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Pacientes que sofrem com Zumbido se beneficiam!!!



ZUMBIDO – PESSOAS QUE SOFREM COM O SINTOMA CONTAM COM NOVO GRUPO DE APOIO
Entidade retoma reuniões entre especialistas e portadores de Zumbido com objetivo de promover informação e estimular a busca por tratamento
Batizado de GANZ – Grupo de Apoio Nacional a Pessoas com Zumbido, este novo movimento chega para atender à crescente população de portadores de zumbido - e seus familiares – que tiveram sua qualidade de vida prejudicada por causa do Zumbido. Trata-se de encontros mensais, com palestras de profissionais especializados - otorrinos, fonoaudiólogos, psicólogos, dentistas e fisioterapeutas – sempre com os objetivos de transmitir informações atualizadas, motivar a busca pelas várias opções de tratamentos, melhorar a qualidade de vida e estimular a esperança de melhora ou cura do zumbido.
Acostumados a sofrer calados, os portadores do Zumbido têm dificuldades para encontrar profissionais preparados para lidar com o problema, pois o assunto não costuma ser ensinado nem nas melhores faculdades. E é neste cenário que o GANZ chega para exercer seus objetivos através da troca de experiências positivas, o que transmite mais confiança para atingir bons resultados.
A médica otorrinolaringologista, pesquisadora pioneira em Zumbido no Brasil e fundadora da APIDIZ, Dra Tanit Ganz Sanchez, dedica sua carreira há 18 anos para estudar o sintoma e difundir as possibilidades de tratamento e cura junto à comunidade médica mundial. Ela ressalta a importância da dedicação dos médicos: “o comprometimento do otorrino é determinante para o sucesso da investigação das causas e da definição da estratégia individual de tratamento, pois as causas do zumbido são muito variadas e uma consulta tradicional não permite a avaliação real do seu impacto na qualidade de vida do paciente”.
Abrangência Nacional e Acompanhamento da Reunião à Distância
Para disseminar as informações em território nacional e estimular o acesso dos mais jovens – que estão sendo cada vez mais acometidos pelo zumbido - as reuniões terão parte de seu conteúdo transmitido, em tempo real, através das principais mídias sociais, além da disponibilização de vídeos e depoimentos na TV Zumbido (www.tvzumbido.com.br) e no Canal Youtube após cada reunião.
Programação 2012 e Temas das Palestras
02 de Maio: O maravilhoso ouvido humano – como funciona e porque produz o zumbido
06 de Junho: Tipos comuns e raros de zumbido e suas principais causas
04 de Julho: A participação negativa do cérebro na manutenção do zumbido – como evitar
01 de Agosto: Roteiro inicial: dicas úteis sobre o que fazer quando o zumbido aparece
05 de Setembro: Reconhecendo e afastando grandes inimigos: ruído, erros alimentares, ondas eletromagnéticas, dores musculares e estresse
03 de Outubro: Relações entre zumbido, perda auditiva e hipersensibilidade a sons: como otimizar o tratamento conjunto
10 de Novembro: Noções sobre os tipos de tratamento do zumbido: a esperança está no ar!
05 de Dezembro: Apresentação de casos de sucesso
GANZ – Reuniões Mensais:
Os encontros acontecem toda primeira quarta-feira da cada mês, sendo a estreia de 2012 no próximo dia 2 de maio.
Capacidade: 30 pessoas para a reunião presencial na Sede da APIDIZ, além do acesso irrestrito via redes sociais e nos canais de vídeo.
Duração de 1h30 – palestra informativa de 30 a 40 minutos, seguida de sessão de perguntas e respostas com os participantes (pacientes e familiares)
Horário: das 15h as 16h30
Local: Sede da APIDIZ – Avenida Padre Pereira de Andrade, 353
Tel.: 11 3021-5251
Inscrições: Tel 11 3021-5251 ou contato@apidiz.org.br

Sobre o Zumbido
Sintoma que, apesar de comum, é pouco compreendido, apresenta difícil tratamento e gera muitas repercussões negativas;
Estima-se que o sintoma já acometa 28 milhões de brasileiros.
O Zumbido acometia 15% da população mundial em 1995, segundo o National Institute of Health – em 2010, esse percentual pulou para 24% segundo pesquisas realizadas nos Estados Unidos e Suécia.
Sobre a Coordenadora:
Profª Dra Tanit Ganz Sanchez – médica otorrinolaringologista e pioneira nas pesquisas sobre zumbido no Brasil. Currículo Lattes disponível em https://sistemas.usp.br/tycho/CurriculoLattesMostrar?codpub=67A2559B6836
Presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido
Profª Livre-Docente e Associada da Faculdade de Medicina da USP
Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez
Autora do livro Quem Disse Que Zumbido Não Tem Cura?
Ex-coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido (1999 a 2009), que teve regionais em 8 cidades brasileiras.


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O efeito das CORES no CÉREBRO!!!


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Criança de 9 meses


Quase andando

O bebê está cada vez mais perto de andar de fato. Nesta etapa, ele consegue subir escadas engatinhando e se movimentar de pé apoiando-se em móveis. Há crianças de 9 meses que chegam a dar alguns passinhos, mas ainda com ajuda. O bebê também está aprendendo a dobrar os joelhos e a se sentar depois de já estar de pé (uma operação mais difícil do que se imagina!).

Uma maneira de ajudar seu filho nessas primeiras caminhadas é se posicionar na frente dele, a uma curta distância, com as mãos esticadas encostando nas dele, para que ande na sua direção. Outro bom exercício é usar um daqueles carrinhos em que a criança pode se apoiar e empurrar (fique de olho em modelos que sejam estáveis e tenham uma base de sustentação larga).

Outro equipamento para esta fase é o andador, mas ele provoca polêmica entre os especialistas, pois boa parte deles o considera prejudicial para o desenvolvimento das pernas e dos pés. Se você decidir colocar seu bebê em um, limite o tempo e tome cuidado extra para prevenir acidentes, principalmente quando houver escadas e obstáculos no piso. O andador pode virar e causar ferimentos graves, em especial na cabeça. Não deixe de incentivar seu filho a treinar andar sem o andador.

É indispensável que sua casa seja segura para crianças. Coloque travas em portas de armário que você não queira que sejam abertas, já que os bebês são automaticamente atraídos por esse tipo de coisa.

Sapatos? Ainda não

Muitos pais ficam na dúvida se é hora de pôr sapatos quando os bebês começam a ficar de pé e a se movimentar. A maioria dos especialistas acredita que os sapatos não são necessários até que seu filho esteja passeando na rua com frequência. Andar descalço é algo que não só fortalece o peito do pé e os músculos do pé e da perna do bebê (evitando o pé chato), como pode colaborar para o equilíbrio.

Aprendendo na brincadeira

O bebê já coloca objetos em uma caixa e consegue tirá-los de lá. Para que possa praticar isso, dê a ele um balde de plástico e alguns bloquinhos coloridos (que não sejam pequenos demais para não haver risco de serem engolidos). Nesta fase, as crianças adoram brinquedos com partes removíveis ou com compartimentos que abrem e fecham. Carrinhos que possam ser arrastados de um lado para o outro são divertidos tanto para meninos como para meninas.

Você vai notar que, se tirar um brinquedo do seu filho, ele vai protestar, à medida que aumenta sua habilidade de expressar necessidades e desejo.

Aos 9 meses, cerca de metade das crianças gosta de dar um brinquedo a outra pessoa só para pegá-lo de volta depois. Seja companheira nessas horas de diversão. Tente rolar uma bola no chão para o bebê e veja se ele joga de volta. Com peças que podem ser empilhadas, seu filho terá a opção de colocar uma em cima da outra ou de dar uma delas para você.

Treino para ficar longe dos pais

A ansiedade de separação chega a um pico entre este período e os próximos meses. Embora seja normal que um bebê de 9 meses demonstre forte ligação com você e rejeição a outras pessoas, esse elo pode decepcionar avós e outros parentes. Ajude seu filho a se sentir mais confortável e espere que ele manifeste o interesse de ir no colo de alguém.
Se o seu bebê chupa o dedo ou uma chupeta para se acalmar em situações mais estressantes, não se preocupe. A sucção é uma das únicas maneiras que os bebês conhecem para se tranquilizar.

Viagens

Esta costuma ser uma idade difícil para se viajar com bebês. Crianças pequenas gostam de rotina, algo que tende a ser alterado durante viagens. Se for viajar, esteja preparada para um companheiro possivelmente irritado e, ao mesmo tempo, apegado. Tenha uma série de coisas para distraí-lo durante a jornada, como livrinhos, brinquedos que fazem barulho e, o mais importante, aquele famoso ursinho de pelúcia ou outro objeto de estimação. Se seu filho gosta de chupetas, é bom ter várias à mão, já que elas parecem sumir justo quando você mais precisa.

Compreensão da linguagem

A enxurrada de palavras que o bebê ouve desde o nascimento começa a surtir efeito. Nesta etapa, o entendimento de longe supera a fala, embora os sons do seu filho cada vez mais se assemelhem a palavras de verdade, incluindo aquele esperado "ma-ma". Só não se anime demais, já que essas sílabas provavelmente são só mesmo sons repetidos.

O seu tom de voz ainda faz mais sentido para seu filho do que as palavras em si. Mas, quanto mais você conversar com ele - ao preparar o jantar, no carro ou enquanto se veste --, mais o bebê aprende sobre a dinâmica da comunicação. Um estudo chegou a apontar que um dos maiores fatores para se prever a inteligência futura é medir a quantas palavras uma criança é exposta diariamente. É óbvio que a conversa dos outros ou horas à frente da TV não contam. O que vale para seu filho é ouvir palavras e o uso da língua de forma interativa.

Aos 9 meses, as crianças começam a entender o sentido do "não", só que dificilmente vão obedecer. Ao seu próprio nome, contudo, os bebês respondem sim, olhando em volta ou interrompendo o que estão fazendo para ver quem chamou.

Será que o desenvolvimento do meu filho é normal?

Lembre-se, cada bebê é de um jeito e atinge certos marcos de desenvolvimento físico no seu próprio ritmo. O que apresentamos são apenas referências de etapas que seu filho tem potencial para alcançar -- se não agora, em pouco tempo.

Caso seu filho tenha nascido prematuro, é provável que você observe que ele leva um pouco mais de tempo para fazer as mesmas coisas que outras crianças de idade similar. Não se preocupe, a maioria dos médicos avalia o desenvolvimento de um prematuro conforme a idade corrigida e acompanha seu progresso levando isso em conta.


 http://reginapironatto.blogspot.com.br/2010/12/criancas-de-9-meses.html
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Exposição prolongada a ruídos de baixo risco pode causar perda auditiva


O risco de desenvolver perda auditiva em razão de exposição a ruído no ambiente de trabalho aumenta conforme o tempo de exposição em anos

riesgos01 r3 c12Um estudo feito por participantes do programa de pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) e publicado em setembro deste ano na Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia estudou a mudança do limiar auditivo de trabalhadores expostos a diferentes frequências de ruídos.

Os 266 trabalhadores da área frigorífica que participaram do estudo, entre homens e mulheres, foram divididos em três grupos: (1) expostos a ruídos entre 79 e 84,9 decibéis (dB(A)), nível considerado seguro pela Fundacentro, no Brasil; (2) expostos a ruídos entre 85 e 90 dB(A) e (3) expostos a ruídos na faixa de 90 a 98,8 dB(A), todos a um período de trabalho de oito horas. Segundo dados do artigo, os ambientes frigoríficos apresentam ruídos contínuos acima de 80 dB(A), o que pode promover perdas de audição.

Flávia Cardoso Oliva, uma das autoras do artigo, e colegas alertam sobre os riscos existentes na exposição a sons muito altos: "O risco de desenvolver perda auditiva em razão de exposição a ruído no ambiente de trabalho aumenta conforme o tempo de exposição em anos. Daí a necessidade do controle do ruído  e do monitoramento auditivo anual. Entende-se como monitoramento auditivo a análise dos exames auditivos sequenciais comparados com o exame de referência, possibilitando a tomada de decisões em relação à audição do trabalhador", afirmam na publicação.

Durante a pesquisa, a equipe realizou 63 exames. Os resultados mostraram que nos grupos 1 e 2 existia um início de desordem auditiva, pois não apresentavam queixas de zumbido nos ouvidos ou sensação de perda da capacidade auditiva, apesar da alta exposição a ruídos frequentes. Já o grupo 3 apresentou maior agravamento auditivo bilateral entre o primeiro e o último exame.

Assim, os pesquisadores concluem que, por haver piora auditiva nos três grupos de trabalhadores, mesmo entre os funcionários expostos a ruídos considerados dentro dos limites permissíveis no Brasil, deveria ser implantado um programa de orientação e treinamento para prevenir possíveis alterações do limiar auditivo.

Perda Auditiva Ocupacional

O ruído é, na maioria dos países, o agente nocivo de maior prevalência no ambiente de Trabalho. Trabalhadores expostos à indices elevados de ruído nas atividades laborais, podem apresentar o que chamamos de PAIR (Perda Auditiva induzida por ruído) ou Perda Auditiva Ocupacional. Também podemos considerar Perda Auditiva Ocupacional, aquelas causadas por exposição à solventes e agentes químicos.

A norma regulamentadora no. 15, da Portaria 3.214/1978 estabeleceu que 85 dB é o limite de tolerância para uma exposição diária de 8 horas a ruídos contínuos ou intermitentes.

A Perda Auditiva Ocupacional é irreversível, progride lentamente e é difícil detectá-la em seu estágio inicial, pois não atinge as freqüências atuantes na comunicação oral. Para tanto, é necessário estabelecer ações de prevenção por meio doPrograma de Conservação Auditiva e do gerenciamento audiométrico dos Trabalhadores periodicamente.

Nos casos de exposição a níveis elevados de pressão sonora, faz-se necessário o uso do equipamento de proteção auditiva (EPA). Os protetores auditivos podem prevenir alterações da audição. Os indivíduos que não utilizam o EPA ou não fazem repouso auditivo após a jornada de trabalho, são mais suscetíveis a desenvolver a Perda Auditiva Ocupacional.

Desta forma, consideramos de extrema importância, realizar um Programa de Prevenção de Perda Auditiva que está incluso no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Segundo estatísticas, a Perda Auditiva Ocupacional, corresponde a 15% das Doenças Ocupacionais adquiridas em uma empresa na qual trabalhadores estão expostos à ruído elevado. Para isso, é necessária, a realização do Gerenciamento audiológico dentro da empresa. A Saúde auditiva do Trabalhador é tão importante para ele, quanto para o andamento da  produtividade da empresa.
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Entenda a Desordem do Equilíbrio


Tontura, vertigem e problemas para se equilibrarPopularmente, sintomas como esses são relacionados quase que de imediato à labirintite, o termo leigo e superficial (mas amplamente usado) que engloba as diversas enfermidades que comprometem de alguma maneira o labirinto (também chamado de labirinto vestibular ou aparelho vestibular), estrutura do ouvido interno responsável pela manutenção do equilíbrio.
O aparelho vestibular funciona continuamente, inclusive durante o sono, inconscientemente. Ele é composto pelos canais semicirculares e o vestíbulo. Internamente é preenchido por estruturas membranosas e líquidosque permitem transformar em sinal biológico as forças provocadas pela aceleração da cabeça e da gravidade, fazendo com que o cérebro receba informações relacionadas ao nosso movimento e posicionamento. Esta complexa estrutura que nos permite manter a postura e o equilíbrio nas circunstâncias mais adversas.
A labirintite pode aparecer em qualquer idade, decorrente de inúmeras alterações como: processos inflamatórios, infecciosos e tumorais, metabólicos, doenças neurológicas, compressões mecânicas e alterações genéticas. Um exemplo são os níveis aumentados de colesterol, triglicérides e ácido úrico, que podem causar alterações dentro das artérias, o que reduz a quantidade de sangue circulando nas áreas do cérebro e do labirinto.Estresse, ansiedade, hipoglicemia, diabetes, hipertensão e otites, além do uso de álcool, fumo, café, antibióticos e antiinflamatórios, são considerados fatores de risco para o surgimento da labirintite.
Além das tonturas, desequilíbrios e vertigens, podem ou não aparecer sintomas como perda de audição, zumbidos, náuseas, vômitos, sudorese e sintomas gastrintestinais. É comum ter a sensação de que o ambiente gira ao redor do corpo e a de que se está pisando no vazio ou até caindo. As crises podem durar de minutos a até dias.
diagnóstico do problema é feito através de avaliação clínica e exame otoneurológico completo. É importante que seja realizado o diagnóstico diferencial, pois, como existem diversas enfermidades que provocam sintomas parecidos, é necessário um diagnóstico correto. Já o tratamento varia muito, de acordo com a doença que a está causando, podendo ser desde medicação, até uma fisioterapia labiríntica, chamada terapia de reabilitação vestibular.

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Zumbido - Uma possível cura?

Aquele barulho chato, que a pessoa escuta e não entende de onde vem, afeta quase 15% dos brasileiros. Agora pesquisadores americanos estudam uma técnica capaz de silenciar o zum-zum em definitivo.

Se para boa parte da população o zumbido é só aquele apito que aparece no ouvido depois de sair de um show ou festa com música alta, para outra parcela ele é um transtorno. Isso porque, para quem sofre com a doença — chamada tinnitus —, tratase de um desconforto constante e que pode durar anos. Em 92% dos casos, o problema está relacionado à perda de audição. Já nos outros 8% ela não ocorre e, mesmo assim, essa gente toda padece com o piiiii incessante, para o qual ainda não há uma cura.

Na busca por uma solução, pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, induziram o zumbido em ratos, emitindo uma frequência sonora enquanto estimulavam com eletrodos o nervo vago dos roedores. Depois, fizeram o mesmo procedimento, mas desta vez se valendo de outras frequências. Os ratinhos, então, pararam de apresentar o incômodo, como se o cérebro tivesse sido reiniciado e voltado ao normal (veja o infográfico). "Trata-se de uma evidência de que o tinnitus é causado por uma atividade irregular do sistema nervoso", enfatiza o neurocientista Michael Kilgard, que participou do estudo.

É claro que a descoberta animou os que sofrem com o barulhinho nada bom. Mas os testes foram realizados em bichos que haviam acabado de desenvolvê-lo. "Por isso, talvez haja uma tendência de que a técnica, quando submetida a seres humanos, seja mais efetiva em quem tem o problema há pouco tempo", explica a otorrinolaringologista Tanit Sanchez, do Instituto Ganz Sanchez, em São Paulo, especializado no tratamento do tinnitus.

Enquanto a cura definitiva do zumbido não vem, o problema soa cada vez mais alto para a comunidade médica. Há um número crescente de jovens que se queixam do apito constante, principalmente de casos relacionados a lesões auditivas. "Aparelhos como iPod ou MP3 os expõem por horas a sons mais altos do que 85 decibéis", analisa Sandra Braga, mestre em fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e gerente da Audibel, empresa especializada em aparelhos auditivos. E, com o tempo, esse volume já é suficiente para provocar danos generalizados. Além disso, o fone de ouvido, tão querido pela moçada, manda todo o som diretamente para dentro da orelha, aumentando a probabilidade de encrencas.

Mesmo o zumbido sem elo com perdas auditivas também é cada vez mais recorrente. Até um problema odontológico, por exemplo, pode desencadeálo. Pois é — a oclusão errada ou dentes apinhados demais podem incitar o tinnitus. "Toda força que fazemos com a dentição é enviada ao cérebro como uma informação a ser interpretada. Em algumas pessoas, esse impulso acaba sendo identificado como zumbido", explica o odontologista e ortopedista facial Gerson Köhler, de Curitiba, no Paraná. Por isso, é interessante fazer um checkup no dentista para prevenir a zoeira sonora.

Agora, quando nem a audição nem a boca estão prejudicados, é hora de ver se os exames de sangue não se encontram alterados. Afinal, problemas como colesterol alto, anemia, disfunções na tireoide e desequilíbrios nos níveis de açúcar também podem repercutir no ouvido. "Se o sangue que chega à cóclea, estrutura que transforma o som em impulso elétrico, estiver com taxas de algumas substâncias muito alteradas, ele não será adequado para alimentar as células auditivas", explica Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Como o estrondo interminável tem diferentes causas, é preciso ter paciência na hora do diagnóstico. "Parei de trabalhar e de ir à faculdade. Estava no limite, tinha raiva do meu ouvido", afirma o estudante curitibano Thiago Marinho, de 24 anos, que convive com o ruído na orelha direita há seis meses sem saber ainda o que está por trás da chateação. Tentar esquecer é difícil, mas melhora a qualidade de vida, já que, segundo especialistas, a intensidade do zumbido aumenta de acordo com a atenção que se dá a ele.

De qualquer forma, é possível, sim, driblar o zum-zum interno. O uso de aparelhos auditivos auxilia os pacientes que têm dificuldade para ouvir. Afinal, a percepção adequada de outros sons desvia a atenção do alarido sem fim. Para pessoas com alterações metabólicas como anemia, o controle da alimentação é um dos grandes aliados. Além disso, o acompanhamento psicológico, em casos de muito estresse, também pode trazer bons resultados. O importante é não fugir do tratamento e assumir o controle da barulheira.

Ouvidos retreinados
Terapias sonoras costumam trazer bons resultados para pacientes com zumbido. A TRT, ou tinnitus retraining therapy, é a mais comum delas, e serve para quebrar a percepção negativa que a pessoa tem do zumbido. Ao ser exposto diariamente a um som neutro e agradável, o indivíduo atenua o incômodo com o ruído. "Ao longo do tempo, o cérebro vai entender que ele tem capacidade de focar em outros sons que não só o zumbido", explica a fonoaudióloga Sandra Braga. O tratamento geralmente dura de 18 a 24 meses.

Um barulhinho nada bom
60% das pessoas com zumbido são afetadas emocionalmente, de diferentes maneiras. Em casos extremos, pensam até em suicídio

50% têm dificuldade para dormir, porque afirmam que o ruído fica mais perceptível ou intenso no momento em que estão em silêncio

42% têm problemas para desenvolver atividades que necessitam de concentração, como estudar ou ler um livro

14% são afetadas socialmente. Isso porque deixam de frequentar alguns lugares, como festas, por temer que o som alto piore o zumbido

A origem da desordem...
...e como a nova técnica promete silenciá-la

http://saude.abril.com.br/imagens/0336/zumbidos_legendas.jpg

1. A cóclea abriga células ciliares que captam as ondas sonoras e as transformam em impulsos elétricos enviados ao cérebro — é ali que o som é decodificado. Se algumas dessas células ficam comprometidas, suas vizinhas vibram em ritmo acelerado, disparando impulsos à toa, que são interpretados como um ruído. É o zumbido.

2. Eletrodos são posicionados no pescoço do paciente e emitem um estímulo que viaja até uma região do córtex cerebral responsável pela codificação dos sons. Reorganizados, os neurônios desse pedaço passam a ignorar as mensagens das células auditivas que estão fora de sintonia.
Mesmo o zumbido sem elo com perdas auditivas também é cada vez mais recorrente. Até um problema odontológico, por exemplo, pode desencadeálo. Pois é — a oclusão errada ou dentes apinhados demais podem incitar o tinnitus. "Toda força que fazemos com a dentição é enviada ao cérebro como uma informação a ser interpretada. Em algumas pessoas, esse impulso acaba sendo identificado como zumbido", explica o odontologista e ortopedista facial Gerson Köhler, de Curitiba, no Paraná. Por isso, é interessante fazer um checkup no dentista para prevenir a zoeira sonora.

Agora, quando nem a audição nem a boca estão prejudicados, é hora de ver se os exames de sangue não se encontram alterados. Afinal, problemas como colesterol alto, anemia, disfunções na tireoide e desequilíbrios nos níveis de açúcar também podem repercutir no ouvido. "Se o sangue que chega à cóclea, estrutura que transforma o som em impulso elétrico, estiver com taxas de algumas substâncias muito alteradas, ele não será adequado para alimentar as células auditivas", explica Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Como o estrondo interminável tem diferentes causas, é preciso ter paciência na hora do diagnóstico. "Parei de trabalhar e de ir à faculdade. Estava no limite, tinha raiva do meu ouvido", afirma o estudante curitibano Thiago Marinho, de 24 anos, que convive com o ruído na orelha direita há seis meses sem saber ainda o que está por trás da chateação. Tentar esquecer é difícil, mas melhora a qualidade de vida, já que, segundo especialistas, a intensidade do zumbido aumenta de acordo com a atenção
que se dá a ele.

De qualquer forma, é possível, sim, driblar o zum-zum interno. O uso de aparelhos auditivos auxilia os pacientes que têm dificuldade para ouvir. Afinal, a percepção adequada de outros sons desvia a atenção do alarido sem fim. Para pessoas com alterações metabólicas como anemia, o controle da alimentação é um dos grandes aliados. Além disso, o acompanhamento psicológico, em casos de muito estresse, também pode trazer bons resultados. O importante é não fugir do tratamento e assumir o controle da barulheira. 

  • Ouvidos retreinados
Terapias sonoras costumam trazer bons resultados para pacientes com zumbido. A TRT, ou tinnitus retraining therapy, é a mais comum delas, e serve para quebrar a percepção negativa que a pessoa tem do zumbido. Ao ser exposto diariamente a um som neutro e agradável, o indivíduo atenua o incômodo com o ruído. "Ao longo do tempo, o cérebro vai entender que ele tem capacidade de focar em outros sons que não só o zumbido", explica a fonoaudióloga Sandra Braga. O tratamento geralmente dura de 18 a 24 meses.

  • Um barulhinho nada bom 
 60% das pessoas com zumbido são afetadas emocionalmente, de diferentes maneiras. Em casos extremos, pensam até em suicídio

50% têm dificuldade para dormir, porque afirmam que o ruído fica mais perceptível ou intenso no momento em que estão em silêncio

42% têm problemas para desenvolver atividades que necessitam de concentração, como estudar ou ler um livro

14% são afetadas socialmente. Isso porque deixam de frequentar alguns lugares, como festas, por temer que o som alto piore o zumbido

A origem da desordem...
...e como a nova técnica promete silenciá-la

http://saude.abril.com.br/imagens/0336/zumbidos_legendas.jpg

1. A cóclea abriga células ciliares que captam as ondas sonoras e as transformam em impulsos elétricos enviados ao cérebro — é ali que o som é decodificado. Se algumas dessas células ficam comprometidas, suas vizinhas vibram em ritmo acelerado, disparando impulsos à toa, que são interpretados como um ruído. É o zumbido.

2. Eletrodos são posicionados no pescoço do paciente e emitem um estímulo que viaja até uma região do córtex cerebral responsável pela codificação dos sons. Reorganizados, os neurônios desse pedaço passam a ignorar as mensagens das células auditivas que estão fora de sintonia.

por MARIANA AGUNZI | ilustrações ÉDER R., ALOÍSIO C., LUIZ I.



A origem da desordem... ...e como a nova técnica promete silenciá-la 

1. A cóclea abriga células ciliares que captam as ondas sonoras e as transformam em impulsos elétricos enviados ao cérebro — é ali que o som é decodificado. Se algumas dessas células ficam comprometidas, suas vizinhas vibram em ritmo acelerado, disparando impulsos à toa, que são interpretados como um ruído. É o zumbido.

2. Eletrodos são posicionados no pescoço do paciente e emitem um estímulo que viaja até uma região do córtex cerebral responsável pela codificação dos sons. Reorganizados, os neurônios desse pedaço passam a ignorar as mensagens das células auditivas que estão fora de sintonia.

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Dia Mundia da Voz - 16 de abril



No Dia da Voz Lula fala diretamente aos fonoaudiólogos

No Dia da Voz, Lula dá um depoimento sobre o tratamento fonoaudiológico que precisou fazer após um câncer na laringe. O ex-presidente, que há poucos dias já tinha declarado que preferia morrer a ficar sem voz, disse em seu depoimento que se surpreendeu com os benefícios da fonoaudiologia.
“Quando meus médicos me informaram que eu seria encaminhado para uma fonoaudióloga eu não imaginava os benefícios que o tratamento poderia trazer para minha saúde”, admitiu.
Lula ainda completou: “Continuo fazendo fonoterapia porque sei que minha voz pode melhorar ainda mais”, concluiu. O vídeo gravado exclusivamente para comemorar o Dia da Voz foi gravado a pedido do Conselho Federal de Fonoaudiologia para celebrar a data e pode ser acessado por meio do link abaixo.


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A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”