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Sindrome Down e Transtorno Processamento Sensorial (TPS)


Ellie, tem o diagnóstico de Sindrome Down associado com Transtorno Processamento Sensorial (TPS)


Processamento Sensorial e Transtorno Processamento Sensorial
 
Muitos de nós sabemos os sentidos mais comuns tato, visão, audição, gustação e olfação mas também há outros sentidos, tais como posição do corpo no espaço (proprioceptivo) e movimento e equilibrio ( vestibular). 
Esses sentidos são todos convertidos por receptores no corpo (pele, ouvido interno, músculos,articulações, tendões), que enviam sinais ao cérebro. 
O Transtorno Processamento Sensorial ocorre quando essas sensações não são registradas adequadamente, ou as sensações percebidas não são moduladas de forma adequada pelo sistema Nervoso Central (SNC)
  
Alguns comportamentos de Ellie podem estar associados o Transtorno Processamento Sensorial (TPS) de acordo com a avaliação de especialista Terapia Integração Sensorial (TIS)

- Hipersensibilidade para lavar o rosto e cabeça. Resposta aversiva estimulos táteis nas atividade de banho e higiene. Comportamento irritabilidade e choro frequente.
Busca sensorial ou procura sensorial com a boca. Coloca todos os objetos á boca como brinquedo, roupa, mordedor, papel, escova de dentes
 
 O Transtorno Processamento Sensorial (TPS) afeta as habilidades vida diária e também o seu aprendizado e comunicação. As questões sensoriais são tão graves que têm impacto nas atividades de vida diária.

 Após 17 meses de Terapia Integração Sensorial.......

...Ellie já consegue tomar banho sem choro e irritabilidade e aceita lavar e pentear os cabelos.


 ... Ela obteve bons ganhos em relação o seu desenvolvimento na motricidade grossa, mas continua com déficits na área de linguagem, motricidade fina, e tem importantes déficits de processamento sensorial, que estão interferindo com a sua capacidade de aprender." (mãe de Ellie Sindrome Down com Transtorno Processamento Sensorial).

http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com/
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"Quero aprender e preciso de ajuda!"

Dificuldades de aprendizagem não podem ser confundidas com os transtornos de aprendizagem
por Conselho Federal de Fonoaudiologia


As dificuldades escolares estão presentes em 40% da população em idade escolar no Brasil. Esses dados são alarmantes e precisam de uma interpretação imediata para que ações e estratégias político-educacionais sejam implementadas. As dificuldades de escolarização podem ser decorrentes de fatores socioeconômicos e culturais, condições de ensino, preparação do professor, entre outros. Porém, tais dificuldades não podem ser confundidas com os transtornos de aprendizagem, também chamados de Transtornos Funcionais Específicos (TFEs), os quais manifestam dificuldades inerentes ao aprendiz, que irão ocorrer mesmo em situações ideais de aprendizagem, como a presença de professores bem preparados, metodologias adequadas de ensino, famílias capazes de promover ambiente eficaz de aprendizagem e assim por diante. Por outro lado, condições escolares deficientes, problemas familiares e socioeconômicos, apesar de não serem a causa primária dos TFEs, podem agravar a situação.
O Ministério de Educação considera como Transtornos Funcionais Específicos quadros como a Dislexia, Discalculia e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade pode afetar o desempenho escolar quando é alto o grau de desatenção; neste caso o tratamento com medicamento pode ser recomendado pelo profissional médico. Nos casos de dislexia, por outro lado, não há prescrição de medicamentos, e, sim, adaptações pedagógicas aliadas ao atendimento especializado. Deve-se salientar que a avaliação diagnóstica não é feita por professores. Em ambos os casos, o diagnóstico deve ser realizado por equipe de profissionais da saúde, da qual o fonoaudiólogo faz parte. Apesar do reconhecimento da existência desse tipo de problema entre os educandos e da necessidade de a escola preparar-se para o atendimento apropriado dos mesmos, o Ministério da Educação ainda não definiu, formalmente, políticas que possam garantir a assistência adequada e necessária a tal população.
Na falta de uma compreensão mais adequada dos problemas que podem caracterizar os transtornos de aprendizagem encontramos uma tendência, bastante prevalente entre os educadores, de encaminhar, desnecessariamente, toda e qualquer criança com alguma dificuldade para serviços extra-escolares, ou seja, para atendimentos fora da escola, de acordo com os recursos de cada comunidade.   Consequentemente, como reflexo de tal situação, o SUS está completamente sobrecarregado com filas de espera em TODOS os serviços especializados que prestam atendimento a crianças e adolescentes com este tipo de dificuldade, sendo que com diagnóstico adequado poderiam estar recebendo apoio pedagógico na própria escola. Somente os casos de transtornos de aprendizagem mais graves necessitam acompanhamento especializado na Saúde. Os gastos desnecessários com procedimentos avançados, demorados e caros, em hospitais e clínica escolas poderiam ser evitados com um programa de prevenção e identificação precoce no próprio ambiente educacional.
Há legislação específica para apoio escolar a estudantes com TFEs em mais de 170 países, com os mais variados regimes políticos, e sistemas educacionais. Países como Estados Unidos, Inglaterra, China e Finlândia possuem políticas que garantem apoio aos disléxicos, como tempo extra para a realização de atividades, possibilidade de gravar as aulas ou uso de calculadoras, por exemplo. Se estes transtornos de aprendizagem fossem tão somente um comportamento decorrente da educação, ou do meio sociocultural, como é possível que sejam reconhecidos em tantas regiões tão diferentes? A Finlândia, por exemplo, tem um sistema educacional considerado como de altíssima qualidade, o que não elimina a existência de alunos com transtornos funcionais.
No Brasil, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva publicada em 2008, estabeleceu critérios para a participação dos alunos da educação especial, nas classes da rede de ensino regular. No entanto, as crianças com Transtornos Funcionais Específicos não foram contemplados nesta nova política.
Nos Estados Unidos a legislação garante a existência de programas de identificação precoce para os transtornos de aprendizagem o que auxilia a escola a desenvolver com as famílias, estratégias de ensino para potencializar a aprendizagem.
O enfoque do Conselho Federal de Fonoaudiologia ao discutir as diretrizes educacionais que atendam alunos com transtornos funcionais específicos de aprendizagem vem trazer luz à vulnerabilidade específica que atinge esse grupo, mesmo na ausência de desvantagem econômica e educacional. Essa discussão representa mais um passo no sentido de promover a integração social por meio de um governo responsivo às questões multifacetadas da sociedade atual e que prima por tolerância, igualdade e justiça social.
O Conselho Federal de Fonoaudiologia zela pela atuação fonoaudiológica de qualidade, seja no contexto da área de saúde, para a realização do diagnóstico, seja junto à equipe de educação participando da formação dos educadores e da discussão do acompanhamento pedagógico destas crianças.
As dificuldades decorrentes destes transtornos de aprendizagem são persistentes e pervasivas, sendo um dos fatores determinantes do fracasso e do abandono escolar por parte de muitos estudantes. A escola é somente um dos contextos onde estas dificuldades graves se manifestam. Os transtornos funcionais acompanham toda a vida do indivíduo, com impactos inclusive em sua vida profissional e social.
Ressaltamos novamente que nem todo o fracasso escolar é decorrente da presença dos TFEs, e, aliás, estes são uma parcela minoritária (4%), contudo que merece atenção.  Enquanto houver crianças e jovens nesse país, impedidos de finalizar o ensino básico em decorrência do não atendimento e por que não, do não entendimento de suas demandas específicas no âmbito da aprendizagem, estaremos em falta profunda com a construção de uma sociedade digna e verdadeiramente inclusiva.

Fonte - http://www.saudecomdilma.com.br/index.php/2011/12/20/quero-aprender-preciso-de-ajuda/
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Fonoaudiologia na Estética facial e linhas (rugas) finas


A Fonoaudiologia tem sido nos últimos 28 anos uma área de atuação voltada para a pesquisa, promoção da saúde e qualidade de vida, sobretudo nas áreas de Linguagem, Voz, Audição, Motricidade Orofacial e Saúde Coletiva. Com a evolução desta ciência, novos campos de exercício profissional estão surgindo e se adaptando a modernidade, resultando em tratamentos cada vez mais interessantes e atualizados.

A mais recente abordagem terapêutica da Fonoaudiologia é a nova coqueluche de quem busca o rejuvenescimento facial de forma natural, sem cortes, sem intervenções cirúrgicas e sem traumas. A Fonoaudiologia Estética Facial, desenvolvida pelos fonoaudiólogos especialistas em Motricidade Orofacial traz de volta uma face harmoniosa, com a suavização de rugas e marcas de expressão.

Através da prática clínica, os fonoaudiólogos que atuam em motricidade notaram que ao modificar o uso da musculatura facial para corrigir distúrbios da mastigação, deglutição, respiração, sucção, postura e fala, produzia-se uma transformação significativa no aspecto facial. Pacientes antes com aparência flácida, olhar caído, lábios frouxos, entreabertos e rosto sem vida, passavam a apresentar uma face equilibrada, um rosto mais hidratado e o aspecto renovado, somados à reeducação e correção das funções orais.

A partir de então, iniciou-se no ano de 2002, um processo de pesquisa junto a outros profissionais da área médica e estética, buscando a compreensão destes "efeitos colaterais" tão bem vindos. Novos estudos, procedimentos e técnicas foram aprimorados e em 2008, foi reconhecida e aprovada pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, esta nova e estimulante abordagem de tratamento, a Fonoaudiologia Estética Facial com base na Motricidade Orofacial.
A abordagem terapêutica da Fonoaudiologia é voltada para quem busca rejuvenescimento facial
 Desta forma, me especializei em Motricidade Orofacial e aprimorei meus conhecimentos em Fonoaudiologia Estética Facial, para utilizar durante o tratamento técnicas de relaxamento, alongamento, massagem, tonificação e fortalecimento muscular, trazendo consciência e reeducação para uma utilização equilibrada dos músculos da face nas funções diárias.

A contração muscular excessiva e seu uso inadequado diminuirão com o tratamento, rugas e marcas de expressão serão amenizadas, a irrigação dos tecidos irá aumentar, assim como a drenagem das impurezas e a produção de colágeno, resultando numa face rejuvenescida.

Este é mais um recurso estético que se soma, com um diferencial importante: sem agulhas, cirurgias, ou processos químicos agressivos. A procura por esta nova abordagem terapêutica está crescendo consideravelmente, sobretudo por pessoas que se preocupam com a aparência e preferem procedimentos mais naturais. Os resultados são muito gratificantes, tanto na questão estética, como na elevação da autoestima e melhora na qualidade de vida.

E para começar a manter a pele saudável e prevenir o envelhecimento, aqui vão algumas dicas simples: - Use sempre o filtro solar fator 30, no rosto, pescoço e colo.

- Os óculos de sol evitam a contração dos olhos na mudança de luminosidade. - Água muito quente no banho afrouxa a pele.
- Nunca puxe o olho para baixo ao maquiar-se ou demaquilar-se, isso amolece o músculo dos olhos.
- Tomar muita água, 8 copos por dia seria o ideal.

Estas dicas associadas ao tratamento da Fonoaudiologia Estética Facial trarão mais saúde e bem estar, deixando sua auto estima revitalizada e pronta para novos desafios.

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Para refletir!!!

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Conte com um fonoaudiólogo em todos os momentos!

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Remédio para impotência pode causar surdez? Médicos dizem que sim!!!



viagra-300x223O Viagra e outras drogas similares para impotência já foram ligados a centenas de casos de surdez súbita no mundo todo. Após uma série de reclamações de americanos com problemas auditivos, médicos começaram a alertar sobre possíveis danos provocados pelos remédios à audição dos usuários.

Especialistas dos hospitais Charing Cross, Stoke Mandeville e Royal Marsden, no Reino Unido, estavam tão preocupados com as reivindicações que exigiram uma investigação oficial em três continentes. A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph".

Usuários na América, Ásia e Austrália foram questionados se sofreram perda auditiva logo após tomar as pílulas. Quarenta e sete casos de suspeita de perda auditiva neurossensorial - uma rápida perda de audição em um ou ambos os ouvidos - foram relacionadas ao Viagra e aos medicamentos Cialis e Levitra, sendo oito no Reino Unido.

No entanto, outras 223 notificações feitas nos EUA foram ignoradas devido à falta de detalhes. Os pesquisadores não sabem explicar de que maneira a pílula pode afetar a audição, mas desconfiam que as reações químicas que o remédio desencadeia podem provocar repercussões no ouvido interno.

A média de idade dos homens atingidos foi de 57 anos, embora dois dos envolvidos tivessem apenas 37, segundo o estudo. No entanto, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde, fiscalizadora de drogas do Reino Unido, disse que as queixas de perda auditiva vinculadas ao Viagra eram "extremamente raras".

Um porta-voz acrescentou que relatórios de uma reação adversa a um medicamento não provam que ele é o responsável. A pesquisa foi publicada na revista "The Laryngoscope".
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Autismo - Conscientização (Turma da Mônica)

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Fonoaudiologia X Afasia (Perda da fala)

Dicas fonoaudiológicas:



Perez-Ramos (1996) acredita que é necessária a participação do fonoaudiólogo como formador da equipe intermultidisciplinar, no sentido deste está somando melhorias para o atendimento precoce do afásico. E ao analisar esta importância, inclui-se as seguintes contribuições para esta prática:

a) Comunicação é importante para o paciente, e, embora ele não possa falar, deve manter sua vida social. Converse com ele naturalmente. Encoraje – o a responder, se possível, e quanto ele puder. Isto pode prevenir tendência natural de se tornar cada vez mais deprimido. Estimulação direta e tentativas contínuas de comunicação são extremamente importantes para o paciente; 

b) Faça perguntas diretas que requerem um simples "sim" ou " não" como resposta, em vez daquelas que requerem respostas complexas;
c) Não confunda o paciente com muita conversa inútil ou muita gente falando ao mesmo tempo;
d) Não responda pelo paciente se ele é capaz de fazê-lo sozinho. Inclua o paciente em conversas sociais;
e) Utilizar atividades de rotina para o treino de fala. A hora de vestir-se e de refeições são boas opornidades para encorajar tentativas de fala. Deixe o paciente pedir o que quer. Se ele não consegue diga-lhe a palavra. Ele pode dizer uma palavra corretamente, algumas vezes, e em outras ocasiões, não conseguir emitir esta mesma palavra. Este é um comportamento típico do paciente afásico.

Sugestões gerais para atividade de vida diária, de acordo com o mesmo autor:



a) Não super-proteja o paciente. Deixe-o fazer o que pode. Ajude-o a adquirir um sentimento de independência;
b) Enfatize as habilidades do paciente, não sua incapacidade, tanto nas áreas de linguagem como físicas. Encoraje o uso do braço não paralisado para escrever, comer e trabalhar;
c) Tente manter uma rotina diária bem planejada. Isto dará ao paciente algo a antecipar e fará com que ele se sinta mais seguro.
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Trabalho miofuncional na Paralisia Facial



A expressão facial é nosso principal meio de comunicação não verbal10. É como nos apresentamos ao mundo e como os outros distinguem nossas emocões. Através das máscaras fisionômicas, temos como resposta a justa inflexão da palavra4. A movimentação voluntária e o tônus da musculatura da boca revestem-se de extrema importância, quer na alimentação, quer na ingestão de líquidos. A perda dessa função acarreta dificuldades constrangedoras ao processo alimentar 17.

Jongkees (1985)18 relatou que um paciente sofrendo de paralisia desfigurante de sua face necessita cuidados, atenção e compreensão mais do que tratamentos químicos ou cirúrgicos, ao menos nos primeiros dias da doença, seguido pelo tratamento específico. Se considerarmos a paralisia facial como um sintoma, um sinal de alarme de que algo não vai bem, devemos ver mais além do que a face torta. O doente passa por dificuldade de expressar-se naturalmente. Ele não reconhece sua imagem no espelho15. De acordo com Charles Bell, em suas memórias póstumas, um paciente com paralisia facial fica desprovido de certas emoções e, à medida que começa a restabelecer sua mobilidade fisionômica, essas emoções começam a ressurgir4.

Vários tratamentos e terapias têm sido propostos como recursos paralelos ao tratamento médico5. Em 1971, Crouch8 sugeriu a estimulação dos lábios com massagens rápidas para melhorar a competência do fechamento labial. Chevalier et al.7 apresentaram em 1977 exercícios que englobariam a musculatura envolvida na paralisia facial periférica, e Fombeur et al (1978)12, do mesmo grupo, resumiram seus resultados. Em 1984, no V Simpósio Internacional sobre o nervo facial, vários trabalhos abordaram a importância do acompanhamento dos pacientes com paralisia facial, propondo exercícios, massagens, eletroterapia e eletromiobiofeedback2, 3, 6, 19, 22.

Em nosso meio, Guedes (1994)14 apresentou a contribuição fonoaudiológica no acompanhamento dos pacientes portadores de paralisia facial, com orientação de exercícios miofuncionais e massagens.

Irintchev & Wernig (1994)16 sugeriram que o grau de recuperação da função facial dependeria do tipo de lesão (neuropraxia, axonotmese ou neurotmese), duração do período de desnervação, conexões motoras e sensoriais (direcionamento das fibras), grau de reinervação (quantos axônios conseguiram crescer), e estado do músculo. Ou seja, se o músculo já estiver atrofiado, o resultado poderá não ser satisfatório. Segundo Papel (1989)21 e Fagan (1991)11 ocorre a perda de 50% da massa muscular ao cabo de 12 a 18 meses após a desnervação, enquanto Shumrick (1997)23 acredita que após 30 dias a fibra muscular diminuiu pela metade e não recupera seu tamanho original após a reinervação.

Portanto, o trabalho muscular é de suma importância na manutenção da atividade como tentativa de atraso da atrofia. Paralelamente os exercícios miofuncionais visam acelerar o retorno dos movimentos e da função da musculatura mímica, contribuindo para o restabelecimento do equilíbrio da identidade do indivíduo. Optamos pela abordagem miofuncional no trabalho da paralisia facial periférica por acreditarmos que esta leva o indivíduo a trabalhar sua fisionomia original, de forma controlada e simétrica, não somente a musculatura isolada da função.

O trabalho miofuncional tem como proposta exercitar a musculatura da face em casos de paralisia facial de qualquer origem, ou seja, tanto nos casos em que ocorreu secção do nervo (quando há a previsão de regeneração) ou após reconstituição, como nos casos de edema.

Intervenção de acordo com a fase de evolução da doença.

Fase flácida

O trabalho fonoaudiológico inicia-se na primeira visita, onde a avaliação acontece concomitantemente às orientações dos exercícios13. Considerando-se que a maioria dos pacientes refere interferências importantes da simetria e fisionomia no desempenho pessoal nas diferentes áreas, a orientação aborda temas como vida social e profissional, com a intenção de motivá-los e estimulá-los, e quando necessário, faz-se o encaminhamento para avaliação do ponto de vista psicológico. Os olhos, durante a paralisia facial suprageniculada, sofrem a falta do lacrimejamento, e ainda a falta do reflexo do piscamento. Com isso, a necessidade constante de proteção e lubrificação ocular deve ser reforçada.

A avaliação tem como objetivo identificar a musculatura envolvida. Além da observação das estruturas no repouso, identifica-se a posição da pálpebra inferior, a continuidade de rugas na testa, o desvio de filtro labial, o apagamento da rima naso-labial, queda de asa nasal e comissura labial, bem como os movimentos envolvidos na avaliação, a saber: elevação e contração da testa, fechamento natural e forçado dos olhos, elevação do nariz, protrusão e retração labial, competência para o fechamento labial e de sucção.

Na fase inicial da paralisia, basicamente flácida, com pouco ou nenhum esboço de movimento, o trabalho consiste em exercícios isométricos com massagens indutoras1 no sentido do movimento, na hemiface paralisada. As massagens, sempre indutoras, devem ser exclusivamente manuais, lentas e simétricas, com pressão profunda. O efeito circulatório eleva o metabolismo celular e estimula o trofismo muscular. Elas também estimulam os receptores proprioceptivos, preservando o esquema corporal da face3.

Além dos exercícios, existe a preocupação quanto ao processo de alimentação. Sabemos que a incompetência labial, associada à hipofunção de bucinador em manter o bolo alimentar entre as arcadas, impede a mastigação efetiva. Além disso, o fato da falta de participação do bucinador na limpeza do vestíbulo oral lateral também prejudica o processo alimentar. Por isso, no início do tratamento orientamos o paciente a fazer a lateralização, cuidando para que a ausência de lateralização não se perpetue. Caso a paralisia perdure, é realizado trabalho específico de mastigação para melhorar a identidade intraoral e possibilitar a adequação da função, não propriamente visando força de mastigação, pois o músculo masseter e o músculo temporal não são inervados pelo nervo facial, e sim pelo nervo trigêmio.

O prognóstico na fase flácida está diretamente relacionado ao tempo de evolução da paralisia, ou seja, quanto antes ocorrer a intervenção fonoaudiológica, melhor a chance de recuperação funcional.

Fase das seqüelas

A falta de recuperação completa até o terceiro mês após a instalação da paralisia sugere um envolvimento de grau severo de muitas fibras do nervo. Após uma lesão que levou à degeneração walleriana, a regeneração implica em crescimento axonal, que nem sempre acompanha o direcionamento original, e que se faz em "brotos", ocasionando o aumento do número de axônios16.

Nesses casos, após a fase flácida, as fibras que antes tinham destinos específicos, por perderem o endoneuro e eventualmente o perineuro, crescem aleatoriamente, levando às sincinesias. Além disso, cada brotamento de axônio irá inervar a musculatura que sofreu perda de massa e tamanho de fibra, por desnervação (atrofia em algum grau), levando à contratura20.

Schram e Burres (1984)22 relataram que o programa de reabilitação na Universidade de Zurich é baseado no princípio da "plasticidade" da inervação supranuclear e permite ao paciente a reprogramação do controle da motricidade facial. A harmonia da programação da inervação supranuclear com novos padrões de inervação periférica traz a melhor utilização da musculatura. Devriese (1984)9, sugere a conscientização e a mímica como auxiliares no trabalho das seqüelas.

Para contornar as seqüelas, realizamos a identificação dos movimentos associados e trabalhamos sua dissociação. Paralelamente, usamos técnicas passivas e ativas de alongamento da musculatura contraída em repouso. O relaxamento e os exercícios isotônicos contribuem para melhorar a elasticidade da musculatura contraída.

Para a dissociação dos movimentos com sincinesia, usamos exercícios que visam a utilização independente de um grupo muscular enquanto o outro está sendo usado em outra função. Por exemplo, pedimos a protrusão labial enquanto o paciente deve fechar e abrir os olhos; a seguir, ele deve retrair as comissuras num sorriso, e fechar e abrir os olhos novamente.

Segundo Barat (1984)3, o treino neuromuscular pressupõe um longo processo que abrange um estágio passivo e outro ativo, onde o paciente é o responsável pelo treinamento e só o tempo auxiliará nas conquistas com os exercícios para a sua vida diária.

Todos os exercícios devem ser acompanhados de orientação minuciosa sobre a necessidade do controle voluntário do paciente. Sem a conscientização, ou seja, a conexão do sistema nervoso central durante o exercício, o resultado não alcança seu objetivo de reprogramação. O prognóstico na fase das sequelas não está relacionado ao tempo de evolução da paralisia, mas ao grau de conscientização do paciente. Em alguns casos, apesar da conscientização do paciente e de sua efetiva colaboração, podemos encontrar um prognóstico reservado devido ao grau avançado de contratura e limitação da reinervação.


Fonte: http://paralisiafacial.chakalat.net/2011/10/trabalho-miofuncional-na-paralisia.html
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Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade – Entrevista do Dr. Eduardo Mutarelli ao programa “Mais Você”, no dia 28 de novembro de 2011

No dia 28 de novembro de 2011 o programa “Mais Você”, da rede Globo de Televisão, realizou uma entrevista com o Dr. Eduardo Mutarelli, abordando o tema “transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH)”, no qual o médico põe em dúvida a existência dessa condição.
Em primeiro lugar, é importante lembrar que o TDAH é um transtorno reconhecido pela Organização Mundial de Saúde – órgão internacional máximo nas questões relativas à saúde pública, e incluído na Classificação Internacional das Doenças (CID-10) e pela Associação Americana de Psiquiatria através do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV).
Existem milhares de artigos científicos publicados em revistas indexadas abordando e comprovando a sua existência, inclusive com participação de centros de pesquisa de excelência como o National Institute of Mental Health dos Estados Unidos. Será que todos os médicos e pesquisadores envolvidos na publicação desses artigos criaram essa entidade que, com diferentes denominações, é reconhecida pela comunidade médica há mais de um século?
Se algum colega têm evidências ou opiniões que divergem do consenso científico atual, deveria procurar meios mais adequados para discutí-los como, por exemplo, a publicação de sua opinião em um periódico científico indexado e respeitado. Acreditamos que, além disso, a produção do programa desrespeitou a classe médica, os pacientes e seus familiares, ao fazer um jornalista se passar por doente, incentivando o comportamento de mentir e enganar o médico, apenas com intuito de demonstrar que os transtornos mentais são diagnosticados baseando-se em um conjunto de dados clínicos, ou seja, não existem exames complementares capazes de comprová-los. Acontece que isso ocorre não somente com o TDAH, mas com todos os transtornos psíquicos, como por exemplo depressão, transtornos de ansiedade, transtornos fóbicos, etc. O diagnóstico é clínico.
O médico entrevistado se posiciona contrário ao uso do medicamento devido ao fato de que os critérios utilizados para o diagnóstico serem frequentemente encontrados na população. De acordo com esse raciocínio, indivíduos com depressão também não deveriam tomar antidepressivos, haja vista que tristeza também é um sintoma muito comum. Mais uma vez perdeu-se uma oportunidade importante de esclarecer o público leigo, com relação ao fato desses diagnósticos serem feitos com a premissa básica de sua intensidade, ou seja, baseando-se no impacto na vida dos acometidos.
Todos os médicos sabem que os tratamentos medicamentosos podem ter efeitos indesejáveis e por isso pesam benefícios e malefícios em cada caso, mas incentivar familiares a não utilizarem medicamentos prescritos por médicos é uma atitude irresponsável de profissionais que trabalham num dos principais veículos de comunicação do nosso país. Essa atitude poderá trazer graves prejuízos a diversos pacientes. Os profissionais do programa “Mais Você” deveriam ter a preocupação de informar a população de modo mais adequado, sem criar sensacionalismo. Se existe excesso de diagnóstico ou se existe excesso de tratamento medicamentoso, isso pode e deve ser abordado de modo mais adequado. A diretoria da SBNI conclama seus associados a enviarem um e-mail para o programa “Mais Você” da Rede Globo de Televisão, externando seu pensamento. Os membros da SBNI devem contribuir para que a nossa especialidade e assuntos ligados a ela sejam respeitados.


Dr. Luiz Celso P. Vilanova
Presidente da SBNI – gestão 2012 / 2013

Fonte : http://www.sbni.com.br/blogs/1/9/parecer-da-sbni-sobre-entrevista
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O que esperar depois do tratamento da VPPB?



Ás vezes o motivo pelo qual as pessoas se sentem tontas ou como se estivessem 
girando, é a presença de pequenos cristais que temos dentro da orelha interna que 
caem em uma parte desta da qual eles não pertencem. Se esta é a razão pela qual 
você está se sentindo tonto, o Fonoaudiólogo pode realizar algumas “manobras de 
reposição canalítica” – as quais envolvem girar sua cabeça em algumas direções 
enquanto você estiver deitado – para  poder colocar os cristais aonde eles 
pertencem. Geralmente apenas uma manobra é necessária. Algumas vezes a 
manobra é realizada mais de uma vez ou até mesmo diversas vezes para obter 
melhores resultados. Existem situações em que os cristais ficam “presos” e não 
voltam para o lugar que eles pertencem na mesma velocidade com que eles 
deveriam. Se este for o caso, o Fisioterapeuta pode usar um aparelho que produz 
vibração durante as manobras de reposicionamento para tentar soltar estes cristais 
que estavam presos e fazer com que eles se movimentem. 


COMO VOU SABER SE O TRATAMENTO ESTÁ FUNCIONANDO?



Você irá saber que o tratamento está funcionando simplesmente porque os 
movimentos que antes faziam com que você se sentisse tonto(a) serão melhor 
tolerados. Se após alguns dias você continuar com tonturas ou sentir que está 
girando, então o Fonoaudiólogo irá decidir se realizará as manobras novamente. 
Pesquisas mostram que manobras de reposição canalítica são eficazes em 80-90% 
dos casos. Depois das manobras você pode se  sentir enjoado(a), tonto(a) ou se 
sentir mais desequilibrado(a) que antes. Estes sintomas podem durar por horas. No 
dia das manobras evite atividades de risco, isto é, aquelas que coloquem você em 
risco de cair. Seu Fonoaudiólogo eventualmente poderá lhe prescrever alguns 
exercícios para realizar em casa para melhorar seu equilíbrio e a tontura que pode 
permanecer. 


O QUE MAIS DEVO FAZER APÓS O TRATAMENTO?



Por muitas horas você não poderá mover sua cabeça rapidamente ou movimentá-la 
para cima (ex: olhar para o céu) ou movimentá-la para baixo (ex: olhar para seus 
sapatos, pegar algo do chão). Você pode dormir em qualquer posição que escolher 
neste dia. No dia seguinte você DEVE continuar com suas atividades normalmente 
e movimentar sua cabeça normalmente dentro do possível. Isto fará com que você 
se recupere mais rápido e até lá, girar a cabeça não vai fazer com que o problema 
volte.


A TONTURA PODE VOLTAR?



Nos três primeiros anos após o tratamento, os sintomas retornam em 30% das 
pessoas que tiveram VPPB. Se isto acontecer, você deve contatar o Fonoaudiólogo. 
Se ele(a) achar que os cristais saíram fora do lugar, talvez eles realizem as 
manobras novamente. Pesquisas mostram que o melhor tratamento são as 
manobras, e elas podem ser funcionar diversas vezes, algumas vezes mais rápido, 
outras mais devagar. Se a tontura voltar e os cristais estiverem em lugar diferente, 
uma manobra diferente poderá ser realizada. Você NUNCA deve tentar colocar 
seus cristais no lugar por si próprio, a não ser que o Fisioterapeuta decida que você 
deva realizar sozinho e lhe mostre como realizar. Fazer as manobras sozinho pode 
piorar seu estado. 
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Tontura causada por ansiedade!



É comum a tontura vir acompanhada de ansiedade. Se alguém está com ansiedade, 
a tontura pode ocorrer. Por outro lado, a tontura pode levar à um processo de 
ansiedade. O sistema vestibular é responsável pela sensação do posicionamento do 
corpo no espaço. Ele é composto pela orelha interna de ambos os lados, áreas 
específicas do cérebro e nervos que  fazem esta conexão. Este sistema é 
responsável pela sensação de tontura quando alguma coisa não está certa. Alguns 
cientistas acreditam que esta área interage com outras áreas do cérebro que são 
responsáveis pela ansiedade, causando então, ambos os sintomas. 
A tontura que acompanha ansiedade é normalmente descrita como sensação de 
atordoamento ou sensação de estar enjoado(a). Pode existir uma sensação de estar 
girando. Você também pode sentir que está oscilando mesmo estando parado(a). 
Lugares como mercados, shoppings ou espaços grandes ao ar livre podem causar 
sensação de desequilíbrio. Estes sintomas são causados por mudanças físicas 
legítimas dentro do cérebro. Se existir uma anormalidade no sistema vestibular, a 
tontura pode ser o resultado. Se já houver uma tendência para a ansiedade, a 
tontura proveniente do sistema vestibular e a ansiedade podem interagir e tornar os 
sintomas piores. Normalmente a ansiedade e a tontura são tratadas em conjunto 
visando uma melhora.  

Cientistas estão começando a entender melhor como a tontura e a ansiedade estão 
relacionadas, e algumas idéias de tratamento estão sendo desenvolvidas. Existem 
alguns Fonoaudiólogos experientes que estão tratando  pacientes com ansiedade e 
tontura com sucesso. 
O foco da terapia é fazer com que o sistema vestibular trabalhe o melhor possível, 
reduzindo os sintomas de tontura causada por ambientes que levam o paciente a se 
sentir ansiosos. Os pacientes aprendem  a desenvolver estratégias para lidar com a 
tontura e controlar os sintomas através da  exposição. Exposição é provocar os 
sintomas associados à atividade realizada, iniciando em doses pequenas, com 
descanso entre elas. Através do entendimento de como o sistema vestibular 
funciona e em quais situações e quais movimentos que provocam sua tontura, 
você vai aprender a lidar melhor com a situação.

Existe alguma coisa que pode ser feita? 
Além de tratar a componente tontura, a componente ansiedade talvez possa 
requerer tratamento medicamentoso. A grande parte do tratamento da ansiedade é 
realizada através de aconselhamento psicológico, terapia comportamental e 
medicação. O médico pode recomendar uso de medicação por tempo limitado, 
para que então a ansiedade seja mais bem controlada, tornando desta forma a 
Fonoterapia mais tolerável. 


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Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB). Porque foi acontecer comigo?



Se você teve o diagnóstico de vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) 
você pode ter questões como: “Porque isto foi acontecer comigo?” ou “Posso 
voltar a ter?”  
VPPB é uma forma comum de tontura, afetando no mínimo 9 de 100 indivíduos da 
terceira idade. Mas o que causa este problema? Como que estes cristais foram 
parar dentro da minha orelha interna? 
Uma camada de cristais de carbonato de cálcio é naturalmente localizada em uma 
parte da orelha interna. A VPPB acontece quando parte destes materiais, ou 
cristais de cálcio, se soltam e caem em outra área – dentro dos canais 
semicirculares. Quando isto acontece, movimentos normais como ir de um lado 
para o outro na cama, resultam em tontura ou vertigem. 
Os cristais saem do lugar por diversas  razões. A VPPB pode ocorrer seguida de 
uma infecção da orelha interna ou febre. Uma concussão, movimento de “chicote” 
da cabeça ou uma pancada da cabeça, podem fazer com que os cristais saiam e 
fiquem circulando livremente dentro dos canais semicirculares. A VPPB também 
pode estar associada a outras doenças do labirinto como doença de Ménière e 
migrânea. Outras vezes a causa é desconhecida e parece ser apenas processo 
normal de envelhecimento. Vêm sendo sugerido que a VPPB pode acontecer em 
diversos membros da mesma família. O importante é que, não importa a causa, a 
VPPB é tratável.  
Mesmo o tratamento da VPPB ser muito efetivo, pode haver recorrência em 
aproximadamente 15 de 100 pessoas a cada ano. Algumas pessoas relatam que 
conseguem predizer os sintomas, possivelmente com a mudança do tempo ou da 
estação. Dentro de três anos, é estimado que 50% das pessoas experimentem os 
sintomas da VPPB novamente. Se você teve um trauma na cabeça e isto causou a 
sua VPPB, então a chance de retornar os sintomas é ainda maior. 
Você pode prevenir a VPPB de acontecer de novo? Pelo fato de não sabermos ao 
certo a causa da VPPB, não é possível saber como preveni-la. Freqüentemente as 
pessoas perguntam se existe algum medicamento para a VPPB. Infelizmente não 
existe nenhum medicamento que tenha provado benefício, pelo contrário, pode 
causar mais problemas que benefícios. Então saiba que sua VPPB pode voltar, mas 
saiba reconhecer os sintomas e seguir os passos adequados para se manter seguro e 
encontrar ajuda para resolver o problema rapidamente. 

Se o seu médico ou outro profissional da saúde tiver alguns questionamentos sobre 
a VPPB, as melhores fontes que você  pode compartilhar com ele são os novos 
guidelines que estão listados logo abaixo 1, 2: 
1. Bhattacharyya N , Baugh RF, Orvidas L BD, Bronston LJ, Cass S,Chalian 
AA,Desmond AL ,Earll JM , Fife TD, Fuller DC,Judge JO ,Mann NR ,Rosenfeld 
RM ,Schuring LT, Steiner RW,Whitney SL ,Haidari J, 
American Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery Foundation ,. 
Clinical practice guideline: benign paroxysmal positional vertigo. Otolaryngol 
Head Neck Surg 2008;139:S47-81. 
2. Fife TD, Iverson DJ, Lempert T, et al. Practice parameter: therapies for benign 
paroxysmal positional vertigo (an evidence-based review): report of the Quality 
Standards Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology 
2008;70:2067-74. 
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Ceceio anterior! O que significa isso? Você fala como o Lula, ex presidente?


Com certeza você já ouviu falar em "língua presa". Quando o presidente Lula assumiu este tema    rondou vários artigos. Hoje gostaria de retomar este assunto.
   Na verdade, o que as pessoas chamam de língua presa tem o nome de ceceio. O ceceio é uma    distorção na fala em decorrência de uma alteração na postura da língua que se projeta entre os    dentes ou se apóia nestes. A projeção pode ser anterior ou lateral e ocorre principalmente na    produção dos fonemas /s/ e /z/. Pode estar relacionada ao tônus (força) da língua ou a maus    hábitos como chupar dedo ou chupeta e alimentação muito pastosa e mole para a idade.
   Caso o tônus e/ou a postura da língua não sejam trabalhados esta projeção continuará a existir    inclusive nos adultos. Alguns casos podem melhorar com o desenvolvimento da mandíbula    que pode acomodar melhor a língua. Às vezes esta projeção pode também alterar a arcada    dentária (como já mencionei no artigo de dezembro de 2004).
   Sei que muitos não dão importância a isto, mas para pessoas que pensam em trabalhar em    profissões em que a fala é um instrumento importante e apresentam ceceio é necessário    procurar por atendimento já que em geral para quem está ouvindo às vezes a alteração chama    mais atenção do que o que está sendo dito seja pela língua que aparece entre os dentes quanto    pelo chiado na fala.
   Apesar do visual chamar bastante atenção, no rádio e no telefone o escape de ar vai direto para    o microfone e pode até ressaltá-lo. Caso haja dúvida do quanto este ceceio interfere na clareza    da fala um bom recurso é gravar-se falando espontaneamente. O chiado certamente aparecerá.
   O tratamento fonoaudiológico para o ceceio é através de exercícios que devem ser feitos todos    os dias. A dedicação é fator fundamental para que o tratamento tenha resultado já que os    exercícios melhorarão a força da musculatura e a posição da língua.
   O tempo de tratamento depende de diversos fatores e às vezes com uma pequena melhora a    pessoa acha que não precisa mais do atendimento e o abandona. Esta atitude só acarretará na    necessidade de uma nova intervenção. Qualquer dúvida sempre deve ser discutida com o    fonoaudiólogo. Apenas o profissional poderá dizer quando é o momento da alta.
   Gostaria de lembrar aos mais envergonhados que o fonoaudiólogo trabalha com pessoas de    todas as idades, inclusive adultos. Então, não tenha vergonha de procurar um profissional se o    ceceio te incomoda.

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O Fonoaudiólogo é o profissional que atua em prevenção, avaliação e terapia, habilitando ou reabilitando pacientes na área da comunicação oral e escrita, voz e audição, bem como no aperfeiçoamento dos padrões de fala.
Para que haja um bom desenvolvimento de fala e uma comunicação eficaz no âmbito interpessoal, é preciso que exista uma harmonia entre as estruturas responsáveis pela articulação de palavras.
O distúrbio articulatório caracteriza-se pela emissão incorreta e/ ou ausência dos sons (fonemas) de sua língua (SPINELLI; MASSARI e TRENCHE, 1999).
A amamentação no seio beneficia a criança não só em relação ao aspecto nutritivo proporcionando o desenvolvimento físico e neuropsicomotor, mas também estimula o padrão nasal da respiração, estimula também os músculos que participam da fala e das funções de alimentação (sucção, mastigação e deglutição), conseqüentemente estimulando um padrão de fala correto (TELES e NASCIMENTO, 2003).
Para considerar que a criança tenha distúrbio articulatório devemos respeitar a idade da mesma, pois existe uma ordem cronológica do aparecimento dos fonemas na criança dependendo de sua idade.
Existem fonemas esperados para cada idade, dos 18 meses aos 2 anos e meio a criança deve produzir os seguintes fonemas: b, m, p, t, d, n, k, g, nh; e de 3 anos aos 4 anos: x, ch, j, l, lh, r, e tem poucos erros articulatórios; aos 5 e 6 anos de idade começa a fazer encontros com consoantes e começa a enriquecer seu vocabulário, emite praticamente todos os fonemas de sua língua (CUPELLO, 2003).
Existem vários tipos de distúrbio articulatório, que podem ser classificados em:
Omissão: quando o som não é produzido onde deveria ocorrer, tornando-se ausente esse som; Substituição: quando o som é substituído por outro; Distorção: quando a produção do fonema assemelha-se a emissão correta, porém com certa distorção; Inversão: quando a ordem dos fonemas se encontra alteradas, num mesmo vocabulário; Inserção: quando um som (fonema) é inserido no vocábulo.
O tratamento do Distúrbio Articulatório é realizado pelo Fonoaudiólogo, e o principal foco do tratamento é saber a causa e o tipo. A motivação do paciente é essencial junto com a colaboração da família. Se você anda percebendo que seu filho fala errado, e já está na idade de pronunciar todas as palavras corretamente, procure o FONOAUDIÓLOGO!
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1º CONGRESSO BRASILEIRO DE MOTRICIDADE OROFACIAL

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Por dentro do cérebro - Dr Paulo Niemeyer Filho / Neurocirurgião


Parte da entrevista da revista PODER, ao neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, abaixo, quando lhe foi perguntado:


O que fazer para melhorar o cérebro ?
Resposta:

Vc. tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?


PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?


PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?


PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?


PN: O exagero.
Na bebida, nas drogas, na comida.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra.
É muito difícil um cérebro muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?


PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?


PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?


PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

Você acredita em Deus?


PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz:

"Ele está salvo".

Aí, a família olha pra você e diz:


"Graças a Deus!".

Então, a gente acredita que não fomos apenas nós!




"A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim"...
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Vem comigo!

A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
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