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Folder de Disfagia!

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Sonda aumenta riscos de aspiração em disfágicos


A pneumonia por aspiração de alimentos e secreções da faringe é um risco já documentado na literatura, principalmente entre doentes com distúrbios da deglutição. Ainda assim, muitas vezes esses doentes têm sua alimentação oral suspensa e substituída pela introdução de sonda nasoenteral (intestinal ou gástrica). Para avaliar se pacientes com disfagia devida a doença cerebrovascular poderiam ter aumentado o risco de aspiração quando portadores dessas sondas, profissionais do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Curitiba (PR), realizaram estudo prospectivo com 123 pacientes. 

Todos os sujeitos estudados estavam internados com diagnóstico de doença cerebrovascular complicada por disfagia orofaríngea: 45 deles estavam usando sonda para nutrição enteral. Os pesquisadores realizaram exame endoscópico (vídeo fluoroscopia) para confirmação do diagnóstico de disfagia e detecção de aspiração traqueal. Os pacientes foram acompanhados, após a alta, a cada duas semanas durante três meses e, depois, mensalmente até seis meses. Dentre os pacientes com sonda, a maioria (42,4%) teve aspiração detectada pelo exame (p = 0,048) e a maior parte (63,9%) desenvolveu pneumonia aspirativa (p = 0,0001). 
Os autores do trabalho afirmam que o uso das sondas nesse grupo específico de doente deve ser criterioso, pois as razões pelas quais eles desenvolvem pneumonia aspirativa não estão completamente elucidadas: “os pacientes com doença cerebrovascular e portadores de sondas nasoenterais apresentam acúmulo de saliva e secreções na faringe”, descrevem. “A aspiração de secreções da orofaringe contaminada por germes patogênicos é mais comumente creditada como sendo a responsável pela pneumonia aspirativa”, explicam.


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Orientações aos pacientes que usam sonda alimentar

O que é a sonda para suporte alimentar?
É um tubo fino, feito de borracha macia e flexível, usado para alimentar o paciente e introduzir os medicamentos necessários ao tratamento médico.

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Quando é necessário colocar a sonda?

Ela é recomendada quando há dificuldade do paciente para engolir os alimentos ou quando o paciente não quer se alimentar devido à falta de apetite. Normalmente, a sonda é colocada nos seguintes casos:
• Presença de tumor na boca ou na garganta.
• Efeito da radioterapia, onde a boca ou a garganta ficam muito inchadas, doloridas e irritadas.
• Cirurgias na boca e na garganta que exigem repouso para cicatrizar e evitar infecções.
• Engasgos frequentes ou crises de tosse durante as refeições.
• Sensação de bolo ou aperto na garganta, que impede a passagem do alimento.
• Retorno do alimento pelo nariz por dificuldade de engolir ou saída pelo traquestoma (abertura feita cirurgicamente nos pacientes que têm dificuldade para respirar provocada por tumores).


Como é colocada a sonda?
É introduzida suavemente pelo nariz, descendo até o estômago. O procedimento é simples, realizado no ambulatório e que não requer anestesia pois não é doloroso. Depende apenas da colaboração do paciente para "engolir" a sonda, o que não é difícil.


A sonda incomoda ou dificulta alguma atividade?
Não. Qualquer tarefa ou atividade poderá ser realizada sem nenhuma dificuldade. A sonda não atrapalha porque é muito fina e macia. Há uma pequeno incômodo no nariz no dia em que ela é colocada, entretanto, essa sensação logo desaparecerá. Estando bem alimentado o paciente ficará bem disposto.


O paciente que usa sonda ficará dependente de alguém para se alimentar? 
Não. A sonda não impede as tarefas do dia a dia. O paciente poderá fazer sua própria comida assim como alimentar-se sozinho. É importante, sempre que possível, que a alimentação seja colocada pelo próprio paciente, pois ele aprenderá, com o tempo, o jeito certo de fazê-lo. Somente os pacientes que possuem algum tipo de limitação (deficiência visual ou dificuldade de movimentos dos braços e mãos) precisarão de ajuda.


A sonda será necessária para sempre?
Não. Ela é um recurso utilizado apenas enquanto o paciente estiver impossibilitado de se alimentar pela boca. A sonda poderá ser retirada assim que o problema for solucionado.


Como cuidar da sonda alimentar?
Quando a sonda for colocada, o paciente e seus familiares receberão instruções sobre como usá-la. A nutricionista indicará a dieta mais adequada e fornecerá instruções sobre os acessórios para a introdução dos alimentos de limpeza da sonda.


O que fazer caso surja algum problema com a sonda? 
A maioria dos problemas com a sonda alimentar tem soluções simples. As complicações mais frequentes são:
• Obstrução por meio de alimentos ou remédios.
• Saída acidental da sonda: nestes casos, procure a equipe especializada no hospital onde você está se tratando.


Algumas recomendações importantes:
• A solução da dieta deve ser dada com o paciente sentado ou com a cabeceira elevada, caso o paciente esteja acamado.
• O frasco com a preparação da dieta deve ser colocado bem alto, acima da cabeça. Na dúvida, peça orientação sobre como pendurar o frasco.
• O gotejamento deve ser no máximo de 60 gotas por minuto. Um fluxo muito rápido pode causar diarreias ou vômitos.
• Antes de preparar a dieta, lave as mãos com água e sabão e seque, de preferência, com toalhas de papel.
• Use água filtrada e fervida na preparação da solução.
• As soluções devem ser preparadas em quantidade suficiente para, no máximo, um dia. Os excessos podem estragar de um dia para o outro.
• Liquidifique bem os alimentos e coe em peneiras finas. Se for necessário, coloque uma gaze na peneira.
• Guarde a dieta na geladeira e retire 30 minutos antes de usá-la.
• Nunca introduza a solução muito quente ou muito gelada. Ela pode ser aquecida em banho-maria, fora do fogo, até alcançar a temperatura ambiente.
• O alimento pode ser oferecido pela boca se o paciente conseguir engolir. Se não conseguir engolir e desejar sentir o gosto do alimento, ele poderá mastigá-lo e cuspir em seguida.

Importante: não esquecer de fornecer água, sucos e chás nos intervalos das refeições para evitar desidratação.
• O medicamento que não for líquido (comprimido ou drágeas) também pode ser colocado através da sonda, desde que triturado até virar pó e diluído em água.
• Após passar a dieta ou a medicação, a sonda deve ser lavada com 30ml de água.
• Se possível, todos os utensílios devem ser exclusivamente destinados à alimentação do paciente e lavados diariamente.
• Mesmo que o paciente não esteja mastigando os alimentos, mantenha sua boca bem limpa e seus dentes escovados para evitar cáries e infecções.
• Passe vaselina ou manteiga de cacau nos lábios para evitar rachaduras e ressecamento das mucosas


Limpeza do material
Lave todo o material com sabão neutro e água, logo após o uso, enxaguando-o bem. No final do dia, deixe o material de molho por 30 minutos em solução contendo água comum e água sanitária (para cada cinco copos de água comum, acrescentar uma colher de sopa de água sanitária). Guarde o material em lugar bem limpo e seco.



Fonte: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=117
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Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa


ENVELHECIMENTO E SAÚDE DA PESSOA IDOSA



Cadernos de Atenção Básica nº 19
Ministério da Saúde
Formato: Pdf
Tamanho: 2,36 Mb
Páginas: 192
Hospedagem: Ziddu
                                                                          DOWNLOAD AQUI
Envelhecimento
e memória:
foco na doença 
de Alzheimer

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Dificuldades de Deglutição no Idoso - Alguns cuidados na alimentação

FOLDER DE DISFAGIA

Dicas de Nutrição para o paciente Idoso

A qualidade de vida dos idosos está relacionada à possibilidade de se cumprir funções diárias básicas adequadamente, se sentir bem e viver de forma independente.
O envelhecimento é caracterizado por uma série de modificações fisiológicas e psicológicas que estão relacionadas, por sua vez, com alterações no estado nutricional.
A boa alimentação é uma preocupação constante também para a terceira idade, pois uma série de fatores, que enumeramos a seguir, podem causar deficiências importantes para o organismo:

Problemas odontológicos: falta dos dentes, próteses antigas e mal ajustadas e doenças da cavidade oral e das gengivas.
Problemas de deglutição: com dificuldade para engolir alimentos mais sólidos, devido a patologias da garganta e do esôfago.
Perda ou diminuição do paladar e do olfato (cheiro).
Problemas psico-geriátricos: principalmente depressão, tristeza, desânimo, apatia e solidão.
Uso de muitas medicações que podem trazer muitos efeitos colaterais e perda de apetite, bem como problemas gástricos, como azia e a gastrite.
Não ter quem prepare as refeições, levando o idoso a preferir alimentos de mais fácil preparo e consumo, na maioria ricos em calorias e açúcar, pobres em vitaminas e proteínas.

No idoso com demência, o ato de alimentar-se pode ser ainda mais complicado, pois pela confusão mental e pela dificuldade de realizar até as mais simples tarefas, como "fazer seu próprio prato" e levar o garfo à boca, podem gerar estresse, cansaço para ele e para seus cuidadores.

Acrescenta-se o fato de que, com o avanço da doença, o idoso tem cada vez mais dificuldade de mastigação e de deglutição de alimentos sólidos, o que pode provocar engasgos e tosse.

Assim, é importante o cuidador observar quando o idoso engasga ou tosse ao comer, pois poderá estar iniciando um quadro de disfagia (dificuldade de engolir), mais comum em fases mais tardias da doença de Alzheimer.

O controle do peso do idoso é importante e deve ser feito mensalmente. Na doença de Alzheimer e nas outras patologias que cursam com demência, em fases mais avançadas, os idosos podem apresentar perda de peso, lenta e gradual, mesmo com a dieta correta e adequada. Imagine com uma dieta errada e inadequada?

Portanto, todo o processo do ato da alimentação tem que ser bem planejado. A seguir, reunimos algumas dicas importantes e fáceis de aprender e aplicar, para facilitar a boa interação com o idoso.

ALGUMAS DICAS e RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS

A alimentação deve ser adequada e completa para atender às necessidades nutricionais;
Fazer de 5-6 refeições/dia de pequenos volumes, porém mais concentrada em calorias e nutrientes e bem diversificadas, para assegurar todo o aporte de vitaminas e sais minerais;
Cuidar da apresentação dos pratos e estimular a experimentação de novos sabores e sensações;
É primordial manter uma boa higiene bucal, cuidar da hidratação e da umidade da mucosa bucal e da língua;
Manter uma rotina e uma regularidade nos horários das refeições para minimizar as possíveis distrações (não ligar a televisão durante as refeições);
Utilizar utensílios adequados, como pratos que se fixem na mesa (com ventosas) e talheres de plásticos para evitar a autolesão;
Durante as refeições, o paciente deverá estar sentado com a inclinação correta da cabeça para favorecer a deglutição;
Adaptar a consistência para melhor mastigação e deglutição e evitar grumos, espinhas e cascas duras para o paciente não engasgar;
Beber água suficiente, principalmente para evitar os engasgos. Evitar administrá-la no período da noite e, em caso de disfagia a líquidos, usar espessantes;
Se houver alterações na deglutição, deve-se modificar a consistência dos alimentos sólidos e líquidos, utilizando alimentos com textura modificada e/ou espessantes (não mesclar texturas diferentes);
Usar temperos naturais como alho, cebola, cebolinha, cheiro verde, salsa, orégano e outros, evitando, assim, o abuso do sal.
Como medida de prevenção da constipação, assegurar quantidade suficiente de água, exercícios físicos regulares e alimentos ricos em fibras ou suplementos;
Diante de uma perda de peso, utilizar suplementos nutricionais orais e se o aporte de nutrientes for insuficiente, será necessário utilizar purês enriquecidos;
Os alimentos devem estar sempre em temperatura adequada, visto que, em fases mais avançadas, o paciente não consegue distinguir o quente do frio, estando mais exposto a lesões.


Fonte: http://www.nestle-nutricaodomiciliar.com.br/c_DICAS+NUTRICIONAIS-PACIENTE+ALZHEIMER.aspx
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A Fonoaudiologia Hospitalar e o atendimento Home Care


A fonoaudiologia hospitalar e em Home Care tem sido alvo de discussão. Surgem dúvidas da diferença entre a atuação clínica e a atuação hospitalar, bem como a metodologia de trabalho a ser aplicada, juntamente com o preparo especial para tal atendimento.
Ao se referir à fonoaudiologia hospitalar é de esclarecer que não se trata apenas de atendimento no ambiente hospitalar, mas inclusive o atendimento Home Care (tal termo é originado da língua inglesa que significa ‘cuidados em casa’) e que na prática refere-se ao atendimento domiciliar.

A Fonoaudiologia tem se consolidado e criado uma identidade própria, por se tratar de uma ciência. Mas ainda enfrenta a aceitação, em especial no ambiente hospitalar e em casa. Na verdade, o fonoaudiólogo tem seu espaço nestes ambientes, porém, é pouco reconhecido e valorizado profissionalmente.
Apesar do conhecimento de que a presença e a atuação deste profissional podem reduzir as perdas e danos que a hospitalização do paciente acarreta, as instituições não oferecem oportunidades para o profissional desempenhar seu papel contribuindo para a melhora do paciente.

A fonoaudiologia tem sido considerada como uma profissão efetiva que se integra às diversas áreas que visam à promoção da saúde do indivíduo como um todo. Partindo deste pressuposto, é fundamental esclarecer a importância desse profissional e a diferenciação do atendimento em relação ao ambiente. Por exemplo, ao se tratar do ambiente hospitalar e Home Care em comparação ao clínico a diferença não se dá pelos ambientes, mas sim, pelos procedimentos que são aplicados no momento da reabilitação, no manuseio dos equipamentos e o tipo de linguagem que é utilizada.

Profissionais que atuam no ambiente hospitalar e em home care são praticamente obrigados a aprender a manipular sondas, cânulas, traqueostomias, equipamentos (respiradores, oxímetros, encubadoras, aspiradores), sendo alguns detalhes diferenciais, frente ao fonoaudiólogo clínico.

Aos profissionais que atuam ou têm interesse em trabalhar nesta área, especificamente em atendimento hospitalar e em home care, é recomendável empenharem-se no sentido de divulgar e conscientizar os profissionais da saúde e a sociedade como um todo. Mostrar os benefícios que o profissional pode oferecer tanto à instituição quanto ao paciente, transmitindo para os colegas da profissão a importância da busca do crescimento de forma mútua, tornando a fonoaudiologia uma profissão diferenciada no sentido de propiciar uma evolução significativa no paciente.

Por Elen Cristine M.Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonte:http://www.brasilescola.com/fonoaudiologia/a-fonoaudiologia-hospitalar-atendimento-home-care.htm
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Orientações aos familiares e cuidadores de pacientes disfágicos (dificuldades na deglutição)



Os distúrbios da deglutição que acontecem após problemas neurológicos
merecem cuidados especiais em qualquer idade.

Existem patologias que podem afetar a sensibilidade ou a
coordenação dos músculos responsáveis pelos movimentos da deglutição.
O problema pode ocorrer desde a introdução de alimentos na boca até sua
entrada no estômago. Esta alteração ao deglutir é o que chamamos de
DISFAGIA.


A disfagia é causada por doenças neurológicas como os acidentes
vasculares encefálicos (AVE), os “derrames”, associada a doenças
neuromusculares ou ainda por câncer nas regiões da cabeça ou pescoço, entre
outras causas. O problema para deglutir apresenta vários sinais ou sintomas, que
nem sempre são percebidos.
Quando o paciente sofre um AVE e apresenta o distúrbio da deglutição,
normalmente, recebe alta hospitalar com um encaminhamento para o tratamento
fonoaudiológico. Já em casos de doenças progressivas ou degenerativas, a
família deve ficar ainda mais atenta, pois os sinais ou sintomas do distúrbio da
deglutição podem aparecer aos poucos. Devem ser descritos para a equipe
médica que acompanha o paciente e só então será encaminhado ao tratamento
fonoaudiológico.

A família deve ficar atenta caso o paciente apresente os seguintes sinais e
sintomas do distúrbio que pode ocorrer antes, durante ou após a deglutição:

 engasgos com saliva ou alimentos;
 deglutição demorada;
 deglutir várias vezes o mesmo bolo;
 retorno do alimento para a boca;
 permanência de resíduos na boca;
 perda de peso;
 baba excessiva após a refeição;
 pigarro ou tosse após a refeição;
 rouquidão ou mudança da voz após a refeição ;
 infecções respiratórias de repetição;
 dificuldade de mastigar por uso de prótese dentária;
 cansaço após alimentar-se;
 presença de febre;
 modificação do nível de consciência (por desidratação)

Podem aparecer as queixas de “garganta arranhando” ao engolir e a
sensação de queimação após a refeição, que estão associadas à presença de
Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Estes sintomas também devem ser
comunicados à equipe, pois necessita do tratamento com brevidade para não
causar outras complicações, principalmente no paciente disfágico, que pode
aspirar o refluxo.

COMO A FAMÍLIA PODERÁ AUXILIAR?
As condutas específicas variam de acordo com cada caso, mas existem
orientações básicas ao alimentar-se um paciente que apresenta disfagia e devem
ser seguidas pela família e/ ou pelo cuidador. Devem ser observadas as
consistências dos alimentos liberadas pela equipe, o que será decidido,
principalmente, após a avaliação fonoaudiológica e/ou exames objetivos da
deglutição. Serão passadas orientações que devem ser seguidas durante todas
as refeições do paciente.
Em alguns casos, o paciente não poderá receber líquidos finos, o que inclui
a água e, para que não se desidrate, será necessário “engrossar” a água, o café,
os sucos, outros. Normalmente, os “espessantes”, ou substâncias que engrossam
os líquidos, apresentam dosagens estabelecidas nas embalagens para garantir
determinada consistência, o que auxilia a preparação da refeição. Os alimentos
sólidos podem ser amassados, liqüidificados ou amaciados com líquido para
adequar a consistência aceita pelo paciente. São também utilizados espessantes
após liquidificar o sólido para garantir a consistência segura para o paciente
deglutir.
É importante que o estado nutricional geral e a hidratação do paciente
sejam acompanhados pela equipe de nutrição. Sinais de desidratação incluem
pele ressecada, ausência de suor e, às vezes, alterações no estado mental.
Exemplos de consistências:
 Pastosos: purês, mingaus
 Líquidos: sucos, café, chá
 Néctar: suco de ameixa, suco de mamão
 Líquidos engrossados: gelatina diluída, iogurte
 Semi-sólidos: amassados em pedaços, picados
 Sólidos: carnes, frutas

ORIENTAÇÕES DOMICILIARES PARA UMA REFEIÇÃO SEGURA
 Apresentar os alimentos, mesmo triturados, em porções separadas, não
misturar, pois o aroma e o sabor devem ser apetitosos, garantindo o prazer e o
interesse pela alimentação.
 O paciente acamado deve ser mantido em decúbito elevado, é importante
consultar a equipe para confirmar esta possibilidade: posicionar com
travesseiro ou elevar a cama. Pode ser colocado um travesseiro sob os joelhos
do paciente, para evitar que escorregue, e outro atrás da cabeça que ficará
levemente inclinada para frente protegendo a via aérea.
 Quando o paciente pode permanecer sentado, deve ser mantido em posição
ereta durante a refeição, corrigir os desvios com travesseiros ou toalhas
enroladas; a cabeça também deve ficar levemente inclinada para frente.
 Quem estiver administrando o alimento deve estar posicionado na mesma
altura do paciente e, em caso de hemiplegia/ hemiparesia (limitação dos
movimentos de um dos lados do corpo), deve-se posicionar no lado do corpo
que está comprometido para oferecer o alimento ao paciente. Ele deve manter
a cabeça virada para este lado ao engolir, assim o bolo alimentar desliza
preferencialmente pelo lado bom;
 pode-se posicionar a cabeça do paciente levemente para frente e para baixo;
 introduzir o alimento com o talher à linha média (bem à frente) em relação à
boca;
 sempre observar a quantidade a ser introduzida: em caso de dúvida, sempre
oferecer pequenas colheradas e amassados ou picados bem miúdos;
 pedir sempre a atenção do paciente quando ele estiver sendo alimentado;
 solicitar que mastigue bem;
 solicitar que não fale enquanto come;
 alternar a introdução de líquidos e sólidos: não misturar as consistências;
 não apressar a introdução do alimento, certificar-se de que o paciente deglutiu
toda a porção antes de oferecer outra “colherada”;
 retirar a prótese dentária quando estiver frouxa;
 solicitar a “tosse” quando ele apresentar pigarro ou engasgo; não oferecer
líquido nem bater nas costas ou soprar o rosto, pois o engasgo pode aumentar;
 alimentar em ambiente tranqüilo, sem distrações (TV, grupo conversando);
 realizar a higiene oral sempre após cada refeição e verificar o estado dentário
do paciente (mau estado dentário aumenta o risco para broncopneumonia).
 se a saliva se acumula na cavidade oral, deve ser aspirada ou absorvida com
uma compressa ou gaze, assim evita-se os engasgos caso escorra para a
faringe;
 para a introdução de líquidos, pode-se utilizar copos plásticos com uma parte
da borda recortada, para o paciente conseguir deglutir com a cabeça inclinada
para frente, o que protege a via aérea dos engasgos;
 se o paciente não consegue controlar a quantidade de líquido que coloca na
boca, os líquidos devem ser oferecidos com colher, nunca oferecer líquidos
com canudo,
 oferecer líquidos com canudo apenas se o paciente não tem condições para
sorver o líquido diretamente do copo, o que é bem incomum, e, para isso, deve
apresentar boa preensão labial e coordenação entre o sugar-engolir.
Para garantir uma alimentação segura, principalmente quando houver um
distúrbio importante da deglutição, as orientações devem ser seguidas
exatamente como prescrito pelo especialista que acompanha o caso. O principal
risco da disfagia é a entrada de resíduos alimentares nos pulmões, o que pode
causar uma pneumonia aspirativa. Além disso, devido à dificuldade de deglutir, e
principalmente por terem noção deste risco, os pacientes evitam algumas
consistências e, com isso, vários alimentos, podendo ficar desidratados e/ ou
desnutridos. Neste caso, algumas orientações acima não se aplicam,
principalmente se o distúrbio for muito grave, sendo indicada (ou mantida), por
exemplo, a sonda nasogástrica (SNG) para introdução da dieta alimentar. Esta
medida alternativa para alimentação será retirada apenas após o tratamento, uma
reavaliação criteriosa e por decisão conjunta da equipe médico-terapêutica. Em
outros casos, com um distúrbio da deglutição que começa a se instalar, os
pacientes passam a receber algumas consistências via oral e outras (com risco de
ser aspiradas para o pulmão) via sonda, ou não poderão receber alimentos por via
oral, devido aos mesmos riscos descritos acima.
Mesmo para os pacientes que não se alimentam por via oral, deve-se fazer a
higiene com escovação.

MATERIAIS QUE PODEM SER NECESSÁRIOS PARA AUXILIAR A REFEIÇÃO DO PACIENTE DISFÁGICO
 copo com alças para segurar com firmeza;
 copo plástico com “recorte para o nariz” para o paciente conseguir inclinar a
cabeça à frente ao sorver o líquido;
 canudos finos que são usados somente quando o paciente consegue
monitorar a quantidade sugada ou como um exercício de “sugar alimento
engrossado”, quando orientado pelo fonoaudiólogo;
 pratos antiderrapantes (fundo com material emborrachado) com borda alta;
 talheres engrossados ou colheres “tortas”;
 talheres com revestimento de nylon ou similar para pacientes com reflexo de
mordida.
Vários materiais podem ser indicados para o paciente realizar sua refeição
de forma confortável e segura, principalmente se for portador de um distúrbio
motor ou da consciência. Estes aspectos são discutidos com a participação do
fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional.
As orientações descritas devem ser seguidas conforme as prescrições
realizadas pela equipe médico-terapêutica. Muitos casos apresentarão objetivos
diferenciados, o que deverá ser acompanhado com ainda mais cautela, portanto,
não se pode ficar com dúvidas a respeito da abordagem com o paciente. Mais
importante ainda, nunca modificar as condutas prescritas e manter contato com os
especialistas que acompanham o paciente, informando a respeito de qualquer
modificação no quadro disfágico.

Fonte: http://www.artigos.etc.br/orientacoes-sobre-disfagia.html
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Labirintopatias


A expectativa de vida humana aumentou de 50 para 74,5 anos desde o início do século passado. Acompanhando esse crescimento, o Brasil possui uma população idosa cada vez maior devido às melhorias de condições da saúde pública e os avanços da medicina. O Brasil é considerado o 6º país no mundo em número de idosos, em torno de 32 milhões, de acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a OMS, em 2025 serão dois bilhões de pessoas com mais de 60 anos em todo o mundo (Jornal Gazeta do Povo, 2004).

O envelhecimento populacional é um processo natural, manifesta-se por um declínio das funções de diversos órgãos que caracteristicamente tende a linear em função do tempo, não se conseguindo definir um ponto exato de transição, como nas demais fases. Tem início relativamente precoce, ao final da segunda década de vida, até que surjam, no final da terceira década, as primeiras alterações funcionais e/ou estruturais atribuídas ao envelhecimento (Guccione, 2002).

Sabe-se que o envelhecimento diminui a vitalidade favorecendo o aparecimento de doenças, sendo as mais prevalentes as alterações de origem vestibular, sensoriais, disfunções cerebrovasculares, cardiovasculares, doenças metabólicas, alterações cervicais, neurológicas (nas doenças degenerativas as síndromes demenciais são as mais evidentes), doenças ósseas, e outras (Nadol e Schuknecht, 1989; Zeigelboim et al., 2001).

O equilíbrio corporal depende da integridade do sistema vestibular (labirinto, nervo vestibulococlear, núcleos, vias e inter-relações no sistema nervoso central), do sistema somatossensorial (receptores sensoriais localizados em tendões, músculos e articulações) e da visão. O labirinto é responsável pelo equilíbrio e posição do corpo no espaço. Tonturas e/ou desequilíbrio surgem quando algo interfere no funcionamento normal do sistema de equilíbrio corporal podendo ser de origem periférica e/ou central (Jurkiewicz et al., 2002).

O envelhecimento compromete a funcionalidade do sistema nervoso central em realizar o processamento dos sinais vestibulares, visuais e proprioceptivos, responsáveis pela manutenção do equilíbrio corporal, bem como diminui a capacidade de modificação dos reflexos adaptativos (Nadol e Schuknecht, 1989).

Labirintopatia, popularmente conhecida como “labirintite”, é a situação em que ocorre um distúrbio na percepção local, descrita pelo paciente como tontura ou vertigem.Acomete indivíduos de todas as idades e pode ter várias causas: hipotensão (pressão baixa), vasculites, aterosclerose, diabetes, hipoglicemia, hipotireoidismo, fratura, traumatismo craniano, tumor cerebral, medicamentos ou, até mesmo, de fundo emocional (ansiedade extrema).O paciente descreve a crise vertiginosa como uma tontura, acompanhada ou não de náuseas e vômitos, suor intenso, zumbido nos ouvidos e diminuição da audição, resultando em equilíbrio instável, podendo sofrer quedas, mais freqüentes com idosos.Para determinar a causa da vertigem, alguns exames podem ser solicitados, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, audiometria e exames laboratoriais para avaliar função da tireóide e diabetes.Na crise aguda, deve-se dar apoio psicológico ao paciente pois, pelo mal-estar provocado pela instabilidade vertiginosa, é levado a pensar em problemas graves de saúde, como infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral. O repouso no leito tende a diminuir as vertigens. Caso essas medidas não sejam eficazes, o serviço médico deverá ser procurado para serem ministradas medicações específicas.Deve-se definir a causa exata da labirintopatia para que o tratamento seja adequado, melhorando a crise atual e prevenindo novas crises. Na maioria dos casos, é uma doença benigna de tratamento domicilar e de excelente evolução, não havendo razões, portanto, para preocupações.

Com relação às queixas auditivas e vestibulares observa-se uma maior ocorrência do zumbido, da hipoacusia, da vertigem postural e do equilíbrio. Essas queixas também foram evidenciadas por Gushikem (2001). Existe um consenso na literatura de que a ocorrência destes sintomas é considerada freqüente na população geriátrica. Observa-se nesta população um aumento crescente dos distúrbios das funções sensoriais, da integração das informações periféricas e centrais, bem como a senescência dos sistemas neuromusculares e da função esquelética (Simoceli et al., 2003).

TRATAMENTO DA LABIRINTITE

A labirintite tem recuperação, e melhor ainda, os métodos de tratamento são mais simples do que se pensa.
Nem sempre ver o mundo rodar é tão excitante como estar em brinquedos radicais nos parques de diversão.
O termo correto para englobar os distúrbios labirínticos é “labirintopatia”.
A queixa de vertigem é muito comum. A incidência aumenta com a idade, sendo responsável por 1,3% de todas as visitas médicas em pessoas entre 45-64 anos, 2,9% das pessoas acima de 65 anos e 3,8% daquelas acima de 75 anos.
As causas da vertigem são variadas, onde se estima que, 85% são devido a desordens labirínticas.
Diversas são as causas das labirintopatias e a Fisioterapia pode atuar em quase todos e com ótimos resultados.
As alterações do equilíbrio corporal podem manifestar-se de várias maneiras: sensação de tontura ou vertigem, desequilíbrio, instabilidade, desvio da marcha ao andar, dificuldade de fixação ocular, acompanhada ou não de náuseas ou vômitos.
O uso de exercícios labirínticos possui eficácia bem documentada na literatura mundial, e o uso racional dos mesmos melhora o quadro vertiginoso e a qualidade de vida dos pacientes.
A Reabilitação Labiríntica não utiliza equipamentos especiais, e não apresenta efeitos colaterais porque está baseada em processos fisiológicos naturais do organismo.

Os exercícios de RV visam melhorar a interação vestibulovisual durante a movimentação cefálica, ampliar a estabilidade postural estática e dinâmica nas condições que produzem informações sensoriais conflitantes e diminuir a sensibilidade individual à movimentação cefálica (Ganança e Ganança, 2001; Rezende et al., 2003). A RV pode promover a cura completa em 30% dos casos e diferentes graus de melhora em 85% dos indivíduos (Ganança e Ganança, 2001). É importante ressaltar que esse problema atinge um número significativo de idosos, que vem aumentando gradativamente em todo o mundo. Sendo a tontura um dos sintomas sensoriais de maior incidência nos idosos, o objetivo desta pesquisa foi verificar os benefícios dos exercícios de RV por meio da avaliação pré e pós-aplicação do questionário Dizziness Handicap Inventory (DHI) - adaptação brasileira.

A ocorrência de alterações auditivas e vestibulares na população geriátrica justifica a realização sistemática da avaliação otoneurológica. O sucesso do tratamento da reabilitação labiríntica necessita da cooperação do paciente e de sua participação de forma ativa, causando um efeito psicológico positivo com a recuperação da segurança física e psíquica e conseqüente melhora da qualidade de vida.

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/saudeebemestar/51/labirintite+e+seus+disturbios+tambem+atacam+criancas
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Não encontro palavras! O que seria isso? AVC e AFASIA?


O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou derrame cerebral ou atualmente modificado para Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, ou seja, ocorre quando o sangue que sustenta o cérebro com oxigênio e glicose deixa de atingir a região, ocasionando a perda da funcionalidade dos neurônios.

Existem dois tipos de AVE:

-Isquêmico: É o mais comum e, na maioria das vezes, tem evolução benigna e transitória.

-Hemorrágica: Tem início súbito, não apresentam sintomas prévios e as seqüelas costumam ser graves permanentes.Os principais fatores de risco para o AVE são: Diabetes, doenças cardíacas, fumo, hipertensão arterial, anemia, enxaquecas, contraceptivos orais, obesidade, entre outros.



O tratamento é voltado conforme as manifestações em cada paciente.


Em fonoaudiologia, o paciente portador de um AVC, pode apresentar inúmeras alterações. Dentre as principais alterações está a AFASIA, que se caracteriza principalmente por:(conforme a extensão e localização da lesão cerebral ): perda total ou parcial das habilidades de articulação das palavras, a perda da fluência verbal, com dificuldade de expressão verbal, nomeação de objetos e repetição de palavras.

Na maioria dos casos, é muito difícil para alguém com afasia interpretar o que ouve. "É como se a pessoa, mesmo ouvindo, ficasse 'surda' para as palavras, por não reconhecer o significado das mesmas",A perda parcial ou total da capacidade de ler e escrever também fazem parte da sintomatologia do portador de afasia. Ele ainda pode não conseguir organizar gestos de forma a representar ou comunicar o que quer. "Por exemplo, o paciente não consegue, com gestos, mostrar o que deseja fazer ",

Nestes casos, além da correta identificação da causa do problema, é importante que se procure um fonoaudiólogo, que pode melhorar muito a qualidade de vida e capacidade de comunicação de um indivíduo portador de Afasia.Lembrando-se sempre que os três primeiros meses são os mais importantes na reabilitação do paciente; encurtando-se assim, o tempo de tratamento e aumentando suas chances de melhora.

Sendo assim, tenha sempre m profissional bem perto de você: Consulte seu fonoaudiólogo!!

Fonte: www.fonoaudiologia.med.br
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Mal de Parkinson


A doença de Parkinson é uma patologia neurológica que aparece como resultado de uma perda de neurônios pigmentados, localizados na substância negra do mesencéfalo. Estes neurônios têm como função à produção de dopamina como neurotransmissor. A dopamina exerce uma função inibidora importante no controle central dos movimentos. (BRUNNER, 2000: 1512) "É considerado uma síndrome extrapiramidal, na qual ocorre uma degeneração da substância negra, com envelhecimento de sua estrutura, sendo um processo lento, progressivo e irreversível"(MALTA, 1992 :01).As principais características clínicas, em fonoaudiologia, encontradas nos indivíduos com Doença de Parkinson são: - Disartria extrapiramidal (dificuldades na articulação dos sons, presença de distorção dos mesmos)... Aumento da velocidade da fala, redução da inteligibilidade de conversação... Redução da habilidade de elevar a língua e da integibilidade da descrição, movimentos incoordenados da língua na fala, Disfagia (dificuldades na alimentação, onde o idoso não consegue se alimentar).
Na Doença de Parkinson existe uma lesão no sistema extrapiramidal que é responsável pela regulação dos movimentos automáticos, assim como pela regulação do tônus e da postura. (MACHADO, 2000: 310). Uma lesão neste sistema, não provoca paralisia (ausência total dos movimentos), mas a presença de movimentos involuntários, espontâneos e alterações no tônus. Os distúrbios clínicos encontrados nos portadores de doença de Parkinson são: tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural.
"O parkinsonismo ocorre com maior freqüência a partir dos 50 ou 60 anos de idade, tem um início insidioso e é lentamente progressivo em todos os pacientes, embora o grau e o índice do desenvolvimento da doença variem de caso para caso." (MURDOCH, 1997: 206).
De acordo com (BITTENCOURT, TROIANO E COLLARES, VOL. 30, 2001: 38),esta doença acomete qualquer indivíduo independente de sua compopsição étnica - econômico - cultura e social. Aceita - se uma prevalência de 85 - 187 / 100.000 habitantes manifestando - se entre 50 - 60 anos de idade. Além disso, é aceito que 5 a 10 % dos pacientes com Doença de Parkinson possui um caráter familial hereditário de transmissão autossômica dominante.
"Homens e mulheres parecem ser igualmente afetados. O Parkinsonismo se coloca atrás das doenças cerebrovasculares e da artrite como a terceira doença crônica mais comum da faixa etária adulta avançada. A incidência e a prevalência aumentam com a idade, sendo mais comum entre a sexta e a oitava década de vida.

A expectativa de vida hoje é próxima da normal, mas há um risco duas vezes maior de morte estreitamente relacionada com as quedas devidas a distúrbios na macha."(JAIN e FRANCISCO, 2002: 1090).

De acordo com MURDOCH, 1997: 207, a Doença de Parkinson é essencialmente uma doença crônica de caráter progressivo, os sintomas costumam ter início insidioso e assimétrico. Esta patologia possui quatro grupos de sintomas essenciais, descritas como parte do contexto sintomático, a qual inclui: tremor, rigidez, bradicinesia e alterações do equilíbrio postural. O grau em que esses sinais ocorrem, variam de caso para caso.direito. O alimento pode percorrer o caminho errado, caindo no pulmão e desenvolvendo pneumonias aspirativas, com risco de óbito)redução de movimentos alternados da língua e babacão/sialorréia." (SIC) (MURDOCH, 1997).

Para uma boa qualidade de vida e manutenção do quadro do paciente, o fonoaudiólogo deverá efetuar uma avaliação, orientação familiar e tratamento com atuação multidisciplinar.Caso tenha observado dificuldades na alimentação, fala, organização do pensamento, audição e linguagem escrita , com momentos de pioras; talvez seja o momento de procurar auxílio fonoaudiológico.

Revolução contra o Mal de Parkinson

Implante de eletrodo no cérebro reduz os sintomas e dá qualidade de vida ao paciente
Rio - Com a ajuda de dois aparelhos, implantados no cérebro e no peito, pacientes que sofrem do Mal de Parkinson retomam a habilidade motora e a qualidade de vida. Método revolucionário no Brasil, a Cirurgia de Estímulo Cerebral Profundo ameniza sintomas como tremores, rigidez nos membros e lentidão. Há 16 anos com a doença, o ator Paulo José, 72, foi submetido ao procedimento, como O DIA mostrou ontem.


Médico responsável pela operação do ator, o chefe de neurocirurgia da Clínica São Vicente, Paulo Niemeyer, explica que o procedimento é recomendado para casos avançados, “quando remédios não apresentam mais resultado satisfatório”. Com o paciente acordado, um eletrodo, com fio de 15 cm, é introduzido no cérebro por um orifício no crânio, e acoplado ao local da lesão. Depois, sob anestesia geral, médicos fazem um corte superficial na pele para implantar bateria próximo ao peito.

“O eletrodo do cérebro fica conectado a bateria semelhante a marcapasso cardíaco. O paciente fica acordado para relatar os efeitos do eletrodo sobre os movimentos prejudicados”, explica o especialista.

REDE PÚBLICA SEM MATERIAL

Na rede privada, o procedimento é de altíssimo custo. Somente os aparelhos são avaliados em R$ 100 mil. O Hospital do Fundão é a única unidade pública do Rio credenciada pelo Ministério da Saúde para realizar a cirurgia. Apesar disso, porém, nunca recebeu o aparelho estimulador (eletrodo e bateria) para fazer de fato as operações, segundo o chefe da neurologia da unidade, Jorge Marcondes. Até hoje, o Fundão só fez três procedimentos, em que os pacientes entraram na Justiça para que o ministério enviasse o material. Marcondes afirma que a obtenção do equipamento é uma das lutas do hospital. O Ministério da Saúde não comentou o caso.

Parkinson é uma doença causada pela falta de dopamina, substância produzida pelos neurônios, que atua nos movimentos. A causa ainda é desconhecida, mas pode ser genética ou por intoxicação. Em geral a doença afeta pessoas com mais de 60 anos.

Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2009/10/revolucao_contra_o_mal_de_parkinson_42000.html
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Orientações aos familiares de Afásicos


Afasia é a perda total ou parcial da faculdade de se expressar pensamentos por meio da fala, escrita ou gestos, podendo também interferir na compreesnão daquilo que é falado. Ou seja, além do paciente possuir dificuldades na fala, escrita ou gestos; o mesmo pode também apresentar dificuldades em entender aquilo que as pessoas falam com ele. De nada tendo haver com um problema de inteligência ou dificuldades auditivas /surdez.

A Afasia pode ser consequências diversas: AVS, infartos, embolias, aneurismas, tumores cerebrais, plesando uma determinada área do cérebro responsável pelos movimentos voluntários e até mesmos involuntáios, dependendo do caso.

O tratamento é feito multidisiplinar :Médico, fonoaudiólogo e áreas afins a patologia.

A Afasia não gera apenas prejuízos na área de linguagem, mas também, na psicológica (os indivíduos se tornam introvertidos, mal-humorados ,nervosos, tristes e desanimados) o desejo sexual continua presente ,mas, a impotência para ereção pode aparecer; dentre outras características.

É sempre bom conversar com seu fonoaudiólogo para que possa melhor direcioná-lo, junto à equipe, a melhor conduta a ser praticada.



Nestes casos a famíia deverá ter conhecimento sobre:

- As perdas que o Afásico sofre no dia - a - dia e como ajudar

- Como pode melhorar a relação com o familiar em casa

- A melhora do paciente e sua recuperação depende da lesão e do quanto o mesmo é estimulado. É importante assim, dar sequência e sem faltar o tratamento, para não atrapalhar a organização cerrebral do paciente e sua melhora. Para tanto qualquer falta, poderá comprometer SERIAMENTE o desenvolvimento do paciente.

- Não tratar o paciente como criança.

- Respeite sua opinião e vontades, ele tem sentimentos como você. A independência futura dele começa pelas suas atitudes.

- Se o paciente possuir dificuldades em suas atividades íntimas,como o banho ou ir ao banheiro, procure um familiar que já o ajudava anteriormente para não constranger ainda mais o mesmo.

- Faça com que o mesmo retorne suas atividades paulatinamente, e aos poucos. Ex: Ao invés de ficar de pijama o dia todo, peça que o mesmo troque de roupas e ajude nas atividades fáceis em casa.

- Não obrigue o mesmo a participar de atividades que não queira.

- Evitar assuntos como doenças, cobranças, que possam atrapalhar o desenvolvimento do paciente.

- É normal ora o paciente responder corretamente, ora não conseguir. O importante é sempre encorajá-lo a participar.

- Mesmo que o paciente apresente dificuldades no manuseio de objetos, encorajálo a fazer sempre, mesmo que não saia 100 % correto. Ele chegará lá.

-Quanto a comunicação, sempre assente-se de frente ao mesmo, dando importância ao que o paciente fale.

- Quando a família perceber que o paciente estiver apresentando dificuldades para compreender uma açõa, faça uso de objetos concretos.Ex: Pergunte: "Que almoçar?-Segure o prato e pergunte!"

- Fale com o paciente com velocidade normal, sem cortar ou separar sílabas lentamente.

- Quando o pacienteestiver reunidos com muitas pessoas, fale uma pessoa de cada vez; falando semrpe frases curtas e simples.

- Quando não conseguir falar uma palavra ou se expressar muito bem, não cobre, apenas dê o modelo correto.

- Elogie seus progressos, nunca demosntre ansiedade ou critique.

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Qualidade de vida do idoso


A Fonoaudiologia atua com o paciente idoso (Fonoaudiologia Gerontológica), independente de sua idade cronológica, tem como objetivos principais:

1. Diagnosticar alterações auditivas (perda de audição progressiva e sua associação a possíveis patologias existentes), vestibulares (tontura, vertigem, desequilíbrio corporal);
2. intervir nos distúrbios da comunicação (Fala, leitura e escrita com prejuízos após alterações neurológicas);
3. Reequilibrar alterações mio funcionais (Mastigação, deglutição, respiração );
4. Evitar possíveis danos nos processos fonatórios e cognitivos (Doenças degenerativas/ manutenção da qualidade de vida);
5. Facilitar o retorno á alimentação por via oral, visando a reabilitação dos órgãos envolvidos com a aparelhagem fonatória, quando paciente está fazendo uso de sonda;
6. Diminuir ou evitar o uso de sondas enterais;
7.Evitar internação ou reinternação por recorrência ou ocorrência de pneumonia aspirativa, como por exemplo. Na Fonoaudiologia Gerontológica, o fonoaudiólogo atua com eficácia nas Síndromes Demenciais onde as principais alterações clínicas são: o comprometimento da memória e outros distúrbios como: apraxia, agnosia, afasia ou alterações da função executiva, também incluem déficit de atenção e concentração, alterações do comportamento e sinais psiquiátricos. Algumas formas de demências acontecem na doença de Alzheimer, doença de Pick, distúrbios degenerativos subcorticais, demências vasculares, neoplásicas, traumáticas, infamatórias, tóxicas e metabólicas, doenças mielínicas associadas às demências. O tratamento fonoaudiológico tem como objetivo: Preservar, manter e desenvolver a independência emocional, física e social do paciente (qualidade de vida);
» Favorecer atitudes que encorajem a individualidade do paciente com o adulto, sua dignidade, seu auto-respeito e sua capacidade de escolha;
» Buscar a adequação comportamental e o alívio do stress do paciente, dos familiares e cuidadores;
» Estimular a interação e aspectos de comunicação social;
» Promover um ambiente adequado para a realização das suas rotinas diárias;
» Melhorar a qualidade de vida em geral do idoso.
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Disfagia: Dúvidas frequentes


O que é disfagia?
É um conjunto de sintomas e características que afetam a qualidade de *deglutição (*a forma de engolir). A coordenação da deglutição envolve a participação de nervos e músculos da boca, face,garganta (laringe , faringe) até o estomago.

O que é pneumonia aspirativa?
Quando o alimento que entra pela boca, ao ser deglutidoengolido; entra na via aérea (via respiratória).
Ou quando o alimento que vem do estomago por meio do refluxo e vômito é aspirado no pulmão. Ambos podem ocasionar pneumonia aspirativa e levar o paciente à óbito.

Quais as causas mais comuns da disfagia?
Cãncer, acidentes automobilísticos, derrame (acidente vascular cerebral), doenças neurológicas infantis e do adulto, doenças gástricas do recém-nascido, criança ou adulto e até mesmo a retirada de estruturas responsáveis pela deglutição.

Existe apenas um tipo de disfagia?
Não, existem mais tipos. De acordo com a classificação geral, podemos ter:
Disfagia preparatória oral: dificuldade de obter o alimento, mastigá-lo, misturá-lo com saliva e formar o bolo alimentar.
Disfagia oral: dificuldade em controlar o bolo e transportar para região posterior da boca.
Disfagia faríngea: dificuldade na deglutição quando o alimento está na região posterior da boca e região superior da faringe (garganta). Dificuldade em fechar a aérea (respiração) à deglutição.
Disfagia esofágica: é caracterizada por dificuldade da deglutição quando o alimento já entrou no esôfago.

Como é tratado a disfagia?
Dependendo do grau de compremetimento se fará as escolhas de tratamento. Os seguintes profissionais estão envolvidos no tratamento: fonoaudiólogo, neurologista, pediatra, otorrinolaringologista, gastroenterologista, pneumologista, cirurgião de cabeça e pescoço, oncologista, radioterapeuta, dentista, , nutricionista, enfermeiro, psicólogo; entre outros. OPneumologista, gastro e fono; geralmente participam de todo o processo terapêutico.

Como a Fonoaudiologia trata a disfagia?
Realizando o Gerenciamento dos distúrbios da deglutição e da alimentação via oral por meio de exercícios terapêuticos, manobras facilitadoras e protetoras das vias respiratórias.
Também pode participar na realização dos exames complementares dos transtornos da deglutição (videofluoroscopia – exame dinâmico de imagem e nasofibroscopia de deglutição).

O que é alimentação terapêutica?
Quando a disfagia é severa e faz utiização de sondas, o paciente poderá deglutir em situações controladas, geralmente pela fonoaudióloga ou enfermeira treinada pela fonoaudióloga. A alimentação oral será ministrada em quantidade e consistência específica de acordo com a habilidade do paciente. A necessidade nutricional será suprida através da alimentação alternativa (sondas enterais ou gástricas). A medida que o paciente melhora, os membros da família e/ou cuidadores auxiliam nos treinos.

Se você se identificou com essas dúvidas e possui um conhecido nesta situação; mande suas dúvidas pelo site ou marque uma consulta!
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Atuação da Fonoaudiologia na Disfagia


Disfagia é um distúrbio da deglutição, em diferentes fases: preparatória oral, faríngea e esofágica, afetando crianças e adultos. A deglutição acontece de forma imprecisa e lenta, com diferentes alimentos. Não é uma doença e sim um sintoma de um AVC, ou , um traumatismo craniano; como por exemplo.


É também definida como uma dificuldade em deglutir ou uma sensação de comida "presa" na garganta ou no esôfago. As causas incluem a obstrução mecânica e os distúrbios na motilidade dos músculos da cavidade oral, da faringe ou esôfago. É útil distinguir a disfagia causada por doenças que afetam a orofaringe daquela que é devida a distúrbios esofágicos.

A disfagia orofaríngea pode ser causada por uma obstrução mecânica, mas geralmente resulta de motilidade no comportamento de origem neuromuscular.

Os pacientes podem apresentar uma regurgitação nasal e tosse durante a deglutição, como resultado de uma anormalidade na transferência do bolo alimentar da cavidade oral para o esôfago. Freqüentemente, existe evidência de um distúrbio neurológico generalizado, sendo a disfagia um deles e, possivelmente, a única manifestação.

A disfagia esofágica é mais freqüentemente devida a uma obstrução mecânica. Em muitos pacientes, é possível distinguir uma causa mecânica de uma anormalidade na motilidade através da obtenção de uma história cuidadosa.

Tipicamente, a obstrução mecânica é caracterizada inicialmente pela disfagia a sólidos e líquidos. A sua rápida progressão sugere fortemente um processo neoplásico.

Em contraste com a disfagia devida à obstrução mecânica, os distúrbios da motilidade esofágica estão geralmente associados a disfagia a líquidos e sólidos desde o seu estabecimento.

Os pacientes com comportamento da motilidade esofágica podem apresentar dor torácica e descobrir manobras, como deglutir repetidamente e a valsalva, que alivia a disfagia.

A progressão rápida não é um aspecto proeminente da disfagia devida a uma motilidade anormal. Pirose, perda de peso, regurgitação da comida, tosse e chiado ocorrem tipicamente com a obstrução esofágica, mas podem estar associados a uma motilidade anormal.

Os principais sintomas são:
» tosse, durante ou após deglutição ou "voz molhada";
» pigarro durante ou após deglutição;
» modificação na dieta (consistência, quantidade);
» presença de sialorréia;
» variação de peso;
» incoordenação respiratória enquanto dorme;
» mudança na postura de cabeça durante alimentação;
» utilização de algum medicamento.

As causas mais comuns da disfagia são problemas neurológicos como:
» AVC (acidente vascular cerebral) e TCE (traumatismo crânio encefálico);
» doença de Parkinson;
» mal de Alzheimer;
» miastenia grave;
» disfagia muscular;
» esclerose lateral amiotrófica (ELA);
» paralisia cerebral.A Reabilitação Fonoaudiológica trata-se de restabelecer a função normal, ou compensatória, fazendo com que o paciente consiga se alimentar normalmente e reduzindo a probabilidade da utilização ou indicação do uso de sonds para a alimentação; acontecendo em 2 níveis:1. A reabilitação propriamente dita, pode ser feita através das técnicas
» passivas e ativas 2. O gerenciamento das alterações de deglutição e treinamento junto ao paciente e familiares.

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Fonoaudiologia no Mal de Alzheimer


Com o crescimento da expectativa de vida a atuação fonoaudiológica é cada vez mais freqüente em doenças progressivas, degenerativas como a Doença de Alzheimer , que acometem com maior prevalência a crescente população idosa.

Surge então a necessidade do conhecimento real, claro e principalmente científico para que a fonoaudiologia possa dispor de suas técnicas e procedimentos em favor da qualidade de vida do portador da Doença de Alzheimer, contribuindo efetivamente para o precoce diagnóstico, através do conhecimento de sua sintomatologia cognitiva inicial, e para o tratamento, pois como veremos a seguir as principais queixas são referentes ao distúrbio de linguagem que progressivamente se instala.

Relato de uma Demência

Uma mulher de mais de 50 anos foi internado em um hospital por causa do comportamento cada vez mais estranho. Sua família informou que ela tinha vindo a manifestar problemas de memória e
fortes sentimentos de inveja. Ela também tornou-se desorientado em casa e estava escondendo os objetos. Durante um exame médico, a mulher era incapaz de se lembrar
nome de seu marido, o ano, ou quanto tempo ela tinha estado no hospital. Ela sabia ler, mas não parece entender o que leu, e ressaltou a
palavras de uma forma invulgar. Às vezes ela ficou agitada e parecia ter alucinações e medos irracionais. Auguste Deter foi a primeira pessoa relatado (em 1901) para ter a forma de demência, agora conhecida como doença de Alzheimer. A doença é nomeada após Alois
Alzheimer, o médico alemão que primeiro o descreveu. A doença de Alzheimer é a principal causa de demência. Depois de Auguste Deter morreu em 1906, os médicos examinaram
seu cérebro e descobriram que ele parecia encolhido e continha várias características incomuns, incluindo pedaços de placas estranhas e fibras de proteína chamada emaranhado
no interior das células nervosas.

Qual é a demência?

A demência não é uma doença específica. É um termo descritivo para um conjunto de sintomas que podem ser causados ​​por uma série de distúrbios que afetam o cérebro.
Pessoas com demência têm significativamente prejudicada funcionamento intelectual que interfere com as atividades normais e relacionamentos. Eles também perdem
capacidade de resolver problemas e manter o controle emocional, e podem sofrer alterações de personalidade e problemas comportamentais como agitação, delírios,
e alucinações. Embora a perda de memória é um sintoma comum de demência, perda de memória por si só não significa que uma pessoa sofre de demência. Médicos diagnosticam
demência se duas ou mais funções do cérebro - tais como a memória, habilidades de linguagem, percepção, ou habilidades cognitivas, incluindo o raciocínio e julgamento - são
significativamente prejudicada, sem perda de consciência.

Doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência em pessoas com 65 e mais velhos. Especialistas acreditam que até 4 milhões de pessoas nos Estados Unidos
actualmente vivem com a doença: uma em cada dez pessoas com idade acima de 65 anos e quase metade das pessoas acima de 85 têm a doença de Alzheimer. Pelo menos 360 mil norte-americanos
são diagnosticadas com a doença de Alzheimer a cada ano e cerca de 50.000 são relatados para morrer com ele. Na maioria das pessoas, os sintomas da doença de Alzheimer aparecem depois
60 anos de idade. No entanto, existem algumas formas de início precoce da doença, geralmente ligado a um defeito genético específico, que pode aparecer logo aos 30 anos de idade. Alzheimer
doença geralmente causa um declínio gradual nas habilidades de pensamento, geralmente durante um período de 7 a 10 anos. Quase todas as funções cerebrais, incluindo memória,
movimento, linguagem, julgamento, comportamento e pensamento abstrato, são eventualmente afetadas.

A doença de Alzheimer é caracterizada por duas anomalias no cérebro: as placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. placas amilóides, que são encontrados no
tecido entre as células nervosas, são aglomerados incomum de uma proteína chamada beta-amilóide, juntamente com pedaços de degeneração dos neurônios e outras células. Neurofibrilares
emaranhados são feixes de filamentos torcidos encontrados dentro dos neurônios. Esses emaranhados são maioritariamente compostas por uma proteína denominada tau. Em neurônios saudáveis, a proteína tau
auxilia no funcionamento dos microtúbulos, que são parte do suporte estrutural da célula e fornecer as substâncias ao longo da célula nervosa. No entanto, em
A doença de Alzheimer tau, é alterado de uma forma que faz com que ele toque em pares de filamentos helicoidais que coletam em confusões. Quando isso acontece, o
microtúbulos não podem funcionar corretamente e se desintegram. Este colapso do sistema do neurônio de transporte podem prejudicar a comunicação entre as células nervosas
e levá-los a morrer. Os investigadores não sabem se as placas amilóides e emaranhados neurofibrilares são prejudiciais ou se são apenas efeitos colaterais da doença
processo que danifica os neurônios e provoca os sintomas da doença de Alzheimer. Eles sabem que as placas e emaranhados normalmente aumentam no cérebro como a doença de Alzheimer progride.




Nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, os pacientes podem sofrer perda de memória, lapsos de julgamento e sutis mudanças na personalidade. Como o transtorno
progride, problemas de memória e linguagem piorar e os pacientes começam a ter dificuldade para realizar atividades da vida diária, tais como equilibrar um talão de cheques ou
lembrar de tomar os medicamentos. Eles podem tornar-se desorientado sobre locais e horários, podem sofrer desilusões (como a idéia de que alguém está roubando-lhes
ou que o cônjuge está sendo infiel), e pode tornar-se irritadiço e hostil. Durante as fases tardias da doença, os pacientes começam a perder a capacidade
para controlar as funções motoras, tais como deglutição, ou perder o controle da bexiga e do intestino. Eles acabam por perder a capacidade de reconhecer membros da família e de falar. Como
a doença progride, começa a afetar as emoções da pessoa e do comportamento e desenvolvem sintomas como agressividade, agitação, depressão, insônia,
ou ilusões. Em média, os pacientes com doença de Alzheimer vivem de 8 a 10 anos após serem diagnosticados. No entanto, algumas pessoas vivem contanto que 20 anos.
Pacientes com doença de Alzheimer freqüentemente morrem de pneumonia de aspiração, porque eles perdem a capacidade de engolir tarde no curso da doença.

Na Doença de Alzheimer o quadro surge de modo insidioso porém o decorrer da Doença pode ser dividido em fases:

Durante a Fase Inicial pode ser observado:

• Perda da memória recente e fixação;
• Dificuldade para aprender e reter novas informações;
• Falta a abstração;
• Dificuldade progressiva para as AVDs;
• Dificuldade em lembrar de nomes e não guarda mensagens simples;
• Pode relatar momentos de desorientação têmporo-espacial;
• Boa coordenação porém pode ter reflexos diminuídos

A Intervenção Terapêutica baseia-se na Estimulação Cognitiva onde são enfatizados:

• A Recuperação das informações através de pistas.
• As compensações através da memória PROCEDIMENTAL E IMPLÍCITA.
• Estimulação ao aprendizado, a satisfação o interesse, a alegria
• Estimulação das funções executivas de maneira graduada, como: estudar, ler, reler, fazer resumos, recordar materiais já estudados.

Durante a Fase Intermediária da Doença observa-se o agravamento do sintomas:

• A Memória anterógrada está prejudicada;
• O indivíduo pode lembrar de fatos remotos porém não mantém fatos recentes;
• A desorientação espacial está mais agravada podendo se perder dentro da própria casa;
• Desorientação quanto ao dia, mês, ano;
• Quanto a motricidade pode ser observado tremores em extremidades;
• O comportamento se mostra mais apático, sem iniciativa;
• Agitação psicomotora, perambulações são freqüentes nesta fase.

Quanto a linguagem:

• Instala-se o quadro AFÁSICO-AGNÓSICO-APRÄXICO com a presença de PERSEVERAÇÕES;
• A fala pode apresentar-se mais lenta BRADILALIAS
• A AGRAFIA é freqüente;
• Substituições de palavras PARAFASIAS
• Dificuldade em compreender sentenças complexas
• Não faz cálculos simples
• Perda do poder perceptivo-sensorial (auditivo, visual, tátil)

Na fase intermediária deve-se auxiliar o cuidador a conviver com o paciente,
individualizando a abordagem fornecendo informações claras e práticas com relação a doença e os cuidados.

Orientando quanto:

• A Manutenção da normalidade.
• Preservação da comunicação
• Não testar o paciente
• Estabelecer rotinas
• Oferecer pistas de orientação têmporo-espacial
• Evitar Confrontos
• Promover segurança;
• Quanto a alimentação:
- O paciente pode esquecer que já se alimentou;
- Pode não recordar de como utilizar os talheres;
- Os sinais de DISFAGIA são freqüentes exigindo avaliação do profissional fonoaudiólogo para investigação da causa ;

A Fase Final da Doença os familiares e cuidadores muitas vezes encontram-se mais envolvidos com a atual situação, pois o demenciado:

• Não reconhece os familiares;
• Não se reconhece no espelho;
• Encontra-se desorientado;
• Quando deambula aumentam os risco de quedas;
• Quanto a linguagem pode apresentar ECOLALIAS evoluindo para o MUTISMO;
• Total dependência para AVDs

A Intervenção Terapêutica Fonoaudiológica durante a Fase Final da Doença de Alzheimer deve ser baseada:

• Manutenção da dignidade;
• Fornecer um ambiente seguro;
• Manutenção do quadro clínico, evitando complicações respiratórias e agravamentos;
Ao cuidador prestar toda a orientação e apoio possível.


"Acreditamos portanto, que sempre há algo que possamos tentar,
(...) algo a mais que possamos fazer
(...) que possa quebrar o isolamento em que vivem."
Técnica de Reabilitação Cognitiva

Meus queridos leitores, colegas de trabalho e apreciadores deste blog, resolvi postar esta matéria, por que há anos venho estudando sobre esta triste doença que destrói tantas famílias, tantos sonhos e a dignidade de quem à possui. Infelizmente venho sofrendo há algum tempo, por "depender" dessa doença também em "minha vida" e na vida de minha família. Minha avó à possui, e hoje ela não me reconhece mais. Existem picos de lucidez, que às vezes me causa momentos de felicidade misturado com pontos de pura angústia, por que logo sei que essa tamanha lucidez que de fato é mínima, acabará em alguns segundos. Quando vou vê-la, passo horas conversando com ela tentando resgatar histórias, que ao longo do tempo se perderam em sua memória, mas ainda restam alguns resquícios que mesmo pequeninos aproveito-os para estimulá-la. Algumas vezes consigo resultados ótimos, principalmente quando nenhum fator orgânico esteja atrapalhando, como por ex: infecção urinária ou pneumonia por broncoaspiração que às vezes acontece. Mas continuo em uma luta constante para tê-la presente não somente de corpo mas também de "alma", digo isto porque tento mantê-la viva não em sentido orgânico mas também espiritual, porém, muitas vezes me frustro pois nem sempre isso é possível. Costumo dizer que ela ainda é minha avó, mas eu não sou mais sua neta, ela está em mim, mas não estou mais nela. Eu à perdi, sem realmente perdê-la. Ela está aqui, mas não está mais! Pra quem tem alguém na família com esta doença e passa por esse sofrimento, hoje no Brasil contamos com o site da ABRAZ que traz valiosas informações e ainda contamos com um projeto de amparo à família. Logo abaixo deixo o link do site para quem deseja maiores informações. Quem quiser pode postar o comentário sobre a matéria, ok? Abraço à todos!!! Aqui posto uma foto minha e da minha querida avó!

www.abraz.com.br


Fonte: Pró-Fala.com
Sistema Nervoso. com
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A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”