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Fonoaudióloga contraindica, mamadeira, chupeta e bombas tira-leite

 "Agência Notisa – O aleitamento materno salva a vida de milhões de crianças todos os anos. Sua prática é fortemente incentivada pelos profissionais de saúde e apoiada pelas mães. Porém, muitas vezes, sua realização não é possível, sendo necessários outros mecanismos de nutrição para os recém-nascidos. Durante mesa-rendonda, realizada na quarta-feira (24), no 49º Congresso do Hospital Universitário Pedro Ernesto, Ana Paula Barça mostrou o que a fonoaudiologia pode fazer por essas crianças.
     Ana, que é fonoaudióloga do Hospital da Política Militar do Rio de Janeiro, dividiu as situações onde o aleitamento materno não é possível em: situações temporárias e permanentes. No primeiro caso, estão: prematuridade, problemas gastrointestinais, cardiopatia, problemas respiratórios e neurológicos. Todos relacionados ao bebê.
     No caso das situações temporárias relacionadas à mãe, estão: administração de medicamentos (cuja prescrição será baseada nos risco beneficio), doenças infecciosas, doença de Lyme e hanseníase.
     “Já as situações permanentes onde o aleitamento não é possível relacionadas ao bebê, são: lactentes com galactosemia, com doença da urina de xarope de bordo, com funilcetonúria e com problemas neurológicos (com risco de broncoaspiração). E as relacionadas à mãe são: HIV, uso de drogas de vício (nicotina e álcool) e de abuso (drogas ilícitas, como a maconha)”, explicou.
    Segundo a especialista, se não existir nenhum impedimento para o aleitamento materno, e a criança puder se nutrir oralmente, o seio da mãe é a primeira opção. Quando isso não é possível, ela disse que é preciso estudar cada caso para se escolher a melhor forma de nutrição.
     Ana explicou que o Ministério da Saúde aconselha o uso do copinho como o principal substituto do seio. Porém, existe, segundo ela, outras formas de aleitamento oral, como o finger-feeding (trata-se de uma sonda fixada ao dedo e conectada a um recipiente para que o bebê possa sugar o leite), a translactação e, em último caso, a mamadeira.
     “A mamadeira é a ultima indicação por causa da confusão de diferentes bicos existentes, o que pode levar o bebê a negar o bico do peito da mãe. Além disso, com a mamadeira, não é preciso que o bebê faça muito esforço para sugar, o que pode prejudicar seu desenvolvimento”, lembrou a especialista.
     Em todos os casos, a fonoaudióloga contraindica a ordenha do leite por bomba, aquelas facilmente encontradas nas farmácias. Segundo Ana, esses aparelhos podem contaminar o leite. “A melhor forma é ordenhar o leite manualmente. Pode demorar mais, porém dói menos e é mais segura, já que não tem o risco de infecção que a bomba tem”, ressaltou."

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Estimulação em Bebês com Dificuldades de Sucção



A atuação fonoaudiológica em berçários, UTI e internação pediátrica é de extrema importância, tanto nos aspectos preventivos como de reabilitação. Estudos comprovam que existe grande parte de recém-nascido pré-termo cuja alta hospitalar é adiada por impedimentos provenientes de uma alimentação ineficiente. Pode-se dizer que a sucção e a deglutição são automatismos interligados, principalmente, nos primeiros meses de vida, os quais, juntamente com a função da respiração, interagem como um sistema. A sucção é fundamental na vida dos recém-nascidos, já que é a 1ª forma pelo qual o bebê obtém o alimento. Ao nascer, o bebê apresenta estrutura anatômica(boca) que lhe garante a capacidade de se alimentar da consistência líquida por meio do seio materno e/ou mamadeira. A deglutição é conseqüência dos movimentos rítmicos e coordenados da sucção. Fatores como tônus muscular, tipo de bico utilizado e a saciedade da fome podem influenciar no padrão de sucção. É essencial que o bebê se alimente por via oral(pela boca) contudo, em conseqüência, por exemplo, do bebê ser prematuro e/ou apresentar afecções conseqüentes de comprometimentos durante o desenvolvimento do embrião, poderá apresentar dificuldade de alimentação.
Essas dificuldades são observadas na avaliação clínica de deglutição realizada pela fonoaudióloga especialista na área quando solicitada a integrar a equipe de atendimento a essas crianças com distúrbio de deglutição. Nessa avaliação o fonoaudiólogo observa que os bebês não apresentam ao ser estimulados os reflexos orais que seriam esperados, como ausência do reflexo de sucção; o vedamento labial que garantiria segurar firmemente o seio materno e/ou bico da mamadeira não ocorre adequadamente e o bebê deixa escapar o leite para fora da boca; o ritmo da sucção não se dá de forma coordenada o que poderá levar a um desequilíbrio da deglutição e respiração e, conseqüentemente, presença de engasgos, tosse e apnéia (o bebê para de respirar). Com risco de penetração e ou aspiração do alimento para região laríngea (pulmão), dentre outras dificuldades. Essas crianças necessitarão de outra via de alimentação, no intuito de suprir seu estado nutricional e, garantir crescimento e desenvolvimento. A determinação da alimentação por uso de sonda naso ou orogástrica, e/ou ainda, gastrostomia em alguns casos, se deve ao comprometimento nas funções da sucção, deglutição e respiração, conseqüentemente, ao risco de aspiração traqueal com evolução para quadros de pneumonias de repetição. A criança que não apresenta condições de receber alimentação por via oral, deverá ser acompanhada pela fonoaudióloga que realizará estimulação sensório-motora oral, estimulação da sucção não-nutritiva e nutritiva quando indicado, com o objetivo de adequar as funções comprometidas e propiciar o mais breve possível a passagem do alimento da sonda por via oral.
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Amamentação e Bebê Prematuro



Com muita freqüência as mamães enfrentam problemas preveníveis com a amamentação.  A rotina de muitos hospitais torna a situação mais difícil para mães e bebês iniciarem a amamentação de maneira bem sucedida. Quando a prematuridade acontece, as mães têm ainda mais dificuldades com o aleitamento materno e isto acontece porque o bebê prematuro precisa de leite materno e serem amamentados mais do que um bebê a termo. A razão que  restringe o acesso à ajuda neste período é porque muitas técnicas usadas para salvar vidas de prematuros foram desenvolvidas nas décadas de 60 e 70, quando o leite materno, não importando a prática de amamentação, realmente não era prioridade nas Unidades de Terapias Intensivas Neonatais ( UTI Neonatais) . Infelizmente, apesar de tudo que viemos aprendendo desde esta época, sobre como ajudar mães e bebês a praticarem a amamentação, as UTI´s Neonatais parecem ser, em geral e com algumas exceções claro, resistentes a mudar a forma no qual os bebês deveriam ser amamentados. Ainda pior, algumas técnicas adotadas tornam a situação mais difícil.

Alguns mitos sobre bebês prematuros e amamentação
1-        Bebês prematuros precisam ficar na incubadora. Na realidade, bebês prematuros, mesmo os mais pequeninos, frequentemente melhoram mais rapidamente quando são postos em contato pele a pele com a mãe (ou pai) do que se estivessem na incubadora. As evidências mostram que bebês prematuros (e bebês a termo também neste caso) estão mais estáveis metabolicamente quando ficam em contato com sua mãe. Sua respiração pode se estabilizar, a pressão sanguínea é normal, ele mantém os níveis de glicose no sangue e temperatura normal quando estão no praticando o Método Canguru ( contato pele a pele a maior parte do dia) do que na incubadora. Além disso, mães e bebês serão favorecidos com maior produção de leite, a mamãe será capaz de oferecer a mama ao bebê precocemente e o bebê vai mamar melhor. Um documento da OMS discuti esta abordagem através de muitas referências. Por favor, mostre este documento ao seu médico: website http://www.who.int/reproductive-health/publications/kmc/text.pdf
2-       Bebês prematuros precisam de fortificantes. Na verdade, a maioria não precisa. Se a mãe está ordenhando o leite eficientemente, bebês com peso acima de 1800 gr (geralmente com 32 semanas de gestação, embora haja exceções) podem crescer adequadamente apenas com leite materno, talvez com a adição de vitamina D ou fósforo.  O real problema atrás dessa necessidade de fortificantes é que isto tem sido uma regra em muitas UTI´s neonatais, sob a argumentação de que os bebês têm que crescer na mesma proporção fora da mãe, como se não tivessem nascido tão cedo. Mas não há boa evidência sobre isto, ao passo que há evidências de que bebês que crescem mais rápido do que os prematuros que recebe leite materno tem problemas , mais tarde, com altos níveis de colesterol “ruim” no sangue, hipertensão sanguínea, resistência à insulina (pode ser início de diabetes mellitus tipo 2) e sobrepeso. Estes estudos foram conduzidos com bebês prematuros, para os quais foram oferecidos A) apenas leite humano, B) Leite Materno + Leite de banco ou C) Leite materno + fórmula para prematuros. Os bebês que receberam fórmula cresceram mais rapidamente, mas há um preço.
Como o bebê pode ser alimentado sem introdução de fortificantes? Bem, primeiramente, é verdade que alguns precisam desta adição: bebês muito pequenos e cujas mães não conseguem ordenhar o leite materno. Entretanto, os fortificantes agora tem sido fabricados à partir de leite humano, mas ainda não estão facilmente acessível e são muito caros. Não há razões para que os fortificantes sejam produzidos de leite de vaca. Entretanto, a maioria dos bebês prematuros não precisa de fortificantes porque são “grandes” prematuros.
·        Muitas UTIs Neonatais tem como regra que os prematuros recebam apenas uma quantidade de líquido por dia. Usualmente o volume é de 150 – 180 ml/kg/dia, as vezes menos. Se o bebê tem um acesso venoso, o líquido oferecido por via oral é ainda menor. Esta restrição líquida faz sentido, por exemplo, se o bebê está respirando por aparelho e, neste caso, muito fluído pode causar falência cardíaca e impedir o desmame do ventilador. Então, restrição líquida mais “o bebê precisa crescer como se estivesse intra útero” resulta em necessidade de fortificante.
Uma forma de evitar os fortificantes em alguns bebês prematuros eu aprendi na África, era oferecer ainda mais leite materno do que a UTI neonatal permitia. De fato, estes bebês não eram como os bebês prematuros  em países afluentes. Eles eram maiores, um pouco de oxigênio era tudo que eles precisavam para sobreviver. Mas naquele tempo, acreditava-se  que o bebê deveria crescer como se estivesse dentro da mãe. Eu aumentava o volume de leite materno que o bebê recebia para além de 150-180ml/kg/dia, as vezes ainda mais de 300ml/kg/dia e os bebês aceitavam e cresciam muito bem. A oferta não era de uma só vez; o leite era gotejado no estômago por sonda nasogástrica, poucas gotas por vez.
·        Pode haver necessidade de adição no leite materno, dependendo dos níveis sanguíneos do bebê. É possível adicionar vitamina D, fósforo, cálcio, mesmo proteína humana (albumina) e gordura de leite humano (de banco de leite) no leite do bebê sem a necessidade de usar fortificantes. Se o bebê não precisa deste elemento, este deveria ser desconsiderado, uma vez que diminuem a concentração de todos os elementos que tornam o leite materno único e especial.
3-       Bebês prematuros não podem mamar até que completem  34 semanas de gestação. Isto é errado. O trabalha de UTI neonatal amiga da amamentação, especialmente na Suíca, tem mostrado que bebês podem começar a mamar mesmo com 28 semanas e muitos são capazes de realizar a pega e extrair o leite disponível com 30 semanas. Na verdade, alguns bebês mamam plenamente com 32 semanas. Isto significa que amamentação e não apenas receber leite materno por sonda nasogástrica ou mamadeira. Com o Método Canguru e acesso precoce à mama, isto pode acontecer em qualquer lugar.
Claro, todo bebê é diferente e alguns podem demorar mais tempo dependendo se eles enfrentaram problemas respiratórios ou outras condições, mas esperar até que o bebê tenha 34 semanas para lhe apresentarem a mama é, praticamente, usar o mamadeira como modelo de alimentação para infante.
Veja os seguintes artigos ou leve-os para o seu médico
Nyqvist K. The development of preterm infants’ breastfeeding behavior. Early Human Development; 1999;55:247–264
Nyqvist K. Early attainment of breastfeeding competence in very preterm infants, Acta Pædiatrica 2008;97:776–781

4-      Mães de bebês prematuros precisam usar bicos artificiais protetores de mamilos para fazer o bebê realizar a pega e extrair o leite.  Isto não é verdade, na maioria de minhas experiências na África ( de fato, nunca utilizamos estes objetos lá) e a experiência em UTIs Neonatais em outros países, como na Suécia. O segundo artigo, de Nyqvist, tem bebês tão pequenos quanto os de 26 semanas de gestação e também acima de 31 semanas, onde apenas uma minoria utilizou bicos artificiais protetores de mamilos. Ainda, diferente do que acontece nas UTIs norte americanas, das quais os bebês recebem alta sem estarem sendo amamentados (no máximo eles recebem o leite materno na mamadeira e as mães não oferecem a mama) quase todos os bebês, de fato, deixam o hospital em amamentação.
A chave é colocar o bebê para mamar. Isto leva mais tempo comparado com o bico artificial, mas os resultados valem muito a pena. Bicos artificiais conduzem, com muita freqüência, á diminuição do aporte de leite e geralmente dificulta o abandono do uso deste protetor.
A forma de fazer um bebê prematuro realizar a pega não é diferente do bebê nascido à termo. Veja o texto informativo When Lactching e os vídeos emhttp://www.nbci.ca/ . Estes vídeos não mostram bebês prematuros, mas os princípios para uma boa pega são os mesmos.
5-      Bebês prematuros precisam aprender a sugar com a mamadeira. Bem, eu nem sei o que dizer sobre isto. É simplesmente uma inverdade. Bebês prematuros podem aprender a suga sem a mamadeira, novamente, por experiência profissional ao redor do mundo. Comumente mães e bebês recebem o “conselho” da equipe hospitalar de que o bebê receberá alta mais rapidamente se iniciarem a mamadeira. Esta não é a forma de ajudar mães e bebês. De qualquer forma, não é verdade que o bebê precisa da mamadeira. O Método Canguru e colocar o bebê para mamar antes das “mágicas” 34 semanas de gestação evitaria esta situação. Ainda, como músculos diferentes são utilizados na sucção da mamadeira, esta ensina ao bebê habilidades pobres de sucção e isso pode ser, algumas vezes, difícil de “desensinar”.
6-      Bebês prematuros se cansam ao mamar no peito. Alguns acreditam que esta seja uma verdade porque bebês, não apenas os prematuros, tendem a adormecer na mama quando o fluxo de leite é baixo, especialmente nas primeiras semanas. Oferecem a ele uma mamadeira e, porque o fluxo de leite é rápido, o bebê acorda e suga com força. A falsa conclusão? O bebê se cansa ao peito porque o trabalho para sugar nele é mais “árduo” e a mamadeira é a opção mais fácil.
Bebês prematuros comumente não realizam boa pega, em parte porque ele não é bem ensinado. Com boa pega, o uso da compressão mamária e, se necessário, o alimentador auxiliar, ele vai receber bom fluxo e não vai adormecer ao seio. Aumente o fluxo e você  verá que a amamentação não é difícil nem cansativa para o bebê.
7-      Pesagem (pesar o bebê antes e depois de mamar) é um bom método de saber quanto leite o bebê suga por mamada. A pesagem pressupõe que nós sabemos o quanto o bebê deve mamar. Como podemos saber, visto que os parâmetros utilizados falam sobre o peso e idade do bebê alimentados com fórmulas? E como poderíamos dizer o quanto o bebê deve receber se ele realizasse boa pega, com a mãe usando a compressão, especialmente se a amamentação é controlada por programas de 10 ou 20 minutos (por conta da preocupação de que o bebê pode se cansar)? A melhor forma de saber se o bebê está mamando bem é observar o bebê neste momento.
8-      Bebês prematuros devem continuar recebendo fortificantes quando deixam o hospital. Este é um novo “percalço” que vem minando a amamentação de prematuros. Talvez alguém tenha apresentado algum documento em uma conferência que mostrou que o bebê teria melhores resultados se o uso de fortificantes continuasse. Mas, novamente, “mais não é, necessariamente melhor” e a amamentação é mais importante do que o ganho de peso, o que não é necessariamente  bom. Veja as informações sobre fortificantes acima.
Mães e bebês prematuros se deparam, com muito mais freqüência, com problemas com a amamentação do que os nascidos a termo. Mas estes problemas podem ser corrigidos.

Escrito por Dr. Jack Newman e Edith Kernerman, IBCLC, 2009 - Tradução: Grasielly Mariano
Grasielly Mariano – Enfermeira consultora em aleitamento materno, membro pesquisador do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Aleitamento da Escola de Enfermagem da USP, tem formação em aleitamento materno em três países e realiza pesquisas no Canadá sob orientação do Dr. Jack Newman. E-mail: enfgrasi@lactare.com /telefone: (5511) 7761-3254.
Dr. Jack Newman, Médico pediatra canadense, consultor internacional em aleitamento materno, MD,  IBLCE, fundou e dirige o Newman Breastfeeding Clinic Institute( Toronto) e é professor da Toronto University.

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Avaliação Fonoaudiológica em Queimados





Na avaliação fonoaudiológica do paciente queimado de face e pescoço é fundamental observar o funcionamento do sistema estomatognático, partindo da respiração.

queimado mantém um estado de retração corpórea que pode dificultar sua respiração. No primeiro momento verica-se o desconforto e esforço respiratório que a queimadura pode estar causando. Também observa-se as funções de sucção, mastigação e deglutição, pois raramente este paciente encontra-se sondado.Quanto à fonação, observa-se com maior cuidado os casos de queimadura inalatória.
Avalia-se também as estruturas anatomofuncionais so sistema motor bucal, com especial atençao á abertura bucal e ao auxílio da musculatura nas expressões faciais.
Devemos nos preocupar com o tipo de cicatriz existente ou em formação, relacionando sua localização com origem e inserção dos feixes musculares da face.
De uma forma geral, pacientes queimados (de pescoço e face) podem apresentar:
• ineficiência de funções do sistema estomatogmático;
• insufi ciência de movimento das estruturas do sistema motor bucal;
• retração tecidual, causando uma limitação das expressões faciais.

Fonte:   Hernandez e Marchesan, Atuação Fonoaudiológica no ambiente Hospitalar, Cap 7.
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Fonoaudiologia em Queimados de Face e Pescoço




Pelo estudo e conhecimento da fisiologia das estruturas anatômico-funcionais bucais, a Fonoaudiologia, especificamente a Motricidade Oral, se insere nas equipes interdisciplinares, com bons resultados no tratamento de pacientes com seqüelas das estruturas bucais e do sistema estomatognático.
A Clínica Fonoaudiológica vem percorrendo caminhos na área hospitalar, em Clínicas Médica e Odontológica, ampliando, assim, seu horizonte de atuação e saber. A motricidade oral, por exemplo, abre espaço no estudo aprofundado do funcionamento das estruturas anatômico-funcionais que compõem o Sistema Bucal - a fisiologia. Este é um requisito básico para passarmos ao estudo das fisiopatologias das estruturas bucais descritas pela medicina e odontologia e, partindo deste estudo, verificarmos como as alterações das estruturas podem levar a possíveis desequilíbrios das funções do sistema estomatognático, campo de ação fonoaudiológica no trabalho com motricidade oral.
A área em que desenvolvemos nosso trabalho é a unidade de referência ao atendimento a pacientes queimados e com traumas de face, sendo alto o índice de ocorrências diárias. Estes pacientes apresentam lesões na região de cabeça e pescoço, levando a alterações estruturais que podem estar interferindo na realização de algumas funções do sistema estomatognático.
Baseado no estudo fisiopatológico, pretendemos descrever a atuação da prática fonoaudiológica hospitalar, primeiramente num recorte da área médica com pacientes queimados e, posteriormente, da área odontológica, mais especificamente da buco-maxilo-facial, com pacientes que sofreram traumas de face, buscando, num trabalho interdisciplinar, colaborar na sua reabilitação e constituir campo de ação Fonoaudiológica.


A queimadura


Na queimadura, a retração tecidual da face causa severos danos ao tecido e verificamos, por meio de observações e avaliações contínuas, que as funções do sistema estomatognático estavam presentes, porém reduzidas e, conseqüentemente, a mímica facial. Na fisiopatologia das queimaduras, Gomes (1997) considera o aumento da permeabilidade capilar e o edema como as maiores e fundamentais ocorrências.
A dor é intensa e perdura até à morte das terminações nervosas. E só desaparece com a formação da escara seca, retornando quando esta é eliminada. O controle da dor é a preocupação fundamental no tratamento inicial do paciente queimado, pois é uma de suas primeiras queixas. A infecção é uma preocupação preliminar nos cuidados especiais do paciente queimado, pela própria condição da lesão, uma "porta aberta" a vírus e bactérias
O processo de cicatrização é contínuo, de 6 semanas a 2 anos, até que a pele esteja madura, com vascularidade da ferida normal, não havendo mais deposição de colágeno. O uso de malha compressiva é indicado logo após a eliminação de áreas cruentas e é comprovadamente, pela prática, um eficaz mecanismo de combate à cicatrização patológica.


A atuação fonoaudiológica


Ao observarmos pacientes queimados de face e pescoço, constatamos que a retração tecidual e mesmo a perda de tecido causam limitação das expressões e sensações transmitidas pela face, promovendo um aspecto mumificado, levando à redução das funções das estruturas anatômicas musculares desta região, influenciando, conseqüentemente, as atividades das funções do sistema estomatognático.
Observamos em pacientes queimados de face e pescoço:
* Ineficiência estomatognática,
* Redução da função das estruturas anatômicas musculares do sistema bucal,
* Limitação das sensações e expressões faciais.
Usamos os feixes musculares, que, nas queimaduras de face, conservam suas atividades pela integridade anatômico-funcional, e, por meio do desenvolvimento de manobras específicas, promovem o aumento do trabalho das funções do sistema estomatognático que se encontram ineficientes, assim como das expressões de mímicas facial as quais estão reduzidas.
Constatamos que as manobras de digito-compressão e alongamento de feixes musculares colaboram para o aumento significativo da abertura bucal e propiciam condições para eficiência das funções do sistema estomatognático. Além destes aspectos, pudemos observar a contribuição da Fonoaudiologia nos processos de cicatrização, pois, segundo os médicos cirurgiões plásticos, reduzimos o tempo de indicação cirúrgica quando, pela atuação indireta ou direta no tecido lesado, por meio das manobras nos feixes musculares, atuamos na cicatriz, tornando-a mais próxima do quadro clínico médico proposto para o pré-cirúrgico.


Fraturas de face


As fraturas são classificadas de acordo com o local e dividem-se em:
* fraturas faciais: simples, compostas, cominutivas, em vara verde, com perda de fragmentos ósseos, grande quantidade de tecido mole.
* fraturas de mandíbula: subdivididas de acordo com a direção e prognóstico buco-maxilo-facial, severidade, localização
* fraturas em apófise condilar:
* fraturas de maxila
Estes pacientes apresentam dor constante e devemos nos preocupar com seu limiar. No caso das fraturas de face, devido à imobilização, há redução dos movimentos dos músculos faciais, com redução também de abertura bucal e das atividades das funções do sistema estomatognático. Percebemos o desenvolvimento de contraturas dos grupos de músculos faciais e mastigatórios por meio de palpação e pela manutenção contínua do tônus, em decorrência da incapacidade dos processos metabólicos e contráteis das fibras musculares continuarem proporcionando o mesmo trabalho. A contratura muscular é uma condição hipertônica involuntária induzida pelo Sistema Nervoso Central (SNC). Assim, a contratura dos músculos da mastigação é uma reação normal a qualquer mudança no sistema mastigatório.
No caso da maxila, se a fratura for no arco do osso zigomático, devemos esperar a estabilização total da redução óssea para depois trabalharmos a atividade muscular passivas ou ativas. Com relação às fraturas de mandíbula temos:
* Fraturas horizontais favoráveis à atuação fonoaudiológica
* Fraturas horizontal desfavoráveis à atuação fonoaudiológica
* Fraturas verticais favoráveis à atuação fonoaudiológica
* Fraturas verticais desfavoráveis à atuação fonoaudiologica
Quando a fratura é unilateral, existe grande influência estabilizadora por parte do lado sadio. Segundo Martins (1993), a presença de maior massa muscular em torno da região do ramo proporciona maior proteção contra significativos deslocamentos de fragmentos na fratura desta região. Uma situação em que a ação muscular faz-se sentir notadamente é a fratura bilateral nas altura dos caninos. Em fraturas de mandíbulas, desenvolvemos manobras para o fortalecimento dos músculos mastigatórios aumentando a tensão e a massa muscular , a fim de proteger mais significativamente as fraturas.
A atuação fonoaudiológica nos casos de traumas de face devem respeitar o tempo de estabilização da fratura e colaborar para o restabelecimento do equilíbrio funcional da atividade muscular por meio de manobras internas, alongamento dos feixes mastigatórios ou faciais, dependendo da fratura, no sentido origem-inserção e de inserção-origem, se queremos desenvolver a atividade de um grupo muscular específico.
Após a introdução da atuação fonoaudiológica em pacientes com traumas de face clínica, constatamos, na clínica buco-maxilo-facial , que colaboramos para a recuperação do equilíbrio das funções do sistema estomatognático, antecipando a alta odontológica e a retomada dos movimentos da mímica facial.


Conclusão


A Fonoaudiologia, como um lugar de pensar o sofrimento humano, no que tange a destruição orgânica de estruturas determinantes das atividades das funções do sistema estomatognatico, dialogando com a fisiopatologia, cria uma prática no atendimento a queimados e pacientes com traumas de face. Constatamos alguns pontos comuns às duas clinicas:
* A destruição de estruturas que interferem na eficiência das funções do sistema estomatognático, reduzindo sua atividade;
* A preocupação com a limitação na abertura da boca, tarefa difícil para a reabilitação, como citado anteriormente, esta é a área de maior concentração de feixes musculares, onde se inserem grande parte dos músculos superficiais e, conseqüentemente, uma região de acúmulo e entrelaçamento de feixes musculares com acúmulo de tarefas.
* A presença do elemento dor despertando atenção em ambas as fisiopatologias.
Apesar de estruturas anatômico-funcionais diferentes apresentarem-se lesadas nos pacientes queimados e com traumas de face, observamos que a estimulação dos feixes musculares faciais e mastigatórios por meio de manobras específicas, em ambas as patologias, levam ao equilíbrio das atividades destes feixes e das funções do sistema estomatognático.

Fonte: www.profala.com.br
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Habilidades de Percepção Visual - Memória Visual Sequencial


Memória Sequencial-visual é a capacidade de lembrar e reproduzir uma sequência de cores, formas, letras, ou números na ordem correta. Esta habilidade é importante quando a criança aprender a ler e escrever, e principalmente na  cópia da lousa.


É importante estimular essa noção para que o aluno tenha noção por exemplo da sequência de uma palavra, sequência das letras do alfabeto, dos numerais, enfim ela é muito importante no processo de ensino aprendizagem.
 Atividades de Memória Visual-Sequencial 

- Faça várias planilhas com cores, formas, números, palavras ou letras em uma seqüência  e deixar a criança copiar na folha. Aumentar gradualmente o número de itens.
- colocar blocos de várias cores / tamanhos e colocá-los em uma ordem específica. Deixar a criança olhar e, em seguida, misturá-las e pedir a criança recriar a seqüência.
- Faça o mesmo que atividade  acima, mas use vários objetos (caneta, lápis de clips de papel, etc)
- usar jogos  de seqüenciamento  (encontrado em lojas de material escolar)
- atividade alinhavo colocar uma seqüência de contas de cores diferentes e  depois pedir a criança copiar na sequência correta das cores.

Fonte: http://psicopedagogiabh.blogspot.com/






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Sugestões de Atividades de Coordenação Motora Fina


 Enrolar o novelo de lã em um pedaço de papelão ou emborrachado (Atividade Bimanual)

  Pintura com pingos de tintas e depois dobrar o papel ao meio 

   Pintura no plástico de furos com cores diferentes

   Jogo Bingo  (Números ou letras)




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Estimulação Precoce - Parte I


A estimulação precoce é uma série de exercícios para desenvolver as capacidades da criança, de acordo com a fase do desenvolvimento em que ela se encontra. Não se trata de nada complicado, mas de uma série de ações que toda pessoa faz normalmente com os bebês, além de outras atividades mais específicas que se pode aprender facilmente.
 A estimulação é importante para qualquer criança, com ou sem atraso no desenvolvimento. Para que a criança possa atingir novas fases no seu desenvolvimento, ela precisa ser estimulada. Isso não significa que a família deva alterar drasticamente o seu dia-a-dia.

Os pais devem estar dispostos e com tempo para trabalhar com a criança. É importante que as atividades da estimulação sejam agradáveis para ambos. Assim, os pais estarão dando carinho e atenção a seu filho e poderão também observá-lo, compreendendo melhor suas dificuldades e habilidades.
 Cada criança tem seu próprio ritmo, que os pais poucos percebem e aprendem a respeitar. Os pais podem usar sua sensibilidade para escolher o melhor momento do dia para realizar os exercícios, ou seja, quando a criança estiver alimentada, sem sono e calma.

EXERCÍCIOS PARA ESTIMULAÇÃO PRECOCE 
Alguns exercícios específicos feitos regularmente ajudam no desenvolvimento da criança.
Converse com o profissional da criança.
É importante respeitar o seu próprio desenvolvimento.

Deite-se no chão, de costas e coloque o bebê de bruços sobre seu peito. Segurando seus dedos, a criança faz um esforço para erguer a cabeça e as costas 
Deite a criança de costas e, segurando-a pelos ombros ou cotovelos, levante-a um pouco e devagar, depois volte à posição deitada. Este exercício só deve ser feito se a criança já tem o controle da cabeça. Não use esta posição para colocar a criança sentada.
Com a criança de costas, faça-a rolar lentamente atingindo a posição de bruços. Procure chamar a atenção dela, colocando brinquedos coloridos do se lado.
   Sente a criança em um banquinho ou caixote, com os pés apoiados no chão e mostre um brinquedo para que ela vire de um lado para o outro 
Coloque-a sentada em baquinho ou caixote, com os pés inteiros apoiados no chão. Coloque um brinquedo para que ela possa pegá-lo 
A  posição de gato, segure a criança pelo quadril e leve-a para frente e para trás (sentar no calcanhar). A partir desta posição, tente que ela alcance um brinquedo com a mão.
Faça com que a criança se levante apoiando-se numa mesinha. Chame sua atenção colocando um brinquedo sobre a mesa

 
Fonte: http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com/
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Estimulação Precoce



O desenvolvimento de uma criança com Síndrome de Down requer atenção diferenciada, pois demora mais para suas habilidades se desenvolverem. Suas aquisições são conquistadas de forma mais lenta.
Os bebês com síndrome de Down nascem com um número menor de células nervosas no cérebro e por isso com uma menor capacidade de desenvolvimento intelectual. A capacidade maturativa que atinge a criança vai depender da estimulação que tenha recebido e o ajude a se desenvolver. 
Esta estimulação é necessária durante os primeiros anos de vida, que é quando o sistema nervoso do bebê apresenta uma grande plasticidade para estabelecer novas conexões neuronais

Os programas de estimulação precoce ajudam o bebê com síndrome de Down a adquirir determinados conhecimentos, destrezas e aptidões que outras crianças aprendem sozinhas. Recomenda-se começar entre os 2 e 4 meses de vida.

Hoje os pais que possuem filhos com Síndrome de Down são orientados a procurarem atendimento de estimulação precoce.  O acompanhamento de algumas especialidades, como a Fonoaudiologia, a Fisioterapia, a Terapia Ocupacional, a Psicologia, dentre outras, é essencial para a orientação aos pais sobre o melhor estímulo a ser dado aos seus filhos e, através de técnicas especializadas, desenvolvem suas potencialidades.   
Alguns pais podem se sentir desmotivados com a demora de seus filhos adquirirem suas habilidades. Nestes casos, quanto mais cedo for introduzida a estimulação precoce, melhores resultados podem ser obtidos futuramente.
 A estimulação precoce é um atendimento especializado direcionado a bebês e crianças de 0 a 3 anos com risco ou atraso no desenvolvimento global (prematuros de risco, síndromes genéticas, deficiências, paralisia cerebral e outras).

O tratamento de estimulação precoce é possível devido a grande plasticidade neuronal nos primeiros três anos de vida.  Ele modifica todo o  desenvolvimento do indivíduo, formando as bases para um desenvolvimento harmônico. 

Nos trabalhos de estimulação precoce, dê preferência aos que os profissionais trabalhem de maneira conjunta com o bebê ou criança. É muito importante também que os pais participem deste processo. Existem várias maneiras de trazer os pais para a terapia do bebê, mesmo quando a rotina de trabalho deixa-lhes o tempo mais restrito. A participação dos pais é fundamental não apenas em função das orientações que costumam receber dos terapeutas, mas também melhorar o vínculo pais e filhos.


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BRINCADEIRA SIMBÓLICA


Por volta de um ano de idade, começamos a observar comportamentos diferentes na brincadeira.
Diferentes porque envolvem um “fazer-de-conta”, ou seja a Brincadeira Simbólica

Neste mesmo período também notamos o surgimento das primeiras palavras.

Assim, com a Brincadeira Simbólica e a Linguagem aparecendo, algo novo começa a ficar evidente na evolução infantil: a capacidade para representar, a habilidade para evocar fatos e se referir a objetos e situações ausentes na realidade. 

O primeiro passo da Brincadeira Simbólica é o “Uso convencional dos objetos”, o que é uma conduta pré simbólica. A criança não aplica mais aos objetos quaisquer ações, mas sim, aquelas ligadas ao uso apropriado ou convencional destes objetos. Por isso o papel da imitação é muito importante! 

À medida que a Brincadeira Simbólica evolui, ela passa a tomar conta da vida da criança que, por sua vez, ganha mais em linguagem, imaginação e aprendizados.  


Dicas para incentivar a Brincadeira Simbólica: 

   - Brincadeiras de imitação;
  - Utilizar objetos convencionais e incentivar a dramatização com o uso deles. Representar, com estes objetos, situações do cotidiano: tomar banho, escovar os dentes, arrumar a mochila da escola etc... Bonecas e bonecos com rosto humano. (inicialmente eles podem ser passivos na brincadeira). 

É importante ter o adulto como mediador desta brincadeira e como uma pessoa que pode “ensinar” palavras novas, para o aumento de vocabulário. 

Fonte: http://fonopriscilafelix.blogspot.com.
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