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Doença de Alzheimer e tratamento fisioterápico

Entre as doenças que afetam o cérebro, o mal de Alzheimer é uma das mais cruéis. Ela se instala lentamente e mina a capacidade do indivíduo de se relacionar com o mundo exterior e consigo mesmo.
A doença de Alzheimer é uma doença neuropsiquiátrica progressiva do envelhecimento encontradas em adultos de meia-idade e, particularmente, em mais velhos, que afeta a substância cerebral e é caracterizada pela perda inexorável da função cognitiva, bem como distúrbios afetivos e comportamentais. A principal causa de demência em adultos com mais de 60 anos, o mal de Alzheimer, é responsável por alterações de comportamento, de memória e de pensamento (1)
A doença se caracteriza pela morte gradual de neurônios, as células nervosas do cérebro. As causas desse desastre são pouco conhecidas. Sabe-se que ele está relacionada a um acúmulo de duas proteínas, a beta-amilóide (2).
Doença de Alzheimer
A doença de Alzheimer caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral. O processo geralmente é difuso, mas pode ser mais grave nos lobos frontal, parietal e temporal. O grau de atrofia varia(3).
O envelhecimento normal do cérebro também se acompanha de atrofia, há uma superposição no grau de atrofia do cérebro de pacientes idosos com Alzheimer e pessoas da mesma idade afetadas pela doença. Ao exame microscópio, há perda tanto de neurônio como de neurópilo no córtex e, ocasionalmente, se observa uma desmielinização secundária na substância branca subcortical. Com o uso da morfometria quantitativa, a maior perda é a de grandes neurônios corticais (4).
Os achados mais característicos são placas senis e emaranhadas neurofibrilares argentofílicos. A placa senil é encontrada em todo o córtex e hipocampo e o número de placas por campo microscópio correlaciona-se com o grau de perda intelectual. Emaranhados neurofibrilares são estruturas fibrilares intracitoplasmáticas neuronais (5).
A degeneração e a perda neuronal são gerais, embora especialmente acentuadas nas células piramidais do hipocampo e células piramidais grandes no córtex associativo. A degeneração aparece cedo no núcleo basal de Meynert e mais tarde nos lócus coeruleos. A patologia inclui a presença de desarranjos neurofibrilares, placas neuríticas e degeneração granulovacuolar. Os desarranjos são massas intraneurofibrilares de filamentos citoplásticos (4).
Epidemiologia
Nos EUA, a prevalência da doença de Alzheimer em pessoas de 65 anos de idade ou mais é estimada como sendo de 10,3 %, elevando-se para 47 % naquelas acima de 80 anos. Até 2,6 % das pessoas acima dos 65 anos vem apresentar a Doença de Alzheimer anualmente. A freqüência varia pouco por sexo ou grupo étnico(1).
Etiologia
Embora a causa da Doença de Alzheimer não tenha sido estabelecida, há fortes suspeitas de uma base genética. A concordância para Doença de Alzheimer em gêmeos homozigóticos é maior que em gêmeos dizigóticos (3).
Agentes infecciosos e contaminantes ambientais, incluindo vírus lentos e metais (por exemplo o alumínio) são fatores etiológicos suspeitos. Os papéis destes fatores ainda não foram comprovados; no entanto, estes fatores ambientais estão sendo submetidos à investigação ativa. O envelhecimento normal está associado com decréscimo de alguns neurotransmissores, bem como com alguns dos achados neuropatológicos da doença. Portanto, surgiu a questão sobre se a doença seria devido a uma aceleração das alterações normais do envelhecimento (3)
As lesões crânio encefálicas, baixos níveis de instrução e síndrome de Down em um parente em primeiro grau também se associa a maior risco de doença de Alzheimer (3).
O quadro clínico da DA caracteriza-se por um declínio insidioso, progressivo da memória e de outras funções corticais como linguagem, conceito, julgamento, habilidades visuo-espaciais. Progressivamente instalam-se alterações intelectuais e de esfera afetiva, mas sobressaem os distúrbios de funções simbólicas: apraxias, agnosias (perda da capacidade de interpretar o que vê, ouve ou sente) e afasias. Pode ocorrer manifestação psicótica, como delírios e crises convulsivas (6). Apresentam geralmente delírios de infidelidade conjugal e roubos. Esses pacientes podem vagar, marchar, abrir e fechar gavetas rapidamente, bem como fazer as mesmas perguntas várias vezes. Anormalidades do ciclo sono-vigília podem tornar-se evidentes, como ficar acordado durante a noite, por pensar que ainda é dia claro (3). Alguns pacientes desenvolvem uma marcha arrastada, com rigidez muscular generalizada associada à lentidão e inadequação do movimento. Possuem com freqüência um aspecto parkinsoniano, mas raramente tem tremor em repouso rápido e rítmico. Podem evidenciar reflexos tendíneos hiperativos e reflexos de sucção e muxoxo. Abalos mioclônicos (contrações bruscas breves de vários músculos ou de todo o corpo) podem ocorrer espontaneamente ou em respostas a estímulos físicos ou auditivos (2)
As perdas cognitivas aumentam e o indivíduo evolui até ficar totalmente dependente de outros para a execução de suas atividades mais básicas. Em estágios mais avançados passa a não se alimentar, engasgar-se com a comida e saliva, o vocabulário fica restrito a poucas palavras, perde a capacidade de sorrir, sustentar a cabeça, fica acamado e a morte sobrevém em conseqüência de complicações como pneumonia, desidratação ou sepse (6).
A demência senil do tipo Alzheimer pode ainda ser subdividida de acordo com o estágio clínico, mas existe grande variabilidade e a evolução dos estágios freqüentemente não é tão ordenada como se poderia deduzir da descrição que vem  seguir:

Estágio Inicial: perda da memória recente, incapacidade de aprender e reter informações novas, problemas de linguagem, labilidade de humor e, possivelmente, alterações de personalidade. Os pacientes podem apresentar dificuldade progressiva para desempenhar as atividades de vida diária. Irritabilidade, hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controle e de memória. O estágio inicial, no entanto, pode não comprometer a sociabilidade (7).
Estágio Intermediário: completamente incapaz de aprender e lembrar de informações novas. Os pacientes se perdem constantemente, freqüentemente a ponto de conseguirem encontrar o seu próprio quarto ou banheiro. Embora continuem a deambular, estão em risco significativo de quedas ou acidentes secundários à confusão. O paciente pode precisar de assistência nas AVDs. A desorganização comportamental ocorre na forma de perambulação, agitação, hostilidade, falta de cooperação ou agressividade física. Neste estágio, o paciente já perdeu todo o senso de tempo e lugar (7)
Estágio grave ou terminal: incapaz de andar, totalmente incontinente e incapaz de desempenhar qualquer AVD. Podem ser incapazes de deglutir e podem necessitar de alimentação por sonda nasogastrica. Estão em risco de pneumonia, desnutrição e necrose da pele por pressão (7).
A evolução da doença é gradual, e não rápida ou fulminante; existe um declínio constante, embora os sintomas em alguns pacientes pareçam se estabilizar durante algum tempo. Não ocorrem sinais motores ou outros sinais neurológicos focais ate tardiamente na doença (1). A duração típica da doença é de 8 a 10 anos, mas a evolução varia de 1 a 25 anos. Por motivos desconhecidos, alguns pacientes com Alzheimer evidenciam um declínio gradual e lento da função, enquanto outros têm platôs prolongados sem deterioração importante (2). O estágio final da doença de Alzheimer é coma e morte. (1) 
Dentre as principais características estão (7):
Perda de memória: pode ter conseqüência na vida diária, de muitas maneiras, conduzindo a problemas de comunicação, riscos de segurança e problemas de comportamento.
Memória episódica: é a memória que as pessoas têm de episódios da sua vida, passando do mais mundano ao mais pessoalmente significativo.
Memória semântica: esta categoria abrange a memória do significado das palavras, como por exemplo, uma flor ou um cão.
Memória de procedimento: esta é a memória de como conduzir os nossos atos quer física como mentalmente, por exemplo, como usar uma faca e um garfo, ou jogar xadrez.
Apraxia: é o termo usado para descreve a incapacidade para efetuar movimentos voluntários e propositados, apesar do fato da força muscular, da sensibilidade e da coordenação estarem intactas. 
Afasia: é o termo utilizado para descrever a dificuldade ou perda de capacidade para falar, ou compreender a linguagem falada, escrita ou gestual, em resultado de uma lesão do respectivo centro nervoso.
Agnosia: é o termo utilizado para descrever a perda de capacidade para reconhecer o que são os objetos, e para que servem.
Comunicação: As pessoas com doença de Alzheimer tem dificuldades na emissão e na compreensão da linguagem, o que, por sua vez, leva a outros problemas.
Mudança de personalidade: uma pessoa que tenha sido sempre calma, educada e afável pode comportar-se de uma forma agressiva e doentia. São comuns as mudanças bruscas e freqüentes de humor.
Mudanças físicas: a perda de peso pode ocorrer, redução de massa muscular, escaras de decúbito, infecções, pneumonia.
A evolução é progressiva, inevitavelmente em incapacidade completa e morte. Ás vezes há estabilizações, durante as quais o distúrbio cognitivo permanece inalterado por um ou dois anos, mas depois a progressão é retomada. A duração é geralmente entre 4 a 10 anos, com extremos de menos de 1 ano e a mais de 20 anos (8).
Tratamento
Por enquanto, não existe tratamento preventivo ou curativo para a doença de Alzheimer. Existe uma série de medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas, tais como agitação, ansiedade, depressão, confusão e insônia. Infelizmente, estes medicamentos são apenas eficazes para um número limitado de doentes, apenas por um breve período de tempo e podem causar efeitos secundários indesejados. Por isso, aconselha-se geralmente a evitar a medicação, a menos que seja realmente necessária (7).
Descobriu-se que os doentes que têm a doença de Alzheimer têm níveis reduzidos de acetilcolina, um neurotransmissor (substância química responsável pela transmissão de mensagens de uma célula para outra) que intervém nos processos da memória (9).
Foram introduzidos, em alguns países, determinados medicamentos que inibem a enzima responsável pela destruição da acetilcolina. (4).
Os resultados no tratamento da doença são difíceis e frustrantes, pois não há medidas específicas e a ênfase primária é o alívio em longo prazo dos problemas comportamentais e neurológicos associados (2)
O tratamento é multimodal, desenvolvido e modificado com a progressão da doença, podendo ser obtido através da intervenção farmacológica (visando à fisiopatologia e sintomas da doença como ilusões e distúrbios do sono) e da intervenção comportamentais (melhora sintomas específicos bem como as AVDs). Atualmente os agentes farmacológicos empregados no tratamento visam inibir a acetilcolinesterase para aumentar os níveis de acetilcolina diminuídos no cérebro dos pacientes com Alzheimer. Os inibidores utilizados atualmente (utilizados apenas em doenças com déficit colinérgico como Alzheimer) são: Tacrina (melhora apatia e ansiedade), Donepezil (1).
Fisioterapia
Designa a habilitar o indivíduo comprometido funcionalmente, a novamente desempenhar suas AVDs, da melhor maneira e pelo menor tempo possível, com mais autonomia. Os principais aspectos da assistência são preventivos, elaborados para manter o indivíduo mais ativo e independente possível. No maior grau que for possível, a atividade deve ser encorajada para manter a força, ADM e estado de alerta (9).
Promover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos máximo de AVDs possível; o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar o objeto (exemplo, escova de dente), e realizar a ação motora (8).
O processo de reabilitação também inclui a realização de modificações ambientais necessárias para segurança do paciente e de modo que esse possa viver em um ambiente o mais aberto possível (8). Quedas podem ser devido a riscos ambientais o mais (iluminação inadequada, pisos escorregadios, tapetes soltos, etc). Tais riscos devem ser evitados. Os ambientes devem manter um apresentação familiar (não mudar a disposição da mobília desnecessariamente) e barras presas na parede e corrimãos devem ser instalados nos locais necessários (10)
As técnicas de fisioterapia serão as mesmas que usamos nas pessoas de terceira idade que não apresentam demência, mas a maneira de aborda-las exige habilidade especial. O paciente pode não aparecer interessado em saber como a falta de flexibilidade articular, a fraqueza muscular ou o edema poderão afeta-lo; não tem condições de entender a relação que existe. O preparo antecipado dos planos de terapêutica  impede que o fisioterapeuta pareça indeciso. O preparo de explicações claras e simples darão melhores resultados. A instrução deverá ser repetida da mesma forma; o emprego das palavras diferentes poderá confundir o paciente. Não é aconselhável entrar em conversas desnecessárias, pois podem desnorteá-lo mais ainda.Lançar mãos de gestos e sinais físicos para esclarecer e reforçar as instruções exigentes (9)
São comuns as alterações de sensibilidade, por isso evitar atração, a eletroterapia e os equipamentos que exigem colaboração de participação subjetiva. O calor somente deve ser usado naqueles capazes de reconhecer e dizer quanto é demasiado quente (9)
O estabelecimento de metas realizáveis no tocante à mobilidade é muito útil. Mesmo as realizações mais modestas merecem ser recompensadas por parabéns e pelo interesse que o fisioterapeuta demonstra pela pessoa (9).
A meta de reabilitação precisa ser redefinida para assegurar que o paciente permaneça seguro, independente, e capaz de realizar atividades da vida diária e atividades instrumentais da vida pelo máximo de tempo que for razoável (8).
O processo de reabilitação pode começar enquanto o trabalho de diagnóstico está ainda sendo feito. Isso pode tornar a forma de treinamento básico em atividades da vida diária. Isso inclui o treinamento de atendentes para a assistência de paciente e a reabilitação de modificações ambientais necessárias para a segurança da pessoa confusa de modo que essa possa viver em um ambiente o mais aberto possível. Uma vez o diagnóstico tenha sido estabelecido, pode ser feito o planejamento cuidadoso para a assistência.
Nos estágios iniciais e médios da doença, a intervenção fisioterápica geralmente pode prolongar a habilidade de movimentar-se com facilidade (10).
É importante observar que inicialmente a intervenção fisioterápica pode ser potencialmente envolvida com a facilitação do planejamento motor e planejamento para compensação de perdas nas atividades de vida diária. A habilidade para andar é perdida mais tarde, e outros estudos relatam níveis comparáveis de comprometimento (7).
A intervenção fisioterápica para assistir o paciente e treinar os atendentes envolve a facilitação dos movimentos e planejamentos motor e o desenvolvimento ou refinamento de pistas ambientais e cognitivas para ajudar a realizar tarefas complexas (10).
O comprometimento cognitivo é o fator limitante. A análise ajuda o atendente a prover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos o máximo de AVDS possível; por exemplo, para escovar os dentes, o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar a escova de dentes, e realizar a ação motora. O paciente pode somente precisar de ajuda de alguém que coloque a escova em sua mão e a guie lentamente para a boca para que seja capaz de escovar os dentes (7).
A primeira meta da reabilitação é criar um ambiente (emocional e físico) que dê suporte (trabalhar ativamente para compensar as perdas cognitivas específicas dos pacientes na medida em que forem ocorrendo gradualmente). A meta final é ajudar os pacientes a sentirem que eles são capazes, de modo que continuem a tentar fazer por si próprios as coisas que possam fazer com segurança, independentemente de permanecerem em sua casa ou estarem vivendo em uma instituição (9).
Em cada sessão os movimentos precisam ser equilibrados com períodos adequados de repouso para assegurar que o paciente não atingirá o ponto de fadiga e exaustão. São preferíveis freqüentes e breves períodos de atividade física (10).
O fisioterapeuta pode contribuir muito com a melhora da qualidade de vida do paciente e da família (7).
Objetivos da reabilitação fisioterápica (7,8,9):
- Diminuir a progressão e efeitos dos sintomas da doença,
- Evitar ou diminuir complicações e deformidades,
- Manter as capacidades funcionais do paciente (sistema cardiorrespiratório),
- Manter ou devolver a ADM funcional das articulações,
- Evitar contraturas e encurtamento musculares (imobilização no leito),
- Evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular,
- Incentivar e promover o funcionamento motor e mobilidade,
- Orientação sobre as posturas corretas,
- Treino do padrão da marcha,
- Trabalhar os padrões do funcionamento sistema respiratório (fala, respiração, expansão e mobilidade torácica),
- Manter ou recuperar a independência funcional nas atividades de vida diária.
Consiste basicamente na fisioterapia motora, que engloba desde exercícios ativos, passivos, auto-assistidos, contra-resistência, isométricos, metabólicos, isotônicos, ou seja, qualquer tipo de movimento é bem vindo no tratamento. Quando chega a uma segunda fase esta patologia, deve-se estimular atividades para que o paciente não fique o tempo inteiro na cama, evitando assim escaras de decúbito, comumente relatadas. Alongamentos e atividades de relaxamento podem ser realizados (10).
Outras modalidades de tratamento são eficazes, como a parte de exercícios para o condicionamento aeróbico, como estimular o paciente a realizar caminhadas, tanto por percursos diferentes, ou dependendo pelo mesmo percurso, estimulando assim concomitantemente a memória do paciente. Bicicletas estacionárias também são de grande valia, assim como se possíveis trabalhos de hidroterapia (9).
Exercícios para propriocepção e equilíbrio são fundamentais para a desenvoltura do paciente, como exercícios com bastões, bola, descarga de peso gradual, andadores, percursos (10).
Pode realizar atividades em que se estimule o raciocínio do paciente, como atividades de escrever, decorar palavras, nomear objetos, que levam a um estímulo da memória (7).
Porém a principal atitude a ser tomada é a companhia que este paciente precisa, nunca deixa-lo no abandono, por isso a conversa com familiares sobre o assunto é importante, para que assim este paciente possa conviver normalmente num meio familiar, eliminando o risco de passar o resto de sua vida num asilo (6).
Conclusão
Existe uma busca de uma melhor qualidade de vida para os pacientes e dos vários tipos de tratamento para a doença de Alzheimer, com o objetivo de amenizar os sintomas. Porém enquanto não for descoberta a etiologia dessa patologia, torna-se difícil chegar á cura dessa doença.
A fisioterapia busca melhoria na qualidade de vida do paciente, sendo que o paciente com Alzheimer necessita de uma reabilitação global, envolvendo uma equipe multidisciplinar, e que a fisioterapia tem um papel fundamental tanto na reabilitação motora quanto no retorno as relações interpessoais e na obtenção de independência por parte do paciente.

Fonte - http://fisioterapiaportoalegre.wordpress.com/area-de-atuacao/fisioterapia-neurofuncional/doenca-de-alzheimer-e-tratamento-fisioterapico/
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Presbiacusia - perda auditiva em idosos


A presbiacusia ou surdez do idoso constitui-se em um dos mais importantes fatores de desagregação social. Estudos recentes demonstram que de todas as privações sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito mais devastador no processo de comunicação do idoso.
De acordo com Academia Brasileira de Otologia presbiacusia é o envelhecimento natural do ouvido humano, resultante da somatória de alterações degenerativas de todo o aparelho auditivo. Consiste em uma perda bilateral da audição para sons de alta freqüência, acompanhada, geralmente, por uma perda desproporcional do reconhecimento da fala, sem história prévia de doença sistêmica ou auditiva severa, com início gradual e curso progressivo (Willott, 1991 em Neves, 2002).
As deficiências auditivas acometem 70% dos idosos (mais ou menos 10 milhões de pessoas em nosso país), sendo a segunda inabilidade física mais comum e a quarta afecção mais comum nos EUA.
Os principais agentes agravantes da presbiacusia são: exposição a ruídos, diabetes, uso de medicação tóxica para os ouvidos e a herança genética, e a diminuição da acuidade auditiva na terceira idade.
Muitas vezes a deficiência auditiva pode vir acompanhada de um zumbido  que compromete ainda mais o bem estar. Esse zumbido tem como característica à percepção de som na ausência de uma fonte sonora externa e afeta cerca de 20% da população mundial. Suas queixas principais são: “chiado”, “grilo”, “apito no ouvido”, “panela de pressão na cabeça”, etc.
Manifestações clínicas
Com a diminuição da sensibilidade auditiva ocorre uma redução na inteligibilidade da fala, o que vem a comprometer seriamente o seu processo de comunicação verbal. A perda auditiva em altas freqüências (agudos) torna a percepção das consoantes muito difícil, aos idosos, especialmente quando a comunicação ocorre em ambientes insalubres ou ruidosos. “Não entendem o que é dito”.
A presbiacusia no idoso pode acarretar alguns problemas psicosocias tais como: Isolamento social, Incapacidade auditiva (igrejas, rádio e TV), intolerância a sons de moderada à alta intensidade (agudos). Se a pessoa fala baixo o idoso não ouve se ela grita, o incomoda.
Problemas de alerta e defesa: incapacidade para ouvir pessoas e veículos aproximando-se, panelas fervendo, alarmes, telefone, campainha da porta, anúncios de emergências em rádio e TV.
Quando questionados sobre a patologia os familiares descrevem o idoso como:
Principais sintomas: Dificuldade de participar de conversação ou falar ao telefone, sensação de que não consegue compreender as palavras, necessidade de aumentar o volume da TV ou rádio, dificuldade de localizar uma fonte sonora.
Diagnóstico
O idoso com dificuldades auditivas deve ser encaminhado ao otorrinolaringologista e ao fonoaudiólogo para um teste que poderá indicar ou não a utilização de prótese auditiva.
Tratamento
O tratamento da perda da audição nos idosos, resultante da presbiacusia, se faz através da utilização de próteses auriculares, e mais recentemente do implante coclear (veja mais)

Tipos de Próteses:

Programáveis: necessitam da manipulação da pessoa para ajustes de volume de recepção sonora.
Digitais
: multiprocessadas permitem perfeita adaptação às necessidades de amplificação sonora, podendo ser intracanal ou microcanal.
Cuidados com as Próteses: Devem ser testadas nas condições em que o paciente normalmente realiza suas atividades (compras, passeios, etc.). O paciente deve ser treinado para manipular adequadamente sua prótese (troca de pilha, higiene, e inserção no ouvido).

 Fonte - http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/05/25/surdez-tratamento/
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Dificuldade de engolir pode ser indício de doença grave!

A disfagia - dificuldade de engolir - é um sintoma comum em doenças graves como o megaesôfago e o câncer de esôfago.[Imagem: HC]

Sinal de alerta
A dificuldade moderada, ou até mesmo leve, de engolir substâncias líquidas ou sólidas não deve ser negligenciada.
"Assim que é diagnosticado o problema, é fundamental investigar a sua causa, pois em alguns casos pode ser o alerta de algo mais sério", aponta Rubens Sallum, gastroenterologista e diretor do Serviço de Cirurgia do Esôfago do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP).

Disfagia
A disfagia - dificuldade de engolir - é um sintoma comum em doenças graves como o megaesôfago e o câncer de esôfago.
Segundo o médico, muitas vezes os pacientes acabam procurando tratamento tardio a esses males. "Em ambas as doenças, dois ou três meses subestimando o sintoma podem ser cruciais. Quando o médico é procurado, a situação já se agravou", alerta, ressaltando que assim que o sintoma é reconhecido é recomendável rapidamente procurar um médico e, quando necessário, fazer uma endoscopia.
Os tumores epidermoide (próprio do revestimento do esôfago) e adenocarcinoma (que atinge a junção do esôfago com o estômago), quando diagnosticados no início, têm alto percentual de cura. Segundo o médico, a cura nos estágios iniciais chega a 90%.
Quando a doença é tratada em estágios mais avançados, os índices de cura podem chegar em 60%, mas dependem de modernas técnicas de tratamento. "Em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia radical de retirada do esôfago (esofagectomia), mas para oferecermos essa operação é fundamental diagnosticarmos a doença em estágio menos avançado", informa Rubens.

Alteração do estado nutricional
No megaesôfago, a musculatura no final do esôfago - que funciona como um esfíncter que abre e fecha - para de abrir normalmente impedindo a passagem de alimentos, o que leva a uma dilatação do esôfago. Uma das consequências é a dificuldade de engolir alimentos, podendo gerar alteração do estado nutricional do paciente.
O especialista alerta que, além da atenção que a população em geral deve ter em relação à disfagia, é fundamental que fumantes, alcoólatras e aqueles que já sofreram alguma agressão no esôfago (como, por exemplo, quem ingeriu soda cáustica no passado) façam regularmente o exame de endoscopia.

Vale ressaltar que o profissional capacitado para tratamento da Disfagia é o FONOAUDIÓLOGO!

Fonte - http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=dificuldade-engolir-indicio-doenca-grave&id=4906#.Tr_DGxBG6iU.facebook
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Exercícios para Apnéia e ronco




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Disfagia: reflexos orais, tipos de disfagia, reflexos de proteção

Ótimo livro que indico à profissionais para orientar familiares


Reflexos orais de alimentação


- Reflexo de Procura: também conhecido por reflexo dos quatro pontos cardeais, é 
desencadeado ao tocar os cantos laterais, superior e inferior dos lábios ou bochechas. A 
criança abre a boca, vira a cabeça e move a língua na direção em que ocorreu o estímulo. 
Este reflexo está presente ao nascimento e começa a desaparecer a partir do terceiro e 
quarto mês, quando a criança começa a levar a mão à boca e inicia-se um processo de 
adequação da sensibilidade oral (Cesa et al., 2004).

- Reflexo de Sucção: presente na vida intra uterina, começa a tornar-se voluntário por 
volta dos quatro meses de idade. É uma continuidade do reflexo de procura, após a 
criança introduzir o estímulo em sua cavidade oral, o contato deste com a porção anterior 
da língua, desencadeia um processo de movimentos rítmicos de sucção (Cesa et al., 
2004).

- Reflexo de Deglutição: também presente na vida intra uterina e torna-se voluntário a 
partir do quarto mês, quando há aperfeiçoamento da coordenação com a sucção e a 
respiração (Cesa et al., 2004).

Reflexos orais de proteção a alimentação


- Reflexo de Vômito: está presente ao nascimento e torna-se mais posterior até o sétimo 
mês. Este reflexo permanece  presente na vida adulta, sendo elicitado no recém nascido 
tocando-se na porção anterior da língua (Cesa et al., 2004).


- Reflexo de Mordida: presente ao nascimento e suprimido por volta do sétimo mês com 
o aparecimento da mastigação. Pode ser observado exercendo-se uma pressão no 
rebordo gengival e, como resposta, o recém nascido realiza um movimento rítmico de 
fechar e abrir a mandíbula (Cesa et al., 2004)


Disfagias


A deglutição pode ser prejudicada devido a processos mecânicos que dificultam a 
passagem do bolo, como falta de secreção salivar, fraqueza das estruturas musculares 
responsáveis pela propulsão do alimento ou disfunção na rede neural que coordena e 
controla a deglutição (Filho et al., 2000a).
O termo disfagia refere-se a um sintoma comum de diversas doenças congênitas ou 
adquiridas, permanentes ou transitórias, relacionado a qualquer alteração no ato de 
engolir que dificulte ou impeça e ingestão oral segura, eficiente e confortável (Alves, 
2003).
Portanto, a disfagia caracteriza-se por um distúrbio da deglutição ou qualquer 
dificuldade do trânsito do bolo alimentar da boca ao estômago, associado a complicações, 
tais como: desnutrição, pneumonia aspirativa, penetração laríngea, presença de saliva ou 
restos alimentares no vestíbulo laríngeo antes, durante ou após a deglutição (Rosado et 
al., 2005; Marcolino et al., 2009).Na literatura são apresentadas diferentes formas de classificação das disfagias. 
Para fins didáticos  apresentam-se as classificações relacionadas à três aspectos: à
etiologia, aos comprometimentos das fases da deglutição e ao grau do distúrbio.



Classificação das disfagias segundo a etiologia


- Disfagia induzida por drogas:  é a disfagia desencadeada ou agravada pelo efeito 
colateral de  alguns medicamentos. O efeito das drogas pode afetar o sistema nervoso 
central, sistema nervoso periférico, sistema muscular ou a produção de saliva (Filho et al., 
2000a).
- Disfagia mecânica:  é a disfagia proveniente de alterações estruturais e o controle 
neutral encontra-se preservado. Podem ser decorrentes de câncer ou de seu tratamento, 
traumas, infecções virais, inflamações teciduais, presença de traqueostomia (ASHA, 
2004).
- Disfagia neurogênica: relacionada à alterações do sistema nervoso central ou 
periférico, podendo estar presentes como sequelas de traumatismo cranioencefálico, 
tumor cerebral, paralisia facial, acidente vascular cerebral, doenças degenerativas, entre 
outros (ASHA, 2004).
- Disfagia psicogênica:  decorrente de  quadros ansiosos, depressivos ou mesmo 
conversivos (ASHA, 2004).


Classificação das disfagias segundo as fases da deglutição
- Disfagia oral: ocorre quando há comprometimento das fases preparatória oral e oral. 
Pode estar presente nos casos de dificuldade ou ausência de vedamento labial, problemas 
durante a mastigação, apraxia oral, paralisia unilateral de língua, entre outros (Macedo et 
al., 1998).


- Disfagia faríngea: quando há comprometimento da fase faríngea, como nos casos de 
paralisias faríngeas e/ou laríngeas, ou laringectomias parciais (Macedo et al., 1998).- Disfagia orofaríngea: na maioria dos casos são observadas alterações nas fases oral e 
faríngea, devido à estreita relação entre os eventos de ambas as fases. Ocorre com 
frequência nos casos de ressecções das estruturas da boca e nas doenças neurológicas 
(Macedo et al., 1998).


- Disfagia esofageana: ocorre quando há alterações estruturais no esôfago ou ainda pode 
relacionar-se à esofagite ou refluxo gastroesofágico (RGE) causando alterações e 
modificações na fase esofágica da deglutição (Filho et al., 2000a).


Classificação das disfagias segundo o grau de comprometimento
- Disfagia leve: ocorre quando o controle e transporte do bolo alimentar estão atrasados e 
lentos, sem sinais de penetração laríngea na ausculta cervical. É esperado que o paciente 
adquira compensações para as dificuldades em pelo menos uma consistência e que 
mantenha a alimentação por via oral (Jesus, 2008).


- Disfagia moderada: o paciente apresenta comprometimentos semelhantes à disfagia 
leve, porém observam-se sinais de penetração laríngea e risco de aspiração na ausculta 
cervical para duas consistências.  O paciente necessita de manobras facilitadoras para 
minimizar os riscos de aspiração e, dependendo do estado de saúde, a alimentação pode 
ocorrer por via mista (oral e alternativa) ou exclusivamente por via alternativa (Jesus, 
2008).


- Disfagia severa: caracteriza-se por presença de aspiração substancial com sinais de 
alteração respiratória e  ausência ou falha da deglutição completa do bolo alimentar,
impossibilitando a alimentação por via oral (Jesus, 2008).


Sinais e sintomas da disfagia


Os comprometimentos da fase oral caracterizam-se por alterações no vedamento 
labial, mobilidade da  língua, mastigação, reflexos orais, fechamento velofaríngeo e na 
percepção sensorial gustativa, de temperatura e textura do alimento (Pilz, 1999).Os pacientes com alterações na fase faríngea apresentam engasgo, tosse, náusea, 
regurgitação nasal ou dificuldade respiratória por aspiração. Esses sintomas são 
provocados pelo atraso ou ausência no reflexo de deglutição, incoordenação no 
fechamento do EES, redução na contração da musculatura da laringe, alteração na 
elevação e fechamento da laringe (Pilz, 1999).
A disfagia esofagiana pode ser decorrente de alterações estruturais do esôfago, 
esofagite e RGE. As principais queixas são de dor ao deglutir (odinofagia), dor torácica, 
sensação de pressão durante a passagem do alimento, vômito e regurgitação do alimento
(Pilz, 1999).
A entrada de alimento ou secreção na laringe em região subglótica denomina-se 
aspiração e caracteriza-se como um dos principais indicativos de disfagia e um grave 
sintoma, pois dependendo do estado de saúde geral do paciente, da quantidade e
frequência da aspiração pode provocar alterações respiratórias, como pneumonia (Pilz, 
1999).
Há três mecanismos que protegem os pulmões contra a aspiração. São eles: tosse, 
fechamento laríngeo e deglutição. Se algum desses mecanismos falhar ainda há a 
possibilidade de eliminar o material aspirado por meio da ação ciliar  das células da 
traquéia (Pilz, 1999).
A disfagia pode gerar complicações secundárias que devem ser diagnosticadas 
precocemente, pois indicam o agravamento clínico e podem levar o paciente ao óbito. A 
modificação do nível de consciência, a desidratação, a desnutrição e a pneumonia 
constituem esses sinais clínicos secundários (Filho et al., 2000a). 
O acúmulo de secreção provocado por aspiração maciça, redução da sensibilidade 
laríngea ou da força muscular  dos músculos respiratórios pode comprometer o  sistema 
nervoso central, reduzindo o nível de alerta e, consequentemente, o nível de consciência 
(Filho et al., 2000a).
A desidratação e a desnutrição podem se manifestar quando o preparo,  o volume, 
as vias de introdução da dieta e a distribuição de nutrientes não estão adequados para o 
paciente disfágico (Filho et al., 2000a).

Na criança, os sintomas clínicos da disfagia podem gerar aversão para comer 
determinados alimentos, aumento do tempo gasto na alimentação e ingestão de dieta 
especial (Aurélio et al., 2002).
Cabe ressaltar também outros sintomas da disfagia, como o esforço ao engolir e a 
ejeção oral comprometida, que podem decorrer de alterações na mastigação, dificultando
a trituração do alimento (Marchesan, 2003a).
A aspiração pode trazer complicações clínicas, tais como pneumonias bacterianas 
de repetição, e dependendo do volume e da constância da aspiração, causar desidratação 
e desnutrição. Contudo, a aspiração pode apresentar-se com uma discreta sintomatologia, 
envolvendo ausência ou diminuição do reflexo de tosse. Quando isso ocorre, a aspiração 
traqueal pode ocorrer silenciosamente, como consequência da diminuição da sensibilidade 
laríngea. A aspiração silenciosa é definida como a penetração de saliva ou alimento 
abaixo do nível das pregas vocais, sem sintomas de tosse, engasgo ou qualquer indicativo 
de dificuldade de deglutição (Curado et al., 2005). 
Outros sinais frequentes são: pigarro frequente, modificação da qualidade vocal 
após alimentação, recusa alimentar, necessidade de ingestão de líquido  durante a 
alimentação de sólido e isolamento social (Cola et al., 2008; Marcolino et al., 2009).

Fonte: http://www.medicina.ufmg.br/fon/arquivos/monografias/20091/2/priscilapimentel_tcc_fono_2009.pdf
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NIH Stroke Scale International - Escala Internacional de AVC


A escala internacional de acidente vascular cerebral (AVC) do National Institute of Health (NIHSS Internacional) é uma iniciativa de entidades nacionais e internacionais públicas, assim como privadas e académicas. Estas organizações dedicam-se à promoção da melhoria da prestação de cuidados de saúde ao doente com AVC.
*A escala de AVC do NIH (NIHSS) é um instrumento de uso sistemático que permite uma avaliação quantitativa dos défices neurológicos relacionados com o AVC. Esta escala foi inicialmente desenhada como instrumento de investigação, para medir o estado neurológico inicial nos ensaios clínicos da fase aguda do AVC. Actualmente, a escala é utilizada generalizadamente na valorização do carácter agudo do AVC, na determinação do tratamento mais apropriado e na previsão do prognóstico do doente.

A NIHSS pode então ser usada como instrumento de avaliação clínica para documentar o estado neurológico no doente com AVC agudo. Esta escala é válida para prever o tamanho da lesão e a gravidade do AVC. A NIHSS tem revelado valor prognóstico, tanto a curto como a longo prazo, nos doentes com AVC. Adicionalmente, a escala serve para monitorizar o estado do doente, útil no planeamento dos cuidados, e permite uma linguagem comum para troca de informações entre os profissionais de saúde. A NIHSS foi desenvolvida para ser um instrumento simples, válido e fiável, que pode ser aplicado à cabeceira do doente de forma consistente por médicos, enfermeiros ou terapeutas.*
**A NIHSS é uma escala com 15 itens de exame neurológico para avaliação do efeito do AVC agudo no nível de consciência, linguagem, negligência, perda de campo visual, movimentos oculares, força muscular, ataxia, disartria e perda sensitiva. Um observador treinado classifica a capacidade do doente para responder a questões e efectuar manobras. Cada item classifica-se em 3 a 5 graus, correspondendo 0 a normal; há a hipótese de itens não testáveis. A avaliação completa de um doente requer menos de 10 minutos.

A determinação da gravidade do AVC depende da capacidade do observador para avaliar o doente de forma fiável e consistente.**

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A importância da Fonoaudiologia no pós derrame cerebral

AVC: segunda causa de morte no mundo.
Conhecido popularmente como derrame, o AVC (Acidente Vascular Cerebral), segundo pesquisas, é tido como a segunda maior causa de morte no mundo.
O AVC, segundo o dicionário médico, é definido como uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003) que geralmente afeta a maioria idosa, porém, baseado em pesquisas, existe uma percentagem de 20% dos AVC’s que ocorrem em indivíduos abaixo dos 65 anos.

Independente da faixa etária das pessoas nas quais a doença se instala, apresentam como causas mais comum que originam o AVC, situações como os trombos e o embolismo (Enfartes cerbrais), hemorragia secundária ao aneurisma, anormalidades do desenvolvimento, hipertensão arterial, hemorragia cerebral, malformação dos vasos sanguíneos, tumores cerebrais, traumas e outras situações diversas.
É de suma importância ressaltar que a eficiência em prestar socorro à vítima de AVC é de grande importância, pois segundo estudiosos da área, a chegada ao médico até três horas após o início dos sintomas possibilita maior chance de cura, em especial nos casos de derrame isquêmico.
Por meio de medicamentos é possível dissolver o coágulo que obstruiu o vaso sangüíneo e permitir que o sangue volte a circular normalmente. Quando tardio o atendimento, a possibilidade de cura sem seqüelas vai depender da localização e do tamanho da área do cérebro que foi atingida.
Considerando o alto comprometimento das funções neuromuscular, motora, sensorial, perceptiva e cognitivo-comportamental, o fonoaudiólogo irá propiciar a reabilitação das funções comprometidas parcialmente ou totalmente, dependendo do grau de comprometimento da área afetada.
Quando a lesão é no Hemisfério Esquerdo (Hemiplegia Direita) ocorrem principalmente afasias, apraxias ideomotoras e ideacionais, alexia para números, descriminação direita/esquerda e lentidão em organização e desempenho.
Quando é no Hemisfério Direito (Hemiplegia Esquerda), ocorre alteração viso espacial, auto negligência unilateral esquerda, alteração da imagem corporal, apraxia de vestuário, apraxia de construção, ilusões de abreviamento de tempo e rápida organização, desempenho entre outros.
Vale ressaltar que o fonoaudiólogo na reabilitação de pacientes portadores de AVC atua de forma multidisciplinar, garantindo uma melhor qualidade de vida do paciente.
Profissionais como médicos neurologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos atuam intensamente em parceria com fonoaudiólogo, com o objetivo de adequar o mais breve as funções alteradas.
Lembrando que cada paciente apresenta seu próprio limite de resposta ao tratamento, limite esse que deve ser respeitado pelo profissional em parceria com a família.
Dificuldades para a Alimentação
A deglutição é um reflexo complexo, que tem como principal função conduzir os alimentos e a saliva da boca para o estômago. A dificuldade de progressão dos alimentos líquidos ou sólidos da boca para o estômago é chamada de disfagia. A disfagia pode estar presente em pacientes com AVC e um tratamento adequado pode evitar complicações. Os sintomas são: tosse, engasgos, relato de que os alimentos ficam parados na garganta (faringe), dificuldade para respirar, perda de alimentos ou saliva pela boca, dificuldade para mastigar, pneumonias de repetição, perda de peso, desidratação. Quando o paciente não consegue se comunicar, pode apresentar angústia, sudorese, inquietação durante a alimentação, o que sugere estar em dificuldade.
Orientações ao paciente com disfagia:
  1. O ambiente deve ser calmo. A alimentação não deve ser oferecida na frente da televisão ou com o rádio ligado. Evitar conversa e distrações durante as refeições.
  2. Manter o paciente preferencialmente na posição sentada em 90o. (em cadeira). Alguns pacientes, após avaliação, recebem orientações individuais e mais adequadas quanto ao posicionamento para se alimentar.
  3. O ideal é que o paciente se alimente sem ajuda (quando consegue). Por isto, devemos proporcionar-lhe as melhores condições: prato fundo, colher de sobremesa para que uma quantidade menor de alimento seja ingerida, copo adequado. O uso de canudo para a ingestão de líquidos não é recomendado, pois com canudo não se consegue controlar a quantidade ingerida, podendo ocorrer engasgos.
  4. Colocar no prato uma quantidade pequena, pois o paciente, sabendo de sua dificuldade, ao olhar um prato cheio pode desistir de comer. Os líquidos devem ser oferecidos em copo, também, em pequena quantidade.
  5. Uma pessoa com disfagia leva tempo acima do normal para fazer uma refeição. Ela não deve ser apressada a deglutir.
  6. O paciente pode apresentar mais dificuldade com determinada consistência (alimentos líquidos, pastosos ou sólidos). A consistência mais adequada deve, portanto, ser pesquisada. No caso de disfagia, não deve ser iniciada dieta oral antes de o paciente ser avaliado por profissionais com experiência com este tipo de problema. Quanto à escolha dos alimentos, deve-se dar preferência aos alimentos que o paciente costumava fazer uso antes da lesão.
Fontes: www.brasilescola.com.br
www.sarah.br
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Por que eu falo muito rápido?


Já comentei sobre a taquifemia em outro post e hoje vou acrescentar algumas informações para quem tem dúvidas sobre este assunto, que ainda é pouco conhecido.
taquifemia é uma forma de disfluência bem parecida com a gagueira.
Ela também se manifesta através de repetições, hesitações ou quebras na fluência e por isso é frequentemente confundida com a gagueira.
A diferença fundamental entre as duas formas de disfluência é que as pessoas que apresentam taquifemia, não tomam conhecimento de sua dificuldade. Elas falam com uma velocidade bastante aumentada, "tropeçando nas palavras", repetindo sílabas e cortando as ideias (vários assuntos misturados), o que torna o discurso confuso e pouco atraente ao ouvinte. E, em geral, são falantes desinibidos, não evitam situações de fala como aqueles que apresentam gagueira.
Por isso, estas pessoas chegam para atendimento fonoaudiológico porque a família, os amigos, ou os colegas de trabalho reclamam que não as entendem.
É importante tomar consciência das dificuldades e característricas de sua fala para o sucesso do tratamento.
Com a avaliação e o tratamento adequado é possível melhorar a fluência da fala.
Procure um Fonoaudiólogo!
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Falar mais devagar, é possível?


Lembram que já vimos aqui uma dificuldade de fala chamada taquifemia? É uma das causas da aceleração da fala.
Mas algumas pessoas não apresentam alterações na linguagem oral; elas falam rapidamente porque são aceleradas em várias atividades da sua vida. São pessoas com pouca tendência para ouvir e querem falar logo, porque, em um diálogo mais extenso, ficam entediadas.
Isto é mais comum do que se pensa.
Entetanto, uma fala com velocidade muito acelerada, passa a impressão de ansiedade, e impaciência e pode até irritar o interlocutor.
Para você que quer falar mais devagar, aqui vão as dicas:
  1. uma boa forma de diminuir a velocidade é caprichar na articulação das    palavras, não deixando de pronunciar nenhuma sílaba.
  2. versos compassados de poesias e músicas são bons para esse treinamento.
  3. outro cuidado importante para diminuir a velocidade é manter a respiração constante, inspirando nas pausas naturais da fala.
Se com estas dicas, você não consegue diminuir a velocidade da sua fala, você pode ter uma alteração da fluência da fala. Procure a ajuda de um fonoaudiólogo!

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Como falar mais devagar? Algumas dicas!


A pedidos, trago novas dicas para falar mais devagar. Quem fala muito rápido, frequentemente é caracterizado como ansioso e/ou impaciente. Para o interlocutor do diálogo, há uma necessidade de muita atenção, já que as palavras se sobrepõem ou se apresentam pela metade.
Dicas de como exercitar uma fala mais precisa, com menor velocidade:
1. Leia pequenos textos, falando pausadamente. Aumente e diminua a velocidade para encontrar a velocidade adequada.
2. Cante músicas de diferentes ritmos e observe as variações na velocidade, conforme o ritmo escolhido.
3. Fale em frente a um espelho, utilizando diferentes velocidades de fala, e observe como acontece a movimentação dos órgãos articulatórios  (boca, língua, dentes...), de acordo com o ritmo que você está usando.
4. Avalie também se você acelera na fala porque:
  • quer terminar logo o que tem para dizer, 
  • não tem paciência com o outro (interlocutor), 
  • se acha "chato" articular as palavras, 
  • se tem alguma dificuldade articulatória ou de fluência que não quer que apareça, 
  • se tem dificuldade na organização das ideias e não quer se perder.
Estas dicas são para pessoas que querem diminuir a velocidade da fala normal. Se você tiver "problemas" com a sua fala, procure  a avaliação de um fonoaudiólogo!
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Nasofibrolaringoscopia: importante exame para o diagnóstico da disfagia

Exame realizado pelo otorrinolaringologista, é utilizado como método investigativo dos distúrbios da deglutição. trata-se de um exame simples, que dispensa o uso da anestesia. Como seu equipamento é portátil e de fácil manuseio, pode ser realizado em consultório ou em leito hospitalar
     Através da nasofribrolaringoscopia observa-se a funcionalidade de estruturas como o palato mole, faringe e laringe, propiciando a vizualização também de estase salivar em valécula e seios piriformes, penetração ou aspiração de saliva, secreções e alimentos na laringe, assim como alterações de sensibilidade e reflexo, além da adução e abdução das pregas vocais.
     O fonoaudiólogo pode acompanhar o médico durante a realização  do exame a fim de avaliar a fisiologia da deglutição. Para isto, utiliza alimentos misturados a corante azul (ajudando na vizualização), para a observação se sua passagem por valécula, seios piriformes e região cricofaríngea. Desta forma, o fonoaudiólogo pode observar a presença de aspiração antes, durante ou após a deglutição, além do acúmulo de restos alimentares.
 
Fonte:http://sabrinaleaofono.blogspot.com/2011/05/nasofibrolaringoscopia-importante-exame.html
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Os nervos cranianos e a deglutição


Para a deglutição é necessária a coordenação entre seis nervos cranianos, vindos do tronco cerebral, córtex e cerca de vinte e seis músculos da boca, faringe e esôfago. Trata-se portanto um processo sensóriomotor.
     Os nervos tem a função de levar o estímulo até o cérebro. Os músculos participantes da deglutição recebem os impulsos enviados pelo córtex. Este, decide se a deglutição é necessária naquele momento ou não, inibindo toda a movimentação desnecessária quando existe a decisão para deglutir, ativando os reflexos.
     O complexo estrutural responsável pela deglutição inclui estruturas anatomo-funcionais ósseas (maxilar, mandíbula, coluna cervical e osso hióide); cartilagens laríngeas (epiglote, tireóide, cricóide, aritenóides, corniculadas e cuneiformes); estruturas musculares (língua e mais 31 pares de músculos associados às fases oral e faríngea, em especial os músculos supra-hióides digástrico e estilo-hióideo e os músculos infra-hióides incluindo a membrana tireo-hióidea); pares cranianos (V, VII, IX, X e XII) e nervos cervicais.
     A seguir, os pares cranianos participantes da deglutição e suas respectivas funções:
V par - Trigêmio: mastigação, gustação, sensibilidade da cavidade oral.
VII par - Facial:  mastigação, gustação, sensibilidade da cavidade oral.
IX par - Glossofaríngeo: influência sobre as estruturas velofaríngeas, inervação sensitiva de orofaringe e estruturas velofaríngeas.
X par - Vago: inervação motora de toda a laringe, inervação sensitiva da hipofaringe laringe.
XII par - Hipoglosso: movimentação lingual.
 
 
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