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Pneumonia


Pneumonia e ATB - MEDCURSO


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Tamanho: 1,65 MB
Páginas: 55
Idioma: Português
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Obstrução Nasal - A resposta neural do nariz (Apostila)


Obstrução Nasal - A Resposta Neural do Nariz


Autora: Dra. Adriana Vidal Schmidt
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Páginas: 39
Idioma: Português
Hospedagem: Ziddu


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Função Respiratória (Apostila)


Função Respiratória


Apostila Medcurso
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Páginas: 53
Idioma: Português
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Assistência ao Paciente com Problemas Respiratório (Apostila)


UTI - Assistência ao Paciente com Problemas Respiratório


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Páginas: 42
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Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa


ENVELHECIMENTO E SAÚDE DA PESSOA IDOSA



Cadernos de Atenção Básica nº 19
Ministério da Saúde
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Tamanho: 2,36 Mb
Páginas: 192
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Envelhecimento
e memória:
foco na doença 
de Alzheimer

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Fonoaudiologia em Neonatologia



Qual é o papel do Fonoaudiólogo na Neonatologia?

Promover o desenvolvimento do sistema sensório motor oral por meio da estimulação da sucção não nutritiva e/ou nutritiva; garantir o sucesso do aleitamento materno; realizar orientações aos pais e o acompanhamento interdisciplinar; realizar o teste da orelhinha.

  1. Como é a avaliação fonoaudiológica nos bebês prematuros?

A avaliação deverá ser realizada quando o recém nascido está clinicamente estável, ou seja, com a frequência cardíaca e respiratória adequadas, com idade gestacional igual ou superior a 34 semanas e com um balanço calórico acima de 90Kcal/dia. É importante leitura prévia do prontuário e coleta de dados sobre a história do RN. Em seguida faremos a análise do ambiente no qual o RN encontra-se (se o mesmo está em incubadora, berço aquecido, berço comum, se faz uso de algum tipo de suporte respiratório, de sonda para alimentação, etc). Após a observação rigorosa dos critérios acima referidos, o RN é posicionado adequadamente e então será iniciada a avaliação propriamente dita. Avaliaremos a postura do RN (se este está organizado ou desorganizado) a presença dos reflexos de alimentação (busca, sucção, deglutição) e dos protetivos (gag, tosse), a coordenação entre o ato de sugar, deglutir e respirar e aspectos referentes a pressão intraoral, vedamento labial e canolamento de língua.

  1. Fonoaudiólogo atua em conjunto com outros profissionais?

Sim. Na Unidade de Cuidados Neonatais Progressivos, o fonoaudiólogo trabalha em conjunto com pediatras, neonatologistas, fisioterapeutas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos e assistentes sociais.

  1. Todos os bebês são encaminhados para a realização da Triagem Auditiva Neonatal (Teste da Orelhinha)?

Sim, todos os bebês são encaminhados para a realização do teste da orelhinha e orientados quanto a importância da realização do mesmo. A triagem é realizada no Ambulatório de Fonoaudiologia da UFMG, localizado no 3º andar do Hospital São Geraldo, por fonoaudióloga especialista em audiologia e com vasta experiência na realização da triagem. Em outros serviços este teste é realizado pela mesma fonoaudióloga que atua com estimulação do sistema sensório motor oral.

  1. O que é necessário para trabalhar nessa área?

Acredito que um curso de pós-graduação em Fonoaudiologia Hospitalar seja bastante importante, bem como cursos de aperfeiçoamento especificamente na área de Neonatologia e primeiros socorros, por exemplo.

Considerações do Grupo

A atuação do fonoaudiólogo no setor de Neonatologia ainda é pouco conhecida por parte dos profissionais que atuam dentro do hospital. Conforme dito na entrevista, este profissional atua dentro das unidades de Neonatologia com o objetivo de promover o bem estar do recém nascido e da família, prevenir alterações na deglutição, aplicando métodos que contribuem para a organização e coordenação entre o ato de sugar, deglutir e respirar, no incentivo e orientações quanto à importância do aleitamento materno, no controle dos estímulos ambientais como ruído e luminosidade, nas orientações em geral e na realização da Triagem Auditiva Neonatal.  Os fonoaudiólogos se integram à equipe no trabalho interdisciplinar e o seu papel é muito importante para a prevenção e detecção precoce de alterações alimentares e auditivas nos bebês, possibilitando às mães segurança para amamentar seus filhos e garantindo um adequado desenvolvimento das crianças.
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Fonoaudiologia no CALL CENTER


CALL CENTER

Nos dias de hoje, a função do operador de telemarketing é otimizar a captação direta e manutenção dos negócios, propiciando a satisfação dos clientes.
A comunicação oral é o único instrumento de trabalho do teleoperador. Para torná-la mais expressiva a Fonoaudiologia enfoca a saúde da voz, da fala,da linguagem e outras habilidades, como atitudes de assertividade e dinamismo.Naturalidade e auto-percepção, incluindo qualidade e dinâmica vocal na composição da expressividade oral e as escolhas lingüístico-discursivas.

ETAPAS DA ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

Avaliação Ambiental: nesta etapa, o fonoaudiólogo fará observações no local de trabalho com o objetivo de criar estratégias para a prevenção de danos auditivos e vocais aos teleoperadores e resgatar indivíduos que, por ventura, necessitem de novos ou mais avançados treinamentos.Além disso, trará para a rotina dos profissionais os exercícios aprendidos nos treinamentos realizados.
Avaliação Admissional e Periódica: com o objetivo de verificar a compatibilidade do perfil vocal à empresa, identificar fatores predisponentes a alterações vocais e minimizar essas alterações, decorrentes da demanda vocal, dos funcionários já contratos.
Treinamentos: todos os teleoperadores, recém contratados ou antigos funcionários, passarão por um treinamento vocal com o objetivo de preservar a audição e a saúde vocal, além de aperfeiçoar as habilidades comunicativas. Os treinamentos serão em grupos de oito pessoas feitos com duração de quatro horas, podendo ser divididas conforme a disposição de horários dos funcionários.
Tratamento: indicado para aqueles que já possuem queixa ou alteração vocal e necessitam de terapia específica. Serão realizadas sessões semanais, em grupos de quatro pessoas. O número de sessões dependerá da lesão e queixa de cada paciente.
Avaliação Ambiental:nesta etapa, o fonoaudiólogo fará observações no local de trabalho com o objetivo de criar estratégias para a prevenção de danos auditivos e vocais aos teleoperadores e resgatar indivíduos que, por ventura, necessitem de novos ou mais avançados treinamentos. Além disso, trará para a rotina dos profissionais os exercícios aprendidos nos treinamentos realizados.
Campanhas de Motivação: para que os teleoperadores não percam as técnicas e a rotina adquirida durante a fase de treinamento vocal.
Visitas mensais: à empresa com acompanhamento de toda a rotina dos profissionais.

Fonte: www.falemelhor.com.br
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CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO



A Fonoaudiologia teve nos últimos anos sua área de atuação expandida para setores até então pouco explorados. Um destes setores é o de atendimento a pacientes portadores de Câncer de Cabeça e Pescoço.
O câncer de cabeça e pescoço provoca alterações fonoaudiológicas com impacto na deglutição, voz, articulação e mastigação e os tipos de cirurgias que podem apresentar tais alterações podem ser as ressecções em cavidade oral e orofaringe (ressecção de lábios, de soalho de boca, mandíbula e língua) e laringe (laringectomias parciais e subtotais e laringectomias totais e faringolaringectomias).
A atuação fonoaudiológica ocorre em três etapas distintas do tratamento:
A primeira etapa refere-se ao atendimento pré-operatório, quando o fonoaudiólogo fornece ao paciente e seus familiares informações sobre as dificuldades de fala, voz e alimentação que podem decorrer do tratamento e sobre o processo de reabilitação fonoaudiológica propriamente dito.  É nesse momento que o vínculo terapêutico fonoaudiólogo/paciente se inicia e, por isso, sua importância.
A segunda etapa ocorre no pós-operatório. O fonoaudiólogo obtém informações sobre a cirurgia. Reforçando as informações fornecidas no período pré-cirúrgico, tranqüilizando o paciente quanto às dificuldades daquele momento, chamando a atenção para os aspectos que são provisórios e reforçando a ajuda que poderemos dar a ele para as mudanças definitivas.
A terceira etapa da atuação fonoaudiológica é composto pela reabilitação fonoaudiológica (avaliação e fonoterapia) e geralmente inicia após a alta hospitalar com o encaminhamento médico.
O principal objetivo da fonoterapia em câncer de cabeça e pescoço é a reabilitação da deglutição e da comunicação, para tanto, é realizado a avaliação fonoaudiológica para identificar o que está alterado, definindo o diagnóstico fonoaudiológico e a conduta terapêutica mais adequada. São observadas as condições da motricidade oral, voz (se presente), deglutição, articulação, presença de SNE (sonda naso-enteral) e presença de traqueostomia provisória ou definitiva.
A integração do fonoaudiólogo com a equipe interdisciplinar é essencial para que o indivíduo tenha as melhores possibilidades de adaptação após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço. É importante buscar uma melhor qualidade de vida para esses indivíduos.

Fonte: http://www.falemelhor.com.br



Neoplasias


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Tamanho: 1,39 MB
Slides: 27
Idioma: Português
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Fonoaudiologia Oncológica: Orientações aos pacientes Laringectomizados






Após a Laringectomia Total há uma alteração dos mecanismos de condução do ar até os pulmões. Na respiração do laringectomizado total o ar entra pelo traqueostoma, que é um orifício feito por cirurgia no pescoço. Na expiração, o ar sai dos pulmões e passa novamente pelo traqueostoma.

Assim, na respiração do laringectomizado total não há passagem de ar pela boca, o que torna independente a via digestiva (por onde passa a comida) das vias respiratórias (por onde passa o ar).
Observe as figuras ao lado para entender melhor este processo.
A laringectomia total acarreta a perda da voz laríngea. Contudo, isto não significa a perda da fala ou da linguagem. A reabilitação vocal é possível através da voz esofágica, que substitui a voz laríngea usando a via digestiva para produzir o som, ou através da utilização de próteses fonatórias.
A seguir listamos as dúvidas mais freqüentes das pessoas que foram laringectomizadas.

O que é uma Laringectomia total?
A Laringectomia total é a retirada da laringe.

Por que a Laringectomia total tem que ser feita?
A Laringectomia total é necessária por existir um tumor que afeta as cordas vocais (ou partes da laringe).
Após a laringectomia, há uma modificação dos caminhos da condução do ar e da alimentação: a inspiração do ar passa a ser feita pelo traqueostoma (orifício no pescoço). Os aparelhos respiratório e digestivo tornam-se separados e independentes.

Por que tem que haver uma abertura no pescoço?
Essa abertura, chamada traqueostoma, é necessária para a entrada e saída de ar dos pulmões. Após a laringectomia o ar não poderá circular nem pela boca nem pelo nariz, como acontecia antes.

Vou sempre respirar por esta abertura?
Sim, esta é a melhor forma encontrada para facilitar a respiração do laringectomizado total. A via digestiva já não se comunica mais com a via respiratória e, esta abertura definitiva no pescoço, é necessária para manter você vivo.

O que é cânula traqueal?
É um tubo curvado de metal ou de plástico, com uma pequena chapa protetora (para fixação).

Por que devo usar a cânula traqueal?A cânula impede o fechamento do traqueostoma

Durante quanto tempo precisarei usar a cânula? 
Alguns pacientes a usam permanentemente, outros, por um determinado período de tempo. Isto varia de indivíduo para indivíduo de acordo com a cicatrização do traqueostoma. Seu médico saberá o momento certo de retirá-la.
É importante a limpeza com a cânula? Qual a melhor maneira de limpá-la?
É importante manter a cânula limpa por questões higiênicas e para evitar que a secreção nela acumulada traga dificuldades respiratórias. A freqüência da limpeza depende da quantidade de muco acumulado. Lembre-se que é por este orifício que você respira. A cânula pode ser limpa com uma escova cilíndrica, sabão neutro e água corrente, pelo menos uma vez por dia, conforme a ilustração.
Devo proteger a traqueostomia contra a poeira?
Sim, pois a passagem do ar diretamente pelo traqueostoma (sem passar pelas cavidades nasais, onde normalmente é aquecido, umedecido e filtrado) exige o uso de uma proteção para impedir que partículas de poeira ou corpos estranhos cheguem aos pulmões. A traquéia deve ser, portanto, protegida contra poeira com uma cobertura apropriada.

Quais são os sintomas que indicam que há excesso de poeira na traquéia? O que posso fazer neste caso?
Normalmente um acesso de tosse o avisa do excesso de poeira que provoca a irritação. Outro sinal comum aparece através da secreção que, após algumas horas, adquire uma coloração diferente e sua consistência fica mais pegajosa.

Que tipo de protetor poderei usar no traqueostoma?
Uma cobertura (tipo babador) feita de crochê é usada mais freqüentemente. Este protetor deve cobrir o traqueostoma, protegendo-o, sem impedir a passagem do ar. 

Qual é a melhor maneira de tomar banho?
É preciso cuidado para não deixar entrar água pelo traqueostoma. Você certamente encontrará uma boa maneira para se proteger. Abaixando a cabeça ou protegendo o traqueostoma com a mão.
Hábitos do cotidiano
Posso continuar a fumar? 
Não pode. Além dos efeitos negativos do fumo, a sua respiração agora é feita pelo traqueostoma.


Posso tomar bebidas alcoólicas?
As bebidas alcoólicas devem ser evitadas.


Será que poderei voltar a trabalhar? Quando?


Você poderá voltar ao trabalho desde que seu estado geral de saúde lhe permita (dependendo também, é claro, do tipo de trabalho que você fazia antes da cirurgia). É necessário, nestes casos, conversar com seu médico sobre este problema.


Conseguirei levantar objetos pesados?


É possível que você não consiga levantar pesos como fazia antes. Em alguns casos, dependendo de uma pessoa para outra, com o decorrer do tempo isto pode ser possível. Converse com seu médico.


Poderei ter dificuldades ao engolir?


Isto não é muito comum, embora alguns pacientes possam sentir esta dificuldade. Caso isto aconteça, procure seu médico.


Será necessário ir ao médico periodicamente para fazer exames?


É muito importante que você compareça às revisões nas datas marcadas. Isto é fundamental para o controle de sua saúde.


Algum tipo de clima pode me fazer mal?


O clima quente é bom. Devem ser evitados os climas frios, secos ou os ambientes poluídos.


Acúmulo de secreções


Por que há maior eliminação de secreções pela manhã?


Todos os laringectomizados acumulam mais muco devido à quantidade maior de partículas que inalam, por falta do filtro natural, que é a mucosa da cavidade nasal. Lembre-se que no laringectomizado as narinas não filtram mais o ar inspirado. Depois de várias horas de sono, quando o reflexo da tosse está diminuído, há um acúmulo de muco maior que será todo eliminado pela manhã.


Qual é a melhor maneira de limpar o traqueostoma?


Tossindo e limpando a secreção expelida com cuidado. Ao tossir provocamos uma ação muscular que expulsa o muco mais facilmente. Caso você perceba vestígios de sangue no muco, marque uma consulta com seu médico. 


É possível colocar remédio no traqueostoma quando há infecção?


Sim, isto é possível desde que você peça orientações ao seu médico.





Voz esofágica
Existe alguma maneira que me permita falar novamente?

Sim, através da voz esofágica. Você não perdeu a fala nem a linguagem e sim, a voz laríngea. A voz esofágica é uma alternativa de comunicação para o laringectomizado total.

Quem me ajudará a aprender a usar a voz esofágica?
Um fonoaudiólogo lhe dará as orientações adequadas para a reabilitação da voz. O sucesso da reabilitação vocal dependerá também de você. A reabilitação total é um trabalho coletivo no qual todos devem colaborar, inclusive os familiares.


O que é a voz esofágica? Como é produzida?
É uma alternativa para a ausência de voz laríngea. A voz esofágica é produzida pela expulsão do ar que vem do esôfago que, ao fazer vibrar as suas paredes, emitem um som. Este som se transforma em sílabas, palavras e frases até o domínio total da fala. É importante lembrar que o ar que vem dos pulmões (sai pelo traqueostoma) segue um caminho diferente do ar que vem do esôfago (vai para a boca). Depois da laringectomia total estas estruturas ficam independentes.

Quando poderei começar a aprender a falar assim?
O ideal é você começar logo que recebe alta do hospital. Seu médico lhe encaminhará no momento certo, considerando sua situação clínica.

Quanto tempo levarei para aprender a falar com a voz esofágica?
É difícil estimar o tempo. Os resultados dependerão também de você, de sua facilidade de emitir o primeiro som e de uma prática constante.

Como fazer para usar bem a voz esofágica?
Através da prática diária, sempre seguindo as instruções do seu fonoaudiólogo.

Poderei voltar a falar no telefone?
Sim, poderá. A voz esofagiana é bastante nítida quando falada pelo telefone. Lembre-se que o telefone funciona como um amplificador, que pode melhorar bastante a clareza de sua comunicação.

O estado emocional interfere na voz esofágica?
Sim. Normalmente, quando as pessoas ficam emocionadas, elas sentem dificuldade para falar.

Como ficará minha vida sexual?
Ficará exatamente como estava antes da cirurgia. A compreensão do seu parceiro será muito importante para a recuperação de sua vida sexual. Lembre-se que a reabilitação total do laringectomizado é fruto de um esforço coletivo entre pacientes, profissionais e familiares.

Onde posso encontrar um fonoaudiólogo para me ajudar?
No Centro de Reabilitação ou na Seção de Cabeça e Pescoço do Hospital do Câncer do Instituto Nacional de Câncer.


Problemas respiratórios
O que fazer para socorrer um laringectomizado com problemas respiratórios?
Inicialmente, verifique se ele está usando a cânula. Caso sim, retire-a para observar se a respiração melhora (no caso da cânula estar entupida). Já se o paciente não estiver usando a cânula (ou não houver melhora com a sua retirada), o problema pode estar sendo causado por um acúmulo de secreções na traquéia. Sendo assim, faça a pessoa tossir com muita força para que as secreções saiam.
Se mesmo com tudo isto não houver melhora, procure imediatamente o hospital.
Obs. a respiração artificial no laringectomizado é feita diretamente no traqueostoma.
Por que devo freqüentar as reuniões de reabilitação vocal?
O contato com o grupo vai lhe ajudar muito a superar as dificuldades e tirar dúvidas. Além disso, as reuniões dão uma sensação de maior autonomia. O paciente consegue perceber como estes encontros são importantes para uma melhor e mais rápida utilização da voz esofageana.

Lembre-se que a reabilitação total do laringectomizado é um trabalho coletivo, com o qual todos devem colaborar, inclusive os familiares.


 Fonte: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=111








Direitos do Paciente com Câncer


Ministério da Saúde e InCa
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Tamanho: 349 kb
Páginas: 13
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A Importância do Fonoaudiólogo no tratamento Oncológico



De que forma o fonoaudiólogo pode ajudar durante o tratamento com câncer? Em quais tratamentos esse profissional é indicado?
O fonoaudiólogo é o profissional responsável pela comunicação, tanto a fala quanto a audição, e pela deglutição (ato de engolir líquidos e alimentos). Durante todo o processo oncológico, antes, durante e após o tratamento alguns pacientes podem apresentar alterações em qualquer destas funções. Compete ao fonoaudiólogo especialista saber avaliar, diagnosticar e identificar o momento de intervenção para o auxílio desses pacientes. Muitas vezes é necessário realizar uma avaliação antes do tratamento oncológico, seja ele por radioterapia, quimioterapia ou cirurgia.
Durante o tratamento de quais tipos de câncer, o paciente poderá procurar o auxílio do fonoaudiólogo?
As alterações de comunicação e de deglutição podem se manifestar em diversos tipos de câncer, os mais comuns são aqueles que se localizam na região da cabeça e do pescoço e no sistema nervoso central, por exemplo, cérebro. Alguns tipos de linfomas, tumores de pulmão e de mama são menos comuns, porém, podem acarretar alterações dessas funções. Lembrando que não apenas o tipo de câncer interfere na comunicação ou deglutição, também as diferentes formas de tratamento podem provocar essas alterações.
Por outro lado a presença de sonda de alimentação e de traqueostomia podem dificultar a deglutição do paciente. Desta forma, independente da localização do câncer, o paciente pode sentir dificuldade na fala ou na deglutição, pois estas são funções que dependem diretamente do bem estar físico, emocional e psíquico do indivíduo.
As alterações de fala, voz e de deglutição (passagem do alimento da boca ao estômago) podem ocorrer por diversas causas, de que maneira o profissional pode ajudar nesse sentido?
As alterações de fala e voz mais comuns são: dificuldade em emitir o som de algumas letras, de articular bem as palavras, rouquidão, voz fraca, muito fina ou grossa, esforço, cansaço ao falar e dificuldade para ser entendido pelos outros. Já na alimentação encontramos diversas manifestações como dificuldade de ingerir líquidos ou sólidos, tosses e engasgos freqüentes, falta de ar ao se alimentar, saída de líquidos pelo nariz entre outras. O papel do fonoaudiólogo é reabilitar, ou readaptar as funções alteradas, facilitando o dia a dia do paciente oncológico. Entretanto, há algumas manifestações silenciosas que não causam desconforto ao paciente durante a alimentação, estas, mesmo que imperceptíveis podem trazer vários riscos a saúde, dificultar o diagnóstico e retardar a procura por tratamento adequado. Nestes casos o fonoaudiólogo deve avaliar o paciente e se necessário indicar a realização de exames complementares que auxiliarão no correto diagnóstico.
Quais são os principais objetivos do tratamento com o fonoaudiólogo?
Restabelecer a comunicação e a alimentação do paciente da forma mais rápida e segura, reinseri-lo na sociedade como comunicador e adaptado às situações de alimentação promovendo bem-estar físico, emocional, social e profissional melhorando, assim, sua qualidade de vida
Quando o paciente deve procurar um fonoaudiólogo?
Sempre que sentir dificuldade em sua comunicação, seja na voz ou na fala ou audição. Sempre que apresentar engasgos ou qualquer dificuldade na deglutição dos líquidos e alimentos. Se precisar de avaliação videofluoroscópica ou videoendoscópica da deglutição. Se estiver em uso de sondas para alimentação e de traqueostomia, o paciente deve conversar com seu médico para realizar uma avaliação fonoaudiológica.
Quais são os efeitos que a cirurgia pode ocasionar ao paciente? E a radioterapia?
Os efeitos na comunicação e na deglutição podem variar conforme a localização do câncer, sua extensão e o tipo de tratamento realizado. Em linhas gerais, as cirurgias na região de cabeça e pescoço podem comprometer a integridade dos órgãos da fala e da deglutição como lábios, língua, laringe e palato, desta forma, prejudicar sua função correta. A radioterapia associada ou não a quimioterapia pode trazer edema local, rigidez de musculatura, alteração da sensibilidade entre outras sequelas, que ocasionarão alterações na fala e na deglutição do paciente.
Conte-nos a respeito do trabalho do GAO?
O Grupo de Apoio Oncológico (GAO) foi fundado em 2008 por profissionais mestres e doutores da área da saúde especializados em oncologia, que atuam na área clínica e acadêmica com enfoque em prevenção, suporte e reabilitação do paciente oncológico.
O grupo atua de forma interdisciplinar, nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, odontologia e psicologia. Oferece atendimento diferenciado aos pacientes e conta com a integração entre as especialidades, desta forma oferece um suporte completo ao paciente oncológico e aos seus familiares.

http://www.oncoguia.com.br/site/index.phpFonte: 
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Chicletes de nicotina aumenta o risco de câncer de boca!



Produto aumenta ainda risco de cáries e doenças na gengiva
Do R7



O primeiro estudo a analisar os ingredientes complexos contidos em produtos à base de tabaco, mas que não são cigarros, alerta que seu uso tem o potencial de causar doenças na boca como câncer e cáries. Um dos exemplos mais comuns, já disseminado no Brasil, é o chiclete de nicotina, indicado para fumantes que pretendem largar o vício ou poder mantê-lo em lugares fechados.
A análise dos pesquisadores, liderados por John V. Goodpaster, descobriram que os produtos contêm principalmente nicotina e uma variedade de ingredientes aromatizantes e edulcorantes, que podem prejudicar a saúde dos dentes. Outros ingredientes dissolvidos nos produtos têm chance de aumentar o risco de cáries. Um deles, a cumarina, foi banido como agente aromatizante em alimentos, devido à sua ligação a um risco de danos no fígado.
Diante disso, os pesquisadores observaram inúmeras evidências científicas sobre os potenciais efeitos adversos que a própria nicotina pode causar que vão desde doenças gengivais ao câncer de boca. 

- Os resultados aqui apresentados são os primeiros a revelar a complexidade dos produtos com tabaco solúvel e pode ser utilizado para avaliar os efeitos adversos à saúde. É importante compreender alguns dos possíveis efeitos toxicológicos de alguns dos ingredientes desses produtos.
A própria embalagem dos produtos indica outro fator perigoso. Segundo Goodpaster, elas podem ser confundidas com embalagens de guloseimas.
- As embalagens e o design desses produtos também podem ter apelo para as crianças, e alguns podem ser confundidos com doces.

Autoridades de saúde norte-americanas investigam essas evidências e mostram-se preocupadas se esses produtos que se dissolvem na boca e gengivas são de fato uma alternativa segura ao cigarro.
Essa e outras notícias em http://www.r7.com/
Fonte: http://doctorfono.blogspot.com/search/label/Fononcologia


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Fonoaudiologia em Cancerologia

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Dislexia? Procure um Fonoaudiólogo!

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Fissura Labiopalatina - Informações necessárias

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Tratamento Fonoaudiológico precoce nas Fissuras Labiopalatinas


O bebê portador de fissuras labiopalatina apresenta uma variedade de problemas que requerem a atuação de diversos profissionais. Além das cirurgias que devem ser submetidos, podem vir a apresentar problemas de fala, audição, dentários, ortodônticos, cosméticos e emocionais. Assim a família deve ser informada quanto a esses problemas e deve ser orientada a como lidar com eles, por isso é importante realizar um trabalho precoce. Hoje, nos permite ver, através de avanços ultrassonográficos, um feto fissurado ainda na vida ultra-uterina, em idade gestacional, a partir das 22 semanas.

Por muitos anos o tratamento fonoaudiológico para crianças fissuradas labiopalatinas foi dirigido apenas à reabilitação. Hoje, tem-se enfatizado a importância do tratamento precoce, desde a conscientização aos pais, com a chegada do bebê fissurado, com a amamentação, até o ato cirúrgico, dando continuidade no pós-cirúrgico.

O primeiro contato com os familiares é de suma importância, pois o nascimento de um bebê com alterações físicas, desestrutura o equilíbrio familiar de forma severa.

O tratamento fonoaudiológico precoce é dividido em seis áreas básicas: alimentação, hábitos, sensibilidade, linguagem e fala, audição, desenvolvimento neuropsicomotor.

Alimentação:
A alimentação o ideal é o aleitamento materno, mas diante da dificuldade da criança na alimentação ou da mãe em lidar com a situação, freqüentemente é adotada a mamadeira. O uso de sonda nasogástrica fica restrito a casos especiais. A postura da alimentação deverá ser totalmente vertical, para impedir o refluxo nasal e aspiração broncopulmonar. Se optar por mamadeira, deve-se usar o bico ortodôntico por ter o bulbo mais curto, o que propicia a anteriorização da língua.

Hábitos:
O uso de chupeta é indicado a fim de evitar a instalação de lábios nocivos, tais como a sucção digital. A chupeta utilizada é a ortodôntica, para estimular somente a porção anterior da boca, trazendo a língua para uma posição mais anterior, fornecendo inclusive a fortalecimento muscular.

Sensibilidade:
O trabalho de sensibilidade com bebês fissurados deve ser desenvolvido durante todo o seu primeiro ano de vida, pois é através dela que se fornecerá meios para obter um controle muscular efetivo. O tratamento fonoaudiológico precoce visa fornecer os estímulos sensoriais da parte anterior da cavidade oral a fim de evitar que movimentos compensatórios se fixem e sejam fortemente engramados centralmente, vindo a influenciar a aquisição de novas funções, tais como a fala.

Linguagem:
O desenvolvimento de linguagem nas crianças portadoras de fissuras labiopalatina é similar ao de crianças normais no que concerne aos mecanismos lingüísticos. Entretanto, fatores ambientais, culturais e emocionais podem influir positiva ou negativamente neste desenvolvimento. As hostilizações freqüentes a superproteção ou a falta de estimulação por parte dos familiares são fatores que atuam diretamente na aquisição da linguagem.

Fala:
A fala requer uma base de posições estáveis, aprendidas por todos os órgãos fonocuticulatórios; e mais requer coordenação de movimentos entre todos eles. Ela só pode ser produzida por ações motoras polifásicas e seqüenciais intimamente sincronizadas com a respiração. A avaliação precoce de fala é importante uma vez que a presença de determinados padrões articulatórios, a hipernasalidade e as emissões nasais, podem indicar uma inadequado funcionamento do esfíncter velofaríngico. O diagnóstico precoce destas inadequações é extremamente importante para que o tratamento fonoaudiológico seja iniciado o quanto antes para eliminar os movimentos compensatórios presentes e impedir a instalação de novos padrões errôneos.

Audição:
Crianças portadoras de fissuras labiopalatinas têm muita tendência a otites de repetição e a conseqüentes problemas, auditivos. Por isso, mês a mês, o especialista deve estar atento a audição desses pacientes. A otite média nas crianças decorrem da exposição da tuba auditiva à entrada de alimentos, traumas ou agentes infecciosos. Estudos recentes, no entanto referem de abertura da tuba auditiva, resultando no seu colapso permanente. Isso deve ao mau funcionamento do músculo tensor do véu palatino, responsável pelo sistema dilatador da tuba auditiva.

Desenvolvimento Neuropsicomotor:
Tendo em vista um atendimento mais global da criança portadora de fissuras labiopalatina, é necessário conhecer o desenvolvimento neuropsicomotor normal em seus aspectos principais. Para realização de exames neurológicos é necessário que o fonoaudiólogo tenha em mente aspectos das diferentes etapas do desenvolvimento.

ORIENTAÇÕES PRÉ E PÓS-CIRÚRGICAS DAS FISSURAS LABIOPALATINAS

Orientações das cirurgias os pais devem ser informados sobre: o tipo de procedimento cirúrgico ao qual o seu filho será submetido; ao tempo de procedimento; que reações o bebê pode ter no pós-operatório e que condutas tomar em relação à alimentação e outros cuidados gerais.

O acompanhamento fonoaudiológico não é interrompido durante o período da realização das cirurgias. Os pais são orientados nesse momento a cerca das mudanças que deverão ocorrer nos hábitos alimentares e cuidados gerais com seus filhos

Os cuidados pós-operatórios imediatos envolvem a alimentação, que deve ser reiniciada tão logo a criança esteja acordada da anestesia, mantendo dieta líquida e em temperatura ambiente.

A avaliação fonoaudiológica é realizada 30 dias após a queiloplastia, devendo ser observado o resultado cirúrgico quanto ao aspecto anatomofuncional: mobilidado, tônus muscular, cicatrizes, encurtamentos, entalhes ou aderências. A *mãe é orientada quanto às massagens e exercícios de mobilidade na região da cicatriz do lábio. As massagens tem por finalidade amenizar a hipertrofia da cicatriz, proporcionando mobilidade labial e elas são interrompidas quando a região cicatricial tornar-se mais maleável, sem sinal de hipertrofia, permitindo a mobilidade labial adequada.
* mãe = Pode-se também ser o “cuidador”, que é a pessoa que está mais próxima ao paciente, auxiliando o profissional em tarefas simples. Ex.: cuidador: irmão (ã), enfermeiro(a), parentes, pai, etc ..

A avaliação fonoaudiológica pós-palatoplastia é realizada também 30 dias após a cirurgia, observando-se o resultadocirúrgico da reconstrução anatomofuncional do palato mole, palato duro e arcadas alveolares.

O atendimento precoce por uma equipe multidisciplinar é essencial para a perfeita reabilitação do indivíduo portador de fissuralabiopalatina e desta maneira, propicia-se a interação do indivíduo portador de uma fissura labiopalatina o mais precocemente possível ao ambiente social de forma plena e satisfatória.


CLASSIFICAÇÃO DAS FISSURAS LABIOPALATINAS

Na literatura mundial encontramos inúmeras classificações. No Brasil, a mais difundida e utilizada atualmente é a classificação de SPÌNA (1972), tomando-se por base o forame incisivo:

Pré-forame incompleta, unilateral direita ou esquerda ou bilateral;
Pré-forame completa, unilateral direita ou esquerda ou bilateral;
Pós-forame completa;
Pós-forame incompleta;
Transforame, unilateral direita ou esquerda ou bilateral.
Encontramos ainda dentro da classificação das fissuras pós-forame, as fissuras submucosas e submucosas ocultam.



“Se é importante corrigir as características anormais da fala do fissurado palatal em algum tempo nas vidas de nossos paciente, então é ainda mais importante fazer isso antes que as marcas da rejeição ou o sentimento de anormalidade ou diferença sejam formados no desenvolvimento de suas personalidades”.

BIBLIOGRAFIA

ALTMANN, Elisa. Fissuras Labiopalatinas. 4ª ed. ver.ampl.atual. Carapicuíba-SP, 1997 pg 291 - 325.

CARRGIRÃO, Sérgio; LESSA, Sérgio; ZANINI, Silvio. Tratamento das Fissuras Labiopalatinas. Editora Revinter Ltda, Rio de janeiro RJ, 1996 pg. 185 - 191.

CAMPIOTTO, A.; LEVY, C.; HOLZHEIM, D.; RABINOVICH, K.; VICENTE, L.; CASTIGLIONI, M.; REDONDO, M. Tratado de Fonoaudiologia. Editado por FILHO, Otacícilo, Ed. Roca. São Paulo-SP, 1997 pg.: 829 - 834.


Fonte: http://www.fonoaudiologia.com/trabalhos/estudantes/estudante-006.htm

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Dificuldades de Deglutição no Idoso - Alguns cuidados na alimentação

FOLDER DE DISFAGIA

Dicas de Nutrição para o paciente Idoso

A qualidade de vida dos idosos está relacionada à possibilidade de se cumprir funções diárias básicas adequadamente, se sentir bem e viver de forma independente.
O envelhecimento é caracterizado por uma série de modificações fisiológicas e psicológicas que estão relacionadas, por sua vez, com alterações no estado nutricional.
A boa alimentação é uma preocupação constante também para a terceira idade, pois uma série de fatores, que enumeramos a seguir, podem causar deficiências importantes para o organismo:

Problemas odontológicos: falta dos dentes, próteses antigas e mal ajustadas e doenças da cavidade oral e das gengivas.
Problemas de deglutição: com dificuldade para engolir alimentos mais sólidos, devido a patologias da garganta e do esôfago.
Perda ou diminuição do paladar e do olfato (cheiro).
Problemas psico-geriátricos: principalmente depressão, tristeza, desânimo, apatia e solidão.
Uso de muitas medicações que podem trazer muitos efeitos colaterais e perda de apetite, bem como problemas gástricos, como azia e a gastrite.
Não ter quem prepare as refeições, levando o idoso a preferir alimentos de mais fácil preparo e consumo, na maioria ricos em calorias e açúcar, pobres em vitaminas e proteínas.

No idoso com demência, o ato de alimentar-se pode ser ainda mais complicado, pois pela confusão mental e pela dificuldade de realizar até as mais simples tarefas, como "fazer seu próprio prato" e levar o garfo à boca, podem gerar estresse, cansaço para ele e para seus cuidadores.

Acrescenta-se o fato de que, com o avanço da doença, o idoso tem cada vez mais dificuldade de mastigação e de deglutição de alimentos sólidos, o que pode provocar engasgos e tosse.

Assim, é importante o cuidador observar quando o idoso engasga ou tosse ao comer, pois poderá estar iniciando um quadro de disfagia (dificuldade de engolir), mais comum em fases mais tardias da doença de Alzheimer.

O controle do peso do idoso é importante e deve ser feito mensalmente. Na doença de Alzheimer e nas outras patologias que cursam com demência, em fases mais avançadas, os idosos podem apresentar perda de peso, lenta e gradual, mesmo com a dieta correta e adequada. Imagine com uma dieta errada e inadequada?

Portanto, todo o processo do ato da alimentação tem que ser bem planejado. A seguir, reunimos algumas dicas importantes e fáceis de aprender e aplicar, para facilitar a boa interação com o idoso.

ALGUMAS DICAS e RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS

A alimentação deve ser adequada e completa para atender às necessidades nutricionais;
Fazer de 5-6 refeições/dia de pequenos volumes, porém mais concentrada em calorias e nutrientes e bem diversificadas, para assegurar todo o aporte de vitaminas e sais minerais;
Cuidar da apresentação dos pratos e estimular a experimentação de novos sabores e sensações;
É primordial manter uma boa higiene bucal, cuidar da hidratação e da umidade da mucosa bucal e da língua;
Manter uma rotina e uma regularidade nos horários das refeições para minimizar as possíveis distrações (não ligar a televisão durante as refeições);
Utilizar utensílios adequados, como pratos que se fixem na mesa (com ventosas) e talheres de plásticos para evitar a autolesão;
Durante as refeições, o paciente deverá estar sentado com a inclinação correta da cabeça para favorecer a deglutição;
Adaptar a consistência para melhor mastigação e deglutição e evitar grumos, espinhas e cascas duras para o paciente não engasgar;
Beber água suficiente, principalmente para evitar os engasgos. Evitar administrá-la no período da noite e, em caso de disfagia a líquidos, usar espessantes;
Se houver alterações na deglutição, deve-se modificar a consistência dos alimentos sólidos e líquidos, utilizando alimentos com textura modificada e/ou espessantes (não mesclar texturas diferentes);
Usar temperos naturais como alho, cebola, cebolinha, cheiro verde, salsa, orégano e outros, evitando, assim, o abuso do sal.
Como medida de prevenção da constipação, assegurar quantidade suficiente de água, exercícios físicos regulares e alimentos ricos em fibras ou suplementos;
Diante de uma perda de peso, utilizar suplementos nutricionais orais e se o aporte de nutrientes for insuficiente, será necessário utilizar purês enriquecidos;
Os alimentos devem estar sempre em temperatura adequada, visto que, em fases mais avançadas, o paciente não consegue distinguir o quente do frio, estando mais exposto a lesões.


Fonte: http://www.nestle-nutricaodomiciliar.com.br/c_DICAS+NUTRICIONAIS-PACIENTE+ALZHEIMER.aspx
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