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Presbiacusia - perda auditiva em idosos


A presbiacusia ou surdez do idoso constitui-se em um dos mais importantes fatores de desagregação social. Estudos recentes demonstram que de todas as privações sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito mais devastador no processo de comunicação do idoso.
De acordo com Academia Brasileira de Otologia presbiacusia é o envelhecimento natural do ouvido humano, resultante da somatória de alterações degenerativas de todo o aparelho auditivo. Consiste em uma perda bilateral da audição para sons de alta freqüência, acompanhada, geralmente, por uma perda desproporcional do reconhecimento da fala, sem história prévia de doença sistêmica ou auditiva severa, com início gradual e curso progressivo (Willott, 1991 em Neves, 2002).
As deficiências auditivas acometem 70% dos idosos (mais ou menos 10 milhões de pessoas em nosso país), sendo a segunda inabilidade física mais comum e a quarta afecção mais comum nos EUA.
Os principais agentes agravantes da presbiacusia são: exposição a ruídos, diabetes, uso de medicação tóxica para os ouvidos e a herança genética, e a diminuição da acuidade auditiva na terceira idade.
Muitas vezes a deficiência auditiva pode vir acompanhada de um zumbido  que compromete ainda mais o bem estar. Esse zumbido tem como característica à percepção de som na ausência de uma fonte sonora externa e afeta cerca de 20% da população mundial. Suas queixas principais são: “chiado”, “grilo”, “apito no ouvido”, “panela de pressão na cabeça”, etc.
Manifestações clínicas
Com a diminuição da sensibilidade auditiva ocorre uma redução na inteligibilidade da fala, o que vem a comprometer seriamente o seu processo de comunicação verbal. A perda auditiva em altas freqüências (agudos) torna a percepção das consoantes muito difícil, aos idosos, especialmente quando a comunicação ocorre em ambientes insalubres ou ruidosos. “Não entendem o que é dito”.
A presbiacusia no idoso pode acarretar alguns problemas psicosocias tais como: Isolamento social, Incapacidade auditiva (igrejas, rádio e TV), intolerância a sons de moderada à alta intensidade (agudos). Se a pessoa fala baixo o idoso não ouve se ela grita, o incomoda.
Problemas de alerta e defesa: incapacidade para ouvir pessoas e veículos aproximando-se, panelas fervendo, alarmes, telefone, campainha da porta, anúncios de emergências em rádio e TV.
Quando questionados sobre a patologia os familiares descrevem o idoso como:
Principais sintomas: Dificuldade de participar de conversação ou falar ao telefone, sensação de que não consegue compreender as palavras, necessidade de aumentar o volume da TV ou rádio, dificuldade de localizar uma fonte sonora.
Diagnóstico
O idoso com dificuldades auditivas deve ser encaminhado ao otorrinolaringologista e ao fonoaudiólogo para um teste que poderá indicar ou não a utilização de prótese auditiva.
Tratamento
O tratamento da perda da audição nos idosos, resultante da presbiacusia, se faz através da utilização de próteses auriculares, e mais recentemente do implante coclear (veja mais)

Tipos de Próteses:

Programáveis: necessitam da manipulação da pessoa para ajustes de volume de recepção sonora.
Digitais
: multiprocessadas permitem perfeita adaptação às necessidades de amplificação sonora, podendo ser intracanal ou microcanal.
Cuidados com as Próteses: Devem ser testadas nas condições em que o paciente normalmente realiza suas atividades (compras, passeios, etc.). O paciente deve ser treinado para manipular adequadamente sua prótese (troca de pilha, higiene, e inserção no ouvido).

 Fonte - http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/05/25/surdez-tratamento/
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Dificuldade de engolir pode ser indício de doença grave!

A disfagia - dificuldade de engolir - é um sintoma comum em doenças graves como o megaesôfago e o câncer de esôfago.[Imagem: HC]

Sinal de alerta
A dificuldade moderada, ou até mesmo leve, de engolir substâncias líquidas ou sólidas não deve ser negligenciada.
"Assim que é diagnosticado o problema, é fundamental investigar a sua causa, pois em alguns casos pode ser o alerta de algo mais sério", aponta Rubens Sallum, gastroenterologista e diretor do Serviço de Cirurgia do Esôfago do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP).

Disfagia
A disfagia - dificuldade de engolir - é um sintoma comum em doenças graves como o megaesôfago e o câncer de esôfago.
Segundo o médico, muitas vezes os pacientes acabam procurando tratamento tardio a esses males. "Em ambas as doenças, dois ou três meses subestimando o sintoma podem ser cruciais. Quando o médico é procurado, a situação já se agravou", alerta, ressaltando que assim que o sintoma é reconhecido é recomendável rapidamente procurar um médico e, quando necessário, fazer uma endoscopia.
Os tumores epidermoide (próprio do revestimento do esôfago) e adenocarcinoma (que atinge a junção do esôfago com o estômago), quando diagnosticados no início, têm alto percentual de cura. Segundo o médico, a cura nos estágios iniciais chega a 90%.
Quando a doença é tratada em estágios mais avançados, os índices de cura podem chegar em 60%, mas dependem de modernas técnicas de tratamento. "Em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia radical de retirada do esôfago (esofagectomia), mas para oferecermos essa operação é fundamental diagnosticarmos a doença em estágio menos avançado", informa Rubens.

Alteração do estado nutricional
No megaesôfago, a musculatura no final do esôfago - que funciona como um esfíncter que abre e fecha - para de abrir normalmente impedindo a passagem de alimentos, o que leva a uma dilatação do esôfago. Uma das consequências é a dificuldade de engolir alimentos, podendo gerar alteração do estado nutricional do paciente.
O especialista alerta que, além da atenção que a população em geral deve ter em relação à disfagia, é fundamental que fumantes, alcoólatras e aqueles que já sofreram alguma agressão no esôfago (como, por exemplo, quem ingeriu soda cáustica no passado) façam regularmente o exame de endoscopia.

Vale ressaltar que o profissional capacitado para tratamento da Disfagia é o FONOAUDIÓLOGO!

Fonte - http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=dificuldade-engolir-indicio-doenca-grave&id=4906#.Tr_DGxBG6iU.facebook
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Exercícios para Apnéia e ronco




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Disfagia: reflexos orais, tipos de disfagia, reflexos de proteção

Ótimo livro que indico à profissionais para orientar familiares


Reflexos orais de alimentação


- Reflexo de Procura: também conhecido por reflexo dos quatro pontos cardeais, é 
desencadeado ao tocar os cantos laterais, superior e inferior dos lábios ou bochechas. A 
criança abre a boca, vira a cabeça e move a língua na direção em que ocorreu o estímulo. 
Este reflexo está presente ao nascimento e começa a desaparecer a partir do terceiro e 
quarto mês, quando a criança começa a levar a mão à boca e inicia-se um processo de 
adequação da sensibilidade oral (Cesa et al., 2004).

- Reflexo de Sucção: presente na vida intra uterina, começa a tornar-se voluntário por 
volta dos quatro meses de idade. É uma continuidade do reflexo de procura, após a 
criança introduzir o estímulo em sua cavidade oral, o contato deste com a porção anterior 
da língua, desencadeia um processo de movimentos rítmicos de sucção (Cesa et al., 
2004).

- Reflexo de Deglutição: também presente na vida intra uterina e torna-se voluntário a 
partir do quarto mês, quando há aperfeiçoamento da coordenação com a sucção e a 
respiração (Cesa et al., 2004).

Reflexos orais de proteção a alimentação


- Reflexo de Vômito: está presente ao nascimento e torna-se mais posterior até o sétimo 
mês. Este reflexo permanece  presente na vida adulta, sendo elicitado no recém nascido 
tocando-se na porção anterior da língua (Cesa et al., 2004).


- Reflexo de Mordida: presente ao nascimento e suprimido por volta do sétimo mês com 
o aparecimento da mastigação. Pode ser observado exercendo-se uma pressão no 
rebordo gengival e, como resposta, o recém nascido realiza um movimento rítmico de 
fechar e abrir a mandíbula (Cesa et al., 2004)


Disfagias


A deglutição pode ser prejudicada devido a processos mecânicos que dificultam a 
passagem do bolo, como falta de secreção salivar, fraqueza das estruturas musculares 
responsáveis pela propulsão do alimento ou disfunção na rede neural que coordena e 
controla a deglutição (Filho et al., 2000a).
O termo disfagia refere-se a um sintoma comum de diversas doenças congênitas ou 
adquiridas, permanentes ou transitórias, relacionado a qualquer alteração no ato de 
engolir que dificulte ou impeça e ingestão oral segura, eficiente e confortável (Alves, 
2003).
Portanto, a disfagia caracteriza-se por um distúrbio da deglutição ou qualquer 
dificuldade do trânsito do bolo alimentar da boca ao estômago, associado a complicações, 
tais como: desnutrição, pneumonia aspirativa, penetração laríngea, presença de saliva ou 
restos alimentares no vestíbulo laríngeo antes, durante ou após a deglutição (Rosado et 
al., 2005; Marcolino et al., 2009).Na literatura são apresentadas diferentes formas de classificação das disfagias. 
Para fins didáticos  apresentam-se as classificações relacionadas à três aspectos: à
etiologia, aos comprometimentos das fases da deglutição e ao grau do distúrbio.



Classificação das disfagias segundo a etiologia


- Disfagia induzida por drogas:  é a disfagia desencadeada ou agravada pelo efeito 
colateral de  alguns medicamentos. O efeito das drogas pode afetar o sistema nervoso 
central, sistema nervoso periférico, sistema muscular ou a produção de saliva (Filho et al., 
2000a).
- Disfagia mecânica:  é a disfagia proveniente de alterações estruturais e o controle 
neutral encontra-se preservado. Podem ser decorrentes de câncer ou de seu tratamento, 
traumas, infecções virais, inflamações teciduais, presença de traqueostomia (ASHA, 
2004).
- Disfagia neurogênica: relacionada à alterações do sistema nervoso central ou 
periférico, podendo estar presentes como sequelas de traumatismo cranioencefálico, 
tumor cerebral, paralisia facial, acidente vascular cerebral, doenças degenerativas, entre 
outros (ASHA, 2004).
- Disfagia psicogênica:  decorrente de  quadros ansiosos, depressivos ou mesmo 
conversivos (ASHA, 2004).


Classificação das disfagias segundo as fases da deglutição
- Disfagia oral: ocorre quando há comprometimento das fases preparatória oral e oral. 
Pode estar presente nos casos de dificuldade ou ausência de vedamento labial, problemas 
durante a mastigação, apraxia oral, paralisia unilateral de língua, entre outros (Macedo et 
al., 1998).


- Disfagia faríngea: quando há comprometimento da fase faríngea, como nos casos de 
paralisias faríngeas e/ou laríngeas, ou laringectomias parciais (Macedo et al., 1998).- Disfagia orofaríngea: na maioria dos casos são observadas alterações nas fases oral e 
faríngea, devido à estreita relação entre os eventos de ambas as fases. Ocorre com 
frequência nos casos de ressecções das estruturas da boca e nas doenças neurológicas 
(Macedo et al., 1998).


- Disfagia esofageana: ocorre quando há alterações estruturais no esôfago ou ainda pode 
relacionar-se à esofagite ou refluxo gastroesofágico (RGE) causando alterações e 
modificações na fase esofágica da deglutição (Filho et al., 2000a).


Classificação das disfagias segundo o grau de comprometimento
- Disfagia leve: ocorre quando o controle e transporte do bolo alimentar estão atrasados e 
lentos, sem sinais de penetração laríngea na ausculta cervical. É esperado que o paciente 
adquira compensações para as dificuldades em pelo menos uma consistência e que 
mantenha a alimentação por via oral (Jesus, 2008).


- Disfagia moderada: o paciente apresenta comprometimentos semelhantes à disfagia 
leve, porém observam-se sinais de penetração laríngea e risco de aspiração na ausculta 
cervical para duas consistências.  O paciente necessita de manobras facilitadoras para 
minimizar os riscos de aspiração e, dependendo do estado de saúde, a alimentação pode 
ocorrer por via mista (oral e alternativa) ou exclusivamente por via alternativa (Jesus, 
2008).


- Disfagia severa: caracteriza-se por presença de aspiração substancial com sinais de 
alteração respiratória e  ausência ou falha da deglutição completa do bolo alimentar,
impossibilitando a alimentação por via oral (Jesus, 2008).


Sinais e sintomas da disfagia


Os comprometimentos da fase oral caracterizam-se por alterações no vedamento 
labial, mobilidade da  língua, mastigação, reflexos orais, fechamento velofaríngeo e na 
percepção sensorial gustativa, de temperatura e textura do alimento (Pilz, 1999).Os pacientes com alterações na fase faríngea apresentam engasgo, tosse, náusea, 
regurgitação nasal ou dificuldade respiratória por aspiração. Esses sintomas são 
provocados pelo atraso ou ausência no reflexo de deglutição, incoordenação no 
fechamento do EES, redução na contração da musculatura da laringe, alteração na 
elevação e fechamento da laringe (Pilz, 1999).
A disfagia esofagiana pode ser decorrente de alterações estruturais do esôfago, 
esofagite e RGE. As principais queixas são de dor ao deglutir (odinofagia), dor torácica, 
sensação de pressão durante a passagem do alimento, vômito e regurgitação do alimento
(Pilz, 1999).
A entrada de alimento ou secreção na laringe em região subglótica denomina-se 
aspiração e caracteriza-se como um dos principais indicativos de disfagia e um grave 
sintoma, pois dependendo do estado de saúde geral do paciente, da quantidade e
frequência da aspiração pode provocar alterações respiratórias, como pneumonia (Pilz, 
1999).
Há três mecanismos que protegem os pulmões contra a aspiração. São eles: tosse, 
fechamento laríngeo e deglutição. Se algum desses mecanismos falhar ainda há a 
possibilidade de eliminar o material aspirado por meio da ação ciliar  das células da 
traquéia (Pilz, 1999).
A disfagia pode gerar complicações secundárias que devem ser diagnosticadas 
precocemente, pois indicam o agravamento clínico e podem levar o paciente ao óbito. A 
modificação do nível de consciência, a desidratação, a desnutrição e a pneumonia 
constituem esses sinais clínicos secundários (Filho et al., 2000a). 
O acúmulo de secreção provocado por aspiração maciça, redução da sensibilidade 
laríngea ou da força muscular  dos músculos respiratórios pode comprometer o  sistema 
nervoso central, reduzindo o nível de alerta e, consequentemente, o nível de consciência 
(Filho et al., 2000a).
A desidratação e a desnutrição podem se manifestar quando o preparo,  o volume, 
as vias de introdução da dieta e a distribuição de nutrientes não estão adequados para o 
paciente disfágico (Filho et al., 2000a).

Na criança, os sintomas clínicos da disfagia podem gerar aversão para comer 
determinados alimentos, aumento do tempo gasto na alimentação e ingestão de dieta 
especial (Aurélio et al., 2002).
Cabe ressaltar também outros sintomas da disfagia, como o esforço ao engolir e a 
ejeção oral comprometida, que podem decorrer de alterações na mastigação, dificultando
a trituração do alimento (Marchesan, 2003a).
A aspiração pode trazer complicações clínicas, tais como pneumonias bacterianas 
de repetição, e dependendo do volume e da constância da aspiração, causar desidratação 
e desnutrição. Contudo, a aspiração pode apresentar-se com uma discreta sintomatologia, 
envolvendo ausência ou diminuição do reflexo de tosse. Quando isso ocorre, a aspiração 
traqueal pode ocorrer silenciosamente, como consequência da diminuição da sensibilidade 
laríngea. A aspiração silenciosa é definida como a penetração de saliva ou alimento 
abaixo do nível das pregas vocais, sem sintomas de tosse, engasgo ou qualquer indicativo 
de dificuldade de deglutição (Curado et al., 2005). 
Outros sinais frequentes são: pigarro frequente, modificação da qualidade vocal 
após alimentação, recusa alimentar, necessidade de ingestão de líquido  durante a 
alimentação de sólido e isolamento social (Cola et al., 2008; Marcolino et al., 2009).

Fonte: http://www.medicina.ufmg.br/fon/arquivos/monografias/20091/2/priscilapimentel_tcc_fono_2009.pdf
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NIH Stroke Scale International - Escala Internacional de AVC


A escala internacional de acidente vascular cerebral (AVC) do National Institute of Health (NIHSS Internacional) é uma iniciativa de entidades nacionais e internacionais públicas, assim como privadas e académicas. Estas organizações dedicam-se à promoção da melhoria da prestação de cuidados de saúde ao doente com AVC.
*A escala de AVC do NIH (NIHSS) é um instrumento de uso sistemático que permite uma avaliação quantitativa dos défices neurológicos relacionados com o AVC. Esta escala foi inicialmente desenhada como instrumento de investigação, para medir o estado neurológico inicial nos ensaios clínicos da fase aguda do AVC. Actualmente, a escala é utilizada generalizadamente na valorização do carácter agudo do AVC, na determinação do tratamento mais apropriado e na previsão do prognóstico do doente.

A NIHSS pode então ser usada como instrumento de avaliação clínica para documentar o estado neurológico no doente com AVC agudo. Esta escala é válida para prever o tamanho da lesão e a gravidade do AVC. A NIHSS tem revelado valor prognóstico, tanto a curto como a longo prazo, nos doentes com AVC. Adicionalmente, a escala serve para monitorizar o estado do doente, útil no planeamento dos cuidados, e permite uma linguagem comum para troca de informações entre os profissionais de saúde. A NIHSS foi desenvolvida para ser um instrumento simples, válido e fiável, que pode ser aplicado à cabeceira do doente de forma consistente por médicos, enfermeiros ou terapeutas.*
**A NIHSS é uma escala com 15 itens de exame neurológico para avaliação do efeito do AVC agudo no nível de consciência, linguagem, negligência, perda de campo visual, movimentos oculares, força muscular, ataxia, disartria e perda sensitiva. Um observador treinado classifica a capacidade do doente para responder a questões e efectuar manobras. Cada item classifica-se em 3 a 5 graus, correspondendo 0 a normal; há a hipótese de itens não testáveis. A avaliação completa de um doente requer menos de 10 minutos.

A determinação da gravidade do AVC depende da capacidade do observador para avaliar o doente de forma fiável e consistente.**

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A importância da Fonoaudiologia no pós derrame cerebral

AVC: segunda causa de morte no mundo.
Conhecido popularmente como derrame, o AVC (Acidente Vascular Cerebral), segundo pesquisas, é tido como a segunda maior causa de morte no mundo.
O AVC, segundo o dicionário médico, é definido como uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003) que geralmente afeta a maioria idosa, porém, baseado em pesquisas, existe uma percentagem de 20% dos AVC’s que ocorrem em indivíduos abaixo dos 65 anos.

Independente da faixa etária das pessoas nas quais a doença se instala, apresentam como causas mais comum que originam o AVC, situações como os trombos e o embolismo (Enfartes cerbrais), hemorragia secundária ao aneurisma, anormalidades do desenvolvimento, hipertensão arterial, hemorragia cerebral, malformação dos vasos sanguíneos, tumores cerebrais, traumas e outras situações diversas.
É de suma importância ressaltar que a eficiência em prestar socorro à vítima de AVC é de grande importância, pois segundo estudiosos da área, a chegada ao médico até três horas após o início dos sintomas possibilita maior chance de cura, em especial nos casos de derrame isquêmico.
Por meio de medicamentos é possível dissolver o coágulo que obstruiu o vaso sangüíneo e permitir que o sangue volte a circular normalmente. Quando tardio o atendimento, a possibilidade de cura sem seqüelas vai depender da localização e do tamanho da área do cérebro que foi atingida.
Considerando o alto comprometimento das funções neuromuscular, motora, sensorial, perceptiva e cognitivo-comportamental, o fonoaudiólogo irá propiciar a reabilitação das funções comprometidas parcialmente ou totalmente, dependendo do grau de comprometimento da área afetada.
Quando a lesão é no Hemisfério Esquerdo (Hemiplegia Direita) ocorrem principalmente afasias, apraxias ideomotoras e ideacionais, alexia para números, descriminação direita/esquerda e lentidão em organização e desempenho.
Quando é no Hemisfério Direito (Hemiplegia Esquerda), ocorre alteração viso espacial, auto negligência unilateral esquerda, alteração da imagem corporal, apraxia de vestuário, apraxia de construção, ilusões de abreviamento de tempo e rápida organização, desempenho entre outros.
Vale ressaltar que o fonoaudiólogo na reabilitação de pacientes portadores de AVC atua de forma multidisciplinar, garantindo uma melhor qualidade de vida do paciente.
Profissionais como médicos neurologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos atuam intensamente em parceria com fonoaudiólogo, com o objetivo de adequar o mais breve as funções alteradas.
Lembrando que cada paciente apresenta seu próprio limite de resposta ao tratamento, limite esse que deve ser respeitado pelo profissional em parceria com a família.
Dificuldades para a Alimentação
A deglutição é um reflexo complexo, que tem como principal função conduzir os alimentos e a saliva da boca para o estômago. A dificuldade de progressão dos alimentos líquidos ou sólidos da boca para o estômago é chamada de disfagia. A disfagia pode estar presente em pacientes com AVC e um tratamento adequado pode evitar complicações. Os sintomas são: tosse, engasgos, relato de que os alimentos ficam parados na garganta (faringe), dificuldade para respirar, perda de alimentos ou saliva pela boca, dificuldade para mastigar, pneumonias de repetição, perda de peso, desidratação. Quando o paciente não consegue se comunicar, pode apresentar angústia, sudorese, inquietação durante a alimentação, o que sugere estar em dificuldade.
Orientações ao paciente com disfagia:
  1. O ambiente deve ser calmo. A alimentação não deve ser oferecida na frente da televisão ou com o rádio ligado. Evitar conversa e distrações durante as refeições.
  2. Manter o paciente preferencialmente na posição sentada em 90o. (em cadeira). Alguns pacientes, após avaliação, recebem orientações individuais e mais adequadas quanto ao posicionamento para se alimentar.
  3. O ideal é que o paciente se alimente sem ajuda (quando consegue). Por isto, devemos proporcionar-lhe as melhores condições: prato fundo, colher de sobremesa para que uma quantidade menor de alimento seja ingerida, copo adequado. O uso de canudo para a ingestão de líquidos não é recomendado, pois com canudo não se consegue controlar a quantidade ingerida, podendo ocorrer engasgos.
  4. Colocar no prato uma quantidade pequena, pois o paciente, sabendo de sua dificuldade, ao olhar um prato cheio pode desistir de comer. Os líquidos devem ser oferecidos em copo, também, em pequena quantidade.
  5. Uma pessoa com disfagia leva tempo acima do normal para fazer uma refeição. Ela não deve ser apressada a deglutir.
  6. O paciente pode apresentar mais dificuldade com determinada consistência (alimentos líquidos, pastosos ou sólidos). A consistência mais adequada deve, portanto, ser pesquisada. No caso de disfagia, não deve ser iniciada dieta oral antes de o paciente ser avaliado por profissionais com experiência com este tipo de problema. Quanto à escolha dos alimentos, deve-se dar preferência aos alimentos que o paciente costumava fazer uso antes da lesão.
Fontes: www.brasilescola.com.br
www.sarah.br
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Por que eu falo muito rápido?


Já comentei sobre a taquifemia em outro post e hoje vou acrescentar algumas informações para quem tem dúvidas sobre este assunto, que ainda é pouco conhecido.
taquifemia é uma forma de disfluência bem parecida com a gagueira.
Ela também se manifesta através de repetições, hesitações ou quebras na fluência e por isso é frequentemente confundida com a gagueira.
A diferença fundamental entre as duas formas de disfluência é que as pessoas que apresentam taquifemia, não tomam conhecimento de sua dificuldade. Elas falam com uma velocidade bastante aumentada, "tropeçando nas palavras", repetindo sílabas e cortando as ideias (vários assuntos misturados), o que torna o discurso confuso e pouco atraente ao ouvinte. E, em geral, são falantes desinibidos, não evitam situações de fala como aqueles que apresentam gagueira.
Por isso, estas pessoas chegam para atendimento fonoaudiológico porque a família, os amigos, ou os colegas de trabalho reclamam que não as entendem.
É importante tomar consciência das dificuldades e característricas de sua fala para o sucesso do tratamento.
Com a avaliação e o tratamento adequado é possível melhorar a fluência da fala.
Procure um Fonoaudiólogo!
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Falar mais devagar, é possível?


Lembram que já vimos aqui uma dificuldade de fala chamada taquifemia? É uma das causas da aceleração da fala.
Mas algumas pessoas não apresentam alterações na linguagem oral; elas falam rapidamente porque são aceleradas em várias atividades da sua vida. São pessoas com pouca tendência para ouvir e querem falar logo, porque, em um diálogo mais extenso, ficam entediadas.
Isto é mais comum do que se pensa.
Entetanto, uma fala com velocidade muito acelerada, passa a impressão de ansiedade, e impaciência e pode até irritar o interlocutor.
Para você que quer falar mais devagar, aqui vão as dicas:
  1. uma boa forma de diminuir a velocidade é caprichar na articulação das    palavras, não deixando de pronunciar nenhuma sílaba.
  2. versos compassados de poesias e músicas são bons para esse treinamento.
  3. outro cuidado importante para diminuir a velocidade é manter a respiração constante, inspirando nas pausas naturais da fala.
Se com estas dicas, você não consegue diminuir a velocidade da sua fala, você pode ter uma alteração da fluência da fala. Procure a ajuda de um fonoaudiólogo!

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Como falar mais devagar? Algumas dicas!


A pedidos, trago novas dicas para falar mais devagar. Quem fala muito rápido, frequentemente é caracterizado como ansioso e/ou impaciente. Para o interlocutor do diálogo, há uma necessidade de muita atenção, já que as palavras se sobrepõem ou se apresentam pela metade.
Dicas de como exercitar uma fala mais precisa, com menor velocidade:
1. Leia pequenos textos, falando pausadamente. Aumente e diminua a velocidade para encontrar a velocidade adequada.
2. Cante músicas de diferentes ritmos e observe as variações na velocidade, conforme o ritmo escolhido.
3. Fale em frente a um espelho, utilizando diferentes velocidades de fala, e observe como acontece a movimentação dos órgãos articulatórios  (boca, língua, dentes...), de acordo com o ritmo que você está usando.
4. Avalie também se você acelera na fala porque:
  • quer terminar logo o que tem para dizer, 
  • não tem paciência com o outro (interlocutor), 
  • se acha "chato" articular as palavras, 
  • se tem alguma dificuldade articulatória ou de fluência que não quer que apareça, 
  • se tem dificuldade na organização das ideias e não quer se perder.
Estas dicas são para pessoas que querem diminuir a velocidade da fala normal. Se você tiver "problemas" com a sua fala, procure  a avaliação de um fonoaudiólogo!
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Nasofibrolaringoscopia: importante exame para o diagnóstico da disfagia

Exame realizado pelo otorrinolaringologista, é utilizado como método investigativo dos distúrbios da deglutição. trata-se de um exame simples, que dispensa o uso da anestesia. Como seu equipamento é portátil e de fácil manuseio, pode ser realizado em consultório ou em leito hospitalar
     Através da nasofribrolaringoscopia observa-se a funcionalidade de estruturas como o palato mole, faringe e laringe, propiciando a vizualização também de estase salivar em valécula e seios piriformes, penetração ou aspiração de saliva, secreções e alimentos na laringe, assim como alterações de sensibilidade e reflexo, além da adução e abdução das pregas vocais.
     O fonoaudiólogo pode acompanhar o médico durante a realização  do exame a fim de avaliar a fisiologia da deglutição. Para isto, utiliza alimentos misturados a corante azul (ajudando na vizualização), para a observação se sua passagem por valécula, seios piriformes e região cricofaríngea. Desta forma, o fonoaudiólogo pode observar a presença de aspiração antes, durante ou após a deglutição, além do acúmulo de restos alimentares.
 
Fonte:http://sabrinaleaofono.blogspot.com/2011/05/nasofibrolaringoscopia-importante-exame.html
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Os nervos cranianos e a deglutição


Para a deglutição é necessária a coordenação entre seis nervos cranianos, vindos do tronco cerebral, córtex e cerca de vinte e seis músculos da boca, faringe e esôfago. Trata-se portanto um processo sensóriomotor.
     Os nervos tem a função de levar o estímulo até o cérebro. Os músculos participantes da deglutição recebem os impulsos enviados pelo córtex. Este, decide se a deglutição é necessária naquele momento ou não, inibindo toda a movimentação desnecessária quando existe a decisão para deglutir, ativando os reflexos.
     O complexo estrutural responsável pela deglutição inclui estruturas anatomo-funcionais ósseas (maxilar, mandíbula, coluna cervical e osso hióide); cartilagens laríngeas (epiglote, tireóide, cricóide, aritenóides, corniculadas e cuneiformes); estruturas musculares (língua e mais 31 pares de músculos associados às fases oral e faríngea, em especial os músculos supra-hióides digástrico e estilo-hióideo e os músculos infra-hióides incluindo a membrana tireo-hióidea); pares cranianos (V, VII, IX, X e XII) e nervos cervicais.
     A seguir, os pares cranianos participantes da deglutição e suas respectivas funções:
V par - Trigêmio: mastigação, gustação, sensibilidade da cavidade oral.
VII par - Facial:  mastigação, gustação, sensibilidade da cavidade oral.
IX par - Glossofaríngeo: influência sobre as estruturas velofaríngeas, inervação sensitiva de orofaringe e estruturas velofaríngeas.
X par - Vago: inervação motora de toda a laringe, inervação sensitiva da hipofaringe laringe.
XII par - Hipoglosso: movimentação lingual.
 
 
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A percepção do tempo


Estava lendo um capítulo do Livro "Autismo infantil" sobre a noção de tempo e temporalidade no autista. O conteúdo de todo capítulo é interessante mas uma frase me chamou mais atenção ali: "A noção de tempo se dá pelas nossas vivências".
Minhas vivências (é verdade!), fazem o tempo parecer que passou mais rápido ou mais devagar... e com toda certeza isso é assim com você também.
Por isso pensei nos autistas com as suas estereotipias e a ociosidade que eles podem enfrentar nos seus dias. Será que o tempo está passando para eles? Será que é isso que eles querem?
Bom, voltando ao conhecimento técnico científico... Diante da afirmativa de que a percepção de tempo se dá através das vivências, é preciso perceber que uma rotina bem delimitada realmente conforta.
Temos que demarcar muito bem os acontecimentos para os autistas. Não estou falando de trabalhar os conceitos de passado-presente-futuro, não! O que quero mostrar é que, é fundamental permitir que a criança perceba a finitude dos fatos e além disso, entender que 2 fatos não ocorrem ao mesmo tempo. Os fatos seguem um após o outro, conforme a expressão tão repetida: primeiro-isso-e-depois-aquilo.
Várias características autísticas podem ser também interpretadas como uma noção de tempo incerta, como: - Dificuldade em lidar com a alteração na rotina, o que torna tudo tão incerto e inseguro. Alterações exigem que a criança elabore um "plano B", sem que ela tenha condições para isso. - Estereotipias para o isolamento. Aos olhos de quem vê a criança, os comportamentos repetitivos parecem deixar a criança numa "era sem fim".
Além disso é frequente os pais de crianças com Síndrome de Asperger, relatarem que seus filhos "perdem a noção do tempo" quando se envolvem em atividades de grande interesse. E não é raro perceber no discursos de adolescentes com SA, a dificuldade de elaborar os planos para o futuro.
Tempo.
É preciso que os pais comece a se atentar mais aos conceitos subjetivos, eles podem dar dicas de onde está a dificuldade da criança e da melhor forma de ajudá-los.
Está tudo interligado entre tempo, linguagem e imaginação.
Enfim, a primeira ordem é: rotina previsível.

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"Aprendizagem Infantil: Uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva."

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Os avanços de um aluno com deficiência intelectual

Aos 7 anos, este garoto atento ao exercício nem sequer pronunciava o próprio nome: Henrique. Sua família pouco sabia como ajudá-lo. Na escola, ele pôde conhecer a si mesmo, o manejo das coisas, as outras crianças... Estudar foi a primeira porta aberta para o desenvolvimento, que ele encontrou num ensino que respeita o tempo de cada um.


"Hoje a escola é a sua casa", conta Regina Graner, professora da 4ª série da EMEF Professor Taufic Dumit, em Piracicaba, a 160 quilômetros de São Paulo."Ele conversa, participa das aulas e troca idéias com os colegas."Para Henrique Michel da Silva, é uma grande conquista. Aos 10 anos, está aprendendo a comandar a própria vida, que antes era dominada pela deficiência mental.Além de ter dificuldade para falar e se fazer entender, ele não conseguia comer nem se vestir sozinho. Sua mãe achava isso um impedimento insuperável."Ele sempre foi mais lento para aprender as coisas", justificava a dona-de-casa Elisângela de Fátima Oliveira da Silva quando era indagada pela professora do filho.
Elisângela não imaginava do que Henrique seria capaz se fosse incentivado de maneira adequada. Foi com a ajuda da professora Marta Giuste da Silva, na 1a série, que ele conseguiu dizer seu nome claramente pela primeira vez. "Comecei um trabalho com ele desde a pronúncia", diz a educadora. Daí em diante, o processo deslanchou. O menino revelou-se um dedicado aprendiz na sala de aula, daqueles que não se calam cada vez que têm uma dúvida. Ao mesmo tempo, a professora conversou muito com a mãe de Henrique e conscientizou-a de que a escola regular tinha a obrigação de receber seu filho.
Na sala de apoio, o garoto contou com uma professora para ajudá-lo a se desenvolver no que tinha mais dificuldade. Com o tempo, passou a ler histórias por meio de imagens e a contá-las aos amigos. "Ele já monta pequenas frases, desenha e organiza livrinhos", diz a educadora especializada Maria Aparecida Valelongo Cunico. 
Há pouco tempo, o destino provável de Henrique seria uma classe só com crianças com o mesmo quadro de retardo mental.Hoje, seu direito de estudar na escola regular vem sendo respeitado, ainda que falte à maioria das pessoas entender o que é deficiência mental."É um atraso na adaptação ao aprendizado, ao convívio social e às funções motoras", explica o psiquiatra José Belisário Cunha, da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil (Abenepi), em Belo Horizonte.
Quem tem deficiência é capaz de muita coisa: ler, escrever, fazer contas, correr, brincar e até ser independente. "A grande novidade é que, se a criança for estimulada a descobrir seu potencial, as dificuldades deixam de persistir em tudo o que ela faz", afirma Belisário. Ou seja, ela precisa de novos desafios para aprender a viver cada vez com mais autonomia. E não há lugar melhor do que a escola para isso. Qual o papel do professor nessa história? Em primeiro lugar,bancar o desconfiado. O diagnóstico de deficiência mental não determina o potencial da criança. "Pode ser que o aluno não apresente na escola os problemas que tem em casa. Isso resulta, muitas vezes, da falta de acompanhamento da própria família", diz Belisário. Por exemplo, como uma criança consegue desenvolver a fala se a família não conversa com ela?
Nas aulas de leitura, a professora aproveitava a empolgação de Henrique para ajudá-lo a se desinibir na frente dos amigos."Ele foi se soltando até conseguir divertir a turma toda com uma história", diz ela. O garoto dava um toque de emoção às tramas, como quando encenava o sopro do lobo na casa dos três porquinhos. "A classe toda aplaudia", lembra Marta.Henrique nunca faltou a uma só aula.
Ígor tem espaço para desenvolver suas melhores habilidades na escola: ao mesmo tempo que treina oralidade por meio da leitura e da contação de histórias, mostra-se fera na associação de imagens exigida em jogos de memória. Foto: Gustavo Lourenção
Ígor tem espaço para desenvolver suas melhores habilidades na escola: ao mesmo tempo que treina oralidade por meio da leitura e da contação de histórias, mostra-se fera na associação de imagens exigida em jogos de memória. Foto: Gustavo Lourenção
Independente desde cedo
É muito comum a família de uma criança com deficiência querer fazer tudo por ela. "É difícil se conter diante das dificuldades", diz Belisário. "Mas na escola, no meio da garotada, qualquer um aprende a se virar sozinho." Para o psiquiatra, as instituições e classes especiaisnão colheram grandes frutos justamente por terem assumido o papel de protetoras. Ir ao banheiro sozinho, fazer exercícios em grupo e brincar no recreio são estímulos que contribuem para o desenvolvimento intelectual do aluno.
O casal de agricultores gaúchos Marlene e Reni Wasen, da cidade de Sapiranga, na Grande Porto Alegre, soube de antemão que seu filho viria ao mundo com síndrome de Down,provocada por uma anomalia genética. Ígor Wasen, 9 anos, aprendeu muita coisa desde cedo.Começou a andar com 1 ano e 7 meses e parou de usar fraldas quando ainda era bebê.Na creche, tomava banho e vestia-se sozinho. Ele cresceu e continuou independente.
Nos bailes da cidade, aonde vai até hoje com a família, desgarra-se dos pais para dançar e comprar refrigerante. "Não se perde nem no meio de mil pessoas", diz a mãe. Quando não tem muita lição de casa, o guri se oferece para ajudar os pais a carregar lenha.
Mesmo com esses precedentes animadores, o garoto surpreendeu Marlene e Reni quando escreveu seu nome logo no início da 1a série da EMEF Pastor Frederico Schasse, em Morro Reuter, a 80 quilômetros da capital gaúcha. Ígor já escreve um pouco em português, mas, na hora de falar, o idioma alemão é praticamente lei na comunidade onde vive."Só falamos português quando tem visita", diz a mãe.
Em decorrência da síndrome de Down, o menino tem alguma dificuldade de se expressar. Ainda bebê, começou a ir à fonoaudióloga na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) para tratar o distúrbio.Até hoje, visita uma especialista toda semana.
E, na sala de aula, dá-lhe ouvir histórias. Assim, a professora Dirce Sauzen o estimula a conversar sobre elas com os colegas.
Ígor ainda tem pouca destreza com as letras, mas se sai muito bem em jogo de memória e no quebra-cabeças. Quando percebeu a facilidade do garoto para associar pecinhas, a professora aproveitou para reunir materiais que tivessem desenhos, palavras e números. "Ele consegue resolver mais rápido os exercícios que exigem montagem e organização", conta Dirce.
Danielle adora dançar, fazer teatro e, no atletismo, já participou de várias corridas:
Danielle adora dançar, fazer teatro e, no atletismo, já participou de várias corridas: "Sou o orgulho dos meus pais". Foto: Gustavo Lourenção
Atleta, atriz e bailarina
Ígor é prova de que a deficiência pode falar mais alto numa habilidade, mas pouco influi em outras."Se um aluno se dá mal em Matemática, pode ter afinidade em área que não depende do raciocínio lógico", afirma Belisário. A maranhense Danielle Batista Gonçalves, 17 anos, passou 12 deles na Apae por causa da síndrome de Down. Sua evolução foi mais lenta que a de Ígor.Começou a andar aos 7 anos e a falar aos 9. Aos 12, escreveu o nome pela primeira vez."Foi aí que me dei conta de que ela precisava estudar", diz a mãe,Maria Lucimar Batista Gonçalves. Hoje, na 8a série da Unidade Integrada Rubem Goulart, em São Luís, a adolescente posa orgulhosa para fotos ao lado dos troféus que conquistou em duas competições de maratona feitas nas ruas da cidade. A campeã nunca deixou de ir à Apae, onde faz cursos e apresentações de dança e teatro. "Gosto muito de atividade física. Só Matemática que acho difícil", diz Danielle.
O ingresso na escola regular não foi nada fácil.Até hoje a menina chora quando não consegue responder oralmente a uma pergunta."Ela se sai melhor com questões de múltipla escolha", diz o professor de Geografia Daniel Mendes Pereira, que sempre pensa numa maneira de a estudante participar dos exercícios sem medo.Nas aulas de Língua Portuguesa, a afinidade da jovem com a escrita rendeu até um prêmio no festival de poesia da escola.
Maria Lucimar sempre se dedicou à filha. Colocou-a na Apae aos 8 meses sem esperar que ela fosse aprender algo.Um dia, ela e o marido, pais adotivos da menina, leram no jornal que crianças com deficiência teriam o direito garantido de entrar na escola regular.Agora,Maria Lucimar desata a falar das qualidades da filha: "Ela conversa bem, participa dos trabalhos, é aplicada nos deveres, pesquisa nos livros e ganha prêmios". E se derrama em lágrimas quando vê Danielle dançar.
Atividades e estratégias
PROPORÇÃO
O desenvolvimento da coordenação motora pode ser mais lento em crianças que têm deficiência mental. Uma das maneiras de estimular o aluno a dominar seus movimentos é fazê-lo escrever o nome em folhas de papel de diferentes tamanhos. Assim, ele também visualiza a necessidade de aumentar ou diminuir a letra de acordo com o espaço.

INTEGRAÇÃO
É muito comum uma criança com deficiência mental ter problemas de oralidade. Por isso, aulas que estimulem o aluno a contar histórias são bem-vindas. É importante dar continuidade à atividade com bate-papos na classe sobre os personagens ou sugerindo que os estudantes dêem o próprio final à trama e o apresentem aos colegas. A atividade deve sempre ser feita com a turma toda.

VARIEDADE 
Diversifique os meios de acesso ao conteúdo na sala de aula. Crianças com deficiência mental (e sem deficiência também) nem sempre aprendem por meio de folhas com exercícios impressos, livros didáticos ou material concreto de Matemática. Elas podem se identificar mais com músicas, passeios, desenhos, vídeos ou debates.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/tempo-cada-424559.shtml?page=all
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Deficiência Intelectual - atendimento clínico

Como coloca JM Opitz “a deficiência mental serve de paradigma para toda genética clínica” devido à complexidade de sua biologia e metodologia diagnóstica. É considerada uma categoria ampla de distúrbios com diversas etiologias que devem ser devidamente assistidos quanto aos fatores causais, patogênicos e prognósticos.
Considera-se deficiência mental e intelectual, segundo a definição da American Association on Mental Retardation (AAMR) “o funcionamento intelectual significativamente inferior à média, associado a limitações significativas do funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, auto-cuidados, vida doméstica, habilidades sociais, relacionamento social, uso de recursos da comunidade, auto-suficiência, saúde e segurança, habilidades acadêmicas, lazer e trabalho. A deficiência mental e intelectual se manifesta antes dos 18 anos”.
Atualmente, mais de 750 etiologias genéticas foram identificadas em portadores de deficiência mental e intelectual. De maneira didática pode-se dividir os pacientes com deficiência mental grave em três grupos: com malformações do sistema nervoso central (SNC), sem malformações e as deficiências mentais ligado ao X.
Em caso de deficiência mental e intelectual grave deve-se proceder a exame clínico cuidadoso com ênfase no exame neurológico, por vezes necessitando da propedêutica armada como a tomografia computadorizada, além de audiometria, triagem para erros inatos do metabolismo, exame citogenético e/ou de biologia molecular além de outros exames complementares.
Para muitos, os indivíduos portadores de deficiência mental e intelectual não apresentam diferenças comportamentais, assistindo os pacientes com diferentes doenças de uma maneira semelhante.
Deve-se ressaltar que os avanços nos estudos de psicologia comportamental vêm mostrando que os portadores de deficiência mental e intelectual correspondem a um grupo bastante heterogêneo, com características comportamentais distintas e, por vezes, quase “específica” de cada doença, como por exemplo, a hiperfagia na síndrome de Prader-Willi, a automutilação da síndrome de Lesch-Nyhan, a habilidade linguística da síndrome de Williams ou os movimentos estereotipados da síndrome de Rett. Portanto, esses pacientes necessitam de uma abordagem médica também focada no componente comportamental. Assim, pode-se caracterizar um “fenótipo comportamental” para cada doença causadora de deficiência mental, permitindo uma assistência mais focalizada e melhor orientada.
Todos os pacientes portadores de deficiência mental e intelectual merecem uma avaliação diagnóstica completa e suas famílias devem receber adequado aconselhamento genético.
Fontes:
AAMR – Mental Retardation: definition, classsification and systems of supports. AAMR, 9th Ed., 1997.

Dykens EM et al – Genetics Mental Retardation Sydromes: A New Look at Behavior and Interventions, London, Paul H Bookes, 2000.

Opitz JM – Tópicos recentes de Genética Clínica. São Paulo, SBG, 1983, pp.38-64.

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