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O Discurso do Rei - Reportagem sobre o filme

Filmes nem sempre servem apenas para entreter, eles também muitas vezes podem ajudar a trazer uma maior clareza a respeito de condições mal compreendidas ou tratadas com indiferença pela sociedade.
Entre outros exemplos, isso foi o que aconteceu com os filmes Rain Man eTemple Grandin – que chamaram atenção para o autismo -, Melhor é Impossível – que chamou atenção para o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) -, e Preciosa – que mostrou a cruel realidade do abuso infantil.
A gagueira não é uma falha do indivíduoAgora um novo filme, que estréia no começo de fevereiro no Brasil, joga luz sobre a disfemia (gagueira persistente), um distúrbio de comunicação que por muito tempo foi alvo de preconceitos e incompreensões. O filme se chama O Discurso do Rei e ele vem sendo um dos grandes destaques da temporada de premiações do cinema em 2011.
Hoje, a família real britânica aparece com muita frequência nas revistas, jornais e TV. No entanto, no início do século passado, a exposição pública dos membros da monarquia não era tão excessiva. Só que isso começou a mudar drasticamente no final da década de 30, com a invenção do primeiro meio de comunicação de massa em tempo real: o rádio.
E justamente nessa época – de advento do primeiro meio de comunicação de massa e, consequentemente, de maior cobrança nas relações de comunicação do rei com seus súditos –, um príncipe com uma severa dificuldade de fala se tornaria soberano do império britânico.
O príncipe Albert, conhecido como “Bertie” por sua família, tinha gagueira persistente. O distúrbio iniciou na infância e o acompanhou por toda a vida. Por força do ofício, ele precisava constantemente falar em público.O Discurso do Rei - Trailer legendado Ninguém sabia como ajudá-lo a amenizar a dificuldade, até ele começar a trabalhar com o fonoaudiólogo australiano Lionel Logue. A história está retratada no filme O Discurso do Rei.
Muitos fonoaudiólogos em todo o mundo, como é o caso do norte-americano Joe Donaher, do Hospital da Criança da Filadélfia (EUA), estão bastante entusiasmados em ver a gagueira sendo mostrada no cinema de uma forma realista.
“Com muita frequência a gagueira é mostrada nos filmes como uma falha de caráter. Mas neste filme a gagueira foi finalmente retratada da forma como ela é”, diz Donaher.
A mensagem do filme O Discurso do Rei“A gagueira é um distúrbio de base neurológica e que muitas vezes possui raízes genéticas. Ninguém gagueja porque quer. A gagueira não é uma falha do indivíduo, e também não é uma falha dos pais”, explica Donaher.
Donaher afirma que os primeiros sinais da gagueira normalmente aparecem entre dois anos e meio e cinco anos de idade. Mais da metade das crianças que manifestam gagueira recuperam-se naturalmente, mas muitas precisam de apoio e tratamento especializado. Se essas crianças forem vítimas de bullying, por exemplo, a gagueira tende a piorar.
Apesar da gagueira, George VI conseguiu ser o líder forte que sua nação precisava durante a II Guerra Mundial.
Donaher, que viu alguns trechos já divulgados do filme, acha que ele será muito inspirador para as pessoas que gaguejam. “A mensagem do filme não é: ‘Se você deixar de gaguejar, conseguirá grandes coisas’. A mensagem é: ‘Você pode conquistar grandes coisas, mesmo tendo gagueira’”, conclui Donaher.
Veja abaixo a reportagem completa, com legendas em português:

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Gagueira - Os segredos da matéria branca


Nos últimos anos, com a contínua sofisticação e aperfeiçoamento dos métodos de captura de neuroimagens, cada vez mais estudos científicos começaram a descobrir a existência de diferenças físicas na organização do cérebro de pessoas que gaguejam. Até pouco tempo atrás, a grande dúvida era saber se essas diferenças eram resultado do convívio com a gagueira ou se elas já estavam presentes desde a infância, atuando como fator de predisposição e deflagração do distúrbio. Dois estudos recentes ofereceram respostas para esta dúvida. A pesquisadora Kate Watkins, autora do texto abaixo, é a líder de um desses estudos.
No começo deste ano, dois grupos de pesquisa sobre gagueira publicaram estudos de neuroimagem em jovens adultos, adolescentes e crianças que gaguejam. Esses estudos revelaram anormalidades funcionais e estruturais no cérebro dessas pessoas. O objetivo deles era fornecer um melhor entendimento das causas da gagueira e ajudar a explicar por que algumas crianças recuperam-se da gagueira, enquanto outras continuam a gaguejar. Considerando o resultado dos dois estudos em conjunto, estamos começando a responder estas perguntas.
Em nosso artigo, publicado na revista Brain, descrevemos diferenças na organização física das conexões entre algumas áreas do cérebro em um grupo de adolescentes e pessoas jovens que gaguejam (com idade variando de 14 a 27 anos). Essas diferenças explicaram por que este grupo de pessoas exibia uma atividade reduzida em algumas regiões do córtex cerebral durante a produção de fala.
Outro grupo de pesquisadores (Chang et al.) publicou descobertas muito similares na revista NeuroImage. Estudando crianças na faixa etária de 9 a 12 anos, eles descobriram que, no grupo com gagueira persistente, as conexões de matéria branca estavam rompidas na mesma região identificada em nosso estudo. Já no grupo constituído por crianças que tinham se recuperado da gagueira, a matéria branca estava íntegra. Eles também encontraram mudanças no volume da matéria cinzenta cortical, tanto em crianças com gagueira persistente quanto em crianças que tinham se recuperado da gagueira, e apontaram diferenças em relação ao cérebro de adultos que gaguejam.
Imagens obtidas pelo estudo de difusão de Watkins. A primeira imagem mostra o padrão de atividade durante a produção de fala no grupo-controle fluente (laranja) e no grupo de pessoas jovens que gaguejam (azul). A segunda imagem mostra as regiões subjacentes de matéria branca (em laranja) nas quais pessoas que gaguejam apresentam uma ruptura nos tratos de fibras nervosas logo abaixo das áreas corticais que não estão ativadas.
Esses estudos usaram aparelhos modernos de ressonância magnética, que fornecem imagens mais detalhadas da estrutura do cérebro com base no movimento dos átomos de hidrogênio das moléculas de água. Tanto em nosso estudo quanto no de Chang, utilizou-se um novo tipo de ressonância, conhecido como imageamento por tensor de difusão (DTI ressonance), para investigar a organização das conexões de matéria branca no cérebro.
A matéria branca é responsável pela conexão entre as diversas áreas do sistema nervoso central. Ela é chamada de branca porque é constituída principalmente por um tecido gorduroso conhecido como mielina. Este revestimento gorduroso fornece isolamento para as fibras que conectam as diferentes regiões do cérebro e também aumenta a velocidade de transmissão dos sinais elétricos entre essas regiões. Em razão de o tecido ser gorduroso, as moléculas de água não têm liberdade total de movimento na matéria branca. A restrição para a mobilidade das moléculas ocorre principalmente na direção perpendicular ao feixe de fibras, e menos na direção longitudinal (ao longo do comprimento do feixe). Assim, ao medir os diminutos movimentos das moléculas de água, podemos obter imagens que mostram como as fibras estão orientadas.
Ambos os estudos descobriram que os feixes de fibras normalmente bem alinhados que conectam as áreas do cérebro envolvidas na produção de fala estavam rompidos em pessoas jovens que gaguejam. Esta ruptura provavelmente reduz a eficiência da comunicação entre as áreas envolvidas no processamento da fala.
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Os genes da Gagueira

Pesquisadores do NIH divulgaram em fevereiro de 2010 o resultado de um estudo de linkage genético que, pela primeira vez na história, trouxe dados que nos permitem finalmente afirmar: hoje sabemos uma das causas da gagueira.
A pesquisa, publicada em uma das mais prestigiadas revistas de medicina do mundo, o The New England Journal of Medicine, revelou a existência de mutações em três importantes genes envolvidos na regulação do metabolismo dos lisossomos, organelas celulares fundamentais para a manutenção da saúde dos neurônios responsáveis pelo controle da fala. Assista abaixo aos vídeos da CNN e da Globo News que noticiaram a descoberta:

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Livros escritos em Linguagem de Sinais: Cinderela Surda e Rapunzel Surda

Cinderela Surda e Rapunzel Surda

Os livros Cinderela Surda e Rapunzel Surda são os primeiros livros de literatura infantil do Brasil escritos em língua de sinais (SignWriting), além de serem versões dos tradicionais contos que inserem elementos da cultura e identidade surda. Essas releituras inéditas das histórias são acompanhadas da escrita de sinais, ilustrações e uma versão em português. Voltadas para o público surdo infantil, as obras são o resultado da pesquisa desenvolvida por Lodenir Becker Karnopp, Caroline Hessel e Fabiano Rosa, intitulada “Letramento e surdez: uma abordagem lingüística e cultural”. O objetivo principal das edições é divulgar a língua escrita de sinais e incentivar as escolas a implantar essa disciplina.
Sinopse: A Cinderela e o Príncipe são surdos. No lugar do sapato de cristal, a personagem principal perde uma das luvas. A escolha da luva se dá em virtude desta peça ser uma referência às mãos, amplamente utilizadas pelos surdos do mundo inteiro para se comunicar.
Clique aqui para a visualização do livro “Cinderela Surda”.
Sinopse: Quando a Rapunzel foi raptada pela bruxa, ela percebeu que a menina não falava, mas tinha uma grande atenção visual. Rapunzel começou a apontar para o que queria e a fazer gestos para muitas coisas. A bruxa então descobriu que a menina era surda e começou a usar alguns gestos com ela.
Clique aqui para a visualização do livro “Rapunzel Surda”.
Leitura recomendada:
Literatura Surda
Lodenir Karnopp

http://escritadesinais.wordpress.com/2010/08/30/cinderela%c2%a0surda-e-rapunzel-surda/
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Distúrbios da Voz realcionado ao trabalho

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Ronco e apnéia do sono: tudo que precisa saber...

Quais as causas do Ronco?

O Ronco ocorre devido a obstrução parcial das vias respiratórias superiores à passagem de ar durante o sono. Ao dormir ocorre uma diminuição do tônus muscular da faringe ocorrendo estreitamento dessa região. Vários fatores podem dificultar ainda mais essa passagem do ar contribuindo com o surgimento do ronco:
- Obesidade: este é o mais frequente fator de risco envolvido. O aumento do tecido adiposo no pescoço reduz o calibre da via aérea predispondo a obstrução durante o sono.
- Idade: com o envelhecimento ocorre diminuição progressiva do tônus e elasticidade dos tecidos da garganta favorecendo a obstrução das vias aéreas.
- Obstrução nasal devida, a aumento do volume de secreções e produção de muco, a desvio de septo nasal, rinites, sinusites, pólipos nasais; à hiperplasia das amígdalas e adenoides.
- Retrognatismo, hipoplasia de mandíbula e maxila, macroglossia (aumento da língua), e outras alterações nos ossos da face entre outros.

O Ronco traz prejuízos à saúde?

O ronco pode ser o sinal de uma doença que tem graves consequências ao organismo - a Síndrome de Apnéia do Sono. Apnéia quer dizer parada respiratória, e o termo Apnéia do Sono se refere à um transtorno no qual o indivíduo apresenta sucessivas paradas respiratórias de curta duração (geralmente entre 10 e 60 segundos) durante o sono.
Esta síndrome pode trazer graves consequências ao coração e vasos sanguíneos aumentando a incidência de infarto do miocárdio, AVC ("derrame"), hipertensão arterial, arritmias e insuficiência cardíaca.
Além disso traz prejuízos à qualidade do sono levando à sintomas de sonolência diurna, déficit de memória e aprendizado, impotência sexual, cefaléia, acidentes de trânsito e de trabalho, entre muitos outros.

E o Ronco SEM Apnéia do Sono traz consequências à saúde?

O ronco pode trazer a insônia do cônjuge e sérios problemas de relacionamento. Mas não é só isso! Novas pesquisas têm demonstrado que o ronco alto pode levar a maior formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos do pescoço aumentando a chance de ocorrer isquemias cerebrais. Outros estudos mostraram risco aumentado do desenvolvimento de diabetes, mesmo sem a presença de apnéia do sono.

Quando procurar auxílio médico?

O Ronco leve (ressonar) e eventual como em determinadas situações (apenas após uso de bebidas alcoólicas ou tranquilizantes, por exemplo) não deve ser considerado um problema médico. Entretanto indivíduos que apresentam ronco alto e/ou frequente devem procurar a avaliação de um médico especialista em medicina do sono para avaliar a presença de Apnéia do Sono associada (principalmente se possuírem mais de 40 anos de idade ou outras doenças como obesidade, hipertensão, diabetes, doenca coronariana, etc).

O que é apnéia do sono? 

Apnéia significa "parada da respiração". Apnéia do sono é o distúrbio no qual o indivíduo sofre breves e repetidas interrupções da respiração (apnéias) enquanto dorme. As apnéias são causadas por obstruções transitórias da passagem do ar pela garganta de pelo menos 10 segundos de duração. Quando ocorrem apnéias com frequência maior que 5x/hora no sono dizemos que o indivíduo é portador de apnéia do sono.
Estima-se que cerca de 4% das mulheres e 9% dos homens adultos sofram de apnéia do sono, sendo que sua prevalência é maior entre os obesos e maiores de 35 anos.
Curiosamente, apesar de possuir alta prevalência na população, apenas recentemente a medicina reconheceu, através de estudos científicos, os riscos trazidos por esta doença e a importância do seu diagnóstico. Deste modo, sabe-se que cerca de 90% dos indivíduos que possuem apnéia do sono ainda não possuem o diagnóstico ou sequer foram alertados pelo seu médico para a possibilidade de sofrerem desta doença.

O que provoca a apnéia do sono?

  • Aumento do peso (causa mais comum nos adultos): o excesso de tecido mole na garganta dificulta mantê-la aberta.
  • Os músculos da garganta e língua relaxam mais do que o normal: isso tende a agravar-se com a idade.
  • Alterações do formato da cabeça e pescoço pode resultar em menor espaço para passagem de ar na boca e garganta.
  • Amígdalas e adenóides grandes são causa comum de apnéia do sono na criança.

Quais as consequências da apnéia do sono?

Cada vez que ocorre uma apnéia ocorre uma diminuição rápida da oxigenação sanguínea. A fim de evitar a morte por asfixia, o organismo envia um “sinal” ao cérebro despertando-o por tempo suficiente para conseguir desobstruir a garganta. Ou seja, ocorre um microdespertar que o indivíduo não percebe e nem lembra no dia seguinte. Esse fenômeno pode repetir-se até 1000 vezes em cada noite de sono nos casos mais graves. Após cada microdespertar ocorre também uma descarga aguda de hormônios do estresse como adrenalina e outros que, aliada a queda da oxigenação sanguínea, pode desencadear arritmias cardíacas, infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC) durante o sono. Além disso, a apnéia do sono não tratada, a longo prazo, ocasiona ou agrava várias doenças como diabetes, obesidade, hipertensão, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, arritmias cardíacas, AVCs, entre outras.
Devido ao grande número de microdespertares pelas apnéias repetidas, o sono torna-se fragmentado ocorrendo diminuição do sono profundo e do sono REM nos indivíduos com apnéia do sono. O sono profundo é fundamental para a recuperação do corpo, enquanto que a fase REM (Rapid Eye Movement - fase onde ocorrem os sonhos) é importante para a consolidação do aprendizado e da memória. Assim, a apnéia do sono é uma das causas mais comuns de fadiga, sonolência e dificuldades de aprendizado e memória, entre outros sintomas.

Quais os sintomas da Apnéia do Sono? Quando suspeitar desse distúrbio?

O indivíduo com apnéia do sono raramente percebe que tem dificuldade para respirar durante o sono e por esse motivo, a doença geralmente passa despercebida ao longo de vários anos até o seu diagnóstico. Em muitos casos, a suspeita da doença ocorre por outras pessoas que observam os episódios de apnéia ou devido aos seguintes sintomas que podem ser observados:
  • Ronco alto e interrompido
  • Sono agitado
  • Engasgos noturnos
  • Sonolência excessiva durante o dia
  • Despertares frequentes
  • Levantar-se para urinar à noite
  • Pesadelos
  • Sono não reparador
  • Fadiga crônica
  • Dor de cabeça pela manhã
  • Irritabilidade
  • Apatia, Depressão
  • Dificuldade de concentração
  • Perda de memória
  • Impotência sexual

Como diagnosticar?

O diagnóstico da apnéia do sono é feito através de um exame chamado polissonografia que é realizada à noite em um laboratório de sono sob a supervisão de técnico ou enfermeiro capacitado. O paciente deve dormir com sensores fixados no corpo que permitem o registro da passagem do ar pelo nariz/boca, oxigenação sanguínea, frequência cardíaca, movimentos do tórax, posição do corpo na cama, além de outros dados. Os sensores são fixados de maneira a permitir ao paciente movimentar-se durante o exame, não atrapalhando assim o sono. Em casos selecionados o exame pode ser realizado no próprio domicílio do paciente através de aparelhos portáteis.

Qual o tratamento da apnéia do sono?

O tratamento depende da causa e da gravidade da doença. O ronco sem apnéia, bem como a apnéia do sono leve podem ter melhora significativa com medidas simples como: dormir de lado, perder peso, evitar uso de álcool ou tranquilizantes, entre outras. O uso de dispositivos orais confeccionado por dentistas que avançam a mandíbula durante o sono (placa oral) pode ser indicado em alguns casos.
O tratamento mais eficaz e mais utilizado para os casos moderados ou graves consiste no uso do aparelho chamado CPAP (do inglês, Continuous Positive Airway Pressure). O CPAP consiste em um pequeno compressor de ar muito silencioso de alta tecnologia que se conecta a uma máscara ajustada ao nariz do paciente. Esse aparelho previne a obstrução da garganta durante o sono e reestabelece o sono normal ao indivíduo. Apesar de parecer algo muito desconfortável à primeira vista, o aparelho costuma ser bem tolerado pelos pacientes após a primeira semana de uso. As indicações, contra-indicações e boa adaptação deste tratamento ao paciente tem melhores resultados quando realizado com acompanhamento de um médico e equipe de saúde especializada em distúrbios do sono.
Alguns casos podem se beneficiar de algum tipo de cirurgia aplicada ao nariz e/ou à garganta. Nestes casos, o paciente deve ser cuidadosamente avaliado por médico especialista em distúrbios do sono para indicar o tipo de cirurgia mais apropriada ou evitar uma cirurgia desnecessária.

Quando e como procurar ajuda médica?

O indivíduo que apresenta as doenças e/ou os sintomas descritos anteriormente deve questionar o seu médico sobre este problema ou procurar um médico especializado em distúrbios do sono (medicina do sono). Este poderá encaminhá-lo ao exame de polissonografia para confirmar ou descartar a suspeita de apnéia do sono, além de classificar a gravidade da doença.  Caso confirme-se a suspeita da doença, o médico especialista poderá orientar e conduzir a melhor forma de tratamento para cada caso, restaurando assim um sono de qualidade.

O que é polissonografia?

A polissonografia é o exame rotineiramente usado para a investigação de vários distúrbios do sono. O paciente deve dormir com sensores fixados no corpo que permitem o registro da passagem do ar pelo nariz/boca, oxigenação sanguínea, frequência cardíaca, movimentos do tórax, posição do corpo na cama, além de outros dados. Os sensores são fixados de maneira a permitir ao paciente movimentar-se durante o exame, não atrapalhando assim o sono. O exame é indolor. Todos os sensores são fixados na superfície do corpo. Não se usam agulhas ou instrumentos semelhantes, ou seja, o exame é não-invasivo e não envolve qualquer risco.
Até recentemente era apenas realizada em clínicas ou laboratórios de sono, sob a supervisão de técnico ou enfermeiro capacitado. A Clínica de Distúrbios do Sono Dr. Marcelo Andrade agora oferece aos seus pacientes uma nova tecnologia, já testada e aprovada em diversos estudos internacionais, que permite a realização do exame da polissonografia em seu próprio domicílio. Isso traz mais conforto e possibilita a realização do exame também naqueles pacientes que têm dificuldade em dormir no ambiente de laboratório, em condições e horários diferentes ao seu ambiente de sono habitual.

Existem 2 tipos de polissonografia domiciliar:

1) Polissonografia específica para avaliar ronco e suspeita de apnéia do sono - Utiliza menos sensores (fios) sendo mais cômoda e permite a adequada avaliação da respiração durante o sono. Tem sido um exame muito solicitado no momento pelo menor preço e maior comodidade para aqueles indivíduos que apresentam ronco e forte suspeita de apnéia do sono. O paciente retira o aparelho portátil na clínica e recebe instruções básicas sobre o uso do aparelho em seu domicílio. NÃO requer a visita de um técnico no domicílio (esta é opcional de acordo com a preferência do paciente), sendo de fácil instalação pelo próprio paciente e/ou acompanhante no momento em que se prepara para dormir. No dia seguinte, o paciente deve retirar todos os sensores, guardar na mochila apropriada e devolver no endereço de nossa clínica.
2) Polissonografia completa - realizada com eletroencefalograma, eletromiograma em membros inferiores e outros sensores adicionais. Pode ser indicada para a avaliação de praticamente todos os distúrbios do sono. O técnico especializado deve visitar a casa do paciente e instala o exame à noite no melhor horário (conforme planejado com o cliente). O Técnico NÃO permanece no local, ou seja, apenas realiza a instalação. No dia seguinte, o cliente retira todos os sensores e devolve no nosso endereço para a análise e emissão do laudo no endereço de nossa clínica.

Como se preparar para o exame?

No dia do exame lavar a cabeça apenas com xampu. Após a lavagem dos cabelos, não usar no couro cabeludo qualquer produto oleoso ou cremoso, pois estes podem prejudicar a aderência dos sensores no couro cabeludo.
Pacientes que fazem uso regular de medicações devem relatar ao médico que orientará sobre a necessidade ou não da interrupção destas. No caso de indivíduos que usam tranquilizantes diariamente para dormir, a medicação habitual poderá ser utilizada para evitar que o indivíduo não consiga dormir e também para verificar o próprio efeito daquela medicação sobre o seu sono.

Cinco dicas para facilitar o uso do CPAP

Apesar de sabermos os benefícios do CPAP para muitos pacientes com apnéia do sono, observa-se, não raramente, alguma dificuldade para adaptar-se ao uso do aparelho nas primeiras semanas, o que pode levar ao abandono precipitado do tratamento. Veja 5 dicas importantes para uma boa adaptação ao CPAP:
Dica 1 Na primeiras dificuldades ou dúvidas não desista!! Não abandone o tratamento! Pelo contrário, se surgirem dificuldades procure o seu médico que lhe ajudará a solucionar os problemas nessa primeira semana.

Dica 2 Ajuste a máscara de forma que ela fique firme sem apertar demais. Para saber se não está exagerando você deve conseguir passar, sem dificuldade, o dedo indicador entre a fita elástica e o rosto.

Dica 3 Nos primeiros dias, caso não consiga usar o CPAP a noite toda, use o maior tempo que conseguir, sem insistir demais. É normal sentir dificuldades na primeira semana. Ex: tente usar de 3 a 4 horas no primeiro dia e a cada dia tente aumentar 1 hora até que você consiga dormir a noite toda.

Dica 4 Nos primeiros momentos de uso, respire devagar e profundamente (quanto mais tempo melhor). Isso fará com que você se ajuste mais rápido a pressão produzida pelo CPAP.

Dica 5 Apesar do CPAP só ser eficaz durante o sono, é interessante utilizá-lo pouco antes de dormir ou em algum momento oportuno, vendo televisão, lendo algo, etc. Com isso, você irá tirar sua atenção do CPAP e da máscara fazendo seu corpo se adaptar a eles sem perceber. Quando menos esperar, estará usando normalmente.
O constrangimento no uso do CPAP ocorre em ambos os sexos, mas existe principalmente nos homens. Pois, estes, não admitem ter algum “sinal” de fraqueza ou dependência diante da sua parceira, ainda mais na cama. Esta interpretação é totalmente contornada quando o usuário recebe o apoio e a compreensão da família, como também, percebe, com o uso do CPAP, sua disposição, tranqüilidade, humor, melhorarem drasticamente. Revitalizando o relacionamento familiar e social que estavam prejudicados pelo cansaço, estresse e mau humor.
Lembrete: Não existe prazo determinado para você conseguir usar plenamente o CPAP. Cada pessoa tem seu período de adaptação.
Assim como acontece com aqueles que usam óculos, por exemplo, o uso do CPAP provavelmente se tornará automático após alguns meses de uso, não mais causando nenhum desconforto e levando melhorias significativas à sua qualidade de vida.
Atenção: Todas os procedimentos acima serão muito mais eficazes com o acompanhamento e orientação de uma equipe especializada na área. Por isso, sempre que possível contate o seu médico para informar o que está errado e também o que está funcionando bem.

http://www.disturbiosdosono.net/index.shtml
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Diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade em adultos

CONSENSO BRASILEIRO DE ESPECIALISTAS
SOBRE
DIAGNÓSTICO DO TRANSTORNO DE DÉFICIT
DE ATENÇÃO / HIPERATIVIDADE EM ADULTOS (TDAH
http://www.tdah.org.br/images/stories/site/pdf/consenso_final.pdf
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Transtornos Psicopedagógicos e Fonoaudiológicos

Transtornos psicopedagógicos








Discalculia

A matemática para algumas crianças ainda é um bicho de sete cabeças. Muitos não compreendem os problemas que a professora passa no quadro e ficam muito tempo tentando entender se é para somar, diminuir ou multiplicar; não sabem nem o que o problema está pedindo. Alguns, em particular, não entendem os sinais, muito menos as expressões. Contas? Só nos dedos e olhe lá.
Em muitos casos o problema não está na criança, mas no professor que elabora problemas com enunciados inadequados para a idade cognitiva da criança.
Carraher afirma que:

“Vários estudos sobre o desenvolvimento da criança mostram que termos quantitativos como “mais”, “menos”, maior”, “menor” etc. são adquiridos gradativamente e, de início, são utilizados apenas no sentido absoluto de “o que tem mais”, “o que é maior” e não no sentido relativo de “ ter mais que” ou “ser maior que”. A compreensão dessas expressões como indicando uma relação ou uma comparação entre duas coisas parece depender da aquisição da capacidade de usar da lógica que é adquirida no estágio das operações concretas”...”O problema passa então a ser algo sem sentido e a solução, ao invés de ser procurada através do uso da lógica, torna-se uma questão de adivinhação” (2002, p. 72).

No entanto, em outros casos a dificuldade pode ser realmente da criança e trata-se de um distúrbio e não de preguiça como pensam muitos pais e professores desinformados.
Em geral, a dificuldade em aprender matemática pode ter várias causas.
De acordo com Johnson e Myklebust, terapeutas de crianças com desordens e fracassos em aritmética, existem alguns distúrbios que poderiam interferir nesta aprendizagem:

Distúrbios de memória auditiva:
- A criança não consegue ouvir os enunciados que lhes são passados oralmente, sendo assim, não conseguem guardar os fatos, isto lhe incapacitaria para resolver os problemas matemáticos.
- Problemas de reorganização auditiva: a criança reconhece o número quando ouve, mas tem dificuldade de lembrar do número com rapidez.


 Distúrbios de leitura:
- Os dislexos e outras crianças com distúrbios de leitura apresentam dificuldade em ler o enunciado do problema, mas podem fazer cálculos quando o problema é lido em voz alta. É bom lembrar que os dislexos podem ser excelentes matemáticos, tendo habilidade de visualização em três dimensões, que as ajudam a assimilar conceitos, podendo resolver cálculos mentalmente mesmo sem decompor o cálculo. Podem apresentar dificuldade na leitura do problema, mas não na interpretação.


- Distúrbios de percepção visual: a criança pode trocar 6 por 9, ou 3 por 8 ou 2 por 5 por exemplo. Por não conseguirem se lembrar da aparência elas têm dificuldade em realizar cálculos.



Distúrbios de escrita:
- Crianças com disgrafia têm dificuldade de escrever letras e números.



Estes problemas dificultam a aprendizagem da matemática, mas a discalculia impede a criança de compreender os processos matemáticos.
A discalculia é um dos transtornos de aprendizagem que causa a dificuldade na matemática. Este transtorno não é causado por deficiência mental, nem por déficits visuais ou auditivos, nem por má escolarização, por isso é importante não confundir a discalculia com os fatores citados acima.
O portador de discalculia comete erros diversos na solução de problemas verbais, nas habilidades de contagem, nas habilidades computacionais, na compreensão dos números.
Kocs (apud García, 1998) classificou a discalculia em seis subtipos, podendo ocorrer em combinações diferentes e com outros transtornos:
Discalculia Verbal - dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações.
Discalculia Practognóstica - dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos reais ou em imagens matematicamente.
Discalculia Léxica - Dificuldades na leitura de símbolos matemáticos.
Discalculia Gráfica - Dificuldades na escrita de símbolos matemáticos.
Discalculia Ideognóstica – Dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos.
Discalculia Operacional - Dificuldades na execução de operações e cálculos numéricos.




Na área da neuropsicologia as áreas afetadas são:

Áreas terciárias do hemisfério esquerdo que dificulta a leitura e compreensão dos problemas verbais, compreensão de conceitos matemáticos;
Lobos frontais dificultando a realização de cálculos mentais rápidos, habilidade de solução de problemas e conceitualização abstrata.
Áreas secundárias occípito-parietais esquerdos dificultando a discriminação visual de símbolos matemáticos escritos.
Lobo temporal esquerdo dificultando memória de séries, realizações matemáticas básicas.

De acordo com Johnson e Myklebust a criança com discalculia é incapaz de:

Visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior;
Conservar a quantidade: não compreendem que 1 quilo é igual a quatro pacotes de 250 gramas.
Seqüenciar números: o que vem antes do 11 e depois do 15 – antecessor e sucessor.
Classificar números.
Compreender os sinais +, - , ÷, ×.
Montar operações.
Entender os princípios de medida.
Lembrar as seqüências dos passos para realizar as operações matemáticas.
Estabelecer correspondência um a um: não relaciona o número de alunos de uma sala à quantidade de carteiras.
Contar através dos cardinais e ordinais.

Os processos cognitivos envolvidos na discalculia são:

1. Dificuldade na memória de trabalho;
2. Dificuldade de memória em tarefas não-verbais;
3. Dificuldade na soletração de não-palavras (tarefas de escrita);
4. Não há problemas fonológicos;
5. Dificuldade na memória de trabalho que implica contagem;
6. Dificuldade nas habilidades visuo-espaciais;
7. Dificuldade nas habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis.

De acordo com o DSM-IV, o Transtorno da Matemática caracteriza-se da seguinte forma:
A capacidade matemática para a realização de operações aritméticas, cálculo e raciocínio matemático, encontra-se substancialmente inferior à média esperada para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do indivíduo.
As dificuldades da capacidade matemática apresentadas pelo indivíduo trazem prejuízos significativos em tarefas da vida diária que exigem tal habilidade.
Em caso de presença de algum déficit sensorial, as dificuldades matemáticas excedem aquelas geralmente a este associadas.
Diversas habilidades podem estar prejudicadas nesse Transtorno, como as habilidades lingüisticas (compreensão e nomeação de termos, operações ou conceitos matemáticos, e transposição de problemas escritos em símbolos matemáticos), perceptuais (reconhecimento de símbolos numéricos ou aritméticos, ou agrupamento de objetos em conjuntos), de atenção (copiar números ou cifras, observar sinais de operação), e matemáticas (dar seqüência a etapas matemáticas, contar objetos e aprender tabuadas de multiplicação).



Quais os comprometimentos?

Organização espacial;
Auto-estima;
Orientação temporal;
Memória;
Habilidades sociais;
Habilidades grafomotoras;
Linguagem/leitura;
Impulsividade;
Inconsistência (memorização).

Ajuda do professor:

O aluno deve ter um atendimento individualizado por parte do professor que deve evitar:

Ressaltar as dificuldades do aluno, diferenciando-o dos demais;
Mostrar impaciência com a dificuldade expressada pela criança ou interrompê-la várias vezes ou mesmo tentar adivinhar o que ela quer dizer completando sua fala;
Corrigir o aluno freqüentemente diante da turma, para não o expor;
Ignorar a criança em sua dificuldade.



Dicas para o professor:
· Não force o aluno a fazer as lições quando estiver nervoso por não ter conseguido;
· Explique a ele suas dificuldades e diga que está ali para ajudá-lo sempre que precisar;
· Proponha jogos na sala;
· Não corrija as lições com canetas vermelhas ou lápis;
· Procure usar situações concretas, nos problemas.


Ajuda do profissional:

Um psicopedagogo pode ajudar a elevar sua auto-estima valorizando suas atividades, descobrindo qual o seu processo de aprendizagem através de instrumentos que ajudarão em seu entendimento. Os jogos irão ajudar na seriação, classificação, habilidades psicomotoras, habilidades espaciais, contagem.
Recomenda-se pelo menos três sessões semanais.
O uso do computador é bastante útil, por se tratar de um objeto de interesse da criança.
O neurologista irá confirmar, através de exames apropriados, a dificuldade específica e encaminhar para tratamento. Um neuropsicologista também é importante para detectar as áreas do cérebro afetadas. O psicopedagogo, se procurado antes, pode solicitar os exames e avaliação neurológica ou neuropsicológica.

O que ocorre com crianças que não são tratadas precocemente?

Comprometimento do desenvolvimento escolar de forma global
O aluno fica inseguro e com medo de novas situações
Baixa auto-estima devido a críticas e punições de pais e colegas
Ao crescer o adolescente / adulto com discalculia apresenta dificuldade em utilizar a matemática no seu cotidiano.


Qual a diferença? Acalculia e Discalculia.
A discalculia já foi relatada acima.
A acalculia ocorre quando o indivíduo, após sofrer lesão cerebral, como um acidente vascular cerebral ou um traumatismo crânio-encefálico, perde as habilidades matemáticas já adquiridas. A perda ocorre em níveis variados para realização de cálculos matemáticos.

Cuidado!
As crianças, devido a uma série de fatores, tendem a não gostar da matemática, achar chata, difícil. Verifique se não é uma inadaptação ao ensino da escola, ou ao professor que pode estar causando este mal estar. Se sua criança é saudável e está se desenvolvendo normalmente em outras disciplinas não se desespere, mas é importante procurar um psicopedagogo para uma avaliação.
Muitas confundem inclusive maior-menor, mais-menos, igual-diferente, acarretando erros que poderão ser melhorados com a ajuda de um professor mais atento.


Bibliografia:

CARRAHER, Terezinha Nunes (Org.). Aprender Pensando. Petrópolis, Vozes, 2002.
GARCÍA, J. N. Manual de Dificuldades de Aprendizagem. Porto Alegre, ArtMed, 1998.
JOSÉ, Elisabete da Assunção, Coelho, Maria Teresa. Problemas de aprendizagem. São Paulo, Ática, 2002.
RISÉRIO, Taya Soledad. Definição dos transtornos de aprendizagem. Programa de (re) habilitação cognitiva e novas tecnologias da inteligência. 2003.
http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=133
http://www.juliannamartins.ubbi.com.br/pagina2.html



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Problemas de aprendizagem em crianças

Os problemas de aprendizagem afetam 1 em cada 10 crianças em idade escolar. São problemas que podem ser detectados em crianças a partir dos 5 anos de idade e constituem uma grande preocupação para muitos pais, já que afetam o rendimento escolar e as relações interpessoais dos seus filhos.

Como identificar os problemas na aprendizagem 

Uma criança com problemas de aprendizagem, pode ter um nível normal de inteligência, de acuidade visual e auditiva. É uma criança que se esforça em seguir as instruções, em concentrar-se, e portar-se bem em sua casa e na escola. Sua dificuldade está em captar, processar e dominar as tarefas e informações, e logo a desenvolvê-las posteriormente. A criança com esse problema não pode fazer o que outros com o mesmo nível de inteligência podem conseguir.
A criança com problemas específicos de aprendizagem tem padrões pouco usuais em perceber as coisas no ambiente externo. Seus padrões neurológicos são diferentes das outras crianças da mesma idade. No entanto, têm em comum algum tipo de fracasso na escola ou em sua comunidade.

Como detectar problemas de aprendizagem nas crianças

Não é nada difícil detectar quando uma criança está tendo problemas para processar as informações e a formação que recebe. Os pais devem estar atentos e conscientes dos sinais mais frequentes que indicam a presença de um problema de aprendizagem, quando a criança:
- Apresenta dificuldade para entender e seguir tarefas e instruções.
- Apresenta dificuldade para relembrar o que alguém acaba de dizer.
- Não domina as destrezas básicas de leitura, soletração, escrita e/ou matemática, pelo que fracassa no trabalho escolar.
- Apresenta dificuldade para distinguir entre a direita e a esquerda, para identificar palavras, etc. Sua tendência é escrever as letras, palavras ou números ao contrário.
- Falta-lhe coordenação ao caminhar, fazer esportes ou completar atividades simples, tais como apontar um lápis ou amarrar o cordão do sapato.
- Apresenta facilidade para perder ou extraviar seu material escolar, como os livros e outros artigos.
- Tem dificuldade para entender o conceito de tempo, confundindo o “ontem”, com o “hoje” e/ou “amanhã”.
- Manifesta irritação ou excitação com facilidade.

Características dos problemas de aprendizagem

As crianças que têm problemas de aprendizagem, com frequência apresentam, segundo a lista obtida do “When Learning is a Problem/LDA (Learning Disabilities Association of America)”, características e/ou deficiências em:
Leitura (visão)
A criança se aproxima muito do livro; diz palavras em voz alta; assina, substitui, omite e inverte as palavras; vê duplicado, pula e lê a mesma linha duas vezes; não lê com fluidez; tem pouca compreensão na leitura oral; omite consoantes finais na leitura oral; pestaneja em excesso; fica vesgo ao ler; tende a esfregar os olhos e queixar-se de que coçam; apresentam problemas de limitação visual, soletração pobre, entre outras.
EscritaA criança inverte e troca letras maiúsculas; não deixa espaço entre palavras e não escreve em cima das linhas; pega o lápis desajeitado e não tem definido se é destro ou canhoto; move e coloca o papel de maneira incorreta; trata de escrever com o dedo; tem o pensamento pouco organizado e uma postura pobre, etc.
Auditivo e verbal
A criança apresenta apatia, resfriado, alergia e/ou asma com frequência; pronuncia mal as palavras; respira pela boca, queixa-se de problemas do ouvido; sente-se enjoado; fica branco quando lhe falam; depende de outros visualmente e observa o professor de perto; não pode seguir mais de uma instrução por vez; põe a televisão e o rádio em volume muito alto, etc.
Matemáticas
O aluno inverte os números; tem dificuldade para saber a hora; pobre compreensão e memória dos números; não responde a dados matemáticos, etc.
Social / Emocional
Criança hiperativa, com baixa auto-estima e atenção.

COMO LIDAR COM CRIANÇAS QUE TEM DIFICULDADE EM APRENDER

O termo 'dificuldade de aprendizagem' começou a ser usado na década de 60 e até hoje - na maioria das vezes - é confundido por pais e professores como uma simples desatenção em sala de aula ou 'espírito bagunceiro' das crianças. Mas a dificuldade de aprendizagem refere-se a um distúrbio - que pode ser gerado por uma série de problemas cognitivos ou emocionais - que pode afetar qualquer área do desempenho escolar.

Na maioria dos casos é o professor o primeiro a identificar que a criança está com alguma dificuldade, mas os pais e demais membros da família devem ficar atentos ao desenvolvimento e ao comportamento da criança.
Segundo especialistas, as crianças com dificuldades de aprendizagem podem apresentar desde cedo um maior atraso no desenvolvimento da fala e dos movimentos do que o considerado 'normal'.
Mas os pais têm que ter cuidado para não confundir o desenvolvimento normal com a dificuldade de aprender. A psicóloga Maura Tavares Rech, especialista em psicoterapia infantil, afirma que "toda a criança tem um processo diferente de desenvolvimento - umas aprendem a andar mais cedo, outras falam mais cedo - e isso é absolutamente normal, não existe um 'padrão' de desenvolvimento. Portanto é importante que os pais respeitem o desenvolvimento geral da criança. Nesta fase o pediatra torna-se um grande aliado dos pais", diz a psicóloga.
Crianças com dificuldades de aprendizagem geralmente apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares gerados por um sentimento de incapacidade, que leva à frustração.
Neste caso, a orientação da psicóloga é de "valorizar o que a criança sabe para fortalecer sua auto-estima". Mostrar para a criança o quanto ela e boa em tarefas na qual ela tem habilidade e incentivá-la a desenvolver outras tarefas nas quais ela não é tão boa, é fundamental.
"Os pais têm que dar segurança e atenção para ensinar a criança a aceitar as frustrações", diz Maura. Criar um ambiente adequado para que ela desenvolva o estudo e estabelecer limite de horários para a realização das tarefas são outras dicas importantes da psicóloga.
Mas não se deve confundir dificuldade de aprendizagem com falta de vontade de realizar as tarefas. Maura afirma que problemas de aprendizagem podem ser causados por uma simples preferência por determinadas disciplinas ou assuntos. "Nestes casos um professor particular pode, muitas vezes, resolver o problema", diz ela.
Se os pais acreditam que seu filho apresenta dificuldades de aprendizagem, devem procurar um profissional para receber as orientações.
Neste caso, os psicólogos com especialização em clinica infantil são os profissionais adequados para realizar uma avaliação e tratar da criança, se o problema for gerado por fator emocional. Caso o diagnóstico da criança for dificuldade cognitiva, a criança deve ser encaminhada para um psicopedagogo que poderá ajudar no desenvolvimento dos processos de aprendizagem.
Para obter resultados concretos é preciso ser feito um trabalho em conjunto entre pais, psicólogos, psicopedagogos, escolas e professores, que deverão estar envolvidos com um único objetivo: ajudar a criança. E é imprescindível que os pais conheçam seus filhos e conversem freqüentemente com eles para que possam detectar quando algo não vai bem.
Redação Terra

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