0

TDAH é uma doença inventada?


Você certamente já leu ou ouviu em algum lugar que o TDAH “é uma doença inventada pelos laboratórios farmacêuticos” ou que é uma “medicalização” de comportamentos de indivíduos que são simplesmente diferentes dos demais. Então vamos aos fatos:
1) O que hoje chamamos de TDAH é descrito por médicos desde o século XVIII (Alexander Crichton, em 1798), muito antes de existir qualquer tratamento medicamentoso. Não existia sequer aspirina... No inicio do século XX, aparece um artigo científico publicado numa das mais respeitadas revistas médicas até hoje, The Lancet, escrita por George Still (1902). A descrição de Still é quase idêntica a dos modernos manuais de diagnóstico, como o DSM-IV da Associação Americana de Psiquiatria. Se fosse uma doença “inventada” ou “mera conseqüência da vida moderna”, você acha que seria possível atravessar quase dois séculos com os mesmos sintomas?
2) Os sintomas que compõem o TDAH são observados em diferentes culturas: no Brasil, nos EUA, na Índia, na China, na Nova Zelândia, no Canadá, em Israel, na Inglaterra, na África do Sul, no Irã... Já chega? Pois se fosse meramente um comportamento secundário ao modo como as crianças são educadas, ou ao seu meio sociocultural, como é possível que a descrição seja praticamente a mesma nestes locais tão diferentes?
3) Se o TDAH fosse meramente “um jeito diferente de ser” e não um transtorno mental, por que os portadores, segundo os dados de pesquisas científicas, têm maior taxa de abandono escolar, reprovação, desemprego, divórcio e acidentes automobilísticos? Por que eles têm maior incidência de depressão, ansiedade e dependência de drogas?
4) Se o TDAH fosse “uma invenção da indústria farmacêutica”, você esperaria que a Organização Mundial de Saúde – órgão internacional máximo nas questões relativas à saúde pública sem qualquer vinculação com a indústria farmacêutica – listaria o transtorno como parte dos diagnósticos da Classificação Internacional das Doenças não só na sua última versão (CID-10) como nas anteriores (CID-8 e CID-9)? Pois é, ele está lá no capítulo dos transtornos mentais – vide o site http://www.datasus.gov.br/cid10/v2008/cid10.htm
5) Se o TDAH fosse secundário ao modo como os pais educam seus filhos, por que motivo as famílias biológicas de crianças com TDAH que foram adotadas têm prevalências (taxas) de TDAH bem maiores do que aquelas encontradas nas suas famílias adotivas? A única explicação possível: é um transtorno com forte participação genética.
6) Quantos artigos científicos você acha que já foram publicados demonstrando alterações no funcionamento cerebral de portadores de TDAH? Mais de 200 (você leu certo). Vale também lembrar que os achados mais recentes e contundentes são oriundos de centros de pesquisa como o National Institute of Mental Health dos EUA impossibilitados de qualquer contato com a indústria farmacêutica. O fato de não termos uma alteração cerebral que seja “marca registrada” do TDAH não invalida nem a sua base neurobiológica, muito menos a sua existência. Se fosse assim, não existiria a Esquizofrenia, o Autismo, a Depressão, o Transtorno de Humor Bipolar entre outros, já que nenhum desses tem uma alteração que seja “marca registrada” da doença.
E como você pode acreditar em todas estas informações descritas acima?
Muito fácil: estão em artigos científicos publicados em revistas sérias que exigem rigor científico e passam pelo crivo de vários profissionais antes de serem publicados. E todos estes artigos são públicos. (por exemplo: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed)
E quanto aos conflitos de interesses de quem escreve artigos? Eles existem frequentemente e são de dois tipos. O primeiro deles é o chamado conflito de interesses financeiro, onde o autor de um artigo científico (ou um palestrante) recebe verba de alguma instituição em empresa farmacêutica para suas pesquisas ou ainda como consultor. Nestes casos é exigido que ele informe claramente aos leitores de seu artigo (ou aos participantes de uma palestra) os seus potenciais conflitos para que todos possam ler o artigo (ou ouvir sua palestra) sabendo dos mesmos, antecipadamente. Isto é obrigatório nas revistas científicas e em quase todas as associações médicas; no Brasil isto é exigência da ANVISA. Este procedimento garante que nenhum resultado de pesquisa seja apresentado sem que todos possam considerar a possibilidade destes conflitos financeiros; ou seja: exige que o pesquisador apresente dados com a devida transparência.
O segundo tipo de conflito de interesses é o não-financeiro. Este é também extremamente comum e, infelizmente, a sua informação aos leitores ou ouvintes ainda não é exigida por lei. São exemplos: pertencer a uma determinada escola de psicoterapia ou religião que pregam o tratamento através de suas práticas e não através de medicamentos, cargos políticos ou administrativos (que permitem economizar no tratamento de uma doença caso se considere que ela “não existe” ou que “não é necessário usar medicamentos”, etc.)
Quando você ouve alguém falar que “TDAH é uma doença inventada”, por mais eloqüente que seja o autor desta opinião sem qualquer base científica, ou mesmo a sua titulação (a incapacidade e leviandade sempre foram democráticas: também acometem médicos, psicólogos, etc.),pesquise sobre a veracidade (e a origem) do que está sendo dito.
Sempre existiram indivíduos com pouco espírito crítico embora bem intencionados e espertos mal intencionados na história da medicina. Apenas para enfatizar: até bem pouco tempo atrás havia quem bradasse aos quatro cantos que a AIDS não era causada pelo HIV. Outra: que as vacinas para sarampo causavam autismo nas crianças. Ou ainda pior, que condenavam as mães pelo Autismo de seus filhos: chamavam-nas de “mães geladeiras” numa alusão de que era a sua frieza nas relações inicias com seus filhos que criava o autismo na criança!
Os resultados?
Aumento absurdo das mortes por AIDS e de crianças com seqüelas neurológicas irreversíveis por conta de sarampo, uma doença facilmente prevenida. E uma enormidade de mães levianamente culpadas que se viam ainda mais fragilizadas para acolher um(a) filho(a) com uma condição delicada como o autismo. Mediante ao texto acima você tem recursos para acessar fontes realmente seguras e científicas sobre o TDAH. Portanto, dê um basta no discurso vazio! Siga o conselho do poeta Dickens: “não aceite nada pela aparência, só pela evidência”.
No nosso caso, a evidência científica é implacável: o TDAH é um dos transtornos mais bem estudados da medicina e com mais evidências científicas que a maioria dos demais transtornos mentais.
O texto acima foi redigido por: Paulo Mattos – Presidente do Conselho Científico da ABDA– Psiquiatra
Professor Adjunto do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre e Doutor em Psiquiatria. Pós-Doutor em Bioquímica. Membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (Título de Especialista), American Psychiatric Association e Academia Brasileira de Neurologia. Membro do Comitê Editorial do Journal of Attention Disorders, do Jornal Brasileiro de Psiquiatria e da Revista de Psiquiatria Clínica. Coordenador do GEDA - Grupo de Estudos do Déficit de Atenção da UFRJ.
Dr. Paulo Mattos foi palestrante ou consultor das empresas Janssen-Cilag e Novartis nos últimos três anos (recebendo menos que 5% de sua renda bruta anual). Ele também recebeu benefícios de viagem para encontros científicos das empresas Novartis e Janssen-Cilag. Ele é coordenador do Grupo de Estudos do Déficit de Atenção da UFRJ, que recebeu apoio educacional e de pesquisa das seguintes empresas nos últimos três anos: Janssen-Cilag, Novartis e Shire.
Luiz Augusto Rohde – Vice-presidente do Conselho Científico da ABDA - Psiquiatra
Professor Adjunto da UFRS; Bolsista de Produtividade em Pesquisa 1B; Orientador de Doutorado; Doutorado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Editor da Revista Brasileira de Psiquiatria; Co-editor do European Child and Adolescent Psychiatry; Editor internacional do Journal AM. Acad. Child and Adolescent Psychiatry; membro do corpo editorial de várias outras revistas (como Neuropsychiatric Genetics e Journal of Attention Disorder); Secretário Geral da International Association of Child Adolescent Psychiatry Allied Psychiatry - Membro do grupo para Transtornos Disruptivos do Comportamento e TDAH do DSM-V e do grupo de coordenação de parceria científica global para CID-11.
Dr. Luis A. Rohde foi, nos últimos três anos, um dos palestrantes e/ou consultores patrocinados por Eli-Lilly, Janssen-Cilag, Novartis e Shire. Ele também recebeu patrocínio para viagens (passagens e hospedagens) por fazer parte de dois encontros de psiquiatria infantil organizados pela Novartis e Janssen-Cilag. Os programas de TDAH e Transtorno do Humor Bipolar para jovens coordenados por ele receberam suporte irrestrito para atividades de pesquisa e educacionais dos seguintes laboratórios farmacêuticos nos últimos três anos: Abbott, Eli-Lilly, Janssen-Cilag, Novartis e Shire. Ele recebe a maior parte de incentivos para suas pesquisas de instituições governamentais brasileiras (CNPQ, FAPERGS, HCPA e CAPES).
Abaixo seguem as assinaturas de alguns profissionais vinculados a instituições de pesquisa e/ou sociedades médicas importantes. Essas assinaturas representam adesão a esta carta científica.


Nome do Profissional
Instituição a qual está vinculado
Conflito de Interesse
Alexandra Prufer de Queiroz Campos Araújo
Professora Associada de Neuropediatria e Chefe do Departamento de PediatriaUniversidade Federal do Rio de Janeiro
Analice Gigliotti
Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras drogas (ABEAD)
Conselho consultivo da Pfizer (América Latina)

Arildo Pereira Franco da Fonseca
Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira Universidade Federal do Rio de Janeiro
César de Moraes
Centro de Ciências da Vida (PUC Campinas) e Laboratório de Distúrbios de Aprendizagem e Atenção (DISAPRE) - Unicamp
Speaker da Janssen no último ano, incluindo verbas para congressos.
Apoio da Novartis para congresso no último ano.
Daniel Segenreich 
Instituto de Psiquiatria - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Enio Roberto de Andrade 
Ipq-HC-FMUSP 
Erasmo Casella 
Neuropediatra e Presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil
Eugênio Grevet 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul  


Fábio Barbirato 


Santa Casa do Rio de Janeiro  
e Puc Rio  
Palestrante para os laboratórios: Novartis, Janssen Cilag, Aboott, Astra Zeneca e Lundbeck
Patrocínio em congressos nacionais e internacionais: Novartis, Janssen Cilag, Aboott, Astra Zeneca e Lundbeck
Consultor: Novartis, Janssen Cilag e Shire.
Giuseppe Pastura  
Universidade de São Paulo  
Guilherme Polanczyk  
Universidade de São Paulo  
Palestrante ou consultor nos últimos 3 anos da Novartis e Shire (menos de 5% da sua renda bruta anual).
Gustavo Manoel Schier Dória  
Ambulatório de psiquiatria da Infância e da Adolescência - CENEP -UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Hélio Lauar  
Associação Brasileira de Psiquiatria  
Isabella Souza  
Instituto de Psiquiatria -Universidade Federal do Rio de Janeiro
João Alberto Carvalho  
Associação Brasileira de Psiquiatria  
João Carlos Dias  
Associação Brasileira de Psiquiatria  
José Neander Abreu  
Professor Adjunto Instituto de Psicologia Programa de Pós-Graduação Universidade Federal da Bahia
Júlio A. de Sá Koneski  
Universidade de Joinville  
Laís de Carvalho Pires  
Universidade Federal do Rio Janeiro 
Leandro Fernandes Malloy Diniz  
Universidade Federal de Minas Gerais  
Luiz Alberto Hetem  
Associação Brasileira de Psiquiatria  
Marcelo Schmitz  
Universidade Federal do Rio Grande do Sul  
Palestrante Janssen-Cilag e Novartis
Marco Antônio Arruda  
Universidade de São Paulo  
Marcos Mercadante  
EPM/UNIFESP  
Palestrante Janssen-Cilag, Novartis, Astra-Zeneca, Pzifer nos últimos 3 anos (recebendo menos de 1% de sua renda bruta anual). Benefício de viagem para encontros científicos; 2 vezes nos últimos 3 anos. O apoio à pesquisa que realizo é exclusivo de instituições governamentais (CNPQ e FAPESP).
Maria Antonia Serra-Pinheiro  
UFRJ  
Suporte para congresso da Novartis
Maria Conceição Rosário  
Coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (UPIA) da UNIFESP
Palestrante ou consultor das empresas Janssen-Cilag, Novartis e Lunbeck nos últimos três anos (recebendo menos que 5% de sua renda bruta anual). Ela também recebeu benefícios de viagem para encontros científicos das empresas Novartis e Lundbeck
Ricardo Halpern  
Pediatra e Professor Adjunto daUFCSPA e ULBRA
Rosa Garcia  
Associação Brasileira de Psiquiatria  
Sylvia Ciasca  
Faculdade de Ciências Médicas/UNICAMP e
Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil e Profissões Afins -ABENEPI


Fonte: http://www.tdah.org.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=223:tdah-%C3%A9-uma-doen%C3%A7a-inventada%3f&Itemid=123&lang=br
Leia Mais ►
0

Neonatologia - "Abraço Salvador"


Histórias Reais | "O Abraço Mágico" - The Rescuing Hug

      
       Simplesmente LINDA essa história! 
     "Kyrie e Brielle Jackson nasceram dia 17 de outubro de 1995, 
no Memorial Hospital de Massachusetts em Worcester. 
Cada uma dos gêmeas pesava em torno de 900g ao nascer e 
foram colocadas cada uma em sua respectiva incubadora. 
Porém, uma delas tinha poucas chances de sobreviver.

     Kyrie estava ganhando peso nos dias que seguiram 
seu nascimento, mas sua irmã, Brielle, não estava bem. 
Ela havia chorado muito, o que a deixou ofegante e arroxeada.
  Naquela ocasião, Brielle estava tendo um dia 
particularmente ruim. A enfermeira da UTI Neonatal 
Gayle Kasparian tentou de tudo para acalmá-la. 
Ela segurou Brielle. 
Fez com que o pai a segurasse no colo. Envolveu a pequena 
em um cobertor. Aspirou seu narizinho. E nada funcionou.    
Então Gayle lembrou-se de um procedimento feito na Europa, 
onde gêmeos eram colocados juntos na mesma incubadora. 
Porém, isso era contra as regras do 
Massachusetts Memorial Hospital. 
Mas sabendo que a pequenina tinha pouco tempo de vida, 
ela colocou Brielle na incubadora com a irmã Kyrie, 
contrariando as regras do hospital.      
O bebê saudável, Kyrie, aconchegou-se ao lado de Brielle
e colocou seu braço sobre a irmã, num abraço carinhoso. 
Quase que imediatamente, a taxa de batimentos cardíacos 
do bebê menor estabilizou-se e sua temperatura 
voltou ao normal. 
Seu nível de saturação, que tinha sido assustadoramente baixo, 
normalizou-se. Ela começou a respirar mais facilmente. 
O choro inconsolável parou e a coloração rosada da pele
rapidamente retornou. Nas semanas seguintes, 
sua saúde melhorou continuamente em sua nova, 
e menos solitária, casa. 
As crianças sobreviveram às dificuldades iniciais
após seu nascimento e, depois de algum tempo, 
foram para casa com os pais. 
Da última vez que se ouviu falar delas, Brielle e Kyrie 
eram meninas em idade pré-escolar, vivendo muito saudáveis. 
Quando a mudança dramática na vida Brielle ficou 
óbvia para os funcionários do hospital e para a comunidade, 
Chris Christo, do jornal Worcester Telegram & Gazette, 
foi ao hospital e tirou uma foto das duas irmãs juntas. 
Esta fotografia tornou-se imediatamente famosa e apareceu 
na revista Life e na Reader's Digest.      
A saber... outro método utilizado para estabilizar prematuros 
é o método canguru, onde há contato pele a pele prolongado 
com os pais e outros cuidadores. Muitas vezes a criança, 
vestindo apenas uma fralda e coberta por uma manta, 
é colocada contra o peito nu da mãe ou do pai. 
O método é especialmente eficaz com bebês prematuros, 
que são extremamente frágeis e têm a pele super fina. 
Estudiosos garantem que o método pode ter 
efeitos surpreendentes: 
uma taxa de batimentos cardíacos mais estável,
melhora na respiração, 
maior bem-estar, melhora da qualidade do sono, 
entre outros."
Fonte: http://www.52best.com/hug.asp
Leia Mais ►
0

Feliz dia das Crianças!!! 2011


Aproveitem o dia com seus pimpolhos, olhem nos olhinhos deles, digam que os amam e, ao abraçá-los muuuuuito forte, façam uma prece pra agradecer pela graça de tê-los! Seja em casa ou no hospital... é o dia de homenagear essas coisinhas tão especiais nas nossas vidas!
     Deixo uma mensagem de José Saramago...

     FILHO...

     "Filho é um Ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos, para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo!!! 
      Ser Pai ou Mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
     Perder Como? Não é nosso, recorda-se!? Foi apenas um empréstimo!!!"

Fonte: Getty images
Leia Mais ►
0

Reabilitação em Apnéia e Ronco: Um espaço para o Fonoaudiólogo

Leia Mais ►
0

Livreto: Gagueira - Orientações para professores

Leia Mais ►
0

O trabalho da Fonoaudiologia Hospitalar em UTI Neonatal

Leia Mais ►
0

Gastrostomia e Cuidados


Gastrostomia é uma abertura feita cirurgicamente no estômago para o meio externo, com finalidade de facilitar a alimentação enteral para o cliente e administração de liquidos, quando a mesma está impossibilitada por via oral. Indicado quando esta via alternativa necessita ser mantida por mais de um mês.
A Enfermagem depara-se com este desafio e no cuidar ao individuo portador de gastrostomia, seja em ambiente hospitalar seja em domicilio. Falando em cuidados domiciliares que é o que eu trabalho aqui na minha cidade, percebo a importancia da equipe de enfermagem saber a finalidade da gastrostomia, mas também analisar os pontos fundamentais da assistência domiciliar que é a familia, o cliente e o cuidador (seja ele da enfermagem ou da familia).
Segundo Tamussino (2008) são descritas duas maneiras para realizar-se a nutrição do paciente: uma delas é o de alimento diluído onde o cliente receberá rapidamente uma grande quantidade de alimento, com a duração de aproximadamente de trinta minutos. A outra, será através de gravidade contínua, onde o cliente receberá quantidades menores que serão administradas por meio de um fluxo constante, em média de oito a vinte e quatro horas.
No entanto, fique atento à possíveis complicações:

  • Peritonite (inflamação do peritônio);

  • Hemorragia;

  • Aspiração;

  • Infecção da Ostomia;

  • Fístula Gastrocólica.

Cuidados com Sonda da Gastrostomia, que servem também para Jejunostomia (que será postado em breve):
A sonda é presa à parede do abdômen, mas é útil fixá-la com fita adesiva hipoalergênica ou esparadrapo para evitar trações e deslocamentos acidentais. Seguir as orientações do enfermeiro quanto ao curativo. Em caso de deslocamento, vazamento ao redor da sonda, dor no momento da administração da dieta, interromper a infusão e procurar o seu médico ou equipe que o acompanha.

Os cuidados para evitar a obstrução são os mesmos que para a sonda nasoenteral:  Por ser muito fina, a sonda pode entupir-se facilmente, impossibilitando a administração da dieta enteral. Para evitar este problema:
- injetar, com uma seringa, 40 ml de água filtrada, fervida e fria na sonda, antes e após a administração da dieta ou de medicamento;
- observar os cuidados com a administração de medicamentos: Se o médico prescreveu medicamentos a serem administrados pela sonda, proceder da seguinte maneira:
• medicamentos líquidos: aspirar o volume prescrito com a seringa e injetar pela sonda;
• comprimidos e drágeas: amassar e dissolver em água, misturando bem; aspirar com a seringa e injetar pela sonda.
Administrar os medicamentos um a um. Injetar água após cada medicação, para evitar que se misturem na sonda, podendo entupir a mesma. Existem medicamentos que não devem ser administrados pela sonda; verificar com médico responsável pela prescrição.
- em caso de obstrução, injetar lentamente 20 ml de água filtrada, fervida e morna ou refrigerante tipo cola. Atenção: a sonda pode se romper caso a pressão para injetar a água for muito forte .
Leia Mais ►
0

Gastrostomia em Demência - Condutas

Leia Mais ►
0

Sonda aumenta riscos de aspiração em disfágicos


A pneumonia por aspiração de alimentos e secreções da faringe é um risco já documentado na literatura, principalmente entre doentes com distúrbios da deglutição. Ainda assim, muitas vezes esses doentes têm sua alimentação oral suspensa e substituída pela introdução de sonda nasoenteral (intestinal ou gástrica). Para avaliar se pacientes com disfagia devida a doença cerebrovascular poderiam ter aumentado o risco de aspiração quando portadores dessas sondas, profissionais do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Curitiba (PR), realizaram estudo prospectivo com 123 pacientes. 

Todos os sujeitos estudados estavam internados com diagnóstico de doença cerebrovascular complicada por disfagia orofaríngea: 45 deles estavam usando sonda para nutrição enteral. Os pesquisadores realizaram exame endoscópico (vídeo fluoroscopia) para confirmação do diagnóstico de disfagia e detecção de aspiração traqueal. Os pacientes foram acompanhados, após a alta, a cada duas semanas durante três meses e, depois, mensalmente até seis meses. Dentre os pacientes com sonda, a maioria (42,4%) teve aspiração detectada pelo exame (p = 0,048) e a maior parte (63,9%) desenvolveu pneumonia aspirativa (p = 0,0001). 
Os autores do trabalho afirmam que o uso das sondas nesse grupo específico de doente deve ser criterioso, pois as razões pelas quais eles desenvolvem pneumonia aspirativa não estão completamente elucidadas: “os pacientes com doença cerebrovascular e portadores de sondas nasoenterais apresentam acúmulo de saliva e secreções na faringe”, descrevem. “A aspiração de secreções da orofaringe contaminada por germes patogênicos é mais comumente creditada como sendo a responsável pela pneumonia aspirativa”, explicam.


Leia Mais ►
0

Orientações aos pacientes que usam sonda alimentar

O que é a sonda para suporte alimentar?
É um tubo fino, feito de borracha macia e flexível, usado para alimentar o paciente e introduzir os medicamentos necessários ao tratamento médico.

Arquivo completo no
formato PDF (318 Kb)

Quando é necessário colocar a sonda?

Ela é recomendada quando há dificuldade do paciente para engolir os alimentos ou quando o paciente não quer se alimentar devido à falta de apetite. Normalmente, a sonda é colocada nos seguintes casos:
• Presença de tumor na boca ou na garganta.
• Efeito da radioterapia, onde a boca ou a garganta ficam muito inchadas, doloridas e irritadas.
• Cirurgias na boca e na garganta que exigem repouso para cicatrizar e evitar infecções.
• Engasgos frequentes ou crises de tosse durante as refeições.
• Sensação de bolo ou aperto na garganta, que impede a passagem do alimento.
• Retorno do alimento pelo nariz por dificuldade de engolir ou saída pelo traquestoma (abertura feita cirurgicamente nos pacientes que têm dificuldade para respirar provocada por tumores).


Como é colocada a sonda?
É introduzida suavemente pelo nariz, descendo até o estômago. O procedimento é simples, realizado no ambulatório e que não requer anestesia pois não é doloroso. Depende apenas da colaboração do paciente para "engolir" a sonda, o que não é difícil.


A sonda incomoda ou dificulta alguma atividade?
Não. Qualquer tarefa ou atividade poderá ser realizada sem nenhuma dificuldade. A sonda não atrapalha porque é muito fina e macia. Há uma pequeno incômodo no nariz no dia em que ela é colocada, entretanto, essa sensação logo desaparecerá. Estando bem alimentado o paciente ficará bem disposto.


O paciente que usa sonda ficará dependente de alguém para se alimentar? 
Não. A sonda não impede as tarefas do dia a dia. O paciente poderá fazer sua própria comida assim como alimentar-se sozinho. É importante, sempre que possível, que a alimentação seja colocada pelo próprio paciente, pois ele aprenderá, com o tempo, o jeito certo de fazê-lo. Somente os pacientes que possuem algum tipo de limitação (deficiência visual ou dificuldade de movimentos dos braços e mãos) precisarão de ajuda.


A sonda será necessária para sempre?
Não. Ela é um recurso utilizado apenas enquanto o paciente estiver impossibilitado de se alimentar pela boca. A sonda poderá ser retirada assim que o problema for solucionado.


Como cuidar da sonda alimentar?
Quando a sonda for colocada, o paciente e seus familiares receberão instruções sobre como usá-la. A nutricionista indicará a dieta mais adequada e fornecerá instruções sobre os acessórios para a introdução dos alimentos de limpeza da sonda.


O que fazer caso surja algum problema com a sonda? 
A maioria dos problemas com a sonda alimentar tem soluções simples. As complicações mais frequentes são:
• Obstrução por meio de alimentos ou remédios.
• Saída acidental da sonda: nestes casos, procure a equipe especializada no hospital onde você está se tratando.


Algumas recomendações importantes:
• A solução da dieta deve ser dada com o paciente sentado ou com a cabeceira elevada, caso o paciente esteja acamado.
• O frasco com a preparação da dieta deve ser colocado bem alto, acima da cabeça. Na dúvida, peça orientação sobre como pendurar o frasco.
• O gotejamento deve ser no máximo de 60 gotas por minuto. Um fluxo muito rápido pode causar diarreias ou vômitos.
• Antes de preparar a dieta, lave as mãos com água e sabão e seque, de preferência, com toalhas de papel.
• Use água filtrada e fervida na preparação da solução.
• As soluções devem ser preparadas em quantidade suficiente para, no máximo, um dia. Os excessos podem estragar de um dia para o outro.
• Liquidifique bem os alimentos e coe em peneiras finas. Se for necessário, coloque uma gaze na peneira.
• Guarde a dieta na geladeira e retire 30 minutos antes de usá-la.
• Nunca introduza a solução muito quente ou muito gelada. Ela pode ser aquecida em banho-maria, fora do fogo, até alcançar a temperatura ambiente.
• O alimento pode ser oferecido pela boca se o paciente conseguir engolir. Se não conseguir engolir e desejar sentir o gosto do alimento, ele poderá mastigá-lo e cuspir em seguida.

Importante: não esquecer de fornecer água, sucos e chás nos intervalos das refeições para evitar desidratação.
• O medicamento que não for líquido (comprimido ou drágeas) também pode ser colocado através da sonda, desde que triturado até virar pó e diluído em água.
• Após passar a dieta ou a medicação, a sonda deve ser lavada com 30ml de água.
• Se possível, todos os utensílios devem ser exclusivamente destinados à alimentação do paciente e lavados diariamente.
• Mesmo que o paciente não esteja mastigando os alimentos, mantenha sua boca bem limpa e seus dentes escovados para evitar cáries e infecções.
• Passe vaselina ou manteiga de cacau nos lábios para evitar rachaduras e ressecamento das mucosas


Limpeza do material
Lave todo o material com sabão neutro e água, logo após o uso, enxaguando-o bem. No final do dia, deixe o material de molho por 30 minutos em solução contendo água comum e água sanitária (para cada cinco copos de água comum, acrescentar uma colher de sopa de água sanitária). Guarde o material em lugar bem limpo e seco.



Fonte: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=117
Leia Mais ►
0

SERVIÇO: Saiba como conseguir uma cirurgia de correção Lábio Leporino/Fissura Lábio Palatina


Você sabe o que é lábio leporino? Cientificamente falando, a condição é chamada de fissura labiopalatal. É uma abertura na região do lábio ou palato, ocasionada pelo não fechamento dessas estruturas.


Essas aberturas podem ser unilaterais (somente um lado do lábio), bilaterais (fendas dos dois lados), completas (lábio e palato), ou incompletas (somente uma dessas estruturas). Também podem variar de formas mais leves, como cicatriz, até formas mais graves, como fissuras amplas de lábio e palato. Elas também podem se associar a outras malformações, no rosto ou outras partes do corpo. A causa exata desse problema ainda é desconhecida. O que se sabe é que esse é um problema congênito, que ocorre entre a quarta e a décima semana de gestação.

Por conta da condição, a aparência da pessoa é prejudicada. Mas as consequências da fissura labiopalatal na vida de uma criança vão além da estética: a deficiência pode causar problemas auditivos, infecções crônicas, má nutrição, má formação da dentição e dificuldades no desenvolvimento da fala. Com isso, não só a saúde física, mas a psicológica fica abalada. E não são poucas pessoas que sofrem com o problema: estima-se que um em cada 650 recém-nascidos apresente a doença. Hoje, 280.000 pacientes têm a doença no Brasil.

Atualmente, graças ao aperfeiçoamento do ultrassom, o lábio leporino pode ser diagnosticado antes mesmo do parto. Isso permite que, logo após o nascimento, possa-se fazer uma cirurgia corretiva. Mas, como toda e qualquer cirurgia, ela não é barata nem fácil de conseguir. E, sem o devido tratamento, as fissuras podem provocar sequelas graves, como perda da audição, problemas de fala e déficit nutricional, além do preconceito.

É possível a total reabilitação do paciente, mas, para isso, é necessária intervenção o quanto antes. O tratamento é longo e pode envolver muitas cirurgias. Muitas dessas 280.000 pessoas brasileiras não têm condições de resolver seu problema. Sendo assim, se você conhece alguém com a doença, tente entrar em contato com a Abbott, indústria farmacêutica que está realizando a Operação Sorriso, agora no Pará.

A instituição conta com 90 mil funcionários ao redor do mundo, e vai realizar 70 operações gratuitas a portadores de lábio leporino. A Abbott ficará a cargo da capacitação de profissionais e medicamento analgésico.

A Operação Sorriso estará em Santarém de 19 de setembro (triagem de candidatos a cirurgia) a 24 de setembro (cirurgias), cumprindo a terceira missão do tipo no país em 2011.

Depois de Santarém, a Operação Sorriso estará em Manaus, em outubro. Esse ano também já realizou cirurgias em Alagoas e Rio de Janeiro.

Abbott Brasil
Centrais de Relacionamento

Para medicamentos, produtos nutricionais, produtos hospitalares e stents cardiovasculares da Abbott: 0800 703 1050, das 8h às 20h, de segunda a sexta-feira (exceto feriados).

Para medicamentos da Abbott Produtos para Saúde (anteriormente Solvay Farma): 0800 014 1500, das 8h às 20h, de segunda a sexta-feira (exceto feriados).
Para produtos de monitoramento da glicemia: 0800 703 0128, das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira (exceto feriados).

Correspondência
Caixa Postal: 29246
CEP: 04561-990
São Paulo/SP

Fonte site Plena Mulher


Leia Mais ►
0

Senado Federal lança Campanha Nacional do Teste da Orelhinha - "Dê ouvidos ao direito do seu filho"


Informações sobre a campanha, além de vídeos, folders e cartazes, no site especial criado pelo Senado.
http://www.senado.gov.br/senado/campanhas/orelhinha/default.html
Leia Mais ►
2

Os 10 mandamentos do método Mãe Canguru

  Veja quais são as 10 considerações mais importantes quando se fala de método Mãe Canguru.
http://wiltonlira.com.br/principal/?p=102
     Agradeço ao amigo Dr. Marcus Renato de Carvalho (doAleitamento.com) por ceder esse excelente material sobre o método, essencial na recuperação dos prematuros.

1 - O bebê DEVE ficar na POSIÇÃO CANGURU, ‘amarrado’ entre os seios da mãe, DIA E NOITE.

2 - A mãe PODE: comer e passear com o bebê. Quando a mãe for tomar banho ou usar o banheiro, o bebê pode ser colocado na cama. Neste momento, lembrar de LIGAR O AQUECEDOR DO QUARTO.

3 - A MAMÃE AQUECE O BEBÊ, com o seu corpo. O contato é direto da pele do bebê com a pele da mãe e a roupa só atrapalha. Então o bebê deve ficar somente com fraldas, meias e gorro.

4 - Roupas, mantas e cobertores protegem mas NÃO AQUECEM o bebê, que pode ficar frio (hipotermia), não engordar e ficar doente.

5 - O prematuro às vezes ‘esquece’ de respirar (apnéia). Quando está no canguru, a RESPIRAÇÃO DA MÃE ‘LEMBRA’ AO BEBÊ DE RESPIRAR durante todo o tempo.

6 - O prematuro ‘golfa’ muito e na POSIÇÃO CANGURU fica mais PROTEGIDO DE SE ENGASGAR com o vômito. Depois que o bebê mamar fique com ele na posição, sentada por meia hora.

7 - Quando o bebê for COLOCADO NA CAMA, não deve ficar diretamente sobre o colchão, use um travesseiro ou cobertor dobrado, para que ele fique elevado,‘QUASE SENTADO’. DEPOIS DE MAMAR, o bebê deve ficar DEITADO DE LADO apoiado em um rolinho ou travesseiro para não se virar, isto evita que ele se engasgue quando ‘golfar’.

8 - A mãe DEVE: dormir com o bebê ‘amarrado’ na posição canguru e dormir em posição ‘quase sentada’.

9 - O bebê NUNCA deve dormir na cama ao lado da mãe e NEM "solto" sobre a mãe. Os riscos de acidente são reais.

10 - O melhor ALIMENTO PARA O BEBÊ PREMATURO È O LEITE DE SUA PRÓPRIA MÃE. Este é um presente de "saúde" que SÓ VOCÊ pode dar ao seu bebê.

Por 

Luís Alberto Mussa Tavares
(Pediatra; poeta; editor do site www.fotolog.net/oprematuro)


Marcus Renato de Carvalho(Docente de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); editor do site www.aleitamento.com)
Leia Mais ►
0

Método Mãe Canguru: só vantagens para os prematuros e suas famílias

O Método Mãe Canguru, também conhecido como “Cuidado Mãe Canguru” ou “Contato Pele a Pele”, tem sido proposto como uma alternativa ao cuidado neonatal convencional para bebês de baixo peso ao nascer. Foi idealizado e implantado de forma pioneira por Edgar Rey Sanabria e Hector Martinez em 1979, no Instituto Materno-Infantil de Bogotá, Colômbia, e denominado “Mãe Canguru” devido à maneira pela qual as mães carregavam seus bebês após o nascimento, de forma semelhante aos marsupiais.
     Era destinado a dar alta precoce para recém-nascidos de baixo peso frente a uma situação crítica de falta de incubadoras, infecções cruzadas, ausência de recursos tecnológicos, desmame precoce, altas taxas de mortalidadeneonatal e abandono materno.
Foto: William Santos - fotógrafo e comunicólogo     
     Nascia então o “Método Canguru”. Essa assistência neonatal implica no contato pele-a-pele precoce entre a mãe e o recém-nascido de baixo peso, de forma crescente e pelo tempo que ambos entenderem ser prazeroso e suficiente, permitindo, dessa forma, uma maior participação dos pais no cuidado ao seu recém-nascido.
     A posição canguru consiste em manter o recém-nascido de baixo peso ligeiramente vestido, na posição vertical, contra o peito do pai ou da mãe.
     Só são considerados como “Método Canguru” os sistemas que permitem o contato precoce, realizado de maneira orientada, por livre escolha da família, de forma crescente, segura e acompanhado de suporte assistencial por uma equipe de saúde adequadamente treinada.
     
VANTAGENS DO MÉTODO:
- aumenta o vínculo mãe-filho;
- diminui o tempo de separação mãe-filho, evitando longos períodos sem estimulação sensorial;
- estimula o aleitamento materno, favorecendo maior freqüência, precocidade e duração da amamentação;
- proporciona maior competência e amplia a confiança dos pais no manuseio do seu filho de baixo peso, mesmo após a alta hospitalar;
- favorece um controle térmico melhor;
- reduz o número de recém-nascidos em unidades de cuidados intermediários devido à maior rotatividade de leitos;
- proporciona um relacionamento melhor da família com a equipe de saúde;
- favorece a diminuição da infecção hospitalar;
- diminui a permanência hospitalar.

Leia Mais ►
0

Secretaria da Saúde do Paraná treina profissionais para atuar no método Canguru

Parabéns à Saúde do Paraná pela bela iniciativa, que vai além de apenas ensinar o método aos pais. Confira na matéria. Mães e bebês prematuros agradecem!
     

http://advance.uconn.edu/2004/040301/04030110.htm
     "26/08/11 - A Secretaria de Estado da Saúde está incentivando a utilização do método Canguru nos hospitais com UTI neonatal no Paraná, como parte dos protocolos do programa Mãe Paranaense, que será lançado em novembro. Para isto promoveu em parceria com o Hospital de Clínicas e com o Ministério da Saúde, nesta semana, uma capacitação para 30 profissionais - entres eles médicos pediatras e neonatologistas - que coordenarão a implantação do método em cinco hospitais – Hospitais Universitários de Londrina e de Maringá, Hospital Municipal de São José dos Pinhais, Maternidade Vitor Ferreira do Amaral e Hospital do Trabalhador.
     A enfermeira-chefe da UTI Neonatal do Hospital de Clínicas e tutora da capacitação, Viviane Trevisan, destacou que o método canguru é dividido em três etapas – na primeira, ainda com o bebê internado, a mãe permanece com o bebê o maior tempo possível, dentro das regras da unidade. Na segunda etapa, a mãe é reinternada e passa praticamente todo o tempo com o filho na UTI. E na terceira, o método continua sendo aplicado em casa, depois da alta médica.
     “Os pais se sentem inseguros e assustados com o bebê prematuro, por isso durante a aplicação do método ensinamos outras técnicas para aproximar a mãe do bebê, como facilitar a entrada dela na unidade intensiva, ajuda-la a dar banho e cobrir a incubadora para que fique mais aconchegante para o bebê”, explicou Viviane. A ideia é que a família se sinta tranquila e apta a cuidar do prematuro quando ele receber alta.
     O Hospital do Trabalhador também aplica a primeira etapa do método em sua UTI neonatal. “Conhecemos as vantagens, que são inúmeras. Agora com o conhecimento técnico poderemos ampliar nossa atuação”, disse a enfermeira e coordenadora da UTI neonatal, Roseli Batista Diniz. O hospital, que é uma unidade da Secretaria da Saúde, estuda a possibilidade de adotar o método na sua integralidade.
     A enfermeira da Universidade Estadual de Londrina, Edilaine Giovanini Rossetto, disse que no Hospital Universitário o método é aplicado nas visitas dos familiares aos bebês internados. “O ideal é que a mãe passe o maior tempo possível com o bebê. Também temos muitos pais e avós que pedem para fazer parte do processo”, disse.
     O médico pediatra e coordenador da UTI neonatal do Hospital Municipal de São José dos Pinhais, Onildo Palhari, afirmou estar satisfeito com os conhecimentos técnicos adquiridos na semana de capacitação. “Viemos em quatro profissionais, três enfermeiras e eu. Agora com a reforma da maternidade pretendemos ampliar o espaço e realizar também a segunda etapa do processo”, disse.
     Os hospitais que desejarem obter mais informações sobre a capacitação devem entrar em contato com a Secretaria Estadual da Saúde.
     O MÉTODO - Criado na Colômbia em 1979, o método é fundamental para o desenvolvimento de bebês prematuros – especialmente para aqueles com menos de 1,5 kg. Nele, o bebê fica preso ao corpo da mãe ou familiar o maior tempo possível, o que fortalece o vínculo entre eles, incentiva a amamentação e ajuda no desenvolvimento da criança. “O método de humanização também diminui o tempo de internação e minimiza os impactos de procedimentos que são feitos enquanto ele permanece internado”, explicou a coordenadora do programa de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, Rogéria Fadel."

Leia Mais ►

Vem comigo!

A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”