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Articulando com uso de Trava - Línguas: Auxílio na Dicção



Os trava-línguas fazem parte das manifestações orais da cultura popular, são elementos do nosso folclore, como as lendas, os acalantos, as parlendas, as adivinhas e os contos. O que faz as crianças repeti-los é o desafio de reproduzi-los sem errar. Entra aqui também a questão do ritmo, pois elas começam a perceber que, quanto mais rápido tentam dizer, maior é a chance de não concluir o trava-línguas. Esse tipo de poema pode ser um bom recurso para trabalhar a leitura oral, com o cuidado de não expor alunos com mais dificuldades. É nessa leitura que melhor se observa o efeito do trava-línguas e, dependendo da atividade, passa a ser uma brincadeira que agrada sempre. Os trava-línguas podem ainda ser escritos para criar uma coletânea de elementos do folclore e pesquisados em diferentes fontes: livros, sites na internet ou revistas de passatempos.
É usado na Fonoaudiologia como método alternativo para trabalhar a articulação de fala, melhorar a dicção e a estética. Resolvi postar aqui alguns exemplos de trava língua espero que vocês gostem!

Maria-Mole é molenga, se não é molenga,
Não é Maria-Mole. É coisa malemolente,
Nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.
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Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.
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O sabiá não sabia.
Que o sábio sabia.
Que o sabiá não sabia assobiar.
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O doce perguntou pro doce
Qual é o doce mais doce
Que o doce de batata-doce.
O doce respondeu pro doce
Que o doce mais doce que
O doce de batata-doce
É o doce de doce de batata-doce.
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Olha o sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro,
O sapo batendo papo
E o papo soltando o vento.
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A lontra prendeu a
Tromba do monstro de pedra
E a prenda de prata
De Pedro, o pedreiro.
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Disseram que na minha rua
Tem paralelepípedo feito
De paralelogramos.
Seis paralelogramos
Tem um paralelepípedo.
Mil paralelepípedos
Tem uma paralelepípedovia.
Uma paralelepípedovia
Tem mil paralelogramos.
Então uma paralelepípedovia
É uma paralelogramolândia?
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Lalá, Lelé e Lili
E suas filhas,
Lalalá, Lelelé e Lilili
E suas netas
Lalelá, Lelalé e LeLali
E suas bisnetas
Lilelá, Lalilé e Lelali
E suas tataranetas
Laleli, Lilalé e Lelilá
cantavam em coro
LALALALALALALALÁ.
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A aranha arranha a rã.
A rã arranha a aranha.
Nem a aranha arranha a rã.
Nem a rã arranha a aranha.
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Não confunda
Ornitorrinco com
Otorrinolaringologista,
Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com
Otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco
É ornitorrinco,
Ornitologista é ornitologista
E otorrinolaringologista é
Otorrinolaringologista.
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Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
Só no dia que sua tia
Chamar largatixa
de lagartinha!
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Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas.
Tira da boca da bica, bota na boca da bomba.
Bote a bota no bote e tire o pote do bote.
Quem a paca cara compra, paca cara pagará.
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O peito do pé de Pedro é preto.
Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto,
tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.
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O rato roeu a roupa do rei do Roma.
Rainha raivosa rasgou o resto.
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Se cada um vai a casa de cada um
é porque cada um quer que cada um lá vá.
Porque se cada um não fosse a casa de cada um
é porque cada um não queria que cada um fôsse lá.
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Lá de trás de minha casa
Tem um pé de umbu butando
Umbu verde, umbu maduro,
Umbu seco, umbu secando.
do filme "Central do Brasil"
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Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos,
quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.
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Três tigres tristes para três pratos de trigo.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.
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Em um ninho de mafagafos haviam sete mafagafinhos;
quem amafagafar mais mafagafinhos, bom amagafanhador será.
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O tempo perguntou pro tempo
quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu pro tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.
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Gato escondido com rabo de fora
tá mais escondido que rabo escondido
com gato de fora.
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Se o bispo de Constantinopla
a quisesse desconstantinoplatanilizar
não haveria desconstantinoplatanilizador
que a desconstantinoplatanilizaria
desconstantinoplatanilizadoramente.
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La vem o velho Felix com o fole velho nas costas.
Tanto fede o velho Felix, quanto o fole velho nas costas do velho Felix, fede
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Casa suja, chão sujo
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Se a liga me ligasse, eu também ligava a liga.
Mais a liga não me liga, eu também não ligo a liga
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Se o papa papasse papa
Se o papa papasse pão,
Se o papa tudo papasse
Seria um papa -papão
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Tres prato de trigo para tres tigres tristes!
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A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.

A mulher barbada tem barba boba babada e um barbado bobo todo babado!
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A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões
que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...
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Atrás da porta torta tem uma porca morta.
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A naja egípcia gigante age e reage hoje, já.
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A babá boba bebeu o leite do bebê.
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A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.
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Bagre branco, branco bagre.
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Bote a bota no bote e tire o pote do bote.
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Caixa de graxa grossa de graça.
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Cozinheiro cochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo.
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Chega de cheiro de cera suja.
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Devora Dor Doída, Distante Da Dor Desmedida, Daquilo Dista Dimensões, Do Devorador Disto!
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É preto o prato do pato preto.
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É muito socó para um socó só coçar.
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E a Rosa Rita Ramalho do rato a roer se ria !!!!
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Eu cantarolaria, ele cantarolaria, nós cantarolaríamos, eles cantarolariam.
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Eu congelo a água gelada com gelo que tem selo à prova d'água.
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Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.
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Essa trava é uma trova prá te entravar. Entravar com uma trova é uma trava de lascar!
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Essa pessoa assobia, enquanto amassa e assa a massa da paçoca de amendoim.
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Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.
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Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.
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Gato escondido com rabo de fora
tá mais escondido que rabo escondido com gato de fora.
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Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado Luzia.
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Não sei se é fato ou se é fita,
Não sei se é fita ou fato.
O fato é que você me fita
E fita mesmo de fato.
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0 desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria
as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.
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O marteleiro acertou Marcelo com o martelo. Martelo, marteleiro, martelada, Marcelo, dor que não quero!
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O padre pouca capa tem, porque pouca capa compra.
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O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.
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O tatuador tatuado tatuou a tatua do tatu. Tatua tatuada enfezada, tatuou o tatu e o tatuador já tatuado!
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Pardal pardo, por que parlas? Parlo porque sempre parlei, porque sou pardal pardo, parlador del-rei.
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Para ouvir o tique-taque, Tique-taque, tique-taque, Depois que um tique toca E que se toca um taque.
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Pôr o rabo de barro num burro sem rabo.
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Rebola reboladeira, menina reboladora. Rebolando é que se rebola, cuidado para não pegar o "amigo" do ébola!
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Sabia que a mãe do sabiá não sabia que o sabiá sabia assobiar?
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Se a liga me ligasse, eu ligava a liga, mas como a liga não me liga, eu não ligo a liga.
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Língua custosa eu sei falar água cheira chitangua tanguarita oratangua.


Fonte:www.recantodasletras.com.br
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Tratatamento e Intervenção para TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)

Como postei anteriormente sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade citei alguns métodos e tratamentos à respeito, gostaria de deixar aqui a continuidade da matéria. Caso queiram mais assuntos específicos sobre a patologia, deixem seus comentários e dúvidas.


O TDAH é uma patologia pouco conhecida, difícil de detectar e fácil de confundir. A complicação do tipo neurológico se desencadeia em idades compreendidas entre os 3 e 4 anos, alcançando o nível mais crítico aos 6. Os especialistas apontam que as crianças com hiperatividade não tratadas a tempo, terão problemas na adolescência, sofrerão problemas para relacionar-se e inclusive fracasso escolar. No entanto, um tratamento contínuo à medida que a criança vá crescendo, permitirá que o transtorno melhore, e inclusive que se consiga controlar.

A grande dificuldade que apresentam as crianças para atender, selecionar, manter, e controlar a atenção aos estímulos que lhes apresentam, assim como a excessiva agitação que apresentam, justificam a necessidade de uma ajuda e de um acompanhamento profissional. Um especialista ajudará a criança a adquirir hábitos e estratégias cognitivas para que seu desenvolvimento social, familiar, escolar, etc., esteja à altura de suas capacidades. O tratamento tem como objetivo:

- Melhorar ou anular os sintomas do transtorno.

- Diminuir ou eliminar os sintomas associados.

- Melhorar a aprendizagem, linguagem, escrita, relação social e familiar.

Para isso, o especialista empregará, segundo o caso, informação exaustiva aos pais e professores, tratamento farmacológico (imprescindível em 7 de cada 10 crianças), e tratamento psicopedagógico e fonoaudiológico.

Não se deve esquecer que os pais desempenham papel fundamental durante o tratamento. As crianças hiperativas necessitarão muito apoio, compreensão, carinho, e sobretudo muita paciência para que pouco a pouco consigam desenvolver seu dia-a-dia com normalidade.


MEDICAMENTOS



Ritalina (metilfenidato) é a alternativa medicamentosa mais comum para TDAH e hiperatividade. Uma das preocupações mais usuais quando se tem um diagnóstico de TDAH – ou mesmo quando há apenas desconfiança diz respeito ao uso de medicação. Perguntas comuns são: Vou tomar Ritalina? Preciso mesmo tomar o remédio? O remédio vicia? É para sempre?


A faixa preta sempre assusta. É uma reação extremamente comum, devido a perguntas não respondidas, a medos não resolvidos, preconceitos e falta de informação. É preciso conhecer os prós e contras reais do tratamento TDAH com medicação.


Sempre que há recomendação de medicação, ela deveria fazer parte de um plano mais amplo de tratamento. Em muitos casos, é possível seguir o tratamento sem medicação, recorrendo a Psicoterapia Comportamental-Cognitiva, Coach Comportamental e Neurofeedback. Por esta razão, é importante que a avaliação e o plano de tratamento sejam feitos por especialistas.



Vou tomar Ritalina?

Esta é uma resposta que não pode ser dada antecipadamente. A Ritalina é uma das medicações mais comuns para TDAH, mas não é a única. A decisão em prescrever Ritalina – ou outra medicação indicada – é baseada em uma análise das particularidades do caso em questão. O tratamento de TDAH não é definido a priori, antes de uma avaliação extensa – ou, pelo menos, jamais deveria ser.


Preciso tomar mesmo o remédio?

Esta é uma decisão pessoal, que cabe a cada um. Algumas pessoas preferem não tomar medicação sempre que possível – o que não se limita à Ritalina. Pessoas assim tendem a preferir outras alternativas de tratamento, deixando a medicação como último recurso.

Cabe aos profissionais envolvidos com o cliente apresentar um leque de possibilidades, com seus prós, contras, possíveis conseqüências e curto e longo prazo, para que a melhor escolha possa ser feita.

Se o paciente sentir-se insatisfeito ou inseguro com as prescrições e recomendações dos profissionais que o atenderem, deve procurar uma segunda (ou até mesmo terceira) opinião. O tratamento de TDAH é de longo prazo, portanto o paciente precisa estar seguro a respeito das decisões tomadas.

Quais são os efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais mais comuns são perda de apetite, taquicardia, boca seca. Normalmente estes efeitos são leves e devem desaparecer rapidamente. No caso de crianças com altura inferior à esperada para a idade, problemas de crescimento ou hormonais, o uso da medicação pode não ser recomenado.

É para sempre?



Não se pode falar em cura do TDAH – como não se fala, por exemplo, em cura do diabetes. É uma condição que pode e deve ser mantida sob controle.



O efeito da medicação é provisório – permanece pelo tempo que a substância estiver no organismo. No caso da Ritalina, o efeito de 10 mg dura em torno de 4 horas. Quando o efeito do remédio acaba, todos os sintomas retornam.



Se a escolha pelo tratamento é baseada exclusivamente em drogas psicoestimulantes (o caso da Ritalina), não há perspectivas em abandonar a droga. Ou seja, um tratamento com remédio - ritalina ou outro - é um tratamento para o resto da vida.



Esta é a principal razão pela qual muitas pessoas são contra a alternativa medicamentosa - há o desejo de libertar-se, a si ou a seus filhos, de um tratamento com droga psicotrópica sem prazo para terminar.



A Ritalina possui efeito imediato e muito eficaz. Entretanto, ela não ensina nada à pessoa – quando seu efeito acaba, tudo volta ao estado inicial. Outras alternativas, como o Neurofeedback, a Psicoterapia Comportamental-Cognitiva e o Coach Comportamental levam a ganhos permanentes, pois envolvem processos de aprendizagem e, desta forma, preparam a pessoa para lidar melhor com as limitações do TDAH ou até mesmo a superá-las.



É preciso ressaltar que o fato da Ritalina produzir efeitos limitados não significa que ela não deva ser usada como parte de um plano de tratamento, quando corretamente indicada. Significa, antes, que qualquer modalidade de tratamento deve levar em conta tanto o alívio dos sintomas quanto a necessidade de desenvolver no cliente novos padrões de comportamento, que o habilitem a lidar de forma mais eficaz e sustentada com as restrições do TDAH.

No IPDA - Instituto Paulista de Déficit de Atenção a avaliação de cada caso é conduzida com extremo cuidado, envolvendo as áreas comportamental, cognitiva, emocional e fisiológica. Sempre que necessário, solicitamos colaboração interdisciplinar de psicoterapeutas comportamentais, neurologistas, neuropediatras, psiquiatras, fonoaudiólogos e psicopedagogos. Com toda esta rede de apoio, podemos chegar a um plano de tratamento que é analisado e discutido em conjunto com o cliente, levando em conta suas preferências e disponibilidade.


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Hiperatividades como Lidar
Levados da Breca (Marco A. Arruda)
Tendência à Distração


Fonte: Mental Help
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TDAH - DÉFICIT DE ATENÇÃO - MITO OU REALIDADE?

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Esta doença existe mesmo? Existe um quadro clínico chamado de TDAH ou são comportamentos normais da criança? É TDAH ou é outra doença?

Numa prova de múltipla escolha, todas acima estariam corretas, dependendo da criança e da situação.
TDAH é uma doença? Sim. Porém, existe muita confusão a respeito.
No meio científico médico se discute se o TDAH está sendo diagnosticado em excesso atualmente ou se estaria sendo sub-diagnosticado, ou seja, se muitas crianças com o transtorno estariam deixando de ser diagnosticadas e tratadas.
Novamente a resposta é que ambas estão corretas.
Mas como um transtorno pode estar sendo diagnosticado em excesso e sub-diagnosticado ao mesmo tempo???
Isto realmente ocorre, mas em situações diferentes. O TDAH é sub-diagnosticado quando sabemos que sua prevalência é em torno de 5-6% das crianças em idade escolar. Ou seja, muitas crianças têm o o transtorno, mas não são diagnosticadas.
Normalmente, apenas aquelas que perturbam a aula, são agressivas ou muito desafiantes ou ainda apresentam problemas no aprendizado é que são encaminhadas para avaliação médica.
Já o TDH é excessivamente diagnosticado quando crianças com qualquer outro problema são taxadas de portadoras de déficit de atenção e/ou de hiperatividade. E o que é pior, são tratadas como sendo portadoras destes distúrbios.
Sabe o que acontece? É que se “convencionou” dizer que qualquer criança que tem problemas na escola tem “déficit de atenção”. Se não se alfabetiza, se não aprende matemática, se é agressiva, se tem problemas de relacionamento, se se isola, se peturba a aula ou qualquer comportamento problemático é rotulado de déficit de atenção ou TDAH.
Esquecemos que muitos outros transtornos podem se manifestar com estes sintomas, como os transtornos de linguagem, de conduta, os transtornos específicos do aprendizado, transtornos afetivos (bipolares), medos fóbicos, psicoses, retardo mental (déficit intelectual) e autismo.
MUITO CUIDADO! E o pior é que este erro não é cometido apenas por pais e professores. Muitos profissionais que trabalham com as crianças cometem os mesmos erros de diagnóstico e interpretação (incluindo psicólogos, fonos, terapeutas, médicos em geral e, inclusive, neurologistas e psiquiatras).


PERFIL DO ADOLESCENTE COM DÉFICIT DE ATENÇÃO (SEM HIPERATIVIDADE) QUE, GERALMENTE, NÃO É DIAGNOSTICADO.
Pensamentos de uma menina de 13 anos sobre a escola:

“Minhas mãos doem quando eu escrevo.''
''Eu não gosto de escola.''
''Minha carga de deveres de casa normalmente é excessiva e impraticável.''
''Tenho dores de cabeça quando as pessoas tentam explicar as coisas mais difíceis pra mim, fico confusa.''
''Eu não tenho boa escrita.''
''Eu sinto que estou “voando” quando as pessoas falam em sala de aula.''
''Eu acho que eu deveria estar fazendo coisas melhores do que sentar lá tentando compreender o que as pessoas estão explicando.''
''Eu não tenho hábitos de estudo muito bons. ''
''Eu me sinto muito idiota em sala de aula quando todos os demais entendem as coisas e eu não.''
''Eu fico louca que o dia termine e muitas vezes eu olho para o relógio.''

O que é tão marcante aqui é que ninguém pensou que a menina tinha sintomas de um transtorno de atenção. Ela não apresentava um problema de comportamento em sala de aula, o professor não a considerava distraída e ela nunca reclamou da escola como sendo difícil para ela. O foco permaneceu no fato dela não gostar da escola e na sua competência acadêmica ou num provável transtorno de atenção.

COM QUE IDADE A CRIANÇA PODE SER DIAGNOSTICADA?

Não há uma idade limite.
Nos Estados Unidos existe uma associação para a pesquida de doenças emocionais e comportamentais da infância, chamada 0 to 3 – Diagnostic Classification os Mental Health and Developmental Disorders of Infancy and Early Childhood (0 a 3 – Classificação Diagnóstica de Saúde Mental e Transtornos do Desenvolvimento na Infância).
Esta associação descreve vários transtornos da infância, dentre eles, o TDAH. Portanto, é possível diagnosticar transtornos mentais e do desenvolvimento antes dos 3 anos.

Avaliação para crianças com suspeita de TDAH inclui:

· Entrevista com os pais e com a criança.
· Avaliação das funções executivas da criança (déficit nas funções executivas é um sintoma com elevada frequência em crianças com TDAH e, provavelmente, o aspecto central da patologia).
· Testagem da atenção através de teste computadorizado de atenção (“Continuous Performance Test” – CPT).
· Testagem da memória de trabalho e da velocidade de processamento (déficits nestas funções estão associados com os problemas de aprendizado nas crianças com TDAH).
· Avaliação da psicopatologia global, a fim de verificar a existência de patologias associadas e fazer o diagnóstico diferencial.
· Funcionamento global da criança (para avaliar o impacto da doença sobre o funcionamento e a capacidade adaptativa da criança).

Após a avaliação os pais recebem os resultados e as orientações sobre os possíveis tratamentos e encaminhamentos terapêuticos.
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Fonoaudiologia no Mal de Alzheimer


Com o crescimento da expectativa de vida a atuação fonoaudiológica é cada vez mais freqüente em doenças progressivas, degenerativas como a Doença de Alzheimer , que acometem com maior prevalência a crescente população idosa.

Surge então a necessidade do conhecimento real, claro e principalmente científico para que a fonoaudiologia possa dispor de suas técnicas e procedimentos em favor da qualidade de vida do portador da Doença de Alzheimer, contribuindo efetivamente para o precoce diagnóstico, através do conhecimento de sua sintomatologia cognitiva inicial, e para o tratamento, pois como veremos a seguir as principais queixas são referentes ao distúrbio de linguagem que progressivamente se instala.

Relato de uma Demência

Uma mulher de mais de 50 anos foi internado em um hospital por causa do comportamento cada vez mais estranho. Sua família informou que ela tinha vindo a manifestar problemas de memória e
fortes sentimentos de inveja. Ela também tornou-se desorientado em casa e estava escondendo os objetos. Durante um exame médico, a mulher era incapaz de se lembrar
nome de seu marido, o ano, ou quanto tempo ela tinha estado no hospital. Ela sabia ler, mas não parece entender o que leu, e ressaltou a
palavras de uma forma invulgar. Às vezes ela ficou agitada e parecia ter alucinações e medos irracionais. Auguste Deter foi a primeira pessoa relatado (em 1901) para ter a forma de demência, agora conhecida como doença de Alzheimer. A doença é nomeada após Alois
Alzheimer, o médico alemão que primeiro o descreveu. A doença de Alzheimer é a principal causa de demência. Depois de Auguste Deter morreu em 1906, os médicos examinaram
seu cérebro e descobriram que ele parecia encolhido e continha várias características incomuns, incluindo pedaços de placas estranhas e fibras de proteína chamada emaranhado
no interior das células nervosas.

Qual é a demência?

A demência não é uma doença específica. É um termo descritivo para um conjunto de sintomas que podem ser causados ​​por uma série de distúrbios que afetam o cérebro.
Pessoas com demência têm significativamente prejudicada funcionamento intelectual que interfere com as atividades normais e relacionamentos. Eles também perdem
capacidade de resolver problemas e manter o controle emocional, e podem sofrer alterações de personalidade e problemas comportamentais como agitação, delírios,
e alucinações. Embora a perda de memória é um sintoma comum de demência, perda de memória por si só não significa que uma pessoa sofre de demência. Médicos diagnosticam
demência se duas ou mais funções do cérebro - tais como a memória, habilidades de linguagem, percepção, ou habilidades cognitivas, incluindo o raciocínio e julgamento - são
significativamente prejudicada, sem perda de consciência.

Doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência em pessoas com 65 e mais velhos. Especialistas acreditam que até 4 milhões de pessoas nos Estados Unidos
actualmente vivem com a doença: uma em cada dez pessoas com idade acima de 65 anos e quase metade das pessoas acima de 85 têm a doença de Alzheimer. Pelo menos 360 mil norte-americanos
são diagnosticadas com a doença de Alzheimer a cada ano e cerca de 50.000 são relatados para morrer com ele. Na maioria das pessoas, os sintomas da doença de Alzheimer aparecem depois
60 anos de idade. No entanto, existem algumas formas de início precoce da doença, geralmente ligado a um defeito genético específico, que pode aparecer logo aos 30 anos de idade. Alzheimer
doença geralmente causa um declínio gradual nas habilidades de pensamento, geralmente durante um período de 7 a 10 anos. Quase todas as funções cerebrais, incluindo memória,
movimento, linguagem, julgamento, comportamento e pensamento abstrato, são eventualmente afetadas.

A doença de Alzheimer é caracterizada por duas anomalias no cérebro: as placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. placas amilóides, que são encontrados no
tecido entre as células nervosas, são aglomerados incomum de uma proteína chamada beta-amilóide, juntamente com pedaços de degeneração dos neurônios e outras células. Neurofibrilares
emaranhados são feixes de filamentos torcidos encontrados dentro dos neurônios. Esses emaranhados são maioritariamente compostas por uma proteína denominada tau. Em neurônios saudáveis, a proteína tau
auxilia no funcionamento dos microtúbulos, que são parte do suporte estrutural da célula e fornecer as substâncias ao longo da célula nervosa. No entanto, em
A doença de Alzheimer tau, é alterado de uma forma que faz com que ele toque em pares de filamentos helicoidais que coletam em confusões. Quando isso acontece, o
microtúbulos não podem funcionar corretamente e se desintegram. Este colapso do sistema do neurônio de transporte podem prejudicar a comunicação entre as células nervosas
e levá-los a morrer. Os investigadores não sabem se as placas amilóides e emaranhados neurofibrilares são prejudiciais ou se são apenas efeitos colaterais da doença
processo que danifica os neurônios e provoca os sintomas da doença de Alzheimer. Eles sabem que as placas e emaranhados normalmente aumentam no cérebro como a doença de Alzheimer progride.




Nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, os pacientes podem sofrer perda de memória, lapsos de julgamento e sutis mudanças na personalidade. Como o transtorno
progride, problemas de memória e linguagem piorar e os pacientes começam a ter dificuldade para realizar atividades da vida diária, tais como equilibrar um talão de cheques ou
lembrar de tomar os medicamentos. Eles podem tornar-se desorientado sobre locais e horários, podem sofrer desilusões (como a idéia de que alguém está roubando-lhes
ou que o cônjuge está sendo infiel), e pode tornar-se irritadiço e hostil. Durante as fases tardias da doença, os pacientes começam a perder a capacidade
para controlar as funções motoras, tais como deglutição, ou perder o controle da bexiga e do intestino. Eles acabam por perder a capacidade de reconhecer membros da família e de falar. Como
a doença progride, começa a afetar as emoções da pessoa e do comportamento e desenvolvem sintomas como agressividade, agitação, depressão, insônia,
ou ilusões. Em média, os pacientes com doença de Alzheimer vivem de 8 a 10 anos após serem diagnosticados. No entanto, algumas pessoas vivem contanto que 20 anos.
Pacientes com doença de Alzheimer freqüentemente morrem de pneumonia de aspiração, porque eles perdem a capacidade de engolir tarde no curso da doença.

Na Doença de Alzheimer o quadro surge de modo insidioso porém o decorrer da Doença pode ser dividido em fases:

Durante a Fase Inicial pode ser observado:

• Perda da memória recente e fixação;
• Dificuldade para aprender e reter novas informações;
• Falta a abstração;
• Dificuldade progressiva para as AVDs;
• Dificuldade em lembrar de nomes e não guarda mensagens simples;
• Pode relatar momentos de desorientação têmporo-espacial;
• Boa coordenação porém pode ter reflexos diminuídos

A Intervenção Terapêutica baseia-se na Estimulação Cognitiva onde são enfatizados:

• A Recuperação das informações através de pistas.
• As compensações através da memória PROCEDIMENTAL E IMPLÍCITA.
• Estimulação ao aprendizado, a satisfação o interesse, a alegria
• Estimulação das funções executivas de maneira graduada, como: estudar, ler, reler, fazer resumos, recordar materiais já estudados.

Durante a Fase Intermediária da Doença observa-se o agravamento do sintomas:

• A Memória anterógrada está prejudicada;
• O indivíduo pode lembrar de fatos remotos porém não mantém fatos recentes;
• A desorientação espacial está mais agravada podendo se perder dentro da própria casa;
• Desorientação quanto ao dia, mês, ano;
• Quanto a motricidade pode ser observado tremores em extremidades;
• O comportamento se mostra mais apático, sem iniciativa;
• Agitação psicomotora, perambulações são freqüentes nesta fase.

Quanto a linguagem:

• Instala-se o quadro AFÁSICO-AGNÓSICO-APRÄXICO com a presença de PERSEVERAÇÕES;
• A fala pode apresentar-se mais lenta BRADILALIAS
• A AGRAFIA é freqüente;
• Substituições de palavras PARAFASIAS
• Dificuldade em compreender sentenças complexas
• Não faz cálculos simples
• Perda do poder perceptivo-sensorial (auditivo, visual, tátil)

Na fase intermediária deve-se auxiliar o cuidador a conviver com o paciente,
individualizando a abordagem fornecendo informações claras e práticas com relação a doença e os cuidados.

Orientando quanto:

• A Manutenção da normalidade.
• Preservação da comunicação
• Não testar o paciente
• Estabelecer rotinas
• Oferecer pistas de orientação têmporo-espacial
• Evitar Confrontos
• Promover segurança;
• Quanto a alimentação:
- O paciente pode esquecer que já se alimentou;
- Pode não recordar de como utilizar os talheres;
- Os sinais de DISFAGIA são freqüentes exigindo avaliação do profissional fonoaudiólogo para investigação da causa ;

A Fase Final da Doença os familiares e cuidadores muitas vezes encontram-se mais envolvidos com a atual situação, pois o demenciado:

• Não reconhece os familiares;
• Não se reconhece no espelho;
• Encontra-se desorientado;
• Quando deambula aumentam os risco de quedas;
• Quanto a linguagem pode apresentar ECOLALIAS evoluindo para o MUTISMO;
• Total dependência para AVDs

A Intervenção Terapêutica Fonoaudiológica durante a Fase Final da Doença de Alzheimer deve ser baseada:

• Manutenção da dignidade;
• Fornecer um ambiente seguro;
• Manutenção do quadro clínico, evitando complicações respiratórias e agravamentos;
Ao cuidador prestar toda a orientação e apoio possível.


"Acreditamos portanto, que sempre há algo que possamos tentar,
(...) algo a mais que possamos fazer
(...) que possa quebrar o isolamento em que vivem."
Técnica de Reabilitação Cognitiva

Meus queridos leitores, colegas de trabalho e apreciadores deste blog, resolvi postar esta matéria, por que há anos venho estudando sobre esta triste doença que destrói tantas famílias, tantos sonhos e a dignidade de quem à possui. Infelizmente venho sofrendo há algum tempo, por "depender" dessa doença também em "minha vida" e na vida de minha família. Minha avó à possui, e hoje ela não me reconhece mais. Existem picos de lucidez, que às vezes me causa momentos de felicidade misturado com pontos de pura angústia, por que logo sei que essa tamanha lucidez que de fato é mínima, acabará em alguns segundos. Quando vou vê-la, passo horas conversando com ela tentando resgatar histórias, que ao longo do tempo se perderam em sua memória, mas ainda restam alguns resquícios que mesmo pequeninos aproveito-os para estimulá-la. Algumas vezes consigo resultados ótimos, principalmente quando nenhum fator orgânico esteja atrapalhando, como por ex: infecção urinária ou pneumonia por broncoaspiração que às vezes acontece. Mas continuo em uma luta constante para tê-la presente não somente de corpo mas também de "alma", digo isto porque tento mantê-la viva não em sentido orgânico mas também espiritual, porém, muitas vezes me frustro pois nem sempre isso é possível. Costumo dizer que ela ainda é minha avó, mas eu não sou mais sua neta, ela está em mim, mas não estou mais nela. Eu à perdi, sem realmente perdê-la. Ela está aqui, mas não está mais! Pra quem tem alguém na família com esta doença e passa por esse sofrimento, hoje no Brasil contamos com o site da ABRAZ que traz valiosas informações e ainda contamos com um projeto de amparo à família. Logo abaixo deixo o link do site para quem deseja maiores informações. Quem quiser pode postar o comentário sobre a matéria, ok? Abraço à todos!!! Aqui posto uma foto minha e da minha querida avó!

www.abraz.com.br


Fonte: Pró-Fala.com
Sistema Nervoso. com
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Aprendendo a ler e escrever - Linguagem e leitura semântica

Conhecendo o Vocabulário
Aprender a ler e escrever será uma tarefa que irá consumir muita energia dos alunos que iniciam o primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Mas ensiná-los a realizar essa façanha de uma maneira gostosa e mais fácil deve ser o desafio da professora e dos materiais didáticos.

A psicolingüística tem mostrado que uma das estratégias empregadas pelo aluno para iniciar o processo de leitura é associar uma ou mais letras que ele reconheça em uma palavra ao seu significado. É uma estratégia de mapeamento de uma imagem visual de letras, reconhecida em circuitos visuais do seu cérebro, em outras células de memória semântica que representam características que definem o significado da palavra a ser lida. É a chamada leitura semântica.

A leitura semântica
A leitura da palavra ONÇA (Figura 1), por exemplo, pode ser realizada pelo reconhecimento visual das letras O e N, que serão associadas à memória semântica que descreve a onça como um animal selvagem e carnívoro, com pintas, etc. Quando ouvimos a palavra ONÇA, imaginamos mentalmente sua propriedades, recriando sua imagem visual, o som de seu rugido, etc. Quando a criança reconhece as letras O e N, pode desencadear o mesmo processo de imaginação sobre o animal. Através dessa lembrança, também relembrará a fonação da palavra onça. Por isso, apesar de utilizar apenas as letras O e N, fonará a palavra inteira onça.




Introduzindo as palavras a serem trabalhadas

É muito importante trabalhar com listas de palavras de uma mesma categoria, para facilitar a associação entre letras e semântica de uma maneira mais produtiva. Uma das melhores maneiras é utilizar uma história sobre um tema bem definido e de interesse dos alunos, por exemplo, O Parque Nacional da Amazônia (Figura 2). Um tema envolvendo animais diferentes torna interessante e prático o trabalho inicial do aprender a ler e escrever um conjunto de nomes e um conjunto de verbos relacionados com um mesmo assunto.
Figura 2: Introduzindo um tema de suporte a uma lista de palavras



Explorando o significado das palavras

Devemos começar o trabalho com atividades que explorem a semântica dos nomes dos animais, focando sua alimentação, habitat e classificação (Figura 3). Assim, as áreas cerebrais responsáveis pela leitura ativarão as áreas responsáveis pela semântica e o aluno saberá o significado do que está lendo ou escrevendo. As atividades devem ser bastante ilustradas tanto para facilitar as associações semânticas sem a necessidade do aluno ter que ler todas as palavras usadas, quanto para induzir o aprendizado dessas palavras que ainda não consegue ler.

Figura 3 : Trabalhando o significado das palavras
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Raciocínio Lógico Matemático e Processos Cerebrais

A matemática inata: Como desenvolve o processo cognitivo dos alunos que estão no início da Educação Infantil? Veremos aqui passo a passo os Processos Cerebrais e seu desenvolvimento cognitivo.


O processo de quantificação e de manipulação de quantidades foi uma ferramenta evolutiva utilizada por vários animais e que encontrou um grande desenvolvimento no homem.


O bebê humano é capaz de quantificar adequadamente conjuntos com poucos elementos ( cardinalidade pequena ) e é capaz de realizar pequenas somas e subtrações.


Além disso, aprende rapidamente a relacionar uma distância visual com um esforço motor para atingir objetos de interesse. Através dessa relação entre informação sensorial e ato motor, desenvolve noções importantes de mensuração de distâncias e tamanho dos objetos.

A CONTAGEM


A criança, quando inicia sua educação formal na Educação Infantil, já conhece na prática uma série de conceitos e operações aritméticas que deverá, agora, aprender a generalizar e formalizar. Um desses processos é o que denominamos contar.

Contar é um ato motor de apontar ou marcar com os dedos e focalizar com os olhos. O processo de contar envolve focalizar a visão sobre cada um dos elementos que serão contados, ao mesmo tempo que o dedo indicador aponta na sua direção ou algum dedo é dobrado para marcar o evento. Todo esse processo parece ser controlado por células do córtex frontal que controlam a movimentação do olho e a associam aos movimentos das mãos.

A cada vez que se realiza esse processo, células no córtex parietal registram e acumulam os eventos. À medida que a ativação desse acumulador de eventos aumenta, neurônios que representam as quantidades correspondentes à essa ativação são estimulados em áreas vizinhas.

QUANTIFICAÇÃO

Os neurônios que representam quantidades se distribuem ordenadamente no córtex parietal, formando aquilo que se convencionou chamar de linha de números.

O processo formal de contar se inicia pela associação das quantidades contadas, através desses atos motores, aos numerais que a representarão. Essa associação se faz através do aumento da conectividade entre células parietais que reconhecem visualmente os numerais e as células que representam as quantidades correspondentes. A seleção das conexões adequadas e sua potencialização se faz com um treinamento, que relaciona as formas visuais dos numerais com as quantidades correspondentes.

Posteriormente, pode-se associar os neurônios da linha de números com aqueles responsáveis pela fonação de números na área de Broca, no córtex frontal. Dessa maneira, o contar pode ser acompanhado pela vocalização dos nomes dos números associados à quantificação em andamento. Nesse momento, a criança estará apta a associar um numeral (por exemplo 4), com a quantidade (* * * *) que representa e com seu nome (quatro).

2 - Atividades



As atividades do programa de Educação Infantil que se dedicam ao treinamento do processo de contar e quantificação devem se apoiar no processo acima descrito.

Devemos utilizar atividades que trabalhem a associação visual entre os numerais e as quantidades, para facilitar o processo de contar e desenvolver a conectividade entre as células das linhas de números e aquelas que identificam visualmente os numerais.

Outras atividades devem trabalhar a ordenação das quantidades e associar esse processo a ordenação dos numerais. O intuito é o mesmo, isto é, potencializar a conectividade dos neurônios visuais e da linha de números.

SEMÂNTICA

Devemos, também, trabalhar a associação entre quantidades, numerais e os nomes orais dos números. Esse trabalho tem por finalidade potencializar a conectividade dos neurônios da linha de números com os de reconhecimento dos numerais e com aqueles que controlam a vocalização do nome desses numerais.

Dessa maneira iremos garantir a compreensão correta da semântica das palavras que nomeiam os números, através das associações entre os neurônios verbais para números e os neurônios para quantificação.

Fonte: Enscer.
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Déficit de Atenção e Hiperatividade

Os distúrbios comportamentais de atenção e
hiperatividade parecem englobar, na realidade,
quadros comportamentais variáveis e associados
a diversas patologias do sistema nervoso central.
Muitos desses quadros parecem ter uma causa
genética, porém outros parecem estar associados
a outros tipos de distúrbios do desenvolvimento
cerebral.
Muitas mães de crianças hiperativas relatam já
uma atividade fetal aumentada, e um recém
nascido muito irriquieto. Geralmente, o
aprendizado da marcha é rápido e logo a criança
está correndo. Dificilmente fica parada, mesmo às refeições.

A noção de Tempo

O tempo organiza nossa vida. Determina
nossas rotinas. À noite dormir; levantar pela
manhã; ir à escola (trabalho); almoçar, etc.
Para muitas tarefas parece não ser
necessário o relógio. O cansaço nos faz ir
para a cama, a fome nos leva a comer, etc.
Mas você já reparou que a fome, em geral,
surge no nosso horário habitual de
alimentação, e o sono em torno da hora em
que, em geral, nos acostumamos a ir para a cama?

O cérebro utiliza muitos circuitos neurais para medir tempos, e
determinar os chamados ritmos circadianos: o ciclo vigília-sono,
os ciclos alimentares, hormonais, etc. Esses circuitos
desencadeiam a ação de outras áreas cerebrais que controlam
comportamentos básicos e repetitivos: sensação da fome, sono,
ovulação, etc.
Existem neurônios que são ativados quando um evento é
imaginado ou reconhecido pela nossa percepção. Imaginar ou
reconhecer um evento é integrar um conjunto de
acontecimentos dentro de um mesmo tema: sentarmos a mesa,
colocarmos comida no prato, comer, constituem acontecimentos
do evento "almoçar". Esses neurônios interagem com circuitos
neurais que se encarregam em registrar o tempo que dura cada
evento acontecido e também o tempo decorrido entre eles,
constituindo a memória retrospectiva. Quando eles interagem
com circuitos que se encarregam em definir o tempo de eventos
futuros constituem, junto com esses circuitos, a memória prospectiva.

MEMÓRIA RETROSPECTIVA

Juca inicia seu novo período escolar. Sua mãe o acorda, ele vai à escola, toma seu lanche, retorna para o almoço.

Para memorizar esses eventos, ele organiza a seqüência de suas atividades na memória retrospectiva.

Os neurônios que reconhecem eventos ou episódios encontram-se na região do hipocampo e constituem a chamada memória episódica. Outros neurônios vizinhos registram a seqüência em que esses eventos ocorreram: primeiro levantar; depois caminhar; depois lanchar, etc. Além da seqüência, também medem os intervalos de tempos entre esses evento, por exemplo: tempo lanche – tempo levantar é maior que tempo almoço – tempo voltar.

Os tempos de todos os eventos de nossa vida são assim registrados. Esquecemos de muitos deles, mas sempre guardamos os mais importantes. Por isso, falamos do passado sempre nos referenciando a eventos marcantes: Foi depois que Juca nasceu ....; Aconteceu quando Laura começou o Ensino Infantil ..., e assim por diante.

Essa cronologia fica registrada através da eficácia da conexão entre neurônios na região do hipocampo. Ali existe, também, células que quando ativadas provocam em nós a sensação de novidade e são chamadas de células de novidade.

No hipocampo existem inúmeros neurônios de reconhecimento episódico que nunca foram ativados e que estão estreitamente conectados às células de novidade. Quando um evento ocorre pela primeira vez, ele ativa fortemente um desses neurônios, e sua estreita conexão com a célula de novidade nos proporciona a sensação de novidade. Mas essa forte ativação afrouxa a conexão entre ele e a célula de novidade. Dessa forma, nas próximas vezes que o mesmo evento ocorrer a sensação de novidade será cada vez menor, pois o neurônio que agora reconhecerá sempre esse episódio estará cada vez menos conectado com a célula de novidade.

Lesões na região do hipocampo podem ter efeitos devastadores, pois podem destruir a nossa memória retrospectiva. Deixamos de reconhecer nossos familiares, nossos amigos, os locais importantes de nossa vida, etc. Tudo se torna novo para nós e precisamos reaprender tudo outra vez.

Alternativamente, as lesões podem destruir a capacidade de reconhecer o recente. Não perdemos nosso passado antigo, mas não podemos gravar nosso passado recente. A partir do momento da lesão, perdemos nossa capacidade de guardar o ocorrido. Já não podemos mais nos lembrar do que aconteceu minutos atrás.

MEMÓRIA PROSPECTIVA



Juca está planejando ir brincar com seus amigos depois que voltar da escola.

Para isso, ele organiza a seqüência de suas atividades na memória prospectiva ou também memória executiva ou de trabalho.

Mas precisa, também, utilizar informações da memória retrospectiva sobre sua rotina e tempo de duração e de distância entre seus eventos, para ativar circuitos controladores do tempo futuro no lobo frontal. É como se pudesse contar com vários despertadores, que podem ser colocados para ativar um comportamento (ir à escola; tomar lanche; ...; brincar) em tempos distintos, porém ordenados (primeiro escola; ...; por último brincar ).

Distúrbios da memória executiva podem acarretar diferentes tipos de problemas. Por exemplo, a criança pode perder a capacidade de planejar suas atividades, o que pode ter um efeito devastador em sua vida.

A hiperatividade e os distúrbios de atenção, característicos de um grupo de crianças, também têm relação com uma disfunção da memória executiva. Os circuitos frontais delas parecem ser incapazes de programar seqüências longas de eventos. É como se não pudessem utilizar despertadores para programar muitos eventos ou eventos que ocorram por mais que alguns minutos.

Imagine uma situação comum de sala de aula. Levantar; ir à lousa; pegar o giz; escrever o que a professora ditar, e voltar para a carteira.

A criança poderá programar, em sua memória executiva, apenas: Levantar; ir à lousa. No meio do caminho, pode se distrair com algum ruído e reprogramar sua memória: Ir à porta; verificar o que aconteceu.
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Disartria: O que é? E como tratar?


A Disartria é uma alteração na expressão verbal causada por uma alteração no controle muscular dos mecanismos da fala. Compreende as disfunções motoras de respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia.

Respiração: O controle deficiente da expiração e inspiração intereferirá na entonação, prejudicando a inteligibilidade da fala

Prosódia: Muitos disartricos tem uma entonação e prosódia distorcidas.

Fonação: A paralisia das pregas vocais resultará em um som fraco e abafado e fará com que o paciente se canse facilmente. O volume da voz airá após um certo perídodo da fala ou no final da oração.

Ressonância: Se há insuficiência palatal, a qualidade da voz terá baixa ressonância (hiponasalidade) ou muita ressonância (hipernasalidade).

Articulação: A redução da atividade neuromuscular da língua, lábios, palato mole e mandíbula produz alteração de fala.

A disartria pode ser causada por um processo traumatico craniocervical; tumores benignos ou malignos do cérebro, cerebelo ou tronco encefálico; lesão vascular encefálica/ doenças infecciosas, metabólicas, tóxicas ou degenerativas do sistema nervosos ou do muscular.

O local da lesão pode ser o Sistema Nervosos Central e/ ou periférico.



Tipos de Disartrias

Disartria Flácida: Flacidez ou paralisia com diminuição dos reflexos de alongamento muscular;Alteração do movimento voluntário, automático e reflexo;Atrofia das fibras musculares (perda da massa muscular).

Disartria Espástica: Presença da espasticidade associadas com outras características incluindo disfagia, labilidade emocional e fraqueza bulbar.

Disartria Atáxica: Os músculos afetados estão hipotônicos. Os movimentos são lentos. Com frequência se observa nistagmo e os movimentos oculares podem ser irregulares. Aspereza da voz e uma monotonia no tom com poucas variações de intensidade.

Disartria Hipocinética: Associada á doença de Parkinson, com característica principal a debilidade da voz, prosódia, inteligibilidade da fala e articulação com falhas.


A disartria é uma alteração da fala de etiologia neurogênica, ou seja, não compreende patologias da fala associadas aos defeitos estruturais somáticos ou psicológicos(5). A disartria pode afetar tanto os movimentos voluntários, coordenados pelo sistema nervoso piramidal, como os involuntários, coordenado pelo sistema extrapiramidal.

O mecanismo da fala engloba, basicamente, articulação, fonação, respiração, ressonância e prosódia(2). Estes processos são encontrados no trato vocal, sendo a prosódia o resultado harmônico de todos os mecanismos envolvidos, que necessitam de uma ação muscular para o seu perfeito funcionamento(6).
O tipo de disartria resulta do transtorno neuromuscular e depende do local em que ocorreu a lesão(5) . Devido a este fato, o mecanismo da fala pode ser alterado em menor ou maior grau, atingindo diferentes músculos orofaciais, gerando tipos específicos de disartria.
Portanto, os sistemas neuromusculares danificados originam um tipo de disartria que podem afetar o neurônio motor inferior (disartria do tipo flácida), neurônio motor superior (disartria espástica), cerebelo (disartria atáxica), sistema piramidal ou sistema extrapiramidal.


A disartria pode ser definida como uma alteração na expressão oral causada por um acometimento no controle muscular dos mecanismos da fala(1,2), em decorrência de uma lesão no Sistema Nervoso Central (SNC) ou Periférico (SNP)(3). Nas disartrias, há a diminuição ou perda da faculdade de unir os sons, o que acarreta na emissão imprecisa de sílabas(4).

A disartria é uma alteração da fala de etiologia neurogênica, ou seja, não compreende patologias da fala associadas aos defeitos estruturais somáticos ou psicológicos(5). A disartria pode afetar tanto os movimentos voluntários, coordenados pelo sistema nervoso piramidal, como os involuntários, coordenado pelo sistema extrapiramidal.
O mecanismo da fala engloba, basicamente, articulação, fonação, respiração, ressonância e prosódia(2). Estes processos são encontrados no trato vocal, sendo a prosódia o resultado harmônico de todos os mecanismos envolvidos, que necessitam de uma ação muscular para o seu perfeito funcionamento(6).
O tipo de disartria resulta do transtorno neuromuscular e depende do local em que ocorreu a lesão(5) . Devido a este fato, o mecanismo da fala pode ser alterado em menor ou maior grau, atingindo diferentes músculos orofaciais, gerando tipos específicos de disartria.

Portanto, os sistemas neuromusculares danificados originam um tipo de disartria que podem afetar o neurônio motor inferior (disartria do tipo flácida), neurônio motor superior (disartria espástica), cerebelo (disartria atáxica), sistema piramidal ou sistema extrapiramidal.

DISARTRIA FLÁCIDA

Os neurônios fazem uma conexão entre o SNC e as fibras do músculo esquelético ativando-o(5). Dos corpos celulares localizados no corno anterior da medula espinhal e nos núcleos motores dos nervos cranianos do tronco cerebral, os axônios dos neurônios motores inferiores passam pelos vários nervos espinhais e cranianos motores para o SNP e, daí, aos músculos voluntários(5).

O segundo neurônio motor ou periférico representa a via final da motricidade e é, portanto, um agente executor efetor(7). A lesão em alguma extensão da unidade motora implica na alteração da motricidade voluntária, causando diminuição do alongamento muscular e flacidez dos músculos(1,3). Quando o neurônio motor inferior não transmite os impulsos nervosos necessários para a manutenção da adequação do tônus, a principal característica gerada desta alteração é a hipotonia.

As características clínicas da disartria flácida são: hipernasalidade associada a escape aéreo nasal, voz suspirada, inspiração audível(5), pobre abertura labial, excesso de saliva, dificuldade quanto aos movimentos alternantes da língua, redução do tempo de fonação, pobreza de inteligibilidade(7), respiração curta, dificuldade na emissão de tons altos, voz baixa e dificuldade na emissão de fonemas fricativos e plosivos(2).

DISARTRIA ESPÁSTICA

Os neurônios motores superiores transmitem impulsos nervosos das áreas motoras do córtex cerebral do giro pré-central ou pré-motor do córtex aos neurônios motores inferiores e encontram-se localizados no cérebro, tronco encefálico e medula espinhal.

Lesões neste neurônio ocasionam debilidade e espasticidade contralateral do córtex lesionado (giro pré-central do córtex), sendo evidente a alteração motora nos músculos distais das extremidades da língua e dos lábios, podendo ser uni ou bilateral.

A lesão unilateral está localizada em cada córtex motor ou cápsula interna, sendo manifestada alteração nos lábios e parte inferior do rosto. Entretanto, a disartria espástica persistente ou bilateral é causada por uma interrupção bilateral dos neurônios motores superiores que inervam os músculos dos nervos cranianos bulbares.

Os principais sintomas de uma disfunção muscular são: espasticidade, fraqueza muscular, limitação e lentidão de movimentos.

O distúrbio da fala afeta alguns fonemas, embora as sentenças produzidas sejam gramaticalmente corretas e a compreensão também seja normal(4). Os fonemas bilabiais, linguodentais e fricativos apresentam-se mais distorcidos do que os outros(6). É importante mencionar há descontrole da respiração devido à incapacidade de vedação velofaríngea, dificuldade de protrusão de língua, de levantar o véu palatal e controlar os movimentos dos lábios, ausência de diferenciação entre sons surdos e sonoros, voz rouca e baixa, frases curtas, ausência de controle fonorrespiratório, distorção de vogais e hipernasalidade(2,8,9).

DISARTRIA ATÁXICA

O estudo das lesões cerebelares e de seus efeitos permite findar que o cerebelo regula a força, a velocidade, a duração e a direção dos movimentos originados em outros sistemas motores(1). Lesões no cerebelo ou em suas conexões levam a ataxia, em que os movimentos se tornam descoordenados(5). Se esta ataxia afetar os músculos do mecanismo da fala, a sua produção se torna alterada(4). O cerebelo está anatomicamente localizado na porção posterior do tronco cerebral, onde ocupa a maior parte da fossa craniana posterior. Este órgão é separado dos lobos occipital e temporal do cérebro pelo tentório cerebelar(2).

Os músculos afetados se tornam hipotônicos, os movimentos lentos com alteração na força, extensão, duração e direção(1). Há o predomínio de monotonia, interrupções e, às vezes, nasalidade e presença de lentidão na leitura e prosódia(2,7).
A fala de pacientes com este tipo de disartria é denominada de escandida ou “scanning speech”, caracterizada por pausas depois de cada sílaba e lentificação das palavras(4). Estas alterações referem-se à prosódia, que consiste em enfatizar sílabas de forma diferente da habitual(1). Além disso, a presença de movimentos hipercompensatórios afetam a direção e controle da língua, volume, timbre da voz provocando uma articulação espasmódica, explosiva(8).

As alterações da fala que emergem diante da disartria atáxica, segundo Brown, Darley e Monson (1970, apud Murdoch5), são: imprecisão articulatória e distorção de consoantes e vogais; intervalos prolongados e velocidade lenta, monopitch, monoloudness e voz áspera(5).

DISARTRIA POR LESÕES NO SISTEMA PIRAMIDAL

O sistema piramidal, responsável pelo controle motor dos movimentos voluntários e corticais dos membros é formado por fibras do trato corticoespinhal, corticomesencefálico e corticobulbar(5).

Os hemisférios cerebrais inervam os músculos articulatórios bilateralmente. Uma lesão piramidal bilateral ocasiona uma disartria de difícil prognóstico, entretanto, uma lesão unilateral não acarreta disartria permanente(7). Neste, não se verifica fibrilação de língua, porém, ela permanece estática no assoalho bucal, o que impossibilita a adequada realização da função de deglutição, uma vez que a saliva escorre pelas comissuras labiais. Na fonação, os lábios parecem paralisados, mas apresentam mobilidade nas funções involuntárias.

Disartria por lesão no sistema extrapiramidal

O sistema extrapiramidal está relacionado à função motora(5) e é constituído por núcleos cinzentos e partes do tronco cerebral(1). Os principais componentes deste sistema são os gânglios basais situados nos hemisférios cerebrais, que contribuem para o funcionamento motor. Estes núcleos incluem a substância nigra, o núcleo rubro e o núcleo subtalâmico(5).

A sintomatologia presente nas síndromes extrapiramidais pode ser agrupada em dois segmentos: os hipocinéticos e os hipercinéticos.

Síndrome extrapiramidal é a denominação indicada para patologias que afetam unicamente o sistema extrapiramidal, que regula o tônus muscular necessário para manter uma postura ou modificá-la, organiza os movimentos associados ao ato de andar e facilita o automatismo nos atos voluntários que requerem destreza(1).

A disartria hipocinética é caracterizada por lentidão e limitação dos movimentos, voz monótona com monoaltura e monointensidade, articulação imprecisa das consoantes, diminuição dos atos espontâneos, rigidez(3), presença de tremor que conduz à festinação(8), bem como diminuição da tonicidade muscular, com movimentos involuntários em todos os segmentos corporais(9). A Síndrome de Parkinson, por exemplo, possui um quadro clínico característico como tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural, decorrente de lesões no núcleo de base(9,10,11).

A disartria hipercinética também decorre de uma alteração no sistema extrapiramidal. Estes movimentos são evidenciados de forma brusca e rápida do tipo coréico (preponderante nos membros superiores e crânio) ou lenta do tipo atetósica, (predominante nas porções distais e em membros superiores).

Entre as suas características, verifica-se anormalidade dos movimentos involuntários, rigidez muscular e perda das reações posturais(5), redução nos movimentos articulatórios com lentidão no percurso do músculo, rigidez, tremores e perda dos movimentos automáticos.

CONTRIBUIÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

O fonoaudiólogo é um profissional importante na reabilitação das disartrias, tendo em vista a sintomatologia apresentada por estes sujeitos, especialmente no que se refere às já citadas alterações funcionais de respiração, fonação e articulação.

O fonoaudiólogo deve proporcionar a melhora na inteligibilidade da articulação da fala, ao reduzir o déficit de comprometimento articulatório, desenvolver estratégias compensatórias dos acometimentos da respiração, fonação e articulação e facilitar a comunicação com os familiares e cuidadores.

É importante que os cuidadores e familiares sejam orientados a dar atenção integral ao paciente, escolher o melhor ambiente e hora para conversar, olhar sempre para o disártrico, evitar comunicação a longa distância, deixar o disártrico calmo para repetir as palavras e frases mal elaboradas e não interromper os turnos do discurso. Se não entender, pedir para que repita a frase, deixando-o concluir seu pensamento, no intuito de evitar que ele sinta que alguém fala por ele, o que pode acarretar baixa-estima, perda da sua identidade, enquanto ser falante e eficaz.
A terapia consiste no emprego de técnicas específicas em que a articulação, respiração, fonação e ressonância deverão ser reabilitadas de forma que o disártrico tome consciência da alteração na sua comunicação, no intuito de propiciar um melhor autocontrole, para depois haver a correção das alterações(2).
O tratamento fonoaudiológico deverá ser iniciado o mais breve possível, visando à motivação para a terapia, bem como impedir a eclosão de padrões articulatórios incorretos.

Fonte: www.educaja.com.br
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Tipos de Memória


Acredita-se existirem tantas memórias quantas forem as experiências
acumuladas e, com isso, a capacidade de armazenamento de
informações seria imensa. Aqui vamos falar apenas da capacidade geral
do homem de captar, armazenar e se lembrar de informações. Por isso,
grosso modo, a memória pode ser classificada da seguinte maneira:

1. PELA SUA DURAÇÃO

Memória de curto prazo

Sobrevive o tempo necessário para a informação ser utilizada. Exemplo:
qualquer conteúdo que é decorado para uma prova permanece no
cérebro até o aluno entregar o documento ao professor. Se ele tiver boa
nota, talvez nunca mais se lembre do que estudou. Não forma arquivos.
Só vira memória de longo prazo se encontrar vínculo com outra
informação já armazenada ou pela repetição.
Memória de longo prazo
Fica mais tempo no cérebro e é aquela que todo professor gostaria de
fomentar em seus alunos. Quando dura anos, vira memória remota.
Uma informação permanece no cérebro porque, quando foi apreendida,
seus estímulos geraram novas sinapses, desencadearam síntese de
proteínas, ativaram genes e provocaram a sua consolidação como conhecimento apreendido.

2. PELO SEU CONTEÚDO

Memória declarativa
A episódica ou autobiográfica guarda os fatos vividos pelo indivíduo,
como oprimeiro encontro com a pessoa amada ou uma aula especial,
em que algo inusitado tenha acontecido (um teatrinho, show ou uma
situação que despertou algum tipo de emoção no aluno).
A semântica — a mais importante durante o aprendizado — arquiva os
conhecimentos gerais, como o significado de palavras e conceitos.
Memória de procedimentos
É composta pelas habilidades motoras ou sensoriais. Como andar de
bicicleta ou a maneira de proceder diante de determinadas experiências
realizadas na escola.
Muitas vezes, pela observação e pelo treinamento, esses conhecimentos
são arquivados de maneira implícita, sem que haja consciência do
aprendizado.

A memória de trabalho ou ativa

Não se encaixa em nenhuma das categorias anteriores. É assim
chamada por analogia com a memória dos computadores. Iván
Izquierdo define-a como "gerenciadora da realidade": ela conecta as
informações da memória de curto prazo com as já arquivadas para
comparar, analisar, decidir ou não abrir um novo arquivo. Ele dá o
exemplo: conservamos na consciência algumas palavras utilizadas no
início desta frase somente para compreender o significado da sentença.
Depois esquecemos o termo exato, mas conservamos na memória a
idéia principal. É também aquela que o aluno usa ao receber suas
instruções antes de realizar uma atividade, ao recordar as orientações
no momento da execução. Essa memória usa as capacidades do córtex
pré-frontal do cérebro, lugar das chamadas funções cerebrais
superiores, como a tomada de decisão, a análise crítica, o julgamento.

Fonte: www.psicopedagogavaleria.com.br
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Memória X Aprendizagem X Emoção: Sem memória não há aprendizagem

Durante séculos, na escola, memorizar foi sinônimo de decorar nomes,
datas e fórmulas. Afinal, eram esses os conhecimentos sempre exigidos
nas provas, nas chamadas e nos testes. Com base nos estudos sobre o
processo de aprendizagem da criança, concluiu-se que a decoreba era
inimiga da educação. E a memória — confundida com repetição — foi
posta de castigo.
Um grande erro. A memória é a base de todo o saber — e, por que não
dizer, de toda a existência humana, desde o nascimento. Como tal, deve
ser trabalhada e estimulada. "É ela que dá significado ao cotidiano e nos
permite acumular experiências para utilizar durante toda a vida", afirma
a psicóloga e antropóloga Elvira Souza Lima, especialista em
desenvolvimento humano.
Nos últimos 20 anos, a neurociência avançou muito nas descobertas
sobre o funcionamento do cérebro. Hoje sabe-se o que acontece quando
ele está captando, analisando e transformando estímulos em
conhecimento e o que ocorre nas células nervosas quando elas são
requisitadas a se lembrar do que já foi aprendido. "Com isso o professor
pode aprimorar suas estratégias de ensino", diz o neuropsiquiatra
Everton Sougey, coordenador do curso de pós-graduação em
Neuropsicologia da Universidade Federal de Pernambuco. Estão
provadas, por exemplo, as vantagens de estabelecer ligações com o
conhecimento prévio do aluno ao introduzir um novo assunto e de
trabalhar também a emoção em sala de aula. O cérebro responde
positivamente a essas situações, ajudando a fixar não somente fatos,
mas também conceitos e procedimentos.
"Somos aquilo que recordamos", conceitua Iván Izquierdo, professor de
Neuroquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele dá um
exemplo: nenhum texto é compreendido se não se lembra o significado das
palavras e a estrutura do idioma utilizado. Tudo isso precisa estar registrado
no cérebro para ser resgatado no momento oportuno. A memória, enfatiza
Elvira Lima, é a reprodução mental das experiências captadas pelo corpo por
meio dos movimentos e dos sentidos. Essas representações são evocadas
na hora de executar atividades, tomar decisões e resolver problemas, na
escola e na vida.

O PAPEL DA EMOÇÃO
Os sentimentos regulam e estimulam a formação e a evocação de memórias. São eles
que provocam a produção e a interação de hormônios, fazendo com que os estímulos
nervosos circulem mais nos neurônios. Graças a esse fenômeno cerebral é mais fácil
para uma criança lembrar-se do processo de fotossíntese se ligar esse conteúdo de
Ciências a uma planta que tem em casa ou à árvore em que costuma subir quando
está em férias na casa da vovó.
MEMÓRIA INCONSCIENTE
Algumas lembranças ficam "escondidas" porque estamos expostos a mais informações
do que conseguimos guardar. Aparentemente perdidas, elas ficam num lugar do
cérebro chamado inconsciente. Ninguém sabe explicar exatamente por que, mas elas
voltam à consciência sem que o indivíduo controle. Pesquisas mostram que isso
sempre ocorre em alguma circunstância especial, quando algum fato ou informação
evoca lembranças que se julgavam perdidas.
Esquecer para ESQUECER PARA LEMBRAR
O esquecimento (de fato) é o descarte de algo pouco importante que só
serve para sobrecarregar os mecanismos de memorização. É
fundamental no processo de aprendizagem, porque deixa o caminho
livre para que as informações e conteúdos fundamentais sejam
arquivados. Uma pessoa que conhece os conceitos de presidencialismo e
parlamentarismo (importante) pode explicar a diferença entre os dois a
qualquer interlocutor em qualquer momento de sua vida, mas
provavelmente jamais se lembrará do dia em que aprendeu isso nem da
roupa que o professor usava na hora em que o assunto foi discutido em
classe (pouco importante). O cérebro jogou fora detalhes, mas o
conhecimento foi arquivado e depois conectado com outras informaões
correlatas, formando novos arquivos.
COMO SE FORMA A MEMÓRIA
UM ARQUIVO ORGANIZADO
O cérebro é dividido por uma fenda em dois hemisférios, que são segmentados em lobos,
regiões demarcadas sem muita nitidez. As informações captadas pela visão, pela audição,
pelo olfato, pelo paladar e pelo tato provocam impulsos elétricos e reações químicas em
lobos diferentes e não são guardadas da maneira como foram captadas. Elas são
fragmentadas, classificadas e hierarquizadas. Para se ter uma idéia de como o cérebro se
organiza, podemos visualizar na ilustração ao lado:


1. elaborações mentais sofisticadas, como o planejamento, o
julgamento e a decisão;
2. dados sobre movimentos corporais, tato, orientação espacial e
análise sensorial;
3. informações olfativas;
4. linguagem, leitura e fala;
5. informações auditivas;
6. estímulos e associações visuais.
Paulo Caramelli, especialista em neurologia cognitiva do Hospital das
Clínicas da Universidade de São Paulo, explica que tanto novas
informações quanto as já armazenadas, depois de conectadas e
reelaboradas, passam obrigatoriamente pelo hipocampo (H), estrutura
que fica sob os dois hemisférios. De lá as informações são espalhadas
por toda a superfície do cérebro, o córtex. A classificação e o
armazenamento de informações são tão específicos a ponto de, dentro
do "arquivo" linguagem, uma "pasta" guardar verbos; outra,
substantivos, e assim por diante.
MAIS CONEXÕES, MAIS MEMÓRIA
A informação captada transita pelos neurônios, células nervosas
semelhantes a árvores sem folhas:
os galhos seriam os dentritos; o tronco, o axônio; e as raízes, os
terminais pré-sinápticos. Eles criam emaranhados de caminhos que se
orientam em diversas direções. Quando os galhos de uma
célulaencontram-se com as raízes de outra forma-se uma sinapse, local
de comunicação entre os neurônios e unidade elementar de
armazenamento da memória. Lá acontece síntese de proteínas, trocas
elétricas e ativação de genes que provocam o armazenamento da
informação. Quanto mais conexões, mais memória. Cada neurônio pode
se comunicar com até outros mil. Como o ser humano tem de 10 bilhões
a 100 bilhões dessas células, é possível haver até 100 trilhões de
conexões sinápticas.

Fonte: www.psicopedagogavaleria.com.br

No próximo post irei comentar sobre os tipos de memória. Aguardem! Deixe seu comentário!
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Exemplos para Desenvolver a Consciência Fonológica: Suavizando o processo de Alfabetização


Sabemos que Consciência Fonológica é uma competência que envolve a capacidade de reconhecimento dos diversos segmentos da palavra, na língua falada. Atualmente muito se tem investigado sobre a evidência da contribuição da consciência fonológica para o sucesso no aprendizado da leitura e escrita. Sendo assim, irei postar aqui alguns exercícios elaborados de complexidade crescente, onde podem ser usados nas várias etapas da aquisição da escrita, desde a pré-escola.
Para uma criança ser alfabetizada é importante que ela consiga anlisar as palavras, perceba que nelas há sequências de sons formando sílabas discriminando os sons que as compõem. Dependendo do nível de escolaridade e ou de dificuldade que a criança apresente ao ser iniciada no processo de alfabetização, sugerimos que o trabalho para o desevolvimento da consciência fonológica seja iniciado com vocábulos monossílabos e dissílabos.

MONOSSÍLABOS E DISSÍLABOS

SIM MOLA NÃO SOM
PATO COME CAPA VELA
PRATO PLACA FOCA SOMBRA
MILHO TOM NINHO SONHO
VÁ FRACO CLIMA DOR
RODA FIGO BUM RÉ

A terapeuta diz a palavra, a criança deve repetí-la batendo palmas marcando o número de sílabas e a seguir ir fazendo traços horizontais no papel ou na lousa da esquerda para a direita, tantos quantos forem as sílabas. A criança ao mesmo tempo que a traça deve nomear a sílaba. A seguir a Terapeuta aponta os traços e a criança deverá dizer que a sílaba eles representam. Esse exercício poderá ser orientado em sala de aula caso o professor queira com seus alunos. Seria algo lúdico e divertido.

DISSÍLABOS

Nesta estapa a criança é solicitada a ouvir uma sílaba, repetí-la e dizer se ela se encontra no dissílabo que é então apresentado pela Terapeuta, um a um.

1) Diga "CA". Esta sílaba aparece nas palavras:
MACA?
NADA?
GAGO?
CAPA?

2) Diga "PO". Esta sílaba aparece nas palavras:
CABO?
PULO?
COPO?
POVO?

3) Diga "DE". Esta sílaba aparece nas palavras:
TEMPO?
DEDO?
VERDE?
PENTE?

E assim por diante, você pode desenvolver atividades e sequências de exemplos como estes para trabalhar consciência fonológica com seu paciente ou seu aluno e auxiliar nos processos de alfabetização, para que lá na frente suavize suas dificuldades na aprendizagem caso venha ocorrer.


Deixe seu comentário caso existam dúvidas à respeito dessa postagem para que eu possa ir respondendo e pesquisando mais informações.
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Comunicação Alternativa: "Qualquer maneira de comunicar vale a pena"

O III Congresso Brasileiro de Comunicação Alternativa – ISAAC Brasil teve como objetivos dar continuidade ao desenvolvimento e divulgação da Comunicação Alternativa no Brasil nas áreas de pesquisa, clínica e educacional, bem como consolidar a instituição do capítulo brasileiro vinculado à ISAAC. Este foi realizado no ano de 2009 no qual participei e dei início ao meu projeto profissional de fazer algumas crianças no qual convivo no meu âmbito de trabalho se comunicarem através da Comunicação Alternativa. Quero deixar aqui, e iniciar falando o que é a Comunicação Alternativa e como trabalhar com ela para o aprendizado da linguagem e da alfabetização com crianças que não possuem oralidade, porém possuem um cognitivo para desenvolverem todos os aspectos relacionados ao que chamamos de "Letramento ou Alfabetização".

O que é Comunicação Alternativa?
O termo Comunicação Alternativa e Ampliada é utilizado para definir outras formas de comunicação como o uso de gestos, língua de sinais, expressões faciais, o uso de pranchas de alfabeto ou símbolos pictográficos, até o uso de sistemas sofisticados como o computador com voz sintetizada.
A comunicação é considerada alternativa quando o indivíduo não apresenta outra forma de comunicação, e considerada ampliada quando o indivíduo possui alguma comunicação, mas essa não é suficiente para suas trocas sociais.
No Brasil a CAA vem sendo traduzida de diferentes maneiras:

•Comunicação Alternativa e Aumentativa

•Comunicação Alternativa e Suplementar

•Comunicação Alternativa e Ampliada

Quem trabalha com Comunicação Alternativa?

Muitos profissionais podem estar envolvidos no trabalho da tecnologia assistiva como engenheiros, educadores, terapeutas ocupacionais, protéticos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, oftalmologistas, enfermeiras, assistentes sociais, especialistas em audição, entre outras áreas.

Os sintomas alternativos e ou aumentativos de comunicação são usados em pacientes que não tem possibilidade de se comunicar verbalmente ou cuja fala seja de difícil inteligibilidade.
Os sistemas são vários, sendo o P.C.S. (Picture Communication Symbols) e o Bliss os mais conhecidos.
O P.C.S. é constituído de pequenas figuras que representam de forma pictográfica o que o paciente quer falar. Se ele quiser dizer: "Eu quero ir na casa da vovó", haverá uma figura para "eu" e outras para "quero", "ir", "casa" e "vovó". Não temos neste método palavras que indiquem elementos de ligação, nem plural ou flexão verbal, o que é um pouco limitante.
Os símbolos são colocados em pranchas ou pastas, de acordo com a convivência de cada criança. Cada pasta é individual e vai conter um vocabulário que preencha as necessidades de cada paciente.
Existem 3 tamanhos de símbolos, sendo que com crianças menores devemos iniciar com figuras maiores para posteriormente irmos diminuindo a fim de que caibam mais figuras na prancha.
Muitas vezes a criança não tem como apontar para as figuras e ela vai ter que mostrar apenas com o olhar os símbolos que traduzam o que ela quer.
A terapeuta ocupacional vai ter enorme importância no auxilio da fonoaudióloga, pois é ela quem vai dizer qual o posicionamento correto da criança e o tamanho adequado da prancha.
Às vezes é necessário que a fonoaudióloga comece com gravuras de revista ou mesmo com fotos da vida diária do paciente.
Atualmente já existe no Brasil o Board Maker, processo computadorizado no qual as pranchas são montadas e impressas conforme a necessidade do paciente.
O sistema Bliss é mais sofisticado do que o P.C.S. e normalmente é usado com crianças mais velhas e adolescentes com bom nível intelectual. Ele é iconográfico, isto é, seus símbolos não são compreensíveis à primeira vista, exigindo uma interpretação do paciente. Embaixo dos símbolos, tanto no Bliss como no P.C.S. há a palavra escrita para que o interlocutor possa entender a mensagem.
O Bliss compreende elementos de ligação, flexão verbal, plural e concordância, sendo mais difícil, mas mais completo que o P.C.S. De forma geral o P.C.S. é mais usado que o Bliss.
Para fazer uso destes sistemas, a criança deve ter atenção e um nível intelectual razoável. A Fonoaudióloga por sua vez deve ter um bom conhecimento sobre o desenvolvimento da linguagem. A finalidade da prancha não é de que a criança aponte figuras e sim que ela se comunique por meio delas.
A total integração entre Fonoaudióloga, criança, escola e família é condição básica para o sucesso da comunicação alternativa.
PRANCHA DE COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA

software de apoio
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Um pouco mais sobre Disgrafia


A Disgrafia é uma alteração da escrita normalmente ligada a problemas perceptivo-motores.

Sabe-se que é necessário adquirir certo desenvolvimento ao nível de:

- coordenação visuo-motora para que se possam realizar os movimentos finos e precisos que exigem o desenho gráfico das letras;

- da linguagem, para compreender o paralelismo entre o simbolismo da linguagem oral e da linguagem escrita;

- da percepção que possibilita a discriminação e a realização dos caracteres numa situação espacial determinada; cada letra dentro da palavra, das palavras na linha e noa conjunto da folha de papel, assim como o sentido direccional de cada grafismo e da escrita em geral.

A escrita disgráfica pode observar-se através das seguintes manifestações:

O traços pouco precisos e incontrolados;

O falta de pressão com debilidade de traços;

Traços demasiados fortes que vinquem o papel;

A escrita desorganizada que se pode referir não só a irregularidades e falta de ritmo dos signos
gráficos, mas também a globalidade do conjunto escrito;

O realização incorrecta de movimentos de base, especialmente em ligação com problemas de orientação espacial, etc.




Disgrafia


Se deu em origem neurológicas, “agrafias, que constituem uma manifestação das afasias e implicam anomalias do grafismo, as quais representam, de certo modo, equivalentes articulatórios da linguagem”.


Numa abordagem funcional, “trata-se de perturbações da escrita que surgem em crianças, e que não correspondem a lesões cerebrais ou problemas sensoriais, mas a perturbações funcionais”.


O sujeito não chega a fixar a relação entre os sons escutados e a representação gráfica dos mesmos.


Na Disgrafia motora, existe compreensão da relação entre os sons escutados e sua representação gráfica, mas verifica-se dificuldades na escrita em consequência de uma motricidade deficiente.


A intervenção e reeducação na Dislexia, Disortografia e Disgrafia deverá ser sempre que possível feita por equipas pluri e multidisciplinares.


Com este texto pretende-se que o leitor possa se elucidar um pouco mais sobre o tema, e se for o caso possa explorá-lo com uma outra atitude. Para tal livros como:


-Dislexia, Disortografia e Disgrafia da (Mc Graw Hill)
-Como apoiar um filho disléxico da (editora Estampa)


São uma razoável ajuda, para um trabalho de reeducação pedagógica, os livros de exercícios (Dislexia Vol 1 e 2, da Porto Editora), também são uma boa opção.


A Dislexia pode trazer limitações, cabe a você procurar ajuda e trabalhar os seus pontos fortes arranjando estratégias para minimizar e ultrapassar algumas dessas limitações.


Nos diferentes aspectos da Dislexia, a DISGRAFIA é caracterizada por problemas com a Linguagem Escrita, que dificulta a comunicação de idéias e de conhecimentos através desse específico canal de comunicação. Há disléxicos sem problemas de coordenação psicomotora, com uma linguagem corporal harmônica e um traçado livre e espontâneo em sua escrita, embora, até, possam ter dificuldades com Leitura e/ou com a interpretação da Linguagem Escrita. Mas há disléxicos com graves comprometimentos no traçado de letras e de números. Eles podem cometer erros ortográficos graves, omitir, acrescentar ou inverter letras e sílabas. Sua dificuldade espacial se revela na falta de domínio do traçado da letra, subindo e descendo a linha demarcada para a escrita.


Há disgráficos com letra mal grafada mas inteligível, porém outros cometem erros e borrões que quase não deixam possibilidade de leitura para sua escrita cursiva, embora eles mesmos sejam capazes de ler o que escreveram.


É comum que disgráficos também tenham dificuldades em matemática. Existem teorias sobre as causas da Disgrafia, uma delas aborda o processo de integração do sentido visão com a coordenação do comando cerebral do movimento. É especialmente complicado para esses disléxicos, monitorar a posição da mão que escreve, com a coordenação do direcionamento espacial necessário à grafia da letra ou do número, integrados nos movimentos de fixação e alternância da visão. Por isto, eles podem reforçar pesadamente o lápis ou a caneta, no ponto de seu foco visual, procurando controlar o que a mão está traçando durante a escrita. Por isto, também podem inclinar a cabeça para tentar ajustar distorções de imagem em seu campo de fixação ocular.


Disgráficos, com frequência, experimentam, em diferentes graus, sensação de insegurança e desequilíbrio com relação à gravidade, desde a infância. Podem surgir atrasos no desenvolvimento da marcha, dificuldades em subir e descer escadas, ao andar sobre bases em desnível ou em balanço, ao tentar aprender a andar de bicicleta, no uso de tesouras, ao amarrar os cordões dos sapatos, jogando ou apanhando uma bola. Tarefas que envolvem coordenação de movimentos com direcionamento visual podem chegar a ser, até, extremamente complicadas.


Dos simples movimentos para seguir uma linha e, destes, para o refinamento da motricidade fina, que envolve o traçado da letra e do número e de suas sequências coordenadas, podem transformar-se em trabalho especialmente laborioso. Razão porque se torna extremamente difícil para o disléxico aprender a escrever pela observação da sequência de movimentos ensinadas pelo professor. Dificuldades também surgem na construção com blocos, no encaixe de quebra-cabeças, ao desenhar, ao tentar estabelecer valor e direcionamento ao movimento dos ponteiros do relógio na Leitura das horas. A escrita, para o disgráfico, pode tornar-se uma tarefa muito difícil e exaustiva, extremamente laboriosa e cansativa, podendo trazer os mais sérios reflexos para o desenvolvimento do ego dessa criança, desse jovem, a falta de entendimento, de diagnóstico e do imprescindível e adequado suporte psicopedagógico.

DISGRAFIA O QUE É ?

A disgrafia é também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível.

Algumas crianças com disgrafia possui também uma disortografia amontoando letras para esconder os erros ortográficos. Mas não são todos disgráficos que possuem disortografia. A disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual.

Carcaterísticas Principais:

- Lentidão na escrita.

- Letra ilegível.

- Escrita desorganizada.

- Traços irregulares: ou muito fortes que chegam a marcar o papel ou muito leves.

- Desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial.

- Desorganização do texto, pois não observam a margem parando muito antes ou ultrapassando. Quando este último acontece, tende a amontoar letras na borda da folha.

- Desorganização das letras: letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas, omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo).

- Desorganização das formas: tamanho muito pequeno ou muito grande, escrita alongada ou comprida.

- O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras são irregulares.

- Liga as letras de forma inadequada e com espaçamento irregular.

O disgráfico não apresenta características isoladas, mas um conjunto de algumas destas citadas acima.




Podemos encontrar dois tipos de disgrafia:


- Disgrafia motora (discaligrafia): a criança consegue falar e ler, mas encontra dificuldades na coordenação motora fina para escrever as letras, palavras e números, ou seja, vê a figura gráfica, mas não consegue fazer os movimentos para escrever.


- Disgrafia perceptiva: não consegue fazer relação entre o sistema simbólico e as grafias que representam os sons, as palavras e frases. Possui as características da dislexia sendo que esta está associada à leitura e a disgrafia está associada à escrita.

Tratamento e orientações:

O tratamento requer uma estimulação lingüística global e um atendimento individualizado complementar à escola.


- Os pais e professores devem evitar repreender a criança.
- Reforçar o aluno de forma positiva sempre que conseguir realizar uma conquista.
- Na avaliação escolar dar mais ênfase à expressão oral.
- Evitar o uso de canetas vermelhas na correção dos cadernos e provas.
- Conscientizar o aluno de seu problema e ajudá-lo de forma positiva.

"ESSAS CRIANÇAS PODEM SER EXTREMAMENTE BRILHANTES, CAPAZES DE EXCELENTES IDÉIAS, PORÉM COMPLETAMENTE INCAPAZES DE PASSAR PARA O PAPEL O POTENCIAL DE SUAS CABEÇAS". Dr. LEVINE, M.D.


via: www.psicopedagogia.com.br
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Saúde Vocal do Professor



A classe de professores é uma das mais prejudicadas, profissionalmente, quanto a alguns problemas de saúde, principalmente no que diz respeito à voz.

A rotina diária de trabalho, de seis a oito horas falando sem parar, pode causar problemas que precisam ser levados em consideração, como calos nas cordas vocais, perda da intensidade da voz, rouquidão, ensurdecimento, cansaço e fadiga, etc.

Na própria graduação, deveriam ser colocados dentro de metodologia de ensino ou em biologia tópicos sobre os problemas de saúde acarretados pelo exercício da profissão, como nas cordas vocais, problemas de coluna e de circulação, alergias e outros, como uma proposta preventiva aos mesmos.

Através de profissionais fonoaudiólogos, fisioterapeutas e outras especialidades, desenvolver um trabalho preventivo a fim de ajudar no exercício da profissão de forma saudável, evitando maiores problemas no futuro.

Aprender as técnicas vocais adequadas é importante, pois segundo especialistas, uma prática vocal correta não prejudica a voz, pelo contrário, torna os músculos do aparelho vocal mais fortalecidos.

Dentre as reclamações mais comuns, podemos encontrar as de rouquidão, dor na traqueia, garganta raspando, sensação de ter sempre uma bolinha na garganta e falhas na voz.

Além desses, o estresse emocional, causado pelas falhas na voz que prejudicam o rendimento do professor, também é considerado um fator agravante do problema. A pressão em ter que falar, em ter que dar conta do trabalho leva o profissional a ter outros problemas, de ordem psicossomática.

Uma pesquisadora de Campinas/SP desenvolveu um trabalho em algumas escolas públicas e particulares, onde pôde observar que os maiores causadores das patologias na voz são: falar virado para o quadro, aspirando o pó de giz; falta de ventilação adequada, que também gera um aumento da respiração de pó de giz; tentar sobrepor às vozes dos alunos; falar por muitas horas seguidas; etc.

Esses problemas são de fácil solução, desde que as escolas estejam abertas a investir na saúde dos profissionais. A aquisição de quadros brancos e canetas próprias acabam com o problema do giz; salas menores proporcionam uma acústica melhor; a instalação de sistema de som para o uso de microfones, em salas maiores; fazer pausas para a voz e aumentar a ingestão de líquidos podem ser boas tentativas de melhorar a saúde dos profissionais. Além disso, a escola garantirá que não sofrerá perdas com indenizações futuras.

Fazer exames de rotina, em médicos e fonoaudiólogos, fica por conta do profissional, mas como forma de prevenção dos problemas na voz. Estes poderão orientá-los das condições de trabalho que necessitam, além de passar exercícios que irão melhorar o desempenho e garantir a qualidade da voz, sem outros problemas.

Assim como outras doenças, o diagnóstico precoce poderá ajudar a manter a qualidade da voz, evitando os distúrbios nas mesmas.

Dentre os profissionais que apresentam maiores índices de problemas vocais, os professores só perdem para os cantores, sendo seguidos por atores, políticos e radialistas.

Esses profissionais devem estar ligados nesses problemas, evitando que ao longo do exercício da profissão surjam as chamadas disfonias, ou problemas da voz.

Fonte: http://educador.brasilescola.com/orientacoes/voz-professor.htm
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Vem comigo!

A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”