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A Origem da Gagueira


A temática, como é recorrente em relação à gagueira, é polêmica. Existem diversos pontos de vistas, cada um defendendo o que acredita melhor explicar a origem desta patologia. De acordo com o que eu acredito, a gagueira tem origem na infância e surge em virtude das relações sócio-culturais que a criança vivencia em seu processo histórico.

A primeira infância (até os seis anos de idade) é o período que a criança mais aprende em toda a nossa vida. É neste período que ela também desenvolve e adquire a fala, a linguagem. Do mesmo jeito que ela cai quando esta começando a andar, é perfeitamente natural que algumas (umas mais outras menos, cada uma no seu ritmo) apresentem maiores ou menores quebras em suas falas. Na fonoaudiologia este período é denominado como "freqüentes disfluências", "gagueira fisiológica" ou "gagueira natural". São quebras na fala da criança que diferem qualitativamente da gagueira patológica (gagueira sofrimento) que muito discutimos por aqui. De um modo geral, quando a criança começa a apresentar essas freqüentes disfluências, aqueles que são significativos a ela começarão a interferir de maneira negativa em sua fala. Darão conselhos do tipo: "fale direito", "fique calmo", "respire antes de falar", etc..

Esse tipo de comportamento demonstra que a fala da criança não está sendo aceita e ela não poderá fazer nada de diferente, tendo em vista que a fala é algo espontâneo e que o falante sabe falar mas não sabe como fala. Além do mais, não se ensina a falar com orientações. O ser humano, em condições normais, aprende a falar ouvindo, através do modelo auditivo que recebe.
Tais conselhos além de não surtirem os efeitos desejados, contribuem para agravar a situação daquela criança que entenderá que sua fala não é aceita. A fala da criança é exigida e negada.

Com a constância desse padrão de exigência paradoxal (tem efeito contrário à intenção), toda situação de fala para a criança será de expectativa, onde ela tentará de tudo para falar do modo idealizado pelo seu interlocutor. O simples fato de "tentar falar bem" fará com que ela quebre a espontaneidade peculiar à fala, pois, de um modo geral,
o espontâneo não é tentado. A criança passa a sentir-se punida ou culpada pela sua forma de falar. Sua fala será carregada de antecipações, truques, sentimentos negativos que gerarão mais gagueira, que reforçará cada vez mais uma imagem de mau falante naquela criança. Surgindo assim a gagueira sofrimento.

Sabemos que uma fala adequada desenvolve-se em relações de comunicação que garantem a espontaneidade e reforçam a capacidade do falante (Friedman, 2004). Van Riper estudou diversos sujeitos adultos disfluentes que não se consideravam gagos. Ele afirmou que, muito possivelmente, esses adultos disfluentes, quando eram crianças, tiveram pais e professores compreensivos, que aceitaram o padrão de fala espontâneo de seus filhos e alunos.

Todas essas teorias estão embasadas e muito melhor explicadas no livro "Gagueira: origem e tratamento" de Silvia Friedman. O estudo foi feito através do discurso de sujeitos considerados gagos que contaram a história de suas falas.

A figura acima simboliza muito bem o que falamos aqui. Mostra uma criança diante dos seus pais e o seguinte diálogo:
P - Fale devagar...
C - Eu estou tentando mas...
P - Nós estamos querendo ajudar!
C - ...só faz piorar


Fonte: http://bomfalante.blogspot.com/2007/09/origem-da-gagueira.html
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Gagueira - Conceito e orientações


 A gagueira é um distúrbio de linguagem que compromete a fluência de sua fala, apresentando características como repetições e bloqueios, dificuldade na harmonia dos órgãos da articulação e respiração, alteração na velocidade da fala, movimentos corporais e facias associados.
·         Não deixe a criança perceber por palavras, gestos ou ações que você esta preocupado com sua maneira de falar.
·         Nunca chame a criança de gaga, não rotule.
·         Olhe para a criança quando fala, mostre interesse, faça-a sentir que você tem prazer em escutá-la.
·         Faça somente perguntas necessárias e que exigem respostas curtas.
·         Olhe bem nos olhos quando a criança fala, mantendo uma fisionomias serena, demonstrando interesse no que ele diz e não em como ele fala.
·         Se tiver de interromper a fala da criança, faça-o no fim de uma frase, nunca no começo ou no meio.
·         Dê um bom modelo de linguagem. Sempre que possível fale com seu filho calmamente e articulando bem as palavras.
·         Não excite a criança, desnecessariamente. Reduza o estresse, construa um ambiente calmo para ela.
·         Se notar que o seu filho esta preocupado com sua maneira de falar, diga que é normal crianças que estão ainda aprendendo a falar repetirem as palavras.
·         Não termine as frases por seu filho; tenha paciência e escute calmamente o que ele tem a dizer, mesmo que isso demore muito.
·         Se for um “bom dia”, explore a fluência ao máximo propondo atividades que ele tenha que falar mais como brincar de teatro, contar histórias, etc.
·         Se for um “dia ruim”, em que seu filho esteja gaguejando muito, arranje as coisas em que ele tenha poucas oportunidades de falar, como ver televisão e desenhar. Evite sua disfluência ao máximo.

Fonte: http://luyfonoaudiologia.blogspot.com/

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Atitudes que ajudam e "pioram" o disfluente (gago) a falar melhor


Existem algumas atitudes que podem auxiliar o indivíduo que apresenta dificulddes na fala (gago),contribuindo assim, para que sua fala fique fluente; são as seguintes:

1- Prestar mais atenção ao conteúdo do que a a pessoa está falando do que à forma com que ela o faz, ou seja: seu nervosismo, sua gagueira, seu piscar de olhos; dentre outras características referentes a mesma.

2- Ajude-o a falar mais suavemente, deixe sua voz mais calma, intensidade mais baixa;evitando ansiedade para que o mesmo termine logo de falar.

3- Parar um segundo ou mais antes de responder, isso contribui para uma melhor organização do seu pensamento e da outra pessoa, diminuindo a ansiedade e consequentemente,a disfluência.

4- Reservar um tempo, diariamente, para dar atenção exclusiva a pessoa.Conversar sobre seu dia, suas ansiedades, expectativas,ou, até mesmo, jogar conversa fora

5- Encoraje -o a falar sobre sua gagueira com vocês: medos,dificuldades, frustrações, evoluções e progressos.

6- Fazer atividades com a pessoa disfluente ou porpor situações de distração e relaxamento.

7- Promover um ambiente familiar de conversação não competitivo.

8- Lembrar que as disfluências são naturais à fala de qualquer pessoa, utilizando-se de exemplos do dia- a - dia.

9- Manter contato de olho natural enquanto está falando, não ignore ou transmita ansiedade a pessoa.

10- Encorajar o a fallar.


Várias são as atitudes que bloqueiam ou até mesmo chegam a impedir que uma pessoa fale normalmente. Tais atitudes devem ser abolidas de nossas atitudes diarias, são elas:

1- Dizer para ela relaxar, acalmar-se, respirar ou pensar antes de falar.

2- Chamar-la de gaga.

3- Criticar ou corrigir a fala à sós ou na frente dos outros.

4- Completar o que está falando ou interrompê-la enquanto fala.

5- Apressa-la enquanto estiver tentando falar.

6- Preocupar-se demasiadamente com a gagueira, mostrando tensão.

7- Falar muito rápido e de forma “difícil”.

8- Gritar, ficar bravo, quando ela gaguejar.

9- Tornar as atividades do dia-a-dia desagradáveis e tensas.

10- Fazer sentir - se envergonhada ou diminuída.

11- Forçar a a falar em público.

12- Comparações desnecessárias com pessoas que falam coretamente.

13- Pressionar com muitas atividade ou tarefas ao mesmo tempo .

14- Superproteger o problema.

15- Exigir mais que a pessoa possa dar no momento.

16- Responder pela pessoa ou completar suas frases

17- Demonstrar estar constrangido ou com pena

18- Mandar a pessoa parar de falar e começar de novo.

19- Sugerir que evite ou substitua palavras “difíceis” de se pronunciar(a disfluência não está diretamente associada à produção de alguns fonemas ou ao conteúdo semântico).

20- E o pior;Fingir que a disfluência não existe.

PARE DE FINGIR QUE A GAGUEIRA NÃO EXISTE!QUE ELA VAI PASSAR...PROCURE SEU FONOAUDIÓLOGO ANTES QUE PIORE!!
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