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Médicos precisam de maior treinamento para reconhecer sinais que podem atrasar o desenvolvimento infantil!

Segundo pediatras, também é preciso prestar atenção ao que os pais dizem

Natalia Cuminale, de Salvador
Durante a consulta, o especialista precisa olhar a criança como um todo - não apenas em busca de sintomas de possíveis doenças
Durante a consulta, o especialista precisa olhar a criança como um todo - não apenas em busca de sintomas de possíveis doenças (ThinkStock)
As primeiras visitas a um consultório pediátrico giram em torno de questões básicas: amamentação correta, ganho de peso do bebê no tempo certo ou a presença de alguma doença. Muitos pediatras, porém, deixam de prestar atenção a outros aspectos importantes no desenvolvimento infantil. Nesse período, sintomas menos óbvios podem esconder problemas que trazem reflexos para a vida adulta. Estima-se que 16% da população infantil têm algum problema de desenvolvimento ou de comportamento — desde dificuldades motoras e de linguagem a problemas como autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Questões sobre o desenvolvimento normal da criança, envolvendo os aspectos sociais, emocionais e básicos, como linguagem e motricidade fina, devem estar na agenda de todos os pediatras brasileiros. Quanto mais cedo o problema for identificado, melhor será a resposta da criança para o tratamento. Sabe-se que os estímulos que as crianças recebem entre o nascimento e os três anos de idade têm capacidade de alterar curso do desenvolvimento, com influências na parte física, cognitiva e também na psicossocial. Ou seja, crianças nessa idade apresentam taxas de sucesso muito maiores do que as que foram diagnosticadas mais tarde. "Isso não significa que a criança vai deixar de ser autista, por exemplo, mas ela vai conseguir ter uma convivência melhor, um aprendizado melhor", diz Amira Figueiras, da Universidade Federal do Pará.
"Se a criança não fala até os 16 meses, por exemplo, é um sinal de alerta", diz Ricardo Halpern, presidente do departamento científico de desenvolvimento e comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Segundo ele, se até completar o primeiro aniversário, a criança não emitir gestos ou não balbuciar nenhuma palavra, é preciso investigar. "Não existe mais aquele pensamento de que 'cada criança tem seu tempo'", diz.  Confira outros sintomas na lista abaixo:

5 sinais para prestar atenção

Eles podem indicar um problema de desenvolvimento. Caso seu filho apresente um desses sintomas, é hora de procurar um pediatra

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Fala

O atraso da linguagem deve ser observado pelos pais. Se a criança não falar até os 16 meses, é preciso investigar.

"O diagnóstico precoce está na mão do pediatra. O problema é que passa incólume por eles", afirma Amira. Em geral, médicos que atendem o serviço público têm apenas 15 minutos por paciente — e muitas vezes o problema não é notado. Amira, que também é presidente da Sociedade de Pediatria do Pará, é responsável pela criação de um projeto de capacitação de médicos e enfermeiros de alguns estados do Brasil e de países da América Latina para perceber o atraso do desenvolvimento infantil. "Depois do treinamento, vimos que estávamos recebendo mais crianças e muito mais cedo", diz.
Ricardo Halpern concorda que os esforços devem ser direcionados para o treinamento médico. "É preciso treinar os médicos para que eles percebam estes sinais", diz. A ideia, segundo Halpern, é que a partir do próximo ano sejam realizados cursos de capacitação profissional em cada região do país.
Atenção aos pais — Halpern explica que vários fatores podem contribuir para problemas do desenvolvimento que, em geral, são uma combinação da genética com fatores ambientais. Doenças como autismo e esquizofrenia, por exemplo, são essencialmente genéticas. Outros elementos, porém, podem contribuir para comprometer o desenvolvimento infantil. Entre eles, estão crianças filhas de mães que tiveram depressão pós-parto ou que não tiveram uma orientação adequada para a amamentação, com histórico de alcoolismo na família, que vivem em um ambiente desfavorável, vítimas de maus tratos.
Segundo o pediatra, é preciso voltar a atenção para o que os pais dizem durante a consulta. Ele diz que em cada dez diagnósticos, os pais acertam em oito. "Os pais têm uma percepção muito adequada quando seu filho não está bem. Ele pode não saber o que é, mas sabe que ele não está bem", diz.
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A Fonoaudiologia e seus leques de apoio ao próximo!

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Atividade para noção de Parágrafo!

 O parágrafo não é simples de ser entendido. A criança desenvolve esta percepção a partir de uma organização de idéias. Muitas crianças com distúrbios de leitura e escrita se "perdem" na hora de fazer esta divisão numa produção de texto.
Para facilitar a criança, diga a ela que o texto é como uma casa. A casa é dividida em cômodos e o texto é dividido em parágrafos. É como se cada cômodo da casa fosse uma parágrafo. Brinque com a criança dizendo que cada coisa tem o seu lugar na casa, e para escrever é a mesma coisa.... cada assunto tem o seu lugar no texto. O fogão fica na cozinha e não pode ficar no quarto!! Essa explicação é uma forma divertida e lúdica de introduzir o assunto "parágrafo" na criança.
Sugestão de atividade com os seguintes objetivos:
- noção de parágrafo na criança.
- percepção da ordem de acontecimento dos fatos.
- sequenciação coerrente.
- organização.
1. Conte uma história curta, e explore a história oralmente com a criança.
2. Pegue um fato da história e pergunte se ele aconteceu antes ou depois de outro.
Exemplo: A menina da história ficou gripada antes ou depois de conhecer o coelho peralta?
3. pegue uma folha em branco e divida-a com linhas, em quadrinhos. Peça a criança para desenhar a história que ouviu, como se fosse uma história em quadrinhos, colocando as seuquencias de cenas/ acontecimentos. Você pode dividir a folha em quantas partes você achar adequado para o texto que foi escolhido.
Segue um exemplo que eu fiz com uma criança.
Desenho que a criança fez a partir da história.

Usem o livro: "A nuvem" de Lúcia Pimentel Góes.

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Um outro ponto de vista sobre a medicalização da educação!

A matéria intitulada “Estudantes ou pacientes?”, sobre os transtornos da aprendizagem, pode representar uma visão parcial sobre o tema, não compartilhada por muitos estudiosos. No entendimento do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) isso pode proporcionar uma compreensão simplista e equivocada sobre um problema que afeta um número considerável de crianças e adolescentes.
O espaço “Coluna Livre” publica artigos de opinião produzidos por leitores do Portal Aprendiz. O texto “Um outro ponto de vista sobre medicalização da educação” é de autoria da presidente do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), Bianca Queiroga, da vice-presidente da instituição, Carla Girodo, e do diretor tesoureiro do CFFa, Jaime Zorzi.
Esses casos tratam não só de educação, mas também de saúde. Como fonoaudiólogos, lidamos diretamente com eles. Por isso nossa preocupação em mostrar uma outra visão do problema. Assim, comentaremos trechos da matéria de maneira a confrontar esses dois pontos de vista. No terceiro parágrafo é dito: “O que se tem visto nos últimos dez anos é o retorno das explicações biológicas para justificar defasagens no aprendizado. A chamada medicalização da educação é definida por especialistas de educação, psicologia e pediatria como um processo que transforma questões coletivas e sociais em questões individuais e biológicas, mais especificamente, em doença”.
Neste trecho a matéria engloba em uma única categoria as dificuldades escolares e os transtornos de aprendizagem, como a dislexia e o TDAH. As dificuldades escolares estão presentes em 40% da população em idade escolar no Brasil. Tais dificuldades podem ser decorrentes de vários fatores, entre eles os aspectos envolvidos no próprio ato de ensinar (didática, métodos de ensino, recursos pedagógicos e outros) e os aspectos sociais ou ambientais. Sobre estes últimos, destacamos a importância da participação da família no processo de aprendizagem.
De modo diferente, os transtornos de aprendizagem, de origem biológica como apontado na matéria, têm uma prevalência muito inferior, cerca de 4% da população em idade escolar. De acordo com dados publicados pelo IBGE em 2010, o Brasil tem cerca de 190 milhões de habitantes, dos quais quase 45 milhões de crianças em idade escolar. Se considerarmos a prevalência reservada de 4% de crianças e jovens com dislexia ou outros transtornos de aprendizagem, ainda assim, estaremos diante de 1,8 milhões de brasileiros nessa condição.
Três parágrafos a seguir são creditadas à professora de pediatria da Unicamp Maria Aparecida Moysés as seguintes afirmações: “a medicalização vem ocorrendo no mundo todo, em escala crescente e em todas as instâncias da vida, mas as áreas que têm sofrido mais violentamente esse processo são a educacional e a do comportamento.
Quando um problema coletivo é medicalizado, isenta-se de responsabilidades todas as instâncias que respondem por esse problema, a começar pelas autoridades, as instituições e as próprias famílias, e localiza-se o problema no indivíduo. A medicalização tende a acalmar conflitos e esse é um dos motivos pelos quais ela se dissemina tanto”.
Ao tratar todos os problemas de aprendizagem de forma conjunta, a professora nega a importância do diagnóstico e do acompanhamento especializado para crianças com transtornos da aprendizagem, assim como todos os esforços de pesquisadores nacionais e internacionais que dedicam suas vidas ao estudo do tema. A nosso ver, trata-se de uma perspectiva simplista e reducionista dos problemas de aprendizagem.
O trecho Falta de provas inicia dizendo que os “diagnósticos dos supostos transtornos de aprendizagem são feitos por meio de análise clínica. Porém, relatos cada vez mais comuns apontam que meia hora de conversa no consultório é suficiente para se chegar a uma dessas doenças”. Essa informação está equivocada. O diagnóstico baseia-se não só em observações clínicas, mas também em testes padronizados e validados cientificamente. Além disso, o diagnóstico deve acontecer a partir de uma equipe multidisciplinar formada por médico, psicólogo (neuropsicólogo), fonoaudiólogo e especialista em psicopedagogia. Não há como dar o diagnóstico em meia hora através de conversa, mas apenas por meio de evidências clínico científicas.
Mais adiante a matéria traz: “Maria Aparecida diz que até hoje ‘não foi comprovada a existência de uma doença neurológico-psiquiátrica que comprometa a aprendizagem’”. Para ela, esse fenômeno da “psiquiatrização” dos problemas educacionais ilustra, na verdade, a falta de capacidade da escola e da família em lidar com as novas formas com que crianças e jovens se relacionam com o mundo. “Sem falar nos interesses comerciais que estão por trás”, aponta.
Mais uma vez ela faz uma afirmação equivocada. Na verdade, os transtornos de aprendizagem de origem neurológica existem e são relatados na literatura científica do mundo inteiro.
Além dos aspectos expostos, vale salientar que a prescrição de medicamentos só ocorre em casos de diagnóstico de transtorno do déficit de atenção. A matéria não deixa claro, mas não há medicação para a dislexia. Contudo, as crianças disléxicas necessitarão de diagnóstico e de acompanhamento especializado para que possam se desenvolver como as outras de sua idade. Infelizmente não acreditamos que os professores, por mais preparados que estejam, possam dar conta da questão.
No Reino Unido, Canadá e Estados Unidos, programas de identificação precoce auxiliam a escola a desenvolver, com as famílias e as crianças, estratégias de ensino para potencializar a aprendizagem. Nesses países, o acompanhamento de crianças com dislexia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) está incluído na legislação que rege a política de necessidades educativas especiais.
Assim, tendo esclarecido que dificuldades escolares e transtornos de aprendizagem são coisas distintas, não negamos a importância de investimentos voltados à melhoria da educação brasileira como um todo, mas defendemos que as crianças com dislexia ou TDAH necessitam ser “vistas” e “incluídas” nesse processo, para que de fato seja possível assegurar o seu direito à educação, com todas as adaptações e ajustes necessários.
Temos no Brasil pesquisadores de diferentes especialidades, incluindo fonoaudiólogos, que se dedicam ao estudo do tema.

Fonte - http://portal.aprendiz.uol.com.br/2011/11/18/um-outro-ponto-de-vista-sobre-medicalizacao-da-educacao/
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Língua presa: O que é isso companheirosssss?

Há quem ache um charme o jeito de falar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a pronúncia do 's' entre os dentes é, na verdade, um distúrbio de fala que pode ser corrigido

POR DANIELA TALAMONI


Foto: Símbolo Imagens. Ilustração: Marcelo Garcia1 O que significa exatamente ter a língua presa?
Dois problemas muito diferentes ficaram conhecidos popularmente por esse nome, ambos envolvendo a má articulação da língua durante a fala e, como conseqüência, a dificuldade em emitir certos fonemas. O caso mais comum provoca o ceceio, ou seja, a pronúncia do 's' e 'z' com a língua posicionada entre os dentes da frente (interposição lingual). O segundo, este sim merecedor da expressão, é caracterizado pela dificuldade de pronunciar a letra 'l', porque o freio lingual (aquele filete de pele que fica embaixo da língua) é muito curto. Nesse caso, a ponta da língua não consegue alcançar de forma alguma o céu da boca e por isso fica muito difícil emitir o som característico dessa consoante. A língua torna-se um empecilho durante a fala.
2 Trocar a letra 'r' pela 'l' pode ser um sintoma?
Não necessariamente. Diversos estudos recentes demonstram que a criança que diz 'balata' no lugar de 'barata' pode fazê-lo por inúmeras razões, sem que haja qualquer problema com o posicionamento ou aspecto da sua língua. Portanto, só mesmo um especialista é capaz de fazer o diagnóstico correto.
3 Quais as causas desses distúrbios?
Se o chiado e a dificuldade de pronúncia são caracterizados pelo encurtamento do freio da língua, o problema ocorre por uma má-formação que pode ser identificada desde o nascimento. O bebê costuma encontrar obstáculos para mamar e em situações mais graves a língua mal sai da boca, sendo dividida por um sulco bem ao meio toda vez que é esticada. Esse fenômeno é facilmente obervado pelos pais, familiares ou médicos quando a criança chora, por exemplo. Agora, quando não é esse o caso, os tropeços na fala são mesmo causados pelo mau posicionamento da língua decorrente de inúmeras razões, desde maus hábitos orais na infância, como chupar o dedo ou chupeta, usar mamadeira com furo muito grande ou respirar apenas pela boca, até a posição incorreta dos dentes e má audição. Acontece o seguinte: os padrões respiratórios e de deglutição inadequados vão alterando o tônus dos músculos orofaciais, fazendo com que a língua se torne mais flácida e altere a sua posição habitual.
4 Há como reverter o problema na fala?
Sim. Porém, por não depender de medicamentos, é necessário que haja um grande esforço do paciente para que a correção realmente tenha êxito. Com o apoio de equipe multidisciplinar (composta geralmente por alergista, otorrinolaringologista, dentista, fonoaudiólogo, odontopediatra, entre outros especialistas), o tratamento mais usual geralmente recomenda exercícios faciais específicos, em sessões de fonoaudiologia. Em casos mais graves, quando a língua quase nem se movimenta por conta do encurtamento do freio lingual e o tratamento fonoaudiológico se mostra ineficaz, é indicada a operação. O procedimento cirúrgico é simples: faz-se um leve picote no freio para, literalmente, soltar a língua do paciente.
5 A intervenção deve ser feita em qualquer idade? Ou apenas na fase adulta?
Em geral, a recomendação é para que o tratamento de uma maneira geral seja iniciado o quanto antes, até mesmo em crianças pequenas que mal começaram a falar. Isso evitaria, além de constrangimentos e dificuldades de aprendizado na escola, as eventuais compensações na fala. Quanto à cirurgia, também não há limite de idade, mas só mesmo um médico otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo, juntos, poderão indicar o melhor momento.
6 O tratamento é realmente necessário em qualquer situação?
Apenas especialistas nesses distúrbios, ou seja otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos poderão responder isso ao paciente. E, por essa razão, devem sempre ser procurados para verificar caso a caso. Se acharem que o problema de fala poderá causar algum prejuízo mais sério no futuro, o procedimento e/ou cirurgia poderão ser recomendados. Do contrário, ou seja, quando o desvio se limita às dificuldades de pronúncia e o adulto não se sente constrangido ou sequer incomodado, a reparação passa a ser um procedimento opcional.
7 Há garantia de cura definitiva para o paciente?
A correção da fala não depende da utilização de medicamentos e, na maioria das vezes, tampouco de procedimento cirúrgico. Portanto, para que ocorra qualquer progresso, é indispensável a colaboração do paciente. Além de ajuda médica especializada, ele precisa realmente desejar as mudanças.

Fonte - http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/11/artigo5912-1.asp
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Doença de Alzheimer e tratamento fisioterápico

Entre as doenças que afetam o cérebro, o mal de Alzheimer é uma das mais cruéis. Ela se instala lentamente e mina a capacidade do indivíduo de se relacionar com o mundo exterior e consigo mesmo.
A doença de Alzheimer é uma doença neuropsiquiátrica progressiva do envelhecimento encontradas em adultos de meia-idade e, particularmente, em mais velhos, que afeta a substância cerebral e é caracterizada pela perda inexorável da função cognitiva, bem como distúrbios afetivos e comportamentais. A principal causa de demência em adultos com mais de 60 anos, o mal de Alzheimer, é responsável por alterações de comportamento, de memória e de pensamento (1)
A doença se caracteriza pela morte gradual de neurônios, as células nervosas do cérebro. As causas desse desastre são pouco conhecidas. Sabe-se que ele está relacionada a um acúmulo de duas proteínas, a beta-amilóide (2).
Doença de Alzheimer
A doença de Alzheimer caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral. O processo geralmente é difuso, mas pode ser mais grave nos lobos frontal, parietal e temporal. O grau de atrofia varia(3).
O envelhecimento normal do cérebro também se acompanha de atrofia, há uma superposição no grau de atrofia do cérebro de pacientes idosos com Alzheimer e pessoas da mesma idade afetadas pela doença. Ao exame microscópio, há perda tanto de neurônio como de neurópilo no córtex e, ocasionalmente, se observa uma desmielinização secundária na substância branca subcortical. Com o uso da morfometria quantitativa, a maior perda é a de grandes neurônios corticais (4).
Os achados mais característicos são placas senis e emaranhadas neurofibrilares argentofílicos. A placa senil é encontrada em todo o córtex e hipocampo e o número de placas por campo microscópio correlaciona-se com o grau de perda intelectual. Emaranhados neurofibrilares são estruturas fibrilares intracitoplasmáticas neuronais (5).
A degeneração e a perda neuronal são gerais, embora especialmente acentuadas nas células piramidais do hipocampo e células piramidais grandes no córtex associativo. A degeneração aparece cedo no núcleo basal de Meynert e mais tarde nos lócus coeruleos. A patologia inclui a presença de desarranjos neurofibrilares, placas neuríticas e degeneração granulovacuolar. Os desarranjos são massas intraneurofibrilares de filamentos citoplásticos (4).
Epidemiologia
Nos EUA, a prevalência da doença de Alzheimer em pessoas de 65 anos de idade ou mais é estimada como sendo de 10,3 %, elevando-se para 47 % naquelas acima de 80 anos. Até 2,6 % das pessoas acima dos 65 anos vem apresentar a Doença de Alzheimer anualmente. A freqüência varia pouco por sexo ou grupo étnico(1).
Etiologia
Embora a causa da Doença de Alzheimer não tenha sido estabelecida, há fortes suspeitas de uma base genética. A concordância para Doença de Alzheimer em gêmeos homozigóticos é maior que em gêmeos dizigóticos (3).
Agentes infecciosos e contaminantes ambientais, incluindo vírus lentos e metais (por exemplo o alumínio) são fatores etiológicos suspeitos. Os papéis destes fatores ainda não foram comprovados; no entanto, estes fatores ambientais estão sendo submetidos à investigação ativa. O envelhecimento normal está associado com decréscimo de alguns neurotransmissores, bem como com alguns dos achados neuropatológicos da doença. Portanto, surgiu a questão sobre se a doença seria devido a uma aceleração das alterações normais do envelhecimento (3)
As lesões crânio encefálicas, baixos níveis de instrução e síndrome de Down em um parente em primeiro grau também se associa a maior risco de doença de Alzheimer (3).
O quadro clínico da DA caracteriza-se por um declínio insidioso, progressivo da memória e de outras funções corticais como linguagem, conceito, julgamento, habilidades visuo-espaciais. Progressivamente instalam-se alterações intelectuais e de esfera afetiva, mas sobressaem os distúrbios de funções simbólicas: apraxias, agnosias (perda da capacidade de interpretar o que vê, ouve ou sente) e afasias. Pode ocorrer manifestação psicótica, como delírios e crises convulsivas (6). Apresentam geralmente delírios de infidelidade conjugal e roubos. Esses pacientes podem vagar, marchar, abrir e fechar gavetas rapidamente, bem como fazer as mesmas perguntas várias vezes. Anormalidades do ciclo sono-vigília podem tornar-se evidentes, como ficar acordado durante a noite, por pensar que ainda é dia claro (3). Alguns pacientes desenvolvem uma marcha arrastada, com rigidez muscular generalizada associada à lentidão e inadequação do movimento. Possuem com freqüência um aspecto parkinsoniano, mas raramente tem tremor em repouso rápido e rítmico. Podem evidenciar reflexos tendíneos hiperativos e reflexos de sucção e muxoxo. Abalos mioclônicos (contrações bruscas breves de vários músculos ou de todo o corpo) podem ocorrer espontaneamente ou em respostas a estímulos físicos ou auditivos (2)
As perdas cognitivas aumentam e o indivíduo evolui até ficar totalmente dependente de outros para a execução de suas atividades mais básicas. Em estágios mais avançados passa a não se alimentar, engasgar-se com a comida e saliva, o vocabulário fica restrito a poucas palavras, perde a capacidade de sorrir, sustentar a cabeça, fica acamado e a morte sobrevém em conseqüência de complicações como pneumonia, desidratação ou sepse (6).
A demência senil do tipo Alzheimer pode ainda ser subdividida de acordo com o estágio clínico, mas existe grande variabilidade e a evolução dos estágios freqüentemente não é tão ordenada como se poderia deduzir da descrição que vem  seguir:

Estágio Inicial: perda da memória recente, incapacidade de aprender e reter informações novas, problemas de linguagem, labilidade de humor e, possivelmente, alterações de personalidade. Os pacientes podem apresentar dificuldade progressiva para desempenhar as atividades de vida diária. Irritabilidade, hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controle e de memória. O estágio inicial, no entanto, pode não comprometer a sociabilidade (7).
Estágio Intermediário: completamente incapaz de aprender e lembrar de informações novas. Os pacientes se perdem constantemente, freqüentemente a ponto de conseguirem encontrar o seu próprio quarto ou banheiro. Embora continuem a deambular, estão em risco significativo de quedas ou acidentes secundários à confusão. O paciente pode precisar de assistência nas AVDs. A desorganização comportamental ocorre na forma de perambulação, agitação, hostilidade, falta de cooperação ou agressividade física. Neste estágio, o paciente já perdeu todo o senso de tempo e lugar (7)
Estágio grave ou terminal: incapaz de andar, totalmente incontinente e incapaz de desempenhar qualquer AVD. Podem ser incapazes de deglutir e podem necessitar de alimentação por sonda nasogastrica. Estão em risco de pneumonia, desnutrição e necrose da pele por pressão (7).
A evolução da doença é gradual, e não rápida ou fulminante; existe um declínio constante, embora os sintomas em alguns pacientes pareçam se estabilizar durante algum tempo. Não ocorrem sinais motores ou outros sinais neurológicos focais ate tardiamente na doença (1). A duração típica da doença é de 8 a 10 anos, mas a evolução varia de 1 a 25 anos. Por motivos desconhecidos, alguns pacientes com Alzheimer evidenciam um declínio gradual e lento da função, enquanto outros têm platôs prolongados sem deterioração importante (2). O estágio final da doença de Alzheimer é coma e morte. (1) 
Dentre as principais características estão (7):
Perda de memória: pode ter conseqüência na vida diária, de muitas maneiras, conduzindo a problemas de comunicação, riscos de segurança e problemas de comportamento.
Memória episódica: é a memória que as pessoas têm de episódios da sua vida, passando do mais mundano ao mais pessoalmente significativo.
Memória semântica: esta categoria abrange a memória do significado das palavras, como por exemplo, uma flor ou um cão.
Memória de procedimento: esta é a memória de como conduzir os nossos atos quer física como mentalmente, por exemplo, como usar uma faca e um garfo, ou jogar xadrez.
Apraxia: é o termo usado para descreve a incapacidade para efetuar movimentos voluntários e propositados, apesar do fato da força muscular, da sensibilidade e da coordenação estarem intactas. 
Afasia: é o termo utilizado para descrever a dificuldade ou perda de capacidade para falar, ou compreender a linguagem falada, escrita ou gestual, em resultado de uma lesão do respectivo centro nervoso.
Agnosia: é o termo utilizado para descrever a perda de capacidade para reconhecer o que são os objetos, e para que servem.
Comunicação: As pessoas com doença de Alzheimer tem dificuldades na emissão e na compreensão da linguagem, o que, por sua vez, leva a outros problemas.
Mudança de personalidade: uma pessoa que tenha sido sempre calma, educada e afável pode comportar-se de uma forma agressiva e doentia. São comuns as mudanças bruscas e freqüentes de humor.
Mudanças físicas: a perda de peso pode ocorrer, redução de massa muscular, escaras de decúbito, infecções, pneumonia.
A evolução é progressiva, inevitavelmente em incapacidade completa e morte. Ás vezes há estabilizações, durante as quais o distúrbio cognitivo permanece inalterado por um ou dois anos, mas depois a progressão é retomada. A duração é geralmente entre 4 a 10 anos, com extremos de menos de 1 ano e a mais de 20 anos (8).
Tratamento
Por enquanto, não existe tratamento preventivo ou curativo para a doença de Alzheimer. Existe uma série de medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas, tais como agitação, ansiedade, depressão, confusão e insônia. Infelizmente, estes medicamentos são apenas eficazes para um número limitado de doentes, apenas por um breve período de tempo e podem causar efeitos secundários indesejados. Por isso, aconselha-se geralmente a evitar a medicação, a menos que seja realmente necessária (7).
Descobriu-se que os doentes que têm a doença de Alzheimer têm níveis reduzidos de acetilcolina, um neurotransmissor (substância química responsável pela transmissão de mensagens de uma célula para outra) que intervém nos processos da memória (9).
Foram introduzidos, em alguns países, determinados medicamentos que inibem a enzima responsável pela destruição da acetilcolina. (4).
Os resultados no tratamento da doença são difíceis e frustrantes, pois não há medidas específicas e a ênfase primária é o alívio em longo prazo dos problemas comportamentais e neurológicos associados (2)
O tratamento é multimodal, desenvolvido e modificado com a progressão da doença, podendo ser obtido através da intervenção farmacológica (visando à fisiopatologia e sintomas da doença como ilusões e distúrbios do sono) e da intervenção comportamentais (melhora sintomas específicos bem como as AVDs). Atualmente os agentes farmacológicos empregados no tratamento visam inibir a acetilcolinesterase para aumentar os níveis de acetilcolina diminuídos no cérebro dos pacientes com Alzheimer. Os inibidores utilizados atualmente (utilizados apenas em doenças com déficit colinérgico como Alzheimer) são: Tacrina (melhora apatia e ansiedade), Donepezil (1).
Fisioterapia
Designa a habilitar o indivíduo comprometido funcionalmente, a novamente desempenhar suas AVDs, da melhor maneira e pelo menor tempo possível, com mais autonomia. Os principais aspectos da assistência são preventivos, elaborados para manter o indivíduo mais ativo e independente possível. No maior grau que for possível, a atividade deve ser encorajada para manter a força, ADM e estado de alerta (9).
Promover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos máximo de AVDs possível; o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar o objeto (exemplo, escova de dente), e realizar a ação motora (8).
O processo de reabilitação também inclui a realização de modificações ambientais necessárias para segurança do paciente e de modo que esse possa viver em um ambiente o mais aberto possível (8). Quedas podem ser devido a riscos ambientais o mais (iluminação inadequada, pisos escorregadios, tapetes soltos, etc). Tais riscos devem ser evitados. Os ambientes devem manter um apresentação familiar (não mudar a disposição da mobília desnecessariamente) e barras presas na parede e corrimãos devem ser instalados nos locais necessários (10)
As técnicas de fisioterapia serão as mesmas que usamos nas pessoas de terceira idade que não apresentam demência, mas a maneira de aborda-las exige habilidade especial. O paciente pode não aparecer interessado em saber como a falta de flexibilidade articular, a fraqueza muscular ou o edema poderão afeta-lo; não tem condições de entender a relação que existe. O preparo antecipado dos planos de terapêutica  impede que o fisioterapeuta pareça indeciso. O preparo de explicações claras e simples darão melhores resultados. A instrução deverá ser repetida da mesma forma; o emprego das palavras diferentes poderá confundir o paciente. Não é aconselhável entrar em conversas desnecessárias, pois podem desnorteá-lo mais ainda.Lançar mãos de gestos e sinais físicos para esclarecer e reforçar as instruções exigentes (9)
São comuns as alterações de sensibilidade, por isso evitar atração, a eletroterapia e os equipamentos que exigem colaboração de participação subjetiva. O calor somente deve ser usado naqueles capazes de reconhecer e dizer quanto é demasiado quente (9)
O estabelecimento de metas realizáveis no tocante à mobilidade é muito útil. Mesmo as realizações mais modestas merecem ser recompensadas por parabéns e pelo interesse que o fisioterapeuta demonstra pela pessoa (9).
A meta de reabilitação precisa ser redefinida para assegurar que o paciente permaneça seguro, independente, e capaz de realizar atividades da vida diária e atividades instrumentais da vida pelo máximo de tempo que for razoável (8).
O processo de reabilitação pode começar enquanto o trabalho de diagnóstico está ainda sendo feito. Isso pode tornar a forma de treinamento básico em atividades da vida diária. Isso inclui o treinamento de atendentes para a assistência de paciente e a reabilitação de modificações ambientais necessárias para a segurança da pessoa confusa de modo que essa possa viver em um ambiente o mais aberto possível. Uma vez o diagnóstico tenha sido estabelecido, pode ser feito o planejamento cuidadoso para a assistência.
Nos estágios iniciais e médios da doença, a intervenção fisioterápica geralmente pode prolongar a habilidade de movimentar-se com facilidade (10).
É importante observar que inicialmente a intervenção fisioterápica pode ser potencialmente envolvida com a facilitação do planejamento motor e planejamento para compensação de perdas nas atividades de vida diária. A habilidade para andar é perdida mais tarde, e outros estudos relatam níveis comparáveis de comprometimento (7).
A intervenção fisioterápica para assistir o paciente e treinar os atendentes envolve a facilitação dos movimentos e planejamentos motor e o desenvolvimento ou refinamento de pistas ambientais e cognitivas para ajudar a realizar tarefas complexas (10).
O comprometimento cognitivo é o fator limitante. A análise ajuda o atendente a prover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos o máximo de AVDS possível; por exemplo, para escovar os dentes, o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar a escova de dentes, e realizar a ação motora. O paciente pode somente precisar de ajuda de alguém que coloque a escova em sua mão e a guie lentamente para a boca para que seja capaz de escovar os dentes (7).
A primeira meta da reabilitação é criar um ambiente (emocional e físico) que dê suporte (trabalhar ativamente para compensar as perdas cognitivas específicas dos pacientes na medida em que forem ocorrendo gradualmente). A meta final é ajudar os pacientes a sentirem que eles são capazes, de modo que continuem a tentar fazer por si próprios as coisas que possam fazer com segurança, independentemente de permanecerem em sua casa ou estarem vivendo em uma instituição (9).
Em cada sessão os movimentos precisam ser equilibrados com períodos adequados de repouso para assegurar que o paciente não atingirá o ponto de fadiga e exaustão. São preferíveis freqüentes e breves períodos de atividade física (10).
O fisioterapeuta pode contribuir muito com a melhora da qualidade de vida do paciente e da família (7).
Objetivos da reabilitação fisioterápica (7,8,9):
- Diminuir a progressão e efeitos dos sintomas da doença,
- Evitar ou diminuir complicações e deformidades,
- Manter as capacidades funcionais do paciente (sistema cardiorrespiratório),
- Manter ou devolver a ADM funcional das articulações,
- Evitar contraturas e encurtamento musculares (imobilização no leito),
- Evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular,
- Incentivar e promover o funcionamento motor e mobilidade,
- Orientação sobre as posturas corretas,
- Treino do padrão da marcha,
- Trabalhar os padrões do funcionamento sistema respiratório (fala, respiração, expansão e mobilidade torácica),
- Manter ou recuperar a independência funcional nas atividades de vida diária.
Consiste basicamente na fisioterapia motora, que engloba desde exercícios ativos, passivos, auto-assistidos, contra-resistência, isométricos, metabólicos, isotônicos, ou seja, qualquer tipo de movimento é bem vindo no tratamento. Quando chega a uma segunda fase esta patologia, deve-se estimular atividades para que o paciente não fique o tempo inteiro na cama, evitando assim escaras de decúbito, comumente relatadas. Alongamentos e atividades de relaxamento podem ser realizados (10).
Outras modalidades de tratamento são eficazes, como a parte de exercícios para o condicionamento aeróbico, como estimular o paciente a realizar caminhadas, tanto por percursos diferentes, ou dependendo pelo mesmo percurso, estimulando assim concomitantemente a memória do paciente. Bicicletas estacionárias também são de grande valia, assim como se possíveis trabalhos de hidroterapia (9).
Exercícios para propriocepção e equilíbrio são fundamentais para a desenvoltura do paciente, como exercícios com bastões, bola, descarga de peso gradual, andadores, percursos (10).
Pode realizar atividades em que se estimule o raciocínio do paciente, como atividades de escrever, decorar palavras, nomear objetos, que levam a um estímulo da memória (7).
Porém a principal atitude a ser tomada é a companhia que este paciente precisa, nunca deixa-lo no abandono, por isso a conversa com familiares sobre o assunto é importante, para que assim este paciente possa conviver normalmente num meio familiar, eliminando o risco de passar o resto de sua vida num asilo (6).
Conclusão
Existe uma busca de uma melhor qualidade de vida para os pacientes e dos vários tipos de tratamento para a doença de Alzheimer, com o objetivo de amenizar os sintomas. Porém enquanto não for descoberta a etiologia dessa patologia, torna-se difícil chegar á cura dessa doença.
A fisioterapia busca melhoria na qualidade de vida do paciente, sendo que o paciente com Alzheimer necessita de uma reabilitação global, envolvendo uma equipe multidisciplinar, e que a fisioterapia tem um papel fundamental tanto na reabilitação motora quanto no retorno as relações interpessoais e na obtenção de independência por parte do paciente.

Fonte - http://fisioterapiaportoalegre.wordpress.com/area-de-atuacao/fisioterapia-neurofuncional/doenca-de-alzheimer-e-tratamento-fisioterapico/
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Presbiacusia - perda auditiva em idosos


A presbiacusia ou surdez do idoso constitui-se em um dos mais importantes fatores de desagregação social. Estudos recentes demonstram que de todas as privações sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito mais devastador no processo de comunicação do idoso.
De acordo com Academia Brasileira de Otologia presbiacusia é o envelhecimento natural do ouvido humano, resultante da somatória de alterações degenerativas de todo o aparelho auditivo. Consiste em uma perda bilateral da audição para sons de alta freqüência, acompanhada, geralmente, por uma perda desproporcional do reconhecimento da fala, sem história prévia de doença sistêmica ou auditiva severa, com início gradual e curso progressivo (Willott, 1991 em Neves, 2002).
As deficiências auditivas acometem 70% dos idosos (mais ou menos 10 milhões de pessoas em nosso país), sendo a segunda inabilidade física mais comum e a quarta afecção mais comum nos EUA.
Os principais agentes agravantes da presbiacusia são: exposição a ruídos, diabetes, uso de medicação tóxica para os ouvidos e a herança genética, e a diminuição da acuidade auditiva na terceira idade.
Muitas vezes a deficiência auditiva pode vir acompanhada de um zumbido  que compromete ainda mais o bem estar. Esse zumbido tem como característica à percepção de som na ausência de uma fonte sonora externa e afeta cerca de 20% da população mundial. Suas queixas principais são: “chiado”, “grilo”, “apito no ouvido”, “panela de pressão na cabeça”, etc.
Manifestações clínicas
Com a diminuição da sensibilidade auditiva ocorre uma redução na inteligibilidade da fala, o que vem a comprometer seriamente o seu processo de comunicação verbal. A perda auditiva em altas freqüências (agudos) torna a percepção das consoantes muito difícil, aos idosos, especialmente quando a comunicação ocorre em ambientes insalubres ou ruidosos. “Não entendem o que é dito”.
A presbiacusia no idoso pode acarretar alguns problemas psicosocias tais como: Isolamento social, Incapacidade auditiva (igrejas, rádio e TV), intolerância a sons de moderada à alta intensidade (agudos). Se a pessoa fala baixo o idoso não ouve se ela grita, o incomoda.
Problemas de alerta e defesa: incapacidade para ouvir pessoas e veículos aproximando-se, panelas fervendo, alarmes, telefone, campainha da porta, anúncios de emergências em rádio e TV.
Quando questionados sobre a patologia os familiares descrevem o idoso como:
Principais sintomas: Dificuldade de participar de conversação ou falar ao telefone, sensação de que não consegue compreender as palavras, necessidade de aumentar o volume da TV ou rádio, dificuldade de localizar uma fonte sonora.
Diagnóstico
O idoso com dificuldades auditivas deve ser encaminhado ao otorrinolaringologista e ao fonoaudiólogo para um teste que poderá indicar ou não a utilização de prótese auditiva.
Tratamento
O tratamento da perda da audição nos idosos, resultante da presbiacusia, se faz através da utilização de próteses auriculares, e mais recentemente do implante coclear (veja mais)

Tipos de Próteses:

Programáveis: necessitam da manipulação da pessoa para ajustes de volume de recepção sonora.
Digitais
: multiprocessadas permitem perfeita adaptação às necessidades de amplificação sonora, podendo ser intracanal ou microcanal.
Cuidados com as Próteses: Devem ser testadas nas condições em que o paciente normalmente realiza suas atividades (compras, passeios, etc.). O paciente deve ser treinado para manipular adequadamente sua prótese (troca de pilha, higiene, e inserção no ouvido).

 Fonte - http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/05/25/surdez-tratamento/
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Dificuldade de engolir pode ser indício de doença grave!

A disfagia - dificuldade de engolir - é um sintoma comum em doenças graves como o megaesôfago e o câncer de esôfago.[Imagem: HC]

Sinal de alerta
A dificuldade moderada, ou até mesmo leve, de engolir substâncias líquidas ou sólidas não deve ser negligenciada.
"Assim que é diagnosticado o problema, é fundamental investigar a sua causa, pois em alguns casos pode ser o alerta de algo mais sério", aponta Rubens Sallum, gastroenterologista e diretor do Serviço de Cirurgia do Esôfago do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP).

Disfagia
A disfagia - dificuldade de engolir - é um sintoma comum em doenças graves como o megaesôfago e o câncer de esôfago.
Segundo o médico, muitas vezes os pacientes acabam procurando tratamento tardio a esses males. "Em ambas as doenças, dois ou três meses subestimando o sintoma podem ser cruciais. Quando o médico é procurado, a situação já se agravou", alerta, ressaltando que assim que o sintoma é reconhecido é recomendável rapidamente procurar um médico e, quando necessário, fazer uma endoscopia.
Os tumores epidermoide (próprio do revestimento do esôfago) e adenocarcinoma (que atinge a junção do esôfago com o estômago), quando diagnosticados no início, têm alto percentual de cura. Segundo o médico, a cura nos estágios iniciais chega a 90%.
Quando a doença é tratada em estágios mais avançados, os índices de cura podem chegar em 60%, mas dependem de modernas técnicas de tratamento. "Em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia radical de retirada do esôfago (esofagectomia), mas para oferecermos essa operação é fundamental diagnosticarmos a doença em estágio menos avançado", informa Rubens.

Alteração do estado nutricional
No megaesôfago, a musculatura no final do esôfago - que funciona como um esfíncter que abre e fecha - para de abrir normalmente impedindo a passagem de alimentos, o que leva a uma dilatação do esôfago. Uma das consequências é a dificuldade de engolir alimentos, podendo gerar alteração do estado nutricional do paciente.
O especialista alerta que, além da atenção que a população em geral deve ter em relação à disfagia, é fundamental que fumantes, alcoólatras e aqueles que já sofreram alguma agressão no esôfago (como, por exemplo, quem ingeriu soda cáustica no passado) façam regularmente o exame de endoscopia.

Vale ressaltar que o profissional capacitado para tratamento da Disfagia é o FONOAUDIÓLOGO!

Fonte - http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=dificuldade-engolir-indicio-doenca-grave&id=4906#.Tr_DGxBG6iU.facebook
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Exercícios para Apnéia e ronco




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Disfagia: reflexos orais, tipos de disfagia, reflexos de proteção

Ótimo livro que indico à profissionais para orientar familiares


Reflexos orais de alimentação


- Reflexo de Procura: também conhecido por reflexo dos quatro pontos cardeais, é 
desencadeado ao tocar os cantos laterais, superior e inferior dos lábios ou bochechas. A 
criança abre a boca, vira a cabeça e move a língua na direção em que ocorreu o estímulo. 
Este reflexo está presente ao nascimento e começa a desaparecer a partir do terceiro e 
quarto mês, quando a criança começa a levar a mão à boca e inicia-se um processo de 
adequação da sensibilidade oral (Cesa et al., 2004).

- Reflexo de Sucção: presente na vida intra uterina, começa a tornar-se voluntário por 
volta dos quatro meses de idade. É uma continuidade do reflexo de procura, após a 
criança introduzir o estímulo em sua cavidade oral, o contato deste com a porção anterior 
da língua, desencadeia um processo de movimentos rítmicos de sucção (Cesa et al., 
2004).

- Reflexo de Deglutição: também presente na vida intra uterina e torna-se voluntário a 
partir do quarto mês, quando há aperfeiçoamento da coordenação com a sucção e a 
respiração (Cesa et al., 2004).

Reflexos orais de proteção a alimentação


- Reflexo de Vômito: está presente ao nascimento e torna-se mais posterior até o sétimo 
mês. Este reflexo permanece  presente na vida adulta, sendo elicitado no recém nascido 
tocando-se na porção anterior da língua (Cesa et al., 2004).


- Reflexo de Mordida: presente ao nascimento e suprimido por volta do sétimo mês com 
o aparecimento da mastigação. Pode ser observado exercendo-se uma pressão no 
rebordo gengival e, como resposta, o recém nascido realiza um movimento rítmico de 
fechar e abrir a mandíbula (Cesa et al., 2004)


Disfagias


A deglutição pode ser prejudicada devido a processos mecânicos que dificultam a 
passagem do bolo, como falta de secreção salivar, fraqueza das estruturas musculares 
responsáveis pela propulsão do alimento ou disfunção na rede neural que coordena e 
controla a deglutição (Filho et al., 2000a).
O termo disfagia refere-se a um sintoma comum de diversas doenças congênitas ou 
adquiridas, permanentes ou transitórias, relacionado a qualquer alteração no ato de 
engolir que dificulte ou impeça e ingestão oral segura, eficiente e confortável (Alves, 
2003).
Portanto, a disfagia caracteriza-se por um distúrbio da deglutição ou qualquer 
dificuldade do trânsito do bolo alimentar da boca ao estômago, associado a complicações, 
tais como: desnutrição, pneumonia aspirativa, penetração laríngea, presença de saliva ou 
restos alimentares no vestíbulo laríngeo antes, durante ou após a deglutição (Rosado et 
al., 2005; Marcolino et al., 2009).Na literatura são apresentadas diferentes formas de classificação das disfagias. 
Para fins didáticos  apresentam-se as classificações relacionadas à três aspectos: à
etiologia, aos comprometimentos das fases da deglutição e ao grau do distúrbio.



Classificação das disfagias segundo a etiologia


- Disfagia induzida por drogas:  é a disfagia desencadeada ou agravada pelo efeito 
colateral de  alguns medicamentos. O efeito das drogas pode afetar o sistema nervoso 
central, sistema nervoso periférico, sistema muscular ou a produção de saliva (Filho et al., 
2000a).
- Disfagia mecânica:  é a disfagia proveniente de alterações estruturais e o controle 
neutral encontra-se preservado. Podem ser decorrentes de câncer ou de seu tratamento, 
traumas, infecções virais, inflamações teciduais, presença de traqueostomia (ASHA, 
2004).
- Disfagia neurogênica: relacionada à alterações do sistema nervoso central ou 
periférico, podendo estar presentes como sequelas de traumatismo cranioencefálico, 
tumor cerebral, paralisia facial, acidente vascular cerebral, doenças degenerativas, entre 
outros (ASHA, 2004).
- Disfagia psicogênica:  decorrente de  quadros ansiosos, depressivos ou mesmo 
conversivos (ASHA, 2004).


Classificação das disfagias segundo as fases da deglutição
- Disfagia oral: ocorre quando há comprometimento das fases preparatória oral e oral. 
Pode estar presente nos casos de dificuldade ou ausência de vedamento labial, problemas 
durante a mastigação, apraxia oral, paralisia unilateral de língua, entre outros (Macedo et 
al., 1998).


- Disfagia faríngea: quando há comprometimento da fase faríngea, como nos casos de 
paralisias faríngeas e/ou laríngeas, ou laringectomias parciais (Macedo et al., 1998).- Disfagia orofaríngea: na maioria dos casos são observadas alterações nas fases oral e 
faríngea, devido à estreita relação entre os eventos de ambas as fases. Ocorre com 
frequência nos casos de ressecções das estruturas da boca e nas doenças neurológicas 
(Macedo et al., 1998).


- Disfagia esofageana: ocorre quando há alterações estruturais no esôfago ou ainda pode 
relacionar-se à esofagite ou refluxo gastroesofágico (RGE) causando alterações e 
modificações na fase esofágica da deglutição (Filho et al., 2000a).


Classificação das disfagias segundo o grau de comprometimento
- Disfagia leve: ocorre quando o controle e transporte do bolo alimentar estão atrasados e 
lentos, sem sinais de penetração laríngea na ausculta cervical. É esperado que o paciente 
adquira compensações para as dificuldades em pelo menos uma consistência e que 
mantenha a alimentação por via oral (Jesus, 2008).


- Disfagia moderada: o paciente apresenta comprometimentos semelhantes à disfagia 
leve, porém observam-se sinais de penetração laríngea e risco de aspiração na ausculta 
cervical para duas consistências.  O paciente necessita de manobras facilitadoras para 
minimizar os riscos de aspiração e, dependendo do estado de saúde, a alimentação pode 
ocorrer por via mista (oral e alternativa) ou exclusivamente por via alternativa (Jesus, 
2008).


- Disfagia severa: caracteriza-se por presença de aspiração substancial com sinais de 
alteração respiratória e  ausência ou falha da deglutição completa do bolo alimentar,
impossibilitando a alimentação por via oral (Jesus, 2008).


Sinais e sintomas da disfagia


Os comprometimentos da fase oral caracterizam-se por alterações no vedamento 
labial, mobilidade da  língua, mastigação, reflexos orais, fechamento velofaríngeo e na 
percepção sensorial gustativa, de temperatura e textura do alimento (Pilz, 1999).Os pacientes com alterações na fase faríngea apresentam engasgo, tosse, náusea, 
regurgitação nasal ou dificuldade respiratória por aspiração. Esses sintomas são 
provocados pelo atraso ou ausência no reflexo de deglutição, incoordenação no 
fechamento do EES, redução na contração da musculatura da laringe, alteração na 
elevação e fechamento da laringe (Pilz, 1999).
A disfagia esofagiana pode ser decorrente de alterações estruturais do esôfago, 
esofagite e RGE. As principais queixas são de dor ao deglutir (odinofagia), dor torácica, 
sensação de pressão durante a passagem do alimento, vômito e regurgitação do alimento
(Pilz, 1999).
A entrada de alimento ou secreção na laringe em região subglótica denomina-se 
aspiração e caracteriza-se como um dos principais indicativos de disfagia e um grave 
sintoma, pois dependendo do estado de saúde geral do paciente, da quantidade e
frequência da aspiração pode provocar alterações respiratórias, como pneumonia (Pilz, 
1999).
Há três mecanismos que protegem os pulmões contra a aspiração. São eles: tosse, 
fechamento laríngeo e deglutição. Se algum desses mecanismos falhar ainda há a 
possibilidade de eliminar o material aspirado por meio da ação ciliar  das células da 
traquéia (Pilz, 1999).
A disfagia pode gerar complicações secundárias que devem ser diagnosticadas 
precocemente, pois indicam o agravamento clínico e podem levar o paciente ao óbito. A 
modificação do nível de consciência, a desidratação, a desnutrição e a pneumonia 
constituem esses sinais clínicos secundários (Filho et al., 2000a). 
O acúmulo de secreção provocado por aspiração maciça, redução da sensibilidade 
laríngea ou da força muscular  dos músculos respiratórios pode comprometer o  sistema 
nervoso central, reduzindo o nível de alerta e, consequentemente, o nível de consciência 
(Filho et al., 2000a).
A desidratação e a desnutrição podem se manifestar quando o preparo,  o volume, 
as vias de introdução da dieta e a distribuição de nutrientes não estão adequados para o 
paciente disfágico (Filho et al., 2000a).

Na criança, os sintomas clínicos da disfagia podem gerar aversão para comer 
determinados alimentos, aumento do tempo gasto na alimentação e ingestão de dieta 
especial (Aurélio et al., 2002).
Cabe ressaltar também outros sintomas da disfagia, como o esforço ao engolir e a 
ejeção oral comprometida, que podem decorrer de alterações na mastigação, dificultando
a trituração do alimento (Marchesan, 2003a).
A aspiração pode trazer complicações clínicas, tais como pneumonias bacterianas 
de repetição, e dependendo do volume e da constância da aspiração, causar desidratação 
e desnutrição. Contudo, a aspiração pode apresentar-se com uma discreta sintomatologia, 
envolvendo ausência ou diminuição do reflexo de tosse. Quando isso ocorre, a aspiração 
traqueal pode ocorrer silenciosamente, como consequência da diminuição da sensibilidade 
laríngea. A aspiração silenciosa é definida como a penetração de saliva ou alimento 
abaixo do nível das pregas vocais, sem sintomas de tosse, engasgo ou qualquer indicativo 
de dificuldade de deglutição (Curado et al., 2005). 
Outros sinais frequentes são: pigarro frequente, modificação da qualidade vocal 
após alimentação, recusa alimentar, necessidade de ingestão de líquido  durante a 
alimentação de sólido e isolamento social (Cola et al., 2008; Marcolino et al., 2009).

Fonte: http://www.medicina.ufmg.br/fon/arquivos/monografias/20091/2/priscilapimentel_tcc_fono_2009.pdf
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