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Fonoaudiologia em Queimados de Face e Pescoço




Pelo estudo e conhecimento da fisiologia das estruturas anatômico-funcionais bucais, a Fonoaudiologia, especificamente a Motricidade Oral, se insere nas equipes interdisciplinares, com bons resultados no tratamento de pacientes com seqüelas das estruturas bucais e do sistema estomatognático.
A Clínica Fonoaudiológica vem percorrendo caminhos na área hospitalar, em Clínicas Médica e Odontológica, ampliando, assim, seu horizonte de atuação e saber. A motricidade oral, por exemplo, abre espaço no estudo aprofundado do funcionamento das estruturas anatômico-funcionais que compõem o Sistema Bucal - a fisiologia. Este é um requisito básico para passarmos ao estudo das fisiopatologias das estruturas bucais descritas pela medicina e odontologia e, partindo deste estudo, verificarmos como as alterações das estruturas podem levar a possíveis desequilíbrios das funções do sistema estomatognático, campo de ação fonoaudiológica no trabalho com motricidade oral.
A área em que desenvolvemos nosso trabalho é a unidade de referência ao atendimento a pacientes queimados e com traumas de face, sendo alto o índice de ocorrências diárias. Estes pacientes apresentam lesões na região de cabeça e pescoço, levando a alterações estruturais que podem estar interferindo na realização de algumas funções do sistema estomatognático.
Baseado no estudo fisiopatológico, pretendemos descrever a atuação da prática fonoaudiológica hospitalar, primeiramente num recorte da área médica com pacientes queimados e, posteriormente, da área odontológica, mais especificamente da buco-maxilo-facial, com pacientes que sofreram traumas de face, buscando, num trabalho interdisciplinar, colaborar na sua reabilitação e constituir campo de ação Fonoaudiológica.


A queimadura


Na queimadura, a retração tecidual da face causa severos danos ao tecido e verificamos, por meio de observações e avaliações contínuas, que as funções do sistema estomatognático estavam presentes, porém reduzidas e, conseqüentemente, a mímica facial. Na fisiopatologia das queimaduras, Gomes (1997) considera o aumento da permeabilidade capilar e o edema como as maiores e fundamentais ocorrências.
A dor é intensa e perdura até à morte das terminações nervosas. E só desaparece com a formação da escara seca, retornando quando esta é eliminada. O controle da dor é a preocupação fundamental no tratamento inicial do paciente queimado, pois é uma de suas primeiras queixas. A infecção é uma preocupação preliminar nos cuidados especiais do paciente queimado, pela própria condição da lesão, uma "porta aberta" a vírus e bactérias
O processo de cicatrização é contínuo, de 6 semanas a 2 anos, até que a pele esteja madura, com vascularidade da ferida normal, não havendo mais deposição de colágeno. O uso de malha compressiva é indicado logo após a eliminação de áreas cruentas e é comprovadamente, pela prática, um eficaz mecanismo de combate à cicatrização patológica.


A atuação fonoaudiológica


Ao observarmos pacientes queimados de face e pescoço, constatamos que a retração tecidual e mesmo a perda de tecido causam limitação das expressões e sensações transmitidas pela face, promovendo um aspecto mumificado, levando à redução das funções das estruturas anatômicas musculares desta região, influenciando, conseqüentemente, as atividades das funções do sistema estomatognático.
Observamos em pacientes queimados de face e pescoço:
* Ineficiência estomatognática,
* Redução da função das estruturas anatômicas musculares do sistema bucal,
* Limitação das sensações e expressões faciais.
Usamos os feixes musculares, que, nas queimaduras de face, conservam suas atividades pela integridade anatômico-funcional, e, por meio do desenvolvimento de manobras específicas, promovem o aumento do trabalho das funções do sistema estomatognático que se encontram ineficientes, assim como das expressões de mímicas facial as quais estão reduzidas.
Constatamos que as manobras de digito-compressão e alongamento de feixes musculares colaboram para o aumento significativo da abertura bucal e propiciam condições para eficiência das funções do sistema estomatognático. Além destes aspectos, pudemos observar a contribuição da Fonoaudiologia nos processos de cicatrização, pois, segundo os médicos cirurgiões plásticos, reduzimos o tempo de indicação cirúrgica quando, pela atuação indireta ou direta no tecido lesado, por meio das manobras nos feixes musculares, atuamos na cicatriz, tornando-a mais próxima do quadro clínico médico proposto para o pré-cirúrgico.


Fraturas de face


As fraturas são classificadas de acordo com o local e dividem-se em:
* fraturas faciais: simples, compostas, cominutivas, em vara verde, com perda de fragmentos ósseos, grande quantidade de tecido mole.
* fraturas de mandíbula: subdivididas de acordo com a direção e prognóstico buco-maxilo-facial, severidade, localização
* fraturas em apófise condilar:
* fraturas de maxila
Estes pacientes apresentam dor constante e devemos nos preocupar com seu limiar. No caso das fraturas de face, devido à imobilização, há redução dos movimentos dos músculos faciais, com redução também de abertura bucal e das atividades das funções do sistema estomatognático. Percebemos o desenvolvimento de contraturas dos grupos de músculos faciais e mastigatórios por meio de palpação e pela manutenção contínua do tônus, em decorrência da incapacidade dos processos metabólicos e contráteis das fibras musculares continuarem proporcionando o mesmo trabalho. A contratura muscular é uma condição hipertônica involuntária induzida pelo Sistema Nervoso Central (SNC). Assim, a contratura dos músculos da mastigação é uma reação normal a qualquer mudança no sistema mastigatório.
No caso da maxila, se a fratura for no arco do osso zigomático, devemos esperar a estabilização total da redução óssea para depois trabalharmos a atividade muscular passivas ou ativas. Com relação às fraturas de mandíbula temos:
* Fraturas horizontais favoráveis à atuação fonoaudiológica
* Fraturas horizontal desfavoráveis à atuação fonoaudiológica
* Fraturas verticais favoráveis à atuação fonoaudiológica
* Fraturas verticais desfavoráveis à atuação fonoaudiologica
Quando a fratura é unilateral, existe grande influência estabilizadora por parte do lado sadio. Segundo Martins (1993), a presença de maior massa muscular em torno da região do ramo proporciona maior proteção contra significativos deslocamentos de fragmentos na fratura desta região. Uma situação em que a ação muscular faz-se sentir notadamente é a fratura bilateral nas altura dos caninos. Em fraturas de mandíbulas, desenvolvemos manobras para o fortalecimento dos músculos mastigatórios aumentando a tensão e a massa muscular , a fim de proteger mais significativamente as fraturas.
A atuação fonoaudiológica nos casos de traumas de face devem respeitar o tempo de estabilização da fratura e colaborar para o restabelecimento do equilíbrio funcional da atividade muscular por meio de manobras internas, alongamento dos feixes mastigatórios ou faciais, dependendo da fratura, no sentido origem-inserção e de inserção-origem, se queremos desenvolver a atividade de um grupo muscular específico.
Após a introdução da atuação fonoaudiológica em pacientes com traumas de face clínica, constatamos, na clínica buco-maxilo-facial , que colaboramos para a recuperação do equilíbrio das funções do sistema estomatognático, antecipando a alta odontológica e a retomada dos movimentos da mímica facial.


Conclusão


A Fonoaudiologia, como um lugar de pensar o sofrimento humano, no que tange a destruição orgânica de estruturas determinantes das atividades das funções do sistema estomatognatico, dialogando com a fisiopatologia, cria uma prática no atendimento a queimados e pacientes com traumas de face. Constatamos alguns pontos comuns às duas clinicas:
* A destruição de estruturas que interferem na eficiência das funções do sistema estomatognático, reduzindo sua atividade;
* A preocupação com a limitação na abertura da boca, tarefa difícil para a reabilitação, como citado anteriormente, esta é a área de maior concentração de feixes musculares, onde se inserem grande parte dos músculos superficiais e, conseqüentemente, uma região de acúmulo e entrelaçamento de feixes musculares com acúmulo de tarefas.
* A presença do elemento dor despertando atenção em ambas as fisiopatologias.
Apesar de estruturas anatômico-funcionais diferentes apresentarem-se lesadas nos pacientes queimados e com traumas de face, observamos que a estimulação dos feixes musculares faciais e mastigatórios por meio de manobras específicas, em ambas as patologias, levam ao equilíbrio das atividades destes feixes e das funções do sistema estomatognático.

Fonte: www.profala.com.br
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Habilidades de Percepção Visual - Memória Visual Sequencial


Memória Sequencial-visual é a capacidade de lembrar e reproduzir uma sequência de cores, formas, letras, ou números na ordem correta. Esta habilidade é importante quando a criança aprender a ler e escrever, e principalmente na  cópia da lousa.


É importante estimular essa noção para que o aluno tenha noção por exemplo da sequência de uma palavra, sequência das letras do alfabeto, dos numerais, enfim ela é muito importante no processo de ensino aprendizagem.
 Atividades de Memória Visual-Sequencial 

- Faça várias planilhas com cores, formas, números, palavras ou letras em uma seqüência  e deixar a criança copiar na folha. Aumentar gradualmente o número de itens.
- colocar blocos de várias cores / tamanhos e colocá-los em uma ordem específica. Deixar a criança olhar e, em seguida, misturá-las e pedir a criança recriar a seqüência.
- Faça o mesmo que atividade  acima, mas use vários objetos (caneta, lápis de clips de papel, etc)
- usar jogos  de seqüenciamento  (encontrado em lojas de material escolar)
- atividade alinhavo colocar uma seqüência de contas de cores diferentes e  depois pedir a criança copiar na sequência correta das cores.

Fonte: http://psicopedagogiabh.blogspot.com/






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Sugestões de Atividades de Coordenação Motora Fina


 Enrolar o novelo de lã em um pedaço de papelão ou emborrachado (Atividade Bimanual)

  Pintura com pingos de tintas e depois dobrar o papel ao meio 

   Pintura no plástico de furos com cores diferentes

   Jogo Bingo  (Números ou letras)




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Estimulação Precoce - Parte I


A estimulação precoce é uma série de exercícios para desenvolver as capacidades da criança, de acordo com a fase do desenvolvimento em que ela se encontra. Não se trata de nada complicado, mas de uma série de ações que toda pessoa faz normalmente com os bebês, além de outras atividades mais específicas que se pode aprender facilmente.
 A estimulação é importante para qualquer criança, com ou sem atraso no desenvolvimento. Para que a criança possa atingir novas fases no seu desenvolvimento, ela precisa ser estimulada. Isso não significa que a família deva alterar drasticamente o seu dia-a-dia.

Os pais devem estar dispostos e com tempo para trabalhar com a criança. É importante que as atividades da estimulação sejam agradáveis para ambos. Assim, os pais estarão dando carinho e atenção a seu filho e poderão também observá-lo, compreendendo melhor suas dificuldades e habilidades.
 Cada criança tem seu próprio ritmo, que os pais poucos percebem e aprendem a respeitar. Os pais podem usar sua sensibilidade para escolher o melhor momento do dia para realizar os exercícios, ou seja, quando a criança estiver alimentada, sem sono e calma.

EXERCÍCIOS PARA ESTIMULAÇÃO PRECOCE 
Alguns exercícios específicos feitos regularmente ajudam no desenvolvimento da criança.
Converse com o profissional da criança.
É importante respeitar o seu próprio desenvolvimento.

Deite-se no chão, de costas e coloque o bebê de bruços sobre seu peito. Segurando seus dedos, a criança faz um esforço para erguer a cabeça e as costas 
Deite a criança de costas e, segurando-a pelos ombros ou cotovelos, levante-a um pouco e devagar, depois volte à posição deitada. Este exercício só deve ser feito se a criança já tem o controle da cabeça. Não use esta posição para colocar a criança sentada.
Com a criança de costas, faça-a rolar lentamente atingindo a posição de bruços. Procure chamar a atenção dela, colocando brinquedos coloridos do se lado.
   Sente a criança em um banquinho ou caixote, com os pés apoiados no chão e mostre um brinquedo para que ela vire de um lado para o outro 
Coloque-a sentada em baquinho ou caixote, com os pés inteiros apoiados no chão. Coloque um brinquedo para que ela possa pegá-lo 
A  posição de gato, segure a criança pelo quadril e leve-a para frente e para trás (sentar no calcanhar). A partir desta posição, tente que ela alcance um brinquedo com a mão.
Faça com que a criança se levante apoiando-se numa mesinha. Chame sua atenção colocando um brinquedo sobre a mesa

 
Fonte: http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com/
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Estimulação Precoce



O desenvolvimento de uma criança com Síndrome de Down requer atenção diferenciada, pois demora mais para suas habilidades se desenvolverem. Suas aquisições são conquistadas de forma mais lenta.
Os bebês com síndrome de Down nascem com um número menor de células nervosas no cérebro e por isso com uma menor capacidade de desenvolvimento intelectual. A capacidade maturativa que atinge a criança vai depender da estimulação que tenha recebido e o ajude a se desenvolver. 
Esta estimulação é necessária durante os primeiros anos de vida, que é quando o sistema nervoso do bebê apresenta uma grande plasticidade para estabelecer novas conexões neuronais

Os programas de estimulação precoce ajudam o bebê com síndrome de Down a adquirir determinados conhecimentos, destrezas e aptidões que outras crianças aprendem sozinhas. Recomenda-se começar entre os 2 e 4 meses de vida.

Hoje os pais que possuem filhos com Síndrome de Down são orientados a procurarem atendimento de estimulação precoce.  O acompanhamento de algumas especialidades, como a Fonoaudiologia, a Fisioterapia, a Terapia Ocupacional, a Psicologia, dentre outras, é essencial para a orientação aos pais sobre o melhor estímulo a ser dado aos seus filhos e, através de técnicas especializadas, desenvolvem suas potencialidades.   
Alguns pais podem se sentir desmotivados com a demora de seus filhos adquirirem suas habilidades. Nestes casos, quanto mais cedo for introduzida a estimulação precoce, melhores resultados podem ser obtidos futuramente.
 A estimulação precoce é um atendimento especializado direcionado a bebês e crianças de 0 a 3 anos com risco ou atraso no desenvolvimento global (prematuros de risco, síndromes genéticas, deficiências, paralisia cerebral e outras).

O tratamento de estimulação precoce é possível devido a grande plasticidade neuronal nos primeiros três anos de vida.  Ele modifica todo o  desenvolvimento do indivíduo, formando as bases para um desenvolvimento harmônico. 

Nos trabalhos de estimulação precoce, dê preferência aos que os profissionais trabalhem de maneira conjunta com o bebê ou criança. É muito importante também que os pais participem deste processo. Existem várias maneiras de trazer os pais para a terapia do bebê, mesmo quando a rotina de trabalho deixa-lhes o tempo mais restrito. A participação dos pais é fundamental não apenas em função das orientações que costumam receber dos terapeutas, mas também melhorar o vínculo pais e filhos.


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BRINCADEIRA SIMBÓLICA


Por volta de um ano de idade, começamos a observar comportamentos diferentes na brincadeira.
Diferentes porque envolvem um “fazer-de-conta”, ou seja a Brincadeira Simbólica

Neste mesmo período também notamos o surgimento das primeiras palavras.

Assim, com a Brincadeira Simbólica e a Linguagem aparecendo, algo novo começa a ficar evidente na evolução infantil: a capacidade para representar, a habilidade para evocar fatos e se referir a objetos e situações ausentes na realidade. 

O primeiro passo da Brincadeira Simbólica é o “Uso convencional dos objetos”, o que é uma conduta pré simbólica. A criança não aplica mais aos objetos quaisquer ações, mas sim, aquelas ligadas ao uso apropriado ou convencional destes objetos. Por isso o papel da imitação é muito importante! 

À medida que a Brincadeira Simbólica evolui, ela passa a tomar conta da vida da criança que, por sua vez, ganha mais em linguagem, imaginação e aprendizados.  


Dicas para incentivar a Brincadeira Simbólica: 

   - Brincadeiras de imitação;
  - Utilizar objetos convencionais e incentivar a dramatização com o uso deles. Representar, com estes objetos, situações do cotidiano: tomar banho, escovar os dentes, arrumar a mochila da escola etc... Bonecas e bonecos com rosto humano. (inicialmente eles podem ser passivos na brincadeira). 

É importante ter o adulto como mediador desta brincadeira e como uma pessoa que pode “ensinar” palavras novas, para o aumento de vocabulário. 

Fonte: http://fonopriscilafelix.blogspot.com.
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Maternidade provoca mudanças estruturais no cérebro


Com o nascimento do bebê ocorre expansão de áreas relacionadas ao aprendizado e ao planejamento



Fêmeas de várias espécies passam por mudanças estruturais no cérebro quando seus filhotes nascem. Cientistas sabem que as alterações estão relacionadas à criação de vínculos com os recém-nascidos – 
um recurso da natureza para garantir mães protetoras que cuidam dos filhotes. 

Esse processo vem sendo estudado também em humanos. A neurocientista 

Pilyoung Kim, do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, 
junto com pesquisadores da Universidade Yale e da Universidade de Michigan 
produziram mapas detalhados do cérebro de 19 mulheres 
poucas semanas depois de elas terem dado à luz. Em paralelo, 
os pesquisadores pediram às mães que escolhessem palavras de uma lista de 
reforços positivos como “lindo”, “perfeito” e “especial” 
para descrever como se sentiam em relação aos seus filhos 
e à experiência de cuidar deles. 

O mapeamento cerebral foi repetido três meses depois. Como previsto, 

algumas áreas, incluindo hipotálamo, amígdala e substância negra 
(regiões que, segundo alguns estudos, estão associadas à preocupação, 
ao aprendizado e à formação de sentimentos positivos 
relacionados aos recém-nascidos) 
haviam se expandido. Também foi verificado um aumento do córtex pré-frontal, 
ligado ao planejamento e à capacidade de tomar decisões. Além disso, 
observou-se uma maior expansão cerebral em mães que tinham escolhido 
mais palavras positivas para descrever suas impressões sobre a maternidade. 

Os pesquisadores ainda não sabem se é o crescimento do cérebro 

que provoca mudanças de sentimentos ou o contrário. 
Os resultados, porém, indicam que pela primeira vez foi detectada uma 
relação entre sensações subjetivas das mães e alterações físicas cerebrais. 
Cientistas planejam realizar novos estudos para investigar o fenômeno, 
analisando se há alterações cerebrais também nos homens que se tornam pais.




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Músicos têm menos problemas auditivos na velhice!


Música para os ouvidos



Músicos idosos sofrem menos problemas relacionados à audição do que as pessoas que não são músicas.

O declínio auditivo é uma condição comum entre idosos, eventualmente piorando com o passar dos anos - por volta dos 80 anos, mais da metade da população apresenta declínio auditivo.

Mas os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Rotman, no Canadá, descobriram que a incidência desse declínio auditivo é menor entre os músicos.

Ganho de 20 anos

O estudo incluiu 74 músicos e 89 não-músicos - um músico foi definido como alguém que começou a aprender música até os 16 anos de idade e que continuava tocando até a data do estudo.

Os cientistas descobriram que ser músico não traz qualquer vantagem no teste monotonal, que avalia a capacidade de ouvir um som que vai ficando cada vez mais baixo.

Entretanto, em três outros testes, os músicos apresentaram uma clara vantagem em relação aos não-músicos.

Na idade de 70 anos, em média, um músico apresenta a audição similar à de um não-músico com 50 anos - um ganho de 20 anos na conservação da habilidade.

Ganho cerebral

Mais importante, os três testes nos quais os músicos apresentaram vantagens se fundamentam no processamento auditivo no cérebro, enquanto o teste monotonal não.

Isto sugere que tocar instrumentos por toda a vida compensa as alterações relacionadas ao envelhecimento no cérebro dos músicos, o que provavelmente ocorre porque os músicos usam seu sistema auditivo em um nível mais elevado em uma base regular.

Fonte: http://fonodanischepi.blogspot.com/2011/09/musicos-tem-menos-problemas-auditivos.html
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Estimule a fala e a linguagem do seu filho!



Quando vc conversa com seu filho vc dá continuidade ao que ele diz ou vc espera que ele fale cada vez mais?

As primeiras palavras de uma criança surgem por volta de um ano de idade. São palavras isoladas mas que querem revelar muitas coisas.
Uma palavrinha como "neném", pode ser dita por vários motivos: mostrar, compartilhar um interesse, pedir um boneco... E é neste instante que os pais, muitas vezes, perdem a , oportunidade de estimular. Como?

Quando a criança fala a palavra geralmente o adulto confirma o que a criança falou e diz: "É!! O neném". Logo depois ele dá o boneco para a criança. Na esperança e empolgação de ver a criança pronunciar as pprimeiras palavras, o adulto pede para a criança repetir várias vezes o que ela disse e faz perguntas: "o que é isso" e acriança diz neném.
Eu entendo que o adulto atendeu um pedido ao entregar o boneco ou confirmou para a criança que ela foi entendida, ou demonsgtrou muiita alegria ao ver a criança falar. Isso tudo é muito importante!!! faça isso também, mas não só isso, ok?

É preciso expandir a conversa, somente repetir o que a criança diz não ensina novas palavras, não dá continuidade ao diálogo.
O diálogo é parte fundamental das interações sociais e comunicativas. Abrange o desenvolvimento de lingaugem, a construção de frases e o aumento de vocabulário.
A criança ainda fala pouco mas entende muita coisa, por isso os pais têm o papel de mostrar novas palavras que podem ser reproduzidas. Expanda o diálogo!

Aqui vão algumas dicas para expandir o diálogo:
Se a criança disse uma palavra é porque ela já sabe esta palavra. Não repita. Insira a palavra numa frase curta com alguma informação adicional. - Neném.
- É! O neném é da Ana.
... Diminua o número de perguntas do tipo "o que é isso?", quando criança já aprendeu a palavra. Comece a fazer perguntas simples usando a mesma palavra (que ela já sabe) ou dê comandos adicionando palavras novas (que ela deve apprender).
- Que bonito! Tira o neném da caixa!
...
Incentive o faz de conta, que é uma brincadeira que estimula linguagem e permite muito diálogo.
- Faça o neném dormir.
- Coloque o neném na cama.
...
Adicione palavras fáceis de repetir ou sons onomatopáicos.
- O neném ri. Hahaha
...
Trabalhe os turnos do diálogo (uma vez a criança e outra vc). Fale uma coisa de cada vez, permita respostas. Não dê várias informações ao mesmo tempo. A linguagem da criança está em construção e quando vc usa muitas palavras que a criança não conhece, a comunicação é rompida.
Se vc aumenta o que a criança compreende, vc dá muito mais possibilidades para que a criança se expresse.

A fala do bebê mês a mês:

4-6 semanas — Ele já reconhece sua voz. Responderá ao seu sorriso e conversas emitindo “gu” e esperará que você se manifeste. Mantenha o rosto próximo ao dele, para que possa vê-la; recompense seus sons com sorrisos e palavras.

4 meses — Seu bebê emite agora vários sons, incluindo gritos agudos e assopros. Ele se comunica com você por meio de risos. Portanto, ria e sorria muito enquanto conversa com ele.


6 meses — Existem vários sinais de que seu bebê está começando a entender o que você diz. Ele balbucia e emite sons. Cantando, repetindo rimas e falando ritmadamente, você o ajudará a entender a linguagem e estimulará sua fala precoce.

7 meses — Agora você será capaz de discernir sílabas claras nos sons emitidos pelo bebê, como “ba” ou “ca”. Provavelmente ele usará um som especial para chamar sua atenção, como uma tosse ou um grito agudo, e começará a fazer brincadeiras com a língua e os lábios.

8-9 meses — A série de sons está aumentando e o bebê adiciona as consoantes “t”, “d” e “v” ao seu repertório. Começa a imitar sons reais da fala e pode usar palavras com significado. Presta muita atenção às conversas dos adultos.

11 meses — Usa palavras com significado e pode entender algumas palavras simples, como banho, beber e jantar. Recompense-o por cada palavra nova e repita-a; ele dirá essa palavra muitas vezes quando sentir sua aprovação. Você é o primeiro modelo da fala correta de seu filho, portanto, fale clara e vagarosamente com ele.

15 meses — Seu bebê está gradualmente passando a usar o jargão próprio desta fase: uma corrente de sons com palavras estranhas, mas reconhecíveis, e com inflexões de uma conversa real. Isso é um sinal de que está começando a falar. Ele pode começar a usar algumas das suas frases favoritas, como “oh, querido”, em situações apropriadas.

18 meses — Será capaz de usar cerca de dez palavras com significado. Seu entendimento está crescendo o tempo todo e, se você pedir, pode apontar muitos objetos no seu livro de gravuras ou no ambiente ao seu redor.


Quando o desenvolvimento estiver muito fora destes padrões(do quadro acima), é necessária uma avaliação e estimulação fonoaudiológica. Além de consultar outros especialistas para averiguar possíveis comprometimentos auditivos, metabólicos, intelectuais ou neurológicos.
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A Arte de equilibrar afetos e limites



A estrutura básica do ser humano não é a razão e sim o afeto, segundo Leonardo Boff. Realmente, quanto mais tecnológico se torna o mundo, maior é a necessidade por valores humanos e afetivos. Recentemente a UNICEF publicou uma pesquisa onde 93% dos jovens brasileiros acha a família e a escola as instituições mais importantes da sociedade. As crianças que tem exemplo, afeto e limites em casa e na escola raramente se envolve com drogas e violência, pois se nutrem de relacionamentos estáveis e sadios.
Nossa relação com o filho ou aluno não pode ser permissiva, mas sim, intensa e pró ativa, normalmente na imposição de disciplina, respeito às normas e à hierarquia. Quem ama impõe privações e limites e sem disciplina não há aprendizagem.
Nós pais vivemos hoje alguns dilemas angustiantes:
  • Oferecemos ao nosso filho um caminho por demais florido, plano e pavimentado, mas temos certeza de que mais tarde ele terá de percorrer trilhas perigosas;
  • protegemos nossas crianças e adolescentes das pequenas frustrações, mas bem sabemos que a vida, fatalmente, vai se encarregar da grandes;
  • Fazemos tudo para não privar nosso filho de conforto, bens materiais, shoppings, lazer, mas será que não estamos criando uma geração consumista e alheia aos problemas sociais?
Se houvesse um manual de instruções para esses dilemas, teria como título: "Afeto e Limites". São pratos distintos de uma balança e tem de prevalecer o equilíbrio, a medida e o bom senso.

Mais do que no passado, ao percorrer o seu caminho, o jovem de hoje encontra muitas bifurcações, tendo que decidir entre o bem e o mal. Em cada etapa da vida, é bom que o nosso educando cometa pequenos erros e seja responsabilizado por eles. Mas também que tenha clareza das consequencias dos grandes erros para que possa evitá-los.
A criança ou adolescente deve adquirir a medida que cresce, o direito de fazer escolhas, aprender a se auto-administrar. Como nos diz Jean Piaget: "Sem liberdade o ser humano não se educa. Sem autoridade, não se educa para a liberdade." Autoridade e liberdade exercida com equilíbrio são manifestações de afeto e ensejam segurança e proteção para a vida adulta.
Aos filhos devemos dar raízes e asas - valores e liberdade.

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Vem comigo!

A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”