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Dez coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesse



Dez coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesse.
Por Ellen Nottohm
(tradução Geane Barroso)

1) Antes de tudo eu sou uma criança.
Eu tenho autismo. Eu não sou somente "Autista". O meu autismo é só um aspecto do meu caráter. Não me define como pessoa. Você é uma pessoa com pensamentos, sentimentos e talentos. Ou você é somente gordo, magro, alto, baixo, míope. Talvez estas sejam algumas coisas que eu perceba quando conhecer você, mas isso não é necessariamente o que você é. Sendo um adulto, você tem algum controle de como se auto-define. Se quer excluir uma característica, pode se expressar de maneira diferente. Sendo criança eu ainda estou descobrindo. Nem você ou eu podemos saber do que eu sou capaz. Definir-me somente por uma característica, acaba-se correndo o risco de manter expectativas que serão pequenas para mim. E se eu sinto que você acha que não posso fazer algo, a minha resposta naturalmente será: Para que tentar?  

2)A minha percepção sensorial é desordenada.
Interação sensorial pode ser o aspecto mais difícil para se compreender o autismo. Quer dizer que sentidos ordinários como audição, olfato, paladar, toque, sensações que passam desapercebidas no seu dia a dia podem ser doloridas para mim. O ambiente em que eu vivo pode ser hostil para mim. Eu posso parecer distraído ou em outro planeta, mas eu só estou tentando me defender. Vou explicar o porquê uma simples ida ao mercado pode ser um inferno para mim: a minha audição pode ser muito sensível. Muitas pessoas podem estar falando ao mesmo tempo, música, anúncios, barulho da caixa registradora, celulares tocando, crianças chorando, pessoas tossindo, luzes fluorescentes. O meu cérebro não pode assimilar todas estas informações, provocando em mim uma perda de controle. O meu olfato pode ser muito sensível. O peixe que está à venda na peixaria não está fresco. A pessoa que está perto pode não ter tomado banho hoje. O bebê ao lado pode estar com uma fralda suja. O chão pode ter sido limpo com amônia. Eu não consigo separar os cheiros e começo a passar mal. Porque o meu sentido principal é o visual. Então, a visão pode ser o primeiro sentido a ser super-estimulado.  A luz fluorescente não é somente muito brilhante, ela pisca e pode fazer um barulho. O quarto parece pulsar e isso machuca os meus olhos. Esta pulsação da luz cobre tudo e distorce o que estou vendo. O espaço parece estar sempre mudando. Eu vejo um brilho na janela, são muitas coisas para que eu consiga me concentrar. O ventilador, as pessoas andando de um lado para o outro... Tudo isso afeta os meus sentidos e agora eu não sei onde o meu corpo está neste espaço.

3) Por favor, lembre de distinguir entre não poder (eu não quero fazer) e eu não posso (eu não consigo fazer)
Receber e expressar a linguagem e vocabulário pode ser muito difícil para mim. Não é que eu não escute as frases. É que eu não te compreendo. Quando você me chama do outro lado do quarto, isto é o que eu escuto "BBBFFFZZZZSWERSRTDSRDTYFDYT João". Ao invés disso, venha falar comigo diretamente com um vocabulário simples: "João, por favor, coloque o seu livro na estante. Está na hora de almoçar". Isso me diz o que você quer que eu faça e o que vai acontecer depois. Assim é mais fácil para compreender.   

4) Eu sou um "pensador concreto" (CONCRETE THINKER). O meu pensamento é concreto, não consigo fazer abstrações.
Eu interpreto muito pouco o sentido oculto das palavras. É muito confuso para mim quando você diz "não enche o saco", quando o que você quer dizer é "não me aborreça". Não diga que "isso é moleza, é mamão com açúcar" quando não há nenhum a mamão com açúcar por perto e o que você quer dizer é que isso e algo fácil de fazer. Gírias, piadas, duplas intenções, paráfrases, indiretas, sarcasmo eu não compreendo.

5)Por favor, tenha paciência com o meu vocabulário limitado.
Dizer o que eu preciso é muito difícil para mim, quando não sei as palavras para descrever o que sinto. Posso estar com fome, frustrado, com medo e confuso, mas agora estas palavras estão além da minha capacidade, do que eu possa expressar. Por isso, preste atenção na linguagem do meu corpo (retração, agitação ou outros sinais de que algo está errado).
Por um outro lado, posso parecer como um pequeno professor ou um artista de cinema dizendo palavras acima da minha capacidade na minha idade. Na verdade, são palavras que eu memorizei do mundo ao meu redor para compensar a minha deficiência na linguagem. Por que eu sei  exatamente o que é esperado de mim como resposta quando alguém fala comigo. As palavras difíceis que de vez em quando falo podem vir de livros, TV, ou até mesmo serem palavras de outras pessoas. Isto é chamado de ECOLALIA. Não preciso compreender o contexto das palavras que estou usando. Eu só sei que devo dizer alguma coisa.

6)Eu sou muito orientado visualmente  porque a linguagem é muito difícil para mim.
Por favor, me mostre como fazer alguma coisa ao invés de simplesmente me dizer. E, por favor, esteja preparado para me mostrar muitas vezes. Repetições consistentes me ajudam a aprender. Um esquema visual me ajuda durante o dia-a-dia. Alivia-me do stress de ter que lembrar o que vai acontecer. Ajuda-me a ter uma transição mais fácil entre uma atividade e outra. Ajuda-me a controlar o tempo, as minhas atividades e alcançar as suas expectativas. Eu não vou perder a necessidade de ter um esquema visual por estar crescendo. Mas o meu nível de representação pode mudar. Antes que eu possa ler, preciso de um esquema visual com fotografias ou desenhos simples. Com o meu crescimento, uma combinação de palavras e fotos pode ajudar mais tarde a conhecer as palavras.

7)Por favor, preste atenção e diga o que eu posso fazer ao invés de só dizer o que eu não posso fazer.
Como qualquer outro ser humano não posso aprender em um ambiente onde sempre me sinta inútil, que há algo errado comigo e que preciso de "CONSERTO". Para que tentar fazer alguma coisa nova quando sei que vou ser criticado? Construtivamente ou não é uma coisa que vou evitar. Procure o meu potencial e você vai encontrar muitos! Terei mais que uma maneira para fazer as coisas.

8)Por favor, me ajude com interações sociais.
Pode parecer que não quero brincar com as outras crianças no parque, mas algumas vezes simplesmente não sei como começar uma conversa ou entrar na brincadeira. Se você pode encorajar outras crianças a me convidarem a jogar futebol ou brincar com carrinhos, talvez eu fique muito feliz por ser incluído. Eu sou melhor em brincadeiras que tenham atividades com estrutura começo-meio-fim. Não sei como "LER" expressão facial, linguagem corporal ou emoções de outras pessoas. Agradeço se você me ensinar como devo responder socialmente. Exemplo: Se eu rir quando Sandra cair do escorregador não é que eu ache engraçado. É que eu não sei como agir socialmente. Ensine-me a dizer: "você esta bem?".

9)Tente encontrar o que provoca a minha perda de controle.
Perda de controle, "chilique", birra, mal-criação, escândalo, como você quiser chamar, eles são mais horríveis para mim do que para você. Eles acontecem porque um ou mais dos meus sentidos foi estimulado ao extremo. Se você conseguir descobrir o que causa a minha perda de controle, isso poderá ser prevenido - ou até evitado. Mantenha um diário de horas, lugares pessoas e atividades. Você encontrar uma seqüência pode parecer difícil no começo, mas, com certeza, vai conseguir. Tente lembrar que todo comportamento é uma forma de comunicação. Isso dirá a você o que as minhas palavras não podem dizer: como eu sinto o meu ambiente e o que está acontecendo dentro dele.

10)Se você é um membro da família me ame sem nenhuma condição.
Elimine pensamentos como "Se ele pelo menos pudesse…" ou "Porque ele não pode…" Você não conseguiu atender a todas as expectativas que os seus pais tinham para você e você não gostaria de ser sempre lembrado disso. Eu não escolhi ser autista. Mas lembre-se que isto está acontecendo comigo e não com você. Sem a sua ajuda a minha chance de alcançar uma vida adulta digna será pequena. Com o seu suporte e guia, a possibilidade é maior do que você pensa. Eu prometo: EU VALHO A PENA.
E, finalmente três palavras mágicas: Paciência, Paciência, Paciência. Ajuda a ver o meu autismo como uma habilidade diferente e não uma desabilidade. Olhe por cima do que você acha que seja uma limitação e veja o presente que o autismo me deu. Talvez seja verdade que eu não seja bom no contato olho no olho e conversas, mas você notou que eu não minto, roubo em jogos, fofoco com as colegas de classe ou julgo outras pessoas? É verdade que eu não vou ser um Ronaldinho "Fenômeno" do futebol. Mas, com a minha capacidade de prestar atenção e de concentração no que me interessa, eu posso ser o próximo Einstein, Mozart ou Van Gogh. Eles também tinham autismo, uma possível resposta para alzaheim o enigma da vida extraterrestre -
O que o futuro tem guardado para crianças autistas como eu, está no próprio futuro. Tudo que eu posso ser não vai acontecer sem você sendo a minha Base. Pense sobre estas "regras" sociais e se elas não fazem sentido para mim, deixe de lado. Seja o meu protetor seja o meu amigo e nós vamos ver ate onde eu posso ir.
CONTO COM VOCÊ!!!

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Desvio Fonético e Fonológico


Disturbio articulatório é quando o problema é só na articulação do som.
Disturbio fonológico é um distúrbio de lingg, a criança consegue produzir o som mas não o emite na comunicação.

Desvio Fonético e Fonológico: as trocas na fala
Marcadores: Fala
Esta dificuldade é mais conhecida como "trocas na fala", pois caracteriza-se pelas trocas, omissões, inversões e acréscimos de fonemas durante a fala. O atraso na aquisição fonológica, ou seja, na linguagem oralizada pode resultar neste quadro. Classificam-se em: desvio fonético, desvio fonológico e desvio fonético-fonológico.

Aquisição fonológica do português:
A ordem de aquisição dos fonemas pela criança ocorre naturalmente de acordo com o grau de dificuldade. Os últimos fonemas a serem adquiridos são as líquidas, principalmente a líquida não lateral r, que tende a ser adquirida pela criança após os quatro anos. Este fonema é o último por que depende de um ato motor complexo que é a vibração de língua. Veja a ordem de aquisição dos fonemas abaixo:

Plosivas: p, t, k, b, d, e g ---------- 1ano e 6 meses - 1 ano e 8 meses

Nasais: m, n e ñ ---------- 1 ano e 6 meses - 1 ano e 8 meses

Fricativas: v, f, s, z, S, Z ---------- 1 ano e 8 meses - 2 anos e 10 meses

Líquidas: l, R, lh, r ---------- 3 anos - 4 anos e 2 meses

Os fonemas geralmente são adquiridos nesta ordem, porém a idade ilustrada para esta aquisição é a penas uma média. Muitas crianças conseguem pronunciar estes fonemas mais precocemente e sem dificuldades, enquanto outras demoram um pouco mais, apresentando certas dificuldades que devem ser trabalhadas de preferência antes da alfabetização.
A criança deverá adquirir todos os fonemas até os quatro anos, no mais tardar quatro anos e meio. Aos cinco, se as trocas persistem já passa a ser considerada uma "patologia da fala". Desta forma, fica evidente uma maior dificuldade no tratamento da fala. Por isso o ideal é iniciar a observação desta criança antes dos cinco anos, a fim de encaminhá-la a um especialista mais precocemente. Isto garantirá resultados mais satisfatórios, sem correr o risco de comprometer o aprendizado escolar.

Desvio Fonético
É uma alteração miofuncional oral, ou seja, um comprometimento motor que possui uma causa orgânica. Por exemplo: a perda de um dente pode fazer com que os sons de alguns fonemas se alterem durante sua produção; a presença de freio lingual curto, mais conhecido como "língua presa", impede a movimentação adequada da língua para a produção de certos fonemas; a mal oclusão dentária; além disso, a própria incoordenação dos movimentos dos músculos da face pode ocasionar dificuldades na fala.

Desvio Fonológico
É uma desorganização no sistema de sons da criança, não tendo nenhuma relação com comprometimentos orgânicos que afetem a produção da fala. Crianças com desvio fonológico apresentam alterações no seu desenvolvimento fonológico sem causa aparente.
Caracteriza-se pela fala espontânea quase ininteligível, com linguagem bem desenvolvida e ausência de anormalidades anatômicas ou fisiológicas nos mecanismos de produção da fala.

Desvio Fonético-Fonológico
Ocorre quando existe a presença de alteração motora e falta de compreensão dos fonemas durante a fala.


As Perturbações Articulatórias 

As alterações articulatórias podem ser de dois tipos: orgânicas e funcionais.  Os problemas dizem-se fonéticos quando se localizam exclusivamente a nível da produção de fala (i.e., planeamento e execução dos movimentos articulatórios) e fonémicos quando o sistema fonológico se encontra alterado ou inadequado. Neste último caso, a pessoa é capaz de produzir sons mas fá-lo de forma inconsistente, imatura ou inventada. Os erros reflectem uma aprendizagem incompleta das regras de uso tendo, portanto, uma base linguística.
Para uma eficaz intervenção nas perturbações de fala é necessário, por um lado, identificar qual destes dois tipos se trata e, por outro lado, fazer uma avaliação cuidada da situação. Para o correcto diagnóstico é necessário recolher informação relativa a aspectos como os factores estruturais (e.g., desvios orgânicos da língua e de outras estruturas anatómicas), a existência de dificuldades de coordenação motora (i.e., avaliar a acção simultânea e sucessiva de contracções musculares) e sensoriais (i.e., avaliar a existência de problemas auditivos e proprioceptivos), ao desenvolvimento da linguagem (e.g., averiguar se houve atraso na aquisição dos grandes marcos da linguagem e ver se há problemas a outros níveis como o sintáctico, o lexical, o morfológico e o semântico) e a factores ambientais (factores que possam ter dificultado ou impeçam a aquisição dos sons; e.g., língua materna dos pais, idade dos pais, factores emocionais, modelos parentais, dinâmica familiar) ou evolutivos (e.g., desenvolvimento motor da criança, doenças prolongadas, inteligência, imitação do comportamento de crianças amigas com problemas de articulação, problemas emocionais). Para além destes aspectos, é necessário identificar-se os erros articulatórios propriamente ditos.
Através da análise de amostras de fala espontâneas e de respostas a testes de articulação é importante identificar quais são os sons que o paciente produz incorrectamente, que tipo de erros dá e onde estes se localizam (e.g., em que estrutura silábica, em posição inicial, medial ou final de palavra). É preciso igualmente identificar algumas palavras-chave (i.e., palavras específicas onde o paciente consegue articular correctamente o fonema- problema), quais as produções correctas após estimulação auditiva e visual forte, contexto fonémicos e silábicos relevantes e contextos comunicacionais (e.g., tipo de situaço comunicativa, velocidade do enunciado, tipo de material comunicativo).

Os erros articulatórios mais frequentes são as omissões, as substituições, as distorções, as adições e as inversões. No caso específico das substituições, chama-se a atenção para o facto de a substituição de um fonema por outro depender da semelhança entre ambos, quer a nível da sonoridade, quer a nível dos movimentos (e.g., articular /p/ em vez de /t/ mas raramente articular /p/ em vez de /l/). Para além de se delimitarem os erros articulatórios é necessário identificar-se as regras fonológicas que estão por detrás desses erros. Esta identificação das regras subjacentes aos erros articulatórios pode ser feita através de uma análise dos traços distintivos, através de uma análise de acordo com o sistema tradicional de classificação dos sons da fala, ou através de uma análise aos processos fonológicos aplicados.

• Traços Distintivos
Os traços são propriedades de sons e caracterizam-se por serem binários (presentes (+) vs. Ausentes (-)). Quando determinados traços servem para diferenciar um som da fala de outro designam-se por distintivos. O leitor interessado encontra em Mira-Mateus, Andrade, Viana e Villalva (1990) uma revisão dos vários traços distintivos. Aqui, e para exemplificar, falaremos apenas de quatro traços distintivos: o nasal (que tem a ver com a ressonância nasal), o contínuo (bloqueio mínimo da corrente de ar), o estridente (som de fricção), e o sonoro (funcionamento das cordas vocais)
Em casos de perturbações articulatórias, a identificação de traços comprometidos pode ser de extrema utilidade pois permite ao terapeuta trabalhar directamente esses traços ao invés de incidir sobre os diversos fonemas que se caracterizam pela sua presença. Considere, por exemplo, o caso de um paciente incapaz de produzir os fonemas /s, z, f, v/. Ao invés de ensinar a correcta articulação de cada um dos quatro sons, o terapeuta pode intervir apenas no traço distintivo que é comum aos mesmos. No exemplo dado, o traço distintivo ausente é a estridência. Assim, a intervenção poderia passar por treinar o paciente a sibilar, a assobiar e a estridência. Assim, a intervenção poderia passar por treinar o paciente a sibilar, a assobiar e a produzir zumbidos e por usar técnicas específicas de reconhecimento do traço da estridência de imitação.

Sistema Tradicional de Classificação dos Sons da Fala
A classificação dos fonemas consonânticos é feita através de quatro características fundamentais: o ponto de articulação, o modo de articulação, o vozeamento e a nasalidade. Já a classificação das vogais é feita através da região de articulação, do grau de abertura, da intensidade, da posição labial e da nasalidade.
À semelhança da abordagem anterior, pode ser útil identificar qual a característica que se encontra ausente em caso de dificuldades articulatórias. Por exemplo, se o paciente tiver dificuldade em articular fonemas cujo ponto de articulação seja o alveolar, a intervenção pode ser mais eficaz se se centrar especificamente no ensino de gesto articulatório correspondente(i.e., levar a ponta da língua a tocar, ou a aproximar-se, dos alvéolos).

• Processos Fonológicos
Os processos fonológicos são processos naturais que as crianças usam para simplificar os padrões de fala do adulto. Estes processos fonológicos têm a ver com o tipo de erros articulatórios presentes na articulação de palavras. Exemplos são a omissão de um segmento sonoro (e.g., dizer /peto/ em vez de PRETO), a substituição de um som por outro (e.g., dizer /piSAmA/ em vez de PIJAMA), a inversão, ou metátese (e.g., /kurkudilo para CROCODILO), a adição (e.g., /f6lor/ para FLOR) e a assimilaço (e.g., /nAniS/ para NARIZ). O leitor interessado encontra em Castro e Gomes (2000) os principais processos fonológicos observados em crianças portuguesas entre os 3 e os 5 anos de idade.
Considere o caso de um paciente que substitui sistematicamente os sons /S/ e /Z/ por /s/ e /z/, respectivamente. Por exemplo, em palavras como CHAPÉU e MÁGICO o paciente produz /sApEw/ e /maziku/, respectivamente. O tipo de desvio observado é a anteriorização. Neste caso, a intervenção pode passar pela técnica do bombardeamento auditivo (e.g., no início e final de cada sessão, o terapeuta lê listas de palavras que contenham o som alvo) e pelo treino conceptual. O treino conceptual consiste em estabelecer contrastes mínimos com significado de forma a levar o paciente a perceber que a alteração de um som por outro altera o significado da palavra (e.g., /masu/ vs. /maSu/, /Zelu/ vs. /zelu/).



Canongia, M. B. (2000). Intervenção precoce em fonoaudiologia. Rio de Janeiro: Revinter.
Dockrell, J., & McShane, J. (2000). Crianças com dificuldades de aprendizagem: Uma abordagem cognitiva (A. Negreda, Trad.). Porto Alegre: ArtMed Editora. (Edição original de 1993)
Lowe, R. I. (1996). Fonoaudiologia. Avaliação e intervenção: Aplicações na patologia da fala (M. A. G. Domingues, Trad.). Porto Alegre: Artes Médicas. (Ediço original de 1994)
Van Riper, C., & Emerick, L. (1997). Correço da linguagem. Uma introdução à patologia da fala e à audiologia (8ª ed.; M. A. G. Domingues, Trad.). Porto Alegre: Artes Médicas. (Edição original de 1990)
Yavan, M. Hernandorena, C. M., & Lamprecht, R. R. (2002). Avaliação fonológica da criança.
Reeducação e terapia (2ª reimpr.) Porto Alegre: Artes Médicas


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Os principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantis

Eles são caricatos, infantis e irreais. Porém diversos personagens infantis, das histórias em quadrinhos ou dos desenhos animados têm, na fala, características bastante humanas. E muitos deles poderiam dar um pulinho no consultório de um fonoaudiólogo para melhorar seus problemas de comunicação (que muitas vezes causam muita confusão). Afinal, não é porque se é um porquinho, um pato ou um coelho que é preciso conviver com estas condições relativamente simples de serem resolvidas.
A convite do portal “O que eu tenho?”, a fonoaudióloga Débora Befi, coordenadora do Departamento de Linguagem da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), esqueceu por alguns momentos que eles são personagens fictícios e analisou os principais problemas fonoaudiológicos em personagens de desenhos animados infantis.
cebolinha Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisEles não trocam a letra, trocam o som
Cebolinha e Hortelino Troca-Letras estão separados por uma longa distância geográfica (sem contar que vivem em épocas diferentes, dependendo de suas aventuras). Mas estes dois personagens têm problemas fonoaudiológicos em comum. Ambos trocam, de forma similar, o som do “r” pelo “l”.
“No caso do Cebolinha talvez seja mais compreensível, pois este tipo de troca ou confusão de sons é comum até certa idade. Até os quatro anos é perfeitamente normal ocorrer este problema, pois a criança está aprendendo a articular os sons da fala. Entre os quatro e os seis anos esse tipo de confusão de grupos consonantais já deveria estar sumindo. O Cebolinha está um pouco atrasado neste desenvolvimento, mas ainda é possível reverter este processo”, analisa Débora.
hortelino Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantis“A dificuldade de vibração de ponta de língua, por exemplo, para produzir o “r” , na hora de falar, são estratégias bastantes simples que, com o auxílio de um profissional de fonoaudiologia, podem ter remissão rapidamente. Já no caso do Hortelino é mais difícil, pois ele já é um adulto. Vai precisar de mais tempo, mas também é possível esta readaptação da fala”, diz.
Um problema nos músculos da língua
patolino Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisPatolino e Frajola são outros dois personagens com um problema em comum. Ambos têm o chamado ceceio, uma condição caracterizada por um tônus muscular mais fraco, ou seja, os músculos da língua não se fortaleceram o suficiente durante a fase de desenvolvimento e, em consequência disso, pode haver projeção da língua durante a fala.
Além da projeção da língua, estes dois personagens podem ter problemas de deglutição (dificuldade para engolir alimentos). Talvez por isso o Frajola tenha tanta dificuldade de dar cabo de seu alimento predileto, o Piu-Piu (cuja fala infantilizada é provavelmente mais um problema para um psicólogo do que para o fonoaudiólogo).
frajola Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantis“O ceceio anterior – projeção da língua entre os dentes da frente – faz com que a produção de alguns sons (“s”, por exemplo), seja distorcida, no caso do Patolino. A saliva, que também é em parte controlada pelo movimento da língua, pode acabar saindo junto com o ar. Já o Frajola tem uma espécie de ceceio lateral, então o ar escapa por debaixo da língua nas laterais, parecendo que há um “xê” perdido em algumas palavras”, observa Débora.
A reabilitação da força muscular e readequação da mastigação/deglutição são alguns aspectos que ajudam a reverter quadro.
Sem vírgulas nas frases
ligeirinho Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisO mexicano Ligeirinho pode ser facilmente classificado como ansioso. Mas como ele não parece exatamente estressado o tempo todo – levando as situações problemáticas que enfrenta com bastante bom humor – então o mais provável é que ele tenha uma alteração de fluência pelo aumento da velocidade de fala que pode comprometer o entendimento do que ele diz.
“Não há causa determinada para essa alteração de velocidade, pode até ser uma característica dele enquanto falante. Talvez o núcleo familiar seja de pessoas que falem rápido e ele só repete o modelo. Atividades específicas para promoção da fluência com profissional especializado podem ser o suficiente para ele”, indica a fonoaudióloga.
Os campeões falam fino
mickey Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisMickey, um campeão em vendagens de produtos ligados à sua imagem, pode ter um problema similar a outro campeão, o lutador Anderson Silva. A fala afinada pode ter origem em um simples atraso de muda vocal.
“A voz se forma a partir de um conjunto de estruturas. Pulmão, cordas vocais, garganta, boca, língua são as principais. A voz fina, muitas vezes, pode ser decorrente de características da própria laringe. Outra causa, até certa idade, é um atraso na muda vocal. A muda vocal se dá na adolescência – caracterizada pela voz de ‘taquara rachada’ exatamente por esse motivo – mas em alguns casos podem demorar um pouco mais para se adequar, ou então não se adequar de maneira nenhuma e conviver com esse tom de voz. O Anderson Silva, pode ter uma dessas características, não se pode afirmar, deveria ser avaliado por um especialista. Já o Mickey é difícil ter uma ideia da sua idade real, então não é possível ter certeza ainda. Apenas um especialista, a partir de testes em consultório poderia dar um diagnóstico mais preciso. Mas acho difícil isso acontecer”, brinca Débora.
Dessa vez o coelho não escapa
pernalonga 2 Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisPernalonga não poderia ficar fora dessa. O coelho é extremamente inteligente e tem um discurso que convence qualquer um. Mas a voz anasalada é característica de pessoas popularmente conhecidas como fanhosas.
“É uma condição que pode ser causada por problemas anatômicos, ou ainda, uma dificuldade de movimentação do chamado ‘véu palatino’, que veda o nariz quando falamos evitando o escape do ar. O problema se caracteriza pelo escape dos sons orais através do nariz, criando uma sonoridade reconhecida pela maioria das pessoas. Normalmente, a reabilitação fonoaudiológica é bastante eficiente para auxiliar na solução do problema”, afirma a especialista.
Alguns problemas podem ser muito graves
donald Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisUm personagem que pode estar em maus lençóis é o irritadiço Pato Donald. A especialista aponta que o problema que atinge a fala de Donald pode ser uma conjunção de fatores.
“Primeiro me parece que o Donald tem uma alteração bastante grave na voz. Pode ser, inclusive, um nódulo vocal. A voz é muito rouca e muito forçada – o que agrava o quadro. Além disso, há a questão de fluência alterada, ou seja, pela velocidade excessiva da fala. O Donald seria caso para uma avaliação por uma equipe multidisciplinar em regime de urgência”, diz a fonoaudióloga.
Outro que poderia ter algum problema mais complexo seria o Coiote Coió, um dos maiores consumidores de produtos Acme e cuja fixação pelo Papa-Léguas lhe rende galos na cabeça o tempo todo. “Ele ouve, mas não fala. Isso pode ser um indicativo de um problema complicado também, afinal a comunicação e a fala, em humanos, é algo natural. O que me faz ficar mais tranquila é que, no final das contas, ele é apenas um coiote, então não falar não é exatamente um problema”, brinca a especialista.
gaguinho Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisPo-po-por hoje é só
O Gaguinho tem um problema fonoaudiológico nada difícil de descobrir. A gagueira, que pode se caracterizar pela repetição de sons, sílabas, bloqueios, longas pausas, entre outras características. Por ser muito impactante do ponto de vista social a gagueira não deveria ter graça alguma. 

Brincadeira, mas nem tanto
O texto acima, claro, é uma brincadeira. Afinal o que faz os desenhos infantis serem engraçados é a suspensão da realidade e a aceitação da caricatura dentro do contexto das histórias.
Mas os problemas analisados são reais e vários deles podem comprometer a convivência social ou criar traumas em pessoas que não sabem a quem recorrer para reverter seu quadro.
Os profissionais indicados para avaliar melhor estes problemas da fala são os profissionais de fonoaudiologia e os médicos otorrinolaringologistas, cuja especialidade de nome gigantesco também pode avaliar – encaminhar para outros especialistas – a maioria dos problemas citados.


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Novo material sintético dá à voz aos que não tem


Material pode também restaurar a vibração das cordas vocais

Cerca de 6% da população dos EUA tem algum tipo de distúrbio da voz, a maioria resultado da cicatrização das cordas vocais que podem diminuir ou até levar a perda total da capacidade de falar.
Pode chamá-lo de assassino do silêncio. Dando voz aos que não tem, pesquisadores de Harvard e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) desenvolveram um material sintético que pode ser injetado nas cicatrizes das cordas vocais para restaurar sua função.
Ao invés de encarar o problema como meramente fisiológico, os pesquisadores olharam para as cordas vocais como uma questão mecânica. Eles buscaram concertar o tecido cicatrizado, fixando-o através de um material conhecido como polietileno glicol (PEG), já utilizado para outras aplicações médicas.
O material é flexível, maleável. Ao mexer com sua estrutura molecular, os pesquisadores foram capazes de imitar a viscosidade e a elasticidade das cordais vocais humanas. Conhecido como PEG30, ele se move de forma muito, muito semelhante ao tecido natural das cordas (ver no vídeo abaixo). Além disso, o que faz a alegria dos sem voz é que o material pode também restaurar a vibração das cordas vocais que tenham endurecido devido à cicatrização.
Se for aprovado, o medicamento deverá ser reaplicado a cada seis meses, pois quebra com o tempo. Mesmo assim, ele poderia recuperar a voz de quem há muito tempo perdeu seu principal meio de expressão.
Hipescience
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Apnéia: Riscos de doenças cardíacas e AVC


A apneia, ou seja, a dificuldade para respirar durante o sono, aumenta risco de doenças cardíacas, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), disse o médico pneumologista Antonio Delfino. Segundo o especialista, a associação entre apneia e pressão alta também é muito comum.


A técnica em química Ana Paula Sena Lima, de São Carlos (SP), sofre com esse problema. Ela não tem dificuldade para pegar no sono. O problema é conseguir dormir bem a noite toda. “Qualquer instante que eu encostar eu estou dormindo. Só que eu não consigo levar adiante, um sono tranquilo e inteiro o resto da noite. Aí eu acabo tendo alguns despertares durante a noite. Chego a acordar de seis a sete vezes”, disse.



Para dormir um pouco melhor, Ana Paula usa até quatro travesseiros para conseguir respirar. Mas, na maioria das vezes, nem isso ajuda. “Funcionar acaba não funcionando, mas alivia, porque eu acabo dormindo sentada e a respiração até parece que está melhor. Mas depois que eu pego no sono, aí muda o jeito, a posição de dormir, acabo perdendo os travesseiros, acordando de bruços e aí lá se vai a noite de sono”, explicou.



O médico explicou que o principal fator envolvido na formação da apneia do sono é a obesidade. Segundo ele, o peso tem relação direta com o problema. “Existem outros fatores relacionados à anatomia da via aérea da pessoa”, apontou.



Ronco

Ainda de acordo com o especialista, o tratamento da apneia do sono é baseado no nível de gravidade que a pessoa tem. E, o principal sintoma da apneia é o ronco, um problema antigo para Ana Paula. “Eu era magra e não acontecia nada. O excesso de peso fez agravar bastante”, disse.


A mãe de Ana Paula, Carmezita Sena Lima, disse que muitas vezes acorda durante a noite por causa do ronco da filha. “Ela ronca muito e puxa a respiração de um jeito e parece que ela não vai mais voltar”, contou.



Epidemia

Alguns médicos já falam de uma epidemia da doença, já que o estudo mais recente feito pela Escola Paulista de Medicina apontou que 30% dos moradores da cidade de São Paulo sofrem com a apneia.
Especialistas também disseram que nem todo mundo que ronca tem apneia, para saber se o paciente tem a doença é preciso fazer um exame chamado polissonografia.
Fonte: globo.com
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Trocar fonemas: Até quando é normal?

Desvios de linguagem acontecem até os 5 anos. Saiba quais sons a criança deve aprender em cada idade

Fernanda Carpegiani

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Falar “elado”, como o personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, faz parte do processo de aquisição da linguagem e é normal até os 5 anos, quando os desvios e trocas devem desaparecer completamente. Saiba quando cada som já deve estar sendo pronunciado da forma correta:


Até os 3 anos:

/p/ como em pato;

/b/ como em bola;

/t/ como em teto;

/d/ como em dedo;

/k/ como em casa, quero;

/g/ como em gato, gol;

/m/ como em mamãe

/n/ como em nada;

/nh/ como em ninho;

/f/ como em feliz;

/v/ como em vaca.

Até os 4 anos:

/s/ como em sapo, céu, escola;

/z/ como em zebra, casa;

/ch/ como em xícara, chuva;

/j/ como em janela, gelo;

/tch/ como em tia

/dj/ como em dia

/r/ como em arara;

/R/ como em rato, carro;

/-R-/ como em porta, amor (dependendo da região).


Até os 4 anos e 6 meses
Encontros consonantais (planta, prato)



http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI306811-15105,00.html
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Semana da Amamentação 2012 -



AMAMENTAR, UM GESTO DE AMAR E SACIAR....

Amamentar é um ato de solidariedade, de não competitividade, de respeito, de amor. O leite materno não é comercializado, ele é um alimento que vai diretamente do peito da mãe para o bebê, livre do domínio do capital. A amamentação a cada mamada é uma fonte renovável de amor, de alimento, não precisa de mamadeiras, de gastar energia para produzir e ferver mamadeira, todos os bebês podem ter acesso à amamentação. Amamentação é econômica ao reduzir o uso de alimentos industrializados, mamadeiras, bicos, remédios, produções desnecessárias de latas e artefatos. O leite materno é renovável e sua produção não gera empacotamento, desperdício, nem poluição. Reduz o desmatamento para a criação de gado leiteiro, e o leite materno é benéfico para a saúde do bebê, da mãe e do nosso planeta.


Se você está amamentando e tem leite sobrando, ou conhece alguém que esteja nesta situação, pode dar sua contribuição doando leite materno ou falando sobre a doação. Muitas mulheres ficam em dúvida se tirarem leite para doar faltará para seus bebês. Isso não é verdade! Quando tiramos leite estimulamos nosso peito a produzir, ou seja, quem doa leite produz muito mais!
Para doar, você pode procurar o Banco de Leite Humano mais próximo e doar no local, ou se cadastrar como doadora. Para buscar um Banco de Leite Humano para saber informações. Ao se cadastrar como doadora, você irá receber folhetos explicativos orientado todos os cuidados necessários para garantir a qualidade do leite. Resumidamente, são eles:
1) Esterelize o vidro para coleta. O vidro indicado para este fim deve ter tampa de plástico, tipo de café solúvel ou de algumas marcas de maionese. O vidro e a tampa devem ser fervidos durante 30 minutos e depois colocados virados para baixo para escorrerem sobre um pano de prato limpo. Ao secarem completamente, estão prontos para uso.
2) Prenda seu cabelo com uma touca e utilize uma máscara ou uma fralda amarrada no rosto.
3) Lave bem as suas mãos e também os peitos. Seque com uma toalha limpa.
4) A coleta de leite deve ser feita, preferencialmente, através de ordenha manual.
5) Quando acabar a coleta, coloque o vidro com o leite no freezer com uma etiqueta marcando a data de coleta. Se o vidro não estiver completamente cheio, sem problemas. Você pode continuar coletando leite e colocando por cima do que já está congelado, até atingir uma quantidade que fique dois dedos abaixo da tampa. Não se esqueça de reservar um vidro para fazer essa coleta para completar o anterior. Esse leite pode ficar no freezer por no máximo 15 dias até ser doado.
Participe! A maior satisfação de ser doadora é saber que estamos contribuindo na recuperação da saúde de um bebê.


Saiba como resolver os problemas da amamentação
Certos cuidados na amamentação podem prevenir problemas como rachaduras no bico do peito, seios empedrados e outros.
Por isso é importante:

- O bebê pegar corretamente a mama.
 - Lavar os mamilos apenas com água, não usar sabonetes, cremes ou pomadas. Não é necessário lavar os mamilos sempre que o bebe for mamar.
 - Retirar um pouco do leite para amaciar a aréola (parte escura do peito) antes da mamada se a mama estiver muito cheia e endurecida.
 - Conversar com outras mulheres (amigas, vizinhas, parentes, etc.) que amamentaram bem e durante bastante tempo seus bebês. 

Dificuldades na amamentação:

Rachaduras no bico do peito
 - As rachaduras podem ser sinal de que é preciso melhorar o jeito do bebê pegar o peito.
 - Se o peito rachar, a mãe pode passar seu leite na rachadura.
 - Se não houver melhora, é bom procurar ajuda no serviço de saúde.
Mamas empedradas
- Quando isso acontece, é preciso esvaziar bem as mamas.
- A mãe não deve deixar de amamentar; ao contrário, deve amamentar com frequência, sem horários fixos, inclusive à noite.
- É importante retirar um pouco de leite antes da mamada para amolecer a mama e facilitar para o bebê pegar o peito.
- Se houver piora, a mãe deve procurar ajuda no serviço de saúde.
Pouco leite
 - Para manter uma boa quantidade de leite, é importante que a mãe amamente com frequência. A sucção é o maior estímulo à produção do leite: quanto mais o bebê suga, mais leite a mãe produz.
 - É importante, também, dar tempo ao bebê para que ele esvazie bem o peito em cada mamada.
 - Se o bebê dorme bem e está ganhando peso, o leite não está sendo pouco.
 - Se a mãe achar que está com pouco leite, deve procurar orientação no serviço de saúde. 

Leite fraco
- Não existe leite fraco! Todo leite materno é forte e bom. A cor do leite pode variar, mas ele nunca é fraco.
- Nem todo choro do bebê é de fome. A criança chora quando quer aconchego ou sente algum desconforto. Sabendo disso, não deixe que idéias falsas atrapalhem a amamentação.
 - É importante acreditar que a mãe é capaz de alimentar o filho nos primeiros seis meses só com o seu leite.
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Transtornos de aprendizagem: O papel do Fonoaudiólogo na escola

A principal dificuldade no diagnóstico precoce dos transtornos de aprendizagem – uma dificuldade que atrapalha na alfabetização – está justamente na identificação. O que pode ser uma dislexia ou alguma outra condição física ou mental é facilmente confundida com preguiça, falta de atenção. Por estarem dia a dia com as crianças, os professores geralmente são os que primeiro percebem que algo está errado.
592163 95167596 kmb43xgame 300x225 Transtornos de aprendizagem: o papel do fonoaudiólogo na escola“Crianças que apresentam alterações de fala têm, no geral, mais dificuldades de comportamento, tais como hiperatividade e problemas de conduta”, explica a fonoaudióloga Irene Marchesan, presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. “As alterações de fala e de linguagem estão relacionadas aos problemas de alfabetização, às habilidades em leitura e escrita, à capacidade de soletração, dentre outras habilidades escolares. Além dos efeitos negativos sobre a alfabetização, as alterações de fala e linguagem podem trazer prejuízos a aspectos educacionais gerais e até mesmo ocupacionais”, completa.
Mas para que percebam estas alterações é preciso haver informação ao professor. E é aí que entra o papel do fonoaudiólogo nas escolas. “Nosso trabalho tem se expandido e voltado para as questões educacionais e não apenas dentro dos processos de aquisição e leitura e escrita ou métodos mais facilitadores no ambito clínico, mas no sentido de desenvolver programas pedagógicos. O fonoaudiólogo pode trabalhar em conjunto com o professor de forma que possa proporcionar resultados melhores”, diz o fonoaudiólogo Jaime Zorzi, especialista em crianças com dificuldade de aprendizado e autor de um livro sobre a dislexia e outros tipos de transtornos relacionados com a dificuldades de aprendizado.
Segundo a fonoaudióloga e psicopedagoga Telma Pantâno, é comum encontrar nas escolas dificuldades de inclusão devido ao desconhecimento dos processos cognitivos e linguísticos que envolvem estas patologias. “Este suporte, orientação e planejamento educacional pode ser discutido e integrado conjuntamente com a atuação fonoaudiológica”, destaca.
Fonoaudiologia educacional
Zorzi explica que a fonoaudiologia educacional é uma especialidade nova dentro da fonoaudiologia voltada para as questões do ensino e da aprendizagem. “Tentar compreender o aluno, por que não aprende, com foco no professor para que ele tenha uma condição mais propícia na hora de ensinar.
Eles expicam que atualmente o papel do fonoaudiólogo no âmbito escolar envolve aspectos preventivos e intervenções com a equipe pedagógica visando o desenvolvimento das habilidades relacionadas a linguagem oral e escrita e, sobretudo, o desenvolvimento de aspectos cognitivos, linguísticos e metalinguísticos necessários para esse desenvolvimento. É importante enfatizar os conhecimentos mais atuais que as neurociências tem contribuído para essas aquisições e a visão clara das diferenças entre desenvolvimento e aprendizagem dessas funções no contexto educacional.

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Disfagia no Mal de Azheimer


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Atividades escolares: Coordenação motora fina















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Clarita - Depoimento sobre Mal de Azheimer ( com participação de Laura Cardoso)


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Atividades para adultos Afásicos

Toda reeducação da linguagem recorre a meios pedagógicos e métodos de aprendizagem próprios à aquisição de uma língua: estes meios e métodos devem ser adaptados aos distúrbios afásicos propriamente ditos, e ao paciente. A discussão dos exercícios construídos a partir destes meios e métodos constitui o objeto de amenizar os sintomas da patologia. Para isso precisamos de um repertório de exercícios, modelos que podemos criar e ser adaptados a uma dada situação patológica.

Além disso, na reeducação, devemos considerar os vínculos que unem o paciente, as características de sua afasia (de caso para caso e no mesmo paciente) e o repertório dos exercícios – compreender o afásico para adaptar os exercícios em função da recuperação dos distúrbios e para utilizá-la melhor forma a personalidade do indivíduo, nenhum caso é exatamente igual ao outro.
A reeducação deve ser vivenciada e repensada em função do paciente. Deve-se considerar também a modéstia dos resultados obtidos pela reeducação.

A Intervenção: Exame, Diagnóstico e conduta

O exame neurológico aprofundado sempre procede à própria intervenção, complementado com uma investigação psicológica. Havendo também uma correlação entre as possibilidades de recuperação da linguagem e o nível operatório. Na medida do possível, as capacidades intelectuais devem ser avaliadas.

Uma síntese confrontando os resultados do exame neurológico, as conclusões dos psicólogos e os resultados fonoaudiólogos, num trabalho de equipe, chega-se a um diagnóstico e a uma conduta no que se refere a uma eventual aceitação do caso. Deste modo, tem-se um prontuário completo no qual serão registrados os diferentes elementos obtidos antes da reeducação. Este prontuário será complementado por controles regulares durante o tratamento.

Fatores associados à linguagem propriamente dita, devem ser levadas em conta: sinais neurológicos, apraxias, agnosias, comprometimento psicológico, nível intelectual, contexto sociocultural, meio familiar, profissão anterior, idade e sexo do paciente.

Estes elementos, provenientes de uma análise minuciosa, levam também em certos casos, a se renunciar a realização de uma reeducação ou adiá-la.
Afasia total (até dois exames), se coincidirem, não poderá se considerar a possibilidade da reeducação.
Comprometimento mais Difuso: presença de sinais na área pré-frontal (reflexo tátil proprosceptivo, reflexo oral). Quando comprometer todas as modalidades da linguagem.

Agnosia Auditiva – perdem o controle auditivo de sua própria emissão verbal, como também são incapazes de diferenciar os sons da linguagem que eles ouvem. Entretanto, pode regredir num período mais ou menos longo.

Intervenção: Correspondência visuográfica por meio dos exercícios de percepção aos símbolos gráficos e gestuais correspondentes aos sons emitidos.
Afasias pós-traumáticas: exigem um tempo de latência mais ou menos longa, durante o qual o paciente será revisto para se acompanhar a sua evolução. Observa-se uma regressão espontânea, pelo menos parcial, à medida que o paciente emerge do coma ou de um período de confusão mais ou menos grave.

Esperar o momento oportuno para que os exercícios sejam feitos.
Reeducação:os afásicos “souberam falar” Como?
Objetivo: Restituir ao “paciente”, através da arte, o gosto pela aprendizagem escolar. Para isto devemos saber, tanto renunciar ao perfeccionismo, como enriquecer nossa própria linguagem para nos situarmos no mesmo nível que nossos pacientes e variar cada uma de nossa reeducação em função das necessidades e hábitos socioculturais dos pacientes.

Materiais utilizados: Vocabulário e Imagens
  • Palavras cruzadas, exercícios de percepção visual, imagens de catálogos, calendários, anúncios publicitários, caderno de exercícios mimeografados (dos mais simples aos mais complicados)
  • Exercícios modelos;

Métodos audiovisuais: projetos de imagens que possam permanecer diante dos olhos do ou dos pacientes, tempo suficiente para serem aprendidos. O texto deve ser relido duas ou três vezes, lentamente, e repetido. Parando-se numa determinada imagem, são feitas numerosas perguntas e desenvolve-se o vocabulário.

Afasia de Broca (Expressão)
Distúrbios de articulação a base de uma apraxia bucolinguofacial;
Redução da linguagem

Reeducação

1º) Linguagem:

- O esboço oral de letras do alfabeto - em silêncio ou vocalizado -, não precisando necessariamente, seguir a ordem alfabética.
Ex. o reeducador de frente do paciente, esboça a articulação exagerada do som desejado - lábios bem contraídos para o “p”, boca amplamente aberta para o “a”, que ela mantém até que a imitação seja possível.

- O contexto: com ou sem esboço oral.
Desta forma, podem ser obtidas, essencialmente as palavras que se situam no fim da frase: “no lago”, passeamos de ______ (barco); no outono, as folhas ______ (caem); atenção, este cachorro é _____ (bravo).

- A palavra escrita: quando a leitura está relativamente bem conservada, este é um meio de facilitação freqüentemente eficaz – sem ou com esboço oral e do contexto – apresenta uma imagem de cachimbo, por exemplo, e verbaliza-se: “ele fuma _______, esboçando-se o "C” e apresentando ao mesmo tempo a palavra escrita:

2º) Articulação:

Diante de um espelho e de maneira exagerada:
 
Bochechos: Inflar e murchar as bochechas
Boca: Abrir e fechar a boca (tempo).
 
Lábios:
  • Esticar os lábios e contraí-los (pronúncia do I e U)
  • Colocar os lábios para dentro
  • Morder ligeiramente o lábio inferior.

Língua:
  • Língua para fora e para dentro (lento e depois mais rápido)
  • Colocá-la alternadamente no lábio superior e depois no inferior
  • Nos dentes superiores apoiando-a fortemente (frente)
  • Nos dentes inferiores.

Respiração:
  • Inspirar pelo nariz e expirar pela boca (ao contrário...)
  • Assoprar suavemente uma vela, deslocando a chama sem apagá-la, o máximo de tempo que puder;
  • Agora assopre o mais forte que puder apagando a vela de uma só vez.

Ruídos:
  • Estalar a língua
  • Chamar um gato
  • Ruído de um beijo

Alternando: T - estalar a língua

Mímica: Expressões faciais
  • Raiva
  • Espanto
  • Alegria
  • Ameaça

Voz: Pronunciar uma vogal, uma sílaba, durante o maior tempo possível, emitindo-a no mesmo tom:
a)Emitir a vogal – à sua escolha - numa altura média;

b)Aumentando e diminuindo (crescendo – diminuindo);
flecha

c) Passando de uma 1ª vogal para uma 2ª e para uma 3ª numa só emissão de voz cantante – escolha as vogais, invente o som e o ritmo:

aeiou
Io canto
Io canto
Io canto
Io canto

A  O   I    E    É    (É)  |  U    à   ON     EM    UM  (crie outros exemplos).
 

Considerações Finais

Deve ficar claro que qualquer perfeccionismo precisa ser evitado. O objetivo é restabelecer uma comunicação verbal suficiente para que o afásico se faça compreender:
-Não acumular dificuldades, mas reduzi-la na medida do possível, (cada caso é um caso).

Deve levar-se em conta:
  • As dificuldades que o paciente experimenta para vencer seu distúrbio (diversificação de exercícios);
  • Sua motivação para o trabalho de reeducação (alguns são resistentes a exercícios articulatórios).
  • As reações de seu meio próximo e mais amplo (consegue fazer-se compreendido em casa, na loja, no restaurante, no correio, pelo fone...)

Se a comunicação estiver assegurada, os exercícios articulatórios propriamente ditos serão abandonados em proveito dos exercícios que visam a enriquecer a linguagem, quando se continuará a trabalhar a articulação.
Todavia, quando esta estiver atingindo um nível satisfatório, ainda será útil, e até indispensável, trabalhar a prosódia (articulação, expressão fácil, emoção).

Exercícios:

Executados de maneira relaxada (música de fundo).
  • Obter-se sem relaxamento do aparelho bucofonatório.
  • Exagerar a “canção da linguagem”, emitindo a frase em curtas sentenças – numa só emissão de voz, que serão ditas muito suavemente, de modo a dar à voz seu registro normal e a obter uma elocução verbal menos tensa e menos entrecortada do que a geralmente observada nos distúrbio de articulação.
Servir-se de um pequeno poema, onde os versos já estão divididos em sentenças indicados, por meio de uma curva sinusóide, as modulações da voz.
Exemplo (foram usadas algumas palavras - as coloridas - do domínio da criança):

Poema

meninaA menina bonita,
De olhar sereno,
Vê pela janela
passarinhos voando...
A beleza das matas e
o azul celeste:
Trazem encantamento
aos seus olhos verdes.
(Autora: Maria Carvalho - 28/09/2004)


- Ler um diálogo, acentuando-se a prosódia das perguntas e respostas.
- Recorrer ao gravador, registrando a velocidade adquirida pelo paciente num pequeno texto que ele ouvirá novamente em casa e relerá, em seguida, com a melhor prosódia possível.


http://www.psicopedagoga.org/index.php?option=com_content&view=article&id=71:atividades-para-afasicos-adultos&catid=14:entrevistas
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Hábitos orais na infância e problemas dentários: bico, mamadeira, chupar dedo...


 
 
BICO, MAMADEIRA, CHUPAR O DEDO E PROBLEMAS DENTÁRIOS


Funçoes e hábitos orais


A sucção é muito importante para crianças de até dois anos de idade, e em algumas delas a necessidade de sucção é maior. No entanto, é importante que os hábitos orais, como chupeta, mamadeira, ou sucção digital não se tornem um vício, devendo assim ser removidos o mais rápido possível e de forma gradual, para que o equilíbrio psicológico e fisiológico da criança não sofra alterações que levem a prejuízos no seu desenvolvimento.


Como e quando tirar?


A idade ideal para tirar a chupeta é por volta dos nove meses, visto que o reflexo de sucção se interrompe nessa idade, não há porque continuar sugando! Se os pais ou cuidadores resolverem por não tirar, não poderão passar dois anos, quando a criança já fala, anda e se comunica.
Quando decidirem tirá-la de vez dos pequeninos, os pais devem se controlar e não dar a chupeta à criança logo que ela começa a chorar.
Tentar distraí-la com brinquedos coloridos e atrativos ou com brincadeiras é uma boa opção.
Na hora de dormir, o melhor é tirá-la assim que a criança adormecer.


Algumas dicas para ajudar nesta difícil tarefa:


• Não deixe a chupeta pendurada na criança o dia todo.
• No início do processo estabeleça horários e regras para o uso da chupeta, por exemplo: só em casa, só na hora de dormir, e vá reduzindo o uso aos poucos, sempre conversando e relembrando os combinados que fizeram.


Se ficar com pena da criança pense nas conseqüências que o uso prolongado da chupeta pode trazer e que depois só podem ser reparados com longos tratamentos especializados.
• Alteração da arcada dentária, mordida aberta e ou mordida cruzada.
• Dificuldade em deglutir, mastigar e falar.
• Respiração oral, sono agitado, ronco.
• Flacidez da bochecha, lábios e língua.
Essas alterações podem trazer conseqüências na fala e conseqüentemente, na idade escolar se refletir na escrita, como troca de letras e fonemas.


Combine com a criança uma data para tirar a chupeta, sem voltar atrás. Caso volte atrás, suas regras e combinações nunca terão valor para ela.


Principais hábitos e alteraçõesnas funções orais


Sucção de chupeta


A sucção apresenta as funções de alimentar e satisfazer a musculatura oral que encontra-se associado com o nível emocional do bebê. É por esse motivo, que algumas crianças utilizam a chupeta para suprir a necessidade de sucção, mesmo após terem sido alimentadas. Como o cérebro necessita dos movimentos de sucção e do cansaço físico para a conciliação do sono reparador, muitas mães agem instintivamente e oferecem a chupeta para criança quando a mamadeira não supre essas necessidades do sistema nervoso, e assim a criança acaba se mostrando mais calma.


A sucção digital ou de chupeta envolve os fatores fisiológico (necessidade de sucção), ambiental (início precoce de alimentação artificial) e emocional (dificuldade em lidar com o ambiente).


Apesar do uso da chupeta ortodôntica propiciar o fortalecimento da musculatura oral, é importante que seu uso seja feito por curtos períodos de tempo e que não permaneça após os dois anos de idade. Ao atingir essa idade, a criança já fica acordada durante a maior parte do dia, e o uso da chupeta deve ser restrito ao horário de dormir, a fim de não causar danos nos órgãos fono-articulatórios, no desenvolvimento da arcada dentária e do palato, no posicionamento dos dentes, na respiração e na deglutição.


Mamadeira


Estudos revelam que à medida que a alimentação do bebê é feita por mamadeiras, ele não recebe estimulação sensório-motora adequada, o que pode gerar uma deglutição atípica devido a hipotonia da musculatura perioral e lingual, com seqüelas a longo prazo na deformação da arcada dentária e de palato.


O bico ortodôntico de mamadeira apresenta vantagens em relação aos bicos comuns, pois não oferece tanto risco de seqüelas para a criança, já que tem o formato aproximado do mamilo da mãe. Assim, é importante verificar a flexibilidade do bico, o comprimento, o tamanho do furo, a posição em que permanece na boca, a posição do furo e a consistência do alimento que será oferecido. Apesar das vantagens que o bico ortodôntico apresenta (proporciona elevação da língua, aproximação dos lábios e estimulação da musculatura facial e oral), em torno dos 15 meses o uso de copos e canecas com ou sem canudos deve substituir a mamadeira gradativamente.


Deve-se considerar que quando a alimentação na mamadeira é feita de maneira irregular, a criança tem sua necessidade nutricional suprida, porém sua necessidade de sucção ainda pode estar em aberto. Quando isso ocorre, pode-se observar que a criança começa a sugar as mãos com voracidade e depois o polegar, geralmente porque o furo do bico da mamadeira era muito grande e o alimento passava facilmente, sem necessidade de uma maior sucção.


Sucção digital


Até o terceiro mês de vida do bebê, a sucção é um ato reflexo que torna-se gradativamente voluntário a partir dessa idade. Portanto, até 3 meses, se o bebê tiver fome, levará à boca o dedo ou a mão como uma resposta reflexa. A partir dessa fase, o bebê poderá sugar de forma mais voluntária e pelo fato de não exercitar suficientemente o mecanismo de sucção no momento da alimentação, poderá compensar levando o dedo à boca. Assim, a sucção digital pode ser entendida como um hábito que restou do início da vida do bebê, quando ele sugava de forma instintiva as mãos, os dedos ou os pulsos. No entanto, também é freqüentemente relacionada a problemas emocionais da criança, que não conseguiu atingir um nível de maturação psicológico adequado após as mudanças ocorridas no seu processo de desenvolvimento, como a separação da mãe. Nesse caso, a criança necessita da sucção digital ou de outros objetos para superar esses conflitos.


Os prejuízos causados pela sucção digital prolongada (geralmente maiores do que aqueles causados pela sucção da chupeta) estão relacionados aos maxilares, como mordida aberta, cruzada e profunda, dependendo da posição em que o dedo é levado à boca, força durante a sucção, ou a posição da mandíbula durante a sucção.


Onicofagia


A onicofagia é definida pelo ato de roer unhas, que se inicia geralmente por volta dos quatro ou cinco anos de idade. Esse período é caracterizado por mudanças sociais e emocionais na vida da criança, como a introdução escolar e a ansiedade, e a onicofagia se apresenta como um método para aliviar essas tensões.


Embora a onicofagia possa casar má oclusão dentária, o fator emocional apresenta maior importância e requer uma maior atenção nesse caso.


Como tratar os hábitos orais?


Vários métodos podem ser utilizados na tentativa de eliminar os hábitos orais. Porém, o principal foco para o tratamento dos hábitos orais é a sua causa. Moresca e Feres orientam que o paciente deve ser compreendido e jamais ridicularizado por outras pessoas por causa do seu hábito oral. A família deve ser esclarecida sobre os motivos que causam o hábito e mostrar a importância que o apoio familiar detém sobre o resultado do tratamento. Além disso, a motivação do paciente para a remoção de tal comportamento é imprescindível.


A procura por um profissional de saúde, seja psicólogo, fonoaudiólogo ou dentista, é importante, já que ele poderá orientar os pais no sentido de melhor conduzir o comportamento da criança dentro do âmbito familiar e a forma com que o diálogo com o filho deve ser feito. A orientação familiar tem o objetivo de evitar que os pais façam chantagem, punam ou reprimam a criança enquanto ela apresenta os hábitos orais, além do fato do profissional ser melhor preparado para conduzir as estratégias do tratamento, cada qual na sua área de atuação.



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