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DISLEXIA: Para Professores


Desde sempre houve alunos com dificuldades de aprendizagem na escola. Porém, a escola que conhecemos certamente não foi feita para estes alunos: objectivos, conteúdos, metodologias, organização, funcionamento e avaliação não são adequados a estes, o que os leva, por vezes, a não sobreviverem à escola ou serem por ela preteridos. Os que conseguem seguir em frente e concluir esta etapa tão importante no desenvolvimento de cada um, fazem-no astuciosa e corajosamente, por meio de artifícios que lhes permitem fintar o tempo, os modelos, as exigências burocráticas, as cobranças dos professores, humilhações sofridas e, principalmente, os resultados das avaliações.
A inclusão dos alunos com dificuldades de aprendizagem na escola, está garantida e orientada por diversos textos legais e normativos, como por exemplo a Declaração de Salamanca, a Lei 9.394, de 20.12.96, entre outros. (Consulte Documentos de Apoio)
As principais dificuldades encontradas no que diz respeito à inclusão destes alunos, é o facto de:
- não haver um método definido para trabalhar com eles;
- a relutância inicial existente por parte de alguns professores em separar o comportamento destes alunos das suas dificuldades;
- receio do professor em relação às normas burocráticas, aos companheiros de trabalhos, colegas e familiares;
- a angustia do professor em relação ao nível de aprendizagem do aluno e as suas condições para superar as avaliações obrigatórias;
 - o tempo necessário para cada professor percorrer a sua trajectóri pessoal em relação a esta questão.
Tudo isto são problemas enfrentados pela maioria dos professores quando se deparam com alunos com estas características. Sendo assim é necessário haver mais tempo e mais ocasiões para a troca de informações sobre os alunos, planeamento de actividades e elaboração de instrumentos de avaliação específicos.


Sendo assim, há alguns procedimentos básicos que os professores devem tentar seguir para facilitar a aprendizagem destes mesmos alunos:

  • Tratar o aluno disléxico com naturalidade;
  • Usar linguagem clara, objectiva e directa para facilitar a compreensão;
  • Dispor o aluno perto da mesa do professor ou do quadro para favorecer o diálogo, facilitar o acompanhamento e criar/fortalecer vínculos.
  • Verificar constantemente (mas de forma discreta) se o aluno entende a explicação/instrução para poder averiguar a necessidade de uma repetição ou apresentação de outros exemplos.
  • Observar se o aluno está integrado com os colegas de turma para, caso não aconteça, possa contribuir (discreta e respeitosamente) para a sua inserção no grupo.
  • Evitar situações que evidenciem certas inaptidões em actividades escolares.
  • Estimular, incentivar e tornar o aluno seguro para o ajudar a ultrapassar frustrações, sofrimentos, humilhações, contribuindo para o recuperação da dignidade e fortalecimento da auto-estima.
  • Sugerir dicas e associações que ajudem o aluno a lembrar-se e a executar actividades ou resolver problemas.
  • Evitar pedir ao aluno para realizar tarefas em frente dos colegas que o deixem incomodado como por exemplo, ler em voz alta.
  • Apresentar o conhecimento em partes e de forma indutiva.   

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Pré-diagnóstico para Dislexia


Este questionário não substitui um diagnóstico realizado por um profissional, pode apenas ser considerado como um pré-diagnostico.

Em caso de suspeita de dificuldade de aprendizagem consulte o mais rápido possível um profissional da área, somente este poderá diagnosticar e avaliar o melhor tratamento para as dificuldades apresentadas.

Crianças dos 5 aos 8 anos
http://www.espacoaprendizagem.info/teste-dislexia-crianca/

Juniores dos 7 aos 12 anos
http://www.espacoaprendizagem.info/teste-dislexia-juniores/

Adultos com idade superior a 13 anos
http://www.espacoaprendizagem.info/teste-dislexia-adulto/



http://dificuldadesdeaprendizagem.webnode.pt/avalia%C3%A7%C3%A3o%20da%20dislexia/
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Mais um pouco sobre Psicomotricidade


A Psicomotricidade pode ser definida como o campo transdisciplinar que procura compreender e investigar as relações e influências recíprocas e sistémicas entre o campo psicológico e o campo motor, tendo como objectivo principal desenvolver a capacidade de ser e de actuar num contexto psicossocial (APP, 2007; Santos, 2006).
É baseada numa visão holística do ser humano e é utilizada para promover a regulação e harmonização tónica centrada sobre a maneira de estar no seu corpo (postura, atitude, descontracção neuro- muscular, esquema corporal); estimular movimentos funcionais e expressivos focados na maneira de agir com o seu corpo (coordenações, dissociações, praxias); compensar uma problemática situada na convergência do psiquismo e do somático, intercedendo sobre as competências de autonomia no decorrer da vida; e facilitar a vivência da relação tónico-emocional através do corpo e das acções (APP, 2007; Santos, 2006; Fonseca, 1992).

 A psicomotricidade é assim indicada para problemáticas: 
- Com incidência corporal: dispraxia, lateralidade, desarmonias tónico-emocionais, estruturação temporal e espacial, problemas psicossomáticos, perturbações da imagem corporal, perturbações do esquema corporal, instabilidade postural;
- Com incidência cognitiva: défices de atenção, de memória, de organização perceptiva, simbólica e conceptual;
- Com incidência relacional: inibição, hiperactividade, agressividade, dificuldades de comunicação (Fonseca, 1992; APP, 2007).

As vertentes de intervenção são:
-Educação Gestual e Postural: reeducação da atitude, equilibração e controlo tónico;
-Técnicas de Relaxação e de Consciencialização Corporal: através da reelaboração do esquema e da imagem corporal e da consciencialização tónico-emocional, com intencionalidade psicoterapêutica;
-Terapia e Reeducação Gnoso-Práxica: estruturação espácio-temporal, organização planificada e interiorização da acção e da sua representação através de formas diversificadas de expressão;
-Actividades Expressivas: criação e transformação ao serviço da identidade, da capacidade de comunicação e da exteriorização tónico-emocional das problemáticas;
-Actividades Lúdicas: a intervenção psicomotora desenvolve-se no contexto lúdico em grupo ou individual (Fonseca, 1992; APP, 2007).

Os modelos de intervenção em Psicomotricidade são:
 -Preventivo (promoção e estimulação do movimento, incluindo a melhoria e a manutenção de competências de autonomia ao longo de todas as fases da vida);
 -Educativo (estimulação do desenvolvimento psicomotor e o potencial de aprendizagem);
-Reeducativo ou Terapêutico (quando a dinâmica do desenvolvimento e da aprendizagem está comprometida, ou quando é necessário ultrapassar problemas psico-afectivos, de base relacional, que comprometem a adaptabilidade da pessoa) (Fonseca, 1992; APP, 2007).

Objectivos gerais da Psicomotricidade:
-Aperfeiçoar ou normalizar o comportamento geral da criança e favorecer a sua integração social (através da consciência do próprio corpo, domínio do equilíbrio, controle da inibição voluntária e da responsabilidade, controle e eficácia das diversas coordenações globais e segmentarias, organização do esquema corporal, orientação espacial e espaço temporal, etc.).
-Favorecer as aprendizagens escolares e preparar a educação das capacidades solicitadas durante a mesma (Fonseca, 1992; APP, 2007).

A intervenção psicomotora
 Consiste na reeducação ou terapia de mediação corporal e expressiva, na qual o psicomotricista estuda e compensa a expressão motora inadequada ou inadaptada, em diversas situações geralmente ligadas a problemas de desenvolvimento e de maturação psicomotora, de comportamento, de aprendizagem e de âmbito psico-afectivo (Fonseca, 1992; AnimaCorpus, 2007; Santos, 2006).
Esta intervenção tem como objectivos:
- Promover movimentos funcionais e expressivos centrados sobre a maneira de agir com o seu corpo (coordenações, dissociações, praxias);
- Promover a regulação e harmonização tónica centrada sobre a maneira de estar no seu corpo (atitude-postura, esquema corporal, descontração neuro-muscular);
- Possibilitar a vivência da relação tónico-emocional com o psicomotricista através do corpo e do agir;
- Compensar uma problemática situada na convergência do psiquismo e do somático, intervindo sobre as múltiplas impressões e expressões do corpo e atribuindo significação simbólica ao corpo em acção (Fonseca, 1992; APP, 2007).

Sendo assim, as competências do psicomotricista são:
· Avaliação e Diagnóstico do Perfil e Desenvolvimento Psicomotor;
· Domínio de Modelos e Técnicas de Habilitação e Reabilitação Psicomotora em Populações Especiais ou de risco;
· Prescrição, Planeamento, Avaliação, Implementação e Reavaliação de Programas de Psicomotricidade
· Formação, Supervisão, e Orientação de outros técnicos, nos âmbitos anteriormente referidos;
· Consultadoria e organização de serviços vocacionados para a psicomotricidade;
· Proposta de adaptações envolvimentais (familiares ou escolares) susceptíveis de maximizarem as respostas reeducativas ou terapêuticas decorrentes da intervenção directa (Fonseca, 1992; APP, 2007).
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Atividades para disléxicos


Encontra mais sopas de letras para fazeres no site a seguir: http://www.horavaga.net/jogo_145_1_sopa-de-letras.html

Anagrama

Forma uma palavra nova com as letras da palavra dada.
Pedra: ___________
Sapo: ____________
Papo: ____________
Vela: _____________
Rato: _____________
Cabo: _____________
Amor: _____________
Cabo: _____________                                                                   Soluções

Várias palavras

Escreve (diz) palavras que contenham a parte principal da palavra que é dada:
Exemplo:
Casa: casamento, casar, casal, casarão, casinha, casado

Atividade
Pesca: __________________________________________
Estalo: __________________________________________
Pensar: __________________________________________
Cantar: __________________________________________
Estrela: __________________________________________
Amar: ___________________________________________                       

http://dificuldadesdeaprendizagem.webnode.pt/espa%C3%A7o%20actividade/actividades-para-dislexia/
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Disléxicos Famosos - Saiba quem era e é Disléxico no mundo dos famosos


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Anamneses Fonoaudiológicas

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Freio lingual curto - Frenoctomia fazer ou não?

Freio lingual curto e anteriorizado, a causa da "língua presa"

 
  
  Já escrevi em outro artigo sobre a popularização do termo "língua presa". Normalmente,    trocas  na fala e interposição de língua durante esta recebem essa denominação pelos leigos.    Mesmo   nos casos de atraso na aquisição de fala muitos pais questionam os pediatras se a    causa  seria   porque a língua da criança é presa.
   Na verdade, quase a totalidade das alterações de fala não tem qualquer relação com a real    "língua presa", ou seja, com a presença de um freio lingual encurtado e com inserção    anteriorizada. Porém, há casos em que realmente existe um encurtamento e uma inserção    anteriorizada do freio lingual, o que prejudica a movimentação da língua e conseqüentemente    a  fala e a deglutição (ato de engolir).
  Quando colocamos a língua no palato duro (céu da boca) vemos um "fiozinho". Este é o freio    lingual. Caso este esteja inserido muito próximo à ponta da língua, repuxando-a pelo meio,    podemos dizer que este sim é um freio curto e a língua esta "presa". Mesmo assim, há casos em    que não há alterações nem de fala nem de deglutição.
   Nos casos em que existe algum desses problemas, há necessidade inicialmente de uma    frenectomia (ressecção do freio lingual) para que a mesma possa ter "liberdade" para se    movimentar. Esta cirurgia pode ser realizada tanto pelo cirurgião dentista como pelo    otorrinolaringologista.
   Com essa cirurgia, a língua já não tem mais a restrição de movimento estrutural, porém, como    por muito tempo as possibilidades de movimentação eram restritas, há a necessidade de    tratamento fonoaudiológico para reorganizar os movimentos da língua tanto para a deglutição    como para a fala. Quando o freio lingual é curto a língua tem dificuldades para elevar e    produzir adequadamente sons como do /t/, /d/, /l/ e /r/, dentre outros.
   Assim, caso tenha dúvidas, faça uma avaliação com um fonoaudiólogo para saber o que causa    a alteração de fala de seu filho, ou da própria fala, para que a melhor conduta seja seguida e não    se realize uma frenectomia desnecessariamente.

http://www.fonosaude.com.br/artigos/artigo18.htm
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Apraxia de Fala na Infância


É um distúrbio motor da fala, caracterizado pela dificuldade de programação e planejamento das seqüências dos movimentos motores da fala, resultando em erros de produção dos sons (Hall, 2007). 

Quais as manifestações clínicas? Quais as dificuldades apresentadas pelas crianças com Apraxia?
- Bebês são considerados “quietos”; vocalizam e balbuciam pouco;
- Repertório limitado de vogais (dificuldade em produzir as vogais) e de consoantes;
- Variabilidade de erros (a criança pode apresentar diferentes “trocas na fala”). Fala de difícil compreensão;
- Maior número de erros quanto maior a complexidade silábica ou discursiva (quanto mais extensa a palavra, maior será a dificuldade);
- Instabilidade na produção da fala (tem dia que a fala está pior, ou melhor);
- Alteração prosódica (melodia da fala é diferente/”estranha”). Fala pode ser monótona;
- Déficits no tempo de duração dos fonemas, pausas (podem apresentar prolongamentos, hesitações). “Lentidão” para falar.
- Procura do ponto articulatório (a criança fica procurando o ponto articulatório, por exemplo, ao falar “pato”, pode falar “bato” “cato” “lato”…até chegar no “pato”.
- Pobre inventário fonético: pobre domínio dos sons da fala. Os pais têm a impressão de que a criança não sabe o que fazer com a boca, parece desconhecer os movimentos necessários para a fala (não movimenta adequadamente a língua);
- Atraso no aparecimento das primeiras palavras (os pais relatam que demorou a começar a falar);
- Alterações em outros aspectos da linguagem oral (como por exemplo, vocabulário pobre, dificuldade para produzir frases mais elaboradas, para relatar fatos, etc);
- Pode apresentar além da dificuldade motora na fala, outras dificuldades, como na coordenação motora fina, para se alimentar, mastigar, se vestir, para andar de bicicleta (os pais podem perceber uma inabilidade motora geral).
Existem diferentes terminologias que são utilizadas para Apraxia de Fala, tais como:
Apraxia Desenvolvimental de Fala;
Apraxia Articulatória;
Dispraxia Verbal;
Dispraxia Articulatória Desenvolvimental;
Apraxia Verbal da Infância;
Apraxia Verbal Desenvolvimental;
Síndrome do Déficit de Programação Fonológica, etc
No entanto, a Associação Americana de Fonoaudiologia (American Speech-Language-Hearing Association (ASHA, Ad Hoc Committee on Apraxia of Speech in Children) recomenda que o termo: Apraxia de Fala na Infância.

Como é feito o diagnóstico?


A Apraxia é considerada uma desordem da fala, da comunicação e, portanto, o profissional qualificado para dar este diagnóstico é o Fonoaudiólogo, com experiência nesta área. Pode ser necessário também o encaminhamento para outros profissionais, como Terapeutas Ocupacionais, Psicólogos, Neuropediatras, etc.

Deve ser realizada uma avaliação minuciosa de todos os aspectos da fala, da linguagem e da motricidade oral da criança, incluindo as habilidades práxicas. Existem dificuldades que são específicas do quadro, mas podem variar de criança para criança e até na mesma criança, com o avanço da idade. O contexto educacional e familiar no qual a criança está inserida também deve ser analisado.

Com que idade o diagnóstico de Apraxia de Fala pode ser feito?

Muitas vezes, não é possível diagnosticar uma criança com menos de dois anos de idade, porque ainda não conseguirá compreender as instruções específicas para cumprir as tarefas essencias para o diagnóstico. Entre dois e três anos, podemos suspeitar do quadro e indicar alguns meses de terapia diagnóstica para a confirmação do diagnóstico. A intervenção precoce é muito importante para se obter resultados mais significativos. Os pais preocupados com o desenvolvimento da fala e da linguagem devem sempre procurar ajuda.


Por que falar é tão difícil para estas crianças?

O ato da fala é altamente sofisticado. É um processo cerebral que envolve músculos da boca, da face, da língua, do palato, faringe. O controle motor da fala é complexo e depende de mecanismos cerebrais específicos e acredita-se que nos quadros de Apraxia, estes mecanismos não conseguem se integrar, gerando falhas no processamento, no planejamento e na execução da fala. Crianças com apraxia têm consciência de suas dificuldades, “tentam falar corretamente, mas não conseguem”.


E o tratamento?

Crianças com Apraxia necessitam de atendimento terapêutico individual. Os resultados e progressos podem ser obtidos a longo-prazo. Com a terapia pode haver uma melhora das habilidades comunicativas, mas outros fatores, como a gravidade do quadro e a idade da criança também devem ser considerados. Também deve ser feito um trabalho com a família (Programa de suporte e orientação aos pais) e com a escola (os professores necessitam de orientações). A Apraxia de fala pode acarretar dificuldades que irão persistir na idade adulta.


Se uma criança não tiver progresso significativo, apesar de estar em terapia fonoaudiológica, considerar:


1. O diagnóstico está correto?

2. A freqüência de atendimento está adequada?
3. O planejamento terapêutico está adequado?
4. A relação terapeuta-paciente é adequada?
5. O ambiente terapêutico e estratégias terapêuticas são motivadoras? Interessantes?
6. Outros aspectos estão interferindo na evolução da criança?
A parceria com a família deve ser considerada uma extensão do tratamento. Os pais devem observar a terapia e devem receber orientações de como ajudar em casa.

Maiores informações, acessar:
http://www.apraxia-kids.org/ . (Site americano, para pais e profissionais sobre Apraxia de Fala). Infelizmente no Brasil, não temos serviços deste tipo, disponíveis.

Texto elaborado por:
Dra. Elisabete Giusti

Referência Consultada:
Hall, P.K; Jordan, L.S.; Robin, D.A. Developmental Apraxia of Speech. Theory and clinical practice. Second Edition.Pro-ed, 2007.

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Aprender brincando é mais rápido e efetivo

 

* Fátima Schenini


Para a presidente nacional da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), Quézia Bombonatto, aprender brincando é mais rápido e efetivo porque é mais prazeroso. Psicopedagoga, fonoaudióloga, professora, terapeuta familiar, autora e co-organizadora de livros na área da psicopedagogia, ela acredita que o uso de jogos de regras, modificados para transmitir e fixar conteúdos em sala de aula, é uma forma mais agradável e atraente para os alunos.

“Competir dentro de regras, sabendo respeitar a força do oponente, perceber uma situação sob o ponto de vista oposto ao seu, ativa e desenvolve os esquemas de conhecimento, aqueles que vão poder colaborar na aprendizagem de qualquer novo conhecimento, como observar e identificar, comparar e classificar, conceituar, relacionar e inferir,” destaca.

Para Quézia, o lúdico é uma atividade particularmente poderosa para o exercício da vida social e da atividade construtiva da criança e as crianças privadas de brincadeiras perdem a oportunidade de ativação de seus recursos cognitivos e afetivos. “Há estudos que relacionam estresse e depressão como sintomas de crianças que não brincam”, diz. Segundo ela, na situação de brincadeira as crianças reproduzem esquemas próprios da realidade. “Dentro dos esquemas prévios de relação vão surgindo os esquemas de suas vidas e os ensaios de papéis futuros que elas irão assumir durante a existência,” ressalta.
Para a psicopedagoga, o mais importante para a criança é brincar, em segundo lugar vem a educação formal. Ela constata que os pais, atualmente, tentam acelerar o aprendizado de seus filhos, acreditando que serão melhor sucedidos no futuro. Em sua opinião, manter-se ocupado é realmente importante, inclusive para as crianças. “Ter obrigações resulta em disciplina, em capacidade de administrar tempo, em flexibilidade e em socialização. Mas agenda cheia não combina com o universo infantil,” enfatiza. Na visão de Quézia, a prática pode resultar na perda de concentração e comprometer o aprendizado.

Ela frisa que brincar ajuda na socialização, estimula a criatividade e desperta a inteligência da criança. E entende que a participação dos pais, nesse processo, é fundamental, até porque é uma forma de aproximação com a criança. De acordo com Quézia, brincadeiras puras e simples, como caça ao tesouro, desenvolvem o raciocínio e podem ajudar no processo da alfabetização, da compreensão, da matemática e outros tipos de conhecimentos. Há inúmeras formas de diversão, mesmo quando o espaço é restrito, assegura. Brincar de casinha, fazer cabana, jogar bola, teatro de fantoches ou de sombras são alguns exemplos. Cita, ainda, brinquedos baratos e simples que podem ser produzidos pelos próprios pais, como bonecos e carrinhos.

Com relação aos jogos eletrônicos, ela afirma que existem excelentes opções para estimular o raciocínio, a criatividade, a leitura e a escrita. Em sua avaliação, podem ser uma ferramenta lúdica útil, mas é necessário conhecer as condições e as necessidades de estágio de desenvolvimento em que se encontra a criança. “Não deve ser uma atividade em que o pequeno se isole ou que o jogo seja oferecido para que a criança fique quietinha, não faça bagunça ou não cause transtornos em casa”, alerta.
 
 Fonte:  http://portaldoprofessor.mec.gov.br
 http://silvanapsicopedagoga.blogspot.com.br/2012/06/aprender-brincando-e-mais-rapido-e.html

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ALTERAÇÕES FONOAUDIOLÓGICAS DECORRENTES DA DOENÇA DE PARKINSON E RECURSOS TERAPÊUTICOS

A doença de Parkinson é um distúrbio degenerativo, crônico e progressivo e lento, do sistema nervoso central. Acomete diversas funções corporais, dificultando, principalmente o controle dos movimentos corporais. Os sintomas característicos são: tremor, rigidez muscular, bradicinesia e distúrbios posturais.
As alterações fonoaudiológicas estão presentes na fala, voz, deglutição, sucção, mastigação, fácie, fraqueza e fadiga muscular.

FÁCIE: aparência tipo “máscara”, com ausência de expressão devido a rigidez da musculatura facial.

FALA: às vezes com compreensão prejudicada devido alteração da velocidade, aus6encia de entonação, incoordenação dos movimentos, levando a uma “fala embolada”. Pode apresentar também dificuldade em iniciar os movimentos orais, bloqueios, hesitações e pausas durante a fala, o que chamamos de pseudogagueira.

VOZ: devido a presença de alterações da função respiratória, rigidez e redução dos movimentos de pregas vocais a voz se pode apresentar soprosa, rouca e com intensidade reduzida. Pode apresentar também voz anasalada, trêmula, sem melodia e mais grave.

MASTIGAÇÃO E DEGLUTIÇÃO: geralmente em estágios mais avançados, podem apresentar salivação excessiva, dificuldade em abrir a mandíbula, tremor de lábios, movimento atípico e trêmulo de língua, mastigação lenta e dificuldade em iniciar a deglutição. Pesquisas demonstram também alterações como: escape de alimento por comissura labial, presença de tosse e/ou engasgos com saliva e com alimentos, maior dificuldade com líquidos finos, cansaço durante a refeição, alimento parado na garganta, ingestão de menor quantidade por refeição, perda de peso, rigidez mandibular, deficiência moderada na organização oral do bolo, ejeção oral por gravidade, deglutições múltiplas, trânsito oral lento e tempo aumentado, dificuldade em movimentar o alimento da frente para a parte de trás da boca.

FONOAUDIOLOGIA
Através de exercícios específicos, o principal objetivo da terapia fonoaudiológica é prevenir alterações futuras, mas uma vez que as alterações já estão instaladas a terapia terá como objetivo diminuir rigidez muscular, adequar força e mobilidade da musculatura, coordenar movimentos orais, melhorar mímica facial, adequar a voz, mastigação e deglutição.

DICAS
• Mantenha a postura ereta durante a fala.
• Procure falar alto.
• Procure articular melhor as palavras.
• Cuidado com a velocidade de fala.
• Concentre-se e lembre-se de engolir sempre a saliva e os alimentos.
• Depois de mastigar, procure engolir pelo menos duas vezes.
• Beba bastante água
• Dê pequenos goles e pequenas mordidas.
• Faça revisões constantes das próteses dentárias. 

 

http://www.dzai.com.br/luisaguimaraes/noticia/montanoticia?tv_ntc_id=13444

 

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Processamento Auditivo Central - Distraídos pelo barulho


 

Desatenção e notas baixas na escola não são sinônimo de falta de inteligência. Às vezes o problema está na incapacidade de lidar com barulho, mas poucos médicos sabem disso.

Por mais que estudasse, a paulista Glaudys Garcia não tirava notas maiores que 4. A mãe e os professores se esforçavam para lhe ensinar coisas simples, mas ela não prestava atenção em nada. Era insegura, distraída, tinha medo de falar ao telefone e não se concentrava nos livros. Acabou se isolando dos colegas. Depois de passar por vários médicos e psicólogos, sua mãe tentou um último recurso: levou-a a uma fonoaudióloga. Em três meses Glaudys estava curada. Hoje ela tem 13 anos e no seu último boletim não há nenhuma nota menor do que 6.
Pode parecer estranho, mas o problema era de audição. A menina, assim como outras centenas de milhares de crianças, sofria de desordem do processamento auditivo central, ou DPAC, um distúrbio reconhecido há apenas quatro anos que raramente é diagnosticado pelos médicos, mas pode estar afetando milhões de brasileiros. Em geral, a disfunção surge da falta de estímulos sonoros durante a infância. As estruturas do cérebro que interpretam e hierarquizam os sons se desenvolvem nos treze primeiros anos. Até essa idade, as notas musicais, as palavras e os barulhos vão lentamente nos ensinando a lidar com a audição. Justamente nessa fase, Glaudys pode ter tido problemas no ouvido que atrapalharam a entrada de sons. Acabou formando mal o seu sistema auditivo. Todos os inconvenientes pelos quais passou eram conseqüência disso.
Um dos principais sintomas da DPAC é a dificuldade em manter a concentração num ambiente ruidoso. “Quem sofre desse mal não consegue prestar atenção em uma coisa só”, diz a neurologista Denise Menezes, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Na sala de aula, não separa o que a professora diz do latido de um cachorro do lado de fora”, acrescenta.
A DPAC é comum nas grandes cidades, onde o barulho excessivo prejudica a percepção de estímulos sonoros e a poluição provoca alergias que bloqueiam a orelha com muco. Crianças que têm inflamações freqüentes nos ouvidos também podem sofrer da desordem. O pior é que, por ser pouco conhecida, a DPAC costuma ser confundida com falta de inteligência ou com alguma deficiência mental. Mas, como mostra o caso de Glaudys, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

O mundo é barulhento demais
Para uma vítima de DPAC, o mundo se transforma numa interminável confusão de barulhos desconexos e embaralhados de onde é quase impossível pescar os sons que realmente interessam (veja infográfico). O ar-condicionado vira um zunido infernal que se sobrepõe às vozes dos outros. O telefone torna-se uma máquina indecifrável, porque o cérebro não consegue decodificar a fala do interlocutor em meio à distorção normal de qualquer ligação. Também não é fácil entender a entonação das frases. Uma pergunta pode soar como uma afirmação e uma ironia acaba parecendo a frase mais séria do mundo. Os amigos acabam se afastando, já que ninguém gosta de conversar com alguém que não entende o que os outros dizem.
A fala também é prejudicada. “Os processos de linguagem se desenvolvem ao mesmo tempo que os de audição”, explica a fonoaudióloga Liliane Desgualdo, da Universidade Federal de São Paulo, pioneira no diagnóstico da DPAC no Brasil. “Uma criança pode não aprender a falar bem se não souber lidar com os sons.” A leitura acaba igualmente afetada. “Mesmo num lugar silencioso, uma pessoa com DPAC encontra problemas em entender um texto porque, para tanto, é necessário associar as palavras ao som que elas têm”, conta a psicopedagoga Ana Silvia Figueiral, de São Paulo. Todo esse esforço para realizar atividades corriqueiras é demais para o cérebro. Chega uma hora que ele não resiste e “desliga”. Por isso, as vítimas do problema são sempre muito distraídas.
Enfim, tudo se torna uma tarefa dura. O ouvido até percebe os sons, mas o cérebro, iludido pela falta de estímulos na infância, não sabe o que fazer com eles. Os médicos geralmente não percebem a disfunção porque ninguém desconfia que sintomas tão variados possam estar todos ligados à audição, menos ainda quando constatam em exames que o ouvido funciona normalmente. E, se o diagnóstico não é feito, não há como curar (veja quadro à direita).

Reaprendendo a escutar
A DPAC só foi reconhecida nos Estados Unidos em 1996, quando a Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição chegou a um consenso sobre seus sintomas e suas formas de tratamento. Ainda se sabe pouco sobre as causas – a falta de estímulos sonoros está entre elas, mas suspeita-se também de razões genéticas e de má alimentação. “Uma coisa é certa: a desordem está relacionada à classe social”, afirma Liliane. Ela fez uma pesquisa em colégios de São Paulo e constatou que, nas escolas particulares, entre 15% e 20% das crianças têm DPAC em algum grau. Nas escolas públicas, onde há uma proporção bem maior de alunos pobres, o índice chega a alarmantes 70%. A razão disso é que crianças mais pobres geralmente ouvem menos música, têm mais inflamações no ouvido, menos acompanhamento de pediatras e psicólogos e se alimentam pior, o que também pode prejudicar a formação do sistema auditivo. Infelizmente, a imensa maioria delas carrega esse estorvo para a idade adulta sem ao menos desconfiar que a cura pode estar ao alcance da mão.

Para Saber Mais
Processamento Auditivo Central – Manual de Avaliação, Liliane Desgualdo Pereira e Eliane Schochat, Editora Lovise, São Paulo, 1997.

http://super.abril.com.br/cotidiano/distraido-pelo-barulho-441352.shtml
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