0

Déficit de Atenção e Hiperatividade

Os distúrbios comportamentais de atenção e
hiperatividade parecem englobar, na realidade,
quadros comportamentais variáveis e associados
a diversas patologias do sistema nervoso central.
Muitos desses quadros parecem ter uma causa
genética, porém outros parecem estar associados
a outros tipos de distúrbios do desenvolvimento
cerebral.
Muitas mães de crianças hiperativas relatam já
uma atividade fetal aumentada, e um recém
nascido muito irriquieto. Geralmente, o
aprendizado da marcha é rápido e logo a criança
está correndo. Dificilmente fica parada, mesmo às refeições.

A noção de Tempo

O tempo organiza nossa vida. Determina
nossas rotinas. À noite dormir; levantar pela
manhã; ir à escola (trabalho); almoçar, etc.
Para muitas tarefas parece não ser
necessário o relógio. O cansaço nos faz ir
para a cama, a fome nos leva a comer, etc.
Mas você já reparou que a fome, em geral,
surge no nosso horário habitual de
alimentação, e o sono em torno da hora em
que, em geral, nos acostumamos a ir para a cama?

O cérebro utiliza muitos circuitos neurais para medir tempos, e
determinar os chamados ritmos circadianos: o ciclo vigília-sono,
os ciclos alimentares, hormonais, etc. Esses circuitos
desencadeiam a ação de outras áreas cerebrais que controlam
comportamentos básicos e repetitivos: sensação da fome, sono,
ovulação, etc.
Existem neurônios que são ativados quando um evento é
imaginado ou reconhecido pela nossa percepção. Imaginar ou
reconhecer um evento é integrar um conjunto de
acontecimentos dentro de um mesmo tema: sentarmos a mesa,
colocarmos comida no prato, comer, constituem acontecimentos
do evento "almoçar". Esses neurônios interagem com circuitos
neurais que se encarregam em registrar o tempo que dura cada
evento acontecido e também o tempo decorrido entre eles,
constituindo a memória retrospectiva. Quando eles interagem
com circuitos que se encarregam em definir o tempo de eventos
futuros constituem, junto com esses circuitos, a memória prospectiva.

MEMÓRIA RETROSPECTIVA

Juca inicia seu novo período escolar. Sua mãe o acorda, ele vai à escola, toma seu lanche, retorna para o almoço.

Para memorizar esses eventos, ele organiza a seqüência de suas atividades na memória retrospectiva.

Os neurônios que reconhecem eventos ou episódios encontram-se na região do hipocampo e constituem a chamada memória episódica. Outros neurônios vizinhos registram a seqüência em que esses eventos ocorreram: primeiro levantar; depois caminhar; depois lanchar, etc. Além da seqüência, também medem os intervalos de tempos entre esses evento, por exemplo: tempo lanche – tempo levantar é maior que tempo almoço – tempo voltar.

Os tempos de todos os eventos de nossa vida são assim registrados. Esquecemos de muitos deles, mas sempre guardamos os mais importantes. Por isso, falamos do passado sempre nos referenciando a eventos marcantes: Foi depois que Juca nasceu ....; Aconteceu quando Laura começou o Ensino Infantil ..., e assim por diante.

Essa cronologia fica registrada através da eficácia da conexão entre neurônios na região do hipocampo. Ali existe, também, células que quando ativadas provocam em nós a sensação de novidade e são chamadas de células de novidade.

No hipocampo existem inúmeros neurônios de reconhecimento episódico que nunca foram ativados e que estão estreitamente conectados às células de novidade. Quando um evento ocorre pela primeira vez, ele ativa fortemente um desses neurônios, e sua estreita conexão com a célula de novidade nos proporciona a sensação de novidade. Mas essa forte ativação afrouxa a conexão entre ele e a célula de novidade. Dessa forma, nas próximas vezes que o mesmo evento ocorrer a sensação de novidade será cada vez menor, pois o neurônio que agora reconhecerá sempre esse episódio estará cada vez menos conectado com a célula de novidade.

Lesões na região do hipocampo podem ter efeitos devastadores, pois podem destruir a nossa memória retrospectiva. Deixamos de reconhecer nossos familiares, nossos amigos, os locais importantes de nossa vida, etc. Tudo se torna novo para nós e precisamos reaprender tudo outra vez.

Alternativamente, as lesões podem destruir a capacidade de reconhecer o recente. Não perdemos nosso passado antigo, mas não podemos gravar nosso passado recente. A partir do momento da lesão, perdemos nossa capacidade de guardar o ocorrido. Já não podemos mais nos lembrar do que aconteceu minutos atrás.

MEMÓRIA PROSPECTIVA



Juca está planejando ir brincar com seus amigos depois que voltar da escola.

Para isso, ele organiza a seqüência de suas atividades na memória prospectiva ou também memória executiva ou de trabalho.

Mas precisa, também, utilizar informações da memória retrospectiva sobre sua rotina e tempo de duração e de distância entre seus eventos, para ativar circuitos controladores do tempo futuro no lobo frontal. É como se pudesse contar com vários despertadores, que podem ser colocados para ativar um comportamento (ir à escola; tomar lanche; ...; brincar) em tempos distintos, porém ordenados (primeiro escola; ...; por último brincar ).

Distúrbios da memória executiva podem acarretar diferentes tipos de problemas. Por exemplo, a criança pode perder a capacidade de planejar suas atividades, o que pode ter um efeito devastador em sua vida.

A hiperatividade e os distúrbios de atenção, característicos de um grupo de crianças, também têm relação com uma disfunção da memória executiva. Os circuitos frontais delas parecem ser incapazes de programar seqüências longas de eventos. É como se não pudessem utilizar despertadores para programar muitos eventos ou eventos que ocorram por mais que alguns minutos.

Imagine uma situação comum de sala de aula. Levantar; ir à lousa; pegar o giz; escrever o que a professora ditar, e voltar para a carteira.

A criança poderá programar, em sua memória executiva, apenas: Levantar; ir à lousa. No meio do caminho, pode se distrair com algum ruído e reprogramar sua memória: Ir à porta; verificar o que aconteceu.
Leia Mais ►
4

Disartria: O que é? E como tratar?


A Disartria é uma alteração na expressão verbal causada por uma alteração no controle muscular dos mecanismos da fala. Compreende as disfunções motoras de respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia.

Respiração: O controle deficiente da expiração e inspiração intereferirá na entonação, prejudicando a inteligibilidade da fala

Prosódia: Muitos disartricos tem uma entonação e prosódia distorcidas.

Fonação: A paralisia das pregas vocais resultará em um som fraco e abafado e fará com que o paciente se canse facilmente. O volume da voz airá após um certo perídodo da fala ou no final da oração.

Ressonância: Se há insuficiência palatal, a qualidade da voz terá baixa ressonância (hiponasalidade) ou muita ressonância (hipernasalidade).

Articulação: A redução da atividade neuromuscular da língua, lábios, palato mole e mandíbula produz alteração de fala.

A disartria pode ser causada por um processo traumatico craniocervical; tumores benignos ou malignos do cérebro, cerebelo ou tronco encefálico; lesão vascular encefálica/ doenças infecciosas, metabólicas, tóxicas ou degenerativas do sistema nervosos ou do muscular.

O local da lesão pode ser o Sistema Nervosos Central e/ ou periférico.



Tipos de Disartrias

Disartria Flácida: Flacidez ou paralisia com diminuição dos reflexos de alongamento muscular;Alteração do movimento voluntário, automático e reflexo;Atrofia das fibras musculares (perda da massa muscular).

Disartria Espástica: Presença da espasticidade associadas com outras características incluindo disfagia, labilidade emocional e fraqueza bulbar.

Disartria Atáxica: Os músculos afetados estão hipotônicos. Os movimentos são lentos. Com frequência se observa nistagmo e os movimentos oculares podem ser irregulares. Aspereza da voz e uma monotonia no tom com poucas variações de intensidade.

Disartria Hipocinética: Associada á doença de Parkinson, com característica principal a debilidade da voz, prosódia, inteligibilidade da fala e articulação com falhas.


A disartria é uma alteração da fala de etiologia neurogênica, ou seja, não compreende patologias da fala associadas aos defeitos estruturais somáticos ou psicológicos(5). A disartria pode afetar tanto os movimentos voluntários, coordenados pelo sistema nervoso piramidal, como os involuntários, coordenado pelo sistema extrapiramidal.

O mecanismo da fala engloba, basicamente, articulação, fonação, respiração, ressonância e prosódia(2). Estes processos são encontrados no trato vocal, sendo a prosódia o resultado harmônico de todos os mecanismos envolvidos, que necessitam de uma ação muscular para o seu perfeito funcionamento(6).
O tipo de disartria resulta do transtorno neuromuscular e depende do local em que ocorreu a lesão(5) . Devido a este fato, o mecanismo da fala pode ser alterado em menor ou maior grau, atingindo diferentes músculos orofaciais, gerando tipos específicos de disartria.
Portanto, os sistemas neuromusculares danificados originam um tipo de disartria que podem afetar o neurônio motor inferior (disartria do tipo flácida), neurônio motor superior (disartria espástica), cerebelo (disartria atáxica), sistema piramidal ou sistema extrapiramidal.


A disartria pode ser definida como uma alteração na expressão oral causada por um acometimento no controle muscular dos mecanismos da fala(1,2), em decorrência de uma lesão no Sistema Nervoso Central (SNC) ou Periférico (SNP)(3). Nas disartrias, há a diminuição ou perda da faculdade de unir os sons, o que acarreta na emissão imprecisa de sílabas(4).

A disartria é uma alteração da fala de etiologia neurogênica, ou seja, não compreende patologias da fala associadas aos defeitos estruturais somáticos ou psicológicos(5). A disartria pode afetar tanto os movimentos voluntários, coordenados pelo sistema nervoso piramidal, como os involuntários, coordenado pelo sistema extrapiramidal.
O mecanismo da fala engloba, basicamente, articulação, fonação, respiração, ressonância e prosódia(2). Estes processos são encontrados no trato vocal, sendo a prosódia o resultado harmônico de todos os mecanismos envolvidos, que necessitam de uma ação muscular para o seu perfeito funcionamento(6).
O tipo de disartria resulta do transtorno neuromuscular e depende do local em que ocorreu a lesão(5) . Devido a este fato, o mecanismo da fala pode ser alterado em menor ou maior grau, atingindo diferentes músculos orofaciais, gerando tipos específicos de disartria.

Portanto, os sistemas neuromusculares danificados originam um tipo de disartria que podem afetar o neurônio motor inferior (disartria do tipo flácida), neurônio motor superior (disartria espástica), cerebelo (disartria atáxica), sistema piramidal ou sistema extrapiramidal.

DISARTRIA FLÁCIDA

Os neurônios fazem uma conexão entre o SNC e as fibras do músculo esquelético ativando-o(5). Dos corpos celulares localizados no corno anterior da medula espinhal e nos núcleos motores dos nervos cranianos do tronco cerebral, os axônios dos neurônios motores inferiores passam pelos vários nervos espinhais e cranianos motores para o SNP e, daí, aos músculos voluntários(5).

O segundo neurônio motor ou periférico representa a via final da motricidade e é, portanto, um agente executor efetor(7). A lesão em alguma extensão da unidade motora implica na alteração da motricidade voluntária, causando diminuição do alongamento muscular e flacidez dos músculos(1,3). Quando o neurônio motor inferior não transmite os impulsos nervosos necessários para a manutenção da adequação do tônus, a principal característica gerada desta alteração é a hipotonia.

As características clínicas da disartria flácida são: hipernasalidade associada a escape aéreo nasal, voz suspirada, inspiração audível(5), pobre abertura labial, excesso de saliva, dificuldade quanto aos movimentos alternantes da língua, redução do tempo de fonação, pobreza de inteligibilidade(7), respiração curta, dificuldade na emissão de tons altos, voz baixa e dificuldade na emissão de fonemas fricativos e plosivos(2).

DISARTRIA ESPÁSTICA

Os neurônios motores superiores transmitem impulsos nervosos das áreas motoras do córtex cerebral do giro pré-central ou pré-motor do córtex aos neurônios motores inferiores e encontram-se localizados no cérebro, tronco encefálico e medula espinhal.

Lesões neste neurônio ocasionam debilidade e espasticidade contralateral do córtex lesionado (giro pré-central do córtex), sendo evidente a alteração motora nos músculos distais das extremidades da língua e dos lábios, podendo ser uni ou bilateral.

A lesão unilateral está localizada em cada córtex motor ou cápsula interna, sendo manifestada alteração nos lábios e parte inferior do rosto. Entretanto, a disartria espástica persistente ou bilateral é causada por uma interrupção bilateral dos neurônios motores superiores que inervam os músculos dos nervos cranianos bulbares.

Os principais sintomas de uma disfunção muscular são: espasticidade, fraqueza muscular, limitação e lentidão de movimentos.

O distúrbio da fala afeta alguns fonemas, embora as sentenças produzidas sejam gramaticalmente corretas e a compreensão também seja normal(4). Os fonemas bilabiais, linguodentais e fricativos apresentam-se mais distorcidos do que os outros(6). É importante mencionar há descontrole da respiração devido à incapacidade de vedação velofaríngea, dificuldade de protrusão de língua, de levantar o véu palatal e controlar os movimentos dos lábios, ausência de diferenciação entre sons surdos e sonoros, voz rouca e baixa, frases curtas, ausência de controle fonorrespiratório, distorção de vogais e hipernasalidade(2,8,9).

DISARTRIA ATÁXICA

O estudo das lesões cerebelares e de seus efeitos permite findar que o cerebelo regula a força, a velocidade, a duração e a direção dos movimentos originados em outros sistemas motores(1). Lesões no cerebelo ou em suas conexões levam a ataxia, em que os movimentos se tornam descoordenados(5). Se esta ataxia afetar os músculos do mecanismo da fala, a sua produção se torna alterada(4). O cerebelo está anatomicamente localizado na porção posterior do tronco cerebral, onde ocupa a maior parte da fossa craniana posterior. Este órgão é separado dos lobos occipital e temporal do cérebro pelo tentório cerebelar(2).

Os músculos afetados se tornam hipotônicos, os movimentos lentos com alteração na força, extensão, duração e direção(1). Há o predomínio de monotonia, interrupções e, às vezes, nasalidade e presença de lentidão na leitura e prosódia(2,7).
A fala de pacientes com este tipo de disartria é denominada de escandida ou “scanning speech”, caracterizada por pausas depois de cada sílaba e lentificação das palavras(4). Estas alterações referem-se à prosódia, que consiste em enfatizar sílabas de forma diferente da habitual(1). Além disso, a presença de movimentos hipercompensatórios afetam a direção e controle da língua, volume, timbre da voz provocando uma articulação espasmódica, explosiva(8).

As alterações da fala que emergem diante da disartria atáxica, segundo Brown, Darley e Monson (1970, apud Murdoch5), são: imprecisão articulatória e distorção de consoantes e vogais; intervalos prolongados e velocidade lenta, monopitch, monoloudness e voz áspera(5).

DISARTRIA POR LESÕES NO SISTEMA PIRAMIDAL

O sistema piramidal, responsável pelo controle motor dos movimentos voluntários e corticais dos membros é formado por fibras do trato corticoespinhal, corticomesencefálico e corticobulbar(5).

Os hemisférios cerebrais inervam os músculos articulatórios bilateralmente. Uma lesão piramidal bilateral ocasiona uma disartria de difícil prognóstico, entretanto, uma lesão unilateral não acarreta disartria permanente(7). Neste, não se verifica fibrilação de língua, porém, ela permanece estática no assoalho bucal, o que impossibilita a adequada realização da função de deglutição, uma vez que a saliva escorre pelas comissuras labiais. Na fonação, os lábios parecem paralisados, mas apresentam mobilidade nas funções involuntárias.

Disartria por lesão no sistema extrapiramidal

O sistema extrapiramidal está relacionado à função motora(5) e é constituído por núcleos cinzentos e partes do tronco cerebral(1). Os principais componentes deste sistema são os gânglios basais situados nos hemisférios cerebrais, que contribuem para o funcionamento motor. Estes núcleos incluem a substância nigra, o núcleo rubro e o núcleo subtalâmico(5).

A sintomatologia presente nas síndromes extrapiramidais pode ser agrupada em dois segmentos: os hipocinéticos e os hipercinéticos.

Síndrome extrapiramidal é a denominação indicada para patologias que afetam unicamente o sistema extrapiramidal, que regula o tônus muscular necessário para manter uma postura ou modificá-la, organiza os movimentos associados ao ato de andar e facilita o automatismo nos atos voluntários que requerem destreza(1).

A disartria hipocinética é caracterizada por lentidão e limitação dos movimentos, voz monótona com monoaltura e monointensidade, articulação imprecisa das consoantes, diminuição dos atos espontâneos, rigidez(3), presença de tremor que conduz à festinação(8), bem como diminuição da tonicidade muscular, com movimentos involuntários em todos os segmentos corporais(9). A Síndrome de Parkinson, por exemplo, possui um quadro clínico característico como tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural, decorrente de lesões no núcleo de base(9,10,11).

A disartria hipercinética também decorre de uma alteração no sistema extrapiramidal. Estes movimentos são evidenciados de forma brusca e rápida do tipo coréico (preponderante nos membros superiores e crânio) ou lenta do tipo atetósica, (predominante nas porções distais e em membros superiores).

Entre as suas características, verifica-se anormalidade dos movimentos involuntários, rigidez muscular e perda das reações posturais(5), redução nos movimentos articulatórios com lentidão no percurso do músculo, rigidez, tremores e perda dos movimentos automáticos.

CONTRIBUIÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

O fonoaudiólogo é um profissional importante na reabilitação das disartrias, tendo em vista a sintomatologia apresentada por estes sujeitos, especialmente no que se refere às já citadas alterações funcionais de respiração, fonação e articulação.

O fonoaudiólogo deve proporcionar a melhora na inteligibilidade da articulação da fala, ao reduzir o déficit de comprometimento articulatório, desenvolver estratégias compensatórias dos acometimentos da respiração, fonação e articulação e facilitar a comunicação com os familiares e cuidadores.

É importante que os cuidadores e familiares sejam orientados a dar atenção integral ao paciente, escolher o melhor ambiente e hora para conversar, olhar sempre para o disártrico, evitar comunicação a longa distância, deixar o disártrico calmo para repetir as palavras e frases mal elaboradas e não interromper os turnos do discurso. Se não entender, pedir para que repita a frase, deixando-o concluir seu pensamento, no intuito de evitar que ele sinta que alguém fala por ele, o que pode acarretar baixa-estima, perda da sua identidade, enquanto ser falante e eficaz.
A terapia consiste no emprego de técnicas específicas em que a articulação, respiração, fonação e ressonância deverão ser reabilitadas de forma que o disártrico tome consciência da alteração na sua comunicação, no intuito de propiciar um melhor autocontrole, para depois haver a correção das alterações(2).
O tratamento fonoaudiológico deverá ser iniciado o mais breve possível, visando à motivação para a terapia, bem como impedir a eclosão de padrões articulatórios incorretos.

Fonte: www.educaja.com.br
Leia Mais ►
0

Tipos de Memória


Acredita-se existirem tantas memórias quantas forem as experiências
acumuladas e, com isso, a capacidade de armazenamento de
informações seria imensa. Aqui vamos falar apenas da capacidade geral
do homem de captar, armazenar e se lembrar de informações. Por isso,
grosso modo, a memória pode ser classificada da seguinte maneira:

1. PELA SUA DURAÇÃO

Memória de curto prazo

Sobrevive o tempo necessário para a informação ser utilizada. Exemplo:
qualquer conteúdo que é decorado para uma prova permanece no
cérebro até o aluno entregar o documento ao professor. Se ele tiver boa
nota, talvez nunca mais se lembre do que estudou. Não forma arquivos.
Só vira memória de longo prazo se encontrar vínculo com outra
informação já armazenada ou pela repetição.
Memória de longo prazo
Fica mais tempo no cérebro e é aquela que todo professor gostaria de
fomentar em seus alunos. Quando dura anos, vira memória remota.
Uma informação permanece no cérebro porque, quando foi apreendida,
seus estímulos geraram novas sinapses, desencadearam síntese de
proteínas, ativaram genes e provocaram a sua consolidação como conhecimento apreendido.

2. PELO SEU CONTEÚDO

Memória declarativa
A episódica ou autobiográfica guarda os fatos vividos pelo indivíduo,
como oprimeiro encontro com a pessoa amada ou uma aula especial,
em que algo inusitado tenha acontecido (um teatrinho, show ou uma
situação que despertou algum tipo de emoção no aluno).
A semântica — a mais importante durante o aprendizado — arquiva os
conhecimentos gerais, como o significado de palavras e conceitos.
Memória de procedimentos
É composta pelas habilidades motoras ou sensoriais. Como andar de
bicicleta ou a maneira de proceder diante de determinadas experiências
realizadas na escola.
Muitas vezes, pela observação e pelo treinamento, esses conhecimentos
são arquivados de maneira implícita, sem que haja consciência do
aprendizado.

A memória de trabalho ou ativa

Não se encaixa em nenhuma das categorias anteriores. É assim
chamada por analogia com a memória dos computadores. Iván
Izquierdo define-a como "gerenciadora da realidade": ela conecta as
informações da memória de curto prazo com as já arquivadas para
comparar, analisar, decidir ou não abrir um novo arquivo. Ele dá o
exemplo: conservamos na consciência algumas palavras utilizadas no
início desta frase somente para compreender o significado da sentença.
Depois esquecemos o termo exato, mas conservamos na memória a
idéia principal. É também aquela que o aluno usa ao receber suas
instruções antes de realizar uma atividade, ao recordar as orientações
no momento da execução. Essa memória usa as capacidades do córtex
pré-frontal do cérebro, lugar das chamadas funções cerebrais
superiores, como a tomada de decisão, a análise crítica, o julgamento.

Fonte: www.psicopedagogavaleria.com.br
Leia Mais ►
0

Memória X Aprendizagem X Emoção: Sem memória não há aprendizagem

Durante séculos, na escola, memorizar foi sinônimo de decorar nomes,
datas e fórmulas. Afinal, eram esses os conhecimentos sempre exigidos
nas provas, nas chamadas e nos testes. Com base nos estudos sobre o
processo de aprendizagem da criança, concluiu-se que a decoreba era
inimiga da educação. E a memória — confundida com repetição — foi
posta de castigo.
Um grande erro. A memória é a base de todo o saber — e, por que não
dizer, de toda a existência humana, desde o nascimento. Como tal, deve
ser trabalhada e estimulada. "É ela que dá significado ao cotidiano e nos
permite acumular experiências para utilizar durante toda a vida", afirma
a psicóloga e antropóloga Elvira Souza Lima, especialista em
desenvolvimento humano.
Nos últimos 20 anos, a neurociência avançou muito nas descobertas
sobre o funcionamento do cérebro. Hoje sabe-se o que acontece quando
ele está captando, analisando e transformando estímulos em
conhecimento e o que ocorre nas células nervosas quando elas são
requisitadas a se lembrar do que já foi aprendido. "Com isso o professor
pode aprimorar suas estratégias de ensino", diz o neuropsiquiatra
Everton Sougey, coordenador do curso de pós-graduação em
Neuropsicologia da Universidade Federal de Pernambuco. Estão
provadas, por exemplo, as vantagens de estabelecer ligações com o
conhecimento prévio do aluno ao introduzir um novo assunto e de
trabalhar também a emoção em sala de aula. O cérebro responde
positivamente a essas situações, ajudando a fixar não somente fatos,
mas também conceitos e procedimentos.
"Somos aquilo que recordamos", conceitua Iván Izquierdo, professor de
Neuroquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele dá um
exemplo: nenhum texto é compreendido se não se lembra o significado das
palavras e a estrutura do idioma utilizado. Tudo isso precisa estar registrado
no cérebro para ser resgatado no momento oportuno. A memória, enfatiza
Elvira Lima, é a reprodução mental das experiências captadas pelo corpo por
meio dos movimentos e dos sentidos. Essas representações são evocadas
na hora de executar atividades, tomar decisões e resolver problemas, na
escola e na vida.

O PAPEL DA EMOÇÃO
Os sentimentos regulam e estimulam a formação e a evocação de memórias. São eles
que provocam a produção e a interação de hormônios, fazendo com que os estímulos
nervosos circulem mais nos neurônios. Graças a esse fenômeno cerebral é mais fácil
para uma criança lembrar-se do processo de fotossíntese se ligar esse conteúdo de
Ciências a uma planta que tem em casa ou à árvore em que costuma subir quando
está em férias na casa da vovó.
MEMÓRIA INCONSCIENTE
Algumas lembranças ficam "escondidas" porque estamos expostos a mais informações
do que conseguimos guardar. Aparentemente perdidas, elas ficam num lugar do
cérebro chamado inconsciente. Ninguém sabe explicar exatamente por que, mas elas
voltam à consciência sem que o indivíduo controle. Pesquisas mostram que isso
sempre ocorre em alguma circunstância especial, quando algum fato ou informação
evoca lembranças que se julgavam perdidas.
Esquecer para ESQUECER PARA LEMBRAR
O esquecimento (de fato) é o descarte de algo pouco importante que só
serve para sobrecarregar os mecanismos de memorização. É
fundamental no processo de aprendizagem, porque deixa o caminho
livre para que as informações e conteúdos fundamentais sejam
arquivados. Uma pessoa que conhece os conceitos de presidencialismo e
parlamentarismo (importante) pode explicar a diferença entre os dois a
qualquer interlocutor em qualquer momento de sua vida, mas
provavelmente jamais se lembrará do dia em que aprendeu isso nem da
roupa que o professor usava na hora em que o assunto foi discutido em
classe (pouco importante). O cérebro jogou fora detalhes, mas o
conhecimento foi arquivado e depois conectado com outras informaões
correlatas, formando novos arquivos.
COMO SE FORMA A MEMÓRIA
UM ARQUIVO ORGANIZADO
O cérebro é dividido por uma fenda em dois hemisférios, que são segmentados em lobos,
regiões demarcadas sem muita nitidez. As informações captadas pela visão, pela audição,
pelo olfato, pelo paladar e pelo tato provocam impulsos elétricos e reações químicas em
lobos diferentes e não são guardadas da maneira como foram captadas. Elas são
fragmentadas, classificadas e hierarquizadas. Para se ter uma idéia de como o cérebro se
organiza, podemos visualizar na ilustração ao lado:


1. elaborações mentais sofisticadas, como o planejamento, o
julgamento e a decisão;
2. dados sobre movimentos corporais, tato, orientação espacial e
análise sensorial;
3. informações olfativas;
4. linguagem, leitura e fala;
5. informações auditivas;
6. estímulos e associações visuais.
Paulo Caramelli, especialista em neurologia cognitiva do Hospital das
Clínicas da Universidade de São Paulo, explica que tanto novas
informações quanto as já armazenadas, depois de conectadas e
reelaboradas, passam obrigatoriamente pelo hipocampo (H), estrutura
que fica sob os dois hemisférios. De lá as informações são espalhadas
por toda a superfície do cérebro, o córtex. A classificação e o
armazenamento de informações são tão específicos a ponto de, dentro
do "arquivo" linguagem, uma "pasta" guardar verbos; outra,
substantivos, e assim por diante.
MAIS CONEXÕES, MAIS MEMÓRIA
A informação captada transita pelos neurônios, células nervosas
semelhantes a árvores sem folhas:
os galhos seriam os dentritos; o tronco, o axônio; e as raízes, os
terminais pré-sinápticos. Eles criam emaranhados de caminhos que se
orientam em diversas direções. Quando os galhos de uma
célulaencontram-se com as raízes de outra forma-se uma sinapse, local
de comunicação entre os neurônios e unidade elementar de
armazenamento da memória. Lá acontece síntese de proteínas, trocas
elétricas e ativação de genes que provocam o armazenamento da
informação. Quanto mais conexões, mais memória. Cada neurônio pode
se comunicar com até outros mil. Como o ser humano tem de 10 bilhões
a 100 bilhões dessas células, é possível haver até 100 trilhões de
conexões sinápticas.

Fonte: www.psicopedagogavaleria.com.br

No próximo post irei comentar sobre os tipos de memória. Aguardem! Deixe seu comentário!
Leia Mais ►
0

Exemplos para Desenvolver a Consciência Fonológica: Suavizando o processo de Alfabetização


Sabemos que Consciência Fonológica é uma competência que envolve a capacidade de reconhecimento dos diversos segmentos da palavra, na língua falada. Atualmente muito se tem investigado sobre a evidência da contribuição da consciência fonológica para o sucesso no aprendizado da leitura e escrita. Sendo assim, irei postar aqui alguns exercícios elaborados de complexidade crescente, onde podem ser usados nas várias etapas da aquisição da escrita, desde a pré-escola.
Para uma criança ser alfabetizada é importante que ela consiga anlisar as palavras, perceba que nelas há sequências de sons formando sílabas discriminando os sons que as compõem. Dependendo do nível de escolaridade e ou de dificuldade que a criança apresente ao ser iniciada no processo de alfabetização, sugerimos que o trabalho para o desevolvimento da consciência fonológica seja iniciado com vocábulos monossílabos e dissílabos.

MONOSSÍLABOS E DISSÍLABOS

SIM MOLA NÃO SOM
PATO COME CAPA VELA
PRATO PLACA FOCA SOMBRA
MILHO TOM NINHO SONHO
VÁ FRACO CLIMA DOR
RODA FIGO BUM RÉ

A terapeuta diz a palavra, a criança deve repetí-la batendo palmas marcando o número de sílabas e a seguir ir fazendo traços horizontais no papel ou na lousa da esquerda para a direita, tantos quantos forem as sílabas. A criança ao mesmo tempo que a traça deve nomear a sílaba. A seguir a Terapeuta aponta os traços e a criança deverá dizer que a sílaba eles representam. Esse exercício poderá ser orientado em sala de aula caso o professor queira com seus alunos. Seria algo lúdico e divertido.

DISSÍLABOS

Nesta estapa a criança é solicitada a ouvir uma sílaba, repetí-la e dizer se ela se encontra no dissílabo que é então apresentado pela Terapeuta, um a um.

1) Diga "CA". Esta sílaba aparece nas palavras:
MACA?
NADA?
GAGO?
CAPA?

2) Diga "PO". Esta sílaba aparece nas palavras:
CABO?
PULO?
COPO?
POVO?

3) Diga "DE". Esta sílaba aparece nas palavras:
TEMPO?
DEDO?
VERDE?
PENTE?

E assim por diante, você pode desenvolver atividades e sequências de exemplos como estes para trabalhar consciência fonológica com seu paciente ou seu aluno e auxiliar nos processos de alfabetização, para que lá na frente suavize suas dificuldades na aprendizagem caso venha ocorrer.


Deixe seu comentário caso existam dúvidas à respeito dessa postagem para que eu possa ir respondendo e pesquisando mais informações.
Leia Mais ►
4

Comunicação Alternativa: "Qualquer maneira de comunicar vale a pena"

O III Congresso Brasileiro de Comunicação Alternativa – ISAAC Brasil teve como objetivos dar continuidade ao desenvolvimento e divulgação da Comunicação Alternativa no Brasil nas áreas de pesquisa, clínica e educacional, bem como consolidar a instituição do capítulo brasileiro vinculado à ISAAC. Este foi realizado no ano de 2009 no qual participei e dei início ao meu projeto profissional de fazer algumas crianças no qual convivo no meu âmbito de trabalho se comunicarem através da Comunicação Alternativa. Quero deixar aqui, e iniciar falando o que é a Comunicação Alternativa e como trabalhar com ela para o aprendizado da linguagem e da alfabetização com crianças que não possuem oralidade, porém possuem um cognitivo para desenvolverem todos os aspectos relacionados ao que chamamos de "Letramento ou Alfabetização".

O que é Comunicação Alternativa?
O termo Comunicação Alternativa e Ampliada é utilizado para definir outras formas de comunicação como o uso de gestos, língua de sinais, expressões faciais, o uso de pranchas de alfabeto ou símbolos pictográficos, até o uso de sistemas sofisticados como o computador com voz sintetizada.
A comunicação é considerada alternativa quando o indivíduo não apresenta outra forma de comunicação, e considerada ampliada quando o indivíduo possui alguma comunicação, mas essa não é suficiente para suas trocas sociais.
No Brasil a CAA vem sendo traduzida de diferentes maneiras:

•Comunicação Alternativa e Aumentativa

•Comunicação Alternativa e Suplementar

•Comunicação Alternativa e Ampliada

Quem trabalha com Comunicação Alternativa?

Muitos profissionais podem estar envolvidos no trabalho da tecnologia assistiva como engenheiros, educadores, terapeutas ocupacionais, protéticos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, oftalmologistas, enfermeiras, assistentes sociais, especialistas em audição, entre outras áreas.

Os sintomas alternativos e ou aumentativos de comunicação são usados em pacientes que não tem possibilidade de se comunicar verbalmente ou cuja fala seja de difícil inteligibilidade.
Os sistemas são vários, sendo o P.C.S. (Picture Communication Symbols) e o Bliss os mais conhecidos.
O P.C.S. é constituído de pequenas figuras que representam de forma pictográfica o que o paciente quer falar. Se ele quiser dizer: "Eu quero ir na casa da vovó", haverá uma figura para "eu" e outras para "quero", "ir", "casa" e "vovó". Não temos neste método palavras que indiquem elementos de ligação, nem plural ou flexão verbal, o que é um pouco limitante.
Os símbolos são colocados em pranchas ou pastas, de acordo com a convivência de cada criança. Cada pasta é individual e vai conter um vocabulário que preencha as necessidades de cada paciente.
Existem 3 tamanhos de símbolos, sendo que com crianças menores devemos iniciar com figuras maiores para posteriormente irmos diminuindo a fim de que caibam mais figuras na prancha.
Muitas vezes a criança não tem como apontar para as figuras e ela vai ter que mostrar apenas com o olhar os símbolos que traduzam o que ela quer.
A terapeuta ocupacional vai ter enorme importância no auxilio da fonoaudióloga, pois é ela quem vai dizer qual o posicionamento correto da criança e o tamanho adequado da prancha.
Às vezes é necessário que a fonoaudióloga comece com gravuras de revista ou mesmo com fotos da vida diária do paciente.
Atualmente já existe no Brasil o Board Maker, processo computadorizado no qual as pranchas são montadas e impressas conforme a necessidade do paciente.
O sistema Bliss é mais sofisticado do que o P.C.S. e normalmente é usado com crianças mais velhas e adolescentes com bom nível intelectual. Ele é iconográfico, isto é, seus símbolos não são compreensíveis à primeira vista, exigindo uma interpretação do paciente. Embaixo dos símbolos, tanto no Bliss como no P.C.S. há a palavra escrita para que o interlocutor possa entender a mensagem.
O Bliss compreende elementos de ligação, flexão verbal, plural e concordância, sendo mais difícil, mas mais completo que o P.C.S. De forma geral o P.C.S. é mais usado que o Bliss.
Para fazer uso destes sistemas, a criança deve ter atenção e um nível intelectual razoável. A Fonoaudióloga por sua vez deve ter um bom conhecimento sobre o desenvolvimento da linguagem. A finalidade da prancha não é de que a criança aponte figuras e sim que ela se comunique por meio delas.
A total integração entre Fonoaudióloga, criança, escola e família é condição básica para o sucesso da comunicação alternativa.
PRANCHA DE COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA

software de apoio
Leia Mais ►
0

Um pouco mais sobre Disgrafia


A Disgrafia é uma alteração da escrita normalmente ligada a problemas perceptivo-motores.

Sabe-se que é necessário adquirir certo desenvolvimento ao nível de:

- coordenação visuo-motora para que se possam realizar os movimentos finos e precisos que exigem o desenho gráfico das letras;

- da linguagem, para compreender o paralelismo entre o simbolismo da linguagem oral e da linguagem escrita;

- da percepção que possibilita a discriminação e a realização dos caracteres numa situação espacial determinada; cada letra dentro da palavra, das palavras na linha e noa conjunto da folha de papel, assim como o sentido direccional de cada grafismo e da escrita em geral.

A escrita disgráfica pode observar-se através das seguintes manifestações:

O traços pouco precisos e incontrolados;

O falta de pressão com debilidade de traços;

Traços demasiados fortes que vinquem o papel;

A escrita desorganizada que se pode referir não só a irregularidades e falta de ritmo dos signos
gráficos, mas também a globalidade do conjunto escrito;

O realização incorrecta de movimentos de base, especialmente em ligação com problemas de orientação espacial, etc.




Disgrafia


Se deu em origem neurológicas, “agrafias, que constituem uma manifestação das afasias e implicam anomalias do grafismo, as quais representam, de certo modo, equivalentes articulatórios da linguagem”.


Numa abordagem funcional, “trata-se de perturbações da escrita que surgem em crianças, e que não correspondem a lesões cerebrais ou problemas sensoriais, mas a perturbações funcionais”.


O sujeito não chega a fixar a relação entre os sons escutados e a representação gráfica dos mesmos.


Na Disgrafia motora, existe compreensão da relação entre os sons escutados e sua representação gráfica, mas verifica-se dificuldades na escrita em consequência de uma motricidade deficiente.


A intervenção e reeducação na Dislexia, Disortografia e Disgrafia deverá ser sempre que possível feita por equipas pluri e multidisciplinares.


Com este texto pretende-se que o leitor possa se elucidar um pouco mais sobre o tema, e se for o caso possa explorá-lo com uma outra atitude. Para tal livros como:


-Dislexia, Disortografia e Disgrafia da (Mc Graw Hill)
-Como apoiar um filho disléxico da (editora Estampa)


São uma razoável ajuda, para um trabalho de reeducação pedagógica, os livros de exercícios (Dislexia Vol 1 e 2, da Porto Editora), também são uma boa opção.


A Dislexia pode trazer limitações, cabe a você procurar ajuda e trabalhar os seus pontos fortes arranjando estratégias para minimizar e ultrapassar algumas dessas limitações.


Nos diferentes aspectos da Dislexia, a DISGRAFIA é caracterizada por problemas com a Linguagem Escrita, que dificulta a comunicação de idéias e de conhecimentos através desse específico canal de comunicação. Há disléxicos sem problemas de coordenação psicomotora, com uma linguagem corporal harmônica e um traçado livre e espontâneo em sua escrita, embora, até, possam ter dificuldades com Leitura e/ou com a interpretação da Linguagem Escrita. Mas há disléxicos com graves comprometimentos no traçado de letras e de números. Eles podem cometer erros ortográficos graves, omitir, acrescentar ou inverter letras e sílabas. Sua dificuldade espacial se revela na falta de domínio do traçado da letra, subindo e descendo a linha demarcada para a escrita.


Há disgráficos com letra mal grafada mas inteligível, porém outros cometem erros e borrões que quase não deixam possibilidade de leitura para sua escrita cursiva, embora eles mesmos sejam capazes de ler o que escreveram.


É comum que disgráficos também tenham dificuldades em matemática. Existem teorias sobre as causas da Disgrafia, uma delas aborda o processo de integração do sentido visão com a coordenação do comando cerebral do movimento. É especialmente complicado para esses disléxicos, monitorar a posição da mão que escreve, com a coordenação do direcionamento espacial necessário à grafia da letra ou do número, integrados nos movimentos de fixação e alternância da visão. Por isto, eles podem reforçar pesadamente o lápis ou a caneta, no ponto de seu foco visual, procurando controlar o que a mão está traçando durante a escrita. Por isto, também podem inclinar a cabeça para tentar ajustar distorções de imagem em seu campo de fixação ocular.


Disgráficos, com frequência, experimentam, em diferentes graus, sensação de insegurança e desequilíbrio com relação à gravidade, desde a infância. Podem surgir atrasos no desenvolvimento da marcha, dificuldades em subir e descer escadas, ao andar sobre bases em desnível ou em balanço, ao tentar aprender a andar de bicicleta, no uso de tesouras, ao amarrar os cordões dos sapatos, jogando ou apanhando uma bola. Tarefas que envolvem coordenação de movimentos com direcionamento visual podem chegar a ser, até, extremamente complicadas.


Dos simples movimentos para seguir uma linha e, destes, para o refinamento da motricidade fina, que envolve o traçado da letra e do número e de suas sequências coordenadas, podem transformar-se em trabalho especialmente laborioso. Razão porque se torna extremamente difícil para o disléxico aprender a escrever pela observação da sequência de movimentos ensinadas pelo professor. Dificuldades também surgem na construção com blocos, no encaixe de quebra-cabeças, ao desenhar, ao tentar estabelecer valor e direcionamento ao movimento dos ponteiros do relógio na Leitura das horas. A escrita, para o disgráfico, pode tornar-se uma tarefa muito difícil e exaustiva, extremamente laboriosa e cansativa, podendo trazer os mais sérios reflexos para o desenvolvimento do ego dessa criança, desse jovem, a falta de entendimento, de diagnóstico e do imprescindível e adequado suporte psicopedagógico.

DISGRAFIA O QUE É ?

A disgrafia é também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível.

Algumas crianças com disgrafia possui também uma disortografia amontoando letras para esconder os erros ortográficos. Mas não são todos disgráficos que possuem disortografia. A disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual.

Carcaterísticas Principais:

- Lentidão na escrita.

- Letra ilegível.

- Escrita desorganizada.

- Traços irregulares: ou muito fortes que chegam a marcar o papel ou muito leves.

- Desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial.

- Desorganização do texto, pois não observam a margem parando muito antes ou ultrapassando. Quando este último acontece, tende a amontoar letras na borda da folha.

- Desorganização das letras: letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas, omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo).

- Desorganização das formas: tamanho muito pequeno ou muito grande, escrita alongada ou comprida.

- O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras são irregulares.

- Liga as letras de forma inadequada e com espaçamento irregular.

O disgráfico não apresenta características isoladas, mas um conjunto de algumas destas citadas acima.




Podemos encontrar dois tipos de disgrafia:


- Disgrafia motora (discaligrafia): a criança consegue falar e ler, mas encontra dificuldades na coordenação motora fina para escrever as letras, palavras e números, ou seja, vê a figura gráfica, mas não consegue fazer os movimentos para escrever.


- Disgrafia perceptiva: não consegue fazer relação entre o sistema simbólico e as grafias que representam os sons, as palavras e frases. Possui as características da dislexia sendo que esta está associada à leitura e a disgrafia está associada à escrita.

Tratamento e orientações:

O tratamento requer uma estimulação lingüística global e um atendimento individualizado complementar à escola.


- Os pais e professores devem evitar repreender a criança.
- Reforçar o aluno de forma positiva sempre que conseguir realizar uma conquista.
- Na avaliação escolar dar mais ênfase à expressão oral.
- Evitar o uso de canetas vermelhas na correção dos cadernos e provas.
- Conscientizar o aluno de seu problema e ajudá-lo de forma positiva.

"ESSAS CRIANÇAS PODEM SER EXTREMAMENTE BRILHANTES, CAPAZES DE EXCELENTES IDÉIAS, PORÉM COMPLETAMENTE INCAPAZES DE PASSAR PARA O PAPEL O POTENCIAL DE SUAS CABEÇAS". Dr. LEVINE, M.D.


via: www.psicopedagogia.com.br
Leia Mais ►
1

Saúde Vocal do Professor



A classe de professores é uma das mais prejudicadas, profissionalmente, quanto a alguns problemas de saúde, principalmente no que diz respeito à voz.

A rotina diária de trabalho, de seis a oito horas falando sem parar, pode causar problemas que precisam ser levados em consideração, como calos nas cordas vocais, perda da intensidade da voz, rouquidão, ensurdecimento, cansaço e fadiga, etc.

Na própria graduação, deveriam ser colocados dentro de metodologia de ensino ou em biologia tópicos sobre os problemas de saúde acarretados pelo exercício da profissão, como nas cordas vocais, problemas de coluna e de circulação, alergias e outros, como uma proposta preventiva aos mesmos.

Através de profissionais fonoaudiólogos, fisioterapeutas e outras especialidades, desenvolver um trabalho preventivo a fim de ajudar no exercício da profissão de forma saudável, evitando maiores problemas no futuro.

Aprender as técnicas vocais adequadas é importante, pois segundo especialistas, uma prática vocal correta não prejudica a voz, pelo contrário, torna os músculos do aparelho vocal mais fortalecidos.

Dentre as reclamações mais comuns, podemos encontrar as de rouquidão, dor na traqueia, garganta raspando, sensação de ter sempre uma bolinha na garganta e falhas na voz.

Além desses, o estresse emocional, causado pelas falhas na voz que prejudicam o rendimento do professor, também é considerado um fator agravante do problema. A pressão em ter que falar, em ter que dar conta do trabalho leva o profissional a ter outros problemas, de ordem psicossomática.

Uma pesquisadora de Campinas/SP desenvolveu um trabalho em algumas escolas públicas e particulares, onde pôde observar que os maiores causadores das patologias na voz são: falar virado para o quadro, aspirando o pó de giz; falta de ventilação adequada, que também gera um aumento da respiração de pó de giz; tentar sobrepor às vozes dos alunos; falar por muitas horas seguidas; etc.

Esses problemas são de fácil solução, desde que as escolas estejam abertas a investir na saúde dos profissionais. A aquisição de quadros brancos e canetas próprias acabam com o problema do giz; salas menores proporcionam uma acústica melhor; a instalação de sistema de som para o uso de microfones, em salas maiores; fazer pausas para a voz e aumentar a ingestão de líquidos podem ser boas tentativas de melhorar a saúde dos profissionais. Além disso, a escola garantirá que não sofrerá perdas com indenizações futuras.

Fazer exames de rotina, em médicos e fonoaudiólogos, fica por conta do profissional, mas como forma de prevenção dos problemas na voz. Estes poderão orientá-los das condições de trabalho que necessitam, além de passar exercícios que irão melhorar o desempenho e garantir a qualidade da voz, sem outros problemas.

Assim como outras doenças, o diagnóstico precoce poderá ajudar a manter a qualidade da voz, evitando os distúrbios nas mesmas.

Dentre os profissionais que apresentam maiores índices de problemas vocais, os professores só perdem para os cantores, sendo seguidos por atores, políticos e radialistas.

Esses profissionais devem estar ligados nesses problemas, evitando que ao longo do exercício da profissão surjam as chamadas disfonias, ou problemas da voz.

Fonte: http://educador.brasilescola.com/orientacoes/voz-professor.htm
Leia Mais ►
0

Linguagem no Adolescente e o uso da Internet

Hoje em dia estamos cercados dos mais diferentes recursos tecnológicos, como aparelho celular, caixas eletrônicos nos bancos, internet, entre outros. Nesse contexto, encontram-se os adolescentes que são uma parte da sociedade que está mais familiarizada com essa realidade.

Diante de determinadas situações, como na comunicação pela internet, percebemos que eles pertencem a uma espécie de “tribo”, ao ponto de terem sua linguagem própria, o “internetês”. Em conversas informais pela Internet, o “beleza” vira “blz”; o “beijo” se transforma em “bj” e assim por diante. Usa-se frases curtas e expressivas, palavras abreviadas ou modificadas para que sejam escritas no menor tempo possível – afinal, é preciso ser rápido na Internet.

A vantagem do uso do internetês é que a conversa fica mais natural. Se você entra em uma sala de bate-papo colocando todos os acentos corretos nas palavras, você acaba denunciando que não está acostumado com a Internet. Essa linguagem do mundo virtual foi criada para economizar tempo e espaço. Hoje em dia é usada em mensagens de celulares e em pequenos recados escritos em papel.
A escrita virtual, ou internetês, é extremamente criativa, divertida e capaz de tornar menos frio o ambiente virtual, pois as conversas em ambientes virtuais são tão descontraídas quanto aquelas que temos com os amigos no bar ou no telefone.

O uso do internetês como única opção de linguagem, aí sim é preocupante. O perigo está no fato do usuário só se dedicar a escrever e se comunicar desse modo, em tudo na sua vida. Ainda, essa forma de escrita se torna negativa quando passa a influenciar as produções de texto dos jovens. O problema vai além de “corrigir” as abreviações ou estrangeirismos que aparecem nas produções dos textos, é mais do que isso. Ressaltamos que essa influência é negativa quando passa a atingir o raciocínio dos jovens, que com a utilização constante desse tipo de linguagem, e sem o apoio adequado da escola, vão, aos poucos, limitando seu pensamento, já que, nas salas de bate-papo, os “papeadores” se comunicam através de frases curtas e abreviadas.

A saída é saber impor limites. Como tudo na vida, é preciso ter bom senso e saber a hora de usar as coisas, ou seja, saber adequar o uso dessa linguagem. Esse é o desafio, conseguir se comunicar de acordo com a exigência de cada situação, e para isso, é extremamente importante que a escola esteja atenta e estimule nos jovens o uso adequado da escrita.

Alterações de linguagem escrita que permanecem na adolescência

Crianças que apresentam dificuldades para ler e escrever, assim como dificuldades no raciocínio matemático (fazer contas) e comportamento, pode persistir na adolescência, quando não são adequadamente acompanhados na infância por um fonoaudiólogo, em conjunto com a escola e com a família.

Muitas vezes, essas dificuldades passam despercebidas, e os adolescentes são considerados “burros”, desinteressados e preguiçosos. Porém, essas dificuldades podem ser conseqüências de problemas de método de ensino da escola, problemas familiares ou do próprio adolescente (atenção, memória, problemas emocionais, entre outros).


Se esses problemas escolares continuarem na adolescência, é muito importante que o jovem seja encaminhado para um fonoaudiólogo, para que este receba o acompanhamento necessário.

Fonte: http://fonorientando.wordpress.com
Leia Mais ►
0

O Ronco e a Apnéia do Sono: A Contribuição da Fonoaudiologia Brasileira para o Mundo

Resolvi postar essas matéria, devido a tantos questionamentos que me são feitos no decorrer da minha carreira profissional e do meu dia-a-dia clínico. Aqui está a matéria de uma grande profissional que desenvolve seu trabalho em Alagoas. Espero que apreciem e possam tirar suas dúvidas a respeito. Boa leitura!

Abordaremos sobre a realidade que envolve o portador de ronco e ou apnéia do sono e a grande contribuição da fonoaudiologia brasileira em seu tratamento que vem contribuindo de forma significativa com a ciência mundial.

Fga. Dra. Karinne Bandeira, Doutora em Ciências/Oncologia pela FAP-SP, especialista em Motricidade Orofacial pelo Hospital AC Camargo –SP, Diretora da Oralis, Professora da Faculdade de Fonoaudiologia da Uncisal e da Pós-Graduação da Fits.

O ronco e apnéia do sono são considerados hoje como um problema de saúde pública mundial, pois se estima que atinge 30% da população. Durante o sono normal o ar inspirado pelo nariz deve entrar e sair do nosso corpo sem a produção de ruídos ou incômodos na orofaringe e garganta (laringe). O ronco é o som gerado durante a inspiração devido ao estreitamento da via aérea superior fazendo vibrar o tecido mole que faz parte da cavidade oral e orofaringe. A apnéia é a obstrução completa da via aérea pelos tecidos moles com ausência de respiração por mais de 10 segundos provocando a falta de oxigênio no cérebro. Um roncador pode não ser um apnéico, porém um apnéico será sempre um roncador.

A origem do ronco/apnéia do sono possui diferentes causas que pode ser: hipertrofia de adenóide que favorece a presença de respiração oral dia e noite, amígdalas aumentadas, micrognatia de mandíbula e ou maxila impedindo o devido local de repouso da língua empurrando-a para trás, obesidade,mudança corporal após a menopausa para as mulheres, fraqueza muscular da cavidade oral decorrente de idade avançada entre outros fatores.Por esta razão é que o tratamento envolve diferentes profissionais dentre eles: otorrinolaringologia, neurologista, ortodontia e fonoaudiologia. As principais queixas dos roncadores e apneicos são: hipersonolência diurna, irritabilidade e estresse.

A presença de ronco, associada ou não à apnéia, leva a noites mal dormidas prejudicando a arquitetura do sono (Fase REM e Não-REM). A fragmentação do sono decorrente do ronco e da apnéia resulta em fatores de risco que podem causar graves problemas de saúde como o desenvolvimento de hipertensão, infartos, Acidente Vascular Cerebral (AVC), morte súbita durante o sono, diabetes, impotência sexual, déficit no crescimento pela não liberação do hormônio durante o sono entre outras doenças. Somem-se a isso fatores sociais e emocionais devido ao incômodo causado por quem ronca. Muitos casais referem não conseguir dormir com seu esposo ou esposa devido à presença indesejável do ronco, pois este não prejudica apenas o sono de quem sofre desse mal, mas do acompanhante também. O roncador/apneico também pode evoluir com dificuldade de memória, dificuldade de aprendizagem e de concentração pelas noites mal dormidas

A apnéia passa a preocupar quando ocorre mais de 5 vezes por hora de sono, sendo considerada neste estágio como discreta. Quando ultrapassa as 15 ocorrências é considerada moderada. Porém, quando passa dos 30 registros por hora de sono, o caso é considerado grave. Em todas as situações, o ronco incomoda e causa transtornos no convívio familiar ou pessoal.

Quando a apneia é detectada, um dos tratamentos está o uso de uma máscara durante toda a noite chamada de CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) que auxilia na entrada de ar, ou ainda a retirada mediante cirurgia de tecidos da região do palato mole, parte posterior da boca popularmente chamado de “sino que vibra”. A grande novidade na possibilidade de tratamento está a fonoterapia miofuncional oral.

Independente dos fatores que dão origem ao surgimento do ronco e da apnéia, os músculos da cavidade oral e orofaringe evoluem com fraqueza muscular que deve ser trabalhados com a fonoaudiologia. O objetivo do tratamento é tonificar os músculos e ampliar o espaço da via aérea superior. Esse conhecimento foi adquirido através do estudo pioneiro da Fga Dra Kátia Guimarães de São Paulo e já publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

No referido estudo, a autora dividiu os pacientes em 2 grupos de roncadores moderados independente da causa. Um grupo fez exercício respiratório e uso de soro no nariz, e o outro grupo fez exercício de motricidade orofacial para fortalecimento muscular. Todos os pacientes foram submetidos a polissonografia e outras avaliações objetivas e numéricas. Após 3 meses foi observado que apenas o grupo que fez fonoterapia apresentou melhora significativa dos parâmetros alterados. Houve uma redução do índice de apnéia por hora de sono em 40%, mudança de grau de moderado para leve em 60% dos casos e redução da intensidade do ruído de muito alto para respiração normal.

Para os casos moderados e leves de origem exclusivamente por fraqueza muscular tem grande sucesso terapêutico com a eliminação dos sintomas. Para os casos graves, observa-se redução do número das apnéias, melhora na qualidade do sono e possivelmente redução dos parâmetros do CPAP. No entanto vale ressaltar que o sucesso do tratamento fonoaudiológico está na adesão do paciente as orientações do profissional na realização dos exercícios em casa, para que ocorra a mudança muscular desejada e assim reduza ou elimine os sintomas do ronco e apnéia.

Em Alagoas essa modalidade de tratamento vem sendo realizado por mim, na clinica da Faculdade de Fonoaudiologia da Uncisal juntamente com os alunos do curso de Fonoaudiologia e em meu consultório. A maioria dos pacientes apresenta queixas de ronco intenso, com nota 9-10 (numa escala de 0 a 10, sendo 10 pior intensidade), e já tivemos casos de em uma semana de terapia reduzir para nível 3, e outros que com 2 meses apresentou ausência dos sintomas. Lembramos que após alta fonoaudiológica se faz necessário a realização de exercício por toda a vida para a manutenção do tônus muscular, caso contrário a flacidez retornará assim como o sintoma.

É importante ressaltar que o ronco e a apnéia do sono não é brincadeira, não é engraçado. É sim um problema de saúde grave e precisa ser tratado. Se você conhece alguém oriente-o a procurar ajuda.



Fonte: http://tudoglobal.com/fonoesaude/tag/fonoaudiologia
Leia Mais ►
0

Atividade de Sucessor e Antecessor para Pré-Escola

Aqui vai uma atividade para vocês!
Cedida pelo Mundo da Alfabetização!!!





Leia Mais ►
0

A aquisição da escrita e os pré-requisitos essenciais


A linguagem escrita é uma das múltiplas linguagens de expressão da criança, devendo, com isso, ser tratada como objeto de conhecimento no contexto das demais linguagens.

Sendo a linguagem escrita uma expressão que exige habilidades e competências, e a aquisição dessa linguagem, por conseguinte, exige a aplicação de uma metodologia de trabalho, a pergunta que não consegue se calar em nossa mente agitada de educador seria a seguinte: qual é o melhor método para esse aprendizado? O que vem antes, a leitura ou a escrita? Por onde começar? A questão exige uma reflexão. Você consegue lembrar quando foi alfabetizado(a)? Por quem foi alfabetizado(a)? Você sabe se primeiro teve que escrever? Ou foi o contrário? Você lembra de seu desempenho na educação infantil? Até poderíamos ir mais longe e perguntar se você fez educação infantil. Você lembra se tinha consciência de que o mundo poderia ser lido ou escrito?



Na verdade, cada um vive um processo e encontra o caminho de ler ou escrever o mundo, expressando-se de forma diferente da que se expressava no período da pré-alfabetização.

No contato que temos com os pais e educadores, notamos a existência de uma concepção confusa sobre os objetivos básicos que norteiam o trabalho escolar com as crianças pequenas. Isso certamente acarreta dúvidas, insegurança e angústia. Entre as dúvidas mais freqüentes, temos a questão: seria a educação infantil uma preparação para a alfabetização? Parece que essa incerteza é alimentada pela concepção de que as salas de alfabetização são um espaço físico onde se ensina a ler, a escrever e a fazer contas, isso é, ensina-se Português e Matemática. Pensa-se ainda que a educação infantil nos estágios mais avançados seja uma preparação para essa etapa, ou até mesmo que o 2º estágio seja a classe que cumpre esse objetivo. Ora, a pré-escola é a preparação da criança como um todo. O potencial afetivo, social, cognitivo, emocional, motor etc... da criança será estimulado. Assim, estão sendo preparadas para a realização de outras atividades cada vez mais complexas, desenvolvendo-se a seu tempo, brincando e reforçando habilidades que as tornarão emocionalmente e neurologicamente capazes de adquirirem a escrita.

Nós, educadores, sabemos que a alfabetização significa o domínio da leitura e da escrita, cujo processo é longo. Para que a criança domine a escrita, é necessário que antes ela passe por uma série de etapas em seu desenvolvimento, sendo então preparada para a aquisição da escrita e da leitura. Essas etapas compõem a chamada fase da pré-escola.

Como a alfabetização é um processo complexo para as crianças, é importante respeitar o período preparatório que dará a criança o suporte necessário para prosseguir sem que apresente grandes problemas. Se ela não teve uma boa preparação, poderá, na alfabetização, apresentar dificuldades em relação à orientação espacial ou à coordenação motora fina. Esses dois pré-requisitos são essenciais para o domínio da ferramenta (lápis) que desenhará o contorno das letras. Por isso, não poderemos nos precipitar. O período propício à alfabetização é entre 6 e 7 anos. Segundo Freud é a chamada “fase latente”, que é quando a criança não tem mais interesse em descobrir o corpo, podendo assim se dedicar ao“aprender a escrever e a ler”.

O processo de alfabetização não acontece como um passe de mágica. Levará até 02 anos, dependendo da maturidade da criança, do preparo dos estímulos na escola e em casa. Com certeza, daí por diante, a criança terá que aperfeiçoar a gramática, a compreensão e a interpretação, além da produção de textos. Para que ela chegue a atingir todo esse domínio sobre a escrita, ela necessita também de afetividade, sono, saúde, ótima alimentação e ambiente familiar tranqüilo.

Para que uma criança seja alfabetizada, ela necessita também de ter uma auto-estima elevada, estar bem emocionalmente, ter segurança e saber portar-se em grupo, ter disciplina e limites, e ir, aos poucos, ganhando independência e responsabilidade.
Leia Mais ►
0

Atendimento Fonoaudiológico e Psicopedagógico em Dificuldades na Aprendizagem

Nada adiantaria se, no processo corretor o fonoaudiólogo ou o psicopedagogo ensinasse simplesmente o conteúdo escolar: Isto é função do professor particular. O fonoaudiólogo e o psicopedagogo vai através do lúdico (brincadeiras e jogos) estimular a criança a desenvolver suas funções cognitivas, afetivas, emocionais e sociais, para receber o aprendizado de forma tranquila e satisfatória. Através de jogos e brincadeiras, a criança vai adquirindo subsídios para receber a aprendizagem formal. Os jogos e brincadeiras são específicos a cada paciente, levando em conta suas dificuldades, nível cognitivo, idade cronológica e nível escolar.
O professor particular é muito eficiente quando a criança já possui estes subsídios para aprender, e somente necessita de um reforço da matéria; caso contrário, a criança vai necessitar eternamente de um professor particular, e mesmo assim não vai se sair bem, pois ele não tem a base cognitiva, afetiva, emocional e/ou social que necessita para obtenção da aprendizagem.
A brincadeira desempenha uma função vital para criança desenvolver-se em todos os aspectos; é um simbolimsmo que substitui palavras, expressando, através das experiências, a assimilar tudo que vive nas brincadeiras e jogos. Com jogos e brincadeiras, é possível observar e/ou desenvolver muita coisa a respeito da maturidade, inteligência, criatividade, organização, orientação da realidade, atenção e concentração, capacidade para resolução de problemas, habilidades, orientação espacial, nível cognitivo, motricidade, orientação temporal, problemas emocionais, liderança, passividade, hiperatividade, e outros. Resumindo, o trabalho psicopedagógico vai agradar a criança/paciente, por ser lúdico e, ao mesmo tempo, vai fazer com que sonsiga "curar" ou atenuar suas dificuldades de aprendizagem, tornando-as menos ameaçadoras. O número de sessões semanais e o tempo do processo corretor vai variar de acordo com a gravidade de cada caso, podendo levar de 2 a 3 meses a vários anos. Os pais ou responsáveis pelo paciente/criança têm participação ativa neste processo, que na maioria dos casos requer muita compreensão e participação para se fazer o que o psicopedagogo e o fonoaudiólogo orientar para que o sucesso terapêutico desse trabalho possa ocorrer.
Para Piaget, a inteligência é um longo caminho de construção, sendo que desde o nascimento a criança interage, de acordo com as suas possibilidades maturacionais, ativamente com o meio físico e social. Ao interagir com o mundo que a cerca, a criança, necessariamente, vai incorporando e apropriando a realidade, e aprende, gradativamente, através dessa interação, a pensar e a lidar com os desafios que lhe são postos. A linguagem, a formação de conceitos, a socialização, no percurso do desenvolvimento, sofrem grandes e profundas tranformações. Ao abordar estes elementos, que são constituídos na formação cognitiva, Piaget destaca a influência dos jogos e brincadeiras na articulação dos mecanismos mentais da criança. Nesta perspectiva, os jogos não somente expressam o desenvolvimento cognitivo, mas atuam como agentes de tranformação, mudança e incorporação dos conceitos da linguagem e da socialização.

O jogo é uma atividade criativa e curativa, pois permite à criança (re)viver ativamente as situações dolorosas que viveu passivamente, modificando os enlaces dolorosos e ensaiando, na brincadeira, as suas expectativas da realidade (Freud, vol.XX). O efeito terapêutico do jogo está implícito nas observações e pontuações (comentários) do psicopedagogo, agindo no mundo psíquico da criança.

Fonte: Por que meu filho não aprende? (Editora Eko)
Obs: Ótima leitura para pais e professores!!!
Leia Mais ►
0

Discalculia



Para muitas crianças, aprender matemática é um sofrimento. Muitos não entendem o que aqueles números estão fazendo ao lado daqueles sinais gráficos e o entendimento se torna muito difícil.
Para algumas pessoas, essa dificuldade pode parecer preguiça ou desinteresse, mas não é bem assim. As crianças com dificuldade em aprender matemática apresentam um distúrbio que pode ter origem em outras dificuldades, como:
- aluno com dificuldade de memória auditiva: pode apresentar dificuldade de memorizar os números quando ditos oralmente;
- aluno com dificuldade em entender situações-problema: sabe fazer a conta, mas não consegue interpretar o problema;
- aluno com dificuldade na percepção visual: troca os números, por exemplo: 6 por 9, 3 por 8 e 2 por 5;
- alunos com disgrafia: que apresentam dificuldade em escrever letras e números.

A discalculia não é um transtorno causado por deficiência intelectual, déficits visuais, auditivos ou má escolarização.
Os alunos com discalculia apresentam, na maioria das vezes:
- dificuldade em visualizar conjuntos de objetos dentros de um conjunto maior;
- dificuldade em conservar a quantidade, ou seja, não entende que quatro moedas de 25 centavos têm o mesmo valor de um real;
- dificuldade em assimilar antecessor e sucessor;
- dificuldade em classificar números;
- dificuldade em compreender os sinais das quatro operações básicas (adição, subtração, multiplicação, divisão);
- dificuldade em montar operações.

Diagnóstico e Tratamento

A identificação precoce de um possível ou suposto quadro de dislexia no ambiente escolar, sensibiliza os profissionais da educação ao exercício de um novo olhar: "olhar" mais cuidadoso, criterioso, investigativo e com mais participação na vida escolar dessa criança.

O diagnóstico que envolve a exclusão de outras condições e dificuldade por parte da criança, deve voltar-se para uma serie de sinais e sintomas muito peculiares, que podem sugerir a suspeita e levar a busca de profissionais especializados para tal diagnóstico.

Neste contexto, é difícil estabelecer critérios precoces para esta identificação, pois acompanhar o desempenho evolutivo de uma criança é um dos marcadores para inferir inadequações neste desenvolvimento. Sabemos que podem surgir atrasos no desenvolvimento motor e linguístico, inadequações nas fases desse desenvolvimento e superação delas em ambiente familiar estimulador ou não, além de outros fatores que possam implicar direta ou indiretamente no desempenho formal do aprendizado de leitura e escrita.

Estabelecer estratégias e metas novas e eficazes para que crianças desenvolvam o mais correto possível suas habilidades sensoriais e motoras para atingir o contexto formal escolar, sem grandes atribulações é fundamental já que, qualquer aprendizado pedagógico passa pela aprendizagem informal, aprendizado esse que depende do ambiente, da família, da sociedade e das particularidades individuais de cada ser.

Aprender é algo único, e neste aspecto devemos valorizar as pequenas e altas habilidades, pois deste modo, precocemente perceberemos aqueles com mais habilidades para raciocínio, cálculo, e aqueles com habilidades mais linguísticas e assim, facilitamos sua integração no contexto pedagógico formal.
Procure um Fonoaudiólogo o quanto antes e faça uma avaliação, assim você poderá tirar suas dúvidas e ser orientado quanto ao desenvolvimento escolar do seu filho ou do seu aluno. Nesse caso a Psicopedagogia é uma grande aliada no tratamento dos problemas de aprendizagem. Um Fonoaudiólogo especialista em Psicopedagogia acrescentaria ainda mais nesse tipo de intervenção.
Leia Mais ►
0

Desenvolvimento Pós-Natal das Funções Básicas da Linguagem


Funções Socias e Linguísticas Básicas
Logo após o nascimento o som da voz humana é agradável. O choro representa a fome e o desconforto.
6 semanas - Resposta à voz humana, emissão de sons de prazer e choro para chamar atenção e pedir ajuda.

2 meses - Começa a distinguir diferentes sons de fala, apresentando características propriamente ditas, como entonação, ritmo, tom, etc.

3 meses - Direciona a cabeça para a voz quando pronunciada, emite respostas vocais à fala de outros e começa a balbuciar ou cantarolar sons silábicos com ritmo.

4 meses - Começa a variar o tom das vocalizações e imta sons.

6 meses - Começa a imitar sons feitos por outras pessoas. Suas produções linguísticas lhe dão prazer.

9 meses - Começa a transmitir significado pela entonação, usando padrões que se assemelham às entonações dos adultos. Nessa fase, a criança vocaliza em ambientes silenciosos, ou demonstra intenção comunicativa, respondendo com balbucios às conversas começadas pelos adultos.

12 meses - Começa a desenvolver um vocabulário. Um bebê com 12 meses de idade possui vocabulário de cinco a dez palavras que irá dobrar nos próximos seis meses. Já compreende algumas palavras familiares, como mamãe, papai e nenê. Controla melhor suas vocalizações, sem tantos gritos.

18 meses - Acontece uma generalização para alguns campos semânticos, como por exemplo: todos os animais são chamados de "au-au". Já compreende mais as palavras ditas pelos adultos. Consegue emitir uma frase com dois elementos, como por exemplo: "Quer tetê!"

24 meses - O vocabulário se expande rapidamente e pode ter entre 200 e 300 palavras. Nomeiaos objetos mais comuns de todos os dias e a maioria das expressões são palavras isoladas. Existem as primeiras flexões para o uso do plural, as negações e as interrogações.

36 meses - Possui um vocabulário de 900 a 1000 palavras. Constói sentenças simples com 3 a 4 palavras (sujeito e verbo), como "Pedro quer pão". Realiza comandos de duas etapas, como "Pedro, pega a blusa da mamãe".
Realiza flexões de gênero.
Começa a usar pronomes e artigos.

4 anos - Possui vocabulário de mais de 1.500 palavras; faz muitas perguntas e as sentenças ficam mais complexas. A criança já se mostra criativa para fazer uso da língua que aprendeu. Comum apresentar erros na flexão dos verbos irregulares. Começa a fazer frasees usando o tempo verbal no futuro.

5 anos - Normalmente, possui um vocabulário de cerca de 1.500 a 2.200 palavras. Discute sentimentos. Entre cinco e sete anos , a média indica habilidade de leitura lenta, mas fluente; a escrita provavelmente também é lenta nessa fase. Flexiona o verbo de forma correta.

6 anos - Fala com um vocabulário de aproximadamente 2.600 palavras; compreende de 20 mil a 24 mil palavras.

12 anos - Possui vocabulário de mais de 50 mil palavras.

Fonte: Coleção Fono na Escola (Dificuldades na Linguagem)
Leia Mais ►
0

Indícios que a criança "pode" ou não apresentar Dislexia no futuro! Serve como sinal de alerta para pais e professores!!!



Algumas crianças pequenas já dão alguns indícios que vão apresentar dislexia no momento de aquisição de escrita e estes indícios podem ser percebidos quando:
Observando que a criança demora ou tem dificuldades para segurar a colher para comer sozinho;
Vemos que a criança demora ou tem dificuldade em fazer o laço no cordão do sapato;
A criança demora ou tem dificuldade em pegar e chutar uma bola;
Há atraso na locomoção.
Há atraso na aquisição da linguagem.
Observamos que há dificuldade na aprendizagem das letras.
A dilexia acarreta dificuldade na percepção, na memória e na análise visual.
Como vou saber se meu aluno tem dislexia?
Quais os profissionais envolvidos ? (fonoaudiólogo, psicopedagogo,psicólogo e neurologista).
Um aluno disléxico pode:
1 – confundir letras, sílabas ou palavras que se parecem graficamente: a-o, e-c, f-t, m-n, v-u.
2 – inverter letras com grafia parecida: b/p, d/p, d/q,b/d, n/u, a/e.
3 – inverter sílabas: em/me, sol/los, las/sal, par/pra.
4 – ao ler, pular a linha ou voltar para a anterior.
5 – ter dificuldade em soletrar palavras.
6 – apresentar leitura lenta demais, se comparando com crianças da mesma idade.
7 – adicionar ou omitir sons: casa-casaco, prato-pato.
8 – Ao ler, mover os lábios murmurando.
9 – Frequentemente, não conseguir orientar-se no espaço, sendo incapaz de distinguir direita e esquerda. Isso traz dificuldades para se orientar com os mapas, globos e o próprio ambiente.
10 – Usar os dedos para contar.
11 – Ter dificuldades em lembrar sequências: letras do alfabeto, dias da semana, meses do ano, etc.
12 – Apresentar dificuldade para aprender e ver as horas.
13 – Não conseguir lembrar-se de fatos passados como horários, datas, diário escolar.
14 – Possuir dificuldades de lembrar-se de fatos passados como horários, datas, diário escolar.
15 – Conseguir copiar corretamente, mas em uma atividade de ditado ou redação mostrar grandes complicações.
16 – Ser uma criança inteligente e criativa para muitas tarefas e demonstrar grandes dificuldades na escrita ou na leitura.
17 – Ser rotulado de preguiçoso, imaturo, hiperativo ou desatento.
18 – Apresentar ótimos resultados em provas orais.
19 – Desenvolver habilidades em atividades de artes, música, teatro e esportes.
20 – Apresentar dificuldades persistentes.

Dados importantes:
A dilexia atinge de 10 a 15 % da população mundial, sendo um problema apresentado mais por meninos a meninas.
Podem continuar apresentando na fase adulta.
Muitos chegam a frequentar uma Universidade, porém com grandes esforços próprios.
Gera insegurança e baixa auto estima.
Leia Mais ►
0

A lançamento mais esperado na Fonoaudiologia em todos os anos

Testes Auditivos Comportamentais Para Avaliação do Processametno Auditivo Central


Liliane Desgualdo Pereira / Eliane Schochat


O instrumento de avaliação "Testes Auditivos Comportamentais para Avaliação do Processamento Auditivo Central", editado e publicado pela Pró-Fono, apresenta um livro teórico-prático, dezesseis protocolos de avaliação, quatro cartelas ilustradas e dois CDS com os arquivos para impressão dos protocolos deavaliação e com os vários estímulos sonoros necessários para esta investigação do processamento auditivo.

Com a utilização deste instrumento de avaliação, as diferentes habilidades auditivas envolvidas no complexo mecanismo auditivo, desde a chegada do som na orelha externa até a sua decodificação em áreas corticais superiores, podem ser investigadas separadamente. Os resultados da investigação de cada habilidade auditiva fornecem informações importantes sobre o tipo de prejuízo auditivo envolvido e qual o planejamento terapêutico mais adequado para cada paciente.

O livro teórico-prático fornece explicação passo a passo para cada procedimento de avaliação, bem como os seus respectivos critérios de referência e normalidade. Também estão disponibilizados os critérios de normalização para a população brasileira dos testes internacionais Gap In Noise (GIN) e Teste Temporal de Padrão de Frequência e Teste Temporal de Padrão e Duração, mesmos estes não estando disponíveis nos CDS.

As autoras, Liliane Desgualdo Pereira e Eliane Schochat, fonoaudiólogas e Professoras Livre-Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade de São Paulo (USP) respectivamente, são profissionais com reconhecido expertice no assunto e pioneiras no Brasil na utilização, adaptação e idealização de testes comportamentais de avaliação do processamento auditivo (central). Sem dúvida alguma, são os grandes nomes da Fonoaudiologia indicados a compartilhar esta competência científica na forma deste instrumento de avaliação.

Mediante isto, este instrumento de avaliação é imprescíndivel a todos os fonoaudiólogos que se interessam pela área de Audiologia e também aos que estudam a Linguagem em todas as suas manifestações.


Site: www.booktoy.com.br (maiores informações)
Leia Mais ►
0

Como Desenvolver a Consciência Fonológica Através da Leitura em Voz Alta


No contexto de formação leitora, na escola, especialmente o desenvolvimento da capacidade de o aluno ler um texto em voz alta, os pedagogos, com seus métodos de leitura e os psicopedagogos, com suas pautas ou roteiros de observação das dislexias e intervenção nas dificuldades de leitura, de modo geral, devem levar em consideração, para sua ação profissional, a ciência dos sons da fala, isto é, a Fonética e a Fonologia.
A primeira concepção é a da consciência fonológica que consiste na habilidade do leitor iniciante refletir sobre e manipular os sons da fala, de forma consciente.
A segunda concepção refere-se ao conceito fundamental de fonema, entendido como uma unidade sonora abstrata, contrastiva em uma língua dada. Assim, dois sons são fonemas separados de uma língua quando a diferença fonética entre ambos causa uma diferença de significado. Em português, o contraste /f/ e /v/, por exemplo, distingue o significado das palavras e .
A observação sobre a natureza distintiva das consoantes vale também para os vogais. Vejamos, por exemplo, as vogais posteriores /ó/-/ô/, como nas palavras e que têm as mesmas letras, mas significados diferentes, exatamente porque os dois fonemas são distintivos, ou seja, /ó/ tem timbre aberto e /ô/ tem timbre fechado.
A terceira e última concepção é o amparo científico, isto é, não há como atuar nessa área de formação ou reeducação leitora sem levar em conta as postulações da disciplina da Fonologia, ramo da Lingüística, entendida como estudo dos padrões de sons que são lingüisticamente significativos, ou seja, fazem parte da organização mental dos sons da fala.
Os aportes lingüísticos e suas aplicações às atividades de leitura inicial, especialmente na fase de decodificação leitora ou soletração, exigem dos docentes ou terapeutas de leitura conhecimentos metalingüísticos, em particular os de natureza fonético-fonológia.
Eis a seguir uma tarefa de consciência fonológica por apagamento de fonema (segmentação) que pode ser aplicada através de uma dinâmica da fala.
1. Sou /P/ , a oclusiva bilabial surda de sua /PATA/ Sou uma / ...ATA / sem sua oclusiva bilabial.
2. Sou /B/ a oclusiva bilabial sonora de sua /BATA/ Sou uma / ...ATA / sem sua oclusiva bilabial
3. Sou /F/, a fricativa labiodental surda de sua /FACA/ Sou uma /..ACA/ sem sua fricativa labiodental
4. Sou /V/, a fricativa labiodental sonora de sua /VALA/ Sou uma /..ala/ sem sua fricativa labiodental
5. Sou /T/, a oclusiva linguodental surda de sua /TOCA/ Sou uma /..OCA/ sem sua oclusiva linguodental.
6. Sou / D/, a oclusiva linguodental sonora de sua /DATA/ Sou uma /..ATA/ sem sua oclusiva linguodental.
Leia Mais ►
0

Desenvolvendo a Consciência Fonológica em Crianças

Jogos de Escuta: introduzir as crianças na arte de saber ouvir activa, atenta e analiticamente. Inicia-se com o desafio de ouvir com atenção e, logo após, avançamos para actividades que exigem que prestem atenção à fala, como seguir instruções orais.

Olhos abertos – Olhos fechados
As crianças fecham os olhos e escutam os sons por alguns minutos, depois citam os sons que tenham ouvido. Passado um espaço de tempo interroga-se o que ouviram.

Ouvido atento
Num ambiente calmo, as crianças com os olhos fechados, tentam identificar os sons. Por exemplo:

• Correr pela sala

• Fechar a porta

• Saltitar

• Bater na cadeira

• Tocar nas teclas do computador

• Estalitos com a boca

• Esfregar os cabelos

• Mastigar usando alimentos ruidosos

• Pular

• Rasgar papel

• Tossir

• Fazer força

• Arrastar a cadeira

• Abanar as chaves


Variações :

a) Identificar os sons isolamente

b) Explicitar quais os sons que ouviram e a ordem pela qual ocorreram

c) Produzir uma serie de três, depois repetir omitindo um dos sons

d) Uma criança produz um som e os colegas identificam

Ouvidos tapados – Ouvidos destapados
Dividir as crianças em dois grupos. Um dos grupos fará ruído com o seu corpo,

o outro grupo tapará e destapará os ouvidos, segundo as indicações:

• Dizer-lhes que se movam , provocando muito ou pouco ruído

• Ir a até a porta sem fazer barulho

• Voltar para a cadeira, fazendo muito barulho

• Levantar-se da cadeira sem fazer barulho

• Apanhar um brinquedo sem fazer ruído

• Pedir que as crianças permaneçam em completo silêncio

Inverter os papéis e trocar impressões sobre ouvir com os ouvidos tapados ou com os ouvidos destapados.

Susurrar o nome
Uma criança dirige-se para outra parte da sala e escolhe o nome de um menino em segredo. A seguir de olhos vedados. Ouve, o nome de todos os meninos no ouvido, bem baixinho, ao ouvir o nome escolhido abraça o colega.

Colocar-se num canto da sala e com voz de cochichar, ir chamando cada criança pelo seu nome: as crianças deverão levantar a mão, mantendo-se no seu lugar, para indicar que ouviram o nome

Depois pronunciar o nome de uma criança, como antes, mas acrescentando uma palavra. A criança que tiver sido chamada, deverá repetir a palavra ouvida.

Nota: Iniciar-se-á a actividade com uma intensidade de voz média, para diminuir progressivamente.

Com todas as crianças sentadas em círculo Uma delas sentada de olhos vedados, no centro finge que dorme. Uma criança imite um miau…miau e a do centro deve adivinhar de onde vem o som.


Jogos de Rima: desenvolver a atenção das crianças para os sons das palavras.
Rimas
http://www.magossi3.hpg.ig.com.br/musica572.wav

Estimular o gosto por ouvir poesia, canções, trava-línguas, etc.

Ler os poemas com ritmo e sublinhando bem as rimas.

Ler os poemas e as crianças identificam as “palavras mágicas”.

Que se passa nesta sala?
Formam-se dois grupos de crianças na sala.

Coro 1: Que se passa nesta sala?

Coro 2 : Um elefante esta dentro da mala

Que se passa no quintal?

Vi um gorila no estendal

Que se passa nesta escola?

Os postes estão a jogar à bola

Que se passa no jardim?

O lago faz trim trim

O que se passa na banheira?

O cão lava a coleira

Que se passa nesta sala?

Não sei, mas ninguém se cala.

“Este avião está carregado…”
Sentadas no chão, inicie o jogo: “Este avião está carregado de melão” . Atire a bola para uma criança que deverá pensar em outra carga, que poderá levar o avião, que rime com melão.

Se sentirem dificuldades , faça uma revisão de rimas possíveis com as crianças antes de dar ínicio ao jogo: sabão, pão, cão e esfregão.

Livro das rimas
Construção do livro das rimas: utlize imagens de revistas e em grupo as crianças dedicam cada página a um determinado som final (ex, ão); as crianças desenham ou colam imagens que terminam com o o som seleccionado (ex.pião, sabão ).

Etiquetas: consciência fonológica , jogos
Leia Mais ►

Vem comigo!

A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”