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O que é sistema de símbolos gráficos? O que é PCS? O que é o software Boardmaker?


O que é a Comunicação Alternativa?
A área da tecnologia assistiva que se destina especificamente à ampliação de habilidades de comunicação é denominada de Comunicação Alternativa (CA). A comunicação alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever.

A CA pode acontecer sem auxílios externos e, neste caso, ela valoriza a expressão do sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala: gestos, sons, expressões faciais e corporais podem ser utilizados e identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões, posicionamentos, tais como: sim, não, olá, tchau, dinheiro, banheiro, estou bem, sinto dor, quero (determinada coisa para a qual estou apontando), estou com fome e outros conteúdos de comunicação necessários no cotidiano.

Com o objetivo de ampliar ainda mais o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão, são organizados e construídos auxílios externos como cartões de comunicação, pranchas de comunicação, pranchas alfabéticas e de palavras, vocalizadores ou o próprio computador que, por meio de software específico, pode tornar-se uma ferramenta poderosa de voz e comunicação. Os recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma totalmente personalizada e levam em consideração várias características que atendem às necessidades deste usuário.

O termo Comunicação Aumentativa e Alternativa foi traduzido do inglês Augmentative and Alternative Communication - AAC. Além do termo resumido "Comunicação Alternativa", no Brasil encontramos também as terminologias "Comunicação Ampliada e Alternativa - CAA" e "Comunicação Suplementar e Alternativa - CSA".

CARTÕES DE COMUNICAÇÃO

Descrição de imagem:

A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais, (visualiza-se o símbolo "tchau"); amarelo são os sujeitos, (visualiza-se o símbolo "mãe"); verde são os verbos (visualiza-se o símbolo "desenhar") ; laranja são os substantivos (visualiza-se o símbolo "perna"), azuis são os adjetivos (visualiza-se o símbolo "gostoso") e branco são símbolos diversos que não se enquadram nas categorias anteriormente citadas (visualiza-se o símbolo "fora").

PRANCHA DE COMUNICAÇÃO COM FIGURAS, IMAGENS E SÍMBOLOS


Descrição de imagem:
Uma pasta do tipo arquivo, contendo várias páginas de sacos plásticos transparentes está sobre o colo de um usuário de CA. Cada página representa uma prancha de comunicação temática e na imagem visualiza-se a prancha com o tema "animais".

PRANCHA DE COMUNICAÇÃO ALFABÉTICA


Descrição de imagem:
Sobre uma mesa está uma pasta de comunicação e nela, há uma prancha que contém as letras do alfabeto e os números. O usuário está apontando o dedo indicador na letra "X".

O que é um Sistema de Símbolos Gráficos?
Para a confecção de recursos de comunicação alternativa como cartões de comunicação e pranchas de comunicação são utilizados os sistemas de símbolos gráficos, que são uma coleção de imagens gráficas que apresentam características comuns entre si e foram criados para responder a diferentes exigências ou necessidades dos usuários.

Existem diferentes sistemas simbólicos, sendo os mais importantes: PCS, Blissymbols, Rebus, PIC e Picsyms.

O que é o PCS?

Um dos sistemas simbólicos mais utilizados em todo o mundo é o PCS - Picture Communication Symbols, criado em 1980 pela fonoaudióloga estadunidense Roxanna Mayer Johnson. No Brasil ele foi traduzido como PCS - Símbolos de Comunicação Pictórica. O PCS possui como características: desenhos simples e claros, de fácil reconhecimento e adequados para usuários de qualquer idade, facilmente combináveis com outras figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados, extremamente úteis para criação de atividades educacionais. O sistema de símbolos PCS pode também estar disponível no Brasil por meio do software Boardmaker.

Prancha com símbolos PCS


Descrição de imagem:
Visualiza-se uma prancha de comunicação com dezoito símbolos gráficos PCS cujas mensagens servirão para escolher alimentos e bebidas. Os símbolos PCS estão organizados por cores nas categorias social (oi, podes ajudar?, obrigada); pessoas (eu, você, nós); verbos (quero, comer, beber); substantivos (bolo, sorvete, fruta, leite, suco de maçã e suco de laranja) e adjetivos (quente, frio e gostoso).

O que é o software Boardmaker?

Board significa "prancha" e maker significa "produtor". O Boardmaker é um programa de computador que foi desenvolvido especificamente para criação de pranchas de comunicação alternativa. Ele possui em si a biblioteca de símbolos PCS e várias ferramentas que permitem a construção de recursos de comunicação personalizados.

Com o software Boardmaker são confeccionados recursos de comunicação ou materiais educacionais que utilizam os símbolos gráficos e que serão posteriormente impressos e disponibilizados aos alunos.

O Boardmaker poderá ser associado a outro programa chamado de Speaking Dynamically Pro que significa "falar dinamicamente". Estes dois softwares em conjunto se tornam uma importante ferramenta para construção pranchas de comunicação onde, a partir da seleção de um símbolo, acontece a emissão de voz pré-gravada ou sintetizada representativa da mensagem escolhida. Para comunicar-se com voz o usuário utilizará seu computador ou um vocalizador portátil.

O Speaking Dynamically Pro possui uma série de ferramentas de programação fáceis de usar e que permitem a criação personalizada de atividades educacionais, recreativas e de comunicação.

Outra importante característica deste software é a acessibilidade. Um exemplo disso é que a seleção de teclas de mensagens ou de teclas para escrita poderá acontecer por meio de varredura e acionadores.

O Software Boardmaker + SDP é comercializado no Brasil pela Clik Tecnologia Assistiva, através do site www.clik.com.br

O que é um vocalizador?
É um recurso eletrônico de gravação/reprodução que ajuda a comunicação das pessoas em seu dia-a-dia. Através dele, seu usuário expressa pensamentos, sentimentos e desejos pressionando uma mensagem adequada que está pré-gravada no aparelho. As mensagens são acessadas por teclas sobre as quais são colocadas imagens (fotos, símbolos, figuras) ou palavras, que correspondem ao conteúdo sonoro gravado.

A maioria dos vocalizadores grava as mensagens digitalmente e a capacidade de gravação varia de um aparelho a outro. Encontra-se vocalizadores de apenas uma mensagem enquanto outros podem gravar centenas delas. Outra variável intrínseca a este equipamento é o tempo total de gravação normalmente distribuído entre as teclas de mensagem oferecidas no equipamento.

Em qualquer vocalizador o conteúdo gravado em cada célula é reconhecido através de figuras ou textos aplicados em pranchas de comunicação que ficam sobre as teclas. Quando a tecla de cada figura ou texto é pressionada, sua mensagem pré-gravada é imediatamente reproduzida e com volume ajustável.

Vocalizador


Descrição de imagem:
Vocalizador retangular com vinte e cinco áreas de mensagens visíveis, onde estão símbolos gráficos. Cada área de mensagem ao ser pressionada emitirá uma mensagem de voz gravada anteriormente. Apresenta alça de transporte e botões de volume e troca de níveis.

Vejamos alguns exemplos de atividades personalizadas com o Boardmaker:

Atividades escolares:


Descrição das imagens:
Três atividades foram construídas para que o usuário da CA possa responder questões apontando os símbolos gráficos PCS. A primeira pede para apontar os animais; a segunda para apontar os vegetais e a terceira para apontar os minerais.

Abaixo de cada questão visualiza-se uma série de símbolos gráficos com imagens representativas dos três reinos da natureza.


Descrição de imagem:
Uma atividade de matemática com o tema sobre "igual" e "diferente" foi construída com o Boardmaker.

Utilizando a "escrita com símbolos" está a pergunta: Qual é o igual? Visualiza-se então o símbolo de uma boneca. Abaixo estão três opções de símbolos: "carro", "boneca" e "sorvete". O aluno deverá apontar a resposta correta.

Logo abaixo está a outra pergunta sobre "qual é o diferente?" e visualiza-se o símbolo da "borboleta". Abaixo duas opções de resposta: "vaca" e "borboleta".

Textos com símbolos:

Textos com símbolos são muito interessantes para favorecer e ampliar a aquisição de repertório de símbolos gráficos (usuários de CA), favorecer a relação símbolo e signos e auxiliar na alfabetização de alunos com deficiência intelectual, auxiliar no aprendizado do português escrito para alunos surdos. No Boardmaker a escrita com símbolos é feita com a ferramenta "Simbolar".


Descrição de imagem:
Um boneco indica o ícone da ferramenta "Simbolar", conforme ela é representada na área de trabalho do Boardmaker.


Descrição de imagem:
O primeiro verso da poesia "Leilão de Jardim", de Cecília Meireles, foi digitada com o recurso "Simbolar" do Boardmaker. Desta forma, cada palavra aparece com a representação simbólica do PCS, acima do texto escrito.

O verso diz: Quem me compra um jardim com flores? Borboletas de várias cores, lavadeiras e passarinhos, ovos verdes e azuis nos ninhos?

Livros com símbolos

Descrição de imagem:
Visualiza-se a página de um livro. A frase escrita foi também representada por símbolos PCS: "Bateu Portas e janelas com força".


Descrição de imagem:
Visualiza-se a página de um livro construído pelos alunos. Há a ilustração de um pato. Sobre a ilustração estão colados, em sequencia, de cartões de comunicação alternativa com símbolo e texto: "Lá vem o pato, pato aqui, pato acolá. Lá vem o pato para ver o que é que há"?

Pranchas temáticas para interpretação de livros e conteúdos.

Pranchas de comunicação temáticas poderão ser construídas para que o aluno usuário da CA possa participar de atividades de interpretação de histórias ou também para que possa perguntar, responder e argumentar sobre os conteúdos estudados e atividades desenvolvidas em sala de aula.


Descrição de imagem:
Um livro de história, que fala sobre temas de ecologia, está acompanhado de uma prancha temática, com a qual o usuário da CA poderá apontar ações positivas e negativas relativa à preservação do meio ambiente.

Descrição de imagem:
Uma lista de perguntas sobre fenômenos da natureza está relacionada. Para responder estas perguntas o usuário de CA apontará para um dos símbolos gráficos dispostos em uma coluna lateral. Na parte inferior da prancha, há uma sequencia horizontal de símbolos que possibilitarão ao aluno fazer perguntas "onde", "como", "por que", "quando" e afirmar "não entendo", "incrível", "mudei de ideia", "quero saber mais".

Calendários personalizados.

Nas "pranchas modelo" do Boardmaker você encontrará grades de calendários para serem personalizadas. Basta localizar os símbolos apropriados e colar sobre o dia em que o evento acontecerá.


Descrição de imagem:
Uma folha de calendário do mês de janeiro de 2011 foi personalizada com os símbolos PCS.

Visualiza-se símbolos representativos do verão "guarda sol" e "sorvete", símbolo da "festa de Ano Novo", "viagem", "praia", "chegada da vovó", "aniversário" e "retorno a casa". Os símbolos foram aplicados sobre as datas destes eventos.


Descrição de imagem:
Numa parede de fundo preto foram fixados, com fita adesiva, os cartões de comunicação laminados. A composição da agenda descreve o mês, dia, dia da semana, sensação térmica (calor) e também todas as atividades escolares propostas para este dia.

Além de cartões de comunicação há número em EVA (representado o dia 7) e palavras em feltro, com texto pintado com cola colorida (mês de novembro e dia da semana terça feira).

Utilização de outras imagens digitais nas produções.

Você poderá introduzir novas imagens no seu Boardmaker e assim ampliará sua biblioteca de símbolos. As novas imagens poderão ser capturadas na internet, extraídas em banco de imagens, fotografadas com câmera digital ou também escaneadas de materiais impressos. Você poderá arquivar as imagens digitais na biblioteca do Boardmaker o que permitirá sua fácil localização para uso em produções futuras. Abaixo algumas fotos ilustram trabalhos feitos com o Boardmaker que utilizaram imagens capturadas de diversas origens.


Descrição de imagem:
Uma prancha de comunicação foi construída com fotografias e apresenta os símbolos "luva", "pantufa", "calça", "cão", "melão", "casaco", "telefone", e "rosa".


Descrição de imagem:
Com fotografias escaneadas de um cardápio foi montada uma prancha de comunicação temática, para comprar o lanche.

Visualizamos as imagens dos sanduíches, copo de refrigerante, salada e embalagem do lanche. Estas mesmas imagens aparecem organizadas numa prancha de comunicação.

Educação, escola e aprendizagem.

Conhecendo os desafios educacionais, os objetivos e atividades propostos para a turma e conhecendo também as características do aluno com deficiência (suas dificuldades e acima de tudo suas habilidades) o professor especializado irá projetar, construir e disponibilizar os recursos pedagógicos que garantam a acessibilidade, comunicação e participação no contexto da escola comum.

Atualmente as pesquisas existentes a respeito do ensino e da aprendizagem nos permitem olhar para o que o aluno produz e identificar o que ele já sabe, as dificuldades que estão impedindo sua aprendizagem e determinar que ações serão necessárias para que o seu conhecimento avance.

Nas últimas décadas tem se consolidado a concepção que considera o processo de aprendizagem como resultado da ação do aprendiz. Por isso a função do professor é criar condições para que o aluno possa exercer sua função de aprender participando de situações que favoreçam isto. Neste sentido, com relação aos alunos com deficiência, torna-se indispensável a criação de condições de aprendizagem pelo professor, através da construção de recursos de acessibilidade.

O conhecimento não é gerado do nada, é uma constante transformação a partir do conhecimento que já existe. É o que cada aluno já conhece que explica as diferentes formas e tempos de aprendizagem, bem como as dificuldades e possibilidades que o aluno apresenta. Seja nas propostas de atividades, seja na forma como os professores encorajam e desafiam os alunos a se lançar com ousadia nas propostas de aprendizagem, os recursos (materiais educacionais) tem uma função decisiva nas possibilidades de aprendizagem dos alunos.

É importante o desenvolvimento de recursos de acessibilidade que atendam diferentes concepções de ensino e aprendizagem. Por este motivo é necessário considerarmos o modelo de escola, o que entendemos por aprendizagem e que postura nós pretendemos instigar no aluno, no sentido de ele ser ativo na construção do conhecimento. Se disponibilizarmos recursos ao nosso aluno permitindo e esperando apenas que ele responda o que consideramos correto, sem dar a ele oportunidades de questionar, propor alternativas, argumentar etc., possivelmente nós teremos um instrumento pobre de comunicação e também um instrumento pobre de educação.

Portanto a palavra de ordem é conhecer a realidade e os desafios enfrentados pelo aluno e ser criativo. Junto com ele, iremos construir e utilizar os recursos que permitirão sua expressão e participação ativa em desafios educacionais. O professor deve funcionar como um diretor de cena, cabendo a ele observar as condições e necessidades de seus alunos e montar o cenário, através da construção das estratégias de ensino e dos recursos de acessibilidade, para possibilitar a construção do conhecimento de seus alunos.


Fonte:2011 ASSISTIVA • TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO
Conteúdo criado e desenvolvido por Rita Bersch e Mara Lúcia Sartoretto
© 2011 • O conteúdo deste site pode ser livremente reproduzido, no todo ou em parte, desde que citada a fonte.
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Chupeta ortodôntica: vale à pena?

Geralmente os pais ficam numa enorme indecisão: oferecer ou não a chupeta ao seu filho. Muitos optam pela chupeta ortodôntica. Será que esse simples acessório traz prejuízos ao desenvolvimento do seu bebê? Saberemos agora.

O reflexo de sucção aparece no bebê já na décima oitava semana de vida uterina. É um reflexo de sobrevivência, já que o bebê precisa sugar para se alimentar.

Além disso, sugar dá prazer ao bebê. Assim, o pequeno precisa sugar para saciar sua fome e para atender sua necessidade de sucção. Aí entra a questão da chupeta.

Os pais precisam saber que tanto a chupeta comum quanto a ortodôntica trazem sim prejuízos ao desenvolvimento da criança. Os dois modelos produzem alterações nos arcos dentais e na musculatura facial da criança. A diferença entre eles está na gravidade dos danos causados.

Não vamos nos esquecer: a criança sente prazer em sugar. Portanto, a necessidade de sucção da criança pode ser saciada de outras maneiras que não a chupeta, como, por exemplo, a amamentação. O bebê tem que sugar o seio se alimentando e satisfazendo sua necessidade.

Quando o peito da mãe está muito cheio de leite, o bebê não tem trabalho para retirar o leite e mata a fome, mas não mata a vontade de sugar. Aí entra o segredinho. Nesse caso, a mamãe tem que retirar um pouco de leite antes de amamentar para que o bebê tenha que se esforçar para acabar com a fome. Matou charada?

Bebês que não amamentam podem usar um copo de bico com válvula que fará o bebê trabalhar mais para obter o leite.

Chupeta, mesmo ortodôntica, deve ser evitada ao máximo. O ideal é que as mamães nunca ofereçam esse acessório às crianças. Cabe à mamãe dar os primeiros passos para que o bebê não sofra as conseqüências de algo perfeitamente evitável.

Largue o quanto antes - Se a chupeta já fizer parte do cotidiano da criança, o melhor é que seja abandonada até por volta dos dois ou três anos. Dessa forma, alguns dos efeitos negativos deste hábito, como a mordida aberta anterior, tendem a regredir. Depois desta idade, os problemas progridem, podendo afetar algumas funções como a fala, mastigação, deglutição e respiração.

As mamães não são informadas o suficiente para saber que mesmo as chupetas ortodônticas geram alterações que por vezes não se resolvem somente com a dentição permanente ou uso de aparelho. Muitas vezes a criança precisará também de apoio psicológico para retirada do hábito, terapia fonoaudiológica para as alterações de fala, mastigação e deglutição e tratamento otorrinolaringológico para a respiração.

É importante que a mamãe perceba o que o bebê está tentando transmitir quando chora e atender a essas necessidades sem substituí-las pelo uso do “cala-a-boca” chamado chupeta.

Dicas

0 a 6 meses
A amamentação exclusiva é uma prevenção ao uso da chupeta.

6 meses a 3 anos
Se o hábito da chupeta já estiver instalado, o ideal é que se retire até essa idade para que os danos sejam pequenos.

3 a 6 anos
Se a mãe sozinha não conseguir retirar a chupeta do seu filho, especialistas como fonoaudiólogos, dentistas e psicólogos devem ser procurados.


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A família e os hábitos orais viciosos na infância


CHUPETA

De acordo com Siracusa (1989),as funções da sucção são: alimentar e satisfazer a musculatura oral que está relacionada com a estabilidade emocional do bebê. Por isso, algumas crianças mesmo bem alimentadas pela quantidade de leite sugado, ainda precisam sugar chupeta.

Quanto à amamentação no seio, Lopes (1988) afirma que bebês que precisam de chupeta para satisfazer a necessidade de sucção, diminuem o tempo no seio materno. Mesmo sendo necessária em algumas circunstâncias, a chupeta torna-se um substituto das mamadas, além de interferir na relação de oferta e demanda do leite.

Aragão (1991) explica que o cérebro necessita dos movimentos de sucção e do cansaço físico para agir depois com o sono reparador. A sucção na mamadeira, não havendo desgaste físico e cansaço, provoca um descontrole e a criança fica agitada, chorando instintivamente levando a mãe a oferecer-lhe a chupeta que é um artifício de sucção para dar continuidade a um processo que deveria ser natural.

Acredita-se que a criança chupa dedo e/ou chupeta devido a três fatores: FISIOLÓGICO - necessidade exacerbada de sucção, AMBIENTAL - início precoce da alimentação artificial, EMOCIONAL - dificuldade em lidar com o ambiente.

A escolha da chupeta deve levar em conta a forma, o tamanho e a sua posição na cavidade oral.

Para André e col. (1996), o objetivo do uso da chupeta é o fortalecimento muscular oral portanto, deve ser feito por períodos curtos e somente enquanto a sucção for vigorosa.

Proença (1990) aconselha o uso da chupeta como forma preventiva contra o hábito de sucção digital mas, para evitar danos causados pelo seu uso prolongado (para ela, além de 2 anos de idade), recomenda a disciplina, ou seja, quando a criança já fica acordada durante a maior parte do dia, entretida com atividades como observar as mãos e balbucio, restringe-se o uso da chupeta à hora de dormir (situação de cansaço ou sono).

Alguns guias para mães recomendam o uso de chupeta com o objetivo de acalmar ou aliviar a necessidade instintiva de sucção que começa ainda no útero. Dizem que é preferível que a criança sugue a chupeta do que o dedo, já que o hábito da chupeta é mais fácil de ser abandonado. Orientam ainda, seu uso com critérios e horários. Dizem que alguns especialistas não recomendam o uso da chupeta durante todo o dia pois pode causar prejuízos emocionais e que o uso de cordões ou fraldas para prendê-las ao pescoço são perigosos. Mas, tais guias não comentam sobre os prejuízos a musculatura labial, postura dos órgãos fono-articulatórios, desenvolvimento da arcada dentária e palato, posicionamento dos dentes, respiração e deglutição.



Fonte:http://www.fonoaudiologia.com/trabalhos/artigos/artigo-019/artigo-019-chupeta.htm
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Perda Auditiva Induzida por Ruído - PAIR


Ruído é uma palavra derivada do latim rugitu que significa estrondo. Acusticamente é constituído por várias ondas sonoras com relação de amplitude e fase distribuídas anarquicamente, provocando uma sensação desagradável, diferente da música. O ruído pode ser contínuo, ou seja, não há variação do nível de pressão sonora nem do espectro sonoro; de impacto ou impulsivo que são ruídos de alta energia e que duram menos de 1 segundo (ISO 1973a)2.
A perda auditiva típica observada com as pessoas que possuem uma longa história de exposição a ruído no trabalho é caracterizada por perda de audição na faixa entre 3000 e 6000 Hz . Na fase precoce à exposição uma perda de audição temporária é observada ao fim de um período de trabalho, mas desaparece após várias horas. A exposição contínua ao ruído resultará em perda auditiva permanente que será de natureza progressiva e se tornará notável subjetivamente ao trabalhador no decorrer do tempo.

Perda Auditiva Induzida por Ruído (P.A.I.R.)


Os termos som e ruído são freqüentemente utilizados indiferenciadamente, mas, geralmente, som é utilizado para as sensações prazerosas como música ou fala, ao passo que ruído é usado para descrever um som indesejável como buzina, barulho de transito, explosão e máquinas.

Exposição contínua a altos níveis de ruído pode causar deficiência auditiva em algumas pessoas. Há variação considerável de indivíduo para indivíduo relativa à susceptibilidade ao barulho. Entretanto, padrões têm sido estabelecidos que indicam o quanto de som, em média, uma pessoa pode tolerar sem experimentar dano em seus ouvidos. Apesar desses níveis permanecerem controversos, tem-se orientado às pessoas para não experimentar níveis de ruído que excedam 85 a 90 dB.

A OSHA - Occupational Safety and Health Act - um órgão dos Estados Unidos, estabeleceu critérios de exposição a ruídos baseados sobretudo em 8 horas de duração de exposição a 90 dBA de ruído contínuo. Observou-se que esse critério protegeria aproximadamente 90% das pessoas expostas a níveis 90 dBA por um tempo significativo de horas diárias. Para durações menores à exposição, níveis de ruído mais altos são permitidos sob esse controle. Não há níveis de ruído publicados que sejam conhecidos para especificar o aparecimento do zumbido.


Uma pesquisa feita pela OSHA (Occupational Safety and Heath Administration) deixou claro que o nível abaixo de 80dB era relativamente seguro à audição e os acima de 85dB seriam prejudiciais principalmente se exposto freqüentemente. Quanto maior o nível de ruído, mais rápido se instala a perda.
Os efeitos do ruído sobre a audição podem ser divididos em três categorias: mudança temporária de limiar, mudança permanente de limiar e trauma acústico. O trauma acústico acontece quando o indivíduo é exposto uma vez e por pouco tempo a níveis sonoros muito elevados. A perda auditiva é em grande parte permanente.
O tipo de ruído pode ser contínuo, que pode ser descrito como exposições diárias contínuas nas quais os níveis totais não variam mais do que 5dB. Flutuante , onde o ruído é contínuo porém o nível aumenta e diminui em mais de 5dB durante um período de tempo em particular. Intermitente, o ruído é descontínuo , o nível de ruído pode cair para níveis baixos entre período de exposição a ruídos lesivos. Impulsivo, pode ser descrito como sendo de um ou mais eventos acústicos curtos, transitórios com menos de 0,5 segundos.

Embora a causa exata de zumbido seja desconhecida, muitos pacientes que têm história de exposição a ruído apresentam zumbidos. O ruído está muito longe de ser a causa mais provável do zumbido e este pode ou não ocorrer simultaneamente com perda auditiva. A maior parte dos pacientes que apresenta zumbido também tem problemas auditivos, mas uma pequena porcentagem (menos de 10%) tem audição dentro dos limites da normalidade. Uma vez que muitos pacientes apresentam perdas auditivas sem zumbido, não é surpreendente que algumas pessoas com zumbido não tenham deficiência auditiva.

É razoável assumir que qualquer um dos cinco sintomas associados com patologias do ouvido - perda auditiva, zumbido, tontura, dor ou sensação de ouvido cheio - possa ocorrer isoladamente ou sem a presença de outros sintomas.

Zumbido como resultado de exposição a ruído pode ocorrer subitamente ou muito gradativamente. Quando ocorre subitamente, é freqüentemente percebido a uma intensidade razoavelmente alta e pode persistir nesse nível permanentemente. Entretanto, para outros, o zumbido é temporário e não retorna mais.

Mais comumente, o aparecimento do zumbido induzido por ruído é gradual e intermitente em seus estágios precoces. Os pacientes referem escutar um padrão médio de zumbido por um curto período de tempo após uma exposição prolongada a sons intensos. Uma vez que o paciente deixa de escutar a fonte do ruído, o zumbido desaparece rapidamente e se torna inaudível até a próxima exposição. Este padrão intermitente freqüentemente continua por meses ou anos com períodos de zumbido se tornando cada vez mais longos. Se a exposição ao barulho continua, o zumbido freqüentemente aumenta de volume e torna-se constante.

A maioria dos pacientes que tem uma longa história de exposição a ruído refere um zumbido que é tonal em qualidade e de alta freqüência, que se assemelha aos tons externos acima de 3000 Hz.

A perda auditiva induzida por ruído é a doença que mais atinge o sistema auditivo, podendo provocar lesões irreversíveis na cóclea.

Exposição a ruído de intensidade forte pode resultar em uma perda auditiva temporária ou permanente. A probabilidade de que um ruído possa danificar a audição está relacionada com o nível de pressão sonora global, com o espectro de freqüência e com o parâmetro temporal de um ruído versus duração da exposição.

Perdas e Sintomas

As lesões auditivas produzidas pelo ruído podem ser agudas ou crônicas, sendo que o mais freqüente é a crônica que tem uma instalação lente e insidiosa. A pessoa só se dá conta quando os zumbidos se tornam incômodos a ponto de chamar atenção para o problema.
Perda e zumbidos são as queixas mais comuns dos atingidos pela PAIR, os que são obrigados a permanecer por várias horas em ambientes ruidosos( 90dB ou mais).
A perda auditiva e zumbidos ocorrem inicialmente em 3000Hz e 6000Hz, tendo máxima em 4000Hz.
Uma observação universal de todas as pesquisas sobre os efeitos do ruído na audição é a importante variação da susceptibilidade das pessoas aos efeitos do ruído. Existem pessoas que suportam mais tempo de ruído que outras. Pessoas muito susceptíveis não podem ficar expostas por muito tempo ao ruído sem proteção auricular. A susceptibilidade de uma pessoa ao dano auditivo por ruído pode ser influenciada por doença, idade, fatores hereditários e exposição a outros agentes como drogas.

Evolução clinica

O aparecimento da PAIR é insidioso. O quadro clínico é inicialmente caracterizado por uma perda temporária da audição, que pode ser acompanhada por um tinnitus de pich alto, uma sensação de plenitude dentro do ouvido e uma sensação de audição abafada.
Nos estágios iniciais da PAIR, a perda auditiva temporária recupera-se dentro de um espaço de poucas horas ou poucos dias. Mas se a exposição ao ruído de risco continuar pode ocorrer uma perda auditiva neurosensorial permanente.

Mecanismos da PAIR

Na PAIR as alterações podem ser mecânicas e metabólicas e existem várias fases:
1. Ocorre morte das células ciliadas com formação de escoras ou estomas na freqüência de 4000Hz, ao nível máximo de 40-50dB. Para Hungria, o nível não ultrapassa 30dB. Mais de 50% das células apicais podem desaparecer sem elevar os limiares de tons puros para baixas freqüências. O indivíduo não observa ainda a perda.
2. Após semanas ou poucos anos de exposição, dependendo do nível da perda começa a se detectar na audiometria uma queda ao redor de 4Hz numa faixa que vai de 3000Hz a 6000Hz. Sempre precocemente a audiometria mostra um entalho em pacientes expostos a ruídos por longo tempo, o dano ocorre no primeiro terço da cóclea ou a 10mm da base por ser a área mais sensível. Esta fase raramente é detectada sem audiometria por não afetar a área da fala.
3. Após décadas de exposição à perda em 4Hz se acumula em menor quantidade espalhando-se até as baixas freqüências atingindo a área de compreensão da fala. Nesta fase o paciente torna-se consciente do problema. Pode acontecer de desaparecer o registro audiométrico nas freqüências agudas, dando a ausência de resposta no limite máximo do aparelho naquela freqüência, sendo este déficit acompanhado pela condução óssea.

Padrão audiológico geral

Encontramos na audiometria tonal uma perda neurosensorial simétrica bilateral. A curva é descendente, queda maior nas freqüências altas. No estágio inicial na maioria das vezes, queda leve somente nas freqüências de 4000Hz, depois 3000 e 6000Hz ficam comprometidas. Com a continuidade desse ruído podemos encontrar uma piora dessas freqüências e um comprometimento das outras freqüências também , inclusive as baixas.
Na audiometria vocal encontramos resultados compatíveis com os resultados encontrados na avaliação tonal.
A imitanciometria caracteristicamente mostra timpanogramas normais, tipo A e presença de reflexos estapédicos em níveis normais.

Manifestações da PAIR

As manifestações da PAIR são ainda pouco conhecidas e além disso é grande a dificuldade dos profissionais da área para avaliar esse tipo de prejuízo.
Essas manifestações a partir da perda auditiva foram denominadas de incapacidade auditiva e handicap.
A incapacidade auditiva refere-se a restrição ou impedimento na habilidade ou performance considerada normal para aquele indivíduo.
O handicap é resultante de uma perda ou incapacidade que limitam ou impedem o desempenho das funções normais do indivíduo, de acordo com o sexo, idade, fatores sociais e culturais, também pode estar envolvidos com a interação e adaptação do indivíduo e seu meio ambiente.
O estudo da incapacidade auditiva e do handicap em trabalhadores com PAIR constitui uma maneira de avaliação e possibilita uma descrição mais adequada dessas manifestações no trabalhador, auxiliando também em um posterior processo de reabilitação desse indivíduo.
Alguns autores relacionam as seguintes dificuldades dentro dos aspectos da incapacidade auditiva experienciados por seus pacientes com PAIR:

Quanto a incapacidade auditiva
Percepção ambiental - sons de alarme, sons domésticos, alto volume de televisão, dificuldade de compreender fala em grandes salas;
Problemas de comunicação - em grupos, lugares ruidosos, no carro, telefone e qualquer situação desfavorável para o ouvinte.

Quanto ao handicap
Esforços e fadiga - atenção e concentração excessiva durante a conversação e dificuldade para compreender leitura oral;
Stress e ansiedade - irritação e aborrecimento causados pelo zumbido, irritação e intolerância a lugares ruidosos, intolerância em interações sociais, cansaço pelos efeitos do trabalho em local ruidoso e aborrecimento pela consciência da deterioração da audição.
Dificuldades nas relações familiares - confusões pelas dificuldades de comunicação, pelo auto volume da televisão, impaciência para atividades ruidosas e com relação a reação das pessoas pela sua dificuldade auditiva;
Isolamento - recusa a encontros, grupos de conversação, festas, deixando de freqüentar esses lugares;
Auto imagem negativa - incômodo por não compreender as pessoas, por estas terem de repetir freqüentemente a mensagem, com o indivíduo sentindo-se surdo, velho ou incapaz.
A adaptação do handicap ocorre também por parte da pessoa que convive com o indivíduo.

Autora: Gercélia Ramos
Desenvolvido durante o sétimo período da UNIPÊ - Centro Universitário de João Pessoa

www.fonoaudiologia.com


Fonte: http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/4913

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Saúde Ocupacional Auditiva


PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO AUDITIVA

" O PCA é um conjunto de medidas que tem por finalidade impedir que ocorra uma deterioração dos limiares auditivos em trabalhadores.
Com a implantação do PCA, a empresa só tende a adquirir benefícios como:

*Redução das consultas médicas
• Redução dos níveis de acidente de trabalho
• Redução das ações trabalhistas (por danos á audição)

Com amplo conhecimento em acústica, efeitos dos ruídos, Drª. Thais Diniz de Carvalho está habilitada para prestar total auxílio a sua empresa, na implantação do PCA.

Realizamos todos os protocolos para a implantação:
* Análise do Processo de Trabalho;
* Estabelecimento de diagnósticos;
* Análise e Desenvolvimento Epidemiológico da Saúde Auditiva da Empresa;
* Análise de Desencadeamento e Agravamentos de Perdas Auditivas Ocupacionais;
* Medidas de Controle Ambientais e Administrativas;
* Indicação de Equipamentos de Proteção Auditiva (EPA's);
* Treinamento em Audiologia;
* Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP);
* Organização da Documentação Legal.

Brasil possui as Normas Regulamentadoras, hábeis na identificação de riscos aos quais os trabalhadores estão expostos, assim como maneiras eficientes no controle desses riscos.


O Ministério do Trabalho exige que as empresas que possuam no mínimo um (um) trabalhador mantenham um quadro (próprio ou terceirizado) de prestadores de serviços na área de Medicina Ocupacional.
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Posições e pega adequadas facilitam a amamentação

Aprenda a amamentar, mas sem ansiedade, pois a natureza é sábia e lhe deu o instinto materno. No início da amamentação podem ocorrer dificuldades, mas são perfeitamente normais. É uma época cheia de novidades e a ansiedade faz parte desse período.

Se o bebê demorar a aceitar o seio é necessário que a mãe faça a estimulação manual do mamilo para que o bebê estabeleça a sucção efetiva. A enfermeira e consultora em amamentação, Grasielly Mariano, orienta à mãe estar em posição confortável, sentada ou em pé. Para extrair o leite da mama esquerda, deve-se usar a mão direita e vice-versa. O polegar e o indicador devem ser pressionados em direção ao tórax e, na sequência, pressionar repetidas vezes por 20 minutos atrás do mamilo, onde o leite fica armazenado.

Em relação aos mamilos, podem ocorrer rachaduras e sensibilidade nos primeiros dias da amamentação que podem ser evitadas com a exposição deles ao sol. Higiene em excesso não é aconselhável, o banho diário é suficiente para deixar os mamilos limpos.

A posição ideal para amamentar

A recomendação de Grasielly é que a mãe não utilize roupas que restrinjam a sua movimentação. Em seu livro intitulado "Socorro, eu não sei amamentar!", ela dá dicas de como se posicionar de maneira adequada. "A mãe deve estar sentada de maneira confortável, com a coluna ereta e os pés apoiados em uma banqueta", ressalta.

No entanto, orienta que as posições ideais para amamentação serão escolhidas pela mãe, que sentirá com qual ela e o bebê conseguem ficar mais à vontade, pois a posição inadequada dificulta o ajuste da boca do bebê à aréola. Sentar-se em uma poltrona com braços largos ajuda a mãe a apoiar o braço no qual o bebê está deitado. Algumas almofadas nas costas também evitam dores na coluna.


Existem várias posições de amamentar seu bebê, o melhor é encontrar o que mais lhe agrada e agrade o seu bebê, que lhe dê conforto e favoreça a pega.


Como amamentar gêmeos




Outras dicas:

- Aproxime a barriga da mãe com a do bebê deixando o corpo dele voltado para o da mãe;

- Para facilitar a pega, o pescoço do bebê deve estar ligeiramente estendido. Para isso, a mãe precisa alinhar o corpo e a cabeça dele, deixando-os bem apoiados;

- A cabeça do bebê deve estar no mesmo nível que a mama e o nariz no mesmo nível do mamilo;

- Para direcionar a pega, segure a mama com os dedos em forma de "C" e não em forma de "tesoura";

- Estimule o bebê a abrir a boca passando o mamilo na região entre o nariz e o lábio superior;

- Quando conseguir ver a boca do bebê aberta e com a língua abaixada, movimente-o em direção à mama para que ela possa abocanhar grande parte da aréola;

- A mãe deve segurar o corpo todo e não apenas a cabeça e o pescoço.

Para verificar se a pega está correta, o primeiro passo é ver mais aréola abaixo do lábio inferior do bebê do que acima do lábio superior. Em segundo lugar, observar se o lábio inferior do bebê está virado para fora e a cabeça bem apoiada. "Além disso, a forma de amamentar é correta quando a mãe não sente dor, escuta o bebê engolindo o leite depois de fazer a sucção, quando o nariz do bebê não está sendo obstruído e o queixo encosta na mama", explica. É importante que ela tome água antes e durante a amamentação para estimular a produção do leite.

Fonte:http://consultoraemamamentacao.blogspot.com/
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Como agir quando a criança começa a falar

Dicas para pais de bebês de 18 a 24 meses, fase em que eles estão descobrindo a fala e começando a "conversar"



Dos 18 aos 24 meses de vida de uma criança, suas frases ainda não têm mais do que três palavras – até os 2 anos, 50 palavras são o mínimo do vocabulário de uma criança, podendo o repertório chegar ao dobro. Mas quem convive com ela consegue entender perfeitamente o que ela está tentando dizer. "Nessa fase, deve-se ficar atenta e interpretar o contexto para compreender o significado de cada som emitido pelos pequenos. Quando fala ‘au-au’, por exemplo, o bebê pode estar apenas mostrando ou chamando um cachorro, mas, às vezes, ele quer dizer que o animal entrou na sala ou, ainda, que sente medo dele", explica a psicóloga Cecília Guarnieri Batista.

Mesmo breves, essas primeiras tentativas de comunicação já permitem uma interação maior com a família e representam conquistas importantes, que devem ser comemoradas. Afinal, falar exige um grande esforço: é preciso articular os sons usando a língua, os lábios e todo o aparelho fonador, além de compreender o significado das palavras, conseguindo inseri-las nas situações adequadas. Por essa razão, o aprimoramento da fala é um excelente indício de que o desenvolvimento intelectual e psíquico da criança vai bem. "Para se expressar, o bebê tem de conjugar várias habilidades ao mesmo tempo, numa tarefa que, para a idade, não é nada simples", afirma a fonoaudióloga Marisa Ruggieri Marone.

Para falar melhor

Os pais ajudam nesse processo à medida que permitem que o bebê participe ativamente da vida familiar. "A atenção que ele recebe faz toda a diferença. Além de conversar, é importante ouvir, já que a criança precisa de espaço para se expressar", diz a fonoaudióloga Marilda Baggio Serrano Botega.

As brincadeiras também colaboram nesse aprendizado, trazendo a chance de ensinar novas palavras de um jeito lúdico. "É um bom momento para aumentar o vocabulário de sons com significados, introduzindo palavras que o filho ainda não conhece dentro de um contexto. Assim, a mãe aponta para uma bola ou a coloca nas mãos do bebê enquanto diz ‘bola’, transformando o conhecimento, antes abstrato, em algo concreto e que faz sentido para ele", explica Marisa. É essa percepção de contexto que permitirá ao seu filho depois utilizar adequadamente cada novo termo aprendido.

Ouvir historinhas e pequenas poesias e ter contato com os sons e ritmos das músicas são outros recursos que facilitam o desempenho na hora de falar. Portanto, os brinquedos e os programas que exploram a musicalidade são bem-vindos. Só não substituem a interação face a face. "A linguagem se desenvolve mais e melhor por meio do diálogo com os adultos, especialmente com os pais", ensina a pedagoga Adriana de Laplane.

Quando procurar um especialista

Se a criança não arrisca as primeiras palavras até os 2 anos, talvez seja necessário buscar a opinião de um especialista, de preferência, um fonoaudiólogo. "Os pais só não devem tirar conclusões precipitadas. Algumas vezes, o bebê não interage com os adultos por meio da fala, mas é preciso observar como ele se comporta na convivência com outras crianças e também durante as brincadeiras. Falar pouco nem sempre é sinal de algum comprometimento emocional, psíquico, motor ou físico. Esse diagnóstico depende de uma avaliação global das habilidades da criança", afirma Cecília.

Caso não haja comprovação de atraso no desenvolvimento da fala, o primeiro alvo de investigação será a audição. "Até mesmo as otites de repetição podem levar a uma dificuldade maior na percepção dos sons", explica Marilda. Na prática, o pequeno dá sinais desse tipo de problema quando não reage a sons fortes, não responde aos chamados ou grita em vez de falar.

Já quando a demora na articulação das primeiras frases chega a chamar a atenção de outras pessoas, vale a pena checar a quantas anda também o desenvolvimento da capacidade motora da criança. Se houver outros déficits significativos, o pediatra poderá avaliar a possibilidade de um distúrbio neurológico."Há ainda bons motivos para procurar o médico quando a criança não consegue estabelecer contato visual com as pessoas e, nessa idade, ainda apresenta forte resistência diante de situações de interação social. Nesse caso, é preciso buscar uma avaliação profissional quanto antes", aconselha Marilda.

Guia rápido das primeiras palavras

Mesmo que saiba o que a criança está querendo, não se antecipe a ela. Dê-lhe tempo para elaborar a fala e pedir. O bebê que sempre é prontamente atendido demora mais para se comunicar.
Por outro lado, não demore muito para responder, principalmente se perceber que a criança está ficando aflita pela dificuldade de se expressar.
É natural tentar se aproximar da fala do bebê afinando a voz e exagerando no uso de diminutivos. Mas evite formular as palavras de forma incorreta, repetindo os erros, até graciosos, que a criança comete. O ideal é que ela sempre escute o certo.
Corrigir demais, exigindo que o pequeno pronuncie todas as palavras com exatidão, é desestimulante. O excesso de críticas pode intimidar as tentativas dele de se comunicar.
Lembre-se: o bebê que participa das conversas de família aprende a se comunicar cada vez melhor. Além de falar bastante com o pequeno, os pais devem saber ouvi-lo, abrindo espaço para que se expresse, sem completar as palavras por ele nem apressá-lo.

Por Rita Trevisan
Fonte Site Caudia
Fonte: http://fonodanischepi.blogspot.com/
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O poder da Dominância Cerebral


Constatamos que no decorrer do tempo as pesquisas sobre o potencial humano cada vez mais vêm confirmando a natureza dual do nosso cérebro. Os antigos filósofos chineses chegaram aos conceitos de Yin (hemisfério direito) e Yang (hemisfério esquerdo) há milhares de anos; todavia só a partir do século passado foi que os médicos ocidentais começaram a pesquisar e constatar que os danos resultantes de derrames cerebrais tinham repercussões diferentes a depender da área do cérebro atingida (hemisfério direito ou esquerdo).

No início da década de 1960, Dr. Roger Sperry e sua equipe trabalhando em um grande hospital americano realizaram várias experiências com pacientes epiléticos, os quais tiveram as conexões entre os seus hemisférios cerebrais (direito e esquerdo) desfeitas através de uma cirurgia como uma maneira de reduzir os efeitos da epilepsia. Os estudos de Sperry confirmaram que os dois lados do cérebro cumprem funções diferentes. O lado esquerdo (que controla o lado direito do corpo) lida principalmente com a linguagem, a lógica e o tempo; e o lado direito, principalmente, com emoção, imaginação, visão, intuição e orientação espacial. Muitas outras experiências como essas vêm confirmando essas descobertas, e em 1983 Dr. Roger Sperry recebeu o Prêmio Nobel de Medicina pelo seu trabalho sobre dominância cerebral.



A partir de então, começaram as pesquisas para mapear e identificar qual a porção do cérebro que é mais utilizada pela maioria das pessoas e o que faz com que utilizemos mais o hemisfério direto ou o esquerdo. Acompanhando-se essas pesquisas as mesmas apontam que a família onde vivemos, a comunidade, o país, e também a educação escolar que recebemos são os responsáveis por esse desenvolvimento. Daí constatamos que, a nossa educação nos impele a aprendermos a utilizar muito mais o hemisfério cerebral esquerdo, pois a matemática, o português e a maneira como aprendemos favorece que desenvolvamos muito mais o hemisfério cerebral esquerdo.



Como era de se esperar, esse conhecimento chegou ao mundo organizacional e aquelas mais avançadas e inovadoras começaram a utiliza-lo como uma maneira interessante e inteligente, principalmente, para se montar equipes de trabalho, considerando que a diversidade favorece com que tenhamos equipes mais desenvolvidas e conseqüentemente melhores resultados.


Esses estudos foram se tornando cada vez mais sofisticados até que o pesquisador americano Ned Herrmann[1] apresentou a sua pesquisa, reconhecida mundialmente e dividindo o cérebro em quatro quadrantes com as seguintes características:


As pesquisas realizadas nos últimos anos mostram que a maioria dos altos executivos, gerentes e supervisores tendem a ser indivíduos que desenvolveram fortemente preferências para utilizar o lado esquerdo do cérebro e, conseqüentemente, como resultado disto as organizações tendem a focar as suas atividades em áreas que são primariamente orientadas para essas características.



Assim sendo, as atividades do lado direto são engajadas com freqüência muito menor, ao mesmo tempo, ainda segundo essas pesquisas, os indivíduos que utilizam mais o lado direito do cérebro tinham poucas chances de progredir nessas organizações.



Portanto quais são as implicações para tudo isto? Quando uma organização foca apenas as atividades que estão mais dirigidas para o lado esquerdo, logo de cara estão utilizando - quando muito 50% da sua capacidade. Ao mesmo tempo por não valorizarem as funções do lado direito tendem a ser muito burocráticas, e têm os seus focos muito mais dirigidos para a área operacional e por este motivo não conseguem se conectar com o todo.



Quando consideramos que o pensamento criativo gera um processo, através do qual utilizamos dois tipos de pensamento, ou seja, o pensamento divergente que é resultante da ação focada no hemisfério cerebral direito (adiar julgamento, imaginar, ousar, buscar novas alternativas, sair do velho paradigma), ao passo que o pensamento convergente é resultante da ação focada no hemisfério esquerdo (julga, avalia e escolhe).



É a partir daí que entendemos a importância do processo criativo nas organizações, já que o mesmo tende a gerar um movimento entre os centros de pensamento divergente e convergente.



O que podemos constatar é que na nossa sociedade despendemos mais tempo e trabalho com as nossas habilidades ligadas ao hemisfério esquerdo. Portanto, como já foi mencionado antes a educação tradicional preocupa-se muito mais com a nossa habilidade de ler, escrever, aritmética, matemática, as quais estão totalmente vinculadas ao nosso hemisfério cerebral esquerdo; ao passo que a arte, a música, a poesia, que são habilidades ligadas ao hemisfério direito não são consideradas prioritárias ou importantes.



Logo está claro e convincente que o individuo criativo não é aquele que apenas usa o lado direito do cérebro, mas principalmente aquele que sabe utilizar bem os dois hemisférios cerebrais. Só para dar exemplo, um determinado indivíduo A é um excelente artista, pinta quadros belíssimos tanto em técnica, perspectiva e qualidade de trabalho, todavia não sabe lidar com as questões monetárias relativas a sua carreira e é nada mais do que um “artista falido”; já o indivíduo B é também um fantástico profissional, seus trabalhos são belíssimos, todavia o mesmo investiu profissionalmente na sua carreira, nas suas exposições, no seu marketing profissional e portanto tem comprovadamente uma carreira de sucesso.

Qual a diferença? O indivíduo A sabe utilizar muito bem o lado direito do cérebro e por algum motivo não desenvolveu o seu hemisfério esquerdo, que planeja, age e executa; já o indivíduo B, valoriza os dois hemisférios cerebrais e, portanto, por utilizar mais seu potencial cerebral, consegue além do sucesso profissional, também encontra o desejado, procurado e importante sucesso financeiro da sua carreira.
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A Arte e o Cérebro no Processo de Aprendizagem


FACILITANDO A APRENDIZAGEM

Com as recentes pesquisas sobre o funcionamento do cérebro, a Teoria das Inteligências Múltiplas, a avaliação das aptidões cerebrais dominantes, e técnicas que foram criadas para acelerar a aprendizagem, tornou-se muito mais fácil aprender e gravar na memória o que estudamos.
Psicólogos, neurologistas e pesquisadores vêm escrevendo os resultados desses estudos, esclarecendo-nos e deixando-nos entusiasmados com os resultados obtidos por quem utiliza essas técnicas.

O LADO DIREITO DO CÉREBRO

A grande maioria das pessoas foi acostumada a pensar e agir de acordo com o paradigma cartesiano, baseado no raciocínio lógico, linear, seqüencial, deixando de lado suas emoções, a intuição, a criatividade, a capacidade de ousar soluções diferentes.
António Damásio, respeitado e premiado neurologista português, radicado nos Estados Unidos e com muitos trabalhos publicados, em seu recente livro O erro de Descartes, afirma que “o ponto de partida da ciência e da filosofia deve ser anti-cartesiano: "existo (e sinto), logo penso”.

A visão do homem como um todo, é a chave para o desenvolvimento integral do ser.


Mandala - Autora: Iraci Santana.

Utilizando mais o hemisfério esquerdo, considerado racional, deixamos de usufruir dos benefícios contidos no hemisfério direito, como a imaginação criativa, a serenidade, visão global, capacidade de síntese e facilidade de memorizar, dentre outros.

Através de técnicas variadas poderemos estimular o lado direito do cérebro e buscar a integração entre os dois hemisférios, equilibrando o uso de nossas potencialidades.
Uma dessas técnicas consiste em fazer determinados desenhos, de forma não convencional, de modo que o hemisfério esquerdo ache a tarefa enfadonha e desista de exercer o controle total, entregando o cargo ao hemisfério direito, que se delicia com o exercício.


O uso de música apropriada que diminui o ritmo cerebral, também contribui para que haja equilíbrio no uso dos hemisférios cerebrais.
Há pesquisadores que sugerem a música barroca, especialmente o movimento “largo”, que causa as condições propícias para o aprendizado. Ela tem a mesma freqüência que um feto escuta e nos direciona automaticamente ao lado direito do cérebro, fazendo com que as informações sejam gravadas na memória de longo prazo.

Músicas para relaxamento, como as “new age”, surtem os mesmos efeitos.
Nossa mente regula suas atividades através de ondas elétricas que são registradas no cérebro, emitindo minúsculos impulsos eletroquímicos de variadas freqüências, podendo ser registradas pelo eletroencefalograma. Essas ondas cerebrais são conhecidas como:


Beta, emitidas quando estamos com a mente consciente, alerta ou nos sentimos agitados, tensos, com medo, variando a freqüência de 13 a 60 pulsações por segundo na escala Hertz;

Alfa, quando nos encontramos em estado de relaxamento físico e mental, embora conscientes do que ocorre à nossa volta, sendo a freqüência em torno de 7 a 13 pulsações por segundo;

Teta, mais ou menos de 4 a 7 pulsações, é um estado de sonolência com reduzida consciência; e

Delta, quando há inconsciência, sono profundo ou catalepsia, emitindo entre 0,1 e 4 ciclos por segundo.

As duas últimas são consideradas patológicas.
Geralmente costumamos usar o ritmo cerebral beta. Quando diminuímos o ritmo cerebral para alfa, nos colocamos na condição ideal para aprendermos novas informações, guardarmos fatos, dados, elaborarmos trabalhos difíceis, aprendermos idiomas, analisarmos situações complicadas.
A meditação, exercícios de relaxamento, atividades que proporcionem sensação de calma, também proporcionam esse estado alfa.
De acordo com neurocientistas, analisando eletroencefalogramas de pessoas submetidas a testes para pesquisa do efeito da diminuição do ritmo cerebral, o relaxamento atento ou o profundo, produzem aumentos significativos de beta-endorfina, noroepinefrina e dopamina, ligados a sentimentos de clareza mental ampliada e de formação de lembranças, e que esse efeito dura horas e até mesmo dias. É um estado ideal para o pensamento sintético e a criatividade, funções próprias do hemisfério direito.
Como é fácil para este hemisfério criar imagens, visualizar, fazer associações, lidar com desenhos, diagramas e emoções, além do uso do bom humor e do prazer, o aprendizado será melhor absorvido se estes elementos forem acrescentados à forma de se estudar.

USO INTEGRAL DO CÉREBRO

O ideal é que nos utilizemos de todo o potencial do cérebro, riquíssimo, surpreendente!
Quando levamos uma vida inteira exercitando quase que só as funções do hemisfério esquerdo, ou só o lado direito, ocorrem as doenças cerebrais degenerativas, tão temidas, como o mal de Alzheimer, por exemplo.
Necessitamos, portanto, estimular as diversas áreas do nosso cérebro, ajudando os neurônios a fazerem novas conexões, diversificando nossos campos de interesse, procurando nos conhecer melhor para agirmos com maior precisão e acerto.

Howard Gardner, o psicólogo americano criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, identificou inicialmente sete tipos de inteligência no ser humano que são estimuladas e expressas de formas diferentes, de acordo com cada pessoa. São elas:

* verbal/linguística;
* lógica/matemática;
* musical; corporal/cinestésica;
* visual/espacial;
* interpessoal;
* intrapessoal.


Atualmente foi acrescentada a inteligência naturalista e a existencial, estando esta última ainda em estudo.
A Teoria das Múltiplas Inteligências deverá ser aplicada não apenas com os diversos indivíduos, para atingir cada pessoa, de acordo com o seu ponto de interesse, mas em nós mesmos, buscando desenvolver cada tipo de inteligência que trazemos em estado latente.

Foi desenvolvido nos Estados Unidos um sistema de avaliação das aptidões cerebrais dominantes, utilizado também por alguns escritores nacionais e que mostra com clareza quais as áreas do cérebro que damos maior preferência e, daí, é feito um perfil psicológico da pessoa, sua maneira de agir na vida, qual o lugar de sua preferência numa sala de aula, como melhor aprende, etc. A esse resultado, temos acrescentado outros elementos, dentro de uma visão holística do ser humano, que tem ajudado bastante as pessoas.

Conhecendo as áreas que são mais estimuladas, passa-se então a praticar uma série de exercícios para ativar as regiões menos utilizadas, de modo que, com o passar do tempo, nossa capacidade de agir como um ser humano integral estará bastante aprimorada.
Seremos lógicos e intuitivos, práticos e sonhadores, racionais e emotivos, seguiremos os padrões vigentes e utilizaremos a nossa criatividade, teremos “os pés no chão e a cabeça nas estrelas”... Seremos, enfim, do céu e da terra, captando todos os ensinamentos com facilidade, independente da faixa etária. Isto nos tornará muito mais capazes e autoconfiantes.

EXPERIÊNCIA COM O HEMISFÉRIO DIREITO

Figura humana de imaginação (abaixo) e, à direita, de observação.
Autora: Nazareth Bastos, 1993.


Desde 1992, quando iniciamos a coordenar o curso DLADIC – Desenvolvimento do lado direito do cérebro, onde utilizamos o desenho como pretexto para atingir os nossos objetivos, que vimos nos surpreendendo com o manancial riquíssimo que possuímos, armazenado em nosso cérebro, aguardando as condições propícias para se manifestar.
Nesse período, passaram pelo curso mais de trezentas pessoas. Cada uma com um interesse diferente, com uma motivação própria.
Quase todas, nos primeiros contatos, afirmavam ser incapazes de fazer qualquer tipo de desenho, de criar alguma coisa, de prestar atenção ou se concentrar em algo.
No decorrer do processo de desbloqueamento, essas pessoas iam ficando surpresas com os resultados visíveis nos seus trabalhos artísticos e com a descoberta de uma nova forma de ver o mundo e de ver-se a si mesmas.
Um dos primeiros exercícios é o de atenção, concentração, meditação. Utilizando uma folha de papel tamanho ofício, sem tirar o lápis do papel, o aluno vai traçando linhas retas horizontais e verticais que se cruzam, formando uma composição. Após preencher a folha de acordo com o seu gosto, pode consertar as linhas que ficaram mais tortas e, em seguida, contorná-las com hidrocor preto e pintar as formas que as linhas fizeram de modo que desligue temporariamente o hemisfério esquerdo a fim de dar vazão ao hemisfério direito, enquanto ouve-se música relaxante ou subliminar, em profundo silêncio, meditando sobre as seguintes questões:

* O que senti com a limitação de não poder tirar o lápis do papel, de só poder fazer linhas retas horizontais e verticais?
* Como reajo quando sou limitado nos meus gestos, quando tenho de seguir orientações vindas de fora de mim mesmo?
* Como convivo com isso no meu dia-a-dia?
* O que senti quando fui liberado para consertar o que errei?
* O que o erro representa para mim?
* Como convivo com as coisas simples?
* Em que o desenho se parece comigo, com a minha forma de ser?
* Na minha vida tem muitos labirintos? Tem muitos espaços inacessíveis? É uma vida clara, alegre, aberta para acolher o outro?
* Como lido com a minha vida?
* Tenho facilidade para me deixar conduzir pelo fluxo da vida, não apressando o rio?


São questionamentos que a pessoa vai fazendo e respondendo a si mesma, sem externar para os outros, se assim o quiser. Inclusive os próprios desenhos, que são utilizados como pretextos para ter acesso ao lado direito do cérebro, não precisam ser mostrados a ninguém. É um momento íntimo, pessoal, onde nos damos o direito de ser o que somos, com erros e acertos, sem censuras nem justificativas, arriscando a exploração de um campo novo e cheio de surpresas. É um caminho para o autodescobrimento.

Nesse exercício vemos alunos realizando trabalhos quase perfeitos num prazo de uma aula, e passando duas a três aulas para corrigir o que foi feito! Outros, se negam a consertar, dizendo: “minha vida é assim mesmo, cheia de traços tortuosos, não quero corrigi-los.” Alguns mostram-se confusos com a simplicidade da proposta, tão acostumados estão com a complexidade dos desafios que enfrentam diariamente. E refazem o exercício várias vezes, até conseguirem atender a contento a orientação dada...
Estando pronto o trabalho, a alegria é estampada no rosto diante da composição inesperada. Às vezes colocam no quadro, emoldurando-a, sentindo-se artistas.

Dessa composição, estimulamos a criatividade sugerindo a infinidade de novos trabalhos que poderão surgir a partir de pequenos detalhes ampliados e explorados com os mais diversos materiais e para as mais variadas finalidades: mural, divisória, painel, quadros a óleo, colagens, objetos tridimensionais, etc. No exercício para desenvolver o poder mental, vemos aqueles que estão acostumados à meditação, à busca do crescimento espiritual, se entregarem à tarefa com determinação, conseguindo colocar no papel o que visualizou e dando um colorido forte, rico em contrastes, prosseguindo em casa com as variações desse mesmo trabalho. Já os que não se preocupam muito com estas questões sentem mais dificuldade e precisam de um maior assessoramento.

Trabalhando com a criatividade, aproveitamos o desenho de observação para uma nova composição, onde o objeto do desenho é dissolvido, passando a ser parte do processo criativo, misturando-se com o todo. Tiramos parte desse trabalho, ou detalhes para novas criações, como se fosse uma cornucópia de onde saem sempre novas idéias.
Com esse exercício chamamos a atenção para o trabalho em equipe. A importância de cada componente para que o grupo ou a empresa sobressaia. Quando destacamos alguém da equipe, por mais insignificante que seja, poderemos estimulá-lo e ver surgir um rico potencial de grande utilidade e beleza. Quando valorizamos um pequeno grupo da equipe, o rendimento também pode ser bem melhor. Também ressaltamos a importância de respeitar os limites, os espaços.

Num estágio mais adiantado trabalhamos com o desbloqueio dos vícios de observação e a flexibilidade mental.
Nas tarefas recebidas, o aluno vai esquecer o nome dado às coisas e procurar ver o real, sem simbolismo algum, exatamente o que está à sua frente. Por vivermos distanciados do real, do verdadeiro, sofremos tanto! Imaginamos tantas coisas diante de um fato, de um gesto, de um acontecimento, quando o significado real era outro, completamente diferente do imaginado!

Neste trabalho, é solicitado a ver as situações por diversos ângulos: por dentro, por fora, comparando tamanhos, aberturas, distâncias... Saindo da parte para o todo e vice-versa, de forma constante, num estado de relaxamento atento, esquecido do tempo e das preocupações que tinha nos momentos que antecederam a aula. É sugerido que leve a experiência para o dia-a-dia, procurando descobrir sempre novas soluções para os problemas e desafios da vida, evitando não cristalizar idéias e pontos de vista.

Estimulamos a observação atenta do companheiro que trilha conosco o mesmo caminho na vida, flexibilizando a mente para olhá-lo sem os conceitos e preconceitos que enraizamos em nós mesmos ao longo da convivência. Por mais tempo que tenhamos de convivência, não conhecemos ninguém o suficiente, pois todos nós estamos em processo contínuo de mudança. E cada pessoa é sempre uma incógnita que nos surpreende.
Utilizamos nesse exercício a figura humana em desenhos realizados com traços, a lápis ou bico de pena.
No decorrer do curso algumas pessoas saem e dão um tempo. Depois voltam e me dizem que determinado trabalho mexeu tanto com elas que resolveram fazer terapia ou se trabalharem melhor em determinado aspecto que não tinham dado a devida importância antes.
Outras, com um pequeno estímulo, descobrem o potencial artístico que têm e se lançam no mundo das artes, criando e pintando quadros que são levados à exposição até em outro estado do Brasil. Uma dessas alunas, fez apenas um mês de aula e passou a pintar quadros, viajando em seguida por vários países, descobrindo coisas novas, deixando dois painéis seus num restaurante da Nova Zelândia.

Vemos crianças conseguindo concentrar-se em casa para fazer os seus deveres estudantis, adolescentes encontrando mais facilidade na aprendizagem das matérias escolares, adultos escrevendo melhor, compreendendo a comunicação não-verbal, lendo mais e conseguindo um maior relaxamento diante das tensões diárias. Idosos empregando o seu tempo na aquisição de maiores conhecimentos, na realização de antigos sonhos, na descoberta de suas potencialidades.

A música, o silêncio interior e exterior, os exercícios de desenho, de criatividade, as mandalas e, em algumas ocasiões, a videoterapia, têm sido fortes aliados na conquista dessa riqueza íntima que possuímos e não sabíamos ser possuidores.
Com os avanços das pesquisas sobre o cérebro, acrescentamos novas abordagens a este curso, visando o uso de todo o potencial do cérebro, procurando equilibrar o hemisfério esquerdo com o hemisfério direito. Passou então a ser chamado Criatividade e Cérebro, para aulas em grupo e Em busca da harmonia, para ser mais feliz, para o atendimento individual.
Atualmente, encontram-se à disposição de quantos queiram estar preparados para o novo milênio, os mais diferentes recursos de crescimento interior, divulgados pelos mais diversos meios, através de profissionais interessados na formação de uma nova sociedade. É só buscar...

Os desenhos enviados são de pessoas sem nenhuma experiência nessa área, que tinham dificuldade de concentração, memorização e criatividade

Bibliografia:

Desenhando com o lado direito do cérebro – Betty Edwards - Ediouro
Aprendizagem e criatividade emocional – Elson A. Teixeira – Makron Books
Cérebro esquerdo, cérebro direito - Springer e Deutsch – Summus Editorial
Alquimia da Mente – Hermínio C. Miranda – Publicações Lachâtre
Viver Holístico – Patrick Pietroni – Summus Editorial
Revista Planeta, nº 201 – junho 1989
Revista Globo Ciência, ano 4, nº 39
Revista Nova Escola – Setembro 1997

Fonte: http://www.cerebromente.org.br/n12/opiniao/criatividade2.html
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Aprenda estimular um bebê!


Prepare-se: assim que começa a sentar sem apoio, seu bebê adquire uma visão melhor do ambiente e tudo será objeto de uma saudável curiosidade, que é ponto de partida para a aquisição e o desenvolvimento de inúmeras habilidades.

Para enxergar melhor algo que despertou sua atenção ou impulsionada pelo desejo de alcançar um objeto distante, por exemplo, a criança irá intensificar as tentativas de se deslocar sem ajuda. Logo, estará se arrastando pelo chão apoiada no bumbum ou mergulhando de barriga. Depois, vai descobrir como se apoiar com as mãos e os joelhos e engatinhar.

As explorações e brincadeiras desta fase permitem ao bebê expandir seu desenvolvimento como um todo. "A criança se relaciona com o ambiente exercitando todos os sentidos, e cabe aos pais incentivarem as experiências do pequeno com atividades e brincadeiras variadas", afirma a pedagoga Julia Manglano, de São Paulo.

Evite só ficar com o bebê no colo ou de deixá-lo em espaços limitados, como cercados, durante longas horas. Seu filho precisa brincar no chão e explorar o ambiente. Claro que alguns cuidados básicos de segurança devem ser tomados. "Afinal, os pequenos não têm noção de perigo e dependem do olhar atento dos pais para se guiar nas suas primeiras aventuras", diz Julia.

Para favorecer a locomoção
Motive a criança a se movimentar colocando alguns dos brinquedos preferidos dela a certa distância. Se necessário, incentive-a pedindo que vá buscá-los.
Proporcione a oportunidade de brincar em diferentes superfícies, como grama, tapetes e areia.
Experimente colocá-lo sobre uma bola grande e movê-lo para a frente e para trás e de um lado para o outro. Quando ele estiver no colo, balance-o em várias direções com suavidade.
Aproveite pelo menos os fins de semana para levá-lo no parque, no clube e em lugares onde ele possa circular mais livremente.

Para acelerar as habilidades manuais
Junte os brinquedos em pequenas caixas e deixe que o bebê manipule esses objetos à vontade, pegando-os e guardando-os de volta. A criança também vai se divertir brincando de tirar e recolocar as meias na gaveta.
Ofereça brinquedos de encaixe simples e recipientes que ela consiga montar e desmontar ou tampar e destampar com facilidade.
Permita que o bebê tenha contato com diversos objetos de diferentes tamanhos, pesos e texturas, mesmo que não sejam brinquedos.
Incentive-o nas atividades com água e areia limpa.
Dê livros de capa dura para que ele tente folhear.
Libere revistas velhas para seu filho amassar e rasgar.
Para estimular a inteligência auditiva
Coloque música de qualidade para o pequeno ouvir durante uma hora por dia.
Leia ou conte histórias infantis para ele todos os dias.
Se souber tocar um instrumento, faça apresentações especiais para o filhote.
Garimpe livros infantis que reproduzam os sons de diferentes instrumentos ou grave esses sons para que ele comece a distingui-los.

Para aperfeiçoar a capacidade visual
Organize passeios de "aprendizagem". É simples: basta circular com a criança no colo pelos vários espaços da casa, apontando e nomeando até dez objetos diferentes. Repita o mesmo roteiro durante uma semana, até perceber que o bebê já começa a reconhecer cada um dos objetos.
Mostre fotos grandes e diga o nome das pessoas, especialmente daquelas com quem ele mais convive.

Para ensinar as primeiras palavras
Faça perguntas e responda você mesma, tomando o cuidado de usar poucas palavras. Por exemplo: "Tudo bem?" e, em seguida: "Tudo". Ou: "Quantos anos você vai fazer?" e, logo depois respondendo: "Um".
No carro, na hora do banho, no almoço: sempre que estiverem juntos, cante e converse com seu filho.
Recite poesias curtas, com rimas fáceis e sonoras.

Fonte: Revista Cláudia
http://fonodanischepi.blogspot.com/2011/08/bebe-inteligente-aprenda-estimular-as.html
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Orientações aos familiares e cuidadores de pacientes disfágicos (dificuldades na deglutição)



Os distúrbios da deglutição que acontecem após problemas neurológicos
merecem cuidados especiais em qualquer idade.

Existem patologias que podem afetar a sensibilidade ou a
coordenação dos músculos responsáveis pelos movimentos da deglutição.
O problema pode ocorrer desde a introdução de alimentos na boca até sua
entrada no estômago. Esta alteração ao deglutir é o que chamamos de
DISFAGIA.


A disfagia é causada por doenças neurológicas como os acidentes
vasculares encefálicos (AVE), os “derrames”, associada a doenças
neuromusculares ou ainda por câncer nas regiões da cabeça ou pescoço, entre
outras causas. O problema para deglutir apresenta vários sinais ou sintomas, que
nem sempre são percebidos.
Quando o paciente sofre um AVE e apresenta o distúrbio da deglutição,
normalmente, recebe alta hospitalar com um encaminhamento para o tratamento
fonoaudiológico. Já em casos de doenças progressivas ou degenerativas, a
família deve ficar ainda mais atenta, pois os sinais ou sintomas do distúrbio da
deglutição podem aparecer aos poucos. Devem ser descritos para a equipe
médica que acompanha o paciente e só então será encaminhado ao tratamento
fonoaudiológico.

A família deve ficar atenta caso o paciente apresente os seguintes sinais e
sintomas do distúrbio que pode ocorrer antes, durante ou após a deglutição:

 engasgos com saliva ou alimentos;
 deglutição demorada;
 deglutir várias vezes o mesmo bolo;
 retorno do alimento para a boca;
 permanência de resíduos na boca;
 perda de peso;
 baba excessiva após a refeição;
 pigarro ou tosse após a refeição;
 rouquidão ou mudança da voz após a refeição ;
 infecções respiratórias de repetição;
 dificuldade de mastigar por uso de prótese dentária;
 cansaço após alimentar-se;
 presença de febre;
 modificação do nível de consciência (por desidratação)

Podem aparecer as queixas de “garganta arranhando” ao engolir e a
sensação de queimação após a refeição, que estão associadas à presença de
Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Estes sintomas também devem ser
comunicados à equipe, pois necessita do tratamento com brevidade para não
causar outras complicações, principalmente no paciente disfágico, que pode
aspirar o refluxo.

COMO A FAMÍLIA PODERÁ AUXILIAR?
As condutas específicas variam de acordo com cada caso, mas existem
orientações básicas ao alimentar-se um paciente que apresenta disfagia e devem
ser seguidas pela família e/ ou pelo cuidador. Devem ser observadas as
consistências dos alimentos liberadas pela equipe, o que será decidido,
principalmente, após a avaliação fonoaudiológica e/ou exames objetivos da
deglutição. Serão passadas orientações que devem ser seguidas durante todas
as refeições do paciente.
Em alguns casos, o paciente não poderá receber líquidos finos, o que inclui
a água e, para que não se desidrate, será necessário “engrossar” a água, o café,
os sucos, outros. Normalmente, os “espessantes”, ou substâncias que engrossam
os líquidos, apresentam dosagens estabelecidas nas embalagens para garantir
determinada consistência, o que auxilia a preparação da refeição. Os alimentos
sólidos podem ser amassados, liqüidificados ou amaciados com líquido para
adequar a consistência aceita pelo paciente. São também utilizados espessantes
após liquidificar o sólido para garantir a consistência segura para o paciente
deglutir.
É importante que o estado nutricional geral e a hidratação do paciente
sejam acompanhados pela equipe de nutrição. Sinais de desidratação incluem
pele ressecada, ausência de suor e, às vezes, alterações no estado mental.
Exemplos de consistências:
 Pastosos: purês, mingaus
 Líquidos: sucos, café, chá
 Néctar: suco de ameixa, suco de mamão
 Líquidos engrossados: gelatina diluída, iogurte
 Semi-sólidos: amassados em pedaços, picados
 Sólidos: carnes, frutas

ORIENTAÇÕES DOMICILIARES PARA UMA REFEIÇÃO SEGURA
 Apresentar os alimentos, mesmo triturados, em porções separadas, não
misturar, pois o aroma e o sabor devem ser apetitosos, garantindo o prazer e o
interesse pela alimentação.
 O paciente acamado deve ser mantido em decúbito elevado, é importante
consultar a equipe para confirmar esta possibilidade: posicionar com
travesseiro ou elevar a cama. Pode ser colocado um travesseiro sob os joelhos
do paciente, para evitar que escorregue, e outro atrás da cabeça que ficará
levemente inclinada para frente protegendo a via aérea.
 Quando o paciente pode permanecer sentado, deve ser mantido em posição
ereta durante a refeição, corrigir os desvios com travesseiros ou toalhas
enroladas; a cabeça também deve ficar levemente inclinada para frente.
 Quem estiver administrando o alimento deve estar posicionado na mesma
altura do paciente e, em caso de hemiplegia/ hemiparesia (limitação dos
movimentos de um dos lados do corpo), deve-se posicionar no lado do corpo
que está comprometido para oferecer o alimento ao paciente. Ele deve manter
a cabeça virada para este lado ao engolir, assim o bolo alimentar desliza
preferencialmente pelo lado bom;
 pode-se posicionar a cabeça do paciente levemente para frente e para baixo;
 introduzir o alimento com o talher à linha média (bem à frente) em relação à
boca;
 sempre observar a quantidade a ser introduzida: em caso de dúvida, sempre
oferecer pequenas colheradas e amassados ou picados bem miúdos;
 pedir sempre a atenção do paciente quando ele estiver sendo alimentado;
 solicitar que mastigue bem;
 solicitar que não fale enquanto come;
 alternar a introdução de líquidos e sólidos: não misturar as consistências;
 não apressar a introdução do alimento, certificar-se de que o paciente deglutiu
toda a porção antes de oferecer outra “colherada”;
 retirar a prótese dentária quando estiver frouxa;
 solicitar a “tosse” quando ele apresentar pigarro ou engasgo; não oferecer
líquido nem bater nas costas ou soprar o rosto, pois o engasgo pode aumentar;
 alimentar em ambiente tranqüilo, sem distrações (TV, grupo conversando);
 realizar a higiene oral sempre após cada refeição e verificar o estado dentário
do paciente (mau estado dentário aumenta o risco para broncopneumonia).
 se a saliva se acumula na cavidade oral, deve ser aspirada ou absorvida com
uma compressa ou gaze, assim evita-se os engasgos caso escorra para a
faringe;
 para a introdução de líquidos, pode-se utilizar copos plásticos com uma parte
da borda recortada, para o paciente conseguir deglutir com a cabeça inclinada
para frente, o que protege a via aérea dos engasgos;
 se o paciente não consegue controlar a quantidade de líquido que coloca na
boca, os líquidos devem ser oferecidos com colher, nunca oferecer líquidos
com canudo,
 oferecer líquidos com canudo apenas se o paciente não tem condições para
sorver o líquido diretamente do copo, o que é bem incomum, e, para isso, deve
apresentar boa preensão labial e coordenação entre o sugar-engolir.
Para garantir uma alimentação segura, principalmente quando houver um
distúrbio importante da deglutição, as orientações devem ser seguidas
exatamente como prescrito pelo especialista que acompanha o caso. O principal
risco da disfagia é a entrada de resíduos alimentares nos pulmões, o que pode
causar uma pneumonia aspirativa. Além disso, devido à dificuldade de deglutir, e
principalmente por terem noção deste risco, os pacientes evitam algumas
consistências e, com isso, vários alimentos, podendo ficar desidratados e/ ou
desnutridos. Neste caso, algumas orientações acima não se aplicam,
principalmente se o distúrbio for muito grave, sendo indicada (ou mantida), por
exemplo, a sonda nasogástrica (SNG) para introdução da dieta alimentar. Esta
medida alternativa para alimentação será retirada apenas após o tratamento, uma
reavaliação criteriosa e por decisão conjunta da equipe médico-terapêutica. Em
outros casos, com um distúrbio da deglutição que começa a se instalar, os
pacientes passam a receber algumas consistências via oral e outras (com risco de
ser aspiradas para o pulmão) via sonda, ou não poderão receber alimentos por via
oral, devido aos mesmos riscos descritos acima.
Mesmo para os pacientes que não se alimentam por via oral, deve-se fazer a
higiene com escovação.

MATERIAIS QUE PODEM SER NECESSÁRIOS PARA AUXILIAR A REFEIÇÃO DO PACIENTE DISFÁGICO
 copo com alças para segurar com firmeza;
 copo plástico com “recorte para o nariz” para o paciente conseguir inclinar a
cabeça à frente ao sorver o líquido;
 canudos finos que são usados somente quando o paciente consegue
monitorar a quantidade sugada ou como um exercício de “sugar alimento
engrossado”, quando orientado pelo fonoaudiólogo;
 pratos antiderrapantes (fundo com material emborrachado) com borda alta;
 talheres engrossados ou colheres “tortas”;
 talheres com revestimento de nylon ou similar para pacientes com reflexo de
mordida.
Vários materiais podem ser indicados para o paciente realizar sua refeição
de forma confortável e segura, principalmente se for portador de um distúrbio
motor ou da consciência. Estes aspectos são discutidos com a participação do
fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional.
As orientações descritas devem ser seguidas conforme as prescrições
realizadas pela equipe médico-terapêutica. Muitos casos apresentarão objetivos
diferenciados, o que deverá ser acompanhado com ainda mais cautela, portanto,
não se pode ficar com dúvidas a respeito da abordagem com o paciente. Mais
importante ainda, nunca modificar as condutas prescritas e manter contato com os
especialistas que acompanham o paciente, informando a respeito de qualquer
modificação no quadro disfágico.

Fonte: http://www.artigos.etc.br/orientacoes-sobre-disfagia.html
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Karaokê eleva casos de tumor (pólipos) nas cordas vocais no Japão

Batizado de "pólipo de karaokê", o problema é definido como uma inflamação nas cordas vocais causada pelo uso excessivo e incorreto da voz.

A inflamação dá origem a pequenos caroços que precisam ser removidos por cirurgia. Sem a operação, os pólipos não chegam a evoluir para algo mais grave, como câncer, mas o paciente corre o risco de ficar sem voz.

Os médicos advertiram ainda que a garganta sofre por causa cigarro e do ar condicionado das salas de karaokê – que deixam as cordas vocais secas – e do álcool, que agride a membrana e facilita a formação do caroço.

"Abusar do karaokê uma noite já basta para o aparecimento de pólipos", diz o médico otorrino Toshiyuki Kusuyama, do Centro de Voz de Tóquio.

O karaokê é a diversão preferida de 47 milhões de japoneses, um terço da população do país.

Esforço

Em uma conversa trivial, as cordas vocais, que têm forma de V, cerca de 1,5 cm de comprimento por 0,5 cm de largura, vibram de 100 a 250 vezes por segundo.

Mas no karaokê, dependendo do tom da música, as vibrações podem chegar a mil por segundo – próximo do desempenho de um soprano.

O esforço é grande demais para quem não ganha a vida na ópera.

"Depois de cantar três músicas, o melhor é largar o microfone e descansar por alguns minutos", aconselha o otorrino Hiroyuki Fukuda, diretor da Universidade Internacional de Saúde e Bem-estar, em Tóquio, e criador do termo "pólipo de karaokê".

Ele recomenda que os cantores amadores chupem uma bala e evitem conversar com os amigos enquanto esperam a vez de cantar novamente.

O limite, diz o médico, é dez músicas por noite, no máximo três de tom alto.

Pop afinado

As cirurgias para retirada dos pólipos se multiplicam. Apenas no ano passado, foram 170 no Centro de Voz de Osaka, o dobro de 2004.

Fukuda diz que notou uma diferença entre o perfil de seus pacientes no início dos anos 80, quando ele diagnosticou o "pólipo de karaokê", e hoje.

Naquela época, o paciente típico era o funcionário de escritório que soltava a voz no karaokê depois do trabalho para aliviar o estresse. O problema também atinge profissionais que costumam forçar a voz, como professores, advogados e cantores.

Agora, segundo os médicos, um número cada vez maior de jovens estudantes e donas de casa aparecem roucos nos consultórios com pólipos nas cordas vocais causados por excesso de karaokê.

A culpa, desconfiam os médicos, pode ser das músicas de notas altas que fazem sucesso no pop japonês.

Cantores como Ken Hirai, cujos agudos fariam inveja aos Bee Gees, dominam os rankings de popularidade das salas de karaokê. A maioria dos fãs querem cantar igualzinho aos ídolos.

"Jamais tente imitar o tom de voz de seus cantores favoritos", avisa Fukuda. "As cordas vocais deles não são iguais às suas."


Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/02/070227_karaoke_polipo_rwpu.shtml
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Voz: Você se encaixa nesse grupo de risco?

A voz é o instrumento de trabalho de aproximadamente 25% da população economicamente ativa, que dela depende todos os dias para alcançar o sucesso em suas ocupações. Por outro lado, o Brasil é o segundo país do mundo em incidência de câncer da laringe. Esta doença é evitável, pois está associada ao vício de fumar em aproximadamente 95% dos casos. É um câncer de fácil diagnóstico e altamente curável na fase inicial, quando se expressa apenas por uma rouquidão. Rouquidão persistente é considerada um dos 7 sinais de alerta de câncer, segundo a união internacional contra o câncer – UICC.A voz do professor, do radialista, do advogado, médicos, agentes de saúde, assistentes sociais, professores de academia, pastores e padres, cantores, atores, políticos, dentre outros profissionais que usam sua voz; é vulnerável ao tempo e ao uso inadequado, sem cuidados especiais, devendo ser tratada como voz profissional. As condições de sua rotina de vida e trabalho apresentam situações estressantes e fatores de risco para a sua saúde vocal e geral. Existem relações entre a saúde vocal, os distúrbios da voz (disfonias) e as condições de trabalho.Doenças profissionais são as que resultam do exercício do trabalho, inerentes a determinadas ações profissionais. Uma disfonia representa qualquer dificuldade na emissão vocal que impeça a produção natural da voz.Os principais tipos de lesões orgânicas resultantes das disfonias funcionais, ou seja, do uso inadequado da voz; são: nódulos, pólipos e edemas das pregas vocais. O indivíduo que padece de um distúrbio vocal sofre limitações de ordens física, emocional e profissional. Pode se manifestar por meio de uma série de alterações:-Esforço para falar-Dificuldade em manter a voz em uma mesma altura e intensidade-Cansaço ao falar -Variações na freqüência habitual (A voz muda freqüentemente, baixo/alto,Grave/aguda)-Rouquidão -Diminuição de volume e projeção da voz-Perda da eficiência vocal -Perda de resistência ao falar O ideal é que se faça a avaliação periódica de seis em seis meses, pelo menos. Caso seja detectada alguma alteração, acompanhamento conjunto entre fonoaudiólogo e otorrinolaringologista. Abaixo, algumas orientações para melhor seu desempenho vocal:

* Beber 7 a 8 copos de água por dia
* Procurar atendimento especializado se usar a voz na profissão
* Evitar Pastilhas, sprays ou medicamentos, pois, anestesiam a voz, favorecendo abusos vocais.
* Evitar automedicarão e soluções caseiras (gengibre, romã, etc.)
* Repouso da voz, após cada "apresentação" pública (Proporcional ao tempo falado.)
* Usar roupas leves e evitar refrigerantes, gorduras e condimentos e temperos.
* Realizar exercícios regulares de relaxamento, avaliações auditivas e fonoaudiológicas periódicas.
* Caso queira efetuar um Check Up Vocal; agende uma consulta conosco, marque sua avaliação e saiba como melhorar seu desempenho vocal e as melhores orientações para seu caso.
* Será um prazer Tê-los (as) Conosco!!
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Nódulos, pólipos, cistos e sulcos vocais: O que fazer?

As patologias vocais que podem surgir após o abuso ou mau uso da voz são: nódulos, pólipos, cistos, edema, sulco vocal e fendas. Para cada uma dessas alterações vocais, um tratamento diferente, conforme descrito a seguir:


Nódulos
Os nódulos vocais em adulto são crescimentos benignos localizados nas pregas vocais, sendo uma reação do tecido devido ao constante movimento brusco das pregas vocais, tais como: falar alto, gritar, imitar vozes; dentro outros.Os nódulos iniciais são relativamente macios e flexíveis.Neste estagio inicial, o nódulo pode estar evidente apenas unilateral e pode facilmente ser confundido com um pólipo.Os nódulos crônicos são geralmente duros, brancos, espessos e fibrosados, geralmente bilaterais, e nem sempre simétrico em tamanho. O principal sintoma vocal é a rouquidão e foco ressoantal de voz concentrada na garganta,com tom baixo; podendo também se queixar de dor na garganta; esforço para falar.O tratamento pode ser cirúrgico quando os nódulos ainda estão pequenos e recém-adquiridos, já os maiores podem ser tratados por cirurgias com um breve período de descanso vocal seguido de terapia fonoaudiologica para uma reeducação vocal.

Pólipos
Os pólipos de pregas vocais são massas pedunculares ou sésseis, geralmente unilaterais,que se apresentam com aspecto por vezes gelatinoso,hialinos ou fibrosados. Se localizam entre o terço anterior e o terço médio do bordo livre da prega vocal.Uma vez que um pólipo pequeno inicie, qualquer abuso ou mau uso vocal repetido irritará a área contribuindo para seu crescimento continuo.Os principais sintomas são a ausência de timbre,rouquidão e soprosidade.O tratamento inicial ,geralmente é cirúrgico seguido de um tratamento fonoaudiológico.No pré-cirúrgico o fonoaudiólogo deve favorecer a vibração da mucosa para facilitar a retirada do pólipo e no pós-cirúrgico o objetivo é suavizar o abuso vocal.

Cistos
Os cistos são tumores constituídos por secreções amareladas por um epitélio claro e transparente. O principal sintoma vocal é a rouquidão,há um enfraquecimento vocal e esforço na emissão. A incidência é maior em mulheres adultas jovens e também muito freqüente em profissionais da voz.O tratamento é cirúrgico com intervenção fonoaudiologica (pré- e pos-cirúrgico). Também observamos cansaço ao falar e dificuldades para coordenar o ar durante a fala, e cansaço. A propcepção do paciente deverá ser observada e caso necessária, trabalhada durante todo o tratamento.

Edema
O edema refere-se a um acúmulo de fluido em algum lugar na prega vocal.Ele pode ocorrer profundamente na prega vocal ou em camadas mais superficias.Quando ocorre na primeira camada da lâmina própria ,é referido como edema de Reinke, pois o espaço de Reinke ocorre nessa camada.Edema é uma reação natural do tecido a trauma e mau uso da voz.Além de abuso vocal,o edema de Reinke crônico é mais freqüentemente associado ao fumo.Os sintomas típicos de um edema incluem um nível de freqüência abaixo do normal e rouquidão.O tratamento é cirúrgico e fonoaudiológico. A evolução do paciente depende de inúmeros aspectos inclusive da motivação do paciente para seguir corretamente o tratamento. Conhecer as motivações do paciente e averiguá-las periodicamente é imprescindível nestes casos.

Sulco
O sulco vocal refere-se a uma valeta ao longo da margem mediana superior das prega vocais. Sua extensão e profundidade é variável,quando muito profundo parece dividir a prega na metade.A etiologia do sulco vocal é incerta embora alguns autores a atribua ao mau uso e abuso vocal.Os sintomas incluem uma qualidade de voz rouca e soprosa aparentemente devido ao fechamento incompleto das pregas vocais.O tratamento é a fonoterapia nos casos em que o sulco é relativamente raso, quando se apresenta profundo e com limites bem definidos a cirurgia esta indicada.

CONVERSE COM SEU FONOAUDIÓLOGO, AGENDE SUA CONSULTA!!
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Gengibre, limão, mel, conhaque, vinagre - Algumas verdades sobre voz!

Atores, cantores, apresentadores, jornalistas, padres, professores, locutores e uma infinidade de outros profissionais, que utilizam a voz no cotidiano do trabalho, sabem bem disso. Eles têm procurado, cada vez mais, especialistas para obter orientações sobre o que devem fazer para preservar a voz.

Mas, a prevenção, ainda, é o melhor remédio. Por isso, cuidar da alimentação e evitar alguns hábitos inadequados é imprescindível.

É indicado uma avaliação vocal semestralmente para pessoas que usam a voz profissionalemte e necessitam da mesma para trabalhar. As demais, anualmente.

A seguir, dicas importantes para seu dia –a –dia:

Dicas preciosas...

-Evitar a mudança brusca de temperatura, tanto do quente para frio, como do frio para o quente. "A prega vocal responde com uma reação de defesa. E qual é essa reação? Uma descarga da prega vocal de muco de secreção”.

-Comer uma maçã, limpa o trato vocal (caminho percorrido pela voz), ajuda combater a secura, além de ser adstringente e facilitar a articulação.

-Leite e derivados devem ser evitados antes de falar em público, pois eles aumentam a secreção.

-Chocolate é contra-indicado para quem usa muito a voz.

-Em vez de tossir ou pigarrear, prefira engolir opigarro e tomar bastante água. A tosse e o pigarro são hábitos vocais que podem prejudicar a voz, uma vez que o atrito brusco que ocorre nas cordas vocais, cada vez que tossimos, pode provocar a longo prazo os chamados popularmente de calos vocais.

- Se a pessoa está passando por um processo infeccioso, como por exemplo um resfriado, uma laringite; o própolis é indicado, desde que ela não vá falar. O própolis e o gengibre têm um efeito antibactericida, isso é comprovado. Só que, por outro lado, eles anestesiam a prega vocal. Eles têm o mesmo efeito do conhaque.

-Bebidas alcoólicas em geral, são uma questão da anestesia. Em função dessa anestesia, você não sente o uqe está fazendo com sua voz e passa a abusar mais dela,passando a falar mais alto, mais forte, porque você perde a sensibilidade.

- Tanto o limão, quanto o vinagre, se usados a longo prazo, destroem a mucosa do caminho percorrido pela voz. Portanto, não devem ser usados.

-O sal misturado à água se dilui e é a única substância que não destrói a mucosa do trato vocal (caminho percorrido pela voz), qualquer outra coisa destrói o trato vocal, a exemplo do vinagre e do limão. Ambos, se usados em longo prazo, são capazes de destruir a mucosa e o epitélio do trato vocal.

O ar-condicionado prejudica a voz pelo fato de retirar a umidade do ambiente e, automaticamente, ressacar a pele como um todo, ressecar o corpo e a laringe. Geralmente, quem fica por muito tempo num ambiente com ar-condicionado está sempre tossindo, pigarreando.

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O desgaste de ser educador - como está o seu instrumento de trabalho?


De manhã em uma escola, durante à tarde,outra escola, à noite em outra diferente. De uma sala de aula para outra, depois de um intervalo de 50 minutos. Após o trabalho, provas para corrigir, atividades para preparar,estudos , pesquisas e matérias para explicar no outro dia.

No dia seguinte, serão horas e horas em pé, falando para a classe e se preparando para as próximas aulas. Apesar de ser um grande desgaste para o professor, é possível se prevenir e evitar complicações que podem tirá-lo da sala de aula por algum tempo.

Neste contexto, sabemos que a principal ferramenta de trabalho dos professores não é o livro e nem uma transparência refletida na parede: é a voz;sem ela, seria muito mais difícil transmitir conhecimento para os alunos.



Com base em uma pesquisa norte-americana, feita por Nelson Roy, da University of Utah, as fonoaudiólogas Fabiana Zambon, do Sinpro-SP (Sindicato dos Professores de São Paulo) e Mara Behlau, do CEV-SP (Centro de Estudos da Voz - São Paulo) iniciaram uma pesquisa com professores e não-professores para verificar os problemas de voz que a profissão acarreta.

Dos 259 professores pesquisados, 62,9% afirmam que já sofreram problemas vocais e mais de 15% acreditam que precisarão mudar de ocupação no futuro por conta de problemas na voz.

O desgaste do professor é conseqüência de um sistema que não funciona, no qual o professor é mal remunerado, tem pouco tempo para cuidar da saúde, não se alimenta adequadamente e muito exigido em sala de aula. "Ele dá mais aula do que deveria, trabalha quando deveria descansar, quando deveria recondicionar seus conhecimentos".

Muitas vezes o professor entra no mercado de trabalho sem ter informações básicas de como cuidar da voz, e assim, ele não procura ajuda profissional para prevenir, e sim para tratar um problema que já existe. "Seria interessante que o professor tivesse, durante a sua formação, algo para aprender a cuidar da voz", conforme resultados de uma pesquisa que efetuei em meu curso de especialização em 2007, no UNILAVRAS.

Mas, por meio de simples mudanças no dia-a-dia já é mais fácil cuidar da saúde, mas falta consciência, até mesmo para quem já sofreu com desgastes.

Para não fazer sua voz sofrer, Procure por alguém que só quer ver seu bem: Seu Fonoaudiólogo!

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A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”