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ATIVIDADES PARA: dispraxia, discalculia, dislexia e disgrafia (letra feia)

Atividades para Dispraxia

Estas actividades servem para melhorar o equilíbrio e a coordenação, mas também o processamento visual, a distância e a velocidade, a lógica e sequência, ajudando assim nas dificuldades sentidas pelos dispráxicos.
Estes exemplos são simples de seguir, no entanto algumas crianças enfrentarão algumas dificuldades na sua realização. Nadar ou andar de bicicleta são complementos muito bons.
Estes exercícios deverão ser realizados durante 15 a 20 minutos por dia:
Balançar
Ficar de pé só numa perna, que inicialmente deverá ser a dominante e só depois passar para a outra. Enquanto fica de pé contar quanto tempo a criança aguenta esta posição, ficando de olhos abertos. De seguida fazer o mesmo exercício, mas de olhos fechados. A criança poderá sentir alguma dificuldade ao fazer o exercício com os olhos fechados.

Saltar
Começando novamente com a perna dominante contar quantas vezes a criança consegue saltar. Quando eventualemnte a criança perder o equilíbrio troque de perna. No início a criança irá saltar por todo o lado, mas com o tempo permanecerá mais ou menos na mesma área.

Habilidades com a Bola
Utilizar bolas de diferentes tamanhos para praticar atirar e apanhar. Inicialmente distancie-se pouco da criança e pouco a pouco aumente a distância. Motive a criança a observar o percurso da bola, isso ajuda a perceber a distância e a velocidade. Com o tempo variar a velocidade da bola assim como direccionar a bola mais para a esquerda ou para a direita, mas sem informar a criança desse facto. Faça o mesmo exercício,mas agora apenas com uma mão, iniciando com o braço dominante. À medida que a criança se vai tornando mais confiante, poderá atirar a bola contra a parede, dentro de uma área definida (um quadrado no chão p.ex.).

Futebol
Chutar a bola em direcção à criança e motivá-la a fazer o mesmo. A criança deve chutar primeiro com a perna dominante e depois com a outra, para a direita e para a esquerda.

Atividades para Discalculia

Diferenças

Diferenças
Jogos de diferenças são importantes para quem possui discalculia pois desenvolve a concentração e atenção.
Exemplo:
Descobre as 8 diferenças entre as duas imagens:
Segue este site para jogares às diferenças online e em diferentes níveis: http://www.brincar.pt/jogos/jogos-de-agilidade/jogo_das_diferencas_descobre_as_diferencas_16.html

Caracol

Desenhar no chão um caracol como o da ilustração abaixo, contendo os números de 0 a 9. Posteriormente a criança deverá saltar para os números que lhe serão solicitados. Para complexificar um pouco o exercício, podem ser solicitados números com dois ou mais algarismos (Ex: 198. Neste caso a criança deverá saltar primeiro para o numero 1, seguidamente para o numero 9 e por fim, para o numero 8). Este jogo promove o reconhecimento e identificação dos números, estimula a memória e desenvolve a orientação espacial e percepção visual.

Tamanhos

Com objectos de vários tamanhos, pedir para os colocar por ordem crescente e, posteriormente, descrescente. Esta actividade desenvolve a orientação temporal; a noção de "alto e baixo", "pequeno e grande"; estimula a destreza manual; e desenvolve a atenção, concentração, capacidade de categorização e organização.

Sudoku

O objectivo é preencher um quadrado 9x9 com números de 1 a 9, sem repetir números em cada linha e cada coluna. Também não se pode repetir números em cada quadrado de 3x3. Esta actividade desenvolver a estruturação espácio-temporal; promove o raciocínio lógico; e desenvolve a atenção, concentração e percepção visual.
Exemplo:
Segue o site a seguir para jogar sudoku online com diferentes níveis de dificuldade: http://sudoku.net.br/

Todos os exercício que envolvam números, contagem e concentração são recomendados para quem tem discalculia.

Atividades para Dislexia

Sopa de letras
Para estimular a concentração, atenção e reconhecimento das palavras/letras, a sopa de letras é um bom jogo.
Exemplo:

Encontra mais sopas de letras para fazeres no site a seguir: http://www.horavaga.net/jogo_145_1_sopa-de-letras.html

Anagrama

Forma uma palavra nova com as letras da palavra dada.
Pedra: ___________
Sapo: ____________
Papo: ____________
Vela: _____________
Rato: _____________
Cabo: _____________
Amor: _____________
Cabo: _____________                                                                   Soluções

Várias palavras

Escreve (diz) palavras que contenham a parte principal da palavra que é dada:
Exemplo:
Casa: casamento, casar, casal, casarão, casinha, casado

Actividade
Pesca: __________________________________________
Estalo: __________________________________________
Pensar: __________________________________________
Cantar: __________________________________________
Estrela: __________________________________________
Amar: ___________________________________________      

                     
Criar os seus jogos:
Criar jogos é uma excelente ferramenta para promover a aprendizagem. Siga as seguintes dicas:
  • Investigue sobre dislexia – aprenda sobre os sinais e os pontos fracos e fortes acerca da dislexia;
  • Crie letras em vários formatos e texturas e brinque com a construção de palavras;
  • Reproduza jogos que encontre em catálogos educacionais. Alguns são bastante dispendiosos, mas facilmente reproduzíveis;
  • Modifique jogos existentes para ir de encontro às necessidades do disléxico (especialmente um tipo de jogo que este aprecie);
  • Partilhe ideias com outros pais, professores, e técnicos de forma a melhorar os seus jogos;
  • Elabore o jogo em conjunto com o disléxico, ficará surpreendido com a criatividade.

Corrigir a "letra feia" - Disgrafia/Disortografia

O aperfeiçoamento da escrita tende a compensar os défices na mesma, na medida em que se pretende melhorar os factores funcionais que afectam o acto de escrever. Deste modo apresentam-se alguns recursos e exercícios que poderão ser úteis neste domínio.

Proporção das letras
O uso de pautas quadriculadas pode corrigir os transtornos de dimensão das letras. Deve-se dar à criança algumas orientações: as letras ascendentes ou descendentes ocupam três quadrados, as letras baixas apenas uma.

Transtornos da inclinação
  • Desenhar linhas paralelas.
  • Desenhar ondas e linhas rectas paralelas.
  • Recortar tiras de papel paralelas.
  • Numa folha de papel desenhar pontos em ambos os extremos que a criança deve unir. Realizar também actividades de escrita procurando terminar em locais adequados. 


 Transtornos de ligação entre entre letras
  • Exercícios de repassar palavras e frases sem levantar o lápis.
  • Pôr palavras com letras separadas para que a criança as una de forma correcta.


Transtornos de Espaçamento

O uso de pautas quadriculadas com o estabelecimento de deixar três quadriculas entre as palavras pode ajudar na homogeneidade do espaçamento.
 
 
Posição do corpo

Durante a escrita, o corpo tem de permanecer paralelo à mesa evitando que se forme um ângulo com esta, uma vez que isso obriga a rodar os ombros para escrever. As costas devem estar apoiadas nas costas da cadeira e só a zona dorsal formará um ligeiro ângulo com o bordo da mesa.
 
 
 
Posição do papel

À medida que a criança cresce o papel vai-se separando da posição vertical criando-se um ângulo cada vez maior entre a mesa e a posição do papel. O ângulo de inclinação aumenta progressivamente ao longo dos anos (nos adultos é de 30 º). Do mesmo modo, a criança tende a proximar o papel em direcção ao hemicorpo da mão que escreve. Determinadas posturas provocam alterações no grafismo (ângulo inadequado, movimentos persistentes). Convém realizar exercícios em que a criança possa aprender a escrever com correcta inclinação. Um exemplo é fixar o papel para impedir que a criança o mova durante a escrita.
 
 
Esta informação foi retirada de: http://omovimentodaescrita.blogspot.com/2010/05/metodo-antidisgrafico-exercicios-de.html
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Dislexia - sites de interesse

Taare Zameen Par: Filme da produção de Bollywood - conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. http://www.taarezameenpar.com/

Site sobre psicomotricidade: http://www.appsicomotricidade.org/

Site Pais e Amigos de Crianças com Dislexia e TDAH: http://sites.google.com/site/paisempenhados/Pais-Empenhados 

Blog dedicado à postagem de artigos, livros, informações e vídeos que circulam livremente na internet: http://psicoedifulaprendizagem.blogspot.com/

Site com diversas actividades para todos os anos de escolaridade: http://www.escola24h.com.br/

Comprar livros online relacionados com as dificuldades de aprendizagem e temas semelhantes: https://clickbooks.websiteseguro.com/products_new.php?osCsid=rc2c4bln834d48bkb1aap7l171

Livros digitais distribuido por idades: dos 3 aos 6; dos 7 aos 10; dos 11 aos 13; e dos 14 aos 16: http://e-livros.clube-de-leituras.pt/

Site sobre o jogo Supertmatik: http://www.eudactica.com/eudactica.html

Associação Portuguesa de Pessoas com Dificuldades de Aprendizagem Específica: http://www.appdae.net/materiapoio.html


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Psicomotricidade e D.A.E

A educação psicomotora é fundamental na vida da criança, e está reflectida no histórico de vida do sujeito, podendo observar-se a partir daí, o desenvolvimento da criança, o seu relacionamento com o mundo, a sua interacção com as pessoas, a forma como pensa e como actua, expressando as suas sensações e sentimentos, e utilizando o corpo como instrumento rico e significativo para a comunicação. Estas devem ser inseridas e integradas de acordo com a faixa etária.
O desenvolvimento dos factores psicomotores, permite à criança uma melhora da postura, da dissociação dos movimentos, da coordenação global dos movimentos, da motricidade fina, do ritmo discriminação táctil, visual e auditivo, da integração das estruturas espaciais e temporais, do aumento da capacidade de atenção e concentração.

A Psicomotricidade nas Dificuldades de Aprendizagem pode trabalhar os seguintes factores, com os seus objectivos:


Factor Psicomotor
Objectivos
Tonicidade
·         Relaxação activa e passiva
Equilibração
·         Equilíbrio estático e dinâmico
Noção do corpo
·         Conhecimento do próprio corpo e do corpo de outrem;
·         Noções espaciais do próprio corpo e do de outrem;
·         Interiorização da imagem corporal;
·         Coordenação, caligrafia, leitura harmoniosa, gestual, ritmo de leitura (frase, palavra), imitação, entre outros.
Lateralidade
·         Identificação da dominância lateral;
·         Reconhecimento da direita e da esquerda;
·         Ordenação espacial, direcção gráfica (=>), ordem das letras e dos números;
·         Discriminação visual;
·         Estruturação espácio-temporal;
·         Noções espaciais e temporais;
·         Estruturação rítmica;
·         Percepção visual e auditiva;
·         Identificação de ruídos e sons;
·   Identificação e combinação de letras e números (modalidades visuais, auditivas e cinestésicas);
·         Noções de esquerda e direita, alto e baixo (b / p; n / u; ou / on), dentro e fora (espaço para escrita: progressão/grandeza, classificação/seriação, orientação/cálculos)
Praxia Global e Fina
·         Perturbações do grafismo (motora fina);
·         Manipulação / preensão.
Pode-se concluir, portanto, que as contribuições da psicomotricidade na aquisição da pré-escrita estão relacionadas com o domínio do gesto, com a estruturação espacial e a orientação temporal que são os três fundamentos básicos da escrita, os quais supõem: uma direcção gráfica (escrevemos horizontalmente da esquerda para a direita); noções de cima e baixo (n e u); de esquerda e direita e de oblíquas e curvas (g); e noção de antes e depois.
http://dificuldadesdeaprendizagem.webnode.pt/psicomotricidade-e-d-a-e-/
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Jogos de Associação para professores - dislexia




CONSULTE TAMBÉM:

Este ficheiro apresenta algumas técnicas e métodos no ensino de línguas estrangeiras a crianças com dislexia, as técnicas apresentadas são apenas sugestões de metodologias e meios para ajudar as crianças com Dislexia:

Este ficheiro apresenta algumas técnicas e métodos no ensino da escrita e leitura a crianças com dislexia:


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Como saber se seu aluno é disléxico?


Crianças entre 3 e 6 anos
1-Ele insiste em falar como um bebê?
2-Freqüentemente pronuncia palavras de forma errada?
3-Não reconhece as letras que soletram o seu nome?
4-Tem dificuldade em lembrar o nome de letras, números e dias da semana?
5-Demora para aprender novas palavras?
6-Tem dificuldade em aprender rimas infantis?
 
Crianças entre 6 e 7 anos
1-Tem dificuldades em dividir palavras em sílabas?
2-Não consegue ler palavras simples e monossilábicas?
3-Comete erros de leitura que demonstram dificuldade em relacionar letras e sons?
4-Apresenta dificuldade em reconhecer fonemas?
5-Reclamam que ler é difícil?
6-Comete erros freqüentemente quando escreve e soletra palavras?
7-Memoriza textos sem compreendê-los?

Crianças de 7 a 12 anos

1-Comete erros ao pronunciar palavras longas ou complicadas?
2-Confunde palavras de sons semelhantes como ”tomate e tapete?”
3-Utiliza muito palavras vagas como “coisa”?
4-Tem dificuldades em memorizar datas, nomes ou números de telefone?
5-Pula partes das palavras que tem muitas sílabas?
6-Troca palavras difíceis ao ler em voz alta? Exemplo: carro invés de automóvel.
7-Comete muitos erros de ortografia?
8-Escreve de forma confusa?
9-Não consegue terminar as provas?
10-Sente muito medo de ler em voz alta?
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DISLEXIA: Para Professores


Desde sempre houve alunos com dificuldades de aprendizagem na escola. Porém, a escola que conhecemos certamente não foi feita para estes alunos: objectivos, conteúdos, metodologias, organização, funcionamento e avaliação não são adequados a estes, o que os leva, por vezes, a não sobreviverem à escola ou serem por ela preteridos. Os que conseguem seguir em frente e concluir esta etapa tão importante no desenvolvimento de cada um, fazem-no astuciosa e corajosamente, por meio de artifícios que lhes permitem fintar o tempo, os modelos, as exigências burocráticas, as cobranças dos professores, humilhações sofridas e, principalmente, os resultados das avaliações.
A inclusão dos alunos com dificuldades de aprendizagem na escola, está garantida e orientada por diversos textos legais e normativos, como por exemplo a Declaração de Salamanca, a Lei 9.394, de 20.12.96, entre outros. (Consulte Documentos de Apoio)
As principais dificuldades encontradas no que diz respeito à inclusão destes alunos, é o facto de:
- não haver um método definido para trabalhar com eles;
- a relutância inicial existente por parte de alguns professores em separar o comportamento destes alunos das suas dificuldades;
- receio do professor em relação às normas burocráticas, aos companheiros de trabalhos, colegas e familiares;
- a angustia do professor em relação ao nível de aprendizagem do aluno e as suas condições para superar as avaliações obrigatórias;
 - o tempo necessário para cada professor percorrer a sua trajectóri pessoal em relação a esta questão.
Tudo isto são problemas enfrentados pela maioria dos professores quando se deparam com alunos com estas características. Sendo assim é necessário haver mais tempo e mais ocasiões para a troca de informações sobre os alunos, planeamento de actividades e elaboração de instrumentos de avaliação específicos.


Sendo assim, há alguns procedimentos básicos que os professores devem tentar seguir para facilitar a aprendizagem destes mesmos alunos:

  • Tratar o aluno disléxico com naturalidade;
  • Usar linguagem clara, objectiva e directa para facilitar a compreensão;
  • Dispor o aluno perto da mesa do professor ou do quadro para favorecer o diálogo, facilitar o acompanhamento e criar/fortalecer vínculos.
  • Verificar constantemente (mas de forma discreta) se o aluno entende a explicação/instrução para poder averiguar a necessidade de uma repetição ou apresentação de outros exemplos.
  • Observar se o aluno está integrado com os colegas de turma para, caso não aconteça, possa contribuir (discreta e respeitosamente) para a sua inserção no grupo.
  • Evitar situações que evidenciem certas inaptidões em actividades escolares.
  • Estimular, incentivar e tornar o aluno seguro para o ajudar a ultrapassar frustrações, sofrimentos, humilhações, contribuindo para o recuperação da dignidade e fortalecimento da auto-estima.
  • Sugerir dicas e associações que ajudem o aluno a lembrar-se e a executar actividades ou resolver problemas.
  • Evitar pedir ao aluno para realizar tarefas em frente dos colegas que o deixem incomodado como por exemplo, ler em voz alta.
  • Apresentar o conhecimento em partes e de forma indutiva.   

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Pré-diagnóstico para Dislexia


Este questionário não substitui um diagnóstico realizado por um profissional, pode apenas ser considerado como um pré-diagnostico.

Em caso de suspeita de dificuldade de aprendizagem consulte o mais rápido possível um profissional da área, somente este poderá diagnosticar e avaliar o melhor tratamento para as dificuldades apresentadas.

Crianças dos 5 aos 8 anos
http://www.espacoaprendizagem.info/teste-dislexia-crianca/

Juniores dos 7 aos 12 anos
http://www.espacoaprendizagem.info/teste-dislexia-juniores/

Adultos com idade superior a 13 anos
http://www.espacoaprendizagem.info/teste-dislexia-adulto/



http://dificuldadesdeaprendizagem.webnode.pt/avalia%C3%A7%C3%A3o%20da%20dislexia/
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Mais um pouco sobre Psicomotricidade


A Psicomotricidade pode ser definida como o campo transdisciplinar que procura compreender e investigar as relações e influências recíprocas e sistémicas entre o campo psicológico e o campo motor, tendo como objectivo principal desenvolver a capacidade de ser e de actuar num contexto psicossocial (APP, 2007; Santos, 2006).
É baseada numa visão holística do ser humano e é utilizada para promover a regulação e harmonização tónica centrada sobre a maneira de estar no seu corpo (postura, atitude, descontracção neuro- muscular, esquema corporal); estimular movimentos funcionais e expressivos focados na maneira de agir com o seu corpo (coordenações, dissociações, praxias); compensar uma problemática situada na convergência do psiquismo e do somático, intercedendo sobre as competências de autonomia no decorrer da vida; e facilitar a vivência da relação tónico-emocional através do corpo e das acções (APP, 2007; Santos, 2006; Fonseca, 1992).

 A psicomotricidade é assim indicada para problemáticas: 
- Com incidência corporal: dispraxia, lateralidade, desarmonias tónico-emocionais, estruturação temporal e espacial, problemas psicossomáticos, perturbações da imagem corporal, perturbações do esquema corporal, instabilidade postural;
- Com incidência cognitiva: défices de atenção, de memória, de organização perceptiva, simbólica e conceptual;
- Com incidência relacional: inibição, hiperactividade, agressividade, dificuldades de comunicação (Fonseca, 1992; APP, 2007).

As vertentes de intervenção são:
-Educação Gestual e Postural: reeducação da atitude, equilibração e controlo tónico;
-Técnicas de Relaxação e de Consciencialização Corporal: através da reelaboração do esquema e da imagem corporal e da consciencialização tónico-emocional, com intencionalidade psicoterapêutica;
-Terapia e Reeducação Gnoso-Práxica: estruturação espácio-temporal, organização planificada e interiorização da acção e da sua representação através de formas diversificadas de expressão;
-Actividades Expressivas: criação e transformação ao serviço da identidade, da capacidade de comunicação e da exteriorização tónico-emocional das problemáticas;
-Actividades Lúdicas: a intervenção psicomotora desenvolve-se no contexto lúdico em grupo ou individual (Fonseca, 1992; APP, 2007).

Os modelos de intervenção em Psicomotricidade são:
 -Preventivo (promoção e estimulação do movimento, incluindo a melhoria e a manutenção de competências de autonomia ao longo de todas as fases da vida);
 -Educativo (estimulação do desenvolvimento psicomotor e o potencial de aprendizagem);
-Reeducativo ou Terapêutico (quando a dinâmica do desenvolvimento e da aprendizagem está comprometida, ou quando é necessário ultrapassar problemas psico-afectivos, de base relacional, que comprometem a adaptabilidade da pessoa) (Fonseca, 1992; APP, 2007).

Objectivos gerais da Psicomotricidade:
-Aperfeiçoar ou normalizar o comportamento geral da criança e favorecer a sua integração social (através da consciência do próprio corpo, domínio do equilíbrio, controle da inibição voluntária e da responsabilidade, controle e eficácia das diversas coordenações globais e segmentarias, organização do esquema corporal, orientação espacial e espaço temporal, etc.).
-Favorecer as aprendizagens escolares e preparar a educação das capacidades solicitadas durante a mesma (Fonseca, 1992; APP, 2007).

A intervenção psicomotora
 Consiste na reeducação ou terapia de mediação corporal e expressiva, na qual o psicomotricista estuda e compensa a expressão motora inadequada ou inadaptada, em diversas situações geralmente ligadas a problemas de desenvolvimento e de maturação psicomotora, de comportamento, de aprendizagem e de âmbito psico-afectivo (Fonseca, 1992; AnimaCorpus, 2007; Santos, 2006).
Esta intervenção tem como objectivos:
- Promover movimentos funcionais e expressivos centrados sobre a maneira de agir com o seu corpo (coordenações, dissociações, praxias);
- Promover a regulação e harmonização tónica centrada sobre a maneira de estar no seu corpo (atitude-postura, esquema corporal, descontração neuro-muscular);
- Possibilitar a vivência da relação tónico-emocional com o psicomotricista através do corpo e do agir;
- Compensar uma problemática situada na convergência do psiquismo e do somático, intervindo sobre as múltiplas impressões e expressões do corpo e atribuindo significação simbólica ao corpo em acção (Fonseca, 1992; APP, 2007).

Sendo assim, as competências do psicomotricista são:
· Avaliação e Diagnóstico do Perfil e Desenvolvimento Psicomotor;
· Domínio de Modelos e Técnicas de Habilitação e Reabilitação Psicomotora em Populações Especiais ou de risco;
· Prescrição, Planeamento, Avaliação, Implementação e Reavaliação de Programas de Psicomotricidade
· Formação, Supervisão, e Orientação de outros técnicos, nos âmbitos anteriormente referidos;
· Consultadoria e organização de serviços vocacionados para a psicomotricidade;
· Proposta de adaptações envolvimentais (familiares ou escolares) susceptíveis de maximizarem as respostas reeducativas ou terapêuticas decorrentes da intervenção directa (Fonseca, 1992; APP, 2007).
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Atividades para disléxicos


Encontra mais sopas de letras para fazeres no site a seguir: http://www.horavaga.net/jogo_145_1_sopa-de-letras.html

Anagrama

Forma uma palavra nova com as letras da palavra dada.
Pedra: ___________
Sapo: ____________
Papo: ____________
Vela: _____________
Rato: _____________
Cabo: _____________
Amor: _____________
Cabo: _____________                                                                   Soluções

Várias palavras

Escreve (diz) palavras que contenham a parte principal da palavra que é dada:
Exemplo:
Casa: casamento, casar, casal, casarão, casinha, casado

Atividade
Pesca: __________________________________________
Estalo: __________________________________________
Pensar: __________________________________________
Cantar: __________________________________________
Estrela: __________________________________________
Amar: ___________________________________________                       

http://dificuldadesdeaprendizagem.webnode.pt/espa%C3%A7o%20actividade/actividades-para-dislexia/
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Disléxicos Famosos - Saiba quem era e é Disléxico no mundo dos famosos


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Anamneses Fonoaudiológicas

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Freio lingual curto - Frenoctomia fazer ou não?

Freio lingual curto e anteriorizado, a causa da "língua presa"

 
  
  Já escrevi em outro artigo sobre a popularização do termo "língua presa". Normalmente,    trocas  na fala e interposição de língua durante esta recebem essa denominação pelos leigos.    Mesmo   nos casos de atraso na aquisição de fala muitos pais questionam os pediatras se a    causa  seria   porque a língua da criança é presa.
   Na verdade, quase a totalidade das alterações de fala não tem qualquer relação com a real    "língua presa", ou seja, com a presença de um freio lingual encurtado e com inserção    anteriorizada. Porém, há casos em que realmente existe um encurtamento e uma inserção    anteriorizada do freio lingual, o que prejudica a movimentação da língua e conseqüentemente    a  fala e a deglutição (ato de engolir).
  Quando colocamos a língua no palato duro (céu da boca) vemos um "fiozinho". Este é o freio    lingual. Caso este esteja inserido muito próximo à ponta da língua, repuxando-a pelo meio,    podemos dizer que este sim é um freio curto e a língua esta "presa". Mesmo assim, há casos em    que não há alterações nem de fala nem de deglutição.
   Nos casos em que existe algum desses problemas, há necessidade inicialmente de uma    frenectomia (ressecção do freio lingual) para que a mesma possa ter "liberdade" para se    movimentar. Esta cirurgia pode ser realizada tanto pelo cirurgião dentista como pelo    otorrinolaringologista.
   Com essa cirurgia, a língua já não tem mais a restrição de movimento estrutural, porém, como    por muito tempo as possibilidades de movimentação eram restritas, há a necessidade de    tratamento fonoaudiológico para reorganizar os movimentos da língua tanto para a deglutição    como para a fala. Quando o freio lingual é curto a língua tem dificuldades para elevar e    produzir adequadamente sons como do /t/, /d/, /l/ e /r/, dentre outros.
   Assim, caso tenha dúvidas, faça uma avaliação com um fonoaudiólogo para saber o que causa    a alteração de fala de seu filho, ou da própria fala, para que a melhor conduta seja seguida e não    se realize uma frenectomia desnecessariamente.

http://www.fonosaude.com.br/artigos/artigo18.htm
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Apraxia de Fala na Infância


É um distúrbio motor da fala, caracterizado pela dificuldade de programação e planejamento das seqüências dos movimentos motores da fala, resultando em erros de produção dos sons (Hall, 2007). 

Quais as manifestações clínicas? Quais as dificuldades apresentadas pelas crianças com Apraxia?
- Bebês são considerados “quietos”; vocalizam e balbuciam pouco;
- Repertório limitado de vogais (dificuldade em produzir as vogais) e de consoantes;
- Variabilidade de erros (a criança pode apresentar diferentes “trocas na fala”). Fala de difícil compreensão;
- Maior número de erros quanto maior a complexidade silábica ou discursiva (quanto mais extensa a palavra, maior será a dificuldade);
- Instabilidade na produção da fala (tem dia que a fala está pior, ou melhor);
- Alteração prosódica (melodia da fala é diferente/”estranha”). Fala pode ser monótona;
- Déficits no tempo de duração dos fonemas, pausas (podem apresentar prolongamentos, hesitações). “Lentidão” para falar.
- Procura do ponto articulatório (a criança fica procurando o ponto articulatório, por exemplo, ao falar “pato”, pode falar “bato” “cato” “lato”…até chegar no “pato”.
- Pobre inventário fonético: pobre domínio dos sons da fala. Os pais têm a impressão de que a criança não sabe o que fazer com a boca, parece desconhecer os movimentos necessários para a fala (não movimenta adequadamente a língua);
- Atraso no aparecimento das primeiras palavras (os pais relatam que demorou a começar a falar);
- Alterações em outros aspectos da linguagem oral (como por exemplo, vocabulário pobre, dificuldade para produzir frases mais elaboradas, para relatar fatos, etc);
- Pode apresentar além da dificuldade motora na fala, outras dificuldades, como na coordenação motora fina, para se alimentar, mastigar, se vestir, para andar de bicicleta (os pais podem perceber uma inabilidade motora geral).
Existem diferentes terminologias que são utilizadas para Apraxia de Fala, tais como:
Apraxia Desenvolvimental de Fala;
Apraxia Articulatória;
Dispraxia Verbal;
Dispraxia Articulatória Desenvolvimental;
Apraxia Verbal da Infância;
Apraxia Verbal Desenvolvimental;
Síndrome do Déficit de Programação Fonológica, etc
No entanto, a Associação Americana de Fonoaudiologia (American Speech-Language-Hearing Association (ASHA, Ad Hoc Committee on Apraxia of Speech in Children) recomenda que o termo: Apraxia de Fala na Infância.

Como é feito o diagnóstico?


A Apraxia é considerada uma desordem da fala, da comunicação e, portanto, o profissional qualificado para dar este diagnóstico é o Fonoaudiólogo, com experiência nesta área. Pode ser necessário também o encaminhamento para outros profissionais, como Terapeutas Ocupacionais, Psicólogos, Neuropediatras, etc.

Deve ser realizada uma avaliação minuciosa de todos os aspectos da fala, da linguagem e da motricidade oral da criança, incluindo as habilidades práxicas. Existem dificuldades que são específicas do quadro, mas podem variar de criança para criança e até na mesma criança, com o avanço da idade. O contexto educacional e familiar no qual a criança está inserida também deve ser analisado.

Com que idade o diagnóstico de Apraxia de Fala pode ser feito?

Muitas vezes, não é possível diagnosticar uma criança com menos de dois anos de idade, porque ainda não conseguirá compreender as instruções específicas para cumprir as tarefas essencias para o diagnóstico. Entre dois e três anos, podemos suspeitar do quadro e indicar alguns meses de terapia diagnóstica para a confirmação do diagnóstico. A intervenção precoce é muito importante para se obter resultados mais significativos. Os pais preocupados com o desenvolvimento da fala e da linguagem devem sempre procurar ajuda.


Por que falar é tão difícil para estas crianças?

O ato da fala é altamente sofisticado. É um processo cerebral que envolve músculos da boca, da face, da língua, do palato, faringe. O controle motor da fala é complexo e depende de mecanismos cerebrais específicos e acredita-se que nos quadros de Apraxia, estes mecanismos não conseguem se integrar, gerando falhas no processamento, no planejamento e na execução da fala. Crianças com apraxia têm consciência de suas dificuldades, “tentam falar corretamente, mas não conseguem”.


E o tratamento?

Crianças com Apraxia necessitam de atendimento terapêutico individual. Os resultados e progressos podem ser obtidos a longo-prazo. Com a terapia pode haver uma melhora das habilidades comunicativas, mas outros fatores, como a gravidade do quadro e a idade da criança também devem ser considerados. Também deve ser feito um trabalho com a família (Programa de suporte e orientação aos pais) e com a escola (os professores necessitam de orientações). A Apraxia de fala pode acarretar dificuldades que irão persistir na idade adulta.


Se uma criança não tiver progresso significativo, apesar de estar em terapia fonoaudiológica, considerar:


1. O diagnóstico está correto?

2. A freqüência de atendimento está adequada?
3. O planejamento terapêutico está adequado?
4. A relação terapeuta-paciente é adequada?
5. O ambiente terapêutico e estratégias terapêuticas são motivadoras? Interessantes?
6. Outros aspectos estão interferindo na evolução da criança?
A parceria com a família deve ser considerada uma extensão do tratamento. Os pais devem observar a terapia e devem receber orientações de como ajudar em casa.

Maiores informações, acessar:
http://www.apraxia-kids.org/ . (Site americano, para pais e profissionais sobre Apraxia de Fala). Infelizmente no Brasil, não temos serviços deste tipo, disponíveis.

Texto elaborado por:
Dra. Elisabete Giusti

Referência Consultada:
Hall, P.K; Jordan, L.S.; Robin, D.A. Developmental Apraxia of Speech. Theory and clinical practice. Second Edition.Pro-ed, 2007.

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