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O que é a Ginástica Cerebral?



Hoje, é grande a preocupação das pessoas em melhorar sua qualidade de vida, para que possam enfrentar, com maior possibilidade de sucesso, as diversas situações que surgem no dia-a-dia da vida pessoal e profissional.

Há um consenso de que, para se obter e manter uma boa qualidade de vida, não é suficiente desenvolver apenas o potencial físico, preparando o corpo através de ginástica, exercícios e atividade aeróbica. Numa visão holística do ser humano, é necessário também o desenvolvimento do potencial interno.

O interesse pelo desenvolvimento físico deve ser igual ao interesse pelo desenvolvimento emocional e psicológico. Mas, ao contrário do que ocorre com a “febre” do condicionamento físico, que leva milhares de pessoas às academias, parques e à compra de equipamentos específicos, não se percebe a mesma movimentação no sentido de uma preparação interna, com atividades que desenvolvam o saber, a concentração, a inteligência, a disposição, a criatividade e o reforço das forças interiores.

O cuidado com o espírito e a consciência é tão necessário no momento atual quanto a preparação do corpo, e deve ser uma preocupação de todos nós. É o que irá levar ao despertar de todo o nosso potencial como indivíduos, através da fundamental integração entre mente e corpo.

O DESENVOLVIMENTO CEREBRAL

Um importante (se não o mais importante) órgão do corpo humano, responsável pela inteligência e pelos sucessos e insucessos pessoais e profissionais, é o cérebro, a estrutura mais complexa existente e o mais desafiante instrumento criado pela natureza. Tão importante que é o único órgão que tem uma “embalagem” rígida para sua proteção, que é o crânio.

É ele que cuida não só da manutenção da nossa vida como, também, das nossas emoções, da capacidade de raciocinar mais claramente, da facilidade maior ou menor de encontrar soluções para as diversas situações enfrentadas, pelo desenvolvimento da criatividade, pela nossa inteligência e pela aprendizagem.

Ao contrário dos demais órgãos, o cérebro é o único que pode melhorar seu desempenho com o passar do tempo, quanto mais for utilizado. Um cérebro que está sendo constantemente exigido, treinado, utilizado e desafiado, terá um desempenho cada vez melhor; independente da idade da pessoa.

O TREINAMENTO DO CÉREBRO

E como o cérebro é treinado? Como podemos melhorar seu desempenho? Existem diversas maneiras e uma delas é através da utilização da técnica chamada GINÁSTICA CEREBRAL.

O QUE É GINÁSTICA CEREBRAL?

O cérebro funciona através dos estímulos que recebe dos sentidos da audição, visão, olfato, tato, e paladar, que estão constantemente municiando-o de informações que captam do ambiente.

Estas informações são recebidas e transformadas em descargas elétricas e transmitidas de neurônio para neurônio (as células do cérebro) através dos dendritos e sinapses (ligações cerebrais entre neurônios) para as diversas memórias que compõem nosso cérebro, onde ficam arquivadas aguardando o momento de serem utilizadas.

Poderíamos pensar que mais inteligente será uma pessoa quanto mais informações forem captadas pelos sentidos e arquivadas nas memórias cerebrais. Mas será isso mesmo? É assim que funciona?

Não é bem assim, porque não basta, apenas, ter as informações arquivadas nas memórias cerebrais. A medida da inteligência é dada, principalmente, pela rapidez e pela presteza com que essas informações são resgatadas no arquivo cerebral onde estão arquivadas, são cruzadas com informações que vêem de outros arquivos, e colocadas à disposição da pessoa para as decisões necessárias.

Para que todo esse trabalho de resgate e cruzamento de informações aconteça com eficácia e rapidez, é preciso que o cérebro esteja com todos os seus “caminhos de informação” ou sinapses devidamente desimpedidos, ativos, em forma e prontos para serem utilizados. Só assim as informações arquivadas serão resgatadas no momento certo, no tempo necessário e circularão com rapidez, auxiliando nas decisões.

Daí a necessidade do cérebro ser constantemente exercitado para “abrir” os caminhos e aumentar as ligações, e isso pode ser feito através de exercícios e movimentos coordenados do corpo que, executados de maneira apropriada, acessam e estimulam partes específicas do cérebro, antes pouco utilizadas e desconectadas do conjunto cerebral.

Como o cérebro é dividido em duas partes chamadas hemisférios (direito e esquerdo), e como essas duas partes são responsáveis por atividades e controles diferentes no corpo, é necessário ativar e estimular esses hemisférios para que trabalhem simultânea e integralmente, oferecendo a possibilidade de utilização do cérebro de maneira total, em todo o seu potencial. Esses movimentos têm, também, essa finalidade.

Esta é a base da GINÁSTICA CEREBRAL, desenvolvida a partir da década de 70 por uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia, coordenada por um médico indiano radicado nos Estados Unidos chamado Paul Denisson, que uniu a pesquisa científica de laboratório com alguns princípios de filosofias e técnicas orientais, como o tai chi chuan, acupuntura, yoga e outros, criando uma série de exercícios.

Executados diariamente, esses exercícios têm, entre outros objetivos, “dar a partida” ao cérebro de maneira que possamos aproveitar eficazmente todo o seu potencial, tornando-o mais alerta, mais claro na maneira de pensar, mais energético e mais positivo.



VANTAGENS DA GINÁSTICA CEREBRAL

Os exercícios da GINÁSTICA CEREBRAL têm, como um dos seus méritos, o fato de serem de fácil assimilação e execução por qualquer pessoa de qualquer idade, sem necessidade de um acompanhamento técnico para sua realização, pois são todos exercícios físicos baseados em movimentos naturais.

Qualquer pessoa informada de como realizá-los, como e porque devem ser feitos e quais as vantagens que eles trazem, pode começar a trabalhar seu cérebro imediatamente, de maneira a torná-lo mais positivo e energético, pois não existe nenhuma contra-indicação.

As vantagens da GINÁSTICA CEREBRAL são evidentes. Com o cérebro exercitado vivemos mais e melhor, evitando ou diminuindo os efeitos de alguns problemas característicos da velhice, como a perda de memória e a senilidade. Desenvolvemos, também, um entendimento melhor das coisas, despertamos a criatividade e aumentamos a capacidade de aprendizagem de raciocínio e de memória, utilizando todo o nosso potencial cerebral.

GINÁSTICA CEREBRAL NO TRABALHO

No trabalho, a GINÁSTICA CEREBRAL propicia facilidades como falar em público com mais desenvoltura, participar mais produtivamente de reuniões, entender melhor as coisas que são faladas (imagine a importância disso para quem trabalha com telemarketing, ou quem participa de reuniões), elaborar melhor planejamento e agenda de trabalho e aumentar a capacidade de concentração.

Como alguns exercícios são específicos para aumentar o magnetismo pessoal, o desgaste diminui durante o dia de trabalho e o rendimento profissional aumenta. Um vendedor, por exemplo, com seu magnetismo pessoal aumentado, se posiciona melhor frente ao cliente.

A GINÁSTICA CEREBRAL também ajuda no combate ao estresse, um dos males do homem moderno. Movimentos específicos ativam partes do cérebro onde, geralmente, o estresse se acumula, provocando seu desaparecimento e liberando essas regiões para acumularem energia positiva.

Com a prática constante da GINÁSTICA CEREBRAL o cérebro torna-se mais ativo, energético e disposto para o trabalho e nos torna pessoas mais inteligentes, com auto-estima reforçada e vitoriosas em nossa vida pessoal e profissional.

Se você é como a maioria das pessoas, talvez ainda não tenha se preocupado, desde que deixou a escola, com importância de fazer exercícios cerebrais. E provavelmente pensou que todas aquelas chaves perdidas e nomes esquecidos decorriam de algo inevitável e irreversível – em muitas situações, certamente até atribuiu os problemas a sintomas do envelhecimento, como observa Lozanov.

Novas pesquisas têm demonstrado que, com um pouco de exercícios e estímulos regulares, é possível manter seu cérebro em forma e flexível. “As células do cérebro ativas produzem mais compostos químicos que ajudam a manter os neurônios vivos", diz Lawrence C. Katz, professor de neurobiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Duke, na Carolina do Norte (EUA).

Mas Katz, que promove um regime chamado de “neuróbica”, não acredita que seja necessário ler um livro por dia ou ser mestre das palavras cruzadas ou do xadrez para desfrutar dos benefícios de exercitar os neurônios e, assim, estabelecer novas conexões cerebrais.

Ter desafios mentais é certamente benéfico para todos, mas esses desafios não são considerados as únicas maneiras de fazer o cérebro desdobrar-se e construir novas redes de ligações entre os neurônios.

Alguns exemplos de ginásticas físico-mentais:

Tentar escovar os dentes com a mão oposta.
Movimentar o corpo de maneiras diferentes das usuais
Tomar um caminho diferente para o trabalho.
Usar as escadas em lugar de elevador.
Escrever com a mão não dominante.
Amarrar os sapatos de uma maneira diferente.
Ler um livro, ou fazer as contas de saldo bancário com lápis e papel ao invés de usar calculadora.
Importante é saber que qualquer exercício que você criar ou inventar para dar ao cérebro um descanso da rotina estabelece novos caminhos e circuitos entre as células do cérebro e faz parte da ginástica cerebral.

Cada pessoa deve saber aproveitar a música, os sons da natureza, inclusive os barulhos dos meios de transporte, para se inspirar e inovar.

"A idéia da ginástica para o cérebro é a de tecer uma rede mais densa de conexões e, assim, caso algumas se desfaçam com a idade, você terá outras para utilizar", afirma Katz, co-autor do livro Mantenha seu cérebro vivo.

A intenção da ginástica cerebral não é a de torná-lo capaz de memorizar 30 nomes em 30 segundos, mas, sim, de manter seu cérebro flexível, criativo e original. Infelizmente, pesquisas demonstram que as pessoas estão desperdiçando muita energia mental preciosa, em torno de quase quatro horas por dia, com a televisão – uma das melhores maneiras de deixar o cérebro flácido.

FONTE: www.communitate.com.br
www.ginasticacerebral.com.br
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Disortografia


A Disortografia caracteriza-se por troca de fonemas na escrita, junção (aglutinação) ou separação indevidas das palavras, confusão de sílabas, omissões de letras e inversões. Além disso, dificuldades em perceber as sinalizações gráficas como parágrafos, acentuação e pontuação.

Devido à essas dificuldades o indivíduo prepara textos reduzidos e apresenta desinteresse para a escrita. A Disortografia não compromete o traçado ou a grafia.
Um sujeito é disortográfico quando comete um grande número de erros. Até a 2ª série é comum que as crianças façam confusões ortográficas porque a relação com sons e palavras impressas ainda não estão dominadas por completo.

Causa

Considera-se que 90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem ou atraso global de desenvolvimento.

Tratamento

Depois de uma avaliação fonoaudiológica o profissional irá traçar um plano de tratamento para que a disortografia não se torne uma vilã na aprendizagem.
O fonoaudiólogo poderá desenvolver um atendimento preventivo antes mesmo do terceiro ano (antiga 2ª série).
Quanto antes o tratamento com um fonoaudiólogo melhor será o prognóstico!

Veja um caso clínico de um paciente com 9 anos, no 4º ano:
Exemplo de disortografia com aglutinações, omissões e separação indevida de palavra.


Após 3 meses de tratamento:

Escrita sem aglutinações e omissões.

*Para visualizar melhor as fotos clique sobre ela.

Fonte: www.clinicadefonoaudiologia.com.br
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Disgrafia e Psicomotricidade

Rodrigues & Franco no seu artigo “Dificuldades de aprendizagem no processo de construção da leitura e da escrita. Sugestões para sala de aula” apresentam algumas sugestões possíveis de serem realizadas em sala de aula, que enfocam as áreas da psicomotricidade, cognição e expressão livre.

1 - PSICOMOTRICIDADE


1. Esquema corporal: percepção do próprio corpo, conceitos das partes do corpo como um todo, reprodução de movimentos complexos e diferenciados.
Actividades: diferentes tipos de desenhos em diferentes tipos de papéis, uso de bonecos variados (pano, papelão), fotos, imagens de pessoas, jogos que envolvam o tema “corpo”, actividades individuais e colectivas que envolvam movimentos corpóreos entre outros.


2. Lateralidade: predominância de um lado do corpo em relação ao outro.
Actividades: massa para modelar, recorte de linhas/figuras/ formas, acto de desenhar, colorir, pintar, jogos que envolvam mão e/ou pé dominante (chutar, pular, correr), jogos e músicas envolvendo lados dominantes etc.


3. Estruturação espacial: noção do “EU” dentro do espaço. Essa noção é fundamental para o aluno pois ao ter noção de si mesma como um “EU” igual aos outros e diferente dos outros, o aluno perceberá, por exemplo, que letras são diferentes de números.
Actividades: actividades que envolvam noção de em cima/em baixo, maior/menor, dentro/fora, longe/perto etc.


4. Orientação temporal: noção de que existe um tempo objectivo, fundamental para a organização do pensamento.
Actividades: noção de manhã/tarde/noite, figuras de sequência lógico-temporal para o aluno montar, envelhecimento (linha do tempo), música (ritmo: lento/moderado/acelerado), estações do ano, estimular o aluno a avaliar o tempo que usa para desenhar/escrever seu nome etc.


5. Postura e equilíbrio: Capacidade do aluno em conquistar e manter atitudes corporais habituais. Capacidade fundamental para construção das habilidades de atenção/concentração, pois um aluno que não tem postura e equilíbrio adequados, seu cérebro naturalmente “desvia” a atenção para corrigir os desequilíbrios provocados.
Actividades: equilibrar-se com um dos pés, movimentar-se com os pés no chão, andar com as pontas dos pés, andar em cima de linhas rectas e onduladas, andar em uma prancha (ex: banco) entre outros.


6. Praxia Fina (e/ou psicomotricidade fina e/ou coordenação dinâmica manual): Estágio do desenvolvimento humano que agrega as noções acima e o exercício das mesmas.
Actividades: actividades que envolvam as mãos, traçado de linhas, jogar e receber bola, tactear de formas (desenhos, peças, esculturas, objectos) em diferentes tipos de materiais (arroz, areia), realizar pinturas, preencher sobre traçados de linhas (rectas, curvas, denteadas) entre outros.

2 - COGNIÇÃO


1. Percepção: ato de conhecer o objecto e suas relações para poder atribuir-lhe os seus diferentes significados. Fundamental para a construção da capacidade simbólica (representações).
Actividades: discriminação de cores, formas, tamanhos e quantidade, análise/síntese, estímulos visuais, auditivos (reprodução de diferentes sons), gustativos e olfactivos.


2. Memória: capacidade de registar e de recordar estímulos. O aluno somente desenvolverá essa capacidade se houver identificado e compreendido o que o professor propôs como actividade. A memória é construída através da memória visual, auditiva e visuomotora (coordenação olho-mão). A memória visuomotora é fundamental para a caligrafia e escrita.
a) Memória visual: capacidade de reter e de recordar com precisão, experiências visuais anteriores.
b) Memória auditiva: capacidade de reter e de recordar informações captadas auditivamente.
c) Memória visomotora: capacidade de reproduzir com movimentos dos segmentos corporais, experiências visuais anteriores.
Actividades: jogos de memória, jogos de sequências, quebra-cabeças simples, contar e recontar pequenas histórias, dramatizar pequenas cenas e “redramatizá- las”, pequenas letras de músicas com refrões e mesmas terminações entre outros.


3. Atenção: fenómeno subjectivo que expressa o modo como a mente selecciona e fixa determinados estímulos por um tempo variável, segundo a motivação e a fadiga do aluno.
Actividades: actividades que se desencadeiam por força da motivação (motivação da acção) e desperte o interesse dos alunos. Sugerem-se jogos que não visem a competição mas a criatividade.


4. Raciocínio: capacidade de usar o pensamento para resolver problemas evidenciando o modo como o pensamento se organiza.
Actividades: quebra-cabeças, classificação de objectos, identificação de relação de igualdade/diferença/semelhança, blocos lógicos, inventar histórias e jogos, inventar hipóteses etc.


5. Conceptualização: classificação através da característica do objecto.
Actividades:gravuras, jogos entre outros (“cada coisa em seu lugar”.)


6. Linguagem: A linguagem é todo sistema de signos que serve como meio de comunicação entre os indivíduos. Está ligada a inúmeros aspectos como os neurológicos, motoras, afectivo-emocionais, culturais, históricos e de socialização entre outros.
Actividades: imitação, reprodução de história, descrição de gravuras, introdução de novas palavras para enriquecimento do vocabulário, diferentes actividades lúdicas (fantoches, dramatizações, canções, recitar e ouvir poesias, narrações...) entre outros.


7. Compreensão da leitura: entender o que se lê em decorrência da capacidade em descodificar textos (formar representações mentais).
Actividades: pequenos textos, executar leitura e interpretação, formar hábito de leitura diferenciada, fazer com que o aluno leia o que escreveu, fazer com que o aluno entenda o que leu, entre outros.

3 - EXPRESSÃO LIVRE


As atividades auto-expressivas são geradoras, por excelência, de prazer e de satisfação, resultantes do potencial do sujeito. É esse prazer que permite ao indivíduo relacionar-se satisfatoriamente consigo mesmo, com os objectos e com o mundo ao seu redor.
Atividades pedagógicas: diferentes formas de comunicação através de diferentes formas de expressão: actividades de expressão plástica, de expressão musical, expressão cénica, expressão verbal, expressão não verbal, expressão corporal etc.

Fonte: www.omovimentodaescrita.blogspot.com
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Articulando com uso de Trava - Línguas: Auxílio na Dicção



Os trava-línguas fazem parte das manifestações orais da cultura popular, são elementos do nosso folclore, como as lendas, os acalantos, as parlendas, as adivinhas e os contos. O que faz as crianças repeti-los é o desafio de reproduzi-los sem errar. Entra aqui também a questão do ritmo, pois elas começam a perceber que, quanto mais rápido tentam dizer, maior é a chance de não concluir o trava-línguas. Esse tipo de poema pode ser um bom recurso para trabalhar a leitura oral, com o cuidado de não expor alunos com mais dificuldades. É nessa leitura que melhor se observa o efeito do trava-línguas e, dependendo da atividade, passa a ser uma brincadeira que agrada sempre. Os trava-línguas podem ainda ser escritos para criar uma coletânea de elementos do folclore e pesquisados em diferentes fontes: livros, sites na internet ou revistas de passatempos.
É usado na Fonoaudiologia como método alternativo para trabalhar a articulação de fala, melhorar a dicção e a estética. Resolvi postar aqui alguns exemplos de trava língua espero que vocês gostem!

Maria-Mole é molenga, se não é molenga,
Não é Maria-Mole. É coisa malemolente,
Nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.
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Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.
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O sabiá não sabia.
Que o sábio sabia.
Que o sabiá não sabia assobiar.
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O doce perguntou pro doce
Qual é o doce mais doce
Que o doce de batata-doce.
O doce respondeu pro doce
Que o doce mais doce que
O doce de batata-doce
É o doce de doce de batata-doce.
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Olha o sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro,
O sapo batendo papo
E o papo soltando o vento.
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A lontra prendeu a
Tromba do monstro de pedra
E a prenda de prata
De Pedro, o pedreiro.
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Disseram que na minha rua
Tem paralelepípedo feito
De paralelogramos.
Seis paralelogramos
Tem um paralelepípedo.
Mil paralelepípedos
Tem uma paralelepípedovia.
Uma paralelepípedovia
Tem mil paralelogramos.
Então uma paralelepípedovia
É uma paralelogramolândia?
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Lalá, Lelé e Lili
E suas filhas,
Lalalá, Lelelé e Lilili
E suas netas
Lalelá, Lelalé e LeLali
E suas bisnetas
Lilelá, Lalilé e Lelali
E suas tataranetas
Laleli, Lilalé e Lelilá
cantavam em coro
LALALALALALALALÁ.
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A aranha arranha a rã.
A rã arranha a aranha.
Nem a aranha arranha a rã.
Nem a rã arranha a aranha.
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Não confunda
Ornitorrinco com
Otorrinolaringologista,
Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com
Otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco
É ornitorrinco,
Ornitologista é ornitologista
E otorrinolaringologista é
Otorrinolaringologista.
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Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
Só no dia que sua tia
Chamar largatixa
de lagartinha!
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Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas.
Tira da boca da bica, bota na boca da bomba.
Bote a bota no bote e tire o pote do bote.
Quem a paca cara compra, paca cara pagará.
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O peito do pé de Pedro é preto.
Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto,
tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.
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O rato roeu a roupa do rei do Roma.
Rainha raivosa rasgou o resto.
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Se cada um vai a casa de cada um
é porque cada um quer que cada um lá vá.
Porque se cada um não fosse a casa de cada um
é porque cada um não queria que cada um fôsse lá.
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Lá de trás de minha casa
Tem um pé de umbu butando
Umbu verde, umbu maduro,
Umbu seco, umbu secando.
do filme "Central do Brasil"
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Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos,
quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.
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Três tigres tristes para três pratos de trigo.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.
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Em um ninho de mafagafos haviam sete mafagafinhos;
quem amafagafar mais mafagafinhos, bom amagafanhador será.
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O tempo perguntou pro tempo
quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu pro tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.
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Gato escondido com rabo de fora
tá mais escondido que rabo escondido
com gato de fora.
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Se o bispo de Constantinopla
a quisesse desconstantinoplatanilizar
não haveria desconstantinoplatanilizador
que a desconstantinoplatanilizaria
desconstantinoplatanilizadoramente.
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La vem o velho Felix com o fole velho nas costas.
Tanto fede o velho Felix, quanto o fole velho nas costas do velho Felix, fede
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Casa suja, chão sujo
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Se a liga me ligasse, eu também ligava a liga.
Mais a liga não me liga, eu também não ligo a liga
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Se o papa papasse papa
Se o papa papasse pão,
Se o papa tudo papasse
Seria um papa -papão
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Tres prato de trigo para tres tigres tristes!
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A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.

A mulher barbada tem barba boba babada e um barbado bobo todo babado!
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A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões
que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...
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Atrás da porta torta tem uma porca morta.
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A naja egípcia gigante age e reage hoje, já.
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A babá boba bebeu o leite do bebê.
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A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.
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Bagre branco, branco bagre.
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Bote a bota no bote e tire o pote do bote.
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Caixa de graxa grossa de graça.
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Cozinheiro cochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo.
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Chega de cheiro de cera suja.
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Devora Dor Doída, Distante Da Dor Desmedida, Daquilo Dista Dimensões, Do Devorador Disto!
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É preto o prato do pato preto.
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É muito socó para um socó só coçar.
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E a Rosa Rita Ramalho do rato a roer se ria !!!!
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Eu cantarolaria, ele cantarolaria, nós cantarolaríamos, eles cantarolariam.
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Eu congelo a água gelada com gelo que tem selo à prova d'água.
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Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.
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Essa trava é uma trova prá te entravar. Entravar com uma trova é uma trava de lascar!
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Essa pessoa assobia, enquanto amassa e assa a massa da paçoca de amendoim.
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Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.
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Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.
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Gato escondido com rabo de fora
tá mais escondido que rabo escondido com gato de fora.
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Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado Luzia.
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Não sei se é fato ou se é fita,
Não sei se é fita ou fato.
O fato é que você me fita
E fita mesmo de fato.
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0 desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria
as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.
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O marteleiro acertou Marcelo com o martelo. Martelo, marteleiro, martelada, Marcelo, dor que não quero!
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O padre pouca capa tem, porque pouca capa compra.
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O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.
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O tatuador tatuado tatuou a tatua do tatu. Tatua tatuada enfezada, tatuou o tatu e o tatuador já tatuado!
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Pardal pardo, por que parlas? Parlo porque sempre parlei, porque sou pardal pardo, parlador del-rei.
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Para ouvir o tique-taque, Tique-taque, tique-taque, Depois que um tique toca E que se toca um taque.
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Pôr o rabo de barro num burro sem rabo.
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Rebola reboladeira, menina reboladora. Rebolando é que se rebola, cuidado para não pegar o "amigo" do ébola!
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Sabia que a mãe do sabiá não sabia que o sabiá sabia assobiar?
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Se a liga me ligasse, eu ligava a liga, mas como a liga não me liga, eu não ligo a liga.
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Língua custosa eu sei falar água cheira chitangua tanguarita oratangua.


Fonte:www.recantodasletras.com.br
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Tratatamento e Intervenção para TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)

Como postei anteriormente sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade citei alguns métodos e tratamentos à respeito, gostaria de deixar aqui a continuidade da matéria. Caso queiram mais assuntos específicos sobre a patologia, deixem seus comentários e dúvidas.


O TDAH é uma patologia pouco conhecida, difícil de detectar e fácil de confundir. A complicação do tipo neurológico se desencadeia em idades compreendidas entre os 3 e 4 anos, alcançando o nível mais crítico aos 6. Os especialistas apontam que as crianças com hiperatividade não tratadas a tempo, terão problemas na adolescência, sofrerão problemas para relacionar-se e inclusive fracasso escolar. No entanto, um tratamento contínuo à medida que a criança vá crescendo, permitirá que o transtorno melhore, e inclusive que se consiga controlar.

A grande dificuldade que apresentam as crianças para atender, selecionar, manter, e controlar a atenção aos estímulos que lhes apresentam, assim como a excessiva agitação que apresentam, justificam a necessidade de uma ajuda e de um acompanhamento profissional. Um especialista ajudará a criança a adquirir hábitos e estratégias cognitivas para que seu desenvolvimento social, familiar, escolar, etc., esteja à altura de suas capacidades. O tratamento tem como objetivo:

- Melhorar ou anular os sintomas do transtorno.

- Diminuir ou eliminar os sintomas associados.

- Melhorar a aprendizagem, linguagem, escrita, relação social e familiar.

Para isso, o especialista empregará, segundo o caso, informação exaustiva aos pais e professores, tratamento farmacológico (imprescindível em 7 de cada 10 crianças), e tratamento psicopedagógico e fonoaudiológico.

Não se deve esquecer que os pais desempenham papel fundamental durante o tratamento. As crianças hiperativas necessitarão muito apoio, compreensão, carinho, e sobretudo muita paciência para que pouco a pouco consigam desenvolver seu dia-a-dia com normalidade.


MEDICAMENTOS



Ritalina (metilfenidato) é a alternativa medicamentosa mais comum para TDAH e hiperatividade. Uma das preocupações mais usuais quando se tem um diagnóstico de TDAH – ou mesmo quando há apenas desconfiança diz respeito ao uso de medicação. Perguntas comuns são: Vou tomar Ritalina? Preciso mesmo tomar o remédio? O remédio vicia? É para sempre?


A faixa preta sempre assusta. É uma reação extremamente comum, devido a perguntas não respondidas, a medos não resolvidos, preconceitos e falta de informação. É preciso conhecer os prós e contras reais do tratamento TDAH com medicação.


Sempre que há recomendação de medicação, ela deveria fazer parte de um plano mais amplo de tratamento. Em muitos casos, é possível seguir o tratamento sem medicação, recorrendo a Psicoterapia Comportamental-Cognitiva, Coach Comportamental e Neurofeedback. Por esta razão, é importante que a avaliação e o plano de tratamento sejam feitos por especialistas.



Vou tomar Ritalina?

Esta é uma resposta que não pode ser dada antecipadamente. A Ritalina é uma das medicações mais comuns para TDAH, mas não é a única. A decisão em prescrever Ritalina – ou outra medicação indicada – é baseada em uma análise das particularidades do caso em questão. O tratamento de TDAH não é definido a priori, antes de uma avaliação extensa – ou, pelo menos, jamais deveria ser.


Preciso tomar mesmo o remédio?

Esta é uma decisão pessoal, que cabe a cada um. Algumas pessoas preferem não tomar medicação sempre que possível – o que não se limita à Ritalina. Pessoas assim tendem a preferir outras alternativas de tratamento, deixando a medicação como último recurso.

Cabe aos profissionais envolvidos com o cliente apresentar um leque de possibilidades, com seus prós, contras, possíveis conseqüências e curto e longo prazo, para que a melhor escolha possa ser feita.

Se o paciente sentir-se insatisfeito ou inseguro com as prescrições e recomendações dos profissionais que o atenderem, deve procurar uma segunda (ou até mesmo terceira) opinião. O tratamento de TDAH é de longo prazo, portanto o paciente precisa estar seguro a respeito das decisões tomadas.

Quais são os efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais mais comuns são perda de apetite, taquicardia, boca seca. Normalmente estes efeitos são leves e devem desaparecer rapidamente. No caso de crianças com altura inferior à esperada para a idade, problemas de crescimento ou hormonais, o uso da medicação pode não ser recomenado.

É para sempre?



Não se pode falar em cura do TDAH – como não se fala, por exemplo, em cura do diabetes. É uma condição que pode e deve ser mantida sob controle.



O efeito da medicação é provisório – permanece pelo tempo que a substância estiver no organismo. No caso da Ritalina, o efeito de 10 mg dura em torno de 4 horas. Quando o efeito do remédio acaba, todos os sintomas retornam.



Se a escolha pelo tratamento é baseada exclusivamente em drogas psicoestimulantes (o caso da Ritalina), não há perspectivas em abandonar a droga. Ou seja, um tratamento com remédio - ritalina ou outro - é um tratamento para o resto da vida.



Esta é a principal razão pela qual muitas pessoas são contra a alternativa medicamentosa - há o desejo de libertar-se, a si ou a seus filhos, de um tratamento com droga psicotrópica sem prazo para terminar.



A Ritalina possui efeito imediato e muito eficaz. Entretanto, ela não ensina nada à pessoa – quando seu efeito acaba, tudo volta ao estado inicial. Outras alternativas, como o Neurofeedback, a Psicoterapia Comportamental-Cognitiva e o Coach Comportamental levam a ganhos permanentes, pois envolvem processos de aprendizagem e, desta forma, preparam a pessoa para lidar melhor com as limitações do TDAH ou até mesmo a superá-las.



É preciso ressaltar que o fato da Ritalina produzir efeitos limitados não significa que ela não deva ser usada como parte de um plano de tratamento, quando corretamente indicada. Significa, antes, que qualquer modalidade de tratamento deve levar em conta tanto o alívio dos sintomas quanto a necessidade de desenvolver no cliente novos padrões de comportamento, que o habilitem a lidar de forma mais eficaz e sustentada com as restrições do TDAH.

No IPDA - Instituto Paulista de Déficit de Atenção a avaliação de cada caso é conduzida com extremo cuidado, envolvendo as áreas comportamental, cognitiva, emocional e fisiológica. Sempre que necessário, solicitamos colaboração interdisciplinar de psicoterapeutas comportamentais, neurologistas, neuropediatras, psiquiatras, fonoaudiólogos e psicopedagogos. Com toda esta rede de apoio, podemos chegar a um plano de tratamento que é analisado e discutido em conjunto com o cliente, levando em conta suas preferências e disponibilidade.


Leitura Recomendada
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Hiperatividades como Lidar
Levados da Breca (Marco A. Arruda)
Tendência à Distração


Fonte: Mental Help
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TDAH - DÉFICIT DE ATENÇÃO - MITO OU REALIDADE?

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Esta doença existe mesmo? Existe um quadro clínico chamado de TDAH ou são comportamentos normais da criança? É TDAH ou é outra doença?

Numa prova de múltipla escolha, todas acima estariam corretas, dependendo da criança e da situação.
TDAH é uma doença? Sim. Porém, existe muita confusão a respeito.
No meio científico médico se discute se o TDAH está sendo diagnosticado em excesso atualmente ou se estaria sendo sub-diagnosticado, ou seja, se muitas crianças com o transtorno estariam deixando de ser diagnosticadas e tratadas.
Novamente a resposta é que ambas estão corretas.
Mas como um transtorno pode estar sendo diagnosticado em excesso e sub-diagnosticado ao mesmo tempo???
Isto realmente ocorre, mas em situações diferentes. O TDAH é sub-diagnosticado quando sabemos que sua prevalência é em torno de 5-6% das crianças em idade escolar. Ou seja, muitas crianças têm o o transtorno, mas não são diagnosticadas.
Normalmente, apenas aquelas que perturbam a aula, são agressivas ou muito desafiantes ou ainda apresentam problemas no aprendizado é que são encaminhadas para avaliação médica.
Já o TDH é excessivamente diagnosticado quando crianças com qualquer outro problema são taxadas de portadoras de déficit de atenção e/ou de hiperatividade. E o que é pior, são tratadas como sendo portadoras destes distúrbios.
Sabe o que acontece? É que se “convencionou” dizer que qualquer criança que tem problemas na escola tem “déficit de atenção”. Se não se alfabetiza, se não aprende matemática, se é agressiva, se tem problemas de relacionamento, se se isola, se peturba a aula ou qualquer comportamento problemático é rotulado de déficit de atenção ou TDAH.
Esquecemos que muitos outros transtornos podem se manifestar com estes sintomas, como os transtornos de linguagem, de conduta, os transtornos específicos do aprendizado, transtornos afetivos (bipolares), medos fóbicos, psicoses, retardo mental (déficit intelectual) e autismo.
MUITO CUIDADO! E o pior é que este erro não é cometido apenas por pais e professores. Muitos profissionais que trabalham com as crianças cometem os mesmos erros de diagnóstico e interpretação (incluindo psicólogos, fonos, terapeutas, médicos em geral e, inclusive, neurologistas e psiquiatras).


PERFIL DO ADOLESCENTE COM DÉFICIT DE ATENÇÃO (SEM HIPERATIVIDADE) QUE, GERALMENTE, NÃO É DIAGNOSTICADO.
Pensamentos de uma menina de 13 anos sobre a escola:

“Minhas mãos doem quando eu escrevo.''
''Eu não gosto de escola.''
''Minha carga de deveres de casa normalmente é excessiva e impraticável.''
''Tenho dores de cabeça quando as pessoas tentam explicar as coisas mais difíceis pra mim, fico confusa.''
''Eu não tenho boa escrita.''
''Eu sinto que estou “voando” quando as pessoas falam em sala de aula.''
''Eu acho que eu deveria estar fazendo coisas melhores do que sentar lá tentando compreender o que as pessoas estão explicando.''
''Eu não tenho hábitos de estudo muito bons. ''
''Eu me sinto muito idiota em sala de aula quando todos os demais entendem as coisas e eu não.''
''Eu fico louca que o dia termine e muitas vezes eu olho para o relógio.''

O que é tão marcante aqui é que ninguém pensou que a menina tinha sintomas de um transtorno de atenção. Ela não apresentava um problema de comportamento em sala de aula, o professor não a considerava distraída e ela nunca reclamou da escola como sendo difícil para ela. O foco permaneceu no fato dela não gostar da escola e na sua competência acadêmica ou num provável transtorno de atenção.

COM QUE IDADE A CRIANÇA PODE SER DIAGNOSTICADA?

Não há uma idade limite.
Nos Estados Unidos existe uma associação para a pesquida de doenças emocionais e comportamentais da infância, chamada 0 to 3 – Diagnostic Classification os Mental Health and Developmental Disorders of Infancy and Early Childhood (0 a 3 – Classificação Diagnóstica de Saúde Mental e Transtornos do Desenvolvimento na Infância).
Esta associação descreve vários transtornos da infância, dentre eles, o TDAH. Portanto, é possível diagnosticar transtornos mentais e do desenvolvimento antes dos 3 anos.

Avaliação para crianças com suspeita de TDAH inclui:

· Entrevista com os pais e com a criança.
· Avaliação das funções executivas da criança (déficit nas funções executivas é um sintoma com elevada frequência em crianças com TDAH e, provavelmente, o aspecto central da patologia).
· Testagem da atenção através de teste computadorizado de atenção (“Continuous Performance Test” – CPT).
· Testagem da memória de trabalho e da velocidade de processamento (déficits nestas funções estão associados com os problemas de aprendizado nas crianças com TDAH).
· Avaliação da psicopatologia global, a fim de verificar a existência de patologias associadas e fazer o diagnóstico diferencial.
· Funcionamento global da criança (para avaliar o impacto da doença sobre o funcionamento e a capacidade adaptativa da criança).

Após a avaliação os pais recebem os resultados e as orientações sobre os possíveis tratamentos e encaminhamentos terapêuticos.
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Fonoaudiologia no Mal de Alzheimer


Com o crescimento da expectativa de vida a atuação fonoaudiológica é cada vez mais freqüente em doenças progressivas, degenerativas como a Doença de Alzheimer , que acometem com maior prevalência a crescente população idosa.

Surge então a necessidade do conhecimento real, claro e principalmente científico para que a fonoaudiologia possa dispor de suas técnicas e procedimentos em favor da qualidade de vida do portador da Doença de Alzheimer, contribuindo efetivamente para o precoce diagnóstico, através do conhecimento de sua sintomatologia cognitiva inicial, e para o tratamento, pois como veremos a seguir as principais queixas são referentes ao distúrbio de linguagem que progressivamente se instala.

Relato de uma Demência

Uma mulher de mais de 50 anos foi internado em um hospital por causa do comportamento cada vez mais estranho. Sua família informou que ela tinha vindo a manifestar problemas de memória e
fortes sentimentos de inveja. Ela também tornou-se desorientado em casa e estava escondendo os objetos. Durante um exame médico, a mulher era incapaz de se lembrar
nome de seu marido, o ano, ou quanto tempo ela tinha estado no hospital. Ela sabia ler, mas não parece entender o que leu, e ressaltou a
palavras de uma forma invulgar. Às vezes ela ficou agitada e parecia ter alucinações e medos irracionais. Auguste Deter foi a primeira pessoa relatado (em 1901) para ter a forma de demência, agora conhecida como doença de Alzheimer. A doença é nomeada após Alois
Alzheimer, o médico alemão que primeiro o descreveu. A doença de Alzheimer é a principal causa de demência. Depois de Auguste Deter morreu em 1906, os médicos examinaram
seu cérebro e descobriram que ele parecia encolhido e continha várias características incomuns, incluindo pedaços de placas estranhas e fibras de proteína chamada emaranhado
no interior das células nervosas.

Qual é a demência?

A demência não é uma doença específica. É um termo descritivo para um conjunto de sintomas que podem ser causados ​​por uma série de distúrbios que afetam o cérebro.
Pessoas com demência têm significativamente prejudicada funcionamento intelectual que interfere com as atividades normais e relacionamentos. Eles também perdem
capacidade de resolver problemas e manter o controle emocional, e podem sofrer alterações de personalidade e problemas comportamentais como agitação, delírios,
e alucinações. Embora a perda de memória é um sintoma comum de demência, perda de memória por si só não significa que uma pessoa sofre de demência. Médicos diagnosticam
demência se duas ou mais funções do cérebro - tais como a memória, habilidades de linguagem, percepção, ou habilidades cognitivas, incluindo o raciocínio e julgamento - são
significativamente prejudicada, sem perda de consciência.

Doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência em pessoas com 65 e mais velhos. Especialistas acreditam que até 4 milhões de pessoas nos Estados Unidos
actualmente vivem com a doença: uma em cada dez pessoas com idade acima de 65 anos e quase metade das pessoas acima de 85 têm a doença de Alzheimer. Pelo menos 360 mil norte-americanos
são diagnosticadas com a doença de Alzheimer a cada ano e cerca de 50.000 são relatados para morrer com ele. Na maioria das pessoas, os sintomas da doença de Alzheimer aparecem depois
60 anos de idade. No entanto, existem algumas formas de início precoce da doença, geralmente ligado a um defeito genético específico, que pode aparecer logo aos 30 anos de idade. Alzheimer
doença geralmente causa um declínio gradual nas habilidades de pensamento, geralmente durante um período de 7 a 10 anos. Quase todas as funções cerebrais, incluindo memória,
movimento, linguagem, julgamento, comportamento e pensamento abstrato, são eventualmente afetadas.

A doença de Alzheimer é caracterizada por duas anomalias no cérebro: as placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. placas amilóides, que são encontrados no
tecido entre as células nervosas, são aglomerados incomum de uma proteína chamada beta-amilóide, juntamente com pedaços de degeneração dos neurônios e outras células. Neurofibrilares
emaranhados são feixes de filamentos torcidos encontrados dentro dos neurônios. Esses emaranhados são maioritariamente compostas por uma proteína denominada tau. Em neurônios saudáveis, a proteína tau
auxilia no funcionamento dos microtúbulos, que são parte do suporte estrutural da célula e fornecer as substâncias ao longo da célula nervosa. No entanto, em
A doença de Alzheimer tau, é alterado de uma forma que faz com que ele toque em pares de filamentos helicoidais que coletam em confusões. Quando isso acontece, o
microtúbulos não podem funcionar corretamente e se desintegram. Este colapso do sistema do neurônio de transporte podem prejudicar a comunicação entre as células nervosas
e levá-los a morrer. Os investigadores não sabem se as placas amilóides e emaranhados neurofibrilares são prejudiciais ou se são apenas efeitos colaterais da doença
processo que danifica os neurônios e provoca os sintomas da doença de Alzheimer. Eles sabem que as placas e emaranhados normalmente aumentam no cérebro como a doença de Alzheimer progride.




Nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, os pacientes podem sofrer perda de memória, lapsos de julgamento e sutis mudanças na personalidade. Como o transtorno
progride, problemas de memória e linguagem piorar e os pacientes começam a ter dificuldade para realizar atividades da vida diária, tais como equilibrar um talão de cheques ou
lembrar de tomar os medicamentos. Eles podem tornar-se desorientado sobre locais e horários, podem sofrer desilusões (como a idéia de que alguém está roubando-lhes
ou que o cônjuge está sendo infiel), e pode tornar-se irritadiço e hostil. Durante as fases tardias da doença, os pacientes começam a perder a capacidade
para controlar as funções motoras, tais como deglutição, ou perder o controle da bexiga e do intestino. Eles acabam por perder a capacidade de reconhecer membros da família e de falar. Como
a doença progride, começa a afetar as emoções da pessoa e do comportamento e desenvolvem sintomas como agressividade, agitação, depressão, insônia,
ou ilusões. Em média, os pacientes com doença de Alzheimer vivem de 8 a 10 anos após serem diagnosticados. No entanto, algumas pessoas vivem contanto que 20 anos.
Pacientes com doença de Alzheimer freqüentemente morrem de pneumonia de aspiração, porque eles perdem a capacidade de engolir tarde no curso da doença.

Na Doença de Alzheimer o quadro surge de modo insidioso porém o decorrer da Doença pode ser dividido em fases:

Durante a Fase Inicial pode ser observado:

• Perda da memória recente e fixação;
• Dificuldade para aprender e reter novas informações;
• Falta a abstração;
• Dificuldade progressiva para as AVDs;
• Dificuldade em lembrar de nomes e não guarda mensagens simples;
• Pode relatar momentos de desorientação têmporo-espacial;
• Boa coordenação porém pode ter reflexos diminuídos

A Intervenção Terapêutica baseia-se na Estimulação Cognitiva onde são enfatizados:

• A Recuperação das informações através de pistas.
• As compensações através da memória PROCEDIMENTAL E IMPLÍCITA.
• Estimulação ao aprendizado, a satisfação o interesse, a alegria
• Estimulação das funções executivas de maneira graduada, como: estudar, ler, reler, fazer resumos, recordar materiais já estudados.

Durante a Fase Intermediária da Doença observa-se o agravamento do sintomas:

• A Memória anterógrada está prejudicada;
• O indivíduo pode lembrar de fatos remotos porém não mantém fatos recentes;
• A desorientação espacial está mais agravada podendo se perder dentro da própria casa;
• Desorientação quanto ao dia, mês, ano;
• Quanto a motricidade pode ser observado tremores em extremidades;
• O comportamento se mostra mais apático, sem iniciativa;
• Agitação psicomotora, perambulações são freqüentes nesta fase.

Quanto a linguagem:

• Instala-se o quadro AFÁSICO-AGNÓSICO-APRÄXICO com a presença de PERSEVERAÇÕES;
• A fala pode apresentar-se mais lenta BRADILALIAS
• A AGRAFIA é freqüente;
• Substituições de palavras PARAFASIAS
• Dificuldade em compreender sentenças complexas
• Não faz cálculos simples
• Perda do poder perceptivo-sensorial (auditivo, visual, tátil)

Na fase intermediária deve-se auxiliar o cuidador a conviver com o paciente,
individualizando a abordagem fornecendo informações claras e práticas com relação a doença e os cuidados.

Orientando quanto:

• A Manutenção da normalidade.
• Preservação da comunicação
• Não testar o paciente
• Estabelecer rotinas
• Oferecer pistas de orientação têmporo-espacial
• Evitar Confrontos
• Promover segurança;
• Quanto a alimentação:
- O paciente pode esquecer que já se alimentou;
- Pode não recordar de como utilizar os talheres;
- Os sinais de DISFAGIA são freqüentes exigindo avaliação do profissional fonoaudiólogo para investigação da causa ;

A Fase Final da Doença os familiares e cuidadores muitas vezes encontram-se mais envolvidos com a atual situação, pois o demenciado:

• Não reconhece os familiares;
• Não se reconhece no espelho;
• Encontra-se desorientado;
• Quando deambula aumentam os risco de quedas;
• Quanto a linguagem pode apresentar ECOLALIAS evoluindo para o MUTISMO;
• Total dependência para AVDs

A Intervenção Terapêutica Fonoaudiológica durante a Fase Final da Doença de Alzheimer deve ser baseada:

• Manutenção da dignidade;
• Fornecer um ambiente seguro;
• Manutenção do quadro clínico, evitando complicações respiratórias e agravamentos;
Ao cuidador prestar toda a orientação e apoio possível.


"Acreditamos portanto, que sempre há algo que possamos tentar,
(...) algo a mais que possamos fazer
(...) que possa quebrar o isolamento em que vivem."
Técnica de Reabilitação Cognitiva

Meus queridos leitores, colegas de trabalho e apreciadores deste blog, resolvi postar esta matéria, por que há anos venho estudando sobre esta triste doença que destrói tantas famílias, tantos sonhos e a dignidade de quem à possui. Infelizmente venho sofrendo há algum tempo, por "depender" dessa doença também em "minha vida" e na vida de minha família. Minha avó à possui, e hoje ela não me reconhece mais. Existem picos de lucidez, que às vezes me causa momentos de felicidade misturado com pontos de pura angústia, por que logo sei que essa tamanha lucidez que de fato é mínima, acabará em alguns segundos. Quando vou vê-la, passo horas conversando com ela tentando resgatar histórias, que ao longo do tempo se perderam em sua memória, mas ainda restam alguns resquícios que mesmo pequeninos aproveito-os para estimulá-la. Algumas vezes consigo resultados ótimos, principalmente quando nenhum fator orgânico esteja atrapalhando, como por ex: infecção urinária ou pneumonia por broncoaspiração que às vezes acontece. Mas continuo em uma luta constante para tê-la presente não somente de corpo mas também de "alma", digo isto porque tento mantê-la viva não em sentido orgânico mas também espiritual, porém, muitas vezes me frustro pois nem sempre isso é possível. Costumo dizer que ela ainda é minha avó, mas eu não sou mais sua neta, ela está em mim, mas não estou mais nela. Eu à perdi, sem realmente perdê-la. Ela está aqui, mas não está mais! Pra quem tem alguém na família com esta doença e passa por esse sofrimento, hoje no Brasil contamos com o site da ABRAZ que traz valiosas informações e ainda contamos com um projeto de amparo à família. Logo abaixo deixo o link do site para quem deseja maiores informações. Quem quiser pode postar o comentário sobre a matéria, ok? Abraço à todos!!! Aqui posto uma foto minha e da minha querida avó!

www.abraz.com.br


Fonte: Pró-Fala.com
Sistema Nervoso. com
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Aprendendo a ler e escrever - Linguagem e leitura semântica

Conhecendo o Vocabulário
Aprender a ler e escrever será uma tarefa que irá consumir muita energia dos alunos que iniciam o primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Mas ensiná-los a realizar essa façanha de uma maneira gostosa e mais fácil deve ser o desafio da professora e dos materiais didáticos.

A psicolingüística tem mostrado que uma das estratégias empregadas pelo aluno para iniciar o processo de leitura é associar uma ou mais letras que ele reconheça em uma palavra ao seu significado. É uma estratégia de mapeamento de uma imagem visual de letras, reconhecida em circuitos visuais do seu cérebro, em outras células de memória semântica que representam características que definem o significado da palavra a ser lida. É a chamada leitura semântica.

A leitura semântica
A leitura da palavra ONÇA (Figura 1), por exemplo, pode ser realizada pelo reconhecimento visual das letras O e N, que serão associadas à memória semântica que descreve a onça como um animal selvagem e carnívoro, com pintas, etc. Quando ouvimos a palavra ONÇA, imaginamos mentalmente sua propriedades, recriando sua imagem visual, o som de seu rugido, etc. Quando a criança reconhece as letras O e N, pode desencadear o mesmo processo de imaginação sobre o animal. Através dessa lembrança, também relembrará a fonação da palavra onça. Por isso, apesar de utilizar apenas as letras O e N, fonará a palavra inteira onça.




Introduzindo as palavras a serem trabalhadas

É muito importante trabalhar com listas de palavras de uma mesma categoria, para facilitar a associação entre letras e semântica de uma maneira mais produtiva. Uma das melhores maneiras é utilizar uma história sobre um tema bem definido e de interesse dos alunos, por exemplo, O Parque Nacional da Amazônia (Figura 2). Um tema envolvendo animais diferentes torna interessante e prático o trabalho inicial do aprender a ler e escrever um conjunto de nomes e um conjunto de verbos relacionados com um mesmo assunto.
Figura 2: Introduzindo um tema de suporte a uma lista de palavras



Explorando o significado das palavras

Devemos começar o trabalho com atividades que explorem a semântica dos nomes dos animais, focando sua alimentação, habitat e classificação (Figura 3). Assim, as áreas cerebrais responsáveis pela leitura ativarão as áreas responsáveis pela semântica e o aluno saberá o significado do que está lendo ou escrevendo. As atividades devem ser bastante ilustradas tanto para facilitar as associações semânticas sem a necessidade do aluno ter que ler todas as palavras usadas, quanto para induzir o aprendizado dessas palavras que ainda não consegue ler.

Figura 3 : Trabalhando o significado das palavras
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Raciocínio Lógico Matemático e Processos Cerebrais

A matemática inata: Como desenvolve o processo cognitivo dos alunos que estão no início da Educação Infantil? Veremos aqui passo a passo os Processos Cerebrais e seu desenvolvimento cognitivo.


O processo de quantificação e de manipulação de quantidades foi uma ferramenta evolutiva utilizada por vários animais e que encontrou um grande desenvolvimento no homem.


O bebê humano é capaz de quantificar adequadamente conjuntos com poucos elementos ( cardinalidade pequena ) e é capaz de realizar pequenas somas e subtrações.


Além disso, aprende rapidamente a relacionar uma distância visual com um esforço motor para atingir objetos de interesse. Através dessa relação entre informação sensorial e ato motor, desenvolve noções importantes de mensuração de distâncias e tamanho dos objetos.

A CONTAGEM


A criança, quando inicia sua educação formal na Educação Infantil, já conhece na prática uma série de conceitos e operações aritméticas que deverá, agora, aprender a generalizar e formalizar. Um desses processos é o que denominamos contar.

Contar é um ato motor de apontar ou marcar com os dedos e focalizar com os olhos. O processo de contar envolve focalizar a visão sobre cada um dos elementos que serão contados, ao mesmo tempo que o dedo indicador aponta na sua direção ou algum dedo é dobrado para marcar o evento. Todo esse processo parece ser controlado por células do córtex frontal que controlam a movimentação do olho e a associam aos movimentos das mãos.

A cada vez que se realiza esse processo, células no córtex parietal registram e acumulam os eventos. À medida que a ativação desse acumulador de eventos aumenta, neurônios que representam as quantidades correspondentes à essa ativação são estimulados em áreas vizinhas.

QUANTIFICAÇÃO

Os neurônios que representam quantidades se distribuem ordenadamente no córtex parietal, formando aquilo que se convencionou chamar de linha de números.

O processo formal de contar se inicia pela associação das quantidades contadas, através desses atos motores, aos numerais que a representarão. Essa associação se faz através do aumento da conectividade entre células parietais que reconhecem visualmente os numerais e as células que representam as quantidades correspondentes. A seleção das conexões adequadas e sua potencialização se faz com um treinamento, que relaciona as formas visuais dos numerais com as quantidades correspondentes.

Posteriormente, pode-se associar os neurônios da linha de números com aqueles responsáveis pela fonação de números na área de Broca, no córtex frontal. Dessa maneira, o contar pode ser acompanhado pela vocalização dos nomes dos números associados à quantificação em andamento. Nesse momento, a criança estará apta a associar um numeral (por exemplo 4), com a quantidade (* * * *) que representa e com seu nome (quatro).

2 - Atividades



As atividades do programa de Educação Infantil que se dedicam ao treinamento do processo de contar e quantificação devem se apoiar no processo acima descrito.

Devemos utilizar atividades que trabalhem a associação visual entre os numerais e as quantidades, para facilitar o processo de contar e desenvolver a conectividade entre as células das linhas de números e aquelas que identificam visualmente os numerais.

Outras atividades devem trabalhar a ordenação das quantidades e associar esse processo a ordenação dos numerais. O intuito é o mesmo, isto é, potencializar a conectividade dos neurônios visuais e da linha de números.

SEMÂNTICA

Devemos, também, trabalhar a associação entre quantidades, numerais e os nomes orais dos números. Esse trabalho tem por finalidade potencializar a conectividade dos neurônios da linha de números com os de reconhecimento dos numerais e com aqueles que controlam a vocalização do nome desses numerais.

Dessa maneira iremos garantir a compreensão correta da semântica das palavras que nomeiam os números, através das associações entre os neurônios verbais para números e os neurônios para quantificação.

Fonte: Enscer.
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Déficit de Atenção e Hiperatividade

Os distúrbios comportamentais de atenção e
hiperatividade parecem englobar, na realidade,
quadros comportamentais variáveis e associados
a diversas patologias do sistema nervoso central.
Muitos desses quadros parecem ter uma causa
genética, porém outros parecem estar associados
a outros tipos de distúrbios do desenvolvimento
cerebral.
Muitas mães de crianças hiperativas relatam já
uma atividade fetal aumentada, e um recém
nascido muito irriquieto. Geralmente, o
aprendizado da marcha é rápido e logo a criança
está correndo. Dificilmente fica parada, mesmo às refeições.

A noção de Tempo

O tempo organiza nossa vida. Determina
nossas rotinas. À noite dormir; levantar pela
manhã; ir à escola (trabalho); almoçar, etc.
Para muitas tarefas parece não ser
necessário o relógio. O cansaço nos faz ir
para a cama, a fome nos leva a comer, etc.
Mas você já reparou que a fome, em geral,
surge no nosso horário habitual de
alimentação, e o sono em torno da hora em
que, em geral, nos acostumamos a ir para a cama?

O cérebro utiliza muitos circuitos neurais para medir tempos, e
determinar os chamados ritmos circadianos: o ciclo vigília-sono,
os ciclos alimentares, hormonais, etc. Esses circuitos
desencadeiam a ação de outras áreas cerebrais que controlam
comportamentos básicos e repetitivos: sensação da fome, sono,
ovulação, etc.
Existem neurônios que são ativados quando um evento é
imaginado ou reconhecido pela nossa percepção. Imaginar ou
reconhecer um evento é integrar um conjunto de
acontecimentos dentro de um mesmo tema: sentarmos a mesa,
colocarmos comida no prato, comer, constituem acontecimentos
do evento "almoçar". Esses neurônios interagem com circuitos
neurais que se encarregam em registrar o tempo que dura cada
evento acontecido e também o tempo decorrido entre eles,
constituindo a memória retrospectiva. Quando eles interagem
com circuitos que se encarregam em definir o tempo de eventos
futuros constituem, junto com esses circuitos, a memória prospectiva.

MEMÓRIA RETROSPECTIVA

Juca inicia seu novo período escolar. Sua mãe o acorda, ele vai à escola, toma seu lanche, retorna para o almoço.

Para memorizar esses eventos, ele organiza a seqüência de suas atividades na memória retrospectiva.

Os neurônios que reconhecem eventos ou episódios encontram-se na região do hipocampo e constituem a chamada memória episódica. Outros neurônios vizinhos registram a seqüência em que esses eventos ocorreram: primeiro levantar; depois caminhar; depois lanchar, etc. Além da seqüência, também medem os intervalos de tempos entre esses evento, por exemplo: tempo lanche – tempo levantar é maior que tempo almoço – tempo voltar.

Os tempos de todos os eventos de nossa vida são assim registrados. Esquecemos de muitos deles, mas sempre guardamos os mais importantes. Por isso, falamos do passado sempre nos referenciando a eventos marcantes: Foi depois que Juca nasceu ....; Aconteceu quando Laura começou o Ensino Infantil ..., e assim por diante.

Essa cronologia fica registrada através da eficácia da conexão entre neurônios na região do hipocampo. Ali existe, também, células que quando ativadas provocam em nós a sensação de novidade e são chamadas de células de novidade.

No hipocampo existem inúmeros neurônios de reconhecimento episódico que nunca foram ativados e que estão estreitamente conectados às células de novidade. Quando um evento ocorre pela primeira vez, ele ativa fortemente um desses neurônios, e sua estreita conexão com a célula de novidade nos proporciona a sensação de novidade. Mas essa forte ativação afrouxa a conexão entre ele e a célula de novidade. Dessa forma, nas próximas vezes que o mesmo evento ocorrer a sensação de novidade será cada vez menor, pois o neurônio que agora reconhecerá sempre esse episódio estará cada vez menos conectado com a célula de novidade.

Lesões na região do hipocampo podem ter efeitos devastadores, pois podem destruir a nossa memória retrospectiva. Deixamos de reconhecer nossos familiares, nossos amigos, os locais importantes de nossa vida, etc. Tudo se torna novo para nós e precisamos reaprender tudo outra vez.

Alternativamente, as lesões podem destruir a capacidade de reconhecer o recente. Não perdemos nosso passado antigo, mas não podemos gravar nosso passado recente. A partir do momento da lesão, perdemos nossa capacidade de guardar o ocorrido. Já não podemos mais nos lembrar do que aconteceu minutos atrás.

MEMÓRIA PROSPECTIVA



Juca está planejando ir brincar com seus amigos depois que voltar da escola.

Para isso, ele organiza a seqüência de suas atividades na memória prospectiva ou também memória executiva ou de trabalho.

Mas precisa, também, utilizar informações da memória retrospectiva sobre sua rotina e tempo de duração e de distância entre seus eventos, para ativar circuitos controladores do tempo futuro no lobo frontal. É como se pudesse contar com vários despertadores, que podem ser colocados para ativar um comportamento (ir à escola; tomar lanche; ...; brincar) em tempos distintos, porém ordenados (primeiro escola; ...; por último brincar ).

Distúrbios da memória executiva podem acarretar diferentes tipos de problemas. Por exemplo, a criança pode perder a capacidade de planejar suas atividades, o que pode ter um efeito devastador em sua vida.

A hiperatividade e os distúrbios de atenção, característicos de um grupo de crianças, também têm relação com uma disfunção da memória executiva. Os circuitos frontais delas parecem ser incapazes de programar seqüências longas de eventos. É como se não pudessem utilizar despertadores para programar muitos eventos ou eventos que ocorram por mais que alguns minutos.

Imagine uma situação comum de sala de aula. Levantar; ir à lousa; pegar o giz; escrever o que a professora ditar, e voltar para a carteira.

A criança poderá programar, em sua memória executiva, apenas: Levantar; ir à lousa. No meio do caminho, pode se distrair com algum ruído e reprogramar sua memória: Ir à porta; verificar o que aconteceu.
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Disartria: O que é? E como tratar?


A Disartria é uma alteração na expressão verbal causada por uma alteração no controle muscular dos mecanismos da fala. Compreende as disfunções motoras de respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia.

Respiração: O controle deficiente da expiração e inspiração intereferirá na entonação, prejudicando a inteligibilidade da fala

Prosódia: Muitos disartricos tem uma entonação e prosódia distorcidas.

Fonação: A paralisia das pregas vocais resultará em um som fraco e abafado e fará com que o paciente se canse facilmente. O volume da voz airá após um certo perídodo da fala ou no final da oração.

Ressonância: Se há insuficiência palatal, a qualidade da voz terá baixa ressonância (hiponasalidade) ou muita ressonância (hipernasalidade).

Articulação: A redução da atividade neuromuscular da língua, lábios, palato mole e mandíbula produz alteração de fala.

A disartria pode ser causada por um processo traumatico craniocervical; tumores benignos ou malignos do cérebro, cerebelo ou tronco encefálico; lesão vascular encefálica/ doenças infecciosas, metabólicas, tóxicas ou degenerativas do sistema nervosos ou do muscular.

O local da lesão pode ser o Sistema Nervosos Central e/ ou periférico.



Tipos de Disartrias

Disartria Flácida: Flacidez ou paralisia com diminuição dos reflexos de alongamento muscular;Alteração do movimento voluntário, automático e reflexo;Atrofia das fibras musculares (perda da massa muscular).

Disartria Espástica: Presença da espasticidade associadas com outras características incluindo disfagia, labilidade emocional e fraqueza bulbar.

Disartria Atáxica: Os músculos afetados estão hipotônicos. Os movimentos são lentos. Com frequência se observa nistagmo e os movimentos oculares podem ser irregulares. Aspereza da voz e uma monotonia no tom com poucas variações de intensidade.

Disartria Hipocinética: Associada á doença de Parkinson, com característica principal a debilidade da voz, prosódia, inteligibilidade da fala e articulação com falhas.


A disartria é uma alteração da fala de etiologia neurogênica, ou seja, não compreende patologias da fala associadas aos defeitos estruturais somáticos ou psicológicos(5). A disartria pode afetar tanto os movimentos voluntários, coordenados pelo sistema nervoso piramidal, como os involuntários, coordenado pelo sistema extrapiramidal.

O mecanismo da fala engloba, basicamente, articulação, fonação, respiração, ressonância e prosódia(2). Estes processos são encontrados no trato vocal, sendo a prosódia o resultado harmônico de todos os mecanismos envolvidos, que necessitam de uma ação muscular para o seu perfeito funcionamento(6).
O tipo de disartria resulta do transtorno neuromuscular e depende do local em que ocorreu a lesão(5) . Devido a este fato, o mecanismo da fala pode ser alterado em menor ou maior grau, atingindo diferentes músculos orofaciais, gerando tipos específicos de disartria.
Portanto, os sistemas neuromusculares danificados originam um tipo de disartria que podem afetar o neurônio motor inferior (disartria do tipo flácida), neurônio motor superior (disartria espástica), cerebelo (disartria atáxica), sistema piramidal ou sistema extrapiramidal.


A disartria pode ser definida como uma alteração na expressão oral causada por um acometimento no controle muscular dos mecanismos da fala(1,2), em decorrência de uma lesão no Sistema Nervoso Central (SNC) ou Periférico (SNP)(3). Nas disartrias, há a diminuição ou perda da faculdade de unir os sons, o que acarreta na emissão imprecisa de sílabas(4).

A disartria é uma alteração da fala de etiologia neurogênica, ou seja, não compreende patologias da fala associadas aos defeitos estruturais somáticos ou psicológicos(5). A disartria pode afetar tanto os movimentos voluntários, coordenados pelo sistema nervoso piramidal, como os involuntários, coordenado pelo sistema extrapiramidal.
O mecanismo da fala engloba, basicamente, articulação, fonação, respiração, ressonância e prosódia(2). Estes processos são encontrados no trato vocal, sendo a prosódia o resultado harmônico de todos os mecanismos envolvidos, que necessitam de uma ação muscular para o seu perfeito funcionamento(6).
O tipo de disartria resulta do transtorno neuromuscular e depende do local em que ocorreu a lesão(5) . Devido a este fato, o mecanismo da fala pode ser alterado em menor ou maior grau, atingindo diferentes músculos orofaciais, gerando tipos específicos de disartria.

Portanto, os sistemas neuromusculares danificados originam um tipo de disartria que podem afetar o neurônio motor inferior (disartria do tipo flácida), neurônio motor superior (disartria espástica), cerebelo (disartria atáxica), sistema piramidal ou sistema extrapiramidal.

DISARTRIA FLÁCIDA

Os neurônios fazem uma conexão entre o SNC e as fibras do músculo esquelético ativando-o(5). Dos corpos celulares localizados no corno anterior da medula espinhal e nos núcleos motores dos nervos cranianos do tronco cerebral, os axônios dos neurônios motores inferiores passam pelos vários nervos espinhais e cranianos motores para o SNP e, daí, aos músculos voluntários(5).

O segundo neurônio motor ou periférico representa a via final da motricidade e é, portanto, um agente executor efetor(7). A lesão em alguma extensão da unidade motora implica na alteração da motricidade voluntária, causando diminuição do alongamento muscular e flacidez dos músculos(1,3). Quando o neurônio motor inferior não transmite os impulsos nervosos necessários para a manutenção da adequação do tônus, a principal característica gerada desta alteração é a hipotonia.

As características clínicas da disartria flácida são: hipernasalidade associada a escape aéreo nasal, voz suspirada, inspiração audível(5), pobre abertura labial, excesso de saliva, dificuldade quanto aos movimentos alternantes da língua, redução do tempo de fonação, pobreza de inteligibilidade(7), respiração curta, dificuldade na emissão de tons altos, voz baixa e dificuldade na emissão de fonemas fricativos e plosivos(2).

DISARTRIA ESPÁSTICA

Os neurônios motores superiores transmitem impulsos nervosos das áreas motoras do córtex cerebral do giro pré-central ou pré-motor do córtex aos neurônios motores inferiores e encontram-se localizados no cérebro, tronco encefálico e medula espinhal.

Lesões neste neurônio ocasionam debilidade e espasticidade contralateral do córtex lesionado (giro pré-central do córtex), sendo evidente a alteração motora nos músculos distais das extremidades da língua e dos lábios, podendo ser uni ou bilateral.

A lesão unilateral está localizada em cada córtex motor ou cápsula interna, sendo manifestada alteração nos lábios e parte inferior do rosto. Entretanto, a disartria espástica persistente ou bilateral é causada por uma interrupção bilateral dos neurônios motores superiores que inervam os músculos dos nervos cranianos bulbares.

Os principais sintomas de uma disfunção muscular são: espasticidade, fraqueza muscular, limitação e lentidão de movimentos.

O distúrbio da fala afeta alguns fonemas, embora as sentenças produzidas sejam gramaticalmente corretas e a compreensão também seja normal(4). Os fonemas bilabiais, linguodentais e fricativos apresentam-se mais distorcidos do que os outros(6). É importante mencionar há descontrole da respiração devido à incapacidade de vedação velofaríngea, dificuldade de protrusão de língua, de levantar o véu palatal e controlar os movimentos dos lábios, ausência de diferenciação entre sons surdos e sonoros, voz rouca e baixa, frases curtas, ausência de controle fonorrespiratório, distorção de vogais e hipernasalidade(2,8,9).

DISARTRIA ATÁXICA

O estudo das lesões cerebelares e de seus efeitos permite findar que o cerebelo regula a força, a velocidade, a duração e a direção dos movimentos originados em outros sistemas motores(1). Lesões no cerebelo ou em suas conexões levam a ataxia, em que os movimentos se tornam descoordenados(5). Se esta ataxia afetar os músculos do mecanismo da fala, a sua produção se torna alterada(4). O cerebelo está anatomicamente localizado na porção posterior do tronco cerebral, onde ocupa a maior parte da fossa craniana posterior. Este órgão é separado dos lobos occipital e temporal do cérebro pelo tentório cerebelar(2).

Os músculos afetados se tornam hipotônicos, os movimentos lentos com alteração na força, extensão, duração e direção(1). Há o predomínio de monotonia, interrupções e, às vezes, nasalidade e presença de lentidão na leitura e prosódia(2,7).
A fala de pacientes com este tipo de disartria é denominada de escandida ou “scanning speech”, caracterizada por pausas depois de cada sílaba e lentificação das palavras(4). Estas alterações referem-se à prosódia, que consiste em enfatizar sílabas de forma diferente da habitual(1). Além disso, a presença de movimentos hipercompensatórios afetam a direção e controle da língua, volume, timbre da voz provocando uma articulação espasmódica, explosiva(8).

As alterações da fala que emergem diante da disartria atáxica, segundo Brown, Darley e Monson (1970, apud Murdoch5), são: imprecisão articulatória e distorção de consoantes e vogais; intervalos prolongados e velocidade lenta, monopitch, monoloudness e voz áspera(5).

DISARTRIA POR LESÕES NO SISTEMA PIRAMIDAL

O sistema piramidal, responsável pelo controle motor dos movimentos voluntários e corticais dos membros é formado por fibras do trato corticoespinhal, corticomesencefálico e corticobulbar(5).

Os hemisférios cerebrais inervam os músculos articulatórios bilateralmente. Uma lesão piramidal bilateral ocasiona uma disartria de difícil prognóstico, entretanto, uma lesão unilateral não acarreta disartria permanente(7). Neste, não se verifica fibrilação de língua, porém, ela permanece estática no assoalho bucal, o que impossibilita a adequada realização da função de deglutição, uma vez que a saliva escorre pelas comissuras labiais. Na fonação, os lábios parecem paralisados, mas apresentam mobilidade nas funções involuntárias.

Disartria por lesão no sistema extrapiramidal

O sistema extrapiramidal está relacionado à função motora(5) e é constituído por núcleos cinzentos e partes do tronco cerebral(1). Os principais componentes deste sistema são os gânglios basais situados nos hemisférios cerebrais, que contribuem para o funcionamento motor. Estes núcleos incluem a substância nigra, o núcleo rubro e o núcleo subtalâmico(5).

A sintomatologia presente nas síndromes extrapiramidais pode ser agrupada em dois segmentos: os hipocinéticos e os hipercinéticos.

Síndrome extrapiramidal é a denominação indicada para patologias que afetam unicamente o sistema extrapiramidal, que regula o tônus muscular necessário para manter uma postura ou modificá-la, organiza os movimentos associados ao ato de andar e facilita o automatismo nos atos voluntários que requerem destreza(1).

A disartria hipocinética é caracterizada por lentidão e limitação dos movimentos, voz monótona com monoaltura e monointensidade, articulação imprecisa das consoantes, diminuição dos atos espontâneos, rigidez(3), presença de tremor que conduz à festinação(8), bem como diminuição da tonicidade muscular, com movimentos involuntários em todos os segmentos corporais(9). A Síndrome de Parkinson, por exemplo, possui um quadro clínico característico como tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural, decorrente de lesões no núcleo de base(9,10,11).

A disartria hipercinética também decorre de uma alteração no sistema extrapiramidal. Estes movimentos são evidenciados de forma brusca e rápida do tipo coréico (preponderante nos membros superiores e crânio) ou lenta do tipo atetósica, (predominante nas porções distais e em membros superiores).

Entre as suas características, verifica-se anormalidade dos movimentos involuntários, rigidez muscular e perda das reações posturais(5), redução nos movimentos articulatórios com lentidão no percurso do músculo, rigidez, tremores e perda dos movimentos automáticos.

CONTRIBUIÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

O fonoaudiólogo é um profissional importante na reabilitação das disartrias, tendo em vista a sintomatologia apresentada por estes sujeitos, especialmente no que se refere às já citadas alterações funcionais de respiração, fonação e articulação.

O fonoaudiólogo deve proporcionar a melhora na inteligibilidade da articulação da fala, ao reduzir o déficit de comprometimento articulatório, desenvolver estratégias compensatórias dos acometimentos da respiração, fonação e articulação e facilitar a comunicação com os familiares e cuidadores.

É importante que os cuidadores e familiares sejam orientados a dar atenção integral ao paciente, escolher o melhor ambiente e hora para conversar, olhar sempre para o disártrico, evitar comunicação a longa distância, deixar o disártrico calmo para repetir as palavras e frases mal elaboradas e não interromper os turnos do discurso. Se não entender, pedir para que repita a frase, deixando-o concluir seu pensamento, no intuito de evitar que ele sinta que alguém fala por ele, o que pode acarretar baixa-estima, perda da sua identidade, enquanto ser falante e eficaz.
A terapia consiste no emprego de técnicas específicas em que a articulação, respiração, fonação e ressonância deverão ser reabilitadas de forma que o disártrico tome consciência da alteração na sua comunicação, no intuito de propiciar um melhor autocontrole, para depois haver a correção das alterações(2).
O tratamento fonoaudiológico deverá ser iniciado o mais breve possível, visando à motivação para a terapia, bem como impedir a eclosão de padrões articulatórios incorretos.

Fonte: www.educaja.com.br
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Tipos de Memória


Acredita-se existirem tantas memórias quantas forem as experiências
acumuladas e, com isso, a capacidade de armazenamento de
informações seria imensa. Aqui vamos falar apenas da capacidade geral
do homem de captar, armazenar e se lembrar de informações. Por isso,
grosso modo, a memória pode ser classificada da seguinte maneira:

1. PELA SUA DURAÇÃO

Memória de curto prazo

Sobrevive o tempo necessário para a informação ser utilizada. Exemplo:
qualquer conteúdo que é decorado para uma prova permanece no
cérebro até o aluno entregar o documento ao professor. Se ele tiver boa
nota, talvez nunca mais se lembre do que estudou. Não forma arquivos.
Só vira memória de longo prazo se encontrar vínculo com outra
informação já armazenada ou pela repetição.
Memória de longo prazo
Fica mais tempo no cérebro e é aquela que todo professor gostaria de
fomentar em seus alunos. Quando dura anos, vira memória remota.
Uma informação permanece no cérebro porque, quando foi apreendida,
seus estímulos geraram novas sinapses, desencadearam síntese de
proteínas, ativaram genes e provocaram a sua consolidação como conhecimento apreendido.

2. PELO SEU CONTEÚDO

Memória declarativa
A episódica ou autobiográfica guarda os fatos vividos pelo indivíduo,
como oprimeiro encontro com a pessoa amada ou uma aula especial,
em que algo inusitado tenha acontecido (um teatrinho, show ou uma
situação que despertou algum tipo de emoção no aluno).
A semântica — a mais importante durante o aprendizado — arquiva os
conhecimentos gerais, como o significado de palavras e conceitos.
Memória de procedimentos
É composta pelas habilidades motoras ou sensoriais. Como andar de
bicicleta ou a maneira de proceder diante de determinadas experiências
realizadas na escola.
Muitas vezes, pela observação e pelo treinamento, esses conhecimentos
são arquivados de maneira implícita, sem que haja consciência do
aprendizado.

A memória de trabalho ou ativa

Não se encaixa em nenhuma das categorias anteriores. É assim
chamada por analogia com a memória dos computadores. Iván
Izquierdo define-a como "gerenciadora da realidade": ela conecta as
informações da memória de curto prazo com as já arquivadas para
comparar, analisar, decidir ou não abrir um novo arquivo. Ele dá o
exemplo: conservamos na consciência algumas palavras utilizadas no
início desta frase somente para compreender o significado da sentença.
Depois esquecemos o termo exato, mas conservamos na memória a
idéia principal. É também aquela que o aluno usa ao receber suas
instruções antes de realizar uma atividade, ao recordar as orientações
no momento da execução. Essa memória usa as capacidades do córtex
pré-frontal do cérebro, lugar das chamadas funções cerebrais
superiores, como a tomada de decisão, a análise crítica, o julgamento.

Fonte: www.psicopedagogavaleria.com.br
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Memória X Aprendizagem X Emoção: Sem memória não há aprendizagem

Durante séculos, na escola, memorizar foi sinônimo de decorar nomes,
datas e fórmulas. Afinal, eram esses os conhecimentos sempre exigidos
nas provas, nas chamadas e nos testes. Com base nos estudos sobre o
processo de aprendizagem da criança, concluiu-se que a decoreba era
inimiga da educação. E a memória — confundida com repetição — foi
posta de castigo.
Um grande erro. A memória é a base de todo o saber — e, por que não
dizer, de toda a existência humana, desde o nascimento. Como tal, deve
ser trabalhada e estimulada. "É ela que dá significado ao cotidiano e nos
permite acumular experiências para utilizar durante toda a vida", afirma
a psicóloga e antropóloga Elvira Souza Lima, especialista em
desenvolvimento humano.
Nos últimos 20 anos, a neurociência avançou muito nas descobertas
sobre o funcionamento do cérebro. Hoje sabe-se o que acontece quando
ele está captando, analisando e transformando estímulos em
conhecimento e o que ocorre nas células nervosas quando elas são
requisitadas a se lembrar do que já foi aprendido. "Com isso o professor
pode aprimorar suas estratégias de ensino", diz o neuropsiquiatra
Everton Sougey, coordenador do curso de pós-graduação em
Neuropsicologia da Universidade Federal de Pernambuco. Estão
provadas, por exemplo, as vantagens de estabelecer ligações com o
conhecimento prévio do aluno ao introduzir um novo assunto e de
trabalhar também a emoção em sala de aula. O cérebro responde
positivamente a essas situações, ajudando a fixar não somente fatos,
mas também conceitos e procedimentos.
"Somos aquilo que recordamos", conceitua Iván Izquierdo, professor de
Neuroquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele dá um
exemplo: nenhum texto é compreendido se não se lembra o significado das
palavras e a estrutura do idioma utilizado. Tudo isso precisa estar registrado
no cérebro para ser resgatado no momento oportuno. A memória, enfatiza
Elvira Lima, é a reprodução mental das experiências captadas pelo corpo por
meio dos movimentos e dos sentidos. Essas representações são evocadas
na hora de executar atividades, tomar decisões e resolver problemas, na
escola e na vida.

O PAPEL DA EMOÇÃO
Os sentimentos regulam e estimulam a formação e a evocação de memórias. São eles
que provocam a produção e a interação de hormônios, fazendo com que os estímulos
nervosos circulem mais nos neurônios. Graças a esse fenômeno cerebral é mais fácil
para uma criança lembrar-se do processo de fotossíntese se ligar esse conteúdo de
Ciências a uma planta que tem em casa ou à árvore em que costuma subir quando
está em férias na casa da vovó.
MEMÓRIA INCONSCIENTE
Algumas lembranças ficam "escondidas" porque estamos expostos a mais informações
do que conseguimos guardar. Aparentemente perdidas, elas ficam num lugar do
cérebro chamado inconsciente. Ninguém sabe explicar exatamente por que, mas elas
voltam à consciência sem que o indivíduo controle. Pesquisas mostram que isso
sempre ocorre em alguma circunstância especial, quando algum fato ou informação
evoca lembranças que se julgavam perdidas.
Esquecer para ESQUECER PARA LEMBRAR
O esquecimento (de fato) é o descarte de algo pouco importante que só
serve para sobrecarregar os mecanismos de memorização. É
fundamental no processo de aprendizagem, porque deixa o caminho
livre para que as informações e conteúdos fundamentais sejam
arquivados. Uma pessoa que conhece os conceitos de presidencialismo e
parlamentarismo (importante) pode explicar a diferença entre os dois a
qualquer interlocutor em qualquer momento de sua vida, mas
provavelmente jamais se lembrará do dia em que aprendeu isso nem da
roupa que o professor usava na hora em que o assunto foi discutido em
classe (pouco importante). O cérebro jogou fora detalhes, mas o
conhecimento foi arquivado e depois conectado com outras informaões
correlatas, formando novos arquivos.
COMO SE FORMA A MEMÓRIA
UM ARQUIVO ORGANIZADO
O cérebro é dividido por uma fenda em dois hemisférios, que são segmentados em lobos,
regiões demarcadas sem muita nitidez. As informações captadas pela visão, pela audição,
pelo olfato, pelo paladar e pelo tato provocam impulsos elétricos e reações químicas em
lobos diferentes e não são guardadas da maneira como foram captadas. Elas são
fragmentadas, classificadas e hierarquizadas. Para se ter uma idéia de como o cérebro se
organiza, podemos visualizar na ilustração ao lado:


1. elaborações mentais sofisticadas, como o planejamento, o
julgamento e a decisão;
2. dados sobre movimentos corporais, tato, orientação espacial e
análise sensorial;
3. informações olfativas;
4. linguagem, leitura e fala;
5. informações auditivas;
6. estímulos e associações visuais.
Paulo Caramelli, especialista em neurologia cognitiva do Hospital das
Clínicas da Universidade de São Paulo, explica que tanto novas
informações quanto as já armazenadas, depois de conectadas e
reelaboradas, passam obrigatoriamente pelo hipocampo (H), estrutura
que fica sob os dois hemisférios. De lá as informações são espalhadas
por toda a superfície do cérebro, o córtex. A classificação e o
armazenamento de informações são tão específicos a ponto de, dentro
do "arquivo" linguagem, uma "pasta" guardar verbos; outra,
substantivos, e assim por diante.
MAIS CONEXÕES, MAIS MEMÓRIA
A informação captada transita pelos neurônios, células nervosas
semelhantes a árvores sem folhas:
os galhos seriam os dentritos; o tronco, o axônio; e as raízes, os
terminais pré-sinápticos. Eles criam emaranhados de caminhos que se
orientam em diversas direções. Quando os galhos de uma
célulaencontram-se com as raízes de outra forma-se uma sinapse, local
de comunicação entre os neurônios e unidade elementar de
armazenamento da memória. Lá acontece síntese de proteínas, trocas
elétricas e ativação de genes que provocam o armazenamento da
informação. Quanto mais conexões, mais memória. Cada neurônio pode
se comunicar com até outros mil. Como o ser humano tem de 10 bilhões
a 100 bilhões dessas células, é possível haver até 100 trilhões de
conexões sinápticas.

Fonte: www.psicopedagogavaleria.com.br

No próximo post irei comentar sobre os tipos de memória. Aguardem! Deixe seu comentário!
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