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Labirintite e Disfunção de ATM


O que é labirintite?
“Labirintite” é um termo popular, usado geralmente para designar, problemas relacionados ao equilíbrio, entre outros problemas (como tontura, tonteiras, vertigem ou zumbidos). Na verdade, o termo correto a ser usado é “labirintopatia”, que significa "doença do labirinto" e não labirintite, cujo significado correto é a inflamação ou infecção do labirinto, o que é uma manifestação bastante rara.
Nos pacientes portadores de sintomas chamados de labirintites, como nas tonturas, tonteiras, vertigem ou zumbidos no ouvido, com essa origem, podem, quando estão em crise, sentirem dores de cabeça ou sensação de peso na cabeça, dores na nuca, nos olhos, pescoço, ombro, braços, peito.


“Labirinto” é um órgão localizado junto aos ouvidos, que informam ao nosso cérebro, sobre a orientação espacial e do “equilíbrio” do nosso corpo. “Tontura” (de acordo com o dicionário médico), é a instabilidade física associada com falta de equilíbrio.“Tonteira” são as sensações alterada de orientação no espaço. “Vertigem” são as sensações de movimento oscilatório ou giratório do próprio corpo ou do entorno com relação ao corpo. Ao abaixar ou levantar ou rodar a cabeça, nos portadores de tontura, tonteira ou vertigem (chamadas labirintite), sentem perda desse equilíbrio. Essas alterações de equilíbrio podem ser pequenas, até casos que impedem de o paciente de executar as suas tarefas do dia a dia.

Causas dos sintomas de Labirintite (ou Labirintopatia):
1) Por problema de irrigação do labirinto.
2) Uso de certos medicamentos.
3) Hereditariedade.
4) Causas Virais.
5) Associadas aos sintomas de ATM, DTM e estresse.
Sintomas de origem músculo - ligamentar, como tonturas ou vertigens (labirintites), atrapalham muito a qualidade de vida do paciente. Principalmente, devido ao receio que a tontura volte a aparecer, a qualquer momento. Também pode prejudicar bastante, suas atividades profissionais.
Alguns desses sintomas, como os zumbidos (tinnitus) e ouvido tampado, podem ser causados pela alteração muscular, na válvula localizada na tuba auditiva.
Tuba auditiva é um tubo que liga o ouvido médio e a cavidade nasal. Esse tubo é encarregado de equilibrar a pressão do ar externo no ouvido médio(ouvido médio - região localizado atrás do tímpano onde fica localizado os ossículos do ouvido).
São os músculos que comandam a abertura e fechamento da tuba auditiva, através de uma válvula e um conjunto de dois músculos, que tem uma ligação com o palato mole. Normalmente ao deglutirmos, essa válvula se abre, regulando essa pressão (por isso que ouvimos um barulho dentro do ouvido, ao deglutirmos). Se esses músculos entrarem em espasmos (a semelhança o que ocorre nos olhos, pescoço e peito), nos problemas da ATM, podem interferir na abertura e fechamento dessa válvula, podendo causar sintomas de zumbido e a sensação do ouvido tampado (veja figura esquemática abaixo).

ATM (ou DTM) e problemas do labirinto:
Grande parte dos problemas do labirinto, como nas tonturas ou vertigens (chamadas de labirintite ou labirintopatia), podem ser relacionados por problemas de ATM ou DTM, pela má posição ou faltas de alguns dentes, entre outros problemas, que acabam “desequilibrando” os ligamentos (espécie de fio que une dois lados), os músculos e alguns outros componentes da face; levando o paciente, em muitos casos, a ter sintomas de tontura, tonteira, vertigem, sensações de ouvido tampado e alguns casos de zumbidos. Além das labirintites (labirintopatias), podemos ter sintomas de dor de cabeça ou dores reflexas no ouvido, olhos, músculos peitorais, fotofobias (aversão a luz), estalos na movimentação da boca, enjôos, bruxismo, torcicolos, entre outros problemas, cujo tratamento é feito por nós, odontologistas.
Quando estamos em situação de estresse, por exemplo, podem ocorrer o aparecimento ou o aumento dos sintomas de tonturas ou vertigens (chamadas de labirintites), entre outros sintomas, em paciente com problemas de desequilíbrios ligamentares e musculares, devido à maior tração exercida nesses ligamentos e músculos, já tensionados, por por não estarem na posição de conforto. O mesmo pode ocorrer, com os músculos que estão em volta da cabeça, gerando dores de cabeça, como a enxaqueca, migrânea ou cefaleia tensional; sintomas esses, às vezes, bastante intensos.

Dores de Cabeça: Enxaquecas, Migrâneas e Cefaleias Tensionais:
Mas, qual a origem das maiorias sintomas de dor na cabeça? Mais de 90% são de origem muscular, gerados, devidos a um aumento excessivo na produção de ácido láctico, pelos músculos, devido a sobretensão que ocorre, nos músculos localizados em torno da cabeça, gerando, com isso, sintomas de dor de cabeça (essa sobretensão, acaba gerando espasmos, nesses músculos – conhecida como câimbras musculares – problema semelhante, do que ocorre nas pernas).
Para que isso não ocorra é necessário que os músculos, quando não utilizados, estejam na posição de repouso (ou equilíbrio); quando isso não ocorre, temos sintomas de dor. Quando esse esforço muscular é muito grande pode haver uma parada na atividade desse músculo (para evitar um mal maior, como uma lesão nesse músculo), gerando limitação ou dificuldade de abrir a boca em alguns casos.

Fonte:
http://www.atm.hostmidia.com.br/labirintites_ou_tonturas.htm
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Labirintopatias


A expectativa de vida humana aumentou de 50 para 74,5 anos desde o início do século passado. Acompanhando esse crescimento, o Brasil possui uma população idosa cada vez maior devido às melhorias de condições da saúde pública e os avanços da medicina. O Brasil é considerado o 6º país no mundo em número de idosos, em torno de 32 milhões, de acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a OMS, em 2025 serão dois bilhões de pessoas com mais de 60 anos em todo o mundo (Jornal Gazeta do Povo, 2004).

O envelhecimento populacional é um processo natural, manifesta-se por um declínio das funções de diversos órgãos que caracteristicamente tende a linear em função do tempo, não se conseguindo definir um ponto exato de transição, como nas demais fases. Tem início relativamente precoce, ao final da segunda década de vida, até que surjam, no final da terceira década, as primeiras alterações funcionais e/ou estruturais atribuídas ao envelhecimento (Guccione, 2002).

Sabe-se que o envelhecimento diminui a vitalidade favorecendo o aparecimento de doenças, sendo as mais prevalentes as alterações de origem vestibular, sensoriais, disfunções cerebrovasculares, cardiovasculares, doenças metabólicas, alterações cervicais, neurológicas (nas doenças degenerativas as síndromes demenciais são as mais evidentes), doenças ósseas, e outras (Nadol e Schuknecht, 1989; Zeigelboim et al., 2001).

O equilíbrio corporal depende da integridade do sistema vestibular (labirinto, nervo vestibulococlear, núcleos, vias e inter-relações no sistema nervoso central), do sistema somatossensorial (receptores sensoriais localizados em tendões, músculos e articulações) e da visão. O labirinto é responsável pelo equilíbrio e posição do corpo no espaço. Tonturas e/ou desequilíbrio surgem quando algo interfere no funcionamento normal do sistema de equilíbrio corporal podendo ser de origem periférica e/ou central (Jurkiewicz et al., 2002).

O envelhecimento compromete a funcionalidade do sistema nervoso central em realizar o processamento dos sinais vestibulares, visuais e proprioceptivos, responsáveis pela manutenção do equilíbrio corporal, bem como diminui a capacidade de modificação dos reflexos adaptativos (Nadol e Schuknecht, 1989).

Labirintopatia, popularmente conhecida como “labirintite”, é a situação em que ocorre um distúrbio na percepção local, descrita pelo paciente como tontura ou vertigem.Acomete indivíduos de todas as idades e pode ter várias causas: hipotensão (pressão baixa), vasculites, aterosclerose, diabetes, hipoglicemia, hipotireoidismo, fratura, traumatismo craniano, tumor cerebral, medicamentos ou, até mesmo, de fundo emocional (ansiedade extrema).O paciente descreve a crise vertiginosa como uma tontura, acompanhada ou não de náuseas e vômitos, suor intenso, zumbido nos ouvidos e diminuição da audição, resultando em equilíbrio instável, podendo sofrer quedas, mais freqüentes com idosos.Para determinar a causa da vertigem, alguns exames podem ser solicitados, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, audiometria e exames laboratoriais para avaliar função da tireóide e diabetes.Na crise aguda, deve-se dar apoio psicológico ao paciente pois, pelo mal-estar provocado pela instabilidade vertiginosa, é levado a pensar em problemas graves de saúde, como infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral. O repouso no leito tende a diminuir as vertigens. Caso essas medidas não sejam eficazes, o serviço médico deverá ser procurado para serem ministradas medicações específicas.Deve-se definir a causa exata da labirintopatia para que o tratamento seja adequado, melhorando a crise atual e prevenindo novas crises. Na maioria dos casos, é uma doença benigna de tratamento domicilar e de excelente evolução, não havendo razões, portanto, para preocupações.

Com relação às queixas auditivas e vestibulares observa-se uma maior ocorrência do zumbido, da hipoacusia, da vertigem postural e do equilíbrio. Essas queixas também foram evidenciadas por Gushikem (2001). Existe um consenso na literatura de que a ocorrência destes sintomas é considerada freqüente na população geriátrica. Observa-se nesta população um aumento crescente dos distúrbios das funções sensoriais, da integração das informações periféricas e centrais, bem como a senescência dos sistemas neuromusculares e da função esquelética (Simoceli et al., 2003).

TRATAMENTO DA LABIRINTITE

A labirintite tem recuperação, e melhor ainda, os métodos de tratamento são mais simples do que se pensa.
Nem sempre ver o mundo rodar é tão excitante como estar em brinquedos radicais nos parques de diversão.
O termo correto para englobar os distúrbios labirínticos é “labirintopatia”.
A queixa de vertigem é muito comum. A incidência aumenta com a idade, sendo responsável por 1,3% de todas as visitas médicas em pessoas entre 45-64 anos, 2,9% das pessoas acima de 65 anos e 3,8% daquelas acima de 75 anos.
As causas da vertigem são variadas, onde se estima que, 85% são devido a desordens labirínticas.
Diversas são as causas das labirintopatias e a Fisioterapia pode atuar em quase todos e com ótimos resultados.
As alterações do equilíbrio corporal podem manifestar-se de várias maneiras: sensação de tontura ou vertigem, desequilíbrio, instabilidade, desvio da marcha ao andar, dificuldade de fixação ocular, acompanhada ou não de náuseas ou vômitos.
O uso de exercícios labirínticos possui eficácia bem documentada na literatura mundial, e o uso racional dos mesmos melhora o quadro vertiginoso e a qualidade de vida dos pacientes.
A Reabilitação Labiríntica não utiliza equipamentos especiais, e não apresenta efeitos colaterais porque está baseada em processos fisiológicos naturais do organismo.

Os exercícios de RV visam melhorar a interação vestibulovisual durante a movimentação cefálica, ampliar a estabilidade postural estática e dinâmica nas condições que produzem informações sensoriais conflitantes e diminuir a sensibilidade individual à movimentação cefálica (Ganança e Ganança, 2001; Rezende et al., 2003). A RV pode promover a cura completa em 30% dos casos e diferentes graus de melhora em 85% dos indivíduos (Ganança e Ganança, 2001). É importante ressaltar que esse problema atinge um número significativo de idosos, que vem aumentando gradativamente em todo o mundo. Sendo a tontura um dos sintomas sensoriais de maior incidência nos idosos, o objetivo desta pesquisa foi verificar os benefícios dos exercícios de RV por meio da avaliação pré e pós-aplicação do questionário Dizziness Handicap Inventory (DHI) - adaptação brasileira.

A ocorrência de alterações auditivas e vestibulares na população geriátrica justifica a realização sistemática da avaliação otoneurológica. O sucesso do tratamento da reabilitação labiríntica necessita da cooperação do paciente e de sua participação de forma ativa, causando um efeito psicológico positivo com a recuperação da segurança física e psíquica e conseqüente melhora da qualidade de vida.

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/saudeebemestar/51/labirintite+e+seus+disturbios+tambem+atacam+criancas
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Não encontro palavras! O que seria isso? AVC e AFASIA?


O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou derrame cerebral ou atualmente modificado para Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, ou seja, ocorre quando o sangue que sustenta o cérebro com oxigênio e glicose deixa de atingir a região, ocasionando a perda da funcionalidade dos neurônios.

Existem dois tipos de AVE:

-Isquêmico: É o mais comum e, na maioria das vezes, tem evolução benigna e transitória.

-Hemorrágica: Tem início súbito, não apresentam sintomas prévios e as seqüelas costumam ser graves permanentes.Os principais fatores de risco para o AVE são: Diabetes, doenças cardíacas, fumo, hipertensão arterial, anemia, enxaquecas, contraceptivos orais, obesidade, entre outros.



O tratamento é voltado conforme as manifestações em cada paciente.


Em fonoaudiologia, o paciente portador de um AVC, pode apresentar inúmeras alterações. Dentre as principais alterações está a AFASIA, que se caracteriza principalmente por:(conforme a extensão e localização da lesão cerebral ): perda total ou parcial das habilidades de articulação das palavras, a perda da fluência verbal, com dificuldade de expressão verbal, nomeação de objetos e repetição de palavras.

Na maioria dos casos, é muito difícil para alguém com afasia interpretar o que ouve. "É como se a pessoa, mesmo ouvindo, ficasse 'surda' para as palavras, por não reconhecer o significado das mesmas",A perda parcial ou total da capacidade de ler e escrever também fazem parte da sintomatologia do portador de afasia. Ele ainda pode não conseguir organizar gestos de forma a representar ou comunicar o que quer. "Por exemplo, o paciente não consegue, com gestos, mostrar o que deseja fazer ",

Nestes casos, além da correta identificação da causa do problema, é importante que se procure um fonoaudiólogo, que pode melhorar muito a qualidade de vida e capacidade de comunicação de um indivíduo portador de Afasia.Lembrando-se sempre que os três primeiros meses são os mais importantes na reabilitação do paciente; encurtando-se assim, o tempo de tratamento e aumentando suas chances de melhora.

Sendo assim, tenha sempre m profissional bem perto de você: Consulte seu fonoaudiólogo!!

Fonte: www.fonoaudiologia.med.br
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Mal de Parkinson


A doença de Parkinson é uma patologia neurológica que aparece como resultado de uma perda de neurônios pigmentados, localizados na substância negra do mesencéfalo. Estes neurônios têm como função à produção de dopamina como neurotransmissor. A dopamina exerce uma função inibidora importante no controle central dos movimentos. (BRUNNER, 2000: 1512) "É considerado uma síndrome extrapiramidal, na qual ocorre uma degeneração da substância negra, com envelhecimento de sua estrutura, sendo um processo lento, progressivo e irreversível"(MALTA, 1992 :01).As principais características clínicas, em fonoaudiologia, encontradas nos indivíduos com Doença de Parkinson são: - Disartria extrapiramidal (dificuldades na articulação dos sons, presença de distorção dos mesmos)... Aumento da velocidade da fala, redução da inteligibilidade de conversação... Redução da habilidade de elevar a língua e da integibilidade da descrição, movimentos incoordenados da língua na fala, Disfagia (dificuldades na alimentação, onde o idoso não consegue se alimentar).
Na Doença de Parkinson existe uma lesão no sistema extrapiramidal que é responsável pela regulação dos movimentos automáticos, assim como pela regulação do tônus e da postura. (MACHADO, 2000: 310). Uma lesão neste sistema, não provoca paralisia (ausência total dos movimentos), mas a presença de movimentos involuntários, espontâneos e alterações no tônus. Os distúrbios clínicos encontrados nos portadores de doença de Parkinson são: tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural.
"O parkinsonismo ocorre com maior freqüência a partir dos 50 ou 60 anos de idade, tem um início insidioso e é lentamente progressivo em todos os pacientes, embora o grau e o índice do desenvolvimento da doença variem de caso para caso." (MURDOCH, 1997: 206).
De acordo com (BITTENCOURT, TROIANO E COLLARES, VOL. 30, 2001: 38),esta doença acomete qualquer indivíduo independente de sua compopsição étnica - econômico - cultura e social. Aceita - se uma prevalência de 85 - 187 / 100.000 habitantes manifestando - se entre 50 - 60 anos de idade. Além disso, é aceito que 5 a 10 % dos pacientes com Doença de Parkinson possui um caráter familial hereditário de transmissão autossômica dominante.
"Homens e mulheres parecem ser igualmente afetados. O Parkinsonismo se coloca atrás das doenças cerebrovasculares e da artrite como a terceira doença crônica mais comum da faixa etária adulta avançada. A incidência e a prevalência aumentam com a idade, sendo mais comum entre a sexta e a oitava década de vida.

A expectativa de vida hoje é próxima da normal, mas há um risco duas vezes maior de morte estreitamente relacionada com as quedas devidas a distúrbios na macha."(JAIN e FRANCISCO, 2002: 1090).

De acordo com MURDOCH, 1997: 207, a Doença de Parkinson é essencialmente uma doença crônica de caráter progressivo, os sintomas costumam ter início insidioso e assimétrico. Esta patologia possui quatro grupos de sintomas essenciais, descritas como parte do contexto sintomático, a qual inclui: tremor, rigidez, bradicinesia e alterações do equilíbrio postural. O grau em que esses sinais ocorrem, variam de caso para caso.direito. O alimento pode percorrer o caminho errado, caindo no pulmão e desenvolvendo pneumonias aspirativas, com risco de óbito)redução de movimentos alternados da língua e babacão/sialorréia." (SIC) (MURDOCH, 1997).

Para uma boa qualidade de vida e manutenção do quadro do paciente, o fonoaudiólogo deverá efetuar uma avaliação, orientação familiar e tratamento com atuação multidisciplinar.Caso tenha observado dificuldades na alimentação, fala, organização do pensamento, audição e linguagem escrita , com momentos de pioras; talvez seja o momento de procurar auxílio fonoaudiológico.

Revolução contra o Mal de Parkinson

Implante de eletrodo no cérebro reduz os sintomas e dá qualidade de vida ao paciente
Rio - Com a ajuda de dois aparelhos, implantados no cérebro e no peito, pacientes que sofrem do Mal de Parkinson retomam a habilidade motora e a qualidade de vida. Método revolucionário no Brasil, a Cirurgia de Estímulo Cerebral Profundo ameniza sintomas como tremores, rigidez nos membros e lentidão. Há 16 anos com a doença, o ator Paulo José, 72, foi submetido ao procedimento, como O DIA mostrou ontem.


Médico responsável pela operação do ator, o chefe de neurocirurgia da Clínica São Vicente, Paulo Niemeyer, explica que o procedimento é recomendado para casos avançados, “quando remédios não apresentam mais resultado satisfatório”. Com o paciente acordado, um eletrodo, com fio de 15 cm, é introduzido no cérebro por um orifício no crânio, e acoplado ao local da lesão. Depois, sob anestesia geral, médicos fazem um corte superficial na pele para implantar bateria próximo ao peito.

“O eletrodo do cérebro fica conectado a bateria semelhante a marcapasso cardíaco. O paciente fica acordado para relatar os efeitos do eletrodo sobre os movimentos prejudicados”, explica o especialista.

REDE PÚBLICA SEM MATERIAL

Na rede privada, o procedimento é de altíssimo custo. Somente os aparelhos são avaliados em R$ 100 mil. O Hospital do Fundão é a única unidade pública do Rio credenciada pelo Ministério da Saúde para realizar a cirurgia. Apesar disso, porém, nunca recebeu o aparelho estimulador (eletrodo e bateria) para fazer de fato as operações, segundo o chefe da neurologia da unidade, Jorge Marcondes. Até hoje, o Fundão só fez três procedimentos, em que os pacientes entraram na Justiça para que o ministério enviasse o material. Marcondes afirma que a obtenção do equipamento é uma das lutas do hospital. O Ministério da Saúde não comentou o caso.

Parkinson é uma doença causada pela falta de dopamina, substância produzida pelos neurônios, que atua nos movimentos. A causa ainda é desconhecida, mas pode ser genética ou por intoxicação. Em geral a doença afeta pessoas com mais de 60 anos.

Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2009/10/revolucao_contra_o_mal_de_parkinson_42000.html
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Orientações aos familiares de Afásicos


Afasia é a perda total ou parcial da faculdade de se expressar pensamentos por meio da fala, escrita ou gestos, podendo também interferir na compreesnão daquilo que é falado. Ou seja, além do paciente possuir dificuldades na fala, escrita ou gestos; o mesmo pode também apresentar dificuldades em entender aquilo que as pessoas falam com ele. De nada tendo haver com um problema de inteligência ou dificuldades auditivas /surdez.

A Afasia pode ser consequências diversas: AVS, infartos, embolias, aneurismas, tumores cerebrais, plesando uma determinada área do cérebro responsável pelos movimentos voluntários e até mesmos involuntáios, dependendo do caso.

O tratamento é feito multidisiplinar :Médico, fonoaudiólogo e áreas afins a patologia.

A Afasia não gera apenas prejuízos na área de linguagem, mas também, na psicológica (os indivíduos se tornam introvertidos, mal-humorados ,nervosos, tristes e desanimados) o desejo sexual continua presente ,mas, a impotência para ereção pode aparecer; dentre outras características.

É sempre bom conversar com seu fonoaudiólogo para que possa melhor direcioná-lo, junto à equipe, a melhor conduta a ser praticada.



Nestes casos a famíia deverá ter conhecimento sobre:

- As perdas que o Afásico sofre no dia - a - dia e como ajudar

- Como pode melhorar a relação com o familiar em casa

- A melhora do paciente e sua recuperação depende da lesão e do quanto o mesmo é estimulado. É importante assim, dar sequência e sem faltar o tratamento, para não atrapalhar a organização cerrebral do paciente e sua melhora. Para tanto qualquer falta, poderá comprometer SERIAMENTE o desenvolvimento do paciente.

- Não tratar o paciente como criança.

- Respeite sua opinião e vontades, ele tem sentimentos como você. A independência futura dele começa pelas suas atitudes.

- Se o paciente possuir dificuldades em suas atividades íntimas,como o banho ou ir ao banheiro, procure um familiar que já o ajudava anteriormente para não constranger ainda mais o mesmo.

- Faça com que o mesmo retorne suas atividades paulatinamente, e aos poucos. Ex: Ao invés de ficar de pijama o dia todo, peça que o mesmo troque de roupas e ajude nas atividades fáceis em casa.

- Não obrigue o mesmo a participar de atividades que não queira.

- Evitar assuntos como doenças, cobranças, que possam atrapalhar o desenvolvimento do paciente.

- É normal ora o paciente responder corretamente, ora não conseguir. O importante é sempre encorajá-lo a participar.

- Mesmo que o paciente apresente dificuldades no manuseio de objetos, encorajálo a fazer sempre, mesmo que não saia 100 % correto. Ele chegará lá.

-Quanto a comunicação, sempre assente-se de frente ao mesmo, dando importância ao que o paciente fale.

- Quando a família perceber que o paciente estiver apresentando dificuldades para compreender uma açõa, faça uso de objetos concretos.Ex: Pergunte: "Que almoçar?-Segure o prato e pergunte!"

- Fale com o paciente com velocidade normal, sem cortar ou separar sílabas lentamente.

- Quando o pacienteestiver reunidos com muitas pessoas, fale uma pessoa de cada vez; falando semrpe frases curtas e simples.

- Quando não conseguir falar uma palavra ou se expressar muito bem, não cobre, apenas dê o modelo correto.

- Elogie seus progressos, nunca demosntre ansiedade ou critique.

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Qualidade de vida do idoso


A Fonoaudiologia atua com o paciente idoso (Fonoaudiologia Gerontológica), independente de sua idade cronológica, tem como objetivos principais:

1. Diagnosticar alterações auditivas (perda de audição progressiva e sua associação a possíveis patologias existentes), vestibulares (tontura, vertigem, desequilíbrio corporal);
2. intervir nos distúrbios da comunicação (Fala, leitura e escrita com prejuízos após alterações neurológicas);
3. Reequilibrar alterações mio funcionais (Mastigação, deglutição, respiração );
4. Evitar possíveis danos nos processos fonatórios e cognitivos (Doenças degenerativas/ manutenção da qualidade de vida);
5. Facilitar o retorno á alimentação por via oral, visando a reabilitação dos órgãos envolvidos com a aparelhagem fonatória, quando paciente está fazendo uso de sonda;
6. Diminuir ou evitar o uso de sondas enterais;
7.Evitar internação ou reinternação por recorrência ou ocorrência de pneumonia aspirativa, como por exemplo. Na Fonoaudiologia Gerontológica, o fonoaudiólogo atua com eficácia nas Síndromes Demenciais onde as principais alterações clínicas são: o comprometimento da memória e outros distúrbios como: apraxia, agnosia, afasia ou alterações da função executiva, também incluem déficit de atenção e concentração, alterações do comportamento e sinais psiquiátricos. Algumas formas de demências acontecem na doença de Alzheimer, doença de Pick, distúrbios degenerativos subcorticais, demências vasculares, neoplásicas, traumáticas, infamatórias, tóxicas e metabólicas, doenças mielínicas associadas às demências. O tratamento fonoaudiológico tem como objetivo: Preservar, manter e desenvolver a independência emocional, física e social do paciente (qualidade de vida);
» Favorecer atitudes que encorajem a individualidade do paciente com o adulto, sua dignidade, seu auto-respeito e sua capacidade de escolha;
» Buscar a adequação comportamental e o alívio do stress do paciente, dos familiares e cuidadores;
» Estimular a interação e aspectos de comunicação social;
» Promover um ambiente adequado para a realização das suas rotinas diárias;
» Melhorar a qualidade de vida em geral do idoso.
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Disfagia: Dúvidas frequentes


O que é disfagia?
É um conjunto de sintomas e características que afetam a qualidade de *deglutição (*a forma de engolir). A coordenação da deglutição envolve a participação de nervos e músculos da boca, face,garganta (laringe , faringe) até o estomago.

O que é pneumonia aspirativa?
Quando o alimento que entra pela boca, ao ser deglutidoengolido; entra na via aérea (via respiratória).
Ou quando o alimento que vem do estomago por meio do refluxo e vômito é aspirado no pulmão. Ambos podem ocasionar pneumonia aspirativa e levar o paciente à óbito.

Quais as causas mais comuns da disfagia?
Cãncer, acidentes automobilísticos, derrame (acidente vascular cerebral), doenças neurológicas infantis e do adulto, doenças gástricas do recém-nascido, criança ou adulto e até mesmo a retirada de estruturas responsáveis pela deglutição.

Existe apenas um tipo de disfagia?
Não, existem mais tipos. De acordo com a classificação geral, podemos ter:
Disfagia preparatória oral: dificuldade de obter o alimento, mastigá-lo, misturá-lo com saliva e formar o bolo alimentar.
Disfagia oral: dificuldade em controlar o bolo e transportar para região posterior da boca.
Disfagia faríngea: dificuldade na deglutição quando o alimento está na região posterior da boca e região superior da faringe (garganta). Dificuldade em fechar a aérea (respiração) à deglutição.
Disfagia esofágica: é caracterizada por dificuldade da deglutição quando o alimento já entrou no esôfago.

Como é tratado a disfagia?
Dependendo do grau de compremetimento se fará as escolhas de tratamento. Os seguintes profissionais estão envolvidos no tratamento: fonoaudiólogo, neurologista, pediatra, otorrinolaringologista, gastroenterologista, pneumologista, cirurgião de cabeça e pescoço, oncologista, radioterapeuta, dentista, , nutricionista, enfermeiro, psicólogo; entre outros. OPneumologista, gastro e fono; geralmente participam de todo o processo terapêutico.

Como a Fonoaudiologia trata a disfagia?
Realizando o Gerenciamento dos distúrbios da deglutição e da alimentação via oral por meio de exercícios terapêuticos, manobras facilitadoras e protetoras das vias respiratórias.
Também pode participar na realização dos exames complementares dos transtornos da deglutição (videofluoroscopia – exame dinâmico de imagem e nasofibroscopia de deglutição).

O que é alimentação terapêutica?
Quando a disfagia é severa e faz utiização de sondas, o paciente poderá deglutir em situações controladas, geralmente pela fonoaudióloga ou enfermeira treinada pela fonoaudióloga. A alimentação oral será ministrada em quantidade e consistência específica de acordo com a habilidade do paciente. A necessidade nutricional será suprida através da alimentação alternativa (sondas enterais ou gástricas). A medida que o paciente melhora, os membros da família e/ou cuidadores auxiliam nos treinos.

Se você se identificou com essas dúvidas e possui um conhecido nesta situação; mande suas dúvidas pelo site ou marque uma consulta!
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Colocar aparelho nos dentes e fazer fono? Será?


A Fonoaudiologia e a odontologia, são ciências que se completam, são grandes parceiras e devem caminhar juntas.

As alterações dentárias e ósseas podem interferir positivamente ou negativamente nas funções de mastigar, deglutir, falar e respirar. Assim como estas mesmas funções, quando não estão sendo realizadas de maneira adequada, podem causar ou contribuir para o surgimento de alterações dentárias.

A Fonoaudiologia tem como um de seus objetivos o restabelecimento destas funções visando o equilíbrio miofuncional e o dentista/ortodontista, reabilitar a parte óssea. Sendo assim, torna-se quase impossível separar essas duas áreas do saber.Ambas tem como objetivo principal o resultado que pode ser resumido num sistema estomatognático equilibrado, estável e uma face mais harmoniosa do ponto de vista estético.

Sendo assim, devemos sempre levar em consideração a tão discutida relação forma x função. Prioridade é a Ortodontia, quando a forma está interferindo na função. Prioridade é o tratamento fonoaudiológico, quando as funções estão interferindo na forma.

A Odontologia e a Fonoaudiologia trabalham em conjunto, quando as alterações das funções orofaciais estão, de alguma forma, interferindo no posicionamento dos dentes ou também para a retirada de hábitos bucais parafuncionais.

Sendo assim, a integração entre odontologia e fonoaudiologia tem como objetivo normalizar o equilíbrio estomatognático, garantindo o sucesso do tratamento ortodôntico.

COMO GARANTIR O SUCESSO DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO?

Como já falei acima, a integração entre odontologia e fonoaudiologia tem como objetivo normalizar o equilíbrio estomatognático, garantindo o sucesso do tratamento ortodôntico.

Quando tentamos corrigir a arcada dentária com aparelhos móveis ou fixos, seja por estética, funcionalidade ou ambos, não podemos esquecer de toda a musculatura envolvente e de todas as funções que a cavidade bucal realiza.

A fonoaudiologia avaliará como as partes moles (músculos) e funções de mastigação, deglutição, fala e respiração estão interferindo no trablaho do ortodontista;contribuindo consideravelmente para o sucesso do tratamento. Após avaliação, caso seja necessário intervenção, será traçado um planejamento individual e tratamento fonoaudiológico para a correção das alterações e adaptção a um novo padrão de vida do paciente.

O trabalho concomitante entre a fonoaudiologia e a ortodontia é necessário para que os músculos faciais se adaptem a nova situação dentária e não interfiram na movimentação dos dentes.

Sem essa integração fono-ortodontia, o tratamento poderá não só ficar lento, como o problema reincidir após a retirada do aparelho. Com isto, o trabalho da fonoaudiologia contribiorá para garantir ao seu paciente com alterações dentárias, uma cavidade bucal com movimentação equilibrada dos músculos, associada a uma arcada dentária com oclusão satisfatória, garantindo o sucesso do tratamento.
Nesta imagem, podemos observar o posicionamento da língua de forma errada, ou seja, no soalho da boca, desta forma a língua sendo um músculo bastante forte irá na deglutição, e também quando em repouso como está, apinhar o dentes deixando eles tortos e com o aspecto anterior antes do aparelho ortodôntico. A recidiva no tratamento é comum em 90% dos casos, caso o paciente não procure um tratamento fonoaudiológico.

Sendo assim, antes de reclamar que seu" tratamento ortodôntico está lento" ou que "você faz uso de aparelho há 10 anos e nunca termina" ; procure fazer uma avaliação fonoaudiológica e ortodontiva detalhada.
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Paralisia Facial - Onde encontrar ajuda?


A mímica facial tem um papel muito importante na manutenção da atenção do ouvinte ajudando na continuidade e manutenção do diálogo. Sendo assim, procuremos imaginar o impacto causado no indivíduo diante de uma alteração na face como é o caso das paralisias faciais.


O tratamento fonoaudiológico para estes casos ainda é desconhecido tanto no meio médico quanto para os pacientes, principalmente nos casos em que a causa é viral, quando se acredita na recuperação espontânea dos movimentos faciais.
O tratamento fonoaudiológico na recuperação dos movimentos faciais trouxe uma nova perspectiva ao tratamento da paralisia facial. A terapia fonoaudiológica miofuncional nas paralisias faciais é de grande sucesso em meio aos pacientes, pois , os mesmos se recuperam com facilidades e retomam sua vida normal; baseado na reabilitação funcional dos músculos faciais. Em tal abordagem, os músculos são estimulados por meio de exercícios que promovem a contração muscular. São realizados seis tipos de exercícios: estímulo frio, massagens tonificadoras, massagens indutoras, exercícios isométricos, e massagens isométricas; dentre outros procedimentos.


O trabalho muscular proposto deve ser iniciado o mais precocemente possível, mesmo nos casos de paralisias faciais de origem viral, com o objetivo de se retardar a atrofia muscular e aproveitar o período mais propício para a reinervação, impedindo-se níveis mais severos de degeneração do nervo facial. De acordo com estudos eletrofisiológicos, as células nervosas mantêm uma capacidade de regeneração funcional satisfatória até 21 dias após a instalação da paralisia facial, sendo que as células musculares permanecem viáveis à reinervação por até 18 meses.

Na fase final do tratamento, são realizados apenas exercícios de manutenção e simetria. Para os casos que apresentam contração muscular excessiva (hipercontratura) e movimentos associados (sincinesias) são reservadas as chamadas “massagens de estiramento” e o estímulo quente.
É importante que os exercícios indicados sejam realizados também em casa, permitindo ao paciente que se auto-ajude. Os resultados obtidos têm sido excelentes e em curto espaço de tempo, sobretudo quando o tratamento é iniciado precocemente, antes da degeneração do nervo.

Em uma primeira fase, são efetuados exercícios passivos, que têm a função de aumentar o tônus e preparar o músculo para sua contração voluntária. Depois, são introduzidos exercícios de contração muscular voluntária de forma isométrica, a fim de se estimular o maior número possível de unidades motoras.

Na fase final do tratamento, são realizados apenas exercícios de manutenção e simetria. Para os casos que apresentam contração muscular excessiva (hipercontratura) e movimentos associados (sincinesias) são reservadas as chamadas “massagens de estiramento” e o estímulo quente.
É importante que os exercícios indicados sejam realizados também em casa, permitindo ao paciente que se auto-ajude. Os resultados obtidos têm sido excelentes e em curto espaço de tempo, sobretudo quando o tratamento é iniciado precocemente, antes da degeneração do nervo.

Com a recuperação progressiva dos movimentos faciais e a melhora estética facial obtida, os pacientes sentem-se mais confiantes sendo estimulados a retomar suas atividades profissionais. O retorno da função da mímica facial contribui para o restabelecimento do equilíbrio e auto-estima do paciente que, por sua vez, sente-se motivado a realizar as atividades propostas em casa, favorecendo ainda mais o sucesso da terapia.



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Você é propenso ao TDHA?

Em adultos, a tabela elaborada pela Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva é bastante apropriada. Ela recomenda que sejam consideradas a frequência e a intensidade com as quais as situações ocorrem, devendo-se pensar em TDA/H se pelo menos 35 das opções forem positivas:


1° Grupo: Instabilidade da atenção


1. Desvia facilmente sua atenção do que está fazendo, quando recebe um pequeno estímulo. Um assobio do vizinho é suficiente para interromper uma leitura.

2. Tem dificuldade em prestar atenção à fala dos outros. Numa conversa com outra pessoa tende a captar apenas "pedaços" soltos do assunto.

3. Desorganização cotidiana. Tende a perder objetos (chaves, celular, canetas, papéis), atrasar-se ou faltar a compromissos, esquecer o dia de pagamento das contas (luz, gás, telefone, seguro).

4. Freqüentemente apresenta "brancos" durante uma conversa. A pessoa está explicando um assunto e no meio da fala esquece o que ia dizer.

5. Tendência a interromper a fala do outro. No meio de uma conversa lembra de algo e fala sem esperar o outro completar seu raciocínio.

6. Costuma cometer erros de fala, leitura ou escrita. Esquece uma palavra no meio de uma frase ou pronuncia errado palavras longas como "cineangiocoronariografia".

7. Presença de hiperfoco (concentração intensa em um único assunto num determinado período). Um TDA/H pode ficar horas a fio no computador sem se dar conta do que acontece ao seu redor.

8. Dificuldade de permanecer em atividades obrigatórias de longa duração. Participar como ouvinte de uma palestra em que o tema não seja motivo de grande interesse e não o faça entrar em hiperfoco.

9. Interrompe tarefas no meio. Um TDA/H freqüentemente não lê um artigo de revista até o fim, ou ouve um CD inteiro.



2° Grupo: Hiperatividade física e/ou mental


10. Dificuldade em permanecer sentado por muito tempo. Durante uma palestra ou sessão de cinema costuma mexer-se o tempo todo na tentativa de permanecer em seu lugar.

11. Está sempre mexendo com os pés ou as mãos. São os indivíduos que têm os pés "nervosos", girando suas cadeiras de trabalho, ou que estão sempre com suas mãos ocupadas, pegando objetos, desenhando em papéis ou ainda ajeitando suas roupas ou seus cabelos.

12. Constante sensação de inquietação ou ansiedade. Um TDA/H sempre tem a sensação de que tem algo a fazer ou pensar, de que alguma coisa está faltando.

13. Tendência a estar sempre ocupado com alguma problemática em relação a si ou com os outros. São as pessoas que ficam "remoendo" sobre suas falhas cometidas, ou ainda sobre os problemas de amigos ou conhecidos.

14. Costuma fazer várias coisas ao mesmo tempo. É a pessoa que lê e vê TV ou ouve música simultaneamente.

15. Envolve-se em vários projetos ao mesmo tempo. Um exemplo é a pessoa que tem várias idéias simultaneamente e acaba por não levar a cabo nenhuma delas em função desta dispersão.

16. Às vezes se envolve em situações de alto risco em busca de estímulos fortes, como dirigir em alta velocidade.

17. Freqüentemente fala sem parar, monopolizando as conversas em grupo. É a pessoa que fala sem se dar conta de que as outras estão tentando emitir suas opiniões (além de não se dar conta do impacto que o conteúdo do seu discurso pode estar causando a outras pessoas).



3° Grupo: Impulsividade


18. Baixa tolerância à frustração. Quando quer algo não consegue esperar, se lança impulsivamente numa tarefa, mas, como tudo na vida requer tempo, tende a se frustrar e desanimar facilmente.

19. Costuma responder a alguém antes que este complete a pergunta. Não consegue conter o impulso de responder ao primeiro estímulo criado pelo início de uma pergunta.

20. Costuma provocar situações constrangedoras, por falar o que vem à mente sem filtrar o que vai ser dito. Durante uma discussão, um TDA/H pode deixar escapar ofensas impulsivas.

21. Impaciência marcante no ato de esperar ou aguardar por algo. Filas, telefonemas, atendimento em lojas ou restaurantes podem ser uma tortura.

22. Impulsividade para comprar, sair de empregos, romper relacionamentos, praticar esportes radicais, comer, jogar etc. É aquela pessoa que rompe um relacionamento várias vezes e volta logo depois, arrependida.

23. Reage irrefletidamente às provocações, críticas ou rejeição. É o tipo de pessoa que explode de raiva ao sentir-se rejeitada.

24. Tendência a não seguir regras ou normas preestabelecidas. Um exemplo seria o trabalhador que teima em não usar equipamentos de segurança, apesar de saber da importância destes.

25. Compulsividade. Na realidade a compulsão ocorre pela repetição constante dos impulsos, os quais, com o tempo, passam a fazer parte da vida dessas pessoas, como as compulsões por compras, jogos, alimentação etc.

26. Sexualidade instável. Tende a apresentar períodos de grande impulsividade sexual alternados com fases de baixo desejo.

27. Ações contraditórias. Um TDA/H é capaz de ter uma explosão de raiva por causa de um pequeno detalhe (por mexerem em sua mesa de trabalho, por exemplo) numa hora, e poucos momentos mais tarde, ser capaz de uma grande demonstração de afeto, através de um belo cartão, flores ou um carinho explícito. Ou ainda ser um homem arrojado e moderno no trabalho e, ao mesmo tempo, tradicional e conservador no âmbito familiar e afetivo.

28. Hipersensibilidade. O TDA/H costuma melindrar-se facilmente. Uma simples observação desfavorável sobre a cor de seus sapatos é suficiente para deixá-lo internamente arrasado, sentindo-se inadequado.

29. Hiper-reatividade. Essa é uma característica que faz com que o TDA/H se contagie facilmente com os sentimentos dos outros. Pode ficar profundamente triste ao ver alguém chorar, mesmo sem saber o motivo, ao mesmo tempo que pode ficar muito agitado ou irritado em ambientes barulhentos ou em presença de multidão.

30. Tendência a culpar os outros. Um TDA/H muitas vezes poderá culpar outra pessoa por seus fracassos e erros, como o aluno que culpa o colega de turma por ter errado em uma questão da prova, já que este colega estava cantarolando baixinho na hora.

31. Mudanças bruscas e repentinas de humor (instabilidade de humor). O TDA/H costuma mudar de humor rapidamente, várias vezes no mesmo dia, dependendo dos acontecimentos externos ou ainda de seu estado cerebral, uma vez que o cérebro do TDA/H pode entrar em exaustão, prejudicando a modulação do seu estado de humor.

32. Tendência a ser muito criativo e intuitivo. O impulso criativo do TDA/H é talvez a maior de suas virtudes. Pode se manifestar nas mais diversas áreas do conhecimento humano.

33. Tendência ao "desespero". Quando um TDA/H se vê diante de uma dificuldade, seja ela de qualquer ordem, ele tende a vê-la como algo impossível de ser transposto e com isso sente-se tomado por uma grande sensação de incapacidade. Sua primeira reação é o "desespero". Só mais tarde consegue raciocinar e constatar o verdadeiro "peso" que o problema tem. Isso ocorre porque seu cérebro apresenta dificuldades em acionar uma parte da memória chamada funcional, cujo objetivo é trazer à mente situações vividas no passado e utilizá-las como instrumentos capazes de ajudar a encontrar saídas para as mais diversas problemáticas. Essa memória funcional parece ser bloqueada pela ativação precoce da impulsividade que, nesse tipo de pessoa, encontra-se hiperacionada.



4° Grupo: Sintomas secundários


34. Tendência a ter um desempenho profissional abaixo do esperado para sua real capacidade.

35. Baixa auto-estima. Em geral o TDA/H sofre desde muito cedo uma grande carga de repreensões e críticas negativas. Sem compreender o porquê disso, ele tende, com o passar do tempo, a ver-se de maneira depreciativa e passa a ter como referência pessoas externas e não ele próprio.

36. Dependência química. Pode ocorrer como conseqüência do uso abusivo e impulsivo de drogas durante vários anos.

37. Depressões freqüentes. Ocorrem em geral por uma exaustão cerebral associada às frustrações provenientes de relacionamentos malsucedidos e fracassos profissionais e sociais.

38. Intensa dificuldade em manter relacionamentos afetivos, conforme será visto na parte referente à dificuldade afetiva dos TDA/Hs.

39. Demora excessiva para iniciar ou executar algum trabalho. Tais fatos ocorrem pela combinação nada produtiva de desorganização aliada a uma grande insegurança pessoal.

40. Baixa tolerância ao estresse. Toda situação de estresse leva a um desgaste intenso da atividade cerebral. No caso de um cérebro TDA/H, esse desgaste apresentar-se-á de maneira mais marcante.

41. Tendência a apresentar um lado "criança" que aparecerá, por toda a vida, na forma de brincadeiras, humor refinado, caprichos, pensamentos mágicos e intensa capacidade de fantasiar fatos e histórias.

42. Tendência a tropeçar, cair ou derrubar objetos. Isso ocorre em função da dificuldade do TDA/H de concentrar-se nos atos e de controlar ou coordenar a intensidade de seus movimentos.

43. Tendência a apresentar uma caligrafia de difícil entendimento.

44. Tensão pré-menstrual muito marcada. Ao que tudo indica, em função das alterações hormonais durante esse período, que intensificam os sintomas do TDA/H. A retenção de líquido que ocorre durante os dias que antecedem a menstruação parece ser um dos fatores mais importantes.

45. Dificuldade em orientação espacial. Encontrar o carro no estacionamento do shopping quase sempre é um desafio para um TDA/H.

46. Avaliação temporal prejudicada. Esperar por um TDA/H pode ser algo muito desagradável, pois em geral sua noção de tempo nunca corresponde ao tempo real.

47. Tendência à inversão dos horários de dormir. Em geral adormece e desperta tardiamente, por isso alguns deles acabam viciando-se em algum tipo de hipnótico.

48. Hipersensibilidade a ruídos, principalmente se repetitivos.

49. Tendência a exercer mais de uma atividade profissional, simultânea ou não.



E, finalmente, o último critério, que não se enquadra em nenhum dos quatro grupos de sintomas, mas tem sua relevância confirmada pelos estudos que apontam participação genética marcante na gênese do TDA/H:



50. História familiar positiva para TDA/H.



Fonte: http://www.neurosapiens.com/ache.htm
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Teste para TDAH


Se os itens de desatenção da parte A (1 a 9) E/OU os itens de hiperatividade-impulsividade da parte B (1 a 9) tiver várias respostas marcadas como Freqüentemente ou Muito Freqüentemente, existem chances do indivíduo ser portador de TDAH (pelo menos 4 em cada uma das partes).

Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o diagnóstico. Por isso é muito importante saber que não podemos fazer diagnóstico de TDAH apenas com os sintomas descritos no ASRS-18.

Outros critérios precisam ser levados em conta como:

Critério A: Sintomas do questionário.

Critério B: Alguns desses sintomas devem estar presentes desde precocemente (para adultos, antes dos 12 anos).

Critério C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2 contextos diferentes (por ex., no trabalho, na vida social, na faculdade e no relacionamento conjugal ou familiar).

Critério D: Há problemas evidentes por conta dos sintomas.

Critério E: Se existe um outro problema (tal como depressão, deficiência mental, psicose, etc.), os sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele.

Entretanto, existem outros sintomas comuns observados com freqüência na prática clínica diária e que não constam na lista de sintomas do DSM-IV, como os listados abaixo:

1- Baixa auto-estima.

É comum adolescentes e adultos com TDAH terem uma impressão muito ruim sobre si mesmos. Eles têm a impressão correta de que não desenvolveram todo o seu potencial. Notam que são diferentes, que não conseguem acompanhar o grupo na escola pela desatenção, inquietude, irritabilidade e impulsividade, sendo geralmente vítimas de retaliação ou apelidos. Eles geralmente têm depressão, o que aumenta mais a baixa auto-estima. Muitos adultos não têm uma capacidade bem desenvolvida de perceber a si mesmos, com uma impressão que não condiz com a realidade.

2- Sonolência diurna.

Mesmo após uma boa noite de sono. É visto em crianças, jovens e adultos e a família fica surpresa como pessoas tão agitadas conseguem dormir como pedra , até no banco de trás do carro, por exemplo.

3- Pavio curto.

A capacidade de não explodir ou de não engolir sapo mesmo quando estas atitudes seriam necessárias, fica muito diminuída pela impulsividade e irritabilidade que o TDAH acarreta.

4- Necessidade de ler mais de uma vez para fixar o que leu.

Fazem uma leitura automática , ou seja, lêem sem entender a idéia global ou sem memorizar os temas importantes, apesar de compreenderem as palavras.

5- Dificuldade em levantar e se ativar para começar o dia.

6- Adiamento crônico das coisas.

7- Mudança de interesse o tempo todo. No início, as coisas são muito empolgantes e interessantes e logo se tornam chatas.

8- Intolerância a situações monótonas ou repetitivas.

9- Busca freqüente por coisas estimulantes, diferentes (buscadores crônicos)

10- Variações freqüentes de humor.

Russell Barkley, pesquisador de referência mundial em TDAH, descreve em seu recente livro as queixas mais freqüentes de adultos portadores de TDAH :

1) Desempenho escolar/ocupacional fraco relacionado com:

Deficiências na atenção prolongada para leitura, trabalho burocrático, palestras, etc.

Pouca compreensão da leitura

Aborrecimento fácil com tarefas ou materiais tediosos; Pouca organização, planejamento e preparação Procrastinação até iminência de prazos; Impaciência subjetiva; Pouca capacidade de iniciar e manter esforços em tarefas desinteressantes; Distração fácil quando o contexto exige concentração; Dificuldade para permanecer em um espaço ou contexto confinado, como reuniões prolongadas; Impulsividade nas decisões; Grande dificuldade para trabalhar sem supervisão; Grande dificuldade para escutar instruções com cuidado; Pouca capacidade de seguir instruções ou tarefas; Mudanças de trabalho impulsivas e freqüentes, demissões freqüentes; Baixas notas acadêmicas envolvendo habilidade; Atraso freqüente para o trabalho/compromissos Sentido fraco de tempo, uso do tempo deficiente; Dificuldade para pensar de forma clara e para usar julgamento sensato; Auto-disciplina geralmente fraca; Menos capacidade de perseguir objetivos do que outras pessoas.

2) Poucas habilidades interpessoais

Dificuldades para fazer amigos.

Problemas maritais significativos, maior probabilidade de se divorciar Comentários impulsivos a outras pessoas Sentimento súbito de raiva ou frustração Abuso verbal para com outras pessoas Descumprimento de compromissos Considerado autocentrado e imaturo pelos outros Não costuma considerar importantes as necessidades ou atividades de outros Pouca capacidade de ouvir Dificuldade para manter amizades ou relacionamentos íntimos

3) Problemas emocionais:

Auto estima baixa Distimia Temperamento impaciente Propensão a perturbação emocional Desmoralização com fracassos crônicos, geralmente desde a infância Transtorno de ansiedade generalizada Pouca regulação das emoções

4) Comportamento anti-social:

Transtorno de personalidade anti-social pleno Dependência/abuso de substâncias Mente e furta com mais freqüência Histórico de agressão física contra outras pessoas Maior probabilidade de realizar atividades ilícitas

5) Problemas com o comportamento adaptativo

Dificuldades crônicas no emprego Geralmente, menos formação educacional do que outras pessoas em seu nível de capacidade cognitiva Dificuldades financeiras, não quitação de contas no prazo, compras impulsivas e dívidas excessivas Maus hábitos na direção, acidentes de trânsito, multas, suspensões carteira com freqüência Considera-se menos adequado na paternidade/maternidade quando tem filhos Dificuldade para organizar/manter a casa.

Pouca capacidade para cuidar do lar

Rotinas pessoais e familiares mais caóticas Menos preocupações com a saúde, descuido com exercícios, dieta, controle peso Estilo de vida sexual mais arriscado Menor chance de usar contraceptivo no ato sexual, maior % gravidez precoce e DST Mais parceiros sexuais que pessoas não portadoras de TDAH (Russell A. Barkley & cols, 2008)

Vemos como são abrangentes os sintomas do TDAH no adulto, o que torna o seu diagnóstico um desafio, exigindo a presença de profissionais experientes para tanto.

Em 2011, talvez já tenhamos os critérios oficiais para o diagnóstico do TDAH em adultos, com o lançamento da DSM-V.

Conclusão:

A investigação científica sugere que os sintomas de TDAH podem persistir na idade adulta, com um impacto significativo nas relações interpessoais, na carreira profissional e mesmo na segurança pessoal dos indivíduos que apresentam esse transtorno. Por ser essa doença freqüentemente mal compreendida, muitos portadores não são corretamente tratados e, como conseqüência, nunca chegam a atingir seu potencial máximo.

Em parte, isso se deve ao fato de que esta doença é de difícil diagnóstico, especialmente em adultos. A Escala de Auto-Avaliação de TDAH em Adultos (ASRS V1.1) e seu sistema de classificação foram desenvolvidos em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Grupo de Trabalho sobre TDAH em Adultos, que incluiu a seguinte equipe de psiquiatras e pesquisadores: Lenard Adler, Médico Professor Associado de Psiquiatria e Neurologia Escola Médica da Universidade de Nova York Ronald Kessler, PhD Professor, Departamento de Planejamento de Cuidados de Saúde (Health Care Policy) Escola Médica da Universidade de Harvard Thomas Spencer, Médico Professor Associado de Psiquiatria Escola Médica da Universidade de Harvard A ASRS pode ser usada como um instrumento de diagnóstico de pacientes adultos com TDAH.

As informações provenientes deste diagnóstico poderão indicar a necessidade de uma avaliação clínica mais aprofundada. As perguntas da ASRS V1.1 são compatíveis com os critérios diagnósticos do DSM-IV e referem-se às manifestações dos sintomas de TDAH em adultos. O conteúdo do questionário reflete a importância que o DSM-IV atribui aos sintomas, incapacitação e história clínica para o correto diagnóstico.
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Atuação da Fonoaudiologia na Disfagia


Disfagia é um distúrbio da deglutição, em diferentes fases: preparatória oral, faríngea e esofágica, afetando crianças e adultos. A deglutição acontece de forma imprecisa e lenta, com diferentes alimentos. Não é uma doença e sim um sintoma de um AVC, ou , um traumatismo craniano; como por exemplo.


É também definida como uma dificuldade em deglutir ou uma sensação de comida "presa" na garganta ou no esôfago. As causas incluem a obstrução mecânica e os distúrbios na motilidade dos músculos da cavidade oral, da faringe ou esôfago. É útil distinguir a disfagia causada por doenças que afetam a orofaringe daquela que é devida a distúrbios esofágicos.

A disfagia orofaríngea pode ser causada por uma obstrução mecânica, mas geralmente resulta de motilidade no comportamento de origem neuromuscular.

Os pacientes podem apresentar uma regurgitação nasal e tosse durante a deglutição, como resultado de uma anormalidade na transferência do bolo alimentar da cavidade oral para o esôfago. Freqüentemente, existe evidência de um distúrbio neurológico generalizado, sendo a disfagia um deles e, possivelmente, a única manifestação.

A disfagia esofágica é mais freqüentemente devida a uma obstrução mecânica. Em muitos pacientes, é possível distinguir uma causa mecânica de uma anormalidade na motilidade através da obtenção de uma história cuidadosa.

Tipicamente, a obstrução mecânica é caracterizada inicialmente pela disfagia a sólidos e líquidos. A sua rápida progressão sugere fortemente um processo neoplásico.

Em contraste com a disfagia devida à obstrução mecânica, os distúrbios da motilidade esofágica estão geralmente associados a disfagia a líquidos e sólidos desde o seu estabecimento.

Os pacientes com comportamento da motilidade esofágica podem apresentar dor torácica e descobrir manobras, como deglutir repetidamente e a valsalva, que alivia a disfagia.

A progressão rápida não é um aspecto proeminente da disfagia devida a uma motilidade anormal. Pirose, perda de peso, regurgitação da comida, tosse e chiado ocorrem tipicamente com a obstrução esofágica, mas podem estar associados a uma motilidade anormal.

Os principais sintomas são:
» tosse, durante ou após deglutição ou "voz molhada";
» pigarro durante ou após deglutição;
» modificação na dieta (consistência, quantidade);
» presença de sialorréia;
» variação de peso;
» incoordenação respiratória enquanto dorme;
» mudança na postura de cabeça durante alimentação;
» utilização de algum medicamento.

As causas mais comuns da disfagia são problemas neurológicos como:
» AVC (acidente vascular cerebral) e TCE (traumatismo crânio encefálico);
» doença de Parkinson;
» mal de Alzheimer;
» miastenia grave;
» disfagia muscular;
» esclerose lateral amiotrófica (ELA);
» paralisia cerebral.A Reabilitação Fonoaudiológica trata-se de restabelecer a função normal, ou compensatória, fazendo com que o paciente consiga se alimentar normalmente e reduzindo a probabilidade da utilização ou indicação do uso de sonds para a alimentação; acontecendo em 2 níveis:1. A reabilitação propriamente dita, pode ser feita através das técnicas
» passivas e ativas 2. O gerenciamento das alterações de deglutição e treinamento junto ao paciente e familiares.

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Check List de Dislexia em adultos (Ian Smythe, adaptado por Jardini, 2003)

Check List de dislexia em adultos


Você responderia sim para:

1. Quando escrevendo você evita usar uma palavra porque não consegue saber sua ortografia?
2. Tem dificuldade para preencher formulários, gabaritos?
3. Tem dificuldade para ler livros?
4. Tem dificuldade em falar línguas estrangeiras, pronunciar palavras estrangeiras?
5. Tem dificuldade para entender línguas estrangeiras?
6. Tem problemas para soletrar o alfabeto?
7. Tem problemas para soletrar palavras sem erros?
8. É difícil entender jogos de palavras, trocadilhos, piadas?
9. Tem problemas com várias instruções ao mesmo tempo?
10. Confunde-se com recados telefônicos?
11. Perde números ao repeti-los?
12. Pronuncia errado palavras longas, na fala ou na leitura?
13. Esquece o nome das pessoas quando acaba de ser apresentado?
14. Perde a linha ao ler, tendo que usar os dedos ou a régua como apoio?
15. Comete erros na cópia?
16. Na escola, prefere instruções verbais, por desenho e diagramas, do que orais?
17. Pulando uma palavra na leitura, fica com a visão perturbada?
18. Sua velocidade de leitura é lenta?
19. Comete erros quando pensa rápido e fala rápido?
20. Tem dificuldade ao realizar tarefas que envolvam destreza manual?
21. É desajeitado?
22. Confunde ao escrever palavras de significado semelhante, como estante e armário?
23. Confunde palavras semelhantes na escrita, como mamadeira, madeira?
24. Acha difícil usar palavras na conversação, achar a palavra certa?
25. Troca ao falar palavras como mesa e cadeira, palavras de conteúdo semântico semelhante?
26. Quando lê troca palavras que possuem alguma semelhança, como obter por conseguir, médico por enfermeira?
27. Organiza seus pensamentos no papel de forma ruim?
28. Tem a caligrafia ruim?
29. É o último a ser convocado no time esportivo?
30. Tem dificuldade com as orientações direita/esquerda?
31. Tem dificuldade com leitura de mapas?
32. Ao organizar-se enfrenta problemas, sendo bagunceiro?
33. Perde chaves freqüentemente?
34. Esquece datas, horários e compromissos com freqüência?
35. Tem dificuldade em realizar cálculos sem ajuda dos dedos?
36. Tem idéias de soluções raras para os problemas, idéias criativas e inovadoras?
37. Tem dificuldade para memorizar tabuadas?
38. Quando lê em voz alta, acha mais difícil de compreender?

Resultados do Chek List

Observamos em nossa prática diária que os indivíduos ditos "normais" não respondem afirmativamente às questões anteriores, ou uma minoria delas, normalmente menos do que 9 questões. Quanto mais questões forem assinaladas, maior é a chance do indivíduo apresentar a dislexia. Temos observado que entre 10 e 15 respostas afirmativas, o grau da patologia pode apresentar-se leve, podendo ter passado desapercebido pelos pais e professores, mas que certamente causou ou ainda causa algum desconforto ao indivíduo. Respostas entre 15 e 25 questões assinaladas podem mostrar um grau moderado de dislexia, onde o indivíduo ressente-se de seu desempenho lexical e tenha talvez recebido atendimento, não necessariamente em área específica da leitura e escrita, como por exemplo, terapia psicológica. Acima de 25 respostas afirmativas teremos fortes indícios da presença da dislexia e os portadores certamente tiveram ou têm grandes dificuldades com a língua portuguesa e a vida escolar, evitando leituras, principalmente em público. Muitos relatam discriminações, inadequações, rejeição e fortes sentimentos de incapacidade, escolhendo profissões aquém de seu real valor. Certamente encontraram soluções para seus problemas ou ainda beneficiar-se-ão com o tratamento reabilitativo, voltado para suas queixas atuais.
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Método das Boquinhas


O Método Fonovisuoarticulatório, carinhosamente apelidado de Método das Boquinhas, utiliza-se além das estratégias fônicas (fonema/som) e visuais (grafema/letra), as articulatórias (articulema/Boquinhas). Seu desenvolvimento foi alicerçado na Fonoaudiologia, em parceria com a Pedagogia, que o sustenta, sendo indicado para alfabetizar quaisquer crianças e reabilitar os distúrbios da leitura e escrita. Parte das reflexões deste método foi proporcionada pelo contato com o “Programa de Mejoramiento de la Calidad y Equidad de la Educación” (MECE) – “Programa das 900 Escolas”, desenvolvido no Chile desde 1990, indicado pela UNESCO e estendido a outros países (Guttman, 1993). Sua fundamentação encontra-se também nos estudos de Dewey (1938), Vygotsky (1984, 1989), Ferreiro (1986), Watson (1994), entre outros, cujas idéias são resumidas numa percepção holística frente à alfabetização, tendo a visão da linguagem, como ponto focal da aprendizagem.

O ponto de partida do ser humano na aquisição de conhecimento reside na boca, que produz sons – fonemas, que são transformados em fala, meio de comunicação inerente ao ser humano. Para aquisição da leitura e escrita é necessário que os fonemas sejam decodificados/codificados em letras (grafemas), como é feito no processo fônico, trabalhando diretamente nas habilidades de análise fonológicas (Dominguez, 1994) e consciência fonológica e fonêmica (Capovilla e Capovilla, 2002; Santos e Navas, 2002), fator primordial e sine qua non no processo de alfabetização (Cardoso-Martins et al., 2005). Esse processo, bastante abstrato, deve ser favorecido por meio de intervenção pedagógica, mas por vezes torna-se incompreensível e dificultoso para alguns aprendentes.

Assim, acrescentamos os pontos de articulação de cada letra ao ser pronunciada isoladamente (articulemas, ou boquinhas), baseados nos princípios da Fonologia Articulatória – FAR, que preconiza a unidade fonético-fonológica, por excelência, o gesto articulatório (Browman e Goldstein, 1986; 1990; Albano, 2001), favorecendo a compreensão do processo de decodificação, por mecanismos concretos e sinestésicos, isto é, com bases sensoriais. Desta forma, a aquisição da leitura e escrita passaria a ser acessível a quaisquer tipos de aprendentes, de maneira simples e segura, pois bastaria uma única ferramenta de trabalho – a boca.

Mas não se trata somente de um método cinestésico, em que a chave da aprendizagem reside no movimento, como descrito por Fernald (1943), que usa o traçado das letras aliado aos sons, enfatizando a memória da sequência visual, nem somente um método fônico como os descritos por Hegge, Kirk e Kirk (1936) como fono-grafo-vocal ou o ITA (Initial Teaching Alphabet) (Pittman, 1963), ou o VAK (visual-auditivo-cinestésico), apresentado por Gilingham e Stillman (1973), em que há a associação do som ao nome das letras, usado em programas de educação especial, principalmente para surdos.

A proposta do Método das Boquinhas aproximou-se da posição teórica rotulada por distintos autores como "construtivismo" (Bednar et al., 1993), Coll et al. (1990; 1993), Ferreiro (1986), enquanto define a aprendizagem como um processo ativo no qual o significado se desenvolve sobre a base da experiência - que aqui se apresenta como a consciência fonoarticulatória, uma ferramenta segura e concreta para o aprendizado da leitura e escrita -, e o aluno construiria uma representação interna do conhecimento e estaria aberto à troca, uma vez que todos aprenderiam pela mesma ferramenta, ou seja, a boca.

A partir dos passos iniciais da aquisição da leitura e escrita – fator indispensável à continuidade escolar e regulador de sucesso e manutenção da autoestima, o Método das Boquinhas estimula a criança a usar, lidar e pensar a língua escrita a partir da boca. Esse mecanismo a auxiliará, futuramente, a desenvolver um automonitoramento e outras destrezas metacognitivas importantes para construir textos significativos, interpretá-los, identificar a informação mais importante, sintetizar e gerar perguntas (Cooper, 1993). Mas essas aquisições só serão possíveis, a partir da alfabetização, que confere ao indivíduo igualdade e condições de adaptação ao seu meio.

Os primórdios desse trabalho foram publicados em artigos científicos e apresentados em Congressos de Fonoaudiologia e Psicopedagogia (Jardini e Vergara, 1997; Jardini e Souza, 2002). Atualmente a obra Boquinhas conta com sete livros publicados, sendo os dois iniciais, Fundamentação Teórica (Jardini, 2003, em processo de atualização) e Caderno de Exercícios (Jardini, 2008), específico para sanar as trocas de letras e melhorar a qualidade da leitura; indicado para crianças e adultos já alfabetizados. Um livro de estudos clínicos, Passo a Passo (Jardini, 2004, 2009), propõe reflexão, análise e tratamento de casos que apresentam dificuldades e distúrbios de leitura e escrita.

A proposta dos livros Boquinhas na Educação Infantil(Jardini e Gomes, 2007) é trabalhar com a aquisição da leitura e escrita, em estágios iniciais desse desenvolvimento, com crianças de 4 a 6 anos, propiciando um trabalho preventivo de aquisição da linguagem. É fundamental que o educador conheça de maneira simples e prática os sons da fala (fonemas) e suas respectivas Boquinhas (articulemas), bem como os processos de consciência fonológica, fonêmica, processamento auditivo e visual, coordenação visuomotora, orientação visuoespacial e desenvolvimento cognitivo, para que possa promover com segurança o início do aprendizado da leitura e escrita e, porventura, lidar de maneira pedagógica, com seus desequilíbrios. Essa abordagem tem contribuído de maneira significativa para que a saúde (incluindo fala, voz e linguagem geral) dos alunos e educadores se mantenha, sendo observada por melhorias na autoestima e qualidade de vida, evitando-se desta forma, o excesso de encaminhamentos às clínicas de aprendizagem, ou seja, a patologização do ensino (Collares e Moysés, 1992;1993).

A proposta dos livros Alfabetização com Boquinhas (aluno e professor) (Jardini e Gomes, 2008), oferece aos educadores condições de formalizar o processo de aquisição da leitura e escrita a partir de pressupostos da fala, tornando a alfabetização simples e possível em curto espaço de tempo. São abordados todos os aspectos da leitura, bem como produção e interpretação de textos. Nesses volumes, o educador encontrará atividades e exercícios para o trabalho pedagógico com qualquer tipo de crianças e adultos, visando à aquisição da leitura e escrita.


Fonte: www.metododasboquinhas.com.br
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GAGUEIRA INFANTIL: Orientação aos professores


O professor deve ficar atento aos alunos que apresentam problemas na comunicação. Crianças que não gostam de ler na sala de aula, resistem para responder questões, que dizem frequentemente “não sei” quando questionadas sobre algo, podem estar evitando a gagueira.
Fique atento:


- A gagueira é considerada um distúrbio ou transtorno de fluência da fala e tem como características principais repetições de sons, sílabas ou palavras, bloqueios, prolongamentos e pausas durante a conversação.
- Estudos mostram que a gagueira ocorre devido dificuldade do cérebro sinalizar o término de um som ou uma sílaba e passar para o próximo.
-Crianças pré-escolares em fase de aquisição da fala e linguagem podem apresentar disfluência transitória. Tende a desaparecer aos 7 anos e o foco do trabalho é a prevenção e orientações aos pais, criança e escola.

Promovendo a fluência:
• Prestar atenção no conteúdo da fala e não à forma.
• Deixar o indivíduo terminar de falar antes de responder.
• Olhar para o indivíduo durante a conversa.
• Utilizar palavras apropriadas à idade do indivíduo.
• Evitar uso de frases longas /realização de muitas perguntas.
• Encorajar o indivíduo a falar.
Atitudes de impacto negativo:
• Falar ao indivíduo gago para relaxar, ficar calmo, pensar antes de falar.
• Falar para respirar (antes da fala).
• Chamar de gago, criticar ou corrigir a fala.
• Interromper a criança quando está falando.
• Apressar o indivíduo a terminar de falar.

Fonte: http://www.cfligiamotta.com.br/wp/?p=523
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Apnéia do Sono - A importância do tratamento

O QUE É O SONO?

Sono é o nome dado ao repouso que fazemos em períodos de cerca de 8 horas em intervalos de cerca de 24 horas. Durante esse período, nosso organismo realiza funções importantíssimas com consequências diretas à saúde, como o fortalecimento do sistema imunológico, secreção e liberação de hormônios (hormônio do crescimento, insulina e outros), consolidação da memória, isso sem falar no relaxamento e descanso da musculatura.

A IMPORTÂNCIA DO SONO

Passamos cerca de um terço de nossa vida dormindo. Dormir bem é essencial não apenas para ficar acordado no dia seguinte, mas, para manter-se saudável, melhorar a qualidade de vida e aumentar a longevidade. Nosso desempenho físico e mental está diretamente ligado a uma boa noite de sono. O efeito de uma madrugada em claro é semelhante ao de uma embriaguez leve: a coordenação motora é prejudicada e a capacidade de raciocínio fica comprometida, ou seja, sem o merecido descanso, o organismo deixa de cumprir uma série de tarefas importantíssimas. O que nos aconteceria se não dormíssemos?

Em estudo realizado pela Universidade de Chicago – EUA, onze pessoas com idades entre 18 e 27 anos foram impedidas de dormir mais de quatro horas durante seis dias. O efeito foi assustador. No final do período, o funcionamento do organismo delas era comparado ao de uma pessoa de 60 anos de idade. E os níveis de insulina eram semelhantes aos dos portadores de diabetes. Em pesquisas de laboratório, ratos usados como cobaias não aguentaram mais de dez dias sem dormir. A consequência: morte por infecção generalizada.

APNEIA DO SONO

É uma doença grave na qual paradas respiratórias (apneias) ocorrem repetidamente durante o sono. Estas paradas respiratórias provocam inúmeros microdespertares durante o período do sono, que duram poucos segundos e não ficam registrados na memória. É por isso que a pessoa nunca lembra desses microdespertares pela manhã. Quem está ao lado, costuma perceber, sendo muito difícil para o portador de apneia acreditar ou aceitar essa verdade, pois acha que dorme bem e durante toda à noite.

O ronco e simplesmente a tradução sonora que indica diminuição ou estreitamento da via aérea durante a passagem do ar. Se o referido estreitamento torna-se severo, objetiva-se o fechamento ou colapso da via aérea, resultado da apnéia. A apnéia é arbitrariamente definida como parada da respiração ou interrupção do fluxo aéreo por no mínimo 10 segundos. A Hipopnéia é definida como significante diminuição de oxigenação (dessaturação da oxihemoglobina) e/ou despertares transitórios.

As apnéias e hipopnéias são classificadas em três categorias (tipos): central, obstrutiva e mista, sendo as duas últimas as mais freqüentes e comuns.

Apnéia central ocorre como resultado de uma disfunção do sistema nervoso central (SNC) em gerar o devido estímulo para os músculos da caixa torácica, não se iniciando o esforço respiratório.

Apnéia Obstrutiva do Sono (AOS) ocorre quando o esforço respiratório é iniciado mas, o ar não chega a atingir os pulmões em decorrência da obstrução da via aérea. A passagem do ar pela via aérea se estende desde a nasofaringe (palato duro) até a laringe.

Apnéia Mista ocorre quando inicialmente não existe esforço inspiratório mas, subseqüentemente, quando o esforço é iniciado a apnéia persiste em decorrência do colapso da via aérea.


Indivíduos são considerados portadores da Apnéia do Sono quando o índece de Apnéia+Hipopnéia é superior a 5-10 eventos por hora. Usualmente utiliza-se a sigla IAH para refeir-se ao Índice de Apnéia+Hipopnéia.

A função dos microdespertares é de que a pessoa realize algum movimento que a faça voltar a respirar (estratégia utilizada pelo cérebro para manter a pessoa viva) e, em poucos segundos, volte a aprofundar o sono. Porém, em seguida, ocorrerá nova apneia, reiniciando o ciclo, e causando sucessivas interrupções durante todo o período em que a pessoa estiver dormindo. É este o responsável pelo cansaço e sonolência no dia seguinte.

Porém, é importante salientar que no início da doença o indivíduo ainda apresenta disposição, pois os sintomas não aparecem todos juntos. Com o passar do tempo, eles vão se somando e causando a piora no quadro.

Quando dormimos mal uma noite, precisamos de uma semana inteira dormindo bem, para podermos nos recuperar dela. A apneia do sono é a causa de grande maioria das doenças, devido a privação crônica do sono de boa qualidade. Dormir bem é fundamental para a produção de hormônios e outras substâncias.

É correto dizer: o que há nas farmácias como “remédios”, é produzido naturalmente pelo nosso corpo durante o sono, desde que seja um sono reparador. Quando dormimos mal, o sono se torna instável, superficial, insuficiente e de má qualidade, mesmo num período de 8 horas. Assim, não importa somente o número de horas na cama, mas a QUALIDADE DO SONO e QUE ELE SEJA REALMENTE REPARADOR. Para que isso ocorra, é imprescindível RESPIRAR BEM E OXIGENAR O CÉREBRO, O CORAÇÃO E O RESTANTE DO NOSSO ORGANISMO.

O QUE PROVOCA APNEIA?

A Apneia Obstrutiva do Sono é a grande e principal forma de apneia e é provocada por alterações anatômicas como o aumento das adenóides e amígdalas, pólipos nasais e aumento dos cornetos, palato caído e estreitamento da faringe.

Este distúrbio acontece quando a via aérea superior fica bloqueada durante o sono. O bloqueio acontece quando os tecidos do palato mole, da úvula (também conhecida como, campainha) e da garganta entram em colapso e fecham durante o sono, causando o bloqueio da via aérea superior e a ocorrência da apneia. É um problema físico que bloqueia mecanicamente a passagem do ar, e aí está seu grande perigo, pois acontece enquanto a pessoa está dormindo.

Pode ocorrer em qualquer idade, mesmo em pessoas magras ou com peso adequado.

Há muitos anos, achava-se que era uma doença que só ocorria em pessoas obesas e com pescoço grosso. Isso apenas denota o preconceito sobre a forma física, pois a apneia pode ocorrer em qualquer situação e é o que se constata no dia a dia em nossa vasta experiência clínica.


DOENÇA FREQUENTEMENTE CARACTERIZADA POR:

Ronco;
- Paradas na respiração enquanto dorme;
- Sensação de asfixia ou engasgo com o próprio ar ao acordar;
- Sonolência excessiva durante o dia;
- Boca seca;
- Cansaço ao acordar;
- Dor de cabeça;
- Dificuldade em perder peso;
- Ansiedade;
- Irritação;
- Mau hálito;
- Insônia;
- Pressão alta;
- Arritimia cardíaca;
- Angina;
- Impotência;
- Baixa libido;
- Alterações de memória e raciocínio;
- Baixo rendimento nas atividades diárias;
- Amargo na boca;
- Dor de garganta;
- Pele pálida ou azulada (Cianose);
- Sono agitado;
- Urina noturna (ter que levantar várias vezes à noite para urinar).

TRATAMENTO:

A Apneia do sono em estado avançado pode levar a acidentes, depressão e outras complicações. Por isso, é muito importante a prevenção e o tratamento precoce.

TRATAMENTO DA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO

Como o nome diz, o problema que causa esta doença é a OBSTRUÇÃO da passagem do ar e oxigênio necessários para mantermo-nos vivos, enquanto dormimos. O ar deve seguir livre através do nariz e da garganta até chegar aos pulmões com o volume e pressão corretos. Durante este percurso, os tecidos que se colocarem como bloqueadores, impedirão o fluxo normal da passagem deste ar e serão responsáveis pelo surgimento da apneia. Imagine que com a própria mão, você fecha o nariz e a boca por 30 segundos, umas 20 a 30 vezes por hora. Trazendo riscos e uma péssima qualidade de vida.

Qualquer tratamento médico deve ser muito bem compreendido para se ter SUCESSO. Para resolver a obstrução deve-se reposicionar os tecidos que estão no caminho do ar e do oxigênio.


TRATAMENTO COM CIRURGIA

Ainda nos dias atuais, a grande maioria dos portadores de apneia do sono permanecem sem tratamento. Nos últimos anos isso vem mudando e cada vez mais precocemente as pessoas tem procurado o tratamento médico.

A CIRURGIA É MUITO SIMPLES E DURA EM TORNO DE 30 MINUTOS, O PACIENTE É LIBERADO DO HOSPITAL NO MESMO DIA.


A técnica cirúrgica utilizada consiste no reposicionamento e plástica dos tecidos que estão obstruindo a passagem de ar nas vias aéreas.

TRATAMENTO FONOAUDIOLÓGICO PARA MELHORAR A APNEIA DO SONO.




Exercícios contra a apneia
Terapia alternativa reduz em 60% os sintomas de distúrbio respiratório do sono.


Um tratamento pouco convencional pode ajudar boa parte dos portadores da chamada síndrome da apneia obstrutiva do sono a dormir melhor: fazer diariamente uma série de exercícios físicos para fortalecer a musculatura da garganta em torno da língua, do palato mole (parte posterior do céu da boca) e das paredes laterais da faringe. Testada durante três meses em 31 pacientes do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor) de São Paulo que sofriam de um grau moderado de apneia, a nova abordagem diminuiu em cerca de 60% os sintomas desse disseminado problema de saúde, caracterizado por breves interrupções na respiração durante o sono que fazem a pessoa despertar momentaneamente mesmo sem se dar conta disso. Um indivíduo recebe o diagnóstico de apneia moderada quando apresenta entre 15 e 30 eventos de falta de ar por hora de sono. Os casos leves têm menos de 15 episódios por hora e os graves, mais de 30.
A redução expressiva no número de episódios de falta de ar é o principal dado que mostra os benefícios da terapia alternativa. Antes de participarem do estudo, os pacientes apresentavam, em média, 22,4 eventos de pausa na respiração por hora durante a noite. Ao fim do experimento, passaram a ter 13,7 interrupções por hora. Outros parâmetros ligados à qualidade geral do sono também melhoraram.
A intensidade e a frequência do ronco, muitas vezes associado à apneia, decresceram. A sonolência diurna regrediu. A circunferência média do pescoço dos voluntários do estudo encolheu cerca de 1 centímetro, abrindo assim mais espaço para o ar entrar e circular no sistema respiratório. “Provavelmente os exercícios também devem ser benéficos para quem tem apneia leve”, explica o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, coordenador do trabalho científico, cujas principais conclusões saíram num artigo publicado na edição de maio deste ano do American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine. Mas nos casos mais graves o tratamento alternativo não deve dar resultados e os doentes terão de continuar usando o CPAP, um aparelho portátil que regulariza a respiração durante o sono.
A ideia de testar o uso de exercícios na região da garganta para combater a apneia foi da fonoaudióloga Katia Guimarães, também autora do estudo científico, que dedicou sua tese de doutorado, defendida no InCor no ano passado, ao tema. Há uns dez anos, quando trabalhava em Botucatu na Universidade Estadual Paulista (Unesp), ela fez estudos em ca­dáveres e verificou que a sensação de ter um “bolo” na garganta, relatada por muitos pacientes com apneia, tinha relação com alterações anatômicas na região da orofaringe. Em seguida, constatou que o movimento constante de certos órgãos da boca poderia alterar a musculatura dessa área e ser benéfico. “Pensei que, por meio de exercícios executados durante o período de vigília, poderíamos melhorar o tônus da musculatura da via aérea superior e diminuir a apneia”, diz a fonoaudióloga.
A estratégia parecia pouco ortodoxa, mas ganhou impulso em 2005 quando o British Medical Journal publicou um artigo muito interessante sobre apneia. No trabalho, pesquisadores suíços mostravam que tocar um instrumento de sopro originário dos aborígenes australianos, o didgeridoo, que lembra um berrante, diminuía os sintomas da apneia. A relação entre as duas abordagens é clara para os pesquisadores. “Esse instrumento parece exercitar os mesmos músculos que a terapia testada no InCor”, comenta Lorenzi Filho.
Embora os primeiros resultados dos estudos sobre o emprego de exercícios bucais contra a apneia sejam promissores, a nova terapia ainda permanece com o status de experimental e não dever ser feita sem o auxílio de uma fonoaudióloga e supervisão médica. Até porque a execução de movimentos errados não produzirá os mesmos efeitos obtidos no trabalho científico. E há diferentes tipos de exercícios a serem feitos, envolvendo a língua, o palato mole, as bochechas, às vezes com o auxílio de uma escova de dentes ou de um dedo.



APNEIA DO SONO PODE SER TRATADA COM APARELHO INTRA-BUCAL



Os distúrbios do sono têm tratamento e cura, sendo que – independente da idade – é possível resolve-los. São várias as formas de tratamento, que passam pela denominada Medicina do Sono e também pela Odontologia do Sono. “Os pacientes realizam exames, seguem orientações e podem inclusive usar aparelhos intra-bucais, que aumentam o espaço da orofaringe e favorecem a respiração adequada, sem a obstrução das vias respiratórias”.

CASOS MAIS GRAVES SEM CIRURGIA O PORTADOR UTILIZA UM APARELHO PARA DORMIR



RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES


É importante lembrar que na identificação dos sintomas descritos, o médico deve ser consultado para que seja confirmado ou não o disgnóstico de Apnéia do sono. Uma boa parte da população sofre da doença e não sabe, algo perigoso tendo em vista os riscos que ela oferece a saúde.
Portanto, nada de pensar que é normal roncar ou ter um sono muito agitado. Apnéia é coisa séria e deve ser tratada como tal!




Autor: Marcos Pivetta
Fonte: FAPESP online
http://www.doutorpaulogodoy.com.br/
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