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CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO



A Fonoaudiologia teve nos últimos anos sua área de atuação expandida para setores até então pouco explorados. Um destes setores é o de atendimento a pacientes portadores de Câncer de Cabeça e Pescoço.
O câncer de cabeça e pescoço provoca alterações fonoaudiológicas com impacto na deglutição, voz, articulação e mastigação e os tipos de cirurgias que podem apresentar tais alterações podem ser as ressecções em cavidade oral e orofaringe (ressecção de lábios, de soalho de boca, mandíbula e língua) e laringe (laringectomias parciais e subtotais e laringectomias totais e faringolaringectomias).
A atuação fonoaudiológica ocorre em três etapas distintas do tratamento:
A primeira etapa refere-se ao atendimento pré-operatório, quando o fonoaudiólogo fornece ao paciente e seus familiares informações sobre as dificuldades de fala, voz e alimentação que podem decorrer do tratamento e sobre o processo de reabilitação fonoaudiológica propriamente dito.  É nesse momento que o vínculo terapêutico fonoaudiólogo/paciente se inicia e, por isso, sua importância.
A segunda etapa ocorre no pós-operatório. O fonoaudiólogo obtém informações sobre a cirurgia. Reforçando as informações fornecidas no período pré-cirúrgico, tranqüilizando o paciente quanto às dificuldades daquele momento, chamando a atenção para os aspectos que são provisórios e reforçando a ajuda que poderemos dar a ele para as mudanças definitivas.
A terceira etapa da atuação fonoaudiológica é composto pela reabilitação fonoaudiológica (avaliação e fonoterapia) e geralmente inicia após a alta hospitalar com o encaminhamento médico.
O principal objetivo da fonoterapia em câncer de cabeça e pescoço é a reabilitação da deglutição e da comunicação, para tanto, é realizado a avaliação fonoaudiológica para identificar o que está alterado, definindo o diagnóstico fonoaudiológico e a conduta terapêutica mais adequada. São observadas as condições da motricidade oral, voz (se presente), deglutição, articulação, presença de SNE (sonda naso-enteral) e presença de traqueostomia provisória ou definitiva.
A integração do fonoaudiólogo com a equipe interdisciplinar é essencial para que o indivíduo tenha as melhores possibilidades de adaptação após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço. É importante buscar uma melhor qualidade de vida para esses indivíduos.

Fonte: http://www.falemelhor.com.br



Neoplasias


Formato: PPT
Tamanho: 1,39 MB
Slides: 27
Idioma: Português
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Fonoaudiologia Oncológica: Orientações aos pacientes Laringectomizados






Após a Laringectomia Total há uma alteração dos mecanismos de condução do ar até os pulmões. Na respiração do laringectomizado total o ar entra pelo traqueostoma, que é um orifício feito por cirurgia no pescoço. Na expiração, o ar sai dos pulmões e passa novamente pelo traqueostoma.

Assim, na respiração do laringectomizado total não há passagem de ar pela boca, o que torna independente a via digestiva (por onde passa a comida) das vias respiratórias (por onde passa o ar).
Observe as figuras ao lado para entender melhor este processo.
A laringectomia total acarreta a perda da voz laríngea. Contudo, isto não significa a perda da fala ou da linguagem. A reabilitação vocal é possível através da voz esofágica, que substitui a voz laríngea usando a via digestiva para produzir o som, ou através da utilização de próteses fonatórias.
A seguir listamos as dúvidas mais freqüentes das pessoas que foram laringectomizadas.

O que é uma Laringectomia total?
A Laringectomia total é a retirada da laringe.

Por que a Laringectomia total tem que ser feita?
A Laringectomia total é necessária por existir um tumor que afeta as cordas vocais (ou partes da laringe).
Após a laringectomia, há uma modificação dos caminhos da condução do ar e da alimentação: a inspiração do ar passa a ser feita pelo traqueostoma (orifício no pescoço). Os aparelhos respiratório e digestivo tornam-se separados e independentes.

Por que tem que haver uma abertura no pescoço?
Essa abertura, chamada traqueostoma, é necessária para a entrada e saída de ar dos pulmões. Após a laringectomia o ar não poderá circular nem pela boca nem pelo nariz, como acontecia antes.

Vou sempre respirar por esta abertura?
Sim, esta é a melhor forma encontrada para facilitar a respiração do laringectomizado total. A via digestiva já não se comunica mais com a via respiratória e, esta abertura definitiva no pescoço, é necessária para manter você vivo.

O que é cânula traqueal?
É um tubo curvado de metal ou de plástico, com uma pequena chapa protetora (para fixação).

Por que devo usar a cânula traqueal?A cânula impede o fechamento do traqueostoma

Durante quanto tempo precisarei usar a cânula? 
Alguns pacientes a usam permanentemente, outros, por um determinado período de tempo. Isto varia de indivíduo para indivíduo de acordo com a cicatrização do traqueostoma. Seu médico saberá o momento certo de retirá-la.
É importante a limpeza com a cânula? Qual a melhor maneira de limpá-la?
É importante manter a cânula limpa por questões higiênicas e para evitar que a secreção nela acumulada traga dificuldades respiratórias. A freqüência da limpeza depende da quantidade de muco acumulado. Lembre-se que é por este orifício que você respira. A cânula pode ser limpa com uma escova cilíndrica, sabão neutro e água corrente, pelo menos uma vez por dia, conforme a ilustração.
Devo proteger a traqueostomia contra a poeira?
Sim, pois a passagem do ar diretamente pelo traqueostoma (sem passar pelas cavidades nasais, onde normalmente é aquecido, umedecido e filtrado) exige o uso de uma proteção para impedir que partículas de poeira ou corpos estranhos cheguem aos pulmões. A traquéia deve ser, portanto, protegida contra poeira com uma cobertura apropriada.

Quais são os sintomas que indicam que há excesso de poeira na traquéia? O que posso fazer neste caso?
Normalmente um acesso de tosse o avisa do excesso de poeira que provoca a irritação. Outro sinal comum aparece através da secreção que, após algumas horas, adquire uma coloração diferente e sua consistência fica mais pegajosa.

Que tipo de protetor poderei usar no traqueostoma?
Uma cobertura (tipo babador) feita de crochê é usada mais freqüentemente. Este protetor deve cobrir o traqueostoma, protegendo-o, sem impedir a passagem do ar. 

Qual é a melhor maneira de tomar banho?
É preciso cuidado para não deixar entrar água pelo traqueostoma. Você certamente encontrará uma boa maneira para se proteger. Abaixando a cabeça ou protegendo o traqueostoma com a mão.
Hábitos do cotidiano
Posso continuar a fumar? 
Não pode. Além dos efeitos negativos do fumo, a sua respiração agora é feita pelo traqueostoma.


Posso tomar bebidas alcoólicas?
As bebidas alcoólicas devem ser evitadas.


Será que poderei voltar a trabalhar? Quando?


Você poderá voltar ao trabalho desde que seu estado geral de saúde lhe permita (dependendo também, é claro, do tipo de trabalho que você fazia antes da cirurgia). É necessário, nestes casos, conversar com seu médico sobre este problema.


Conseguirei levantar objetos pesados?


É possível que você não consiga levantar pesos como fazia antes. Em alguns casos, dependendo de uma pessoa para outra, com o decorrer do tempo isto pode ser possível. Converse com seu médico.


Poderei ter dificuldades ao engolir?


Isto não é muito comum, embora alguns pacientes possam sentir esta dificuldade. Caso isto aconteça, procure seu médico.


Será necessário ir ao médico periodicamente para fazer exames?


É muito importante que você compareça às revisões nas datas marcadas. Isto é fundamental para o controle de sua saúde.


Algum tipo de clima pode me fazer mal?


O clima quente é bom. Devem ser evitados os climas frios, secos ou os ambientes poluídos.


Acúmulo de secreções


Por que há maior eliminação de secreções pela manhã?


Todos os laringectomizados acumulam mais muco devido à quantidade maior de partículas que inalam, por falta do filtro natural, que é a mucosa da cavidade nasal. Lembre-se que no laringectomizado as narinas não filtram mais o ar inspirado. Depois de várias horas de sono, quando o reflexo da tosse está diminuído, há um acúmulo de muco maior que será todo eliminado pela manhã.


Qual é a melhor maneira de limpar o traqueostoma?


Tossindo e limpando a secreção expelida com cuidado. Ao tossir provocamos uma ação muscular que expulsa o muco mais facilmente. Caso você perceba vestígios de sangue no muco, marque uma consulta com seu médico. 


É possível colocar remédio no traqueostoma quando há infecção?


Sim, isto é possível desde que você peça orientações ao seu médico.





Voz esofágica
Existe alguma maneira que me permita falar novamente?

Sim, através da voz esofágica. Você não perdeu a fala nem a linguagem e sim, a voz laríngea. A voz esofágica é uma alternativa de comunicação para o laringectomizado total.

Quem me ajudará a aprender a usar a voz esofágica?
Um fonoaudiólogo lhe dará as orientações adequadas para a reabilitação da voz. O sucesso da reabilitação vocal dependerá também de você. A reabilitação total é um trabalho coletivo no qual todos devem colaborar, inclusive os familiares.


O que é a voz esofágica? Como é produzida?
É uma alternativa para a ausência de voz laríngea. A voz esofágica é produzida pela expulsão do ar que vem do esôfago que, ao fazer vibrar as suas paredes, emitem um som. Este som se transforma em sílabas, palavras e frases até o domínio total da fala. É importante lembrar que o ar que vem dos pulmões (sai pelo traqueostoma) segue um caminho diferente do ar que vem do esôfago (vai para a boca). Depois da laringectomia total estas estruturas ficam independentes.

Quando poderei começar a aprender a falar assim?
O ideal é você começar logo que recebe alta do hospital. Seu médico lhe encaminhará no momento certo, considerando sua situação clínica.

Quanto tempo levarei para aprender a falar com a voz esofágica?
É difícil estimar o tempo. Os resultados dependerão também de você, de sua facilidade de emitir o primeiro som e de uma prática constante.

Como fazer para usar bem a voz esofágica?
Através da prática diária, sempre seguindo as instruções do seu fonoaudiólogo.

Poderei voltar a falar no telefone?
Sim, poderá. A voz esofagiana é bastante nítida quando falada pelo telefone. Lembre-se que o telefone funciona como um amplificador, que pode melhorar bastante a clareza de sua comunicação.

O estado emocional interfere na voz esofágica?
Sim. Normalmente, quando as pessoas ficam emocionadas, elas sentem dificuldade para falar.

Como ficará minha vida sexual?
Ficará exatamente como estava antes da cirurgia. A compreensão do seu parceiro será muito importante para a recuperação de sua vida sexual. Lembre-se que a reabilitação total do laringectomizado é fruto de um esforço coletivo entre pacientes, profissionais e familiares.

Onde posso encontrar um fonoaudiólogo para me ajudar?
No Centro de Reabilitação ou na Seção de Cabeça e Pescoço do Hospital do Câncer do Instituto Nacional de Câncer.


Problemas respiratórios
O que fazer para socorrer um laringectomizado com problemas respiratórios?
Inicialmente, verifique se ele está usando a cânula. Caso sim, retire-a para observar se a respiração melhora (no caso da cânula estar entupida). Já se o paciente não estiver usando a cânula (ou não houver melhora com a sua retirada), o problema pode estar sendo causado por um acúmulo de secreções na traquéia. Sendo assim, faça a pessoa tossir com muita força para que as secreções saiam.
Se mesmo com tudo isto não houver melhora, procure imediatamente o hospital.
Obs. a respiração artificial no laringectomizado é feita diretamente no traqueostoma.
Por que devo freqüentar as reuniões de reabilitação vocal?
O contato com o grupo vai lhe ajudar muito a superar as dificuldades e tirar dúvidas. Além disso, as reuniões dão uma sensação de maior autonomia. O paciente consegue perceber como estes encontros são importantes para uma melhor e mais rápida utilização da voz esofageana.

Lembre-se que a reabilitação total do laringectomizado é um trabalho coletivo, com o qual todos devem colaborar, inclusive os familiares.


 Fonte: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=111








Direitos do Paciente com Câncer


Ministério da Saúde e InCa
Formato: PDF
Tamanho: 349 kb
Páginas: 13
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A Importância do Fonoaudiólogo no tratamento Oncológico



De que forma o fonoaudiólogo pode ajudar durante o tratamento com câncer? Em quais tratamentos esse profissional é indicado?
O fonoaudiólogo é o profissional responsável pela comunicação, tanto a fala quanto a audição, e pela deglutição (ato de engolir líquidos e alimentos). Durante todo o processo oncológico, antes, durante e após o tratamento alguns pacientes podem apresentar alterações em qualquer destas funções. Compete ao fonoaudiólogo especialista saber avaliar, diagnosticar e identificar o momento de intervenção para o auxílio desses pacientes. Muitas vezes é necessário realizar uma avaliação antes do tratamento oncológico, seja ele por radioterapia, quimioterapia ou cirurgia.
Durante o tratamento de quais tipos de câncer, o paciente poderá procurar o auxílio do fonoaudiólogo?
As alterações de comunicação e de deglutição podem se manifestar em diversos tipos de câncer, os mais comuns são aqueles que se localizam na região da cabeça e do pescoço e no sistema nervoso central, por exemplo, cérebro. Alguns tipos de linfomas, tumores de pulmão e de mama são menos comuns, porém, podem acarretar alterações dessas funções. Lembrando que não apenas o tipo de câncer interfere na comunicação ou deglutição, também as diferentes formas de tratamento podem provocar essas alterações.
Por outro lado a presença de sonda de alimentação e de traqueostomia podem dificultar a deglutição do paciente. Desta forma, independente da localização do câncer, o paciente pode sentir dificuldade na fala ou na deglutição, pois estas são funções que dependem diretamente do bem estar físico, emocional e psíquico do indivíduo.
As alterações de fala, voz e de deglutição (passagem do alimento da boca ao estômago) podem ocorrer por diversas causas, de que maneira o profissional pode ajudar nesse sentido?
As alterações de fala e voz mais comuns são: dificuldade em emitir o som de algumas letras, de articular bem as palavras, rouquidão, voz fraca, muito fina ou grossa, esforço, cansaço ao falar e dificuldade para ser entendido pelos outros. Já na alimentação encontramos diversas manifestações como dificuldade de ingerir líquidos ou sólidos, tosses e engasgos freqüentes, falta de ar ao se alimentar, saída de líquidos pelo nariz entre outras. O papel do fonoaudiólogo é reabilitar, ou readaptar as funções alteradas, facilitando o dia a dia do paciente oncológico. Entretanto, há algumas manifestações silenciosas que não causam desconforto ao paciente durante a alimentação, estas, mesmo que imperceptíveis podem trazer vários riscos a saúde, dificultar o diagnóstico e retardar a procura por tratamento adequado. Nestes casos o fonoaudiólogo deve avaliar o paciente e se necessário indicar a realização de exames complementares que auxiliarão no correto diagnóstico.
Quais são os principais objetivos do tratamento com o fonoaudiólogo?
Restabelecer a comunicação e a alimentação do paciente da forma mais rápida e segura, reinseri-lo na sociedade como comunicador e adaptado às situações de alimentação promovendo bem-estar físico, emocional, social e profissional melhorando, assim, sua qualidade de vida
Quando o paciente deve procurar um fonoaudiólogo?
Sempre que sentir dificuldade em sua comunicação, seja na voz ou na fala ou audição. Sempre que apresentar engasgos ou qualquer dificuldade na deglutição dos líquidos e alimentos. Se precisar de avaliação videofluoroscópica ou videoendoscópica da deglutição. Se estiver em uso de sondas para alimentação e de traqueostomia, o paciente deve conversar com seu médico para realizar uma avaliação fonoaudiológica.
Quais são os efeitos que a cirurgia pode ocasionar ao paciente? E a radioterapia?
Os efeitos na comunicação e na deglutição podem variar conforme a localização do câncer, sua extensão e o tipo de tratamento realizado. Em linhas gerais, as cirurgias na região de cabeça e pescoço podem comprometer a integridade dos órgãos da fala e da deglutição como lábios, língua, laringe e palato, desta forma, prejudicar sua função correta. A radioterapia associada ou não a quimioterapia pode trazer edema local, rigidez de musculatura, alteração da sensibilidade entre outras sequelas, que ocasionarão alterações na fala e na deglutição do paciente.
Conte-nos a respeito do trabalho do GAO?
O Grupo de Apoio Oncológico (GAO) foi fundado em 2008 por profissionais mestres e doutores da área da saúde especializados em oncologia, que atuam na área clínica e acadêmica com enfoque em prevenção, suporte e reabilitação do paciente oncológico.
O grupo atua de forma interdisciplinar, nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, odontologia e psicologia. Oferece atendimento diferenciado aos pacientes e conta com a integração entre as especialidades, desta forma oferece um suporte completo ao paciente oncológico e aos seus familiares.

http://www.oncoguia.com.br/site/index.phpFonte: 
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Chicletes de nicotina aumenta o risco de câncer de boca!



Produto aumenta ainda risco de cáries e doenças na gengiva
Do R7



O primeiro estudo a analisar os ingredientes complexos contidos em produtos à base de tabaco, mas que não são cigarros, alerta que seu uso tem o potencial de causar doenças na boca como câncer e cáries. Um dos exemplos mais comuns, já disseminado no Brasil, é o chiclete de nicotina, indicado para fumantes que pretendem largar o vício ou poder mantê-lo em lugares fechados.
A análise dos pesquisadores, liderados por John V. Goodpaster, descobriram que os produtos contêm principalmente nicotina e uma variedade de ingredientes aromatizantes e edulcorantes, que podem prejudicar a saúde dos dentes. Outros ingredientes dissolvidos nos produtos têm chance de aumentar o risco de cáries. Um deles, a cumarina, foi banido como agente aromatizante em alimentos, devido à sua ligação a um risco de danos no fígado.
Diante disso, os pesquisadores observaram inúmeras evidências científicas sobre os potenciais efeitos adversos que a própria nicotina pode causar que vão desde doenças gengivais ao câncer de boca. 

- Os resultados aqui apresentados são os primeiros a revelar a complexidade dos produtos com tabaco solúvel e pode ser utilizado para avaliar os efeitos adversos à saúde. É importante compreender alguns dos possíveis efeitos toxicológicos de alguns dos ingredientes desses produtos.
A própria embalagem dos produtos indica outro fator perigoso. Segundo Goodpaster, elas podem ser confundidas com embalagens de guloseimas.
- As embalagens e o design desses produtos também podem ter apelo para as crianças, e alguns podem ser confundidos com doces.

Autoridades de saúde norte-americanas investigam essas evidências e mostram-se preocupadas se esses produtos que se dissolvem na boca e gengivas são de fato uma alternativa segura ao cigarro.
Essa e outras notícias em http://www.r7.com/
Fonte: http://doctorfono.blogspot.com/search/label/Fononcologia


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Fonoaudiologia em Cancerologia

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Dislexia? Procure um Fonoaudiólogo!

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Fissura Labiopalatina - Informações necessárias

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Tratamento Fonoaudiológico precoce nas Fissuras Labiopalatinas


O bebê portador de fissuras labiopalatina apresenta uma variedade de problemas que requerem a atuação de diversos profissionais. Além das cirurgias que devem ser submetidos, podem vir a apresentar problemas de fala, audição, dentários, ortodônticos, cosméticos e emocionais. Assim a família deve ser informada quanto a esses problemas e deve ser orientada a como lidar com eles, por isso é importante realizar um trabalho precoce. Hoje, nos permite ver, através de avanços ultrassonográficos, um feto fissurado ainda na vida ultra-uterina, em idade gestacional, a partir das 22 semanas.

Por muitos anos o tratamento fonoaudiológico para crianças fissuradas labiopalatinas foi dirigido apenas à reabilitação. Hoje, tem-se enfatizado a importância do tratamento precoce, desde a conscientização aos pais, com a chegada do bebê fissurado, com a amamentação, até o ato cirúrgico, dando continuidade no pós-cirúrgico.

O primeiro contato com os familiares é de suma importância, pois o nascimento de um bebê com alterações físicas, desestrutura o equilíbrio familiar de forma severa.

O tratamento fonoaudiológico precoce é dividido em seis áreas básicas: alimentação, hábitos, sensibilidade, linguagem e fala, audição, desenvolvimento neuropsicomotor.

Alimentação:
A alimentação o ideal é o aleitamento materno, mas diante da dificuldade da criança na alimentação ou da mãe em lidar com a situação, freqüentemente é adotada a mamadeira. O uso de sonda nasogástrica fica restrito a casos especiais. A postura da alimentação deverá ser totalmente vertical, para impedir o refluxo nasal e aspiração broncopulmonar. Se optar por mamadeira, deve-se usar o bico ortodôntico por ter o bulbo mais curto, o que propicia a anteriorização da língua.

Hábitos:
O uso de chupeta é indicado a fim de evitar a instalação de lábios nocivos, tais como a sucção digital. A chupeta utilizada é a ortodôntica, para estimular somente a porção anterior da boca, trazendo a língua para uma posição mais anterior, fornecendo inclusive a fortalecimento muscular.

Sensibilidade:
O trabalho de sensibilidade com bebês fissurados deve ser desenvolvido durante todo o seu primeiro ano de vida, pois é através dela que se fornecerá meios para obter um controle muscular efetivo. O tratamento fonoaudiológico precoce visa fornecer os estímulos sensoriais da parte anterior da cavidade oral a fim de evitar que movimentos compensatórios se fixem e sejam fortemente engramados centralmente, vindo a influenciar a aquisição de novas funções, tais como a fala.

Linguagem:
O desenvolvimento de linguagem nas crianças portadoras de fissuras labiopalatina é similar ao de crianças normais no que concerne aos mecanismos lingüísticos. Entretanto, fatores ambientais, culturais e emocionais podem influir positiva ou negativamente neste desenvolvimento. As hostilizações freqüentes a superproteção ou a falta de estimulação por parte dos familiares são fatores que atuam diretamente na aquisição da linguagem.

Fala:
A fala requer uma base de posições estáveis, aprendidas por todos os órgãos fonocuticulatórios; e mais requer coordenação de movimentos entre todos eles. Ela só pode ser produzida por ações motoras polifásicas e seqüenciais intimamente sincronizadas com a respiração. A avaliação precoce de fala é importante uma vez que a presença de determinados padrões articulatórios, a hipernasalidade e as emissões nasais, podem indicar uma inadequado funcionamento do esfíncter velofaríngico. O diagnóstico precoce destas inadequações é extremamente importante para que o tratamento fonoaudiológico seja iniciado o quanto antes para eliminar os movimentos compensatórios presentes e impedir a instalação de novos padrões errôneos.

Audição:
Crianças portadoras de fissuras labiopalatinas têm muita tendência a otites de repetição e a conseqüentes problemas, auditivos. Por isso, mês a mês, o especialista deve estar atento a audição desses pacientes. A otite média nas crianças decorrem da exposição da tuba auditiva à entrada de alimentos, traumas ou agentes infecciosos. Estudos recentes, no entanto referem de abertura da tuba auditiva, resultando no seu colapso permanente. Isso deve ao mau funcionamento do músculo tensor do véu palatino, responsável pelo sistema dilatador da tuba auditiva.

Desenvolvimento Neuropsicomotor:
Tendo em vista um atendimento mais global da criança portadora de fissuras labiopalatina, é necessário conhecer o desenvolvimento neuropsicomotor normal em seus aspectos principais. Para realização de exames neurológicos é necessário que o fonoaudiólogo tenha em mente aspectos das diferentes etapas do desenvolvimento.

ORIENTAÇÕES PRÉ E PÓS-CIRÚRGICAS DAS FISSURAS LABIOPALATINAS

Orientações das cirurgias os pais devem ser informados sobre: o tipo de procedimento cirúrgico ao qual o seu filho será submetido; ao tempo de procedimento; que reações o bebê pode ter no pós-operatório e que condutas tomar em relação à alimentação e outros cuidados gerais.

O acompanhamento fonoaudiológico não é interrompido durante o período da realização das cirurgias. Os pais são orientados nesse momento a cerca das mudanças que deverão ocorrer nos hábitos alimentares e cuidados gerais com seus filhos

Os cuidados pós-operatórios imediatos envolvem a alimentação, que deve ser reiniciada tão logo a criança esteja acordada da anestesia, mantendo dieta líquida e em temperatura ambiente.

A avaliação fonoaudiológica é realizada 30 dias após a queiloplastia, devendo ser observado o resultado cirúrgico quanto ao aspecto anatomofuncional: mobilidado, tônus muscular, cicatrizes, encurtamentos, entalhes ou aderências. A *mãe é orientada quanto às massagens e exercícios de mobilidade na região da cicatriz do lábio. As massagens tem por finalidade amenizar a hipertrofia da cicatriz, proporcionando mobilidade labial e elas são interrompidas quando a região cicatricial tornar-se mais maleável, sem sinal de hipertrofia, permitindo a mobilidade labial adequada.
* mãe = Pode-se também ser o “cuidador”, que é a pessoa que está mais próxima ao paciente, auxiliando o profissional em tarefas simples. Ex.: cuidador: irmão (ã), enfermeiro(a), parentes, pai, etc ..

A avaliação fonoaudiológica pós-palatoplastia é realizada também 30 dias após a cirurgia, observando-se o resultadocirúrgico da reconstrução anatomofuncional do palato mole, palato duro e arcadas alveolares.

O atendimento precoce por uma equipe multidisciplinar é essencial para a perfeita reabilitação do indivíduo portador de fissuralabiopalatina e desta maneira, propicia-se a interação do indivíduo portador de uma fissura labiopalatina o mais precocemente possível ao ambiente social de forma plena e satisfatória.


CLASSIFICAÇÃO DAS FISSURAS LABIOPALATINAS

Na literatura mundial encontramos inúmeras classificações. No Brasil, a mais difundida e utilizada atualmente é a classificação de SPÌNA (1972), tomando-se por base o forame incisivo:

Pré-forame incompleta, unilateral direita ou esquerda ou bilateral;
Pré-forame completa, unilateral direita ou esquerda ou bilateral;
Pós-forame completa;
Pós-forame incompleta;
Transforame, unilateral direita ou esquerda ou bilateral.
Encontramos ainda dentro da classificação das fissuras pós-forame, as fissuras submucosas e submucosas ocultam.



“Se é importante corrigir as características anormais da fala do fissurado palatal em algum tempo nas vidas de nossos paciente, então é ainda mais importante fazer isso antes que as marcas da rejeição ou o sentimento de anormalidade ou diferença sejam formados no desenvolvimento de suas personalidades”.

BIBLIOGRAFIA

ALTMANN, Elisa. Fissuras Labiopalatinas. 4ª ed. ver.ampl.atual. Carapicuíba-SP, 1997 pg 291 - 325.

CARRGIRÃO, Sérgio; LESSA, Sérgio; ZANINI, Silvio. Tratamento das Fissuras Labiopalatinas. Editora Revinter Ltda, Rio de janeiro RJ, 1996 pg. 185 - 191.

CAMPIOTTO, A.; LEVY, C.; HOLZHEIM, D.; RABINOVICH, K.; VICENTE, L.; CASTIGLIONI, M.; REDONDO, M. Tratado de Fonoaudiologia. Editado por FILHO, Otacícilo, Ed. Roca. São Paulo-SP, 1997 pg.: 829 - 834.


Fonte: http://www.fonoaudiologia.com/trabalhos/estudantes/estudante-006.htm

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Dificuldades de Deglutição no Idoso - Alguns cuidados na alimentação

FOLDER DE DISFAGIA

Dicas de Nutrição para o paciente Idoso

A qualidade de vida dos idosos está relacionada à possibilidade de se cumprir funções diárias básicas adequadamente, se sentir bem e viver de forma independente.
O envelhecimento é caracterizado por uma série de modificações fisiológicas e psicológicas que estão relacionadas, por sua vez, com alterações no estado nutricional.
A boa alimentação é uma preocupação constante também para a terceira idade, pois uma série de fatores, que enumeramos a seguir, podem causar deficiências importantes para o organismo:

Problemas odontológicos: falta dos dentes, próteses antigas e mal ajustadas e doenças da cavidade oral e das gengivas.
Problemas de deglutição: com dificuldade para engolir alimentos mais sólidos, devido a patologias da garganta e do esôfago.
Perda ou diminuição do paladar e do olfato (cheiro).
Problemas psico-geriátricos: principalmente depressão, tristeza, desânimo, apatia e solidão.
Uso de muitas medicações que podem trazer muitos efeitos colaterais e perda de apetite, bem como problemas gástricos, como azia e a gastrite.
Não ter quem prepare as refeições, levando o idoso a preferir alimentos de mais fácil preparo e consumo, na maioria ricos em calorias e açúcar, pobres em vitaminas e proteínas.

No idoso com demência, o ato de alimentar-se pode ser ainda mais complicado, pois pela confusão mental e pela dificuldade de realizar até as mais simples tarefas, como "fazer seu próprio prato" e levar o garfo à boca, podem gerar estresse, cansaço para ele e para seus cuidadores.

Acrescenta-se o fato de que, com o avanço da doença, o idoso tem cada vez mais dificuldade de mastigação e de deglutição de alimentos sólidos, o que pode provocar engasgos e tosse.

Assim, é importante o cuidador observar quando o idoso engasga ou tosse ao comer, pois poderá estar iniciando um quadro de disfagia (dificuldade de engolir), mais comum em fases mais tardias da doença de Alzheimer.

O controle do peso do idoso é importante e deve ser feito mensalmente. Na doença de Alzheimer e nas outras patologias que cursam com demência, em fases mais avançadas, os idosos podem apresentar perda de peso, lenta e gradual, mesmo com a dieta correta e adequada. Imagine com uma dieta errada e inadequada?

Portanto, todo o processo do ato da alimentação tem que ser bem planejado. A seguir, reunimos algumas dicas importantes e fáceis de aprender e aplicar, para facilitar a boa interação com o idoso.

ALGUMAS DICAS e RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS

A alimentação deve ser adequada e completa para atender às necessidades nutricionais;
Fazer de 5-6 refeições/dia de pequenos volumes, porém mais concentrada em calorias e nutrientes e bem diversificadas, para assegurar todo o aporte de vitaminas e sais minerais;
Cuidar da apresentação dos pratos e estimular a experimentação de novos sabores e sensações;
É primordial manter uma boa higiene bucal, cuidar da hidratação e da umidade da mucosa bucal e da língua;
Manter uma rotina e uma regularidade nos horários das refeições para minimizar as possíveis distrações (não ligar a televisão durante as refeições);
Utilizar utensílios adequados, como pratos que se fixem na mesa (com ventosas) e talheres de plásticos para evitar a autolesão;
Durante as refeições, o paciente deverá estar sentado com a inclinação correta da cabeça para favorecer a deglutição;
Adaptar a consistência para melhor mastigação e deglutição e evitar grumos, espinhas e cascas duras para o paciente não engasgar;
Beber água suficiente, principalmente para evitar os engasgos. Evitar administrá-la no período da noite e, em caso de disfagia a líquidos, usar espessantes;
Se houver alterações na deglutição, deve-se modificar a consistência dos alimentos sólidos e líquidos, utilizando alimentos com textura modificada e/ou espessantes (não mesclar texturas diferentes);
Usar temperos naturais como alho, cebola, cebolinha, cheiro verde, salsa, orégano e outros, evitando, assim, o abuso do sal.
Como medida de prevenção da constipação, assegurar quantidade suficiente de água, exercícios físicos regulares e alimentos ricos em fibras ou suplementos;
Diante de uma perda de peso, utilizar suplementos nutricionais orais e se o aporte de nutrientes for insuficiente, será necessário utilizar purês enriquecidos;
Os alimentos devem estar sempre em temperatura adequada, visto que, em fases mais avançadas, o paciente não consegue distinguir o quente do frio, estando mais exposto a lesões.


Fonte: http://www.nestle-nutricaodomiciliar.com.br/c_DICAS+NUTRICIONAIS-PACIENTE+ALZHEIMER.aspx
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Dislexia - Tire suas dúvidas!


A avaliação é importante?
Sim, muito importante. Ela é fundamental para entender o que está acontecendo com o indivíduo que apresenta sintomas de distúrbio de aprendizagem. É pela avaliação que se tem condições de um encaminhamento adequado a cada caso, considerando as várias possibilidades, inclusive de manifestação da própria dislexia.

E porque um diagnóstico multidisciplinar e de exclusão?
Somente um diagnóstico multidisciplinar pode identificar com precisão o que está ocorrendo. Os distúrbios de leitura e escrita são os fatores de maior incidência em sala de aula, mas nem todos têm uma causa comum. Embora a dislexia seja o maior índice, outros fatores também podem causar os mesmos sintomas; distúrbios psicológicos, neurológicos, oftalmológicos, etc.
Uma equipe multidisciplinar analisa o indivíduo como um todo, verificando todas as possibilidades. Não se parte da dislexia, mas se chega à dislexia, excluindo qualquer outra possibilidade. Por outro lado, se um outro fator for confirmado, o encaminhamento também se dará de modo que o avaliado possa ter um acompanhamento adequado.
Com relação à dislexia ocorre o mesmo; são considerados os inúmeros fatores e as características de cada paciente, para se fazer um encaminhamento adequado a cada caso. Um relatório é entregue ao paciente ou responsável (no caso de menores) e este relatório deve ser apresentado ao profissional que fará o acompanhamento, permitindo a este, adotando a linha que mais lhe convier, direcionar imediatamente suas intervenções, alcançando assim resultados mais eficazes em menor tempo.

O disléxico precisará sempre de suporte e/ou acompanhamento profissional?
Uma pessoa disléxica sempre será um disléxico, não podemos alterar esse fato, mas com acompanhamento adequado, mediante uma avaliação adequada, o disléxico evoluirá de forma consistente em seu acompanhamento até obter alta. Esse tempo de acompanhamento vai variar de disléxico para disléxico, além do que temos que considerar os diferentes graus da dislexia (leve, moderado e severo). Ele pode variar de dois a cinco anos. Embora esse tempo seja considerado longo para algumas pessoas, desde o princípio do acompanhamento o próprio disléxico, como os familiares e a escola poderão notar as mudanças, o que vai ser altamente positivo para sua vida acadêmica,familiar, social e profissional.
Observação: Se não forem sentidas mudanças significativas no primeiro ano de acompanhamento (vamos considerar um tempo de entrosamento entre profissional e paciente e ainda de entrosamento com o próprio tratamento), entre em contato com membros da equipe que realizou o diagnóstico. Verifique se o relatório foi redigido adequadamente e se este está sendo considerado para elaborar o plano de acompanhamento. Deve-se lembrar sempre, que o disléxico tem uma dificuldade, não uma impossibilidade. Devidamente acompanhado ele vai paulatinamente superando ou contornando suas dificuldades.

Há algum método ou linha eficaz?
Não há nenhuma linha de tratamento que seja considerada ‘’a melhor’’ ou ‘’a única’’. O importante é a aceitação e adaptação do próprio disléxico à linha adotada pelo profissional. O que podemos dizer é que como a principal característica dos disléxicos é a dificuldade da relação entre a letra e o som (Fonema -Grafema), na terapia deverá ser enfatizado o método Fônico. Deve-se também treinar a memória imediata a percepção visual e auditiva. É sugerido que se adote o método multissensorial, cumulativo e sistemático. Ou seja, deve-se utilizar ao máximo todos os sentidos. Um exemplo básico é poder ler e ouvir enquanto se escreve. O disléxico assimila muito bem tudo que é vivenciado concretamente.

Qual a idade ideal para se fazer um diagnóstico?
Qualquer idade, sendo adulto ou jovem terá atendimento adequado a sua faixa etária. Muitas vezes, antes do primeiro ano de alfabetização, poderá acorrer um ‘’quadro de risco’’, ou seja, poderá não ser confirmada a dislexia, mas também não se descartam outros fatores. Podemos sugerir um acompanhamento adequado e fazer uma observação mais cuidadosa, até podermos diagnosticar com precisão após a alfabetização se há, de fato, a presença de um quadro de dislexia.
O diagnóstico é multidisciplinar de exclusão. A equipe de profissionais das áreas de Fonoaudiologia, Psicologia, e Psicopedagogia se inserem no quadro de terapeutas especializados a tratarem dislexia. As equipes estão preparadas para o diagnóstico diferencial dos distúrbios de aprendizagem e não se fecham em si mesmas. Havendo necessidade, há encaminhamento para outros profissionais, para pareceres quanto à possibilidade de ocorrência de outros fatores.
Uma primeira entrevista com os pais (anamnese), onde estes receberão um questionário para responder em família; no caso de crianças e adolescentes estes também receberão um questionário para responder individualmente. Também pede-se audiometria e exame oftalmológico para descartar problemas nestas áreas. Os locais para esses exames podem ser indicados pela profissional responsável, ou feito em locais onde o convênio do paciente cubra as despesas. Após a primeira entrevista com os pais ou responsável, inicia-se a avaliação com a criança.

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Fonoaudiologia Domiciliar - Home Care

Se buscarmos o que significa Home Care descobriremos que a palavra é de origem inglesa.

A palavra "Home" significa "lar", e a palavra "Care" traduz-se por "cuidados".

Portanto, Home Care tem o significado literal de "cuidados no lar".

Quando um membro da família fica doente, a ponto de ficar dependente de cuidados e apoio de terceiros, independente de seu quadro patológico, uma das partes mais graves na realidade do lar é a adaptação da família e do próprio paciente em estabelecer a situação de dependencia e a interrupção "parcial" ou completa de suas atividades anteriores.
Por mais que a família diga não se importar em cuidar daquele tão amado parente, o paciente continua a se sentir um peso.
E por mais que a família não reclame, muitas vezes é visível seu estado de esgotamento físico e/ou mental.
A Fonoaudiologia em Home Care é a atuação fonoaudiológica realizada em domicílio, à pacientes com limitações funcionais importantes, buscando manter o seu estado de saúde e/ou minimizar os efeitos causados pela doença, contribuindo dessa forma, para a melhora da sua qualidade de vida e de seus familiares.

O ambiente familiar reúne as condições físicas, afetivas e sociais que são de extrema importância para a recuperação do paciente.
Os cuidados no domicílio têm como principal característica a Humanização do Atendimento ao Paciente.

População alvo:
-atendimento infantil, adulto e idoso.
-Pacientes acamados e/ou debilitados;
-Pacientes sindrômicos;
-Portadores de paralisia cerebral;
-Pacientes pós AVC (acidente vascular cerebral);
-Idosos em geral;
-Pacientes cuja patologia ou condições físicas os impeçam de deslocar-se até o atendimento clínico especializado;
-Pacientes clinicamente estáveis que não mais necessitam dos serviços oferecidos pelos hospitais e que necessitem dar continuidade ao tratamento fonoaudiológico;

Objetivos:

-Atender ao paciente de forma personalizada;
-Inserir o processo fonoaudiológico à dinâmica de vida do paciente e de seus familiares;
-Diminuir risco de internações ou reinternações hospitalares;
-Evitar exposição aos riscos do ambiente hospitalar (infecção, depressão, etc);
-Melhorar a sua qualidade de vida e dos seus familiares.

Atuação Fonoaudiológica:
-Atendimento as disfagias em geral:
*mecânicas (decorrentes de alterações orgânicas no trato digestivo)
*nerogênicas (decorrentes de alterações neurológicas);
-Estimulação do sistema sensório-motor-oral:
*hiper ou hipotonia de órgãos fonoarticulatórios,
*paralisia facial,
*alteração de funções estomatognáticas (respiração oral, deglutição atípica, mastigação ineficiente);

-Avaliação e Terapia de linguagem:

-Terapia para afasias, atraso e/ou alterações de linguagem;

-Avaliação e Terapia voz:

*disfonias orgânicas, organo-funcionais e funcionais;
-Avaliação e Terapia articulação:
*disartrias,
*distúrbios articulatórios;
-Acompanhamento de alterações da audição e processo de adaptação de Próteses auditivas.

Etapas do processo terapêutico:
O Atendimento fonoaudiológico deve constar das seguintes etapas:

*Primeiro contato: anamnese (conhecimento do caso, conhecimento das possibilidades domiciliares e familiares);
*Avaliação do paciente;
*Elaboração do Plano terapêutico
*Estabelecimento do contrato de prestação de serviço que inclui valores, horários de atendimento, e previsão de alta; devem ser estabelecidos de uma , duas ou até tres sessões de terapia por semana, de acordo com a patologia, com duração de 1 (uma) hora cada.
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A Fonoaudiologia Hospitalar e o atendimento Home Care


A fonoaudiologia hospitalar e em Home Care tem sido alvo de discussão. Surgem dúvidas da diferença entre a atuação clínica e a atuação hospitalar, bem como a metodologia de trabalho a ser aplicada, juntamente com o preparo especial para tal atendimento.
Ao se referir à fonoaudiologia hospitalar é de esclarecer que não se trata apenas de atendimento no ambiente hospitalar, mas inclusive o atendimento Home Care (tal termo é originado da língua inglesa que significa ‘cuidados em casa’) e que na prática refere-se ao atendimento domiciliar.

A Fonoaudiologia tem se consolidado e criado uma identidade própria, por se tratar de uma ciência. Mas ainda enfrenta a aceitação, em especial no ambiente hospitalar e em casa. Na verdade, o fonoaudiólogo tem seu espaço nestes ambientes, porém, é pouco reconhecido e valorizado profissionalmente.
Apesar do conhecimento de que a presença e a atuação deste profissional podem reduzir as perdas e danos que a hospitalização do paciente acarreta, as instituições não oferecem oportunidades para o profissional desempenhar seu papel contribuindo para a melhora do paciente.

A fonoaudiologia tem sido considerada como uma profissão efetiva que se integra às diversas áreas que visam à promoção da saúde do indivíduo como um todo. Partindo deste pressuposto, é fundamental esclarecer a importância desse profissional e a diferenciação do atendimento em relação ao ambiente. Por exemplo, ao se tratar do ambiente hospitalar e Home Care em comparação ao clínico a diferença não se dá pelos ambientes, mas sim, pelos procedimentos que são aplicados no momento da reabilitação, no manuseio dos equipamentos e o tipo de linguagem que é utilizada.

Profissionais que atuam no ambiente hospitalar e em home care são praticamente obrigados a aprender a manipular sondas, cânulas, traqueostomias, equipamentos (respiradores, oxímetros, encubadoras, aspiradores), sendo alguns detalhes diferenciais, frente ao fonoaudiólogo clínico.

Aos profissionais que atuam ou têm interesse em trabalhar nesta área, especificamente em atendimento hospitalar e em home care, é recomendável empenharem-se no sentido de divulgar e conscientizar os profissionais da saúde e a sociedade como um todo. Mostrar os benefícios que o profissional pode oferecer tanto à instituição quanto ao paciente, transmitindo para os colegas da profissão a importância da busca do crescimento de forma mútua, tornando a fonoaudiologia uma profissão diferenciada no sentido de propiciar uma evolução significativa no paciente.

Por Elen Cristine M.Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonte:http://www.brasilescola.com/fonoaudiologia/a-fonoaudiologia-hospitalar-atendimento-home-care.htm
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Implante Coclear: tire suas dúvidas!


O QUE É O IMPLANTE COCLEAR?

O implante coclear é um dispositivo eletrônico de alta tecnologia, também conhecido como ouvido biônico, que estimula eletricamente as fibras nervosas remanescentes, permitindo a transmissão do sinal elétrico para o nervo auditivo, afim de ser decodificado pelo córtex cerebral.
O funcionamento do implante coclear difere do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). O AASI amplifica o som e o implante coclear fornece impulsos elétricos para estimulação das fibras neurais remanescentes em diferentes regiões da cóclea, possibilitando ao usuário, a capacidade de perceber o som.
Atualmente existem no mundo, mais de 60.000 usuários de implante coclear.

FUNCIONAMENTO DO IMPLANTE COCLEAR


O implante coclear consiste em dois tipos de componentes, interno e externo. Para melhor compreensão será descrito separadamente.


O componente interno é inserido no ouvido interno através do ato cirúrgico e é composto por uma antena interna com um imã, um receptor estimulador e um cabo com filamento de múltiplos eletrodos envolvido por um tubo de silicone fino e flexível.


O componente externo é constituído por um microfone direcional, um processador de fala, uma antena transmissora e dois cabos.
A sensação auditiva ocorre em frações de segundos. Todo o processo inicia-se no momento em que o microfone presente no componente externo capta o sinal acústico e o transmite para o processador de fala, por meio de um cabo. O processador de fala seleciona e codifica os elementos da fala, que serão reenviados pelos cabos para a antena transmissora (um anel recoberto de plástico, com cerca de 3mm de diâmetro) onde será analisado e codificado em impulsos elétricos. Por meio de radiofreqüência, as informações são transmitidas através da pele (transcutaneamente), as quais serão captadas pelo receptor estimulador interno, que está sob a pele. O receptor estimulador contém um “chip” que converte os códigos em sinais eletrônicos e libera os impulsos elétricos para os eletrodos intracocleares específicos, programados separadamente para transmitir sinais elétricos, que variam em intensidade e freqüência, para fibras nervosas específicas nas várias regiões da cóclea. Após a interpretação da informação no cérebro, o usuário de Implante Coclear é capaz de experimentar sensação de audição.
Quanto maior o número de eletrodos implantados, melhores serão as possibilidades de percepção dos sons.

MODELOS DE IMLANTE COCLEAR

Entre os implantes cocleares multicanais de gerações mais avançadas utilizados nos principais centros internacionais dedicados ao tratamento da surdez estão: Nucleus 24, desenvolvido na Austrália pela Cochlear Corporation; Combi 40+, desenvolvido na Áustria pela Med-EL; e Clarion, desenvolvido nos Estados Unidos pela Advanced Bionics. Os modelos diferem entre o número e configuração dos eletrodos, disponibilidade de telemetria e telemetria de respostas neurais (NRT), localização do microfone externo, design e tecnologia do processador de fala, estratégia de comunicação de fala, número e tipos de estimulação e sistema de programação.

A Cochlear Corporation iniciou-se no mercado com o modelo Nucleus 22. Posteriormente, foram lançados os modelos Nucleus 24, Nucleus 24 M, Nucleus 24K, Nucleus 24 Contour e recentemente o Nucleus 3. Com os avanços tecnológicos, foi possível a miniaturização do processador de fala, como o uso do processador de fala modelos ESPrint e ESPrint 3G (retroauricular) .

Componente interno

Componente externo



A Med-EL inseriu-se no mercado com o modelo C 40 e em função dos avanços tecnológicos, estão disponíveis atualmente os modelos C40 S, C40+, também permitindo o uso de dispositivos externos retroauriculares.

Componente interno Med-EL®Combi 40+

Componente externo Med-EL® Tempo +



E a Advanced Bionics iniciou com o modelo Bipolar Enhaced, posteriormente foi lançado o modelo Hifocus e com avanços tecnológicos lançaram o modelo HiRes 90K.

Componente interno

Componente externo Clarion


SELEÇÃO DE CANDIDATOS AO USO DE IMPLANTE COCLEAR


Com a evolução tecnológica, os implantes cocleares atuais já são considerados de 3ª geração. Com isso, são considerados candidatos ao uso do dispositivo de Implante Coclear, crianças a partir dos 12 meses de idade e adultos que apresentam deficiência auditiva neurossensorial bilateral de grau severo e profundo e que não obtiveram benefícios com o uso de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual.
A avaliação dos pacientes candidatos ao Implante Coclear é realizada por meio de uma equipe interdisciplinar, composta por médicos otologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e outros.
No entanto, os resultados variam de individuo para individuo, em função de uma série de fatores, entre eles, memória auditiva, estado da cóclea, motivação e dedicação e programas educacionais e/ou de reabilitação.
Candidatos que poderão apresentar um melhor benefício com o uso do implante coclear:


idade acima de 18 anos, com deficiência auditiva neurossensorial pós - lingual bilateral severa ou profunda;
que não se beneficiarem do aparelho de amplificação sonora individual (AASI), ou seja, apresentarem escores inferiores a 40% em testes de reconhecimento de sentenças do dia a dia;
tempo de surdez ser inferior a metade da idade do candidato (em deficiências auditivas progressivas não há limite de tempo);
deficiência auditiva pré-lingual tem benefício limitado e só é indicado em pacientes com fluência da linguagem oral e com compreensão desta limitação;
apresentarem adequação psicológica e motivação para o uso do Implante Coclear.


idade até 17 anos, com deficiência auditiva neurossensorial bilateral severa ou profunda;
preferencialmente indica-se o Implante Coclear em deficiência auditiva pré -lingual até os 6 anos de idade. Salienta-se que a idade ideal é a partir de 1 ano;
adaptação prévia de AASI e (re)habilitação auditiva intensiva para verificar se há benefício deste dispositivo principalmente nas deficiências auditivas severas;
apresentarem incapacidade de reconhecimento de palavras em "conjunto aberto";
serem provenientes de famílias adequadas e motivadas para o uso do Implante Coclear;

ETAPA PRÉ-CIRÚRGICA

Para a indicação cirúrgica do implante coclear é necessário que o indivíduo submeta-se a diferentes avaliações, que fazem parte da etapa pré-cirúrgica e que serão realizadas por médicos, fonoaudiólogas, assistentes sociais e psicólogas com o objetivo de definir a indicação do implante coclear.

Realizado o diagnóstico diferencial da deficiência auditiva, torna-se de fundamental importância a seleção e indicação do AASI, anteriormente à indicação do IC, com o intuito de verificar-se os benefícios obtidos com o uso da amplificação no que diz respeito às habilidades auditivas.

Nesta etapa além das avaliações dos aspectos funcionais relativos à audição, da determinação do tipo e grau da deficiência auditiva e da avaliação com AASI, é fundamental o estudo por imagem (tomografia computadorizada de cortes de 1 (um) milímetro de temporais nas posições coronal e axial e ressonância magnética dos temporais em 3 D). A importância de estudos por tomografia computadorizada de temporais com secções de 1mm de espessura, nas posições coronais e axiais, para constatar malformações cocleares, graus de ossificação labiríntica, principalmente em surdez pós-meningite. A tomografia computadorizada de alta resolução é útil para averiguar as estruturas ósseas do temporal, sendo de uso limitado para o estudo das estruturas não-ósseas, vias auditivas e tecido nervoso central. A ressonância magnética dá informações adicionais quanto ao grau de fibrose ou ossificação da cóclea e outras patologias do sistema nervoso central (Meira et al, 1998; Arriaga, Carrier,1996; Nikolopoulos et al,1997). A utilização da ressonância magnética em pacientes implantados tem atraído a atenção de vários autores, pois a presença do ímã no dispositivo interno impediria a utilização deste importante recurso diagnóstico.



A cirurgia do Implante Coclear é realizada para inserção do dispositivo interno (receptor-estimulador e cabo com filamento de múltiplos eletrodos).

Após a inserção dos eletrodos já é possível a realização da telemetria de impedancio dos eletrodos e telemetria de respostas neurais (testes que permitem avaliar o funcionamento dos eletrodos na sala de cirurgia, ou seja, antes de fechar a incisão). E a radiografia intra-operatória.

Rx na posição de Stenver's modificada, com os eletrodos inseridos na cóclea.

Antes da cirurgia, é realizada a tricotomia de aproximadamente dois dedos acima do ouvido.

Após a cirurgia, alguns cuidados são necessários, até a alta médica completa, ou seja, no retorno para ativação, entre eles:

Manter repouso no leito com a cabeça elevada a 30º nas primeiras 24 horas.

Manter posição lateral, não deitar do lado operado durante 15 dias.

Não molhar o curativo, não se deve lavar a cabeça nas duas primeiras semanas, quando lavá-la colocar um tampão, o ouvido operado não deverá ser molhado.

Se tiver necessidade de espirrar, fazê-lo de boca aberta e assoar delicadamente o nariz usando soro fisiológico para a limpeza do mesmo.

Proibir pegar peso e fumar.

Evitar bebida alcoólica e queda.

Não tomar sol durante 30 dias.

Geralmente, a cicatrização completa ocorre entre 3 e 5 semanas após a cirurgia. No entanto durante este período, o indivíduo é capaz exercer suas atividades normalmente.

Em condições ideais os pacientes permanecem de dois a três dias no hospital após a realização da cirurgia.

Entre as complicações cirúrgicas descritas pela literatura científica internacional em pacientes submetidos à cirurgia para inserção do Implante Coclear incluem-se:
• paralisia facial;
• necrose tecidual no leito cirúrgico;
• extrusão dos eletrodos;
• mal posicionamento dos eletrodos;
• presença de zumbido;
• alterações vestibulares na primeira semana do pós-operatório;
• e/ou defeito no componente interno.

Após a cicatrização cirúrgica, o paciente retornará à equipe do Programa de Implante Coclear para ativação dos eletrodos. É recomendado que a ativação dos eletrodos ocorra aproximadamente, quatro semanas após a cirurgia.

O acompanhamento pós-cirúrgico dos pacientes usuários do Implante Coclear é realizado por equipe interdistidisciplinar, devendo atender a retornos periódicos para avaliação otorrinolaringológica, mapeamento e balanceamento dos eletrodos, audiometria em campo livre, testes de percepção de fala, orientação fonoaudiológica, entre outros, de acordo com a necessidade e/ou etapa do tratamento.
No momento da ativação e mapeamento dos eletrodos, serão realizados os ajustes necessários para que o processador de fala seja capaz de converter efetivamente a energia acústica em uma área dinâmica elétrica adequada para cada eletrodo.


CUIDADOS APÓS O IMPLANTE COCLEAR

Cuidados necessários para obter o funcionamento adequado do Implante Coclear, relacionadas aos aspectos ambientais:

Os usuários de Implante Coclear devem evitar a aproximação direta à monitores de televisão, computadores e forno de microondas quando os mesmos encontram-se em funcionamento, uma vez que a radiação eletromagnética presente nestes equipamentos pode ser capaz de alterar a função do circuito eletrônico do Implante Coclear e ocasionar alteração na qualidade do som e falha no envio da estimulação.

No momento em que os usuários de Implante Coclear passam com o dispositivo em funcionamento entre as barras de sistemas de Vigilância Eletrônica, presentes na grande maioria de lojas e supermercados, pode ocorrer uma sensação sonora distorcida. É aconselhável que o usuário desligue o processador de fala no momento em que ocorre a aproximação do sistema. Épouco provável que o Implante Coclear dispare o alarme presente nos sistemas de vigilância eletrônica.

Os materiais presentes no IC são capazes de ativar o sistema de detectores de metais. Assim sendo, o usuário deve apresentar a carteira de identificação do Implante Coclear fornecida pelo fabricante e entregue após a cirurgia.

Como solicitado para qualquer equipamento eletrônico, o processador de fala do Implante Coclear deve ser desligado durante o pouso e decolagem de aeronaves.

A eletricidade estática é definida como o acúmulo de carga elétrica em uma pessoa ou objeto, capaz de criar um campo magnético. Níveis elevados de eletricidade estática podem danificar dispositivos eletrônicos, inclusive o Implante Coclear.
Os Implantes Cocleares apresentam um circuito protetor contra este tipo de eletricidade, oferecendo um alto grau de proteção. No entanto alguns cuidados devem ser tomados:
Colocação de tela protetora para o monitor do computador
Retirar o processador de fala no momento em que as crianças usuárias de Implante Coclear estão em contato com piscina de bolinha e escorregador de plástico.

A utilização de ultrasom terapêutico está contra-indicada (proibida) em regiões próximas ao Implante Coclear.
O ultrasom diagnóstico não oferece riscos aos usuários de Implante Coclear. No entanto, para a realização de qualquer procedimento que não seja considerado de rotina, é aconselhável que o usuário ou seus familiares, entrem em contato com a equipe do Programa de Implante Coclear.

As doses de radiação utilizadas na radiologia médica não oferecem riscos aos usuários de Implante Coclear. No entanto, durante o procedimento, o componente externo do dispositivo deve permanecer desligado.

A utilização de luz ultravioleta em clínicas odontológicas e camas solares não oferecem riscos aos usuários de Implante Coclear.

A utilização de bisturi elétrico ou eletrocautério em cirurgias está proibida em usuários de Implante Coclear. Para maiores informações, é aconselhável que o cirurgião entre em contato com a equipe de Implante Coclear.

Está proibido aos usuários de Implante Coclear tanto a realização da ressonância magnética, bem como a entrada em salas em que este procedimento é realizado.
Em indivíduos usuários do sistema Nucleus 24, em situações em que se faz de extrema necessidade a realização deste procedimento, existe a possibilidade de remoção do magneto interno por meio de uma pequena cirurgia.

BIBLIOGRAFIA NACIONAL RECOMENDADA:

ALVES, A.M.V.S. - As metas terapêuticas na habilitação da criança deficiente auditiva usuária do implante coclear. Dissertação (mestrado), PUC-SP, 2002

AMANTINI, R.C.B. – O estudo do zumbido em indivíduos com implante colear multicanal. Tese (Doutorado em Ciências), HRAC-USP, 2002

BLASCA, W.Q. - O aproveitamento da audição através do uso do aparelho de amplificação sonora individual digitalmente programável. Dissertação de Mestrado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1994.

BEVILACQUA, M.C. & FORMIGONI, G.M.P. - audiologia educacional: uma opção terapêutica para a criança deficiente auditiva. Pró-Fono, 1997

BEVILACQUA, M.C. & MORET, A.L.M. - Reabilitação e implante coclear. In: LOPES FILHO, O. Tratado de fonoaudiologia. Roca Ltda. (18) p.401-14, 1997.

BEVILACQUA, M.C. & TECH, E.A. - Elaboração de um procedimento de avaliação de percepção de fala em crianças deficientes auditivas profundas a partir de cinco anos de idade. In: Tópicos de Fonoaudiologia. CEFAC, Lovise, (27) 411-33, 1996.

BEVILACQUA, M. C.; COSTA O. A. - Audiologia Atual Volume I e II. Collectanea Symposium. Série Medicina e Saúde. Frôntis Editorial, 1998.

BEVILACQUA, M.C.; COSTA, O.A.; MORET, A.L.M. Implante coclear em crianças. In: Tratado de Otorrinolaringologia, vol 2, Editora Rocca Ltda. 2003, cap 26, p. 268-276.

BEVILACQUA, M.C.; MORET, A.L.M.; COSTA FILHO, O.A.; NASCIMENTO, L.T.; BANHARA, M.R. Implantes cocleares em crianças portadoras de deficiência auditiva decorrente de meningite – Rev Bras. Otorrinolaringol. V. 69, n. 6, 760-4, set./out. 2003

COSTA, O. A., BEVILACQUA, M. C. - Rehabilitation, patient performance and social cultural aspects in a cochlear implant program. Cochlear implants with emphasis on the pedagogical follow-up for children and adults. Scanticon, Kolding, Dinamarca. Inge Post & Karen Trondhjem. p. 185-197. Anais do 17th Danavox Symposium/Dinamarca, 1997.

COSTA, O.A.; BEVILACQUA, M.C.& MORET, A.L.M. - Critérios de seleção de crianças candidatas ao implante coclear do Hospital de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Lábio-Palatais/USP, Rev. Bras. Otorrinol., v.62, n.4, 1996.

COSTA, O.A.; BEVILACQUA, M.C.; AMANTINI, R.C.B.; NETO, D.L. Implante coclear em adultos. In: Tratado de Otorrinolaringologia, vol 2, Editora Rocca Ltda. 2003, cap 27, p. 278-289

GAMA, M.R. - Avaliação qualitativa da percepção da fala como instrumento na seleção de aparelhos de amplificação sonora individual. Dissertação de Mestrado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 1991.

LACERDA, A.P. - Audiologia clínica. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1976.

MARCHINI, E.B. - Ouvir sobre o prisma da estratégia. Dissertação de Mestrado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1992.

MORAES, T.V de; ZEIGELBOIM, B.S.; BEVILACQUA, M.C.; JACOB, L.C.B. - Indicação de Implante Coclear: Tendências Atuais Acta Awho, São Paulo, v.20, n. 4, p. 229-237, out/dez. 2001

MORET, A.L.M. – Implante coclear: audição e linguagem em crianças deficientes auditivas neurossensoriais profundas pré-linguais, Tese (Doutorado em Ciências), HRAC-USP, 2002

OLIVEIRA, S.T. - Avaliação da percepção da fala utilizando sentenças do dia-a-dia. Dissertação de Mestrado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1992.

Fonte:http://www.implantecoclear.com.br/
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