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O que é Neurinoma do Acústico e qual o tratamento?

O que é Neurinoma do Acústico?

São tumores do nervo auditivo conhecidos por diferentes nomes como: neuromas, neurinomas, vestibular schwanomas ou neurofibromas do acústico. Segundo dados do HEI (House Ear Institute):

- Eles constituem aproximadamente 6 % de todos os tumores cerebrais.
- Eles ocorrem em todas as raças e tem uma pequena predileção por mulheres

Os neurinomas do acústico são tumores benignos de crescimentos fibrosos que se originam do nervo da audição ou do equilíbrio que podem também ser chamados de oitavo par de nervos cranianos ou nervos vestibulocochlear. Os neurinomas do acústico, por não serem malignos não se espalham no organismo (não criam metástases). Eles começam no canal interno do ouvido e podem se expandir até o cérebro. Podem estar localizados profundamente no crânio e próximos a centros vitais do cérebro. Os primeiros sintomas são normalmente relacionados com perda de audição, barulhos no ouvido (zumbidos) ou falta de equilíbrio.

Enquanto o tumor cresce ele pode envolver nervos ou estruturas vizinhas responsáveis por funções vitais. Dores de cabeça podem aparecer devido a um aumento da pressão intracraniana ou distúrbios vasculares locais.

Na maioria das vezes este tumor tem crescimento lento, demorando anos para desenvolver-se. Em outros casos ou em algumas fases do desenvolvimento seu crescimento pode ser rápido. Normalmente, em grande parte dos pacientes os sintomas são leves e quase que imperceptíveis , muitos não apresentam qualquer evolução do quadro durante anos, o que é observado através de Ressonância Magnética anual. Antes de 1960 os pacientes com neurinoma do acústico sofriam muito em função da falta de um tratamento efetivo.

William Aloja introduziu conceitos revolucionários como a microcirurgia que revolucionou o tratamento do neurinoma do acústico. Com os avanços da técnolçogia aplicados a medicina, o gerenciamento deste problema está sofrendo constantes mudanças.

Formas de Neurinoma do Acústico

Os neurinomas do acústico podem ocorrer de duas formas:
- Esporádicos
- Associados a Neurofibromatose Tipo 2 (NF 2)

Segundo estatísticas do HEI, aproximadamente noventa e cinco porcento (95%) dos casos de neurinoma do acústico são esporádicos e são unilaterais. Por outro lado, os neurinomas associados a NF 2 são bilaterais e consistem aproximadamente cinco porcento dos casos (5%).

Os pacientes que possuem neurinoma do acústico esporático, costumam começar a apresentar alguns sintomas entre 40 e 60 anos de idade. Pacientes portadores de NF 2 costumam desenvolver os primeiros sintomas na fase conhecida como jovem adulto (20 a 30 anos). Existe uma grande possíbilidade de variações em relação as idades e primeiros sintomas.

A grande maioria dos portadores de NF 2 possuem neurinoma do acústico bilateral porém, é pouco comum encontrarmos neurinoma do acústico em portadores de NF 1. Os portadores de NF 2 tem grande chance de desenvolver tumores benignos ao longo dos nervos também em outras localizações do sistema nervosao central, como cérebro e coluna.

Perguntas frequentes sobre neurinoma do acústico

1 - Se eu tenho um neurinoma do acústico, meu filho pode ter um também ?
A maioria dos casos de neurinoma do acústico são unilaterais e não são hereditários. Noventa e cinco porcento (95 %) dos casos são esporádicos. Os pacientes com NF2 tem na grande maioria das vezes neurinomas do acústico bilaterais. Porém , em cinco porcento (5 %) dos casos, estes tumores são bilaterais e são associados com uma desordem genética hereditária chamada Neurofibromatose Tipo 2. Nos casos associados a NF 2, a chance de transmissão da desordem para os filhos é de cinquenta porcento(50 %) e um aconselhamento genético deve ser sempre realizado.

2- Por que eu ? O que causa o desenvolvimento deste tumor ?
A causa exata ainda não é conhecida porém existem uma série de pesquisas que estão sendo realizadas fora do Brasil para tentar entender e identificar os agentes responsáveis pelo desenvolvimento do neurinoma do acústico. Menos de 5 % dos casos são provenientes de uma desordem genética chamada neurofibromatose tipo 2 (NF2) e os demais casos a causa não é conhecida. Isso significa que qualquer um pode ter um neurinoma do acustico.

3- Meu neurinoma do acústico deve ser tratado ?
Saiba mais sobre isso na seção de Tratamento. O importante é saber que os tumores são benignos e tem o crescimento muito lento na grande maioria dos casos. Portanto não se esqueçam que os pacientes normalmente tem tempo para refletir, pesquisar e escutar diversas opniões até encontrar uma equipe que tenha experiência e transmita confiança. A conversa com outros pacientes é fundamental para ajudá-lo a identificar o médico mais experiente para seu tratamento. Não importa o que caminho você tome para tratamento, é importante que você esteja sendo tratado por uma equipe competente e com muita experiência. A decisão final do tratamento a ser realizado deve ser sua em comum acordo com o seu médico.
4- Existe algum grupo ou associação que eu posso contatar?
Ainda não temos conhecimento de associações no Brasil que possam passar informações sobre neurinoma do acústico porém desenvolvemos este site, exatamente com o objetivo de aproximar as famílias para troca de informações e em um futuro próximo fundarmos um grupo, por tanto sua participação é fundamental. Porém temos ótimas associações em outros paises que podem passar informações sobre neurinoma do acústico, consulte nossos Links. Quando falamos em Neurofibromatose, a história é um pouco diferente, temos atualmente quatro (4) grupos no Brasil que poderão fornecer maiores informações, consulte nossos Links.

5- Que especialidade médica deve ser consultada sobre o tratamento do neurinoma do acústico?
As especialidades mais indicadas são neurocirurgião ou otoneurologista que tenham experiência em tratamento de neurinoma do acústico . Existem diversos centros de tratamento espalhados por vários países do mundo com equipes especializadas para tratar de neurinoma do acústico, no entanto , no Brasil ainda desconhecemos qualquer tipo de centro especializado em neurinoma do acústico. É muito importante conhecer o nível de experiência do médico em tratamentos de neurinoma do acústico, o paciente não deve ter vergonha e deve sempre perguntar quantos casos aquele médico já tratou nos últimos anos e quais foram os resultados obtidos. Os pontos que devem ser questionados com os médico são sobre índice de preservação do nervo facial, índice de preservação da audição e as possiveis complicações da cirurgia ou da radiocirurgia.

6 - Como estes tumores se comportam?
Em geral estes são tumores benignos com crescimento lento e que passam a apresentar problemas aos portadores no momento que eles começam a comprimir o nervo. Alguns problemas comuns são: Perda de audição , zumbido e desequilibrio Com o aumento dos tumores o cérebro pode ser comprimido causando outros sintomas como: Enxaqueca e paralisia facial A taxa de crescimento médio de um vestibular schwannoma é mais ou menos 2 a 4 milímetros (1/12 a 1/6 de uma polegada) por ano para pessoas que não possuem NF2.

Sua taxa de crescimento também não é constante e ele pode acelerar ou reduzir a velocidade de crescimento de tempos em tempos.

Observe alguns aspectos do funcionamento do ouvido humano para entender melhor a localização de um neurinoma do acústico


O ouvido é dividido basicamente em ouvido externo, médio e interno:

- O externo compreende a orelha e o canal externo do ouvido e termina no tímpano.
- O médio compreende o tímpano, os ossinhos do ouvido (martelo, bigorna e estribo) e a parte chamada mastóide, que são pequenas cavidades ósseas cheias de ar.
- O interno corresponde à cóclea, labirinto e canal interno. Da cóclea sai o nervo auditivo que vai pelo canal interno até o cérebro.

Neste canal interno que é de osso também passa o nervo facial (responsável pela movimentação de músculos da face) e o nervo vestibular (do equilíbrio). Este canal tem ligação direta com a cavidade cerebral. O som se espalha através de uma vibração pelo ar. Esta vibração é captada pela orelha externa (pavilhão auditivo e canal externo do ouvido). Esta vibração atinge a membrana do tímpano que funciona como se fosse uma membrana de um tambor super sensível. Estas vibrações fazem a membrana timpânica vibrar. Na membrana do tímpano encontra-se fixado um pequeno osso chamado martelo. O martelo está articulado em um outro osso chamado bigorna que pôr sua vez articula-se no estribo. este conjunto de pequenos ossos se movimenta com a vibração da membrana do tímpano e amplificam esta vibração como um sistema de "roldanas" transmitindo esta vibração a uma pequena membrana que se encontra encostada no estribo e oclui o canal da cóclea.

O canal da cóclea é cheio de um líquido e tem a forma em espiral como de um caracol. Com a vibração da cadeia de ossinhos que conseqüentemente faz vibrar a membrana da cóclea, este liquido se movimenta dentro da espiral coclear. A espiral é revestida internamente de células que tem cílios, que ficam embebidos neste liquido e se movimentam com a movimentação do líquido.

Para melhor compreensão é como uma plantação de trigo que se movimenta com o vento em várias direções. Esta movimentação gera uma pequena energia elétrica que é transmitida ao cérebro pelo nervo da audição onde será descodificada e gerara a compreensão dos sons.

Os tumores do acústico podem ser classificados em grandes, médios e pequenos: 

Tumor Pequeno: O tumor pequeno é aquele que ainda está confinado só no canal interno que se estende do ouvido até o cérebro. Através deste canal passam os nervos responsáveis pela audição, equilíbrio e movimentação dos músculos mímicos da face bem como alguns vasos sanguíneos que nutrem o ouvido interno.

Veja as imagens abaixo:








Visto de outro ângulo:



Tumor Médio: O tumor médio é aquele que se estende do canal interno para a cavidade craniana onde está o cérebro mas não comprime nenhuma estrutura cerebral.

Veja as imagens abaixo:






Visto de outro ângulo:



Tumor Grande: O tumor grande é aquele que se estende para fora do canal interno para dentro da cavidade cerebral e é suficientemente grande para produzir alguma pressão no cérebro, podendo alterar alguns centros vitais.

Veja as imagens abaixo:







Visto de outro ângulo:



OBSERVAR E AGUARDAR
    
Observar e aguardar é uma opção conservadora em relação ao neurinoma do acústico.
Em alguns pacientes, especialmente aqueles com tumores pequenos, a observação é uma opção bastante interessante.
Em portadores de neurofibromatose tipo 2 esta opção também deve ser avaliada e pode ser interessante para a preservação da audição em um dos ouvidos. 
Os neurinomas do acústico apresentam normalmente um crescimento bastante lento, as estatísticas mostram que ele cresce por volta de 1mm (.1cm) ao ano em não portadores de neurofibromatose tipo 2.
É importante ressaltar que estes tumores são benignos e não dão origem a outros tumores, eles apenas crescem e podem comprimir os nervos ou até mesmo o tronco cerebral, o que pode ocasionar algumas conseqüências e complicações.
O paciente deve saber o tamanho exato do seu neurinoma do acústico antes de pensar em qualquer opção de tratamento.
Uma sugestão é conversar com o seu médico e começar a observar a progressão do tumor antes de tomar alguma decisão (caso o mesmo não esteja apresentando sintomas como, por exemplo, a perda de audição ou apresentando algum risco devido ao tamanho).
As taxas de crescimento de neurinoma do acústico, conforme estatísticas, sugerem uma evolução mais rápida em pessoas mais jovens e mais lenta em pessoas mais velhas.
É muito difícil encontrarmos pessoas que tiveram uma redução de tamanho do tumor sem ter feito algum tipo de tratamento, porém, isto é possível e existem alguns casos relatados.
Caso a opção de observar e aguardar seja a opção que você e seu médico escolheram, um bom acompanhamento deve ser realizado e alguns exames devem ser feitos periodicamente como a Ressonância Magnética e a audiometria.
É fundamental que o medico que esteja acompanhando o seu caso tenha experiência no tratamento do neurinoma do acústico.
RADIOCIRURGIA
    
A radiocirurgia é um procedimento que permite uma cirurgia cerebral não-invasiva, ou seja, sem a abertura do crânio, por meio de feixes de radiação.
É uma nova técnica que é usada pra destruir, por meio de dosagem precisa de radiação, tumores intracranianos que poderiam ser inacessíveis ou inadequados para cirurgia aberta.
Existem muitas doenças do cérebro nas quais o tratamento cirúrgico convencional é difícil ou tem muitas conseqüências deletérias para o paciente, devido às artérias, nervos, e outras vias estruturais danificadas.
Radiocirugiões fazem uso de instrumentos complexos altamente sofisticados e precisos, tais como dispositivos estereotáxicos, aceleradores lineares, computadores e feixes a laser.
Nos últimos dez anos, a radiocirurgia tem sido usada como primeira abordagem, por exclusão ou falhas de outras técnicas, ou como suplementos delas, tais como outros tipos de cirurgia cerebral, quimioterapia e radioterapia.
Os alvos de radiação altamente precisos dentro do cérebro são planejados pelo cirurgião com base em imagens, tais como tomografia computadorizada, ressonância magnética, e angiografia do cérebro.
A radiação é aplicada vindo de uma origem externa, sob orientação mecânica precisa por um equipamento especializado. Muitos feixes são colimados (dirigidos) e centralizados na lesão  intracraniana a ser tratada, desta forma, os tecidos saudáveis ao redor da área-alvo são preservados.
Pacientes podem ser tratados em um dia de estadia no hospital ou mais dias e não precisam nem mesmo estar internados.
O período de recuperação é mínimo, e no dia seguinte ao tratamento, o paciente pode retornar ao seu estilo de vida normal, sem qualquer desconforto. A maior desvantagem da radiocirurgia em relação à craniotomia (cirurgia aberta ) é a duração do tempo requerido para alcançar os efeitos desejados, enquanto o seu caráter não-invasivo é talvez a maior vantagem.
A radiocirurgia emergiu como resultado de muitos desenvolvimentos que ocorreram nos campos da neuroimagem e radiocirurgia, e continua a expandir suas áreas de aplicação na neurocirurgia, oncologia (câncer), cirurgia de cabeça e pescoço, e outras especialidades.
História
A radiocirurgia começou com o Dr. Lars Leksell do Instituto de Karolinska, em Estocolmo, Suécia, no começo dos anos 50, em desenvolvimento conjuto com Borje Larsson, da Universidade Upsalla. Leksell usou partículas pesadas, prótons, para irradiarlesões tumorais.
Gamma Knife helmetNos anos 60, surgiu o "Gamma Knife", um novo dispositivo exclusivo para radiocirurgia, o qual consiste de fonte radioativa de Cobalto-60 colocado em um tipo de capacete com canais centrais para irradiação. Na última versão deste dispositivo, 201 fontes de cobalto radiativo geram radiação gama em direção ao centro de um capacete, onde a cabeça do paciente é inserida.
A fim de encontrar alta precisão no posicionamento da cabeça do paciente, ele é primeiro colocado em um quadro rígido de referência chamado dispositivoestereotáxico.
Este equipamento usa um sistema de coordenadas geométricas para cada estrutura do cérebro, tal que o cirurgião sabe precisamente, com a ajuda de um Atlas, onde é o ponto que os raios gama devem convergir. O quadro estereotáxico se ajusta então dentro do capacete.
O "Gama-knife" é usado em quatro continentes para realizar aquilo que é chamado neurocirurgia estereotáxica funcional, e para irradiação superseletiva de tumores e mal-formações artério-venosas.
Outro tipo de radiocirurgia que tem causado grande disseminação na neurocirugia foi introduzida por Betty e Colombo, na metade dos anos 80, utilizando aceleradores lineares médicos comerciais, disponíveis para terapia por radiação em oncologia (o chamado Linac).
Este sistema difere do Gama-Knife sobre os feixes de radiação liberados na cabeça do paciente. De uma maneira similar, o estereotáxico é usado para fornecer coordenadas geométricas de referência, mas os feixes de radiação são emitidos por uma única fonte que roda lentamente circundando a cabeça do paciente.
Finalmente, em avançados centros médicos, tais como em Boston e na Califórnia, os aceleradores de partículas construídos para realizar pesquisa em física de alta energia, são usados desde a década de 60 para o tratamento de tumores cerebrais e mal-formações artério-venosas. Um tipo de radiocirurgia experimental que ainda utiliza um reator nuclear para a fissão atômica do urânio, é a 'Terapia de Captura por Neutrons'(TCN) que começou nos EUA no Instituto de Tecnologia de Massachussetts nos anos 60, com resultados não-promissores.
Nos dias de hoje, esta terapia é realizada como uma pesquisa clínica avançada, devido ao progresso e aos resultados obtidos no Japão pelo Dr. Hiroshi Hatanaka. Ele usou TCN em mais de 100 casos no tratamento de tumores malígnos e mal-formações artério-venosas gigantes. Em poucos meses, alguns centros europeus, americanos e australianos devem começar atividades clínicas com TCN.

Como Funciona ?

O principal fundamento da radiocirurgia é aquele da ionização seletiva sobre o tecido a ser operado, por meio de feixes de radiação de alta energia.
A ionização é a produção de íons orgânicos que geralmente são deletérios às células, por formar radicais livres que são danosos à membrana celular e nuclear, e mesmo à cadeia de RNA e DNA das células, produzindo um dano irreparável a estas estruturas e então à morte da célula. Então, a inativação biológica é realizada em um volume de tecido a ser tratado, com um efeito destrutivo preciso.
A dose de radiação absorvida pela massa de tecido tratado é que define o grau de inativação biológica. Ele geralmente é medido em unidades de Gray, a quantidade de energia definida por um joule por kilo de massa.
A fim de executar uma terapia satisfatória, o neurocirurgião, assistido por físicos especializados em medicina nuclear, escolhe o melhor tipo de radiação a ser usada, e como ela será liberada.
A fim de planejar a incidência de radiação e dosagem, os físicos desenham esboçando linhas de intensidade igual de radiação sobre a cabeça do paciente (isto é chamado de mapa de isodose). Informação sobre a localização de tumores é obtida de uma série de tomogramas computadorizados, os quais são então alimentados por software computadorizados de planejamento.
Existem dois tipos de radiações usadas em radiocirurgia: raios gama e nêutrons .
Falaremos sobre o primeiro tipo de radiação que é compreendido por raios gama, os quais são feixes de fótons de alta energia que interagem com a coroa de elétrons dos átomos que compõem o tecido irradiado, inonizando-os.
Radiação gama é usada no dispositivo Gamma-Knife, onde eles são produzidos porfeixes fixos de Linear accelerator gantry movementcobalto radiativo.
Eles também são usados em radiocirugia executada em um Acelerador Linear (Linac), a fonte sendo agora um dispositivo comercial médico de uso universal na radioterapia. O Linac consiste de um tubo emissor de raios gama, com uma energia de 4, 6 ou 18 milhões de elétron-volts (MeV).
A cabeça de emissão (chamada "gantry") é mecanicamente rodada ao redor do paciente, em um círculo completo. A cama onde o paciente se deita, pode também ser movida em estágios lineares ou angulares. A combinação dos movimentos do gantry e a cama, tornam possíveis o planejamento computadorizado do volume do tecido cerebral o qual irá ser irradiado. Dispositivos com uma energia de 6 MeV são mais adequados para o tratamento do cérebro, devido ao menor volume a ser irradiado. Além disso, o diâmetro do feixe de energia deixando a cabeça de emissão pode ser ajustado ao tamanho da lesão (tumor) por meio de colimadores (um orifício com diferentes diâmetros, variando de 5 a 40 mm, em passos de 5mm).
A seleção do tipo apropriado de radiação e dispositivo depende de muitos fatores. Radiocirurgia por Gamma-knife é aplicada em isocentros com mais de 30 mm de diâmetro, que funcionam melhor para pequenas lesões. Aceleradores Lineares ( FSR ) alcançam isocentros com mais de 40 mm de diâmetro.
A remoção de tumores em áreas centrais do cérebro representam importantes desafios da medicina.
Uma das principais dificuldades desse tipo de cirurgia é obter acesso à estrutura comprometida sem causar danos importantes ao restante da tecido cerebral.
Alguns recentes avanços tecnológicos colaboram para a solução desses problemas. Hoje, a tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética são capazes de localizar as lesões no interior do cérebro com precisão milimétrica, enquanto a integração dessas imagens por meio de sofisticados programas de computação permite orientar espacialmente seu tratamento.
As imagens obtidas por tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética ou arteriografia identificam a lesão no interior do cérebro. A região a ser tratada é reconhecida, assim como as estruturas que devem ser evitadas pela radiação.
A radiocirurgia é uma forma de radioterapia que utiliza um sistema de coordenadas espaciais para atingir  tumores malignos ou benignos, e malformações arteriovenosas, em regiões profundas do cérebro , permitindo alcança-las sem a necessidade de abrir o crânio. Resultado do trabalho conjunto de neurocirurgiões, radiologistas, radioterapeutas e físicos, a radiocirurgia é indicada para o tratamento de lesões de difícil acesso cirúrgico no interior do cérebro.
Além disso, a radiocirurgia pode ser utilizada na correção de distúrbios funcionais, sendo aplicada a determinadas áreas do cérebro com o objetivo de normalizar sua atividade.
Os resultados obtidos com essa técnica terapêutica são animadores, e os efeitos colaterais e danos causados ao cérebro tem se mostrado mínimos.
Radiocirurgia Fracionada (FSR)
Etapas do Tratamento de Radiocirurgia Fracionado ( FSR )
A radiocirurgia fracionada utiliza o equipamento chamado Linac da qual descrevemos no texto acima.
Vale a pena ressaltar que ainda existe muita discussão em qual dos dois equipamentos(Linac e Gamma Knife) produz o melhor resultado na preservação dos nervos em tratamento do neurinoma do acústico, a realidade é que os resultados mostrados até o momento tem muita similaridade.
Para a realização do FSR, cada paciente é avaliado por uma equipe multidisciplinar formada por radioterapeutas, neurologistas, neurocirurgiões, físicos, radiologistas e oncologistas clínicos, que consideram os possíveis benefícios do procedimento e os riscos envolvidos.
Confirmada a indicação, inicia-se o planejamento da radiocirurgia.
Nessa etapa, o paciente é submetido à fixação do arco metálico (estereotáxico) em sua cabeça, realizando novos exames de imagem.
Nos casos em que a radiocirurgia é aplicada em múltiplas sessões, o arco não é fixado diretamente ao crânio da paciente, mas preso a uma máscara ou a um molde dentário e é colocada apenas durante os procedimentos.
Com as imagens obtidas a equipe de Radiocirurgia delimita a estrutura a ser tratada (volume-alvo), identificando os tecidos mais sensíveis à radiação, que devem ser evitados.
Tailarach brain atlas    
O palnejamento define o número de arcos de radiação, a distribuição das doses e as coordenadas para localização do alvo.
A Radiocirurgia é realizada em seguida e o arco estereotáxico é retirado imediatamente após o procedimento.
A Realização da Radiocirurgia ( FSR )
O paciente é deitado sobre a mesa de tratamento, junto ao aparelho de Radiocirurgia (Acelerador Linear). O anel metálico externo é fixado á mesa.Durante a aplicação, o Gantry descreve as rotações em torno da cabeça do paciente, produzindo arcos de radiação focados no volume-alvo. A mesa sobre a qual o paciente se encontra também é móvel e gira no plano horizontal, criando novos arcos de radiação sobre o volume-alvo.
A multiplicidade de arcos de radiação empregada durante o procedimento permite que se concentrem altas doses de radiação nas áreas sob o tratamento, enquanto o restante do cérebro recebe doses muito baixas.As estruturas mais sensíveis, previamente reconhecidas, são poupadas pelos arcos de radiação.
Após o tratamento é realizado o acompanhamento com Ressonâncias Magnética conforme descrito abaixo no Gamma Knife.
Vantagens da Radiocirurgia ( FSR )
A radiocirurgia aplica uma alta dose de radiação nas área a ser tratada, poupando em grande parte os tecidos normais do cérebro. Isto é, trata-se de um procedimento que combina alta eficácia e boa tolerabilidade.
Além disso, na radiocirurgia é possível tratar mais de uma lesão no mesmo procedimento.
Indicações ( FSR )
A radiocirurgia pode ser utilizada para o tratamento de malformações arteriovenosas cerebrais, tumores cerebrais benignos de difícil dissecção, tumores malignos primários e metasráticos do cérebro e da base do crânio, além de doenças funcionais do cérebro. Além disso, existem diversos estudos em andamento para avaliar os benefícios da radiocirurgia no tratamento de lesões localizadas em outros segmentos do corpo.
Doses e Frações adequadas para tratar o neurinoma do acústico ( FSR )

Existem três tipos de frações ou doses para o tratamento fracionado (FSR) que vem sendo utilizado para tartar o neurinoma do acústico :
  1. 3 tiros de radiação de 700 rads, ministrados durante 2 dias.
  2. 4 a 5 tiros de radiação de 400 a 500 rads, ministrados durante 1 a 2 semanas .
  3. 25 a 30 tiros de radiação de 180 a 200 rads, ministrado durante 5 a 6 semanas .
Gamma Knife
História
A primeira remoção de um Neurinoma do Acústico com sucesso, foi realizada em 1894.
A retirada do tumor foi a única opção disponível por muitos anos e foi sendo aperfeiçoada ao longo dos anos, porém teve uma grande melhora nos anos 60 quando técnicas de microcirurgia foram introduzidas por otorrinolaringologistas e neurocirurgiões.
Em paralelo aos avanços da microcirurgia, outro grupo de neurocirurgiões suecos trabalhavam no estudo da utilização das radiações (como raio x) que convergiam de vários ângulos para um único ponto do cérebro.
Foi adotada nesta época o termo radiocirurgia que diferenciava o tratamento dos tratamentos de radioterapia convencionais.
O tratamento foi idealizado por Lars Leksell, neurocirurgião sueco de grande prestígio na área de neurologia como citado anteriormente.
A primeira utilização clinica desta técnica foi realizada em um protótipo do Gamma Knife construido entre 1967-68.
Em  junho de 1969 no Karolinska Hospital em Estocolmo na Suécia foi realizado o primeiro tratamento em um tumor com esse equipamento.
A Radiocirurgia com o Gamma Knife vem sendo usada para tratar Neurinoma do Acústico desde 1986, totalizando 6.434 neurinomas do acústico tratados até dezembro de 1996.
Pittsburgh foi o primeiro hospital nos Estados Unidos a oferecer tratamentos com Gamma Knife e vem produzindo resultados expressivos.
Segue abaixo uma Ressonância Magnética demonstrando o antes e o depois do tratamento com Gamma Knife.
beforeGK.JPG (11563 bytes)afterGK.jpg (12040 bytes)
Acoustic Neuroma before Gamma Knife
Acoustic Neuroma after Gamma Knife (7 weeks)
Podemos observar nestas imagens a mudança da intensidade da cor do neurinoma do acústico (nem sempre esta variação de intensidade de cor é visivel e é importante salientar que ela não significa o sucesso do tratamento),.
A precisão deste tratamento provem da fixação de um anel metálico na cabeça do paciente.
Radiocirurgia com o Leksell Gamma Knife é um procedimento radio-neurocirúrgico não invasivo que utiliza a convergência de múltiplos raios gama, similares aos raio-X porem bem mais fortes e com  alta energia (201 fontes de cobalto 60) para tratamento de lesões intracranianas sendo o único aparelho desenvolvido exclusivamente para esta finalidade, vale ressaltar que o equipamento pesa aproximadamente 18 toneladas.
O Gamma Knife é o único aparelho dedicado exclusivamente à radiocirurgia estereotáxica.
 A grande vantagem da utilização deste equipamento é que apenas no ponto de interseção dos raios a radiação é potencializada, sendo assim enquanto não existe a interseção estes raios são muitos fracos e não provocam nenhuma lesão no cérebro.
Outro fato importante é que o ponto de interseção pode ser calculado milimétricamente o que evita que os raios emitidos afetem os tecidos vizinhos.
A equipe que normalmente participa de um tratamento com Gamma Knife é composta de neurocirurgiões , radiologistas, fisicos e enfermeiras.
A equipe multidisciplinar conta com auxilio do Gamma Plan, software desenvolvido exclusivamente para o planejamento estereotáxico.
A localização da lesão (tumor) é feita com precisão sub-milimétrica (desvio máximo de 0.3 mm) permitindo que em um único tratamento a quantidade ideal de radiação seja administrada, minimizando os efeitos nos tecidos circunvizinhos.
   
Etapas do tratamento
a) A fixação do anel
              
O paciente é levemente sedado , uma anestesia local é dada, dois pontos na frente da cabeça e dois atrás são marcados.
Um anel de alumínio é preso na cabeça do paciente através de quatro parafusos fixados nos pontos marcados que penetrarão pela pele e pararão contra a superfície exterior do osso do crânio.
Os buracos não atingem o osso do crânio , estão localizados apenas na pele e são minúsculos, cicatrizam depressa e ficam invisíveis em pouco tempo após o tratamento.
O anel (armação extereotáxica) é firmemente preso ao cabeça do paciênte.
Este primeiro passo leva 15 a 20 minutos.
b) Ressonância Magnética
O próximo passo é a realização da ressonância magnética com injeção de contraste.
Uma série de imagens são obtidas através de diferentes projeções e técnicas (sequencias) que tem como finalidade obter o maior número de informações sobre o tumor e as estruturas visinhas.
A ressonãncia magnética estereotáxica leva por volta de uma hora.
c) O planejamento para o tratamento
O terceiro passo consiste na transferência destas imagens para um sistema de computador para que o planejamento possa ser feito.
Este processo leva por volta de 1 a 2 horas para criação do planejamento com a quantidade e a direção dos raios, normalmente o paciente pode ver o planejamento antes de realizar o tratamento.
d) O Tratamento
Gamma Knife Apparatus   

O passo final do tratamento com Gamma Knife.

Os números (os valores de cordenadas x, y e z) determinam as posições diferente dos tiros de acordo com o planejamento final, então a cabeça do paciente com capacete é colocada no equipamento, o paciênte fica indo e vindo de acordo com o planejamento dos raios.
Nos casos de neurinoma do acústico, o paciente é sempre posicionado com a face para cima.
O tempo total de radiação varia geralmente entre 20 á 40 minutos, apesar do tratamento não provocar nehuma dor, dores de cabeça podem ocorrer em função da armação fixada na cabeça.
A armação é removida assim que o tratamento termina, porem alguns paciêntes permanecem por algum periodo internados no hospital.
Existe frequentemente algum inchaço no local aonde ouve a fixação dos parafusos do capacete, porem ´não é necessário nehum tipo de cuidado especial e em pouco tempo o  paciente poderá voltar trabalhar.
 e) O acompanhamento
    MRI brain section     
O paciente será monitorado após o tratamento com Ressonâncias Magnéticas a fim de identificar qualquer mudança do tumor ou mesmo regressão dele.
Informações detalhadas sobre a audição poderão ser obtidas atraves de audiometrias.
Os exames são normalmente realizados em seis meses, um ano, dois anos, três anos e quarto anos após o tratamento.


ENDOSCOPIA

Remoção Completa de Schwanoma Vestibular por Endoscópica 

  acoustic neuroma minimal invasive dime size hole    acoustic neuroma endoscopic surgery

 

Introdução: 
Três abordagens cirúrgicas padrão aos schwanomas vestibulares estão atualmente em prática. Isto inclui as abordagens translabiríntica, fossa média e retrosigmóide (fossa posterior).  Continua o debate de qual  abordagem é a  mais adequada para tumores grandes vs. pequenos , que técnica possibilita uma remoção completa do tumor, e que método apresenta os melhores resultados para a preservação dos nervos faciais e auditivos. 
O grupo do Skull Base Institute acredita que a abordagem retrosigmóide oferece uma possibilidade de preservação da audição, possibilita  excelente visualizatção de todo o tumor, evita dissecação  do nervo facial às cegas e, com desconforto mínimo, é bem tolerada pelos pacientes
As desvantagens da abordagem da fossa posterior incluem a incapacidade de visualizar integralmente a extensão lateral do tumor dentro do canal auditivo interno. (CAI).  Usando o  microscópio operacional com sua visão direta para frente, é virtualmente impossível "enxergar dobrando a esquina" devido ao ângulo  oblíquo do canal em relação a trajetória da dissecação.  
Avanços na tecnologia endoscópica permitiram novas aplicações em cirurgia intracranial.
Relatórios isolados de uso do endoscópio para auxiliar  na remoção microscópica de neuromas do acústico sugerem que, o endoscópio possibilita  melhor identificação de células de ar e pode ser direcionado para dentro do CAI para remoção de qualquer tumor residual sob visualização direta. 
O grupo do Skull Base Institute tem realizado cirurgias com auxílio de endoscópio ou cirurgias totalmente endoscópicas de ângulo cerebelopontino (CAP) para Neurologia Trigeminal, Espasmo Hemifacial, e outros tumores CAP  desde 1996. 
O grupo começou usando o endoscópio  para complementar a ressecação  microcirurgica de  schwanoma vestibular em  l998.  Usando o endoscópio nesta região o grupo achou que a manobrabilidade e as lentes angulares do endoscópio proporcionam vantagens significativas na visualização do acesso a todo o tumor, enquanto evita dano às estruturas neurovasculares vizinhas.
Procedimento Cirúrgico : 
Os pacientes são levados para a sala de cirurgia sob anestesia geral inalada.
A operação tem início com o paciente numa posição supine de banco de parque.
A cabeça do paciente é firmada numa braçadeira de cabeça de 3 pinos Mayfield .
A cabeça é então inclinada e ligeiramente rodada em direção oposta ao lado do tumor. A mesa também é rodada em direção oposta a do lado da lesão para  proporcionar acesso direto ao processo mastóide.
Uma incisão retroauricular de 3 cm é  feita; isto é seguido pela dissecação dos tecidos moles do escalpo, continuada para dentro do crânio, usando-se  electrocautério e elevadores periosteal.  Ganchos são usados para retrair a pele e os tecidos moles. Uma broca Anspach  é usada para realizar uma craniotomia 1,5cm diretamente abaixo da confluência das cavidades da sigmóide e transversa .Cera de osso é usada para preencher quaisquer células de ar que tenham entrado durante a dissecação óssea.  Uma incisão curvilinear é feita na dura, que é então previamente afastada e mantida no lugar por suturas. Deixa-se o CSF  drenar lentamente.
Uma combinação de hiperventilação moderada,  manitol e posicionamento possibilita posteriormente a retração espontânea do cerebelo, abrindo um estreito caminho para o ângulo cerebelopontino. Um endoscópio zero grau (Storz, Culver City, CA) endoscópio 2,7 ou 4 mm é então (não traumaticamente) direcionado ao longo deste caminho com dissecação mínima  e quase sem nenhuma retração para visualizar  o tumor . Uma bainha de irrigação fixada no endoscópio limpa das lentes, o sangue e os fragmentos,  eliminando a prática insegura e longa de remoção e re- inserção do endoscópio.  Um braço pneumático rígido de sustentação  mantém o  endoscópio em posição,  permitindo a dissecação cirúrgica feita a duas mãos .
Ao entrar no ângulo cerebelopontino o cirurgião faz um levantamento preliminar das estruturas circundantes inclusive dos nervos do trigêmeo, faciais e do baixo cranio, bem como da anatomia vascular local . O nervo facial é então estimulado, e sua resposta é medida via um monitor de nervos faciais (Xomed monitor), Jacksonville, FL),  que permanece no local por toda a duração do procedimento para evitar lesão no nervo facial. Uma vez identificadas as estruturas críticas circundantes se faz a dissecação do tumor guiada pelo endoscópio zero grau quase da mesma forma que um método microcirurgico.  Usando instrumentos de microdissecação, bem como dissecador eletrônico CUSA, o interior do tumor é  desbastado.  A dura que cobre o canal auditivo interno é incisada e uma broca de diamante é usada para abrir o canal auditivo interno, seguindo a extensão lateral do tumor dentro do canal. Nos casos de tumores menores, nos quais os pacientes têm “audição aproveitável”  pré operatória , esta parte da dissecação deve ser executada com extrema cautela.
Vários relatórios delinearam normas anatômicas de procedimento , de precauções  a tomar , quanto à entrada no labirinto membranoso e ósseo.
Depois da entrada no CAI  o endoscópio zero grau  é removido e o endoscópio trinta graus é introduzido.  A dissecação do tumor dentro do CAI é guiada pelo endoscópio angular, permitindo completa vizualização da extensão lateral do tumor  sendo separado do nervo facial. Células expostas de ar são então preenchidas com cera de osso. 
Secções congeladas destes tumores na sala de operações deverão revelar células de fuso confirmando que o tumor é um Schwanoma Vestibular .
Uma vez completada a dissecação do tumor, o nervo facial é mais uma vez estimulado para confirmação de seu funcionamento.  Uma avaliação final do berço do tumor e  das estruturas  adjacentes  é feita para assegurar hemostasia adequada.  A dura é re-aproximada; o flap do osso recolocado e firmado com um placa de titânio,  e o escalpo é fechado em camadas   
Os pacientes acordam da anestesia na sala de cirurgia confirmando estado mental intacto . O exame do nervo cranial poderá revelar uma branda paresia facial (Graus I-III/VI).   Os pacientes normalmente tem uma recuperação tranquila e são monitorados  durante a noite na unidade cirúrgica de tratamento intensivo (UTI).
Eles são transferidos para o andar pós-operatório no dia seguinte, ficando fora do leito movimentando-se , seguindo uma dieta regular e normalmente tem alta cerca de 72 horas pós operação.
Nos casos tratados pelo grupo, o acompanhamento demonstrou resolução completa da debilidade facial  (GrauI/VI) em 3 meses.
 O grupo constatou que os endoscópios de zero grau e trinta graus proporcionaram excelente visualização destes tumores,  inclusive da extensão lateral dentro do canal auditivo interno, garantindo completa remoção do tumor. Um braço pneumático rígido e bainha de irrigação tornaram possível dissecação a duas mãos.  A capacidade do endoscópio de percorrer ao redor dos ápices dos ossos da fossa posterior possibilitou uma exibição melhorada dos nervos e vasos circundantes com dissecação mínima.
Os pacientes apresentaram resultados excelentes e tiveram alta em 72 horas pós operação. O grupo conclui que o endoscópio é perfeitamente condizente para uma uma abordagem retrosigmóide cirúrgica no acesso a schwanoma vestibular.
Usando uma abordagem minimamente invasiva o endoscópio fornece visão abrangente e permite uma remoção completa do tumor.  
Argumentação :
Tal como muitos antigos pioneiros cirúrgicos perceberam , que o ângulo cerebelopontino é um um teatro operatório implacável , que contém numerosas estruturas neurológicas e arteriais  críticas. Endoscópios cirúrgicos com sua haste estreita, foco de profundidade infinita, e lentes angulares são especialmente apropriados para trabalhar em volta de estruturas delicadas localizadas nesta região.
Visualização  aperfeiçoada deve reduzir o risco de complicações e resultar numa remoção mais completa do tumor.  
Diversos  relatórios recentes  sobre o  uso de  endoscópio  como  acessório da dissecação microcirúrgica documentaram as vantagens do uso de endoscópios para exame das estruturas  intracraniais  adjacentes,   bem como no controle da extensão intracanicular,  na dissecação do tumor.
Usando endoscópios para proporcionar  visualização  durante toda a  operação  possibilita craniotomias menores, requer menos dissecação e muito menos retração  cerebelar.
Nos últimos seis anos no Skull Base Institute, a ressecação microcirurgica padrão  de tumores  de ângulo  cerebelopontino  evoluiu inicialmente para uma  ressecação  auxiliada por endoscópio e, posteriormente,  para uma ressecação totalmente   endoscópica destes tumores.  O acesso totalmente endoscópico  tem sido usado para a  descompressão microvascular do nervo  trigêmeo em pacientes com nevralgia do trigêmeo , do nervo facial em pacientes com espasmo hemifacial e do nervo  glossofaringeal em pacientes com  nevralgia  glossofaringeal.
O acesso totalmente endoscópico  também tem sido usado na  ressecação de muitos tumores de ângulo cerebelopontino,  mais frequentemente,  em neurinomas do acústicos e  meningeomas e também schwannomas do nervo  trigêmeo, neurofibromas, epidermóides colesteatomas e limfomas CNS.   Este acesso também tem sido usado para cortar aneurismas saculares do sistema vertebrobasilar .
 Algumas das desvantagens do acesso endoscópico  observadas  por outros autores, tais como, a de sujar as lentes do endoscópio e a dissecação cirúrgica uni-manual,  foram  superadas nos últimos seis anos através da introdução de irrigadores de lentes (Xomed, Ohio) e um braço de sustentação pneumático rígido (Mitaka, Japan).
 As características  visuais  monoscópicas dos  endoscópio,  inclusive a falta de percepção de profundidade,  são compensadas pela visão panorâmica que eles possibilitam e sua habilidade de ver ao redor  dos cantos.  Além disto, pesquisa  em  endoscópios estereoscópicos com a vantagem de percepção de profundidade está a caminho e irá aperfeiçoar a perspectiva tri dimensional dos endoscópios
Conclusão:
O grupo do Skull Base Institute acredita que a exibição melhorada de todo o tumor com retração mínima reduz o risco de dano ao tronco cerebral e aos nervos cranianos adjacentes e  resulta em  remoção mais completa do tumor.
Esta técnica minimamente invasiva possibilita a recuperação rápida do paciente e oferece mínimo desconforto pós-operatório.
Avanços na tecnologia de fibra ótica , micro-instrumentação e técnicas minimamente invasivas permitiram que o ramo de cirurgia da base do crânio evoluisse da neurocirurgia tradicional, de técnicas neuro-otológicas e craniofaciais,  para  acesso endoscópico mais funcional ,  minimamente invasivo que resultou em tempo mais curto de cirurgia hospitalização mais curta  e,  além de tudo, resultados melhores.
Sem dúvidas avanços futuros continuarão a  desgastar a aura de inacessibilidade da base do crânio e a mística da "terra de ninguém".  

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Disfagia e Esclerose Múltipla

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Sons Onomatopéicos

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Almanaque do Foninho

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Os diferentes estilos de aprendizagem de cada criança

Os diferentes estilos de aprendizagem de cada criança

Cada indivíduo possui e apresenta uma maneira própria de aprender, a forma individual de adquirir conhecimento é definida como Estilo de Aprendizagem. Por exemplo: algumas crianças aprendem com maior facilidade cantando músicas, outras através de brincadeiras, brinquedos pedagógicos, entre outros. 
Sendo o Estilo de Aprendizagem um aprendizado pessoal e único, vale ressaltar que não se trata do que o indivíduo aprende e sim a forma que ele utiliza durante o aprendizado. 
No intuito de identificar qual o melhor tipo de abordagem para seu aluno ou filho, fazendo com que crie e oriente estratégias educacionais personalizadas de acordo com o perfil de aprendizagem e proporcionando um aprendizado de forma prazerosa e com maior facilidade, conheça os tipos de aprendizagem existentes, bem como a maneira ideal de ser utilizada. 
 

Os sete tipos de Estilo de Aprendizagem identificados no indivíduo: 

Físico: definido como o indivíduo que utiliza bastante a expressão corporal, as pessoas que apresentam esse perfil geralmente são inquietos, bisbilhoteiros e “destruidores” de brinquedos, pois buscam saber como ocorre o funcionamento desses. Interagem melhor através do contato manual e corporal, costumam ter gosto pela prática de esportes, dança, invenção e construção de algo. 
Segue abaixo algumas atividades recomendadas aos indivíduos que apresentam esse Estilo de Aprendizagem: 
Sugestões de atividades: 
• Realizar aulas práticas com montagens e construções de objetos e simulações; 
• Incluir aulas virtuais em computadores; 
• Alternar momentos teóricos e práticos durante a aula. 

Intrapessoal: definido como o indivíduo que apresenta característica introspectiva, costuma ser solitário, tímido, anti-social, porém costumam apresentar melhor desempenho quando deixados à vontade. 
Na escola tendem a identificar melhor com atividades de escrita, pesquisa e 
projetos independentes, apresentando raciocínio lógico muito apurado e são bastante reflexivos.
Sugestões de atividades: 
• Realizar projetos independentes com eles; 
• Devido ser considerados pesquisadores natos, pode requisitar inúmeros trabalhos de pesquisas; 
• Evitar trabalhos em grupo, pois apresentam melhor desempenho em atividades isoladas. 

Interpessoal: definido como um indivíduo extrovertido, relaciona-se melhor com o mundo através de suas interações com os outros, apresenta melhor entendimento com pessoas que trabalham em grupo. São considerados prestativos e autênticos, apresentam melhor desempenho em atividades com equipes esportivas, grupos de discussões e organização de eventos, trabalhos de pesquisa em grupo, ou trabalho em pequenas equipes. 
Sugestões de atividades: 
• Realizar projetos em grupos; 
• Organizar trabalhos onde possam lidar com o público, como debates e entrevistas. 

Linguístico ou Verbal: definido como o indivíduo que apresenta maior facilidade em se expressar com palavras, são consideradas como “devoradores” de livros, sendo extremamente cultas, sempre tem domínio do assunto que é abordado. São simpatizantes de atividades que envolvem o uso da palavra falada, escrita de poemas e leitura literária. 
Sugestões de atividades: 
• Realizar projetos literários, concursos para redação de textos publicitários; 
• Realizar debates de temas polêmicos; 
• Criar peça de teatro, etc. 

Matemático: geralmente esses indivíduos utilizam mais o pensamento (raciocínio lógico), números, padrões e seqüências, contagem e classificação de objetos, criação de tábuas cronológicas e tabelas, e solução de problemas complexos. São considerados gênios matemáticos e tendem a ser apaixonados por jogos. 
Sugestões de atividades: 
• Ensinar atividades que tenha como comprovar a resolução; 
• Realizar projetos que propiciem a organização e classificação de coisas e objetos; 
• Realizar projetos de pesquisas científicas ou comportamentais. 

Musical: são indivíduos que se interessam mais por sons e músicas, geralmente vivem cantando ou entoando algum som, mesmo com a boca fechada. Apresentam habilidade natural para interagir e entender os sons, musicais ou não. 
Sugestões de atividades:
• Realizar projetos para criação de teatros musicais; 
• Escrever letras para músicas já existentes; 
• Realizar projetos de pesquisa, biografia e bibliografia musicais; 
• Realizar projetos para criação de trabalhos em multimídia. 

Visual: são indivíduos que tendem a explorar mais o aspecto visual das coisas, apresentando um talento natural para lidar com cores e harmonizar ambientes. Identificam-se através de pinturas, imagens, bem como criação de artes gráficas. 
Sugestões de atividades: 
• Criar projetos voltados para a criação de cenários para peças de teatro; 
• Criar um Site para a turma ou escola; 
• Solicitar apresentações multimídia dos trabalhos da escola; 
• Realizar projetos com interpretação de mapas, diagramas e obras de arte; 
• Trabalhar com ilustrações, gráficos, slides e filmes nas aulas. 

É importante esclarecer que uma pessoa pode apresentar mais de um estilo de aprendizagem, mas geralmente tende a ter o estilo primário tido como o dominante e o secundário.

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Doença de Alzheimer - estratégias facilitadoras para familiares

Estratégias facilitadoras para familiares de pessoas com a Doença de Alzheimer

1. Manter conversas e atividades que integrem a pessoa ao quotidiano da família e amigos;
2. Manter diálogos que a remetam a boas memórias;
3. Lembrar nomes de familiares, amigos e lugares, assim como situações relacionadas aos mesmos;
4. Manter o máximo de independência (com supervisão, caso haja riscos para a pessoa);
5. Fazer com que se sinta útil nas atividades que realiza;
6. Evitar falar sobre a condição da pessoa na presença da mesma;
7. Passeios podem ser agradáveis em família, periodicamente.


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Dificuldades Específicas de Aprendizagem - Sinais de Alerta

Linguagem (audição, fala, compreensão, interpretação da leitura; soletrar e expressão escrita), matemática (raciocínio, solução de problemas e cálculo), controlo motor e comunicação (expressão não verbal, défice programação fonológica, gaguez) são as capacidades que mais sofrem o impacto das dificuldades específicas de aprendizagem, que são assim classificadas e explicadas:

► Dislexia: uma perturbação que afecta a leitura e a aprendizagem baseada na linguagem. Frequentemente, os disléxicos têm problemas com ortografia e com capacidades de evocação (de lembrar ou reconhecer) de palavras comuns, o que leva à uma compreensão deficiente dos assuntos. Essas dificuldades resultam tipicamente do défice no componente fonológico da linguagem que é inesperado em relação às outras capacidades cognitivas consideradas na faixa etária. A estes sintomas, acrescentam-se a escrita «mal feita» e dificuldades para compreenderem o que lêem.

► Discalculia: uma perturbação que afecta a aritmética, a matemática, os cálculos. Dificuldade para compreender conceitos matemáticos positivos e negativos, de valor e quantidade, dias, semanas, meses, estações, etc., complicando-se para numerar linhas, realizar tarefas matemáticas de somar e diminuir e para resolver problemas, ainda que simples. Dificuldades no uso de fracções e para estabelecer sequências de informação e de eventos, reconhecer modelos de adição, subtracção, multiplicação e divisão e para trabalhar com os passos das operações aritméticas, para além das dificuldades em organizar os problemas na folha de papel, alinhar os números nas contas e chegar ao fim das divisões longas.

► Disgrafia: perturbação relacionada com a letra manuscrita. Os portadores enfrentam problemas para ‘desenhar’ as letras à medida que as escrevem ou para mantê-las num espaço definido. Tanto a letra de imprensa ou a manuscrita podem acabar ilegíveis, mesmo quando escreve com atenção e devagar. Além disso, misturam o traçado manuscrito com as letras de imprensa, as maiúsculas com as minúsculas, formas, tamanhos e tipos, sendo visível um espaçamento inconsistente. Demonstram dificuldades no planeamento motor e tríade para pegar no lápis é feita muitas vezes de outra forma, não havendo dissociação dos movimentos do pulso com a restante mão. Também apresentam dificuldade para pensar escrever ao mesmo tempo.

► Perturbações do processamento da informação (Disfunção de integração Sensorial): estas são dificuldades relacionadas com a capacidade de processar a informação que recebem através dos sentidos – visão, audição, paladar, olfacto e tacto – apesar de haver integridade na recepção. Estes problemas não estão relacionados com a incapacidade de ver ou ouvir, por exemplo, trata-se unicamente de condições que afectam o modo como o cérebro reconhece, responde, recupera e armazena as informações sensoriais.

Sinais de Alerta para as Dificuldades Especificas de Aprendizagem do tipo Dislexia:

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"Língua presa", será que meu filho tem isso?

Freio da Lingua...cortar ou não???

«O meu filho não fala...será que tem a lingua presa?..»

Este é um tema que os terapeutas da fala, médicos pediatras e outros técnicos que seguem a criança, ouvem para a justificação de muitos dos atrasos ao nível da linguagem expressiva e de muitas alterações da articulação verbal por parte dos pais. Por isso hoje vou dedicar este artigo à esse tema: O freio da Lingua.

Quase todas as alterações da fala não tem qualquer relação com a real problemática da "língua presa", ou seja, com a presença de um freio lingual encurtado e com inserção anteriorizada. Porém, há casos em que realmente existe um encurtamento e uma inserção anteriorizada do freio lingual que irá prejudicar os movimentos da língua e consequentemente a fala e a deglutição (ato de engolir).

O comprimento do freio da língua, que é uma faixa de tecido localizada abaixo da língua, varia consideravelmente de pessoa para pessoa. Ao nascer, os bebês têm a língua curta e o freio estreito (favorecer o tipo de alimentação). Depois de um ano, o freio pode ficar anormalmente curto se:

- A ponta da língua não pode ser puxada para fora.
- Ao puxar a língua, a lingua «parte-se» ao meio (bifida).

Nestes casos extremos em que é muito restrito as possibilidades de movimentação da lingua, há a necessidade de intervenção terapêutica (terapia da fala) para reorganizar os movimentos da língua tanto para a deglutição como para a fala.

Quando o freio lingual é curto a língua tem dificuldades em se elevar e produzir adequadamente sons, tais como: /t/, /d/, /l/ e /r/, entre outros.

Nos casos em que existe algum destes problemas, há necessidade inicialmente de uma frenectomia (corte do freio lingual) para que a mesma possa ter "liberdade" para se movimentar. Esta cirurgia é realizada por um cirurgião pediátrico, e se existem alterações no padrão da deglutição e no padrão articulatório verbal é importante a intervenção do terapeuta da fala para a reorganização do padrão motor da lingua para a função.

No entanto, lembre-se que em muitos casos, mesmo que haja um encurtamento da lingua a criança consegue um padrão motor (da lingua) adequado tanto para a deglutição como para a fala, e as dificuldades que muitas vezes apresenta ao nível da Linguagem/Fala nada têm a ver com a motricidade oral.

Portanto, se tem dúvidas quanto ao desenvolvimento da linguagem do seu filho, fale com o seu médico pediatra ou procure um terapeuta da fala, eles irão esclarecer quanto às suas dúvidas e fornecer a melhor orientação para o problema.

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Afeto na primeira infância tem impacto benéfico no cérebro das crianças

Hipocampo de crianças que receberam mais e melhores cuidados é quase 10% maior do que o das demais

Afeto na criação está relacionado a benefícios no cérebro das crianças segundo estudo Afeto na criação está relacionado a benefícios no cérebro das crianças segundo estudo (ThinkStock)
Crianças que ganham afeto dos pais nos primeiros anos de vida têm o hipocampo - área do cérebro encarregada da memória - quase 10% maior que as criadas com mais desleixo, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista americana PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences).

Saiba mais

HIPOCAMPO
São estruturas localizadas nos lobos temporais do cérebro humano e responsáveis pelas memórias de curto e longo prazo. Por isso, têm um papel importante no aprendizado das crianças, mas a relação entre seu tamanho e capacidade ainda não está clara. Atua também no sistema de navegação espacial e na ativação de hormônios que respondem a situações de estresse, adaptando o corpo.
A pesquisa, realizada por psiquiatras e neurocientistas da Universidade de Washington em Saint Louis, nos Estados Unidos, revela, pela primeira vez, um vínculo entre cuidados na infância e características físicas. Várias pesquisas já haviam feito a relação entre afeto na infância, fatores psicossociais e melhor desempenho escolar. Essa relação pode ser explicada pelas novas descobertas, já que o hipocampo está ligado ao aprendizado e ao modo como lidamos com o estresse.

Para o estudo, os especialistas analisaram imagens cerebrais de crianças com idades entre 7 e 10 anos que já haviam participado de uma pesquisa neurológica quando tinham entre 3 e 6 anos. Quando eram mais novas, essas crianças haviam sido observadas em interação com um dos pais, a mãe em 95% dos casos, em um momento de estresse, que é a espera para abrir um presente desejado. O quanto a pessoa foi capaz de tranquilizar e cuidar da criança nessas circunstâncias foi o parâmetro usado para definir se ela teve uma criação mais ou menos afetuosa, já que a situação simula o estresse cotidiano.

O cérebro de 92 dessas crianças foi analisado e as que foram criadas com afeto tinham o hipocampo maior que as demais. "Quase 10% maior em média, o que é uma evidência concreta do poderoso efeito da criação e indica claramente o impacto grande que ela tem no desenvolvimento posterior", avalia Joan Luby, uma das autoras da pesquisa.

Apesar de o estudo ter sido feito quase que apenas com mães biológicas, os pesquisadores afirmam que os efeitos são os mesmos com qualquer pessoa que seja a principal responsável pelos cuidados, como o pai, os avós ou os pais adotivos.

 http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/criancas-criadas-com-afeto-tem-hipocampo-maior-revela-estudo
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O QUE É DEFICIÊNCIA INTELECTUAL OU ATRASO COGNITIVO?

O QUE É DEFICIÊNCIA INTELECTUAL OU ATRASO COGNITIVO?

Marina da Silveira Rodrigues Almeida
Consultora em Educação Inclusiva
Psicóloga e Pedagoga especialista
Instituto Inclusão Brasil
inclusao.brasil@iron.com.br
1. O que é Deficiência Intelectual ou atraso cognitivo?

Deficiência intelectual ou atraso mental é um termo que se usa quando uma pessoa apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no desempenho de tarefas como as de comunicação, cuidado pessoal e de relacionamento social.
Estas limitações provocam uma maior lentidão na aprendizagem e no desenvolvimento dessas pessoas.
As crianças com atraso cognitivo podem precisar de mais tempo para aprender a falar, a caminhar e a aprender as competências necessárias para cuidar de si, tal como vestir-se ou comer com autonomia. É natural que enfrentem dificuldades na escola. No entanto aprenderão, mas necessitarão de mais tempo. É possível que algumas crianças não consigam aprender algumas coisas como qualquer pessoa que também não consegue aprender tudo.

2. Quais são as causas da Deficiência Intelectual ou Atraso Cognitivo?

Os investigadores encontraram muitas causas da deficiência intelectual, as mais comuns são:
Condições genéticas: Por vezes, o atraso mental é causado por genes anormais herdados dos pais, por erros ou acidentes produzidos na altura em que os genes se combinam uns com os outros, ou ainda por outras razões de natureza genética. Alguns exemplos de condições genéticas propiciadoras do desenvolvimento de uma deficiência intelectual incluem a síndrome de Down ou a fenilcetonúria.
Problemas durante a gravidez: O atraso cognitivo pode resultar de um desenvolvimento inapropriado do embrião ou do feto durante a gravidez. Por exemplo, pode acontecer que, a quando da divisão das células, surjam problemas que afetem o desenvolvimento da criança. Uma mulher alcoólica ou que contraia uma infecção durante a gravidez, como a rubéola, por exemplo, pode também ter uma criança com problemas de desenvolvimento mental.
Problemas ao nascer: Se o bebê tem problemas durante o parto, como, por exemplo, se não recebe oxigênio suficiente, pode também acontecer que venha a ter problemas de desenvolvimento mental.
Problemas de saúde: Algumas doenças, como o sarampo ou a meningite podem estar na origem de uma deficiência mental, sobretudo se não forem tomados todos os cuidados de saúde necessários. A mal nutrição extrema ou a exposição a venenos como o mercúrio ou o chumbo podem também originar problemas graves para o desenvolvimento mental das crianças.

Nenhuma destas causas produz, por si só, uma deficiência intelectual. No entanto, constituem riscos, uns mais sérios outros menos, que convém evitar tanto quanto possível. Por exemplo, uma doença como a meningite não provoca forçosamente um atraso intelectual; o consumo excessivo de álcool durante a gravidez também não; todavia, constituem riscos demasiados graves para que não se procure todos os cuidados de saúde necessários para combater a doença, ou para que não se evite o consumo de álcool durante a gravidez.

A deficiência intelectual não é uma doença. Não pode ser contraída a partir do contágio com outras pessoas, nem o convívio com um deficiente intelectual provoca qualquer prejuízo em pessoas que o não sejam. O atraso cognitivo não é uma doença mental (sofrimento psíquico), como a depressão, esquizofrenia, por exemplo. Não sendo uma doença, também não faz sentido procurar ou esperar uma cura para a deficiência intelectual.
A grande maioria das crianças com deficiência intelectual consegue aprender a fazer muitas coisas úteis para a sua família, escola, sociedade e todas elas aprendem algo para sua utilidade e bem-estar da comunidade em que vivem. Para isso precisam, em regra, de mais tempo e de apoios para lograrem sucesso.

3. Como se diagnostica a Deficiência Intelectual ou Atraso Cognitivo?

A deficiência intelectual ou atraso cognitivo diagnostica-se, observando duas coisas:
A capacidade do cérebro da pessoa para aprender, pensar, resolver problemas, encontrar um sentido do mundo, uma inteligência do mundo que as rodeia (a esta capacidade chama-se funcionamento cognitivo ou funcionamento intelectual)
A competência necessária para viver com autonomia e independência na comunidade em que se insere (a esta competência também se chama comportamento adaptativo ou funcionamento adaptativo).

Enquanto o diagnóstico do funcionamento cognitivo é normalmente realizado por técnicos devidamente habilitados (psicólogos, neurologistas, fonoaudiólogos, etc.), já o funcionamento adaptativo deve ser objeto de observação e análise por parte da família, dos pais e dos educadores que convivem com a criança.
Para obter dados a respeito do comportamento adaptativo deve procurar saber-se o que a criança consegue fazer em comparação com crianças da mesma idade cronológica.

Certas competências são muito importantes para a organização desse comportamento adaptativo:
As competências de vida diária, como vestir-se, tomar banho, comer.
As competências de comunicação, como compreender o que se diz e saber responder.
As competências sociais com os colegas, com os membros da família e com outros adultos e crianças.

Para diagnosticar a Deficiência Intelectual, os profissionais estudam as capacidades mentais da pessoa e as suas competências adaptativas. Estes dois aspectos fazem parte da definição de atraso cognitivo comum à maior parte dos cientistas que se dedicam ao estudo da deficiência intelectual.

O fato de se organizarem serviços de apoio a crianças e jovens com deficiência intelectual deve proporcionar uma melhor compreensão sobre a situação concreta da criança de quem se diz que tem um atraso cognitivo.
Após uma avaliação inicial, devem ser estudadas as potencialidades e as dificuldades que a criança apresenta. Deve também ser estudada a quantidade e natureza de apoio de que a criança possa necessitar para estar bem em casa, na escola e na comunidade.
Esta perspectiva global dá-nos uma visão realista de cada criança. Por outro lado, serve também para reconhecer que a “visão” inicial pode, e muitas vezes devem mudar ou evoluir. À medida que a criança vai crescendo e aprendendo, também a sua capacidade para encontrar o seu lugar, o seu melhor lugar, no mundo aumenta.

4. Qual é a freqüência da Deficiência Intelectual?

A maior parte dos estudos aponta para uma freqüência de 2% a 3% sobre as crianças com mais de 6 anos. Não é a mesma coisa determinar essa freqüência em crianças mais novas ou em adultos. A Administração dos EUA considera o valor de 3% para efeitos de planificação dos apoios a conceder a alunos com atraso cognitivo. Esta percentagem é um valor de referência que merece bastante credibilidade. Mas não é mais do que um valor de referência.

5. Orientação aos Pais:

Procure saber mais sobre deficiência intelectual: outros pais, professores e técnicos poderão ajudar.
Incentive o seu filho a ser independente: por exemplo, ajude-o a aprender competências de vida diária, tais como: vestir-se, comer sozinho, tomar banho, arrumar-se para sair.
Atribua-lhe tarefas próprias e de responsabilidade. Tenha sempre em mente a sua idade real, a sua capacidade para manter-se atento e as suas competências. Divida as tarefas em passos pequenos. Por exemplo, se a tarefa do seu filho é a de pôr a mesa, peça-lhe primeiro que escolha o número apropriado de guardanapos; depois, peça-lhe que coloque cada guardanapo no lugar de cada membro da família. Se for necessário, ajude-o em cada passo da tarefa. Nunca o abandone numa situação em que não seja capaz de realizar com sucesso. Se ele não conseguir, demonstre como deve ser.
Elogie o seu filho sempre que consiga resolver um problema. Não se esqueça de elogiar também quando o seu filho se limita a observar a forma como se pode resolver a tarefa: ele também realizou algo importante, esteve consigo para que as coisas corram melhor no futuro.
Procure saber quais são as competências que o seu filho está aprendendo na escola. Encontre formas de aplicar essas competências em casa. Por exemplo, se o professor lhe está ensinando a usar o dinheiro, leve o seu filho ao supermercado. Ajude-o a reconhecer o dinheiro necessário para pagar as compras. Explique e demonstre sempre como se faz, mesmo que a criança pareça não perceber. Não desista, nem deixe nunca o seu filho numa situação de insucesso, se puder evitar.

Procure oportunidades na sua comunidade para que ele possa participar em atividades sociais, por exemplo: escoteiros, os clubes, atividades de desporto. Isso o ajudará a desenvolver competências sociais e a divertir-se.
Fale com outros pais que tenham filhos com deficiência intelectual: os pais podem partilhar conselhos práticos e apoio emocional.
Não falte às reuniões de escola, em que os professores vão elaborar um plano para responder melhor às necessidades do seu filho. Se a escola não se lembrar de convidar os pais, mostre a sua vontade em participar na resolução dos problemas. Não desista nunca de oferecer ajuda aos professores para que conheçam melhor o seu filho. Pergunte também aos professores como é que pode apoiar a aprendizagem escolar do seu filho em casa.


6. Orientação aos Professores:

Aprenda tudo o que puder sobre deficiência intelectual. Procure quem possa aconselhar na busca de bibliografia adequada ou utilize bibliotecas, internet, etc.
Reconheça que o seu empenho pode fazer uma grande diferença na vida de um aluno com deficiência ou sem deficiência. Procure saber quais são as potencialidades e interesses do aluno e concentre todos os seus esforços no seu desenvolvimento. Proporcione oportunidades de sucesso.
Participe ativamente na elaboração do Plano Individual de Ensino do aluno e Plano Educativo. Este plano contém as metas educativas, que se espera que o aluno venha a alcançar, e define responsabilidades da escola e de serviços externos para a boa condução do plano.
Seja tão concreto quanto possível para tornar a aprendizagem vivenciada. Demonstre o que pretende dizer. Não se limite a dar instruções verbais. Algumas instruções verbais devem ser acompanhadas de uma imagem de suporte, desenhos, cartazes. Mas também não se limite a apoiar as mensagens verbais com imagens. Sempre que necessário e possível, proporcione ao aluno materiais e experiências práticas e oportunidade de experimentar as coisas.
Divida as tarefas novas em passos pequenos. Demonstre como se realiza cada um desses passos. Proporcione ajuda, na justa medida da necessidade do aluno. Não deixe que o aluno abandone a tarefa numa situação de insucesso. Se for necessário, solicite ao aluno que seja ele a ajudar o professor a resolver o problema. Partilhe com o aluno o prazer de encontrar uma solução.
Acompanhe a realização de cada passo de uma tarefa com comentários imediatos e úteis para o prosseguimento da atividade.
Desenvolva no aluno competências de vida diária, competências sociais e de exploração e consciência do mundo envolvente. Incentive o aluno a participar em atividades de grupo e nas organizações da escola.
Trabalhe com os pais para elaborar e levar a cabo um plano educativo que respeite as necessidades do aluno. Partilhe regularmente informações sobre a situação do aluno na escola e em casa.

7. Que expectativas de futuro têm as crianças com Deficiência Intelectual?

Sabemos atualmente que 87% das crianças com deficiência intelectual só serão um pouco mais lentas do que a maioria das outras crianças na aprendizagem e aquisição de novas competências. Muitas vezes é mesmo difícil distingui-las de outras crianças com problemas de aprendizagem sem deficiência intelectual, sobretudo nos primeiros anos de escola. O que distingue umas das outras é o fato de que o deficiente intelectual não deixa de realizar e consolidar aprendizagens, mesmo quando ainda não possui as competências adequadas para integrá-las harmoniosamente no conjunto dos seus conhecimentos. Daqui resulta não um atraso simples que o tempo e a experiência ajudarão a compensar, mas um processo diferente de compreender o mundo. Essa diferente compreensão do mundo não deixa, por isso, de ser inteligente e mesmo muito adequada à resolução de inúmeros problemas do quotidiano. È possível que as suas limitações não sejam muito visíveis nos primeiros anos da infância. Mais tarde, na vida adulta, pode também acontecer que consigam levar uma vida bastante independente e responsável. Na verdade, as limitações serão visíveis em função das tarefas que lhes sejam pedidas.
Os restantes 13% terão muito mais dificuldades na escola, na sua vida familiar e comunitária. Uma pessoa com atraso mais severo necessitará de um apoio mais intensivo durante toda a sua vida.
Todas as pessoas com deficiência intelectual são capazes de crescer, aprender e desenvolver-se. Com a ajuda adequada, todas as crianças com deficiência intelectual podem viver de forma satisfatória a sua vida adulta.

8. Que expectativas de futuro têm as crianças com Deficiência Intelectual na Escola?

Uma criança com deficiência intelectual pode obter resultados escolares muito interessantes. Mas nem sempre a adequação do currículo funcional ou individual às necessidades da criança exige meios adicionais muito distintos dos que devem ser providenciados a todos os alunos, sem exceção.
Antes de ir para a escola e até ao três anos, a criança deve beneficiar de um sistema de intervenção precoce. Os educadores e outros técnicos do serviço de intervenção precoce devem pôr em prática um Plano Individual de Apoio à Família.
Este plano define as necessidades individuais e únicas da criança. Define também o tipo de apoio para responder a essas necessidades. Por outro lado, enquadra as necessidades da criança nas necessidades individuais e únicas da família, para que os pais e outros elementos da família saibam como ajudar a criança.
Quando a criança ingressa na Educação Infantil e depois no Ensino Fundamental, os educadores em parceria com a família devem por em prática um programa educativo que responda às necessidades individuais e únicas da criança. Este programa é em tudo idêntico ao anterior, só que ajustado à idade da criança e à sua inclusão no meio escolar. Define as necessidades do aluno e os tipos de apoio escolar e extra-escolar.
A maior parte dos alunos necessita de apoio para o desenvolvimento de competências adaptativas, necessárias para viver, trabalhar e divertir-se na comunidade.
Algumas destas competências incluem:
A comunicação com as outras pessoas.
Satisfazer necessidades pessoais (vestir-se, tomar banho).
Participar na vida familiar (pôr a mesa, limpar o pó, cozinhar).
Competências sociais (conhecer as regras de conversação, portar-se bem em grupo, jogar e divertir-se).
Saúde e segurança.
Leitura, escrita e matemática básica; e à medida que vão crescendo, competências que ajudarão a crianças na transição para a vida adulta.

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Ressonância pode identificar crianças disléxicas antes de entrar na escola


Crianças com risco de desenvolver dislexia apresentam diferença na atividade cerebral. É o que indica um estudo realizado por meio de imagens de ressonância magnética no Children’s Hospital de Boston, nos Estados Unidos.
O estudo, feito em colaboração com pesquisadores da Universidade Harvard, será publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
De acordo com a pesquisa, as diferenças na atividade cerebral podem ser identificadas até mesmo antes de as crianças começarem a ler. Como a dislexia desenvolvimental (de origem genética) responde à intervenção precoce, diagnosticar indivíduos com risco de desenvolver a doença antes ou durante a pré-escola pode ajudar a diminuir futuras dificuldades e frustrações com o aprendizado.
A dislexia desenvolvimental (que não é causada por trauma no cérebro) afeta de 5% a 17% das crianças. Uma em cada duas crianças com histórico familiar do distúrbio pode ter problemas de leitura e aprendizagem.
No novo estudo, os pesquisadores, liderados por Nora Raschle, do Children's Hospital, realizaram exames de ressonância magnética em 36 crianças com idade média de cinco anos e meio. Os exames foram feitos enquanto os pacientes faziam atividades envolvendo palavras e seus sons.
Os resultados indicaram que crianças com histórico familiar de dislexia tinham atividade metabólica reduzida em determinadas regiões do cérebro. As regiões com menor atividade do que as do grupo controle (sem histórico do problema) eram as junções entre os lobos occipital e temporal e entre os lobos temporal e parietal.
De acordo com Raschel, eles sabiam que adultos e crianças mais velhas com dislexia têm disfunções nessas mesmas regiões cerebrais. O que o novo estudo indica é que a capacidade do cérebro de processar sons da linguagem é deficiente mesmo antes de as crianças começarem a receber instruções para aprender a ler.
O estudo também mostrou que crianças com risco de desenvolver dislexia não apresentaram aumento na atividade das regiões frontais do cérebro, como se vê em crianças mais velhas e em adultos com o distúrbio. Segundo os cientistas, isso sugere que essas áreas do cérebro se tornam ativas apenas quando as crianças começam a aprender a ler.
Os pesquisadores esperam poder identificar crianças com risco de desenvolver dislexia, enquanto ainda estiverem com idade pré-escolar, para que as consequências sociais e psicológicas negativas possam ser reduzidas.
O artigo Functional characteristics of developmental dyslexia in left-hemispheric posterior brain regions predate reading onset (doi/10.1073/pnas.1107721109), de Nora Maria Raschle e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da PNAS emwww.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1107721109.

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Cuidados com a Voz: uma tarefa de todos


Para muitos profissionais a voz é um instrumento fundamental para o desenvolvimento suficiente do trabalho. Ator, cantor, advogado, professor, locutor esportivo, telefonista, repórter e apresentador de televisão são algumas das profissões que dependem muito da voz e exigem alguns cuidados especiais que nem sempre são observados. Para explicar melhor quais cuidados deve-se ter com a voz e o que acontece caso esses cuidados não sejam tomados, o Idmed convidou a fonoaudióloga e especialista em voz Valéria Leal. Veja abaixo.

Quais são os cuidados primordiais que uma pessoa deve ter com relação à voz?
Esses cuidados e orientações vão variar dependendo da especificidade do trabalho do profissional da voz. Os cuidados vocais que, por exemplo, os cantores de trio elétrico precisam ter são bem mais específicos do que os da população em geral. Podemos enfatizar como regra para todos evitar gritar, evitar pigarrear, evitar falar com esforço, se hidratar adequadamente, principalmente em ambientes com ar condicionado, evitar o inimigo número 1 da voz, que é o tabagismo, evitar o uso de álcool, o uso de drogas, inalação de substâncias tóxicas... Essas são as recomendações gerais.
Mas para cada grupo de profissionais existem cuidados específicos. Por exemplo, os professores, operadores de telemarketing e radialistas devem consumir 400 ml de água fresca 30 minutos antes do início do uso profissional da voz e devem se hidratar durante todo o uso vocal, seja dando aula ou apresentando programas de rádio. Eles também podem fazer a aspiração do soro fisiológico pelo nariz, pois hidrata. Alguns cantores fazem nebulização com soro fisiológico, junto com aquecimento vocal, antes de cantar e ao final também, além de realizarem treinamento de resistência vocal e condicionamento para cantar por longos períodos. De maneira geral também pode-se fazer gargarejo com água morna, uma pitada de sal e um pouco de mel de boa procedência.
O que é contraindicado são pastilhas ou sprays que contenham anestésicos sem indicação médica, pois eles mascaram os sintomas de infecções ou problemas vocais.

Então podemos dizer que os cuidados com a voz não são generalizados?
O cuidado e o treinamento vocal estão relacionados com o tipo de trabalho e a demanda (com a voz) que o profissional vai ter. Para um cantor lírico, por exemplo, o menor problema vocal é potencializado, devido à grande demanda vocal que ele tem. Para esses cantores qualquer sinal de aspereza, soprosidade ou mesmo uma leve rouquidão podem interferir intensamente no desempenho. Já para um cantor de rock, do ponto de vista artístico, é tolerável uma leve rouquidão ou aspereza na voz. Alguns profissionais da voz precisam de treinamento específico para potência vocal, outros para resistência, outros ainda para projeção ou suavidade na emissão. Tudo depende da natureza da atividade vocal.

Quais são os principais problemas que podemos ter relacionados à voz?
Tem muitos profissionais da voz que apresentam refluxo gastroesofágico, resultado de dieta alimentar irregular, inadequada ou do hábito de se alimentar muito antes de dormir. A pessoa acaba fazendo a digestão durante o sono e pode haver o aumento do volume do suco gástrico. Então, pessoas que têm esofagite, gastrite, refluxo gastroesofágico podem vir a desenvolver problemas vocais, como edema, vermelhidão, amigdalite, laringite, faringite, tosse seca, pigarro, rouquidão e sensação de "bolo na garganta".

Quais alimentos são indicados para a boa manutenção da voz?
Dentre os alimentos considerados favoráveis, temos, por exemplo, a maçã, que tem uma substância que funciona como se fosse um adstringente. Se a pessoa não sofre do problema de refluxo, também são indicados alimentos cítricos, que estimulam a salivação.

Quais cuidados deve ter uma pessoa que trabalha com a voz o dia todo?
Antes de falar deve-se evitar bebidas gaseificadas, excesso de chocolate (devido à gordura, que engrossa a saliva), bebidas alcoólicas e comidas condimentadas. Os profissionais que usam a voz devem consumir alimentos leves 2 horas e meia antes de falar.

O que é a Campanha Mundial da Voz?
A Campanha Mundial da Voz foi iniciada no Brasil em dezembro de 2006, devido ao fato do Brasil ser o vice-campeão em incidência de câncer de laringe. Essa campanha foi uma iniciativa da Sociedade de Otorrinolaringologia em conjunto com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, e instituiu-se o dia 16 de abril como o Dia Nacional da Voz. Essa campanha se espalhou pelo mundo, e desde então vários artistas já participaram, com o intuito de reduzir a incidência de câncer de laringe, que é causado, em sua maioria, pelo uso de substâncias tóxicas, principalmente pelo uso do cigarro, pelo tabagismo. No Brasil são 15 mil casos por ano e 8 mil mortes devido à falta do diagnóstico precoce. Uma rouquidão é minimizada normalmente por um leigo, pois não dói, gerando só um desconforto. Uma rouquidão pode ser um sintoma absolutamente temporário, fruto de uma gripe, um resfriado ou de um abuso vocal. Mas se uma rouquidão dura mais de 10 dias, ela deve ser investigada. O grupo de maior risco são homens fumantes na faixa de 50 a 60 anos, pessoas que já fumam há 15, 20 anos. As pessoas que nos preocupam mais são aquelas que apresentam voz rouca e áspera ao mesmo tempo. As mulheres também passaram a fazer parte do grupo de risco porque também passaram a fazer uso do fumo.

Qual a principal recomendação para que as pessoas cuidem melhor da voz?
Vale lembrar que as cordas vocais não podem ser trocadas! Esse é um mecanismo extremamente delicado. As pregas vocais têm uma função primordial que é abrir a passagem do ar para os pulmões e também de defesa, que é expulsar, através da tosse, qualquer organismo que possa causar algum problema.
Esse mecanismo também sofre por emoções, por mudança de temperatura, por infecções respiratórias, por mau uso vocal, por abuso vocal, por uso da voz em tom inadequado e pela intensidade muito forte da voz. A voz é um tesouro, é a melodia pessoal que tem o poder de atrair ou repulsar as pessoas. Uma voz de boa qualidade conquista e uma voz de má qualidade afasta, principalmente as que apresentam aspereza. A voz também envelhece, assim como o restante do corpo. As pessoas que ao longo da vida cuidaram da saúde provavelmente vão possuir uma voz firme e de qualidade durante a velhice. A nossa voz na terceira idade vai dizer quem nós fomos e o que fizemos durante a vida.

http://idmed.uol.com.br/dicas-basicas/cuidados-com-a-voz-uma-tarefa-de-todos.html
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Mais da metade dos casos de Alzheimer podem ser prevenidos, segundo pesquisadores


De acordo com um estudo recente apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, mais da metade dos casos da doença de Alzheimer poderiam potencialmente ser prevenidos através de mudanças no estilo de vida e tratamento ou prevenção de condições médicas crônicas.
Pesquisas anteriores já identificavam uma série de fatores de risco para a doença de Alzheimer – incluindo doenças cardíacas e seus fatores de risco, níveis de atividade física e estímulo mental, e alimentação – mas não era claro como modificando esses fatores de risco resultaria na redução dos casos de Alzheimer.
Cientistas utilizaram modelagem matemática para calcular a porcentagem de casos de Alzheimer que poderiam ser atribuídos a esses fatores de risco modificáveis e, embora as premissas utilizadas ainda tenham que ser validadas, identificaram que sete fatores de risco contribuem para 17,2 milhões de casos no mundo todo, ou 51% de todos os casos.
O estudo conduzido pela equipe da Dra. Deborah Barnes, da Universidade da Califórnia, divulgou a proporção dos casos de Alzheimer no mundo que são potencialmente atribuíveis a cada um dos sete fatores de risco:
  • Baixo nível educacional: 19%
  • Fumo: 14%
  • Inatividade física: 13%
  • Depressão: 11%
  • Hipertensão na meia idade: 5%
  • Obesidade na meia idade: 2%
  • Diabetes: 2%
Os pesquisadores ficaram surpresos com a descoberta de que fatores como a falta de atividade física e fumar contribuem para mais casos de Alzheimer do que doenças cardiovasculares, de acordo com o modelo. Mas isso sugere que mudanças de estilo de vida relativamente simples como manter a mente ativa, aumentar a atividade física e parar de fumar podem ter um impacto dramático na redução número de casos de Alzheimer ao longo do tempo.
Como já divulgamos no artigo Mais um motivo para se praticar exercícios cerebrais, a doença de Alzheimer vem se tornando mais comum e um grande peso econômico para os sistemas de saúde na medida em que a população envelhece. Apesar das diversas pesquisas sobre o assunto, principalmente nos países ricos, ainda não há cura. Nos Estados Unidos, a doença de Alzheimer é a única causa de morte dentre as 10 maiores naquele país que não pode ser curada. E também a única em que as mortes estão crescendo enquanto as das outras doenças diminuem.
Então, você está esperando o que? Comece já a mudar seu estilo de vida e estimule seus familiares e amigos a fazerem o mesmo.

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Como o Autismo age no sistema nervoso?


Vamos aqui listar algumas características da doença e como ela age no nosso sistema nervoso.
Uma pessoa autista, como muitos devem saber, possui certas dificuldades de se relacionar socialmente e emocionalmente com outras pessoas. Essa doença causa uma distorção precoce do comportamento, pois afeta áreas do cérebro como o hipocampo, cerebelo e o sistema límbico.
Crianças autistas evitam frequentemente muitas espécies de contato físico, e parte do motivo é que a informação sensorial proveniente do mundo à sua volta lhes chega depressa demais para que seus cérebos consigam processá-las. Elas se sentem subjugadas por esse excesso de estímulos sensoriais exteriores. Uma reação típica é fecharem-se ou tentarem escapar aos estímulos. Isso é causado pois as pessoas autistas levam mais tempo para processar uma informação sensorial do que uma pessoa não autista. Isso faz com que as informações sensoriais cheguem de forma fragmentada, causando então dificuldades de atenção.
Devido a esse atraso no processamento de informações, uma criança autista não pode transferir sua atenção dos olhos para o nariz e então para a boca da mãe em fração de segundos, como o faz uma criança não autista. Assim, essa criança não pode abranger de uma só vez um rosto inteiro, apenas partes. Fica fácil perder uma pista social, como um sorriso ou uma carranca. O resultado é que o autista recebe uma informação parcial a respeito do mundo a sua volta, e por isso essa informação é frequentemente confusa.
Algumas pessoas autistas possuem aptidões senroriais normais, mas têm grande dificuldade em separar a informação importante do ruído. Não podem fixar prioridades para a multidão de sinais sensoriais que chegam ao cérebro. Para conseguir isso, as crianças autistas reagem exibindo comportamentos cujo objetivo primordial consiste em barrar o acesso da maciça e confusa sobrecarga sensorial. Fazem isso gritando, tapando os ouvidos ou correndo para refugiar-se num lugar tranquilo, evitando assim os ruídos.
Pessoas autistas podem se incomodar demais com as vestimentas, pois elas podem ser fontes de coceiras extremas. Podem também não gostar de serem abraçadas, por conta do excesso de informação tátil. As áreas do cérebro correspondendes as vias táteis mais afetados nos autistas são o lobo temporal, medula e tálamo. Pesquisas sugerem que durante o desenvolvimento do sistema nervoso dessas pessoas, ocorreu um número excessivo de neurônios nessas vias, fazendo assim com que o cérebro fosse sobrecarrecado de sensações.
Outros exemplos ainda podem ser os distúrbios alimentares. Crianças autistas enfrentam dificuldades alimentares, que resultam de problemas de processamento sensorial. Elas são, tipicamente, exigentes e difíceis de contentar, e mostram-se muitas vezes incapazes de tolerar a textura, cheiro, paladar ou som do alimento em suas bocas.
Com todas essas descrições, fica fácil entender agora a causa do isolamento social. Oras, se a informação sensorial chega rápida e impetuosamente demais para que a pessoa possa processá-la, uma reação natural é então evitar os estímulos opressivos.
Fonte: “O Cérebro um guia para o usuário” de John Ratey.
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NOVO ESTUDO: Uso de antidepressivos na gestação aumenta o risco de autismo em crianças

"Segundo um novo estudo, crianças cujas mães tomam Zoloft, Prozac, e outros antidepressivos similares durante a gravidez são duas vezes mais propensas a desenvolver autismo ou um distúrbio relacionado.
     Essa classe de antidepressivos, conhecidos como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), pode ser especialmente perigosa no início da gravidez: crianças expostas às drogas durante o primeiro trimestre tinham quase quatro vezes mais chances de desenvolver um distúrbio do espectro do autismo.
     O estudo incluiu menos de 300 crianças diagnosticadas com autismo ou doenças relacionadas. Usando um banco de dados de um hospital que inclui mais de 3,2 milhões de pessoas, a equipe identificou 298 crianças com a condição que nasceram entre 1995 e meados de 1999, e as compararam com 1.507 crianças sem autismo que tinham mais ou menos a mesma idade e nasceram no mesmo hospital.
     Em seguida, os cientistas checaram se suas mães, no ano antes do nascimento, preencheram prescrições para um ISRS, incluindo Prozac, Zoloft, Luvox, Celexa, e Paxil (ou suas versões genéricas). Os pesquisadores não puderam confirmar se as mães realmente tomaram a medicação, no entanto.
     20 das crianças com austimo (ou 6,7%) foram expostas a ISRS no útero, comparativamente com 50 (3,3%) das crianças no grupo de controle. Depois de levar em conta outros fatores que poderiam afetar tanto o risco de autismo quanto o uso de ISRS (tais como a idade da mãe, etnia e histórico de depressão ou outras doenças mentais), os pesquisadores descobriram que a exposição às drogas no útero aumenta o risco de diagnóstico de autismo em 2,2 vezes, enquanto no primeiro trimestre a exposição ao risco aumenta 3,8 vezes.
     Cerca de 12% das mães cujos filhos tinham autismo foram diagnosticadas com depressão ou outro distúrbio mental. Pesquisas anteriores já haviam descoberto um maior risco de autismo nos filhos de mães com transtornos mentais, mas o novo estudo não encontrou tal relação em mães que não tomaram ISRSs.
     Os pesquisadores alertam que essa é a primeira pesquisa sobre o assunto, e não prova que tomar ISRS durante a gravidez causa diretamente a condição. Os resultados precisam ser confirmados em estudos maiores, e as mulheres não devem se guiar por essas informações ainda.
     Segundo os médicos, deficiência mental materna durante a gravidez é um grave problema de saúde pública. Não tratar não é uma opção. Enquanto algumas crianças podem estar em risco por causa de uma exposição à ISRS, muitas mães e seus filhos se beneficiarão.
     Depressão não tratada durante a gravidez carrega seus próprios riscos, tais como nascimento prematuro e problemas de crescimento. Os riscos potenciais para a criança tem que ser equilibrados com o risco da mãe não ser tratada. Os pesquisadores não querem que as pessoas parem de tomar antidepressivos por causa da nova associação: o correto é conversar com seus médicos sobre a relação risco-benefício.
     Evidências de estudos anteriores sugerem que as pessoas com autismo têm anormalidades nos seus níveis e regulação de serotonina, uma substância química do cérebro envolvida no humor e vários outros processos biológicos. Os cientistas acreditam que os ISRSs aumentam a disponibilidade de serotonina no cérebro, uma vez que as drogas passam através da placenta, e poderiam influenciar o desenvolvimento de um bebê.
     Em estudos com animais, as mudanças nos níveis de serotonina durante a gravidez tiveram grandes efeitos no desenvolvimento do feto e da prole. Se houver efeitos similares em seres humanos, dizem os pesquisadores, eles podem variar dependendo da composição genética de uma criança.
     A grande maioria das crianças do estudo que foram expostas a ISRSs no útero não desenvolveu autismo. Há muitas crianças que sofrem exposição pré-natal a ISRS e que são resistentes: o próximo passo da pesquisa é descobrir quem está em risco e quem não está.
     A Administração de Drogas e Alimentos americana diz que, quando administradas em altas doses, drogas dessa categoria têm sido relacionadas com defeitos de nascimento em estudos com animais. Não ficou provado se elas são seguras ou inseguras em seres humanos, mas as grávidas devem usá-las apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.
     Sim, estudos com animais fornecem fortes evidências de que a exposição a altos níveis de serotonina no útero produz comportamentos autistas e mudanças na estrutura do cérebro. Como há poucos estudos realizados em humanos, os cientistas acreditam que a coisa mais sensata a se fazer é estar ciente dos riscos e pensar duas vezes antes de tomar tais drogas durante a gravidez."


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A importância da reabilitação neurológica nas lesões cerebrais

Muitas das deficiências físicas e neurológicas nas crianças têm sua origem em danos cerebrais ocorridos durante a gravidez ou na hora do parto. As lesões cerebrais em idades precoces podem ocasionar déficits motores, sensoriais e cognitivos, que geram problemas no desenvolvimento da criança por toda vida.
     O trabalho de rehabilitação neurológica é feita num curto, mas precioso espaço de tempo, quando ainda é possível impedir que as consequências da lesão cerebral tornem-se irreversíveis.
     De acordo com Thalia Harmony, diretora da Unidade de Investigação do Neurodesenvolvimento da Universidade Autônoma do México, de um grupo de 200 bebês com dano cerebral comprovado, 47% apresentaram desenvolvimento motor normal e 20% apresentaram melhora considerável após 18 meses de tratamento de rehabilitação neurológica.

     Muitos pais deixam de levar seus filhos às sessões do tratamento, o que acaba afetando o resultado final da terapia, diz Harmony.
     "Temos um problema sério de evasão no prazo de 6 meses, pois os pais vêem uma melhora e abandonam a terapia. Isso é preocupante para o bebê, porque ele pode fazer o que se espera dele com 6 meses, mas aos 10 meses, por exemplo, já não tem essa capacidade."
     Entre as causas mais comuns de lesões cerebrais estão a má nutrição materna, pouca idade da mãe, tabagismo, infecções intra-uterinas, asfixia e parto prematuro.

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A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”