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Vertigem e tontura - Doença de Ménière?


Doença de Ménière

Introdução
Em 1861 Prosper Ménière descreveu a doença caracterizada por episódios de vertigem precedidos por zumbido e perda auditiva, e que posteriormente ganharia seu nome. Pode-se denominar Doença de Ménière quando não há causa definida e Síndrome de Ménière quando uma causa pode ser bem estabelecida.

Incidência
A doença de Ménière pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais freqüente em adultos entre 30-50 anos, e é muito rara em crianças. Há uma discreta preponderância em mulheres.

Quadro clínico
A crise típica da doença de Ménière se inicia com uma sensação de pressão no ouvido (como se estivesse descendo a serra) com diminuição da audição e zumbido do mesmo lado. Em seguida vema vertigem com sensação de rotação, desequilíbrio, náusea e vômitos. A crise dura na maioria das vezes de minutos (20-30) a poucas horas. No intervalo entre as crises não há sintomas, emborapossam ocorrer desequilíbrio, zumbido e diminuição da audição com o progredir da doença. No início da doença as crises podem ter sintomas só auditivos (zumbido, diminuição da audição) ou só vestibulares (vertigem e desequilíbrio).

Diagnóstico
O diagnóstico da doença de Ménière se baseia na história, avaliação neuro-otológica e resposta clínica ao tratamento. A Academia Americana de Otolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço formulou os seguintes critérios para diagnóstico definitivo de Doença de Ménière:
  • duas ou mais crises de vertigem rotatória com duração de no mínimo 20 minutos;
  • diminuição da audição em pelo menos uma audiometria;
  • zumbido ou pressão no ouvido
  • exclusão de outras causas.
Alguns exames podem ser solicitados na avaliação do paciente com doença de Ménière.Audiometria e exame otoneurológico são realizados com o intuito de avaliar a função auditiva e vestibular, respectivamente. A eletrocoleografia é um exame que pode confirmar a hidropisiaendolinfática (ver adiante, em mecanismo), mas se for negativo não exclui a possibilidade de doença de Ménière. Exames laboratoriais e a ressonância magnética de encéfalo ou ouvido têm os seguintes objetivos: (1) excluir algumas condições que podem se apresentar com sintomas semelhantes aos da doença de Ménière (2) identificar possíveis causas, caracterizando aí o que é denominado de Síndrome de Ménière.

Mecanismo
O labirinto membranoso é preenchido por um líquido denominado endolinfa. Externamente à membrana do labirinto, entre a membrana e o osso há outro líquido, a perilinfa (ver anatomia). A endolinfa é continuamente produzida e absorvida e admite-se que uma alteração na sua absorção, com conseqüente aumento de sua quantidade, seja o mecanismo da doença de Ménière, o que é denominado de hidropisia endolinfática. Na crise da doença de Ménière ocorre uma ruptura da membrana do labirinto, devido ao excesso de endolinfa e conseqüente comunicação da endolinfa com a perilinfa. Endolinfa e perilinfa têm concentrações de sódio e potássio bastante diferentes e a ruptura da membrana leva a mudança nestas concentrações e uma alteração no estímulo do nervo vestíbulo-coclear, gerando a crise de vertigem e sintomas auditivos.

figura 1. No labirinto comprometido nota- se uma quantidade aumentada de endolinfa (em azul).

Causas
Existem diferentes causas para a hidropisia endolinfática, e nos casos em que a causa é definida denomina-se síndrome de Ménière, e naqueles em que não é definida, doença de Ménière. A causa pode ser: inflamatória (labirintite ou otite média), traumática, auto-imune, relacionada a surdez congênita ou a otoescrelose.

Tratamento
O tratamento da doença de Ménière inclui o alívio dos sintomas durante a crise, a prevenção das crises, e nos casos de causa definida o tratamento da causa. O alivio dos sintomas é realizado com as medicações anti-vertiginosas e a prevenção das crises pode ser obtido com diuréticos e com o uso da betahistina. Ambas as medicações devem ser usadas por período prolongado (meses) e a retirada deve ser orientada pelo médico.
Outras opções de tratamento como injeção intratimpânica de antibiótico e cirurgia têm indicações limitadas.

Fonte: http://vertigemetontura.com.br/meniere.htm

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Testes identificam distúrbios respiratórios do sono!



SAÚDE: Testes identificam distúrbios respiratórios do sono
Sleeping girl, jamocha76, Stock,xchng
Crianças que roncam, apresentam cansaço e dificuldades de concentração podem ter seu desenvolvimento prejudicado.

Ser saudável durante a infância é fundamental para que a na fase adulta o indivíduo tenha uma boa qualidade de vida. Para que o desenvolvimento das crianças seja adequado, vários especialistas da saúde se dedicam a esta faixa etária, inclusive a ortodontia e a ortopedia facial.

“Estas duas áreas atuam nas questões dos distúrbios respiratórios obstrutivos que forçam a criança a respirar pela boca e não pelo nariz, órgão apropriado para exercer essa função”, destaca Gerson Köhler, ortodontista e ortopedista-facial da Köhler Ortofacial.

Para o especialista, que é professor convidado da pós-graduação da UFPR desde 1988 e é pós-graduado em Ortopedia Funcional dos Maxilares, o crescimento e o desenvolvimento da face pode ser alterado devido à respiração incorreta. “A abertura crônica da boca durante o sono e também de dia prejudica o equilíbrio da musculatura do rosto. Esta ação muscular inadequada sobre os ossos faciais pode causar o crescimento incorreto da face, com a presença de problemas ortopédicos e ortodônticos, que são caracterizados, primeiro por ossos faciais com crescimento inadequado e a seguir por dentes mal posicionados nas arcadas dentárias”, explica.

Os ossos da face possuem muita plasticidade durante a infância e a capacidade de deformação neste período da vida é muito grande. Segundo Gerson, os dentes são praticamente ‘reféns’ das arcadas dentárias e se estes ossos que os sustentam são deformados, eles também irão nascer em posições inadequadas. “Além dos problemas funcionais, há ainda as questões estéticas e as influências emocionais, já que as crianças sofrem por serem diferentes das outras e ficam com complexo de feiura. Os distúrbios respiratórios obstrutivos alteram e muito a qualidade de vida da criança”, ressalta.

Por interferir tanto no desenvolvimento dos pequenos, os ortodontistas pediátricos e ortopedistas faciais – e demais médicos que atuam sobre a saúde infantil – estão preocupados com os distúrbios respiratórios obstrutivos. “Outra questão ligada a este problema é a liberação do hormônio do crescimento. Ele é liberado durante a noite, nas fases mais profundas do sono, e se o sono da criança for de má qualidade ou de pouca quantidade ela tende a ter déficit no crescimento com alterações no peso e na altura”, acrescenta.

A criança que respira pela boca por causa das obstruções nas vias aéreas superiores, como adenoide ou amígdalas hipertrofiadas, tende a roncar e acordar várias vezes durante o sono de forma inconsciente, passando a noite apenas nas fases superficiais do sono. “Isto prejudica a liberação do hormônio do crescimento. O sono das crianças deve sempre merecer atenção especial dos pais, pois é fundamental para seu correto processo de crescimento e desenvolvimento corporal e sua inerente qualidade de vida e bem-estar”, evidencia.

Juarez Köhler, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial, que também faz parte da equipe interdisciplinar da Köhler Ortofacial, explica que estudos da área pediátrica são unânimes em afirmar que a respiração inadequada tem repercussões sobre a qualidade do sono das crianças. “O crescimento corporal e facial tem relação direta com a forma como a criança respira e também como dorme. Especialistas recomendam que na infância o horário para dormir é entre as 19:30 e 20:30 horas, fato que pela correria do mundo moderno não é levado em consideração”, observa.

Nilse Köhler, a especialista em distúrbios funcionais da face da equipe aponta que, em termos biológicos, é um absurdo as crianças ficarem acordadas até a meia-noite, por exemplo. Crianças irritadas, cansadas, com sonolência durante o dia e dificuldades de concentração na escola sinalizam que o sono não anda bem. “Para checar a qualidade de vida - diurna - das crianças em relação aos distúrbios respiratórios do sono existem questionários específicos, um deles o  OSA-18 e outro o EPSD - Escala Pediátrica de Sonolência Diurna (do Iowa Sleep Disorders Center - USA) que são aplicados por profissionais da área pediátrica em geral. De acordo com os resultados dos testes é possível identificar se está ocorrendo algum distúrbio desta natureza”, esclarece.

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Dicas para estimular a Linguagem dos 0 aos 6 anos de idade


Antes mesmo de começarem a falar, os bebês já usam o olhar, a expressão facial e os gestos para se comunicarem.
Para que a comunicação evolua satisfatoriamente e a criança passe a fazer uso da linguagem oral, o ambiente em que ela vive deve ser rico em estímulos de todas as naturezas. Neste sentido, os pais têm um papel fundamental na promoção deste desenvolvimento, ao poderem proporcionar as mais diversas experiências de comunicação a seus filhos.


Algumas dicas:
0 - 1 ano: Responda aos balbucios e vocalizações da criança; fale com ela sempre; leia livros com figuras e interativos; cante; fale o nome dos objetos do dia-a-dia e das pessoas conhecidas; leve-a a novos lugares propiciando novas e diferentes situações; brinque de jogos simples como “cadê-achou”.

 1 - 2 anos: Encoraje os esforços da criança em falar novas palavras; fale com ela sobre tudo o que você está fazen­do quando está perto dela; fale de uma maneira simples e cla­ra; fale sobre novas situações e acontecimentos; olhe para a criança quando ela fala com você; descreva o que ela faz, sente e ouve; estimule a criança a ouvir discos de música infantil; elogie seus esforços.

-3 anos: Repita novas palavras diversas vezes; aju­de a criança a ouvir e a seguir ordens através de jogos: “Pegue a bola”, “Cadê o nariz da boneca?”; leve a criança a passeios e fale com ela sobre o que vocês viram; deixe-a responder per­guntas simples; leia livrinhos e faça da leitura uma rotina; ouça a criança com atenção quando ela conversa com você; descreva o que você está fazendo, planejando e pensan­do; faça a criança levar mensagens simples (ex: Vá chamar o seu amigo.); estabeleça um diálogo; faça perguntas para que a criança possa pensar e falar; demonstre que você en­tende o que ela fala através de respostas, sorrisos e assentimen­tos com a cabeça; enriqueça o que ela fala, expandindo suas verbalizações. Se ela diz, “mais suco”, diga, “Você quer mais suco de laranja?”.

 3 - 4 anos: Fale sobre as semelhanças e as diferenças entre os objetos; ajude a criança a contar histórias usando li­vros e figuras; estimule a criança a brincar com os colegas; leia histórias mais longas para ela; preste atenção à criança quando ela está conversando; converse com ela sobre os lugares que esteve ou que irá.

 4 - 6 anos: Quando a criança iniciar uma conversação, preste atenção ao que diz; certifique-se que tem a atenção dela antes de falar; conforme a criança aprende novas palavras, a pronúncia pode não estar correta – encorage-a e elogie suas ten­tativas; dê uma pausa depois de falar – isto dá uma chance à criança de continuar a conversação; continue a expandir seu vocabulário introduzindo novas palavras e dando sua definição, ou usando-as em um contexto em que sejam facilmente com­preendidas; converse sobre relações espaciais e oposições; dê descrições ou dicas para que a criança identifique o que você está descrevendo; estimule a habilidade de categorizar os obje­tos, agrupando aqueles que possuem alguma similaridade (ex. alimentos, animais); fale sempre com a criança sobre os seus interesses.

Caso perceba que seu filho não está evoluindo da maneira esperada em relação à comunicação, procure ajuda de um fonaudiólogo!





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Aprendendo a falar desde cedo




"A bola é lalanja". "Cadê meu binquêdo?". Qual pai ou mãe não se derrete de alegria ao ouvir a criança pronunciando algumas palavras com pequenos erros. Alguns chegam até a estimular o filho a falar dessa forma, pois soa bonitinho. Lógico que a pronúncia incompleta de algumas palavras é perfeitamente normal para uma criança entre 1,5 a 4 anos de idade, já que ainda não possui o processo de fala em estágio completo. Entretanto, é recomendado que os pais ensinem o filho a falar corretamente desde o início de vida.

A ausência de estímulos à musculatura oral pode acarretar em problemas de fala no futuro. O distúrbio na fala, caso não seja tratado corretamente, pode inclusive afetar mais tarde na alfabetização da criança.

A fonoaudióloga Jamile Elias Canetto explica que algumas atividades simples e aparentemente sem grande importância são essenciais no desenvolvimento oral do bebê. Expressões faciais como mandar beijinho para as crianças ou mostrar a língua funcionam como bons exercícios.

"A criança deve ser estimulada logo após o nascimento. Faça a seguinte atividade: converse de frente para ela e faça gestos e caretas com a boca. É engraçado que o bebê, inconscientemente, tentará reproduzir o gesto. Ao tentar copiar os movimentos labiais, a criança estará indiretamente praticando um excelente exercício de musculatura oral", informa Jamile Canetto.

Segundo a fonoaudióloga, o processo de aquisição da fala por parte da criança está totalmente ligado à educação exercida pelos pais. Para ela, pai e mãe devem orientar a criança a pronunciar a palavra corretamente, de forma suave, evitando palavras no diminutivo. "Não é interessante que os pais se comuniquem com o filho utilizando diminutivos. Além da criança ter muito mais facilidade em pronunciar 'boneco' do que 'bonequinho', ela terá mais facilidade de nomear e gravar as palavras por serem mais fáceis de falar", explica.

Falando com carinho – A correção da pronuncia não significa reprimir cada erro cometido pelo filho. Ao contrário, os pais devem ser carinhosos e explicativos, ensina a fonoaudióloga. "Se o filho diz que quer beber 'acá' (água), a mãe deve responder: - Você quer água? Vou pegar água pra você". "Com isso, a criança aprende a palavra certa, além de unir figura e palavra".

Mamadeira e chupeta - Personagens famosos do mundo infantil, a mamadeira e a chupeta não são indicadas na aquisição da fala, pois a língua não é estimulada a buscar o alimento, como acontece quando o nenê é amamentado. "Não há o que negar os benefícios gerados pela chupeta e mamadeira em outras situações. Porém, no que se refere ao desenvolvimento da fala, o trabalho de sucção é prejudicado pela presença do bico desses acessórios", define Jamile Canetto.

Audição – Problemas auditivos também influem no desenvolvimento da fala. A criança com algum tipo de inflamação no ouvido, como a otite, por exemplo, costumam apresentar desatenção por não ouvir direito, o que dificulta no processo de aprendizagem das palavras.

Fonte Site Guia do Bebê
 Por Bruno Rodrigues
http://fonodanischepi.blogspot.com/2011/09/aprendendo-falar-desde-cedo.html
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Gagueira - Orientações importantes para pais



Caso seu filho tenha dificuldade para falar e costume hesitar ou repetir determinadas sílabas, palavras ou frases, ele pode ter uma disfluência ou uma gagueira. Contudo, também pode estar atravessando um período de disfluência normal, período este que muitas crianças enfrentam quando estão aprendendo a falar. É importante que os pais saibam entender a diferença entre gagueira e o desenvolvimento normal da linguagem.
A disfluência normal das crianças: 1. A criança dentro do seu desenvolvimento normal pode ser disfluente, ocasionalmente, repetindo uma ou duas vezes sílabas ou palavras, por exemplo: pa-pa-pato. As disfluências também podem incluir as hesitações e as interjeições como: “há”, “e”, “hum”.
2. As disfluências ocorrem com mais frequência entre um ano e meio e cinco anos de idade, costumam ir e vir.
Normalmente essas disfluências são sinais de que a criança está aprendendo a usar a linguagem de maneira nova. Se as disfluências desaparecerem durante várias semanas e depois voltarem, a criança pode estar atravessando uma nova fase de aprendizagem.
Há várias situações em que é normal gaguejar:

- quando a criança está aprendendo a falar;
- ao falarmos palavras difíceis;
- quando estamos nervosos, com medo, ansiosos...;
- quando temos várias coisas para contar ao mesmo tempo.

Isso mesmo! A disfluência, que pode ser chamada de gagueira, faz parte de nossa fala!
Nós só conseguimos ser fluentes, que é falar sem gaguejar, quando decoramos algum texto, quando cantamos, quando lemos um texto ensaiado.
Portanto, nas situações citadas acima, a gagueira é considerada NORMAL e, quando a mesma ocorrer na criança em fase de aquisição de linguagem, é chamada pelos fonoaudiólogos de: DISFLUÊNCIA FISIOLÓGICA
Mas existe outro tipo de gagueira que não é considerada normal: DISFLUÊNCIA PATOLÓGICA

Vamos conhecê-la?

Se os pais, ao verem seu filho gaguejar, na fase de aquisição da linguagem, reagirem de forma negativa a sua fala, por não ter o conhecimento de que nesta fase é normal a criança repetir, prolongar e hesitar nas palavras , essa disfluência, considerada fisiológica(normal), pode passar a ser uma disfluência patológica.

Mas, como é agir de forma negativa?

Os pais, por estar ansiosos e desinformados, já que pensam que seu filho é realmente gago, tentam fazê-lo parar de gaguejar dizendo frases do tipo: ”Fale direito”, “Respire antes de falar”, ”Calma!”, quer dizer, agem de forma negativa a sua fala.
Não só os pais podem agir dessa forma, mas também professores, pessoas da família... onde o efeito será o mesmo.

E como essa reação negativa à fala da criança pode deixá-la realmente gaga?

A criança tentará fazer como os seus pais querem:falar direito, respirar antes de falar...
Mas,isso não fará com que ela pare de gaguejar e,sim, com que gagueje mais ainda, já que ficará tensa, nervosa pela cobrança a sua fala. E nós já vimos o que pode acontecer quando ficamos tensos, nervosos: gaguejamos.
Além disso, no mesmo período em que a criança está aprendendo a falar acontece a formação da sua identidade(Quem sou eu?).Com toda essa cobrança à sua fala, ela acreditará que é incapaz de falar, acreditará que é realmente gaga.

Então, o que devo fazer?

A verdadeira resposta é NADA! Agora que você já sabe que é normal seu filho gaguejar nesta fase, preste atenção no que ele está falando para você, ao invés de como está falando.
É importante não querer comparar a fala do seu filho com a de outras crianças, pois todas são singular, desenvolvem-se em ritmos diferentes.
Proporcione momentos de prazer a sua linguagem, como: contar estórias, cantar...
Nas horas em que ele gaguejar, tenha paciência e deixe que ele fale tudo o que tem para dizer.
Agora, se mesmo assim você ficar preocupada ou ansiosa, procure por um fonoaudiólogo que ele a orientará.

A criança com gagueira

1. A criança com gagueira leve repete sons mais de duas vezes, pa-pa-pa-pa pato por exemplo. A presença de tensão pode ser evidente nos músculos faciais, especialmente ao redor da boca.
2. A intensidade da voz pode aumentar com as repetições e, ocasionalmente, a criança terá “bloqueios” – ausência de ar por alguns segundos.
3. Tente falar mais lenta e relaxadamente quando conversar com seu filho. Encoraje os outros membros da família para fazerem o mesmo. Não fale tão devagar de modo que sua fala pareça estranha, mas mantenha-a lenta e faça várias pausas.
4. A fala lenta e relaxada pode ser mais eficaz quando a criança tiver um tempo do dia com a atenção de seus pais só para ela, sem ter que competir com os outros. Alguns minutos do seu dia podem ser reservados para a criança, é um tempo em que se vai apenas ouvir o que ela tem para falar.
5. Quando seu filho falar ou perguntar algo, tente parar um segundo ou mais antes de responder. Isso vai fazer com que sua fala fique mais lenta e relaxada.
6. Tente não ficar chateado ou nervoso quando a gagueira aumentar. Seu filho está fazendo o melhor que pode para aprender muitas regras novas de linguagem (todas ao mesmo tempo). Sua atitude de aceitação e paciência vai ajudá-lo muito.
7. Repetições sem esforço e prolongamentos de sons são as maneiras mais saudáveis de se gaguejar. Qualquer coisa que ajude seu filho a gaguejar desta maneira ao invés de com tensão e evitando palavras deve ser feito.
8. Se seu filho fica frustrado ou triste quando a gagueira está pior, dê a ele segurança. Algumas crianças se sentem melhor quando ouvem “Eu sei que é difícil falar ... mas muitas pessoas empacam em algumas palavras ... não tem importância”. Algumas crianças se sentem mais confiantes ao serem tocadas ou abraçadas quando se sentem frustradas.
9. As disfluências vão e vêm, mas estão mais presentes do que ausentes.

Quando procurar um fonoaudiólogo?

 Se seu filho gagueja em mais de 10% de sua fala, apresenta esforço e tensão para falar, evita palavras (muda as palavras) e/ou usa vários sons para começar a falar, ele precisa de terapia. Os bloqueios de fala são mais comuns do que as repetições e os prolongamentos. As disfluências estão presentes na maioria das situações de comunicação. Neste caso procure um serviço de fonoaudiologia para tratar de seu filho. Exija um especialista, não é qualquer profissional que sabe tratar das gagueiras infantis.
 As sugestões dadas para os pais de crianças com gagueira leve também servem para as crianças com gagueira severa. Tente lembrar que lentificar e relaxar sua própria fala traz muito mais benefícios para a criança do que falar para seu filho relaxar, respirar, pensar, falar mais devagar etc.
 Encoraje seu filho a falar com você sobre a gagueira. Mostre paciência e aceitação enquanto conversar sobre o assunto. Superar a gagueira é mais uma questão de perder o medo de gaguejar do que se esforçar para falar melhor.
DICAS IMPORTANTES...

- FALE LENTA E RELAXADAMENTE MAS NÃO PERCA A NATURALIDADE.
- PRESTE MAIS ATENÇÃO NO CONTEÚDO DA MENSAGEM E NÃO NO QUANTO A CRIANÇA ESTÁ GAGUEJANDO.
- MOSTRE QUE VOCÊ ESTÁ PRESTANDO ATENÇÃO AO QUE A CRIANÇA FALA: ACENE COM A CABEÇA, SORRIA FAÇA SONS DE APROVAÇÃO ETC.
- MANTENHA CONTATO DE OLHOS COM A CRIANÇA ENQUANTO ELA ESTIVER FALANDO
- NÃO A APRESSE PARA FALAR. NÃO TERMINE AS PALAVRAS PARA ELA.
- NÃO PERMITA QUE OUTRAS CRIANÇAS CAÇOEM DE SUA CRIANÇA.
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Distúrbios de Fluência - Gagueira?

DISTÚRBIOS DE FLUÊNCIA

           A Fonoaudiologia consiste na ciência que tem por objeto o estudo da comunicação e seus distúrbios [1]. Dentro dessa área de atuação, tão vasta, temos atualmente sete áreas de especialidade: Audiologia, Disfagia, Fonoaudiologia Escolar-Educacional, Linguagem, Motricidade Orofacial, Saúde Coletiva e Voz. 

                                             FONOAUDIOLOGIA - Áreas de Especialidade                                   

         

                 Como cada uma dessas especialidades ainda abrange várias alterações da comunicação, encontramos profissionais que buscam subespecializações. Dentro da área da Linguagem, temos, entre outros, os profissionais que se dedicam especificamente aos Distúrbios de Fluência, estudando mais a fundo as ocorrências de fala nas quais o ritmo se encontra alterado. Em determinados textos científicos, essa subárea recebe o nome de Disfemia.
          Existem alguns tipos de Distúrbios da Fluência. Temos em seguida a apresentação de um tradicional quadro de classificação desses distúrbios, organizado por um consagrado estudioso, Godfrey Arnold, em 1965 [2]. Logo após veremos como esta listagem foi intrinsecamente modificada com os novos conhecimentos surgidos desde então.

 

          (1) disfemia taquifêmica: de causa orgânica, hereditária, resultado de uma inabilidade de linguagem congênita. Intervenções inadequadas ou ambiente desfavorável podem trazer, como reação secundária, uma gagueira.
        (2) gagueira sintomática: associada à disartria, causada por lesões cerebrais como as decorrentes de problemas no parto, incompatibilidade de Rh, encefalite ou trauma craniano acidental. No adulto, como decorrência de determinados danos cerebrais, pode surgir a gagueira afásica. Existe ainda a palilalia relacionada a distúrbios extrapiramidais e a disartria iterativa resultante de lesões cerebelares.
 
        (3) gagueira desenvolvimental: relacionada a tendências psiconeuróticas familiares. As explicações psicológicas da gagueira são as mais apropriadas nestes casos, que são numericamente frequentes. Uma propensão psíquica similar deve ser considerada para os casos de imitação de gagueira e gagueira temporária durante a puberdade. Todas estas formas de gagueira, que podem ser explicadas por fatores psicológicos, encaixam-se bem no grupo de disfemia idiopática ou disfemia genuína.

        (4) gagueira fisiológica ou disfluência: imaturidade linguística normal até o 3º ou 4º ano de vida. Na visão semantogênica de Johnson, esta disfluência pode se transformar em gagueira se o meio intervier inadequadamente.  
     (5) gagueira traumática: passível de ser entendida somente através de avaliação psiquiátrica. É decorrente de um colapso do controle neurovegetativo em uma pessoa que anteriormente apresentava uma boa condição psicossomática. Pode surgir em decorrência de situações extremamente estressantes, como experiências traumáticas em períodos de guerra, por exemplo.
     (6) gagueira histérica : embora os sintomas sejam semelhantes aos da gagueira traumática, a etiologia é diferente. Esta gagueira é uma reação de conversão que afeta indivíduos que apresentam uma psicopatia constitucional.



CLASSIFICAÇÃO ATUAL

                Na atualidade, dentro  desta terminologia de Arnold para a subdivisão dos Distúrbios da Fluência, são mais aceitos os termos:
          (1) taquifemia (ao invés de disfemia taquifêmica). Informações complementares em taquifemia
          (2) gagueira neurogênica (em vez de gagueira sintomática). Você pode obter mais informações em gagueira neurogênica.
          (3) gagueira do desenvolvimento (ao invés de gagueira desenvolvimental). Este tópico é descrito mais detalhadamente em gagueira
          (4) disfluência (o termo "gagueira fisiológica" caiu em desuso, uma vez que esta não é uma ocorrência típica ao desenvolvimento de fala de todas as crianças). Obtenha mais informações em disfluência.
          (5) não temos estudos recentes que justifiquem a utilização do termo gagueira traumática, embora cada relato de paciente nos leve a investigar melhor sua história, buscando elucidar melhor o ocorrido e verificar a presença de eventuais fatores predisponentes à gagueira.
            (6) gagueira psicogênica (em lugar do termo gagueira histérica). Encontre mais informações em gagueira psicogênica
       Por surgirem após a linguagem e a fluência já se encontrarem bem estabelecidas, tanto a gagueira psicogênica como a gagueira neurogênica são categorizadas como gagueira adquirida

SINTETIZANDO
         Os Distúrbios da Fluência compreendem as Gagueiras e a Taquifemia. As Gagueiras podem ser divididas em Gagueira do Desenvolvimento e Gagueiras Adquiridas. Estas por sua vez podem ser classificadas em Gagueira Neurogênica e Gagueira Psicogênica.

                          
  
COMENTÁRIOS
          É importante frisar que os estudos atuais têm constatado a presença de alterações genéticas e neurológicas nos portadores de gagueira do desenvolvimento, de modo que estas características, que eram vistas como pertencendo à taquifemia, agora não são mais consideradas como critério de diferenciação entre estes dois tipos de Distúrbios de Fluência. Por outro lado, algumas das injúrias que ocorrem bem no início do desenvolvimento infantil e que nos conduziriam a classificar o distúrbio de fala decorrente como uma gagueira neurogênica, podem ser causas subjacentes à gagueira do desenvolvimento, sendo necessários maiores estudos para elucidar estes achados.
        Após tantos anos sob a influência dos conceitos derivados da teoria diagnosogênica (ou semantogênica) de Johnson, sua visão - de que uma disfluência pode se transformar em gagueira - passou a ser desconsiderada em decorrência dos achados das pesquisas mais atualizadas que evidenciarem diferenças no funcionamento cerebral nas pessoas que gaguejam. Isto, embora tenha o valor tão significativo de constatar que os pais não são culpados pela gagueira que seus filhos apresentam, não invalida o efeito positivo das atitudes que efetivamente favorecem o desenvolvimento da fluência.
        Temos ainda, como outro grande divisor de águas, a constatação de que a eventual alteração emocional é uma consequência - e não a causa - da gagueira do desenvolvimento.


[1] http://www.fonoaudiologia.org.br/publicacoes/epdo1.pdf - pg 5[2] LUCHSINGER, Richard e ARNOLD, Godfrey E. Voice-Speech-Language. Clinical Communicology: Its Physiology and Pathology. Wadsworth Publishing Company. California. 1965





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A Origem da Gagueira


A temática, como é recorrente em relação à gagueira, é polêmica. Existem diversos pontos de vistas, cada um defendendo o que acredita melhor explicar a origem desta patologia. De acordo com o que eu acredito, a gagueira tem origem na infância e surge em virtude das relações sócio-culturais que a criança vivencia em seu processo histórico.

A primeira infância (até os seis anos de idade) é o período que a criança mais aprende em toda a nossa vida. É neste período que ela também desenvolve e adquire a fala, a linguagem. Do mesmo jeito que ela cai quando esta começando a andar, é perfeitamente natural que algumas (umas mais outras menos, cada uma no seu ritmo) apresentem maiores ou menores quebras em suas falas. Na fonoaudiologia este período é denominado como "freqüentes disfluências", "gagueira fisiológica" ou "gagueira natural". São quebras na fala da criança que diferem qualitativamente da gagueira patológica (gagueira sofrimento) que muito discutimos por aqui. De um modo geral, quando a criança começa a apresentar essas freqüentes disfluências, aqueles que são significativos a ela começarão a interferir de maneira negativa em sua fala. Darão conselhos do tipo: "fale direito", "fique calmo", "respire antes de falar", etc..

Esse tipo de comportamento demonstra que a fala da criança não está sendo aceita e ela não poderá fazer nada de diferente, tendo em vista que a fala é algo espontâneo e que o falante sabe falar mas não sabe como fala. Além do mais, não se ensina a falar com orientações. O ser humano, em condições normais, aprende a falar ouvindo, através do modelo auditivo que recebe.
Tais conselhos além de não surtirem os efeitos desejados, contribuem para agravar a situação daquela criança que entenderá que sua fala não é aceita. A fala da criança é exigida e negada.

Com a constância desse padrão de exigência paradoxal (tem efeito contrário à intenção), toda situação de fala para a criança será de expectativa, onde ela tentará de tudo para falar do modo idealizado pelo seu interlocutor. O simples fato de "tentar falar bem" fará com que ela quebre a espontaneidade peculiar à fala, pois, de um modo geral,
o espontâneo não é tentado. A criança passa a sentir-se punida ou culpada pela sua forma de falar. Sua fala será carregada de antecipações, truques, sentimentos negativos que gerarão mais gagueira, que reforçará cada vez mais uma imagem de mau falante naquela criança. Surgindo assim a gagueira sofrimento.

Sabemos que uma fala adequada desenvolve-se em relações de comunicação que garantem a espontaneidade e reforçam a capacidade do falante (Friedman, 2004). Van Riper estudou diversos sujeitos adultos disfluentes que não se consideravam gagos. Ele afirmou que, muito possivelmente, esses adultos disfluentes, quando eram crianças, tiveram pais e professores compreensivos, que aceitaram o padrão de fala espontâneo de seus filhos e alunos.

Todas essas teorias estão embasadas e muito melhor explicadas no livro "Gagueira: origem e tratamento" de Silvia Friedman. O estudo foi feito através do discurso de sujeitos considerados gagos que contaram a história de suas falas.

A figura acima simboliza muito bem o que falamos aqui. Mostra uma criança diante dos seus pais e o seguinte diálogo:
P - Fale devagar...
C - Eu estou tentando mas...
P - Nós estamos querendo ajudar!
C - ...só faz piorar


Fonte: http://bomfalante.blogspot.com/2007/09/origem-da-gagueira.html
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Fatores fortes e fracos dos Disléxicos

Fatores Fortes do Disléxico
A dislexia é comumente descrita enfocando-se os fatores fracos dos disléxicos, sua falhas ou seqüelas, que são inúmeros quando comparados às performances dos indivíduos ditos "normais". O próprio educador e os pais podem relatar, com minúcias, todos os erros e equívocos que estes indivíduos cometem, sendo esta questão a grande problemática.
Reparo, baseada em experiência clínica e em contato com inúmeros disléxicos com os quais convivo, que a insistência em enfocar-se o lado "doente" dos disléxicos faz-nos seres limitados, comparados ao seu brilhantismo, quando reabilitados. Talvez pelo fato dos disléxicos lidarem com os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, simultaneamente, muitas vezes sem predomínio de dominância cerebral, têm potencialmente, desenvolvidas mais habilidades, que trabalhando em conjunto, capacitam-nos acima dos “normais”, realizando com maestria, inúmeras atividades ao mesmo tempo. Quando reabilitados, conscientes de seu potencial e ao mesmo tempo de suas dificuldades, controlam a dispersão, desenvolvem a atenção e a disciplina, que são fatores fundamentais para o seu sucesso e alcançam êxito nas habilidades de linguagem.
Acredito que a ênfase deveria ser dada à "saúde" do disléxico, ou seja, suas potencialidades, que são, sem qualquer sombra de dúvida, ilimitadas, quando comparadas aos "normais". Este enfoque, positivista do caso, tem sua importância para pais, professores e para os disléxicos em geral, pois lhes abre caminho para o sucesso, em lugar de fechar-lhes as portas. Isto é facilmente observável quando reabilitamos adultos disléxicos, que muitas vezes chegam aos consultórios com queixas indefinidas, que abrangem insatisfações pessoais com performances linguísticas abaixo de seu real potencial.
Assim sendo, destaco alguns destes fatores, como: ótimo nível intelectual, criatividade acima do esperado, bom humor, fácil socialização, sendo o "amigo de todos", facilidade em quebrar paradigmas, genialidade, inventividade, aptidões intuitivas e artísticas, habilidade em lidar com múltiplas situações ao mesmo tempo, facilidade em desenvolver a inteligência emocional, e em alguns casos, maior facilidade com o cálculo matemático. 

Fatores Fracos do Disléxico: classificação
Como citado anteriormente, por tratar-se de uma patologia com características sindrômicas, muitos sintomas podem estar presentes nos indivíduos disléxicos. Fica então claro que a observância de apenas uma ou duas características não é evidência da presença da patologia, que ressaltando mais uma vez, deve ser avaliada por especialista e equipe multidisciplinar. 

Dislexia Predominantemente Visual:
. inversões (letras, sílabas, palavras, frases). Ex.: pra/par, sol/los, pedra/preda, quebra/breca;
. omissões (letras, sílabas, palavras, linhas). Ex.: óculos/óclos, relógio/relógo, entrada/etrada;
. aglutinações de palavras na frase. Ex.: /omeninopu loua cerca/,
. não corta o /t/;
. não pinga o /i/;
. trocas espaciais (b/d, p/q, 2/5, 12/21, par/pra, as/sa);
. espelhamento resistente de números e letras;
. não soletra, não analisa nem sintetiza a palavra, decompondo-a em letras;
. dificuldade na coordenação e ritmo;
. confusões na leitura. Ex.: esguia/estria, mamadeira/madeira, aflição/afiliação;
. neografismos (cria letras que são a somatória de duas ou mais, como /d/ cortado;
. neologismos (na fala, inventa palavras. Ex.: enfestado=arrumado para uma festa);
. disgrafias (letra ilegível e irregular);
. dificuldades na leitura de palavras (decodificação, lê errado embora entenda o que leu);
. confusão de direita com esquerda;
. falta de predomínio da dominância cerebral (ambidestrismo?);
. desajeitado, derruba tudo, às vezes hiperativo;
. dificuldade para dar laçadas;
. dificuldades em memorizar nomes, telefones;
. dificuldades com memória imediata, repetir em seguida, frases ouvidas;
. dificuldades com fisionomias;
. dificuldades ao vestir-se (avesso e direito);
. dificuldades na compreensão leitura (textos);
. dificuldades na produção de textos com seqüência lógica temporal e coerência;
. confusão com antônimos (abrir/fechar, /dentro/fora);
. não memoriza matérias decorativas e tabuadas;
. confunde-se ao preencher formulários, gabaritos e tabelas com linhas e colunas;
. confunde-se na seqüência das perguntas ao responder questionários, gabaritos;
. não gosta de ler, estudar e escrever;
. dificuldade com línguas estrangeiras;
. apresenta desatenção, dispersão;
. apresenta resistência em atender ordens e limites;
. apresenta resistência ao conservadorismo, método e rotina;
. demonstra pouco asseio pessoal e higiene;
. apresenta baixa auto-estima afetiva e intelectual (acha-se "burro"); 

Dislexia Predominantemente Fonológica:
. troca letras surdas/sonoras (p/b, t/d, k/g, f/v, x/j, s/z);
. troca arquifonemas (ar, an, as, al)
. troca vogais (/a/ por /o/, /e/ por /i/, /o/ por /u/);
. troca nasais (n/m, ão/am, em/eim, ã/am);
. troca grupos consonantais (pra/pla);
. omissões (letras, sílabas, palavras, linhas);
. comete muitos erros no ditado;
. dificuldades com sinônimos;
. fica no "mundo da lua";
. apresenta lentidão ou imprecisão em dar respostas;
. dificuldades com a seqüência dos fatos ao contar casos;
. dificuldades com a leitura (decodificação, lê errado embora entenda o que leu);
. dificuldades na compreensão da leitura de textos;
. dificuldades na produção de textos com seqüência lógica temporal e coerência;
. dificuldade em resumir idéias, textos;
. confusão com antônimos (abrir/fechar, dentro/fora);
. falta de predomínio da dominância cerebral (ambidestrismo?);
. confusão de direita com esquerda;
. não soletra (não analisa, não sintetiza, decompondo-a em letras);
. não memoriza matérias decorativas;
. não memoriza tabuada;
. dificuldade com línguas estrangeiras;
. demora muito para responder ou responde equivocadamente;
. não gosta de ler, estudar e escrever;
. apresenta baixa auto-estima afetiva e intelectual;
. é inseguro;
. apresenta desatenção, dispersão; 

Dislexia Mista:
Apresentam uma somatória ou a presença de vários itens descritos anteriormente, sendo mais trabalhosa sua reeducação. 

Fonte: http://www.metododasboquinhas.com.br/base.asp?pag=dis_fatorfraco.htm
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Pesquisa relaciona perda auditiva e demência


Os idosos com perda auditiva têm um risco muito maior de desenvolver demência mais cedo do que aqueles que conseguem ouvir bem.
Os idosos com perda auditiva têm um risco muito maior de desenvolver demência mais cedo do que aqueles que conseguem ouvir bem, de acordo com estudo realizado por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins e do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento.
"As pesquisas até hoje analisaram o que afeta a perda auditiva, mas poucos observaram o quanto uma perda auditiva afeta a função cognitiva do cérebro", disse o coordenador do estudo, Frank Lin, professor assistente na divisão de Otologia da Universidade Johns Hopkins.
A investigação centrou-se 639 pessoas, cuja audição e habilidades cognitivas foram testadas entre 1990 e 1994 como parte do BLSA (Estudo longitudinal do Instituto sobre o Envelhecimento). Cerca de um quarto dos participantes tinham perda auditiva no início do estudo, mas nenhum tinha demência.
Os voluntários foram acompanhados através de exames a cada 1-2 anos, até 2008, 58 deles haviam desenvolvido demência. Comparado com os participantes com audição normal, as pessoas com perda auditiva leve, moderada e grave tiveram o dobro, triplo, e até cinco vezes mais o risco de desenvolver demência ao longo do tempo. De fato, quanto maior a perda auditiva, maior o risco de desenvolver a doença.
A ligação entre a perda da audição e demência ainda é incerta, mas os pesquisadores sugerem que as duas condições podem compartilhar uma patologia em comum, ou que o estresse de longo prazo devido à dificuldade para decodificar os sons, pode exasperar os cérebros desses indivíduos, deixando-os mais suscetíveis à demência.
Outra sugestão é que o indivíduo com deficiência auditiva começar evitar as atividades sociais, fator de risco para a demência e outros distúrbios cognitivos.
A pesquisa pode levar a novas formas de prevenção da demência, um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e traz com ela um pesado fardo social, dizem os pesquisadores, mesmo algo tão simples como um aparelho auditivo pode ajudar a adiar ou impedir a demência em alguns dos casos.
O estudo foi publicado na revista Archives of Neurology, edição de fevereiro, e foi apoiado pelo programa de pesquisa interna do Instituto Nacional sobre Envelhecimento.
Fonte: Psych Central

http://fono-audiologia.blogspot.com/2011/09/pesquisa-relaciona-perda-auditiva-e.html
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