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Materiais para Diagnóstico Psicopedagógico e áreas afins...

O DISLÉXICO NA ESCOLA

Primeiramente é necessário dizer o que é dislexia
caracteriza-se por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.
Durante o acompanhamento do disléxico, é necessário estabelecer uma sintonia entre todos que estão envolvidos com as questões de aprendizagem do indivíduo. A família deve estar orientada quanto a dimensão que envolve o problema para poder melhor estabelecer o transito de informações com os especialistas e com a escola. Segundo Sanches (1998), a formação dessa rede é indispensável para avaliar os progressos, os pontos de dificuldades, os tropeços e as necessidades de estratégias.
Considerando que é no ambiente escolar que as dificuldades aparecem de forma crucial; que as condições intelectuais estão preservadas no disléxico e que não há cura plena para este transtorno, uma das tarefas mais importante do psicopedagogo ou fonoaudiólogo é garantir uma série de adaptações pedagógicas na escola. O disléxico deve progredir na escolaridade, independentemente de suas dificuldades em leitura e escrita. Deve estar muito claro que o problema não é devido à falta de motivação ou à preguiça.
A seguir algumas normas que poderão otimizar o rendimento, e ao mesmo tempo, tentar evitar problemas de frustração e baixa auto estima –estima,normas elaboradas a partir de artigos e SCHAWYTZ (2006)
1- ATITUDES:
 Dar entender ao disléxico que seu problema é conhecido e que será feito o possível para ajudá-lo.
 Dar—lhe uma atenção especial e animar-lhe a perguntar em caso de alguma dúvida.
 Comprovar sempre o material oferecido para ler é apropriado para seu nível leitor, não pretendendo que alcance um nível leitor igual aos dos outros colegas.
 Destacar Sempre os aspectos positivos em seus trabalhos e não fazê-lo repetir um trabalho escrito pelo o fato de tê-lo feito mal.
 Evitar que tenha que ler em público. Em situações em que isto é absolutamente necessário, oportunizar que ele prepare a leitura em casa.
 Aceitar que se detraia com maior facilidade que os demais, posto que a leitura lhe exige um super esforço.
 Nunca ridicularizá-lo.
PRPOSTA DE AÇÕES PEDAGÓGICA
 Ensinar que resumir anotações que sintetizem o conteúdo de uma explicação.
 Permitir o uso de meios informáticos e de corretores.
 Permitir se necessário, o uso de calculadoras e de gravações. Particularmente no ensino superior, o disléxico é beneficiado ao gravar as aulas já que tem dificuldade para ouvir e escrever ao mesmo tempos. A fita gravada lhe garantirá tranqüilidade no momento de participar das aulas, e ao mesmo tempo, possibilitará ouvi-la diversas vezes em casa para aprender melhor o conteúdo
 Usar matérias que permitem visualização (figuras, gráficos, ilustrações) para acompanhar o texto impresso.
 Evitar, sempre que possível, a cópia de grandes textos do quadro de giz, dando-lhes uma fotocópia.
 Diminuir os deveres de casa, envolvendo leitura e escrita.
AVALIAÇÃO ESCOLAR
 Realizar, sempre que possível avaliações oralmente, conduta é válida em todos os níveis de ensino, particularmente no ensino superior.
 Prever tempo extra com recurso obrigatório, não opcional, pois a capacidade de aprender do disléxico não automatizou a leitura, terá que ler pausadamente, com muito esforço e se apoiar nas suas habilidades mais altas de pensamento. Ele precisa utilizar o contexto para entender o significado da palavra, um caminho mais longo e indireto e requer um tempo extra.
 Evitar a utilização de testes de múltipla escolha que pelo o fato de descontextualizar as informações e reduzirem o tempo de execução, tornam-se muito difíceis para o disléxico. Esses testes não são indicadores do conhecimento adquiridos por eles.
 Valorizar sempre os trabalhos pelo seu conteúdo e não pelos erros cometidos de escrita.
 Oportunizar um local tranqüilo ou uma sala individual pra fazer os testes ou avaliações para que o disléxico possa focar a sua atenção na tarefa que tem para realizar. Qualquer barulho ou distração atrapalhará a leitura, fazendo com que ele mude a atenção da leitura, o que interfere na
 performance no teste.


MODELO DE CONTRATO TERAPÊUTICO PARA O DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO

NORMAS DE FUNCIONAMENTO:
Temos por finalidade o esclarecimento de alguns critérios básicos que englobam o êxito do tratamento, a fim de estabelecer com esses procedimentos a igualdade de direito e deveres que norteiam nossos interesses comuns.
DO PAGAMENTO
1. Deverá ser efetuado até o dia (cita o dia do mês em curso), onde serão cobrados de acordo com o número de terapias previstas para o paciente durante o mês.
2. No primeiro mês de tratamento o pagamento deverá ser efetuado de acordo com o número de sessões terapêuticas realizadas, em decorrência do período de avaliação.
3. O atendimento é pago como mensalidade, quer venha ou não, a sessão deverá SER PAGA, ISSO PARA QUE POSSAMOS ASSEGURAR SEU HORÁRIO DE ATENDIMENTO.
4. As sessões com a família ou com profissionais afins serão cobradas.
5. As sessões realizadas fora do espaço terapêutico ( visitas nas escolas e nos contatos profissionais de áreas correlatas0 valar será cobrado em dobro.
DA ASSIDUIDADE
1. O não comparecimento deverá ser informado com antecedência de no mínimo 24 horas, neste caso veremos a possibilidade de reposição.
2. O tempo de duração são de 50 minutos, ficando o atraso na responsabilidade do cliente
3. O não comparecimento sem justificativa por duas sessões consecutivas, implicará, na disponibilidade do horário.
4. Caso o não comparecimento seja do profissional, a sessão não será cobrada ou veremos a possibilidade de reposição.


OBSERVAÇÕES
1. As sessões que incidirem nos dias feriados serão descontadas da mensalidade.
2. É necessário priorizar o dia e horário do seu atendimento, para que outras atividades não venham interferir na terapia.

A SUA DEDICAÇÃO É IMPRESCINDÍVEL

Cordialmente _______________________________________________
Psicopedagogo (a)
Estou ciente das normas de funcionamento

Fortaleza, ________ de ____________________ de _____________

_____________________________________________
NOME DO CLIENTE

______________________________________________
ASSINATURA DO CLIENTE OU RESPONSÁVEL

CONTRATO E O ENQUADRAMENTO NO DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO
• No início do diagnóstico realiza-se um contrato com os pais e se constrói um enquadramento com estes e o paciente. O enquadramento é a definição das variáveis que intervém no processo tornando-as constantes.
São aspectos importantes do enquadramento:
• Esclarecimento dos papeis: Função do terapeuta- investigador, participação dos pais e de outros membros da família (anamnese, sessões familiares, devolução, contato com os profissionais da escola, contatos com outros profissionais que atendam ou já atenderam a criança;
• Previsão do número aproximado de sessões e forma de encerramento do trabalho;
• Definição de horário, dias e duração das sessões;
• Definição dos locais do atendimento;
• Honorários contratados e forma de serem cobrados.

Lúcia Araújo


RELAÇÃO DE MATERIAIS PSICOPEDAGÓGICOS:
(Modelo)

 Teste das Matrizes Progressivas Coloridas Raven;
 Escala de Inteligência Wechsler para Crianças (WISC – III);
 Teste Columbia de Maturidade Mental;
 Material para anamnese: entrevista semi-estruturada; formulários; fichas de avaliação e acompanhamento.
 Materiais como: lápis de cor, folhas, giz de cera, canetinhas, caneta...
 Livros que abordam temas específicos.
 Jogos para avaliação de algumas habilidades como: atendimento a ordens; nomeação de objetos e figuras; interação social; persistência e atenção; sequenciação e motricidade. Sugestão de alguns jogos:
o Caixa-encaixa;
o Pranchas de encaixes;
o Lotos;
o Tabua de pinos.
 Jogo de alfabeto móvel;
 Jogo de alfabeto ilustrado;
 Jogo de alfabeto com figuras;
 Jogo e alfabeto e sílabas;
 Jogo de alfabeto de encaixe (letra cursiva);
 Jogo de alfabeto e palavras;
 Jogo de loto leitura;
 Jogo de mico de palavras;
 Jogo de baralho para classificação;
 Jogo de carimbos (diversos);
 Conjunto de viso, perceptivo com 10 jogos;
 Bloco de construção;
 Conjunto de esquema corporal (quebra-cabeça);
 01 fazendinha;
 01 caixa quadrado vazado;
 Caixa triângulo vazado;
 Jogo de linha (matemática);
 Jogo de numerais e quantidades 0 a 9;
 16 jogos de memória (diversos);
 02 jogos de dominó associação de idéias;
 01 jogo de dominó associação geométrica;
 Jogos de dominó de frases;
 01 jogo de dominó de quantidades;
 Jogo de dominó de metade;
 Jogos de dominó de subtração;
 Jogos de dominó de multiplicação;
 Jogos de dominó de divisão silábica;
 Jogos de dominó de horas;
 Jogos de dominó de divisão;
 Jogos de divisão de figuras e fundos;
 Jogos de dominó de torre cor de rosa;
 01 casinha de encaixe;
 01 jogo de fantoches família branca (com 6 peças);
 01 jogo de fantoches família preta (com 6 peças);
 01 jogo de fantoches de animais (com 10 peças);
 Ábaco de plástico;
 Ábaco de madeira;
 09 jogos de seqüência lógica;
 Blocos lógicos;
 Quebra cabeça (diversos);
 Rádio com CD;
 01 jogo completo de Maria Montenoria;
 02 baús criativos;
 CDs de música (diversos);
 Fitas de vídeo (diversos);
 Livros de histórias (diversos);
 01 jogo CDTECA;
 Brinquedos diversos.
1 Forno de Bier;
 01 Roda de ombro;
 01 Barra paralela;
 01 Mesa (fortalecimento);
 05 Bicicletas ergométricas;
 Tábua de eversão / inversão;
 03 pares de halteres 01 KG;
 03 pares de halteres 02 KG;
 07 pares de bastões;
 02 Barras ou Ling (ou espaldar);
 01 Escada de ombro;
 01 Polia de teto;
 01 Espelho fixo;
 01 Tatâme alto;
 01 Mesa de Canavel;
 01 Infravermelho;
 02 Cunhas baixas;
 01 Rolo rígido;
 03 Bolas de Bobath (45cm, 55cm, 65cm);
 03 Rolos de Bobath;
 01 Aparelho de prono-supinação;
 Tábuas ou pranchas de equilíbrio;
 02 cunhas altas;
 Rolos de posicionamento;
 Simetrógrafo;
 Banquinho;
 Espelho móvel;
 Rampa-escada;
 Divã (mesa) para avaliação;
 Bicicleta ergométrica;
 Rolo rígido;
 Faixas Thera-band;
 Andador infantil;
 Cadeiras de canto;
 Colar cervical;
 Carrinhos e cadeiras.






RELAÇÃO DE MATERIAIS / EQUIPAMENTOS DE FONOAUDIOLOGIA


 Luvas;
 Canudos espirais Pró-Fono;
 Haltere labial;
 Haltere lingual;
 Estimulador térmico;
 Espátula;
 Chupetão Nuk (1);
 Vibrador;
 Garrote (1) 05mm de diâmetro;
 Garrote (1) 11mm de diâmetro;
 02 Dedemass Pró-Fono;
 Auxiliar de afilamento da língua (1);
 Colchonete;
 Bola Bobath;
 Casa de brinquedos de madeira com móveis;
 Toca-Fitas;
 Espelho Grande;
 Estante com brinquedos (jogos de quebra-cabeça, boneca, carro, móveis de casa, etc);
 Folhas;
 Material de escritório em geral;
 02 Chupetão Pró-Fono para exercícios miofuncionais orais;
 Exercitador labial Pró-Fono;
 Exercitador facial Pró-Fono;
 Elásticos ortodônticos coloridos 5/16 (100 unidades);
 Estojo de garrafas para exercícios respiratórios com suporte;
 Vibrador massageador Pró-Fono;
 Refil do vibrador massageador (código 6010) 50 espátulas perfuradas;
 Espátulas coloridas de plástico (abaixadores de língua) (24 unidades);
 Mordedor de látex para exercícios miofuncionais orais;
 Scape-Scope Pró-Fono;
 Adesivos Pró-Fono para generalização posturas orais (30 unidades);
 Adesivo do quadro fonêmico;
 Carimbos das boquinhas Pró-Fono;
 02 Garrotes látex 11mm diâmetro e 30cm de comprimento;
 02 Garrotes látex 05mm diâmetro e 30cm de comprimento;
 Auxiliar para afilamento lingual;
 02 Canudos com diâmetro externo aumentado (02 unidades);
 Álbum com 168 figuras auto-adesivas balanceadas por fonemas;
 02 Dedos de luva Pró-Fono (50 unidades);
 02 Dedemass – dedeira escova massageadora (02 unidades);
 Canudos espirais Pró-Fono (03 unidades com 3, 6 e 9 voltas);
 Guia de posicionamento lingual (silicone);
 Guia de posicionamento labial (silicone);
 Livro – O jogo das letras encantadas;
 Livro – Manual de educação vocal para crianças (2. ed.);
 Livro – ABFW: teste de linguagem infantil – caixa completa;
 Gravador pequeno;
 02 almofadas grandes coloridas;
 Fitas infantis (Xuxa, Eliana);
 Luvas;
 Pilhas pequenas;
 Saco plástico pequeno para individualizar equipamentos orofaciais (+/- 15cm).

RELAÇÃO DE MEDICAMENTOS / EQUIPAMENTOS DE ATENDIMENTO MÉDICO

 Termômetro;
 Aparelho de pressão;
 Estetoscópio;
 Balança pediátrica;
 Balança adulta;
 Maca;
 Luvas;
 Espátulas;
 Esparadrapo;
 Gazes;
 Algodão;
 Soro Fisiológico;
 Seringas e agulhas;
 Polvidine tópico;
 Ataduras;
 Paracetanol comprimidos;
 Acetam;
 Novosil metoclopramida;
 Kalmax – hidróxido de alumínio;
 Truxol;
 Epicitrin;
 Pulmoclean;
 Febrilon;
 Atroveran.

RELAÇÃO DE MATERIAIS / EQUIPAMENTOS DE TERAPIA OCUPACIONAL

 Material escolar (Diferentes papéis; lápis de cor; giz de cera; tintas; pincéis; caneta hidrográfica; lápis preto; apontador; borracha; massa de modelar, tesoura, cola, palitos de sorvete, etc);
 Guizos, argolas, chocalho, cubos, blocos lógicos;
 Jogos de encaixe;
 Bolas de tamanhos diferentes;
 Bonecas e carrinhos;
 Circuitos de mesa;
 Livros e revistas;
 Fios (lã, barbante, linhas, etc);
 Som;
 Cordas;
 Brinquedos diversos;
 Material para confecção de órteses e adaptações;
 Espelho grande;
 Brinquedos que imitem a vida diária (utensílios de cozinha, higiene e vestuário);
 Jogos.



ANAMNESE PSICOPEDAGÓGICA
Informante: _____________________________________ Data____/____/_____
1- Dados Gerais
Nome ______________________________________________________________________
Data de Nascimento ____/______/______ Sexo _________________ posição familiar ____________________
Pai_______________________________ Idade __________ Profissão ___________
Mãe _______________________________ Idade__________ Profissão __________
Irmão__________________________ Idades __________________________________
Endereço ____________________________ Nº ______ Bairro Telefones_________
Escola _________________________ Série ___________ Turno -_______________
Endereço _______________________________________________ Telefones Profissionais Responsáveis _________________________________________________________________________
Faz outros Atendimentos? _______ Quais __________________________________
Com Quem? _______________________________ Telefones? ____________________
Indicado Po______________________________________________________________
QUEIXAS OU MOTIVO DA CONSULTA ( palavra dos pais)
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA QUEIXA
Início (data) e circunstâncias ___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Acredita devido a que ( motivações) __________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________Desenvolvimento, agravamento e melhora do sintoma ____________________________________________
Como os pais lidam com o sintoma?___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Repercussões Sociais ( família, escola, vizinhança, etc) ___________________________________________________________________________
Idéias do cliente sobre seus problemas e atitudes em relação a eles ( indiferença, resistência, interesse pelo o atendimento, etc? _______________________________________________________________________
ESCOLARIDADE
Quando e como foi a entrada do filho na escola?___________________________________________________
___________________________________________________________________________
Qual o critério utilizado para a escolha da escola? _________________________________________________
Como os pais perceberam a evolução do filho na escola (destacar cada etapa escolar, por ex. alfabetização? Como, nesta evolução, os pais viram a capacidade e os pontos fracos do filho?
___________________________________________________________________________
Qual a contribuição dos pais neste processo?___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Que atividade escolar o filho mais gosta? _____________Como age frente às lições de casa? E os pais?____________________________________________________
Qual a quantidade de lições de casa? ___________Em qual horário e local faz as lições?__________________
Necessita de auxílio?______Que dificuldades o filho apresenta nas disciplinas escolares? Desde quando? Percebe causas? Pais relacionam as dificuldades com algum fato familiar? __________________________________
Qual a opinião do professor? ________________________________________________________________
Reprovação? Por quê? Mudanças de escola? Por quê?______________________________________________
Recebe ajuda extra-escolar? Desde quando?_______________________________________________________
Como se relaciona com os colegas de classe?_______________________________________________________
Algum fato da história escolar do filho faz lembrar a história dos pais? E a dos irmãos?
___________________________________________________________________________
4-CONCEPÇÃO
( Pesquisar a resposta emocional dos pais ao anúncio da gravidez: houve rechaço, houve desejo aberto de abortar, aceitaram com alegria).
A criança foi desejada? ____________________________________________________________________
Ordem nas gestações_______________ Ordem nos nascimentos ____________________________________
Abortos _____________ Naturais ______________ Provocados_____________________________________
Por quê? ____________________________________________________________________________________
Filhos falecidos?______ causas: ______________________________________________________________
A criança é adotada? ____________ Com que idade veio para família? _________________________________
5- GESTAÇÃO
Teve dificuldades para engravidar? ________________
Quando tempo após o casamento veio o primeiro filho? Por quê?______________________________________
COM RELAÇÃO AO CLIENTE
Enjôos, vômitos?______ Quando? _____Quais as sensações psicológicas sentidas durante a gravidez?________________quando sentiu a criança mexer? Como reagiu a esta sensação? _____________________

Fez pré-natal?____ Exames de raio-X ___Transfusão de sangue____ Hemorragias? ______
Doenças? Tomou alguma medicação? Fumou ou bebeu? _____
Observações: ___________________________________________________________________________
6-CONDIÇÕES DO NASCIMENTO
Descrição do parto:___________________________________________________________________________
Maternidade? Natural? Fórceps? ___ Cesariana? ____ Pro quê? ____________________Posição do bebê ( cefálico? Pélvico? Outra? Qual? _______ Nasceu a termo ou Prematuro ? _______Chorou logo?______ Cor ao nascer _________ Precisou de oxigênio? ____ Icterícia ______Outras complicações? __________________________
Quanto tempo após o parto à mãe entrou em contato com a criança? ____________________________________
Sentiu que a criança despertou nos pais: correspondeu às expectativas, desiludiu-os desejara, que fosse de outro sexo?____________ Qual a participação do pai durante e após o nascimento?________________________
Alguém ajudou a cuidar da criança? ______________________________________________________________

1- DESENVOLVIMENTO
Dorme bem? _____ pula quando dorme? ___ levanta pernas e braços? ____d- esbugalha os olhos sem acordar?_____ baba à noite?____ Desde quando?_____________ sua à noite____ desde quando___________
Fala dormindo? _____ desde quando _______________ grita durante o sono? ____desde quando? __________
Range os dentes? ________ desde quando? __________ é sonâmbulo?_______ desde quando _____________
Tem pesadelos? ________ desde quando?_________________ Encoprese______________________ ________
Lembra do que aconteceu no dia seguinte? _______________________________________________________
Dorme em quarto separado dos pais? ___________ desde quando? ___________________________________
Como separaram? ___________________________________________________________________________
Dorme com alguém no quarto? _____ acorda e vai para cama dos pais? _____Atitude dos pais?_____________
___________________________________________________________________________
2- ALIMENTAÇÃO
Descreva a situação de amamentação ( quantas horas depois do parto, intervalo entre as mamadas, interesse em amamentar, receptividade do filho, sucção, digestão, sensações da mãe, comportamento do filho no colo da mãe, ambiente de amamentação, etc)
___________________________________________________________________________
Com que idade passou a receber alimentação salgada?___________________________________________
Atitude da mãe e do filho no desmame? ______________________________________________________
Come normalmente? Do que gosta? ____________Recebe ajuda? _____ de quem?___________
Desejo dos pais frente à alimentação? ________________________________________________________
3- DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR
Que idade sorriu ? ______ Fixou a cabeça? ______ sentou? _______ engatinhou? ______ andou? _________
Usou andador? ________ tinha tendência a cair? ________ ia de encontro a móveis e objetos? ____________
Tinha dificuldades de movimentos? _______ balbuciou ( emitiu sons) _______ com que idade falou as primeiras palavras? ___________ quais foram? _________________________ trocou sons? ______________ quais _______________________________ até qual idade? _________ Gaguejou ou gagueja? ___________________
Dentição? _______________________
Dominância ( ) destra, ( ) esquerdo. Atitude dos pais?_______________________________________________
E que idade se iniciou controle de fezes e urina? ___________________________________________________
Quando adquiriu o controle noturno ________comportamento e sentimentos?____________
Atitude dos pais? __________ Dificuldade de prestar atenção? ______________________________
4- MANIPULAÇÕES
Uso chupeta ou dedo?______ até quando?______ roeu ou roe unhas?_______ até quando? ________________
Apresento ou apresenta algum tique nervoso? ______ qual? __________________________________________
Atitude dos pais frente a esse hábito? ________________________________________________________
Tem medo de pessoas, animais, barulhos estranhos, altura, escuro, etc? ____________________________
Mentira furtos ou fugas de casa? ________________________________________________________________
Atitude dos pais? _________________________________________________________________________
5- SEXUALIDADE
Curiosidades sexual: Perguntas sobre as questões sexuais, sobre nascimento de crianças, comparações com sexo oposto com que idade se manifestam? ___________________________________________________________________________
Masturbação: realiza abertamente ou não? _______ desde quando? _______ freqüência? _________________
Atitude dos pais? _______________________________________________________________________
Alguma experiência sexual precoce? _____foi dada alguma informação sexual Por quem?________________
obs:_______________________________________________________________________
6- SOCIABILIDADE
Traz crianças para brincar em casa? Quem? ________________ sai com outras criança? Quem?______________
Brinca ou dorme na casa de outras pessoas? _______________ como reage? ____________________________
Desce do prédio ou sai na rua para brincar? _________ tem companheiros? _______ de que idade? __________
Domina ou é dominado?____________ adapta-se facilmente ao meio? _________ tipo de brincadeira que prefere? ___________________________ e a que rejeita? ___________________________________________
Trabalha ou trabalhou? _______ com que idade e por quê? __________________________________________
7- REAÇÕES EMOCIONAIS
Como você descreve o temperamento da criança?__________________________________________________
Chora facilmente? _____ tem medos? _____ de que _____ como costuma reagir?_________________________
Qual atitude dos pais? ________________________________________________________________________
Tem ciúmes de quem _________ atitude dos pais ___________________________________________________
Como reage as ordens e proibições __________________e a dor e frustrações? __________________________
Que soluções utiliza: aproxima-se das pessoas, isola-se, espera que a procure_____________________________
Há auto – agressão?___________________________________________________________________________
8- DOENÇAS
Qual doença já teve?( doenças da infância, alergias problemas cardíacos, respiratórios, etc) com que idade?
___________________________________________________________________________
Tem febre constante _______ quantos graus ______ convulsões_______ com febre ou se febre _____________
Ficou roxo alguma vez _____ tonturas ______ cirurgias ______ quais __________________idade____________
Quedas? Qual reação? _________ ______________ hospitalização? Motivo______________ tempo _________
Usa algum medicamento____________________________
Apresenta alguma dificuldade auditiva ou visual ___________________________________________________
9- ANTECEDENTES FAMILIARES
Doenças familiares: quem tem ou teve ___________________________________________________________
Doença mental? Quem? Internações?_____________________________________________________________
Neurológico _________ faz uso de álcool ,drogas quem? _____________________________________________
AMBIENTE FAMILIAR
Pais vivem juntos separados a quanto tempo? ___________________ ouve acordo com quem ficaria com a criança, que acordo_____________________________________________________________________
Qual idade a criança tinha _____ que explicações lhe deram __________________________________________
Como reagiu ___________________________ brigam na frente da criança?______________________________
EM CASO DE OUTRO CASAMENTO
Como a criança reagiu se dá bem com o padrasto ou madrasta______ novos irmãos? Quantos? Idade?________
Descreva a relação entre irmãos _________________________________________________________________
A criança demonstra preferência por algum dos seus irmão__________________ dificuldade com outro ______ julga-se mais ou menos querido pelos pais ______ como se relaciona com os pais ________________________
RELAÇÕA DO COTIDIANO
Um dia comum da pessoa pesquisada_____________________________________________________________
Um final de semana_____________________________________________________________________
O dia do seu aniversário _______________________________________________________________________
Acontecimentos significativo ___________________________________________________________________


Data ___ /___/_____

______________________________
Psicopedagoga



Avaliação da Escrita:


Prova 1 - Discriminação fonética

De posse do protocolo que está anexado, a terapeuta explica à criança que vai falar uma seqüência de sílabas, as quais deverão ser escritas sobre os traços da coluna à esquerda, uma sílaba em cada espaço. Ditar:  pa ta ca ba da ga  cha sa ja zafa va

la lha

ma na nha

ra "ara"

Prova 2 - Análise de sucessão de sons - protopalavras:

A criança deverá escrever as protopalavras ditadas pela

terapeuta, após tê-las repetido verbalmente, ou seja, a

terapeuta fala a protopalavra, a criança a repete, e depois

escreve, seguindo as colunas da prova, no protocolo, na

seguinte ordem:

1ª coluna: dissílabos; 2ª coluna: trissílabos; 3ª coluna:

polissílabos.

mouco ricapé otrudiré

bartim nuronli acoutebo

linou sizado drabadupo

fanve ierói pranchuhonti

sigo roguchi protadigu

Nos quadrinhos à esquerda de cada coluna, a terapeuta

marca os erros ou acertos, colocando uma + ou um 0 em

cada espaço correspondente à cada sílaba.

Prova 3 - Memória auditiva de frases:

A terapeuta explica à criança que vai ditar algumas frases, as

quais ela deverá ouvir atentamente, repetir em voz alta e só

depois escreve-las nas linhas disponíveis no protocolo.

Ditar:

Ele fez tudo preto.

Eu perdi minha bicicleta.

Papai achou um jornal no bosque.

Mamãe deixou o guarda chuva no jardim.

Eu gostaria muito de sentar na grama fresca.

Na avaliação, observar se a criança começa a frase com letra

maiúscula, se dá espaço entre as palavras, se faz pontuação.

Marcar os erros ortográficos, verificando se eles

comprometem o sentido das frases. Observar se a criança

omite palavras na frase.

Prova 4 - Ditado:

A terapeuta explica à criança que vai ditar uma série de

palavras, as quais ela vai ouvir e não precisa repetir em voz

alta, basta escrevê-las na frente dos numerais em seqüência,

no espaço do protocolo destinado a esta prova.

Ditar:

bebedouro poder atlas

quando quando xícara

problema qual cheque

qual palhaço enxoval

coqueluche juventude azedo

quinze urubu fazenda

rato mangueira conhecimento

duvidoso carro ânimo

fino recruta

guaraná selva

anjo sapateado

mão tabuleta

Prova 5 - Evocação:

A terapeuta explica à criança que vai lhe mostrar umas

figuras. Não vai lhe dizer os nomes das figuras, mas ela

deverá olhar a escrevê-los diante dos numerais desta parte

do protocolo.

Figuras anexas na pasta em apresentação de power

point.

:

1 - avião 16 - rosa 31 - círculo

2 - pato 17 - árvore 32 - quadrado

3 - elefante 18 - açucar 33 - retângulo

4 - flor 19 - cenoura

5 - banana 20 - sapato

6 - gato 21 - sapo

7 - casaco 22 - abacaxi

8 - coelho 23 - espantalho

9 - borboleta 24 - chapéu

10 - cavalo 25 - pão

11 - cachorro 26 - laranja

12 - girafa 27 - pasta

13 - moedas 28 - uva

14 - geladeira 29 - cofre

15 - maçã 30 - triângulo

Prova 6- Organização do Pensamento:

A criança deverá observar a figura mostrada pelo terapeuta,

que solicita a ela que descreva o que está vendo, primeiro

verbalmente e depois, por escrito. Pedir para dar um nome à

história.

Na avaliação, observar:

se a linguagem tem relação com a figura;

se há enumeração de elementos de forma estática

ou dinâmica;

personagem central: quem é, onde está, que ação

executa;

orientação temporal

enriquecimento do personagem: se a ele são

atribuídas qualidades ou

defeitos;

personagens secundários descritos de maneira

objetiva ou não;

personagens secundários em relação ao tema;

aspectos projetivos.

Avaliação

Este instrumento é de avaliação qualitativo. O psicopedagogo

deverá estar atento durante todo o tempo de aplicação das

provas, observando a postura no manejo do lápis, a postura

corporal, agitação motora, nível de cansaço ou desinteresse.

Além disso, deverá observar os aspectos relacionados com

hipertonia ou hipotonia muscular, expressos por meio de uma

letra muito clara ou muito escura.

O movimento da escrita, da esquerda para a direita, o

movimento correto das letras, o fato de a criança escrever a

palavra inteira para depois colocar os sinais específicos(til,

acentos, cedilha etc).

Não é importante o tipo de letra usado pela criança (cursiva,

de imprensa, bastão etc). Porém, se ela perguntar que tipo de

letra deve usar, deve-se sugerir a cursiva.

É importante observar se ela mantém o mesmo tipo de letra

durante toda a avaliação ou se o modifica.

Anotar as trocas fonéticas, casos existam e as dificuldades

ortográficas que apareçam e que possam ser indícios de

disgrafia ou disortografia.


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Saiba identificar e tratar a dislexia em crianças
Pais e educadores devem ficar atentos aos sinais e evitar preconceitos





De acordo a Associação Nacional de Dislexia (AND), pesquisas mostram que de 5% a 17% da população mundial apresenta dislexia, que é um distúrbio ou transtorno de aprendizado na área de leitura, escrita e soletração. Apesar de ser o distúrbio de maior incidência nas salas de aula, um estudo apresentado na Associação Britânica de Dislexia afirma que cerca de 70% dos profissionais das áreas de saúde e educação têm pouco conhecimento sobre ele.


Muitas vezes, os pais também não conseguem identificar a dificuldade. Pensando nisso, conversamos com profissionais especializados no assunto, que explicaram como identificar a dislexia e como pais e professores podem agir para ajudar a criança.



Como identificar?


Por se tratar de um transtorno de linguagem, a dislexia só se manifesta no final da alfabetização e nos primeiros anos escolares (1ª e 2ª ano). A criança começa a apresentar dificuldades inesperadas de aprendizagem de leitura, apesar de ter outras habilidades.

A fonoaudióloga e psicopedagoga da Associação Nacional de Dislexia Clélia Estill afirma que o principal indicador escolar é a criança não ler com a mesma desenvoltura dos colegas e a escrita apresentar muitas falhas e trocas de letras. "As resistências aos trabalhos de leitura e escrita vão se evidenciando cada vez mais, substituindo o entusiasmo inicial, como consequência das frustrações que ela começa a vivenciar, e não por preguiça ou desinteresse", ressalta Clélia.

Porém, de acordo com Clélia, é fundamental lembrar que nem todas as dificuldades de aprendizagem são da ordem da dislexia. Por isso, o diagnóstico precoce é necessário, seja ele de dislexia ou de outro distúrbio de aprendizado. 

Feito o diagnóstico, é importante que o professor se junte ao profissional que tratará a criança e, dessa forma, combine uma maneira de aprendizado diferente. A psicoterapeuta de crianças e adolescentes Mirian Barros conta que não é só o psicólogo quem faz o diagnóstico, e sim o conjunto professor, pais, fonoaudiólogo, psicopedagogo etc.


Quanto mais tarde é feito o diagnóstico, mais a criança fica com a autoestima baixa, podendo ser excluída pelos grupos de amigos, e isso vai acarretando em diversos problemas. Estudos mostram, inclusive, que as taxas de suicídio infantil estão relacionadas à escola e, principalmente, à dislexia, por conta do bullying. Às vezes, até o professor pode influenciar a baixa autoestima, uma vez que não consegue identificar o problema.

O papel do professor

Quanto mais são destacadas as habilidades positivas do disléxico, mais é fortalecida a sua autoestima. O professor não deve chamar a atenção para as a dificuldades da criança, e sim para os seus sucessos.

Clélia conta que o ideal é que crianças com qualquer tipo de necessidade especial sejam incluídas naturalmente nas atividades do grupo, não perdendo de vista as suas dificuldades específicas. "Contando com bom senso pedagógico, sensibilidade e formação do professor, ele saberá distribuir as tarefas de acordo com as possibilidades de cada um", diz a especialista.

Provas e trabalhos escolares

Feito o diagnóstico de dislexia e identificado o seu grau (leve, médio ou severo), é preciso entender que a criança pode necessitar de mais tempo para execução dos trabalhos.

É importante que o professor leia as questões em voz alta para toda a sala e, depois, revise essa leitura individualmente com o disléxico, atendendo a dúvidas que ele possa ter na compreensão dos enunciados, como afirma Clélia. Também pode ser permitido ao aluno responder oralmente as questões, uma vez que ele saiba o conteúdo das respostas, mas tenha dificuldade em redigi-las. Outros métodos podem ser utilizados na realização das provas e trabalhos em classe, dependendo das dificuldades e habilidades da criança

Pais e alunos: como lidar com o preconceito

Para que haja uma boa convivência dentro da sala de aula, é de extrema importância que o professor não individualize o disléxico, mas, sim, cuide para inseri-lo no grupo. Ele deve explicar à classe a noção de diferença: "Se as crianças da escola estiverem acostumadas a perceber que essas diferenças existem e que alguns precisam de mais atenção do que outros, os alunos não sofrem", diz a psicoterapeuta Miriam.

O professor deve explicar para a classe o que é dislexia, contar que pessoas famosas e bem sucedidas foram e são disléxicas - como Albert Einstein e Bill Gates - e conversar com os alunos sobre as diferentes condições de aprendizagem que existem. Clélia diz que o educador não deve nunca apelar para a piedade, e sim para o conhecimento e entendimento. "Isso é educar!", afirma. E essa ação acontece em conjunto com os pais, tanto do disléxico quanto dos colegas, que devem reforçar esse aprendizado

A psicopedagoga Clélia alerta que, na maioria das vezes, o preconceito chega através dos pais, que sentem o seu filho injustiçado pelo fato de receber um tratamento diferente. "Nesses casos, é sempre interessante realizar uma reunião de pais para discutir o tema, explicando que cada um tem uma necessidade especial que deve ser atendida", aconselha a profissional.

Os pais da criança com dislexia devem entender que o que eles consideram um tratamento diferente, no sentido de "facilitar" para a criança, na verdade é atender às suas necessidades. "É igual a uma família de muitos filhos, na qual cada um é atendido de acordo com o que precisa", diz Clélia.




O que os pais podem (e devem!) fazer

O papel dos pais é essencial para a plena formação da criança. "Eles devem incentivar cada sucesso que ela tiver, tendo sempre muita paciência, lendo e se informando sobre o assunto", diz Miriam. Ela conta que, na medida em que os pais se informam, eles encaram o distúrbio de outra forma. "Os pais devem conhecer a doença e entender que isso não é um bicho de sete cabeças", afirma a psicoterapeuta.

Dificuldades de leitura e escrita se desenvolvem através da ação de ler e escrever, conta a fonoaudióloga Clélia, que recomenda auxiliar a leitura dos filhos. Mas é preciso levar em conta, no entanto, a diferença entre ler para os filhos e ler com os filhos: é importante visitar livrarias ou bibliotecas com os filhos e escolher um livro adequado para que leiam juntos, trocando impressões sobre os livros. "Os pais devem se sentar ao lado do filho, para acompanhar a leitura com ouvidos, olhos e coração", diz.

Feita a leitura, os pais podem propor jogos de perguntas e respostas sobre cada parágrafo do texto, pedir para que o filho conte o que leu e o que ouviu, buscar na memória assuntos relacionados com o tema da leitura atual, descobrir palavras no texto, entre outras coisas que tornem a leitura uma atividade familiar, uma leitura compartilhada.

Além da leitura, existem jogos de tabuleiro que envolvem conhecimentos gerais e podem auxiliar na assimilação, como palavras cruzadas. Eles tornam a leitura e a escrita uma coisa prazerosa, e não um simples "dever de casa".


FONTE: http://terra.minhavida.com.br/familia/materias/13740-saiba-identificar-e-tratar-a-dislexia-em-criancas
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A importância da pré-escola

Alfabetização a princípio significa o domínio da leitura e da escrita, mas esse domínio é na verdade a conclusão de um longo processo. Para que uma criança seja alfabetizada, é preciso que ela passe antes por uma série de etapas em seu desenvolvimento, tornando-se então preparada para a aquisição da leitura e da escrita. Essas etapas compõem a chamada "fase pré-escolar" ou "período preparatório". O processo de alfabetização, é bastante complexo para a criança, por isso a importância de se respeitar o período preparatório, que dará a criança o suporte necessário para que ela prossiga sem apresentar grandes problemas. Uma criança sem o preparo necessário, pode apresentar durante a alfabetização, dificuldades relacionadas à coordenação motora fina e à orientação espacial, não sabendo por exemplo, segurar o lápis com firmeza, unir as letras enquanto escreve, ou como posicionar a escrita no papel. Pode ainda ter problemas para identificar os fonemas e associá-los aos grafemas. Também é possível encontrar crianças que só sabem copiar textos, e durante um ditado, não conseguem escrever. Podemos falar também sobre as dificuldades de interpretação de texto, de compreensão, de raciocínio lógico e ainda nas dificuldades emocionais. Complexos de inferioridade, insegurança, medo de situações novas, medo de ser repreendida, medo de errar, de não corresponder às expectativas dos pais, apatia, indiferença ou indisciplina e revolta, problemas de socialização, baixa auto-estima, e outros. O período propício para a alfabetização é entre os 6 ou 7 anos. Segundo Freud, é a chamada "fase latente", quando a criança já não tem mais interesses relacionados à descoberta do próprio corpo e do sexo oposto, bem como suas relações, e pode ter toda a sua atenção voltada para a aprendizagem por que esses interesses só voltam a se manifestar na puberdade. O processo de alfabetização pode chegar à 2 anos dependendo da maturidade, do preparo, do ritmo da criança e do quanto foi estimulada. Este é o período adequado para que a criança tenha completo domínio da leitura e da escrita, havendo a necessidade daí por diante do aperfeiçoamento da ortografia, da gramática e a estimulação constante da compreensão, interpretação e produção de textos. Além de tudo isso, uma boa alimentação, boa saúde, tempo de sono respeitado com horários regulares e um ambiente de tranquilidade, segurança e amor entre a família, intergração entre a família e a escola, facilitam muito a superação do período de alfabetização com bastante êxito.
Falando agora do período preparatório, precisamos levar em consideração que para ser alfabetizada, uma criança precisa antes de tudo ter uma auto-estima elevada, precisa estar bem emocionalmente, ter segurança e auto-confiança, para poder enfrentar as dificuldades que o processo de alfabetização irão lhe impor. Além disso, a criança precisa apresentar características de socialização. Seja qual for o seu temperamento, ela deve saber se portar em grupo, respeitar as pessoas, saber quais são seus limites, ter disciplina, estabelecer boa comunicação, ir aos poucos adquirindo independência e responsabilidade, saber ganhar e saber perder, ter boas maneiras, etc. Depois disso, a criança deve apresentar um bom desenvolvimento motor e dominância lateral definida. Isso significa que ela deve brincar muito, exercitar-se através de jogos e brincadeiras que estimulem as percepções sensoriais (gustativa, olfativa, visual, tátil e auditiva). Deve dominar seus movimentos corporais com habilidade e segurança, deve conhecer seu corpo, seus limites, ter postura, equilíbrio, reflexos e raciocínio lógico bem desenvolvidos. Por isso a importância das, brincadeiras de rua, de jogar bola, andar de bicicleta. rolar na grama, brincar com areia, nadar, correr, pular, etc. Isso é o que chamamos de coordenação motora global. O próximo passo, é o desenvolvimento da coordenação motora fina. A criança se desenvolve nesse sentido quando desenha ou pinta com todos os tipos de lápis, pincéis, quando usa tesouras ou quando pinta com os próprios dedos. Quando rasga, amassa ou pica papéis, quando brinca com jogos de encaixar e montar, enfim, são atividades que limitam-se mais ao uso das mãos, associadas ao raciocínio, à percepção sensorial e à concentração. Também são pré-requisitos importantes o desenvolvimento da capacidade de concentração, o desenvolvimento da memória e do raciocínio lógico e abstrato. Estes podem ser aprimorados com brinquedos e programas educativos, músicas, histórias, filmes infantis, livros, conversas informais, e tantas outros recursos. Toda e qualquer atividade estimula o cérebro, e quanto mais estimulado, melhor é o desempenho da criança em todo o processo de aprendizagem. Além de tudo isso a criança precisa sem dúvida apresentar bom desenvolvimento físico e boa saúde. Por causa de todo esse aprendizado é importante que as crianças frequentem a pré-escola. Os pais devem estar atentos quanto a escolha de uma, por que muitas não tem a aprovação da secretaria de educação do município. São as conhecidas escolas de "fundo de quintal", onde não existem os recursos necessários para todo o desenvolvimento do período preparatório.
Uma boa pré-escola deve:
  • ser aprovada pela secretaria de educação
  • ser devidamente regularizada e fiscalizada
  • ter amplo espaço externo, com variedade de recursos para recreação
  • ser limpa e organizada
  • ter salas adequadas para idades diferentes, que devem ser limpas, arejadas, amplas e decoradas para melhor estimulação
  • ter recursos pedagógicos variados e organizados: brinquedos, jogos, ambientes de estimulação, atividades extra-curriculares
  • ter professores experientes formados em magistério e/ou pedagogia
  • ter cozinha e refeitório limpos e amplos
  • ter funcionários para limpeza: cozinha e secretaria
  • apresentar planos pedagógicos organizados e coerentes com as idades das crianças
  • ter atendimento e boa comunicação com os pais
Muitas pré-escolas se preocupam somente com a alfabetização da criança, mas é muito importante que a pré-escola se preocupe primeiramente com o desenvolvimento do período preparatório, com a estimulação de todos os pré-requisitos que já descrevemos. A escola não deve pular as etapas do desenvolvimento, isso é extremamente prejudicial e trará consequências futuras para a criança, nas áreas pedagógica, emocional ou social. Para ser alfabetizada, uma criança precisa estar madura em todos os sentidos, pois o processo de alfabetização apresenta novas etapas, e a criança deve estar preparada para vencê-las. É importante ressaltar que pré-escola não é um “depósito de crianças”, onde as crianças ficam para que os pais possam trabalhar. A pré-escola tem um papel importantíssimo no preparo da criança para a alfabetização e deve cumprir este papel com competência. É o início da formação da criança, é onde ela vai ter o primeiro contato com o processo de aprendizagem, que será a base para todos os anos de escola que ela terá no futuro. Esse contato deverá ser agradável e prazeroso, para que não gere traumas futuros. No período preparatório, a família e a escola devem caminhar juntas, auxiliando uma à outra mutuamente. A família deve estimular a criança, ajudá-la com as tarefas, participar das reuniões, estar em contato com os professores, interessar-se pela vida escolar da criança.
Para finalizar, a escolha de uma pré-escola, não é tarefa fácil, por isso os pais devem pesquisar muito, conhecer o maior número possível de pré-escolas, levando em consideração não só as suas expectativas em relação à escola, mas principalmente as da criança, procurando por uma boa escola, que seja adequada às necessidades dos seus filhos, que ofereça bom ambiente e bons serviços. É importante lembrar que a pré-escola é o começo da longa caminhada escolar de seus filhos, por isso, deve ser um bom começo, que proporcione alegria e satisfação para a criança, afinal... “a primeira professora a gente nunca esquece.”

http://guiadobebe.uol.com.br/a-importancia-da-pre-escola/
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Bebês surdos devem aprender língua dos sinais nos primeiros meses de vida

Pais têm de interagir com brincadeiras e usar linguagem para socialização. Atividades buscam desenvolver habilidades visuais da criança.


O maior desafio para quem trabalha com crianças surdas é acreditar nos bebês como diferentes e não como deficientes. É assim que pensa a fonoaudióloga escolar Sandra Refina Leite, que trabalha na Escola para Crianças Surdas (ECS) Rio Branco, em São Paulo. Para Sandra, a melhor maneira de potencializar a produtividade e o desenvolvimento dos bebês é ensinar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) desde os primeiros dias de vida.

“Desde o momento em que os pais descobrem a surdez do bebê é importante procurar um especialista para que, além da própria criança poder aprender a língua dos sinais, eles também possam aprendê-la. É fundamental que a criança desenvolva habilidades visuais para se sentir incluída socialmente e quanto mais cedo ela iniciar o processo de educação, melhor”, diz. “Todos os nossos esforços são para que a criança aprenda da maneira mais natural possível”.

A especialista afirma que os pais não costumam aceitar a surdez do bebê em um primeiro momento. “Nossa sociedade não está preparada para a diferença, e isso se reflete também no comportamento dos pais dos bebês, que demoram um pouco a se acostumar. Ainda assim, o resultado vale muito a pena”, afirma Sandra. A fonoaudióloga diz que em seis meses de atividades o bebê já começa a reconhecer os sinais, mesmo que de maneira ainda não estruturada.

Em casa, é fundamental que os pais se comuniquem com o bebê por meio da linguagem de sinais. Sandra reafirma ainda a importância de brincar com a criança e contar histórias. “Aos pais cabe a tarefa de apresentar o mundo à criança, nomear pessoas e coisas, para que ela entenda a complexidade do mundo, e interagir sempre”, diz.

Surdez

O teste que identifica a surdez do bebê pode ser feito ainda na maternidade. As causas da deficiência podem ser muitas, mas as mais evidentes, segundo Sandra, são casos de meningite, rubéola e toxoplasmose da mãe durante a gravidez.

No processo educacional proposto pela ECS, o bebê participa de atividades educacionais até os 3 anos, para se familiarizar com a linguagem de sinais. A partir dos 3 anos, a criança é encaminhada para o ensino formal em uma turma formada apenas por surdos. Depois do quinto ano do ensino fundamental, a orientação é que o aluno seja encaminhado a uma escola tradicional, acompanhado de um intérprete.

“Propomos que o aluno fique em uma escola especial porque em todos os outros momentos do dia ele conviverá com pessoas ouvintes, dentro da própria família. A idéia não é isolar o aluno, mas ensiná-lo a agir como uma pessoa diferente, mas participante quando for exposto a qualquer situação com ouvintes”, afirma.
 
http://fonodanischepi.blogspot.com/
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Sindrome Down e Transtorno Processamento Sensorial (TPS)


Ellie, tem o diagnóstico de Sindrome Down associado com Transtorno Processamento Sensorial (TPS)


Processamento Sensorial e Transtorno Processamento Sensorial
 
Muitos de nós sabemos os sentidos mais comuns tato, visão, audição, gustação e olfação mas também há outros sentidos, tais como posição do corpo no espaço (proprioceptivo) e movimento e equilibrio ( vestibular). 
Esses sentidos são todos convertidos por receptores no corpo (pele, ouvido interno, músculos,articulações, tendões), que enviam sinais ao cérebro. 
O Transtorno Processamento Sensorial ocorre quando essas sensações não são registradas adequadamente, ou as sensações percebidas não são moduladas de forma adequada pelo sistema Nervoso Central (SNC)
  
Alguns comportamentos de Ellie podem estar associados o Transtorno Processamento Sensorial (TPS) de acordo com a avaliação de especialista Terapia Integração Sensorial (TIS)

- Hipersensibilidade para lavar o rosto e cabeça. Resposta aversiva estimulos táteis nas atividade de banho e higiene. Comportamento irritabilidade e choro frequente.
Busca sensorial ou procura sensorial com a boca. Coloca todos os objetos á boca como brinquedo, roupa, mordedor, papel, escova de dentes
 
 O Transtorno Processamento Sensorial (TPS) afeta as habilidades vida diária e também o seu aprendizado e comunicação. As questões sensoriais são tão graves que têm impacto nas atividades de vida diária.

 Após 17 meses de Terapia Integração Sensorial.......

...Ellie já consegue tomar banho sem choro e irritabilidade e aceita lavar e pentear os cabelos.


 ... Ela obteve bons ganhos em relação o seu desenvolvimento na motricidade grossa, mas continua com déficits na área de linguagem, motricidade fina, e tem importantes déficits de processamento sensorial, que estão interferindo com a sua capacidade de aprender." (mãe de Ellie Sindrome Down com Transtorno Processamento Sensorial).

http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com/
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"Quero aprender e preciso de ajuda!"

Dificuldades de aprendizagem não podem ser confundidas com os transtornos de aprendizagem
por Conselho Federal de Fonoaudiologia


As dificuldades escolares estão presentes em 40% da população em idade escolar no Brasil. Esses dados são alarmantes e precisam de uma interpretação imediata para que ações e estratégias político-educacionais sejam implementadas. As dificuldades de escolarização podem ser decorrentes de fatores socioeconômicos e culturais, condições de ensino, preparação do professor, entre outros. Porém, tais dificuldades não podem ser confundidas com os transtornos de aprendizagem, também chamados de Transtornos Funcionais Específicos (TFEs), os quais manifestam dificuldades inerentes ao aprendiz, que irão ocorrer mesmo em situações ideais de aprendizagem, como a presença de professores bem preparados, metodologias adequadas de ensino, famílias capazes de promover ambiente eficaz de aprendizagem e assim por diante. Por outro lado, condições escolares deficientes, problemas familiares e socioeconômicos, apesar de não serem a causa primária dos TFEs, podem agravar a situação.
O Ministério de Educação considera como Transtornos Funcionais Específicos quadros como a Dislexia, Discalculia e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade pode afetar o desempenho escolar quando é alto o grau de desatenção; neste caso o tratamento com medicamento pode ser recomendado pelo profissional médico. Nos casos de dislexia, por outro lado, não há prescrição de medicamentos, e, sim, adaptações pedagógicas aliadas ao atendimento especializado. Deve-se salientar que a avaliação diagnóstica não é feita por professores. Em ambos os casos, o diagnóstico deve ser realizado por equipe de profissionais da saúde, da qual o fonoaudiólogo faz parte. Apesar do reconhecimento da existência desse tipo de problema entre os educandos e da necessidade de a escola preparar-se para o atendimento apropriado dos mesmos, o Ministério da Educação ainda não definiu, formalmente, políticas que possam garantir a assistência adequada e necessária a tal população.
Na falta de uma compreensão mais adequada dos problemas que podem caracterizar os transtornos de aprendizagem encontramos uma tendência, bastante prevalente entre os educadores, de encaminhar, desnecessariamente, toda e qualquer criança com alguma dificuldade para serviços extra-escolares, ou seja, para atendimentos fora da escola, de acordo com os recursos de cada comunidade.   Consequentemente, como reflexo de tal situação, o SUS está completamente sobrecarregado com filas de espera em TODOS os serviços especializados que prestam atendimento a crianças e adolescentes com este tipo de dificuldade, sendo que com diagnóstico adequado poderiam estar recebendo apoio pedagógico na própria escola. Somente os casos de transtornos de aprendizagem mais graves necessitam acompanhamento especializado na Saúde. Os gastos desnecessários com procedimentos avançados, demorados e caros, em hospitais e clínica escolas poderiam ser evitados com um programa de prevenção e identificação precoce no próprio ambiente educacional.
Há legislação específica para apoio escolar a estudantes com TFEs em mais de 170 países, com os mais variados regimes políticos, e sistemas educacionais. Países como Estados Unidos, Inglaterra, China e Finlândia possuem políticas que garantem apoio aos disléxicos, como tempo extra para a realização de atividades, possibilidade de gravar as aulas ou uso de calculadoras, por exemplo. Se estes transtornos de aprendizagem fossem tão somente um comportamento decorrente da educação, ou do meio sociocultural, como é possível que sejam reconhecidos em tantas regiões tão diferentes? A Finlândia, por exemplo, tem um sistema educacional considerado como de altíssima qualidade, o que não elimina a existência de alunos com transtornos funcionais.
No Brasil, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva publicada em 2008, estabeleceu critérios para a participação dos alunos da educação especial, nas classes da rede de ensino regular. No entanto, as crianças com Transtornos Funcionais Específicos não foram contemplados nesta nova política.
Nos Estados Unidos a legislação garante a existência de programas de identificação precoce para os transtornos de aprendizagem o que auxilia a escola a desenvolver com as famílias, estratégias de ensino para potencializar a aprendizagem.
O enfoque do Conselho Federal de Fonoaudiologia ao discutir as diretrizes educacionais que atendam alunos com transtornos funcionais específicos de aprendizagem vem trazer luz à vulnerabilidade específica que atinge esse grupo, mesmo na ausência de desvantagem econômica e educacional. Essa discussão representa mais um passo no sentido de promover a integração social por meio de um governo responsivo às questões multifacetadas da sociedade atual e que prima por tolerância, igualdade e justiça social.
O Conselho Federal de Fonoaudiologia zela pela atuação fonoaudiológica de qualidade, seja no contexto da área de saúde, para a realização do diagnóstico, seja junto à equipe de educação participando da formação dos educadores e da discussão do acompanhamento pedagógico destas crianças.
As dificuldades decorrentes destes transtornos de aprendizagem são persistentes e pervasivas, sendo um dos fatores determinantes do fracasso e do abandono escolar por parte de muitos estudantes. A escola é somente um dos contextos onde estas dificuldades graves se manifestam. Os transtornos funcionais acompanham toda a vida do indivíduo, com impactos inclusive em sua vida profissional e social.
Ressaltamos novamente que nem todo o fracasso escolar é decorrente da presença dos TFEs, e, aliás, estes são uma parcela minoritária (4%), contudo que merece atenção.  Enquanto houver crianças e jovens nesse país, impedidos de finalizar o ensino básico em decorrência do não atendimento e por que não, do não entendimento de suas demandas específicas no âmbito da aprendizagem, estaremos em falta profunda com a construção de uma sociedade digna e verdadeiramente inclusiva.

Fonte - http://www.saudecomdilma.com.br/index.php/2011/12/20/quero-aprender-preciso-de-ajuda/
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Fonoaudiologia na Estética facial e linhas (rugas) finas


A Fonoaudiologia tem sido nos últimos 28 anos uma área de atuação voltada para a pesquisa, promoção da saúde e qualidade de vida, sobretudo nas áreas de Linguagem, Voz, Audição, Motricidade Orofacial e Saúde Coletiva. Com a evolução desta ciência, novos campos de exercício profissional estão surgindo e se adaptando a modernidade, resultando em tratamentos cada vez mais interessantes e atualizados.

A mais recente abordagem terapêutica da Fonoaudiologia é a nova coqueluche de quem busca o rejuvenescimento facial de forma natural, sem cortes, sem intervenções cirúrgicas e sem traumas. A Fonoaudiologia Estética Facial, desenvolvida pelos fonoaudiólogos especialistas em Motricidade Orofacial traz de volta uma face harmoniosa, com a suavização de rugas e marcas de expressão.

Através da prática clínica, os fonoaudiólogos que atuam em motricidade notaram que ao modificar o uso da musculatura facial para corrigir distúrbios da mastigação, deglutição, respiração, sucção, postura e fala, produzia-se uma transformação significativa no aspecto facial. Pacientes antes com aparência flácida, olhar caído, lábios frouxos, entreabertos e rosto sem vida, passavam a apresentar uma face equilibrada, um rosto mais hidratado e o aspecto renovado, somados à reeducação e correção das funções orais.

A partir de então, iniciou-se no ano de 2002, um processo de pesquisa junto a outros profissionais da área médica e estética, buscando a compreensão destes "efeitos colaterais" tão bem vindos. Novos estudos, procedimentos e técnicas foram aprimorados e em 2008, foi reconhecida e aprovada pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, esta nova e estimulante abordagem de tratamento, a Fonoaudiologia Estética Facial com base na Motricidade Orofacial.
A abordagem terapêutica da Fonoaudiologia é voltada para quem busca rejuvenescimento facial
 Desta forma, me especializei em Motricidade Orofacial e aprimorei meus conhecimentos em Fonoaudiologia Estética Facial, para utilizar durante o tratamento técnicas de relaxamento, alongamento, massagem, tonificação e fortalecimento muscular, trazendo consciência e reeducação para uma utilização equilibrada dos músculos da face nas funções diárias.

A contração muscular excessiva e seu uso inadequado diminuirão com o tratamento, rugas e marcas de expressão serão amenizadas, a irrigação dos tecidos irá aumentar, assim como a drenagem das impurezas e a produção de colágeno, resultando numa face rejuvenescida.

Este é mais um recurso estético que se soma, com um diferencial importante: sem agulhas, cirurgias, ou processos químicos agressivos. A procura por esta nova abordagem terapêutica está crescendo consideravelmente, sobretudo por pessoas que se preocupam com a aparência e preferem procedimentos mais naturais. Os resultados são muito gratificantes, tanto na questão estética, como na elevação da autoestima e melhora na qualidade de vida.

E para começar a manter a pele saudável e prevenir o envelhecimento, aqui vão algumas dicas simples: - Use sempre o filtro solar fator 30, no rosto, pescoço e colo.

- Os óculos de sol evitam a contração dos olhos na mudança de luminosidade. - Água muito quente no banho afrouxa a pele.
- Nunca puxe o olho para baixo ao maquiar-se ou demaquilar-se, isso amolece o músculo dos olhos.
- Tomar muita água, 8 copos por dia seria o ideal.

Estas dicas associadas ao tratamento da Fonoaudiologia Estética Facial trarão mais saúde e bem estar, deixando sua auto estima revitalizada e pronta para novos desafios.

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Para refletir!!!

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Conte com um fonoaudiólogo em todos os momentos!

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Remédio para impotência pode causar surdez? Médicos dizem que sim!!!



viagra-300x223O Viagra e outras drogas similares para impotência já foram ligados a centenas de casos de surdez súbita no mundo todo. Após uma série de reclamações de americanos com problemas auditivos, médicos começaram a alertar sobre possíveis danos provocados pelos remédios à audição dos usuários.

Especialistas dos hospitais Charing Cross, Stoke Mandeville e Royal Marsden, no Reino Unido, estavam tão preocupados com as reivindicações que exigiram uma investigação oficial em três continentes. A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph".

Usuários na América, Ásia e Austrália foram questionados se sofreram perda auditiva logo após tomar as pílulas. Quarenta e sete casos de suspeita de perda auditiva neurossensorial - uma rápida perda de audição em um ou ambos os ouvidos - foram relacionadas ao Viagra e aos medicamentos Cialis e Levitra, sendo oito no Reino Unido.

No entanto, outras 223 notificações feitas nos EUA foram ignoradas devido à falta de detalhes. Os pesquisadores não sabem explicar de que maneira a pílula pode afetar a audição, mas desconfiam que as reações químicas que o remédio desencadeia podem provocar repercussões no ouvido interno.

A média de idade dos homens atingidos foi de 57 anos, embora dois dos envolvidos tivessem apenas 37, segundo o estudo. No entanto, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde, fiscalizadora de drogas do Reino Unido, disse que as queixas de perda auditiva vinculadas ao Viagra eram "extremamente raras".

Um porta-voz acrescentou que relatórios de uma reação adversa a um medicamento não provam que ele é o responsável. A pesquisa foi publicada na revista "The Laryngoscope".
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Autismo - Conscientização (Turma da Mônica)

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Fonoaudiologia X Afasia (Perda da fala)

Dicas fonoaudiológicas:



Perez-Ramos (1996) acredita que é necessária a participação do fonoaudiólogo como formador da equipe intermultidisciplinar, no sentido deste está somando melhorias para o atendimento precoce do afásico. E ao analisar esta importância, inclui-se as seguintes contribuições para esta prática:

a) Comunicação é importante para o paciente, e, embora ele não possa falar, deve manter sua vida social. Converse com ele naturalmente. Encoraje – o a responder, se possível, e quanto ele puder. Isto pode prevenir tendência natural de se tornar cada vez mais deprimido. Estimulação direta e tentativas contínuas de comunicação são extremamente importantes para o paciente; 

b) Faça perguntas diretas que requerem um simples "sim" ou " não" como resposta, em vez daquelas que requerem respostas complexas;
c) Não confunda o paciente com muita conversa inútil ou muita gente falando ao mesmo tempo;
d) Não responda pelo paciente se ele é capaz de fazê-lo sozinho. Inclua o paciente em conversas sociais;
e) Utilizar atividades de rotina para o treino de fala. A hora de vestir-se e de refeições são boas opornidades para encorajar tentativas de fala. Deixe o paciente pedir o que quer. Se ele não consegue diga-lhe a palavra. Ele pode dizer uma palavra corretamente, algumas vezes, e em outras ocasiões, não conseguir emitir esta mesma palavra. Este é um comportamento típico do paciente afásico.

Sugestões gerais para atividade de vida diária, de acordo com o mesmo autor:



a) Não super-proteja o paciente. Deixe-o fazer o que pode. Ajude-o a adquirir um sentimento de independência;
b) Enfatize as habilidades do paciente, não sua incapacidade, tanto nas áreas de linguagem como físicas. Encoraje o uso do braço não paralisado para escrever, comer e trabalhar;
c) Tente manter uma rotina diária bem planejada. Isto dará ao paciente algo a antecipar e fará com que ele se sinta mais seguro.
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Trabalho miofuncional na Paralisia Facial



A expressão facial é nosso principal meio de comunicação não verbal10. É como nos apresentamos ao mundo e como os outros distinguem nossas emocões. Através das máscaras fisionômicas, temos como resposta a justa inflexão da palavra4. A movimentação voluntária e o tônus da musculatura da boca revestem-se de extrema importância, quer na alimentação, quer na ingestão de líquidos. A perda dessa função acarreta dificuldades constrangedoras ao processo alimentar 17.

Jongkees (1985)18 relatou que um paciente sofrendo de paralisia desfigurante de sua face necessita cuidados, atenção e compreensão mais do que tratamentos químicos ou cirúrgicos, ao menos nos primeiros dias da doença, seguido pelo tratamento específico. Se considerarmos a paralisia facial como um sintoma, um sinal de alarme de que algo não vai bem, devemos ver mais além do que a face torta. O doente passa por dificuldade de expressar-se naturalmente. Ele não reconhece sua imagem no espelho15. De acordo com Charles Bell, em suas memórias póstumas, um paciente com paralisia facial fica desprovido de certas emoções e, à medida que começa a restabelecer sua mobilidade fisionômica, essas emoções começam a ressurgir4.

Vários tratamentos e terapias têm sido propostos como recursos paralelos ao tratamento médico5. Em 1971, Crouch8 sugeriu a estimulação dos lábios com massagens rápidas para melhorar a competência do fechamento labial. Chevalier et al.7 apresentaram em 1977 exercícios que englobariam a musculatura envolvida na paralisia facial periférica, e Fombeur et al (1978)12, do mesmo grupo, resumiram seus resultados. Em 1984, no V Simpósio Internacional sobre o nervo facial, vários trabalhos abordaram a importância do acompanhamento dos pacientes com paralisia facial, propondo exercícios, massagens, eletroterapia e eletromiobiofeedback2, 3, 6, 19, 22.

Em nosso meio, Guedes (1994)14 apresentou a contribuição fonoaudiológica no acompanhamento dos pacientes portadores de paralisia facial, com orientação de exercícios miofuncionais e massagens.

Irintchev & Wernig (1994)16 sugeriram que o grau de recuperação da função facial dependeria do tipo de lesão (neuropraxia, axonotmese ou neurotmese), duração do período de desnervação, conexões motoras e sensoriais (direcionamento das fibras), grau de reinervação (quantos axônios conseguiram crescer), e estado do músculo. Ou seja, se o músculo já estiver atrofiado, o resultado poderá não ser satisfatório. Segundo Papel (1989)21 e Fagan (1991)11 ocorre a perda de 50% da massa muscular ao cabo de 12 a 18 meses após a desnervação, enquanto Shumrick (1997)23 acredita que após 30 dias a fibra muscular diminuiu pela metade e não recupera seu tamanho original após a reinervação.

Portanto, o trabalho muscular é de suma importância na manutenção da atividade como tentativa de atraso da atrofia. Paralelamente os exercícios miofuncionais visam acelerar o retorno dos movimentos e da função da musculatura mímica, contribuindo para o restabelecimento do equilíbrio da identidade do indivíduo. Optamos pela abordagem miofuncional no trabalho da paralisia facial periférica por acreditarmos que esta leva o indivíduo a trabalhar sua fisionomia original, de forma controlada e simétrica, não somente a musculatura isolada da função.

O trabalho miofuncional tem como proposta exercitar a musculatura da face em casos de paralisia facial de qualquer origem, ou seja, tanto nos casos em que ocorreu secção do nervo (quando há a previsão de regeneração) ou após reconstituição, como nos casos de edema.

Intervenção de acordo com a fase de evolução da doença.

Fase flácida

O trabalho fonoaudiológico inicia-se na primeira visita, onde a avaliação acontece concomitantemente às orientações dos exercícios13. Considerando-se que a maioria dos pacientes refere interferências importantes da simetria e fisionomia no desempenho pessoal nas diferentes áreas, a orientação aborda temas como vida social e profissional, com a intenção de motivá-los e estimulá-los, e quando necessário, faz-se o encaminhamento para avaliação do ponto de vista psicológico. Os olhos, durante a paralisia facial suprageniculada, sofrem a falta do lacrimejamento, e ainda a falta do reflexo do piscamento. Com isso, a necessidade constante de proteção e lubrificação ocular deve ser reforçada.

A avaliação tem como objetivo identificar a musculatura envolvida. Além da observação das estruturas no repouso, identifica-se a posição da pálpebra inferior, a continuidade de rugas na testa, o desvio de filtro labial, o apagamento da rima naso-labial, queda de asa nasal e comissura labial, bem como os movimentos envolvidos na avaliação, a saber: elevação e contração da testa, fechamento natural e forçado dos olhos, elevação do nariz, protrusão e retração labial, competência para o fechamento labial e de sucção.

Na fase inicial da paralisia, basicamente flácida, com pouco ou nenhum esboço de movimento, o trabalho consiste em exercícios isométricos com massagens indutoras1 no sentido do movimento, na hemiface paralisada. As massagens, sempre indutoras, devem ser exclusivamente manuais, lentas e simétricas, com pressão profunda. O efeito circulatório eleva o metabolismo celular e estimula o trofismo muscular. Elas também estimulam os receptores proprioceptivos, preservando o esquema corporal da face3.

Além dos exercícios, existe a preocupação quanto ao processo de alimentação. Sabemos que a incompetência labial, associada à hipofunção de bucinador em manter o bolo alimentar entre as arcadas, impede a mastigação efetiva. Além disso, o fato da falta de participação do bucinador na limpeza do vestíbulo oral lateral também prejudica o processo alimentar. Por isso, no início do tratamento orientamos o paciente a fazer a lateralização, cuidando para que a ausência de lateralização não se perpetue. Caso a paralisia perdure, é realizado trabalho específico de mastigação para melhorar a identidade intraoral e possibilitar a adequação da função, não propriamente visando força de mastigação, pois o músculo masseter e o músculo temporal não são inervados pelo nervo facial, e sim pelo nervo trigêmio.

O prognóstico na fase flácida está diretamente relacionado ao tempo de evolução da paralisia, ou seja, quanto antes ocorrer a intervenção fonoaudiológica, melhor a chance de recuperação funcional.

Fase das seqüelas

A falta de recuperação completa até o terceiro mês após a instalação da paralisia sugere um envolvimento de grau severo de muitas fibras do nervo. Após uma lesão que levou à degeneração walleriana, a regeneração implica em crescimento axonal, que nem sempre acompanha o direcionamento original, e que se faz em "brotos", ocasionando o aumento do número de axônios16.

Nesses casos, após a fase flácida, as fibras que antes tinham destinos específicos, por perderem o endoneuro e eventualmente o perineuro, crescem aleatoriamente, levando às sincinesias. Além disso, cada brotamento de axônio irá inervar a musculatura que sofreu perda de massa e tamanho de fibra, por desnervação (atrofia em algum grau), levando à contratura20.

Schram e Burres (1984)22 relataram que o programa de reabilitação na Universidade de Zurich é baseado no princípio da "plasticidade" da inervação supranuclear e permite ao paciente a reprogramação do controle da motricidade facial. A harmonia da programação da inervação supranuclear com novos padrões de inervação periférica traz a melhor utilização da musculatura. Devriese (1984)9, sugere a conscientização e a mímica como auxiliares no trabalho das seqüelas.

Para contornar as seqüelas, realizamos a identificação dos movimentos associados e trabalhamos sua dissociação. Paralelamente, usamos técnicas passivas e ativas de alongamento da musculatura contraída em repouso. O relaxamento e os exercícios isotônicos contribuem para melhorar a elasticidade da musculatura contraída.

Para a dissociação dos movimentos com sincinesia, usamos exercícios que visam a utilização independente de um grupo muscular enquanto o outro está sendo usado em outra função. Por exemplo, pedimos a protrusão labial enquanto o paciente deve fechar e abrir os olhos; a seguir, ele deve retrair as comissuras num sorriso, e fechar e abrir os olhos novamente.

Segundo Barat (1984)3, o treino neuromuscular pressupõe um longo processo que abrange um estágio passivo e outro ativo, onde o paciente é o responsável pelo treinamento e só o tempo auxiliará nas conquistas com os exercícios para a sua vida diária.

Todos os exercícios devem ser acompanhados de orientação minuciosa sobre a necessidade do controle voluntário do paciente. Sem a conscientização, ou seja, a conexão do sistema nervoso central durante o exercício, o resultado não alcança seu objetivo de reprogramação. O prognóstico na fase das sequelas não está relacionado ao tempo de evolução da paralisia, mas ao grau de conscientização do paciente. Em alguns casos, apesar da conscientização do paciente e de sua efetiva colaboração, podemos encontrar um prognóstico reservado devido ao grau avançado de contratura e limitação da reinervação.


Fonte: http://paralisiafacial.chakalat.net/2011/10/trabalho-miofuncional-na-paralisia.html
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Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade – Entrevista do Dr. Eduardo Mutarelli ao programa “Mais Você”, no dia 28 de novembro de 2011

No dia 28 de novembro de 2011 o programa “Mais Você”, da rede Globo de Televisão, realizou uma entrevista com o Dr. Eduardo Mutarelli, abordando o tema “transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH)”, no qual o médico põe em dúvida a existência dessa condição.
Em primeiro lugar, é importante lembrar que o TDAH é um transtorno reconhecido pela Organização Mundial de Saúde – órgão internacional máximo nas questões relativas à saúde pública, e incluído na Classificação Internacional das Doenças (CID-10) e pela Associação Americana de Psiquiatria através do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV).
Existem milhares de artigos científicos publicados em revistas indexadas abordando e comprovando a sua existência, inclusive com participação de centros de pesquisa de excelência como o National Institute of Mental Health dos Estados Unidos. Será que todos os médicos e pesquisadores envolvidos na publicação desses artigos criaram essa entidade que, com diferentes denominações, é reconhecida pela comunidade médica há mais de um século?
Se algum colega têm evidências ou opiniões que divergem do consenso científico atual, deveria procurar meios mais adequados para discutí-los como, por exemplo, a publicação de sua opinião em um periódico científico indexado e respeitado. Acreditamos que, além disso, a produção do programa desrespeitou a classe médica, os pacientes e seus familiares, ao fazer um jornalista se passar por doente, incentivando o comportamento de mentir e enganar o médico, apenas com intuito de demonstrar que os transtornos mentais são diagnosticados baseando-se em um conjunto de dados clínicos, ou seja, não existem exames complementares capazes de comprová-los. Acontece que isso ocorre não somente com o TDAH, mas com todos os transtornos psíquicos, como por exemplo depressão, transtornos de ansiedade, transtornos fóbicos, etc. O diagnóstico é clínico.
O médico entrevistado se posiciona contrário ao uso do medicamento devido ao fato de que os critérios utilizados para o diagnóstico serem frequentemente encontrados na população. De acordo com esse raciocínio, indivíduos com depressão também não deveriam tomar antidepressivos, haja vista que tristeza também é um sintoma muito comum. Mais uma vez perdeu-se uma oportunidade importante de esclarecer o público leigo, com relação ao fato desses diagnósticos serem feitos com a premissa básica de sua intensidade, ou seja, baseando-se no impacto na vida dos acometidos.
Todos os médicos sabem que os tratamentos medicamentosos podem ter efeitos indesejáveis e por isso pesam benefícios e malefícios em cada caso, mas incentivar familiares a não utilizarem medicamentos prescritos por médicos é uma atitude irresponsável de profissionais que trabalham num dos principais veículos de comunicação do nosso país. Essa atitude poderá trazer graves prejuízos a diversos pacientes. Os profissionais do programa “Mais Você” deveriam ter a preocupação de informar a população de modo mais adequado, sem criar sensacionalismo. Se existe excesso de diagnóstico ou se existe excesso de tratamento medicamentoso, isso pode e deve ser abordado de modo mais adequado. A diretoria da SBNI conclama seus associados a enviarem um e-mail para o programa “Mais Você” da Rede Globo de Televisão, externando seu pensamento. Os membros da SBNI devem contribuir para que a nossa especialidade e assuntos ligados a ela sejam respeitados.


Dr. Luiz Celso P. Vilanova
Presidente da SBNI – gestão 2012 / 2013

Fonte : http://www.sbni.com.br/blogs/1/9/parecer-da-sbni-sobre-entrevista
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