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Hiperatividade - Como lidar?

Conforme a Enquete que postei no blog, a que venceu em maior número de votos foi o tema Crianças desatentas e hiperativas, como ajudá-las? Irei postar abaixo as maiores perguntas feitas com esse tema, com suas respectivas respostas. Espero que tirem proveito da matéria e deixem seus comentários caso necessitem!


O que é Hiperatividade?

A hiperatividade é um sintoma que não tem definição precisa aceita unanimemente, mas todos concordam que compromete de modo marcante o comportamento do indivíduo, pois interfere nas suas relações sociais, familiares e no seu trabalho.
A hiperatividade é um desvio comportamental, caracterizado pela excessiva mudança de atitudes e de atividades, acarretando pouca consistência em cada tarefa a ser realizada. Portanto, isto incapacita o indivíduo para se manter quieto por um período de tempo necessário para que possa desenvolver as atividades comuns do seu dia-a-dia. Este padrão de comportamento se mostra incompatível com a organização do seu ambiente e com determinadas circunstâncias. Crianças e adolescentes hiperativos são frequentemente considerados pessoas inconvenientes.

Quais as manifestações da Hiperatividade?

Evidenciam-se, de modo isolado ou associado, as seguintes características:

- crianças que se mantêm em constante movimento;
- mexem em tudo, sem motivo e sem propósitos definidos;
- dificuldade para se envolverem em brincadeiras;
- são muito impacientes e mudam de atividade com frequência;
- levantam-se da cadeira, quando em sala de aula, em momentos inapropriados;
- não conseguem permanecer sentadas para assistir a um programa de TV, como um desenho animado;
- mal ficam sentadas à mesa durante a refeição;
- apresentam incapacidade para focar a atenção em qualquer atividade durante um período de tempo necessário para tal. Há certa tendência para desviar a sua atenção para outros estímulos que são impróprios para aquele determinado momento;
- falam demasiadamente;
- distraem-se com muita facilidade e, frequentemente, não conseguem terminar as tarefas propostas para o período preestabelecido;
- a tarefa escolar prolongada é o indicador mais evidente para se detectar a acentuação da hiperatividade.

A partir de quando se percebe que a criança é hiperativa?

A hiperatividade pode ser notada em várias fases do desenvolvimento da criança, seja quando lactente, pré-escolar, escolar ou adolescente. Mas o mais comum e mais fácil de diagnosticar é no período pré-escolar, visto que nesta fase a criança mostra mais sua inquietude em relação as tarefas propostas à ela.

Quais são as evidências do comportamento hiperativo do lactente?

No lactente podem ser evidenciadas algumas características, tais como:
- muito chorão e sem causa aparente
- inquieto
- apresenta dificuldade para conciliar o sono
- período de sono curto
- voracidade ao mamar
- cólicas abdominais frequentes e exageradas
- denota persistente desconforto e insatisfação


As alterações comportamentais do lactente são transitórias?
As manifestações anteriormente citadas podem desaparecer após alguns meses, mas podem persistir sem interrupção até a idade pré-escolar ou mesmo além deste período. Há vezes em que os pediatras solicitam às mães uma dose extra de tolerância, mas com frequência encontramos, no consultório, mães estafadas e irritadas, por conta de noites maldormidas durante vários meses. Devido ao desgaste físico e emocional, estas mães se tornam intolerantes e impacientes, comprometendo de maneira marcante a relação afetiva com a criança e o equilíbrio de todo o ambiente doméstico.

Um lactente tranquilo pode se tornar hiperativo em épocas posteriores da sua vida?
A hiperatividade pode se manifestar ou pode ser notada só no período pré-escolar ou mesmo no período escolar. Há, portanto, crianças que apresentavam comportamento mais tranquilo em outras fases da sua vida e, de modo súbito, tornaram-se hiperativas. Nesses casos devemos considerar os fatores emocionais e ambientais como possíveis determinantes do quadro.

Quando se considera o pré-escolar hiperativo?

Quando há sinais claros de:

- inquietude;
- impaciência;
- espírito destrutivo;
- fala muito e rápido;
- baixa tolerância à frustração;
- sem noção de perigo;
- não se fixa muito num só brinquedo;
- distrai-se com muita facilidade;

Como se manifesta a hiperatividade nos escolares?

- ao brincar, não conseguem se fixar, durante algum tempo, numa determinada atividade;
- mudam, rapidamente, de uma atividade para outra, pois se desinteressam com muita facilidade;
- são muito presentes, isto é, são aquelas crianças que estão sempre em todos os lugares, tal é a hiperatividade;
- trocam de brinquedo frequentemente, por não se satisfazerem por muito tempo com o mesmo;
- espírito destrutivo com objetos e brinquedos;
- não conseguem ficar sentados à mesa durante a refeição;
- assistem televisão por tempo limitado, e mesmo assim inquietos;
- falam muito e mudam de assunto rapidamente, sem mesmo concluir o pensamento anterior;
- dificuldade para acatar ordens.

Quais são as características do adolescente hiperativo?


- impaciência;
- inquietude;
- falta de adaptação social;
- falta de energia para executar as tarefas;
- baixa auto-estima;
- auto-imagem negativa;

Como se identifica a hiperatividade na escola?

O comportamento destoante em relação às outras crianças é o ponto básico da identificação do hiperativo:
- movimentam-se excessivamente na sala de aulas;
- atrapalham a dinâmica das aulas;
- falam muito com os outros colegas;
- não prestam atenção e não conseguem se concentrar nas atividades;
- interrompem a professora com frequência;
- interferem de modo impróprio e inoportuno nas conversas dos outros alunos;
- tumultuam a classe com brincadeiras fora de hora;
- apresentam iniciativas descontroladas;
- o desempenho global nas diversas atividades encontram-se em nível aquém da média do seu grupo.

Por que os pais não percebem este quadro em casa?


Nem sempre os pais conseguem perceber as diferenças comportamentais, especialmente quando não têm outros filhos. Muitas vezes acreditam tratar-se de uma fase transitória, e, com isso, tornam-se mais tolerantes. A acomodação, por parte dos pais, a este tipo de comportamento faz com que não percebam o quanto este se desvia do padrão tolerável. Devemos considerar, também, que os pais não mostram à criança quais são os seus verdadeiros limites e, com isso, muitas vezes elas ficam expostas a situações adversas, inclusive de perigo. Parece, por vezes, haver inversão dos papéis, e, que os pais é que estão sendo educados pelos filhos. Por outro lado, há, também, pais que não querem admitir que o seu filho apresenta algum comprometimento comportamental, e consideram as queixas em relação ao seu filho como sendo uma questão pessoal de antipatia ou de intolerância. Quando a queixa inicial é por parte da escola a primeira providência é mudar de escola. Após a segunda ou terceira mudança acabam se convencendo que é necessária uma avaliação especializada. Esta não aceitação por parte dos pais retarda o diagnóstico e, por consequência, o tratamento.

MAIS INFORMAÇÕES NO PRÓXIMO POST... AGUARDEM!!!

Livro de ajuda: No Mundo da Lua

Fonte: Hiperatividade Abram Topczewski
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Fases do Desenvolvimento Infantil de 4 a 5 anos

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Fases do Desenvolvimento Infantil de 3 a 4 anos


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Fases do Desenvolvimento Infantil de 2 a 3 anos

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Fases do Desenvolvimento Infantil de 1 a 2 anos

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Fases do Desenvolvimento Infantil de 8 a 11 meses


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Fases do Desenvolvimento Infantil de 4 a 7 meses


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Fases do Desenvolvimento Infantil de 0 a 3 meses

Durante essa semana irei postar as fases do Desenvolvimento Infantil em tabelas que desenvolvi, espero que facilitem no dia-a-dia de vocês e que possam servir de apoio para pesquisa tanto no campo pedagógico como terapêutico.


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A Linguagem do Bebê


Estudos revelam que a maioria das crianças começa a pronunciar as primeiras palavras lá pelos 11 meses de idade. No entanto, é importante ressaltar que cada um tem o seu tempo para a aquisição da linguagem, podendo variar essa previsão. A fonoaudióloga e psicanalista da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc/SP), Maria Inês Tassinari, chama a atenção para o fato de que linguagem é, na verdade, tudo o que possui sentido. Um bebê não faz as coisas conscientemente, mas o simples fato dele existir já traz mudanças ao ambiente em que está inserido. Ele, então, incorpora as reações que causa nos outros, vai as aprimorando com o tempo e a sua linguagem evolui, explica a especialista.

Um recém-nascido se comunica basicamente através do choro e desenvolve tipos distintos para representar "fome" e "dor", por exemplo. Quem interpreta essas formas de comunicação nessa etapa da vida é a mãe, ou quem exerce a função materna. Ela costuma ter um olhar extremamente delicado e fino em tudo que o filho faz, principalmente por conta de todo seu amor e afeto. É como se dissesse o tempo inteiro ao bebê: você existe para mim e isso tem todo o sentido do mundo. É assim que a mãe passa ao filho uma segurança que lhe permite ter o caminho aberto para ser alguém, ocupando, principalmente, os espaços da linguagem, diz a professora da Clínica Interdisciplinar do Bebê. É esperado que a criança que não seja amada e acariciada tenha mais dificuldades em se expressar, prejudicando seu processo de linguagem, inclusive em longo prazo.

Por volta dos seis meses de idade, alguns bebês começam a pronunciar os primeiros "mamã", motivo de festa em qualquer casa. Outros só vão falar essa palavrinha mágica algum tempo depois. Após o segundo semestre de vida, espera-se que o pequeno já esteja apto para balbuciar sons familiares cheios de vogais: pá, dá, nã, qué. Os adultos o imitam brincando e o que o bebê responder vai se chamar de fala.

Entre 7 e 8 meses, a criança já reconhece o "não" e o seu próprio nome. É nesse momento, também, que percebe que ela e a mãe são pessoas distintas. Assim, se personaliza e começa a usar o "eu", mostrando a aquisição da diferenciação "eu" e "não eu". Com o tempo, a mãe vai, aos poucos, deixando claro que não é só o filho que ela deseja, que existem outras pessoas e coisas. Mas, para isso ser tranqüilo, o bebê tem que ser assegurado de que tem lugar nesse mundo. É incluindo a falta da mãe que a criança vai ter necessidade de significar o mundo por ela mesma, e isso é fundamental para poder falar, destaca Maria Inês.

Quanto mais informação o bebê capta, mais ele consegue transformá-la em palavras. É importante, nesse caso, conversar carinhosamente com o nenê, contar histórias, cantar músicas e, principalmente, falar corretamente com ele. Se a criança descobrir que consegue chamar a atenção para o que quer apenas apontando com o dedo, com certeza, vai demorar mais para desenvolver a fala.

A partir dos dois anos, a criança já utiliza já frases com cerca de duas palavras para pedir o que deseja: papa, mamãe. Mas, como ela ainda não consegue expressar tudo através da fala, é comum a frustração, que dá lugar à raiva e gera a birra. É importante que as pessoas ao redor compreendam o porquê disso, que é normal. É, mais ou menos, nesse momento, também, que começa a empregar o plural e tem início a fase dos "porquês". Com o tempo, o vocabulário vai se enriquecendo e ficando gramaticalmente mais sofisticado, principalmente quando ocorre o início da leitura e da escrita, lá pelos cinco anos de idade. Espera-se que a criança fale tão bem quanto escreva aos 12 anos, em média.

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Deglutição Atípica - Respirador Oral

O ato de deglutir passa por algumas fases entre elas: fase oral, fase faríngea e fase esofágica. Na deglutição atípica há uma inadequação do tônus, mobilidade e postura da língua e da musculatura dos lábios e bochechas. Uma das características observadas claramente na descrição do padrão da deglutição atípica, é o posicionamento errôneo da língua que pressiona os dentes incisivos centrais e laterais (os dentes da frente) ocasionando muitas vezes alterações dos mesmos, levando ao aparecimento de diastemas (espaços entre os dentes), projeção dos dentes incisivos, mordida aberta e respiração oral.
PACIENTE NO MOMENTO DA DEGLUTIÇÃO. NOTA-SE INTERPOSIÇÃO LINGUAL ENTRE OS DENTES, FATOR QUE OCASIONA COM O PASSAR DO TEMPO MORDIDA ABERTA ANTERIOR.



A respiração oral prejudica a vida escolar, o convívio social e a qualidade de vida.

Algumas das características do respirador oral:

- Está frequentemente resfriado devido a falta de aquecimento e umidificação do ar;

- É inapetente, porque o ato de se alimentar gera esforço e cansaço. Logo não ganha peso e quando criança pode apresentar dificuldade no crescimento;

- Apresenta postura corporal incorreta;

- Apresenta rendimento físico diminuído;

- É sonolento, apresenta muitas vezes, déficit de atenção, concentração e dificuldade de aprendizagem devido à falta de oxigenação no cérebro;

- Apresenta face alongada, caracterizada pelo aumento de altura da metade inferior do esqueleto dentofacial. Na criança a respiração oral reduz o estímulo de crescimento do terão médio da face, levando a formação de um palato fundo (em ogiva), hipodesenvolvimento lateral da arcada dentária superior em consequente aumento ântero-posterior da mesma e protrusão dos dentes;

- Apresenta olheiras devido a diminuição da drenagem linfática e ao sono agitado. Como dorme com a boca aberta geralmente baba e ronca.
PACIENTE RESPIRADOR ORAL.FACE ALONGADA, NARIZ OBTUSO E LÁBIOS ENTREABERTOS. MORDIDA ABERTA ANTERIOR E CRUZADA LATERAL, CLASSE II DE ANGLE.

Deglutição atípica e alteração na fala:

Ainda um outro fator a ser observado nos problemas da deglutição atípica, é que com a alteração do tônus muscular da língua, pode aparecer associado desvios na articulação dos fonemas /t/ /d/ /n/ /l/, pois esses fonemas tem seu ponto de articulação no mesmo lugar onde a língua pressiona no ato da deglutição. Pelo mesmo problema de tônus os fonemas /s/ e /z/ podem apresentar escape da língua nos dentes incisivos centrais dificultando assim a emissão desses fonemas.


Tratamento da deglutição atípica

A primeira coisa a se fazer é tratar a causa dessa respiração bucal. O profissional capacitado para isso é o otorrinolaringologista, ele verificará se há ou não alguma alteração causando a obstrução da via aérea (amígdalas hipertrofiadas, adenóides…) ou se é somente uma questão de mau hábito. Serão tomados os procedimentos cabíveis a cada caso e a partir daí inicia-se a intervenção fonoaudiológica para se trabalhar as funções estomatognáticas (respiração, mastigação, deglutição e fala) adequando a motilidade, tônus e posicionamento dessa musculatura envolvida nessas funções.
O trabalho de reeducação da função é realizado em paralelo com o trabalho de um ortodontista, realizando a correção ortodôntica juntamente com a terapia fonoaudiológica realizando a reeducação das funções estomatognáticas.

Fonte: www.centrodefonoaudiologia.com
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Hábitos de Sucção na Infância


"A sucção é o meio com o qual a crianças se comunica com o mundo em seus primeiros dias de vida. Por um momento da vida, é fonte de prazer e emoção. Por isso o ato de sugar deve estar completamente disponível através da amamentação materna para que a criança além de ter suas necessidades nutritivas supridas descarregue todas as suas tensões medos e angústias. Caso contrário pode ser desenvolvido, pela criança, algum hábito bucal podendo trazer prejuízos irreversíveis."
FETO NA FASE INTRA-UTERINA COM HÁBITO DE SUCÇÃO

A sucção é um instinto fisiológico para o bebê, no qual ele satisfaz suas necessidades nutritivas e afetivas. Através dela, o bebê estabelece o primeiro contato com sua mãe, pela amamentação. Toda percepção começa pela boca: o tato, o paladar, a temperatura, o olfato, o sentido da cor e também a sensibilidade profunda através do ato de deglutição. Assim a boca reúne todas as sensações de que dispõe a criança. Além disso, a ação de mamar e de deglutir é a primeira atividade infantil coordenada. Os hábitos bucais referem-se a toda ação controlada ou exercida pela musculatura intra e peribucal.

Certos hábitos servem como estímulo ao crescimento normal dos maxilares, por exemplo, a ação normal dos lábios e a mastigação. Os hábitos anormais que possam interferir no padrão regular de crescimento facial devem ser diferenciados dos hábitos normais que são parte de uma função orofaríngea normal e, portanto, desempenham um importante papel no crescimento craniofacial e na fisiologia oclusal.
MORDIDA ABERTA ANTERIOR CAUSADA POR HÁBITO DE SUCÇÃO DE CHUPETA

Podemos exemplificar como hábitos orais deletérios o uso da chupeta, sucção digital, sucção dos lábios, sucção da língua entre outros.

Os hábitos são definidos pela repetição de um ato agradável ao indivíduo que inicialmente têm participação consciente e gradativamente se automatiza tornando-se inconsciente e transformando em uma necessidade para o indivíduo.

Freqüência

Os hábitos de sucção são bastante comuns nas fases iniciais da vida sendo encontrados em até 95% das crianças de 4 anos de idade quando são desenvolvidos como um estímulo de prazer ou alívio de tensões. Porém quase sempre são superados pela própria criança sem a necessidade de uma intervenção profissional.

Segundo alguns autores, em até 30% dos indivíduos estes hábitos são encontrados em etapas posteriores de crescimento quando passam a se tornar preocupantes.

Origem do hábito

A origem dos hábitos orais deletérios é um assunto bastante importante e deve ser visto como um padrão de natureza multivariada. Têm sua origem na lactância ou na primeira infância, e suas causas podem ser de natureza fisiológica, emocional ou aprendida. Estão intimamente ligados ao estado psico-emocional da criança e ela os executa nos momentos de angustia e ansiedade. As crianças tentam suprir através dos hábitos orais as suas necessidades neurais inerente a uma etapa de suas vidas e do seu desenvolvimento.

São geralmente agravados ou desenvolvidos no período de lactação durante o qual o uso de mamadeira em substituição ao seio materno, satisfaz a necessidade nutricional, mas não satisfaz plenamente as carências da criança e em alguns momentos, após a lactação artificial, ressurge ainda a necessidade de sucção e a criança procura os dedos da mão para satisfazê-la, quando não recebe mais comumente, a chupeta.

Prejuízos causados pelos hábitos

Os prejuízos causados pelos hábitos orais são muitos e variam com o tipo de hábito desenvolvido. Entre eles podemos citar: espaçamento na região ântero-superior, protrusão dos incisivos superiores, overjet acentuado, mordida aberta anterior, arco superior estreito, arco inferior amplo, arco achatado na região de incisivos inferiores, largura intercaninos maior no arco superior e inferior, arco maxilar e mandibular mais longos, mordida cruzada posterior, incisivos inferiores inclinado para a lingual, incisivos inferiores verticalizados, incisivos inferiores inclinados para vestibular, lábio superior curto e hipotônico, musculatura do lábio inferior e músculo mentoniano hiperativos, maior prevalência de classe II, ausência de efeito sobre a relação molar ou esquelética, retrognatismo mandibular, aumento de altura facial anterior inferior, perfil mais convexo, aumento da sobre mordida, desenvolvimento de interposição lingual, alteração no padrão de deglutição e alteração na articulação das palavras.

A presença e o grau de severidade dos efeitos nocivos desses hábitos dependerão de alguns parâmetros tais como: duração, freqüência, intensidade, posição da chupeta ou dedo na boca, padrão de crescimento da criança e grau de tonicidade da musculatura buco-facial.


Tratamento

Para um hábito bucal ser desenvolvido é preciso uma carência de sucção e para criança o melhor estímulo de sucção é a amamentação materna onde ela precisa fazer uma grande força para conseguir se alimentar e assim suprir sua necessidade de sucção. Então a melhor conduta seria a prevenção através da amamentação materna. Porém uma vez desenvolvido o hábito bucal deletério se faz necessário o tratamento.

Devemos diferenciar dois tipos de tratamento. O primeiro se refere ao tratamento do hábito e o segundo ao tratamento dos prejuízos causados pelo hábito. É de fundamental importância que o tratamento esteja totalmente envolvido por uma equipe multidisciplinar.

Os hábitos orais deletérios, apesar de não fisiológicos só se tornarão prejudiciais à criança se avançarem aos o período da dentição mista e devem ser removidos então entre 4 e 5 anos. Até esta fase todos os prejuízos já causados são autocorrigidos.

A remoção do hábito deve envolver primeiramente o acompanhamento clínico do dentista para que o paciente se conscientize da necessidade da remoção do hábito e deve contar também com o acompanhamento psicológico uma vez que o hábito está presente por uma carência ou deficiência emocional não suprida por algum motivo.

Como os prejuízos causados pelos hábitos bucais deletérios envolvem outras áreas além da odontologia, cabe ao profissional que possui o primeiro contato com o paciente identificar e encaminhar para outras áreas como fonoaudiologia, ortodontia, odontopediatria, otorrinolaringologia.

Conclusão

Os hábitos bucais deletérios apesar de não fisiológicos são considerados normais no desenvolvimento da criança, porém devem ser acompanhados e tratados entre 4 e 5 anos para que não cause prejuízos irreversíveis. Considerados nocivos, constituem motivo de agitação na atmosfera familiar e despertam a atenção de todos aqueles que têm uma parcela de responsabilidade sobre a saúde da criança. Constituem objeto de estudo de médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, odontopediatras e ortodontistas.
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Desenvolvimento no Período Escolar



O desenvolvimento pessoal e emocional das crianças do período escolar caracteriza-se pela viragem para o exterior. As arenas de desenvolvimento deixam de ser só o lar e passam a ser a sala de aula, a vizinhança e o grupo. Estes contextos tornam-se nos principais agentes de socialização.

Porque 'a criança não é um adulto em miniatura', é fundamental conhecer as diferentes etapas que caracterizam o seu desenvolvimento, de forma a satisfazer o melhor possível as suas necessidades.

Ao longo deste artigo centrar-me-ei no período compreendido entre os 6 e os 11 anos aproximadamente, habitualmente designado como período escolar pelo facto de a escola constituir uma experiência central nesta fase de vida.

Ao longo deste período, a criança sofre importantes transformações em termos físicos, cognitivos e psicossociais. Apesar de a família continuar a ter um grande impacto na sua personalidade, o grupo de pares torna-se mais influente que anteriormente.

Em termos físicos, apesar de o crescimento ter abrandado, verifica-se um desenvolvimento significativo da força, da energia, da resistência e da eficiência motora, necessárias para participar em jogos organizados e em desportos. A maioria das crianças, apesar das doenças respiratórias ainda serem comuns, apresenta uma saúde, em geral, melhor que em qualquer outra fase da vida.

Em termos cognitivos, a criança entra no estádio que Piaget designou das operações concretas. Torna-se menos egocêntrica e é capaz de pensar com lógica, tendo em consideração múltiplos aspetos de uma situação e não apenas um único. O facto de compreender melhor o ponto de vista dos outros ajuda-a a comunicar de forma mais eficaz. Note-se, no entanto, que a criança está ainda limitada ao pensamento sobre situações reais muito concretas, uma vez que o raciocínio abstrato só se desenvolverá na adolescência. Nesta fase, a abordagem 'mãos à obra' é altamente recomendada, uma vez que a atividade é fundamental para que exista aprendizagem.

O desenvolvimento pessoal e emocional das crianças no período escolar caracteriza-se pela viragem para o exterior. As arenas de desenvolvimento deixam de ser só o lar e passam a ser a sala de aula, a vizinhança e o grupo. Estes contextos tornam-se nos principais agentes de socialização.

A memória e a linguagem desenvolvem-se também bastante neste período. A criança consegue concentrar-se mais tempo e excluir informação irrelevante. Como já compreende e interpreta a comunicação oral e escrita, é agora capaz de se fazer compreender melhor.

A adaptação da criança à escola e a sua capacidade para se aplicar depende não só das suas capacidades cognitivas, mas também do seu temperamento, das suas atitudes e das suas emoções. Os pais têm também um papel importante no percurso escolar dos filhos. Sempre que lhes comunicam que a aprendizagem é valiosa, que a mestria traz satisfação e que o esforço é mais importante que a capacidade, estão a contribuir para que eles se tornem mais motivados para a realização. Não é necessário que os pais se comportem como professores dos filhos para que estes tenham uma boa realização escolar. Se mostrarem interesse pelo que se passa na escola, falando do que lá se passa, se estabelecerem horas para as refeições, horas de deitar e de estudar, se providenciarem um espaço onde a criança possa estudar e guardar os seus materiais, já estarão a ter um papel muito importante para potenciar o sucesso escolar.

Por tudo o que aqui foi referido, é possível concluir que esta fase é marcada por progressos importantes em várias áreas. Por esta razão é importante um trabalho conjunto de pais e professores, no sentido de aproveitar ao máximo todas as potencialidades da criança.



Fonte: www.educare.pt
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Como cuidar da sua Voz


O que é a voz?

Pode considerar-se a Voz como o som resultante da vibração das cordas vocais, provocada pela passagem do ar, através da laringe, no momento em que as duas cordas se aproximam. Este som será posteriormente modelado pelas cavidades de ressonância (faringe, cavidade bucal e fossas nasais).



A Voz é a forma mais comum de comunicação, sendo da maior importância nas relações sociais e na vida profissional. Só usando a voz de uma forma correcta e tendo cuidados com a sua utilização é possível manter uma "voz saudável" durante toda a vida.

Para cuidar bem da sua voz, siga estas dicas essenciais:
- Se hidrate adequadamente para garantir flexibilidade das pregas vocais. Além do alívio tópico imediato, com seu corpo hidratado a nutrição das cordas vocais estará garantida através da micro circulação sanguínea que lá existe. Aqui vale aquela velha regrinha de beber no mínimo dois litros de água por dia (não só a voz, mas seu corpo todo agradecerá);
- Procure não abusar. Produzir a voz demanda um gigantesco uso de músculos, de pequeninos a enormes, incluindo músculos da respiração. Usar a voz por longos períodos cansa como uma ginástica! Portanto, falar muito pode gerar fadiga, principalmente naqueles músculos do pescoço, da “garganta”, da região da coluna cervical e ombros. Justamente lá onde “mora” a voz. Lembre-se de realizar períodos de descanso ao longo do dia, repousando a voz, ficando alguns minutos calado para evitar esta fadiga.
- Cigarro, álcool, drogas em geral, má alimentação e falta de sono prejudicam significativamente a voz. Que isso tudo faz mal pra sua saúde você já sabia. Agora sabe que influencia diretamente no uso da voz.
- Nada do que você engole passa pelas cordas vocais. Então não adianta tomar mel, usar pastilha, balinha ou qualquer outra receitinha caseira. Quase sempre isso tudo vai gerar cuidados paliativos e não diretos, como anestesia ou mascaramento dos sintomas que você estiver sentindo. O que resolve é cuidar da saúde e da imunidade.
- Mantenha uma boa postura corporal. Já ouviu falar que o corpo fala? Recomendo até um livro que tem este título! Pois bem, mantendo uma boa postura, você consegue se expressar melhor, não sobrecarrega áreas desnecessariamente e distribui as atividades pelo corpo com mais eficácia.
- Se sentir rouquidão, que é o principal sintoma que afeta a voz, procure redobrar o repouso vocal. Se este sintoma persistir por mais de 15 dias, procure um médico, mais especificamente um otorrinolaringologista.
O fonoaudiólogo também poderá te orientar, tratar da sua voz em caso de necessidade ou te ajudar no aprimoramento desta capacidade.
Cuide da sua voz todos os dias! Ela é o instrumento da sua comunicação!
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Dicas para sala de aula com um Disléxico

Diante de tudo que já postei sobre dislexia, acho que nunca é demais assuntos na área. Pesquisando no site da Fonoaudióloga Renata Jardini, grande pesquisadora na área de Alfabetização e Reabilitação pelo Método das Boquinhas, método este que veio acrescentar a área da Educação no Brasil e hoje estendendo seus horizontes fora à outros países da Ámerica Latina, só posso no meu blog parabenizá-la em nome de todas as Fonoaudiólogas(os) e todas as pessoas que trabalham com a Educação e o Ensino neste País com tanto denodo e dedicação. A matéria seguinte foi extraída do site (www.metododasboquinhas.com.br). Fiquem à vontade e façam seus comentários!

O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA FACILITAR A VIDA DO SEU ALUNO EM SALA DE AULA?

1-Colocá-lo de frente e no centro da lousa, preferencialmente na 1ª carteira.
2-Tê-lo sempre perto da professora, que supervisiona seus trabalhos, principalmente na organização e seqüência das atividades.
3-Escrever claro e espaçado na lousa, delimitando as partes da lousa (duas ou três partes no máximo) com uma linha divisória vertical bem forte.
4-Escrever cada parte da lousa com uma cor de giz. Ex.: à esquerda com branco, centro com amarelo e à direita com azul claro.
5-Explicar que estas divisórias são feitas somente na lousa, para facilitar a leitura e não devem ser reproduzidas no caderno das crianças.
6-Exigir disciplina e concentração no conteúdo abordado, permitindo interrupções e opiniões espontâneas, desde que pertinentes ao assunto. Dizer ao aluno caso sua colocação esteja fora de contexto.
7-Valorizar sempre o conteúdo trabalhado e “tolerar” as dificuldades gramaticais, como letra maiúscula, parágrafo, pontuação, acentuação, caligrafia irregular, etc. Diminuir a tolerância à medida que os anos escolares se sucedem.
8-O disléxico geralmente tem dificuldade com a orientação e organização espaciais. Pode, sem perceber, pular folhas do caderno, pular linhas indevidamente, escrever na apostila trocada, fazer anotações em locais inadequados. Mostrar sempre o certo, não punir o erro e não criticá-lo pela falta de atenção. Diminuir a tolerância à medida que os anos escolares se sucedem.
9-O disléxico geralmente tem dificuldade em ficar sentado na carteira por muito tempo seguido. Permitir que levante-se, aponte o lápis, vá até a lousa, ou outro movimento que o relaxe, exigindo que retorne ao lugar em seguida.
10-Ser sempre clara e sucinta nas explicações das ordens dadas oralmente, preferencialmente dando exemplos e mostrando onde quer que faça a atividade. Ex.: do lado direito superior da folha, mostrar o lado e a orientação.
11-Em lugar de dizer o que não deve ser feito, diga sempre o que é esperado que se faça e como é para ser feito. Repetir a ordem se necessário.
12-Elaborar aulas com material visual, claro, criativo, que chame atenção.
13-Usar sempre mais de um canal de aprendizagem e informação, com diferentes recursos audio-visuais. Ex.: entonação na voz, dramatização, sons, desenhos, texturas, luzes, músicas, descobertas, retroprojetor, data show, etc. além da tradicional memorização de aulas expositivas.
14-Estar sempre em contato com o profissional que atende a criança, sabendo quais as letras que já foram trabalhadas para que possa ser exigido o acerto.
15-Não trabalhar no limite, esperando que com o tempo vai passar. Sempre entrar em contato com a coordenação, com os pais, com os profissionais que assistem o disléxico. O stress do professor só piora o quadro, traz frustração e afeta a motivação de todos. Mantenha o bom humor e a confiança de que haverá sucesso.
16-Trabalhar sempre com o erro como forma de aprendizado e nunca como meio de punição. Ex.: se trocou letras, mostrar o erro, ler o erro, produzir o erro e estimular a classe a corrigi-lo, sem estigmatizar o aluno
Produzir erros “de propósito” para que os alunos descubram. Só aquele que aprendeu pode corrigir.
17-Estimular atividades conjuntas, onde um começa, o outro continua e vice-versa. Ex.: troca de cadernos, o aluno é o professor, trocam os lugares, ficam os cadernos, etc.
18-Não dar muitos exercícios repetidos. O disléxico não aprende pela repetição, ao contrário, cansa-se mais facilmente e desmotiva-se.
Criar novas formas de ensinar a mesma coisa, pedir que as crianças elaborem exercícios, tornando-se co-autoras do aprendizado.
19-Em um texto espontâneo, valorizar as idéias, o conteúdo. Dar notas separadas para a idéia e para a escrita.
20-Em provas de outras disciplinas, como ciências, história, etc., corrigir pelo conteúdo e não descontar nota por erros de português. Aumentar a exigência à medida que avançam os anos escolares.
21-Em avaliações, sublinhar (se possível) o que se está pedindo, destacando-se do enunciado da pergunta. Ensinar a criança a destacar as palavras-chave do texto.
22-Não exagerar na quantidade de tarefa e sim na qualidade. Não permitir que os pais corrijam a tarefa, para que o professor possa avaliar o nível de aprendizado e reestruturar o conteúdo.
23-Delimitar em colunas os cálculos matemáticos, para que não se confunda na orientação espacial.
24-Aceitar respostas objetivas, diretas, curtas, desde que contenham a resposta solicitada. Aumentar a exigência à medida que os anos escolares avançam.
25-Os textos do disléxico tendem a ser desorganizados, com falhas na seqüência dos fatos e excesso de pronomes. Explicar e numerar os parágrafos.
26-A leitura do disléxico geralmente é muito ruim, porém a compreensão pode estar preservada. Ele pode ler palavras trocadas, de conteúdo semântico semelhante. Ex.: /unir/ por /juntar/; /beber/ por /tomar/. Tolerar, desde que a compreensão seja preservada.
27-Se o professor não entendeu o que o aluno escreveu, a letra, ou o que ele quis dizer, solicitar que ele leia sua escrita, antes de corrigir.
28-Não privilegiar o disléxico em nada, apenas compreender que suas dificuldades são reais e neurológicas, que ele necessita tratamento especializado para evoluir como os demais.
29-O disléxico é tão inteligente ou mais que os outros alunos. Apresenta falhas de percepção de origem neurológica. Ele não erra de propósito, nem dispersa-se porque não está interessado. Necessita de variedade e flexibilidade por parte do professor, além de uma boa dose de paciência e tolerância.
30-Disciplina, organização e criatividade são os fatores chave para que um disléxico tenha sucesso em sala de aula. A rigidez e os modelos pré-concebidos não se encaixam com este aluno.
31-As disciplinas que envolvem memorização são dificilmente assimiladas. Use preferencialmente cartazes com resumos, com cenas, figuras alusivas ao tema, dramatizações, filmes, que facilitem a associação com o conteúdo a ser memorizado.
32-Ensinar o aluno a resumir, extrair as palavras-chave da frase, do parágrafo, do texto.
33-Ensinar o aluno a parafrasear, isto é, dizer com suas palavras o que entendeu, passando para a escrita.
34-Ensinar o aluno a ler, parar e avaliar se compreendeu. Não permitir que leia toda a página para chegar a conclusão, no final, de que não entendeu nada.

Sempre procurar literatura especializada, orientação e metodologia adequadas.
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O que é a Ginástica Cerebral?



Hoje, é grande a preocupação das pessoas em melhorar sua qualidade de vida, para que possam enfrentar, com maior possibilidade de sucesso, as diversas situações que surgem no dia-a-dia da vida pessoal e profissional.

Há um consenso de que, para se obter e manter uma boa qualidade de vida, não é suficiente desenvolver apenas o potencial físico, preparando o corpo através de ginástica, exercícios e atividade aeróbica. Numa visão holística do ser humano, é necessário também o desenvolvimento do potencial interno.

O interesse pelo desenvolvimento físico deve ser igual ao interesse pelo desenvolvimento emocional e psicológico. Mas, ao contrário do que ocorre com a “febre” do condicionamento físico, que leva milhares de pessoas às academias, parques e à compra de equipamentos específicos, não se percebe a mesma movimentação no sentido de uma preparação interna, com atividades que desenvolvam o saber, a concentração, a inteligência, a disposição, a criatividade e o reforço das forças interiores.

O cuidado com o espírito e a consciência é tão necessário no momento atual quanto a preparação do corpo, e deve ser uma preocupação de todos nós. É o que irá levar ao despertar de todo o nosso potencial como indivíduos, através da fundamental integração entre mente e corpo.

O DESENVOLVIMENTO CEREBRAL

Um importante (se não o mais importante) órgão do corpo humano, responsável pela inteligência e pelos sucessos e insucessos pessoais e profissionais, é o cérebro, a estrutura mais complexa existente e o mais desafiante instrumento criado pela natureza. Tão importante que é o único órgão que tem uma “embalagem” rígida para sua proteção, que é o crânio.

É ele que cuida não só da manutenção da nossa vida como, também, das nossas emoções, da capacidade de raciocinar mais claramente, da facilidade maior ou menor de encontrar soluções para as diversas situações enfrentadas, pelo desenvolvimento da criatividade, pela nossa inteligência e pela aprendizagem.

Ao contrário dos demais órgãos, o cérebro é o único que pode melhorar seu desempenho com o passar do tempo, quanto mais for utilizado. Um cérebro que está sendo constantemente exigido, treinado, utilizado e desafiado, terá um desempenho cada vez melhor; independente da idade da pessoa.

O TREINAMENTO DO CÉREBRO

E como o cérebro é treinado? Como podemos melhorar seu desempenho? Existem diversas maneiras e uma delas é através da utilização da técnica chamada GINÁSTICA CEREBRAL.

O QUE É GINÁSTICA CEREBRAL?

O cérebro funciona através dos estímulos que recebe dos sentidos da audição, visão, olfato, tato, e paladar, que estão constantemente municiando-o de informações que captam do ambiente.

Estas informações são recebidas e transformadas em descargas elétricas e transmitidas de neurônio para neurônio (as células do cérebro) através dos dendritos e sinapses (ligações cerebrais entre neurônios) para as diversas memórias que compõem nosso cérebro, onde ficam arquivadas aguardando o momento de serem utilizadas.

Poderíamos pensar que mais inteligente será uma pessoa quanto mais informações forem captadas pelos sentidos e arquivadas nas memórias cerebrais. Mas será isso mesmo? É assim que funciona?

Não é bem assim, porque não basta, apenas, ter as informações arquivadas nas memórias cerebrais. A medida da inteligência é dada, principalmente, pela rapidez e pela presteza com que essas informações são resgatadas no arquivo cerebral onde estão arquivadas, são cruzadas com informações que vêem de outros arquivos, e colocadas à disposição da pessoa para as decisões necessárias.

Para que todo esse trabalho de resgate e cruzamento de informações aconteça com eficácia e rapidez, é preciso que o cérebro esteja com todos os seus “caminhos de informação” ou sinapses devidamente desimpedidos, ativos, em forma e prontos para serem utilizados. Só assim as informações arquivadas serão resgatadas no momento certo, no tempo necessário e circularão com rapidez, auxiliando nas decisões.

Daí a necessidade do cérebro ser constantemente exercitado para “abrir” os caminhos e aumentar as ligações, e isso pode ser feito através de exercícios e movimentos coordenados do corpo que, executados de maneira apropriada, acessam e estimulam partes específicas do cérebro, antes pouco utilizadas e desconectadas do conjunto cerebral.

Como o cérebro é dividido em duas partes chamadas hemisférios (direito e esquerdo), e como essas duas partes são responsáveis por atividades e controles diferentes no corpo, é necessário ativar e estimular esses hemisférios para que trabalhem simultânea e integralmente, oferecendo a possibilidade de utilização do cérebro de maneira total, em todo o seu potencial. Esses movimentos têm, também, essa finalidade.

Esta é a base da GINÁSTICA CEREBRAL, desenvolvida a partir da década de 70 por uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia, coordenada por um médico indiano radicado nos Estados Unidos chamado Paul Denisson, que uniu a pesquisa científica de laboratório com alguns princípios de filosofias e técnicas orientais, como o tai chi chuan, acupuntura, yoga e outros, criando uma série de exercícios.

Executados diariamente, esses exercícios têm, entre outros objetivos, “dar a partida” ao cérebro de maneira que possamos aproveitar eficazmente todo o seu potencial, tornando-o mais alerta, mais claro na maneira de pensar, mais energético e mais positivo.



VANTAGENS DA GINÁSTICA CEREBRAL

Os exercícios da GINÁSTICA CEREBRAL têm, como um dos seus méritos, o fato de serem de fácil assimilação e execução por qualquer pessoa de qualquer idade, sem necessidade de um acompanhamento técnico para sua realização, pois são todos exercícios físicos baseados em movimentos naturais.

Qualquer pessoa informada de como realizá-los, como e porque devem ser feitos e quais as vantagens que eles trazem, pode começar a trabalhar seu cérebro imediatamente, de maneira a torná-lo mais positivo e energético, pois não existe nenhuma contra-indicação.

As vantagens da GINÁSTICA CEREBRAL são evidentes. Com o cérebro exercitado vivemos mais e melhor, evitando ou diminuindo os efeitos de alguns problemas característicos da velhice, como a perda de memória e a senilidade. Desenvolvemos, também, um entendimento melhor das coisas, despertamos a criatividade e aumentamos a capacidade de aprendizagem de raciocínio e de memória, utilizando todo o nosso potencial cerebral.

GINÁSTICA CEREBRAL NO TRABALHO

No trabalho, a GINÁSTICA CEREBRAL propicia facilidades como falar em público com mais desenvoltura, participar mais produtivamente de reuniões, entender melhor as coisas que são faladas (imagine a importância disso para quem trabalha com telemarketing, ou quem participa de reuniões), elaborar melhor planejamento e agenda de trabalho e aumentar a capacidade de concentração.

Como alguns exercícios são específicos para aumentar o magnetismo pessoal, o desgaste diminui durante o dia de trabalho e o rendimento profissional aumenta. Um vendedor, por exemplo, com seu magnetismo pessoal aumentado, se posiciona melhor frente ao cliente.

A GINÁSTICA CEREBRAL também ajuda no combate ao estresse, um dos males do homem moderno. Movimentos específicos ativam partes do cérebro onde, geralmente, o estresse se acumula, provocando seu desaparecimento e liberando essas regiões para acumularem energia positiva.

Com a prática constante da GINÁSTICA CEREBRAL o cérebro torna-se mais ativo, energético e disposto para o trabalho e nos torna pessoas mais inteligentes, com auto-estima reforçada e vitoriosas em nossa vida pessoal e profissional.

Se você é como a maioria das pessoas, talvez ainda não tenha se preocupado, desde que deixou a escola, com importância de fazer exercícios cerebrais. E provavelmente pensou que todas aquelas chaves perdidas e nomes esquecidos decorriam de algo inevitável e irreversível – em muitas situações, certamente até atribuiu os problemas a sintomas do envelhecimento, como observa Lozanov.

Novas pesquisas têm demonstrado que, com um pouco de exercícios e estímulos regulares, é possível manter seu cérebro em forma e flexível. “As células do cérebro ativas produzem mais compostos químicos que ajudam a manter os neurônios vivos", diz Lawrence C. Katz, professor de neurobiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Duke, na Carolina do Norte (EUA).

Mas Katz, que promove um regime chamado de “neuróbica”, não acredita que seja necessário ler um livro por dia ou ser mestre das palavras cruzadas ou do xadrez para desfrutar dos benefícios de exercitar os neurônios e, assim, estabelecer novas conexões cerebrais.

Ter desafios mentais é certamente benéfico para todos, mas esses desafios não são considerados as únicas maneiras de fazer o cérebro desdobrar-se e construir novas redes de ligações entre os neurônios.

Alguns exemplos de ginásticas físico-mentais:

Tentar escovar os dentes com a mão oposta.
Movimentar o corpo de maneiras diferentes das usuais
Tomar um caminho diferente para o trabalho.
Usar as escadas em lugar de elevador.
Escrever com a mão não dominante.
Amarrar os sapatos de uma maneira diferente.
Ler um livro, ou fazer as contas de saldo bancário com lápis e papel ao invés de usar calculadora.
Importante é saber que qualquer exercício que você criar ou inventar para dar ao cérebro um descanso da rotina estabelece novos caminhos e circuitos entre as células do cérebro e faz parte da ginástica cerebral.

Cada pessoa deve saber aproveitar a música, os sons da natureza, inclusive os barulhos dos meios de transporte, para se inspirar e inovar.

"A idéia da ginástica para o cérebro é a de tecer uma rede mais densa de conexões e, assim, caso algumas se desfaçam com a idade, você terá outras para utilizar", afirma Katz, co-autor do livro Mantenha seu cérebro vivo.

A intenção da ginástica cerebral não é a de torná-lo capaz de memorizar 30 nomes em 30 segundos, mas, sim, de manter seu cérebro flexível, criativo e original. Infelizmente, pesquisas demonstram que as pessoas estão desperdiçando muita energia mental preciosa, em torno de quase quatro horas por dia, com a televisão – uma das melhores maneiras de deixar o cérebro flácido.

FONTE: www.communitate.com.br
www.ginasticacerebral.com.br
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Disortografia


A Disortografia caracteriza-se por troca de fonemas na escrita, junção (aglutinação) ou separação indevidas das palavras, confusão de sílabas, omissões de letras e inversões. Além disso, dificuldades em perceber as sinalizações gráficas como parágrafos, acentuação e pontuação.

Devido à essas dificuldades o indivíduo prepara textos reduzidos e apresenta desinteresse para a escrita. A Disortografia não compromete o traçado ou a grafia.
Um sujeito é disortográfico quando comete um grande número de erros. Até a 2ª série é comum que as crianças façam confusões ortográficas porque a relação com sons e palavras impressas ainda não estão dominadas por completo.

Causa

Considera-se que 90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem ou atraso global de desenvolvimento.

Tratamento

Depois de uma avaliação fonoaudiológica o profissional irá traçar um plano de tratamento para que a disortografia não se torne uma vilã na aprendizagem.
O fonoaudiólogo poderá desenvolver um atendimento preventivo antes mesmo do terceiro ano (antiga 2ª série).
Quanto antes o tratamento com um fonoaudiólogo melhor será o prognóstico!

Veja um caso clínico de um paciente com 9 anos, no 4º ano:
Exemplo de disortografia com aglutinações, omissões e separação indevida de palavra.


Após 3 meses de tratamento:

Escrita sem aglutinações e omissões.

*Para visualizar melhor as fotos clique sobre ela.

Fonte: www.clinicadefonoaudiologia.com.br
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Disgrafia e Psicomotricidade

Rodrigues & Franco no seu artigo “Dificuldades de aprendizagem no processo de construção da leitura e da escrita. Sugestões para sala de aula” apresentam algumas sugestões possíveis de serem realizadas em sala de aula, que enfocam as áreas da psicomotricidade, cognição e expressão livre.

1 - PSICOMOTRICIDADE


1. Esquema corporal: percepção do próprio corpo, conceitos das partes do corpo como um todo, reprodução de movimentos complexos e diferenciados.
Actividades: diferentes tipos de desenhos em diferentes tipos de papéis, uso de bonecos variados (pano, papelão), fotos, imagens de pessoas, jogos que envolvam o tema “corpo”, actividades individuais e colectivas que envolvam movimentos corpóreos entre outros.


2. Lateralidade: predominância de um lado do corpo em relação ao outro.
Actividades: massa para modelar, recorte de linhas/figuras/ formas, acto de desenhar, colorir, pintar, jogos que envolvam mão e/ou pé dominante (chutar, pular, correr), jogos e músicas envolvendo lados dominantes etc.


3. Estruturação espacial: noção do “EU” dentro do espaço. Essa noção é fundamental para o aluno pois ao ter noção de si mesma como um “EU” igual aos outros e diferente dos outros, o aluno perceberá, por exemplo, que letras são diferentes de números.
Actividades: actividades que envolvam noção de em cima/em baixo, maior/menor, dentro/fora, longe/perto etc.


4. Orientação temporal: noção de que existe um tempo objectivo, fundamental para a organização do pensamento.
Actividades: noção de manhã/tarde/noite, figuras de sequência lógico-temporal para o aluno montar, envelhecimento (linha do tempo), música (ritmo: lento/moderado/acelerado), estações do ano, estimular o aluno a avaliar o tempo que usa para desenhar/escrever seu nome etc.


5. Postura e equilíbrio: Capacidade do aluno em conquistar e manter atitudes corporais habituais. Capacidade fundamental para construção das habilidades de atenção/concentração, pois um aluno que não tem postura e equilíbrio adequados, seu cérebro naturalmente “desvia” a atenção para corrigir os desequilíbrios provocados.
Actividades: equilibrar-se com um dos pés, movimentar-se com os pés no chão, andar com as pontas dos pés, andar em cima de linhas rectas e onduladas, andar em uma prancha (ex: banco) entre outros.


6. Praxia Fina (e/ou psicomotricidade fina e/ou coordenação dinâmica manual): Estágio do desenvolvimento humano que agrega as noções acima e o exercício das mesmas.
Actividades: actividades que envolvam as mãos, traçado de linhas, jogar e receber bola, tactear de formas (desenhos, peças, esculturas, objectos) em diferentes tipos de materiais (arroz, areia), realizar pinturas, preencher sobre traçados de linhas (rectas, curvas, denteadas) entre outros.

2 - COGNIÇÃO


1. Percepção: ato de conhecer o objecto e suas relações para poder atribuir-lhe os seus diferentes significados. Fundamental para a construção da capacidade simbólica (representações).
Actividades: discriminação de cores, formas, tamanhos e quantidade, análise/síntese, estímulos visuais, auditivos (reprodução de diferentes sons), gustativos e olfactivos.


2. Memória: capacidade de registar e de recordar estímulos. O aluno somente desenvolverá essa capacidade se houver identificado e compreendido o que o professor propôs como actividade. A memória é construída através da memória visual, auditiva e visuomotora (coordenação olho-mão). A memória visuomotora é fundamental para a caligrafia e escrita.
a) Memória visual: capacidade de reter e de recordar com precisão, experiências visuais anteriores.
b) Memória auditiva: capacidade de reter e de recordar informações captadas auditivamente.
c) Memória visomotora: capacidade de reproduzir com movimentos dos segmentos corporais, experiências visuais anteriores.
Actividades: jogos de memória, jogos de sequências, quebra-cabeças simples, contar e recontar pequenas histórias, dramatizar pequenas cenas e “redramatizá- las”, pequenas letras de músicas com refrões e mesmas terminações entre outros.


3. Atenção: fenómeno subjectivo que expressa o modo como a mente selecciona e fixa determinados estímulos por um tempo variável, segundo a motivação e a fadiga do aluno.
Actividades: actividades que se desencadeiam por força da motivação (motivação da acção) e desperte o interesse dos alunos. Sugerem-se jogos que não visem a competição mas a criatividade.


4. Raciocínio: capacidade de usar o pensamento para resolver problemas evidenciando o modo como o pensamento se organiza.
Actividades: quebra-cabeças, classificação de objectos, identificação de relação de igualdade/diferença/semelhança, blocos lógicos, inventar histórias e jogos, inventar hipóteses etc.


5. Conceptualização: classificação através da característica do objecto.
Actividades:gravuras, jogos entre outros (“cada coisa em seu lugar”.)


6. Linguagem: A linguagem é todo sistema de signos que serve como meio de comunicação entre os indivíduos. Está ligada a inúmeros aspectos como os neurológicos, motoras, afectivo-emocionais, culturais, históricos e de socialização entre outros.
Actividades: imitação, reprodução de história, descrição de gravuras, introdução de novas palavras para enriquecimento do vocabulário, diferentes actividades lúdicas (fantoches, dramatizações, canções, recitar e ouvir poesias, narrações...) entre outros.


7. Compreensão da leitura: entender o que se lê em decorrência da capacidade em descodificar textos (formar representações mentais).
Actividades: pequenos textos, executar leitura e interpretação, formar hábito de leitura diferenciada, fazer com que o aluno leia o que escreveu, fazer com que o aluno entenda o que leu, entre outros.

3 - EXPRESSÃO LIVRE


As atividades auto-expressivas são geradoras, por excelência, de prazer e de satisfação, resultantes do potencial do sujeito. É esse prazer que permite ao indivíduo relacionar-se satisfatoriamente consigo mesmo, com os objectos e com o mundo ao seu redor.
Atividades pedagógicas: diferentes formas de comunicação através de diferentes formas de expressão: actividades de expressão plástica, de expressão musical, expressão cénica, expressão verbal, expressão não verbal, expressão corporal etc.

Fonte: www.omovimentodaescrita.blogspot.com
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Articulando com uso de Trava - Línguas: Auxílio na Dicção



Os trava-línguas fazem parte das manifestações orais da cultura popular, são elementos do nosso folclore, como as lendas, os acalantos, as parlendas, as adivinhas e os contos. O que faz as crianças repeti-los é o desafio de reproduzi-los sem errar. Entra aqui também a questão do ritmo, pois elas começam a perceber que, quanto mais rápido tentam dizer, maior é a chance de não concluir o trava-línguas. Esse tipo de poema pode ser um bom recurso para trabalhar a leitura oral, com o cuidado de não expor alunos com mais dificuldades. É nessa leitura que melhor se observa o efeito do trava-línguas e, dependendo da atividade, passa a ser uma brincadeira que agrada sempre. Os trava-línguas podem ainda ser escritos para criar uma coletânea de elementos do folclore e pesquisados em diferentes fontes: livros, sites na internet ou revistas de passatempos.
É usado na Fonoaudiologia como método alternativo para trabalhar a articulação de fala, melhorar a dicção e a estética. Resolvi postar aqui alguns exemplos de trava língua espero que vocês gostem!

Maria-Mole é molenga, se não é molenga,
Não é Maria-Mole. É coisa malemolente,
Nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.
___________________
Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.
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O sabiá não sabia.
Que o sábio sabia.
Que o sabiá não sabia assobiar.
____________________
O doce perguntou pro doce
Qual é o doce mais doce
Que o doce de batata-doce.
O doce respondeu pro doce
Que o doce mais doce que
O doce de batata-doce
É o doce de doce de batata-doce.
_____________________
Olha o sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro,
O sapo batendo papo
E o papo soltando o vento.
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A lontra prendeu a
Tromba do monstro de pedra
E a prenda de prata
De Pedro, o pedreiro.
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Disseram que na minha rua
Tem paralelepípedo feito
De paralelogramos.
Seis paralelogramos
Tem um paralelepípedo.
Mil paralelepípedos
Tem uma paralelepípedovia.
Uma paralelepípedovia
Tem mil paralelogramos.
Então uma paralelepípedovia
É uma paralelogramolândia?
__________________
Lalá, Lelé e Lili
E suas filhas,
Lalalá, Lelelé e Lilili
E suas netas
Lalelá, Lelalé e LeLali
E suas bisnetas
Lilelá, Lalilé e Lelali
E suas tataranetas
Laleli, Lilalé e Lelilá
cantavam em coro
LALALALALALALALÁ.
_________________
A aranha arranha a rã.
A rã arranha a aranha.
Nem a aranha arranha a rã.
Nem a rã arranha a aranha.
_________________
Não confunda
Ornitorrinco com
Otorrinolaringologista,
Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com
Otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco
É ornitorrinco,
Ornitologista é ornitologista
E otorrinolaringologista é
Otorrinolaringologista.
___________________
Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
Só no dia que sua tia
Chamar largatixa
de lagartinha!
___________________
Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas.
Tira da boca da bica, bota na boca da bomba.
Bote a bota no bote e tire o pote do bote.
Quem a paca cara compra, paca cara pagará.
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O peito do pé de Pedro é preto.
Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto,
tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.
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O rato roeu a roupa do rei do Roma.
Rainha raivosa rasgou o resto.
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Se cada um vai a casa de cada um
é porque cada um quer que cada um lá vá.
Porque se cada um não fosse a casa de cada um
é porque cada um não queria que cada um fôsse lá.
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Lá de trás de minha casa
Tem um pé de umbu butando
Umbu verde, umbu maduro,
Umbu seco, umbu secando.
do filme "Central do Brasil"
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Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos,
quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.
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Três tigres tristes para três pratos de trigo.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.
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Em um ninho de mafagafos haviam sete mafagafinhos;
quem amafagafar mais mafagafinhos, bom amagafanhador será.
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O tempo perguntou pro tempo
quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu pro tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.
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Gato escondido com rabo de fora
tá mais escondido que rabo escondido
com gato de fora.
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Se o bispo de Constantinopla
a quisesse desconstantinoplatanilizar
não haveria desconstantinoplatanilizador
que a desconstantinoplatanilizaria
desconstantinoplatanilizadoramente.
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La vem o velho Felix com o fole velho nas costas.
Tanto fede o velho Felix, quanto o fole velho nas costas do velho Felix, fede
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Casa suja, chão sujo
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Se a liga me ligasse, eu também ligava a liga.
Mais a liga não me liga, eu também não ligo a liga
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Se o papa papasse papa
Se o papa papasse pão,
Se o papa tudo papasse
Seria um papa -papão
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Tres prato de trigo para tres tigres tristes!
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A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.

A mulher barbada tem barba boba babada e um barbado bobo todo babado!
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A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões
que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...
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Atrás da porta torta tem uma porca morta.
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A naja egípcia gigante age e reage hoje, já.
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A babá boba bebeu o leite do bebê.
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A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.
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Bagre branco, branco bagre.
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Bote a bota no bote e tire o pote do bote.
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Caixa de graxa grossa de graça.
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Cozinheiro cochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo.
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Chega de cheiro de cera suja.
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Devora Dor Doída, Distante Da Dor Desmedida, Daquilo Dista Dimensões, Do Devorador Disto!
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É preto o prato do pato preto.
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É muito socó para um socó só coçar.
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E a Rosa Rita Ramalho do rato a roer se ria !!!!
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Eu cantarolaria, ele cantarolaria, nós cantarolaríamos, eles cantarolariam.
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Eu congelo a água gelada com gelo que tem selo à prova d'água.
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Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.
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Essa trava é uma trova prá te entravar. Entravar com uma trova é uma trava de lascar!
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Essa pessoa assobia, enquanto amassa e assa a massa da paçoca de amendoim.
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Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.
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Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.
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Gato escondido com rabo de fora
tá mais escondido que rabo escondido com gato de fora.
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Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado Luzia.
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Não sei se é fato ou se é fita,
Não sei se é fita ou fato.
O fato é que você me fita
E fita mesmo de fato.
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0 desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria
as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.
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O marteleiro acertou Marcelo com o martelo. Martelo, marteleiro, martelada, Marcelo, dor que não quero!
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O padre pouca capa tem, porque pouca capa compra.
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O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.
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O tatuador tatuado tatuou a tatua do tatu. Tatua tatuada enfezada, tatuou o tatu e o tatuador já tatuado!
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Pardal pardo, por que parlas? Parlo porque sempre parlei, porque sou pardal pardo, parlador del-rei.
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Para ouvir o tique-taque, Tique-taque, tique-taque, Depois que um tique toca E que se toca um taque.
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Pôr o rabo de barro num burro sem rabo.
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Rebola reboladeira, menina reboladora. Rebolando é que se rebola, cuidado para não pegar o "amigo" do ébola!
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Sabia que a mãe do sabiá não sabia que o sabiá sabia assobiar?
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Se a liga me ligasse, eu ligava a liga, mas como a liga não me liga, eu não ligo a liga.
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Língua custosa eu sei falar água cheira chitangua tanguarita oratangua.


Fonte:www.recantodasletras.com.br
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Tratatamento e Intervenção para TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)

Como postei anteriormente sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade citei alguns métodos e tratamentos à respeito, gostaria de deixar aqui a continuidade da matéria. Caso queiram mais assuntos específicos sobre a patologia, deixem seus comentários e dúvidas.


O TDAH é uma patologia pouco conhecida, difícil de detectar e fácil de confundir. A complicação do tipo neurológico se desencadeia em idades compreendidas entre os 3 e 4 anos, alcançando o nível mais crítico aos 6. Os especialistas apontam que as crianças com hiperatividade não tratadas a tempo, terão problemas na adolescência, sofrerão problemas para relacionar-se e inclusive fracasso escolar. No entanto, um tratamento contínuo à medida que a criança vá crescendo, permitirá que o transtorno melhore, e inclusive que se consiga controlar.

A grande dificuldade que apresentam as crianças para atender, selecionar, manter, e controlar a atenção aos estímulos que lhes apresentam, assim como a excessiva agitação que apresentam, justificam a necessidade de uma ajuda e de um acompanhamento profissional. Um especialista ajudará a criança a adquirir hábitos e estratégias cognitivas para que seu desenvolvimento social, familiar, escolar, etc., esteja à altura de suas capacidades. O tratamento tem como objetivo:

- Melhorar ou anular os sintomas do transtorno.

- Diminuir ou eliminar os sintomas associados.

- Melhorar a aprendizagem, linguagem, escrita, relação social e familiar.

Para isso, o especialista empregará, segundo o caso, informação exaustiva aos pais e professores, tratamento farmacológico (imprescindível em 7 de cada 10 crianças), e tratamento psicopedagógico e fonoaudiológico.

Não se deve esquecer que os pais desempenham papel fundamental durante o tratamento. As crianças hiperativas necessitarão muito apoio, compreensão, carinho, e sobretudo muita paciência para que pouco a pouco consigam desenvolver seu dia-a-dia com normalidade.


MEDICAMENTOS



Ritalina (metilfenidato) é a alternativa medicamentosa mais comum para TDAH e hiperatividade. Uma das preocupações mais usuais quando se tem um diagnóstico de TDAH – ou mesmo quando há apenas desconfiança diz respeito ao uso de medicação. Perguntas comuns são: Vou tomar Ritalina? Preciso mesmo tomar o remédio? O remédio vicia? É para sempre?


A faixa preta sempre assusta. É uma reação extremamente comum, devido a perguntas não respondidas, a medos não resolvidos, preconceitos e falta de informação. É preciso conhecer os prós e contras reais do tratamento TDAH com medicação.


Sempre que há recomendação de medicação, ela deveria fazer parte de um plano mais amplo de tratamento. Em muitos casos, é possível seguir o tratamento sem medicação, recorrendo a Psicoterapia Comportamental-Cognitiva, Coach Comportamental e Neurofeedback. Por esta razão, é importante que a avaliação e o plano de tratamento sejam feitos por especialistas.



Vou tomar Ritalina?

Esta é uma resposta que não pode ser dada antecipadamente. A Ritalina é uma das medicações mais comuns para TDAH, mas não é a única. A decisão em prescrever Ritalina – ou outra medicação indicada – é baseada em uma análise das particularidades do caso em questão. O tratamento de TDAH não é definido a priori, antes de uma avaliação extensa – ou, pelo menos, jamais deveria ser.


Preciso tomar mesmo o remédio?

Esta é uma decisão pessoal, que cabe a cada um. Algumas pessoas preferem não tomar medicação sempre que possível – o que não se limita à Ritalina. Pessoas assim tendem a preferir outras alternativas de tratamento, deixando a medicação como último recurso.

Cabe aos profissionais envolvidos com o cliente apresentar um leque de possibilidades, com seus prós, contras, possíveis conseqüências e curto e longo prazo, para que a melhor escolha possa ser feita.

Se o paciente sentir-se insatisfeito ou inseguro com as prescrições e recomendações dos profissionais que o atenderem, deve procurar uma segunda (ou até mesmo terceira) opinião. O tratamento de TDAH é de longo prazo, portanto o paciente precisa estar seguro a respeito das decisões tomadas.

Quais são os efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais mais comuns são perda de apetite, taquicardia, boca seca. Normalmente estes efeitos são leves e devem desaparecer rapidamente. No caso de crianças com altura inferior à esperada para a idade, problemas de crescimento ou hormonais, o uso da medicação pode não ser recomenado.

É para sempre?



Não se pode falar em cura do TDAH – como não se fala, por exemplo, em cura do diabetes. É uma condição que pode e deve ser mantida sob controle.



O efeito da medicação é provisório – permanece pelo tempo que a substância estiver no organismo. No caso da Ritalina, o efeito de 10 mg dura em torno de 4 horas. Quando o efeito do remédio acaba, todos os sintomas retornam.



Se a escolha pelo tratamento é baseada exclusivamente em drogas psicoestimulantes (o caso da Ritalina), não há perspectivas em abandonar a droga. Ou seja, um tratamento com remédio - ritalina ou outro - é um tratamento para o resto da vida.



Esta é a principal razão pela qual muitas pessoas são contra a alternativa medicamentosa - há o desejo de libertar-se, a si ou a seus filhos, de um tratamento com droga psicotrópica sem prazo para terminar.



A Ritalina possui efeito imediato e muito eficaz. Entretanto, ela não ensina nada à pessoa – quando seu efeito acaba, tudo volta ao estado inicial. Outras alternativas, como o Neurofeedback, a Psicoterapia Comportamental-Cognitiva e o Coach Comportamental levam a ganhos permanentes, pois envolvem processos de aprendizagem e, desta forma, preparam a pessoa para lidar melhor com as limitações do TDAH ou até mesmo a superá-las.



É preciso ressaltar que o fato da Ritalina produzir efeitos limitados não significa que ela não deva ser usada como parte de um plano de tratamento, quando corretamente indicada. Significa, antes, que qualquer modalidade de tratamento deve levar em conta tanto o alívio dos sintomas quanto a necessidade de desenvolver no cliente novos padrões de comportamento, que o habilitem a lidar de forma mais eficaz e sustentada com as restrições do TDAH.

No IPDA - Instituto Paulista de Déficit de Atenção a avaliação de cada caso é conduzida com extremo cuidado, envolvendo as áreas comportamental, cognitiva, emocional e fisiológica. Sempre que necessário, solicitamos colaboração interdisciplinar de psicoterapeutas comportamentais, neurologistas, neuropediatras, psiquiatras, fonoaudiólogos e psicopedagogos. Com toda esta rede de apoio, podemos chegar a um plano de tratamento que é analisado e discutido em conjunto com o cliente, levando em conta suas preferências e disponibilidade.


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Fonte: Mental Help
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TDAH - DÉFICIT DE ATENÇÃO - MITO OU REALIDADE?

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Esta doença existe mesmo? Existe um quadro clínico chamado de TDAH ou são comportamentos normais da criança? É TDAH ou é outra doença?

Numa prova de múltipla escolha, todas acima estariam corretas, dependendo da criança e da situação.
TDAH é uma doença? Sim. Porém, existe muita confusão a respeito.
No meio científico médico se discute se o TDAH está sendo diagnosticado em excesso atualmente ou se estaria sendo sub-diagnosticado, ou seja, se muitas crianças com o transtorno estariam deixando de ser diagnosticadas e tratadas.
Novamente a resposta é que ambas estão corretas.
Mas como um transtorno pode estar sendo diagnosticado em excesso e sub-diagnosticado ao mesmo tempo???
Isto realmente ocorre, mas em situações diferentes. O TDAH é sub-diagnosticado quando sabemos que sua prevalência é em torno de 5-6% das crianças em idade escolar. Ou seja, muitas crianças têm o o transtorno, mas não são diagnosticadas.
Normalmente, apenas aquelas que perturbam a aula, são agressivas ou muito desafiantes ou ainda apresentam problemas no aprendizado é que são encaminhadas para avaliação médica.
Já o TDH é excessivamente diagnosticado quando crianças com qualquer outro problema são taxadas de portadoras de déficit de atenção e/ou de hiperatividade. E o que é pior, são tratadas como sendo portadoras destes distúrbios.
Sabe o que acontece? É que se “convencionou” dizer que qualquer criança que tem problemas na escola tem “déficit de atenção”. Se não se alfabetiza, se não aprende matemática, se é agressiva, se tem problemas de relacionamento, se se isola, se peturba a aula ou qualquer comportamento problemático é rotulado de déficit de atenção ou TDAH.
Esquecemos que muitos outros transtornos podem se manifestar com estes sintomas, como os transtornos de linguagem, de conduta, os transtornos específicos do aprendizado, transtornos afetivos (bipolares), medos fóbicos, psicoses, retardo mental (déficit intelectual) e autismo.
MUITO CUIDADO! E o pior é que este erro não é cometido apenas por pais e professores. Muitos profissionais que trabalham com as crianças cometem os mesmos erros de diagnóstico e interpretação (incluindo psicólogos, fonos, terapeutas, médicos em geral e, inclusive, neurologistas e psiquiatras).


PERFIL DO ADOLESCENTE COM DÉFICIT DE ATENÇÃO (SEM HIPERATIVIDADE) QUE, GERALMENTE, NÃO É DIAGNOSTICADO.
Pensamentos de uma menina de 13 anos sobre a escola:

“Minhas mãos doem quando eu escrevo.''
''Eu não gosto de escola.''
''Minha carga de deveres de casa normalmente é excessiva e impraticável.''
''Tenho dores de cabeça quando as pessoas tentam explicar as coisas mais difíceis pra mim, fico confusa.''
''Eu não tenho boa escrita.''
''Eu sinto que estou “voando” quando as pessoas falam em sala de aula.''
''Eu acho que eu deveria estar fazendo coisas melhores do que sentar lá tentando compreender o que as pessoas estão explicando.''
''Eu não tenho hábitos de estudo muito bons. ''
''Eu me sinto muito idiota em sala de aula quando todos os demais entendem as coisas e eu não.''
''Eu fico louca que o dia termine e muitas vezes eu olho para o relógio.''

O que é tão marcante aqui é que ninguém pensou que a menina tinha sintomas de um transtorno de atenção. Ela não apresentava um problema de comportamento em sala de aula, o professor não a considerava distraída e ela nunca reclamou da escola como sendo difícil para ela. O foco permaneceu no fato dela não gostar da escola e na sua competência acadêmica ou num provável transtorno de atenção.

COM QUE IDADE A CRIANÇA PODE SER DIAGNOSTICADA?

Não há uma idade limite.
Nos Estados Unidos existe uma associação para a pesquida de doenças emocionais e comportamentais da infância, chamada 0 to 3 – Diagnostic Classification os Mental Health and Developmental Disorders of Infancy and Early Childhood (0 a 3 – Classificação Diagnóstica de Saúde Mental e Transtornos do Desenvolvimento na Infância).
Esta associação descreve vários transtornos da infância, dentre eles, o TDAH. Portanto, é possível diagnosticar transtornos mentais e do desenvolvimento antes dos 3 anos.

Avaliação para crianças com suspeita de TDAH inclui:

· Entrevista com os pais e com a criança.
· Avaliação das funções executivas da criança (déficit nas funções executivas é um sintoma com elevada frequência em crianças com TDAH e, provavelmente, o aspecto central da patologia).
· Testagem da atenção através de teste computadorizado de atenção (“Continuous Performance Test” – CPT).
· Testagem da memória de trabalho e da velocidade de processamento (déficits nestas funções estão associados com os problemas de aprendizado nas crianças com TDAH).
· Avaliação da psicopatologia global, a fim de verificar a existência de patologias associadas e fazer o diagnóstico diferencial.
· Funcionamento global da criança (para avaliar o impacto da doença sobre o funcionamento e a capacidade adaptativa da criança).

Após a avaliação os pais recebem os resultados e as orientações sobre os possíveis tratamentos e encaminhamentos terapêuticos.
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