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A tecnologia auxilliando no aprendizado de crianças com problemas auditivos

Avanço tecnológico garantem aprendizado a crianças com problemas auditivos

O silêncio quase ou totalmente absoluto se impõe na vida de mais crianças do que a maioria das pessoas com a audição intacta. Na população em geral, a deficiência auditiva atinge de um a seis bebês a cada mil nascimentos. O ouvir bem está, inevitavelmente, ligado ao falar, ao se comunicar, a estar inserido socialmente.
Embora reconhecido mundialmente como uma triagem fundamental para se chegar a um diagnóstico precoce da surdez, o teste da orelhinha tornou-se obrigatório no Brasil somente em agosto de 2010. Segundo especialistas, muitos hospitais públicos e particulares ainda nem sequer dispõem da aparelhagem para realizá-lo.
Para a criança cuja deficiência é detectada antes dos 6 meses de idade, os recursos médicos e fonoterápicos ecoam esperança. Quando aliados, eles conseguem proporcionar aos pequenos uma qualidade de vida muito próxima da de meninos e meninas que escutam os sons perfeitamente. Diversos fatores provocam a surdez infantil. Quando estão envolvidos indicadores de risco —histórico de deficiência auditiva na família, doenças na gravidez (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, herpes, sífilis), prematuridade e permanência na UTI — a incidência aumenta para um caso a cada 50 nascimentos.
Segundo o otorrinolaringologista Marcelo Toledo Piza, as causas mais comuns da surdez congênita são as mutações genéticas que promovem alterações nas células do ouvido interno. Tais estruturas transformam o som em impulso nervoso, permitindo que o cérebro reconheça os estímulos sonoros. Menos comum, mas tão graves quanto, são as causas da deficiência auditiva depois do nascimento. Inflamações no ouvido, viroses e males como a meningite podem gerar o transtorno. “O teste do pezinho é um exame de triagem. Se alguma alteração for detectada, a avaliação deve ser refeita. Se a anormalidade persistir, exames diagnósticos devem ser realizados o quanto antes por um fonoaudiólogo”, orienta o médico diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia.
A impossibilidade de escutar o que se passa ao redor traz prejuízos sérios à oralidade e ao desenvolvimento cognitivo. Sem poder contar com os recursos atuais, até o início do século passado, os surdos eram internados em manicômios. As próteses auditivas e os implantes transformaram a realidade de quem consegue o diagnóstico e o tratamento precoces. “A triagem auditiva neonatal universal (Tanu) é fundamental para que intervenções médicas e terapêuticas possam minimizar, ao máximo, a limitação. Indivíduos com indicadores de risco para a surdez devem ser monitorados, ou seja, testados por mais tempo”, aconselha o médico Martin Ptok, do Hannover Medical School, na Alemanha. O pesquisador garante que todas as evidências científicas apontam que quanto antes a deficiência auditiva for detectada e tratada, melhor o desempenho que o indivíduo terá na linguagem.
Atraso remediado
Quando o paciente perde grande quantidade de células do ouvido interno, as próteses auditivas não trazem benefício e a indicação passa a ser a cirurgia para implante coclear. “Esse dispositivo estimula as fibras do nervo auditivo. Se o diagnóstico não for tardio, o atraso no desenvolvimento infantil é mínimo. O cérebro tem plasticidade. Porém, esse benefício é mais bem aproveitado quando o problema é remediado antes dos 6 meses de idade. A fonoterapia também deve ser iniciada nessa fase”, acrescenta Marcelo Piza.
A fonoaudióloga e neurocientista Valéria Reis do Canto Pereira reforça que a orelhinha deve ser testada até a alta hospitalar. Confirmado algum problema, exames comportamentais e eletrofisiológicos são recomendados. O objetivo é descobrir o que promoveu a surdez, caracterizar o seu tipo e o grau e saber se a perda auditiva acomete um ou os dois ouvidos.
A partir daí é determinado o tipo de intervenção para remediá-la. “Não adianta fazer a triagem, constatar o problema e não interferir. A deficiência auditiva nos primeiros meses de vida é muito sutil, os pais não a percebem. Por isso, a triagem é importantíssima. Quanto mais cedo intervirmos, menor o prejuízo e maior o sucesso das terapias fonoaudiológicas”, enfatiza.
A reabilitação pode entrar em cena antes mesmo da colocação da prótese ou da cirurgia do implante coclear. Os fonoaudiólogos usam técnicas que estimulam a criança a desenvolver tanto as habilidades auditivas quanto a linguagem oral. “O implante não é mágico. É essencial que o paciente aprenda a ouvir e a responder a tal estímulo. Isso é incansavelmente trabalhado com brincadeiras que fazem as crianças perceberem que o mundo é sonoro”, explica a mestre em clínica fonoaudiológica e especialista em deficiência auditiva Ângela Alves.
Segundo ela, o desafio é ensinar os pequenos a detectar, distinguir, reconhecer e compreender os sons. A conquista do desenvolvimento da audição e da capacidade de se expressar oralmente é certa, porém gradativa.
Os pais devem ser parceiros dos fonoterapeutas, participando da terapia e aplicando em casa as técnicas ensinadas na clínica. “Ninguém escolhe ter um filho surdo. Mas, lutar para que essa criança supere a limitação e fique em situação muito semelhante à de uma pessoa não afetada por esse tipo de deficiência é, sim, uma escolha. Todas as crianças têm o direito de desenvolver a comunicação oral. Para os surdos, isso é possível com a intervenção médica e a fonoterapia”, sustenta Ângela.
Reaprendizado
O pequeno Eduardo Cerqueira Cordeiro, 3 anos, já tagarela como qualquer criança da sua idade. A surdez, que comprometeu ambos os ouvidos depois do quarto mês de vida, foi remediada com o implante coclear, cirurgia realizada, com êxito, nas duas orelhas.
A mãe do garoto, a economista Sandra Cerqueira, conta que os médicos suspeitam que uma virose pode ter provocado a deficiência auditiva profunda. “Percebi que ele não desenvolvia a linguagem e minha intuição dizia que era algum problema com a audição. A terapia foi iniciada logo após a cirurgia. Ela é um aprendizado para os pais também. A oralidade vem sendo construída aos poucos.
É emocionante vê-lo se comunicar e poder participar disso. Temos a certeza de que Dudu terá as mesmas oportunidade de uma criança sem qualquer deficiência auditiva”, diz a mãe coruja.
Vítima da síndrome de Waardenburg, o esperto João Lucas Caballero dos Santos, 5 anos, ficou surdo quando tinha 6 meses. O implante de cóclea foi feito no ouvido direito e a terapia promoveu a aquisição da linguagem. “No começo me perguntava se ele realmente conseguiria falar. A evolução foi impressionante. Meu menino frequenta a escola como qualquer outro da sua idade e está muito bem no processo de aprendizagem. A limitação está cada dia menor”, observa Carmen Caballero dos Santos, a orgulhosa mãe de João.
Sem sintomas
O citomegalovírus (CMV) é um vírus da família do herpes vírus. Estima-se que cerca de 1% dos recém-nascidos nasçam com a infecção, que é chamada de citomegalovirose congênita. A grande maioria dos bebês com CMV não apresenta nenhum sintoma porque na maioria dos casos a infecção é inofensiva. Outros, porém, apresentam vários problemas que podem não ser notados em um primeiro momento, como a surdez por exemplo.

Mal de herança

A síndrome de Waardenburg tem origem hereditária e se caracteriza por surdez e albinismo parcial (pele pálida, cabelo e cor dos olhos desbotados). O problema é herdado como traço autossômico dominante, ou seja, apenas um dos pais passa o gene defeituoso para a criança. Existem quatro tipos de síndrome de Waardenburg. A perda auditiva e a alteração no pigmento (cor) da pele, cabelo e olhos — os olhos apresentam pigmentação diferente um do outro — estão presentes em todos eles.

Fonte - http://www.sjtresidencia.com.br/invivo/?p=37274
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Avaliação Fonoaudiológica em Crianças sem Oralidade

Avaliação Fonoaudiologica em Crianças sem Oralidade- Simone Hage http://www.cefac.br/library/artigos/3e764f0346532004621067ace6f8721a.pdf
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Cuidado com a letra feia! Disgrafia?

Cuidado com a letra feia: esse problema se chama disgrafia e pode ser um sinal de que nem tudo vai bem com o estudante


Camila de Magalhães

Edilson Rodrigues/CB/D.A Press



“Minha letra sempre foi ruim”, admite o estudante Breno Henrique Sobral

Viver na frente do computador e conversar muito no MSN ou no Orkut são atividades que podem se tornar inimigas na hora em que é preciso escrever manualmente no papel. A mão fica dura e os garranchos são praticamente inevitáveis. No entanto, estudos mostram que a letra feia, conhecida como disgrafia, pode ser um sinal de que nem tudo vai bem.


A disgrafia é uma dificuldade na hora de escrever, que se trata da parte motora e não, de trocas ou acréscimo de letras, uma característica da disortografia, explica a fonoaudióloga, psicomotricista e psicopedagoga Raquel Caruso. “Geralmente, é uma disfunção motora que acarreta letra feia”, afirma.

Ocasionado por uma disfunção do cérebro, o problema apresenta-se em crianças com capacidade intelectual normal, sem transtornos neurológicos, sensoriais, motores e/ou afetivos que o justifiquem. “Pode ser uma dificuldade emocional que a pessoa não quer demonstrar muito, aí escreve com letras muito pequenas ou muito grande, com muita força”, observa a especialista.

Além da letra feia, estão entre os sintomas não conseguir escrever em linha reta (o famoso sobe ou desce o morro), mistura de letra cursiva com letra de forma em um mesmo texto e dificuldade para sequencializar o movimento da grafia. Em alguns casos, a disgrafia está relacionada à dislexia, marcada pelo déficit de atenção e hiperatividade.

Outra questão pode ser o disfarce da falta de conhecimento ortográfico. “Muitas crianças e adolescentes usam a letra feia para esconder erros de português”, revela Raquel. Dessa forma, diz ela, os professores reclamam da letra e acabam não vendo os erros.

Problema na hora da identidade

“Minha letra sempre foi ruim”, admite o estudante do 1º ano do Centro Educacional Gisno, Breno Henrique Sobral, 16 anos. “Teve época que fui fazer minha identidade e não consegui por causa da letra, porque escrevia errado. Depois, peguei o jeito e minha letra é essa”, diz.

Para Breno, é muito difícil escrever em linha reta. Ele afirma que, durante as aulas é preciso copiar as informações rapidamente e isso influi na escrita. “Quando tenho tempo para escrever com mais calma, fica melhor, mas na escola não dá.”

Língua portuguesa nunca foi o forte do rapaz. De 0 a 5, ele se classifica como nota 1. “Letra feia pode até ajudar de vez em quando, mas pode atrapalhar em prova importante, como o PAS”, pondera.

Ele conta que, até o ano passado, os professores reclamavam de sua escrita e pediam para tentar melhorar. “Tem vezes que nem eu mesmo não consigo entender”, admite. Este ano, nenhum professor reclamou ainda, mas ele pretende se esforçar para as provas do Programa de Avaliação Seriada (PAS).

De acordo com a especialista Raquel Caruso, os professores podem mesmo ajudar na identificação, com pesquisa sobre a série do aluno, se vai bem nas outras matérias, como é o comportamento nas aulas de educação física, se os colegas o excluem do time e como é o desempenho nas aulas de artes.

“Não adianta pedir para a criança ou adolescente treinar escrever no caderno de caligrafia, pois a dificuldade está ligada à postura do ombro, cotovelo, punho e mão”, destaca Raquel. “O indivíduo deve estar bem sentado, com postura adequada para movimentação livre”, ensina.

Para definir a causa da disgrafia, a avaliação de um psicomotricista é o mais indicado. O profissional é responsável pela identificação, se é apenas letra feia ou se há uma disortografia associada.


FONTE DE PESQUISA: http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=5257 
http://neuropsicopedagogiaemfoco.blogspot.com
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Avaliação de Dislexia

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Protocolos para Deficiências Severas

 
AVALIAÇÃO EDUCACIONAL DE ALUNOS COM BAIXA VISÃO E MÚLTIPLA DEFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL (Marilda Moraes Bruno)
http://www.ufgd.edu.br/editora/catalogo/avaliacao-educacional-de-alunos-com-baixa-visao-e-multipla-deficiencia-na-educacao-infantil

PROTOCOLO PARA PRESCRIÇÃO OU ADAPTAÇÃO DE RECURSOS PEDAGÓGICOS PARA ALUNOS COM PARALISIA CEREBRAL
http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/Educacao/Dissertacoes/silva_mo_me_mar.pdf

DESENVOLVIMENTO DE UM PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO DE HABILIDADES COMUNICATIVAS PARA ALUNOS NÃO-FALANTES EM SITUAÇÃO FAMILIAR
http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/Educacao/Dissertacoes/delagracia_jd_ms_mar.pdf

DESENVOLVIMENTO DE UM PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO DE HABILIDADES COMUNICATIVAS DE ALUNOS NÃO-FALANTES EM AMBIENTE ESCOLAR
http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/Educacao/Dissertacoes/paula_rd_ms_mar.pdf

Protocolo para avaliar a acessibilidade ao computador para alunos com paralisia cerebral
http://www.bdtd.ufscar.br/htdocs/tedeSimplificado/tde_arquivos/9/TDE-2008-05-30T08:38:47Z-1860/Publico/1794.pdf


http://fono-audiologia.blogspot.com
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Sugestões de roteiros de entrevista para pais, que abordam informações referentes à frequência com que crianças demonstram comportamentos auditivos significativos diários.

Roteiro MUSS - Meaningful Use of Speech Scale (ROBINS; OSBERGER, 1990): tem como objetivo caracterizar a produção de fala em crianças com audição normal. 

Roteiro IT-MAIS – Infant Toddler Meaningful Auditory Integration Scale (CASTIQUINI, 1997): tem como objetivo verificar as habilidades auditivas em crianças muito pequenas. Pesquisa também comportamentos auditivos espontâneos da criança em situações de vida diária, por meio de exemplos em três diferentes áreas do desenvolvimento de habilidades auditivas. 

Escala de integração auditiva significativa: procedimento adaptado para a avaliação da percepção da fala (MAIS) tem por objetivo avaliar a percepção da fala em crianças com deficiência auditiva profundas com idade acima de quatro anos (Castiquini e Bevilacqua 2000). 

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Livro: O conhecimento da língua - Desenvolver a Consciência Fonológica. Atividades

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Infográfico - AVC

http://professorrobsoncosta.blogspot.com/2011/09/infografico-avc.html
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Uso da chupeta, mamadeira e a utilização do copinho



A chupeta
A chupeta exercita a sucção e ajuda acalmar o bebê, com a vantagem de futuramente ser mais fácil de ser retirada que o dedo. Para os pais, as chupetas podem ser um forte aliado nos momentos em que o bebê apresenta irritação, inquietação e choro intenso. Mas para os especialistas, as chupetaspodem ser prejudiciais se forem utilizadas de forma inadequada.
O reflexo de sucção aparece no bebê na décima oitava semana de vida uterina. É um reflexo de sobrevivência, já que o bebê precisa sugar para se alimentar. Além disso, sugar dá prazer! O bebê precisa sugar para saciar sua fome e para atender sua necessidade de sucção. Justamente aí entra a questão da chupeta!
É importante saber que, tanto a chupeta comum quanto à ortodôntica trazem sim prejuízos ao desenvolvimento da criança. Os dois modelos produzem alterações nos arcos dentais e na musculatura facial da criança. A diferença entre eles está na gravidade dos danos causados. Por isso é importante escolher um bom produto e seguir algumas sugestões.
- Prefira as chupetas de silicone, pois são menos porosas, duram mais e são mais resistentes às deformações quando esterilizadas.
- Sua forma inclinada posiciona melhor a língua e a base achatada evita um distanciamento maior dos lábios. Tudo isso proporciona um melhor desenvolvimento da cavidade oral se comparada às demaischupetas.
 -O formato côncavo é mais anatômico oferecendo um maior conforto ao seu bebê. Os furinhos são recomendados pelos especialistas, pois evitam asfixia quando engolidas pelas crianças.
 -Observe se seu filho usa a argola forçando a dentição. Neste caso, é recomendável substituir por outra chupeta sem a argolinha.
 -Observe se o tamanho da chupeta é compatível com a idade do seu filho, informação essa impressa nas embalagens.
Assim que o bebê começa a engatinhar e dar os primeiros passos, os pais devem iniciar um processo de educação e autonomia. Tire a chupeta aos poucos, permitindo seu uso somente em horários de sono do bebê.


Amamentação e Saúde
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a Amamentação Natural é a melhor maneira de proporcionar o alimento ideal para o crescimento saudável e o desenvolvimento dos bebês, com importantes implicações para a saúde da criança e da mãe.
O aleitamento materno é de longe a forma ideal de alimentar o bebê, o leite é mais facilmente digerido, promove vinculo afetivo, melhora a formação e o alinhamento dos dentes, entre outros benefícios, porém, existem muitos obstáculos que podem impedir esta forma natural de alimentação e levar os pais a alimentarem o bebê com a mamadeira, como via única ou complementação.
Portanto, quando o uso da mamadeira for inevitável, o melhor a fazer é usá-la da maneira mais adequada possível, tomando alguns cuidados, para prevenir futuros problemas ortodônticos e fonoaudiológicos.

Que cuidados são estes?
1- Posição do bebê – Quando alimentar o seu bebê com a mamadeira, coloque-o no colo o mais vertical possível, como se estivesse sendo amamentado no seio. Não ofereça a mamadeira quando ele estiver deitado, uma vez que a tuba auditiva do bebê é curta, o leite pode ir para o ouvido, podendo causar otite; as otites de repetição freqüentemente causam um prejuízo na aquisição de linguagem devido ao rebaixamento auditivo na primeira infância.  
2- Alternar lados de alimentação – Ofereça a mamadeira cada vez de um lado, para que os dois lados da face sejam estimulados, proporcionando um crescimento facial simétrico e harmonioso.
3- Uso de bico ortodôntico – Nenhum bico artificial substitui integralmente o da mulher, mas se tiver que optar, opte pelo ortodôntico, pois seu formato permite maior aproximação dos lábios e melhor elevação da língua.
4- Escolha do bico ortodôntico com tamanho adequado de furo – Existem furos adaptados a cada tipo de alimento, ou seja, diversos tamanhos de furos para diferentes consistências de alimentos. Escolha o tamanho certo de furo, para que o bebê realize adequada força muscular e movimentos corretos da língua, além de conseguir melhor coordenação entre as funções sucção – deglutição – respiração.
5- Escolha do material que o bico da mamadeira é feito – Existem dois tipos de material: o látex ( cor amarelada ) e silicone ( transparente e esbranquiçado ). O bico de látex por ser mais macio, é mais indicado para crianças com menor força de sucção e o de silicone por ser mais firme, é indicado para crianças com maior força de sucção.
  
Utilizando o Copinho
O ideal é retirar a mamadeira de forma gradativa a partir dos 12 meses de vida da criança. Para facilitar, vá apresentando o copo ao bebê quando ele tiver 6 ou 7 meses, para tomar água ou suco, por exemplo. Essa introdução pode ser feita com copinhos de treinamento com tampa.
As crianças tendem a querer imitar os adultos ou amiguinhos e irmãos mais velhos. Aproveite o interesse do seu filho, quando ele o demonstrar, para começar introduzir o copo.
 Tente despertar o interesse do seu bebê no copo comprando um de cores brilhantes ou com imagens atraentes. O copo evolutivo, com uma tampa com um bocal, pode facilitar a utilização pelo bebê, os copos à prova de derrame são ótimos para evitar sujar tudo. Escolha um copo com asas nos lados como modelo de iniciação, uma vez que será mais fácil para o seu bebê segurar. Outra opção é usar copos com canudo. Bebês podem aprender a chupar pelo canudinho bem cedo, antes de completar 1 ano.  E claro, o copo deve ser inquebrável – vai certamente cair ou ser atirado ao chão com frequência.
Logo o bebê vai perceber que deglutir com o copinho é um novo método de alimentação e então estará pronto para experimentar o copo sem tampa.
Importante saber: Algumas marcas de chupetas, mamadeiras e copinhos, como: NUK, KIKO e LILO recebem a garantia de qualidade da Associação Brasileira de Produtos Infantis e seguem as normas propostas pela Associação Mundial de Ortodontia.
Vale a pena  ficar de olho e investir! 
 A boquinha do seu bebê agradece!
 
Pollyanna Bernardino Aranda
Fonoaudióloga e Psicopedagoga
         CRFa 8767 - PR

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Fisiologia da Deglutição


FISIOLOGIA DA DEGLUTIÇÃO (MEDCURSO)


Formato: PDF
Tamanho: 3,06 Mb
Páginas: 80
Idioma: Português - Br
Hospedagem: Ziddu


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Pneumonia


Pneumonia e ATB - MEDCURSO


Formato: PDF
Tamanho: 1,65 MB
Páginas: 55
Idioma: Português
Hospedagem: Ziddu

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Obstrução Nasal - A resposta neural do nariz (Apostila)


Obstrução Nasal - A Resposta Neural do Nariz


Autora: Dra. Adriana Vidal Schmidt
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Tamanho: 460 Kb
Páginas: 39
Idioma: Português
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Função Respiratória (Apostila)


Função Respiratória


Apostila Medcurso
Formato: PDF
Tamanho: 985 Kb
Páginas: 53
Idioma: Português
Hospedagem: Ziddu


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Assistência ao Paciente com Problemas Respiratório (Apostila)


UTI - Assistência ao Paciente com Problemas Respiratório


Formato: PDF
Tamanho: 207 Kb
Páginas: 42
Idioma: Português
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Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa


ENVELHECIMENTO E SAÚDE DA PESSOA IDOSA



Cadernos de Atenção Básica nº 19
Ministério da Saúde
Formato: Pdf
Tamanho: 2,36 Mb
Páginas: 192
Hospedagem: Ziddu
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Envelhecimento
e memória:
foco na doença 
de Alzheimer

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Fonoaudiologia em Neonatologia



Qual é o papel do Fonoaudiólogo na Neonatologia?

Promover o desenvolvimento do sistema sensório motor oral por meio da estimulação da sucção não nutritiva e/ou nutritiva; garantir o sucesso do aleitamento materno; realizar orientações aos pais e o acompanhamento interdisciplinar; realizar o teste da orelhinha.

  1. Como é a avaliação fonoaudiológica nos bebês prematuros?

A avaliação deverá ser realizada quando o recém nascido está clinicamente estável, ou seja, com a frequência cardíaca e respiratória adequadas, com idade gestacional igual ou superior a 34 semanas e com um balanço calórico acima de 90Kcal/dia. É importante leitura prévia do prontuário e coleta de dados sobre a história do RN. Em seguida faremos a análise do ambiente no qual o RN encontra-se (se o mesmo está em incubadora, berço aquecido, berço comum, se faz uso de algum tipo de suporte respiratório, de sonda para alimentação, etc). Após a observação rigorosa dos critérios acima referidos, o RN é posicionado adequadamente e então será iniciada a avaliação propriamente dita. Avaliaremos a postura do RN (se este está organizado ou desorganizado) a presença dos reflexos de alimentação (busca, sucção, deglutição) e dos protetivos (gag, tosse), a coordenação entre o ato de sugar, deglutir e respirar e aspectos referentes a pressão intraoral, vedamento labial e canolamento de língua.

  1. Fonoaudiólogo atua em conjunto com outros profissionais?

Sim. Na Unidade de Cuidados Neonatais Progressivos, o fonoaudiólogo trabalha em conjunto com pediatras, neonatologistas, fisioterapeutas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos e assistentes sociais.

  1. Todos os bebês são encaminhados para a realização da Triagem Auditiva Neonatal (Teste da Orelhinha)?

Sim, todos os bebês são encaminhados para a realização do teste da orelhinha e orientados quanto a importância da realização do mesmo. A triagem é realizada no Ambulatório de Fonoaudiologia da UFMG, localizado no 3º andar do Hospital São Geraldo, por fonoaudióloga especialista em audiologia e com vasta experiência na realização da triagem. Em outros serviços este teste é realizado pela mesma fonoaudióloga que atua com estimulação do sistema sensório motor oral.

  1. O que é necessário para trabalhar nessa área?

Acredito que um curso de pós-graduação em Fonoaudiologia Hospitalar seja bastante importante, bem como cursos de aperfeiçoamento especificamente na área de Neonatologia e primeiros socorros, por exemplo.

Considerações do Grupo

A atuação do fonoaudiólogo no setor de Neonatologia ainda é pouco conhecida por parte dos profissionais que atuam dentro do hospital. Conforme dito na entrevista, este profissional atua dentro das unidades de Neonatologia com o objetivo de promover o bem estar do recém nascido e da família, prevenir alterações na deglutição, aplicando métodos que contribuem para a organização e coordenação entre o ato de sugar, deglutir e respirar, no incentivo e orientações quanto à importância do aleitamento materno, no controle dos estímulos ambientais como ruído e luminosidade, nas orientações em geral e na realização da Triagem Auditiva Neonatal.  Os fonoaudiólogos se integram à equipe no trabalho interdisciplinar e o seu papel é muito importante para a prevenção e detecção precoce de alterações alimentares e auditivas nos bebês, possibilitando às mães segurança para amamentar seus filhos e garantindo um adequado desenvolvimento das crianças.
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Fonoaudiologia no CALL CENTER


CALL CENTER

Nos dias de hoje, a função do operador de telemarketing é otimizar a captação direta e manutenção dos negócios, propiciando a satisfação dos clientes.
A comunicação oral é o único instrumento de trabalho do teleoperador. Para torná-la mais expressiva a Fonoaudiologia enfoca a saúde da voz, da fala,da linguagem e outras habilidades, como atitudes de assertividade e dinamismo.Naturalidade e auto-percepção, incluindo qualidade e dinâmica vocal na composição da expressividade oral e as escolhas lingüístico-discursivas.

ETAPAS DA ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

Avaliação Ambiental: nesta etapa, o fonoaudiólogo fará observações no local de trabalho com o objetivo de criar estratégias para a prevenção de danos auditivos e vocais aos teleoperadores e resgatar indivíduos que, por ventura, necessitem de novos ou mais avançados treinamentos.Além disso, trará para a rotina dos profissionais os exercícios aprendidos nos treinamentos realizados.
Avaliação Admissional e Periódica: com o objetivo de verificar a compatibilidade do perfil vocal à empresa, identificar fatores predisponentes a alterações vocais e minimizar essas alterações, decorrentes da demanda vocal, dos funcionários já contratos.
Treinamentos: todos os teleoperadores, recém contratados ou antigos funcionários, passarão por um treinamento vocal com o objetivo de preservar a audição e a saúde vocal, além de aperfeiçoar as habilidades comunicativas. Os treinamentos serão em grupos de oito pessoas feitos com duração de quatro horas, podendo ser divididas conforme a disposição de horários dos funcionários.
Tratamento: indicado para aqueles que já possuem queixa ou alteração vocal e necessitam de terapia específica. Serão realizadas sessões semanais, em grupos de quatro pessoas. O número de sessões dependerá da lesão e queixa de cada paciente.
Avaliação Ambiental:nesta etapa, o fonoaudiólogo fará observações no local de trabalho com o objetivo de criar estratégias para a prevenção de danos auditivos e vocais aos teleoperadores e resgatar indivíduos que, por ventura, necessitem de novos ou mais avançados treinamentos. Além disso, trará para a rotina dos profissionais os exercícios aprendidos nos treinamentos realizados.
Campanhas de Motivação: para que os teleoperadores não percam as técnicas e a rotina adquirida durante a fase de treinamento vocal.
Visitas mensais: à empresa com acompanhamento de toda a rotina dos profissionais.

Fonte: www.falemelhor.com.br
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CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO



A Fonoaudiologia teve nos últimos anos sua área de atuação expandida para setores até então pouco explorados. Um destes setores é o de atendimento a pacientes portadores de Câncer de Cabeça e Pescoço.
O câncer de cabeça e pescoço provoca alterações fonoaudiológicas com impacto na deglutição, voz, articulação e mastigação e os tipos de cirurgias que podem apresentar tais alterações podem ser as ressecções em cavidade oral e orofaringe (ressecção de lábios, de soalho de boca, mandíbula e língua) e laringe (laringectomias parciais e subtotais e laringectomias totais e faringolaringectomias).
A atuação fonoaudiológica ocorre em três etapas distintas do tratamento:
A primeira etapa refere-se ao atendimento pré-operatório, quando o fonoaudiólogo fornece ao paciente e seus familiares informações sobre as dificuldades de fala, voz e alimentação que podem decorrer do tratamento e sobre o processo de reabilitação fonoaudiológica propriamente dito.  É nesse momento que o vínculo terapêutico fonoaudiólogo/paciente se inicia e, por isso, sua importância.
A segunda etapa ocorre no pós-operatório. O fonoaudiólogo obtém informações sobre a cirurgia. Reforçando as informações fornecidas no período pré-cirúrgico, tranqüilizando o paciente quanto às dificuldades daquele momento, chamando a atenção para os aspectos que são provisórios e reforçando a ajuda que poderemos dar a ele para as mudanças definitivas.
A terceira etapa da atuação fonoaudiológica é composto pela reabilitação fonoaudiológica (avaliação e fonoterapia) e geralmente inicia após a alta hospitalar com o encaminhamento médico.
O principal objetivo da fonoterapia em câncer de cabeça e pescoço é a reabilitação da deglutição e da comunicação, para tanto, é realizado a avaliação fonoaudiológica para identificar o que está alterado, definindo o diagnóstico fonoaudiológico e a conduta terapêutica mais adequada. São observadas as condições da motricidade oral, voz (se presente), deglutição, articulação, presença de SNE (sonda naso-enteral) e presença de traqueostomia provisória ou definitiva.
A integração do fonoaudiólogo com a equipe interdisciplinar é essencial para que o indivíduo tenha as melhores possibilidades de adaptação após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço. É importante buscar uma melhor qualidade de vida para esses indivíduos.

Fonte: http://www.falemelhor.com.br



Neoplasias


Formato: PPT
Tamanho: 1,39 MB
Slides: 27
Idioma: Português
Hospedagem: Ziddu

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Fonoaudiologia Oncológica: Orientações aos pacientes Laringectomizados






Após a Laringectomia Total há uma alteração dos mecanismos de condução do ar até os pulmões. Na respiração do laringectomizado total o ar entra pelo traqueostoma, que é um orifício feito por cirurgia no pescoço. Na expiração, o ar sai dos pulmões e passa novamente pelo traqueostoma.

Assim, na respiração do laringectomizado total não há passagem de ar pela boca, o que torna independente a via digestiva (por onde passa a comida) das vias respiratórias (por onde passa o ar).
Observe as figuras ao lado para entender melhor este processo.
A laringectomia total acarreta a perda da voz laríngea. Contudo, isto não significa a perda da fala ou da linguagem. A reabilitação vocal é possível através da voz esofágica, que substitui a voz laríngea usando a via digestiva para produzir o som, ou através da utilização de próteses fonatórias.
A seguir listamos as dúvidas mais freqüentes das pessoas que foram laringectomizadas.

O que é uma Laringectomia total?
A Laringectomia total é a retirada da laringe.

Por que a Laringectomia total tem que ser feita?
A Laringectomia total é necessária por existir um tumor que afeta as cordas vocais (ou partes da laringe).
Após a laringectomia, há uma modificação dos caminhos da condução do ar e da alimentação: a inspiração do ar passa a ser feita pelo traqueostoma (orifício no pescoço). Os aparelhos respiratório e digestivo tornam-se separados e independentes.

Por que tem que haver uma abertura no pescoço?
Essa abertura, chamada traqueostoma, é necessária para a entrada e saída de ar dos pulmões. Após a laringectomia o ar não poderá circular nem pela boca nem pelo nariz, como acontecia antes.

Vou sempre respirar por esta abertura?
Sim, esta é a melhor forma encontrada para facilitar a respiração do laringectomizado total. A via digestiva já não se comunica mais com a via respiratória e, esta abertura definitiva no pescoço, é necessária para manter você vivo.

O que é cânula traqueal?
É um tubo curvado de metal ou de plástico, com uma pequena chapa protetora (para fixação).

Por que devo usar a cânula traqueal?A cânula impede o fechamento do traqueostoma

Durante quanto tempo precisarei usar a cânula? 
Alguns pacientes a usam permanentemente, outros, por um determinado período de tempo. Isto varia de indivíduo para indivíduo de acordo com a cicatrização do traqueostoma. Seu médico saberá o momento certo de retirá-la.
É importante a limpeza com a cânula? Qual a melhor maneira de limpá-la?
É importante manter a cânula limpa por questões higiênicas e para evitar que a secreção nela acumulada traga dificuldades respiratórias. A freqüência da limpeza depende da quantidade de muco acumulado. Lembre-se que é por este orifício que você respira. A cânula pode ser limpa com uma escova cilíndrica, sabão neutro e água corrente, pelo menos uma vez por dia, conforme a ilustração.
Devo proteger a traqueostomia contra a poeira?
Sim, pois a passagem do ar diretamente pelo traqueostoma (sem passar pelas cavidades nasais, onde normalmente é aquecido, umedecido e filtrado) exige o uso de uma proteção para impedir que partículas de poeira ou corpos estranhos cheguem aos pulmões. A traquéia deve ser, portanto, protegida contra poeira com uma cobertura apropriada.

Quais são os sintomas que indicam que há excesso de poeira na traquéia? O que posso fazer neste caso?
Normalmente um acesso de tosse o avisa do excesso de poeira que provoca a irritação. Outro sinal comum aparece através da secreção que, após algumas horas, adquire uma coloração diferente e sua consistência fica mais pegajosa.

Que tipo de protetor poderei usar no traqueostoma?
Uma cobertura (tipo babador) feita de crochê é usada mais freqüentemente. Este protetor deve cobrir o traqueostoma, protegendo-o, sem impedir a passagem do ar. 

Qual é a melhor maneira de tomar banho?
É preciso cuidado para não deixar entrar água pelo traqueostoma. Você certamente encontrará uma boa maneira para se proteger. Abaixando a cabeça ou protegendo o traqueostoma com a mão.
Hábitos do cotidiano
Posso continuar a fumar? 
Não pode. Além dos efeitos negativos do fumo, a sua respiração agora é feita pelo traqueostoma.


Posso tomar bebidas alcoólicas?
As bebidas alcoólicas devem ser evitadas.


Será que poderei voltar a trabalhar? Quando?


Você poderá voltar ao trabalho desde que seu estado geral de saúde lhe permita (dependendo também, é claro, do tipo de trabalho que você fazia antes da cirurgia). É necessário, nestes casos, conversar com seu médico sobre este problema.


Conseguirei levantar objetos pesados?


É possível que você não consiga levantar pesos como fazia antes. Em alguns casos, dependendo de uma pessoa para outra, com o decorrer do tempo isto pode ser possível. Converse com seu médico.


Poderei ter dificuldades ao engolir?


Isto não é muito comum, embora alguns pacientes possam sentir esta dificuldade. Caso isto aconteça, procure seu médico.


Será necessário ir ao médico periodicamente para fazer exames?


É muito importante que você compareça às revisões nas datas marcadas. Isto é fundamental para o controle de sua saúde.


Algum tipo de clima pode me fazer mal?


O clima quente é bom. Devem ser evitados os climas frios, secos ou os ambientes poluídos.


Acúmulo de secreções


Por que há maior eliminação de secreções pela manhã?


Todos os laringectomizados acumulam mais muco devido à quantidade maior de partículas que inalam, por falta do filtro natural, que é a mucosa da cavidade nasal. Lembre-se que no laringectomizado as narinas não filtram mais o ar inspirado. Depois de várias horas de sono, quando o reflexo da tosse está diminuído, há um acúmulo de muco maior que será todo eliminado pela manhã.


Qual é a melhor maneira de limpar o traqueostoma?


Tossindo e limpando a secreção expelida com cuidado. Ao tossir provocamos uma ação muscular que expulsa o muco mais facilmente. Caso você perceba vestígios de sangue no muco, marque uma consulta com seu médico. 


É possível colocar remédio no traqueostoma quando há infecção?


Sim, isto é possível desde que você peça orientações ao seu médico.





Voz esofágica
Existe alguma maneira que me permita falar novamente?

Sim, através da voz esofágica. Você não perdeu a fala nem a linguagem e sim, a voz laríngea. A voz esofágica é uma alternativa de comunicação para o laringectomizado total.

Quem me ajudará a aprender a usar a voz esofágica?
Um fonoaudiólogo lhe dará as orientações adequadas para a reabilitação da voz. O sucesso da reabilitação vocal dependerá também de você. A reabilitação total é um trabalho coletivo no qual todos devem colaborar, inclusive os familiares.


O que é a voz esofágica? Como é produzida?
É uma alternativa para a ausência de voz laríngea. A voz esofágica é produzida pela expulsão do ar que vem do esôfago que, ao fazer vibrar as suas paredes, emitem um som. Este som se transforma em sílabas, palavras e frases até o domínio total da fala. É importante lembrar que o ar que vem dos pulmões (sai pelo traqueostoma) segue um caminho diferente do ar que vem do esôfago (vai para a boca). Depois da laringectomia total estas estruturas ficam independentes.

Quando poderei começar a aprender a falar assim?
O ideal é você começar logo que recebe alta do hospital. Seu médico lhe encaminhará no momento certo, considerando sua situação clínica.

Quanto tempo levarei para aprender a falar com a voz esofágica?
É difícil estimar o tempo. Os resultados dependerão também de você, de sua facilidade de emitir o primeiro som e de uma prática constante.

Como fazer para usar bem a voz esofágica?
Através da prática diária, sempre seguindo as instruções do seu fonoaudiólogo.

Poderei voltar a falar no telefone?
Sim, poderá. A voz esofagiana é bastante nítida quando falada pelo telefone. Lembre-se que o telefone funciona como um amplificador, que pode melhorar bastante a clareza de sua comunicação.

O estado emocional interfere na voz esofágica?
Sim. Normalmente, quando as pessoas ficam emocionadas, elas sentem dificuldade para falar.

Como ficará minha vida sexual?
Ficará exatamente como estava antes da cirurgia. A compreensão do seu parceiro será muito importante para a recuperação de sua vida sexual. Lembre-se que a reabilitação total do laringectomizado é fruto de um esforço coletivo entre pacientes, profissionais e familiares.

Onde posso encontrar um fonoaudiólogo para me ajudar?
No Centro de Reabilitação ou na Seção de Cabeça e Pescoço do Hospital do Câncer do Instituto Nacional de Câncer.


Problemas respiratórios
O que fazer para socorrer um laringectomizado com problemas respiratórios?
Inicialmente, verifique se ele está usando a cânula. Caso sim, retire-a para observar se a respiração melhora (no caso da cânula estar entupida). Já se o paciente não estiver usando a cânula (ou não houver melhora com a sua retirada), o problema pode estar sendo causado por um acúmulo de secreções na traquéia. Sendo assim, faça a pessoa tossir com muita força para que as secreções saiam.
Se mesmo com tudo isto não houver melhora, procure imediatamente o hospital.
Obs. a respiração artificial no laringectomizado é feita diretamente no traqueostoma.
Por que devo freqüentar as reuniões de reabilitação vocal?
O contato com o grupo vai lhe ajudar muito a superar as dificuldades e tirar dúvidas. Além disso, as reuniões dão uma sensação de maior autonomia. O paciente consegue perceber como estes encontros são importantes para uma melhor e mais rápida utilização da voz esofageana.

Lembre-se que a reabilitação total do laringectomizado é um trabalho coletivo, com o qual todos devem colaborar, inclusive os familiares.


 Fonte: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=111








Direitos do Paciente com Câncer


Ministério da Saúde e InCa
Formato: PDF
Tamanho: 349 kb
Páginas: 13
Hospedagem: Ziddu

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