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Falando sobre ALFABETIZAÇÃO


Sintéticos, analítico-sintéticos, globais. Os professores têm várias ferramentas para que as crianças aprendam a ler e os pais não devem ficar de fora deste processo. Da palavra à letra, da letra à palavra, passando pelas sílabas, os pré-requisitos são fundamentais.

Aprender a ler é um passo importante. Há vários métodos para ensinar a juntar as letras e reproduzir os sons e os professores têm a tarefa de escolher um ou mais para que a aprendizagem aconteça. Os pais têm também um papel importante e brincar ajuda a valorizar o processo. Segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, referentes aos Censos de 2001, enquanto os números recolhidos este ano ainda não são conhecidos, cerca de 9% da população portuguesa é analfabeta.

A UNESCO, organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, revela que cerca de 16% da população adulta mundial não sabe ler nem escrever, dois terços são mulheres. O Dia Internacional da Alfabetização foi assinalado a 8 de setembro. No nosso país, há sinais de melhorias: 52,4% dos jovens dos 15 aos 24 anos afirmam que a leitura é muito importante para a vida pessoal num inquérito feito em março deste ano, no âmbito da avaliação externa do Plano Nacional de Leitura (PNL). Em 2007, a percentagem era de 30,6%. Em cinco anos de existência, o PNL "ajudou a reforçar as competências de leitura" e agora quase 99% dos professores garantem que os seus alunos leem mais.

"O processo de aprendizagem é complexo. O aluno tem de perceber que as letras reproduzem os sons da fala. Hoje, pede-se ao aluno que analise os sons que produz, a língua oral, antes e em paralelo com a aprendizagem da escrita." Ana Rodrigues, professora do 1.º ciclo do Ensino Básico, explica o caminho. Há vários métodos de aprendizagem da leitura e da escrita que se situam entre os sintéticos, analítico-sintéticos e os globais. Mas esta aprendizagem requer alguns pré-requisitos linguísticos, cognitivos e até emocionais.

Ana Rodrigues aproveita o que considera oportuno de cada método para que os seus alunos aprendam a ler. O importante é que os mais pequenos tenham já algumas ferramentas como, por exemplo, uma boa discriminação fonológica. E os professores têm a tarefa de trabalhar os pré-requisitos com os alunos. "Por onde tenho passado, os métodos mais utilizados pelos professores são aqueles que se dizem sintéticos ou analítico-sintéticos", refere. E porque existem diferentes métodos? "Diria que se deve a uma busca pelo método ideal. A pedagogia, a psicologia, a linguística, entre outras, vão sofrendo evoluções e os processos baseados nessas disciplinas, como a aprendizagem da leitura, também", responde.

Ana Rodrigues não reteve uma imagem do momento em que aprendeu a ler. "Não me ficou nenhuma recordação", diz. Mas tem um episódio curioso para contar. Há quatro anos, numa turma mista do 1.º e 4.º anos de escolaridade, constatou que, ao contrário do que seria de esperar, foram os alunos do 4.º ano que mostraram interesse pelas matérias e conteúdos da primeira classe. "Não esperava ver os alunos do 4.º ano completamente fascinados com o processo de aprendizagem da leitura e escrita dos do 1.º ano." "Falámos sobre isso e eles, apesar de terem efetuado a aprendizagem da leitura há pouco tempo, não tinham memória, consciência, do desenrolar desse processo", lembra.

Manuela Sousa, professora do 1.º ciclo, refere que o método mais utilizado para ensinar a ler é aquele que acompanha os manuais, ou seja, o sintético. "É evidente, quer seja este método utilizado ou outro, ele nunca estará a ser utilizado de forma exclusiva", avisa. O professor tem a liberdade de misturar métodos. Para a professora, mais importante do que isso são as estratégias utilizadas.

"É necessário haver estratégia, gestão e todo um conjunto de criatividade que permitam ao aluno aprender." A estratégia não pode caminhar em apenas um sentido e os conhecimentos que o aluno tem são importantíssimos para juntar as letras e começar a ler. "Acredito que antes de iniciar qualquer tipo de aprendizagem na leitura e escrita de palavras, frases, textos, há que insistir na parte fonológica. Porque o ‘a' não tem sempre o mesmo som", explica. Para Manuela Sousa, não há uma melhor maneira de as crianças aprenderem a ler. "Há um professor, um orientador".

Neste momento, a articulação entre o pré-escolar e o 1.º ciclo acaba por espicaçar a curiosidade dos mais pequenos que têm ao dispor livros do Plano Nacional da Leitura e que se habituam à presença das letras cada vez mais cedo. Joaquina Quintas, professora do 1.º ciclo, também refere que há vários métodos para ensinar a ler e a escrever. Da palavra à letra, ou da letra à sílaba e depois à palavra, ou das histórias que conduzem à letra, há de tudo um pouco para abrir as portas ao mundo das letras. "Não há um método rígido".

"Normalmente, acaba por haver uma fusão de métodos para uma melhor aprendizagem da leitura e da escrita." Os professores podem escolher e adaptar o que acharem mais conveniente ao grupo que encontram pela frente. Este ano, com o plano de leitura da Língua Portuguesa, os docentes acabam por ter mais formação na área. E se há um aluno que se atrasa? "O professor pode usar outras maneiras de estar no grupo, outro método."

Joaquina Quintas aprendeu a ler da maneira tradicional, da letra à palavra, pela memorização. Há mais de 30 anos no ensino, a experiência mostra-lhe que hoje as crianças aprendem a ler mais cedo e com menos dificuldades. "Têm contacto direto com os livros a partir do pré-escolar, dos três anos, e há muitos jogos didáticos magnéticos, para construírem palavras." Há mais contacto com a TV e com os computadores. A professora do 1.º ciclo chegou a ter alunos que aprenderam a ler com o antigo programa da RTP "Rua Sésamo". Há uma nova maneira de estar que naturalmente se reflete quando os mais pequenos dão os primeiros passos na escola.

Aprender a brincar

Maria José Araújo, professora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, adianta que as crianças aprendem cada vez mais cedo a ler e a escrever ao observar e ao interagir com os adultos e amigos "em aprendizagens focadas em rotinas, histórias e atividades sociais diferenciadas". "Há uma diferença entre colocar crianças a memorizar letras e números, a fazer fichas estandardizadas sem significado social, e o uso de diferentes formas de grafismo e registo que permitem às crianças a possibilidade de usufruir de uma aprendizagem pela descoberta", sustenta.

Literacia é uma prática social. As crianças devem perceber o interesse e a importância do ato de ler e escrever para que se sintam estimuladas por esse processo enquanto atividade social. Maria José Araújo revela que "há diversos estudos que mostram que os aspetos criativos e lúdicos de introdução e valorização regular da atividade de leitura e escrita, facilitando a consciencialização do que está a ser aprendido - mensagens escritas, etiquetagem de cabides e materiais pessoais, ilustrações, vocabulário visual, desenhos, recados, jogos, coleções de objetos, embalagens, etc. -, são especialmente adequados para incentivar as crianças ao desenvolvimento da linguagem escrita".

Os interesses são diferentes, os níveis e conhecimentos acerca da literacia variam, cada família e cada instituição têm diferentes formas e recursos para incentivar as aprendizagens. As crianças aprendem muito ao brincar, ao jogar, ao imaginar e fantasiar. E os mais velhos têm um papel importante nesse processo. "As crianças vão ao supermercado, ao hospital e a outras instituições onde exercitam constantemente a sua capacidade de leitura. É muito importante pensar no papel do adulto nesta forma de as crianças brincarem, pois é uma vantagem muito grande para a aprendizagem da leitura como prática de cidadania", refere.

Os pais sabem que brincar é fundamental, mas no correr do quotidiano e nas rotinas, esse ato acaba muitas vezes por ser desvalorizado. Ao brincar, os pais podem ajudar os filhos na prática da leitura e na escrita formal. "As consequências para as crianças que não aprendem a ler e escrever são muito grandes, quer a nível pessoal e psicológico, quer a nível social, com implicações a longo prazo", repara. De forma a prevenir essas dificuldades, as investigações sobre o assunto não param. Brincar surge como uma vantagem neste processo. "Muitos professores argumentam que as crianças que têm mais facilidade de aprendizagem dos conteúdos, que exigem desenvolvimento cognitivo na escola, são aquelas que mais brincaram".

FONTE DE CONSULTA: http://www.educare.pt/educare/Atualidade.Noticia.aspx?contentid=90393CF58673521CE0400A0AB8001D4F&opsel=1&channelid=0
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Desenvolvimento Linguístico

 


 
Quantos pais se questionam sobre se os seus filhos estão a seguir um desenvolvimento linguístico normal? Certamente serão mais do que aqueles que imaginamos.
Muitas vezes somos abordados por estes pais que nos procuram para satisfazer as suas dúvidas. “Será normal ele ainda não fazer isto?”, “Até que idade é que é normal que não se perceba o que o meu filho diz?”. Perguntas normais cujas respostas variam de criança para criança, de família para família.
O desenvolvimento da linguagem não é estanque e, está sujeito a pequenas variações pelo que é necessário olhar para a literatura como uma linha orientadora e não como uma regra obrigatória.
 
Assim, apresentam-se algumas características das etapas de forma a guiar e ajudar os pais durante o desenvolvimento linguísticos das suas crianças.
 
 
                             1 Ano
Compreensão verbal
·         Três palavras no mínimo
·         Entende o não e o seu nome
Expressão verbal
·         Diz a primeira palavra
·         Usa muito a lalação (balbuciar, palrar)
·         Tenta repetir sons produzidos por outros
·         Usa a entoação durante a sua lalação de forma aproximada à fala
·         Direciona gestos e sons para outras pessoas
Articulação
·         Balbucio
Pragmática
·         Grita ou tosse para chamar a atenção
·         Atira objetos que não quer
·         Diz “adeus”
·         Estende os braços para que lhe peguem ao colo
·         Aproxima-se para pedir um objeto
·         Repete as ações que observa
                              2 Anos
Compreensão verbal
·         Compreende aproximadamente 300 palavras
·         Compreende ordens simples
·         Reconhece objetos, pessoas, animais de estimação, familiares e algumas partes do corpo
Expressão verbal
·         Diz palavras isoladas
·         Combina duas palavras na mesma frase
·         Vocabulário de 200 palavras
·         As palavras são majoritariamente substantivos, mas começam a aumentar o número de verbos
·         Omite os artigos e verbos auxiliares das frases
·         Produz sons de animais
Articulação
·         Majoritariamente vogais
·         50% do seu discurso são perceptíveis
Pragmática
·         Bastante comunicativo
·         Gosta de histórias
·         Fala sozinho
·         Provoca, rabuja ou avisa usando gestos e vocalizações
·         Faz diálogos curtos e exprime emoções
·         Começa a usar a linguagem de forma imaginativa
   3 Anos
Compreensão verbal
·         Compreende um vocabulário variado
·         Executa ordens mais complexas com duas ações
·         Identifica categorias de nomes, noções espaciais e objetos pelo uso
·         Mostra interesse nas explicações “porque” e “como”
Expressão verbal
·         Frases telegráficas (frases curtas e segmentadas), com uma média de 4 palavras
·         Vocabulário médio de 900 palavras
·         Descreve ações num livro e experiências imediatas
·         Faz perguntas
·         Usa pronomes pessoais (eu, tu, ele, comigo, contigo, nós, etc.)
Articulação
·         Consolidação das consoantes labiais (/p, b, m/)
·         75% do seu discurso são perceptíveis
·         Redução dos grupos consonânticos, omissões de sílabas ou repetições, anteriorização de consoantes posteriores
Pragmática
·         Fala muito, com diálogos longos
·         Anuncia intenções e respeita a vez
·         Chama a atenção sobre si com palavras como “olá”
4 Anos
Compreensão verbal
·         Vocabulário extenso
·         Entende as relações causais
·         Compreende histórias simples e frases mais complexas
·         Reconhece plurais, pronomes que diferenciam os sexos e adjetivos
Expressão verbal
·         Frases gramaticais
·         Produz de 900 a 1500 palavras
·         Apresenta ainda algumas alterações na estrutura das frases
·         Controla e exerce crítica sobre os outros
·         Completa analogia opostas (ex: o irmão é um menino, a irmã é uma…)
·         Usa frases com ordens e frases compostas
Articulação
·         Consolida as consoantes oclusivas (/p, b, t, d, k, g/)
·         95% do seu discurso são perceptíveis
·         Faz redução dos grupos consonânticos
Pragmática
·         Descreve o passado
·         Gosta de rimas
·         Pede autorização
·         Usa a linguagem para fantasiar e dizer piadas
·         Corrige os outros e auto-corrige-se quando o outro não compreende
   5 Anos
Compreensão verbal
·         Entende palavras mais abstratas
·         Reconhece relações entre palavras
·         Obedece a ordens complexas
·         Compreende frases complexas subordinadas
Expressão verbal
·         Frases complexas com poucos erros gramaticais
·         Consegue definir palavras
·         Produz cerca de 2000 palavras
·         Usa conjunções e preposições
·         Conta histórias sobre si mesmo
Articulação
·         Consolida as fricativas (/f, v, s, z, x, j/)
·         100% do seu discurso são perceptíveis
Pragmática
·         Aprende a manipular através da linguagem
·         Faz pedidos indiretos
·         Narrativas caracterizadas por terem uma sequência de acontecimentos mas sem personagem principal
    6 Anos
Compreensão verbal
·         Compreende sensivelmente tudo o que lhe seja transmitido pelo adulto ou pelo grupo de pares
·         Compreende a noção de oposto, tempo
·         Compreende aproximadamente 13000 palavras
Expressão verbal
·         Usa cerca de 2500 palavras
·         Usa todas as estruturas frásicas, pronomes e verbos irregulares
·         Recorre a adjetivos comparativos e superlativos
·         Relata narrativas fantasiosas
·         Troca informações e conta histórias familiares
·         Nomeia algumas letras do alfabeto
Articulação
·         Discurso passível de ser comparado ao discurso do adulto
Pragmática
·         Narrativas com tema central e personagem principal
·         Faz ameaças e insultos
·         Faz promessas e é capaz de fazer elogios
 
Fonte:  http://fono-audiologia.blogspot.com.br
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Perceba como VOCÊ afeta a Comunicação de seu filho

 
Embora a forma de você interagir com seu filho dependa da sua personalidade e da dele, há alguns papéis comuns que todos os pais tendem a assumir. Vamos dialogar sobre esses papéis, quando eles são úteis para a aprendizagem do seu filho e quando não são.
 
O Papel do “Ajudante/Professor”
Quando seu filho parece não saber como fazer coisas ou não consegue se comunicar, é natural querer ajudá-lo. Mas se você fizer as coisas para seu filho sempre, ele não terá a oportunidade de mostrar que consegue fazer mais do que você poderia esperar.
Muitas vezes, contudo, seu filho pode não entender o que você espera que ele faça. Nesses casos, vai precisar que você seja o seu “Ajudante”.
A Regra do Ajudante
A “Regra do Ajudante”, a seguir, vai ajudá-lo a identificar quando convém ser o Ajudante de seu filho, e o que você pode fazer para dar a ajuda que ele precisa: Peça uma vez e espere. Peça de novo, acrescentando ajuda. Peça para seu filho fazer algo e espere a resposta. Se não responder, peça de novo. Ao mesmo tempo, guie-o delicadamente para fazer o que você pediu.
Negrito 
O Papel do “Não Perturbe”
Se o seu filho não se mostra interessado em interagir com você e raramente demanda sua atenção, é tentador acreditar que é o seu jeito de mostrar independência. Emboratodas as crianças precisem mesmo de tempo para elas mesmas, é importante que seu filho aprenda a interagir, coisa que não poderá fazer sozinho. Persista nas tentativas de se juntar ao seu filho no que ele estiver fazendo. Por exemplo, se ele está assistindo televisão sozinho, sente bem ao lado no sofá. Ou se ele está brincando com um barbante, tente puxar o barbante até obter sua atenção.
Ele pode ficar bravo e empurrar você; mesmo assim, isto é preferível a não haver interação. Depois que começar a interagir mais com seu filho, pode ser que enfim ele perceba que brincar pode ser mais divertido se você estiver junto.
 
O Papel do “Atarefado”
Às vezes a vida parece uma corrida contra o relógio. Pense em todas as coisas que tem que fazer de manhã: levantar-se, tomar banho, vestir seu filho, fazer café da manhã, fazer as camas, levar o cachorro para passear, etc. Você provavelmente vive correndo para cumprir sua agenda. Todos esses momentos apressados são momentos nas quais seu filho poderia estar aprendendo algo. Se, por um lado, nem sempre é possível diminuir o ritmo, por outro, cinco minutos extras no café da manhã ou quando estão se vestindo podem fazer a diferença. Lembre-se que seu filho precisa de mais tempo para entender o que está acontecendo à sua volta e para pensar sobre o que deve fazer ou dizer. Ele aprenderá melhor quando você “parar de apostar corrida e diminuir o ritmo”!
 
O Papel do “Parceiro”
Você e seu filho provavelmente brincam juntos, como de Cócegas ou Achou! Mesmo quando você não está ensinando habilidades específicas ao seu filho durante essas brincadeiras, ele está aprendendo muito sobre comunicação por ter você como “Parceiro” de brincadeira. Conforme seu filho entende mais e se torna um comunicador mais capaz, precisará de menos orientações suas. Em outras palavras, quando ele consegue fazer e falar mais, você pode fazer e falar menos! Se fizer perguntas e sugestões demais, poderá inibir seu filho a iniciar suas próprias conversas. Quando você está no papeldo Parceiro, deixe seu filho conduzir e responda ao que ele fizer.
 
O Papel do “Animador”
Todas as crianças se beneficiam de um “oba!” e um abraço. Quando você recompensa as tentativas de seu filho de entender e se comunicar, aumenta a chance de que ele tente de novo. Mas a forma de fazer o elogio também é importante. Por exemplo, quando seu filho bebe todo o leite, você pode dizer “Muito bem!”. Embora seu filho perceba que você está feliz, pode não entender o que as palavras “muito bem” significam. Faça um elogio descritivo que diga exatamente por que está fazendo festa para ele. Depois que ele terminar o leite, diga algo como “Oba! Tomou todo o leite!”. Assim, ele consegue fazer a conexão entre suas palavras e as ações dele. Contudo, esteja atento, pois pode confundir seu filho com o elogio. Imagine-se contando algo importante para uma amiga e que, no meio da conversa, ela dissesse “Muito bem, você falou!”. Você provavelmente acharia estranho sua amiga interrompê-lo e poderia esquecer sobre o que estava falando. Seu filho pode ficar meio confuso se você interromper com elogios as tentativas dele de se comunicar.
 
 Livro Mais do que palavras (Fern Sussman)
 
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Atividades Psicomotoras Infantis

1. Atividades na área de Comunicação e Expressão

   a. Exercícios Fonoarticulatórios:

   1)    Fazer caretas que expressem tristeza, alegria, raiva, susto, etc.
 
         2)   Jogar beijos.
         3)    Fazer bochechos, com e sem água.
        4)    Assoprar apitos e língua de sogra.
 
        5)    Fazer bolhas de sabão.
  
b. Exercícios respiratórios:

        1)    Inspirar pelo nariz e expirar pela boca.
        2)    Inspirar e expirar pelo nariz.
        3)    Inspirar e expirar pela boca.
        4)    Inspirar, prender o ar por alguns momento, expirar.
        5)    Aprender a assuar o nariz, usando um lenço e tapando ora uma narina, ora outra.

   c. Exercícios de expressão verbal e gestual:

     1)    Contar o que vê em fotos ou gravuras, começar com gravuras que contenham poucos elementos.
      2)    Contar a história de seus próprios desenhos.Brincar de "o que é o que é"? Uma criança diz : "É redonda, serve para jogar e para chutar". A resposta é: "Uma bola".
      3)    Imitar ondas do mar, mesa, animais, etc., somente com gestos.
     4)    Imitar algo, somente com gestos, para os colegas advinharem o que é, se for preciso, usar sons.
     
2.    Atividades na Área da Percepção

                                                                                                                                                   
a.Exercícios de Percepção Tátil:

1)   Apalpar sacos e pacotes com as mãos, a fim de adivinhar que objetos estão dentro.
2)  Reconhecer colegas pelo tato. Andar descalço em lama, água, areia, terra, madeira, contando depois o que sentiu. 
3)Manipular objetos de madeira para poder experimentar variações de temperatura (quente, gelado, morno).
4)Manipular objetos de madeira para poder experimentar variações de tamanho (pequeno, médio, grande).

b. Exercícios de Percepção Gustativa:

1)     Experimentar coisas que têm e que não tem gosto.
2)     Provar alimentos em diferentes temperaturas.
3)     Provar alimentos fritos, assados, cozidos, crus.
4)     Provar alimentos sólidos, líquidos, crocantes, macios, duros.
5)     Provar e comparar alimentos da mesma cor, mas sabores bem diferente: sal, açúcar, farinha de trigo comum, farinha de mandioca crua.

c. Exercícios de Percepção Olfativa:

1)     Experimentar coisas que têm e que não têm cheiro.
2)     Experimentar odores fortes e fracos, agradáveis e desagradáveis em materiais como: vinagre, álcool, café, perfumes.

d. Exercícios de Percepção Auditiva:

1)     Identificar e imitar sons e ruídos produzidos por animais e fenômenos da natureza.
2)     Procurar a fonte de onde se origina determinado som.
3)     Brincar de cobra cega.
4)     Tocar instrumentos musicais.
5)     Fazer rimas com palavras.

 
e. Exercícios de Percepção Visual:
1)     Identificar o branco e o preto.
2)     Reconhecer, entre muitos, objetos que têm as cores primárias - vermelho, azul e amarelo.
3)     Agrupar objetos de acordo com suas cores.
4)     Agrupar objetos de acordo com suas formas.
5)     Montar quebra-cabeças simples.

2.    2 Atividades na área da coordenação

a. Exercícios de coordenação dinâmica global:

1)     Sentar-se no chão como alguns índios, com as pernas e braços cruzados.
2)     Engatinhar bem rápido.
3)     Correr imitando animais.
4)     Correr segurando uma bola.
5)     Arremessar bolas para um colega.

b. Exercícios de coordenação visomanual ou fina:

Exercícios Gerais:

1)     Modelar com massa e barro.• Grampear com grampeador. • Folhear livros e revistas, folha por folha. • Brincar com iô-iô.• Martelar, parafusar.

Exercícios Específicos:

1)    Rasgar papel livremente utilizando, de início, papéis que não ofereçam muita resistência ao serem rasgados.
2)     Rasgar papel em pedaços grandes, em tiras, em pedaços pequenos.

Recortar com tesoura:

1)     Treinar o modo de segurar a tesoura e seu manuseio, cortando o ar, sem papel
2)     Recortar vários tipos de papel com a tesoura livremente.
3)     Recortar tiras de papel largas e compridas.
4)     Recortar formas geométricas e figuras simples desenhadas em papel dobrado.

Colar:

1)     Colar recortes em folha de papel, livremente.
2)     Colar recortes em folha de papel, apenas numa área determinada.
3)     Colar recortes sobre apenas uma linha vertical.
4)     Colar recortes sobre apenas uma linha horizontal.
5)     Colar recortes sobre apenas uma linha diagonal.

Modelar:
1)     Modelar com massa e argila e formas circulares, esféricas, achatadas nos pólos (como tomate), ovais, cônicas (como cenoura), cilíndricas (como pau de vassoura), quadrangulares (como tijolo), etc.

Perfurar:

1)     Perfurar livremente uma folha de isopor com agulha de tricô ou caneta de ponta fina sem carga.
2)     Perfurar folha de cartolina em seqüência semelhante à proposta para o trabalho com isopor.
3)     Perfurar o contorno de figuras desenhadas em cartolina e procurar recortá-las apenas perfurando.

Bordar:

1)     Enfiar macarrão e contas em fio de náilon ou de plástico.
2)     De início as contas e o macarrão terão orifícios graúdos e o fio será bem grosso e firme. Numa segunda etapa, o material deverá ter orifícios menores e os fios deverão ser mais finos e flexíveis.
3)     Bordar em talagarça.
4)     Alinhavar em cartões de cartolina.
5)     Pregar botões.

Manchar e traçar:

1)     Fazer os quatro exercícios seguintes usando inicialmente giz de cera e depois pincel e tinta, lápis de cor e lápis preto.
2)     Fazer manchas em folha de papel, livremente.
3)     Fazer manchas dentro de figuras grandes.
4)     Fazer manchas sobre uma linha.
5)     Fazer manchas entre linhas paralelas, de início distantes e depois mais próximas.
6)     Passar andando por dentro de caminhos feitos com cordas estendidas no chão, como pré-requisito para realizar os exercícios que se seguem.
7)     Com caneta hidrográfica passar um traço entre duas linhas paralelas.
8)     No papel sulfite, entre as linhas paralelas, traçar várias linhas com lápis de cor, cada uma de uma cor (traço do arco-íris).
9)     Traçar linhas sobre desenhos e letras pontilhadas em papel sulfite.

Pintar:

1)     Pintar áreas delimitadas por formas geométricas e partes de desenhos de objetos.

Dobrar:
1)     
     Dobrar folha de papel ao meio, na altura de linhas pontilhadas (horizontais e verticais) marcadas na folha.
2)       Dobrar guardanapos de papel e de pano em retas perpendiculares e diagonais em relação às bordas.
3)    Dobrar papel e montar figuras (cachorro, chapéu, sapo, flor, etc.)

c. Exercícios grafomotores:

1)  Passar o dedo indicador da mão dominante sobre uma reta horizontal traçada pelo educador, com giz, no quadro. Seguir a orientação da esquerda para a direita.
2)  Com o dedo indicador, traçar uma mesma reta no ar, de olhos abertos. Repetir o exercício de olhos fechados.
3)  Passar giz sobre o traço feito pelo educador. Fazer outros traços iguais ao lado.
4)  Pintar o mesmo traço em papel, com pincel grosso e tinta.

d. Exercícios de Coordenação Visual:

1)    Seguir com os olhos e a cabeça o movimento de um objeto manipulado pelo educador.
2)    Andar ao redor de um objeto, sem desviar os olhos dele.
3)    Fixar os olhos sobre um objeto imóvel, por alguns segundos.
4)    Seguir apenas com os olhos movimentos de objetos: de baixo para cima, da direita para a esquerda, etc.

4  Atividades na Área de Orientação

1. Exercícios de orientação temporal:
1)  Ouvir histórias, ou músicas que contenham histórias, e depois contar a seqüência dos fatos.
2)  Ordenar cartões com figuras e formas e recompor uma história com início, meio e fim.
3)  Observar animais (mosca, lesma, largatixa, gato, tartaruga, etc.) e dizer quais são os mais velozes e os mais lentos.
4)  Mover carrinhos rápida e lentamente, seguindo instruções do professor. Plantar feijões e observar o seu crescimento.
5)  Posteriormente, o professor e as crianças desenharão a história da vida do feijão, passando pelas etapas do seu desenvolvimento, da semente até a planta adulta.
2 Exercícios de orientação espacial:

1)  Andar pela sala explorando o ambiente e os objetos, inicialmente de olhos abertos e depois de olhos fechados.
2)  Montar quebra-cabeças. Jogar amarelinha.
3)  Responder onde está o céu, o teto, o chão, a lâmpada, com palavras como: em cima, atrás, etc.
4)  Andar pela sala e pelo pátio seguindo a direção indicada por setas pintadas no chão.
5 Exercícios de Conhecimento Corporal e lateralidade:
1 Exercícios de conhecimento corporal:
1)  Nomear partes do próprio corpo, do corpo dos colegas, do corpo de bonecos.
2)  Juntar as partes de um boneco desmontável.
3)  Completar o desenho de uma figura humana com o que estiver faltando.
4)  Deixar o corpo cair, em bloco, sobre o colchão.
5)  Exercitar tensão e relaxamento no corpo (amolecer, murchar, endurecer, etc.)

2 Exercícios de Lateralidade:
1)  Colocar fitas vermelhas no pulso e tornozelo do lado direito e realizar exercícios que peçam movimentos como: erguer a mão direita, abaixar a mão esquerda, erguer o braço direito e abaixar o esquerdo, etc.
2)  Colocar a mão sobre contornos de mãos desenhados no quadro, rapidamente, como se estivesse dando um tapa. Colocar a mão na mesma posição da mão desenhada.
3)  Seguindo a solicitação do professor, desenhar ou colocar objetos no lado direito ou esquerdo de uma folha de papel dividida ao meio verticalmente, e marcada com as inscrições direita e esquerda nos lados correspondentes.
4)  Colocar os pés sobre os contornos de pés desenhados no chão, direito sobre direito, esquerdo sobre esquerdo.

6 Atividades da área de habilidades conceituais
1)  Observar uma coleção de objetos pequenos misturados: pedrinhas, botões, conchas, grãos de milho, bolinhas de vidro, clipes, etc. Separar esses objetos pela classe a que pertencem: conjunto de pedras, de botões, de clipes.
2)  Seriar objetos de acordo com o tamanho (do menor para o maior), com a cor (da mais clara à mais escura), com a espessura ( do mais fino para o mais grosso), conservando a mesma categoria.
3)  Distribuir o mesmo número de objetos, observando que a quantidade não se altera quando modificamos sua posição.
4)  Cortar frutas ao meio para dividi-las com um colega (dois pedaços: um para cada um).
5)  Organizar armários, separando peças iguais e deixando-as próximas.
6)  Jogos (contribuem para desenvolvimento de noções matemáticas): pega-varetas, memória, dominó, etc.
7)  Exercícios com blocos lógicos de vários tamanhos, espessura, cor, forma.
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