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Gagueira - Orientações importantes para pais



Caso seu filho tenha dificuldade para falar e costume hesitar ou repetir determinadas sílabas, palavras ou frases, ele pode ter uma disfluência ou uma gagueira. Contudo, também pode estar atravessando um período de disfluência normal, período este que muitas crianças enfrentam quando estão aprendendo a falar. É importante que os pais saibam entender a diferença entre gagueira e o desenvolvimento normal da linguagem.
A disfluência normal das crianças: 1. A criança dentro do seu desenvolvimento normal pode ser disfluente, ocasionalmente, repetindo uma ou duas vezes sílabas ou palavras, por exemplo: pa-pa-pato. As disfluências também podem incluir as hesitações e as interjeições como: “há”, “e”, “hum”.
2. As disfluências ocorrem com mais frequência entre um ano e meio e cinco anos de idade, costumam ir e vir.
Normalmente essas disfluências são sinais de que a criança está aprendendo a usar a linguagem de maneira nova. Se as disfluências desaparecerem durante várias semanas e depois voltarem, a criança pode estar atravessando uma nova fase de aprendizagem.
Há várias situações em que é normal gaguejar:

- quando a criança está aprendendo a falar;
- ao falarmos palavras difíceis;
- quando estamos nervosos, com medo, ansiosos...;
- quando temos várias coisas para contar ao mesmo tempo.

Isso mesmo! A disfluência, que pode ser chamada de gagueira, faz parte de nossa fala!
Nós só conseguimos ser fluentes, que é falar sem gaguejar, quando decoramos algum texto, quando cantamos, quando lemos um texto ensaiado.
Portanto, nas situações citadas acima, a gagueira é considerada NORMAL e, quando a mesma ocorrer na criança em fase de aquisição de linguagem, é chamada pelos fonoaudiólogos de: DISFLUÊNCIA FISIOLÓGICA
Mas existe outro tipo de gagueira que não é considerada normal: DISFLUÊNCIA PATOLÓGICA

Vamos conhecê-la?

Se os pais, ao verem seu filho gaguejar, na fase de aquisição da linguagem, reagirem de forma negativa a sua fala, por não ter o conhecimento de que nesta fase é normal a criança repetir, prolongar e hesitar nas palavras , essa disfluência, considerada fisiológica(normal), pode passar a ser uma disfluência patológica.

Mas, como é agir de forma negativa?

Os pais, por estar ansiosos e desinformados, já que pensam que seu filho é realmente gago, tentam fazê-lo parar de gaguejar dizendo frases do tipo: ”Fale direito”, “Respire antes de falar”, ”Calma!”, quer dizer, agem de forma negativa a sua fala.
Não só os pais podem agir dessa forma, mas também professores, pessoas da família... onde o efeito será o mesmo.

E como essa reação negativa à fala da criança pode deixá-la realmente gaga?

A criança tentará fazer como os seus pais querem:falar direito, respirar antes de falar...
Mas,isso não fará com que ela pare de gaguejar e,sim, com que gagueje mais ainda, já que ficará tensa, nervosa pela cobrança a sua fala. E nós já vimos o que pode acontecer quando ficamos tensos, nervosos: gaguejamos.
Além disso, no mesmo período em que a criança está aprendendo a falar acontece a formação da sua identidade(Quem sou eu?).Com toda essa cobrança à sua fala, ela acreditará que é incapaz de falar, acreditará que é realmente gaga.

Então, o que devo fazer?

A verdadeira resposta é NADA! Agora que você já sabe que é normal seu filho gaguejar nesta fase, preste atenção no que ele está falando para você, ao invés de como está falando.
É importante não querer comparar a fala do seu filho com a de outras crianças, pois todas são singular, desenvolvem-se em ritmos diferentes.
Proporcione momentos de prazer a sua linguagem, como: contar estórias, cantar...
Nas horas em que ele gaguejar, tenha paciência e deixe que ele fale tudo o que tem para dizer.
Agora, se mesmo assim você ficar preocupada ou ansiosa, procure por um fonoaudiólogo que ele a orientará.

A criança com gagueira

1. A criança com gagueira leve repete sons mais de duas vezes, pa-pa-pa-pa pato por exemplo. A presença de tensão pode ser evidente nos músculos faciais, especialmente ao redor da boca.
2. A intensidade da voz pode aumentar com as repetições e, ocasionalmente, a criança terá “bloqueios” – ausência de ar por alguns segundos.
3. Tente falar mais lenta e relaxadamente quando conversar com seu filho. Encoraje os outros membros da família para fazerem o mesmo. Não fale tão devagar de modo que sua fala pareça estranha, mas mantenha-a lenta e faça várias pausas.
4. A fala lenta e relaxada pode ser mais eficaz quando a criança tiver um tempo do dia com a atenção de seus pais só para ela, sem ter que competir com os outros. Alguns minutos do seu dia podem ser reservados para a criança, é um tempo em que se vai apenas ouvir o que ela tem para falar.
5. Quando seu filho falar ou perguntar algo, tente parar um segundo ou mais antes de responder. Isso vai fazer com que sua fala fique mais lenta e relaxada.
6. Tente não ficar chateado ou nervoso quando a gagueira aumentar. Seu filho está fazendo o melhor que pode para aprender muitas regras novas de linguagem (todas ao mesmo tempo). Sua atitude de aceitação e paciência vai ajudá-lo muito.
7. Repetições sem esforço e prolongamentos de sons são as maneiras mais saudáveis de se gaguejar. Qualquer coisa que ajude seu filho a gaguejar desta maneira ao invés de com tensão e evitando palavras deve ser feito.
8. Se seu filho fica frustrado ou triste quando a gagueira está pior, dê a ele segurança. Algumas crianças se sentem melhor quando ouvem “Eu sei que é difícil falar ... mas muitas pessoas empacam em algumas palavras ... não tem importância”. Algumas crianças se sentem mais confiantes ao serem tocadas ou abraçadas quando se sentem frustradas.
9. As disfluências vão e vêm, mas estão mais presentes do que ausentes.

Quando procurar um fonoaudiólogo?

 Se seu filho gagueja em mais de 10% de sua fala, apresenta esforço e tensão para falar, evita palavras (muda as palavras) e/ou usa vários sons para começar a falar, ele precisa de terapia. Os bloqueios de fala são mais comuns do que as repetições e os prolongamentos. As disfluências estão presentes na maioria das situações de comunicação. Neste caso procure um serviço de fonoaudiologia para tratar de seu filho. Exija um especialista, não é qualquer profissional que sabe tratar das gagueiras infantis.
 As sugestões dadas para os pais de crianças com gagueira leve também servem para as crianças com gagueira severa. Tente lembrar que lentificar e relaxar sua própria fala traz muito mais benefícios para a criança do que falar para seu filho relaxar, respirar, pensar, falar mais devagar etc.
 Encoraje seu filho a falar com você sobre a gagueira. Mostre paciência e aceitação enquanto conversar sobre o assunto. Superar a gagueira é mais uma questão de perder o medo de gaguejar do que se esforçar para falar melhor.
DICAS IMPORTANTES...

- FALE LENTA E RELAXADAMENTE MAS NÃO PERCA A NATURALIDADE.
- PRESTE MAIS ATENÇÃO NO CONTEÚDO DA MENSAGEM E NÃO NO QUANTO A CRIANÇA ESTÁ GAGUEJANDO.
- MOSTRE QUE VOCÊ ESTÁ PRESTANDO ATENÇÃO AO QUE A CRIANÇA FALA: ACENE COM A CABEÇA, SORRIA FAÇA SONS DE APROVAÇÃO ETC.
- MANTENHA CONTATO DE OLHOS COM A CRIANÇA ENQUANTO ELA ESTIVER FALANDO
- NÃO A APRESSE PARA FALAR. NÃO TERMINE AS PALAVRAS PARA ELA.
- NÃO PERMITA QUE OUTRAS CRIANÇAS CAÇOEM DE SUA CRIANÇA.
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Distúrbios de Fluência - Gagueira?

DISTÚRBIOS DE FLUÊNCIA

           A Fonoaudiologia consiste na ciência que tem por objeto o estudo da comunicação e seus distúrbios [1]. Dentro dessa área de atuação, tão vasta, temos atualmente sete áreas de especialidade: Audiologia, Disfagia, Fonoaudiologia Escolar-Educacional, Linguagem, Motricidade Orofacial, Saúde Coletiva e Voz. 

                                             FONOAUDIOLOGIA - Áreas de Especialidade                                   

         

                 Como cada uma dessas especialidades ainda abrange várias alterações da comunicação, encontramos profissionais que buscam subespecializações. Dentro da área da Linguagem, temos, entre outros, os profissionais que se dedicam especificamente aos Distúrbios de Fluência, estudando mais a fundo as ocorrências de fala nas quais o ritmo se encontra alterado. Em determinados textos científicos, essa subárea recebe o nome de Disfemia.
          Existem alguns tipos de Distúrbios da Fluência. Temos em seguida a apresentação de um tradicional quadro de classificação desses distúrbios, organizado por um consagrado estudioso, Godfrey Arnold, em 1965 [2]. Logo após veremos como esta listagem foi intrinsecamente modificada com os novos conhecimentos surgidos desde então.

 

          (1) disfemia taquifêmica: de causa orgânica, hereditária, resultado de uma inabilidade de linguagem congênita. Intervenções inadequadas ou ambiente desfavorável podem trazer, como reação secundária, uma gagueira.
        (2) gagueira sintomática: associada à disartria, causada por lesões cerebrais como as decorrentes de problemas no parto, incompatibilidade de Rh, encefalite ou trauma craniano acidental. No adulto, como decorrência de determinados danos cerebrais, pode surgir a gagueira afásica. Existe ainda a palilalia relacionada a distúrbios extrapiramidais e a disartria iterativa resultante de lesões cerebelares.
 
        (3) gagueira desenvolvimental: relacionada a tendências psiconeuróticas familiares. As explicações psicológicas da gagueira são as mais apropriadas nestes casos, que são numericamente frequentes. Uma propensão psíquica similar deve ser considerada para os casos de imitação de gagueira e gagueira temporária durante a puberdade. Todas estas formas de gagueira, que podem ser explicadas por fatores psicológicos, encaixam-se bem no grupo de disfemia idiopática ou disfemia genuína.

        (4) gagueira fisiológica ou disfluência: imaturidade linguística normal até o 3º ou 4º ano de vida. Na visão semantogênica de Johnson, esta disfluência pode se transformar em gagueira se o meio intervier inadequadamente.  
     (5) gagueira traumática: passível de ser entendida somente através de avaliação psiquiátrica. É decorrente de um colapso do controle neurovegetativo em uma pessoa que anteriormente apresentava uma boa condição psicossomática. Pode surgir em decorrência de situações extremamente estressantes, como experiências traumáticas em períodos de guerra, por exemplo.
     (6) gagueira histérica : embora os sintomas sejam semelhantes aos da gagueira traumática, a etiologia é diferente. Esta gagueira é uma reação de conversão que afeta indivíduos que apresentam uma psicopatia constitucional.



CLASSIFICAÇÃO ATUAL

                Na atualidade, dentro  desta terminologia de Arnold para a subdivisão dos Distúrbios da Fluência, são mais aceitos os termos:
          (1) taquifemia (ao invés de disfemia taquifêmica). Informações complementares em taquifemia
          (2) gagueira neurogênica (em vez de gagueira sintomática). Você pode obter mais informações em gagueira neurogênica.
          (3) gagueira do desenvolvimento (ao invés de gagueira desenvolvimental). Este tópico é descrito mais detalhadamente em gagueira
          (4) disfluência (o termo "gagueira fisiológica" caiu em desuso, uma vez que esta não é uma ocorrência típica ao desenvolvimento de fala de todas as crianças). Obtenha mais informações em disfluência.
          (5) não temos estudos recentes que justifiquem a utilização do termo gagueira traumática, embora cada relato de paciente nos leve a investigar melhor sua história, buscando elucidar melhor o ocorrido e verificar a presença de eventuais fatores predisponentes à gagueira.
            (6) gagueira psicogênica (em lugar do termo gagueira histérica). Encontre mais informações em gagueira psicogênica
       Por surgirem após a linguagem e a fluência já se encontrarem bem estabelecidas, tanto a gagueira psicogênica como a gagueira neurogênica são categorizadas como gagueira adquirida

SINTETIZANDO
         Os Distúrbios da Fluência compreendem as Gagueiras e a Taquifemia. As Gagueiras podem ser divididas em Gagueira do Desenvolvimento e Gagueiras Adquiridas. Estas por sua vez podem ser classificadas em Gagueira Neurogênica e Gagueira Psicogênica.

                          
  
COMENTÁRIOS
          É importante frisar que os estudos atuais têm constatado a presença de alterações genéticas e neurológicas nos portadores de gagueira do desenvolvimento, de modo que estas características, que eram vistas como pertencendo à taquifemia, agora não são mais consideradas como critério de diferenciação entre estes dois tipos de Distúrbios de Fluência. Por outro lado, algumas das injúrias que ocorrem bem no início do desenvolvimento infantil e que nos conduziriam a classificar o distúrbio de fala decorrente como uma gagueira neurogênica, podem ser causas subjacentes à gagueira do desenvolvimento, sendo necessários maiores estudos para elucidar estes achados.
        Após tantos anos sob a influência dos conceitos derivados da teoria diagnosogênica (ou semantogênica) de Johnson, sua visão - de que uma disfluência pode se transformar em gagueira - passou a ser desconsiderada em decorrência dos achados das pesquisas mais atualizadas que evidenciarem diferenças no funcionamento cerebral nas pessoas que gaguejam. Isto, embora tenha o valor tão significativo de constatar que os pais não são culpados pela gagueira que seus filhos apresentam, não invalida o efeito positivo das atitudes que efetivamente favorecem o desenvolvimento da fluência.
        Temos ainda, como outro grande divisor de águas, a constatação de que a eventual alteração emocional é uma consequência - e não a causa - da gagueira do desenvolvimento.


[1] http://www.fonoaudiologia.org.br/publicacoes/epdo1.pdf - pg 5[2] LUCHSINGER, Richard e ARNOLD, Godfrey E. Voice-Speech-Language. Clinical Communicology: Its Physiology and Pathology. Wadsworth Publishing Company. California. 1965





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A Origem da Gagueira


A temática, como é recorrente em relação à gagueira, é polêmica. Existem diversos pontos de vistas, cada um defendendo o que acredita melhor explicar a origem desta patologia. De acordo com o que eu acredito, a gagueira tem origem na infância e surge em virtude das relações sócio-culturais que a criança vivencia em seu processo histórico.

A primeira infância (até os seis anos de idade) é o período que a criança mais aprende em toda a nossa vida. É neste período que ela também desenvolve e adquire a fala, a linguagem. Do mesmo jeito que ela cai quando esta começando a andar, é perfeitamente natural que algumas (umas mais outras menos, cada uma no seu ritmo) apresentem maiores ou menores quebras em suas falas. Na fonoaudiologia este período é denominado como "freqüentes disfluências", "gagueira fisiológica" ou "gagueira natural". São quebras na fala da criança que diferem qualitativamente da gagueira patológica (gagueira sofrimento) que muito discutimos por aqui. De um modo geral, quando a criança começa a apresentar essas freqüentes disfluências, aqueles que são significativos a ela começarão a interferir de maneira negativa em sua fala. Darão conselhos do tipo: "fale direito", "fique calmo", "respire antes de falar", etc..

Esse tipo de comportamento demonstra que a fala da criança não está sendo aceita e ela não poderá fazer nada de diferente, tendo em vista que a fala é algo espontâneo e que o falante sabe falar mas não sabe como fala. Além do mais, não se ensina a falar com orientações. O ser humano, em condições normais, aprende a falar ouvindo, através do modelo auditivo que recebe.
Tais conselhos além de não surtirem os efeitos desejados, contribuem para agravar a situação daquela criança que entenderá que sua fala não é aceita. A fala da criança é exigida e negada.

Com a constância desse padrão de exigência paradoxal (tem efeito contrário à intenção), toda situação de fala para a criança será de expectativa, onde ela tentará de tudo para falar do modo idealizado pelo seu interlocutor. O simples fato de "tentar falar bem" fará com que ela quebre a espontaneidade peculiar à fala, pois, de um modo geral,
o espontâneo não é tentado. A criança passa a sentir-se punida ou culpada pela sua forma de falar. Sua fala será carregada de antecipações, truques, sentimentos negativos que gerarão mais gagueira, que reforçará cada vez mais uma imagem de mau falante naquela criança. Surgindo assim a gagueira sofrimento.

Sabemos que uma fala adequada desenvolve-se em relações de comunicação que garantem a espontaneidade e reforçam a capacidade do falante (Friedman, 2004). Van Riper estudou diversos sujeitos adultos disfluentes que não se consideravam gagos. Ele afirmou que, muito possivelmente, esses adultos disfluentes, quando eram crianças, tiveram pais e professores compreensivos, que aceitaram o padrão de fala espontâneo de seus filhos e alunos.

Todas essas teorias estão embasadas e muito melhor explicadas no livro "Gagueira: origem e tratamento" de Silvia Friedman. O estudo foi feito através do discurso de sujeitos considerados gagos que contaram a história de suas falas.

A figura acima simboliza muito bem o que falamos aqui. Mostra uma criança diante dos seus pais e o seguinte diálogo:
P - Fale devagar...
C - Eu estou tentando mas...
P - Nós estamos querendo ajudar!
C - ...só faz piorar


Fonte: http://bomfalante.blogspot.com/2007/09/origem-da-gagueira.html
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Fatores fortes e fracos dos Disléxicos

Fatores Fortes do Disléxico
A dislexia é comumente descrita enfocando-se os fatores fracos dos disléxicos, sua falhas ou seqüelas, que são inúmeros quando comparados às performances dos indivíduos ditos "normais". O próprio educador e os pais podem relatar, com minúcias, todos os erros e equívocos que estes indivíduos cometem, sendo esta questão a grande problemática.
Reparo, baseada em experiência clínica e em contato com inúmeros disléxicos com os quais convivo, que a insistência em enfocar-se o lado "doente" dos disléxicos faz-nos seres limitados, comparados ao seu brilhantismo, quando reabilitados. Talvez pelo fato dos disléxicos lidarem com os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, simultaneamente, muitas vezes sem predomínio de dominância cerebral, têm potencialmente, desenvolvidas mais habilidades, que trabalhando em conjunto, capacitam-nos acima dos “normais”, realizando com maestria, inúmeras atividades ao mesmo tempo. Quando reabilitados, conscientes de seu potencial e ao mesmo tempo de suas dificuldades, controlam a dispersão, desenvolvem a atenção e a disciplina, que são fatores fundamentais para o seu sucesso e alcançam êxito nas habilidades de linguagem.
Acredito que a ênfase deveria ser dada à "saúde" do disléxico, ou seja, suas potencialidades, que são, sem qualquer sombra de dúvida, ilimitadas, quando comparadas aos "normais". Este enfoque, positivista do caso, tem sua importância para pais, professores e para os disléxicos em geral, pois lhes abre caminho para o sucesso, em lugar de fechar-lhes as portas. Isto é facilmente observável quando reabilitamos adultos disléxicos, que muitas vezes chegam aos consultórios com queixas indefinidas, que abrangem insatisfações pessoais com performances linguísticas abaixo de seu real potencial.
Assim sendo, destaco alguns destes fatores, como: ótimo nível intelectual, criatividade acima do esperado, bom humor, fácil socialização, sendo o "amigo de todos", facilidade em quebrar paradigmas, genialidade, inventividade, aptidões intuitivas e artísticas, habilidade em lidar com múltiplas situações ao mesmo tempo, facilidade em desenvolver a inteligência emocional, e em alguns casos, maior facilidade com o cálculo matemático. 

Fatores Fracos do Disléxico: classificação
Como citado anteriormente, por tratar-se de uma patologia com características sindrômicas, muitos sintomas podem estar presentes nos indivíduos disléxicos. Fica então claro que a observância de apenas uma ou duas características não é evidência da presença da patologia, que ressaltando mais uma vez, deve ser avaliada por especialista e equipe multidisciplinar. 

Dislexia Predominantemente Visual:
. inversões (letras, sílabas, palavras, frases). Ex.: pra/par, sol/los, pedra/preda, quebra/breca;
. omissões (letras, sílabas, palavras, linhas). Ex.: óculos/óclos, relógio/relógo, entrada/etrada;
. aglutinações de palavras na frase. Ex.: /omeninopu loua cerca/,
. não corta o /t/;
. não pinga o /i/;
. trocas espaciais (b/d, p/q, 2/5, 12/21, par/pra, as/sa);
. espelhamento resistente de números e letras;
. não soletra, não analisa nem sintetiza a palavra, decompondo-a em letras;
. dificuldade na coordenação e ritmo;
. confusões na leitura. Ex.: esguia/estria, mamadeira/madeira, aflição/afiliação;
. neografismos (cria letras que são a somatória de duas ou mais, como /d/ cortado;
. neologismos (na fala, inventa palavras. Ex.: enfestado=arrumado para uma festa);
. disgrafias (letra ilegível e irregular);
. dificuldades na leitura de palavras (decodificação, lê errado embora entenda o que leu);
. confusão de direita com esquerda;
. falta de predomínio da dominância cerebral (ambidestrismo?);
. desajeitado, derruba tudo, às vezes hiperativo;
. dificuldade para dar laçadas;
. dificuldades em memorizar nomes, telefones;
. dificuldades com memória imediata, repetir em seguida, frases ouvidas;
. dificuldades com fisionomias;
. dificuldades ao vestir-se (avesso e direito);
. dificuldades na compreensão leitura (textos);
. dificuldades na produção de textos com seqüência lógica temporal e coerência;
. confusão com antônimos (abrir/fechar, /dentro/fora);
. não memoriza matérias decorativas e tabuadas;
. confunde-se ao preencher formulários, gabaritos e tabelas com linhas e colunas;
. confunde-se na seqüência das perguntas ao responder questionários, gabaritos;
. não gosta de ler, estudar e escrever;
. dificuldade com línguas estrangeiras;
. apresenta desatenção, dispersão;
. apresenta resistência em atender ordens e limites;
. apresenta resistência ao conservadorismo, método e rotina;
. demonstra pouco asseio pessoal e higiene;
. apresenta baixa auto-estima afetiva e intelectual (acha-se "burro"); 

Dislexia Predominantemente Fonológica:
. troca letras surdas/sonoras (p/b, t/d, k/g, f/v, x/j, s/z);
. troca arquifonemas (ar, an, as, al)
. troca vogais (/a/ por /o/, /e/ por /i/, /o/ por /u/);
. troca nasais (n/m, ão/am, em/eim, ã/am);
. troca grupos consonantais (pra/pla);
. omissões (letras, sílabas, palavras, linhas);
. comete muitos erros no ditado;
. dificuldades com sinônimos;
. fica no "mundo da lua";
. apresenta lentidão ou imprecisão em dar respostas;
. dificuldades com a seqüência dos fatos ao contar casos;
. dificuldades com a leitura (decodificação, lê errado embora entenda o que leu);
. dificuldades na compreensão da leitura de textos;
. dificuldades na produção de textos com seqüência lógica temporal e coerência;
. dificuldade em resumir idéias, textos;
. confusão com antônimos (abrir/fechar, dentro/fora);
. falta de predomínio da dominância cerebral (ambidestrismo?);
. confusão de direita com esquerda;
. não soletra (não analisa, não sintetiza, decompondo-a em letras);
. não memoriza matérias decorativas;
. não memoriza tabuada;
. dificuldade com línguas estrangeiras;
. demora muito para responder ou responde equivocadamente;
. não gosta de ler, estudar e escrever;
. apresenta baixa auto-estima afetiva e intelectual;
. é inseguro;
. apresenta desatenção, dispersão; 

Dislexia Mista:
Apresentam uma somatória ou a presença de vários itens descritos anteriormente, sendo mais trabalhosa sua reeducação. 

Fonte: http://www.metododasboquinhas.com.br/base.asp?pag=dis_fatorfraco.htm
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Pesquisa relaciona perda auditiva e demência


Os idosos com perda auditiva têm um risco muito maior de desenvolver demência mais cedo do que aqueles que conseguem ouvir bem.
Os idosos com perda auditiva têm um risco muito maior de desenvolver demência mais cedo do que aqueles que conseguem ouvir bem, de acordo com estudo realizado por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins e do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento.
"As pesquisas até hoje analisaram o que afeta a perda auditiva, mas poucos observaram o quanto uma perda auditiva afeta a função cognitiva do cérebro", disse o coordenador do estudo, Frank Lin, professor assistente na divisão de Otologia da Universidade Johns Hopkins.
A investigação centrou-se 639 pessoas, cuja audição e habilidades cognitivas foram testadas entre 1990 e 1994 como parte do BLSA (Estudo longitudinal do Instituto sobre o Envelhecimento). Cerca de um quarto dos participantes tinham perda auditiva no início do estudo, mas nenhum tinha demência.
Os voluntários foram acompanhados através de exames a cada 1-2 anos, até 2008, 58 deles haviam desenvolvido demência. Comparado com os participantes com audição normal, as pessoas com perda auditiva leve, moderada e grave tiveram o dobro, triplo, e até cinco vezes mais o risco de desenvolver demência ao longo do tempo. De fato, quanto maior a perda auditiva, maior o risco de desenvolver a doença.
A ligação entre a perda da audição e demência ainda é incerta, mas os pesquisadores sugerem que as duas condições podem compartilhar uma patologia em comum, ou que o estresse de longo prazo devido à dificuldade para decodificar os sons, pode exasperar os cérebros desses indivíduos, deixando-os mais suscetíveis à demência.
Outra sugestão é que o indivíduo com deficiência auditiva começar evitar as atividades sociais, fator de risco para a demência e outros distúrbios cognitivos.
A pesquisa pode levar a novas formas de prevenção da demência, um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e traz com ela um pesado fardo social, dizem os pesquisadores, mesmo algo tão simples como um aparelho auditivo pode ajudar a adiar ou impedir a demência em alguns dos casos.
O estudo foi publicado na revista Archives of Neurology, edição de fevereiro, e foi apoiado pelo programa de pesquisa interna do Instituto Nacional sobre Envelhecimento.
Fonte: Psych Central

http://fono-audiologia.blogspot.com/2011/09/pesquisa-relaciona-perda-auditiva-e.html
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Livreto: Amamentação sem complicação

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Quem faz uso da voz profissional - Exercícios (Aquecimento e desaquecimento vocal)



O que é Aquecimento Vocal?

Corresponde à realização de uma série de exercícios respiratórios e vocais,
cuja finalidade é aquecer a musculatura das pregas vocais antes de uma
atividade mais intensa para evitar sobrecarga, o uso inadequado ou um
quadro de fadiga vocal ( Costa e Andrada e Silva, 1998).
Em média, o aquecimento dura de 10 a 15 minutos, podendo também ser realizado antes do início da apresentação ou espetáculo, variando de pessoa para pessoa.

Neste post. sugiro alguns exercícios para AQUECIMENTO e DESAQUECIMENTO VOCAL:

Exercícios Respiratórios:

1. Faça uma inspiração profunda, elevando os braços para o alto, e solte rápido, soltando todo o corpo para frente. (Repita o exercício 10 vezes)

2.Faça uma inspiração profunda e solte o ar, realizando os sons /si/.../fu/.../xi/../pá/..., fazendo movimentos alternados com o diafragma. (Repita o exercício 10 vezes)

Exercícios para Relaxamento da Musculatura - Região Cervical

1. Lateralize a cabeça para os lados, como se estivesse colocando a orelha no ombro (não faça esse movimento propriamente dito). Logo após para frente e para trás. Lembrando que no movimento para trás, o ideal é que se abra a boca.

2. Faça exercícios de rotação com a cabeça.

3. Faça movimentos de rotaqção com os ombros para trás e para frente.

4. Alongamento do músculo masséter: Com os polegares perto das orelhas, a medida que for abrindo a boca, deslise os dedos até uní-los ao queixo.  
Exercícios Vocais:

Para o Aquecimento, todos os exercícios devem ser realizados em direção aos agudos.

  1. Sons nasais /m/ e /n/ associados a movimentos de língua e mastigação. Ex: Faça Hummmm... mastigando-o.
  1. Sons Vibrantes: Vibração de língua ou lábios de preferência em escala ascendente (em direção aos agudos).
  1. Em escala cante plá-plé-plí-pló-plú... Logo após cante: pra-pré-prí-pró-prú.

OBS: Para que tais exercícios sejam mais fáceis de serem executados, o ideal é que tenha um teclado ou piano para que a escala fique correta.

 
 Ao final de cada apresentação deve-se realizar o DESAQUECIMENTO VOCAL, sendo este muito importante para a saúde e longevidade da voz.
O desaquecimento vocal, segundo BAXTER (1990), consiste no retorno à voz falada normal.

Desaquecimento:

1. Relaxamento facial pela técnica do bocejo: Abra a boca, como se estivesse com sono e suspire.

2. Rotação de cabeça com som gutural.

3. Sons nasais e/ou vibrantesem escala descendente.


 O aquecimento e desaquecimento vocal são importantíssimos, portanto, você que utiliza a voz como instrumento de trabalho, não se esqueça de realizar tais exercícios para que seu desempenho vocal seja sempre melhor do que almeja.
Cuide de sua voz! Voz é Vida! 
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Labirintite: Será que eu tenho?


O sistema de manutenção do equilíbrio humano depende da orelha interna, 
dos olhos, dos músculos e articulações. Se a orelha interna e outros 
elementos do equilíbrio estão prejudicados, sintomas como tontura, 
vertigem (tontura rotatória) e desequilíbrio podem aparecer. 
A severidade e tipo dos sintomas podem variar consideravelmente. Os 
sintomas podem ser assustadores e difíceis de descrever. As pessoas 
podem se sentir cansadas, ansiosas, inatentas. Podem apresentar 
também  dificuldades  para  ler  ou  realizar  contas  de  matemática.  Ir  para  o 
trabalho, para a escola, realizar tarefas, sair da cama pela manhã podem 
ser tarefas extremamente difíceis para algumas pessoas com tontura. 
Segue abaixo uma lista de sintomas comuns em pacientes com desordens 
vestibulares. Nem todos os pacientes vão sentir todos estes sintomas ou 
até mesmo podem sentir outros que não  estão citados neste texto. Além 
do mais, alguns destes sintomas podem estar relacionados também a 
outros tipos de doenças que não seja do labirinto. 

VERTIGEM E TONTURA 
¾ Sensação do ambiente girar em torno de você ou de você girar em 
torno do ambiente; 
¾ Sensação de cabeça vazia, de pisar em ovos, de como estar deitado 
numa rede ou dentro de um barco; 
¾ Sensação de estar sendo puxado para algum dos lados ou para 
frente ou para trás. 

EQUILÍBRIO E ORIENTAÇÃO ESPACIAL 
¾ Desequilíbrio, dificuldade para caminhar em linha reta ou desviar de 
obstáculos; 
¾ Dificuldade de coordenação; 
¾ Dificuldade para manter postura ereta, tendência para olhar para 
baixo para confirmar aonde está pisando; 
¾ Dificuldades para caminhar em superfícies irregulares; 
¾ Dores musculares e articular (devido ao desequilíbrio).


VISÃO 
¾ Dificuldades para focalizar objetos em movimento; as palavras da 
revista ou jornal parecem se movimentar, ou ficam borradas, ou se 
duplicam; 
¾ Desconforto quando em locais visualmente perturbados como 
supermercados, ruas muito cheias; 
¾ Sensibilidade à claridade, luzes fluorescentes; 
¾ Tendência em focar objetos que estão pertos e dificuldade para em 
focar objetos à distância; 
¾ Dificuldades para caminhar quando está escuro; 
¾ Percepção de profundidade ruim. 

AUDIÇÃO 
¾ Perda ou flutuação da audição; 
¾ Zumbido; 
¾ Não suporta muito bem lugares com som alto; 
¾ Aumento súbito de sons pode piorar sintomas da vertigem, tontura 
e desequilíbrio. 

COGNIÇÃO E O PSICOLÓGICO 
¾ Dificuldade para se concentrar, desatenção; 
¾ Lapsos de falta de memória; 
¾ Confusão, desorientação, dificuldade de compreender direções ou 
instruções; 
¾ Dificuldade de participar de conversas, eventos, especialmente 
quando o espaço é muito barulhento ou tem muito movimento; 
¾ Fadiga mental/física desproporcional à determinada atividade; 
¾ Perda da autoconfiança, auto-estima; 
¾ Ansiedade, pânico; 
¾ Depressão. 

OUTRAS 
¾ Náusea ou vômitos; 
¾ Sensibilidade aos movimentos; 
¾ Dor nos ouvidos; 
¾ Sensação de ouvido tampado; 
¾ Dores de cabeça; 
¾ Sensibilidade à mudanças de pressão, temperatura. 
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Labirintopatia e Reabilitação Vestibular

...LABIRINTOPATIA E REABILITAÇÃO VESTIBULAR

O que é labirintite?



O termo correto é labirintopatia, que é a afecção determinada por comprometimento do ouvido interno (labirinto). Labirintite seria a inflamação do labirinto, que é uma condição rara.



No primeiro sintoma. Muitas vezes, as pessoas, se auto-diagnosticam e se auto-medicam no primeiro sintoma de tontura. Julgam que o sintoma apresentado, foi decorrente de algum exagero alimentar, de um momento de estresse, de um nervosismo, e que logo vai passar. Aceitam, prontamente, o conselho medicamentoso de um amigo ou vizinho. 
O correto, para não deixar a doença se torne crônica, é procurar um médico de confiança que certamente o encaminhará para um otorrinolaringologista, já no primeiro episódio de tontura. 
  

A hipertensão arterial é uma das causas mais freqüentes de tonturas. Com o controle da pressão os sintomas desaparecem. Caso isso, não ocorra, deve-se pensar em micro infarto cerebral, especialmente na região do cerebelo.


PORTANTO SE VOCÊ...



...Perde o equilíbrio?


...Tem de vez em quando a sensação de estar bêbado?


...Tem a sensação de estar com a cabeça dentro da água?


...Sente fraqueza nas pernas?


...Cai com freqüência? Tem enjôo ou vômitos?


PROCURE UM FONOAUDIÓLOGO(A)! 

A Reabilitação Vestibular trata-se de um tratamento para  tonturas e vertigens, sendo estas providas do Sistema Vestibular (labirinto).

Sabe-se que o fonoaudiólogo é o profissional capacitado para avaliação e reabilitação do Sistema Auditivo, entretanto muitos profissionais de outras áreas têm se aprimorado nesta área e realizando a "Reabilitação Vestibular". 

EXERCÍCIOS DE REABILITAÇÃO LABIRÍNTICA


1. Com a cabeça fixa, movimente os olhos para a direita e para esquerda; para cima e para baixo, em dez duplos movimentos.



2.  Sentar, levantar, sentar. ( 10 vezes)


3.  Andar em linha reta olhando para os lados alternadamente

Estes são alguns exercícios que você poderá realizá-los em casa.

Uma outra recomendação importante é a caminhada por um período de no mínimo 30 minutos, olhando ao redor.
É um exercício prático e que poderá lhe render não só uma boa reabilitação mas a melhora da sua qualidade de vida.





Fonte: http://consultoriofono.blogspot.com/
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Dúvidas comuns dos pacientes que sofrem com a tontura!


“ESTÁ TUDO NA SUA CABEÇA”: FATORES ESTRESSANTES E 
DÚVIDAS COMUNS DOS PACIENTES QUE SOFREM COM A 
TONTURA. 

EU ESTOU INVENTANDO?  
Desordens vestibulares podem ser invisíveis e até mesmo imprevisíveis. 
Porém isto não quer dizer que são  imaginárias. Existe uma tendência 
cultural das pessoas de suspeitar que qualquer coisa que não apareça nos 
testes sanguíneos ou nos exames de imagem é “coisa da sua cabeça”. Isto 
não é verdade. 

EU SOU PREGUIÇOSO(A)? 

Quando na presença de uma desordem vestibular, o processo de manter o 
equilíbrio, que normalmente é inconsciente, agora se torna consciente. 
Este esforço demanda grande energia psicológica. Estudos sugerem que 
desordens vestibulares podem ter efeito na cognição do paciente (Hanes 
and McCollum 2006). 
Qualquer que seja a causa, pacientes com desordem vestibular podem não 
pensar, resolver problemas tão facilmente como faziam antigamente. E 
uma dúvida sempre vem à cabeça.... Será que estou simplesmente 
preguiçoso (a)? Os pacientes vêm descobrindo que se eles se esforçarem 
bastante eles conseguem realizar suas tarefas, talvez com uma demanda 
maior de energia, mas conseguem. 

EU NECESSITO DE CUIDADOS ESPECIAIS? 
Se você se acomoda com determinada dificuldade isto pode piorar. A 
psicoterapia pode auxiliar estes pacientes e suas famílias. Somente 
quando os pacientes realmente entendem a natureza da sua desordem 
estes podem desenvolver capacidade de se ajudar.  

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Reabilitação Vestibular



A queixa de vertigem, ou tontura do tipo rotatória, é muito comum, e pode ser secundária a doenças sediadas em outras partes do corpo humano. O termo “labirintite” pode representar 300 tipos de problemas com apro- ximadamente 2.000 causas clínicas.  A vertigem pode acometer todas as faixas etárias, porém estudos mostram que sua presença aumenta com a idade.

O sistema vestibular é essencial para o nosso senso de equilíbrio e movimento. Alterações neste sistema podem promover sintomas como tontura, visão borrada, dese- quilíbrio e náuseas.
O tipo e severidade dos sintomas variam bastante de acordo com cada tipo de desordem vestibular. Estes sintomas podem ser assustadores e difíceis de descrever. As pessoas que possuem tontura e/ou desequilíbrio podem relatar dificuldades de atenção, cansaço, ansiedade. Podem ter problemas de concentração, de realizar atividades rotineiras e até mesmo apresentar dificuldades para levantar da cama.

A reabilitação vestibular, consiste na realização de exercícios que podem reduzir e até mesmo eliminar os sintomas de tontura e desequilíbrio associados à uma desordem vestibular.
 































 
 
Normalmente é prescrito pelo médico medicamentos que reduzem a atividade do labirinto, reduzindo assim os sintomas. Entretanto, se estes medicamentos forem utilizados por um período prolongado, eles podem interferir no processo de adaptação vestibular, provocar sono- lência diária, reduzindo a capacidade do indivíduo de realizar suas atividades do dia-a-dia.

O uso de exercícios vestibulares possuem eficácia bem documentada na literatura mundial. Realizando regu- larmente conforme prescrição do especialista, vai havendo uma redução gradativa dos sintomas com o passar dos dias. Alguns pacientes relatam alívio imediato. A eficiência desses exercícios depende de sua indicação racional para uma desordem labiríntica conhecida.
Na vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) por exemplo, são realizadas manobras na cabeça do paciente a qual chamamos de manobras de reposição canalítica e/ou liberatórias. Já foi provado que estas manobras são mais eficazes que medicamentos ou qualquer outro tipo de exercício.



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LIVRO: Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

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Gagueira - Conceito e orientações


 A gagueira é um distúrbio de linguagem que compromete a fluência de sua fala, apresentando características como repetições e bloqueios, dificuldade na harmonia dos órgãos da articulação e respiração, alteração na velocidade da fala, movimentos corporais e facias associados.
·         Não deixe a criança perceber por palavras, gestos ou ações que você esta preocupado com sua maneira de falar.
·         Nunca chame a criança de gaga, não rotule.
·         Olhe para a criança quando fala, mostre interesse, faça-a sentir que você tem prazer em escutá-la.
·         Faça somente perguntas necessárias e que exigem respostas curtas.
·         Olhe bem nos olhos quando a criança fala, mantendo uma fisionomias serena, demonstrando interesse no que ele diz e não em como ele fala.
·         Se tiver de interromper a fala da criança, faça-o no fim de uma frase, nunca no começo ou no meio.
·         Dê um bom modelo de linguagem. Sempre que possível fale com seu filho calmamente e articulando bem as palavras.
·         Não excite a criança, desnecessariamente. Reduza o estresse, construa um ambiente calmo para ela.
·         Se notar que o seu filho esta preocupado com sua maneira de falar, diga que é normal crianças que estão ainda aprendendo a falar repetirem as palavras.
·         Não termine as frases por seu filho; tenha paciência e escute calmamente o que ele tem a dizer, mesmo que isso demore muito.
·         Se for um “bom dia”, explore a fluência ao máximo propondo atividades que ele tenha que falar mais como brincar de teatro, contar histórias, etc.
·         Se for um “dia ruim”, em que seu filho esteja gaguejando muito, arranje as coisas em que ele tenha poucas oportunidades de falar, como ver televisão e desenhar. Evite sua disfluência ao máximo.

Fonte: http://luyfonoaudiologia.blogspot.com/

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A Divulgação da Fonoaudiologia!

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Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”