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Problemas de aprendizagem em crianças

Os problemas de aprendizagem afetam 1 em cada 10 crianças em idade escolar. São problemas que podem ser detectados em crianças a partir dos 5 anos de idade e constituem uma grande preocupação para muitos pais, já que afetam o rendimento escolar e as relações interpessoais dos seus filhos.

Como identificar os problemas na aprendizagem 

Uma criança com problemas de aprendizagem, pode ter um nível normal de inteligência, de acuidade visual e auditiva. É uma criança que se esforça em seguir as instruções, em concentrar-se, e portar-se bem em sua casa e na escola. Sua dificuldade está em captar, processar e dominar as tarefas e informações, e logo a desenvolvê-las posteriormente. A criança com esse problema não pode fazer o que outros com o mesmo nível de inteligência podem conseguir.
A criança com problemas específicos de aprendizagem tem padrões pouco usuais em perceber as coisas no ambiente externo. Seus padrões neurológicos são diferentes das outras crianças da mesma idade. No entanto, têm em comum algum tipo de fracasso na escola ou em sua comunidade.

Como detectar problemas de aprendizagem nas crianças

Não é nada difícil detectar quando uma criança está tendo problemas para processar as informações e a formação que recebe. Os pais devem estar atentos e conscientes dos sinais mais frequentes que indicam a presença de um problema de aprendizagem, quando a criança:
- Apresenta dificuldade para entender e seguir tarefas e instruções.
- Apresenta dificuldade para relembrar o que alguém acaba de dizer.
- Não domina as destrezas básicas de leitura, soletração, escrita e/ou matemática, pelo que fracassa no trabalho escolar.
- Apresenta dificuldade para distinguir entre a direita e a esquerda, para identificar palavras, etc. Sua tendência é escrever as letras, palavras ou números ao contrário.
- Falta-lhe coordenação ao caminhar, fazer esportes ou completar atividades simples, tais como apontar um lápis ou amarrar o cordão do sapato.
- Apresenta facilidade para perder ou extraviar seu material escolar, como os livros e outros artigos.
- Tem dificuldade para entender o conceito de tempo, confundindo o “ontem”, com o “hoje” e/ou “amanhã”.
- Manifesta irritação ou excitação com facilidade.

Características dos problemas de aprendizagem

As crianças que têm problemas de aprendizagem, com frequência apresentam, segundo a lista obtida do “When Learning is a Problem/LDA (Learning Disabilities Association of America)”, características e/ou deficiências em:
Leitura (visão)
A criança se aproxima muito do livro; diz palavras em voz alta; assina, substitui, omite e inverte as palavras; vê duplicado, pula e lê a mesma linha duas vezes; não lê com fluidez; tem pouca compreensão na leitura oral; omite consoantes finais na leitura oral; pestaneja em excesso; fica vesgo ao ler; tende a esfregar os olhos e queixar-se de que coçam; apresentam problemas de limitação visual, soletração pobre, entre outras.
EscritaA criança inverte e troca letras maiúsculas; não deixa espaço entre palavras e não escreve em cima das linhas; pega o lápis desajeitado e não tem definido se é destro ou canhoto; move e coloca o papel de maneira incorreta; trata de escrever com o dedo; tem o pensamento pouco organizado e uma postura pobre, etc.
Auditivo e verbal
A criança apresenta apatia, resfriado, alergia e/ou asma com frequência; pronuncia mal as palavras; respira pela boca, queixa-se de problemas do ouvido; sente-se enjoado; fica branco quando lhe falam; depende de outros visualmente e observa o professor de perto; não pode seguir mais de uma instrução por vez; põe a televisão e o rádio em volume muito alto, etc.
Matemáticas
O aluno inverte os números; tem dificuldade para saber a hora; pobre compreensão e memória dos números; não responde a dados matemáticos, etc.
Social / Emocional
Criança hiperativa, com baixa auto-estima e atenção.

COMO LIDAR COM CRIANÇAS QUE TEM DIFICULDADE EM APRENDER

O termo 'dificuldade de aprendizagem' começou a ser usado na década de 60 e até hoje - na maioria das vezes - é confundido por pais e professores como uma simples desatenção em sala de aula ou 'espírito bagunceiro' das crianças. Mas a dificuldade de aprendizagem refere-se a um distúrbio - que pode ser gerado por uma série de problemas cognitivos ou emocionais - que pode afetar qualquer área do desempenho escolar.

Na maioria dos casos é o professor o primeiro a identificar que a criança está com alguma dificuldade, mas os pais e demais membros da família devem ficar atentos ao desenvolvimento e ao comportamento da criança.
Segundo especialistas, as crianças com dificuldades de aprendizagem podem apresentar desde cedo um maior atraso no desenvolvimento da fala e dos movimentos do que o considerado 'normal'.
Mas os pais têm que ter cuidado para não confundir o desenvolvimento normal com a dificuldade de aprender. A psicóloga Maura Tavares Rech, especialista em psicoterapia infantil, afirma que "toda a criança tem um processo diferente de desenvolvimento - umas aprendem a andar mais cedo, outras falam mais cedo - e isso é absolutamente normal, não existe um 'padrão' de desenvolvimento. Portanto é importante que os pais respeitem o desenvolvimento geral da criança. Nesta fase o pediatra torna-se um grande aliado dos pais", diz a psicóloga.
Crianças com dificuldades de aprendizagem geralmente apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares gerados por um sentimento de incapacidade, que leva à frustração.
Neste caso, a orientação da psicóloga é de "valorizar o que a criança sabe para fortalecer sua auto-estima". Mostrar para a criança o quanto ela e boa em tarefas na qual ela tem habilidade e incentivá-la a desenvolver outras tarefas nas quais ela não é tão boa, é fundamental.
"Os pais têm que dar segurança e atenção para ensinar a criança a aceitar as frustrações", diz Maura. Criar um ambiente adequado para que ela desenvolva o estudo e estabelecer limite de horários para a realização das tarefas são outras dicas importantes da psicóloga.
Mas não se deve confundir dificuldade de aprendizagem com falta de vontade de realizar as tarefas. Maura afirma que problemas de aprendizagem podem ser causados por uma simples preferência por determinadas disciplinas ou assuntos. "Nestes casos um professor particular pode, muitas vezes, resolver o problema", diz ela.
Se os pais acreditam que seu filho apresenta dificuldades de aprendizagem, devem procurar um profissional para receber as orientações.
Neste caso, os psicólogos com especialização em clinica infantil são os profissionais adequados para realizar uma avaliação e tratar da criança, se o problema for gerado por fator emocional. Caso o diagnóstico da criança for dificuldade cognitiva, a criança deve ser encaminhada para um psicopedagogo que poderá ajudar no desenvolvimento dos processos de aprendizagem.
Para obter resultados concretos é preciso ser feito um trabalho em conjunto entre pais, psicólogos, psicopedagogos, escolas e professores, que deverão estar envolvidos com um único objetivo: ajudar a criança. E é imprescindível que os pais conheçam seus filhos e conversem freqüentemente com eles para que possam detectar quando algo não vai bem.
Redação Terra

http://cristianefigueiro.zip.net/
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Conceito Bobath

e-book Conceito Bobath







http://www.doctorfono.com/2011/03/e-book-conceito-bobath.html

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CÂNCER DE LARINGE É NOVO FOCO DA CAMPANHA DA VOZ SBLV

21/12/2011
Há mais de 10 anos, o mês de abril é o mês da voz, época em que a Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) intensifica seus trabalhos de conscientização com a Campanha Nacional da Voz. Porém, os preparativos já estão começando, com o objetivo de alertar a população a se prevenir contra o câncer de laringe, doença que há meses toma conta da mídia depois do diagnóstico do ex-presidente Lula.

Até o ano de lançamento da campanha, em 1999, o câncer de laringe vitimava 15 mil brasileiros por ano, sendo 8 mil casos fatais, segundo dados da OMS. Em cada edição da Campanha, são atendidas e orientadas cerca de 40 mil pessoas, número que se repete anualmente desde então.

O enfoque da Campanha para esse final de ano, bem como no ano que vem, será para a prevenção, conscientização e informação sobre esse mal, que atinge 10 mil pessoas no Brasil todos os anos, segundo dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), e surge principalmente com a ingestão excessiva de álcool e o vício de fumar. Além disso, pacientes com câncer de laringe que continuam a fumar e beber têm probabilidade de cura diminuída e aumento do risco de aparecimento de um segundo tumor primário na área de cabeça e pescoço.

Além de tudo isso, há uma estimativa de um milhão de novos casos de câncer nos próximos dois anos no país, segundo o INCA. Outro dado preocupante da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de incidência deste tipo de tumor, perdendo apenas para a Espanha.

Para que a população saiba como se prevenir desse mal, e sabendo que, hoje, a chance de cura de um câncer de laringe é alta, especialmente se ele é descoberto no momento em que ele está confinado na região onde se iniciou, a ABLV irá trabalhar fortemente com a sua campanha para evitar que esses números sejam grandes nos próximos anos no país.
Divulgação da Campanha:

 
 
http://www.doctorfono.com/2011/12/cancer-de-laringe-e-novo-foco-da.html
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Terapia Fonoaudiológica para diminuir o ronco


Uma nova opção para o tratamento do ronco e da apneia tem sido a terapia fonoaudiológica. No InCor, a fonoaudióloga Katia Guimarães aplicou a terapia fonoaudiológica e foram observadas diminuição das pausas respiratórias, redução do ronco e melhora na qualidade do sono.

A terapia fonoaudiológica busca, por meio de exercícios e da adequada realização das funções de mastigar, engolir, respirar, sugar e falar, o fortalecimento e remodelamento da via aérea superior.

O médico especializado deverá realizar o diagnóstico da doença e indicar o tratamento.

A terapia fonoaudiológica é indicada para roncos, apneias leves e moderadas. É importante que sejam descartadas obstruções nasais graves.

Para evitar qualquer tipo movimentação inadequada dos músculos orofaciais que possa causar desconforto, o paciente deve ter muita cautela ao realizar os exercícios sem acompanhamento de um profissional adequado, neste caso um fonoaudiólogo especializado na área de motricidade orofacial.


Dentre os principais exercícios, podemos citar:
 
- Abaixamento da parte de trás da língua.
- Elevação do céu da boca e da campainha (palato mole e úvula)
- Varrer o céu da boca com a língua de frente para trás.
- Apertar o dedo contra a bochecha.



Fonte: http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2010/07/aprenda-exercicios-com-boca-para-tratar-ronco-e-apneia.html
http://fonoaudialogue.blogspot.com/2012/01/terapia-fonoaudiologica-para-diminuir-o.html?spref=fb
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Saiba mais sobre Zumbido!

ZUMBIDO
Sinônimos:
Acufeno, tinnitus, tinido. 

O que é?
É um som que não está ao nosso redor mas dentro de nós (dentro da via auditiva). Pode ser percebido no(s) ouvido(s) ou na cabeça e pode ter uma única ou múltiplas causas. O zumbido não é uma doença mas um sintoma, uma percepção auditiva fantasma cuja intensidade é impossível de ser mensurada.
Como é?
O barulho (zumbido) pode ser referido como um chiado, apito, barulho de chuveiro, de cachoeira, de concha, de cigarra, do escape da panela de pressão, de campainha, do esvoaçar de um inseto, de pulsação do coração, etc. Pode ser de forma contínua ou intermitente, mono ou politonal.
O zumbido causa sofrimento?
Cerca de 17% da população mundial tem zumbido. A maioria relata o zumbido apenas como um incomodo, outros dizem que certas funções como o sono e a concentração estão prejudicadas. Em sua forma severa, que corresponde a cerca de 20% dos casos o zumbido causa sofrimento. É a queixa principal e freqüentemente dramática na consulta médica. Em geral são pessoas acometidas também por outros transtornos, principalmente os de natureza psiquiátrica. O grau de desconforto, intolerância ou incapacidade quase sempre não estão relacionados com o grau de intensidade do zumbido. Os transtornos de humor (depressão, distimia) e ansiedade, freqüentemente presentes, exercem fortes influências no agravamento do sintoma zumbido.
Zumbido tem causa?
Em geral nenhuma causa especifica pode ser estabelecida para o tipo comum (subjetivo) de zumbido. Perda auditiva, infecção no ouvido,obstrução do conduto auditivo ( cerume), ingestão de determinados medicamentos , exposição prolongada ao ruído, tumor, são fatores entre outros , que podem estar associados com o zumbido. Se for do tipo objetivo ou vibratório (incomum) as causas são vasculares (pulsáteis) ou musculares (clipes).
Como o médico faz o exame?
O medico ouve, examina e pede os exames complementares necessários: audiologicos, laboratoriais, eletrofisiológicos e de imagem. Atenção especial deve ser dada à vida psíquica do paciente.
Como se trata?
Os pacientes com zumbido crônico severo, isto é, o zumbido que causa sofrimento, necessitam do que chamamos de um tratamento/controle, termo usado para referir-se a quaisquer modalidades conhecidas de terapia que oferecem alivio ao paciente de sintomas que o afligem.
A. Tranquilizar o paciente: dizer que o zumbido não é uma ameaça para sua saúde. Assegurar que vai melhorar. Incentivar a prática de medidas que melhoram a qualidade de vida: alimentação regrada, atividade física regular e controle da vida psíquica.
B. Avaliação psiquiátrica
C. Medicamentos: ansiolíticos, zinco (se necessário). O íon zinco participa na neurotransmissão na via auditiva central. A carência pode estar relacionada com algum tipo de zumbido.
D. Terapia cognitiva/comportamental: baseia-se na modificação do comportamento através da aplicação de técnicas de “descondicionamento”. A finalidade é orientar, ensinar e usar técnicas comportamentais que levam à habituaçao. Um exemplo de terapia cognitiva/comportamental é a Terapia de Habituação (Tinnitus Retraining Therapy – T.R.T). A T.R.T envolve dois princípios básicos: orientação e terapia sonora (ou acústica)

1. Orientação: primeiro principio básico da T.R.T. O paciente precisa estar ciente que o tratamento básico não será com a ingestão de remédios, mas com a importante participação dele mesmo na prática de exercícios mentais que visam a habituação ao distúrbio que o acomete. Controle da mente com técnicas de meditação são estimuladas, alem do acompanhamento psicoterápico muitas vezes necessário.
2. Terapia sonora: segundo principio básico da T.R.T. A finalidade é “EVITE O SILÊNCIO” proporcionando um enriquecimento sonoro através de aparelhos eletrônicos colocados no meio ambiente ou diretamente no ouvido do paciente. Existem quatro maneiras de se fazer a terapia sonora.
a) Geradores externos de som: uteis principalmente à noite na hora de dormir, quando o silêncio é maior. Existem CD’s com sons suaves e relaxantes (música, sons da natureza). Os travesseiros com alto-falantes são indicados quando existe a preocupação de incomodar o (a) companheiro (a).
b) Aparelho auditivo: freqüentemente pacientes com zumbido apresentam também perda auditiva. Nestes casos um aparelho auditivo, utilizado para melhorar a audição vai fazer o enriquecimento sonoro pela percepção de novos sons que antes não eram ouvidos.
c) Geradores de som: esteticamente semelhantes aos aparelhos auditivos. A intensidade do som que eles emitem diretamente no canal do ouvido, deve ser regulado em intensidade menor do que a do zumbido, evitando-se mascará-lo, para seguir o preceito determinado pela TRT, a habituação .
d) Gerador de som acoplado ao aparelho auditivo: são sistemas combinados usados nos casos de perdas auditivas significativas e zumbido. O tratamento TRT induz à habituação ao som do zumbido e isso ocorre a partir do momento em que o som não provoca nenhuma reação importante ou sentimentos negativos no paciente. Trata-se de tratamento longo (18 a 24 meses).
Outros métodos de tratamentos:
Estimulação magnética transcraniana: consiste na aplicação diária de estímulos magnéticos repetitivos de baixas freqüências na região temporal do cérebro durante uns 10 dias.
Estimulação elétrica da via auditiva: os estímulos são usados diretamente sobre as estruturas neurosensoriais da cóclea.
Acupuntura, hipnose: citados em algumas fontes.

Como o Zumbido evolui?
Os pacientes, submetidos à terapia de habituação, conseguem controlar o zumbido evitando as reações e os sentimentos negativos associados com o incômodo. 

Perguntas que você pode fazer ao seu médico 

Zumbido tem cura?
Por que estou com zumbido?
O meu zumbido tem cura?
Se o meu zumbido não tem cura no momento, o que devo fazer para conviver com ele? 


http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?481

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Materiais para Diagnóstico Psicopedagógico e áreas afins...

O DISLÉXICO NA ESCOLA

Primeiramente é necessário dizer o que é dislexia
caracteriza-se por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.
Durante o acompanhamento do disléxico, é necessário estabelecer uma sintonia entre todos que estão envolvidos com as questões de aprendizagem do indivíduo. A família deve estar orientada quanto a dimensão que envolve o problema para poder melhor estabelecer o transito de informações com os especialistas e com a escola. Segundo Sanches (1998), a formação dessa rede é indispensável para avaliar os progressos, os pontos de dificuldades, os tropeços e as necessidades de estratégias.
Considerando que é no ambiente escolar que as dificuldades aparecem de forma crucial; que as condições intelectuais estão preservadas no disléxico e que não há cura plena para este transtorno, uma das tarefas mais importante do psicopedagogo ou fonoaudiólogo é garantir uma série de adaptações pedagógicas na escola. O disléxico deve progredir na escolaridade, independentemente de suas dificuldades em leitura e escrita. Deve estar muito claro que o problema não é devido à falta de motivação ou à preguiça.
A seguir algumas normas que poderão otimizar o rendimento, e ao mesmo tempo, tentar evitar problemas de frustração e baixa auto estima –estima,normas elaboradas a partir de artigos e SCHAWYTZ (2006)
1- ATITUDES:
 Dar entender ao disléxico que seu problema é conhecido e que será feito o possível para ajudá-lo.
 Dar—lhe uma atenção especial e animar-lhe a perguntar em caso de alguma dúvida.
 Comprovar sempre o material oferecido para ler é apropriado para seu nível leitor, não pretendendo que alcance um nível leitor igual aos dos outros colegas.
 Destacar Sempre os aspectos positivos em seus trabalhos e não fazê-lo repetir um trabalho escrito pelo o fato de tê-lo feito mal.
 Evitar que tenha que ler em público. Em situações em que isto é absolutamente necessário, oportunizar que ele prepare a leitura em casa.
 Aceitar que se detraia com maior facilidade que os demais, posto que a leitura lhe exige um super esforço.
 Nunca ridicularizá-lo.
PRPOSTA DE AÇÕES PEDAGÓGICA
 Ensinar que resumir anotações que sintetizem o conteúdo de uma explicação.
 Permitir o uso de meios informáticos e de corretores.
 Permitir se necessário, o uso de calculadoras e de gravações. Particularmente no ensino superior, o disléxico é beneficiado ao gravar as aulas já que tem dificuldade para ouvir e escrever ao mesmo tempos. A fita gravada lhe garantirá tranqüilidade no momento de participar das aulas, e ao mesmo tempo, possibilitará ouvi-la diversas vezes em casa para aprender melhor o conteúdo
 Usar matérias que permitem visualização (figuras, gráficos, ilustrações) para acompanhar o texto impresso.
 Evitar, sempre que possível, a cópia de grandes textos do quadro de giz, dando-lhes uma fotocópia.
 Diminuir os deveres de casa, envolvendo leitura e escrita.
AVALIAÇÃO ESCOLAR
 Realizar, sempre que possível avaliações oralmente, conduta é válida em todos os níveis de ensino, particularmente no ensino superior.
 Prever tempo extra com recurso obrigatório, não opcional, pois a capacidade de aprender do disléxico não automatizou a leitura, terá que ler pausadamente, com muito esforço e se apoiar nas suas habilidades mais altas de pensamento. Ele precisa utilizar o contexto para entender o significado da palavra, um caminho mais longo e indireto e requer um tempo extra.
 Evitar a utilização de testes de múltipla escolha que pelo o fato de descontextualizar as informações e reduzirem o tempo de execução, tornam-se muito difíceis para o disléxico. Esses testes não são indicadores do conhecimento adquiridos por eles.
 Valorizar sempre os trabalhos pelo seu conteúdo e não pelos erros cometidos de escrita.
 Oportunizar um local tranqüilo ou uma sala individual pra fazer os testes ou avaliações para que o disléxico possa focar a sua atenção na tarefa que tem para realizar. Qualquer barulho ou distração atrapalhará a leitura, fazendo com que ele mude a atenção da leitura, o que interfere na
 performance no teste.


MODELO DE CONTRATO TERAPÊUTICO PARA O DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO

NORMAS DE FUNCIONAMENTO:
Temos por finalidade o esclarecimento de alguns critérios básicos que englobam o êxito do tratamento, a fim de estabelecer com esses procedimentos a igualdade de direito e deveres que norteiam nossos interesses comuns.
DO PAGAMENTO
1. Deverá ser efetuado até o dia (cita o dia do mês em curso), onde serão cobrados de acordo com o número de terapias previstas para o paciente durante o mês.
2. No primeiro mês de tratamento o pagamento deverá ser efetuado de acordo com o número de sessões terapêuticas realizadas, em decorrência do período de avaliação.
3. O atendimento é pago como mensalidade, quer venha ou não, a sessão deverá SER PAGA, ISSO PARA QUE POSSAMOS ASSEGURAR SEU HORÁRIO DE ATENDIMENTO.
4. As sessões com a família ou com profissionais afins serão cobradas.
5. As sessões realizadas fora do espaço terapêutico ( visitas nas escolas e nos contatos profissionais de áreas correlatas0 valar será cobrado em dobro.
DA ASSIDUIDADE
1. O não comparecimento deverá ser informado com antecedência de no mínimo 24 horas, neste caso veremos a possibilidade de reposição.
2. O tempo de duração são de 50 minutos, ficando o atraso na responsabilidade do cliente
3. O não comparecimento sem justificativa por duas sessões consecutivas, implicará, na disponibilidade do horário.
4. Caso o não comparecimento seja do profissional, a sessão não será cobrada ou veremos a possibilidade de reposição.


OBSERVAÇÕES
1. As sessões que incidirem nos dias feriados serão descontadas da mensalidade.
2. É necessário priorizar o dia e horário do seu atendimento, para que outras atividades não venham interferir na terapia.

A SUA DEDICAÇÃO É IMPRESCINDÍVEL

Cordialmente _______________________________________________
Psicopedagogo (a)
Estou ciente das normas de funcionamento

Fortaleza, ________ de ____________________ de _____________

_____________________________________________
NOME DO CLIENTE

______________________________________________
ASSINATURA DO CLIENTE OU RESPONSÁVEL

CONTRATO E O ENQUADRAMENTO NO DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO
• No início do diagnóstico realiza-se um contrato com os pais e se constrói um enquadramento com estes e o paciente. O enquadramento é a definição das variáveis que intervém no processo tornando-as constantes.
São aspectos importantes do enquadramento:
• Esclarecimento dos papeis: Função do terapeuta- investigador, participação dos pais e de outros membros da família (anamnese, sessões familiares, devolução, contato com os profissionais da escola, contatos com outros profissionais que atendam ou já atenderam a criança;
• Previsão do número aproximado de sessões e forma de encerramento do trabalho;
• Definição de horário, dias e duração das sessões;
• Definição dos locais do atendimento;
• Honorários contratados e forma de serem cobrados.

Lúcia Araújo


RELAÇÃO DE MATERIAIS PSICOPEDAGÓGICOS:
(Modelo)

 Teste das Matrizes Progressivas Coloridas Raven;
 Escala de Inteligência Wechsler para Crianças (WISC – III);
 Teste Columbia de Maturidade Mental;
 Material para anamnese: entrevista semi-estruturada; formulários; fichas de avaliação e acompanhamento.
 Materiais como: lápis de cor, folhas, giz de cera, canetinhas, caneta...
 Livros que abordam temas específicos.
 Jogos para avaliação de algumas habilidades como: atendimento a ordens; nomeação de objetos e figuras; interação social; persistência e atenção; sequenciação e motricidade. Sugestão de alguns jogos:
o Caixa-encaixa;
o Pranchas de encaixes;
o Lotos;
o Tabua de pinos.
 Jogo de alfabeto móvel;
 Jogo de alfabeto ilustrado;
 Jogo de alfabeto com figuras;
 Jogo e alfabeto e sílabas;
 Jogo de alfabeto de encaixe (letra cursiva);
 Jogo de alfabeto e palavras;
 Jogo de loto leitura;
 Jogo de mico de palavras;
 Jogo de baralho para classificação;
 Jogo de carimbos (diversos);
 Conjunto de viso, perceptivo com 10 jogos;
 Bloco de construção;
 Conjunto de esquema corporal (quebra-cabeça);
 01 fazendinha;
 01 caixa quadrado vazado;
 Caixa triângulo vazado;
 Jogo de linha (matemática);
 Jogo de numerais e quantidades 0 a 9;
 16 jogos de memória (diversos);
 02 jogos de dominó associação de idéias;
 01 jogo de dominó associação geométrica;
 Jogos de dominó de frases;
 01 jogo de dominó de quantidades;
 Jogo de dominó de metade;
 Jogos de dominó de subtração;
 Jogos de dominó de multiplicação;
 Jogos de dominó de divisão silábica;
 Jogos de dominó de horas;
 Jogos de dominó de divisão;
 Jogos de divisão de figuras e fundos;
 Jogos de dominó de torre cor de rosa;
 01 casinha de encaixe;
 01 jogo de fantoches família branca (com 6 peças);
 01 jogo de fantoches família preta (com 6 peças);
 01 jogo de fantoches de animais (com 10 peças);
 Ábaco de plástico;
 Ábaco de madeira;
 09 jogos de seqüência lógica;
 Blocos lógicos;
 Quebra cabeça (diversos);
 Rádio com CD;
 01 jogo completo de Maria Montenoria;
 02 baús criativos;
 CDs de música (diversos);
 Fitas de vídeo (diversos);
 Livros de histórias (diversos);
 01 jogo CDTECA;
 Brinquedos diversos.
1 Forno de Bier;
 01 Roda de ombro;
 01 Barra paralela;
 01 Mesa (fortalecimento);
 05 Bicicletas ergométricas;
 Tábua de eversão / inversão;
 03 pares de halteres 01 KG;
 03 pares de halteres 02 KG;
 07 pares de bastões;
 02 Barras ou Ling (ou espaldar);
 01 Escada de ombro;
 01 Polia de teto;
 01 Espelho fixo;
 01 Tatâme alto;
 01 Mesa de Canavel;
 01 Infravermelho;
 02 Cunhas baixas;
 01 Rolo rígido;
 03 Bolas de Bobath (45cm, 55cm, 65cm);
 03 Rolos de Bobath;
 01 Aparelho de prono-supinação;
 Tábuas ou pranchas de equilíbrio;
 02 cunhas altas;
 Rolos de posicionamento;
 Simetrógrafo;
 Banquinho;
 Espelho móvel;
 Rampa-escada;
 Divã (mesa) para avaliação;
 Bicicleta ergométrica;
 Rolo rígido;
 Faixas Thera-band;
 Andador infantil;
 Cadeiras de canto;
 Colar cervical;
 Carrinhos e cadeiras.






RELAÇÃO DE MATERIAIS / EQUIPAMENTOS DE FONOAUDIOLOGIA


 Luvas;
 Canudos espirais Pró-Fono;
 Haltere labial;
 Haltere lingual;
 Estimulador térmico;
 Espátula;
 Chupetão Nuk (1);
 Vibrador;
 Garrote (1) 05mm de diâmetro;
 Garrote (1) 11mm de diâmetro;
 02 Dedemass Pró-Fono;
 Auxiliar de afilamento da língua (1);
 Colchonete;
 Bola Bobath;
 Casa de brinquedos de madeira com móveis;
 Toca-Fitas;
 Espelho Grande;
 Estante com brinquedos (jogos de quebra-cabeça, boneca, carro, móveis de casa, etc);
 Folhas;
 Material de escritório em geral;
 02 Chupetão Pró-Fono para exercícios miofuncionais orais;
 Exercitador labial Pró-Fono;
 Exercitador facial Pró-Fono;
 Elásticos ortodônticos coloridos 5/16 (100 unidades);
 Estojo de garrafas para exercícios respiratórios com suporte;
 Vibrador massageador Pró-Fono;
 Refil do vibrador massageador (código 6010) 50 espátulas perfuradas;
 Espátulas coloridas de plástico (abaixadores de língua) (24 unidades);
 Mordedor de látex para exercícios miofuncionais orais;
 Scape-Scope Pró-Fono;
 Adesivos Pró-Fono para generalização posturas orais (30 unidades);
 Adesivo do quadro fonêmico;
 Carimbos das boquinhas Pró-Fono;
 02 Garrotes látex 11mm diâmetro e 30cm de comprimento;
 02 Garrotes látex 05mm diâmetro e 30cm de comprimento;
 Auxiliar para afilamento lingual;
 02 Canudos com diâmetro externo aumentado (02 unidades);
 Álbum com 168 figuras auto-adesivas balanceadas por fonemas;
 02 Dedos de luva Pró-Fono (50 unidades);
 02 Dedemass – dedeira escova massageadora (02 unidades);
 Canudos espirais Pró-Fono (03 unidades com 3, 6 e 9 voltas);
 Guia de posicionamento lingual (silicone);
 Guia de posicionamento labial (silicone);
 Livro – O jogo das letras encantadas;
 Livro – Manual de educação vocal para crianças (2. ed.);
 Livro – ABFW: teste de linguagem infantil – caixa completa;
 Gravador pequeno;
 02 almofadas grandes coloridas;
 Fitas infantis (Xuxa, Eliana);
 Luvas;
 Pilhas pequenas;
 Saco plástico pequeno para individualizar equipamentos orofaciais (+/- 15cm).

RELAÇÃO DE MEDICAMENTOS / EQUIPAMENTOS DE ATENDIMENTO MÉDICO

 Termômetro;
 Aparelho de pressão;
 Estetoscópio;
 Balança pediátrica;
 Balança adulta;
 Maca;
 Luvas;
 Espátulas;
 Esparadrapo;
 Gazes;
 Algodão;
 Soro Fisiológico;
 Seringas e agulhas;
 Polvidine tópico;
 Ataduras;
 Paracetanol comprimidos;
 Acetam;
 Novosil metoclopramida;
 Kalmax – hidróxido de alumínio;
 Truxol;
 Epicitrin;
 Pulmoclean;
 Febrilon;
 Atroveran.

RELAÇÃO DE MATERIAIS / EQUIPAMENTOS DE TERAPIA OCUPACIONAL

 Material escolar (Diferentes papéis; lápis de cor; giz de cera; tintas; pincéis; caneta hidrográfica; lápis preto; apontador; borracha; massa de modelar, tesoura, cola, palitos de sorvete, etc);
 Guizos, argolas, chocalho, cubos, blocos lógicos;
 Jogos de encaixe;
 Bolas de tamanhos diferentes;
 Bonecas e carrinhos;
 Circuitos de mesa;
 Livros e revistas;
 Fios (lã, barbante, linhas, etc);
 Som;
 Cordas;
 Brinquedos diversos;
 Material para confecção de órteses e adaptações;
 Espelho grande;
 Brinquedos que imitem a vida diária (utensílios de cozinha, higiene e vestuário);
 Jogos.



ANAMNESE PSICOPEDAGÓGICA
Informante: _____________________________________ Data____/____/_____
1- Dados Gerais
Nome ______________________________________________________________________
Data de Nascimento ____/______/______ Sexo _________________ posição familiar ____________________
Pai_______________________________ Idade __________ Profissão ___________
Mãe _______________________________ Idade__________ Profissão __________
Irmão__________________________ Idades __________________________________
Endereço ____________________________ Nº ______ Bairro Telefones_________
Escola _________________________ Série ___________ Turno -_______________
Endereço _______________________________________________ Telefones Profissionais Responsáveis _________________________________________________________________________
Faz outros Atendimentos? _______ Quais __________________________________
Com Quem? _______________________________ Telefones? ____________________
Indicado Po______________________________________________________________
QUEIXAS OU MOTIVO DA CONSULTA ( palavra dos pais)
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA QUEIXA
Início (data) e circunstâncias ___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Acredita devido a que ( motivações) __________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________Desenvolvimento, agravamento e melhora do sintoma ____________________________________________
Como os pais lidam com o sintoma?___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Repercussões Sociais ( família, escola, vizinhança, etc) ___________________________________________________________________________
Idéias do cliente sobre seus problemas e atitudes em relação a eles ( indiferença, resistência, interesse pelo o atendimento, etc? _______________________________________________________________________
ESCOLARIDADE
Quando e como foi a entrada do filho na escola?___________________________________________________
___________________________________________________________________________
Qual o critério utilizado para a escolha da escola? _________________________________________________
Como os pais perceberam a evolução do filho na escola (destacar cada etapa escolar, por ex. alfabetização? Como, nesta evolução, os pais viram a capacidade e os pontos fracos do filho?
___________________________________________________________________________
Qual a contribuição dos pais neste processo?___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Que atividade escolar o filho mais gosta? _____________Como age frente às lições de casa? E os pais?____________________________________________________
Qual a quantidade de lições de casa? ___________Em qual horário e local faz as lições?__________________
Necessita de auxílio?______Que dificuldades o filho apresenta nas disciplinas escolares? Desde quando? Percebe causas? Pais relacionam as dificuldades com algum fato familiar? __________________________________
Qual a opinião do professor? ________________________________________________________________
Reprovação? Por quê? Mudanças de escola? Por quê?______________________________________________
Recebe ajuda extra-escolar? Desde quando?_______________________________________________________
Como se relaciona com os colegas de classe?_______________________________________________________
Algum fato da história escolar do filho faz lembrar a história dos pais? E a dos irmãos?
___________________________________________________________________________
4-CONCEPÇÃO
( Pesquisar a resposta emocional dos pais ao anúncio da gravidez: houve rechaço, houve desejo aberto de abortar, aceitaram com alegria).
A criança foi desejada? ____________________________________________________________________
Ordem nas gestações_______________ Ordem nos nascimentos ____________________________________
Abortos _____________ Naturais ______________ Provocados_____________________________________
Por quê? ____________________________________________________________________________________
Filhos falecidos?______ causas: ______________________________________________________________
A criança é adotada? ____________ Com que idade veio para família? _________________________________
5- GESTAÇÃO
Teve dificuldades para engravidar? ________________
Quando tempo após o casamento veio o primeiro filho? Por quê?______________________________________
COM RELAÇÃO AO CLIENTE
Enjôos, vômitos?______ Quando? _____Quais as sensações psicológicas sentidas durante a gravidez?________________quando sentiu a criança mexer? Como reagiu a esta sensação? _____________________

Fez pré-natal?____ Exames de raio-X ___Transfusão de sangue____ Hemorragias? ______
Doenças? Tomou alguma medicação? Fumou ou bebeu? _____
Observações: ___________________________________________________________________________
6-CONDIÇÕES DO NASCIMENTO
Descrição do parto:___________________________________________________________________________
Maternidade? Natural? Fórceps? ___ Cesariana? ____ Pro quê? ____________________Posição do bebê ( cefálico? Pélvico? Outra? Qual? _______ Nasceu a termo ou Prematuro ? _______Chorou logo?______ Cor ao nascer _________ Precisou de oxigênio? ____ Icterícia ______Outras complicações? __________________________
Quanto tempo após o parto à mãe entrou em contato com a criança? ____________________________________
Sentiu que a criança despertou nos pais: correspondeu às expectativas, desiludiu-os desejara, que fosse de outro sexo?____________ Qual a participação do pai durante e após o nascimento?________________________
Alguém ajudou a cuidar da criança? ______________________________________________________________

1- DESENVOLVIMENTO
Dorme bem? _____ pula quando dorme? ___ levanta pernas e braços? ____d- esbugalha os olhos sem acordar?_____ baba à noite?____ Desde quando?_____________ sua à noite____ desde quando___________
Fala dormindo? _____ desde quando _______________ grita durante o sono? ____desde quando? __________
Range os dentes? ________ desde quando? __________ é sonâmbulo?_______ desde quando _____________
Tem pesadelos? ________ desde quando?_________________ Encoprese______________________ ________
Lembra do que aconteceu no dia seguinte? _______________________________________________________
Dorme em quarto separado dos pais? ___________ desde quando? ___________________________________
Como separaram? ___________________________________________________________________________
Dorme com alguém no quarto? _____ acorda e vai para cama dos pais? _____Atitude dos pais?_____________
___________________________________________________________________________
2- ALIMENTAÇÃO
Descreva a situação de amamentação ( quantas horas depois do parto, intervalo entre as mamadas, interesse em amamentar, receptividade do filho, sucção, digestão, sensações da mãe, comportamento do filho no colo da mãe, ambiente de amamentação, etc)
___________________________________________________________________________
Com que idade passou a receber alimentação salgada?___________________________________________
Atitude da mãe e do filho no desmame? ______________________________________________________
Come normalmente? Do que gosta? ____________Recebe ajuda? _____ de quem?___________
Desejo dos pais frente à alimentação? ________________________________________________________
3- DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR
Que idade sorriu ? ______ Fixou a cabeça? ______ sentou? _______ engatinhou? ______ andou? _________
Usou andador? ________ tinha tendência a cair? ________ ia de encontro a móveis e objetos? ____________
Tinha dificuldades de movimentos? _______ balbuciou ( emitiu sons) _______ com que idade falou as primeiras palavras? ___________ quais foram? _________________________ trocou sons? ______________ quais _______________________________ até qual idade? _________ Gaguejou ou gagueja? ___________________
Dentição? _______________________
Dominância ( ) destra, ( ) esquerdo. Atitude dos pais?_______________________________________________
E que idade se iniciou controle de fezes e urina? ___________________________________________________
Quando adquiriu o controle noturno ________comportamento e sentimentos?____________
Atitude dos pais? __________ Dificuldade de prestar atenção? ______________________________
4- MANIPULAÇÕES
Uso chupeta ou dedo?______ até quando?______ roeu ou roe unhas?_______ até quando? ________________
Apresento ou apresenta algum tique nervoso? ______ qual? __________________________________________
Atitude dos pais frente a esse hábito? ________________________________________________________
Tem medo de pessoas, animais, barulhos estranhos, altura, escuro, etc? ____________________________
Mentira furtos ou fugas de casa? ________________________________________________________________
Atitude dos pais? _________________________________________________________________________
5- SEXUALIDADE
Curiosidades sexual: Perguntas sobre as questões sexuais, sobre nascimento de crianças, comparações com sexo oposto com que idade se manifestam? ___________________________________________________________________________
Masturbação: realiza abertamente ou não? _______ desde quando? _______ freqüência? _________________
Atitude dos pais? _______________________________________________________________________
Alguma experiência sexual precoce? _____foi dada alguma informação sexual Por quem?________________
obs:_______________________________________________________________________
6- SOCIABILIDADE
Traz crianças para brincar em casa? Quem? ________________ sai com outras criança? Quem?______________
Brinca ou dorme na casa de outras pessoas? _______________ como reage? ____________________________
Desce do prédio ou sai na rua para brincar? _________ tem companheiros? _______ de que idade? __________
Domina ou é dominado?____________ adapta-se facilmente ao meio? _________ tipo de brincadeira que prefere? ___________________________ e a que rejeita? ___________________________________________
Trabalha ou trabalhou? _______ com que idade e por quê? __________________________________________
7- REAÇÕES EMOCIONAIS
Como você descreve o temperamento da criança?__________________________________________________
Chora facilmente? _____ tem medos? _____ de que _____ como costuma reagir?_________________________
Qual atitude dos pais? ________________________________________________________________________
Tem ciúmes de quem _________ atitude dos pais ___________________________________________________
Como reage as ordens e proibições __________________e a dor e frustrações? __________________________
Que soluções utiliza: aproxima-se das pessoas, isola-se, espera que a procure_____________________________
Há auto – agressão?___________________________________________________________________________
8- DOENÇAS
Qual doença já teve?( doenças da infância, alergias problemas cardíacos, respiratórios, etc) com que idade?
___________________________________________________________________________
Tem febre constante _______ quantos graus ______ convulsões_______ com febre ou se febre _____________
Ficou roxo alguma vez _____ tonturas ______ cirurgias ______ quais __________________idade____________
Quedas? Qual reação? _________ ______________ hospitalização? Motivo______________ tempo _________
Usa algum medicamento____________________________
Apresenta alguma dificuldade auditiva ou visual ___________________________________________________
9- ANTECEDENTES FAMILIARES
Doenças familiares: quem tem ou teve ___________________________________________________________
Doença mental? Quem? Internações?_____________________________________________________________
Neurológico _________ faz uso de álcool ,drogas quem? _____________________________________________
AMBIENTE FAMILIAR
Pais vivem juntos separados a quanto tempo? ___________________ ouve acordo com quem ficaria com a criança, que acordo_____________________________________________________________________
Qual idade a criança tinha _____ que explicações lhe deram __________________________________________
Como reagiu ___________________________ brigam na frente da criança?______________________________
EM CASO DE OUTRO CASAMENTO
Como a criança reagiu se dá bem com o padrasto ou madrasta______ novos irmãos? Quantos? Idade?________
Descreva a relação entre irmãos _________________________________________________________________
A criança demonstra preferência por algum dos seus irmão__________________ dificuldade com outro ______ julga-se mais ou menos querido pelos pais ______ como se relaciona com os pais ________________________
RELAÇÕA DO COTIDIANO
Um dia comum da pessoa pesquisada_____________________________________________________________
Um final de semana_____________________________________________________________________
O dia do seu aniversário _______________________________________________________________________
Acontecimentos significativo ___________________________________________________________________


Data ___ /___/_____

______________________________
Psicopedagoga



Avaliação da Escrita:


Prova 1 - Discriminação fonética

De posse do protocolo que está anexado, a terapeuta explica à criança que vai falar uma seqüência de sílabas, as quais deverão ser escritas sobre os traços da coluna à esquerda, uma sílaba em cada espaço. Ditar:  pa ta ca ba da ga  cha sa ja zafa va

la lha

ma na nha

ra "ara"

Prova 2 - Análise de sucessão de sons - protopalavras:

A criança deverá escrever as protopalavras ditadas pela

terapeuta, após tê-las repetido verbalmente, ou seja, a

terapeuta fala a protopalavra, a criança a repete, e depois

escreve, seguindo as colunas da prova, no protocolo, na

seguinte ordem:

1ª coluna: dissílabos; 2ª coluna: trissílabos; 3ª coluna:

polissílabos.

mouco ricapé otrudiré

bartim nuronli acoutebo

linou sizado drabadupo

fanve ierói pranchuhonti

sigo roguchi protadigu

Nos quadrinhos à esquerda de cada coluna, a terapeuta

marca os erros ou acertos, colocando uma + ou um 0 em

cada espaço correspondente à cada sílaba.

Prova 3 - Memória auditiva de frases:

A terapeuta explica à criança que vai ditar algumas frases, as

quais ela deverá ouvir atentamente, repetir em voz alta e só

depois escreve-las nas linhas disponíveis no protocolo.

Ditar:

Ele fez tudo preto.

Eu perdi minha bicicleta.

Papai achou um jornal no bosque.

Mamãe deixou o guarda chuva no jardim.

Eu gostaria muito de sentar na grama fresca.

Na avaliação, observar se a criança começa a frase com letra

maiúscula, se dá espaço entre as palavras, se faz pontuação.

Marcar os erros ortográficos, verificando se eles

comprometem o sentido das frases. Observar se a criança

omite palavras na frase.

Prova 4 - Ditado:

A terapeuta explica à criança que vai ditar uma série de

palavras, as quais ela vai ouvir e não precisa repetir em voz

alta, basta escrevê-las na frente dos numerais em seqüência,

no espaço do protocolo destinado a esta prova.

Ditar:

bebedouro poder atlas

quando quando xícara

problema qual cheque

qual palhaço enxoval

coqueluche juventude azedo

quinze urubu fazenda

rato mangueira conhecimento

duvidoso carro ânimo

fino recruta

guaraná selva

anjo sapateado

mão tabuleta

Prova 5 - Evocação:

A terapeuta explica à criança que vai lhe mostrar umas

figuras. Não vai lhe dizer os nomes das figuras, mas ela

deverá olhar a escrevê-los diante dos numerais desta parte

do protocolo.

Figuras anexas na pasta em apresentação de power

point.

:

1 - avião 16 - rosa 31 - círculo

2 - pato 17 - árvore 32 - quadrado

3 - elefante 18 - açucar 33 - retângulo

4 - flor 19 - cenoura

5 - banana 20 - sapato

6 - gato 21 - sapo

7 - casaco 22 - abacaxi

8 - coelho 23 - espantalho

9 - borboleta 24 - chapéu

10 - cavalo 25 - pão

11 - cachorro 26 - laranja

12 - girafa 27 - pasta

13 - moedas 28 - uva

14 - geladeira 29 - cofre

15 - maçã 30 - triângulo

Prova 6- Organização do Pensamento:

A criança deverá observar a figura mostrada pelo terapeuta,

que solicita a ela que descreva o que está vendo, primeiro

verbalmente e depois, por escrito. Pedir para dar um nome à

história.

Na avaliação, observar:

se a linguagem tem relação com a figura;

se há enumeração de elementos de forma estática

ou dinâmica;

personagem central: quem é, onde está, que ação

executa;

orientação temporal

enriquecimento do personagem: se a ele são

atribuídas qualidades ou

defeitos;

personagens secundários descritos de maneira

objetiva ou não;

personagens secundários em relação ao tema;

aspectos projetivos.

Avaliação

Este instrumento é de avaliação qualitativo. O psicopedagogo

deverá estar atento durante todo o tempo de aplicação das

provas, observando a postura no manejo do lápis, a postura

corporal, agitação motora, nível de cansaço ou desinteresse.

Além disso, deverá observar os aspectos relacionados com

hipertonia ou hipotonia muscular, expressos por meio de uma

letra muito clara ou muito escura.

O movimento da escrita, da esquerda para a direita, o

movimento correto das letras, o fato de a criança escrever a

palavra inteira para depois colocar os sinais específicos(til,

acentos, cedilha etc).

Não é importante o tipo de letra usado pela criança (cursiva,

de imprensa, bastão etc). Porém, se ela perguntar que tipo de

letra deve usar, deve-se sugerir a cursiva.

É importante observar se ela mantém o mesmo tipo de letra

durante toda a avaliação ou se o modifica.

Anotar as trocas fonéticas, casos existam e as dificuldades

ortográficas que apareçam e que possam ser indícios de

disgrafia ou disortografia.


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Pais e educadores devem ficar atentos aos sinais e evitar preconceitos.

Saiba identificar e tratar a dislexia em crianças
Pais e educadores devem ficar atentos aos sinais e evitar preconceitos





De acordo a Associação Nacional de Dislexia (AND), pesquisas mostram que de 5% a 17% da população mundial apresenta dislexia, que é um distúrbio ou transtorno de aprendizado na área de leitura, escrita e soletração. Apesar de ser o distúrbio de maior incidência nas salas de aula, um estudo apresentado na Associação Britânica de Dislexia afirma que cerca de 70% dos profissionais das áreas de saúde e educação têm pouco conhecimento sobre ele.


Muitas vezes, os pais também não conseguem identificar a dificuldade. Pensando nisso, conversamos com profissionais especializados no assunto, que explicaram como identificar a dislexia e como pais e professores podem agir para ajudar a criança.



Como identificar?


Por se tratar de um transtorno de linguagem, a dislexia só se manifesta no final da alfabetização e nos primeiros anos escolares (1ª e 2ª ano). A criança começa a apresentar dificuldades inesperadas de aprendizagem de leitura, apesar de ter outras habilidades.

A fonoaudióloga e psicopedagoga da Associação Nacional de Dislexia Clélia Estill afirma que o principal indicador escolar é a criança não ler com a mesma desenvoltura dos colegas e a escrita apresentar muitas falhas e trocas de letras. "As resistências aos trabalhos de leitura e escrita vão se evidenciando cada vez mais, substituindo o entusiasmo inicial, como consequência das frustrações que ela começa a vivenciar, e não por preguiça ou desinteresse", ressalta Clélia.

Porém, de acordo com Clélia, é fundamental lembrar que nem todas as dificuldades de aprendizagem são da ordem da dislexia. Por isso, o diagnóstico precoce é necessário, seja ele de dislexia ou de outro distúrbio de aprendizado. 

Feito o diagnóstico, é importante que o professor se junte ao profissional que tratará a criança e, dessa forma, combine uma maneira de aprendizado diferente. A psicoterapeuta de crianças e adolescentes Mirian Barros conta que não é só o psicólogo quem faz o diagnóstico, e sim o conjunto professor, pais, fonoaudiólogo, psicopedagogo etc.


Quanto mais tarde é feito o diagnóstico, mais a criança fica com a autoestima baixa, podendo ser excluída pelos grupos de amigos, e isso vai acarretando em diversos problemas. Estudos mostram, inclusive, que as taxas de suicídio infantil estão relacionadas à escola e, principalmente, à dislexia, por conta do bullying. Às vezes, até o professor pode influenciar a baixa autoestima, uma vez que não consegue identificar o problema.

O papel do professor

Quanto mais são destacadas as habilidades positivas do disléxico, mais é fortalecida a sua autoestima. O professor não deve chamar a atenção para as a dificuldades da criança, e sim para os seus sucessos.

Clélia conta que o ideal é que crianças com qualquer tipo de necessidade especial sejam incluídas naturalmente nas atividades do grupo, não perdendo de vista as suas dificuldades específicas. "Contando com bom senso pedagógico, sensibilidade e formação do professor, ele saberá distribuir as tarefas de acordo com as possibilidades de cada um", diz a especialista.

Provas e trabalhos escolares

Feito o diagnóstico de dislexia e identificado o seu grau (leve, médio ou severo), é preciso entender que a criança pode necessitar de mais tempo para execução dos trabalhos.

É importante que o professor leia as questões em voz alta para toda a sala e, depois, revise essa leitura individualmente com o disléxico, atendendo a dúvidas que ele possa ter na compreensão dos enunciados, como afirma Clélia. Também pode ser permitido ao aluno responder oralmente as questões, uma vez que ele saiba o conteúdo das respostas, mas tenha dificuldade em redigi-las. Outros métodos podem ser utilizados na realização das provas e trabalhos em classe, dependendo das dificuldades e habilidades da criança

Pais e alunos: como lidar com o preconceito

Para que haja uma boa convivência dentro da sala de aula, é de extrema importância que o professor não individualize o disléxico, mas, sim, cuide para inseri-lo no grupo. Ele deve explicar à classe a noção de diferença: "Se as crianças da escola estiverem acostumadas a perceber que essas diferenças existem e que alguns precisam de mais atenção do que outros, os alunos não sofrem", diz a psicoterapeuta Miriam.

O professor deve explicar para a classe o que é dislexia, contar que pessoas famosas e bem sucedidas foram e são disléxicas - como Albert Einstein e Bill Gates - e conversar com os alunos sobre as diferentes condições de aprendizagem que existem. Clélia diz que o educador não deve nunca apelar para a piedade, e sim para o conhecimento e entendimento. "Isso é educar!", afirma. E essa ação acontece em conjunto com os pais, tanto do disléxico quanto dos colegas, que devem reforçar esse aprendizado

A psicopedagoga Clélia alerta que, na maioria das vezes, o preconceito chega através dos pais, que sentem o seu filho injustiçado pelo fato de receber um tratamento diferente. "Nesses casos, é sempre interessante realizar uma reunião de pais para discutir o tema, explicando que cada um tem uma necessidade especial que deve ser atendida", aconselha a profissional.

Os pais da criança com dislexia devem entender que o que eles consideram um tratamento diferente, no sentido de "facilitar" para a criança, na verdade é atender às suas necessidades. "É igual a uma família de muitos filhos, na qual cada um é atendido de acordo com o que precisa", diz Clélia.




O que os pais podem (e devem!) fazer

O papel dos pais é essencial para a plena formação da criança. "Eles devem incentivar cada sucesso que ela tiver, tendo sempre muita paciência, lendo e se informando sobre o assunto", diz Miriam. Ela conta que, na medida em que os pais se informam, eles encaram o distúrbio de outra forma. "Os pais devem conhecer a doença e entender que isso não é um bicho de sete cabeças", afirma a psicoterapeuta.

Dificuldades de leitura e escrita se desenvolvem através da ação de ler e escrever, conta a fonoaudióloga Clélia, que recomenda auxiliar a leitura dos filhos. Mas é preciso levar em conta, no entanto, a diferença entre ler para os filhos e ler com os filhos: é importante visitar livrarias ou bibliotecas com os filhos e escolher um livro adequado para que leiam juntos, trocando impressões sobre os livros. "Os pais devem se sentar ao lado do filho, para acompanhar a leitura com ouvidos, olhos e coração", diz.

Feita a leitura, os pais podem propor jogos de perguntas e respostas sobre cada parágrafo do texto, pedir para que o filho conte o que leu e o que ouviu, buscar na memória assuntos relacionados com o tema da leitura atual, descobrir palavras no texto, entre outras coisas que tornem a leitura uma atividade familiar, uma leitura compartilhada.

Além da leitura, existem jogos de tabuleiro que envolvem conhecimentos gerais e podem auxiliar na assimilação, como palavras cruzadas. Eles tornam a leitura e a escrita uma coisa prazerosa, e não um simples "dever de casa".


FONTE: http://terra.minhavida.com.br/familia/materias/13740-saiba-identificar-e-tratar-a-dislexia-em-criancas
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A importância da pré-escola

Alfabetização a princípio significa o domínio da leitura e da escrita, mas esse domínio é na verdade a conclusão de um longo processo. Para que uma criança seja alfabetizada, é preciso que ela passe antes por uma série de etapas em seu desenvolvimento, tornando-se então preparada para a aquisição da leitura e da escrita. Essas etapas compõem a chamada "fase pré-escolar" ou "período preparatório". O processo de alfabetização, é bastante complexo para a criança, por isso a importância de se respeitar o período preparatório, que dará a criança o suporte necessário para que ela prossiga sem apresentar grandes problemas. Uma criança sem o preparo necessário, pode apresentar durante a alfabetização, dificuldades relacionadas à coordenação motora fina e à orientação espacial, não sabendo por exemplo, segurar o lápis com firmeza, unir as letras enquanto escreve, ou como posicionar a escrita no papel. Pode ainda ter problemas para identificar os fonemas e associá-los aos grafemas. Também é possível encontrar crianças que só sabem copiar textos, e durante um ditado, não conseguem escrever. Podemos falar também sobre as dificuldades de interpretação de texto, de compreensão, de raciocínio lógico e ainda nas dificuldades emocionais. Complexos de inferioridade, insegurança, medo de situações novas, medo de ser repreendida, medo de errar, de não corresponder às expectativas dos pais, apatia, indiferença ou indisciplina e revolta, problemas de socialização, baixa auto-estima, e outros. O período propício para a alfabetização é entre os 6 ou 7 anos. Segundo Freud, é a chamada "fase latente", quando a criança já não tem mais interesses relacionados à descoberta do próprio corpo e do sexo oposto, bem como suas relações, e pode ter toda a sua atenção voltada para a aprendizagem por que esses interesses só voltam a se manifestar na puberdade. O processo de alfabetização pode chegar à 2 anos dependendo da maturidade, do preparo, do ritmo da criança e do quanto foi estimulada. Este é o período adequado para que a criança tenha completo domínio da leitura e da escrita, havendo a necessidade daí por diante do aperfeiçoamento da ortografia, da gramática e a estimulação constante da compreensão, interpretação e produção de textos. Além de tudo isso, uma boa alimentação, boa saúde, tempo de sono respeitado com horários regulares e um ambiente de tranquilidade, segurança e amor entre a família, intergração entre a família e a escola, facilitam muito a superação do período de alfabetização com bastante êxito.
Falando agora do período preparatório, precisamos levar em consideração que para ser alfabetizada, uma criança precisa antes de tudo ter uma auto-estima elevada, precisa estar bem emocionalmente, ter segurança e auto-confiança, para poder enfrentar as dificuldades que o processo de alfabetização irão lhe impor. Além disso, a criança precisa apresentar características de socialização. Seja qual for o seu temperamento, ela deve saber se portar em grupo, respeitar as pessoas, saber quais são seus limites, ter disciplina, estabelecer boa comunicação, ir aos poucos adquirindo independência e responsabilidade, saber ganhar e saber perder, ter boas maneiras, etc. Depois disso, a criança deve apresentar um bom desenvolvimento motor e dominância lateral definida. Isso significa que ela deve brincar muito, exercitar-se através de jogos e brincadeiras que estimulem as percepções sensoriais (gustativa, olfativa, visual, tátil e auditiva). Deve dominar seus movimentos corporais com habilidade e segurança, deve conhecer seu corpo, seus limites, ter postura, equilíbrio, reflexos e raciocínio lógico bem desenvolvidos. Por isso a importância das, brincadeiras de rua, de jogar bola, andar de bicicleta. rolar na grama, brincar com areia, nadar, correr, pular, etc. Isso é o que chamamos de coordenação motora global. O próximo passo, é o desenvolvimento da coordenação motora fina. A criança se desenvolve nesse sentido quando desenha ou pinta com todos os tipos de lápis, pincéis, quando usa tesouras ou quando pinta com os próprios dedos. Quando rasga, amassa ou pica papéis, quando brinca com jogos de encaixar e montar, enfim, são atividades que limitam-se mais ao uso das mãos, associadas ao raciocínio, à percepção sensorial e à concentração. Também são pré-requisitos importantes o desenvolvimento da capacidade de concentração, o desenvolvimento da memória e do raciocínio lógico e abstrato. Estes podem ser aprimorados com brinquedos e programas educativos, músicas, histórias, filmes infantis, livros, conversas informais, e tantas outros recursos. Toda e qualquer atividade estimula o cérebro, e quanto mais estimulado, melhor é o desempenho da criança em todo o processo de aprendizagem. Além de tudo isso a criança precisa sem dúvida apresentar bom desenvolvimento físico e boa saúde. Por causa de todo esse aprendizado é importante que as crianças frequentem a pré-escola. Os pais devem estar atentos quanto a escolha de uma, por que muitas não tem a aprovação da secretaria de educação do município. São as conhecidas escolas de "fundo de quintal", onde não existem os recursos necessários para todo o desenvolvimento do período preparatório.
Uma boa pré-escola deve:
  • ser aprovada pela secretaria de educação
  • ser devidamente regularizada e fiscalizada
  • ter amplo espaço externo, com variedade de recursos para recreação
  • ser limpa e organizada
  • ter salas adequadas para idades diferentes, que devem ser limpas, arejadas, amplas e decoradas para melhor estimulação
  • ter recursos pedagógicos variados e organizados: brinquedos, jogos, ambientes de estimulação, atividades extra-curriculares
  • ter professores experientes formados em magistério e/ou pedagogia
  • ter cozinha e refeitório limpos e amplos
  • ter funcionários para limpeza: cozinha e secretaria
  • apresentar planos pedagógicos organizados e coerentes com as idades das crianças
  • ter atendimento e boa comunicação com os pais
Muitas pré-escolas se preocupam somente com a alfabetização da criança, mas é muito importante que a pré-escola se preocupe primeiramente com o desenvolvimento do período preparatório, com a estimulação de todos os pré-requisitos que já descrevemos. A escola não deve pular as etapas do desenvolvimento, isso é extremamente prejudicial e trará consequências futuras para a criança, nas áreas pedagógica, emocional ou social. Para ser alfabetizada, uma criança precisa estar madura em todos os sentidos, pois o processo de alfabetização apresenta novas etapas, e a criança deve estar preparada para vencê-las. É importante ressaltar que pré-escola não é um “depósito de crianças”, onde as crianças ficam para que os pais possam trabalhar. A pré-escola tem um papel importantíssimo no preparo da criança para a alfabetização e deve cumprir este papel com competência. É o início da formação da criança, é onde ela vai ter o primeiro contato com o processo de aprendizagem, que será a base para todos os anos de escola que ela terá no futuro. Esse contato deverá ser agradável e prazeroso, para que não gere traumas futuros. No período preparatório, a família e a escola devem caminhar juntas, auxiliando uma à outra mutuamente. A família deve estimular a criança, ajudá-la com as tarefas, participar das reuniões, estar em contato com os professores, interessar-se pela vida escolar da criança.
Para finalizar, a escolha de uma pré-escola, não é tarefa fácil, por isso os pais devem pesquisar muito, conhecer o maior número possível de pré-escolas, levando em consideração não só as suas expectativas em relação à escola, mas principalmente as da criança, procurando por uma boa escola, que seja adequada às necessidades dos seus filhos, que ofereça bom ambiente e bons serviços. É importante lembrar que a pré-escola é o começo da longa caminhada escolar de seus filhos, por isso, deve ser um bom começo, que proporcione alegria e satisfação para a criança, afinal... “a primeira professora a gente nunca esquece.”

http://guiadobebe.uol.com.br/a-importancia-da-pre-escola/
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Bebês surdos devem aprender língua dos sinais nos primeiros meses de vida

Pais têm de interagir com brincadeiras e usar linguagem para socialização. Atividades buscam desenvolver habilidades visuais da criança.


O maior desafio para quem trabalha com crianças surdas é acreditar nos bebês como diferentes e não como deficientes. É assim que pensa a fonoaudióloga escolar Sandra Refina Leite, que trabalha na Escola para Crianças Surdas (ECS) Rio Branco, em São Paulo. Para Sandra, a melhor maneira de potencializar a produtividade e o desenvolvimento dos bebês é ensinar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) desde os primeiros dias de vida.

“Desde o momento em que os pais descobrem a surdez do bebê é importante procurar um especialista para que, além da própria criança poder aprender a língua dos sinais, eles também possam aprendê-la. É fundamental que a criança desenvolva habilidades visuais para se sentir incluída socialmente e quanto mais cedo ela iniciar o processo de educação, melhor”, diz. “Todos os nossos esforços são para que a criança aprenda da maneira mais natural possível”.

A especialista afirma que os pais não costumam aceitar a surdez do bebê em um primeiro momento. “Nossa sociedade não está preparada para a diferença, e isso se reflete também no comportamento dos pais dos bebês, que demoram um pouco a se acostumar. Ainda assim, o resultado vale muito a pena”, afirma Sandra. A fonoaudióloga diz que em seis meses de atividades o bebê já começa a reconhecer os sinais, mesmo que de maneira ainda não estruturada.

Em casa, é fundamental que os pais se comuniquem com o bebê por meio da linguagem de sinais. Sandra reafirma ainda a importância de brincar com a criança e contar histórias. “Aos pais cabe a tarefa de apresentar o mundo à criança, nomear pessoas e coisas, para que ela entenda a complexidade do mundo, e interagir sempre”, diz.

Surdez

O teste que identifica a surdez do bebê pode ser feito ainda na maternidade. As causas da deficiência podem ser muitas, mas as mais evidentes, segundo Sandra, são casos de meningite, rubéola e toxoplasmose da mãe durante a gravidez.

No processo educacional proposto pela ECS, o bebê participa de atividades educacionais até os 3 anos, para se familiarizar com a linguagem de sinais. A partir dos 3 anos, a criança é encaminhada para o ensino formal em uma turma formada apenas por surdos. Depois do quinto ano do ensino fundamental, a orientação é que o aluno seja encaminhado a uma escola tradicional, acompanhado de um intérprete.

“Propomos que o aluno fique em uma escola especial porque em todos os outros momentos do dia ele conviverá com pessoas ouvintes, dentro da própria família. A idéia não é isolar o aluno, mas ensiná-lo a agir como uma pessoa diferente, mas participante quando for exposto a qualquer situação com ouvintes”, afirma.
 
http://fonodanischepi.blogspot.com/
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Sindrome Down e Transtorno Processamento Sensorial (TPS)


Ellie, tem o diagnóstico de Sindrome Down associado com Transtorno Processamento Sensorial (TPS)


Processamento Sensorial e Transtorno Processamento Sensorial
 
Muitos de nós sabemos os sentidos mais comuns tato, visão, audição, gustação e olfação mas também há outros sentidos, tais como posição do corpo no espaço (proprioceptivo) e movimento e equilibrio ( vestibular). 
Esses sentidos são todos convertidos por receptores no corpo (pele, ouvido interno, músculos,articulações, tendões), que enviam sinais ao cérebro. 
O Transtorno Processamento Sensorial ocorre quando essas sensações não são registradas adequadamente, ou as sensações percebidas não são moduladas de forma adequada pelo sistema Nervoso Central (SNC)
  
Alguns comportamentos de Ellie podem estar associados o Transtorno Processamento Sensorial (TPS) de acordo com a avaliação de especialista Terapia Integração Sensorial (TIS)

- Hipersensibilidade para lavar o rosto e cabeça. Resposta aversiva estimulos táteis nas atividade de banho e higiene. Comportamento irritabilidade e choro frequente.
Busca sensorial ou procura sensorial com a boca. Coloca todos os objetos á boca como brinquedo, roupa, mordedor, papel, escova de dentes
 
 O Transtorno Processamento Sensorial (TPS) afeta as habilidades vida diária e também o seu aprendizado e comunicação. As questões sensoriais são tão graves que têm impacto nas atividades de vida diária.

 Após 17 meses de Terapia Integração Sensorial.......

...Ellie já consegue tomar banho sem choro e irritabilidade e aceita lavar e pentear os cabelos.


 ... Ela obteve bons ganhos em relação o seu desenvolvimento na motricidade grossa, mas continua com déficits na área de linguagem, motricidade fina, e tem importantes déficits de processamento sensorial, que estão interferindo com a sua capacidade de aprender." (mãe de Ellie Sindrome Down com Transtorno Processamento Sensorial).

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