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NIH Stroke Scale International - Escala Internacional de AVC


A escala internacional de acidente vascular cerebral (AVC) do National Institute of Health (NIHSS Internacional) é uma iniciativa de entidades nacionais e internacionais públicas, assim como privadas e académicas. Estas organizações dedicam-se à promoção da melhoria da prestação de cuidados de saúde ao doente com AVC.
*A escala de AVC do NIH (NIHSS) é um instrumento de uso sistemático que permite uma avaliação quantitativa dos défices neurológicos relacionados com o AVC. Esta escala foi inicialmente desenhada como instrumento de investigação, para medir o estado neurológico inicial nos ensaios clínicos da fase aguda do AVC. Actualmente, a escala é utilizada generalizadamente na valorização do carácter agudo do AVC, na determinação do tratamento mais apropriado e na previsão do prognóstico do doente.

A NIHSS pode então ser usada como instrumento de avaliação clínica para documentar o estado neurológico no doente com AVC agudo. Esta escala é válida para prever o tamanho da lesão e a gravidade do AVC. A NIHSS tem revelado valor prognóstico, tanto a curto como a longo prazo, nos doentes com AVC. Adicionalmente, a escala serve para monitorizar o estado do doente, útil no planeamento dos cuidados, e permite uma linguagem comum para troca de informações entre os profissionais de saúde. A NIHSS foi desenvolvida para ser um instrumento simples, válido e fiável, que pode ser aplicado à cabeceira do doente de forma consistente por médicos, enfermeiros ou terapeutas.*
**A NIHSS é uma escala com 15 itens de exame neurológico para avaliação do efeito do AVC agudo no nível de consciência, linguagem, negligência, perda de campo visual, movimentos oculares, força muscular, ataxia, disartria e perda sensitiva. Um observador treinado classifica a capacidade do doente para responder a questões e efectuar manobras. Cada item classifica-se em 3 a 5 graus, correspondendo 0 a normal; há a hipótese de itens não testáveis. A avaliação completa de um doente requer menos de 10 minutos.

A determinação da gravidade do AVC depende da capacidade do observador para avaliar o doente de forma fiável e consistente.**

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A importância da Fonoaudiologia no pós derrame cerebral

AVC: segunda causa de morte no mundo.
Conhecido popularmente como derrame, o AVC (Acidente Vascular Cerebral), segundo pesquisas, é tido como a segunda maior causa de morte no mundo.
O AVC, segundo o dicionário médico, é definido como uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003) que geralmente afeta a maioria idosa, porém, baseado em pesquisas, existe uma percentagem de 20% dos AVC’s que ocorrem em indivíduos abaixo dos 65 anos.

Independente da faixa etária das pessoas nas quais a doença se instala, apresentam como causas mais comum que originam o AVC, situações como os trombos e o embolismo (Enfartes cerbrais), hemorragia secundária ao aneurisma, anormalidades do desenvolvimento, hipertensão arterial, hemorragia cerebral, malformação dos vasos sanguíneos, tumores cerebrais, traumas e outras situações diversas.
É de suma importância ressaltar que a eficiência em prestar socorro à vítima de AVC é de grande importância, pois segundo estudiosos da área, a chegada ao médico até três horas após o início dos sintomas possibilita maior chance de cura, em especial nos casos de derrame isquêmico.
Por meio de medicamentos é possível dissolver o coágulo que obstruiu o vaso sangüíneo e permitir que o sangue volte a circular normalmente. Quando tardio o atendimento, a possibilidade de cura sem seqüelas vai depender da localização e do tamanho da área do cérebro que foi atingida.
Considerando o alto comprometimento das funções neuromuscular, motora, sensorial, perceptiva e cognitivo-comportamental, o fonoaudiólogo irá propiciar a reabilitação das funções comprometidas parcialmente ou totalmente, dependendo do grau de comprometimento da área afetada.
Quando a lesão é no Hemisfério Esquerdo (Hemiplegia Direita) ocorrem principalmente afasias, apraxias ideomotoras e ideacionais, alexia para números, descriminação direita/esquerda e lentidão em organização e desempenho.
Quando é no Hemisfério Direito (Hemiplegia Esquerda), ocorre alteração viso espacial, auto negligência unilateral esquerda, alteração da imagem corporal, apraxia de vestuário, apraxia de construção, ilusões de abreviamento de tempo e rápida organização, desempenho entre outros.
Vale ressaltar que o fonoaudiólogo na reabilitação de pacientes portadores de AVC atua de forma multidisciplinar, garantindo uma melhor qualidade de vida do paciente.
Profissionais como médicos neurologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos atuam intensamente em parceria com fonoaudiólogo, com o objetivo de adequar o mais breve as funções alteradas.
Lembrando que cada paciente apresenta seu próprio limite de resposta ao tratamento, limite esse que deve ser respeitado pelo profissional em parceria com a família.
Dificuldades para a Alimentação
A deglutição é um reflexo complexo, que tem como principal função conduzir os alimentos e a saliva da boca para o estômago. A dificuldade de progressão dos alimentos líquidos ou sólidos da boca para o estômago é chamada de disfagia. A disfagia pode estar presente em pacientes com AVC e um tratamento adequado pode evitar complicações. Os sintomas são: tosse, engasgos, relato de que os alimentos ficam parados na garganta (faringe), dificuldade para respirar, perda de alimentos ou saliva pela boca, dificuldade para mastigar, pneumonias de repetição, perda de peso, desidratação. Quando o paciente não consegue se comunicar, pode apresentar angústia, sudorese, inquietação durante a alimentação, o que sugere estar em dificuldade.
Orientações ao paciente com disfagia:
  1. O ambiente deve ser calmo. A alimentação não deve ser oferecida na frente da televisão ou com o rádio ligado. Evitar conversa e distrações durante as refeições.
  2. Manter o paciente preferencialmente na posição sentada em 90o. (em cadeira). Alguns pacientes, após avaliação, recebem orientações individuais e mais adequadas quanto ao posicionamento para se alimentar.
  3. O ideal é que o paciente se alimente sem ajuda (quando consegue). Por isto, devemos proporcionar-lhe as melhores condições: prato fundo, colher de sobremesa para que uma quantidade menor de alimento seja ingerida, copo adequado. O uso de canudo para a ingestão de líquidos não é recomendado, pois com canudo não se consegue controlar a quantidade ingerida, podendo ocorrer engasgos.
  4. Colocar no prato uma quantidade pequena, pois o paciente, sabendo de sua dificuldade, ao olhar um prato cheio pode desistir de comer. Os líquidos devem ser oferecidos em copo, também, em pequena quantidade.
  5. Uma pessoa com disfagia leva tempo acima do normal para fazer uma refeição. Ela não deve ser apressada a deglutir.
  6. O paciente pode apresentar mais dificuldade com determinada consistência (alimentos líquidos, pastosos ou sólidos). A consistência mais adequada deve, portanto, ser pesquisada. No caso de disfagia, não deve ser iniciada dieta oral antes de o paciente ser avaliado por profissionais com experiência com este tipo de problema. Quanto à escolha dos alimentos, deve-se dar preferência aos alimentos que o paciente costumava fazer uso antes da lesão.
Fontes: www.brasilescola.com.br
www.sarah.br
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Por que eu falo muito rápido?


Já comentei sobre a taquifemia em outro post e hoje vou acrescentar algumas informações para quem tem dúvidas sobre este assunto, que ainda é pouco conhecido.
taquifemia é uma forma de disfluência bem parecida com a gagueira.
Ela também se manifesta através de repetições, hesitações ou quebras na fluência e por isso é frequentemente confundida com a gagueira.
A diferença fundamental entre as duas formas de disfluência é que as pessoas que apresentam taquifemia, não tomam conhecimento de sua dificuldade. Elas falam com uma velocidade bastante aumentada, "tropeçando nas palavras", repetindo sílabas e cortando as ideias (vários assuntos misturados), o que torna o discurso confuso e pouco atraente ao ouvinte. E, em geral, são falantes desinibidos, não evitam situações de fala como aqueles que apresentam gagueira.
Por isso, estas pessoas chegam para atendimento fonoaudiológico porque a família, os amigos, ou os colegas de trabalho reclamam que não as entendem.
É importante tomar consciência das dificuldades e característricas de sua fala para o sucesso do tratamento.
Com a avaliação e o tratamento adequado é possível melhorar a fluência da fala.
Procure um Fonoaudiólogo!
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Falar mais devagar, é possível?


Lembram que já vimos aqui uma dificuldade de fala chamada taquifemia? É uma das causas da aceleração da fala.
Mas algumas pessoas não apresentam alterações na linguagem oral; elas falam rapidamente porque são aceleradas em várias atividades da sua vida. São pessoas com pouca tendência para ouvir e querem falar logo, porque, em um diálogo mais extenso, ficam entediadas.
Isto é mais comum do que se pensa.
Entetanto, uma fala com velocidade muito acelerada, passa a impressão de ansiedade, e impaciência e pode até irritar o interlocutor.
Para você que quer falar mais devagar, aqui vão as dicas:
  1. uma boa forma de diminuir a velocidade é caprichar na articulação das    palavras, não deixando de pronunciar nenhuma sílaba.
  2. versos compassados de poesias e músicas são bons para esse treinamento.
  3. outro cuidado importante para diminuir a velocidade é manter a respiração constante, inspirando nas pausas naturais da fala.
Se com estas dicas, você não consegue diminuir a velocidade da sua fala, você pode ter uma alteração da fluência da fala. Procure a ajuda de um fonoaudiólogo!

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Como falar mais devagar? Algumas dicas!


A pedidos, trago novas dicas para falar mais devagar. Quem fala muito rápido, frequentemente é caracterizado como ansioso e/ou impaciente. Para o interlocutor do diálogo, há uma necessidade de muita atenção, já que as palavras se sobrepõem ou se apresentam pela metade.
Dicas de como exercitar uma fala mais precisa, com menor velocidade:
1. Leia pequenos textos, falando pausadamente. Aumente e diminua a velocidade para encontrar a velocidade adequada.
2. Cante músicas de diferentes ritmos e observe as variações na velocidade, conforme o ritmo escolhido.
3. Fale em frente a um espelho, utilizando diferentes velocidades de fala, e observe como acontece a movimentação dos órgãos articulatórios  (boca, língua, dentes...), de acordo com o ritmo que você está usando.
4. Avalie também se você acelera na fala porque:
  • quer terminar logo o que tem para dizer, 
  • não tem paciência com o outro (interlocutor), 
  • se acha "chato" articular as palavras, 
  • se tem alguma dificuldade articulatória ou de fluência que não quer que apareça, 
  • se tem dificuldade na organização das ideias e não quer se perder.
Estas dicas são para pessoas que querem diminuir a velocidade da fala normal. Se você tiver "problemas" com a sua fala, procure  a avaliação de um fonoaudiólogo!
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Nasofibrolaringoscopia: importante exame para o diagnóstico da disfagia

Exame realizado pelo otorrinolaringologista, é utilizado como método investigativo dos distúrbios da deglutição. trata-se de um exame simples, que dispensa o uso da anestesia. Como seu equipamento é portátil e de fácil manuseio, pode ser realizado em consultório ou em leito hospitalar
     Através da nasofribrolaringoscopia observa-se a funcionalidade de estruturas como o palato mole, faringe e laringe, propiciando a vizualização também de estase salivar em valécula e seios piriformes, penetração ou aspiração de saliva, secreções e alimentos na laringe, assim como alterações de sensibilidade e reflexo, além da adução e abdução das pregas vocais.
     O fonoaudiólogo pode acompanhar o médico durante a realização  do exame a fim de avaliar a fisiologia da deglutição. Para isto, utiliza alimentos misturados a corante azul (ajudando na vizualização), para a observação se sua passagem por valécula, seios piriformes e região cricofaríngea. Desta forma, o fonoaudiólogo pode observar a presença de aspiração antes, durante ou após a deglutição, além do acúmulo de restos alimentares.
 
Fonte:http://sabrinaleaofono.blogspot.com/2011/05/nasofibrolaringoscopia-importante-exame.html
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Os nervos cranianos e a deglutição


Para a deglutição é necessária a coordenação entre seis nervos cranianos, vindos do tronco cerebral, córtex e cerca de vinte e seis músculos da boca, faringe e esôfago. Trata-se portanto um processo sensóriomotor.
     Os nervos tem a função de levar o estímulo até o cérebro. Os músculos participantes da deglutição recebem os impulsos enviados pelo córtex. Este, decide se a deglutição é necessária naquele momento ou não, inibindo toda a movimentação desnecessária quando existe a decisão para deglutir, ativando os reflexos.
     O complexo estrutural responsável pela deglutição inclui estruturas anatomo-funcionais ósseas (maxilar, mandíbula, coluna cervical e osso hióide); cartilagens laríngeas (epiglote, tireóide, cricóide, aritenóides, corniculadas e cuneiformes); estruturas musculares (língua e mais 31 pares de músculos associados às fases oral e faríngea, em especial os músculos supra-hióides digástrico e estilo-hióideo e os músculos infra-hióides incluindo a membrana tireo-hióidea); pares cranianos (V, VII, IX, X e XII) e nervos cervicais.
     A seguir, os pares cranianos participantes da deglutição e suas respectivas funções:
V par - Trigêmio: mastigação, gustação, sensibilidade da cavidade oral.
VII par - Facial:  mastigação, gustação, sensibilidade da cavidade oral.
IX par - Glossofaríngeo: influência sobre as estruturas velofaríngeas, inervação sensitiva de orofaringe e estruturas velofaríngeas.
X par - Vago: inervação motora de toda a laringe, inervação sensitiva da hipofaringe laringe.
XII par - Hipoglosso: movimentação lingual.
 
 
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A percepção do tempo


Estava lendo um capítulo do Livro "Autismo infantil" sobre a noção de tempo e temporalidade no autista. O conteúdo de todo capítulo é interessante mas uma frase me chamou mais atenção ali: "A noção de tempo se dá pelas nossas vivências".
Minhas vivências (é verdade!), fazem o tempo parecer que passou mais rápido ou mais devagar... e com toda certeza isso é assim com você também.
Por isso pensei nos autistas com as suas estereotipias e a ociosidade que eles podem enfrentar nos seus dias. Será que o tempo está passando para eles? Será que é isso que eles querem?
Bom, voltando ao conhecimento técnico científico... Diante da afirmativa de que a percepção de tempo se dá através das vivências, é preciso perceber que uma rotina bem delimitada realmente conforta.
Temos que demarcar muito bem os acontecimentos para os autistas. Não estou falando de trabalhar os conceitos de passado-presente-futuro, não! O que quero mostrar é que, é fundamental permitir que a criança perceba a finitude dos fatos e além disso, entender que 2 fatos não ocorrem ao mesmo tempo. Os fatos seguem um após o outro, conforme a expressão tão repetida: primeiro-isso-e-depois-aquilo.
Várias características autísticas podem ser também interpretadas como uma noção de tempo incerta, como: - Dificuldade em lidar com a alteração na rotina, o que torna tudo tão incerto e inseguro. Alterações exigem que a criança elabore um "plano B", sem que ela tenha condições para isso. - Estereotipias para o isolamento. Aos olhos de quem vê a criança, os comportamentos repetitivos parecem deixar a criança numa "era sem fim".
Além disso é frequente os pais de crianças com Síndrome de Asperger, relatarem que seus filhos "perdem a noção do tempo" quando se envolvem em atividades de grande interesse. E não é raro perceber no discursos de adolescentes com SA, a dificuldade de elaborar os planos para o futuro.
Tempo.
É preciso que os pais comece a se atentar mais aos conceitos subjetivos, eles podem dar dicas de onde está a dificuldade da criança e da melhor forma de ajudá-los.
Está tudo interligado entre tempo, linguagem e imaginação.
Enfim, a primeira ordem é: rotina previsível.

http://fonopriscilafelix.blogspot.com/
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"Aprendizagem Infantil: Uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva."

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Os avanços de um aluno com deficiência intelectual

Aos 7 anos, este garoto atento ao exercício nem sequer pronunciava o próprio nome: Henrique. Sua família pouco sabia como ajudá-lo. Na escola, ele pôde conhecer a si mesmo, o manejo das coisas, as outras crianças... Estudar foi a primeira porta aberta para o desenvolvimento, que ele encontrou num ensino que respeita o tempo de cada um.


"Hoje a escola é a sua casa", conta Regina Graner, professora da 4ª série da EMEF Professor Taufic Dumit, em Piracicaba, a 160 quilômetros de São Paulo."Ele conversa, participa das aulas e troca idéias com os colegas."Para Henrique Michel da Silva, é uma grande conquista. Aos 10 anos, está aprendendo a comandar a própria vida, que antes era dominada pela deficiência mental.Além de ter dificuldade para falar e se fazer entender, ele não conseguia comer nem se vestir sozinho. Sua mãe achava isso um impedimento insuperável."Ele sempre foi mais lento para aprender as coisas", justificava a dona-de-casa Elisângela de Fátima Oliveira da Silva quando era indagada pela professora do filho.
Elisângela não imaginava do que Henrique seria capaz se fosse incentivado de maneira adequada. Foi com a ajuda da professora Marta Giuste da Silva, na 1a série, que ele conseguiu dizer seu nome claramente pela primeira vez. "Comecei um trabalho com ele desde a pronúncia", diz a educadora. Daí em diante, o processo deslanchou. O menino revelou-se um dedicado aprendiz na sala de aula, daqueles que não se calam cada vez que têm uma dúvida. Ao mesmo tempo, a professora conversou muito com a mãe de Henrique e conscientizou-a de que a escola regular tinha a obrigação de receber seu filho.
Na sala de apoio, o garoto contou com uma professora para ajudá-lo a se desenvolver no que tinha mais dificuldade. Com o tempo, passou a ler histórias por meio de imagens e a contá-las aos amigos. "Ele já monta pequenas frases, desenha e organiza livrinhos", diz a educadora especializada Maria Aparecida Valelongo Cunico. 
Há pouco tempo, o destino provável de Henrique seria uma classe só com crianças com o mesmo quadro de retardo mental.Hoje, seu direito de estudar na escola regular vem sendo respeitado, ainda que falte à maioria das pessoas entender o que é deficiência mental."É um atraso na adaptação ao aprendizado, ao convívio social e às funções motoras", explica o psiquiatra José Belisário Cunha, da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil (Abenepi), em Belo Horizonte.
Quem tem deficiência é capaz de muita coisa: ler, escrever, fazer contas, correr, brincar e até ser independente. "A grande novidade é que, se a criança for estimulada a descobrir seu potencial, as dificuldades deixam de persistir em tudo o que ela faz", afirma Belisário. Ou seja, ela precisa de novos desafios para aprender a viver cada vez com mais autonomia. E não há lugar melhor do que a escola para isso. Qual o papel do professor nessa história? Em primeiro lugar,bancar o desconfiado. O diagnóstico de deficiência mental não determina o potencial da criança. "Pode ser que o aluno não apresente na escola os problemas que tem em casa. Isso resulta, muitas vezes, da falta de acompanhamento da própria família", diz Belisário. Por exemplo, como uma criança consegue desenvolver a fala se a família não conversa com ela?
Nas aulas de leitura, a professora aproveitava a empolgação de Henrique para ajudá-lo a se desinibir na frente dos amigos."Ele foi se soltando até conseguir divertir a turma toda com uma história", diz ela. O garoto dava um toque de emoção às tramas, como quando encenava o sopro do lobo na casa dos três porquinhos. "A classe toda aplaudia", lembra Marta.Henrique nunca faltou a uma só aula.
Ígor tem espaço para desenvolver suas melhores habilidades na escola: ao mesmo tempo que treina oralidade por meio da leitura e da contação de histórias, mostra-se fera na associação de imagens exigida em jogos de memória. Foto: Gustavo Lourenção
Ígor tem espaço para desenvolver suas melhores habilidades na escola: ao mesmo tempo que treina oralidade por meio da leitura e da contação de histórias, mostra-se fera na associação de imagens exigida em jogos de memória. Foto: Gustavo Lourenção
Independente desde cedo
É muito comum a família de uma criança com deficiência querer fazer tudo por ela. "É difícil se conter diante das dificuldades", diz Belisário. "Mas na escola, no meio da garotada, qualquer um aprende a se virar sozinho." Para o psiquiatra, as instituições e classes especiaisnão colheram grandes frutos justamente por terem assumido o papel de protetoras. Ir ao banheiro sozinho, fazer exercícios em grupo e brincar no recreio são estímulos que contribuem para o desenvolvimento intelectual do aluno.
O casal de agricultores gaúchos Marlene e Reni Wasen, da cidade de Sapiranga, na Grande Porto Alegre, soube de antemão que seu filho viria ao mundo com síndrome de Down,provocada por uma anomalia genética. Ígor Wasen, 9 anos, aprendeu muita coisa desde cedo.Começou a andar com 1 ano e 7 meses e parou de usar fraldas quando ainda era bebê.Na creche, tomava banho e vestia-se sozinho. Ele cresceu e continuou independente.
Nos bailes da cidade, aonde vai até hoje com a família, desgarra-se dos pais para dançar e comprar refrigerante. "Não se perde nem no meio de mil pessoas", diz a mãe. Quando não tem muita lição de casa, o guri se oferece para ajudar os pais a carregar lenha.
Mesmo com esses precedentes animadores, o garoto surpreendeu Marlene e Reni quando escreveu seu nome logo no início da 1a série da EMEF Pastor Frederico Schasse, em Morro Reuter, a 80 quilômetros da capital gaúcha. Ígor já escreve um pouco em português, mas, na hora de falar, o idioma alemão é praticamente lei na comunidade onde vive."Só falamos português quando tem visita", diz a mãe.
Em decorrência da síndrome de Down, o menino tem alguma dificuldade de se expressar. Ainda bebê, começou a ir à fonoaudióloga na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) para tratar o distúrbio.Até hoje, visita uma especialista toda semana.
E, na sala de aula, dá-lhe ouvir histórias. Assim, a professora Dirce Sauzen o estimula a conversar sobre elas com os colegas.
Ígor ainda tem pouca destreza com as letras, mas se sai muito bem em jogo de memória e no quebra-cabeças. Quando percebeu a facilidade do garoto para associar pecinhas, a professora aproveitou para reunir materiais que tivessem desenhos, palavras e números. "Ele consegue resolver mais rápido os exercícios que exigem montagem e organização", conta Dirce.
Danielle adora dançar, fazer teatro e, no atletismo, já participou de várias corridas:
Danielle adora dançar, fazer teatro e, no atletismo, já participou de várias corridas: "Sou o orgulho dos meus pais". Foto: Gustavo Lourenção
Atleta, atriz e bailarina
Ígor é prova de que a deficiência pode falar mais alto numa habilidade, mas pouco influi em outras."Se um aluno se dá mal em Matemática, pode ter afinidade em área que não depende do raciocínio lógico", afirma Belisário. A maranhense Danielle Batista Gonçalves, 17 anos, passou 12 deles na Apae por causa da síndrome de Down. Sua evolução foi mais lenta que a de Ígor.Começou a andar aos 7 anos e a falar aos 9. Aos 12, escreveu o nome pela primeira vez."Foi aí que me dei conta de que ela precisava estudar", diz a mãe,Maria Lucimar Batista Gonçalves. Hoje, na 8a série da Unidade Integrada Rubem Goulart, em São Luís, a adolescente posa orgulhosa para fotos ao lado dos troféus que conquistou em duas competições de maratona feitas nas ruas da cidade. A campeã nunca deixou de ir à Apae, onde faz cursos e apresentações de dança e teatro. "Gosto muito de atividade física. Só Matemática que acho difícil", diz Danielle.
O ingresso na escola regular não foi nada fácil.Até hoje a menina chora quando não consegue responder oralmente a uma pergunta."Ela se sai melhor com questões de múltipla escolha", diz o professor de Geografia Daniel Mendes Pereira, que sempre pensa numa maneira de a estudante participar dos exercícios sem medo.Nas aulas de Língua Portuguesa, a afinidade da jovem com a escrita rendeu até um prêmio no festival de poesia da escola.
Maria Lucimar sempre se dedicou à filha. Colocou-a na Apae aos 8 meses sem esperar que ela fosse aprender algo.Um dia, ela e o marido, pais adotivos da menina, leram no jornal que crianças com deficiência teriam o direito garantido de entrar na escola regular.Agora,Maria Lucimar desata a falar das qualidades da filha: "Ela conversa bem, participa dos trabalhos, é aplicada nos deveres, pesquisa nos livros e ganha prêmios". E se derrama em lágrimas quando vê Danielle dançar.
Atividades e estratégias
PROPORÇÃO
O desenvolvimento da coordenação motora pode ser mais lento em crianças que têm deficiência mental. Uma das maneiras de estimular o aluno a dominar seus movimentos é fazê-lo escrever o nome em folhas de papel de diferentes tamanhos. Assim, ele também visualiza a necessidade de aumentar ou diminuir a letra de acordo com o espaço.

INTEGRAÇÃO
É muito comum uma criança com deficiência mental ter problemas de oralidade. Por isso, aulas que estimulem o aluno a contar histórias são bem-vindas. É importante dar continuidade à atividade com bate-papos na classe sobre os personagens ou sugerindo que os estudantes dêem o próprio final à trama e o apresentem aos colegas. A atividade deve sempre ser feita com a turma toda.

VARIEDADE 
Diversifique os meios de acesso ao conteúdo na sala de aula. Crianças com deficiência mental (e sem deficiência também) nem sempre aprendem por meio de folhas com exercícios impressos, livros didáticos ou material concreto de Matemática. Elas podem se identificar mais com músicas, passeios, desenhos, vídeos ou debates.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/tempo-cada-424559.shtml?page=all
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Deficiência Intelectual - atendimento clínico

Como coloca JM Opitz “a deficiência mental serve de paradigma para toda genética clínica” devido à complexidade de sua biologia e metodologia diagnóstica. É considerada uma categoria ampla de distúrbios com diversas etiologias que devem ser devidamente assistidos quanto aos fatores causais, patogênicos e prognósticos.
Considera-se deficiência mental e intelectual, segundo a definição da American Association on Mental Retardation (AAMR) “o funcionamento intelectual significativamente inferior à média, associado a limitações significativas do funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, auto-cuidados, vida doméstica, habilidades sociais, relacionamento social, uso de recursos da comunidade, auto-suficiência, saúde e segurança, habilidades acadêmicas, lazer e trabalho. A deficiência mental e intelectual se manifesta antes dos 18 anos”.
Atualmente, mais de 750 etiologias genéticas foram identificadas em portadores de deficiência mental e intelectual. De maneira didática pode-se dividir os pacientes com deficiência mental grave em três grupos: com malformações do sistema nervoso central (SNC), sem malformações e as deficiências mentais ligado ao X.
Em caso de deficiência mental e intelectual grave deve-se proceder a exame clínico cuidadoso com ênfase no exame neurológico, por vezes necessitando da propedêutica armada como a tomografia computadorizada, além de audiometria, triagem para erros inatos do metabolismo, exame citogenético e/ou de biologia molecular além de outros exames complementares.
Para muitos, os indivíduos portadores de deficiência mental e intelectual não apresentam diferenças comportamentais, assistindo os pacientes com diferentes doenças de uma maneira semelhante.
Deve-se ressaltar que os avanços nos estudos de psicologia comportamental vêm mostrando que os portadores de deficiência mental e intelectual correspondem a um grupo bastante heterogêneo, com características comportamentais distintas e, por vezes, quase “específica” de cada doença, como por exemplo, a hiperfagia na síndrome de Prader-Willi, a automutilação da síndrome de Lesch-Nyhan, a habilidade linguística da síndrome de Williams ou os movimentos estereotipados da síndrome de Rett. Portanto, esses pacientes necessitam de uma abordagem médica também focada no componente comportamental. Assim, pode-se caracterizar um “fenótipo comportamental” para cada doença causadora de deficiência mental, permitindo uma assistência mais focalizada e melhor orientada.
Todos os pacientes portadores de deficiência mental e intelectual merecem uma avaliação diagnóstica completa e suas famílias devem receber adequado aconselhamento genético.
Fontes:
AAMR – Mental Retardation: definition, classsification and systems of supports. AAMR, 9th Ed., 1997.

Dykens EM et al – Genetics Mental Retardation Sydromes: A New Look at Behavior and Interventions, London, Paul H Bookes, 2000.

Opitz JM – Tópicos recentes de Genética Clínica. São Paulo, SBG, 1983, pp.38-64.

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O QUE É DEFICIÊNCIA INTELECTUAL OU ATRASO COGNITIVO?



1. O que é Deficiência Intelectual ou atraso cognitivo?

Deficiência intelectual ou atraso mental é um termo que se usa quando uma pessoa apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no desempenho de tarefas como as de comunicação, cuidado pessoal e de relacionamento social.
Estas limitações provocam uma maior lentidão na aprendizagem e no desenvolvimento dessas pessoas.
As crianças com atraso cognitivo podem precisar de mais tempo para aprender a falar, a caminhar e a aprender as competências necessárias para cuidar de si, tal como vestir-se ou comer com autonomia. É natural que enfrentem dificuldades na escola. No entanto aprenderão, mas necessitarão de mais tempo. É possível que algumas crianças não consigam aprender algumas coisas como qualquer pessoa que também não consegue aprender tudo.

2. Quais são as causas da Deficiência Intelectual ou Atraso Cognitivo?

Os investigadores encontraram muitas causas da deficiência intelectual, as mais comuns são:
Condições genéticas: Por vezes, o atraso mental é causado por genes anormais herdados dos pais, por erros ou acidentes produzidos na altura em que os genes se combinam uns com os outros, ou ainda por outras razões de natureza genética. Alguns exemplos de condições genéticas propiciadoras do desenvolvimento de uma deficiência intelectual incluem a síndrome de Down ou a fenilcetonúria.
Problemas durante a gravidez: O atraso cognitivo pode resultar de um desenvolvimento inapropriado do embrião ou do feto durante a gravidez. Por exemplo, pode acontecer que, a quando da divisão das células, surjam problemas que afetem o desenvolvimento da criança. Uma mulher alcoólica ou que contraia uma infecção durante a gravidez, como a rubéola, por exemplo, pode também ter uma criança com problemas de desenvolvimento mental.
Problemas ao nascer: Se o bebê tem problemas durante o parto, como, por exemplo, se não recebe oxigênio suficiente, pode também acontecer que venha a ter problemas de desenvolvimento mental.
Problemas de saúde: Algumas doenças, como o sarampo ou a meningite podem estar na origem de uma deficiência mental, sobretudo se não forem tomados todos os cuidados de saúde necessários. A mal nutrição extrema ou a exposição a venenos como o mercúrio ou o chumbo podem também originar problemas graves para o desenvolvimento mental das crianças.

Nenhuma destas causas produz, por si só, uma deficiência intelectual. No entanto, constituem riscos, uns mais sérios outros menos, que convém evitar tanto quanto possível. Por exemplo, uma doença como a meningite não provoca forçosamente um atraso intelectual; o consumo excessivo de álcool durante a gravidez também não; todavia, constituem riscos demasiados graves para que não se procure todos os cuidados de saúde necessários para combater a doença, ou para que não se evite o consumo de álcool durante a gravidez.

A deficiência intelectual não é uma doença. Não pode ser contraída a partir do contágio com outras pessoas, nem o convívio com um deficiente intelectual provoca qualquer prejuízo em pessoas que o não sejam. O atraso cognitivo não é uma doença mental (sofrimento psíquico), como a depressão, esquizofrenia, por exemplo. Não sendo uma doença, também não faz sentido procurar ou esperar uma cura para a deficiência intelectual.
A grande maioria das crianças com deficiência intelectual consegue aprender a fazer muitas coisas úteis para a sua família, escola, sociedade e todas elas aprendem algo para sua utilidade e bem-estar da comunidade em que vivem. Para isso precisam, em regra, de mais tempo e de apoios para lograrem sucesso.

3. Como se diagnostica a Deficiência Intelectual ou Atraso Cognitivo?

A deficiência intelectual ou atraso cognitivo diagnostica-se, observando duas coisas:
A capacidade do cérebro da pessoa para aprender, pensar, resolver problemas, encontrar um sentido do mundo, uma inteligência do mundo que as rodeia (a esta capacidade chama-se funcionamento cognitivo ou funcionamento intelectual)
A competência necessária para viver com autonomia e independência na comunidade em que se insere (a esta competência também se chama comportamento adaptativo ou funcionamento adaptativo).

Enquanto o diagnóstico do funcionamento cognitivo é normalmente realizado por técnicos devidamente habilitados (psicólogos, neurologistas, fonoaudiólogos, etc.), já o funcionamento adaptativo deve ser objeto de observação e análise por parte da família, dos pais e dos educadores que convivem com a criança.
Para obter dados a respeito do comportamento adaptativo deve procurar saber-se o que a criança consegue fazer em comparação com crianças da mesma idade cronológica.

Certas competências são muito importantes para a organização desse comportamento adaptativo:
As competências de vida diária, como vestir-se, tomar banho, comer.
As competências de comunicação, como compreender o que se diz e saber responder.
As competências sociais com os colegas, com os membros da família e com outros adultos e crianças.

Para diagnosticar a Deficiência Intelectual, os profissionais estudam as capacidades mentais da pessoa e as suas competências adaptativas. Estes dois aspectos fazem parte da definição de atraso cognitivo comum à maior parte dos cientistas que se dedicam ao estudo da deficiência intelectual.

O fato de se organizarem serviços de apoio a crianças e jovens com deficiência intelectual deve proporcionar uma melhor compreensão sobre a situação concreta da criança de quem se diz que tem um atraso cognitivo.
Após uma avaliação inicial, devem ser estudadas as potencialidades e as dificuldades que a criança apresenta. Deve também ser estudada a quantidade e natureza de apoio de que a criança possa necessitar para estar bem em casa, na escola e na comunidade.
Esta perspectiva global dá-nos uma visão realista de cada criança. Por outro lado, serve também para reconhecer que a “visão” inicial pode, e muitas vezes devem mudar ou evoluir. À medida que a criança vai crescendo e aprendendo, também a sua capacidade para encontrar o seu lugar, o seu melhor lugar, no mundo aumenta.

4. Qual é a freqüência da Deficiência Intelectual?

A maior parte dos estudos aponta para uma freqüência de 2% a 3% sobre as crianças com mais de 6 anos. Não é a mesma coisa determinar essa freqüência em crianças mais novas ou em adultos. A Administração dos EUA considera o valor de 3% para efeitos de planificação dos apoios a conceder a alunos com atraso cognitivo. Esta percentagem é um valor de referência que merece bastante credibilidade. Mas não é mais do que um valor de referência.

5. Orientação aos Pais:

Procure saber mais sobre deficiência intelectual: outros pais, professores e técnicos poderão ajudar.
Incentive o seu filho a ser independente: por exemplo, ajude-o a aprender competências de vida diária, tais como: vestir-se, comer sozinho, tomar banho, arrumar-se para sair.
Atribua-lhe tarefas próprias e de responsabilidade. Tenha sempre em mente a sua idade real, a sua capacidade para manter-se atento e as suas competências. Divida as tarefas em passos pequenos. Por exemplo, se a tarefa do seu filho é a de pôr a mesa, peça-lhe primeiro que escolha o número apropriado de guardanapos; depois, peça-lhe que coloque cada guardanapo no lugar de cada membro da família. Se for necessário, ajude-o em cada passo da tarefa. Nunca o abandone numa situação em que não seja capaz de realizar com sucesso. Se ele não conseguir, demonstre como deve ser.
Elogie o seu filho sempre que consiga resolver um problema. Não se esqueça de elogiar também quando o seu filho se limita a observar a forma como se pode resolver a tarefa: ele também realizou algo importante, esteve consigo para que as coisas corram melhor no futuro.
Procure saber quais são as competências que o seu filho está aprendendo na escola. Encontre formas de aplicar essas competências em casa. Por exemplo, se o professor lhe está ensinando a usar o dinheiro, leve o seu filho ao supermercado. Ajude-o a reconhecer o dinheiro necessário para pagar as compras. Explique e demonstre sempre como se faz, mesmo que a criança pareça não perceber. Não desista, nem deixe nunca o seu filho numa situação de insucesso, se puder evitar.

Procure oportunidades na sua comunidade para que ele possa participar em atividades sociais, por exemplo: escoteiros, os clubes, atividades de desporto. Isso o ajudará a desenvolver competências sociais e a divertir-se.
Fale com outros pais que tenham filhos com deficiência intelectual: os pais podem partilhar conselhos práticos e apoio emocional.
Não falte às reuniões de escola, em que os professores vão elaborar um plano para responder melhor às necessidades do seu filho. Se a escola não se lembrar de convidar os pais, mostre a sua vontade em participar na resolução dos problemas. Não desista nunca de oferecer ajuda aos professores para que conheçam melhor o seu filho. Pergunte também aos professores como é que pode apoiar a aprendizagem escolar do seu filho em casa.


6. Orientação aos Professores:

Aprenda tudo o que puder sobre deficiência intelectual. Procure quem possa aconselhar na busca de bibliografia adequada ou utilize bibliotecas, internet, etc.
Reconheça que o seu empenho pode fazer uma grande diferença na vida de um aluno com deficiência ou sem deficiência. Procure saber quais são as potencialidades e interesses do aluno e concentre todos os seus esforços no seu desenvolvimento. Proporcione oportunidades de sucesso.
Participe ativamente na elaboração do Plano Individual de Ensino do aluno e Plano Educativo. Este plano contém as metas educativas, que se espera que o aluno venha a alcançar, e define responsabilidades da escola e de serviços externos para a boa condução do plano.
Seja tão concreto quanto possível para tornar a aprendizagem vivenciada. Demonstre o que pretende dizer. Não se limite a dar instruções verbais. Algumas instruções verbais devem ser acompanhadas de uma imagem de suporte, desenhos, cartazes. Mas também não se limite a apoiar as mensagens verbais com imagens. Sempre que necessário e possível, proporcione ao aluno materiais e experiências práticas e oportunidade de experimentar as coisas.
Divida as tarefas novas em passos pequenos. Demonstre como se realiza cada um desses passos. Proporcione ajuda, na justa medida da necessidade do aluno. Não deixe que o aluno abandone a tarefa numa situação de insucesso. Se for necessário, solicite ao aluno que seja ele a ajudar o professor a resolver o problema. Partilhe com o aluno o prazer de encontrar uma solução.
Acompanhe a realização de cada passo de uma tarefa com comentários imediatos e úteis para o prosseguimento da atividade.
Desenvolva no aluno competências de vida diária, competências sociais e de exploração e consciência do mundo envolvente. Incentive o aluno a participar em atividades de grupo e nas organizações da escola.
Trabalhe com os pais para elaborar e levar a cabo um plano educativo que respeite as necessidades do aluno. Partilhe regularmente informações sobre a situação do aluno na escola e em casa.

7. Que expectativas de futuro têm as crianças com Deficiência Intelectual?

Sabemos atualmente que 87% das crianças com deficiência intelectual só serão um pouco mais lentas do que a maioria das outras crianças na aprendizagem e aquisição de novas competências. Muitas vezes é mesmo difícil distingui-las de outras crianças com problemas de aprendizagem sem deficiência intelectual, sobretudo nos primeiros anos de escola. O que distingue umas das outras é o fato de que o deficiente intelectual não deixa de realizar e consolidar aprendizagens, mesmo quando ainda não possui as competências adequadas para integrá-las harmoniosamente no conjunto dos seus conhecimentos. Daqui resulta não um atraso simples que o tempo e a experiência ajudarão a compensar, mas um processo diferente de compreender o mundo. Essa diferente compreensão do mundo não deixa, por isso, de ser inteligente e mesmo muito adequada à resolução de inúmeros problemas do quotidiano. È possível que as suas limitações não sejam muito visíveis nos primeiros anos da infância. Mais tarde, na vida adulta, pode também acontecer que consigam levar uma vida bastante independente e responsável. Na verdade, as limitações serão visíveis em função das tarefas que lhes sejam pedidas.
Os restantes 13% terão muito mais dificuldades na escola, na sua vida familiar e comunitária. Uma pessoa com atraso mais severo necessitará de um apoio mais intensivo durante toda a sua vida.
Todas as pessoas com deficiência intelectual são capazes de crescer, aprender e desenvolver-se. Com a ajuda adequada, todas as crianças com deficiência intelectual podem viver de forma satisfatória a sua vida adulta.

8. Que expectativas de futuro têm as crianças com Deficiência Intelectual na Escola?

Uma criança com deficiência intelectual pode obter resultados escolares muito interessantes. Mas nem sempre a adequação do currículo funcional ou individual às necessidades da criança exige meios adicionais muito distintos dos que devem ser providenciados a todos os alunos, sem exceção.
Antes de ir para a escola e até ao três anos, a criança deve beneficiar de um sistema de intervenção precoce. Os educadores e outros técnicos do serviço de intervenção precoce devem pôr em prática um Plano Individual de Apoio à Família.
Este plano define as necessidades individuais e únicas da criança. Define também o tipo de apoio para responder a essas necessidades. Por outro lado, enquadra as necessidades da criança nas necessidades individuais e únicas da família, para que os pais e outros elementos da família saibam como ajudar a criança.
Quando a criança ingressa na Educação Infantil e depois no Ensino Fundamental, os educadores em parceria com a família devem por em prática um programa educativo que responda às necessidades individuais e únicas da criança. Este programa é em tudo idêntico ao anterior, só que ajustado à idade da criança e à sua inclusão no meio escolar. Define as necessidades do aluno e os tipos de apoio escolar e extra-escolar.
A maior parte dos alunos necessita de apoio para o desenvolvimento de competências adaptativas, necessárias para viver, trabalhar e divertir-se na comunidade.
Algumas destas competências incluem:
A comunicação com as outras pessoas.
Satisfazer necessidades pessoais (vestir-se, tomar banho).
Participar na vida familiar (pôr a mesa, limpar o pó, cozinhar).
Competências sociais (conhecer as regras de conversação, portar-se bem em grupo, jogar e divertir-se).
Saúde e segurança.
Leitura, escrita e matemática básica; e à medida que vão crescendo, competências que ajudarão a crianças na transição para a vida adulta.



Fonte: http://inclusaobrasil.blogspot.com/2007/10/o-que-deficincia-intelectual-ou-atraso.html
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