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Orientações aos familiares e cuidadores de pacientes disfágicos (dificuldades na deglutição)



Os distúrbios da deglutição que acontecem após problemas neurológicos
merecem cuidados especiais em qualquer idade.

Existem patologias que podem afetar a sensibilidade ou a
coordenação dos músculos responsáveis pelos movimentos da deglutição.
O problema pode ocorrer desde a introdução de alimentos na boca até sua
entrada no estômago. Esta alteração ao deglutir é o que chamamos de
DISFAGIA.


A disfagia é causada por doenças neurológicas como os acidentes
vasculares encefálicos (AVE), os “derrames”, associada a doenças
neuromusculares ou ainda por câncer nas regiões da cabeça ou pescoço, entre
outras causas. O problema para deglutir apresenta vários sinais ou sintomas, que
nem sempre são percebidos.
Quando o paciente sofre um AVE e apresenta o distúrbio da deglutição,
normalmente, recebe alta hospitalar com um encaminhamento para o tratamento
fonoaudiológico. Já em casos de doenças progressivas ou degenerativas, a
família deve ficar ainda mais atenta, pois os sinais ou sintomas do distúrbio da
deglutição podem aparecer aos poucos. Devem ser descritos para a equipe
médica que acompanha o paciente e só então será encaminhado ao tratamento
fonoaudiológico.

A família deve ficar atenta caso o paciente apresente os seguintes sinais e
sintomas do distúrbio que pode ocorrer antes, durante ou após a deglutição:

 engasgos com saliva ou alimentos;
 deglutição demorada;
 deglutir várias vezes o mesmo bolo;
 retorno do alimento para a boca;
 permanência de resíduos na boca;
 perda de peso;
 baba excessiva após a refeição;
 pigarro ou tosse após a refeição;
 rouquidão ou mudança da voz após a refeição ;
 infecções respiratórias de repetição;
 dificuldade de mastigar por uso de prótese dentária;
 cansaço após alimentar-se;
 presença de febre;
 modificação do nível de consciência (por desidratação)

Podem aparecer as queixas de “garganta arranhando” ao engolir e a
sensação de queimação após a refeição, que estão associadas à presença de
Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Estes sintomas também devem ser
comunicados à equipe, pois necessita do tratamento com brevidade para não
causar outras complicações, principalmente no paciente disfágico, que pode
aspirar o refluxo.

COMO A FAMÍLIA PODERÁ AUXILIAR?
As condutas específicas variam de acordo com cada caso, mas existem
orientações básicas ao alimentar-se um paciente que apresenta disfagia e devem
ser seguidas pela família e/ ou pelo cuidador. Devem ser observadas as
consistências dos alimentos liberadas pela equipe, o que será decidido,
principalmente, após a avaliação fonoaudiológica e/ou exames objetivos da
deglutição. Serão passadas orientações que devem ser seguidas durante todas
as refeições do paciente.
Em alguns casos, o paciente não poderá receber líquidos finos, o que inclui
a água e, para que não se desidrate, será necessário “engrossar” a água, o café,
os sucos, outros. Normalmente, os “espessantes”, ou substâncias que engrossam
os líquidos, apresentam dosagens estabelecidas nas embalagens para garantir
determinada consistência, o que auxilia a preparação da refeição. Os alimentos
sólidos podem ser amassados, liqüidificados ou amaciados com líquido para
adequar a consistência aceita pelo paciente. São também utilizados espessantes
após liquidificar o sólido para garantir a consistência segura para o paciente
deglutir.
É importante que o estado nutricional geral e a hidratação do paciente
sejam acompanhados pela equipe de nutrição. Sinais de desidratação incluem
pele ressecada, ausência de suor e, às vezes, alterações no estado mental.
Exemplos de consistências:
 Pastosos: purês, mingaus
 Líquidos: sucos, café, chá
 Néctar: suco de ameixa, suco de mamão
 Líquidos engrossados: gelatina diluída, iogurte
 Semi-sólidos: amassados em pedaços, picados
 Sólidos: carnes, frutas

ORIENTAÇÕES DOMICILIARES PARA UMA REFEIÇÃO SEGURA
 Apresentar os alimentos, mesmo triturados, em porções separadas, não
misturar, pois o aroma e o sabor devem ser apetitosos, garantindo o prazer e o
interesse pela alimentação.
 O paciente acamado deve ser mantido em decúbito elevado, é importante
consultar a equipe para confirmar esta possibilidade: posicionar com
travesseiro ou elevar a cama. Pode ser colocado um travesseiro sob os joelhos
do paciente, para evitar que escorregue, e outro atrás da cabeça que ficará
levemente inclinada para frente protegendo a via aérea.
 Quando o paciente pode permanecer sentado, deve ser mantido em posição
ereta durante a refeição, corrigir os desvios com travesseiros ou toalhas
enroladas; a cabeça também deve ficar levemente inclinada para frente.
 Quem estiver administrando o alimento deve estar posicionado na mesma
altura do paciente e, em caso de hemiplegia/ hemiparesia (limitação dos
movimentos de um dos lados do corpo), deve-se posicionar no lado do corpo
que está comprometido para oferecer o alimento ao paciente. Ele deve manter
a cabeça virada para este lado ao engolir, assim o bolo alimentar desliza
preferencialmente pelo lado bom;
 pode-se posicionar a cabeça do paciente levemente para frente e para baixo;
 introduzir o alimento com o talher à linha média (bem à frente) em relação à
boca;
 sempre observar a quantidade a ser introduzida: em caso de dúvida, sempre
oferecer pequenas colheradas e amassados ou picados bem miúdos;
 pedir sempre a atenção do paciente quando ele estiver sendo alimentado;
 solicitar que mastigue bem;
 solicitar que não fale enquanto come;
 alternar a introdução de líquidos e sólidos: não misturar as consistências;
 não apressar a introdução do alimento, certificar-se de que o paciente deglutiu
toda a porção antes de oferecer outra “colherada”;
 retirar a prótese dentária quando estiver frouxa;
 solicitar a “tosse” quando ele apresentar pigarro ou engasgo; não oferecer
líquido nem bater nas costas ou soprar o rosto, pois o engasgo pode aumentar;
 alimentar em ambiente tranqüilo, sem distrações (TV, grupo conversando);
 realizar a higiene oral sempre após cada refeição e verificar o estado dentário
do paciente (mau estado dentário aumenta o risco para broncopneumonia).
 se a saliva se acumula na cavidade oral, deve ser aspirada ou absorvida com
uma compressa ou gaze, assim evita-se os engasgos caso escorra para a
faringe;
 para a introdução de líquidos, pode-se utilizar copos plásticos com uma parte
da borda recortada, para o paciente conseguir deglutir com a cabeça inclinada
para frente, o que protege a via aérea dos engasgos;
 se o paciente não consegue controlar a quantidade de líquido que coloca na
boca, os líquidos devem ser oferecidos com colher, nunca oferecer líquidos
com canudo,
 oferecer líquidos com canudo apenas se o paciente não tem condições para
sorver o líquido diretamente do copo, o que é bem incomum, e, para isso, deve
apresentar boa preensão labial e coordenação entre o sugar-engolir.
Para garantir uma alimentação segura, principalmente quando houver um
distúrbio importante da deglutição, as orientações devem ser seguidas
exatamente como prescrito pelo especialista que acompanha o caso. O principal
risco da disfagia é a entrada de resíduos alimentares nos pulmões, o que pode
causar uma pneumonia aspirativa. Além disso, devido à dificuldade de deglutir, e
principalmente por terem noção deste risco, os pacientes evitam algumas
consistências e, com isso, vários alimentos, podendo ficar desidratados e/ ou
desnutridos. Neste caso, algumas orientações acima não se aplicam,
principalmente se o distúrbio for muito grave, sendo indicada (ou mantida), por
exemplo, a sonda nasogástrica (SNG) para introdução da dieta alimentar. Esta
medida alternativa para alimentação será retirada apenas após o tratamento, uma
reavaliação criteriosa e por decisão conjunta da equipe médico-terapêutica. Em
outros casos, com um distúrbio da deglutição que começa a se instalar, os
pacientes passam a receber algumas consistências via oral e outras (com risco de
ser aspiradas para o pulmão) via sonda, ou não poderão receber alimentos por via
oral, devido aos mesmos riscos descritos acima.
Mesmo para os pacientes que não se alimentam por via oral, deve-se fazer a
higiene com escovação.

MATERIAIS QUE PODEM SER NECESSÁRIOS PARA AUXILIAR A REFEIÇÃO DO PACIENTE DISFÁGICO
 copo com alças para segurar com firmeza;
 copo plástico com “recorte para o nariz” para o paciente conseguir inclinar a
cabeça à frente ao sorver o líquido;
 canudos finos que são usados somente quando o paciente consegue
monitorar a quantidade sugada ou como um exercício de “sugar alimento
engrossado”, quando orientado pelo fonoaudiólogo;
 pratos antiderrapantes (fundo com material emborrachado) com borda alta;
 talheres engrossados ou colheres “tortas”;
 talheres com revestimento de nylon ou similar para pacientes com reflexo de
mordida.
Vários materiais podem ser indicados para o paciente realizar sua refeição
de forma confortável e segura, principalmente se for portador de um distúrbio
motor ou da consciência. Estes aspectos são discutidos com a participação do
fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional.
As orientações descritas devem ser seguidas conforme as prescrições
realizadas pela equipe médico-terapêutica. Muitos casos apresentarão objetivos
diferenciados, o que deverá ser acompanhado com ainda mais cautela, portanto,
não se pode ficar com dúvidas a respeito da abordagem com o paciente. Mais
importante ainda, nunca modificar as condutas prescritas e manter contato com os
especialistas que acompanham o paciente, informando a respeito de qualquer
modificação no quadro disfágico.

Fonte: http://www.artigos.etc.br/orientacoes-sobre-disfagia.html
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Karaokê eleva casos de tumor (pólipos) nas cordas vocais no Japão

Batizado de "pólipo de karaokê", o problema é definido como uma inflamação nas cordas vocais causada pelo uso excessivo e incorreto da voz.

A inflamação dá origem a pequenos caroços que precisam ser removidos por cirurgia. Sem a operação, os pólipos não chegam a evoluir para algo mais grave, como câncer, mas o paciente corre o risco de ficar sem voz.

Os médicos advertiram ainda que a garganta sofre por causa cigarro e do ar condicionado das salas de karaokê – que deixam as cordas vocais secas – e do álcool, que agride a membrana e facilita a formação do caroço.

"Abusar do karaokê uma noite já basta para o aparecimento de pólipos", diz o médico otorrino Toshiyuki Kusuyama, do Centro de Voz de Tóquio.

O karaokê é a diversão preferida de 47 milhões de japoneses, um terço da população do país.

Esforço

Em uma conversa trivial, as cordas vocais, que têm forma de V, cerca de 1,5 cm de comprimento por 0,5 cm de largura, vibram de 100 a 250 vezes por segundo.

Mas no karaokê, dependendo do tom da música, as vibrações podem chegar a mil por segundo – próximo do desempenho de um soprano.

O esforço é grande demais para quem não ganha a vida na ópera.

"Depois de cantar três músicas, o melhor é largar o microfone e descansar por alguns minutos", aconselha o otorrino Hiroyuki Fukuda, diretor da Universidade Internacional de Saúde e Bem-estar, em Tóquio, e criador do termo "pólipo de karaokê".

Ele recomenda que os cantores amadores chupem uma bala e evitem conversar com os amigos enquanto esperam a vez de cantar novamente.

O limite, diz o médico, é dez músicas por noite, no máximo três de tom alto.

Pop afinado

As cirurgias para retirada dos pólipos se multiplicam. Apenas no ano passado, foram 170 no Centro de Voz de Osaka, o dobro de 2004.

Fukuda diz que notou uma diferença entre o perfil de seus pacientes no início dos anos 80, quando ele diagnosticou o "pólipo de karaokê", e hoje.

Naquela época, o paciente típico era o funcionário de escritório que soltava a voz no karaokê depois do trabalho para aliviar o estresse. O problema também atinge profissionais que costumam forçar a voz, como professores, advogados e cantores.

Agora, segundo os médicos, um número cada vez maior de jovens estudantes e donas de casa aparecem roucos nos consultórios com pólipos nas cordas vocais causados por excesso de karaokê.

A culpa, desconfiam os médicos, pode ser das músicas de notas altas que fazem sucesso no pop japonês.

Cantores como Ken Hirai, cujos agudos fariam inveja aos Bee Gees, dominam os rankings de popularidade das salas de karaokê. A maioria dos fãs querem cantar igualzinho aos ídolos.

"Jamais tente imitar o tom de voz de seus cantores favoritos", avisa Fukuda. "As cordas vocais deles não são iguais às suas."


Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/02/070227_karaoke_polipo_rwpu.shtml
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Voz: Você se encaixa nesse grupo de risco?

A voz é o instrumento de trabalho de aproximadamente 25% da população economicamente ativa, que dela depende todos os dias para alcançar o sucesso em suas ocupações. Por outro lado, o Brasil é o segundo país do mundo em incidência de câncer da laringe. Esta doença é evitável, pois está associada ao vício de fumar em aproximadamente 95% dos casos. É um câncer de fácil diagnóstico e altamente curável na fase inicial, quando se expressa apenas por uma rouquidão. Rouquidão persistente é considerada um dos 7 sinais de alerta de câncer, segundo a união internacional contra o câncer – UICC.A voz do professor, do radialista, do advogado, médicos, agentes de saúde, assistentes sociais, professores de academia, pastores e padres, cantores, atores, políticos, dentre outros profissionais que usam sua voz; é vulnerável ao tempo e ao uso inadequado, sem cuidados especiais, devendo ser tratada como voz profissional. As condições de sua rotina de vida e trabalho apresentam situações estressantes e fatores de risco para a sua saúde vocal e geral. Existem relações entre a saúde vocal, os distúrbios da voz (disfonias) e as condições de trabalho.Doenças profissionais são as que resultam do exercício do trabalho, inerentes a determinadas ações profissionais. Uma disfonia representa qualquer dificuldade na emissão vocal que impeça a produção natural da voz.Os principais tipos de lesões orgânicas resultantes das disfonias funcionais, ou seja, do uso inadequado da voz; são: nódulos, pólipos e edemas das pregas vocais. O indivíduo que padece de um distúrbio vocal sofre limitações de ordens física, emocional e profissional. Pode se manifestar por meio de uma série de alterações:-Esforço para falar-Dificuldade em manter a voz em uma mesma altura e intensidade-Cansaço ao falar -Variações na freqüência habitual (A voz muda freqüentemente, baixo/alto,Grave/aguda)-Rouquidão -Diminuição de volume e projeção da voz-Perda da eficiência vocal -Perda de resistência ao falar O ideal é que se faça a avaliação periódica de seis em seis meses, pelo menos. Caso seja detectada alguma alteração, acompanhamento conjunto entre fonoaudiólogo e otorrinolaringologista. Abaixo, algumas orientações para melhor seu desempenho vocal:

* Beber 7 a 8 copos de água por dia
* Procurar atendimento especializado se usar a voz na profissão
* Evitar Pastilhas, sprays ou medicamentos, pois, anestesiam a voz, favorecendo abusos vocais.
* Evitar automedicarão e soluções caseiras (gengibre, romã, etc.)
* Repouso da voz, após cada "apresentação" pública (Proporcional ao tempo falado.)
* Usar roupas leves e evitar refrigerantes, gorduras e condimentos e temperos.
* Realizar exercícios regulares de relaxamento, avaliações auditivas e fonoaudiológicas periódicas.
* Caso queira efetuar um Check Up Vocal; agende uma consulta conosco, marque sua avaliação e saiba como melhorar seu desempenho vocal e as melhores orientações para seu caso.
* Será um prazer Tê-los (as) Conosco!!
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Nódulos, pólipos, cistos e sulcos vocais: O que fazer?

As patologias vocais que podem surgir após o abuso ou mau uso da voz são: nódulos, pólipos, cistos, edema, sulco vocal e fendas. Para cada uma dessas alterações vocais, um tratamento diferente, conforme descrito a seguir:


Nódulos
Os nódulos vocais em adulto são crescimentos benignos localizados nas pregas vocais, sendo uma reação do tecido devido ao constante movimento brusco das pregas vocais, tais como: falar alto, gritar, imitar vozes; dentro outros.Os nódulos iniciais são relativamente macios e flexíveis.Neste estagio inicial, o nódulo pode estar evidente apenas unilateral e pode facilmente ser confundido com um pólipo.Os nódulos crônicos são geralmente duros, brancos, espessos e fibrosados, geralmente bilaterais, e nem sempre simétrico em tamanho. O principal sintoma vocal é a rouquidão e foco ressoantal de voz concentrada na garganta,com tom baixo; podendo também se queixar de dor na garganta; esforço para falar.O tratamento pode ser cirúrgico quando os nódulos ainda estão pequenos e recém-adquiridos, já os maiores podem ser tratados por cirurgias com um breve período de descanso vocal seguido de terapia fonoaudiologica para uma reeducação vocal.

Pólipos
Os pólipos de pregas vocais são massas pedunculares ou sésseis, geralmente unilaterais,que se apresentam com aspecto por vezes gelatinoso,hialinos ou fibrosados. Se localizam entre o terço anterior e o terço médio do bordo livre da prega vocal.Uma vez que um pólipo pequeno inicie, qualquer abuso ou mau uso vocal repetido irritará a área contribuindo para seu crescimento continuo.Os principais sintomas são a ausência de timbre,rouquidão e soprosidade.O tratamento inicial ,geralmente é cirúrgico seguido de um tratamento fonoaudiológico.No pré-cirúrgico o fonoaudiólogo deve favorecer a vibração da mucosa para facilitar a retirada do pólipo e no pós-cirúrgico o objetivo é suavizar o abuso vocal.

Cistos
Os cistos são tumores constituídos por secreções amareladas por um epitélio claro e transparente. O principal sintoma vocal é a rouquidão,há um enfraquecimento vocal e esforço na emissão. A incidência é maior em mulheres adultas jovens e também muito freqüente em profissionais da voz.O tratamento é cirúrgico com intervenção fonoaudiologica (pré- e pos-cirúrgico). Também observamos cansaço ao falar e dificuldades para coordenar o ar durante a fala, e cansaço. A propcepção do paciente deverá ser observada e caso necessária, trabalhada durante todo o tratamento.

Edema
O edema refere-se a um acúmulo de fluido em algum lugar na prega vocal.Ele pode ocorrer profundamente na prega vocal ou em camadas mais superficias.Quando ocorre na primeira camada da lâmina própria ,é referido como edema de Reinke, pois o espaço de Reinke ocorre nessa camada.Edema é uma reação natural do tecido a trauma e mau uso da voz.Além de abuso vocal,o edema de Reinke crônico é mais freqüentemente associado ao fumo.Os sintomas típicos de um edema incluem um nível de freqüência abaixo do normal e rouquidão.O tratamento é cirúrgico e fonoaudiológico. A evolução do paciente depende de inúmeros aspectos inclusive da motivação do paciente para seguir corretamente o tratamento. Conhecer as motivações do paciente e averiguá-las periodicamente é imprescindível nestes casos.

Sulco
O sulco vocal refere-se a uma valeta ao longo da margem mediana superior das prega vocais. Sua extensão e profundidade é variável,quando muito profundo parece dividir a prega na metade.A etiologia do sulco vocal é incerta embora alguns autores a atribua ao mau uso e abuso vocal.Os sintomas incluem uma qualidade de voz rouca e soprosa aparentemente devido ao fechamento incompleto das pregas vocais.O tratamento é a fonoterapia nos casos em que o sulco é relativamente raso, quando se apresenta profundo e com limites bem definidos a cirurgia esta indicada.

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Gengibre, limão, mel, conhaque, vinagre - Algumas verdades sobre voz!

Atores, cantores, apresentadores, jornalistas, padres, professores, locutores e uma infinidade de outros profissionais, que utilizam a voz no cotidiano do trabalho, sabem bem disso. Eles têm procurado, cada vez mais, especialistas para obter orientações sobre o que devem fazer para preservar a voz.

Mas, a prevenção, ainda, é o melhor remédio. Por isso, cuidar da alimentação e evitar alguns hábitos inadequados é imprescindível.

É indicado uma avaliação vocal semestralmente para pessoas que usam a voz profissionalemte e necessitam da mesma para trabalhar. As demais, anualmente.

A seguir, dicas importantes para seu dia –a –dia:

Dicas preciosas...

-Evitar a mudança brusca de temperatura, tanto do quente para frio, como do frio para o quente. "A prega vocal responde com uma reação de defesa. E qual é essa reação? Uma descarga da prega vocal de muco de secreção”.

-Comer uma maçã, limpa o trato vocal (caminho percorrido pela voz), ajuda combater a secura, além de ser adstringente e facilitar a articulação.

-Leite e derivados devem ser evitados antes de falar em público, pois eles aumentam a secreção.

-Chocolate é contra-indicado para quem usa muito a voz.

-Em vez de tossir ou pigarrear, prefira engolir opigarro e tomar bastante água. A tosse e o pigarro são hábitos vocais que podem prejudicar a voz, uma vez que o atrito brusco que ocorre nas cordas vocais, cada vez que tossimos, pode provocar a longo prazo os chamados popularmente de calos vocais.

- Se a pessoa está passando por um processo infeccioso, como por exemplo um resfriado, uma laringite; o própolis é indicado, desde que ela não vá falar. O própolis e o gengibre têm um efeito antibactericida, isso é comprovado. Só que, por outro lado, eles anestesiam a prega vocal. Eles têm o mesmo efeito do conhaque.

-Bebidas alcoólicas em geral, são uma questão da anestesia. Em função dessa anestesia, você não sente o uqe está fazendo com sua voz e passa a abusar mais dela,passando a falar mais alto, mais forte, porque você perde a sensibilidade.

- Tanto o limão, quanto o vinagre, se usados a longo prazo, destroem a mucosa do caminho percorrido pela voz. Portanto, não devem ser usados.

-O sal misturado à água se dilui e é a única substância que não destrói a mucosa do trato vocal (caminho percorrido pela voz), qualquer outra coisa destrói o trato vocal, a exemplo do vinagre e do limão. Ambos, se usados em longo prazo, são capazes de destruir a mucosa e o epitélio do trato vocal.

O ar-condicionado prejudica a voz pelo fato de retirar a umidade do ambiente e, automaticamente, ressacar a pele como um todo, ressecar o corpo e a laringe. Geralmente, quem fica por muito tempo num ambiente com ar-condicionado está sempre tossindo, pigarreando.

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O desgaste de ser educador - como está o seu instrumento de trabalho?


De manhã em uma escola, durante à tarde,outra escola, à noite em outra diferente. De uma sala de aula para outra, depois de um intervalo de 50 minutos. Após o trabalho, provas para corrigir, atividades para preparar,estudos , pesquisas e matérias para explicar no outro dia.

No dia seguinte, serão horas e horas em pé, falando para a classe e se preparando para as próximas aulas. Apesar de ser um grande desgaste para o professor, é possível se prevenir e evitar complicações que podem tirá-lo da sala de aula por algum tempo.

Neste contexto, sabemos que a principal ferramenta de trabalho dos professores não é o livro e nem uma transparência refletida na parede: é a voz;sem ela, seria muito mais difícil transmitir conhecimento para os alunos.



Com base em uma pesquisa norte-americana, feita por Nelson Roy, da University of Utah, as fonoaudiólogas Fabiana Zambon, do Sinpro-SP (Sindicato dos Professores de São Paulo) e Mara Behlau, do CEV-SP (Centro de Estudos da Voz - São Paulo) iniciaram uma pesquisa com professores e não-professores para verificar os problemas de voz que a profissão acarreta.

Dos 259 professores pesquisados, 62,9% afirmam que já sofreram problemas vocais e mais de 15% acreditam que precisarão mudar de ocupação no futuro por conta de problemas na voz.

O desgaste do professor é conseqüência de um sistema que não funciona, no qual o professor é mal remunerado, tem pouco tempo para cuidar da saúde, não se alimenta adequadamente e muito exigido em sala de aula. "Ele dá mais aula do que deveria, trabalha quando deveria descansar, quando deveria recondicionar seus conhecimentos".

Muitas vezes o professor entra no mercado de trabalho sem ter informações básicas de como cuidar da voz, e assim, ele não procura ajuda profissional para prevenir, e sim para tratar um problema que já existe. "Seria interessante que o professor tivesse, durante a sua formação, algo para aprender a cuidar da voz", conforme resultados de uma pesquisa que efetuei em meu curso de especialização em 2007, no UNILAVRAS.

Mas, por meio de simples mudanças no dia-a-dia já é mais fácil cuidar da saúde, mas falta consciência, até mesmo para quem já sofreu com desgastes.

Para não fazer sua voz sofrer, Procure por alguém que só quer ver seu bem: Seu Fonoaudiólogo!

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Problemas de voz em crianças


Mamães, fiquem alertas para as alterações na voz do seu filhos!!São as chamadas disfonias causadas por fatores orgânicos ou funcionais.
É importante salientar que alterações de voz são sintomas a serem observados e avaliados. A presença de nódulo vocal (calo nas pregas vocais) é significativa na infância, mais freqüente nos meninos, e merece tratamento especializado. A caracterização da família é fundamental neste processo, modificando eventuais características ambientais e auxiliando a criança na identificação de seus abusos. Seria interessante que os pais, ao detectarem que a voz da criança altera-se com freqüência, não importando a faixa etária, investigassem. Os profissionais especializados para avaliar e indicar o melhor tratamento para o seu filho são o médico otorrinolaringologista e o fonoaudiólogo. O trabalho fonoaudiológico junto as crianças conta com a participação ativa da família para que os comportamentos da criança com relação à sua voz sejam modificados.
Do ponto de vista orgânico, há as anomalias estruturais, geralmente congênitas, e os traumatismos laríngeos. Quando há alteração vocal evidente desde o nascimento, estes fatores devem ser investigados por um otorrinolaringologista, que , posteriormente, poderão ser encaminhados para o fonoaudiólogo para reabilitação. Há ainda problemas relacionados às alergias, principalmente do aparelho respiratório.
As causas funcionais, ou seja, relativas ao uso da voz, são as mais freqüentes. O abuso vocal é fato freqüentemente observável na maior parte das crianças, o que pode ser facilmente detectável nas atividades diárias da criança como em festinhas infantis, durante o horário de recreio da escola, durante a realização de esportes como o futebol, vôlei , handball e basquete.
Mamãe, procure observar em seu filho os seguintes comportamentos e os cuidados que podem ser realizados:

Quando o bebê chora muito forte, gritando forte e alto, poderá ficar rouco, o que poderá ocasionará alterações em sua voz. E se contínuo, problemas mais sérios e que merecem cuidados.
A agressividade aliado ao abuso da voz, insegurança representada pela tensão dos músculos da fala/de voz, imitação de animais, imitação de personagens de desenhos também podem provocar alterações na voz dos pequenos.
Nestes casos, um dos conselhors é alertar a criança para que não grite, mas para isso, devemos prestar atenção ao que ela tem para dizer ao dar significado a causa de seus gritos e de seus abusos de voz.
Interessar-se por suas atividades. Perguntar o que estão fazendo, se estão gostando, por exemplo, o que você fez na escola hoje? Diminui as ansiedades e tensões sobreo mecanismo fonador.
Reduzir a competição vocal: evitar tornar o ambiente agitado e evitar freqüentar sempre locais agitados, onde todos querem falar ao mesmo tempo.
Identificar certos abusos vocais: imitar animais, lutas, monstros, carros. Tentar substituí-los por estalos de língua e vibrações de lábios e língua, que tem ocmo objetivo, o relaxamento dos músculos vocais e de fala também são orientações importantes.
Combinar com a criança certos sinais para quando ela estiver cometendo um abuso, para não chamar sua atenção na frente das outras pessoas.
Crianças alérgicas à poeira, perfumes, talcos, e até produtos de limpeza podem ter alterações vocais, bem como as crianças gripadas.Evitar o contato com essas substâncias e adotar medidas preventivas é uma excelente saída nestes casos.
A criança que possui uma deficiência auditiva pode apresentar um tom de voz mais elevado, isso porque ela não escuta ou escuta muito pouco a sua voz tendo que falar mais alto para se ouvir. Em contrapartida, crianças ou adultos que convivem com deficientes auditivos devem prestar atenção ao seu tom de voz elevado para não prejudicarem suas pregas vocais com alterações por esforço ao falar.
Cuide da voz do seu filho. Qualquer alteração consulte seu fonoaudiólogo. Assim você poderá evitar sérias complicações futuras e consequentemente, traumas apra seu pequeno.

Modificar o comportamento vocal de uma criança não é tarefa fácil. Para essas e outras dificuldades, conte com a ajuda de seu fonoaudiólogo!!
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Professor: Valorizando sua voz e comunicando com sucesso!

A comunicação é um aspecto muito valorizado e trabalhado nos dias atuais. O professor usa a voz e a comunicação no trabalho. Para aprimorar sua comunicação, existem algumas estratégias que são fundamentais. Para aprimorar a comunicação é importante que prestemos atenção na nossa comunicação e na comunicação das outras pessoas.
Sendo assim ,algumas dicas serão ministradas abaixo com o objetivo de melhorar a sua comunicação:· Faça contato visual com todos os alunos, olhe nos olhos deles e nã oolhe para o teto. Perceba se eles estão prestando atenção na sua aula ou se você precisa mudar a estratégia (mostrar um vídeo, solicitar a participação dos alunos...); · Mantenha uma postura reta e relaxada; não colocando as mãos na cintura, no quadro ou nos bolsos. · Preste atenção para usar gestos de acordo com o seu discurso, sempre na região entre os ombros e abdome; · Articule bem as palavras. Uma articulação mais precisa ajuda com que os alunos entendam melhor o professor e aumenta a credibilidade do discurso; · Cuidado com os muros verbais, como as gírias, erros de português, hesitações (é, né, então, ta...). Essas barreiras podem comprometer a credibilidade do seu discurso e desviar a atenção dos alunos; · Cuidado com o uso excessivo dos gerúndios, por exemplo, vou estar fazendo ou invés de vou fazer, vou estar realizando ao invés de vou realizar; · Preste atenção na objetividade de sua aula; é importante que ela tenha início, meio e fim; · A voz é uma importante ferramenta de comunicação, por meio dela os alunos devem perceber se o professor está fazendo uma brincadeira, dando uma bronca, falando de um assunto sério... Preste atenção se você muda sua voz de acordo com as diferentes emoções;
· Treine sua escuta em relação ao discurso do outro. Procure qualidades e os defeitos que não quer em sua fala.
Marque um horário: Converse com seu fonoaudiólogo!
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Estou com nódulos (calos)! E agora o que será da minha voz?


No tratamento dos nódulos vocais a primeira opção é a reabilitação vocal.A segunda opção, é a cirúrgica.
A tendência moderna é a não utilização do repouso vocal como modalidade de tratamento dos nódulos, contudo, em casos selecionados, podendo-se propor um repouso vocal modificado, ou um uso de voz controlado e programado, o que visa à redução da sobrecarga fonatória. Pode ainda ser empregada a voz de higiene vocal ou iniciar o tratamento do paciente com a abordagem de voz confidencial, seguida pela terapia de ressonância (Verdolini,-Marston, Burke, Lessac, Glaze e Caldwell, 1995), o que favorece uma redução rápida a abordagem vocal posterior, reduzindo o tempo de tratamento.
A reabsorção dos nódulos depende da reabilitação vocal ministrada, que deve ser direta e objetiva, da dedicação verdadeira e toal do paciente aos exercícios propostos e da modificação do comportamento vocal inadequado, visando um novo e correto padrão de prática vocal.
Nódulos fibróticos podem eventualmente ser reabsorvidos em reabilitação vocal, porém a longo prazo e com grande participação e motivação do paciente.
Quando o paciente consegue ser suficientemente orientado e conscientizado sobre a importância da reabilitação, dedicando-se aos exercícios e realizando as mudanças comportamentais sugeridas, o tempo previsto de terapia pode ser bastante reduzido. Em contrapartida, se não faz oque lhe é pedido, pode perdurar por meses a fim.


A cirurgia é realizada apenas, quando os nódulos são antigos fibróticos, ou quando o paciente necessita de uma mudança vocal rápida e não tem tempo suficiente para se dedicar à reabilitação.No entanto, trabalhar em locais barulhentos pode aumentar a recorrência de nódulos 30% de pacientes operados. Além disso, há maior recorrência de nódulos em pacientes que não recebem fonoterapia. Sendo assim, mesmo quando se opta por um tratamento cirúrgico para nódulos, a fonoterapia deverá ser ministrada no pós-operatório, a fim de modificar os ajustes laríngeos inadequados e trabalhar as questões comportamentais.

Lembrnado -se sempre: QUANTO MAIS VOCÊ ESPERAR PARA INICIAR A REABILITAÇÃO, MENORES VÃO FICANDO AS SUAS CHANCES DE SUCESSO NA FONOTERAPIA E MAIORES ÀS PROBABILIDADES DE SER SUBMETIDO A UMA CIRURGIA SE APROXIMAM.

Pense nisso, procure seu fonoaudiólogo!!
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Teste de Voz


O teste que se segue serve para avaliar a sua voz, contudo ele não substitui a avaliação vocal que só poderá ser feita por um profissional qualificado. Este profissional é o otorrinolaringologista, que vai avaliar se existe alguma lesão no seu aparelho fonatório, e o fonoaudiólogo, que tem a função de avaliar a qualidade da sua voz.

O teste foi desenvolvido por pesquisadores do Centro de Voz da Universidade de Pittsburgh* nos Estados Unidos e é bem simples.
* The Voice Handicap Index (VHI):Development and Validation, Barbara H. Jacobson, Alex Johnson, Cynthia Grywalski, Alice Silbergleit. Gary Jacobson, Michael S. Benninger, American Journal of Speech-Language Pathology, Vol 6(3), 66-70, 1997.



Para fazer o teste, siga as instruções abaixo:



1) Assinale a opção corresponde à situação vivenciada por você com relação à sua voz.



Indice de Problema Vocal

A minha voz faz com que seja difícil os outros me ouvirem .

a) Nunca b) Quase Nunca c) às vezes
d) Quase sempre e) Sempre



As pessoas têm dificuldade em compreender o que eu falo em um local ruidoso .

a) Nunca b) Quase Nunca c) às vezes
d) Quase sempre e) Sempre



As pessoas perguntam: “ O que se passa com a sua voz? “

a) Nunca b) Quase Nunca c) às vezes
d) Quase sempre e) Sempre



Sinto como se tivesse de me esforçar para produzir a voz .

a) Nunca b) Quase Nunca c) às vezes
d) Quase sempre e) Sempre



As minhas dificuldades com a voz limitam a minha vida pessoal e social .

a) Nunca b) Quase Nunca c) às vezes
d) Quase sempre e) Sempre



A clareza da minha voz é imprevisível .

a) Nunca b) Quase Nunca c) às vezes
d) Quase sempre e) Sempre



Sinto-me fora das conversas por causa da minha voz .

a) Nunca b) Quase Nunca c) às vezes
d) Quase sempre e) Sempre

O meu problema de voz me causa problemas econômicos .

a) Nunca b) Quase Nunca c) às vezes
d) Quase sempre e) Sempre



O meu problema de voz me deixa preocupado (a) .

a) Nunca b) Quase Nunca c) às vezes
d) Quase sempre e) Sempre



A minha voz faz com que eu me sinta deficiente .

a) Nunca b) Quase Nunca c) às vezes
d) Quase sempre e) Sempre



2) Faça o somatório dos pontos referente a cada opção que você assinalou nas questões acima, atribuindo os seguintes pontos:

Nunca = 0 ponto
Quase Nunca = 1 ponto
Ás Vezes = 2 pontos
Quase Sempre= 3 pontos
Sempre = 4 pontos.



3) Com base no total de pontos obtidos, leia abaixo a interpreteção proposta pelo teste:

0 a 10 pontos: Mais baixo escore. Indica que você provavelmente não tem qualquer alteração vocal ou tem uma alteração vocal muito leve. Procure o otorrinolaringologista e o fonoaudiólogo para fazer um trabalho de prevenção, ou seja, para manter a saúde da sua voz.
11 a 20 pontos: Escore médio. Indica que você tem uma alteração vocal moderada. É possível que você venha a desenvolver se não cuidar da sua voz um “calo” nas pregas vocais como um nódulo ou pólipo. Você já deve procurar ajuda profissional para que seu caso não se agrave.
Mais de 20 pontos: Escore alto. Indica que já existe uma patologia vocal instalada. Não espere mais. Procure agora mesmo o seu otorrinolaringologista e o seu fonoaudiólogo, não perca mais tempo. Lembre que a voz é seu instrumento de trabalho.

LEMBRETE IMPORTANTE: este teste (o VHI) apenas faz uma triagem muito preliminar do estado de saúde de sua voz; pode ser interpretado como um aviso de que medidas de atenção à sua saúde vocal devem ser tomadas ou que você necessita procurar ajuda especializada para tratamento do problema indicado. Novamente lembramos que a forma adequada de avaliar sua voz é procurar um profissional de fonoaudiologia ou de otorrinolaringologia.

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Benefícios da Equoterapia ao trabalho Fonoaudiológico na recuperação do paciente

Na fonoaudiologia sabemos que para produção da fala (condução da linguagem) precisamos ter um tônus postural adequado, padrões normais de movimento, ritmo, posicionamento correto de cabeça e corpo, controle respiratório, coordenação fono-respiratória. O movimento tridimensional do cavalo influencia diretamente em músculos do controle postural, nos músculos da cavidade oral, nos músculos da laringe e nos músculos da respiração. Portanto, temos a ação direta do cavalo favorecendo na adequação de tônus, da postura, da sensibilidade, da propriocepção e da respiração.

Conforme as necessidades de cada paciente,o fonoaudiólogo aproveita a estimulação no meio ambiente e do cavalo, proporcionando uma terapia lúdica e prazerosa.

Alunos com necessidades especiais são acompanhados por uma equipe que é composta por psicólogo, fisioterapeuta, professor de educação física, fonoaudióloga e pedagoga, além de um guia. Na equoterapia o cavalo é utilizado como um meio de se alcançar os objetivos terapêuticos. Ela exige a participação do corpo inteiro, de todos os músculos e de todas as articulações.

O deslocamento do cavalo impõe ao praticante um movimento doce, ritmado, repetitivo e simétrico. Para manter o equilíbrio, o tônus muscular deve adaptar-se alternadamente ao tempo de repouso e de atividade.
Para a maioria dos pais de alunos que participam das aulas o resultado é visível logo nas primeiras sessões. Segundo Daiane Santana de Souza, mãe do pequeno Gabriel de 5 anos que participa da equoterapia a um ano e meio, o resultado foi percebido logo no começo.

“O resultado é visível, o Gabriel não andava direito, depois que começou a participar das aulas, começou a andar melhor, o relacionamento social mudou a aprendizagem” disse a mãe. A terapia proporciona um bem estar do aluno que tem contato com a natureza, já eu as aulas são realizadas ao ar livre.

A Fonoaudióloga, como integrante desta equipe transdisciplinar, tem sua atuação na avaliação e diagnóstico do praticante, verificação e encaminhamento para exames específicos, quando necessário, além de, juntamente com a equipe, traçar o processo terapêutico, os planos de sessão específicos da fonoaudiologia, orientar e informar os pais sobre sua atuação na equipe, trocar informações entre outros profisionais da área fonoaudiológica que atendam o praticante fora do setting equoterápico e fazer reavaliações constantes.

Cabe à fonoaudióloga utilizar o cavalo como um recurso terapêutico, aplicando seus conhecimentos para desenvolver uma variedade de benefícios físicos, mentais, sociais, educacionais e comportamentais.

Por integrar tantos estímulos, o tempo de permanência do paciente em tratamento é reduzido consideravelmente.

Visite um centro de equoterapia mais próximo de você e veja os resultados!!

Fonte: www.fonoaudiologia.med.br
http://www.cianoticias.com.br/noticia/1202
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O papel do cavalo na recuperação do paciente

Como praticamente tudo em nosso dia-a-dia necessita de ritmo (a fala, a mastigação,deglutição , a sucção ,respiração, etc.), o fonoaudiólogo "aproveita-se" do andar ritmado do cavalo para trabalhar as funções que encontram-se alteradasdentro do ambiente equoteráptico. Utilizá-se também, do estímulo que o cavalo e o ambiente proporcionam ao paciente (ou praticante) trabalhando a linguagem e os aspectos cognitivos e a comunicação do paciente.


Geralmente, este profissional trabalha com indivíduos que apresentam os seguintes quadros fonoaudiológicos:

•Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor;
•Atraso de Linguagem;
•Retardo de Aquisição de Linguagem;
• Disfagia;
•Alterações musculares, estruturais e funcionais dos órgãos fonoarticulatórios (língua, lábios, bochechas...); Casos relacionados a encaminhamentos ortodônticos e otorrinolaringológicos.Ou seja; alterações nas funções neurovegetativas (Sucção, mastigação, respiração, deglutição...);
•Deficiências auditivas e desenvolvimento das Funções Auditivas.
• Disartria;
•Apraxias em OFAS
•Afasia/Distúrbio Fonológico;
•Distúrbio Articulatório/Distúrbio Fonético/Troca de sons na fala, etc.
Porém, seu trabalho não engloba apenas estes aspectos pois este profissional deve ter a visão globalizada do indivíduo, isto é, o indivíduo considerado como um ser maior, entendido em todas as suas dimensões e não como uma simples "boca". E à partir daí, efetuar planejamentos multiprofissionais dentro da equipe, sempre em prol do paciente.

Venha e conheça sobre do trabalho da equoterapia: Procure o centro mais próximo de sua casa!!
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Programas básicos em Equoterapia


É sabido que cada indivíduo, com deficiência e/ou com necessidades especiais, tem o seu "perfil", o que o torna único. Isto evidencia a necessidade de formular programas individualizados, que levem em consideração as demandas daquele indivíduo, naquela determinada fase de seu processo evolutivo.

A equoterapia é aplicada por intermédio de programas individualizados organizados de acordo com:

as necessidades e potencialidades do praticante;
a finalidade do programa;
os objetivos a serem alcançados, com duas ênfases:
a primeira, com intenções especificamente terapêuticas, utilizando técnicas que visem, principalmente, à reabilitação física e/ou mental;

a segunda, com fins educacionais e/ou sociais, com a aplicação de técnicas pedagógicas aliadas às terapêuticas, visando à integração ou reintegração sócio-familiar.

PROGRAMA HIPOTERAPIA :

Programa essencialmente da área de saúde, voltado para as pessoas com deficiência física e/ou mental; é chamado em várias partes do mundo de hipoterapia; a ANDE-BRASIL também adota tal nome para este programa da Equoterapia.

Neste caso o praticante não tem condições físicas e/ou mentais para se manter sozinho a cavalo. Portanto, não pratica equitação.

Necessita de um auxiliar-guia para conduzir o cavalo. Na maioria dos casos, também do auxiliar lateral para mantê-lo montado, dando-lhe segurança.

A ênfase das ações é dos profissionais da área de saúde, precisando, portanto, de um terapeuta ou mediador, a pé ou montado, para a execução dos exercícios programados.

O cavalo é usado principalmente como instrumento cinesioterapêutico.

Na implantação da equoterapia no Brasil, traçada antes da divulgação e da fundação da ANDE-BRASIL, ficou decidido adiar a prática esportiva a cavalo, para PCD e/ou PNE, para época mais oportuna, inclusive sob o controle de outras entidades.

Levou-se em consideração:

a falta de cultura eqüestre no país;

a necessidade de desmistificar o cavalo como animal perigoso, principalmente para PCD e/ou PNE;

a não existência de escolas regulamentadas, na formação de cavaleiros e muito menos instrutores de equitação;

a existência, somente da Escola de Equitação do Exército na formação de professores de equitação, na sua grande maioria para o próprio Exército e Polícias Militares Montadas;

a despreocupação dos órgãos competentes de hipismo, com a capacitação e controle das "escolinhas" de clubes hípicos preocupando-se tão somente, com a competição hípica e,

principalmente porque se desejava implantar a Equoterapia em Centros de Reabilitação e Educação e não meramente locais de esporte e lazer.

Após quinze anos de institucionalização da ANDE-BRASIL, já tendo apoiado competições Paraolímpicas e o aparecimento da atividade chamada de Hipismo Adaptado, resolveu criar o Programa Prática Esportiva Paraeqüestre.

Justificativa

Após o Programa Pré-esportivo, que já tem um sentido de inserção social, abre o caminho para o PROGRAMA PRÁTICA ESPORTIVA PARAEQÜESTRE.

Este programa tem como finalidade preparar a pessoa com deficiência para competições paraeqüestres com os seguintes objetivos:

prazer pelo esporte enquanto estimulador de efeitos terapêuticos;
melhoria da auto-estima, autoconfiança e da qualidade de vida;
inserção social;
preparar atletas de alta performance.
Este programa abre caminho para competições paraeqüestres tais como:

HIPÍSMO ADAPTADO modalidade de competição, dentro de um conceito festivo, adaptada ao praticante de equoterapia, normatizada, coordenada, em âmbito nacional pela Associação Nacional de Desportes para Deficientes e que já realiza competições desta modalidade.

PARAOLIMPÍADAS organizadas paralelamente às Olimpíadas e que se destinam às pessoas com deficiência física. Nela, os atletas competem em provas olímpicas em particular no "adestramento paraolímpico". É regulada pela Federação Eqüestre Internacional (FEI) e no Brasil pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), em parceria com o Comitê Paraolímpico Brasileiro.

OLIMPÍADAS ESPECIAIS, criada para pessoas com deficiência mental que buscam somente a participação e não a alta performance. Esta modalidade está sendo regulamentada pela SPECIAL OLYMPICS BRASIL.

VOLTEIO EQÜESTRE ADAPTADO, são exercícios realizados sobre o cavalo que se movimenta em círculos, conduzido por um cavaleiro por intermédio de uma "guia longa". Deverá ser regulamentado pela FEI, tornando-se, portanto, mais uma modalidade Paraolímpica. O Volteio Eqüestre Adaptado, provavelmente terá um progresso bem maior que o Adestramento Paraolímpico, pelos seguintes motivos:

poderá ser praticado individualmente, em dupla e o mais importante, em equipe;

a utilização de um mesmo cavalo por várias equipes, tornando a competição mais fácil de organizar e mais econômica em relação ao Adestramento;

o numero de atletas beneficiados pela competição será bem maior, reforçando os conceitos de colaboração, respeito e espírito de equipe.



ANDE-BRASIL - Associação Nacional de Equoterapia
PROGRAMA EDUCAÇÃO/REEDUCAÇÃO :

Este programa pode ser aplicado tanto na área de saúde quanto na de educação/reeducação.

Neste caso o praticante tem condições de exercer alguma atuação sobre o cavalo e pode até conduzi-lo, dependendo em menor grau do auxiliar-guia e do auxiliar lateral.

A ação dos profissionais de equitação tem mais intensidade, embora os exercícios devam ser programados por toda a equipe, segundo os objetivos a serem alcançados.

O cavalo continua propiciando benefícios pelo seu movimento tridimensional e multidirecional e o praticante passa a interagir com o animal e o meio com intensidade. Ainda não pratica equitação e/ou hipismo.

O cavalo atua como instrumento pedagógico.

PROGRAMA PRÉ-ESPORTIVO :

Também pode ser aplicado nas áreas de saúde ou educativa.

O praticante tem boas condições para atuar e conduzir o cavalo e embora não pratique equitação, pode participar de pequenos exercícios específicos de hipismo, programados pela equipe.

A ação do profissional de equitação é mais intensa, necessitando, contudo, da orientação dos profissionais das áreas de saúde e educação.

O praticante exerce maior influência sobre o cavalo.

O cavalo é utilizado principalmente como instrumento de inserção social.

PROGRAMA PRÁTICA ESPORTIVA PARAEQÜESTRE

Fonte: www.fonoaudiologia.med.br
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Equoterapia e os impactos sobre sua vida!


Os destinos do cavalo e do homem são inseparáveis. É conhecido e admirado o valor do

cavalo na vida do homem e quanto tem sido útil no progresso da humanidade associado à nossa

evolução. O cavalo foi utilizado como meio de conquista, de imigração, de transporte, de

trabalho, de veneração e de crença, na mitologia, na fabricação de soro e vacina, no lazer e no

esporte. Hoje, lhe é dado um grande destaque como agente terapêutico e de grande impacto na

reabilitação de recuperação dos pacientes.

O praticante (por suas necessidades de alegrar-se, amar e estabelecer limites) e o cavalo

estabelecem uma relação harmoniosa e conseguem atuarem juntos. O código de comunicação

utilizado nesta relação é o de afetividade, estabelecida pela desinibição e confiança recíprocas

(ANDE-BRASIL, 2000).

O uso do exercício eqüestre, com a finalidade de reeducação psicomotora dos portadores

de deficiência, não é uma descoberta recente, como faria pensar o interesse surgido há algum

tempo por esta prática. Hipócrates de Loo (458-370 a.C.), no seu livro “Das Dietas”, aconselhava

a equitação para regenerar a saúde e preservar o corpo humano de muitas doenças, mas,

sobretudo para o tratamento da insônia.

Após a primeira Guerra Mundial, o cavalo entrou definitivamente na área da reabilitação,

sendo empregado como instrumento terapêutico nos soldados seqüelados do pós- guerra. Os

países escandinavos foram os primeiros a utilizá- lo com tal finalidade, obtendo resultados muito

satisfatórios, estimulando o nascimento de outros centros terapêuticos na Alemanha, França e

Inglaterra.

Na Equoterapia, o sujeito participa de seu processo de reabilitação, na medida em que interage com o

cavalo (ANDE-BRASIL,2000).

O cavalo possui três andaduras naturais: passo, trote e galope. O trote e o galope são

andaduras saltadas, portanto, entre um lance e outro, seja no trote (um tempo de suspensão) ou

no galope (dois tempos de suspensão), o cavalo não toca com seus membros no solo.

Contudo, na Equoterapia utilizamos com maior freqüência o cavalo ao passo, pois esta é

uma andadura que possui movimento tridimensional.

As áreas de aplicação da Equoterapia são: reabilitação, para pessoas portadoras de

deficiência física e/ou mental; educação/reeducação, para pessoas com necessidades educativas

especiais e outros; e social, para pessoas com distúrbios evolutivos ou comportamentais (ANDEBRASIL,

2000).

Que tal conhecer um pouco sobre este trabalho e os benefícios para sua vida?

Preocure o centro mais proximo de sua casa!!!

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Quem se beneficia com a Equoterapia?


Baseada na prática de atividades eqüestres e técnicas de equitação, a equoterapia constitui um tratamento complementar de recuperação e reeducação motora e mental, trazendo benefícios físicos e psíquicos no tratamento de portadores de dificuldades sensoriais (audio-fono-visuais), distúrbios evolutivos e/ou comportamentais, patologias ortopédicas (congênitas ou acidentais), deficiências causadas por lesões neuro-motoras (cerebral ou medular).

A equoterapia é um tratamento complementar de apoio à pessoas especiais, portadoras de dificuldades ou deficiências físicas, mentais e/ou psicológicas (Segue uma relação das dificuldades, deficiências e doenças que podem ser auxiliadas por meio do uso da equoterapia: Paralisia Cerebral, Acidente Vascular Encefálico; Atraso no desenvolvimento Neuropsicomotor; Síndrome de Down e outras Sindromes; Traumatismo Crânio-encefálico; Lesão Medular; Esclerose Múltipla; Disfunção na integração sensorial; Dificuldades da aprendizagem ou linguagem; Distúrbios do comportamento; Hiperatividade; Autismo; Traumas; Depressão; Stress, etc).

Equo terapia ( Equo: do latim aequus, relativo à Equus, ‘cavalo’/ Terapia: relativo à terapêutica, que é a parte da medicina que estuda e põe em prática os meios adequados para aliviar ou curar os doentes) é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais. Ela emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais.

Que tal ser mais um beneficiário?Procure o centro mais próximo de você!!!

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Dislexia: A dificuldade de transformar a letra em som


No Brasil as estatísticas mostram que aproximadamente 15 milhões de pessoas apresentam algum tipo de necessidade especial. Desse total, no mínimo 90% das crianças em educação básica lidam com algum tipo de dificuldade de aprendizagem referente à linguagem, entre elas a dislexia é que vem apresentando maior índice.

A dislexia é uma série de alterações neurológicas que fazem com que a criança apresente dificuldade na leitura e na escrita. Uma pessoa que não tem dislexia, o cérebro reage da seguinte forma (observe a figura abaixo): Na hora em que a criança está lendo, uma área no lado esquerdo é acionada (cor amarela), na qual se dá a identificação das letras. Outra parte (cor laranja) faz o cérebro entender o significado da palavra e por fim, uma terceira área (cor vermelha) mais na frente processa toda essa informação. Já uma pessoa com dislexia as áreas atrás e do meio (cor amarela e laranja) são menos ativadas do que o normal, então para compensar isso nos disléxicos, à parte da frente (vermelha) é forçada a trabalhar mais e até o lado direito é acionado durante o ato da leitura.

Fonte: http://www.top30.com.br/news/dislexia
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Dislexia: A visão da Fonoaudiologia aos professores, pais e pacientes


A dislexia é caracterizada como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, com maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.

Como critério de exclusão, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar que inclui inúmeros profissionais;dentre eles: Neurologista,oftalmologista,Fonoaudiólogo, psicólogo.Existem alguns critérios que nos mostram a probabilidade de um indivíduo ser portador de Dislexia, em diferentes etapas de sua vida. Segue-se a seguir: Pré-Escola, pré-alfabetização: Criança que demorou para falar e ainda apresenta algumas trocas na fala.Pronunciação constantemente errada de algumas sílabas. Crescimento lento do vocabulário, falando poucas palavras, por aprender novas palavras mais lentamente que as demais crianças.Dificuldade em aprender cores, números e copiar seu próprio nomeFalta de habilidade para tarefas motoras finas (abotoar, amarrar sapato, ...)Não conseguir narrar uma história conhecida em seqüência correta (iníico ,meio e fim) Dificuldades encontradas no início da Alfabetização: Dificuldades em aprender o alfabeto parar e seqüenciar, verbalmente ou auditivamente, os sons (ex: p – a – t – o )Dificuldades para discriminar fonemas de sons semelhantes: t /d; - g / j; - p / b.,Dificuldades na diferenciação de letras com orientação espacial: d /b ;- d / p; - n /u; - m / u pequenas diferenças gráficas: e / a;- j / i;- n / m;- u /vApresenta dificuldades nas habilidades auditivas – rimas (Cantar músicas em seqüências com início,meio e final)Não possui ou possui orientação temporal incompleta (ontem – hoje – amanhã, dias da semana, meses do ano; aprender o alfabeto)Não consegue obter orientação espacial de forma natural (lateralidade difusa, confunde a direita e esquerda, embaixo, em cima) execução da letra cursiva.Sempre com déficits significativos.Dificuldades na preensão e pressão do lápis, favorecendo o desenvolvimento da disgrafia.Ensino fundamental e principais dificuldades mais encontradas: Leitura silábica, decifratória. Nível de leitura abaixo do esperado para sua série e idade.Dificuldades na soletração de palavras.Leitura em voz alta diante da turma.Substituições, trocas, omissões ,distorções e adições na leitura e escrita.Fragmentação incorreta: o menino joga bola no campo de futebol - omeninojo gabolaetubol.Planejamento, organização e conseguir terminar as tarefas dentro do tempo.Elaboração de textos escritos, como redação.Dificuldades na interpretação de enunciados de problemas matemáticos e figuras geométricas.Dificuldades em copiar do quadro Ensino médio e principais dificuldades encontradas: Dificuldade em aprender outros idiomas.Dificuldade em planejar e fazer redações.Dificuldade nas habilidades de memória.Dificuldade de prestar atenção em detalhes ou, ao contrário, atenção demasiada a mínimos detalhes.Criação de subterfúgios para esconder sua dificuldade.Leitura lenta e interpretação pobre.Dificuldade de entender conceitos abstratos.

Ensino Superior / Universitário e principais dificuldades encontradas:Disgrafia ou ‘letra feia’ diante de letras cursivas.Horários (adiantam-se, chegam tarde ou esquecem).Falta do hábito de leitura.Normalmente tem talentos espaciais (engenheiros, arquitetos, artistas). Mas, as dificuldades e características não param por aí. Consulte seu fonoaudiólogo e veja como poderá te ajudar.

Fonte: http://www.top30.com.br/news/dislexia
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DISCALCULIA – CURIOSIDADES DO TRANSTORNO DE APRENDIZADO EM MATEMÁTICA.

Crianças com discalculia apresentam déficits básicos em vários aspectos da matemática. As dificuldades começam com déficits na numerosidade (capacidade inata de perceber de forma automática pequenas quantidades, de 2 a 4 objetos), demoram mais para aprenderem a contar e para relacionar objeto concretos com o símbolo numérico: JJJJ = 4.


Crianças com discalculia cometem mais erros de contagem e usam procedimentos imaturos para contar e somar, por exemplo, "contar tudo” em vez de "contar a partir do maior número”.

Por exemplo, na adição de 3 + 8, pode-se começar com o maior número e contar os próximos três dígitos: 9, 10, 11, entretanto, as crianças com discalculia com mais freqüência e por mais anos do que os seus pares, usam a “contagem tudo”, ou seja contam do 1 ao 11 enquanto fazem risquinhos ou contam nos dedos. Podem também começar a contar a partir do número menor, em vez de começar pelo maior, o que tornaria a conta mais rápida e sujeita a menos erros.

Estes déficits são ainda mais pronunciados se a criança apresenta dislexia e discalculia concomitantemente.

Uma meta do ensino para estas crianças é ensiná-las a contagem a partir do maior número para que esta habilidade se torne automática.

DISCALCULIA COM DISLEXIA

Dificuldades em matemática muitas vezes coexistem com déficits na linguagem, nas habilidades visuoespaciais, na atenção e na motricidade fina.

Muitas crianças com DISCALCULIA têm transtornos associados, incluindo Dislexia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
Mazzocco e Myers (2003) verificaram que as habilidades relacionadas à leitura estão correlacionados com o desempenho em matemática, assim como algumas habilidades visuoespaciais.
Dislexia é mais freqüentes em crianças que apresentam discalculia do que em crianças que apresentam dificuldades transitórias em matemática. Um estudo mostrou que a dificuldade na leitura ocorre em cerca de 25% dos alunos com discalculia (ou seja, déficits persistentes em matemática), mas apenas em 7% daquelas crianças que apresentavam déficits transitórios em matemática, ou seja, que melhoravam destes déficits em matemática em um ou dois anos.

É importante avaliar a existência de dislexia em crianças com discalculia e vice-versa, pois o tratamento de um transtorno sem tratar o outro pode trazer resultados limitados. Por exemplo, crianças com discalulia e dislexia apresentam dificuldade na realização de histórias matemáticas, que exigem a transformação de uma história em um cálculo. Se a discalculia for tratyada, mas a criança permanecer com problemas na leitura, a dificuldade nas histórias matemáticas permanecerá, apesar da melhora das dificuldades em matemática.

Fonte: Jordano Copetti
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A Escola e a Hiperatividade


O sucesso educacional e do aprendizado de crianças portadoras de TDAH (Transtorno Defict de Atenção e Hiperatividade) não envolve apenas um tratamento multidisciplinar que assiste o paciente, mas, também o complemento familiar e escolar.

O TDAH é considerado uma defciência educacional de base biológica tratável, mas não curável. Exemplificando, o TDAH assemelha-seao diabetes: os objetivos da intervenção escolar são de conter e controlar os sintomas de modo a impedir ou reduzir a ocorrência de riscos secundários que ocorrem com crinaças cujo transtorno não é controlado adequadamente. No caso do TDAH, esses riscos incluem repetência, rejeição por parte dos colegas, suspensão, expulsão, desempenho baixo, dentre outros aspectos.

O transtorno não se deve à falta de habilidade ou conhecimento, mas consiste em uma dificuldade para manter a atenção, o esforço e a motivação em inibir o comportamento ao longo do tempo.

No contexto escolar os professores devem estar envolvidos de forma ativa e voluntária, de uma administração escolar que apóiea identificação, conscinetização e intervenção no TDAH. Esses componetes são o carro chefe do tratamento, pois, dentre os muitos aspectos a serem trabalhados, estão as modificações curriculares que deverão ser aolicadas dentro da sala de aula. Semdo assim, o conhecimento e a postura de mudança dos professores são fundamentais; lembrando sempre que 'toda mudança gera incomodo e alguns desajustes' no início. Neste estágio, a compreenão sobre o transtorno e suas implicações são fundamentais.

As intervenções mais efetivas para melhorar o desempemho escolar são aplicadas de forma coerente dentro e fora do ambiente escolar. Nestes casos, devemos considerar o uso dos colegas, computadores e demais ferramentas no aprendizado facilitador.

Professores que são treinados para o trabalho com alunos portadores de TDAH, sem resistência fazem o transtorno ser compreendido sem dificuldades e ainda colaboram para o desenvolvimento de metodologia eficaz e sucesso no aprendizado por parte dos alunos.

Procure um fonoaudiólogo e tire suas dúvidas!

Fonte: www.fonoaudiologia.med.br
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Semana Mundial do Aleitamento Materno 2011


O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. Recomenda-se o aleitamento materno exclusivo por seis meses.


Benefícios do Aleitamento Materno
O leite materno é um alimento completo. Isso significa que, até os 6 meses, o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Depois dos 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos. É bom que o bebê continue sendo amamentado até 2 anos ou mais. Quanto mais tempo o bebê mamar no peito, melhor para ele e para a mãe.


Benefícios para o bebê

- O leite materno tem tudo o que o bebê precisa até os 6 meses, inclusive água, e é de mais fácil digestão do que qualquer outro leite, porque foi feito para ele.
- Funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de muitas doenças.
- Além disso, é limpo, está sempre pronto e quentinho.
- A amamentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê.
- Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração.

Benefícios para a mãe

- Reduz o peso mais rapidamente após o parto.
- Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia de anemia após o parto.
- Reduz o risco de diabetes.
- Reduz o risco de câncer de mama e de ovário.
- Pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez nos primeiros seis meses desde que a mãe esteja amamentando exclusivamente (a criança não recebe nenhum outro alimento) e em livre demanda (dia e noite, sempre que o bebê quiser) e ainda não tenha menstruado.

Amamentação: muito mais que alimentar a criança.

Um vídeo sobre a importância da amamentação foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em parceria com o Ministério da Saúde.
O filme de vinte e dois minutos é voltado tanto para mães gestantes e que estejam amamentando, como para profissionais de saúde. Lançado em dezembro de 2009, o filme dá dicas de como amamentar, os cuidados com a mama desde a gravidez e traz ainda depoimentos de mães que amamentaram seus filhos, como Cássia Kiss, Claudia Leite e Maria Paula. Ao final, uma série de perguntas e respostas tira as dúvidas sobre o assunto. O filme foi produzido em Feira de Santana (BA) com mães usuárias dos hospitais do SUS, das unidades básicas de saúde e de clínicas privadas.

Vídeo sobre a Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2011


Fonte: http://grupodosedealegria.blogspot.com/2011/05/aleitamento-materno.html
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Fonoaudiologia Escolar e o desenvolvimento da Linguagem


O desenvolvimento da educação com a intervenção fonoaudiológica.
A fonoaudiologia escolar atua tanto na escola comum quanto em escolas especiais.
A atuação do profissional dessa área é ampla e de grande importância no processo educacional, além do acompanhamento com os alunos é realizado um trabalho com os educadores, no sentido de utilizar técnicas que os auxiliem de uma maneira diferenciada na prática, assim são capazes de detectar possíveis distúrbios e fazer o devido encaminhamento.
Atualmente a aceitação do fonoaudiólogo já é reconhecida nos grandes centros e indicada pelos profissionais de educação, no caso de alunos que apresentam alterações na comunicação oral e principalmente na escrita.
Ao inserir a fonoaudiologia em uma escola, o campo de trabalho abrange três funções principais: Participação na Equipe; Triagem; Terapia.
Quando se fala em participação, refere-se a uma equipe multiprofissional que envolve: professores, psicólogos, orientadores pedagógicos e educacionais. É com essa equipe que o fonoaudiólogo vai atuar, desenvolvendo o papel de Assessor.
O assessor tem a função de transmitir os conhecimentos específicos da sua área para os demais do grupo, utilizando diversos recursos, através de palestras, pequenos cursos, programas de treinamento e outros. Compete a ele também elaborar planejamentos trabalhando em equipe com o orientador pedagógico.
A triagem é feita de forma individual visto que tem como objetivo avaliar a comunicação oral e escrita do indivíduo através de uma bateria de testes elaborados pelo fonoaudiólogo. Após a realização desses, é feito a orientação aos pais e educadores e caso seja necessário, o indivíduo é encaminhado para o profissional responsável pela patologia.
É recomendável que a terapia seja feita fora da escola, pois não é viável retirar a criança da sala de aula, tal fato pode constrangê-la.
Sendo assim, é de ressaltar a grande importância da presença desse profissional na escola para que possa detectar o mais cedo possível as dificuldades na linguagem escrita e oral.
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Fonoaudiologia Educacional: O que o Fonoaudiólogo faz na escola?


A escola é um espaço de ensino, aprendizagem, convivência e desenvolvimento; um espaço de vida diária privilegiado para a promoção de saúde, pois representa um ambiente no qual as pessoas passam parte do tempo de sua vida e onde são formados valores fundamentais.
Considerando a escola como um espaço de relações interpessoais mediadas pela linguagem, e sendo esta uma das especialidades da fonoaudiologia, o fonoaudiólogo escolar passa a ter um papel de extrema relevância nas instituições educacionais, uma vez que tem como proposta favorecer as condições de interlocução comunicativa.
Em Pernambuco, o início da história da fonoaudiologia foi marcado por sérias dificuldades de alfabetização da classe social desfavorecida, tendo surgido as primeiras práticas fonoaudiológicas em Pernambuco a partir dos insucessos na alfabetização, quando a classe médica, juntamente com professores, procurava identificar e sanar os problemas dos alunos da classe pobre, que tinham dificuldades para se alfabetizar. Mesmo quando se pensava que o modo de falar da classe pobre era resultado de sua ignorância ou incapacidade, na verdade, as pessoas sabiam que o analfabetismo era de fato conseqüência de fatores sociais e econômicos que não ofereciam a essa população uma educação de qualidade (Didier, 2001).
Os alfabetizadores mais informados recebiam os alunos que não conseguiam se alfabetizar, e estes eram encaminhados para uma reabilitação. Aqueles profissionais foram chamados de reabilitadores/reeducadores, dentre outras denominações, e passaram a ganhar prestígio na escola em que trabalhavam, além de serem convidados a compor equipes técnicas da Secretaria de Educação (Berberian, 1995).

Conforme Didier (2001), foi a partir dos primeiros trabalhos dos reeducadores de linguagem, na tentativa de superação das dificuldades, que surgiram os alicerces para posteriores estudos e práticas específicas que dariam origem a um conhecimento sistematizado e, conseqüentemente, ao trabalho do fonoaudiólogo. O analfabetismo, como processo social, foi o fato central para a compreensão do surgimento da fonoaudiologia em Pernambuco e, portanto, um marco histórico.
Quando a fonoaudiologia surgiu na escola — ela se iniciou com uma nova forma de atendimento a pequenos grupos de crianças dentro das escolas e pré-escolas e foi chamada de Fonoaudiologia Escolar —, o procedimento baseava-se muito nos modelos americanos e não levava em consideração as diferenças da estrutura educacional que regiam aquele e o nosso país. As diferentes atividades que poderiam ser desenvolvidas na escola foram descritas por Taylor (1981, apud Befi, 1997) como a realização de triagem com a finalidade de detectar algum tipo de anormalidade — e, caso isso acontecesse, o fonoaudiólogo tomaria as devidas providências (como realizar exames complementares, orientar os pais e, se necessário, encaminhar para os programas de educação individualizada). Os professores também eram instruídos a perceber alguma alteração de fala e linguagem na criança.
Dessa maneira, parece que o surgimento da fonoaudiologia — e da própria fonoaudiologia na escola —, por muito tempo, esteve voltado à adoção de procedimentos terapêuticos, de “práticas curativas” e de detectar problemas na escola.
Ao longo do tempo, muita coisa foi se modificando quanto à proposta de atuação de um fonoaudiólogo na escola. Em nossa realidade atual, a fonoaudiologia escolar está repensando o seu papel e, de forma inovadora, vem desenvolvendo a proposta de promover a saúde fonoaudiológica de toda a comunidade escolar (e isso inclui: alunos, pais, professores, coordenadores, psicólogos), podendo, esse profissional, atuar dentro dessa instituição de diversas formas, tanto nas escolas de ensino regular como nas escolas públicas.
Considerando o que foi dito até o presente momento sobre a origem da fonoaudiologia — e para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho do fonoaudiólogo na escola —, tentarei mostrar um pouco do meu fazer na escola, que envolve cada especialidade da fonoaudiologia (Linguagem, Voz, Motricidade Oral e Audição). É importante ressaltar que minha experiência como fonoaudióloga escolar é em duas instituições de ensino regular.
Na Educação Infantil, no que diz respeito à linguagem, e, mais especificamente, nas séries iniciais, observo a forma como as crianças se utilizam da linguagem para se comunicar com os outros, seja através de gestos, poucas palavras ou trocas na fala, que podem dificultar a inteligibilidade do conteúdo. Conhecedor do desenvolvimento da linguagem da criança, tanto no âmbito da normalidade quanto no da patologia, o fonoaudiólogo é capaz de fornecer ao professorado, com maior segurança, o que é natural ou não para cada faixa etária.
Nas turmas de pré-alfabetização e alfabetização, tenho um tempo de aproximadamente quarenta minutos para entrar em sala e realizar atividades lúdicas com os alunos, sem a intervenção do professor. Essas atividades têm como objetivo enfatizar a importância da linguagem, da audição e da voz. Dessa maneira, são criadas e planejadas situações de uso da comunicação que sejam estimuladoras do desenvolvimento da linguagem oral e de seus padrões de pronúncia; promovem-se situações que possam levar a criança a pensar sobre a linguagem que ela usa (desenvolvendo habilidades metalingüísticas); que estimulem também a produção de narrativas, tais como contar e recontar fatos e histórias, além de procurar favorecer a inserção da fala e da escrita nos usos da vida diária, considerando ambas dois modos concomitantes de representar a mesma língua.
Nas atividades que envolvem o tema Voz, busco sensibilizar tanto os alunos quanto os professores em relação aos hábitos nocivos. As crianças participam de campanhas e jogos, aprendem sobre a função da voz, a anatomofisiologia básica, os problemas vocais e a saúde vocal, ressaltando, sempre, a sua importância para a identidade pessoal do sujeito e a função comunicativa.
No que se refere aos hábitos alimentares e aos hábitos nocivos (como uso de chupeta, mamadeira, sucção digital, roer unha, sintomas de um respirador bucal), estes são observados em sala de aula, na hora do lanche e também no horário da recreação dos alunos. Os dados obtidos são registrados na ficha de fonoaudiologia da criança, e, caso seja necessário, solicito a presença dos pais para dar algumas orientações e/ou realizar encaminhamentos. Por exemplo, quando percebo que determinada criança está desatenta em sala de aula, que apresenta dificuldade de concentração, respira constantemente pela boca, além de estar sempre gripada na escola, nesses casos, a família é chamada. Um outro exemplo seriam aquelas crianças com aproximadamente dois anos de idade que têm uma hipotonia de lábios e bochechas cujas mães relatam que ainda não introduziram o sólido na alimentação diária de seus filhos. Essas mães também são chamadas ao serviço de fonoaudiologia e recebem orientações. É importante dizer que os alunos também participam de vivências que envolvem esse conteúdo.

No Ensino Fundamental I, o trabalho se expande mais em direção à aquisição e ao desenvolvimento da linguagem escrita e da leitura, acontecendo encontros semanais, em que entro em cada sala de aula para realizar atividades coletivas. Os temas como Voz, Audição e Linguagem são mais aprofundados — uma vez que eles já possuem um conhecimento prévio sobre o assunto; busco, também, dar continuidade à proposta de otimizar o interesse pela leitura e escrita, como função social e de comunicação, favorecendo o crescimento intelectual e o desenvolvimento de seres humanos críticos e construtores. Assim, de maneira criativa e prazerosa, os alunos de 1ª a 4ª séries têm a oportunidade de expressar seus conhecimentos de forma mais espontânea, até porque a finalidade do fonoaudiólogo não seria a de corrigir os erros pedagógicos. Procuro direcionar minhas atividades para a cognição e a criatividade do sujeito, trabalhando sempre com narrativas orais, escritas, gêneros textuais, músicas e dramatizações.
Com relação à audição, proponho atividades de ação também preventiva, como, por exemplo, o trabalho com a diferenciação dos sons sonoros e surdos (o aluno que escreve fassoura e não vassoura), possibilitando que algumas crianças que apresentam trocas assistemáticas na fala e na escrita, mas que ainda não tenham necessidade de serem encaminhadas para uma terapia fonoaudiológica, superem essas trocas sem a intervenção clínica.
A minha presença constante na escola permite que eu conheça cada aluno, viabilizando um trabalho sistemático e visando à promoção da sua saúde, o que dificulta o aparecimento de problemas de fala e escrita. Nos casos em que há realmente a necessidade de encaminhamento para um profissional especializado, os pais dessas crianças são orientados a procurarem ajuda de um especialista fora da escola, no tempo certo para o tratamento.
É importante salientar que exames de audição podem e devem ser solicitados pelo fonoaudiólogo escolar, para que ele possa estabelecer uma relação entre os resultados desse exame e o desempenho de cada aluno. Ele é tão necessário quanto o exame oftalmológico, que já é solicitado em algumas escolas.
Também estudo o espaço físico da escola, com a finalidade de orientar a equipe quanto às condições favoráveis que um ambiente deve ter para que processos de atenção, de audição e de manutenção de interesse possam ser otimizados.
Não poderia deixar de citar aqui o papel que atribuo à minha sondagem fonoaudiológica, que pode ser interpretada e utilizada por outros profissionais, como avaliação, triagem, etc. Eu utilizo a sondagem porque penso que a intenção de realizá-la em cada aluno, serve apenas como parâmetro para que eu saiba quais as dificuldades de cada turma e, assim, possa atuar coletivamente, e não selecionar para excluir um aluno, como se fala na triagem.
Concordo com Zorzi (apud Giroto, 1999) em sua crítica à chamada triagem fonoaudiológica realizada nas escolas. Ele diz que, embora se fale em realizar essa triagem para prevenir problemas, essa ação está, na realidade, mais voltada para a detecção e o encaminhamento clínico de problemas já existentes. Dessa forma, a triagem deixa de ser um levantamento de dados das características dos alunos de uma classe, que tem por finalidade contribuir posteriormente para o aprendizado escolar, e se torna uma busca constante do fonoaudiólogo por dificuldades do aluno, que terão de ser detectadas e informadas, quando necessárias, aos pais. O que seria apenas uma forma de “testagem” passa a ser uma avaliação detalhada, que não compete ao fonoaudiólogo na escola. Esse comportamento causa o desvio de uma postura preventiva para uma visão clínica patológica.
Voltando ao meu desenvolvimento de um trabalho no âmbito escolar, enfatizarei a aproximação do professorado, que gira em torno de orientações que podem acontecer em horários estabelecidos previamente pela direção da escola ou em breves momentos, como na hora do recreio ou nos corredores da escola. Nesses momentos, tratamos sobre o desenvolvimento escolar dos alunos e propomos estratégias para que eles possam evoluir em termos de uso da linguagem. O próprio professor também nos ajuda quando recebe melhores informações: ele passa a identificar os distúrbios reais e ajuda na orientação para o tratamento, quando necessário. Por isso, não se deve esquecer que uma boa parceria com os professores permite que os resultados sirvam para somar conhecimentos e proporcionar um bom aprendizado ao educando, sendo o trabalho realizado de forma interdisciplinar.
Os professores também recebem orientações quanto ao uso da voz como instrumento de trabalho. Saber usá-la é de suma importância não só para atrair a atenção do aluno na hora do conto, em suas atividades diárias, mas para que esse profissional não tenha prejuízos com a perda da voz no decorrer dos anos de trabalho. Sugiro aqui, como atividade, um momento de relaxamento corporal com os professores antes de começar a aula.
Com os pais, procuro manter uma relação de aproximação através de palestras, textos (com os temas: Importância da Audição para a Aprendizagem, Gagueira, Trocas na Fala, Variação Lingüística, Hábitos Nocivos, etc.) e encontros individuais. Geralmente, o primeiro contato com os pais ocorre coletivamente, nas reuniões de pais e mestres que acontecem no início do ano.
No decorrer do tempo, aqueles pais, com os quais sinto a necessidade de um contato mais próximo, seja qual for o motivo — ou porque a criança não está conseguindo acompanhar as outras em relação à aprendizagem, ou por problemas vocais, auditivos, de fala, de escrita, no sistema motor oral, ou até mesmo uma criança especial —, são convidados a comparecerem ao serviço de fonoaudiologia da instituição para que possamos conversar sobre seu filho. Esses encontros individuais também podem acontecer com o intuito de fornecer orientações que favoreçam o desenvolvimento da linguagem do aluno.
Após a conversa com os pais, caso a criança precise ser encaminhada para um fonoaudiólogo clínico, otorrinolaringologista, dentista, psicólogo, entre outros, toda a equipe da escola fica ciente, e procuramos juntos (equipe escolar) manter um contato sistemático com os pais e o profissional que acompanhará o aluno. Mas o trabalho não cessa por aí: os professores também são orientados sobre como proceder em sala de aula diante desse aluno. Esse trabalho é de inclusão social, em que todos contribuem para minimizar problemas de ordem social e emocional.
No planejamento escolar, a participação do fonoaudiólogo é muito importante, uma vez que ele pode contribuir para a elaboração de atividades diárias que envolvam o desenvolvimento normal da linguagem, fala e das habilidades auditivas, além de propor estratégias que auxiliem a aprendizagem.
Com a direção, o contato é mantido através de encontros informais semanais e através de reuniões, nas quais eu, particularmente, procuro entregar um relatório escrito sobre o que está acontecendo na escola, no serviço de fonoaudiologia.
Gostaria de deixar claro que o Conselho Federal de Fonoaudiologia, por meio da Resolução CFFa (Conselho Regional de Fonoaudiologia) nº 309, de 1º de abril de 2005, normatizou a atuação do fonoaudiólogo na Educação Infantil, nos ensinos Fundamental, Médio e Especial e no Ensino Superior. Esse instrumento nasceu da necessidade de tornar público o assunto e orientar a comunidade quanto às alterações de audição, motricidade oral, linguagem e voz, prevenindo-a. O art. 2º dessa Resolução também diz que “é vedado ao fonoaudiólogo realizar atendimento clínico/terapêutico dentro das instituições de Educação Infantil, ensinos Fundamental e Médio, mesmo sendo inclusivas”.
Essa resolução é levada a sério por um fonoaudiólogo escolar, a partir do momento em que ele considera a necessidade de tornar público o assunto e orientar a comunidade quanto às alterações de audição, motricidade oral, linguagem e voz, em um ambiente escolar.

Concordo com Giroto quando ela diz:

Creio que podemos falar de uma visão desenvolvimentista, independentemente de estarmos pensando em patologias, quer no sentido de detectá-las e tratá-las, quer no sentido de evitá-las. Desenvolver, neste caso, significa criar condições favoráveis e eficazes para que as capacidades de cada um possam ser exploradas ao máximo, não no sentido de eliminar problemas, mas, sim, baseado na crença de que determinadas situações e experiências podem facilitar e incrementar o desenvolvimento e a aprendizagem (Giroto, 1990, p. 46).

A escola é ainda um local, em Pernambuco, pouco explorado pela Fonoaudiologia, não despertando muito o interesse dos profissionais por essa área.
Essa postura, em parte, está relacionada ao próprio fazer fonoaudiológico, que se iniciou com a necessidade de reabilitar os indivíduos com distúrbios de comunicação. Portanto, durante um longo período de tempo, a prática fonoaudiológica esteve voltada para a adoção de procedimentos terapêuticos. Essa atuação, predominantemente na área clínica, favoreceu a concentração dos profissionais em consultórios, hospitais e/ou clínicas.
Atrelado a esse fator, está o desconhecimento ou conhecimento limitado dos diretores, professores e coordenadores das escolas sobre o funcionamento do trabalho fonoaudiológico nessa instituição. Mesmo aquelas instituições que conhecem o trabalho do fonoaudiólogo, muitas vezes, não o contratam, pois, infelizmente, não há uma legislação que regularmente a contratação obrigatória dos fonoaudiólogos, como a que existe para outras profissões.
Algumas escolas, por exemplo, quando julgam necessário um trabalho fonoaudiológico, preferem solicitar esse profissional temporariamente, reduzindo as possibilidades de trabalho continuado, prejudicando, muitas vezes, as estratégias de prevenção.
Talvez essa situação esteja ocorrendo devido à crise econômica que o País está enfrentando ultimamente, obrigando o serviço privado a investir naquilo que para ele seja indispensável e de resolução imediata e/ou obrigatória por lei.
É necessário provar, com um trabalho efetivo e de qualidade, para os dirigentes das instituições, a necessidade de nossa atuação na comunidade escolar, uma vez que estas, no momento, não têm razão legal para nos contratar.
Porém, antes de qualquer mobilização, é indispensável que o próprio profissional conheça a abrangência da sua atuação na escola. É bastante comum alguns colegas de profissão me questionarem sobre a atuação do fonoaudiólogo na escola, surpreendendo-se quando relato a minha experiência, desvinculada do estigma de avaliar, detectar e encaminhar, quando necessário, crianças com problemas de linguagem, voz, motricidade oral ou audição.
Claro que, se há necessidade de realizar o encaminhamento, o fonoaudiólogo deverá fazê-lo, mas não vejo como sua principal função na escola; digamos que é secundária. Mesmo assim, ainda é bastante comum escutar de diretores e professores que a sua escola já tem um fonoaudiólogo predeterminado para o encaminhamento de crianças quando alguma dificuldade é percebida. Acredito que isso é reflexo de uma forma ideológica ainda muito atrelada a um formato clínico de visão da Fonoaudiologia, tanto da sociedade como também do próprio fonoaudiólogo.
Esse tipo de pensamento acaba dificultando a inserção do fonoaudiólogo dentro da escola, porque reduz de forma considerável o seu papel, que passa a ser secundário, uma vez que qualquer profissional da área pedagógica pode identificar uma alteração na criança e encaminhá-la para um fonoaudiólogo ou psicólogo, sem necessariamente ter um fonoaudiólogo inserido na equipe. Como já disse, perceber essas dificuldades o quanto antes é importante, mas não pode ser o alicerce do nosso trabalho na escola.
Por isso, precisamos desvincular o conceito da Fonoaudiologia Escolar desses aspectos, porque esse é um conceito reducionista da nossa atuação.
Espero que, depois desta leitura, muitos tenham compreendido um pouco do fazer fonoaudiológico na escola e que eu tenha afastado alguns dos preconceitos e mitos envolvendo a Fonoaudiologia Escolar, já que a educação no Brasil está precisando de profissionais comprometidos a serem “alavancas” para que haja mudanças sociais.

LÉSLIE PICCOLOTTO FERREIRA (ORG.) Este livro é fruto do trabalho de vários profissionais, com diferentes enfoques, permitindo um profunda reflexão sobre as relações entre a fonoaudiologia e a educação.

Fonte: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=936
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Os efeitos dos ruídos durante a gestação!


A audição é um dos sistemas mais elaborados e sensíveis do organismo humano.

Um estudo publicado durante a 1ª Semana Nacional de Prevenção da Surdez comprovou que o

Brasileiro está perdendo a audição cada vez mais cedo.

Nas últimas décadas, os estudos sobre a perda induzida pelo

ruído (PAINPSE) foram ampliados, colaborando para descobertas em diversos

setores, envolvendo inclusive análises específicas, como a de

trabalhadoras gestantes.

Entre a 23ª e 28ª semana gestacional, o feto saudável, é capaz de reagir a estimulação sonora.

No período gestacional, o feto saudável, é capaz de reagir a estimulação sonora.

O desenvolvimento da audição inicia por volta do 5º mês degestação, mas o feto não parece estar preparado para os estímulos sonoros externos ao corpo da mãe.

Neste estágio, o feto pode ouvir e diferenciar vozes, distinguir tipos de sons, intensidade e altura, sons familiares e estranhos e podem até determinar a direção do som.

Estudos recentes revelaram que ruídos de 60 db a 80 db produzem estresse no concepto, e acima de 80 db são nocivos à saúde fetal.

Atualmente, pesquisas afirmam que é de 3 a 4 vezes maior a possibilidade de perda auditiva significativa em crianças cujas mães foram expostas durante a gestação a níveis de ruído maiores que 85 dbA, quando comparadas às crianças cujas mães foram expostas a intensidades menores.

O ruído ocupacional em um nível aproximado de 85 dbA ou mais, por oito horas diárias, pode resultar em bebês com baixo peso ao nascer, e até mesmo em interrupção da gestação. Não descartando-se é claro, a possibilidade de a exposição a altos níveis de ruído ser um dos fatores envolvidos na etiologia da infertilidade humana.

Sendo assim, atenção mamães em relação aos ambientes que vocês estão querendo ir e o tempo em que irão permanecer. Lembrem-se sempre, da saúde dos pequeninos; ao final da gestação e durante toda a suas vidas, eles agradecerão.

Qualquer dúvida procure seu fonoaudiólogo e saiba como cuidar melhor do desenvolvimento de seu bebê!
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A música como influência no desenvolvimento da fala e da audição da criança


A prática musical melhora a habilidade de reconhecimento da fala diante de ruído competitivo. Sendo assim, quando uma pessoa estiver em meio a ruído ambiental, ela terá maiores condições de reconhecer o que estiver sendo falado.
Da mesma forma, acredita-se que diversas atividades musicais podem vir a contribuir para o bom desenvolvimento da criança nas funções de: fala, audição, cognição e linguagem. Tendo a aquisição de fala total dos sons da língua portuguesa, sendo terminada com idade mais precoce que as demais crianças.

Um dos exemplos de estimulação infantil que podemos citar, diz respeito às cantigas populares, para desenvolver os aspectos relacionados à inteligência, que fazem a criança completar seqüências {Ex: ‘Fui morar em uma casi..(criança): nhá, nhá;(adulto): enfeita..(Criança):dá, dá; de cupim.

Músicas clássicas (Strauss, Bethoven) são ideais para crianças agitadas.

Nesse contexto, verificamos relações positivas entre habilidades auditivas e o tempo que as crianças estudam música, e também em relação ao estudo de música e a aquisição fonética das crianças.

Para saber mais, procure seu fonoaudiólogo para saber como poderá trabalhar o desenvolvimento infantil por meio da música e qual o melhor rítmo a ser trabalhado com a criança.

Fonte: www.fonoaudiologia.med.com
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Desenvolvimento Auditivo da criança de 0 a 5 anos


Do nascimento aos 3 meses:
Cala-se ao reconhecer sua voz ;
Sorri ou fica calado quando conversam com ele;
Se assusta com ruídos fortes, piscando os olhinhos;
Produz sons de balbucio;
Sorri quando vê familiares em seu cotidiano;
Cada choro tem um significado e conforme sua necessidade;

Entre 4 a 6 meses:
Tem uma melhor percepção;
Presta atenção a sons,
Olha em direção dos som;
Responde a mudanças no tom de voz;

Na fala aparece muitos sons de p, b e m;
Emite expressão de alegria ou tristeza com a fala;
Emite sons quando está brincando ou sozinha;


Entre 7 meses a 1 ano
Têm atenção quando alguém lhe fala, olharndo em direção do som;
Responde a perguntas simples, como "vem cá" e "quer mais";
T êm interesse em canções e rimas acompanhadas de gestos;

Começa a aparecer os sons curtos, como "baba", "tata";
Utiliza os sons para chamar a atenção imitando diferentes sons da fala;
Surgem as primeiras palavras "mamãe", "papai";

Entre 1 a 2 anos
Diferencia as diferentes partes do próprio
corpo;
Já entende perguntas simples;
Indica as figuras em um livro quando as nomeiam;
Presta atenção em canções;

Conforme o decorrer dos meses utilizam mais palavras;
Fazem perguntas com uma ou duas palavras;

Entre 2 a 3 anos
Obedece a ordens como "coloque a bola no chão";
Começa a entender o significado de algumas palavras como "Vem/vai", "Entra/Sai";
Pessoas mais próximas já entendem a sua fala;
Pede objetos indicando ou chamando pelo nome;

Entre 3 a 4 anos
Escuta ser chamado mesmo estando em outro cômodo da casa;
Escuta sons no mesmo volume que o resto de sua família;
Relata seu dia, como as atividades que desnvolveu na escola;


Entre 4 a 5 anos
Escuta e entende a maior parte do que se é falado;
Faz perguntas simples referente as historinhas que ouve
Comunica-se com facilidade com adultos e outras crianças;
Utiliza o mesmo vocabulário que o resto da família;
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Vem comigo!

A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
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