teremos uma diminuição da força da mão esquerda. Existem regiões que apresentam muitas funções diferentes, como o "tronco cerebral". Nele, por exemplo, está o centro que comanda a nossa respiração, além de passar todos os comandos que vêm do cérebro.
Nosso cérebro, como todo o resto do organismo, necessita de oxigênio e "alimento" para trabalhar normalmente. Estas substâncias chegam a ele através do sangue, que circula dentro dos vasos sangüíneos (artérias e veias)1.
1Artérias são os vasos que levam sangue do coração para todo o organismo, enquanto que as veias fazem o contrário
Corte de uma metade do cérebro, mostrando algumas áreas e suas respectivas representações corporais. Note que a face e a mão possuem grande território em relação ao restante do corpo. Mais abaixo os nervos" caminham em direção ao tronco cerebral e, dai, para as respectivas partes do corpo. Fonte: Netter FH: coleção Ciba de Ilustrações Médicas, Barcelona, Salvat,1987.
Diagrama da metade esquerda do cérebro, com a área de movimento (vermelho) e as áreas sensitivas (azul). Fonte: Cunningham: Manual de Anatomia Prática ,São Paulo. Atheneu. 1976.
As principais artérias que unem o coração ao cérebro são:
- Carótidas : Uma de cada lado do pescoço, enviando o sangue para a respectiva "metade" do cérebro, mas na parte da frente.
- Cerebrais médias: Uma de cada lado, dentro do cérebro (nascem das carótidas).
- Vertebrais: Uma de cada lado do pescoço (por dentro dos ossos da coluna vertebral). Enviando sangue para a parte de trás do cérebro.
Principais artérias responsáveis pelo fornecimento de sangue ao cérebro. Qbserva-se a área de trombose.Fonte: Netter FH: Coleção Ciba de Ilustrações Médicas. Barcelona, Salvat. 1987
Estas artérias, por sua vez, apresentam suas respectivas ramificações. Para que o sangue fornecido ao cérebro seja adequado é preciso:
- Um bom funcionamento do coração, dos rins, dos pulmões etc;
- Que a pressão seja adequada;
- Livre passagem do sangue através dos vasos;
- Que os constituintes do sangue esteja adequados (glóbulos vermelhos, glicose, oxigênio, colesterol, etc.).
Assim, quaisquer alterações para mais ou para menos podem afetar a circulação cerebral e determinar um AVC.
Desenho mostrando uma artéria e alguns dos constituintes ao sangue.Fonte: Modificado de Netter FH: Coleção Ciba de Ilustrações Médicas. Barcelona, Salvat, 1987
Observação: O sangue pode ser dividido em duas partes: uma líquida, formada basicamente por água e outra que são os constituintes: proteínas, glicose (açúcar), glóbulos vermelhos (responsáveis pelo transporte de oxigênio e gás carbônico), glóbulos brancos (responsáveis pela defesa do organismo), plaquetas (responsáveis pela coagulação do sangue), etc.
Compreendendo melhor o AVC
O AVC pode ser compreendido como uma dificuldade, em maior ou menor grau, de fornecimento de sangue e seus constituintes a uma determinada área do cérebro, determinando o sofrimento ou morte desta (neste caso, chamado infarto) e, conseqüentemente, perda ou diminuição das respectivas funções. Existem basicamente dois tipos de AVC:
a) Isquêmico: quando não há passagem de sangue para determinada área, por uma obstrução no vaso ou redução no fluxo sangüíneo do corpo.
b) Hemorrágico: quando o vaso sangüíneo se rompe, extravasando sangue.
a) O Acidente Vascular Cerebral lsquêmico pode ocorrer nas seguintes situações:
- Trombose arterial: é a formação de um coágulo de sangue (como se o sangue endurecesse, parecendo uma gelatina) dentro do vaso, geralmente sobre uma placa de gordura (aterosclerose), levando a uma obstrução total ou parcial. Os locais mais freqüentes são as artérias carótidas e cerebrais. Assim, se houver obstrução total da carótida direita, por exemplo, a parte da frente da metade direita do cérebro estará comprometida, determinando problemas (paralisia, perda de sensibilidade, etc.) na metade esquerda do corpo.
- Embolia cerebral: surge quando um coágulo (formado num coração doente por arritmia, problema de válvula, etc.) ou uma placa de gordura (ateroma), que se desprende ou se quebra geralmente da artéria carótida, correm através de uma artéria até encontrar um ponto mais estreito, não conseguindo passar e obstruindo a passagem do sangue.
Esquema demostrando o processo de trombose e embolia. Fonte:Netter FH: coleção Ciba de Ilustrações Médicas, Barcelona, Salvat. 1987.
A isquemia pode ser definitiva ou temporária. Neste caso, o sangue volta a passar após um período de minutos a horas e, enquanto isso não ocorre, o paciente apresenta as alterações.
- Arterites: inflamação da artéria, levando à obstrução da luz, ocasionada por vírus, alteração na imunidade (sistema de defesa do organismo), etc.
- Vasoespasmo: é uma reação descontrolada do vaso (artéria) que diminui muito o seu calibre a ponto de não permitir a passagem adequada de sangue. Isto pode ocorrer diante de um aumento exagerado da pressão arterial (crise hipertensiva), complicação de uma enxaqueca (raro), ou de uma hemorragia bubaracnóidea.
- Mais raro ainda seria uma compressão do lado de fora do vaso, por um tumor, uma vértebra fraturada ou um tiro na região do pescoço.
- Redução do fluxo sangüíneo: uma parada cardíaca ou um sangramento intenso em qualquer parte do corpo podem levar a um sofrimento de determinada região do cérebro, causando isquemia.
Este fenômeno é conhecido popularmente como "ameaça de derrame" (ou Ataque Isquêmico Transitório, nos termos médicos) e o paciente não apresenta seqüelas. Isto é multo importante, pois é um sinal de que pode ocorrer uma isquemia permanente a qualquer momento, se nada for feito para evitá-las, ficando seqüelas para o paciente.
b) O Acidente Vascular Hemorrágico pode ocorrer na seguintes situações:
- Quando ocorrer extravasamento de sangue para dentro do cérebro, ocasionando a hemorragia intracerebral.
- Quando ocorrer extravasamento de sangue para o lado de fora, entre o cérebro e a aracnóide, ocasionando a hemorragia subacnóidea.
Ambos podem ocorrer por crise hipertensiva, ou por uma alteração sangüínea em que ocorra muita dificuldade de realizar a coagulação normal (hemofilia, diminuição de plaquetas, algumas doenças reumáticas. etc.). Uma má-formação congênita de um vaso como um aneurisma* cerebral, por exemplo, também pode levar à hemorragia subaracnóidea. Já a hemorragia intracerebral também pode ser causada por doenças como Angiopatia amilóide (mais comum em pessoas idosas).
Hemorragia intracerebral. Observe como as estruturas dentro do cérebro estâo desviadas.Fonte: Netter FH: Coleção Ciba de Ilustrações Módicas. Barcelona, Salvat, 1987.
*Aneurisma: dilatação localizada de uma artéria. cuja parede se torna mais fina neste ponto, podendo romper-se.
Quando ocorre uma hemorragia, o sangue extravasado vai ocupar um lugar do cérebro, empurrando-o e comprimindo as suas estruturas. Lembremos porém que tudo isto está ocorrendo dentro do crânio, uma caixa óssea" dura. Como ocorre um aumento do volume intracraniano, a pressão intracraniana aumenta. Isto leva a uma dificuldade para que chegue sangue ao restante do cérebro, piorando a lesão. Como conseqüência disto, o paciente pode ficar sonolento, confuso ou em coma.
Tanto na isquemia quanto na hemorragia intracerebral, vão ocorrer mortes de células*, ocorrendo o infarto. Ao redor deste, como "reação" do organismo, ocorre uma área de edema, ou seja, como se fosse uma "infiltração" de água e outros constituintes provenientes do sangue (proteínas, sais, etc.), ocasionando um "inchaço", aumentando ainda mais a pressão intracraniana. Esta região, chamada zona de penumbra, é muito importante, pois as células aí existentes estão vivas e não funcionantes de forma adequada. Nela é possível ocorrer recuperação total através de cuidados médicos urgentes, evitando maiores seqüelas ao paciente.
É importante saber o que são os chamados Radicais Livres. De maneira simples, seriam "substâncias" tóxicas produzidas pelo próprio organismo, em várias situações de agressão, dentre elas o AVC. São muito prejudiciais às células, podendo lesioná-las definitivamente.
Enfim, devemos compreender que muita coisa acontece ao mesmo tempo quando este quadro ocorre, muitas delas ainda desconhecidas. Existem alterações do cálcio, de neurotransmissores (substâncias que transmitem informações dentro do cérebro), etc; todas devendo ser combatidas ao mesmo tempo.
Usualmente, os acidentes vasculares cerebrais lesam apenas um lado do cérebro. Como os nervos no cérebro cruzam em direção ao outro lado do corpo, os sintomas ocorrem no lado do corpo oposto ao lado lesado do cérebro.
Quais são os principais fatores de risco para o AVC?
Consideramos fator de risco tudo aquilo que possa facilitar a ocorrência do AVC. É imprescindível a sua caracterização e devida correção, pois quase toda a prevenção do AVC é baseada no combate aos fatores de risco. Os principais fatores de risco são:
Pressão Arterial
É o principal fator de risco para AVC. Na população, o valor médio é de "12 por 8"; porém, cada pessoa tem um valor de pressão, que deve ser determinado pelo seu médico. Para estabelecê-lo, são necessárias algumas medidas para que se determine o valor médio. Quando este valor estiver acima do normal daquela pessoa, temos a hipertensão arterial. Tanto a pressão elevada quanto a baixa são prejudiciais. A melhor solução é a prevenção! Devemos entender que qualquer um de nós pode se tornar hipertenso. Não é porque mediu uma vez a pressão e estava boa, que nunca mais deverá se preocupar. A hipertensão arterial acelera o processo de aterosclerose, além de poder levar a uma ruptura de um vaso sangüíneo ou a uma isquemia.
Doença Cardíaca
Qualquer doença cardíaca, em especial as que produzem arritmias, podem determinar um AVC. Se o coração não bater direito, pode ocorrer uma dificuldade para o sangue alcançar o cérebro, além dos outros órgãos, podendo levar a uma isquemia. As principais situações em que isto pode ocorrer são: arritmias, infarto do miocárdio, doença de Chagas, problemas nas válvulas etc.
Colesterol
O colesterol é uma substância existente em todo o nosso corpo, presente nas gorduras animais. Ele é produzido principalmente no fígado e adquirido através da dieta rica em gorduras. Seus níveis alterados, especialmente a elevação da fração LDL (mau colesterol, presente nas gorduras saturadas, ou seja, aquelas de origem animal, como carnes, gema de ovo etc.) ou a redução da fração HDL (bom colesterol) estão relacionados à formação das placas de aterosclerose.
Tabagismo
O fumo deve ser evitado, pois é prejudicial à saúde em todos os aspectos, principalmente naquelas pessoas que já têm outros fatores de risco. O fumo acelera o processo de aterosclerose, torna o sangue mais grosso (concentrado) ao longo dos anos (aumentando a quantidade de glóbulos vermelhos) e aumentando o risco de hipertensão arterial.
Uso excessivo de bebidas alcoólicas
Quando a pessoa faz uso exagerado de bebidas alcoólicas por muito tempo, os níveis de colesterol se elevam. Além disso, a pessoa tem maior propensão à hipertensão arterial.
Diabetes
É uma doença em que o nível de açúcar (glicose) no sangue está elevado. A medida da glicose no sangue é realizada pelo exame de glicemia. Se um portador desta doença tiver sua glicemia controlada, caso venha a ter um AVC, certamente será menos grave do que em um indivíduo que não controla a taxa de glicemia.
Idade
Quanto mais idosa a pessoa, maior a sua probabilidade de ter um AVC. Mas vale sempre lembrar que pessoas jovens também podem ter um AVC.
Histórico de doença vascular anterior
Pessoas que já tiveram AVC, "ameaça de derrame", infarto do miocárdio (coração) ou doença vascular de membros (Trombose etc.), tem maior probabilidade de ter um AVC.
Obesidade
Em geral a obesidade aumenta o risco de diabetes, de hipertensão arterial e de aterosclerose; assim, indiretamente, aumenta o risco de AVC.
Sangue muito concentrado
Isso ocorre, por exemplo, quando a pessoa fica desidratada gravemente ou existe um aumento dos glóbulos vermelhos. Este último ocorre em pessoas que apresentam doenças pulmonares crônicas (quer dizer, por muitos anos), ou que vivem em grandes altitudes. Em ambos os casos, o organismo precisa compensar a falta de oxigênio, aumentando a produção dos glóbulos vermelhos, para não deixar "escapar" qualquer oxigênio que chega aos pulmões.
Anticoncepcionais
O uso de anticoncepcionais com maior teor hormonal, podem aumentar a probabilidade de ocorrência de um AVC.
Sedentarismo
A falta de atividades físicas pode levar a problemas como por exemplo a obesidade, predispondo ao diabetes, à hipertensão e o aumento do colesterol.
Para entendermos como se combinam todos estes fatores, imaginem um cano (tubo) por onde passa a água. Agora, vamos acrescentando lama a esta água e a velocidade da mesma começará a diminuir. A lama corresponderia aos constituintes do sangue. Finalmente, vamos colocar uns obstáculos de "cimento colante" dentro deste tubo (correspondendo as placas de aterosclerose); Logo, vamos notar que a lama vai começar a aderir a este cimento, aumentando ainda mais as dificuldades para a água passar.
Como podemos saber se alguém está tendo um AVC?
O AVC manifesta-se de modo diferente em cada paciente, pois depende da área do cérebro atingida, do tamanho da mesma, do tipo (Isquêmico ou Hemorrágico), do estado geral do paciente, idade, etc.
De maneira geral, a principal característica é a rapidez com que aparece as alterações; em questão de segundos a horas (de maneira abrupta ou rapidamente progressiva). Podemos chamar a atenção para as alterações mais comuns:
Fraqueza ou adormecimento de um membro ou de um lado do corpo - O início agudo de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma pequena e específica área. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.
Distúrbios Visuais - A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva - A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.
Linguagem e fala (afasia) - É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.
Convulsões - Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Estas alterações não são exclusivas do AVC. Apenas servem de alerta de que algo está acontecendo, devendo procurar auxílio médico imediatamente.
Devemos chamar a atenção para aqueles pacientes mais idosos, acamados por quaisquer motivos, inclusive por um "derrame" prévio. Neste caso, eles têm vários fatores de risco e é muito comum passarem desapercebidas estas alterações. É importante prestarmos atenção na capacidade habitual de movimentos de seus membros, como eles costumam falar, na quantidade e horário normal de sono. Se houver piora (por exemplo, antes erguia a mão até a cabeça, agora o faz pouco ou nem movimenta), levar ao médico e, de preferência, prestar estas informações a ele.
Como um médico faz o diagnóstico de AVC?
A história e o exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente. O início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados. Normalmente o médico solicita exames complementares com a finalidade de confirmar ou afastar o diagnóstico, verificar a gravidade, a evolução e certificar-se do local da lesão.
Para que o médico possa determinar os exames necessários, é preciso sua prévia avaliação, baseada nas informações dos acompanhantes e, quando possível, do próprio paciente, bem como o exame clínico e neurológico do mesmo.
As informações mais importantes, em geral, são: o que o paciente sente, desde quando, a maneira que começou a adoecer (rápida, progressiva etc...), como o paciente passou do início até a admissão ao hospital, medicamentos, doenças prévias e atuais.
Os exames mais comuns são:
- Exames laboratoriais de sangue, urina, líquido cefalorraquiano (líquor);
- Avaliação cardíaca e pulmonar, eletrocardiograma, ecocardiograma, radiografia do tórax;
- Exames de imagem do crânio (cérebro), tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, angiografia cerebral;
- Outros exames: ultrassonografia das artérias carótidas e vertebrais, etc.
Tratamento do AVC
Devemos lembrar que o AVC é uma urgência, tanto quanto o infarto do coração. Em outras palavras, diante de uma suspeita, levar o paciente imediatamente ao Pronto Socorro.
Evite medicar sem orientação médica, por melhor que seja a sua intenção. Como exemplo, muitas vezes a pressão arterial está elevada e, na ansiedade de querer baixá-la, corre-se o risco de exagerar. Neste caso, a pressão baixa dificultará a chegada do sangue ao cérebro, complicando o quadro.
No hospital, o médico responsável deverá se preocupar, entre vários parâmetros, com uma respiração e hidratação adequada, com uma dieta adequada (seja via oral ou através do sangue), cuidados para evitar feridas (escaras) devido a persistência do paciente numa mesma posição, controle da pressão e da temperatura (evitando complicações infecciosas, principalmente pulmonares), prevenção de trombose nas veias das pernas, etc.. Além de tudo, existe o tratamento específico: correção dos distúrbios da coagulação sangüínea, prevenção do vaso espasmo, evitar aumento da zona de penumbra (devido ao edema) combater os Radicais Livres, etc.
Devemos entender que "cada caso é um caso". Alguns podem necessitar de tratamento cirúrgico, como drenagem de um hematoma (coágulo) ou para a correção de uma má formação, por exemplo um aneurisma.
Hoje sabemos que outras áreas do cérebro, não afetadas por uma lesão, podem assumir determinadas funções realizadas por aquelas que "morreram"; e, ainda, podem ocorrer regenerações de algumas pequenas partes. A este conjunto de fenômenos chamamos de neuroplasticidade. Existem pesquisas de medicamentos para potencializar este fenômeno.
O tratamento deve ser precoce, para que se obtenham melhores resultados.
Após a alta hospitalar, o tratamento continua. O médico responsável dará a receita dos medicamentos a serem tomados, assim como todas as orientações necessárias.
Tem início. então o tratamento ambulatorial, com o neurologista e toda uma equipe de especialistas em diferentes áreas, que serão requisitados de acordo com cada caso; fisiatria e fisioterapia, fonoaudiologia. psicólogo, terapia ocupacional, entre outros. Em geral, o médico responsável dará estas orientações, além de coordenar a equipe.
A família deve sempre estar atenta à eventuais complicações que possam surgir sendo os sintomas mais freqüentes:
Dor no peito ou respiração mais curta;
Sangramento, principalmente se estiver tomando remédios para "afinar" o sangue (anticoagulantes);
Dor de estômago, indigestão ou soluços frequentes, especialmente se estiver tomando ácido acetil salicílico (AAS ou Aspirina);
Convulsões ou perda de consciência;
Dor para urinar;
Febre;
Alteração do comportamento, depressão ou agressividade;
Diminuição da força física;
Prisão de ventre prolongada.
A REABILITAÇÃO DO PACIENTE
A reabilitação é o conjunto de procedimentos que visam restabelecer, quando possível, uma função perdida pelo paciente temporária ou permanentemente, realizada por uma equipe multidisciplinar, coordenada preferencialmente pelo médico fisiatra e com os seguintes objetivos:
Prevenir complicações - as mais comuns são as deformidades. Com a paralisação dos músculos e a instalação de uma rigidez (chamada de espasticidade) nas partes do corpo afetadas, ocorre a perda da mobilidade das articulações, que passam a adotar posições erradas, ficando deformadas e impedindo o paciente de realizar certos movimentos, como estender os joelhos e cotovelos, andar, flexionar os braços, etc. Outras complicações comuns são as síndromes álgicas (dores difusas pelo corpo), o ombro doloroso, doenças pulmonares (broncopneumonia), a trombose venosa profunda, as escaras (feridas formadas pela pressão contínua em um determinado ponto), entre outras. Todas estas complicações podem ser evitadas através da movimentação com exercícios corretos, com uso de órteses (aparelhos para manter os ombros posicionados corretamente), procedimentos visando diminuir a espasticidade e uso de medicamentos para dor, prescritos pelo médico.
Recuperar ao máximo as funções cerebrais comprometidas pelo AVC, que podem ser temporárias ou permanentes. Isto pode ser feito através do atendimento precoce ao paciente, tanto do ponto de vista clínico quanto reabilitacional, através da realização de exercícios, treino de atividades e uso de equipamentos especiais que ajudem a preservar os movimentos e a saúde das articulações.
Devolver o paciente ao convívio social, tanto na família quanto no trabalho, reintegrando-o com a melhor qualidade de vida possível.
De um modo geral, alguns princípios de reabilitação podem ser iniciados no primeiro ou segundo dia do AVC, como posicionamentos adequados e movimentos passivos, visando prevenir complicações secundárias, com o paciente ainda hospitalizado.
Ao sair do hospital, o paciente deve continuar seu tratamento de reabilitação, a nível ambulatorial, com o fisiatra, num centro especializado, se necessário, ou em casa, seguindo as orientações dadas pela equipe. E é neste momento que entra o papel fundamental da família, fornecendo a infra-estrutura necessária para o amplo restabelecimento do paciente, da seguinte forma:
Dando corretamente as medicações prescritas (lembre-se que o paciente com AVC pode ter alterações de memória e se esquecer dos remédios e horários);
Promovendo o comparecimento às consultas e terapias;
Fornecendo um ambiente de tranqüilidade e compreensão, para que o paciente não se deixe levar pela depressão e/ou agressividade, fato comum nestes casos;
Motivando o paciente:
evitando que durma o dia todo;
colocando roupas confortáveis durante o dia (agasalhos esportivos, abrigos. etc.);
tornando as roupas fáceis de serem colocadas e retiradas (uso de velcro, botões de pressão, elásticos, entre outros);
utilizando o pijama somente à noite;
colocando-o sentado na cama ou no sofá (de preferência), sempre que possível;
levando-o a passeios dentro e fora de casa com o auxílio de cadeira de rodas ou caminhando com a ajuda de aparelhos (órteses) ou bengalas;
dando pequenas tarefas possíveis de serem realizadas (sob a orientação do terapeuta ocupacional);
tentando estimular a retomada das atividades profissionais ou de alguma atividade que ele possa exercer;
adaptando o interior da casa, com corrimões, rampas e pouca mobila, para facilitar a locomoção do paciente (procurar não descaracterizar o ambiente onde ele vivia; alterar a disposição dos móveis pode confundir e desorientar os pacientes mais idosos);
a utilizar o banheiro para suas necessidades e tomar o banho.
Dando uma dieta adequada:
com pouco sal (para evitar o edema nas partes paralisadas);
com pouca gordura;
leve (para facilitar a digestão);
rica em fibras e líquidos, para evitar uma complicação mais comum, o ressecamento intestinal (cabe ao médico indicar ou não o uso de laxantes).
Auxiliando a realização de atividades e exercícios orientados para casa (esses exercícios são inicialmente passivos, ou seja, o paciente não os realiza voluntariamente; depois passam a ser ativos, onde solicita-se para que ele realize determinados movimentos);
Posicionando corretamente os braços ou pernas afetados.
De um modo geral, alguns princípios de reabilitação podem ser iniciados no primeiro ou segundo dia do AVC, como posicionamentos adequados e movimentos passivos, visando prevenir complicações secundárias, com o paciente ainda hospitalizado. Ao sair do hospital, o paciente deve continuar seu tratamento de reabilitação, a nível ambulatorial num centro especializado, se necessário, ou em casa, seguindo as orientações dadas pela equipe. Neste momento é que entra o papel fundamental da família, fornecendo a infra-estrutura necessária para o amplo restabelecimento do paciente.
Como se prevenir de AVC
Levar uma vida saudável, cuidar da alimentação e praticar exercícios físicos regularmente pode reduzir em até 80% a chance de um AVC, acidente vascular cerebral, conhecido como derrame.
Algumas dicas para se prevenir de um AVC são:
- Manter a pressão arterial sob controle;
- Evitar o consumo de sal em excesso;
- Moderar na ingestão de bebidas alcoólicas;
- Ingerir de duas a quatro cápsulas de sementes de uva em pó diariamente;
- Não fumar;
- Controlar o peso;
- Ter uma alimentação saudável, comendo sempre que possível frutas, verduras e fibras; bem como evitando ingerir gorduras e frituras em excesso;
- Praticar exercícios físicos regularmente ou ao menos fazer caminhadas;
- Evitar sempre que possível o estresse: realizar atividades relaxantes como uma caminhada ao ar livre, conversar com amigos, passear com o cachorro, usufruir de algum hobby, etc.
IMPORTANTE
Para não esquecer: O AVC, Acidente Vascular Cerebral, conhecido popularmente como derrame, é uma doença séria e pode causar seqüelas irreversíveis se o indivíduo não for atendido rapidamente. A doença é caracterizada por uma lesão no cérebro causada por um "acidente" em um dos vasos sanguíneos responsáveis por irrigar a região cerebral. Na maioria das vezes, ocorre um entupimento nos vasos, impedindo a circulação do sangue - ou um dos vasos se rompe provocando um sangramento no cérebro. As vezes não conseguimos identificar com certeza se a pessoa está tendo um AVC, mas se você simplesmente desconfiar de que possa ser um AVC, procure um pronto socorro imediatamente. Confira abaixo novamente alguns sintomas característicos da doença e aprenda a identificar um AVC para um socorro mais rápido:
1º - Dor de cabeça forte, sem causa aparente.
2º - Tontura e perda de equilíbrio ou coordenação motora.
3º - Dificuldade de enxergar com um ou ambos os olhos.
4º - Problemas de fala ou de compreensão.
5º - Dormência ou fraqueza na face, nos braços e nas pernas.
Lembre-se sempre: Um indivíduo pode ter um AVC a qualquer momento, independente de ser jovem e ter boa forma física, portanto, se perceber qualquer sintoma aja rapidamente.
Fonte:http://www.saudecominteligencia.com.br/avc.htm
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Acidente Vascular Cerebral,
Afasia
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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou derrame cerebral ou atualmente modificado para Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, ou seja, ocorre quando o sangue que sustenta o cérebro com oxigênio e glicose deixa de atingir a região, ocasionando a perda da funcionalidade dos neurônios.
Existem dois tipos de AVE:
-Isquêmico: É o mais comum e, na maioria das vezes, tem evolução benigna e transitória.
-Hemorrágica: Tem início súbito, não apresentam sintomas prévios e as seqüelas costumam ser graves permanentes.Os principais fatores de risco para o AVE são: Diabetes, doenças cardíacas, fumo, hipertensão arterial, anemia, enxaquecas, contraceptivos orais, obesidade, entre outros.
O tratamento é voltado conforme as manifestações em cada paciente.
Em fonoaudiologia, o paciente portador de um AVC, pode apresentar inúmeras alterações. Dentre as principais alterações está a AFASIA, que se caracteriza principalmente por:(conforme a extensão e localização da lesão cerebral ): perda total ou parcial das habilidades de articulação das palavras, a perda da fluência verbal, com dificuldade de expressão verbal, nomeação de objetos e repetição de palavras.
Na maioria dos casos, é muito difícil para alguém com afasia interpretar o que ouve. "É como se a pessoa, mesmo ouvindo, ficasse 'surda' para as palavras, por não reconhecer o significado das mesmas",A perda parcial ou total da capacidade de ler e escrever também fazem parte da sintomatologia do portador de afasia. Ele ainda pode não conseguir organizar gestos de forma a representar ou comunicar o que quer. "Por exemplo, o paciente não consegue, com gestos, mostrar o que deseja fazer ",
Nestes casos, além da correta identificação da causa do problema, é importante que se procure um fonoaudiólogo, que pode melhorar muito a qualidade de vida e capacidade de comunicação de um indivíduo portador de Afasia.Lembrando-se sempre que os três primeiros meses são os mais importantes na reabilitação do paciente; encurtando-se assim, o tempo de tratamento e aumentando suas chances de melhora.
Sendo assim, tenha sempre m profissional bem perto de você: Consulte seu fonoaudiólogo!!
Fonte: www.fonoaudiologia.med.br
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Não encontro palavras! O que seria isso? AVC e AFASIA?
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou derrame cerebral ou atualmente modificado para Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, ou seja, ocorre quando o sangue que sustenta o cérebro com oxigênio e glicose deixa de atingir a região, ocasionando a perda da funcionalidade dos neurônios.
Existem dois tipos de AVE:
-Isquêmico: É o mais comum e, na maioria das vezes, tem evolução benigna e transitória.
-Hemorrágica: Tem início súbito, não apresentam sintomas prévios e as seqüelas costumam ser graves permanentes.Os principais fatores de risco para o AVE são: Diabetes, doenças cardíacas, fumo, hipertensão arterial, anemia, enxaquecas, contraceptivos orais, obesidade, entre outros.
O tratamento é voltado conforme as manifestações em cada paciente.
Em fonoaudiologia, o paciente portador de um AVC, pode apresentar inúmeras alterações. Dentre as principais alterações está a AFASIA, que se caracteriza principalmente por:(conforme a extensão e localização da lesão cerebral ): perda total ou parcial das habilidades de articulação das palavras, a perda da fluência verbal, com dificuldade de expressão verbal, nomeação de objetos e repetição de palavras.
Na maioria dos casos, é muito difícil para alguém com afasia interpretar o que ouve. "É como se a pessoa, mesmo ouvindo, ficasse 'surda' para as palavras, por não reconhecer o significado das mesmas",A perda parcial ou total da capacidade de ler e escrever também fazem parte da sintomatologia do portador de afasia. Ele ainda pode não conseguir organizar gestos de forma a representar ou comunicar o que quer. "Por exemplo, o paciente não consegue, com gestos, mostrar o que deseja fazer ",
Nestes casos, além da correta identificação da causa do problema, é importante que se procure um fonoaudiólogo, que pode melhorar muito a qualidade de vida e capacidade de comunicação de um indivíduo portador de Afasia.Lembrando-se sempre que os três primeiros meses são os mais importantes na reabilitação do paciente; encurtando-se assim, o tempo de tratamento e aumentando suas chances de melhora.
Sendo assim, tenha sempre m profissional bem perto de você: Consulte seu fonoaudiólogo!!
Fonte: www.fonoaudiologia.med.br
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Afasia é a perda total ou parcial da faculdade de se expressar pensamentos por meio da fala, escrita ou gestos, podendo também interferir na compreesnão daquilo que é falado. Ou seja, além do paciente possuir dificuldades na fala, escrita ou gestos; o mesmo pode também apresentar dificuldades em entender aquilo que as pessoas falam com ele. De nada tendo haver com um problema de inteligência ou dificuldades auditivas /surdez.
A Afasia pode ser consequências diversas: AVS, infartos, embolias, aneurismas, tumores cerebrais, plesando uma determinada área do cérebro responsável pelos movimentos voluntários e até mesmos involuntáios, dependendo do caso.
O tratamento é feito multidisiplinar :Médico, fonoaudiólogo e áreas afins a patologia.
A Afasia não gera apenas prejuízos na área de linguagem, mas também, na psicológica (os indivíduos se tornam introvertidos, mal-humorados ,nervosos, tristes e desanimados) o desejo sexual continua presente ,mas, a impotência para ereção pode aparecer; dentre outras características.
É sempre bom conversar com seu fonoaudiólogo para que possa melhor direcioná-lo, junto à equipe, a melhor conduta a ser praticada.
Nestes casos a famíia deverá ter conhecimento sobre:
- As perdas que o Afásico sofre no dia - a - dia e como ajudar
- Como pode melhorar a relação com o familiar em casa
- A melhora do paciente e sua recuperação depende da lesão e do quanto o mesmo é estimulado. É importante assim, dar sequência e sem faltar o tratamento, para não atrapalhar a organização cerrebral do paciente e sua melhora. Para tanto qualquer falta, poderá comprometer SERIAMENTE o desenvolvimento do paciente.
- Não tratar o paciente como criança.
- Respeite sua opinião e vontades, ele tem sentimentos como você. A independência futura dele começa pelas suas atitudes.
- Se o paciente possuir dificuldades em suas atividades íntimas,como o banho ou ir ao banheiro, procure um familiar que já o ajudava anteriormente para não constranger ainda mais o mesmo.
- Faça com que o mesmo retorne suas atividades paulatinamente, e aos poucos. Ex: Ao invés de ficar de pijama o dia todo, peça que o mesmo troque de roupas e ajude nas atividades fáceis em casa.
- Não obrigue o mesmo a participar de atividades que não queira.
- Evitar assuntos como doenças, cobranças, que possam atrapalhar o desenvolvimento do paciente.
- É normal ora o paciente responder corretamente, ora não conseguir. O importante é sempre encorajá-lo a participar.
- Mesmo que o paciente apresente dificuldades no manuseio de objetos, encorajálo a fazer sempre, mesmo que não saia 100 % correto. Ele chegará lá.
-Quanto a comunicação, sempre assente-se de frente ao mesmo, dando importância ao que o paciente fale.
- Quando a família perceber que o paciente estiver apresentando dificuldades para compreender uma açõa, faça uso de objetos concretos.Ex: Pergunte: "Que almoçar?-Segure o prato e pergunte!"
- Fale com o paciente com velocidade normal, sem cortar ou separar sílabas lentamente.
- Quando o pacienteestiver reunidos com muitas pessoas, fale uma pessoa de cada vez; falando semrpe frases curtas e simples.
- Quando não conseguir falar uma palavra ou se expressar muito bem, não cobre, apenas dê o modelo correto.
- Elogie seus progressos, nunca demosntre ansiedade ou critique.
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Orientações aos familiares de Afásicos
Afasia é a perda total ou parcial da faculdade de se expressar pensamentos por meio da fala, escrita ou gestos, podendo também interferir na compreesnão daquilo que é falado. Ou seja, além do paciente possuir dificuldades na fala, escrita ou gestos; o mesmo pode também apresentar dificuldades em entender aquilo que as pessoas falam com ele. De nada tendo haver com um problema de inteligência ou dificuldades auditivas /surdez.
A Afasia pode ser consequências diversas: AVS, infartos, embolias, aneurismas, tumores cerebrais, plesando uma determinada área do cérebro responsável pelos movimentos voluntários e até mesmos involuntáios, dependendo do caso.
O tratamento é feito multidisiplinar :Médico, fonoaudiólogo e áreas afins a patologia.
A Afasia não gera apenas prejuízos na área de linguagem, mas também, na psicológica (os indivíduos se tornam introvertidos, mal-humorados ,nervosos, tristes e desanimados) o desejo sexual continua presente ,mas, a impotência para ereção pode aparecer; dentre outras características.
É sempre bom conversar com seu fonoaudiólogo para que possa melhor direcioná-lo, junto à equipe, a melhor conduta a ser praticada.
Nestes casos a famíia deverá ter conhecimento sobre:
- As perdas que o Afásico sofre no dia - a - dia e como ajudar
- Como pode melhorar a relação com o familiar em casa
- A melhora do paciente e sua recuperação depende da lesão e do quanto o mesmo é estimulado. É importante assim, dar sequência e sem faltar o tratamento, para não atrapalhar a organização cerrebral do paciente e sua melhora. Para tanto qualquer falta, poderá comprometer SERIAMENTE o desenvolvimento do paciente.
- Não tratar o paciente como criança.
- Respeite sua opinião e vontades, ele tem sentimentos como você. A independência futura dele começa pelas suas atitudes.
- Se o paciente possuir dificuldades em suas atividades íntimas,como o banho ou ir ao banheiro, procure um familiar que já o ajudava anteriormente para não constranger ainda mais o mesmo.
- Faça com que o mesmo retorne suas atividades paulatinamente, e aos poucos. Ex: Ao invés de ficar de pijama o dia todo, peça que o mesmo troque de roupas e ajude nas atividades fáceis em casa.
- Não obrigue o mesmo a participar de atividades que não queira.
- Evitar assuntos como doenças, cobranças, que possam atrapalhar o desenvolvimento do paciente.
- É normal ora o paciente responder corretamente, ora não conseguir. O importante é sempre encorajá-lo a participar.
- Mesmo que o paciente apresente dificuldades no manuseio de objetos, encorajálo a fazer sempre, mesmo que não saia 100 % correto. Ele chegará lá.
-Quanto a comunicação, sempre assente-se de frente ao mesmo, dando importância ao que o paciente fale.
- Quando a família perceber que o paciente estiver apresentando dificuldades para compreender uma açõa, faça uso de objetos concretos.Ex: Pergunte: "Que almoçar?-Segure o prato e pergunte!"
- Fale com o paciente com velocidade normal, sem cortar ou separar sílabas lentamente.
- Quando o pacienteestiver reunidos com muitas pessoas, fale uma pessoa de cada vez; falando semrpe frases curtas e simples.
- Quando não conseguir falar uma palavra ou se expressar muito bem, não cobre, apenas dê o modelo correto.
- Elogie seus progressos, nunca demosntre ansiedade ou critique.
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Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”






