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Aprender brincando é mais rápido e efetivo

 

* Fátima Schenini


Para a presidente nacional da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), Quézia Bombonatto, aprender brincando é mais rápido e efetivo porque é mais prazeroso. Psicopedagoga, fonoaudióloga, professora, terapeuta familiar, autora e co-organizadora de livros na área da psicopedagogia, ela acredita que o uso de jogos de regras, modificados para transmitir e fixar conteúdos em sala de aula, é uma forma mais agradável e atraente para os alunos.

“Competir dentro de regras, sabendo respeitar a força do oponente, perceber uma situação sob o ponto de vista oposto ao seu, ativa e desenvolve os esquemas de conhecimento, aqueles que vão poder colaborar na aprendizagem de qualquer novo conhecimento, como observar e identificar, comparar e classificar, conceituar, relacionar e inferir,” destaca.

Para Quézia, o lúdico é uma atividade particularmente poderosa para o exercício da vida social e da atividade construtiva da criança e as crianças privadas de brincadeiras perdem a oportunidade de ativação de seus recursos cognitivos e afetivos. “Há estudos que relacionam estresse e depressão como sintomas de crianças que não brincam”, diz. Segundo ela, na situação de brincadeira as crianças reproduzem esquemas próprios da realidade. “Dentro dos esquemas prévios de relação vão surgindo os esquemas de suas vidas e os ensaios de papéis futuros que elas irão assumir durante a existência,” ressalta.
Para a psicopedagoga, o mais importante para a criança é brincar, em segundo lugar vem a educação formal. Ela constata que os pais, atualmente, tentam acelerar o aprendizado de seus filhos, acreditando que serão melhor sucedidos no futuro. Em sua opinião, manter-se ocupado é realmente importante, inclusive para as crianças. “Ter obrigações resulta em disciplina, em capacidade de administrar tempo, em flexibilidade e em socialização. Mas agenda cheia não combina com o universo infantil,” enfatiza. Na visão de Quézia, a prática pode resultar na perda de concentração e comprometer o aprendizado.

Ela frisa que brincar ajuda na socialização, estimula a criatividade e desperta a inteligência da criança. E entende que a participação dos pais, nesse processo, é fundamental, até porque é uma forma de aproximação com a criança. De acordo com Quézia, brincadeiras puras e simples, como caça ao tesouro, desenvolvem o raciocínio e podem ajudar no processo da alfabetização, da compreensão, da matemática e outros tipos de conhecimentos. Há inúmeras formas de diversão, mesmo quando o espaço é restrito, assegura. Brincar de casinha, fazer cabana, jogar bola, teatro de fantoches ou de sombras são alguns exemplos. Cita, ainda, brinquedos baratos e simples que podem ser produzidos pelos próprios pais, como bonecos e carrinhos.

Com relação aos jogos eletrônicos, ela afirma que existem excelentes opções para estimular o raciocínio, a criatividade, a leitura e a escrita. Em sua avaliação, podem ser uma ferramenta lúdica útil, mas é necessário conhecer as condições e as necessidades de estágio de desenvolvimento em que se encontra a criança. “Não deve ser uma atividade em que o pequeno se isole ou que o jogo seja oferecido para que a criança fique quietinha, não faça bagunça ou não cause transtornos em casa”, alerta.
 
 Fonte:  http://portaldoprofessor.mec.gov.br
 http://silvanapsicopedagoga.blogspot.com.br/2012/06/aprender-brincando-e-mais-rapido-e.html

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ALTERAÇÕES FONOAUDIOLÓGICAS DECORRENTES DA DOENÇA DE PARKINSON E RECURSOS TERAPÊUTICOS

A doença de Parkinson é um distúrbio degenerativo, crônico e progressivo e lento, do sistema nervoso central. Acomete diversas funções corporais, dificultando, principalmente o controle dos movimentos corporais. Os sintomas característicos são: tremor, rigidez muscular, bradicinesia e distúrbios posturais.
As alterações fonoaudiológicas estão presentes na fala, voz, deglutição, sucção, mastigação, fácie, fraqueza e fadiga muscular.

FÁCIE: aparência tipo “máscara”, com ausência de expressão devido a rigidez da musculatura facial.

FALA: às vezes com compreensão prejudicada devido alteração da velocidade, aus6encia de entonação, incoordenação dos movimentos, levando a uma “fala embolada”. Pode apresentar também dificuldade em iniciar os movimentos orais, bloqueios, hesitações e pausas durante a fala, o que chamamos de pseudogagueira.

VOZ: devido a presença de alterações da função respiratória, rigidez e redução dos movimentos de pregas vocais a voz se pode apresentar soprosa, rouca e com intensidade reduzida. Pode apresentar também voz anasalada, trêmula, sem melodia e mais grave.

MASTIGAÇÃO E DEGLUTIÇÃO: geralmente em estágios mais avançados, podem apresentar salivação excessiva, dificuldade em abrir a mandíbula, tremor de lábios, movimento atípico e trêmulo de língua, mastigação lenta e dificuldade em iniciar a deglutição. Pesquisas demonstram também alterações como: escape de alimento por comissura labial, presença de tosse e/ou engasgos com saliva e com alimentos, maior dificuldade com líquidos finos, cansaço durante a refeição, alimento parado na garganta, ingestão de menor quantidade por refeição, perda de peso, rigidez mandibular, deficiência moderada na organização oral do bolo, ejeção oral por gravidade, deglutições múltiplas, trânsito oral lento e tempo aumentado, dificuldade em movimentar o alimento da frente para a parte de trás da boca.

FONOAUDIOLOGIA
Através de exercícios específicos, o principal objetivo da terapia fonoaudiológica é prevenir alterações futuras, mas uma vez que as alterações já estão instaladas a terapia terá como objetivo diminuir rigidez muscular, adequar força e mobilidade da musculatura, coordenar movimentos orais, melhorar mímica facial, adequar a voz, mastigação e deglutição.

DICAS
• Mantenha a postura ereta durante a fala.
• Procure falar alto.
• Procure articular melhor as palavras.
• Cuidado com a velocidade de fala.
• Concentre-se e lembre-se de engolir sempre a saliva e os alimentos.
• Depois de mastigar, procure engolir pelo menos duas vezes.
• Beba bastante água
• Dê pequenos goles e pequenas mordidas.
• Faça revisões constantes das próteses dentárias. 

 

http://www.dzai.com.br/luisaguimaraes/noticia/montanoticia?tv_ntc_id=13444

 

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Processamento Auditivo Central - Distraídos pelo barulho


 

Desatenção e notas baixas na escola não são sinônimo de falta de inteligência. Às vezes o problema está na incapacidade de lidar com barulho, mas poucos médicos sabem disso.

Por mais que estudasse, a paulista Glaudys Garcia não tirava notas maiores que 4. A mãe e os professores se esforçavam para lhe ensinar coisas simples, mas ela não prestava atenção em nada. Era insegura, distraída, tinha medo de falar ao telefone e não se concentrava nos livros. Acabou se isolando dos colegas. Depois de passar por vários médicos e psicólogos, sua mãe tentou um último recurso: levou-a a uma fonoaudióloga. Em três meses Glaudys estava curada. Hoje ela tem 13 anos e no seu último boletim não há nenhuma nota menor do que 6.
Pode parecer estranho, mas o problema era de audição. A menina, assim como outras centenas de milhares de crianças, sofria de desordem do processamento auditivo central, ou DPAC, um distúrbio reconhecido há apenas quatro anos que raramente é diagnosticado pelos médicos, mas pode estar afetando milhões de brasileiros. Em geral, a disfunção surge da falta de estímulos sonoros durante a infância. As estruturas do cérebro que interpretam e hierarquizam os sons se desenvolvem nos treze primeiros anos. Até essa idade, as notas musicais, as palavras e os barulhos vão lentamente nos ensinando a lidar com a audição. Justamente nessa fase, Glaudys pode ter tido problemas no ouvido que atrapalharam a entrada de sons. Acabou formando mal o seu sistema auditivo. Todos os inconvenientes pelos quais passou eram conseqüência disso.
Um dos principais sintomas da DPAC é a dificuldade em manter a concentração num ambiente ruidoso. “Quem sofre desse mal não consegue prestar atenção em uma coisa só”, diz a neurologista Denise Menezes, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Na sala de aula, não separa o que a professora diz do latido de um cachorro do lado de fora”, acrescenta.
A DPAC é comum nas grandes cidades, onde o barulho excessivo prejudica a percepção de estímulos sonoros e a poluição provoca alergias que bloqueiam a orelha com muco. Crianças que têm inflamações freqüentes nos ouvidos também podem sofrer da desordem. O pior é que, por ser pouco conhecida, a DPAC costuma ser confundida com falta de inteligência ou com alguma deficiência mental. Mas, como mostra o caso de Glaudys, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

O mundo é barulhento demais
Para uma vítima de DPAC, o mundo se transforma numa interminável confusão de barulhos desconexos e embaralhados de onde é quase impossível pescar os sons que realmente interessam (veja infográfico). O ar-condicionado vira um zunido infernal que se sobrepõe às vozes dos outros. O telefone torna-se uma máquina indecifrável, porque o cérebro não consegue decodificar a fala do interlocutor em meio à distorção normal de qualquer ligação. Também não é fácil entender a entonação das frases. Uma pergunta pode soar como uma afirmação e uma ironia acaba parecendo a frase mais séria do mundo. Os amigos acabam se afastando, já que ninguém gosta de conversar com alguém que não entende o que os outros dizem.
A fala também é prejudicada. “Os processos de linguagem se desenvolvem ao mesmo tempo que os de audição”, explica a fonoaudióloga Liliane Desgualdo, da Universidade Federal de São Paulo, pioneira no diagnóstico da DPAC no Brasil. “Uma criança pode não aprender a falar bem se não souber lidar com os sons.” A leitura acaba igualmente afetada. “Mesmo num lugar silencioso, uma pessoa com DPAC encontra problemas em entender um texto porque, para tanto, é necessário associar as palavras ao som que elas têm”, conta a psicopedagoga Ana Silvia Figueiral, de São Paulo. Todo esse esforço para realizar atividades corriqueiras é demais para o cérebro. Chega uma hora que ele não resiste e “desliga”. Por isso, as vítimas do problema são sempre muito distraídas.
Enfim, tudo se torna uma tarefa dura. O ouvido até percebe os sons, mas o cérebro, iludido pela falta de estímulos na infância, não sabe o que fazer com eles. Os médicos geralmente não percebem a disfunção porque ninguém desconfia que sintomas tão variados possam estar todos ligados à audição, menos ainda quando constatam em exames que o ouvido funciona normalmente. E, se o diagnóstico não é feito, não há como curar (veja quadro à direita).

Reaprendendo a escutar
A DPAC só foi reconhecida nos Estados Unidos em 1996, quando a Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição chegou a um consenso sobre seus sintomas e suas formas de tratamento. Ainda se sabe pouco sobre as causas – a falta de estímulos sonoros está entre elas, mas suspeita-se também de razões genéticas e de má alimentação. “Uma coisa é certa: a desordem está relacionada à classe social”, afirma Liliane. Ela fez uma pesquisa em colégios de São Paulo e constatou que, nas escolas particulares, entre 15% e 20% das crianças têm DPAC em algum grau. Nas escolas públicas, onde há uma proporção bem maior de alunos pobres, o índice chega a alarmantes 70%. A razão disso é que crianças mais pobres geralmente ouvem menos música, têm mais inflamações no ouvido, menos acompanhamento de pediatras e psicólogos e se alimentam pior, o que também pode prejudicar a formação do sistema auditivo. Infelizmente, a imensa maioria delas carrega esse estorvo para a idade adulta sem ao menos desconfiar que a cura pode estar ao alcance da mão.

Para Saber Mais
Processamento Auditivo Central – Manual de Avaliação, Liliane Desgualdo Pereira e Eliane Schochat, Editora Lovise, São Paulo, 1997.

http://super.abril.com.br/cotidiano/distraido-pelo-barulho-441352.shtml
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Síndrome de Guilain-Barré ou Polirradiculoneurite (PRN)

A Síndrome de Guilain-Barré era até há pouco tempo considerada uma doença única. Hoje sabe-se que se trata de uma doença heterogênea com algumas variantes.

Trata-se de uma síndrome auto-imune onde ocorre uma lesão da bainha de mielina que recobre os nervos periféricos. É uma polirradiculopatia desmielinizante inflamatória.


Vamos traduzir então:


Todas os nossos estímulos sensoriais como dor, temperatura, tato e pressão são transportados pelos nervos periféricos até a medula espinhal, e de lá, para o cérebro onde serão processados. O mesmo acontece com os estímulos motores, só que no sentido contrário. Quando mexemos a mão, isso só ocorre porque o cérebro executa uma ordem que vai até a medula espinhal e desta para o nervo periférico que inerva os grupos musculares que comandam a mão.


A medula espinhal está conectada ao cérebro, possui mais ou menos 45 cm de comprimento e fica dentro da coluna vertebral. Vai da primeira vértebra cervical, lá em cima do pescoço, até a segunda vértebra lombar. Ao longo da medula saem vários plexos de nervos periféricos para todo o corpo.

Guillain-BarréReparem na divisão da inervação. A parte inferior do corpo é inervada pelos nervos que saem da região da coluna lombar, enquanto que os braços e o tronco pelos nervos da região torácica e cervical. Já dá para saber porque lesões altas na coluna causam tetraplegia com paralisação de todo o corpo e lesões baixas apenas paralisam as pernas.

Os nervos levam e trazem as informações ao cérebro através de impulsos elétricos. Assim como fios encapados, os nervos também são revestidos por uma substância isolante chamada de bainha de mielina. A síndrome de Guillain-Barré ocorre pela produção de auto-anticorpos que atacam e destroem essa bainha de mielina protetora.

Guillain-Barré
O processo inflamatório e a destruição da bainha bloqueiam a passagem do estímulo nervoso. O cérebro dá a ordem, mas ela não chega ao músculos.

Os nervos acometidos são basicamente os motores, com pouco ou nenhum acometimento dos nervos sensitivos. Logo, há incapacidade muscular com pouca ou nenhuma diminuição da sensibilidade.


Sintomas do Guillain-Barré


O quadro clínico é de fraqueza muscular, geralmente iniciada nas pernas e com evolução ascendente. Pode haver desde apenas fraqueza leve até paralisia total dos membros. Em questão de horas/dias a doença começa a subir e acometer outros grupos musculares. Em alguns pacientes o Guillain-Barré progride lentamente e não chega a acometer a parte superior do corpo de modo importante.


O gravidade da doença está nos casos em ocorre acometimento dos músculos respiratórios e da face, com dificuldade para respirar, engolir e manter as vias aéreas abertas. Até 30% dos pacientes precisam de ventilação mecânica.

Guillain-Barré

70% dos casos apresentam também sintomas de taquicardia (coração acelerado), hipertensão/hipotensão, perda da capacidade de suar, arritmias, retenção urinária e constipação intestinal. São chamados sintomas de disautonomia e também ocorrem por alteração dos nervos periféricos.

Em geral, o Guillain-Barré progride por duas semanas, mantém-se estável por mais duas e, então, começa a regredir, um processo que pode durar várias semanas.


Os dois exames complementares que ajudam no diagnóstico são a punção lombar e a eletroneuromiografia.


Por que ocorre a síndrome de Guillain-Barré ?


A produção de auto-anticorpos parece ocorrer por uma reação cruzada entre anticorpos produzidos contra um agente infeccioso e a bainha de mielina. Explicando, alguns micróbios podem ter proteínas semelhantes as presentes na bainha, se o anticorpo for desenvolvido para atacar essa proteína, ele se confunde e acha que a bainha de mielina também é um agente invasor.


Até 2/3 dos doentes com Guillain-Barré referem um quadro de infecção respiratória ou gastrointestinal antes do aparecimento da síndrome. A infecção mais associada é pelo Campylobacter jejuni, uma bactéria que causa gastroenterite.


Outros eventos além de infecções bacterianas associados ao Guillain-Barré são:


- Infecção pelo HIV

- Vacinação
- Traumas
- Cirurgias
- Linfomas 
 - Lúpus
Em muitos casos, o fator desencadeante não é identificado.

Tratamento do Guillain-Barré

Os pacientes devem ser internados para observação, mesmo os com doença leve, uma vez que o acometimento respiratório pode ocorrer rapidamente.

O tratamento se baseia em duas terapêuticas:

- Plasmaferese - Uma espécie de hemodiálise onde se filtra os auto-anticorpos  
 - Imunoglobulinas - Anticorpos contra os auto-anticorpos

Os dois tratamentos são igualmente efetivos e devem ser iniciados dentro das primeiras quatro semanas de doença.


Antigamente usava-se corticóides, mas estes foram abandonados por ausência de benefícios nos trabalhos científicos realizados. Hoje não estão mais indicados.


Em 80% dos casos o paciente se recupera totalmente, ou as sequelas são mínimas e não interferem na qualidade de vida. A mortalidade é de 5% e aproximadamente o mesmo percentual não consegue voltar a andar.
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A Respiração no Canto!!!

“O cantor é um pintor. Sua voz é o pincel, a capacidade de modulação suas tintas, e o espaço sua tela. Sua voz é um instrumento de que ele se utiliza: a arma com a qual combate. Nenhum músico toca um instrumento quebrado, assim como ninguém participa de um duelo com espada enferrujada ou defeituosa”. (SINNEK, 1955).
Voz Cantada exige uma atividade muscular permanente e apta para várias situações. A arte do canto requer a perfeição do aparelho fonador, ou seja, o estado de normalidade é indispensável, afinal não podemos submeter nosso órgão vocal a tamanho esforço sem verificar suas condições anatômicas e fisiológicas; sem antes treiná-lo e prepará-lo. O esforço que utilizado para o canto é maior que do que para a fala. A apropriação da técnica de canto tem por objetivo, desenvolver a voz natural do aluno e o cantor que não possuir essa técnica, poderá utilizar mecanismos compensatórios, predispondo uma fadiga no aparelho fonador e até mesmo alterações significativas em nível de timbre.
O conhecimento e a atualização sobre as técnicas vocais existentes permite um rendimento máximo e longevidade da voz, sendo tal conhecimento um pré-requisito importante para a atuação fonoaudiológica preventiva e clínica.
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Respiração na Voz Cantada
A compreensão sobre o mecanismo respiratório e sua importância no processo fonatório, pode auxiliar no desenvolvimento da resistência vocal e coordenação pneumofônica direcionadas ao canto.
O diafragma desempenha papel muito importante na respiração, pois na fase ativa do ciclo respiratório ele se retifica à medida que o ar entra nos pulmões, porém a idéia de se cantar ou respirar pelo diafragma além de equivocada estava difundida entre professores de canto, atualmente algumas pessoas acreditam que para cantar deve-se “respirar pelo diafragma” .


A respiração para a voz cantada é diferente da voz falada, porque o cantor precisa aprender a regular constantemente o gasto de ar de acordo com a intensidade, a altura tonal, o timbre, a extensão e a duração da frase a ser cantada.
Assim como para outros profissionais, é importante que os cantores sejam submetidos a treinamento de controle dos músculos respiratórios durante a expiração, pois quanto mais longa a frase e a restrição quanto ao número de inspirações, maior o controle e responsabilidade desses músculos. É necessário também um treinamento para ampliação da capacidade de inspiração visto que muitas vezes precisa-se de maior quantidade de ar para falar e cantar.
Considera-se importante e superior a respiração nasal, pelo fato do ar ser purificado, aquecido e umedecido, porém arespiração bucal além de mais rápida, consegue direcionar uma quantidade maior de ar para os pulmões em um tempo muito mais curto, devido ao trajeto percorrido ser menor e a porta de entrada maior.
Portanto, no canto ou mesmo em conversas, é impraticável a respiração unicamente nasal, sendo esta utilizada durante as pausas longas.

Ainda há uma discussão sobre o melhor tipo respiratório para o canto, porém, atualmente não há a valorização deste critério como antigamente, pois as escolas de canto têm priorizado a coordenação entre a respiração e a produção da voz, essa coordenação ou controle é popularmente conhecido comoAPOIO.
Outra questão discutida é em relação à orientação que o aluno recebe para não mover os ombros durante a respiração…
Durante a inspiração se os ombros forem elevados, o limite da caixa torácica será liberado parcialmente, propiciando uma entrada de ar mais rápida, portanto no canto essa manobra pode ser utilizada em situações de exigência de grande fluxo de ar, como em dinâmicas que tenham muita intensidade.
O treino diário é muito importante para a automatização da respiração adequada e para fortalecer os músculos envolvidos. É importante a orientação dos profissionais de canto e do fonoaudiólogo para ter um resultado efetivo e rápido.

http://acaocomunicar.wordpress.com/2012/06/14/a-respiracao-no-canto/

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O que sua voz diz sobre você?

O ser humano não tem uma voz, mas várias, com as quais ele cria emoções, aproxima ou afasta pessoas e, por meio do diálogo, consegue organizar-se, criando sociedades, tornando-se um indivíduo com identidade.


Qualquer emissão humana, desde uma fala encadeada, cantada, até uma simples exclamação, como um “Olá”, um grito ou suspiro, traz com ela informações do indivíduo que a transmite, ou seja, cumpre uma função comunicativa. Já em 1934, um famoso pesquisador alemão (Karl Bühler), enumerou três principais funções:
1. Função de representação – a voz comunica alguma coisa, ou seja, seu uso está relacionado ao conteúdo da mensagem verbal;
2. Função de expressão – a voz revela alguma coisa do falante, como sua idade, seu nível sócio-econômico-cultural, seu estado emocional, entre outros.
3. Função de apelo – a voz deseja e provoca uma reação no ouvinte, o que significa que existe sempre uma intenção, freqüentemente inconsciente, no tipo de voz que se utiliza no discurso.

Podemos citar como exemplo uma pessoa que, ao caminhar chuta uma pedra e emite o grito “AI!”. Se eu estiver aqui no escritório de minha casa e escutar esse grito, imediatamente, estimulada pela minha audição, tecerei as seguintes considerações:
1. Alguém está com dor (representação);
2. Este alguém é do sexo feminino e deve ser jovem (expressão);
3. Sinto pena dessa pessoa (apelo). Assim, a voz é o veículo de nossa inter-relação, de comunicação, um meio de atingir o outro.
É assustador ver um louco que fale sozinho pelas ruas, simplesmente porque não há o outro. A voz é o “tato à distância”, motivo pelo qual certas vozes nos tocam mais profundamente do que outras, dando à mensagem por ela expressa um significado mais especial. É uma experiência diária o fato de identificarmos uma pessoa pela sua voz.
Quando falamos ao telefone com alguém que não conhecemos vai se formando em nossa mente uma série de imagens que nos permitem visualizar nosso interlocutor. O refinamento deste processo é tal que, além de atributos mais simples como sexo, idade e procedência, chegamos a projetar, por vezes, o tipo de estrutura física e as expressões faciais do falante.
Não é à toa que o detector de mentiras, aparelho usado em alguns países como os Estados Unidos, usa a voz como marcador para descobrir se a pessoa está mesmo falando a verdade. Chamada pelos especialistas de espelho da alma, a voz é capaz de entregar a idade, o sexo, a procedência geográfica e, principalmente, o estado emocional de qualquer indivíduo. Sem ela, cerca de 40% dos brasileiros não teriam como trabalhar.
‘Embora quase metade da população use a voz profissionalmente, são poucas as pessoas que realmente se preocupam com ela’, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Laringologia e Voz (SBLV), José Antônio Pinto. ‘Muitos nem percebem que se trata de um elemento imprescindível para a sobrevivência na sociedade’, acrescenta.
Quem costuma dar atenção para a voz, como a apresentadora da Rede Globo, Fátima Bernardes, e a cantora e atriz, Selma Reis, sabe muito bem que todo cuidado é pouco para manter a garganta em forma. ‘Cuidar da voz é como cuidar da pele e do cabelo’, diz Fátima, que se previne da rouquidão e dos incômodos pigarros com água fresca e exercícios específicos para as cordas vocais.
Segundo os especialistas, o problema de voz mais comum entre os brasileiros é a rouquidão, causada principalmente pelo uso excessivo e inadequado da fala e pelo consumo de cigarro e álcool. ‘Os profissionais da voz, como professores, cantores, operadores de telemarketing e vendedores, muitas vezes, não estão preparados para usá-la corretamente’, comenta Sandra de Oliveira, membro do Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo.
 

Por esse motivo, a fonoaudióloga defende o treinamento constante de todos os profissionais da voz. ‘Com um preparo adequado, que inclui técnicas de respiração para não tensionar as cordas vocais, é possível evitar problemas como os nódulos que causam rouquidão crônica e podem tirar a pessoa do trabalho’, explica Sandra.
Para a cantora Selma Reis, o melhor remédio para quando ela está rouca por falar ou cantar demais é repouso. ‘Sigo à risca todas as orientações dos especialistas para não agredir a mucosa da garganta, como não fumar e não beber’, conta.
Foi com a ajuda de uma fonoaudióloga que Selma conseguiu colocar sua voz ‘no foco certo’, ou seja, aperfeiçoá-la. Segundo os especialistas, todos podem ter a voz melhorada, desde que se respeite os limites anatômicos. ‘Para isso, existem várias técnicas de respiração, entonação e ritmo capazes de fazer com que a pessoa se comunique melhor’, diz Sandra.
Para o fonoaudiólogo Simon Wajntraub, a voz denuncia o estado emocional das pessoas e a própria educação. ‘Basta perceber que os tímidos costumam falar baixo e os mimados têm a voz aguda demais, mesmo sendo adultos’, comenta.
Sandra lembra que as pessoas que falam muito rápido geralmente são agitadas. As roucas, muitas vezes, ficaram assim por causa do estresse. ‘Algumas alterações de voz estão relacionadas a problemas emocionais, mas antes de determinar o quadro, solicitamos exames anatômicos das cordas vocais’, conclui.
E você, acha que sua voz condiz com sua personalidade? O que você gostaria de mudar nela?? Comente!! 
http://acaocomunicar.wordpress.com/2012/06/15/o-que-sua-voz-diz-sobre-voce/
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Livros sobre AUTISMO

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Técnicas para obter boa memória


No meio da correria do dia a dia, podemos acabar esquecendo informações valiosas para uma apresentação no trabalho e até mesmo a matéria que estudamos para uma prova ou concurso. Muitas vezes isso acontece por stress, falta de organização, e também por não estabelecermos claramente nossas prioridades em curto, médio e longo prazo.
Todos sabemos que não existe uma fórmula mágica que nos faça lembrar de absolutamente tudo na nossa vida, mas nós sabemos que existem diversas técnicas que podem nos ajudar e muito a organizar as nossas ideias. Por isso, colocamos aqui algumas dicas essenciais para aprimorarmos nossa memória.
Vamos a elas!

1. Entenda profundamente o assunto que você precisa lembrar, pois isso lhe permitirá estabelecer relações com outros assuntos adjacentes que você já domina. Dessa maneira, uma coisa acaba “puxando” a outra.

2. Faça associações também entre o que você precisa lembrar e uma pessoa, lugar, situação ou sentimento. Se você tem um aviso sobre um cliente que ligou a dar ao seu supervisor, por exemplo, procure associar o “cliente” ao “supervisor”, e não o “aviso” ao “supervisor”, pois você pode acabar esquecendo quem era o cliente.

3. Procure algumas vezes ao dia recitar para si mesmo a informação necessária, e também escreva-a mais de uma vez em sua agenda. Isso incentiva a memória auditiva e a memória visual.

4. Se você possui muitas informações para lembrar, quebre-as em categorias menores para administrá-las melhor (e se possível, anote-as em um pedaço de papel). É muito mais fácil memorizar mais informações agrupadas por tópicos / categorias do que uma informação muito complexa dispersa.

5. Você também pode organizar suas informações em pequenas tabelas ou planilhas em sua agenda ou computador. Desse modo, você não ficará com milhares de anotações espalhadas pela mesa e não perderá tempo caso queira consultá-las.

6. Tente sempre colocar algo que venha de você na informação que você precisa guardar. Isto é, procure já lembrar da sua opinião sobre o assunto, os seus pontos de vista. Isso facilita inclusive na hora em que você precisar compartilhar essa informação com alguém.

7. Procure formar uma imagem da informação na sua cabeça criando mind maps. Isso pode ajudar a construir linhas de raciocínio e a não se perder na hora em que precisar usá-la.

8. Mantenha sempre o foco no que há de mais relevante nas suas informações, pois é isso que o guiará na hora de lembrar dos pormenores. Sabendo o que é essencial, fica mais fácil desenvolver qualquer assunto.

9. Faça pequenos jogos e frases criativas. Pegue a primeira letra de cada assunto que você precisa lembrar e tente montar uma palavra conhecida. Essa pode ser uma maneira lúdica de brincar com a sua memória a qualquer momento do dia.

10. Questione-se e teste-se frequentemente. Em um momento em que você estiver com tempo livre, procure dedicar alguns minutos para tentar lembra-se de todo o necessário. Caso não consiga, reveja a informação e adote alguma das técnicas anteriores.

http://blog.methodus.com.br/10-dicas-para-aprimorar-a-memoria
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Seja amigo da sua voz!!!


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Por que as crianças estão cada vez mais infelizes? Depressão, ansiedade?

 * Natalia Cuminale

Uma em cada onze crianças com mais de oito anos de idade está infeliz, segundo um estudo divulgado em janeiro deste ano pela Children’s Society, organização centenária de proteção infantil. Apesar de a pesquisa trazer à tona uma realidade das crianças entre 8 e 16 anos do Reino Unido, especialistas brasileiros em saúde infantil afirmam que esse não é um problema exclusivo das crianças britânicas. No Brasil, a realidade é parecida. Ana Maria Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo, conduziu uma pesquisa com os pais de cerca de 900 crianças de 5 a 9 anos que estudavam em escolas particulares e estaduais.
De acordo com os resultados do estudo, os pais disseram que 22,7% das crianças apresentavam ansiedade; 25,9% tinham problemas de atenção e 21,7% problemas de comportamento. “No início do estudo, esperava encontrar queixas como asma, mas não ansiedade”, diz Ana. Apenas 8% tinham problemas respiratórios e 6,9% eram portadoras de asma. O estudo foi concluído em 2005, mas Ana Maria acredita que se a pesquisa fosse feita hoje, “os níveis de ansiedade e de problemas de comportamento certamente seriam ainda mais altos.”
Mais do que infelizes, as crianças brasileiras também estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas. “Elas estão desconfortáveis com a infância. Esse desconforto aparece de várias formas: como irritabilidade, desatenção, tristeza e falta de ânimo. Muitas vezes, é um comportamento incomum em relação à idade delas”, diz Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Saul Cypel, membro do departamento de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria, traz dados preocupantes: “A impressão que eu tenho é a de que o número de crianças com queixas comportamentais cresceu muito nesses últimos dez anos.” Neste período, segundo Cypel, houve uma transformação do perfil da clínica: se antes as queixas sobre o comportamento infantil correspondiam a 20% dos pacientes, agora são responsáveis por 85% do total de seu consultório de neurologia.
Com uma agenda recheada de atividades extracurriculares, que vão desde aulas de idiomas como inglês e mandarim até as aulas clássicas como balé e futebol, as crianças estão sem tempo para se divertir e descansar, acreditam os médicos. Segundo Cypel, a antecipação de atividades para as quais o indivíduo não está preparado pode desencadear o stress tóxico, que ocorre quando há uma estimulação constante do sistema de resposta ao stress, trazendo prejuízos futuros para as crianças.

“A família introduz uma série de treinamentos, atividades e línguas novas. Na medida em que a criança não consegue dar conta disso, a sensação de fracasso se torna frequente”, explica Cypel. “Com o stress tóxico, ao invés de favorecer o desenvolvimento da criança, os pais acabam limitando-a e desmotivando-a.” Entre as consequências diretas estão a diminuição da autoestima, alterações alimentares (excesso ou falta de apetite), problemas de sono e apatia.
No início deste ano, a Academia Americana de Pediatria lançou um documento que chama a atenção para as evidências de impactos negativos do stress tóxico, com prejuízos posteriores para a aprendizagem, comportamento, desenvolvimento físico e mental. O relatório também sugere que parte dos problemas mentais que ocorrem nos adultos devem ser vistas como transtornos de desenvolvimento que tiveram início na infância.
Ana Maria Escobar acrescenta que a exposição à realidade violenta do Brasil também pode contribuir para uma sensação de ansiedade nas crianças. “Antes, raramente uma criança ouvia falar de um ato de violência. Hoje, elas ficam mais confinadas e têm medo de assaltos e sequestros. Isso com certeza provoca maior stress e ansiedade, além de maior possibilidade de se sentir infeliz, principalmente entre aquelas que vivem nas grandes cidades brasileiras”, diz.

Sinais — O problema é agravado pelo fato de que muitos pais demoram a perceber o que se passa com seus filhos. “Eles acham que o comportamento das crianças é normal”, diz Ana Maria Escobar. Além disso, a dificuldade em administrar o tempo que dedicam à vida profissional e aos filhos muitas vezes impede que os pais percebam os sinais de que algo está errado.
“Muitos pais priorizam a profissão e terceirizam a criação dos filhos. Mas é preciso se questionar: quanto tempo eu passo com meus filhos? Quem são as pessoas que estão criando eles?”, afirma o psiquiatra Francisco Assumpção, da Sociedade Brasileira de Psiquiatria.
Essa é uma preocupação constante na vida da publicitária Flora*, que tem dois filhos, Cecília* e Celso*, de 7 e 9 anos, respectivamente. As crianças, que estudam em período integral na escola, têm uma rotina bastante atribulada. Celso faz aula de inglês, futebol, tênis e deve começar a aprender uma luta neste ano. Cecília também faz inglês, natação e deve começar a praticar ginástica olímpica. “Primeiro, experimentamos uma aula de inglês uma vez por semana, depois colocamos os dois em um esporte”, afirma. “Tem que sentir muito como a criança está lidando com isso. Observar o comportamento para ver se ela está cansada e se o rendimento na escola começa a diminuir”, diz. Flora se preocupou em contratar uma professora de inglês para que as crianças tivessem aulas em casa. Para ela, é melhor opção para evitar o stress desnecessário no trânsito.
Apesar da preocupação, Flora fez alterações na rotina de Cecília. A pequena começou a apresentar sinais de stress. Para descobrir o problema, Flora foi investigar com a filha e percebeu que a natação estava causando o problema. “Ela chorava muito e quando acordava dizia que não queria ir para a escola. Estava diferente do que ela é normalmente”, disse. Flora tirou a filha da natação no ano passado, mas ela já pediu para voltar esse ano, segundo a mãe, que vai observar o desempenho da criança.

Quando é depressão – De acordo com Ivete Gattás, da Unifesp, a depressão afeta 2% das crianças e até 5% dos adolescentes. Sabe-se ainda que a depressão na infância e na adolescência pode influenciar negativamente o desenvolvimento e o desempenho escolar, além de aumentar o risco de abuso de substâncias químicas e de suicídio.
Somente 50% dos adolescentes com depressão recebem o diagnóstico antes de se tornarem adultos. Gattás explica que o transtorno depressivo pode surgir a partir de vários fatores: predisposição genética e associação de fatores ambientais, que podem ser desencadeados pelo stress do dia a dia, sensação de vulnerabilidade, restrição ao desempenho da criança e sobrecarrega de atividades.
“Para caracterizar depressão, a criança deve apresentar mais de cinco sintomas, durante um mês”, afirma Gattás.
Terapia — Estudos já mostraram que a ansiedade durante a infância, se não contornada, pode se transformar em depressão durante a vida adulta. Por isso é necessário prevenir qualquer sintoma, mesmo que ele não seja o suficiente para o diagnóstico da depressão.
Carla*, de oito anos, começou a ter problemas aos cinco. Em seus desenhos, ela sempre aparecia chorando, enquanto suas amigas sorriam. “Ela é muito preocupada com a imagem que os outros têm dela. Se ela percebe que não corresponde ao que os outros esperam, ela se chateia muito”, diz a arquiteta Patrícia*, mãe de Carla.
“Tentamos conversar com ela, mas ela não revelava o que estava acontecendo. Descobri que as crianças na escola faziam um clubinho e que a Carla era sempre excluída”, diz Patrícia. O problema foi solucionado com a troca de sala. A pediatra de Carla indicou um especialista em saúde mental, para prevenir e ajudar a garota a entender a própria ansiedade. Há três anos, ela faz análise uma vez por semana. “Às vezes, ela me pergunta o que eu acho sobre determinado assunto e eu fico em dúvida sobre o que responder. E ela diz: ‘já sei, vou levar isso pra analista’”, conta a mãe.
Para Gattás, o pediatra deve ser treinado na área de saúde mental para diagnosticar problemas da infância e adolescência. “Ele acompanha a criança durante o crescimento e tem uma importância fundamental na orientação dos pais”, diz. “Se não houver uma mudança na forma como os pais lidam com seus filhos, vamos ver um aumento da frequência dos quadros psiquiátricos, mas transtornos de ansiedade e falta de perspectivas para as novas gerações”, diz Assumpção.

*Os nomes das mães e das crianças utilizados nesta reportagem foram trocados com o objetivo de preservar a privacidade dos personagens

Fonte:http://www.unire.com.br
http://silvanapsicopedagoga.blogspot.com.br/search/label/pais
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DISTÚRBIOS / TRANSTORNOS / DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

 
1. DISLEXIA

Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.

Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.
Sinais de Alerta
Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada (vide adiante), mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".

Haverá sempre:
dificuldades com a linguagem e escrita ;
dificuldades em escrever;
dificuldades com a ortografia;
lentidão na aprendizagem da leitura;

Haverá muitas vezes :
disgrafia (letra feia);
discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização’;
dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
dificuldades para compreender textos escritos;
dificuldades em aprender uma segunda língua.

Haverá às vezes:
dificuldades com a linguagem falada;
dificuldade com a percepção espacial;
confusão entre direita e esquerda.

Pré -Escola

Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
Dispersão;
Fraco desenvolvimento da atenção;
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
Dificuldade em aprender rimas e canções;
Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
Dificuldade com quebra cabeça;
Falta de interesse por livros impressos;

O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.

Idade Escolar

Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:· Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
Desatenção e dispersão;
Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
Confusão entre esquerda e direita;
Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)
Troca de letras na escrita;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
Bom desempenho em provas orais.

Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.

Adultos
Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades;
Continuada dificuldade na leitura e escrita;
Memória imediata prejudicada;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
Dificuldade com direita e esquerda;
Dificuldade em organização;
Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.

Fonte: http://www.dislexia.org


2. DISARTRIA

Tem como característica principal a fala lenta e arrastada devido a alterações dos mecanismos nervosos que coordenam os órgãos responsáveis pela fonação. A disartria de origem muscular é resultante de paresia, paralisia ou ataxia dos músculos que intervêm nesta articulação.

A disartria pode ter origem em lesões no sistema nervoso o que altera o controle dos nervos provocando uma má articulação. Podemos encontrar a disatria em pessoas que sofrem de paralisia periférica do nervo hipoglosso (duodéssimo par dos nervos cranianos. Inerva os músculos da língua) pneumogástrico (nervo vago ou décimo par craniano que inerva a laringe, pulmões, esôfago, estômago e a maioria das vísceras abdominais) e facial.

Em pessoas que apresentam esclerose, intoxicação alcoólica, com tumores (malignos ou benignos) no cérebro, cerebelo ou tronco encefálico, traumatismos crânio-encefálicos. No caso de lesões cerebrais, os exames clínicos mostram que as alterações não se manifestam isoladamente estando associada geralmente a outros distúrbios tais como gnósio-apráxicos ou transtornos disfásicos.

Fonte: http://www.psicopedagogiabrasil.com.br


3. DISCALCULIA

A discalculia é uma dificuldade de aprendizagem específica, que afecta os processos relacionados com as habilidades matemáticas. Uma vez que a aprendizagem escolar está fortemente baseada no raciocínio lógico-matemático, a discalculia revela-se como um forte obstáculo para o sucesso escolar.

Estas dificuldades não são consequência de défices cognitivos, visuais ou auditivos, nem o resultado de baixa estimulação escolar.

Existem diferentes tipos de discalculia pelo que se torna fundamental analisar o perfil neuropsicológico e cognitivo, no sentido de se identificarem as principais dificuldades na noção de número, na realização de operações e na resolução de problemas.

Sinais de alerta

Mesmo havendo diferentes tipologias, na generalidade conseguimos identificar alguns sinais que parecem ser mais frequentes, comprometendo as seguintes áreas:

- memória a curto prazo;
- tarefas não-verbais;
- tarefas de orientação espacio-temporal;
- formação e identificação de números;
- cálculo mental;
- manuseamento do dinheiro;
- utilização de símbolos;


4. AFASIA


Afasia é a perda da linguagem causada por lesão no sistema nervoso central que, na maior parte das vezes, ocorre do lado esquerdo do cérebro.
Os quadros de afasia são muito variados. Vão desde a dificuldade de articular bem as palavras até a perda total da linguagem oral e da capacidade de traduzir conceitos em palavras e de simbolização.
A afasia não se manifesta apenas na linguagem oral. Pode manifestar-se também na escrita, porque os pacientes perderam a capacidade de simbolizar, de traduzir o comando cerebral para a linguagem escrita. Em alguns casos, são capazes de escrever sob ditado ou de copiar, mas incapazes de ler o que escreveram. Em outros, trocam ou omitem letras, às vezes, as vogais; às vezes, as consoantes.

Tipos
Dentre os principais tipos de afasia podemos citar a afasia de Wernecke e de Broca e a afasia global.

1) Afasia de Wernecke: caracteriza-se pela fala fluente, ou logorréia, que não faz sentido para quem ouve, embora a pessoa acredite estar falando corretamente e mantenha a entonação adequada. É como se uma linha telefônica com defeito distorcesse ou truncasse as palavras interferindo na comunicação. Em geral, paciente com fala logorréica tem dificuldade de compreensão e de expressão, mas consegue articular as palavras e irrita-se quando não se faz entender. É muito comum, também, o afásico de Wernecke articular palavras que existem, mas que juntas não estabelecem nenhum significado lógico. Quando há falha da compreensão, o prognóstico da afasia é sempre pior.

2) Afasia de Broca: a pessoa preserva a compreensão, mas tem dificuldade para falar porque lhe faltam as palavras. Algumas elegem jargões, uma palavra ou um nome qualquer para diferentes situações e acreditam estar comunicando o que querem dizer.

3) Afasia global: perda total da capacidade de falar, compreender, ler e escrever.

Causas
Acidentes vasculares cerebrais, traumatismos cranianos e encefálicos, tumores cerebrais, infecções e processos degenerativos.

Diagnóstico
O diagnóstico da afasia pressupõe avaliar a capacidade de compreensão e de expressão do paciente. É sempre importante começar pela avaliação sensorial, uma vez que a deficiência auditiva pode interferir no processo de comunicação. Nos casos de hemiplegia provocada por acidentes vasculares cerebrais, é preciso ter certeza de que apenas um lado está comprometido, antes de pedir que a pessoa movimente o outro braço para mostrar que entende o que lhe é pedido.

Tratamento
O tratamento da afasia é feito pela estimulação da linguagem e é planejado especificamente para cada caso. Conhecendo as condições exatas em que se encontra o paciente, o terapeuta irá construir pontes entre as habilidades que permaneceram e as que foram perdidas, valendo-se da plasticidade do sistema nervoso central. A plasticidade neuronal permite estabelecer novas ligações entre os neurônios.
No tratamento da afasia, a estimulação controlada, auditiva e visual, tem por objetivo ajudar a pessoa a construir cadeias para ultrapassar os déficits provocados pela lesão, de modo a tornar as palavras novamente disponíveis.

Recomendações
• É sempre possível melhorar a afasia, embora o nível dos resultados possa depender de alguns fatores como extensão da lesão, motivação e idade do doente e de suas condições gerais de saúde.
• O portador de afasia deve ser estimulado para fazer um tratamento que o ajude a reabilitar as capacidades comprometidas, sejam elas de fala, escrita ou compreensão.

Fonte: http://drauziovarella.ig.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=132

Tabela Afasia:

TIPO DE AFASIA
EMISSÃO
COMPREENSÃO
REPETIÇÃO
LOCALIZAÇÃO
BROCA
Reduzida, podendo haver estereotipias e desintegração fonética
BOA para ordens simples
REGULAR para ordens complexas
Laboriosa com desintegração fonética
Opérculo frontal, ínsula e quadrilátero de Pierre Marie
WERNICKE
Fluida, podendo haver fala logorréica e jargões
MUITO PREJUDICADA
Parafasias
Área de Wernicke
CONDUÇÃO
Fluida, com excessiva auto-correção, sem perceber que atingiu o alvo
PRESERVADA
Parafasias
Giro supramarginal e feixe arqueado
TRANSCORTICAL
MOTORA
Reduzida
Preservada
Preservada
Anterior e superior à área de Broca
TRANSCORTICAL
SENSORIAL
Fluida
Alterada
Preservada; pode haver ecolalia
Parte posterior da zona limítrofe
GLOBAL
PREJUDICADA
PREJUDICADA
PREJUDICADA
Vastas lesões pré e retro-silvianas ou lesões não contíguas das áreas de Broca e Wernicke
ANÔMICA
BOA
BOA
BOA
Lobo temporal

Tabela resumida sobre os sintomas dos diferentes tipos de afasia. O assunto não se esgota aqui, há vasta literatura sobre o assunto. Um livro excelente que aborda o tema é: "Language intervention strategies in aphasia and related neurogenic communication disorders - Roberta Chapey - 2001"

5. DISLALIA

Consiste na má pronúncia das palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando um fonema por outro ou ainda distorcendo-os. A falha na emissão das palavras pode ainda ocorrer a nível de fonemas ou de sílabas. Assim sendo, os sintomas da Dislalia consistem em omissão, substituição ou deformação os fonemas.

De modo geral, a palavra do dislálico é fluida, embora possa ser até ininteligível, podendo o desenvolvimento da linguagem ser normal ou levemente retardado. Não se observam transtornos no movimento dos músculos que intervêm na articulação e emissão da palavra. Em muitos casos, a pronúncia das vogais e dos ditongos costuma ser correta, bem como a habilidade para imitar sons. Não há disfonia nem ronqueira.

Diante do paciente dislálico costuma-se fazer uma pesquisa das condições físicas dos órgãos necessários à emissão das palavras, verifica-se a mobilidade destes órgãos, ou seja, do palato, lábios e língua, assim como a audição, tanto sua quantidade como sua qualidade (percepção) auditiva.

As Dislalia constituem um grupo numeroso de perturbações orgânicas ou funcionais da palavra. No primeiro caso, resultam da malformações ou de alterações de inervação da língua, da abóbada palatina e de qualquer outro órgão da fonação. Encontram-se em casos de malformações congênitas, tais como o lábio leporino ou como conseqüência de traumatismos dos órgãos fonadores. Por outro lado, certas Dislalias são devidas a enfermidades do sistema nervoso central.

Quando não se encontra nenhuma alteração orgânica a que possa ser atribuído a Dislalia, esta é chamada de Dislalia Funcional. Nesses casos, pensa-se em hereditariedade, imitação ou alterações emocionais e, entre essas, nas crianças é comum a Dislalia típica dos hipercinéticos ou hiperativos. Também nos deficientes mentais se observa uma Dislalia, às vezes grave ao ponto da linguagem ser acessível apenas ao grupo familiar.

Até os quatro anos, os erros na linguagem são normais, mas depois dessa fase a criança pode ter problemas se continuar falando errado. A Dislalia, troca de fonemas (sons das letras), pode afetar também a escrita. Na prática o personagem Cebolinha, de Maurício, é um exemplo de criança com Dislalia. Ele troca o som da letra R pelo da letra L.

Alguns fonoaudiólogos consideram que a Dislalia não seja um problema de ordem neurológica, mas de ordem funcional. Segundo eles, o som alterado pode se manifestar de diversas formas, havendo distorções, sons muito próximos mas diferentes do real, omissão, ato em que se deixa de pronunciar algum fonema da palavra, transposições na ordem de apresentação dos fonemas (dizer mánica em vez de máquina, por exemplo) e, por fim, acréscimos de sons. Estas alterações mais comuns caracterizam uma Dislalia. Entretanto, do ponto de vista fisiopatológico, a Dislalia numa criança hipercinética, por exemplo, terá que ser considerada de natureza orgânica, já que tratando a hipercinesia desaparece a Disartria.

Crianças com perdas auditivas leves e moderadas também costumam ter Dislalia, fazendo trocas de alguns fonema, como por exemplo, "t" por "d", "f" por "v", "p" por "b", "q" por "g". Muitas destas crianças, principalmente se estão em fase de alfabetização, apresentam também trocas na escrita. Este tipo de aluno costuma ser desatento na escola, porque tem dificuldade de ouvir a professora. A mãe costuma queixar de que a criança com perda auditiva não atende quando é chamado e/ou ouve o aparelho de som ou a televisão alto demais.

Fonte: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=204

6. ECOLALIA

Ecolalia é a repetição, como um eco, das últimas palavras que chegam ao ouvido do paciente. Em condições patológicas, observa-se nos catatônicos. O fenômeno tem muita semelhança com a perseveração do pensamento, observada nos epilépticos. Os enfermos repetem como um eco não só as palavras que lhes são dirigidas, como partes de uma frase que escutam ao acaso.

Não se pode fazer distinção clara entre a ecolalia manifestada por um esquizofrênico crônico e um enfermo portador de um transtorno cerebral orgânico, pois ambos os pacientes podem ter em comum uma notável alteração dos processos intelectuais e da intencionalidade.

Fonte: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=204


7. AGRAFIA

Agrafia é uma incapacidade para traduzir as idéias por escrito, apesar de não haver nenhum comprometimento psicomotor, da fala ou da compreensão. A linguagem escrita, como uma das formas de expressão do pensamento, pode apresentar alterações significativas.

Assim, a agrafia seria como uma manifestação na escrita das alterações afásicas que ocorrem na linguagem oral e de modo geral, está associada com lesões na parte posterior do giro frontal médio no hemisfério cerebral dominante. Ainda que exista uma dissociação entre a possibilidade de denominar por escrito e verbalmente, a ausência da palavra pode existir tanto na linguagem escrita como na linguagem oral.

A redução da linguagem e o agramatismo apresentam o seu equivalente escrito; o mesmo para o jargão e para as parafasias, cuja escrita constitui, às vezes, um modo de facilitação privilegiada, da mesma forma que ela fornece numerosos exemplos de dissintaxia.

Mesmo que seja corrigida as manifestações gráficas da Afasia, persistirá para sempre uma disortografia rebelde. Portanto, nos escritos dos pacientes afásicos é possível encontrar quase todas as alterações estudadas na linguagem oral.

Fonte: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=ES/Dicionario&letra=A


8. AGITAÇÃO PSICOMOTORA.

Atividade motora excessiva associada à tensão emocional, geralmente é improdutiva e repetitiva. Em alguns casos, são acompanhadas de gritos e lamentos. Normalmente há incapacidade para permanecer sentado, compulsão em mexer muito as mãos, etc. Os estados de agitação psicomotora são comuns em crianças e adolescentes portadores de distúrbio neurológico ou submetidas a situação de estresse onde se sentem pressionados e solicitados além da sua capacidade de resposta. A agitação psicomotora é um forte indício de alteração emocional, e se constitui, quase sempre, em comportamentos diferentes à padronização da comunidade.

Nos quadros de Mania Típica, uma das fases do Transtorno Afetivo Bipolar e que se caracterizam por humor eufórico ou irritável, verborragia, fuga de idéias, comportamento social desinibido, dificuldades de concentração, desatenção, aumento da atividade, necessidade diminuída de sono, a agitação psicomotora costuma estar sempre presente em graus variados.


9.ANSIEDADE

Ansiedade é um estado bio-psicológico onde o ser (humano ou animais, exceto dos répteis para baixo) se encontra mobilizado para uma adaptação necessária. Com certeza, até por uma questão biológica, podemos dizer que a Ansiedade sempre esteve presente na jornada humana desde a caverna até a nave espacial. A novidade é que só agora estamos dando atenção à quantidade, tipos e efeitos dessa Ansiedade sobre o organismo e sobre o psiquismo humanos, de acordo com as concepções da prática clínica, da medicina psicossomática e da psiquiatria.

Nosso potencial ansioso sempre se manteve fisiologicamente presente e sempre carregando consigo o sentimento do medo, sua sombra inseparável. É muito difícil dizer se era diferente o estresse (esta revolução orgânica e psíquica) que acometia o homem das cavernas diante de um urso invasor de sua morada daquilo que sente hoje um cidadão comum diante do assaltante que invade seu lar. Provavelmente não. Faz parte da natureza humana certos sentimentos determinados pelo perigo, pela ameaça, pelo desconhecido e pela perspectiva de sofrimento.

A Ansiedade passou a ser objeto de distúrbios quando o ser humano colocou-a não a serviço de sua sobrevivência, como fazia antes, mas a serviço de sua existência, com o amplo leque de circunstâncias quantitativas e qualitativas desta existência . Assim, o estresse passou a ser o representante emocional da Ansiedade, sua correspondência psíquica e egoicamente determinada. O fato de um evento ser percebido como estressante não depende apenas da natureza do mesmo, como acontece no mundo animal, mas do significado atribuído à este evento pela pessoa, de seus recursos, de suas defesas e de seus mecanismos de enfrentamento. Isso tudo diz respeito mais à personalidade que aos eventos do destino em si.

Embora a Ansiedade favoreça a performance e a adaptação, ela o faz somente até certo ponto, até que nosso organismo atinja um máximo de eficiência. à partir de um ponto excedente a Ansiedade, ao invés de contribuir para a adaptação, concorrerá exatamente para o contrário, ou seja, para a falência da capacidade adaptativa.

Fonte: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=ES/Dicionario&letra=A


10.HIPERATIVIDADE - TDAH

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

Ele é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos.

Sintomas

O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas:

1) Desatenção
2) Hiperatividade-impulsividade

O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente "estabanadas" e com "bicho carpinteiro" ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos ("colocam os carros na frente dos bois"). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.

Causas

Já existem inúmeros estudos em todo o mundo - inclusive no Brasil - demonstrando que a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno não é secundário a fatores culturais (as práticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos.

Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.

O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios).

Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões.

A) Hereditariedade:

Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observações de que nas famílias de portadores de TDAH a presença de parentes também afetados com TDAH era mais freqüente do que nas famílias que não tinham crianças com TDAH. A prevalência da doença entre os parentes das crianças afetadas é cerca de 2 a 10 vezes mais do que na população em geral (isto é chamado de recorrência familial).

Porém, como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorrência dentro da família pode ser devido a influências ambientais, como se a criança aprendesse a se comportar de um modo "desatento" ou "hiperativo" simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que excluiria o papel de genes. Foi preciso, então, comprovar que a recorrência familial era de fato devida a uma predisposição genética, e não somente ao ambiente. Outros tipos de estudos genéticos foram fundamentais para se ter certeza da participação de genes: os estudos com gêmeos e com adotados. Nos estudos com adotados comparam-se pais biológicos e pais adotivos de crianças afetadas, verificando se há diferença na presença do TDAH entre os dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biológicos têm 3 vezes mais TDAH que os pais adotivos.

Os estudos com gêmeos comparam gêmeos univitelinos e gêmeos fraternos (bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presença ou não, tipo, gravidade etc...). Sabendo-se que os gêmeos univitelinos têm 100% de semelhança genética, ao contrário dos fraternos (50% de semelhança genética), se os univitelinos se parecem mais nos sintomas de TDAH do que os fraternos, a única explicação é a participação de componentes genéticos (os pais são iguais, o ambiente é o mesmo, a dieta, etc.). Quanto mais parecidos, ou seja, quanto mais concordam em relação àquelas características, maior é a influência genética para a doença. Realmente, os estudos de gêmeos com TDAH mostraram que os univitelinos são muito mais parecidos (também se diz "concordantes") do que os fraternos, chegando a ter 70% de concordância, o que evidencia uma importante participação de genes na origem do TDAH.

A partir dos dados destes estudos, o próximo passo na pesquisa genética do TDAH foi começar a procurar que genes poderiam ser estes. É importante salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determinação genética, mas sim em predisposição ou influência genética. O que acontece nestes transtornos é que a predisposição genética envolve vários genes, e não um único gene (como é a regra para várias de nossas características físicas, também). Provavelmente não existe, ou não se acredita que exista, um único "gene do TDAH". Além disto, genes podem ter diferentes níveis de atividade, alguns podem estar agindo em alguns pacientes de um modo diferente que em outros; eles interagem entre si, somando-se ainda as influências ambientais. Também existe maior incidência de depressão, transtorno bipolar (antigamente denominado Psicose Maníaco-Depressiva) e abuso de álcool e drogas nos familiares de portadores de TDAH.


B) Substâncias ingeridas na gravidez:

Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal orbital. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma relação de causa e efeito.


C) Sofrimento fetal:

Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que acabaram causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com TDAH. A relação de causa não é clara. Talvez mães com TDAH sejam mais descuidadas e assim possam estar mais predispostas a problemas na gravidez e no parto. Ou seja, a carga genética que ela própria tem (e que passa ao filho) é que estaria influenciando a maior presença de problemas no parto.


D) Exposição a chumbo:

Crianças pequenas que sofreram intoxicação por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, não há nenhuma necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa criança com TDAH, já que isto é raro e pode ser facilmente identificado pela história clínica.


E) Problemas Familiares:

Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais, funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm refutado esta idéia. As dificuldades familiares podem ser mais conseqüência do que causa do TDAH (na criança e mesmo nos pais).

Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas não causá-lo.


F) Outras Causas

Outros fatores já foram aventados e posteriormente abandonados como causa de TDAH:

1. corante amarelo
2. aspartame
3. luz artificial
4. deficiência hormonal (principalmente da tireóide)
5. deficiências vitamínicas na dieta.


Todas estas possíveis causas foram investigadas cientificamente e foram desacreditadas.

Fonte: http://www.tdah.org.br
http://silvanapsicopedagoga.blogspot.com.br/search/label/Ansiedade
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