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Atividades para desenvolver a praxia fina


 

Atividades para desenvolver a Praxia Fina

 

Existem muitas actividades para desenvolver a praxia fina, que podem ser feitos em casa, na escola ou num passeio ao ar livre. Aqui ficam algumas sugestões:

·   Rasgar papel livremente: em pedaços grandes, em tiras, em pedaços pequenos. Inicialmente a criança deve utilizar papel menos espesso, aumentando gradualmente o nível de resistência;
·    Recortar com tesoura: treinar a forma de segurar a tesoura, cortar o ar, sem papel. Recortar vários tipos de papel com a tesoura: tiras de papel largas e compridas, formas geométricas e figuras simples desenhadas em papel dobrado;
·     Colar recortes em folha de papel livremente, recortes em folha de papel apenas numa área determinada, recortes sobre uma linha vertical, recortes sobre uma linha horizontal, recortes sobre uma linha diagonal;
·   Moldar com plasticina e barro formas circulares, esféricas, achatadas nos topos, ovais, cónicas, cilíndricas, quadrangulares, etc;
 ·     Perfurar numa placa de esferovite (e/ou folha de cartolina) com agulha de croché ou caneta de ponta fina sem carga. Recortar pelo contorno figuras desenhadas em cartolina.

 Atividade "Sequência Lógico-temporal"

 

O técnico/professor/pai fornece à crinça cartões, como os abaixo apresentados, que representam sequências lógico-temporais e pede-lhe que os coloque na ordem correcta, justificando a sua escolha. Este tipo de exercícios desenvolve o raciocínio lógico e a estruturação espácio-temporal (factor em que os disléxicos apresentam bastentes dificuldades).


Treino da Percepção Visual - Constância da forma

Marca, na figura, as formas iguais à do quadrado. Boa sorte!







Treino da Percepção Visual - Velociadade Vísual Motora

Coloca, nas figuras, os traços que faltam para ficarem iguais à do rectângulo a seguir apresentado.


















Treino da Percepção Visual - Fechamento Vísual

Marca a figura com o formato exactamente igual à do rectângulo pequeno.  












Treino da Percepção Visual - Relações Espaciais

Marca, nos rectângulos, traços na mesma posição dos representados à esquerda.

Treino da Percepção Visual - Figura-fundo

Indica, na figura, quantos patos estão representados.

Treino da Percepção Visual - Cópia

Copia as figuras nos rectângulos que estão por baixo de cada uma.


Treino da Percepção Visual - Posição no Espaço

Indica qual a figura que está na mesma posição da dos rectângulos da esquerda.


Treino da Percepção Visual - Coordenação óculo-manual

Coloca, no caminho, um traço a ligar o boneco ao objecto correspondente. Boa sorte!

Dislexia e Percepção Visual

 

A Percepção Visual é entendida como a capacidade de reconhecer e discriminar os estímulos visuais e de os interpretar, deste modo, e sendo esta uma faculdade de extrema importância no processo de aprendizagem, é fundamental que a criança com Dislexia tenha estes problemas resolvidos ou pelo menos minimizados o mais precocemente possível (a percepção visual desenvolve-se dos 3 anos e meio aos 8 anos). Convém mais uma vez referir que a Dislexia não é causada por perturbações visuais, embora possa estar associado a estas. O treino da Percepção Visual inclui o desenvolvimento da coordenação óculo-manual, posição no espaço, cópia, figura-fundo, relações espaciais, fechamento visual, velocidade visual-motora e constância da forma. 

 Exercício "Percorrer as letras"
Com a ajuda do técnico/professor a crinça desenha uma letra no chão com uma corda. Segudamente a criança terá de caminhar sobre ela, primeiro com os olhos abertos e depois com os olhos fechados. por último a criança deverá repetir a actividade, mas sem a orientação da corda no chão. Este exercício desenvolve o equilíbrio, a estruturação espácio-temporal, a coordenação motora, a praxia global e a integração das letras.

Atividade "Desenhar letras"

 

O técnico/professor mostra a criança cartões com letras, um de cada vez. De seguida, solicita-se à criança que desenhe no ar a letra, primeiro com os olhos fechados e depois com os olhos abertos, depois que desenhe a letra numa caixa com areia. Por fim, as crianças devem formar pares, uma delas deita-se no colchão e a outra irá desenhar letras sobre o seu corpo, tendo a criança, que esta deitada, que advinhar qual a letra que foi desenhada.
Este exercício desenvolve a estruturação espacial, a sensibilidade corporal e a noção das letras. 
   

Exercício Modelação Tónica

Os alunos devem distribuir-se livremente pelo espaço, depois ao sinal do técnico/professor e seguindo as suas indicações devem andar: depressa, devagar, pesados, leves, de cócoras (joelhos dobrados), à gigante, em pontas dos pés, como um pato, como um robôt. Este exercício requer a atenção dos alunos para modelarem a marcha de acordo com aquilo que é pedido. O objectivo é controlar a marcha e os membros inferiores, sentir os diferentes níveis de tonicidade exigidos em cada forma de marcha e imprimi-los ao corpo, ou aos segmentos corporais (braços e pernas). Neste exercício desenvolve-se o equilíbrio e a capacidade de controlo postural, em situações de movimento corporal, e a atenção. 



As crianças com dislexia apresentam geralmente uma grande agitação nervosa e tensão muscular. Para diminuir este estado de tensão é aconselhável proporcionar às crianças sessões de relaxamento.
A Relaxação tem diversos benefícios, a nível físico e mental, ela promove a consciencialização corporal, diminui a tensão muscular, permite controlar a força muscular, alivia os estados de stress e ansiedade, permite a diminuição dos estados de fadiga, promove um melhor conhecimento do corpo, ajuda na aquisição de uma postura correcta e melhora a capacidade atenção e concentração. A relaxação é um meio óptimo para adquirir o equilíbrio e pode ser aplicada na escola ou em casa.

Exemplo de uma actividade de relaxamento: A criança coloca-se em decúbito dorsal em cima de um colchão e fecha os olhos. O técnico/pai coloca uma música calma e vai dando indicações à criança:
a) Imaginar ser um boneco de neve que aos poucos vai se derretendo ao sol;
b) Fingir ser um soldadinho de chumbo que se transforma num boneco desengonçado;
c) Imaginar ser um balão que se vai esvaziando gradualmente;
d) Imaginar ser uma marionete que se vai desmanchando à medida que os cordões que a seguram vão sendo cortados;
e) Imaginar ser uma flor a secar no sol quente;
f) Esticar o corpo para pegar numa fruta pendurada na árvore;
g) Esticar e relaxar os dedos da mão, do pé, os braços e as pernas.
Seguidamente o técnico ou outra criança (caso o exercício seja aplicado numa sessão em grupo), sentam-se ao lado da criança que permanece deitada de olhos fechados e vão-lhe passando objectos com diferentes texturas pelo corpo. A criança que está a receber o estímulo vai indicando os sítios onde está a ser estimulado (cara, braço direito, perna esquerda, entre outros).

Fonte:  http://abddadislexia.blogspot.com.br
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Vertigem e Reabilitação Vestibular






A reabilitação vestibular vale-se de aspectos neurosensoriais, a partir do trabalho das aferências, sendo favorecida pela plasticidade neuronal. O Sistema Nervoso Central (SNC) possui uma característica ímpar, qual seria sua capacidade para adaptar-se às assimetrias oriundas do sistema labiríntico periférico. Este processo resulta da compensação vestibular decorrente de alterações das ativações neuronais ao nível do cerebelo e tronco encefálico em resposta aos conflitos sensoriais produzidos por patologias vestibulares. Este processo central tanto pode compensar completamente os sintomas, como pode produzir uma deteriorização gradualmente progressiva.
A vertigem aguda é usualmente resultante de uma disfunção do nervo vestibular ou do sistema labiríntico periférico. Como ocorre uma compensação na fase aguda, os sintomas de tontura são reduzidos drasticamente e o nistagmo é observado somente quando a fixação visual é eliminada. Esta compensação aguda ocorre pela influência do cerebelo, ao nível dos núcleos vestibulares, localizados no tronco encefálico. Entretanto, a instabilidade postural persiste, porque o sistema inibido é incapaz de resposta efetiva aos estímulos vestibulares produzidos por movimentos normais da cabeça. Amiúde deparamos, na prática diária, com uma recuperação sintomática importante, frente à vertigem intensa. Por outro lado, a vertigem induzida por movimentos da cabeça (decúbito-dependente) permanece até que uma compensação crônica seja alcançada.


A habituação é baseada na estimulação vestibular repetitiva. A compensação é um processo de adaptação em que ocorre substituição das informações geradas no labirinto lesado por estímulos multisensoriais (visuais, proprioceptivos, etc). Este fenômeno envolve reaprendizagem sensório-motora realizada por várias estruturas integradas do SNC e que ocorre, apenas, nos animais ativos, ou seja, que se movimentam. Estudos experimentais prospectivos têm demonstrado que a base neural para a compensação é distribuída por todo o SNC e não se limita a uma área específica. Pacientes com lesões estáveis ou portadores de lesões mistas (centrais e periféricas) não são excluídos do tratamento, contudo o prognóstico pode ser mais reservado, comparados aqueles com disfunção periférica estável. As lesões no SNC podem dificultar ou mesmo impedir a capacidade de compensação.
Para que ocorra a eliminação da instabilidade postural e da vertigem residual provocada pelo movimento, o sistema deve diminuir a inibição cerebelar, restabelecendo a simetria das informações neurais vindas dos núcleos vestibulares, assim como, das respostas imediatas da movimentação da cabeça. Se a lesão periférica é extensa, o núcleo vestibular ipsilateral torna-se responsivo às alterações das informações oriundas do nervo vestibular contra-lateral, por ativação das vias neurais comissurais. Isto significa que o processo de compensação pós-cirurgia vestibular ablativa, tais como labirintectomia ou secção do nervo vestibular, é considerado crítico. Se a lesão periférica é incompleta, a disfunção labiríntica produzirá respostas distorcidas frente aos movimentos, o qual requer ajustes apropriados do SNC para reinterpretar a informação sensorial que venha do lado lesado. Se a lesão é instável, a habituação será praticamente impossível, pois o processo de compensação, iniciado na fase aguda, decorre dos movimentos da cabeça. A habituação pode, também, ser retardada pela inatividade ou dificultada na vigência de disfunções vestibulares pré-existentes ou de origem central. Através das drogas, pode-se chegar ao alívio satisfatório dos sintomas na crise aguda, mas elas são potencialmente contra-producentes quanto à compensação vestibular central, especialmente se usadas por longos períodos.
A queixa de vertigem, ou tontura do tipo rotatório, é muito comum, e pode ser secundária a doenças sediadas em outras partes do corpo humano. Aspectos epidemiológicos mostram que a incidência aumenta com a idade; 1,3% de todas as visitas médicas de pessoas com idade entre 45-64 anos, 2,9% de pessoas acima dos 65 anos e 3,8% de pessoas acima de 75 anos. A vertigem pode ser causada por diferentes condições médicas, onde se estima que mais de 45% deve-se aos distúrbios vestibulares. A etiologia da disfunção vestibular é variada e os fisioterapeutas poderão encontrá-la em diversas práticas profissionais, tais como geriatria, neurologia, ortopedia e desportiva. Há sessenta anos atrás, tratava-se vertigem com secção bilateral do nervo vestíbulo-coclear. Atualmente, a utilização de medicação supressora da atividade vestibular, a fisioterapia vestibular e os raros casos de cirurgia do labirinto, são preconizados.
Apesar de notável capacidade, a compensação vestibular central apresenta-se como processo um tanto frágil. Mesmo após uma completa recuperação, podem ocorrer recidivas devido à descompensação, geralmente em decorrência de um período de inatividade física, fadiga extrema, alterações medicamentosas ou alguma patologia presente. A recidiva dos sintomas vestibulares não significa que a disfunção labiríntica seja de caráter contínuo ou progressivo. Diversos autores concordam que essas características da compensação central sugerem que o impedimento dos movimentos e posturas corporais que provoquem vertigem, assim como as abordagens tradicionais através, e somente, da prescrição de medicação supressora de atividade vestibular, podem ser impróprias. A partir do momento que os sintomas severos da fase aguda são resolvidos, a medicação deve ser interrompida e um programa ativo deve ser iniciado. Assim como, os pacientes em que os sintomas persistirem, devem ser selecionados para a reabilitação vestibular. Herdman [2007], adverte que o chavão "Se os exercícios provocam vertigem, significam que sejam bons para o indivíduo", utilizado como critério para a cinesioterapia labiríntica, nem sempre é o ideal. Obviamente, os exercícios da cabeça realizados no plano inclinado, podem provocar vertigem até em sujeitos saudáveis, mas não implica em dizer que haverá alterações substanciais das respostas vestibulares a longo prazo, comenta a autora.

COMPENSAÇÃO VESTIBULAR

A literatura e a prática diária demonstram que a eficácia da fisioterapia é dependente de um conjunto de procedimentos e rotinas diagnósticas. O fisioterapeuta deve buscar a identificação e os aspectos quali-quantitativos do distúrbio cinético-funcional dos órgãos e sistemas do equilíbrio acometidos (Quadro 01).Ao sistematizar uma rotina diagnóstica adequada, o profissional encontra-se em condições de prescrever e administrar um tratamento apropriado. O paciente pode ser portador de distúrbio vestibular primário que permanece ativo ou pode simplesmente estar com seqüelas resultantes de uma pobre compensação do SNC após um evento labiríntico prévio. Esta distinção é crucial ao se considerar o uso da Reabilitação Vestibular.

FISIOTERAPIA: (adaptado de Susan Herdman,PhD,PT - 2007).
- História / Anamnese: (adaptado de Susan Herdman,PhD,PT - 2007).
- Sintomas subjetivos: (alta confiabilidade v= 0.97)
ESCALA DE AVALIAÇÃO DE INCAPACIDADE:
CritérioScore
 Sem incapacidade(sint. Pobres)
0
 Sem incapacidade (sint. Algo preocupante)1
 Incapacidade média (faz tarefas comuns)2
 Incapacidade moderada (não faz tarefas comuns)3
 Incapacidade severa recente (licença médica)4
 Incapacidade severa confirmada5
(Fonte: SHEPARD, NT; TELIAN, AS; SMITH-WHEELOCK, M. Habituation and Balance Retraining: A Retrospective Review. Neurol. Clin 8: 459, 1990).
- História funcional (nível de atividade prévia e atual).
- Expectativas do(a) paciente.













EXAME CLÍNICO:
a) Testando (Ref. Oculomotor e Ref. Vestíbulo-ocular / RVO)
Sala iluminada: movs. Extra-ocular, diplopia, inclinação, perseguir, sacádicos, nistagmo espontâneo ou por olhar fixo.
RVO= c/ movimentos lentos e rápidos da cabeça.
(c/ cartão) acuidade visual com cabeça parada e durante oscilação suave da cabeça.
Com lentes de Frenzel: Nistagmo espontâneo e por olhar fixo; C/ agitação da cabeça; Induzido por pressão do tragus; Induzido por hiperventilação (psic?); Nistagmo posicional.
b) Sensibilidade:
Propriocepção, tato fino, vibração, cinestesia, dor, testes quantitativos (limiar de vibração, diapasão).
Visão: acuidade e campo.
c) Coordenação (provas cerebelares): quadrantes superior e inferior.
Prova dos braços estendidos, Diadococinesia; calcanhar-tíbia; fixação postural.
d) Amplitude de movimento= passivo e ativo.
e) Força muscular = preensão, tronco, extremidades.
f) Desvio postural
g) Teste movimento e posição (Dix-Hallpike, Brandt-Daroff, outros)
h) Equilíbrio sentado
i) Equilíbrio estático (olhos abertos e fechados)
Romberg, Romberg Sensibilizado (Barré), 01 perna (Fournier), plataforma.
j) Equilíbrio com sistemas sensoriais alternados (Shumway e Horak) => olhos abertos e fechados "cobrir a visão com abóboda" + espuma no chão - sob os pés.
k) Equilíbrio dinâmico (movimentos auto-iniciados):
- Teste de Duncan: teste da distância que pode ser alcançada inclinando (de pé e com fita métrica).
- Teste de Gabell e Simons: Funcional para idosos com risco de quedas.
- Teste de Unterberger-Fukuda: andando no mesmo lugar (1º- olhos abertos, 2º- olhos fechados). N= deslocamento até 50 cm; girar até 30º.
l) Marcha = normal, acelerado, lento, Marcha em estrela (Babinsky-Weil).
m) Avaliação funcional da marcha: percurso com obstáculo; atividades com dupla-tarefa (marcha no mesmo lugar + degrau + bola).
n) Questionário DHI (Jacobson et al, 1990).
Quadro 01- Fisioterapia: Roteiro Cinético-Funcional. Fonte: HERDMAN, SJ. Vestibular Rehabilitation. Third Edition. Pa: FA Davis Co; Contemporary Perspectives in Rehabilitation. Philadelphia, 2007. Herdman, SJ. Vestibular Rehabilitation.3ª Edition. Pa: FA Davis Co; Phyladelphia, 2007.

REABILITAÇÃO NAS DESORDENS VESTIBULARES

A introdução dos exercícios como modalidade terapêutica foi idealizada na década de quarenta por Cawthorne [1944] e Cooksey [1946]. Entretanto, mais recentemente, os fisioterapeutas vêm tornando-se mais interessados na Reabilitação Vestibular (RV).
Dados recentes da literatura, baseados em estudos controlados, demostraram a eficácia da RV, no qual classificaram dois grandes grupos de problemas vestibulares periféricos que se beneficiaram do programa: vestibulopatias de origem biomecânica => Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) e aquelas originadas por lesão funcional ou hipofunção vestibular uni ou bilateral.
A VPPB é a presença de um ou mais canais semicirculares excitados inadequadamente, sendo a causa mais comum de vertigem. As manifestações clínicas incluem a ocorrência de sintomas objetivos, tais como as reações tônicas posturais (músculos) e o nistagmo, e através de queixa subjetiva, a vertigem. Os sintomas são disparados por mudança de posição da cabeça. É mais comum na mulher que no homem, e pouco freqüente em crianças. Ocorre, espontaneamente, em 50% de todos os pacientes que foram vítimas de traumas cranianos, labirintites ou hipofluxo da artéria vestibular anterior (esta artéria supre os canais superior e lateral do utrículo e a artéria vestibular posterior supre o sáculo e seu canal posterior). A remissão espontânea é comum, mas as recorrências podem ocorrer.
Fisiopatologicamente, a VPPB possui dois mecanismos para explicar seus sinais e sintomas. Um mecanismo seria a cupulolitíase (nistagmo de posicionamento com duração superior a um minuto), onde haveria uma degeneração dos otólitos (debris) utriculares que depositariam-se, na maioria dos casos, à ampola do ducto semicircular posterior, tornando a crista ampular (sensor de movimento rotatório) sensível a movimentos lineares. A outra etiologia seria a ductolitíase (nistagmo de posicionamento com duração inferior a um minuto), resultante de debris otolíticos que entrariam pelo braço longo do canal semicircular posterior, movendo-se pelo seu interior sob ação da gravidade. O nistagmo é do tipo rotatório/vertical, fatigável, com tempo de latência de 01 a 10 segundos, aproximadamente.
Na maioria dos casos de VPPB, o acometimento é unilateral. No entanto, aproximadamente 8% dos pacientes apresentaram a VPPB bilateral em canais semicirculares posteriores, caracterizado por nistagmo de posicionamento vertical para cima e rotatório anti-horário em decúbito lateral direito e nistagmo de posicionamento vertical para cima e rotatório em decúbito lateral esquerdo, à manobra de Dix-Hallpike com Sistema de Videonistagmoscopia infravermelha. Na maioria dos casos, a hipótese diagnóstica é compatível com ductolitíase. Apenas 2%-4% apresentam cupulolitíase. Em todos indica-se a terapia otoneurológica integrada (tratamento etiológico, RV, orientação nutricional, modificação de hábitos e medicação antivertiginosa). A manobra de reposicionamento canalítica de Epley pode ser aplicada inicialmente nos casos de ductolitíase. Assim como, a manobra liberatória de Sémont nos casos de cupulolitíase. Alguns casos de baixa intensidade pode ser indicado exercícios de Brandt-Daroff (Fig 01). Os pacientes apresentam melhora importante dos sinais e sintomas (nistagmo e vertigem). Os resultados são equivalentes aos encontrados nos casos unilaterais. Tais manobras foram, também, modificadas pela fisioterapeuta norte-americana Susan Herdman,PT,PhD [2007].




















fig.01-Exercícios de Bandt-Daroff. fonte: HERDMAN, SJ. Vestibular Rehabilitation. Third Edition. Third Edition. Pa: FA Davis Co; Contemporary Perspectives in Rehabilitation. Philadelphia, 2007.

Vários fatores devem ser levados em consideração na escolha do tratamento apropriado em VPPB. Alguns itens incluem a detecção precisa do canal afetado, os fatores de morbidez e a habilidade do paciente em aderir às exigências do tratamento. A escolha do tratamento é baseada na identificação precisa do canal envolvido e a resultante direção do nistagmo.
Na Lesão Vestibular Unilateral Periférica, o olhar fixo, à prova da poltrona rotatória, apresentará nistagmo do lado afetado e de curta duração, comparado ao lado são. O objetivo da FL é diminuir a resposta maior do lado contra-lateral, através de uma série de exercícios combinados com rotações da cabeça e movimento dos olhos, associados com reeducação da marcha e equilíbrio.
Na Hipofunção Vestibular Bilateral Periférica, é comum observar a presença de oscilopsia (sensação que o ambiente se move nos planos horizontal ou vertical), instabilidade postural e alteração da marcha. Um estudo observacional prospectivo não-controlado em 22 pacientes demonstrou melhora dos sintomas em 11 (50%) pacientes submetidos à RV, com melhora estatisticamente significativa na marcha dos pacientes submetidos a exercícios vestibulares padronizados.

TÉCNICAS DE REABILITAÇÃO VESTIBULAR:


Na Crise
- Eletroestimulação Cervical (semelhante ao aparelho TENS) => Corrente alternada, bifásica, freqüência (80 Hz), largura do pulso (100 - 150 cseg) e intensidade confortável para o paciente.
Os eletrodos são colocados na região paravertebral cervical (C2-C4) do lado não-afetado e na região do trapézio (fibras superiores) contralateral. Utilizam-se duas sessões diárias de 40 minutos. O objetivo é promover uma estimulação de fibras tipo A (grossas) (proprioceptivas) com influência do reflexo cérvico-espinhal, para propiciar uma ativação ascendente até ao nível dos núcleos vestibulares (tronco encefálico), simulando as informações que deveriam vir do labirinto acometido. 


- Estimulações Plantares e na Região Cervical (Somatosensorial)
São baseadas em experiências cinesiológicas. As estimulações plantares (quadrante inferior) são realizadas através de técnicas proprioceptivas consagradas na Fisioterapia (equilíbrio com almofada sob os pés, por exemplo). Na região cervical, convém a aplicação das técnicas tradicionais que oferecem respostas interessantes para esta etapa do tratamento.


Fase Crônica
- Exercícios de Adaptação (RVO) => O especialista deve selecionar os exercícios mais indicados, de acordo com a necessidade do paciente. São exercícios posturais, com movimentos de cabeça, pescoço, olhos e podendo associá-los com a marcha.


Os resultados obtidos com as diversas técnicas de reabilitação são extremamente favoráveis, sendo recomendado o seu emprego rotineiro na terapêutica das vestibulopatias crônicas. Os exercícios supervisionados e personalizados, podem oferecer influências positivas para a estabilização dos sintomas e para redução da incapacidade inicial severa, além de apresentarem excelentes respostas nos casos mais recentes, quando comparados aos exercícios sem supervisão direta do fisioterapeuta.

CONCLUSÃO

Portanto, o programa de RV deverá seguir as diretrizes traçadas durante a fase do exame otoneurológico e do quadro cinético-funcional. Há várias opções para tratar distúrbios do labirinto. Uma opção inclui o tratamento para a doença que possa estar contribuindo para o problema do desequilíbrio e vertigem, tal como a infecção da orelha, acidente vascular cerebral ou a esclerose múltipla. O tratamento individual é variado e baseado em sintomas, na história médica, na saúde geral, no exame médico e nos resultados de testes especiais. Uma outra opção do tratamento inclui exercícios terapêuticos (reabilitação vestibular). Os exercícios incluem movimentos da cabeça e do corpo desenvolvidos especificamente para o paciente. Este recurso é voltado para promover a compensação para a desordem. Os programas vestibulares de retreinamento são administrados por profissionais com conhecimento e compreensão do sistema vestibular e sua relação com outros sistemas neurobiomecânicos funcionais do corpo. Com base nos mecanismos da plasticidade neuronal, torna-se possível atingir a estabilização do reflexo vestíbulo-ocular durante o movimento da cabeça associada à oferta de maior estabilidade postural e melhora da qualidade de vida da pessoa.
Referência:
- HERDMAN, SJ. Vestibular Rehabilitation. Third Edition. Pa: FA Davis Co; Contemporary Perspectives in Rehabilitation. Philadelphia, 2007.



Publicação: André Luís dos Santos Silva
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Pacientes que sofrem com Zumbido se beneficiam!!!



ZUMBIDO – PESSOAS QUE SOFREM COM O SINTOMA CONTAM COM NOVO GRUPO DE APOIO
Entidade retoma reuniões entre especialistas e portadores de Zumbido com objetivo de promover informação e estimular a busca por tratamento
Batizado de GANZ – Grupo de Apoio Nacional a Pessoas com Zumbido, este novo movimento chega para atender à crescente população de portadores de zumbido - e seus familiares – que tiveram sua qualidade de vida prejudicada por causa do Zumbido. Trata-se de encontros mensais, com palestras de profissionais especializados - otorrinos, fonoaudiólogos, psicólogos, dentistas e fisioterapeutas – sempre com os objetivos de transmitir informações atualizadas, motivar a busca pelas várias opções de tratamentos, melhorar a qualidade de vida e estimular a esperança de melhora ou cura do zumbido.
Acostumados a sofrer calados, os portadores do Zumbido têm dificuldades para encontrar profissionais preparados para lidar com o problema, pois o assunto não costuma ser ensinado nem nas melhores faculdades. E é neste cenário que o GANZ chega para exercer seus objetivos através da troca de experiências positivas, o que transmite mais confiança para atingir bons resultados.
A médica otorrinolaringologista, pesquisadora pioneira em Zumbido no Brasil e fundadora da APIDIZ, Dra Tanit Ganz Sanchez, dedica sua carreira há 18 anos para estudar o sintoma e difundir as possibilidades de tratamento e cura junto à comunidade médica mundial. Ela ressalta a importância da dedicação dos médicos: “o comprometimento do otorrino é determinante para o sucesso da investigação das causas e da definição da estratégia individual de tratamento, pois as causas do zumbido são muito variadas e uma consulta tradicional não permite a avaliação real do seu impacto na qualidade de vida do paciente”.
Abrangência Nacional e Acompanhamento da Reunião à Distância
Para disseminar as informações em território nacional e estimular o acesso dos mais jovens – que estão sendo cada vez mais acometidos pelo zumbido - as reuniões terão parte de seu conteúdo transmitido, em tempo real, através das principais mídias sociais, além da disponibilização de vídeos e depoimentos na TV Zumbido (www.tvzumbido.com.br) e no Canal Youtube após cada reunião.
Programação 2012 e Temas das Palestras
02 de Maio: O maravilhoso ouvido humano – como funciona e porque produz o zumbido
06 de Junho: Tipos comuns e raros de zumbido e suas principais causas
04 de Julho: A participação negativa do cérebro na manutenção do zumbido – como evitar
01 de Agosto: Roteiro inicial: dicas úteis sobre o que fazer quando o zumbido aparece
05 de Setembro: Reconhecendo e afastando grandes inimigos: ruído, erros alimentares, ondas eletromagnéticas, dores musculares e estresse
03 de Outubro: Relações entre zumbido, perda auditiva e hipersensibilidade a sons: como otimizar o tratamento conjunto
10 de Novembro: Noções sobre os tipos de tratamento do zumbido: a esperança está no ar!
05 de Dezembro: Apresentação de casos de sucesso
GANZ – Reuniões Mensais:
Os encontros acontecem toda primeira quarta-feira da cada mês, sendo a estreia de 2012 no próximo dia 2 de maio.
Capacidade: 30 pessoas para a reunião presencial na Sede da APIDIZ, além do acesso irrestrito via redes sociais e nos canais de vídeo.
Duração de 1h30 – palestra informativa de 30 a 40 minutos, seguida de sessão de perguntas e respostas com os participantes (pacientes e familiares)
Horário: das 15h as 16h30
Local: Sede da APIDIZ – Avenida Padre Pereira de Andrade, 353
Tel.: 11 3021-5251
Inscrições: Tel 11 3021-5251 ou contato@apidiz.org.br

Sobre o Zumbido
Sintoma que, apesar de comum, é pouco compreendido, apresenta difícil tratamento e gera muitas repercussões negativas;
Estima-se que o sintoma já acometa 28 milhões de brasileiros.
O Zumbido acometia 15% da população mundial em 1995, segundo o National Institute of Health – em 2010, esse percentual pulou para 24% segundo pesquisas realizadas nos Estados Unidos e Suécia.
Sobre a Coordenadora:
Profª Dra Tanit Ganz Sanchez – médica otorrinolaringologista e pioneira nas pesquisas sobre zumbido no Brasil. Currículo Lattes disponível em https://sistemas.usp.br/tycho/CurriculoLattesMostrar?codpub=67A2559B6836
Presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido
Profª Livre-Docente e Associada da Faculdade de Medicina da USP
Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez
Autora do livro Quem Disse Que Zumbido Não Tem Cura?
Ex-coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido (1999 a 2009), que teve regionais em 8 cidades brasileiras.


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O efeito das CORES no CÉREBRO!!!


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Criança de 9 meses


Quase andando

O bebê está cada vez mais perto de andar de fato. Nesta etapa, ele consegue subir escadas engatinhando e se movimentar de pé apoiando-se em móveis. Há crianças de 9 meses que chegam a dar alguns passinhos, mas ainda com ajuda. O bebê também está aprendendo a dobrar os joelhos e a se sentar depois de já estar de pé (uma operação mais difícil do que se imagina!).

Uma maneira de ajudar seu filho nessas primeiras caminhadas é se posicionar na frente dele, a uma curta distância, com as mãos esticadas encostando nas dele, para que ande na sua direção. Outro bom exercício é usar um daqueles carrinhos em que a criança pode se apoiar e empurrar (fique de olho em modelos que sejam estáveis e tenham uma base de sustentação larga).

Outro equipamento para esta fase é o andador, mas ele provoca polêmica entre os especialistas, pois boa parte deles o considera prejudicial para o desenvolvimento das pernas e dos pés. Se você decidir colocar seu bebê em um, limite o tempo e tome cuidado extra para prevenir acidentes, principalmente quando houver escadas e obstáculos no piso. O andador pode virar e causar ferimentos graves, em especial na cabeça. Não deixe de incentivar seu filho a treinar andar sem o andador.

É indispensável que sua casa seja segura para crianças. Coloque travas em portas de armário que você não queira que sejam abertas, já que os bebês são automaticamente atraídos por esse tipo de coisa.

Sapatos? Ainda não

Muitos pais ficam na dúvida se é hora de pôr sapatos quando os bebês começam a ficar de pé e a se movimentar. A maioria dos especialistas acredita que os sapatos não são necessários até que seu filho esteja passeando na rua com frequência. Andar descalço é algo que não só fortalece o peito do pé e os músculos do pé e da perna do bebê (evitando o pé chato), como pode colaborar para o equilíbrio.

Aprendendo na brincadeira

O bebê já coloca objetos em uma caixa e consegue tirá-los de lá. Para que possa praticar isso, dê a ele um balde de plástico e alguns bloquinhos coloridos (que não sejam pequenos demais para não haver risco de serem engolidos). Nesta fase, as crianças adoram brinquedos com partes removíveis ou com compartimentos que abrem e fecham. Carrinhos que possam ser arrastados de um lado para o outro são divertidos tanto para meninos como para meninas.

Você vai notar que, se tirar um brinquedo do seu filho, ele vai protestar, à medida que aumenta sua habilidade de expressar necessidades e desejo.

Aos 9 meses, cerca de metade das crianças gosta de dar um brinquedo a outra pessoa só para pegá-lo de volta depois. Seja companheira nessas horas de diversão. Tente rolar uma bola no chão para o bebê e veja se ele joga de volta. Com peças que podem ser empilhadas, seu filho terá a opção de colocar uma em cima da outra ou de dar uma delas para você.

Treino para ficar longe dos pais

A ansiedade de separação chega a um pico entre este período e os próximos meses. Embora seja normal que um bebê de 9 meses demonstre forte ligação com você e rejeição a outras pessoas, esse elo pode decepcionar avós e outros parentes. Ajude seu filho a se sentir mais confortável e espere que ele manifeste o interesse de ir no colo de alguém.
Se o seu bebê chupa o dedo ou uma chupeta para se acalmar em situações mais estressantes, não se preocupe. A sucção é uma das únicas maneiras que os bebês conhecem para se tranquilizar.

Viagens

Esta costuma ser uma idade difícil para se viajar com bebês. Crianças pequenas gostam de rotina, algo que tende a ser alterado durante viagens. Se for viajar, esteja preparada para um companheiro possivelmente irritado e, ao mesmo tempo, apegado. Tenha uma série de coisas para distraí-lo durante a jornada, como livrinhos, brinquedos que fazem barulho e, o mais importante, aquele famoso ursinho de pelúcia ou outro objeto de estimação. Se seu filho gosta de chupetas, é bom ter várias à mão, já que elas parecem sumir justo quando você mais precisa.

Compreensão da linguagem

A enxurrada de palavras que o bebê ouve desde o nascimento começa a surtir efeito. Nesta etapa, o entendimento de longe supera a fala, embora os sons do seu filho cada vez mais se assemelhem a palavras de verdade, incluindo aquele esperado "ma-ma". Só não se anime demais, já que essas sílabas provavelmente são só mesmo sons repetidos.

O seu tom de voz ainda faz mais sentido para seu filho do que as palavras em si. Mas, quanto mais você conversar com ele - ao preparar o jantar, no carro ou enquanto se veste --, mais o bebê aprende sobre a dinâmica da comunicação. Um estudo chegou a apontar que um dos maiores fatores para se prever a inteligência futura é medir a quantas palavras uma criança é exposta diariamente. É óbvio que a conversa dos outros ou horas à frente da TV não contam. O que vale para seu filho é ouvir palavras e o uso da língua de forma interativa.

Aos 9 meses, as crianças começam a entender o sentido do "não", só que dificilmente vão obedecer. Ao seu próprio nome, contudo, os bebês respondem sim, olhando em volta ou interrompendo o que estão fazendo para ver quem chamou.

Será que o desenvolvimento do meu filho é normal?

Lembre-se, cada bebê é de um jeito e atinge certos marcos de desenvolvimento físico no seu próprio ritmo. O que apresentamos são apenas referências de etapas que seu filho tem potencial para alcançar -- se não agora, em pouco tempo.

Caso seu filho tenha nascido prematuro, é provável que você observe que ele leva um pouco mais de tempo para fazer as mesmas coisas que outras crianças de idade similar. Não se preocupe, a maioria dos médicos avalia o desenvolvimento de um prematuro conforme a idade corrigida e acompanha seu progresso levando isso em conta.


 http://reginapironatto.blogspot.com.br/2010/12/criancas-de-9-meses.html
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Exposição prolongada a ruídos de baixo risco pode causar perda auditiva


O risco de desenvolver perda auditiva em razão de exposição a ruído no ambiente de trabalho aumenta conforme o tempo de exposição em anos

riesgos01 r3 c12Um estudo feito por participantes do programa de pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) e publicado em setembro deste ano na Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia estudou a mudança do limiar auditivo de trabalhadores expostos a diferentes frequências de ruídos.

Os 266 trabalhadores da área frigorífica que participaram do estudo, entre homens e mulheres, foram divididos em três grupos: (1) expostos a ruídos entre 79 e 84,9 decibéis (dB(A)), nível considerado seguro pela Fundacentro, no Brasil; (2) expostos a ruídos entre 85 e 90 dB(A) e (3) expostos a ruídos na faixa de 90 a 98,8 dB(A), todos a um período de trabalho de oito horas. Segundo dados do artigo, os ambientes frigoríficos apresentam ruídos contínuos acima de 80 dB(A), o que pode promover perdas de audição.

Flávia Cardoso Oliva, uma das autoras do artigo, e colegas alertam sobre os riscos existentes na exposição a sons muito altos: "O risco de desenvolver perda auditiva em razão de exposição a ruído no ambiente de trabalho aumenta conforme o tempo de exposição em anos. Daí a necessidade do controle do ruído  e do monitoramento auditivo anual. Entende-se como monitoramento auditivo a análise dos exames auditivos sequenciais comparados com o exame de referência, possibilitando a tomada de decisões em relação à audição do trabalhador", afirmam na publicação.

Durante a pesquisa, a equipe realizou 63 exames. Os resultados mostraram que nos grupos 1 e 2 existia um início de desordem auditiva, pois não apresentavam queixas de zumbido nos ouvidos ou sensação de perda da capacidade auditiva, apesar da alta exposição a ruídos frequentes. Já o grupo 3 apresentou maior agravamento auditivo bilateral entre o primeiro e o último exame.

Assim, os pesquisadores concluem que, por haver piora auditiva nos três grupos de trabalhadores, mesmo entre os funcionários expostos a ruídos considerados dentro dos limites permissíveis no Brasil, deveria ser implantado um programa de orientação e treinamento para prevenir possíveis alterações do limiar auditivo.

Perda Auditiva Ocupacional

O ruído é, na maioria dos países, o agente nocivo de maior prevalência no ambiente de Trabalho. Trabalhadores expostos à indices elevados de ruído nas atividades laborais, podem apresentar o que chamamos de PAIR (Perda Auditiva induzida por ruído) ou Perda Auditiva Ocupacional. Também podemos considerar Perda Auditiva Ocupacional, aquelas causadas por exposição à solventes e agentes químicos.

A norma regulamentadora no. 15, da Portaria 3.214/1978 estabeleceu que 85 dB é o limite de tolerância para uma exposição diária de 8 horas a ruídos contínuos ou intermitentes.

A Perda Auditiva Ocupacional é irreversível, progride lentamente e é difícil detectá-la em seu estágio inicial, pois não atinge as freqüências atuantes na comunicação oral. Para tanto, é necessário estabelecer ações de prevenção por meio doPrograma de Conservação Auditiva e do gerenciamento audiométrico dos Trabalhadores periodicamente.

Nos casos de exposição a níveis elevados de pressão sonora, faz-se necessário o uso do equipamento de proteção auditiva (EPA). Os protetores auditivos podem prevenir alterações da audição. Os indivíduos que não utilizam o EPA ou não fazem repouso auditivo após a jornada de trabalho, são mais suscetíveis a desenvolver a Perda Auditiva Ocupacional.

Desta forma, consideramos de extrema importância, realizar um Programa de Prevenção de Perda Auditiva que está incluso no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Segundo estatísticas, a Perda Auditiva Ocupacional, corresponde a 15% das Doenças Ocupacionais adquiridas em uma empresa na qual trabalhadores estão expostos à ruído elevado. Para isso, é necessária, a realização do Gerenciamento audiológico dentro da empresa. A Saúde auditiva do Trabalhador é tão importante para ele, quanto para o andamento da  produtividade da empresa.
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