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Dislexia: A visão da Fonoaudiologia aos professores, pais e pacientes


A dislexia é caracterizada como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, com maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.

Como critério de exclusão, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar que inclui inúmeros profissionais;dentre eles: Neurologista,oftalmologista,Fonoaudiólogo, psicólogo.Existem alguns critérios que nos mostram a probabilidade de um indivíduo ser portador de Dislexia, em diferentes etapas de sua vida. Segue-se a seguir: Pré-Escola, pré-alfabetização: Criança que demorou para falar e ainda apresenta algumas trocas na fala.Pronunciação constantemente errada de algumas sílabas. Crescimento lento do vocabulário, falando poucas palavras, por aprender novas palavras mais lentamente que as demais crianças.Dificuldade em aprender cores, números e copiar seu próprio nomeFalta de habilidade para tarefas motoras finas (abotoar, amarrar sapato, ...)Não conseguir narrar uma história conhecida em seqüência correta (iníico ,meio e fim) Dificuldades encontradas no início da Alfabetização: Dificuldades em aprender o alfabeto parar e seqüenciar, verbalmente ou auditivamente, os sons (ex: p – a – t – o )Dificuldades para discriminar fonemas de sons semelhantes: t /d; - g / j; - p / b.,Dificuldades na diferenciação de letras com orientação espacial: d /b ;- d / p; - n /u; - m / u pequenas diferenças gráficas: e / a;- j / i;- n / m;- u /vApresenta dificuldades nas habilidades auditivas – rimas (Cantar músicas em seqüências com início,meio e final)Não possui ou possui orientação temporal incompleta (ontem – hoje – amanhã, dias da semana, meses do ano; aprender o alfabeto)Não consegue obter orientação espacial de forma natural (lateralidade difusa, confunde a direita e esquerda, embaixo, em cima) execução da letra cursiva.Sempre com déficits significativos.Dificuldades na preensão e pressão do lápis, favorecendo o desenvolvimento da disgrafia.Ensino fundamental e principais dificuldades mais encontradas: Leitura silábica, decifratória. Nível de leitura abaixo do esperado para sua série e idade.Dificuldades na soletração de palavras.Leitura em voz alta diante da turma.Substituições, trocas, omissões ,distorções e adições na leitura e escrita.Fragmentação incorreta: o menino joga bola no campo de futebol - omeninojo gabolaetubol.Planejamento, organização e conseguir terminar as tarefas dentro do tempo.Elaboração de textos escritos, como redação.Dificuldades na interpretação de enunciados de problemas matemáticos e figuras geométricas.Dificuldades em copiar do quadro Ensino médio e principais dificuldades encontradas: Dificuldade em aprender outros idiomas.Dificuldade em planejar e fazer redações.Dificuldade nas habilidades de memória.Dificuldade de prestar atenção em detalhes ou, ao contrário, atenção demasiada a mínimos detalhes.Criação de subterfúgios para esconder sua dificuldade.Leitura lenta e interpretação pobre.Dificuldade de entender conceitos abstratos.

Ensino Superior / Universitário e principais dificuldades encontradas:Disgrafia ou ‘letra feia’ diante de letras cursivas.Horários (adiantam-se, chegam tarde ou esquecem).Falta do hábito de leitura.Normalmente tem talentos espaciais (engenheiros, arquitetos, artistas). Mas, as dificuldades e características não param por aí. Consulte seu fonoaudiólogo e veja como poderá te ajudar.

Fonte: http://www.top30.com.br/news/dislexia
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DISCALCULIA – CURIOSIDADES DO TRANSTORNO DE APRENDIZADO EM MATEMÁTICA.

Crianças com discalculia apresentam déficits básicos em vários aspectos da matemática. As dificuldades começam com déficits na numerosidade (capacidade inata de perceber de forma automática pequenas quantidades, de 2 a 4 objetos), demoram mais para aprenderem a contar e para relacionar objeto concretos com o símbolo numérico: JJJJ = 4.


Crianças com discalculia cometem mais erros de contagem e usam procedimentos imaturos para contar e somar, por exemplo, "contar tudo” em vez de "contar a partir do maior número”.

Por exemplo, na adição de 3 + 8, pode-se começar com o maior número e contar os próximos três dígitos: 9, 10, 11, entretanto, as crianças com discalculia com mais freqüência e por mais anos do que os seus pares, usam a “contagem tudo”, ou seja contam do 1 ao 11 enquanto fazem risquinhos ou contam nos dedos. Podem também começar a contar a partir do número menor, em vez de começar pelo maior, o que tornaria a conta mais rápida e sujeita a menos erros.

Estes déficits são ainda mais pronunciados se a criança apresenta dislexia e discalculia concomitantemente.

Uma meta do ensino para estas crianças é ensiná-las a contagem a partir do maior número para que esta habilidade se torne automática.

DISCALCULIA COM DISLEXIA

Dificuldades em matemática muitas vezes coexistem com déficits na linguagem, nas habilidades visuoespaciais, na atenção e na motricidade fina.

Muitas crianças com DISCALCULIA têm transtornos associados, incluindo Dislexia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
Mazzocco e Myers (2003) verificaram que as habilidades relacionadas à leitura estão correlacionados com o desempenho em matemática, assim como algumas habilidades visuoespaciais.
Dislexia é mais freqüentes em crianças que apresentam discalculia do que em crianças que apresentam dificuldades transitórias em matemática. Um estudo mostrou que a dificuldade na leitura ocorre em cerca de 25% dos alunos com discalculia (ou seja, déficits persistentes em matemática), mas apenas em 7% daquelas crianças que apresentavam déficits transitórios em matemática, ou seja, que melhoravam destes déficits em matemática em um ou dois anos.

É importante avaliar a existência de dislexia em crianças com discalculia e vice-versa, pois o tratamento de um transtorno sem tratar o outro pode trazer resultados limitados. Por exemplo, crianças com discalulia e dislexia apresentam dificuldade na realização de histórias matemáticas, que exigem a transformação de uma história em um cálculo. Se a discalculia for tratyada, mas a criança permanecer com problemas na leitura, a dificuldade nas histórias matemáticas permanecerá, apesar da melhora das dificuldades em matemática.

Fonte: Jordano Copetti
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A Escola e a Hiperatividade


O sucesso educacional e do aprendizado de crianças portadoras de TDAH (Transtorno Defict de Atenção e Hiperatividade) não envolve apenas um tratamento multidisciplinar que assiste o paciente, mas, também o complemento familiar e escolar.

O TDAH é considerado uma defciência educacional de base biológica tratável, mas não curável. Exemplificando, o TDAH assemelha-seao diabetes: os objetivos da intervenção escolar são de conter e controlar os sintomas de modo a impedir ou reduzir a ocorrência de riscos secundários que ocorrem com crinaças cujo transtorno não é controlado adequadamente. No caso do TDAH, esses riscos incluem repetência, rejeição por parte dos colegas, suspensão, expulsão, desempenho baixo, dentre outros aspectos.

O transtorno não se deve à falta de habilidade ou conhecimento, mas consiste em uma dificuldade para manter a atenção, o esforço e a motivação em inibir o comportamento ao longo do tempo.

No contexto escolar os professores devem estar envolvidos de forma ativa e voluntária, de uma administração escolar que apóiea identificação, conscinetização e intervenção no TDAH. Esses componetes são o carro chefe do tratamento, pois, dentre os muitos aspectos a serem trabalhados, estão as modificações curriculares que deverão ser aolicadas dentro da sala de aula. Semdo assim, o conhecimento e a postura de mudança dos professores são fundamentais; lembrando sempre que 'toda mudança gera incomodo e alguns desajustes' no início. Neste estágio, a compreenão sobre o transtorno e suas implicações são fundamentais.

As intervenções mais efetivas para melhorar o desempemho escolar são aplicadas de forma coerente dentro e fora do ambiente escolar. Nestes casos, devemos considerar o uso dos colegas, computadores e demais ferramentas no aprendizado facilitador.

Professores que são treinados para o trabalho com alunos portadores de TDAH, sem resistência fazem o transtorno ser compreendido sem dificuldades e ainda colaboram para o desenvolvimento de metodologia eficaz e sucesso no aprendizado por parte dos alunos.

Procure um fonoaudiólogo e tire suas dúvidas!

Fonte: www.fonoaudiologia.med.br
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Semana Mundial do Aleitamento Materno 2011


O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. Recomenda-se o aleitamento materno exclusivo por seis meses.


Benefícios do Aleitamento Materno
O leite materno é um alimento completo. Isso significa que, até os 6 meses, o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Depois dos 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos. É bom que o bebê continue sendo amamentado até 2 anos ou mais. Quanto mais tempo o bebê mamar no peito, melhor para ele e para a mãe.


Benefícios para o bebê

- O leite materno tem tudo o que o bebê precisa até os 6 meses, inclusive água, e é de mais fácil digestão do que qualquer outro leite, porque foi feito para ele.
- Funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de muitas doenças.
- Além disso, é limpo, está sempre pronto e quentinho.
- A amamentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê.
- Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração.

Benefícios para a mãe

- Reduz o peso mais rapidamente após o parto.
- Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia de anemia após o parto.
- Reduz o risco de diabetes.
- Reduz o risco de câncer de mama e de ovário.
- Pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez nos primeiros seis meses desde que a mãe esteja amamentando exclusivamente (a criança não recebe nenhum outro alimento) e em livre demanda (dia e noite, sempre que o bebê quiser) e ainda não tenha menstruado.

Amamentação: muito mais que alimentar a criança.

Um vídeo sobre a importância da amamentação foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em parceria com o Ministério da Saúde.
O filme de vinte e dois minutos é voltado tanto para mães gestantes e que estejam amamentando, como para profissionais de saúde. Lançado em dezembro de 2009, o filme dá dicas de como amamentar, os cuidados com a mama desde a gravidez e traz ainda depoimentos de mães que amamentaram seus filhos, como Cássia Kiss, Claudia Leite e Maria Paula. Ao final, uma série de perguntas e respostas tira as dúvidas sobre o assunto. O filme foi produzido em Feira de Santana (BA) com mães usuárias dos hospitais do SUS, das unidades básicas de saúde e de clínicas privadas.

Vídeo sobre a Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2011


Fonte: http://grupodosedealegria.blogspot.com/2011/05/aleitamento-materno.html
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Fonoaudiologia Escolar e o desenvolvimento da Linguagem


O desenvolvimento da educação com a intervenção fonoaudiológica.
A fonoaudiologia escolar atua tanto na escola comum quanto em escolas especiais.
A atuação do profissional dessa área é ampla e de grande importância no processo educacional, além do acompanhamento com os alunos é realizado um trabalho com os educadores, no sentido de utilizar técnicas que os auxiliem de uma maneira diferenciada na prática, assim são capazes de detectar possíveis distúrbios e fazer o devido encaminhamento.
Atualmente a aceitação do fonoaudiólogo já é reconhecida nos grandes centros e indicada pelos profissionais de educação, no caso de alunos que apresentam alterações na comunicação oral e principalmente na escrita.
Ao inserir a fonoaudiologia em uma escola, o campo de trabalho abrange três funções principais: Participação na Equipe; Triagem; Terapia.
Quando se fala em participação, refere-se a uma equipe multiprofissional que envolve: professores, psicólogos, orientadores pedagógicos e educacionais. É com essa equipe que o fonoaudiólogo vai atuar, desenvolvendo o papel de Assessor.
O assessor tem a função de transmitir os conhecimentos específicos da sua área para os demais do grupo, utilizando diversos recursos, através de palestras, pequenos cursos, programas de treinamento e outros. Compete a ele também elaborar planejamentos trabalhando em equipe com o orientador pedagógico.
A triagem é feita de forma individual visto que tem como objetivo avaliar a comunicação oral e escrita do indivíduo através de uma bateria de testes elaborados pelo fonoaudiólogo. Após a realização desses, é feito a orientação aos pais e educadores e caso seja necessário, o indivíduo é encaminhado para o profissional responsável pela patologia.
É recomendável que a terapia seja feita fora da escola, pois não é viável retirar a criança da sala de aula, tal fato pode constrangê-la.
Sendo assim, é de ressaltar a grande importância da presença desse profissional na escola para que possa detectar o mais cedo possível as dificuldades na linguagem escrita e oral.
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Fonoaudiologia Educacional: O que o Fonoaudiólogo faz na escola?


A escola é um espaço de ensino, aprendizagem, convivência e desenvolvimento; um espaço de vida diária privilegiado para a promoção de saúde, pois representa um ambiente no qual as pessoas passam parte do tempo de sua vida e onde são formados valores fundamentais.
Considerando a escola como um espaço de relações interpessoais mediadas pela linguagem, e sendo esta uma das especialidades da fonoaudiologia, o fonoaudiólogo escolar passa a ter um papel de extrema relevância nas instituições educacionais, uma vez que tem como proposta favorecer as condições de interlocução comunicativa.
Em Pernambuco, o início da história da fonoaudiologia foi marcado por sérias dificuldades de alfabetização da classe social desfavorecida, tendo surgido as primeiras práticas fonoaudiológicas em Pernambuco a partir dos insucessos na alfabetização, quando a classe médica, juntamente com professores, procurava identificar e sanar os problemas dos alunos da classe pobre, que tinham dificuldades para se alfabetizar. Mesmo quando se pensava que o modo de falar da classe pobre era resultado de sua ignorância ou incapacidade, na verdade, as pessoas sabiam que o analfabetismo era de fato conseqüência de fatores sociais e econômicos que não ofereciam a essa população uma educação de qualidade (Didier, 2001).
Os alfabetizadores mais informados recebiam os alunos que não conseguiam se alfabetizar, e estes eram encaminhados para uma reabilitação. Aqueles profissionais foram chamados de reabilitadores/reeducadores, dentre outras denominações, e passaram a ganhar prestígio na escola em que trabalhavam, além de serem convidados a compor equipes técnicas da Secretaria de Educação (Berberian, 1995).

Conforme Didier (2001), foi a partir dos primeiros trabalhos dos reeducadores de linguagem, na tentativa de superação das dificuldades, que surgiram os alicerces para posteriores estudos e práticas específicas que dariam origem a um conhecimento sistematizado e, conseqüentemente, ao trabalho do fonoaudiólogo. O analfabetismo, como processo social, foi o fato central para a compreensão do surgimento da fonoaudiologia em Pernambuco e, portanto, um marco histórico.
Quando a fonoaudiologia surgiu na escola — ela se iniciou com uma nova forma de atendimento a pequenos grupos de crianças dentro das escolas e pré-escolas e foi chamada de Fonoaudiologia Escolar —, o procedimento baseava-se muito nos modelos americanos e não levava em consideração as diferenças da estrutura educacional que regiam aquele e o nosso país. As diferentes atividades que poderiam ser desenvolvidas na escola foram descritas por Taylor (1981, apud Befi, 1997) como a realização de triagem com a finalidade de detectar algum tipo de anormalidade — e, caso isso acontecesse, o fonoaudiólogo tomaria as devidas providências (como realizar exames complementares, orientar os pais e, se necessário, encaminhar para os programas de educação individualizada). Os professores também eram instruídos a perceber alguma alteração de fala e linguagem na criança.
Dessa maneira, parece que o surgimento da fonoaudiologia — e da própria fonoaudiologia na escola —, por muito tempo, esteve voltado à adoção de procedimentos terapêuticos, de “práticas curativas” e de detectar problemas na escola.
Ao longo do tempo, muita coisa foi se modificando quanto à proposta de atuação de um fonoaudiólogo na escola. Em nossa realidade atual, a fonoaudiologia escolar está repensando o seu papel e, de forma inovadora, vem desenvolvendo a proposta de promover a saúde fonoaudiológica de toda a comunidade escolar (e isso inclui: alunos, pais, professores, coordenadores, psicólogos), podendo, esse profissional, atuar dentro dessa instituição de diversas formas, tanto nas escolas de ensino regular como nas escolas públicas.
Considerando o que foi dito até o presente momento sobre a origem da fonoaudiologia — e para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho do fonoaudiólogo na escola —, tentarei mostrar um pouco do meu fazer na escola, que envolve cada especialidade da fonoaudiologia (Linguagem, Voz, Motricidade Oral e Audição). É importante ressaltar que minha experiência como fonoaudióloga escolar é em duas instituições de ensino regular.
Na Educação Infantil, no que diz respeito à linguagem, e, mais especificamente, nas séries iniciais, observo a forma como as crianças se utilizam da linguagem para se comunicar com os outros, seja através de gestos, poucas palavras ou trocas na fala, que podem dificultar a inteligibilidade do conteúdo. Conhecedor do desenvolvimento da linguagem da criança, tanto no âmbito da normalidade quanto no da patologia, o fonoaudiólogo é capaz de fornecer ao professorado, com maior segurança, o que é natural ou não para cada faixa etária.
Nas turmas de pré-alfabetização e alfabetização, tenho um tempo de aproximadamente quarenta minutos para entrar em sala e realizar atividades lúdicas com os alunos, sem a intervenção do professor. Essas atividades têm como objetivo enfatizar a importância da linguagem, da audição e da voz. Dessa maneira, são criadas e planejadas situações de uso da comunicação que sejam estimuladoras do desenvolvimento da linguagem oral e de seus padrões de pronúncia; promovem-se situações que possam levar a criança a pensar sobre a linguagem que ela usa (desenvolvendo habilidades metalingüísticas); que estimulem também a produção de narrativas, tais como contar e recontar fatos e histórias, além de procurar favorecer a inserção da fala e da escrita nos usos da vida diária, considerando ambas dois modos concomitantes de representar a mesma língua.
Nas atividades que envolvem o tema Voz, busco sensibilizar tanto os alunos quanto os professores em relação aos hábitos nocivos. As crianças participam de campanhas e jogos, aprendem sobre a função da voz, a anatomofisiologia básica, os problemas vocais e a saúde vocal, ressaltando, sempre, a sua importância para a identidade pessoal do sujeito e a função comunicativa.
No que se refere aos hábitos alimentares e aos hábitos nocivos (como uso de chupeta, mamadeira, sucção digital, roer unha, sintomas de um respirador bucal), estes são observados em sala de aula, na hora do lanche e também no horário da recreação dos alunos. Os dados obtidos são registrados na ficha de fonoaudiologia da criança, e, caso seja necessário, solicito a presença dos pais para dar algumas orientações e/ou realizar encaminhamentos. Por exemplo, quando percebo que determinada criança está desatenta em sala de aula, que apresenta dificuldade de concentração, respira constantemente pela boca, além de estar sempre gripada na escola, nesses casos, a família é chamada. Um outro exemplo seriam aquelas crianças com aproximadamente dois anos de idade que têm uma hipotonia de lábios e bochechas cujas mães relatam que ainda não introduziram o sólido na alimentação diária de seus filhos. Essas mães também são chamadas ao serviço de fonoaudiologia e recebem orientações. É importante dizer que os alunos também participam de vivências que envolvem esse conteúdo.

No Ensino Fundamental I, o trabalho se expande mais em direção à aquisição e ao desenvolvimento da linguagem escrita e da leitura, acontecendo encontros semanais, em que entro em cada sala de aula para realizar atividades coletivas. Os temas como Voz, Audição e Linguagem são mais aprofundados — uma vez que eles já possuem um conhecimento prévio sobre o assunto; busco, também, dar continuidade à proposta de otimizar o interesse pela leitura e escrita, como função social e de comunicação, favorecendo o crescimento intelectual e o desenvolvimento de seres humanos críticos e construtores. Assim, de maneira criativa e prazerosa, os alunos de 1ª a 4ª séries têm a oportunidade de expressar seus conhecimentos de forma mais espontânea, até porque a finalidade do fonoaudiólogo não seria a de corrigir os erros pedagógicos. Procuro direcionar minhas atividades para a cognição e a criatividade do sujeito, trabalhando sempre com narrativas orais, escritas, gêneros textuais, músicas e dramatizações.
Com relação à audição, proponho atividades de ação também preventiva, como, por exemplo, o trabalho com a diferenciação dos sons sonoros e surdos (o aluno que escreve fassoura e não vassoura), possibilitando que algumas crianças que apresentam trocas assistemáticas na fala e na escrita, mas que ainda não tenham necessidade de serem encaminhadas para uma terapia fonoaudiológica, superem essas trocas sem a intervenção clínica.
A minha presença constante na escola permite que eu conheça cada aluno, viabilizando um trabalho sistemático e visando à promoção da sua saúde, o que dificulta o aparecimento de problemas de fala e escrita. Nos casos em que há realmente a necessidade de encaminhamento para um profissional especializado, os pais dessas crianças são orientados a procurarem ajuda de um especialista fora da escola, no tempo certo para o tratamento.
É importante salientar que exames de audição podem e devem ser solicitados pelo fonoaudiólogo escolar, para que ele possa estabelecer uma relação entre os resultados desse exame e o desempenho de cada aluno. Ele é tão necessário quanto o exame oftalmológico, que já é solicitado em algumas escolas.
Também estudo o espaço físico da escola, com a finalidade de orientar a equipe quanto às condições favoráveis que um ambiente deve ter para que processos de atenção, de audição e de manutenção de interesse possam ser otimizados.
Não poderia deixar de citar aqui o papel que atribuo à minha sondagem fonoaudiológica, que pode ser interpretada e utilizada por outros profissionais, como avaliação, triagem, etc. Eu utilizo a sondagem porque penso que a intenção de realizá-la em cada aluno, serve apenas como parâmetro para que eu saiba quais as dificuldades de cada turma e, assim, possa atuar coletivamente, e não selecionar para excluir um aluno, como se fala na triagem.
Concordo com Zorzi (apud Giroto, 1999) em sua crítica à chamada triagem fonoaudiológica realizada nas escolas. Ele diz que, embora se fale em realizar essa triagem para prevenir problemas, essa ação está, na realidade, mais voltada para a detecção e o encaminhamento clínico de problemas já existentes. Dessa forma, a triagem deixa de ser um levantamento de dados das características dos alunos de uma classe, que tem por finalidade contribuir posteriormente para o aprendizado escolar, e se torna uma busca constante do fonoaudiólogo por dificuldades do aluno, que terão de ser detectadas e informadas, quando necessárias, aos pais. O que seria apenas uma forma de “testagem” passa a ser uma avaliação detalhada, que não compete ao fonoaudiólogo na escola. Esse comportamento causa o desvio de uma postura preventiva para uma visão clínica patológica.
Voltando ao meu desenvolvimento de um trabalho no âmbito escolar, enfatizarei a aproximação do professorado, que gira em torno de orientações que podem acontecer em horários estabelecidos previamente pela direção da escola ou em breves momentos, como na hora do recreio ou nos corredores da escola. Nesses momentos, tratamos sobre o desenvolvimento escolar dos alunos e propomos estratégias para que eles possam evoluir em termos de uso da linguagem. O próprio professor também nos ajuda quando recebe melhores informações: ele passa a identificar os distúrbios reais e ajuda na orientação para o tratamento, quando necessário. Por isso, não se deve esquecer que uma boa parceria com os professores permite que os resultados sirvam para somar conhecimentos e proporcionar um bom aprendizado ao educando, sendo o trabalho realizado de forma interdisciplinar.
Os professores também recebem orientações quanto ao uso da voz como instrumento de trabalho. Saber usá-la é de suma importância não só para atrair a atenção do aluno na hora do conto, em suas atividades diárias, mas para que esse profissional não tenha prejuízos com a perda da voz no decorrer dos anos de trabalho. Sugiro aqui, como atividade, um momento de relaxamento corporal com os professores antes de começar a aula.
Com os pais, procuro manter uma relação de aproximação através de palestras, textos (com os temas: Importância da Audição para a Aprendizagem, Gagueira, Trocas na Fala, Variação Lingüística, Hábitos Nocivos, etc.) e encontros individuais. Geralmente, o primeiro contato com os pais ocorre coletivamente, nas reuniões de pais e mestres que acontecem no início do ano.
No decorrer do tempo, aqueles pais, com os quais sinto a necessidade de um contato mais próximo, seja qual for o motivo — ou porque a criança não está conseguindo acompanhar as outras em relação à aprendizagem, ou por problemas vocais, auditivos, de fala, de escrita, no sistema motor oral, ou até mesmo uma criança especial —, são convidados a comparecerem ao serviço de fonoaudiologia da instituição para que possamos conversar sobre seu filho. Esses encontros individuais também podem acontecer com o intuito de fornecer orientações que favoreçam o desenvolvimento da linguagem do aluno.
Após a conversa com os pais, caso a criança precise ser encaminhada para um fonoaudiólogo clínico, otorrinolaringologista, dentista, psicólogo, entre outros, toda a equipe da escola fica ciente, e procuramos juntos (equipe escolar) manter um contato sistemático com os pais e o profissional que acompanhará o aluno. Mas o trabalho não cessa por aí: os professores também são orientados sobre como proceder em sala de aula diante desse aluno. Esse trabalho é de inclusão social, em que todos contribuem para minimizar problemas de ordem social e emocional.
No planejamento escolar, a participação do fonoaudiólogo é muito importante, uma vez que ele pode contribuir para a elaboração de atividades diárias que envolvam o desenvolvimento normal da linguagem, fala e das habilidades auditivas, além de propor estratégias que auxiliem a aprendizagem.
Com a direção, o contato é mantido através de encontros informais semanais e através de reuniões, nas quais eu, particularmente, procuro entregar um relatório escrito sobre o que está acontecendo na escola, no serviço de fonoaudiologia.
Gostaria de deixar claro que o Conselho Federal de Fonoaudiologia, por meio da Resolução CFFa (Conselho Regional de Fonoaudiologia) nº 309, de 1º de abril de 2005, normatizou a atuação do fonoaudiólogo na Educação Infantil, nos ensinos Fundamental, Médio e Especial e no Ensino Superior. Esse instrumento nasceu da necessidade de tornar público o assunto e orientar a comunidade quanto às alterações de audição, motricidade oral, linguagem e voz, prevenindo-a. O art. 2º dessa Resolução também diz que “é vedado ao fonoaudiólogo realizar atendimento clínico/terapêutico dentro das instituições de Educação Infantil, ensinos Fundamental e Médio, mesmo sendo inclusivas”.
Essa resolução é levada a sério por um fonoaudiólogo escolar, a partir do momento em que ele considera a necessidade de tornar público o assunto e orientar a comunidade quanto às alterações de audição, motricidade oral, linguagem e voz, em um ambiente escolar.

Concordo com Giroto quando ela diz:

Creio que podemos falar de uma visão desenvolvimentista, independentemente de estarmos pensando em patologias, quer no sentido de detectá-las e tratá-las, quer no sentido de evitá-las. Desenvolver, neste caso, significa criar condições favoráveis e eficazes para que as capacidades de cada um possam ser exploradas ao máximo, não no sentido de eliminar problemas, mas, sim, baseado na crença de que determinadas situações e experiências podem facilitar e incrementar o desenvolvimento e a aprendizagem (Giroto, 1990, p. 46).

A escola é ainda um local, em Pernambuco, pouco explorado pela Fonoaudiologia, não despertando muito o interesse dos profissionais por essa área.
Essa postura, em parte, está relacionada ao próprio fazer fonoaudiológico, que se iniciou com a necessidade de reabilitar os indivíduos com distúrbios de comunicação. Portanto, durante um longo período de tempo, a prática fonoaudiológica esteve voltada para a adoção de procedimentos terapêuticos. Essa atuação, predominantemente na área clínica, favoreceu a concentração dos profissionais em consultórios, hospitais e/ou clínicas.
Atrelado a esse fator, está o desconhecimento ou conhecimento limitado dos diretores, professores e coordenadores das escolas sobre o funcionamento do trabalho fonoaudiológico nessa instituição. Mesmo aquelas instituições que conhecem o trabalho do fonoaudiólogo, muitas vezes, não o contratam, pois, infelizmente, não há uma legislação que regularmente a contratação obrigatória dos fonoaudiólogos, como a que existe para outras profissões.
Algumas escolas, por exemplo, quando julgam necessário um trabalho fonoaudiológico, preferem solicitar esse profissional temporariamente, reduzindo as possibilidades de trabalho continuado, prejudicando, muitas vezes, as estratégias de prevenção.
Talvez essa situação esteja ocorrendo devido à crise econômica que o País está enfrentando ultimamente, obrigando o serviço privado a investir naquilo que para ele seja indispensável e de resolução imediata e/ou obrigatória por lei.
É necessário provar, com um trabalho efetivo e de qualidade, para os dirigentes das instituições, a necessidade de nossa atuação na comunidade escolar, uma vez que estas, no momento, não têm razão legal para nos contratar.
Porém, antes de qualquer mobilização, é indispensável que o próprio profissional conheça a abrangência da sua atuação na escola. É bastante comum alguns colegas de profissão me questionarem sobre a atuação do fonoaudiólogo na escola, surpreendendo-se quando relato a minha experiência, desvinculada do estigma de avaliar, detectar e encaminhar, quando necessário, crianças com problemas de linguagem, voz, motricidade oral ou audição.
Claro que, se há necessidade de realizar o encaminhamento, o fonoaudiólogo deverá fazê-lo, mas não vejo como sua principal função na escola; digamos que é secundária. Mesmo assim, ainda é bastante comum escutar de diretores e professores que a sua escola já tem um fonoaudiólogo predeterminado para o encaminhamento de crianças quando alguma dificuldade é percebida. Acredito que isso é reflexo de uma forma ideológica ainda muito atrelada a um formato clínico de visão da Fonoaudiologia, tanto da sociedade como também do próprio fonoaudiólogo.
Esse tipo de pensamento acaba dificultando a inserção do fonoaudiólogo dentro da escola, porque reduz de forma considerável o seu papel, que passa a ser secundário, uma vez que qualquer profissional da área pedagógica pode identificar uma alteração na criança e encaminhá-la para um fonoaudiólogo ou psicólogo, sem necessariamente ter um fonoaudiólogo inserido na equipe. Como já disse, perceber essas dificuldades o quanto antes é importante, mas não pode ser o alicerce do nosso trabalho na escola.
Por isso, precisamos desvincular o conceito da Fonoaudiologia Escolar desses aspectos, porque esse é um conceito reducionista da nossa atuação.
Espero que, depois desta leitura, muitos tenham compreendido um pouco do fazer fonoaudiológico na escola e que eu tenha afastado alguns dos preconceitos e mitos envolvendo a Fonoaudiologia Escolar, já que a educação no Brasil está precisando de profissionais comprometidos a serem “alavancas” para que haja mudanças sociais.

LÉSLIE PICCOLOTTO FERREIRA (ORG.) Este livro é fruto do trabalho de vários profissionais, com diferentes enfoques, permitindo um profunda reflexão sobre as relações entre a fonoaudiologia e a educação.

Fonte: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=936
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Os efeitos dos ruídos durante a gestação!


A audição é um dos sistemas mais elaborados e sensíveis do organismo humano.

Um estudo publicado durante a 1ª Semana Nacional de Prevenção da Surdez comprovou que o

Brasileiro está perdendo a audição cada vez mais cedo.

Nas últimas décadas, os estudos sobre a perda induzida pelo

ruído (PAINPSE) foram ampliados, colaborando para descobertas em diversos

setores, envolvendo inclusive análises específicas, como a de

trabalhadoras gestantes.

Entre a 23ª e 28ª semana gestacional, o feto saudável, é capaz de reagir a estimulação sonora.

No período gestacional, o feto saudável, é capaz de reagir a estimulação sonora.

O desenvolvimento da audição inicia por volta do 5º mês degestação, mas o feto não parece estar preparado para os estímulos sonoros externos ao corpo da mãe.

Neste estágio, o feto pode ouvir e diferenciar vozes, distinguir tipos de sons, intensidade e altura, sons familiares e estranhos e podem até determinar a direção do som.

Estudos recentes revelaram que ruídos de 60 db a 80 db produzem estresse no concepto, e acima de 80 db são nocivos à saúde fetal.

Atualmente, pesquisas afirmam que é de 3 a 4 vezes maior a possibilidade de perda auditiva significativa em crianças cujas mães foram expostas durante a gestação a níveis de ruído maiores que 85 dbA, quando comparadas às crianças cujas mães foram expostas a intensidades menores.

O ruído ocupacional em um nível aproximado de 85 dbA ou mais, por oito horas diárias, pode resultar em bebês com baixo peso ao nascer, e até mesmo em interrupção da gestação. Não descartando-se é claro, a possibilidade de a exposição a altos níveis de ruído ser um dos fatores envolvidos na etiologia da infertilidade humana.

Sendo assim, atenção mamães em relação aos ambientes que vocês estão querendo ir e o tempo em que irão permanecer. Lembrem-se sempre, da saúde dos pequeninos; ao final da gestação e durante toda a suas vidas, eles agradecerão.

Qualquer dúvida procure seu fonoaudiólogo e saiba como cuidar melhor do desenvolvimento de seu bebê!
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A música como influência no desenvolvimento da fala e da audição da criança


A prática musical melhora a habilidade de reconhecimento da fala diante de ruído competitivo. Sendo assim, quando uma pessoa estiver em meio a ruído ambiental, ela terá maiores condições de reconhecer o que estiver sendo falado.
Da mesma forma, acredita-se que diversas atividades musicais podem vir a contribuir para o bom desenvolvimento da criança nas funções de: fala, audição, cognição e linguagem. Tendo a aquisição de fala total dos sons da língua portuguesa, sendo terminada com idade mais precoce que as demais crianças.

Um dos exemplos de estimulação infantil que podemos citar, diz respeito às cantigas populares, para desenvolver os aspectos relacionados à inteligência, que fazem a criança completar seqüências {Ex: ‘Fui morar em uma casi..(criança): nhá, nhá;(adulto): enfeita..(Criança):dá, dá; de cupim.

Músicas clássicas (Strauss, Bethoven) são ideais para crianças agitadas.

Nesse contexto, verificamos relações positivas entre habilidades auditivas e o tempo que as crianças estudam música, e também em relação ao estudo de música e a aquisição fonética das crianças.

Para saber mais, procure seu fonoaudiólogo para saber como poderá trabalhar o desenvolvimento infantil por meio da música e qual o melhor rítmo a ser trabalhado com a criança.

Fonte: www.fonoaudiologia.med.com
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Desenvolvimento Auditivo da criança de 0 a 5 anos


Do nascimento aos 3 meses:
Cala-se ao reconhecer sua voz ;
Sorri ou fica calado quando conversam com ele;
Se assusta com ruídos fortes, piscando os olhinhos;
Produz sons de balbucio;
Sorri quando vê familiares em seu cotidiano;
Cada choro tem um significado e conforme sua necessidade;

Entre 4 a 6 meses:
Tem uma melhor percepção;
Presta atenção a sons,
Olha em direção dos som;
Responde a mudanças no tom de voz;

Na fala aparece muitos sons de p, b e m;
Emite expressão de alegria ou tristeza com a fala;
Emite sons quando está brincando ou sozinha;


Entre 7 meses a 1 ano
Têm atenção quando alguém lhe fala, olharndo em direção do som;
Responde a perguntas simples, como "vem cá" e "quer mais";
T êm interesse em canções e rimas acompanhadas de gestos;

Começa a aparecer os sons curtos, como "baba", "tata";
Utiliza os sons para chamar a atenção imitando diferentes sons da fala;
Surgem as primeiras palavras "mamãe", "papai";

Entre 1 a 2 anos
Diferencia as diferentes partes do próprio
corpo;
Já entende perguntas simples;
Indica as figuras em um livro quando as nomeiam;
Presta atenção em canções;

Conforme o decorrer dos meses utilizam mais palavras;
Fazem perguntas com uma ou duas palavras;

Entre 2 a 3 anos
Obedece a ordens como "coloque a bola no chão";
Começa a entender o significado de algumas palavras como "Vem/vai", "Entra/Sai";
Pessoas mais próximas já entendem a sua fala;
Pede objetos indicando ou chamando pelo nome;

Entre 3 a 4 anos
Escuta ser chamado mesmo estando em outro cômodo da casa;
Escuta sons no mesmo volume que o resto de sua família;
Relata seu dia, como as atividades que desnvolveu na escola;


Entre 4 a 5 anos
Escuta e entende a maior parte do que se é falado;
Faz perguntas simples referente as historinhas que ouve
Comunica-se com facilidade com adultos e outras crianças;
Utiliza o mesmo vocabulário que o resto da família;
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Fonoaudiologia nas Doenças Neuromusculares



O QUE SÃO AS DOENÇAS NEUROMUSCULARES?
O termo “Doenças Neuromusculares” aplica-se a um conjunto de mais de 40 patologias diferentes já identificadas e engloba as doenças dos músculos (Miopatias), doenças dos nervos (Neuropatias) doenças dos cornos anteriores da medula (Atrofias Espinhais) e as perturbações da junção neuromuscular (Miastenias).

Estas são doenças genéticas, hereditárias e progressivas e todas têm em comum a falta de força muscular, necessitando de apoios e ajudas técnicas semelhantes – cadeiras de rodas eléctricas ou andarilhos para a locomoção, computadores para a escrita, apoios de cabeça e/ou outras ajudas para a manipulação.

Os músculos respiratórios e o músculo cardíaco são frequentemente afectados, provocando dificuldades respiratórias e cardíacas. A fraqueza muscular atinge também os músculos da coluna vertebral, surgindo escolioses que vão ainda agravar as dificuldades respiratórias. Ao nível das extremidades, surgem deformações e retracções tendinosas que dificultam ainda mais os movimentos. Apesar de toda a fraqueza muscular e deformações articulares, os doentes neuromusculares mantêm um nível intelectual normal.

A maioria destas doenças não têm cura. No entanto, os diversos problemas que afectam os doentes podem ser minorados com o apoio de equipas multidisciplinares, englobando neuropediatras, neurologistas, fisiatras, ortopedistas, psicólogos, cardiologistas e especialistas das funções respiratórias, trabalhando em comum.

QUANTAS PESSOAS ESTÃO AFECTADAS POR DOENÇAS NEUROMUSCULARES?


Estima-se que em Portugal, país com cerca de 10 milhões de habitantes, e de acordo com dados internacionais, existam cerca de 5000 doentes com Doenças Neuromusculares que se encontram distribuídos por diferentes patologias.

Um inquérito realizado em 11 das 13 Consultas de Neuropediatria existentes no País revelou a existência, nos últimos 10 anos, de 659 doentes com doenças neuromusculares em idade pediátrica. Em 599 destes doentes foi identificada uma doença genética. Na maioria destas crianças o apoio precoce a estas situações, por parte dos pais e técnicos de saúde, nomeadamente no respeitante ao diagnóstico e terapêutica, faz-nos prever que atingiram, ou irão atingir, a idade adulta com situações relativamente controladas e que irão depender de cuidados de saúde continuados e acessíveis, para manterem a sua integração na sociedade e a qualidade de vida e o tempo de sobrevida para os quais este apoio precoce os preparou.

Também os restantes doentes adultos, alguns com diagnóstico mais tardio ou falta de apoio, apresentam hoje agravados e progressivos problemas médicos e sociais o que torna imperioso o seu apoio adequado através de cuidados continuados.

NECESSIDADES BÁSICAS ESSENCIAIS PARA UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA:

Criar condições para que todas as limitações inerentes à doença sejam supridas.
Acompanhamento médico especializado em consultas multidisciplinares.
Atribuição de ajudas técnicas adaptadas e em tempo útil face à progressão da doença.
Em alguns casos, felizmente, raros, uso de suplementos alimentares como substituto da alimentação normal por incapacidade de mastigação e dificuldade de deglutição.
Necessidade de uma terceira pessoa em permanência para as actividades da vida diária.
Apoio acrescido às famílias (psicológico, económico e outros), tentando compensar os elevados custos (materiais e emocionais) inerentes ao acompanhamento de alguns destes doentes.
Implementação efectiva de medidas de acessibilidades.
Criação de um centro de referência e qualidade para os doentes neuromusculares.

AS MAIS COMUNS:

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Acometimento puro dos neurônios motores, não há evidência de qualquer alteração do S.N. exceto as vias piramidais, tracto córticoespinhal e córticobulbar.
Principais sintomas: disartria, disfagia, dispnéia, acompanhando-se de fraqueza muscular,atrofia e fasciculação nos membros e na língua. É uma doença degenerativa e progressiva que leva a óbito em média de 2 à 5 anos após o inicio da doença.

O tratamento da ELA possui dois objetivos, ou seja, melhorar a qualidae de vida e a sobrevida do paciente. Para melhorar a qualidade de vida, emprega-se a fisioterapia, a fonoaudiologia, o tratamento medicamentoso e a assistência médica, nutricional e psicológica.

O tratamento fonoaudiológico deve acompanhar cada etapa da doença e suas repercussões nas funções de fonação, comunicação e deglutição. Acompanhar a evolução da disfagia e diminuir o risco de aspiração traqueal.

Distrofia Muscular

Distrofia muscular é o termo amplo usado para designar um grupo de doenças genéticas
que afetam os músculos causando fraqueza, atrofia, fadiga, dor, rigidez, miotonia. Essa fraqueza muscular, dependendo do tipo de distrofia, afeta grupos de músculos diferentes e tem velocidade de degeneração variável.
Somente afetam pacientes do sexo masculino.

De uma forma geral a distrofia muscular é considerada rara, sendo a distrofia muscular de Duchenne a forma mais comum e mais grave. Um outro tipo de distrofia muscular, a de Becker, cujos sintomas e sinais são semelhantes aos de Duchenne, mas com início mais tardio e de evolução menos severa.

Na avaliação fonoaudiológica identifica-se alterações como: disfagia, disartria, disfonia e sintomas da síndrome do respirador oral.
O tratamento fonoaudiológico promovem uma deglutição segura, garantindo a funcionalidade do sistema estomatognático, evitando ocorrências de aspiração laríngea ou traqueal.
O trabalho fonoaarticulatório, melhora significativamente os padrões de fala, melhorando a intengibilidade da fala.

Miastenia Gravis


Miastenia Gravis é uma doença auto-imune, crônica, associada com alteração junção neuromuscular com a produção de anticorpos contra receptores de acetilcolina (ach ach). Bloqueando-os na palca motora, comprometendo sua função.
Manifestações principais: ptose palpebral, diplopia, disfagia, disfonia, fraqueza muscular facial, dificuldade de mastigação e dispnéia são decorrentes de fraqueza e fadiga dos músculos voluntários e situações de esforço.
Compromete em especial nervos cranianos oculares e pontino-bulbares.

O objetivo do tratamento fonoaudiológico é garantir a funcionalidade do sitema estomatognático, tendo em vista que os sintomas referentes às alterações de fala, mastigação, fonação, deglutição e respiração são frequentes.

Síndrome de Guillain-Barré

Doença desmielinizante inflamatória das raízes e nervos periféricos caracterizado por fraqueza muscular simétrica (paciente pode ficar tetraplégico). Comprometimento dos nervos cranianos apresentando paralisia facial e comprometimento bulbar.

O início da doença é precedido por infecção de vias respiratórias altas, gastroenterite aguda e num pequeno número de casos por vacinação.
O prognóstico é favorável com reversibilidade completa ocorre em 60% dos casos, mas, 10% chegam a óbito. A maioria das pessoas acometidas se recuperam em três meses após iniciados os sintomas.

É necessário o acompanhamento do profissional de Fonoaudiologia para reabilitar e adequar a transição de via alternativa (SNG) para via exclusiva oral. Tratando as disfagias, afim de evitar o risco de broncoaspiração (monitorar com ausculta e oxímetro).

O objetivo da terapia fonoaudiológica é restabelecer o tônus e a mobilidade da musculatura orofacial,restabelecendo suas funções estomatognáticas.

Tratamento:
- Terapia Indireta
- Sensório rio-motora
- Terapia Direta (alimentação)
- Exercícios orofaciais para restabelecimento das expressões faciais, da comunicação oral e da alimentação.
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Ginástica Facial Funcional


O que pouca gente sabe é que o profissional especializado para realizar e indicar a ginástica facial é o fonoaudiólogo. O amplo conhecimento das articulações e funções do rosto credencia esses profissionais a identificar alterações também a nível estético. Só eles podem indicar exercícios e movimentos que em poucos meses de tratamento alteram a aparência do rosto. Assim como no resto do corpo nós temos músculos, os músculos do rosto precisam da mesma forma serem trabalhados, pois é a partir dos movimentos musculares que mudam toda estrutura anatômica.
A GINÁSTICA FACIAL assim como os exercícios de malhação na academia, deve ser específica, ou seja, direcionada apenas para a necessidade de cada pessoa. O processo começa com uma avaliação particular com o profissional em Fonoaudiologia,que é combinada com indicações de outros profissional como: dermatologistas, fisioterapeutas, ortodontistas e otorrinolaringologistas. É preciso também fazer outras avaliações complementares, como: tipo de pele que possui, alergia, disfunções em arcada dentária e problemas na laringe ou faringe.
Depois de definidos os exercícios mais apropriados, é montado um programa das sessões. Os exercícios começam com relaxamento facial e massagens feitas no rosto e pescoço da paciente antes da ginástica ser iniciada. Se praticada com disciplina e dedicação a ginástica facial tem resultados impressionantes em pouco tempo de tratamento (cerca de 3 meses) inclusive na auto-estima das mulheres. Afinal de contas o rosto é nosso cartão de visitas!


CURIOSIDADES
- Cada sílaba pronunciada movimentamos 72 músculos,
- Para sorrir usamos 14 músculos e para beijar 29,
- A anatomia da face humana é única no mundo animal. Temos 47 músculos no rosto que trabalham juntos para transmitir e revelar nossas emoções.

BENEFÍCIOS DA GINÁSTICA FACIAL

- Promove o bom funcionamento das funções vitais como respirar e deglutir.
- Aumenta a circulação facial.
- Combate o envelhecimento precoce, queimando o ácido láctico, responsável pela liberação dos radicais livres.
- Ativa a produção de COLÁGENO e a capacidade de regeneração celular (que correm de forma acentuada com o envelhecimento da pele).
- Potencializa a absorção e o efeito dos cremes de tratamento facial.

Fonte: http://fonocs.spaceblog.com.br
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Estética Facial: sem rugas e mais jovem



A Fonoaudiologia Estética da Face é a opção de tratamento natural e não invasivo, que busca o equilíbrio da musculatura do rosto e pescoço, a suavização das rugas, eliminação de tensões faciais desnecessárias, flacidez e melhora na oxigenação da pele, proporcionando um rosto com contorns mais definidos, mais jovial e mais saudável.
É uma nova área da fonoaudiologia que trabalha os músculos da face e do pescoço através de alongamentos, massagens e exercícios. É realizada uma avaliação na área da mastigação, deglutição, musculatura facial, etc. Quando se verifica alguma função alterada ela será adequada para em seguida dar início ao trabalho de estética.
Após uma avaliação detalhada, fazemos o diagnóstico e definimos o tratamento, que consiste em manobras de soltura, alongamento, aquecimento da face e pescoço e exercícios musculares específicos para cada caso.

Se houver necessidade,e conforme cada caso, adequamos a respiração, mastigação, deglutição e fala, que podem ser a causa de rugas de expresão e de diferenças entre os dois lados da face. Conforme músculos faciais forem voltando ao tamanho ideal, a pele vai estiando e temos uma grande melhora nos sulcos nasos-labiais, papadas, bochechas e pálpebras.

O número de sessões varia conforme cada caso.Conforme a idade, elasticidade da pele e outros aspectos.

O resultado apresentado é a suavização das rugas/marcas de expressão e flacidez, deixando o rosto mais jovem sem o uso de técnicas invasivas.

DICAS:

Mastigue sempre dos dois lados para trabalhar por igual à musculatura do rosto.

Use sempre protetor solar e evite tomar sol das 10 às 16h, sol envelhece a pele.

Beba bastante água, com isso você estará hidratando todo a sua pele e ajuda na prevenção de rugas.

Evite dormir com as mãos apoiadas sob o rosto isso pode causar rugas e problemas articulatórios.
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Fonoaudiologia e Estética Facial


Rugas, marcas de expressão, estética facial. Esses termos, geralmente relacionados à cirurgia plástica, também fazem parte do cotidiano de fonoaudiólogos.

Trata-se de um campo no qual a carreira entrou há cerca de cinco anos no Brasil:

o tratamento estético. Exercícios antes usados para ajudar pessoas com problemas para falar ou para mastigar, agora, são aplicados para suavizar marcas de expressão no rosto.

“Claro que os exercícios não substituem o Botox. Apenas suavizam essas marcas”, afirma Esther Bianchini, especialista em motricidade (contração muscular) oral e professora-assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O novo campo ainda se encontra “em estágio inicial”, de acordo com Ana Léia Safro Berenstein, diretora do Conselho Regional de Fonoaudiologia (SP). Ela diz que essa atividade também não está “bem delimitada”, já que pode coincidir com a atuação de outros profissionais, principalmente com a dos cirurgiões plásticos.




Apelidada como musculação facial, essa nova especialidade é recomendada para mulheres e homens a partir dos 30 anos que queiram prevenir ou diminuir os efeitos do envelhecimento precoce.

Imagine prevenir ou até mesmo atenuar o efeito daquelas ruguinhas ou marcas de expressão indesejáveis sem aplicar cremes ou botox? Pois é, isso já é possível graças a fonoaudiologia estética, um novo tipo de tratamento apelidado de musculação da face onde o paciente exercita, alonga e relaxa a musculatura. "Costumo dizer que hoje em dia as pessoas só se preocupam em manter a forma somente do pescoço para baixo.

De acordo com a profissional, a contração exagerada dos músculos
é responsável pelo aparecimento das marcas ao redor da boca. A tensão muscular marca e pele e, conseqüentemente, facilita o aparecimento das rugas. Mas ao mesmo tempo, algumas regiões deixam de ser trabalhadas porque mastigamos, respiramos, engolimos ou até falamos errado. "O grande objetivo das sessões é harmonizar o rosto, aumentando ou ativando certos músculos por meio do alongamento ou relaxamento facial", explica a fonoaudióloga.

O tratamento é indicado para mulheres e homens a partir dos 30 anos. "Ele também é indicado para as pessoas mais velhas que queriam diminuir rugas ou linhas de expressão ou até mesmo para complementar o tratamento dermatológico ou plástico", afirma Tereza.

Antes de iniciá-lo, o profissional faz uma avaliação com análise dos movimentos faciais do paciente em frente ao espelho. Durante a avaliação, é comum descobrir linhas de expressão da testa nas quais estão diretamente relacionadas a sentimentos de preocupação ou raiva.

A fonoaudióloga também faz um verdadeiro check-up dos hábitos alimentares. É comum encontrar pessoas que emagreceram rápido ou que consomem somente alimentos pastosos, o que facilita a flacidez da pele. Por meio dessa análise também são diagnosticadas doenças de pele ou respiratórias, como, por exemplo, a sinusite. "Ela pode influenciar no tratamento, por isso, ele deve ser feito em conjunto com dermatologistas e outros profissionais", diz a especialista.

Durante três meses, o tempo médio de tratamento, o paciente participa de 12 sessões que variam de R$80 a R$120. Uma vez por semana, são realizados exercícios no consultório e o restante é feito em casa conforme com as recomendações da fonoaudióloga.

"Determino o treinamento de relaxamento e alongamento dos músculos que devem ser feitos todos os dias". Após duas semanas, a manutenção deve ser feita e repetida no intervalo de três meses. Depois de aprendidas, essas técnicas acabam sendo incorporadas ao cotidiano das pessoas.

Veja alguns movimentos que podem causar o envelhecimento precoce:

Sucção: Está diretamente relacionada com a respiração e mastigação. O desvio nessas áreas pode causar flacidez na face. Comum em fumantes.


Respiração: A forma errada como respiramos pode trazer alterações em toda face, principalmente, na região das maçãs do rosto e nariz. Pessoas com rinite, que respiram pela boca precisam também de tratamento médico.


Fala: É relacionada com linhas ao redor dos lábios e testas. Quem faz caretas ou franze a testa ao falar pode causar essas marcas de expressão.

Fonte: http://revistamaxima.blogspot.com/2011/05/fonoaudiologia-estetica.html
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Esclerose Múltipla e a contribuição da Fonoaudiologia


O QUE É?

A Esclerose Múltipla é uma das doenças mais comuns em adultos jovens que compromete o SNC (Sistema Nervoso Central) constituído por cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal. De causa ainda desconhecida, foi descrita, inicialmente, em 1868, pelo neurologista francês Jean Martin Charcot, que a denominou "Esclerose em Placas", descrevendo áreas circunscritas endurecidas que encontrou (em autópsia) disseminada pelo SNC de pacientes. É caracterizada também como doença desmielinizante, pois lesa a mielina, prejudicando a neurotransmissão. A mielina é um complexo de camadas lipoproteicas que envolvem e isolam as fibras nervosas (axônios), permitindo que os nervos transmitam seus impulsos rapidamente, ajudando na condução das mensagens que controlam todas as atividades conscientes e inconscientes do organismo.

Na Esclerose Múltipla, a perda de mielina (desmielinização) leva a interferência na transmissão dos impulsos e isto produz os diversos sintomas da doença. É importante atentarmos que a mielina esta presente em todo sistema nervoso central, por isto qualquer região do mesmo pode ser acometida e o tipo de sintoma esta diretamente relacionada.

Os axônios sofrem danos variáveis, em conseqüência do processo inflamatório, o que culmina com o decorrer do tempo com acúmulo de incapacitações neurológicas. Os pontos de inflamação, desmielinização, evoluem para resolução com formação de cicatriz. Esta não apresenta a mesma função do tecido original (é a placa, esclerose significa cicatriz), mas é a forma que o organismo lança mão para curar a inflamação, só que com isto perdemos função tecidual (“a cicatriz como testemunha”) que aparecem em diferentes momentos e zonas do sistema nervoso central.

Os pacientes podem se recuperar clinicamente total ou parcialmente dos ataques individuais de desmielinização, produzindo-se o curso clássico da doença, ou seja, surtos e remissões.

Os dados obtidos em pesquisas realizadas e atualmente disponíveis podem oferecer o diagnóstico clínico e laboratorial, mas ainda em alguns casos podem ser insuficientes para definir de imediato se a pessoa é ou não portadora de esclerose múltipla, uma vez que os sintomas se assemelham a outros tipos de doenças neurológicas. Nestes casos a confirmação diagnostica pode levar mais tempo.


Apesar de não existir a cura ate o momento para a Esclerose Múltipla, muito pode ser feito para ajudar as pessoas portadoras de Esclerose Múltipla a serem independentes e a terem uma vida confortável e produtiva.

Denomina-se ESCLEROSE e Denomina-se MÚLTIPLA:

•Áreas do cérebro cerebelo, tronco encefálico e da medula espinhal são afetadas pela inflamação e posterior aparecimento de cicatrizes (escleroses).

• Os sintomas podem ser leves, moderados ou intensos e surgem e de maneira imprevisível.


TEM DÚVIDAS, SUSPEITA?



A dúvida

Se existe a “suspeita” de estar com Esclerose Múltipla, a primeira coisa a ser feita é ter certeza do diagnóstico. Deve-se então, procurar um médico neurologista, que é o profissional mais adequado a investigar e tratar pacientes com a doença.

Existe uma série de doenças inflamatórias, infecciosas, que podem ter sintomas semelhantes ou iguais ao da Esclerose Múltipla. O mais importante é aliar ao conhecimento médico, uma história sugestiva tal como exame físico e neurológico, assim como exames complementares para se cercar de todas as hipóteses.

Os enganos mais comuns:

• Sub valorizar ou supervalorizar sintomas, levando a falso positivo e falso negativo em relação ao diagnóstico de EM.
• Aconselha-se em caso de dúvida, repetir os exames, rever a anamnese e exame físico sempre que for necessário.
• A dúvida quando anotada e explicada deve ser encarada como sinal positivo, pois a medicina não é uma ciência exata. Detalhes são extremantes importantes para ajudar os médicos no diagnóstico.

TRATAMENTO FONOAUDIOLÓGICO

A Esclerose Múltipla está diagnosticada no campo das alterações neurológicas, dos pontos de vista motor e sensorial, comprometendo, no que diz respeito à fonoaudiologia, a dificuldade para articular as palavras - disartria - assim como a dificuldade para engolir, disfagia, que compromete tanto a sensação geral do paladar como os movimentos importantes para a deglutição, que se dá de maneira lenta, imprecisa, ocasionando engasgos freqüentes e aspirações silenciosas que não são percebidas pela pessoa. Daí, a saliva ou o alimento entram na via respiratória, chegando até os pulmões.

A disfagia é encontrada também em pessoas idosas que começam a engasgar. Em geral, esse processo tende a se agravar com o tempo. Também em crianças com Paralisia Cerebral, parkinsonianos, afásicos (recomendo ler antigo anterior sobre Afasia, clique aqui), pessoas que sofreram traumatismo craniano, e também aquelas que estão acometidas de câncer na região da cabeça e pescoço.

É comum todos pensarmos que o objetivo de qualquer tratamento é a conquista da qualidade de vida da pessoa acometida de qualquer alteração. O caminho para isso está no que cada profissão e pessoas em geral podem contribuir para que ele seja mais curto. Desta forma, mesmo sabendo que, por enquanto, não há cura para a Esclerose Múltipla, já é um grande passo direcionarmos o tratamento para o alívio e prevenção dos surtos.

Alguns fatores podem alertar e contribuir para a identificação da disfagia para que sejam tomadas providências imediatas:

1) Alguns alimentos não estão sendo tolerados como antes
2) O tempo da refeição está mais prolongado que o habitual
3) Há sobra constante de alimento na boca após a deglutição
4) O engasgo e a tosse estão cada vez mais freqüentes
5) A pessoa começa a sentir sufocamento quando vai beber água ou mastigar
6) O alimento pode entrar pelo nariz
7) Por causa da mudança da alimentação, da dieta necessária a cada situação, a pessoa pode cemeçar a perder peso.

Inicialmente, é isso o que temos a dizer. Numa outra oportunidade poderemos voltar ao assunto e esclarecer mais detalhes. Já nos casos de disartria, podemos identificar: a fala arrastada, pesada com dificuldades para articular determinadas palavras.

Lembrando sempre que qualquer tratamento nos casos de problemas de comunicação, a eficácia dos resultados está no trabalho realizado por equipe interdiscilplinar.

TRATAMENTO COM CÉLULAS TRONCO


Ver site: http://tratamentocomcelulastronco.com/index.php/experiencias-dos-pacientes-e-noticias/esclerose-multipla.html

Fonte:
http://www.acessa.com/viver/arquivo/vida_saudavel/2004/05/14-Cal/
http://abem.org.br/oquee.asp?cor=1
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Atitudes que ajudam e "pioram" o disfluente (gago) a falar melhor


Existem algumas atitudes que podem auxiliar o indivíduo que apresenta dificulddes na fala (gago),contribuindo assim, para que sua fala fique fluente; são as seguintes:

1- Prestar mais atenção ao conteúdo do que a a pessoa está falando do que à forma com que ela o faz, ou seja: seu nervosismo, sua gagueira, seu piscar de olhos; dentre outras características referentes a mesma.

2- Ajude-o a falar mais suavemente, deixe sua voz mais calma, intensidade mais baixa;evitando ansiedade para que o mesmo termine logo de falar.

3- Parar um segundo ou mais antes de responder, isso contribui para uma melhor organização do seu pensamento e da outra pessoa, diminuindo a ansiedade e consequentemente,a disfluência.

4- Reservar um tempo, diariamente, para dar atenção exclusiva a pessoa.Conversar sobre seu dia, suas ansiedades, expectativas,ou, até mesmo, jogar conversa fora

5- Encoraje -o a falar sobre sua gagueira com vocês: medos,dificuldades, frustrações, evoluções e progressos.

6- Fazer atividades com a pessoa disfluente ou porpor situações de distração e relaxamento.

7- Promover um ambiente familiar de conversação não competitivo.

8- Lembrar que as disfluências são naturais à fala de qualquer pessoa, utilizando-se de exemplos do dia- a - dia.

9- Manter contato de olho natural enquanto está falando, não ignore ou transmita ansiedade a pessoa.

10- Encorajar o a fallar.


Várias são as atitudes que bloqueiam ou até mesmo chegam a impedir que uma pessoa fale normalmente. Tais atitudes devem ser abolidas de nossas atitudes diarias, são elas:

1- Dizer para ela relaxar, acalmar-se, respirar ou pensar antes de falar.

2- Chamar-la de gaga.

3- Criticar ou corrigir a fala à sós ou na frente dos outros.

4- Completar o que está falando ou interrompê-la enquanto fala.

5- Apressa-la enquanto estiver tentando falar.

6- Preocupar-se demasiadamente com a gagueira, mostrando tensão.

7- Falar muito rápido e de forma “difícil”.

8- Gritar, ficar bravo, quando ela gaguejar.

9- Tornar as atividades do dia-a-dia desagradáveis e tensas.

10- Fazer sentir - se envergonhada ou diminuída.

11- Forçar a a falar em público.

12- Comparações desnecessárias com pessoas que falam coretamente.

13- Pressionar com muitas atividade ou tarefas ao mesmo tempo .

14- Superproteger o problema.

15- Exigir mais que a pessoa possa dar no momento.

16- Responder pela pessoa ou completar suas frases

17- Demonstrar estar constrangido ou com pena

18- Mandar a pessoa parar de falar e começar de novo.

19- Sugerir que evite ou substitua palavras “difíceis” de se pronunciar(a disfluência não está diretamente associada à produção de alguns fonemas ou ao conteúdo semântico).

20- E o pior;Fingir que a disfluência não existe.

PARE DE FINGIR QUE A GAGUEIRA NÃO EXISTE!QUE ELA VAI PASSAR...PROCURE SEU FONOAUDIÓLOGO ANTES QUE PIORE!!
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Taquifemia (fala acelerada)


A taquifemia é um distúrbio de fala onde o paciente tende a falar muito rápido, tropeçando nas palavras, perdendo o controle. Este assuntoé muito pouco divulgado devido aos poucos profissionais que trabalham com o tema e pesquisasna área em andamento.

O objetivo geral da intervenção fonoaudiológica na taquifemia é melhorar a comunicação do indivíduo com o mundo em que vive, priorizando a redução da velocidade, a diminuição das disfluências e o aumento da inteligibilidade da fala. A complexidade dos sintomas apresentados, a motivação do taquifêmico em se tratar, sua determinação em seguir ao que é proposto, sua frequência no tratamento; bem como a compreensão e colaboração da família influenciam no prognóstico terapêutico (positivamente ou negativamente).

No início de terapia com o taquifêmico, alguns objetivos podem ser priorizados: a motivação do paciente, a identificação das características da comunicação e a conscientização das dificuldades relativas à velocidade e a inteligibilidade/ clareza da fala. Este trabalho facilitará a percepção do distúrbio por parte do indivíduo, propiciando a compreensão dos objetivos propostos pelo fonoaudiólogo e estratégias que serão trabalhados na intervenção, bem como o favorecimento do auto-monitoramento da fala, que, por sua vez, deve ser enfatizado desde o início do processo de intervenção, para que o paciente consiga transferir e manter a fala obtida na terapia para o ambiente domiciliar, escolar e social. Os registros auditivos e audiovisuais de sua fala podem ser utilizadas como estratégias terapêuticas visando a identificação de trechos da fala no qual o taquifêmico não conseguiu manter o monitoramento.

O trabalho de redução, regularização e controle da velocidade da fala pode ser realizado junto com a precisão e amplitude articulatória, assim como a coordenação pneumo-fono-articulatória. Devemos trabalhar em conjunto; o controle respiratório, a velocidade da fala e a articulação, além de facilitar o monitoramento da fala, aumentará a inteligibilidade da mesma. Vale ressaltar que o taquifêmico apresenta muita dificuldade em reduzir e manter uma nova velocidade de fala. Portanto, o terapeuta deve utilizar vários recursos com o paciente, como a gravação e a apresentação da fala registrada, a transcrição desta amostra, mostrando as conseqüências da velocidade de fala aumentada, entre outros. O metrônomo também é um instrumento que tem sido utilizado com sucesso para alcançar estes objetivos relacionados a uma fala melhor. Fala compassada, prolongamento das vogais, atenção aos finais de palavras, vogais e sílabas não tônicas, bem como o uso do mascaramento e feedback auditivo atrasado são outras estratégias terapêuticas.

A prosódia e a naturalidade da fala devem ser enfatizadas para obter como resultado uma fala próxima do normal em termos de velocidade, articulação, fluência e prosódia. Deve-se evitar a fala robotizada e programada. A prosódia da fala é trabalhada de acordo com cada paciente, podendo enfocar tanto o estresse silábico das palavras, como também a curva melódica das frases. Neste trabalho, assim como no anterior, é necessário seguir uma hierarquia de complexidade das dificuldades (aumento gradual do tamanho e da complexidade das emissões e diminuição gradativa das pistas oferecidas).

Nos casos de alteração da linguagem, freqüentemente enfatizamos a organização das frases, a seqüência dos eventos, o ater-se ao tema e a realização adequada de trocas de turnos. Narrativas coerentes e sentenças sintaticamente aceitáveis podem ser eliciadas inicialmente com frases mais simples e curtas, progredindo para sentenças maiores e mais complexas. O trabalho de linguagem escrita, quando necessário, deve ser realizado com a utilização de técnicas específicas. A experiência clínica tem mostrado que este trabalho de linguagem oral e escrita deve ser associado, visando maior eficácia terapêutica (técnica muito eficaz).
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Tratando as Disfluências


Quando falamos em tratamento das dificuldades de fala devemos levar em consideração uma série de aspectos que irãoconduzir o paciente a uma série de melhoras gradativas.

Em primeiro lugar, além da avaliação minunciosa em relação a hereditáriedade, hábitos de vida diária, condições emocionais e demais fatores desencadeantes das dificudades de fala, o terapeuta deve tornar o ambiente profissional acolhedor. Ele é o mediador, o facilitador do tratamento em que o paciente terá ,bem como de sua fala, de suas relações de comunicação e das técnicas a serem empregadas, promovendo, ou facilitando, a fluência (fala sem bloqueios).

No processo terapêutico, torna-se importante trabalhar com a propriocepção, o relaxamento psico-fisico, a coordenação pneumo-fono-articulatória, a lentificação da fala, o aumento da amplitude articulatória, o contato de olho, entre outros. Estratégias como o cancelamento, o pull-out, o de redução gradativa de tensão, gagueira voluntária, inicio de fonação suave, fala ritmada ou silabada, fala sob mascaramento, atraso do feed-back auditivo associado à alteração da freqüência da fala, são excelentes aliados no trabalho de promoção de fluência e/ou modificação da gagueira.

O paciente deverá ser estimulado a participar ativamente, executando as atividades prescritas pelo terapeuta no seu dia-a-dia. O terapeuta levará o paciente a compreender melhor a gagueira, a sentir como ela acontece em seu corpo. Leva-o a tomar consciência de seus sentimentos em relação à sua fala e à gagueira. Durante todo o processo, o terapeuta estará orientando e acolhendo, tendo sempre em mente que ali as pessoas estão tratando de um ponto de dor para elas: a gagueira.

A terapia fonoaudiológica promove mudanças lentas e gradativas na maneira como o cérebro processa a fala. Em outras palavras, após a terapia fonoaudiológica, algumas regiões cerebrais estão mais ativadas e outras menos ativadas. Na verdade, as melhoras obtidas (tanto na fluência em si, como na forma de lidar com a gagueira) são devidas às mudanças funcionais no cérebro desencadeadas pelas técnicas terapêuticas fonoaudiológicas.

O tempo total de terapia depende de uma série de fatores, tais como: intensidade da gagueira, presença de outros distúrbios de fluência e/ou de linguagem, presença de outros distúrbios neurológicos ou psiquiátricos, idade do paciente, aderência do paciente ao tratamento e grau de especialização do fonoaudiólogo. Em média, os tratamentos duram de seis meses (casos mais leves) até dois anos (casos mais graves). Lembrando que cada caso é único e seu tempo varia também.

A participação de paciente, família, social é muito importante durante todo o tratamento. Quanto maior a participaçãode todos nós, menor o tempo de tratamento. Não quebrar o tratamento é muito importante em todo e qualquer caso. Faltar ao tratamento é quebrar todo o processo de reabilitação e retardar a alta do paciente.

O fato de ter feito um tratamento fonoaudiológico para as dificuldades de fala não implica nunca mais cogitar um outro tratamento: a gagueira pode se modificar ou se agravar com o passar do tempo devido ao surgimento de outras doenças, traumas e a novas experiências estressantes que foram vivenciadas ao longo da vida ou ao próprio envelhecimento.

Esteja sempre em contato com seu fonoaudiólogo e siga sempre suas orientações!!!
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Dificuldades escolares: A a Z


A área da educação nem sempre é cercada somente por sucessos e aprovações. Muitas vezes, no decorrer do ensino, nos deparamos com problemas que deixam os alunos paralisados diante do processo de aprendizagem, assim são rotulados pela própria família, professores e colegas.

É importante que todos os envolvidos no processo educativo estejam atentos a essas dificuldades, observando se são momentâneas ou se persistem há algum tempo.

As dificuldades podem advir de fatores orgânicos ou mesmo emocionais e é importante que sejam descobertas a fim de auxiliar o desenvolvimento do processo educativo, percebendo se estão associadas à preguiça, cansaço, sono, tristeza, agitação, desordem, dentre outros, considerados fatores que também desmotivam o aprendizado.

A dificuldade mais conhecida e que vem tendo grande repercussão na atualidade é a dislexia, porém, é necessário estarmos atentos a outros sérios problemas: disgrafia, discalculia, dificuldades na fala, disortografia e o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

O que podemos observar, de modo geral, em alunos com dificuldades de aprendizagem incluem problemas mais localizados nos campos da conduta e da aprendizagem, dos seguintes tipos (exemplos mais comuns):

Atividade motora: hiperatividade ou hipoatividade, dificuldade de coordenação…..,

Atenção: baixo nível de concentração, dispersão…,

Área matemática: problemas em seriações, inversão de números, reiterados erros de cálculo …,

Área verbal: problemas na codificação/ decodificação simbólica, irregularidades na lectoescrita, disgrafías …,

Emoções: desajustes emocionais leves, baixa auto-estima …,

Memória: dificuldades de fixação …,

Percepção: reprodução inadequada de formas geométricas, confusão entre figura e fundo, inversão de letras …,

Sociabilidade: inibição participativa, pouca habilidade social, agressividade.

Fala: Troca de sons na fala, distorção de sons ; dentre outros.

Audição: perda auditiva, alteração no processamento auditivo central com dificuldades em compreender o que é falado, sem perda auditiva.

A dificuldade mais conhecida e que vem tendo grande repercussão na atualidade é a dislexia, porém, é necessário estarmos atentos a outros sérios problemas: disgrafia, discalculia, dislalia, disortografia e o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

Abaixo, um breve resumo do que vem a ser estas alterações:

- Dislexia: é a dificuldade que aparece na leitura, impedindo o aluno de ser fluente, pois faz trocas ou omissões de letras, inverte sílabas, apresenta leitura lenta, dá pulos de linhas ao ler um texto, etc. Estudiosos afirmam que sua causa vem de fatores genéticos, mas nada foi comprovado pela medicina.

- Disgrafia: normalmente vem associada à dislexia, porque se o aluno faz trocas e inversões de letras conseqüentemente encontra dificuldade na escrita. Além disso, está associada a letras mal traçadas e ilegíveis, letras muito próximas e desorganização ao produzir um texto.

- Discalculia: é a dificuldade para cálculos e números, de um modo geral os portadores não identificam os sinais das quatro operações e não sabem usá-los, não entendem enunciados de problemas, não conseguem quantificar ou fazer comparações, não entendem seqüências lógicas e outros.

- Dificuldades na fala: é a dificuldade na emissão da fala, apresenta pronúncia inadequada das palavras, com trocas de fonemas e sons errados, tornando-as confusas. Manifesta-se mais em pessoas com problemas no palato, flacidez na língua ou lábio leporino.

- Disortografia: é a dificuldade na linguagem escrita e também pode aparecer como conseqüência da dislexia. Suas principais características são: troca de grafemas, desmotivação para escrever, aglutinação ou separação indevida das palavras, falta de percepção e compreensão dos sinais de pontuação e acentuação.

- TDAH: O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um problema de ordem neurológica, que trás consigo sinais evidentes de inquietude, desatenção, falta de concentração e impulsividade. Hoje em dia é muito comum vermos crianças e adolescentes sendo rotulados como DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção), porque apresentam alguma agitação, nervosismo e inquietação, fatores que podem advir de causas emocionais. É importante que esse diagnóstico seja feito por equipe multidisciplinar.
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Disfunção Temporomandibular e Fonoaudiologia


Para compreender as causas de dor orofacial associadas à disfunção temporomandibular, devemos entender o que é a articulação temporomandibular (ATM) e sua ação fisiológica durante movimentos, como na mastigação.


O que é a articulação temporomandibular?
É a articulação que se dá entre a cabeça da mandíbula e o osso temporal. A ATM é uma articulação sinovial e, portanto, permite amplos movimentos da mandíbula em torno de um osso fixo, que é o temporal.
Há também uma relação de interdependência da ATM com a oclusão dos dentes de ambos os arcos, o que a torna peculiar e funcionalmente complexa.


Outras peculiaridades da ATM que a distinguem das demais articulações do corpo são: o revestimento de fibrocartilagem; a cabeça da mandíbula cresce na superfície, sem cartilagem epifisária; as faces articulares são bastante discordantes; um disco articular se coloca entre as faces articulares; tem movimentos de rotação e de translação associados; impulsos proprioceptivos são gerados também ao nível dos dentes e estruturas bucais.

Veja o vídeo mostrando os movimentos realizados pela mandíbula:


A dor oro-facial associada à disfunção temporomandibular pode ser proveniente da articulação dentária interligada à ATM, por isso vamos analisar conceitos referentes à oclusão dentária.

O que é Oclusão?
Oclusão é o fechamento (Howaiss).
É a relação entre todos os componentes do sistema mastigatório em função normal, disfunção e parafunção (Dorland's).
Oclusal = pertinente às superfícies de contato dos dentes oponentes ou às vertentes oclusais oponentes, ou às superfícies mastigatórias de molares e pré-molares.
Oclusão Funcional Ideal
1. Quando a boca fecha, os côndilos estão na sua posição mais súpero-anterior apoiados nas vertentes posteriores das eminências articulares com os discos interpostos apropriadamente. Nesta posição existem contatos homogêneos e simultâneos de todos os dentes posteriores. Os dentes anteriores também contatam, porém mais suavemente do que os dentes posteriores.
2. Todos os contatos dentários exercem carga axial a partir das forças olcusais.
3. Quando a mandíbula realiza movimentos laterotrusivos, as guias adequadas do lado laterotrusivo (de trabalho) estão presentes para desocluir o lado mediotrusivo (de não trabalho) imediatamente. A guia mais desejável é fornecida pelos caninos.
4. Quando a mandíbula realiza movimento protrusivo, as guias adequadas estão presentes nos dentes anteriores para desocluir os dentes posteriores imediatamente.
5. Na posição de cabeça ereta e na posição alerta de alimentação, os contatos dentários posteriores são mais fortes do que os contatos dentários anteriores.

O que é Dor Oro-facial?

É uma condição de dor associada aos tecidos da cabeça, face, pescoço e estruturas da cavidade oral. Incluem-se, entre outras, as dores de cabeça, dores com origem no sistema nervoso, dores psicogênicas (relacionadas com fatores psicológicos) e dores por doenças graves, como tumores e AIDS. O tratamento deve ser realizado por uma equipe de profissionais: dentistas, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, pois essa condição deve ser abordada com uma visão do paciente como um todo, não se tratando apenas a dor no momento em que o indivíduo a está sentindo.

As dores de origem dentária continuam sendo as mais comuns na população em geral, mas levantamentos sobre atendimentos de pacientes que apresentam disfunções da articulação temporomandibular demonstram que a dor está presente em 97% dos casos.


O que é a Disfunção Temporomandibular?
Disfunção é a perturbação do funcionamento de um orgão ou aparelho.

Disfunção Temporomandibular é uma disfunção que ocorre na articulação da mandíbula. Seus sintomas são dores musculares, articulares, zunidos no ouvido, otite, limitação na abertura da boca, bruxismo, enxaquecas, inchaços na face ao lado da boca, dor de ouvido, surdez momentânea e ruídos articulares.

A articulação temporomandibular permanece à frente do ouvido e executa os movimentos feitos pela mandíbula. Qualquer alteração na articulação provoca estalo, dores de cabeça, pescoço, olhos, face e dentes. O principal causador da disfunção é o mau relacionamento dos dentes com a mandíbula, mas o stress e doenças sistêmicas ou hormonais também contribuem para a doença.

Muitos dos sintomas relacionados a disfunção da ATM, fazem com que o paciente deixe de ir ao trabalho ou a escola, prejudicando os seus afazeres do dia a dia. Afetam bastante a vida do paciente, podendo intensificar o estresse, a irritabilidade e os problemas emocionais, podendo com isso, aumentar a intensidade, desses sintomas.


A simetria ditada pela ATM tem que ser constante. Unida com as articulações da coluna cervical e cintura escapular, a ATM trasforma-se em um perceptível péndulo, consequentemente sua distonia provocará distúrbios posturas diretos na coluna cervical e na cintura escapular, promovendo assim, alterações posturais que podem acometer a coluna lombar e os membros inferiores. Não existe sequer exatas confirmações científicas de que a disfunção da ATM pode levar a tal disfunção postural de lombar para baixo, mas muitos estudos na área da saúde demonstraram alguns pacientes com tais alterações posturais e possuiam uma disfunção temporomandibular.

Tratamento

Para o tratamento ATM, o primeiro passo é à obtenção do diagnóstico correto. O diagnóstico encontra-se na avaliação clínica. Dada a complexidade do sistema estomatognático (mastigador) o exame clínico compreenderá:
- Avaliação dos músculos mastigadores.
- Avaliação da oclusão dental.
- Avaliação dos movimentos da mandíbula.
- Avaliação das ATMs.

A disfunção da ATM de modo geral é mais fácil de ser tratada quando se encontra no processo inicial. A resposta ao tratamento, que varia de paciente para paciente, está diretamente relacionada à localização (músculos, ATM ou ambos) e ao tempo em que o problema existe. O não tratamento precoce pode levar a alterações intra-articulares da ATM e musculares sérias.
1. A indicação de cirurgia da ATM é restrita, atualmente, a pouquíssimos casos.
2. Placa Interoclusal é indicada em quase todos os casos. Diversos são os tipos de placas interoclusais e a indicação precisa está na dependência do diagnóstico do caso.
3. Coronoplastia significa ajuste oclusal pordesgaste seletivo. Por tratar-se de tratamento irreversível a sua indicação também é restrita.
Outros “tratamentos fisioterápicos”, empregado no tratamento das ATMs, são os exercícios e os aparelhos eletrônicos, que visem paliativamente, o relaxamento muscular e redução dos sintomas dolorosos ou trismos de origem muscular (como no caso do tens), o laser infravermelho, entre outros. Esses aparelhos fazem, que libere pelo nosso corpo, uma substância chamada de endorfina, que tem efeito calmante, relaxante e analgésico (muitos pacientes relatam também, sentirem sonolência). Quando praticamos atividades esportivas, também, temos liberação de endorfina.
O tratamento é multidisciplinar. A fisioterapia associada ao tratamento odontológico trás resultados positivos. A fisioterapia trabalha com massagem facial e cervical, mobilizações articulares e teciduais, e correção postural.

Tratamento Fonoaudiológico


Vocês consideram uma luxação de ATM um caso tão estranho assim? Bom, eu diria que é pouco comum casos de luxação. Eu me deparei com apenas um caso de luxação no consultório e para minha felicidade (e a da paciente) ela retornou com a mordida ao normal em poucos minutos sem a necessidade de qualquer manobra, mas à primeira vista você leva um susto.
Foi um típico caso de luxação atraumática em que os côndilos deslocaram para anterior pois a paciente ficou vários minutos com a boca bem aberta.
No vídeo, a garota sofreu o mesmo tipo de luxação atraumática graças a um bocejo. No hospital, foi submetida a técnica de redução de Watson Jones onde você coloca vários palitos de madeira na boca do paciente esperando que o côndilo vença a altura da eminência articular. No fim das contas, final feliz.
Bizarro para alguns, para nós dentistas nem tanto.
Querem mais informações sobre tudo relacionado a oclusão? Recomendo seguir estas feras: @bruxismo @dororofacial e @rgaranhani
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