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O que esperar depois do tratamento da VPPB?



Ás vezes o motivo pelo qual as pessoas se sentem tontas ou como se estivessem 
girando, é a presença de pequenos cristais que temos dentro da orelha interna que 
caem em uma parte desta da qual eles não pertencem. Se esta é a razão pela qual 
você está se sentindo tonto, o Fonoaudiólogo pode realizar algumas “manobras de 
reposição canalítica” – as quais envolvem girar sua cabeça em algumas direções 
enquanto você estiver deitado – para  poder colocar os cristais aonde eles 
pertencem. Geralmente apenas uma manobra é necessária. Algumas vezes a 
manobra é realizada mais de uma vez ou até mesmo diversas vezes para obter 
melhores resultados. Existem situações em que os cristais ficam “presos” e não 
voltam para o lugar que eles pertencem na mesma velocidade com que eles 
deveriam. Se este for o caso, o Fisioterapeuta pode usar um aparelho que produz 
vibração durante as manobras de reposicionamento para tentar soltar estes cristais 
que estavam presos e fazer com que eles se movimentem. 


COMO VOU SABER SE O TRATAMENTO ESTÁ FUNCIONANDO?



Você irá saber que o tratamento está funcionando simplesmente porque os 
movimentos que antes faziam com que você se sentisse tonto(a) serão melhor 
tolerados. Se após alguns dias você continuar com tonturas ou sentir que está 
girando, então o Fonoaudiólogo irá decidir se realizará as manobras novamente. 
Pesquisas mostram que manobras de reposição canalítica são eficazes em 80-90% 
dos casos. Depois das manobras você pode se  sentir enjoado(a), tonto(a) ou se 
sentir mais desequilibrado(a) que antes. Estes sintomas podem durar por horas. No 
dia das manobras evite atividades de risco, isto é, aquelas que coloquem você em 
risco de cair. Seu Fonoaudiólogo eventualmente poderá lhe prescrever alguns 
exercícios para realizar em casa para melhorar seu equilíbrio e a tontura que pode 
permanecer. 


O QUE MAIS DEVO FAZER APÓS O TRATAMENTO?



Por muitas horas você não poderá mover sua cabeça rapidamente ou movimentá-la 
para cima (ex: olhar para o céu) ou movimentá-la para baixo (ex: olhar para seus 
sapatos, pegar algo do chão). Você pode dormir em qualquer posição que escolher 
neste dia. No dia seguinte você DEVE continuar com suas atividades normalmente 
e movimentar sua cabeça normalmente dentro do possível. Isto fará com que você 
se recupere mais rápido e até lá, girar a cabeça não vai fazer com que o problema 
volte.


A TONTURA PODE VOLTAR?



Nos três primeiros anos após o tratamento, os sintomas retornam em 30% das 
pessoas que tiveram VPPB. Se isto acontecer, você deve contatar o Fonoaudiólogo. 
Se ele(a) achar que os cristais saíram fora do lugar, talvez eles realizem as 
manobras novamente. Pesquisas mostram que o melhor tratamento são as 
manobras, e elas podem ser funcionar diversas vezes, algumas vezes mais rápido, 
outras mais devagar. Se a tontura voltar e os cristais estiverem em lugar diferente, 
uma manobra diferente poderá ser realizada. Você NUNCA deve tentar colocar 
seus cristais no lugar por si próprio, a não ser que o Fisioterapeuta decida que você 
deva realizar sozinho e lhe mostre como realizar. Fazer as manobras sozinho pode 
piorar seu estado. 
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Tontura causada por ansiedade!



É comum a tontura vir acompanhada de ansiedade. Se alguém está com ansiedade, 
a tontura pode ocorrer. Por outro lado, a tontura pode levar à um processo de 
ansiedade. O sistema vestibular é responsável pela sensação do posicionamento do 
corpo no espaço. Ele é composto pela orelha interna de ambos os lados, áreas 
específicas do cérebro e nervos que  fazem esta conexão. Este sistema é 
responsável pela sensação de tontura quando alguma coisa não está certa. Alguns 
cientistas acreditam que esta área interage com outras áreas do cérebro que são 
responsáveis pela ansiedade, causando então, ambos os sintomas. 
A tontura que acompanha ansiedade é normalmente descrita como sensação de 
atordoamento ou sensação de estar enjoado(a). Pode existir uma sensação de estar 
girando. Você também pode sentir que está oscilando mesmo estando parado(a). 
Lugares como mercados, shoppings ou espaços grandes ao ar livre podem causar 
sensação de desequilíbrio. Estes sintomas são causados por mudanças físicas 
legítimas dentro do cérebro. Se existir uma anormalidade no sistema vestibular, a 
tontura pode ser o resultado. Se já houver uma tendência para a ansiedade, a 
tontura proveniente do sistema vestibular e a ansiedade podem interagir e tornar os 
sintomas piores. Normalmente a ansiedade e a tontura são tratadas em conjunto 
visando uma melhora.  

Cientistas estão começando a entender melhor como a tontura e a ansiedade estão 
relacionadas, e algumas idéias de tratamento estão sendo desenvolvidas. Existem 
alguns Fonoaudiólogos experientes que estão tratando  pacientes com ansiedade e 
tontura com sucesso. 
O foco da terapia é fazer com que o sistema vestibular trabalhe o melhor possível, 
reduzindo os sintomas de tontura causada por ambientes que levam o paciente a se 
sentir ansiosos. Os pacientes aprendem  a desenvolver estratégias para lidar com a 
tontura e controlar os sintomas através da  exposição. Exposição é provocar os 
sintomas associados à atividade realizada, iniciando em doses pequenas, com 
descanso entre elas. Através do entendimento de como o sistema vestibular 
funciona e em quais situações e quais movimentos que provocam sua tontura, 
você vai aprender a lidar melhor com a situação.

Existe alguma coisa que pode ser feita? 
Além de tratar a componente tontura, a componente ansiedade talvez possa 
requerer tratamento medicamentoso. A grande parte do tratamento da ansiedade é 
realizada através de aconselhamento psicológico, terapia comportamental e 
medicação. O médico pode recomendar uso de medicação por tempo limitado, 
para que então a ansiedade seja mais bem controlada, tornando desta forma a 
Fonoterapia mais tolerável. 


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Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB). Porque foi acontecer comigo?



Se você teve o diagnóstico de vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) 
você pode ter questões como: “Porque isto foi acontecer comigo?” ou “Posso 
voltar a ter?”  
VPPB é uma forma comum de tontura, afetando no mínimo 9 de 100 indivíduos da 
terceira idade. Mas o que causa este problema? Como que estes cristais foram 
parar dentro da minha orelha interna? 
Uma camada de cristais de carbonato de cálcio é naturalmente localizada em uma 
parte da orelha interna. A VPPB acontece quando parte destes materiais, ou 
cristais de cálcio, se soltam e caem em outra área – dentro dos canais 
semicirculares. Quando isto acontece, movimentos normais como ir de um lado 
para o outro na cama, resultam em tontura ou vertigem. 
Os cristais saem do lugar por diversas  razões. A VPPB pode ocorrer seguida de 
uma infecção da orelha interna ou febre. Uma concussão, movimento de “chicote” 
da cabeça ou uma pancada da cabeça, podem fazer com que os cristais saiam e 
fiquem circulando livremente dentro dos canais semicirculares. A VPPB também 
pode estar associada a outras doenças do labirinto como doença de Ménière e 
migrânea. Outras vezes a causa é desconhecida e parece ser apenas processo 
normal de envelhecimento. Vêm sendo sugerido que a VPPB pode acontecer em 
diversos membros da mesma família. O importante é que, não importa a causa, a 
VPPB é tratável.  
Mesmo o tratamento da VPPB ser muito efetivo, pode haver recorrência em 
aproximadamente 15 de 100 pessoas a cada ano. Algumas pessoas relatam que 
conseguem predizer os sintomas, possivelmente com a mudança do tempo ou da 
estação. Dentro de três anos, é estimado que 50% das pessoas experimentem os 
sintomas da VPPB novamente. Se você teve um trauma na cabeça e isto causou a 
sua VPPB, então a chance de retornar os sintomas é ainda maior. 
Você pode prevenir a VPPB de acontecer de novo? Pelo fato de não sabermos ao 
certo a causa da VPPB, não é possível saber como preveni-la. Freqüentemente as 
pessoas perguntam se existe algum medicamento para a VPPB. Infelizmente não 
existe nenhum medicamento que tenha provado benefício, pelo contrário, pode 
causar mais problemas que benefícios. Então saiba que sua VPPB pode voltar, mas 
saiba reconhecer os sintomas e seguir os passos adequados para se manter seguro e 
encontrar ajuda para resolver o problema rapidamente. 

Se o seu médico ou outro profissional da saúde tiver alguns questionamentos sobre 
a VPPB, as melhores fontes que você  pode compartilhar com ele são os novos 
guidelines que estão listados logo abaixo 1, 2: 
1. Bhattacharyya N , Baugh RF, Orvidas L BD, Bronston LJ, Cass S,Chalian 
AA,Desmond AL ,Earll JM , Fife TD, Fuller DC,Judge JO ,Mann NR ,Rosenfeld 
RM ,Schuring LT, Steiner RW,Whitney SL ,Haidari J, 
American Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery Foundation ,. 
Clinical practice guideline: benign paroxysmal positional vertigo. Otolaryngol 
Head Neck Surg 2008;139:S47-81. 
2. Fife TD, Iverson DJ, Lempert T, et al. Practice parameter: therapies for benign 
paroxysmal positional vertigo (an evidence-based review): report of the Quality 
Standards Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology 
2008;70:2067-74. 
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Ceceio anterior! O que significa isso? Você fala como o Lula, ex presidente?


Com certeza você já ouviu falar em "língua presa". Quando o presidente Lula assumiu este tema    rondou vários artigos. Hoje gostaria de retomar este assunto.
   Na verdade, o que as pessoas chamam de língua presa tem o nome de ceceio. O ceceio é uma    distorção na fala em decorrência de uma alteração na postura da língua que se projeta entre os    dentes ou se apóia nestes. A projeção pode ser anterior ou lateral e ocorre principalmente na    produção dos fonemas /s/ e /z/. Pode estar relacionada ao tônus (força) da língua ou a maus    hábitos como chupar dedo ou chupeta e alimentação muito pastosa e mole para a idade.
   Caso o tônus e/ou a postura da língua não sejam trabalhados esta projeção continuará a existir    inclusive nos adultos. Alguns casos podem melhorar com o desenvolvimento da mandíbula    que pode acomodar melhor a língua. Às vezes esta projeção pode também alterar a arcada    dentária (como já mencionei no artigo de dezembro de 2004).
   Sei que muitos não dão importância a isto, mas para pessoas que pensam em trabalhar em    profissões em que a fala é um instrumento importante e apresentam ceceio é necessário    procurar por atendimento já que em geral para quem está ouvindo às vezes a alteração chama    mais atenção do que o que está sendo dito seja pela língua que aparece entre os dentes quanto    pelo chiado na fala.
   Apesar do visual chamar bastante atenção, no rádio e no telefone o escape de ar vai direto para    o microfone e pode até ressaltá-lo. Caso haja dúvida do quanto este ceceio interfere na clareza    da fala um bom recurso é gravar-se falando espontaneamente. O chiado certamente aparecerá.
   O tratamento fonoaudiológico para o ceceio é através de exercícios que devem ser feitos todos    os dias. A dedicação é fator fundamental para que o tratamento tenha resultado já que os    exercícios melhorarão a força da musculatura e a posição da língua.
   O tempo de tratamento depende de diversos fatores e às vezes com uma pequena melhora a    pessoa acha que não precisa mais do atendimento e o abandona. Esta atitude só acarretará na    necessidade de uma nova intervenção. Qualquer dúvida sempre deve ser discutida com o    fonoaudiólogo. Apenas o profissional poderá dizer quando é o momento da alta.
   Gostaria de lembrar aos mais envergonhados que o fonoaudiólogo trabalha com pessoas de    todas as idades, inclusive adultos. Então, não tenha vergonha de procurar um profissional se o    ceceio te incomoda.

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O Fonoaudiólogo é o profissional que atua em prevenção, avaliação e terapia, habilitando ou reabilitando pacientes na área da comunicação oral e escrita, voz e audição, bem como no aperfeiçoamento dos padrões de fala.
Para que haja um bom desenvolvimento de fala e uma comunicação eficaz no âmbito interpessoal, é preciso que exista uma harmonia entre as estruturas responsáveis pela articulação de palavras.
O distúrbio articulatório caracteriza-se pela emissão incorreta e/ ou ausência dos sons (fonemas) de sua língua (SPINELLI; MASSARI e TRENCHE, 1999).
A amamentação no seio beneficia a criança não só em relação ao aspecto nutritivo proporcionando o desenvolvimento físico e neuropsicomotor, mas também estimula o padrão nasal da respiração, estimula também os músculos que participam da fala e das funções de alimentação (sucção, mastigação e deglutição), conseqüentemente estimulando um padrão de fala correto (TELES e NASCIMENTO, 2003).
Para considerar que a criança tenha distúrbio articulatório devemos respeitar a idade da mesma, pois existe uma ordem cronológica do aparecimento dos fonemas na criança dependendo de sua idade.
Existem fonemas esperados para cada idade, dos 18 meses aos 2 anos e meio a criança deve produzir os seguintes fonemas: b, m, p, t, d, n, k, g, nh; e de 3 anos aos 4 anos: x, ch, j, l, lh, r, e tem poucos erros articulatórios; aos 5 e 6 anos de idade começa a fazer encontros com consoantes e começa a enriquecer seu vocabulário, emite praticamente todos os fonemas de sua língua (CUPELLO, 2003).
Existem vários tipos de distúrbio articulatório, que podem ser classificados em:
Omissão: quando o som não é produzido onde deveria ocorrer, tornando-se ausente esse som; Substituição: quando o som é substituído por outro; Distorção: quando a produção do fonema assemelha-se a emissão correta, porém com certa distorção; Inversão: quando a ordem dos fonemas se encontra alteradas, num mesmo vocabulário; Inserção: quando um som (fonema) é inserido no vocábulo.
O tratamento do Distúrbio Articulatório é realizado pelo Fonoaudiólogo, e o principal foco do tratamento é saber a causa e o tipo. A motivação do paciente é essencial junto com a colaboração da família. Se você anda percebendo que seu filho fala errado, e já está na idade de pronunciar todas as palavras corretamente, procure o FONOAUDIÓLOGO!
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1º CONGRESSO BRASILEIRO DE MOTRICIDADE OROFACIAL

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Por dentro do cérebro - Dr Paulo Niemeyer Filho / Neurocirurgião


Parte da entrevista da revista PODER, ao neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, abaixo, quando lhe foi perguntado:


O que fazer para melhorar o cérebro ?
Resposta:

Vc. tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?


PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?


PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?


PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?


PN: O exagero.
Na bebida, nas drogas, na comida.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra.
É muito difícil um cérebro muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?


PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?


PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?


PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

Você acredita em Deus?


PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz:

"Ele está salvo".

Aí, a família olha pra você e diz:


"Graças a Deus!".

Então, a gente acredita que não fomos apenas nós!




"A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim"...
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Dicas para prevenir o mau desempenho escolar!



Pai, mãe e irmãos podem interferir diretamente na vida escolar do filho. Saber a hora de cobrar tarefas e notas ou apoiar nas dificuldades não é tarefa fácil. “Ao trabalhar com famílias, tenho observado que elas apresentam dificuldades em situações cotidianas, principalmente na tentativa de conciliar jornada de trabalho, educação dos filhos e lazer”, destaca a psicóloga Márcia Ferreira, especialista em Terapia de Família e Casal.
Em sua clínica e em pesquisas, Márcia tem observado que, quando a criança não vai bem nos estudos, na maioria das vezes os pais culpam o ambiente escolar. “Prefiro refletir sobre o outro lado: o meio escolar não é o único responsável pelo baixo rendimento. A família tem um peso muito grande por incutir na criança seus valores, crenças e ideais. Esses aspectos são passados de geração para geração e nem se faz uma reflexão a respeito, é tudo muito inconsciente. Quando a culpa de um mau desempenho não está ambiente escolar, o pai ou a mãe atribui a culpa ao outro, que pode ser até mesmo um amigo”.

A psicóloga ressalta que as crenças e valores são passados pela prática do dia-a-dia. E exemplifica: “Por vezes, a mãe comenta coisas como ‘você é igual ao seu pai’, “é desligado com o irmão” e nem sempre como elogio. Não reconhece a individualidade do filho e ele, inconscientemente, passa a se identificar com esse pai ou irmão, já que parece não ter opção de construir sua própria identidade.
Confira as dicas da psicóloga para prevenir o mau desempenho escolar dos seus pequenos:

- Evite fazer os trabalhos escolares de seu filho, faça junto com ele! Do contrário, estará demonstrando que o considera sem maturidade ou inteligência suficientes, afetando sua auto-estima.

- Não aja como quem não quer que o filho cresça, superprotegendo-o o tempo todo. Ele se sentirá mal e ainda mais dependente quando se vir sem recursos para agir com espontaneidade e autonomia.

- Consulte profissionais antes de atribuir distúrbios de aprendizado a problemas neurológicos ou fisiológicos. Eles representam porcentagem pequena dentre as causas.

- Abandono total também faz mal. Dê atenção ao desempenho escolar de seu filho. Ele procura atrair a atenção do pai ou da mãe e espera reconhecimento e valorização e não um mero ‘não fez mais que sua obrigação’.

- Evite fazer comparações com a vida pregressa escolar do pai, da mãe ou de um irmão, seja para usá-los como bons ou maus exemplos.

- Se a criança ou o adolescente foi reprovado, evite ficar repetindo o tempo todo, frases como ‘não vá levar paulada de novo’ ou ‘este ano vai ser bem difícil’. Pense que este é um novo ano, fique atento e ajude no que for preciso.

- Supervisione diretamente os afazeres do filho até os 12 ou 13 anos de idade. Para os mais velhos, dê pelo menos uma conferida se as tarefas foram adequadamente realizadas.

- Se precisar ser autoritário, mande-o fazer as tarefas para depois permitir que ele se ocupe com internet, televisão ou os amigos. Esse tempo despendido deve ser controlado.

- Dê mais espaço (inclusive físico) para a autonomia de seu filho de forma que possa organizar bem os estudos.
“É preciso, ainda, saber como o filho está emocionalmente. “Muitas vezes, a família só cobra e impõe, enquanto deveria ajudar a fazer, estimulá-lo”, diz a Márcia Ferreira, com mais uma ressalva: “Fazer junto não é fazer pelo filho, mas acompanhar suas atividades e permitir que ele tenha autonomia”.

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Memória de Trabalho x Desempenho Escolar


MEMÓRIA DE TRABALHO
O que é a Memória de Trabalho?
É a capacidade de manter as informações na memória imediata enquanto trabalha com estas informações ou realiza outra atividade.
Características:
  • Dura pouco tempo, apenas alguns segundos.
  • É independente da memória de longo-prazo.
  • É dependente da ATENÇÃO.
APRESENTA 2 SUB-DIVISÕES:
¡ ALÇA FONOLÓGICA
¡ ALÇA VISUOESPACIAL

Tipos de Memória de Trabalho:
ALÇA FONOLÓGICA:
  • Armazena material verbal.
  • Dura poucos segundos.
  • Armazena quantidade limitada de informações verbais.
  • A eficiência aumenta com a chamada ALÇA ARTICULATÓRIA (repetição contínua do material) e com INFORMAÇÕES SIMPLES E CONHECIDAS.
ALÇA VISUOESPACIAL:
  • Armazena material visuoespacial.
  • Dura poucos segundos.
  • Armazena uma quantidade limitada de informações.
Lembra do jogo Genius? Os leitores acima dos 35 anos vão lembrar. As luzes piscavam de forma alternada e iam aumentando em número (começava com uma cor piscando e depois iam aumentando de uma em uma até, se me lembro bem, 10 ou mais luzes, até o jogador errar a sequência).
Este jogo testava, ou treinava, a memória visual sequencial imediata.
Exemplos Práticos:
¡ Escrever no caderno os pontos principais do que o professor está falando enquanto continua assistindo a exposição do professor.
¡ Manter em mente os próximos tópicos que quer abordar numa conversa enquanto explica o primeiro tópico.
¡ Manter-se lembrando que tem que pegar o livro e o guarda-chuva antes de sair de casa enquanto se arruma par sair.
¡ Solucionar um problema que contenha muitas informações:
¡ Os gastos no mercado serão de 40 reais, o Sedex custa 20 reias. Quanto dinheiro você vai levar para ir ao mercado e colocar a encomenda no correio e ainda pagar a conta da internet que custa 80 reais?
E O QUE É A MEMÓRIA DE CURTO-PRAZO?
  • É a memória que começa a se consolidar após a ocorrência de um evento.
  • Dura de 6 a 8 hs.
  • Após este período pode ser eliminada ou passar para a memória de longo prazo.
E O QUE É A MEMÓRIA DE LONGO PRAZO?
  • Memória consolidada após 6 a 8 hs de um evento até décadas.
  • Quanto mais antiga, mais bem consolidada.


RELAÇÃO ENTRE MEMÓRIA DE TRABALHO E DESEMPENHO ESCOLAR:
Os estudos mostram que a memória de trabalho tem um peso importante no desempenho de todas as atividades acadêmicas:
A memória de trabalho está associada com:
ž 67% do desempenho em leitura.
ž 69% do desempenho em matemática.
ž 67% do desempenho em escrita.
O GRÁFICO ABAIXO MOSTRA A ASSOCIAÇÃO ENTRE O DESEMPENHO EM MATEMÁTICA E A MEMÓRIA.
Crianças de 6 e 7 anos que apresentam baixo desempenho em matemática têm desempenho normal em testes que medem a memória imediata (103, que está na média), mas desempenho bem inferior em testes que medem a memória de trabalho (84). Ou seja a memória de trabalho é importante para a matemática, estando deficitária nas crianças com discalculia. Por outro lado, crianças com desempenho normal ou acima da média em matemática, apresntam desempenho normal ou acima da média em ambas as memórias.
MEMÓRIA DE TRABALHO E DESEMPENHO EM LEITURA
Da mesma forma como ocorre em matemática, crianças com dificuldades na leitura, têm memória imediata normal (100 pontos), mas memória de trabalho deficitária (87 pontos). Já crianças com leitura média ou acima da média não apresentam qualquer problema em nenhuma das memórias.
Podemos notar que o aprendizado não se baseia apenas na compreensão, nas habilidades linguísticas ou na atenção.
Um exemplo simples para entendermos a diferença entre memória imediata é o seguinte:
MEMÓRIA IMEDIATA:
Repetir a frase: “Amanhã vou comprar uma camisa nova”
MEMÓRIA DE TRABALHO:
Coloque em ordem a seguinte frase: “comprar nova vou uma amanhã camisa”
No segundo exemplo é preciso usar a memória imediata para lembrar as palavras, mas é preciso retê-las na memória imediata e manipular estas palavras mentalmente para colocar a frase em ordem, aí estaremos usando a memória de trabalho, que nada mais é que realizar um “trabalho” em cima das informações que estão na memória imediata.

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Odontologia: Ortodontia e Fonoaudiologia


O ponto de encontro entre a Odontologia e a Fonoaudiologia é que ambas se ocupam da cavidade oral.
Nela encontram-se órgãos que intervêm em diferentes funções. Essas funções, por sua vez, mudam e amadurecem com o desenvolvimento do indivíduo. O trabalho com motricidade oral atua nas desordens miofuncionais para a obtenção de uma maior harmonia e restabelecimento das funções orofaciais.

Em Ortodontia, a duração da força é um fator mais importante que a intensidade. Pressões suaves e contínuas são mais eficazes na mobilização dos dentes que forças intensas e breves. Portanto, a força da língua e dos lábios é um fator que atua na oclusão dental.

Assim, o fonoaudiológo trabalha a "função" e o ortodontista a "forma", aspectos intimamente intrínsecos. Desse modo o fonoaudiólogo, atuará em conjunto com o ortodontista, realizando um trabalho miofuncional de adequar os órgãos fonoarticulatórios e funções neurovegetativas.

A Odontologia e a Fonoaudiologia trabalham em conjunto, quando as alterações das funções orofaciais estão, de alguma forma, interferindo no posicionamento dos dentes ou também para a retirada de hábitos bucais parafuncionais como: sucção de polegares, uso de chupeta e mamadeira.
A parceria entre a fonoaudiologia e a ortodontia é fundamental quando o assunto é o equilíbrio do sistema estomatognático.
Estomatô o quê???? O Sistema Estomatognático é uma unidade funcional do organismo, em que tecidos diferentes e variados quanto à origem e à estrutura agem harmoniosamente na realização de várias tarefas funcionais, principal base de seu funcionamento está na respiração correta (nasal), além da mastigação (bilateral alternada) e deglutição corretas.
Alterações dentárias podem interferir de mastigar, falar, respirar e deglutir.
Quando a forma está interferindo na função a prioridade é a ortodontia.
Quando a função está interferindo na forma, a prioridade é da fonoaudiologia.
Portanto, a parceria entre ambas é fundamental, quando possibilita a discussão de casos cabendo aos profissionais envolvidos analisarem as prioridades de tratamento para cada paciente. Juntos têm como objetivo principal: um sistema estomatognático equilibrado e uma face mais harmoniosa, do ponto de vista estético.
Pacientes portadores de problemas periodontais, utilizando próteses dentárias ou implantes, com disfunções das articulações temporomandibulares ou que tenham realizado cirurgias ortognáticas, também podem ser encaminhados para o trabalho conjunto entre estas duas profissões.
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Paralisia Cerebral e aprendizagem


O Processo Ensino-Aprendizagem deve ser organizado e estruturado de forma a privilegiar o desenvolvimento geral da criança ou jovem com Paralisia Cerebral.
Deve existir uma equipa de profissionais que trabalhem no sentido de suprimir as dificuldades da criança ou jovem.

A criança/jovem com paralisia cerebral deve beneficiar de áreas que possibilitem e auxiliem o seu desenvolvimento, tais como:

-         Terapia da Fala – Para elevar a capacidade de expressão oral e de comunicação.

-         Terapia Ocupacional – De forma a desenvolver aptidões úteis que lhes permitam desempenhar tarefas de rotina.

-         Psicomotricidade – Para melhorar a adaptação ao mundo exterior, através do domínio do equilíbrio; controle da inibição voluntária e da responsabilidade; consciência do corpo; eficácia das diversas coordenações globais e segmentárias; organização do esquema corporal; orientação espacial; etc.

-         Apoio Psicológico – Para acompanhar a criança/jovem durante o Processo Ensino-Aprendizagem ao nível psicológico.

-         Fisioterapia – Através da utilização do exercício e técnicas de relaxamento; para ensinar a caminhar com o auxílio de canadianas muletas e outros aparelhos (como cadeira de rodas); para auxiliar a rotina diária da criança ou jovem.

-         Áreas de Expressão – A Dança e Música podem auxiliar as crianças ou jovens a elevarem a sua coordenação, desenvolverem o tónus e força muscular, autoconfiança, etc. As actividades de Expressão Plástica, como a Pintura podem ajudar no desenvolvimento da motricidade, comunicação, etc.

-         Actividades Aquáticas – O contacto com a água ou realização de exercícios dentro de água auxiliam um melhor funcionamento do sistema circulatório, respiratório, fortalecimento dos músculos, aumento do equilíbrio, relaxamento muscular, diminuição de espasmos, aumento da amplitude de movimentos, etc.

-         Massagens – Aliviam espasmos e reduzem contracções musculares.

-         Informática – A utilização do computador pode ajudar ao nível da comunicação, assim como ao nível da motricidade fina.

-         Actividades da Vida Diária – Para trabalhar a higiene, segurança, entre outros.

A criança ou jovem com Paralisia Cerebral pode estar integrada no Ensino Regular ou Especial. Contudo, a criança/jovem deve beneficiar numa primeira instância de uma Estimulação Global e só posteriormente de uma Iniciação Académica.

O trabalho realizado pelos técnicos (Professor, Educadora, Psicóloga, Terapeutas, etc.), assim como a inter-acção de todas as áreas acima mencionadas deverão procurar elevar o nível CognitivoAutonomia Pessoal e Social; Comunicação; Psicomotor; Sócio-Afectivo; assim como desenvolver a área Sensorial-Perceptiva.


Encarregados de Educação:

Os Encarregados de Educação podem proporcionar um ambiente que estimule a aprendizagem e a exploração.

Ajudando no exercício físico regular; no desenvolvimento de hábitos de higiene; utilização de materiais e utensílios que auxiliem a criança/jovem com Paralisia Cerebral (tais como: talheres especiais, auxiliares para vestuário, escovas de dentes próprias, entre outros).

A Paralisia Cerebral é uma doença que dura toda a vida e geralmente requer uma adaptação e uma formação no sentido de atingir a auto-suficiência.

É necessário que exista um trabalho conjunto entre Técnicos e Encarregados de Educação, proporcionando uma diversidade de áreas, no sentido de desenvolver e elevar as capacidades gerais da criança/jovem com Paralisia Cerebral, assim como a sua qualidade de vida.

A criança chega à escola sem falar ou mexer braços e pernas. É possível ensiná-la a ler, por exemplo? Sim, e na sala regular. Para quem tem deficiência, existe a tecnologia assistiva, composta de recursos que auxiliam na comunicação, no aprendizado e nas tarefas diárias.

As chamadas altas tecnologias são, por exemplo, livros falados, softwares ou teclados e mouses diferenciados. "Existem recursos para comandar o computador por meio de movimentos da cabeça, o que ajuda quem tem lesão medular e não move as mãos", afirma a fisioterapeuta Rita Bersch, diretora do Centro Especializado em Desenvolvimento Infantil, em Porto Alegre, onde as crianças que aparecem nesta reportagem são atendidas. Já as baixas tecnologias são adaptações simples, feitas em materiais como tesoura, lápis ou colher.

Com o mesmo intuito de promover a inclusão, há brinquedos que divertem crianças com e sem deficiência. Os mostrados aqui foram feitos por alunos de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina. Já os livros táteis são do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual, de Florianópolis. O educador da classe regular pode procurar esses materiais na sala de atendimento educacional especializado (a sala de apoio). "Nela, o professor especializado oferece recursos e serviços que promovem o acesso do aluno ao conhecimento escolar. Por isso, o diálogo entre os dois profissionais é fundamental", afirma Rosângela Machado, coordenadora de Educação Especial do município de Florianópolis. Confira alguns materiais que podem favorecer a aprendizagem da sua turma.


Matheus Levien Leal, 10 anos 
TECLADO VERSÁTIL
Matheus Levien Leal, 10 anos, está na 4a série e tem paralisia cerebral e baixa visão. Ele usa um teclado com várias lâminas, trocadas de acordo com a atividade. A de escrita, por exemplo, tem cores contrastantes e letras grandes. O equipamento é programado para ajustar o intervalo entre os toques, evitando erros causados por movimentos involuntários.


DIGITAÇÃO SEM ERROS
O suporte, colocado sobre o teclado, chama-se colméia. Ele impede que o estudante com dificuldade motora pressione a tecla errada. 


NUM PISCAR DE OLHOS
O acionador faz a função do clique do mouse e pode ser ativado ao bater ou fechar a mão, puxar um cordão, piscar, soprar, sugar... O aparato pode ser colocado em qualquer parte do corpo do aluno. Com ele, é possível acessar livros virtuais, brincar com jogos e até digitar, usando um teclado virtual.


JOGOS COLORIDOS
João Vicente Fiorentini, 10 anos, tem deficiência física e está na2a série. Por causa da dificuldade de segurar o lápis, ele usa materiais adaptados e aprende a escrever com jogos feitos de tampinhas e cartões plastificados. O material permite a João ainda relacionar cores e quantidades.

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Diferentes adaptações no dia-a-dia!

Adaptações para o vaso sanitário

Adaptação andador na postura de gato.(engatinhar)

Adaptações na Bicicleta

Adaptação no velotrol


Mobiliário(mesa e cadeira com adaptações) 


Fonte: http://terapiaocupacionaleparalisiacerebral.blogspot.com/2011/02/diferentes-adaptacoes-no-dia-dia.html
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A Divulgação da Fonoaudiologia!

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