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Sugestões clínicas para terapia com Afásicos!



1. As formas de ajudar o paciente na resolução de tarefas durante a terapia variam de acordo com o tipo e grau de severidade da afasia, com o tipo de tarefa que está sendo oferecida e, claro, com o desempenho do P (paciente). Não existem aqui formas fixas ou uma hierarquia - a escolha dos ítens fica a cargo do Fgo., que vai modificar e ampliar os exemplos citados de acordo com a necessidade e a competência do P, assim como da sua condição física e bem-estar geral.

2. Sabemos que a escolha das tarefas a serem dadas ao P deve partir, normalmente , do grau de dificuldade mais simples e assim ir-se aumentando gradativamente o número de ítens a serem oferecidos ou o grau de dificuldade, de acordo com o tipo de afasia que se está tratando.
3. O que para alguns pacientes é uma tarefa quase "impossivel", é para outros pacientes uma tarefa fácil. Um dos aspectos que se não se deve esquecer durante o decorrer da terapia é "como" o P encontra (ou não encontra) a solução da atividade. Em muitos dos casos é mais importante avaliar as estratégias do P na resolução da tarefa do que o fato de ele ter sido bem sucedido ou não.
4. A seguir temos uma lista de idéias e sugestões para algumas áreas específicas da terapia com afásicos. Com certeza trabalhamos em muitos dos exercícios mencionados outras áreas de forma indireta, ou seja, um determinado exercício envolve outros pré-requisitos de áreas que se relacionam entre si!
Sugerimos que o terapeuta trabalhe várias das tarefas abaixo mencionadas tendo como ponto de partida uma situação do dia a dia, usando uma gravura, desenho ou foto.
Por exemplo:
I. Usando uma gravura ou ilustração de uma cena do cotidiano
Frase tipo SVP (sujeito-verbo-predicado) - Ex.: Paulo bebe água
Quanto mais simples e clara a foto/desenho/ilustração mais fácil para o P, ou seja, fotos onde a cena que se quer trabalhar esteja dubiosa ou muito cheia de detalhes poderão confundir o P e dificultar o processo terapêutico.
II. Usando a gravura escolhida o terapeuta vai escolher alguns dos tópicos e vai "desenvolvê-los" com o P , sempre usando a gravura escolhida, mudando para outra "cena" só quando as etapas que foram planejadas estiverem terminadas.
III. O tipo de frase, o conteúdo e a complexidade gramatical do material vai depender do tipo de afasia.
Naturalmente as sugestões dadas podem ser "mescladas" com outros conceitos e técnicas terapêuticas, como por exemplo: PACE, MIT, MODAK, etc, se variando e modificando os ítens de acordo com o desempenho do P.
A) COMPREENSÃO DE LINGUAGEM
· Compreensão auditiva
Para facilitar a C.A. :
- Usar desenhos, pictogramas ou figuras
- Usar objetos reais
- Usar gestos e mímica
- O T diz/demonstra a função do objeto (o ou a / um ou uma)
- Ajudar o P dizendo o artigo correspondente, fazendo o debloqueamento
· Compreensão de leitura
Para facilitar a C.L.:
- Uso de pictogramas, desenhos ou figuras + palavra escrita
- Usar gestos e mímica
- Usar objetos reais + palavra escrita
- No treino de uma frase, marcar as palavras-chaves ou substantivos ou verbos de uma cor diferente (frases tipo SVP)
- No treino de um texto, dividir o texto em frases curtas e claras
- Usar figuras ou desenhos como feedback visual
- Marcar as passagens mais importantes
- Marcar os verbos com um rotulador verde (ou de outra cor)
B) PRODUÇÃO VERBAL
· Falar junto com o terapeuta
- Leitura labial
- Cantar com o P para fazer o debloqueamento (cançoes infantis ou conhecidas)
- Enfatizar o ritmo e a melodia da palavra ou frase
- Acompanhar o ritmo da frase tocando com as pontas dos dedos na mesa
- Pegar na mão do P e com ele falar a palavra ou frase de forma melódica
· Repetição
- Enfatizar o ritmo e a melodia das palavras ou frases, cantando a palavra
- Leitura labial (o T faz só os movimentos da boca, sem voz)
O P procura repetir
- Acompanhar o ritmo da frase tocando com as pontas dos dedos na mesa
- Pegar na mão do P e com ele falar de forma melódica a palavra ou frase
O T e o P repetem juntos, depois o P sozinho
· Nomear objetos (usando gravuras, desenhos ou objetos reais)
- Dizer ao P o número de letras que tem a palavra
- Mostrar ao P o número de sílabas no papel (o número de lacunas correspondentes)
- Dizer o artigo da palavra (o ou a / um ou uma)
- Usar gestos e mímica, mostrando a função pragmática do objeto
- Usar frases tipo : "Toda manhã eu tomo..."
a palavra desejada é ,no caso, café/banho etc. O T diz a frase e deixa a última palavra em aberto para que o P possa dizê-la
- Dizer ao P a primeira letra da palavra
- Mostrar a gravura/foto ao P
Dar a ele 2 ou 3 palavras, relacionadas semanticamente
Ex.: a palavra desejada é "pão" - o T diz então manteiga - queijo - mel e -----
- Mostrando a gravura dizer 2 palavras rimadas dando ao P uma idéia de como a palavra "soa"
Ex. a palavra desejada é "pão" - o T diz então chão - mão e ... (pão)
C) LEITURA EM VOZ ALTA
- Numa frase cobrir todas as palavras e só deixar uma palavra visivel (no caso, a última) para que o P possa ler.Ex: Paulo toma /café/
O T lê "Paulo toma..." e o P completa lendo a palavra-chave
- Usar palavras escritas na forma maiúscula ou de imprensa
- Tocar com a ponta dos dedos na mesa acompanhando o número de sílabas da palavra, enfatizando a sílaba tônica
- O T começa pronunciando a primeira sílaba da palavra, o P continua a ler
- Usar frases tipo : "Eu escovo os ... (a palavra desejada é , no caso, dentes)
O T lê a frase e deixa a última palavra em aberto para que o P possa ler
D) ESCRITA
· Cópia
- O P deve formar/copiar a palavra que o T mostra a ele:
...1. O T coloca na mesa todas as letras que a palavra contem, o P as coloca na ordem certa
...2. O P deve ele mesmo procurar as letras que precisa, escolhendo aquelas que constam da palavra (se a palavra tem 5 letras, dá-se ao P um total de 8 letras para que ele escolha as que ele necessita)
...3. O P escolhe sozinho as letras que ele precisa (da caixa de letras do alfabeto)
- O T mostra a palavra e a soletra, o P deve escrever/pintar ou desenhar a palavra no papel
- O P copia a palavra "outra vez" - a palavra já está escrita com letras recortadas em papel lixa, o P apenas "copia" a palavra novamente passando
o/os dedo/os sobre a palavra (estímulo tátil e visual)
- Copiar letra por letra da palavra
(o T cobre as outras letras enquanto o P copia uma após outra)
- O T mostra um objeto/foto/desenho com a palavra escrita - o P copia a palavra no papel ou pinta com o dedo/pincel, etc
· Ditado
- O P escreve/pinta ou desenha a letra que o terapeuta lhe diz
- O P forma a palavra dita pelo terapeuta com as letras na mesa (ver acima opções com 3 graus de dificuldade)
- O P escreve/pinta ou desenha a sílaba dita pelo terapeuta
- O P escreve/pinta ou desenha a palavra dita pelo terapeuta
· Nomear de forma escrita
- O T mostra ao P 2 ou 3 desenhos de objetos da mesma área semântica
O P deve escrever/pintar ou desenhar o nome do objeto descrito pelo T
- O T usa gestos e mímica mostrando a função da palavra que está sendo procurada - o P escreve/pinta ou desenha a palavra
- O T escreve a primeira sílaba da palavra - o P completa escrevendo/desenhando ou pintando a palavra
- Usar frases tipo : "Eu penteio o ..."
a palavra desejada é , no caso, cabelo. O terapeuta lê a frase e deixa a última palavra em aberto para que o P possa escrevê-la
- O T soletra a palavra e o P escreve/pinta ou desenha letra por letra no papel
- Mostrar ao P a primeira letra da palavra, ele completa então com as outras que faltam. Ex. B -- -- -- -- (BANHO)
- Mostrar ao  P a figura de um objeto
O T também mostra os nomes de 2 ou 3 palavras que se relacionam de forma semântica com a palavra procurada (ou palavras rimadas)
O P então escreve/pinta ou desenha a palavra que está sendo procurada.

 http://fonodanischepi.blogspot.com/2012/01/sugestoes-clinicas-para-o-uso-na.html
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Síndrome do Autismo

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Fonoaudiologia pode ser tratamento de rinite e asma

Publicado em Divulgação científica
27 de setembro de 2007
Pesquisa mostra que sessões de fonoaudiologia melhoram os resultados do tratamento convencional, realizado com a inalação de medicamento antiinflamatório. 
Obstrução nasal, coriza transparente, diminuição do olfato e respiração pela boca. Estes são alguns sintomas da rinite alérgica, que normalmente é desencadeada por fatores como poeira, mofo, ácaro e cigarro.
A alergia atinge entre 10 e 25% da população mundial e é considerada um “problema global de saúde pública” pela Aria, sigla em inglês para Rinite Alérgica e seu Impacto sobre a Asma, iniciativa internacional que conta com o apoio da Organização Mundial de Saúde.
Tratar a rinite significa conter o crescimento dos casos de asma, doença inflamatória que atinge os pulmões e pode até matar.
“O índice de prevalência de rinite alérgica entre os asmáticos é de 80%”, afirma a fonoaudióloga Sílvia Andrade (foto), autora da dissertação de mestrado Impacto da Terapia Miofuncional Orofacial no controle clínico e funcional da asma e da rinite alérgica em crianças e adolescentes respiradores orais, defendida no Ipsemg, sob a orientação dos professores do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Lincoln Freire e Maria Jussara Fernandes Fontes.
Sílvia Andrade percebeu que sessões de fonoaudiologia aliadas à inalação nasal do dipropionato beclometasona (antiinflamatório usado no tratamento de asma e rinite, conhecido como Clenil) melhoram os sintomas de forma significativa, ao educar o paciente a respirar de forma correta.
O tratamento consiste em exercícios respiratórios e musculares destinados a “automatizar” as funções respiratórias. “O objetivo era estimular as crianças a respirarem pelo nariz”, diz a fonoaudióloga. A importância da respiração nasal, segundo Sílvia, é que ela “purifica” o ar antes da chegada aos pulmões, por meio da umidificação, filtração e do aquecimento.
Antes da intervenção, o tratamento era realizado apenas com a administração oral do Clenil, que foi substituída pela inalação nasal. Depois de 16 sessões de terapia fonoaudiólogica, divididas em duas sessões semanais, alguns pacientes puderam até mesmo interromper o uso do medicamento.
 
A PESQUISA
A fonoaudióloga Sílvia Andrade selecionou 24 pacientes com idade entre 6 e 15 anos que apresentavam a coexistência de três patologias: asma, rinite alérgica e respiração oral, entre 169 crianças e adolescentes asmáticos do Ambulatório de Pneumologia Pediátrica do Posto de Atendimento Médico (PAM) do bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte. Quem tinha algum tipo de “obstrução mecânica”, como hipertrofia das adenóides ou amígdalas, foi excluído.
A pesquisadora conta que o tratamento teve alta adesão, devido ao esforço conjunto dos pediatras pneumologistas e dos profissionais da Fono.
Para a co-orientadora do estudo, a professora Maria Jussara Fontes, o fortalecimento da interdisciplinaridade entre a Medicina e a Fonoaudiologia é fundamental, especialmente quando empregada no controle de uma doença de alta incidência, como a asma.
Maria Jussara também ressaltou a eficiência do tratamento. “É uma terapêutica não medicamentosa com impacto positivo de grande significância com apenas dois meses de duração”, destaca.

Os resultados foram comprovados por exames realizados no Ambulatório de Pneumologia Pediátrica do Hospital das Clínicas, reconhecido pela Sociedade Brasileira de Pediatria como Centro de Referência em Pneumologia Pediátrica no Brasil.
O orientador da pesquisa, professor Lincoln Freire, afirma que pretende dar continuidade ao trabalho, ampliando o número de pacientes observados durante o tratamento fonoaudiológico aliado ao convencional.
Mas ele esclarece que o estudo atual tem “significância estatística”, apesar de o grupo de crianças asmáticas observadas ser pequeno. “Os resultados sinalizam que essa pode ser uma estratégia importante para ser adotada como conduta definitiva”, prevê. 

Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG
Redação: Alessandra Ribeiro – Jornalista
divulga@medicina.ufmg.br – (31) 3248 9651


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Parceria entre Dermatologia e Fonoaudiologia acaba com as rugas sem cremes nem cirurgias


Estudos  apontam que as rugas diminuem com a concientizaçao dos movimentos dos musculos da face
Um trabalho conjunto entre a dermatologista Carolina Ferolla, mestre e doutora pela Universidade de São Paulo - USP e a fonoaudióloga Silvia Regina Pierotti, Mestre em Distúrbios da Comunicação, apontam resultados inovadores na luta contra as rugas.

A parceria das duas médicas começou a partir do atendimento a pacientes com disfunção miofuncional orofacial.

Percebeu-se que pacientes encaminhados pelo ortodontista, em razão de alterações do sistema estomatognático, acabavam ganhando também melhora do ponto de vista estético. Muitos deles apresentavam tensão exagerada dos músculos mímicos, assimetria, articulação exagerada durante a fala, deglutição com contração da musculatura perioral e hábitos orais que, além de prejudicar o equilíbrio entre forma e função, influenciavam de forma negativa a estética da face.

As duas profissionais observaram que muitas rugas de expressão poderiam ter sido evitadas ou atenuadas com o trabalho de conscientização sobre as contrações musculares inadequadas, que se repetem diversas vezes durante a fala, a     mastigação, a deglutição e a respiração. Fazendo uma avaliação minuciosa, garante-se um diagnóstico preciso sobre os aspectos funcionais e estéticos, possibilitando um trabalho interdisciplinar, afirma a dermatologiasta Carolina Ferolla.

Atuação Fonoaudiológica

A atuação fonoaudiológica, na estética da face, busca prevenir, adequar e reequilibrar os músculos da mímica facial, crânio cervical e das funções orofaciais que podem estar alterados pelo envelhecimento, por atividade muscular excessiva e ou por distúrbios orofaciais e cervicais. Este trabalho proporciona ao indivíduo uma aparência mais saudável, com expressões mais suaves e esteticamente hamoniosas; resultando em um melhor funcionamento de todo o complexo orofacial e cervical.

Muitas vezes, o aparecimento das rugas pode estar relacionado às alterações miofuncionais e posturais. Os movimentos oculares, a mastigação, a deglutição e a fala ocorrem com muita freqüência em nosso dia-a- dia e, se estes forem realizados de forma inadequada, podem contribuir significativamente no aparecimento precoce de marcas de expressão indesejadas.

Avaliação

Nesta situação mais informal, onde o paciente não se sente avaliado, a caracterização dos movimentos mímicos, da postura habitual, respiração, deglutição de saliva, articulação da fala, voz e coordenação entre as funções, também podem ser constatados os movimentos mímicos exagerados. É também durante a avaliação que eventualmente podemos presenciar algum tipo de hábito oral como, por exemplo, o apertamento dental, ou morder lábios e bochechas. Algumas relações emocionais também podem ser notadas. Todas estas observações devem ser anotadas como parte fundamental da avaliação, explica a fonoaudióloga.

A postura corporal deve ser observada desde a sala de espera, tanto sentado como em pé e andando até o consultório. Analisa-se a tensão do pescoço, a postura da cabeça e ombros em relação à simetria e hiperextensão anterior ou posterior e assimetrias. Quando necessário, encaminha-se para uma avaliação postural.

Prosseguindo, observa-se na face a fisionomia, que seria o resultado das expressões habituais. Isso dá uma idéia de como o indivíduo usa sua face para se comunicar. Na análise facial, verifica-se a existência ou não de tensão muscular constante e, possíveis hábitos como os de morder ou umedecer os lábios.

Com o diagnóstico concluído, apresenta-se para o paciente as alterações encontradas, suas possíveis causas e a conduta a ser realizada. Algumas vezes é preciso estabelecer a hierarquia dos tratamentos, em outras, o uso combinado  produzirá o efeito estético mais desejado finaliza fonoaudióloga Silvia Regina Pierotti.

Tratamento

O tratamento, inicialmente deverá ter um enfoque maior na queixa principal do paciente, pois sabe-se, que o trabalho terá uma evolução mais rápida quanto maior for o seu interesse. À medida que vai observando as mudanças, ele estará mais envolvido com o trabalho terapêutico.

A conscientização é fundamental, pois o nosso tratamento é uma reeducação e exige do paciente uma participação ativa no processo terapêutico, explica a Drª Carolina Ferolla. Ao analisarmos juntos a sua filmagem muitas vezes o indivíduo se surpreende com sua forma de falar, de deglutir e mastigar. É neste momento, que o dinamismo muscular torna-se consciente. Será feito um trabalho proprioceptivo, objetivando o seu maior autoconhecimento.

A reeducação funcional deverá ser incorporada em seu dia-a-dia levando a automatização dos novos padrões. Por meio de massagens, manobras de alongamento e exercícios isotônicos e isométricos dos músculos da face, da língua, da mastigação, dos supra e infra-hióideos e cervicais, vão atuar diretamente na musculatura, aumentando a oxigenação dos tecidos, trazendo o reequilíbrio muscular.  
 Por Dra. Carolina Ferolla - Dermatologista
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Cérebro 'começa a declinar aos 45 anos', diz estudo


Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade.
Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%.
As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.
O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007.
Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas – de percepção ou de compreensão – de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.
Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário – com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas.
Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade.
Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas.
"É importante identificar os riscos cedo. Se a doença começou em um indivíduo nos seus 50 que só começa a ser tratado nos 60, como fazemos para separar causa e efeito?", questiona o professor Archana Singh-Manoux, do Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Saúde da População, na França, que conduziu a pesquisa na instituição londrina.
"O que precisamos agora é analisar aqueles que experimentam um declínio cognitivo mais rápido que a média e saber como parar o declínio. Algum nível de prevenção definitivamente é possível", afirma.

Crise de meia-idade

Singh-Manoux argumenta que as taxas de demência devem aumentar na sociedade na medida em que as funções cognitivas estão conectadas a hábitos e estilo de vida, através de fatores como o fumo o nível de exercício físico.
Para a Sociedade contra o Alzheimer, uma organização de pesquisa e lobby no combate à demência, o estudo mostra a necessidade de mais conhecimento das mudanças no cérebro que sinalizam o problema.
"O estudo não diz se qualquer dessas pessoas chegou a desenvolver demência, nem quão viável seria para o seu médico detectar essas primeiras mudanças", afirmou a gerente de Pesquisas da Alzheimer Society, Anne Corbett.
"São necessários mais estudos para estabelecer as mudanças mensuráveis no cérebro que possam nos ajudar a melhorar o diagnóstico da demência."
O diretor de Pesquisas na organização, Simon Ridley, reforçou a necessidade de conscientizar a população sobre os benefícios de ter hábitos saudáveis.
"Embora não tenhamos uma maneira infalível de prevenir a demência, sabemos que mudanças simples de hábitos – adotar uma dieta saudável, não fumar, manter o colesterol e a pressão do sangue sob controle – reduzem o risco de demência", afirmou.
"Pesquisas anteriores indicaram que a saúde na meia-idade afeta o risco de demência durante o envelhecimento, e estas conclusões nos dão mais razões para cumprir as resoluções de Ano Novo."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120106_demencia_estudo_pu.shtml
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Neuroplasticidade Cerebral

Neuroplasticidade

A ocorrência de uma lesão no cérebro, independente de sua causa, pode provocar perda da função da área afetada.Isso porque o cérebro é todo dividido em áreas, sendo que cada área é responsável por uma função no nosso organismo. Por exemplo: há uma área responsável pela linguagem, tanto em relação à compreensão como na expressão, outra área responsável pelo ato de engolir e até mesmo uma área responsável pela movimentação dos dedos !Quando ocorre uma lesão decorrente de derrame (AVC), por exemplo, a pessoa vai apresentar dificuldade em realizar as funções que aquela área realizava antes.

O processo de reabilitação vai contribuir com o fenômeno denominado “Neuroplasticidade”, que consiste em uma reorganização dos mapas corticais. 
Após ocorrer uma lesão, são observadas mudanças que podem ocorrer em regiões homólogas do hemisfério não afetado, que assumem as funções perdidas, ou no córtex intacto adjacente a lesão. Graças a essas reorganizações corticais, que podem se prolongar por meses após a lesão, os pacientes podem recuperar, pelo menos em parte, as habilidades que haviam sido perdidas.

Em suma: Após a ocorrência da lesão cerebral, o paciente fica com dificuldades para realizar as funções que a área lesada realizava. O processo de reabilitação fonoaudiológico é baseado na Neuroplasticidade, em que as demais áreas não afetadas passam a realizar as funções da área comprometida. 
Vale ressaltar que há estudos científicos que sugerem maior ativação do fenômeno da Neuroplasticidade durante os 3 primeiros meses pós-lesão cerebral, o que destaca a importância de início precoce do tratamento.

Concluindo, a atuação correta e eficaz da equipe de reabilitação na estimulação da plasticidade é de fundamental importância para a recuperação máxima das funções do indivíduo. Isso implica na escolha certa do tratamento e na intensidade do mesmo, o que apenas um profissional habilitado poderá realizar.
 
http://fonoaudialogue.blogspot.com/2012/01/neuroplasticidade.html
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Traqueostomia - Válvula Fonus




A Válvula Fonatória Fonus é um produto moderno desenvolvido e pesquisado na Unicamp, têm como objetivo atender pacientes com operação de traqueostomia.
Veja os vídeos e conheça um pouco mais sobre esse revolucionário produto fabricado pela Fonusmed.
Produto
A Válvula Fonatória Fonus apresenta: filtro confeccionado de fibras especiais, diafragma, conexão e vedador de silicone atóxico vulcanizado a quente, montado dentro de um corpo de aço inox.

Para um maior conforto é apresentado um adaptador para cada número de cânula de traqueostomia. Ele se adapta a vários tipos de cânulas metálicas, com uma simples troca do acoplamento, através de encaixe do adaptador da Válvula Fonatória Fonus ao cabeçote da cânula interna da cânula de traqueostomia.
Funcionamento
O funcionamento da Válvula Fonatória Fonus tem com princípio a respiração, ou seja, quando falamos, ocorre uma diferenciação da pressão pulmonar com a pressão atmosférica. Essa diferenciação provoca o fechamento do diafragma, impedindo que o ar saia pela cânula, direcionando-o pela laringe, possibilitando a fala.
Assim, quando o paciente inspira, permite-se a entrada de ar no tubo de traqueostomia, levando diretamente para os pulmões, fechando-se automaticamente quando ele fala, não havendo fuga de ar através da válvula.
Benefícios
A praticidade da Válvula Fonatória Fonus começa com a colocação, que é fácil, podendo, ser retirada em qualquer momento.

Além de possibilitar a fala, a Válvula Fonatória Fonus permite que o fluxo de ar passe pelas vias respiratórias superiores, possibilitando ao paciente a recuperação do sentido do olfato e do paladar, que são de extrema importância para melhorar o apetite.

Com a Válvula Fonatória Fonus , o paciente consegue restabelecer a pressão aérea da laringe, permitindo ao paciente uma tosse mais eficiente.

O uso da Válvula Fonatória Fonus facilitará a comunicação e a interação social das crianças, evitando o retardo no desenvolvimento da linguagem.

Pesquisa
A Válvula Fonatória Fonus foi desenvolvida e confeccionada pelo Sr. Eduardo Luiz de Carvalho, sendo pesquisada no Centro de Estudo da Disciplina de Otorrinolaringologia Cabeça e Pescoço, da UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas, tendo como equipe responsável:

Agricio N. Crespo: Professor Doutor Chefe do Serviço de Cabeça e Pescoço, Disciplina de Otorrinolaringologia Cabeça e Pescoço, Faculdade de Ciências Médicas, (UNICAMP).

Carlos T. Chone: 
Professor Doutor Coordenador Serviço de Cabeça e Pescoço, Disciplina de Otorrinolaringologia Cabeça e Pescoço, Faculdade de Ciências Médicas, (UNICAMP).

Flávio Mignone Gripp:
 Médico Assistente
Eduardo George B. Carvalho: Médico Assistente.
Marcelo Naoki Soki: Médico Residente
Ângela Rúbia O. Silveira: Médica Residente
Ronny Tah Yen Ng: Médico Residente

www.fonusmed.com.br


DEPOIMENTO DE UM USUÁRIO:


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Tudo que você precisa saber sobre AUTISMO!





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Dores de ouvido e otite


Uma gota de água pode ser pequena em tamanho, mas é capaz de fazer um grande estrago no ouvido. No verão, o perigo de uma inflamação é ainda maior, pois as pessoas tomam mais banhos e mergulham com mais frequência no mar ou na piscina.
Muita gente apela para os pulinhos, batidas na lateral da cabeça e álcool. Mas essas medidas só devem ser tomadas se não houver infecção, pois podem piorar ainda mais a otite e até atingir a região sensível do tímpano, prejudicando a audição.
Portanto, o álcool (uma gota em algodão ou conta-gotas) deve ser usado – junto com movimentos de vaivém da cabeça – desde que a região esteja só com água, sem dor.
iNFO OTITE (Foto: Arte/G1)
Para prevenir a dor de ouvido, que é uma das mais fortes do corpo humano (perde apenas para o parto e a cólica renal), é preciso tomar alguns cuidados que vão além da água.
Isso porque um pouco de tintura de cabelo no ouvido, amamentação com o bebê deitado ou um piercing na cartilagem da orelha também pode desencadear o problema, principalmente se a pessoa tiver uma maior propensão.
Um sinal de que há infecção é a secreção no ouvido, que pode ser escura ou amarelada. Se essa secreção tiver sangue, alerta máximo.
Não use hastes flexíveis dentro do ouvido: elas servem apenas para limpar a parte externa, e não devem ser introduzidas no canal auditivo, que tem cerca de 3 cm.
OTITE 2 (Foto: Arte/G1)
A A A 
A cera protege e hidrata o ouvido, por isso não a retire. Coceira é geralmente sinal de falta de cera. Já o excesso – que pode aumentar o risco de infecções, por ser um ambiente quente e úmido – deve ser removido por um médico, não em farmácias.
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Literatura Infantil - Livros para baixar


literatura infanto juvenil é um ramo da literatura voltado para as crianças e adolescentes entre 10 a 15 anos de idade. Este tipo de obra procura utilizar diversas imagens para ilustrar o texto e costumam usar personagens na mesma faixa etária dos leitores.


Pensando neste público, reunimos 20 livros de literatura infantil que estão disponíveis na internet para download gratuito. Estes livros estão sob domínio público ou possuem a devida licença do autor para serem disponibilizados gratuitamente.

Confira a seguir os 20 livros de literatura infantil para download grátis:


A borboleta azul

Autora: Lenira Almeida Heck

A Bruxa e o Caldeirão

Autor: José Leon Machado

O peixinho e o gato

Autora: Lenira Almeida Heck

No reino das letras felizes

Autora: Lenira Almeida Heck

O galo Tião e a dinda Raposa

Autora: Lenira Almeida Heck

Histórias da Avózinha

Autor: Alberto Figueiredo Pimentel

Chuva e Sol

Autora: Adelina Lopes Vieira

O galo Tião e a vaca Malhada

Autora: Lenira Almeida Heck

Dom Quixote

Autora: Adelina Lopes Vieira

Pai, posso dar um soco nele?

Autor: José Cláudio da Silva

Histórias que acabam aqui

Autora: Maria Teresa Lobato Fernandes Pereira Lopes

Conto ou não conto?

Autor: Abel Sidney

O ramo verde

Autora: Adelina Lopes Vieira

Meiguice

Autora: Adelina Lopes Vieira

O mistério do anel de pérola

Autora: Lenira Almeida Heck

O ratinho Rói-Rói

Autora: Lenira Almeida Heck

Eu que vi, eu que vi

Autor: Devison Amorim do Nascimento

O leão Praxedes

Autor: Tarcisio Lage

Amanda e os Nanorobôs

Autor: Eliú Quintiliano

O pacto maldito e outras histórias de morte

Autor: José Cláudio da Silva



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Vem comigo!

A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”