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Seu filho (a) tem problemas com leitura?


Seu(a) filho(a) tem problemas com leitura? Tem dificuldade em memorizar e compreender o que lê? Queixa de dores de cabeça, cansaço ou outros sintomas físicos quando está diante de algum texto? Omite ou “salta” palavras quando lê? Então, ele pode ter um tipo específico de distúrbio do processamento perceptual, que é chamado Síndrome de Sensibilidade Escotópica (SEE), Sídrome de Irlen ou Dislexia de Leitura.

As pessoas que apresentam tal síndrome relatam que a luminosidade, o contraste, o tamanho da impressão, o trabalho e o esforço de compreensão afetam negativamente o desempenho na leitura, bem como na realização de outras tarefas (por se tratar de uma distorção visual). Essa síndrome pode ou não estar associada a outras dificuldades de aprendizagem tais como: Déficit de atenção e Hiperatividade, problemas comportamentais e emocionais, sensibilidade à luz (fotofobia), dislexia, certas condições visuais médicas, entre outras.

A Dislexia de Leitura afeta pessoas de todas as idades e está relacionada a uma desorganização no processamento cerebral das informações pelo sistema visual. O esforço despendido no processamento das informações visuais torna a leitura mais lenta e segmentada, o que compromete a cognição e a memorização. Atenção, motivação, concentração e desempenho também são afetados.

O diagnóstico é feito por profissionais devidamente capacitados e autorizados para tal avaliação. O método utilizado é a Escala Perceptual de Leitura Irlen (EPLI) que, identifica e avalia os níveis em que os indivíduos cuja vida acadêmica tem sido dificultada pela síndrome de Irlen e conscientiza o cliente de suas condições.

O tratamento é feito com as Lâminas Seletivas; estas são colocadas sobre os textos com o objetivo de proporcionar conforto, nitidez, estabilidade e fluência durante a leitura. Além disso, as lâminas oferecem uma melhora na compreensão, manutenção da atenção à leitura por tempo mais prolongado e na memória a curto e longo prazo. Visa, desta forma, reduzir o stress visual e suas repercussões no processamento cerebral da informação visual causado pela Dislexia de Leitura.
 
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Os diferentes estilos de aprendizagem de cada criança

Os diferentes estilos de aprendizagem de cada criança

Cada indivíduo possui e apresenta uma maneira própria de aprender, a forma individual de adquirir conhecimento é definida como Estilo de Aprendizagem. Por exemplo: algumas crianças aprendem com maior facilidade cantando músicas, outras através de brincadeiras, brinquedos pedagógicos, entre outros. 
Sendo o Estilo de Aprendizagem um aprendizado pessoal e único, vale ressaltar que não se trata do que o indivíduo aprende e sim a forma que ele utiliza durante o aprendizado. 
No intuito de identificar qual o melhor tipo de abordagem para seu aluno ou filho, fazendo com que crie e oriente estratégias educacionais personalizadas de acordo com o perfil de aprendizagem e proporcionando um aprendizado de forma prazerosa e com maior facilidade, conheça os tipos de aprendizagem existentes, bem como a maneira ideal de ser utilizada. 
 

Os sete tipos de Estilo de Aprendizagem identificados no indivíduo: 

Físico: definido como o indivíduo que utiliza bastante a expressão corporal, as pessoas que apresentam esse perfil geralmente são inquietos, bisbilhoteiros e “destruidores” de brinquedos, pois buscam saber como ocorre o funcionamento desses. Interagem melhor através do contato manual e corporal, costumam ter gosto pela prática de esportes, dança, invenção e construção de algo. 
Segue abaixo algumas atividades recomendadas aos indivíduos que apresentam esse Estilo de Aprendizagem: 
Sugestões de atividades: 
• Realizar aulas práticas com montagens e construções de objetos e simulações; 
• Incluir aulas virtuais em computadores; 
• Alternar momentos teóricos e práticos durante a aula. 

Intrapessoal: definido como o indivíduo que apresenta característica introspectiva, costuma ser solitário, tímido, anti-social, porém costumam apresentar melhor desempenho quando deixados à vontade. 
Na escola tendem a identificar melhor com atividades de escrita, pesquisa e 
projetos independentes, apresentando raciocínio lógico muito apurado e são bastante reflexivos.
Sugestões de atividades: 
• Realizar projetos independentes com eles; 
• Devido ser considerados pesquisadores natos, pode requisitar inúmeros trabalhos de pesquisas; 
• Evitar trabalhos em grupo, pois apresentam melhor desempenho em atividades isoladas. 

Interpessoal: definido como um indivíduo extrovertido, relaciona-se melhor com o mundo através de suas interações com os outros, apresenta melhor entendimento com pessoas que trabalham em grupo. São considerados prestativos e autênticos, apresentam melhor desempenho em atividades com equipes esportivas, grupos de discussões e organização de eventos, trabalhos de pesquisa em grupo, ou trabalho em pequenas equipes. 
Sugestões de atividades: 
• Realizar projetos em grupos; 
• Organizar trabalhos onde possam lidar com o público, como debates e entrevistas. 

Linguístico ou Verbal: definido como o indivíduo que apresenta maior facilidade em se expressar com palavras, são consideradas como “devoradores” de livros, sendo extremamente cultas, sempre tem domínio do assunto que é abordado. São simpatizantes de atividades que envolvem o uso da palavra falada, escrita de poemas e leitura literária. 
Sugestões de atividades: 
• Realizar projetos literários, concursos para redação de textos publicitários; 
• Realizar debates de temas polêmicos; 
• Criar peça de teatro, etc. 

Matemático: geralmente esses indivíduos utilizam mais o pensamento (raciocínio lógico), números, padrões e seqüências, contagem e classificação de objetos, criação de tábuas cronológicas e tabelas, e solução de problemas complexos. São considerados gênios matemáticos e tendem a ser apaixonados por jogos. 
Sugestões de atividades: 
• Ensinar atividades que tenha como comprovar a resolução; 
• Realizar projetos que propiciem a organização e classificação de coisas e objetos; 
• Realizar projetos de pesquisas científicas ou comportamentais. 

Musical: são indivíduos que se interessam mais por sons e músicas, geralmente vivem cantando ou entoando algum som, mesmo com a boca fechada. Apresentam habilidade natural para interagir e entender os sons, musicais ou não. 
Sugestões de atividades:
• Realizar projetos para criação de teatros musicais; 
• Escrever letras para músicas já existentes; 
• Realizar projetos de pesquisa, biografia e bibliografia musicais; 
• Realizar projetos para criação de trabalhos em multimídia. 

Visual: são indivíduos que tendem a explorar mais o aspecto visual das coisas, apresentando um talento natural para lidar com cores e harmonizar ambientes. Identificam-se através de pinturas, imagens, bem como criação de artes gráficas. 
Sugestões de atividades: 
• Criar projetos voltados para a criação de cenários para peças de teatro; 
• Criar um Site para a turma ou escola; 
• Solicitar apresentações multimídia dos trabalhos da escola; 
• Realizar projetos com interpretação de mapas, diagramas e obras de arte; 
• Trabalhar com ilustrações, gráficos, slides e filmes nas aulas. 

É importante esclarecer que uma pessoa pode apresentar mais de um estilo de aprendizagem, mas geralmente tende a ter o estilo primário tido como o dominante e o secundário.

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Dificuldades Específicas de Aprendizagem - Sinais de Alerta

Linguagem (audição, fala, compreensão, interpretação da leitura; soletrar e expressão escrita), matemática (raciocínio, solução de problemas e cálculo), controlo motor e comunicação (expressão não verbal, défice programação fonológica, gaguez) são as capacidades que mais sofrem o impacto das dificuldades específicas de aprendizagem, que são assim classificadas e explicadas:

► Dislexia: uma perturbação que afecta a leitura e a aprendizagem baseada na linguagem. Frequentemente, os disléxicos têm problemas com ortografia e com capacidades de evocação (de lembrar ou reconhecer) de palavras comuns, o que leva à uma compreensão deficiente dos assuntos. Essas dificuldades resultam tipicamente do défice no componente fonológico da linguagem que é inesperado em relação às outras capacidades cognitivas consideradas na faixa etária. A estes sintomas, acrescentam-se a escrita «mal feita» e dificuldades para compreenderem o que lêem.

► Discalculia: uma perturbação que afecta a aritmética, a matemática, os cálculos. Dificuldade para compreender conceitos matemáticos positivos e negativos, de valor e quantidade, dias, semanas, meses, estações, etc., complicando-se para numerar linhas, realizar tarefas matemáticas de somar e diminuir e para resolver problemas, ainda que simples. Dificuldades no uso de fracções e para estabelecer sequências de informação e de eventos, reconhecer modelos de adição, subtracção, multiplicação e divisão e para trabalhar com os passos das operações aritméticas, para além das dificuldades em organizar os problemas na folha de papel, alinhar os números nas contas e chegar ao fim das divisões longas.

► Disgrafia: perturbação relacionada com a letra manuscrita. Os portadores enfrentam problemas para ‘desenhar’ as letras à medida que as escrevem ou para mantê-las num espaço definido. Tanto a letra de imprensa ou a manuscrita podem acabar ilegíveis, mesmo quando escreve com atenção e devagar. Além disso, misturam o traçado manuscrito com as letras de imprensa, as maiúsculas com as minúsculas, formas, tamanhos e tipos, sendo visível um espaçamento inconsistente. Demonstram dificuldades no planeamento motor e tríade para pegar no lápis é feita muitas vezes de outra forma, não havendo dissociação dos movimentos do pulso com a restante mão. Também apresentam dificuldade para pensar escrever ao mesmo tempo.

► Perturbações do processamento da informação (Disfunção de integração Sensorial): estas são dificuldades relacionadas com a capacidade de processar a informação que recebem através dos sentidos – visão, audição, paladar, olfacto e tacto – apesar de haver integridade na recepção. Estes problemas não estão relacionados com a incapacidade de ver ou ouvir, por exemplo, trata-se unicamente de condições que afectam o modo como o cérebro reconhece, responde, recupera e armazena as informações sensoriais.

Sinais de Alerta para as Dificuldades Especificas de Aprendizagem do tipo Dislexia:

   http://terapiadafalaedesenvolvimento.blogspot.com/
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Transtornos Psicopedagógicos e Fonoaudiológicos

Transtornos psicopedagógicos








Discalculia

A matemática para algumas crianças ainda é um bicho de sete cabeças. Muitos não compreendem os problemas que a professora passa no quadro e ficam muito tempo tentando entender se é para somar, diminuir ou multiplicar; não sabem nem o que o problema está pedindo. Alguns, em particular, não entendem os sinais, muito menos as expressões. Contas? Só nos dedos e olhe lá.
Em muitos casos o problema não está na criança, mas no professor que elabora problemas com enunciados inadequados para a idade cognitiva da criança.
Carraher afirma que:

“Vários estudos sobre o desenvolvimento da criança mostram que termos quantitativos como “mais”, “menos”, maior”, “menor” etc. são adquiridos gradativamente e, de início, são utilizados apenas no sentido absoluto de “o que tem mais”, “o que é maior” e não no sentido relativo de “ ter mais que” ou “ser maior que”. A compreensão dessas expressões como indicando uma relação ou uma comparação entre duas coisas parece depender da aquisição da capacidade de usar da lógica que é adquirida no estágio das operações concretas”...”O problema passa então a ser algo sem sentido e a solução, ao invés de ser procurada através do uso da lógica, torna-se uma questão de adivinhação” (2002, p. 72).

No entanto, em outros casos a dificuldade pode ser realmente da criança e trata-se de um distúrbio e não de preguiça como pensam muitos pais e professores desinformados.
Em geral, a dificuldade em aprender matemática pode ter várias causas.
De acordo com Johnson e Myklebust, terapeutas de crianças com desordens e fracassos em aritmética, existem alguns distúrbios que poderiam interferir nesta aprendizagem:

Distúrbios de memória auditiva:
- A criança não consegue ouvir os enunciados que lhes são passados oralmente, sendo assim, não conseguem guardar os fatos, isto lhe incapacitaria para resolver os problemas matemáticos.
- Problemas de reorganização auditiva: a criança reconhece o número quando ouve, mas tem dificuldade de lembrar do número com rapidez.


 Distúrbios de leitura:
- Os dislexos e outras crianças com distúrbios de leitura apresentam dificuldade em ler o enunciado do problema, mas podem fazer cálculos quando o problema é lido em voz alta. É bom lembrar que os dislexos podem ser excelentes matemáticos, tendo habilidade de visualização em três dimensões, que as ajudam a assimilar conceitos, podendo resolver cálculos mentalmente mesmo sem decompor o cálculo. Podem apresentar dificuldade na leitura do problema, mas não na interpretação.


- Distúrbios de percepção visual: a criança pode trocar 6 por 9, ou 3 por 8 ou 2 por 5 por exemplo. Por não conseguirem se lembrar da aparência elas têm dificuldade em realizar cálculos.



Distúrbios de escrita:
- Crianças com disgrafia têm dificuldade de escrever letras e números.



Estes problemas dificultam a aprendizagem da matemática, mas a discalculia impede a criança de compreender os processos matemáticos.
A discalculia é um dos transtornos de aprendizagem que causa a dificuldade na matemática. Este transtorno não é causado por deficiência mental, nem por déficits visuais ou auditivos, nem por má escolarização, por isso é importante não confundir a discalculia com os fatores citados acima.
O portador de discalculia comete erros diversos na solução de problemas verbais, nas habilidades de contagem, nas habilidades computacionais, na compreensão dos números.
Kocs (apud García, 1998) classificou a discalculia em seis subtipos, podendo ocorrer em combinações diferentes e com outros transtornos:
Discalculia Verbal - dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações.
Discalculia Practognóstica - dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos reais ou em imagens matematicamente.
Discalculia Léxica - Dificuldades na leitura de símbolos matemáticos.
Discalculia Gráfica - Dificuldades na escrita de símbolos matemáticos.
Discalculia Ideognóstica – Dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos.
Discalculia Operacional - Dificuldades na execução de operações e cálculos numéricos.




Na área da neuropsicologia as áreas afetadas são:

Áreas terciárias do hemisfério esquerdo que dificulta a leitura e compreensão dos problemas verbais, compreensão de conceitos matemáticos;
Lobos frontais dificultando a realização de cálculos mentais rápidos, habilidade de solução de problemas e conceitualização abstrata.
Áreas secundárias occípito-parietais esquerdos dificultando a discriminação visual de símbolos matemáticos escritos.
Lobo temporal esquerdo dificultando memória de séries, realizações matemáticas básicas.

De acordo com Johnson e Myklebust a criança com discalculia é incapaz de:

Visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior;
Conservar a quantidade: não compreendem que 1 quilo é igual a quatro pacotes de 250 gramas.
Seqüenciar números: o que vem antes do 11 e depois do 15 – antecessor e sucessor.
Classificar números.
Compreender os sinais +, - , ÷, ×.
Montar operações.
Entender os princípios de medida.
Lembrar as seqüências dos passos para realizar as operações matemáticas.
Estabelecer correspondência um a um: não relaciona o número de alunos de uma sala à quantidade de carteiras.
Contar através dos cardinais e ordinais.

Os processos cognitivos envolvidos na discalculia são:

1. Dificuldade na memória de trabalho;
2. Dificuldade de memória em tarefas não-verbais;
3. Dificuldade na soletração de não-palavras (tarefas de escrita);
4. Não há problemas fonológicos;
5. Dificuldade na memória de trabalho que implica contagem;
6. Dificuldade nas habilidades visuo-espaciais;
7. Dificuldade nas habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis.

De acordo com o DSM-IV, o Transtorno da Matemática caracteriza-se da seguinte forma:
A capacidade matemática para a realização de operações aritméticas, cálculo e raciocínio matemático, encontra-se substancialmente inferior à média esperada para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do indivíduo.
As dificuldades da capacidade matemática apresentadas pelo indivíduo trazem prejuízos significativos em tarefas da vida diária que exigem tal habilidade.
Em caso de presença de algum déficit sensorial, as dificuldades matemáticas excedem aquelas geralmente a este associadas.
Diversas habilidades podem estar prejudicadas nesse Transtorno, como as habilidades lingüisticas (compreensão e nomeação de termos, operações ou conceitos matemáticos, e transposição de problemas escritos em símbolos matemáticos), perceptuais (reconhecimento de símbolos numéricos ou aritméticos, ou agrupamento de objetos em conjuntos), de atenção (copiar números ou cifras, observar sinais de operação), e matemáticas (dar seqüência a etapas matemáticas, contar objetos e aprender tabuadas de multiplicação).



Quais os comprometimentos?

Organização espacial;
Auto-estima;
Orientação temporal;
Memória;
Habilidades sociais;
Habilidades grafomotoras;
Linguagem/leitura;
Impulsividade;
Inconsistência (memorização).

Ajuda do professor:

O aluno deve ter um atendimento individualizado por parte do professor que deve evitar:

Ressaltar as dificuldades do aluno, diferenciando-o dos demais;
Mostrar impaciência com a dificuldade expressada pela criança ou interrompê-la várias vezes ou mesmo tentar adivinhar o que ela quer dizer completando sua fala;
Corrigir o aluno freqüentemente diante da turma, para não o expor;
Ignorar a criança em sua dificuldade.



Dicas para o professor:
· Não force o aluno a fazer as lições quando estiver nervoso por não ter conseguido;
· Explique a ele suas dificuldades e diga que está ali para ajudá-lo sempre que precisar;
· Proponha jogos na sala;
· Não corrija as lições com canetas vermelhas ou lápis;
· Procure usar situações concretas, nos problemas.


Ajuda do profissional:

Um psicopedagogo pode ajudar a elevar sua auto-estima valorizando suas atividades, descobrindo qual o seu processo de aprendizagem através de instrumentos que ajudarão em seu entendimento. Os jogos irão ajudar na seriação, classificação, habilidades psicomotoras, habilidades espaciais, contagem.
Recomenda-se pelo menos três sessões semanais.
O uso do computador é bastante útil, por se tratar de um objeto de interesse da criança.
O neurologista irá confirmar, através de exames apropriados, a dificuldade específica e encaminhar para tratamento. Um neuropsicologista também é importante para detectar as áreas do cérebro afetadas. O psicopedagogo, se procurado antes, pode solicitar os exames e avaliação neurológica ou neuropsicológica.

O que ocorre com crianças que não são tratadas precocemente?

Comprometimento do desenvolvimento escolar de forma global
O aluno fica inseguro e com medo de novas situações
Baixa auto-estima devido a críticas e punições de pais e colegas
Ao crescer o adolescente / adulto com discalculia apresenta dificuldade em utilizar a matemática no seu cotidiano.


Qual a diferença? Acalculia e Discalculia.
A discalculia já foi relatada acima.
A acalculia ocorre quando o indivíduo, após sofrer lesão cerebral, como um acidente vascular cerebral ou um traumatismo crânio-encefálico, perde as habilidades matemáticas já adquiridas. A perda ocorre em níveis variados para realização de cálculos matemáticos.

Cuidado!
As crianças, devido a uma série de fatores, tendem a não gostar da matemática, achar chata, difícil. Verifique se não é uma inadaptação ao ensino da escola, ou ao professor que pode estar causando este mal estar. Se sua criança é saudável e está se desenvolvendo normalmente em outras disciplinas não se desespere, mas é importante procurar um psicopedagogo para uma avaliação.
Muitas confundem inclusive maior-menor, mais-menos, igual-diferente, acarretando erros que poderão ser melhorados com a ajuda de um professor mais atento.


Bibliografia:

CARRAHER, Terezinha Nunes (Org.). Aprender Pensando. Petrópolis, Vozes, 2002.
GARCÍA, J. N. Manual de Dificuldades de Aprendizagem. Porto Alegre, ArtMed, 1998.
JOSÉ, Elisabete da Assunção, Coelho, Maria Teresa. Problemas de aprendizagem. São Paulo, Ática, 2002.
RISÉRIO, Taya Soledad. Definição dos transtornos de aprendizagem. Programa de (re) habilitação cognitiva e novas tecnologias da inteligência. 2003.
http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=133
http://www.juliannamartins.ubbi.com.br/pagina2.html



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Pais e educadores devem ficar atentos aos sinais e evitar preconceitos.

Saiba identificar e tratar a dislexia em crianças
Pais e educadores devem ficar atentos aos sinais e evitar preconceitos





De acordo a Associação Nacional de Dislexia (AND), pesquisas mostram que de 5% a 17% da população mundial apresenta dislexia, que é um distúrbio ou transtorno de aprendizado na área de leitura, escrita e soletração. Apesar de ser o distúrbio de maior incidência nas salas de aula, um estudo apresentado na Associação Britânica de Dislexia afirma que cerca de 70% dos profissionais das áreas de saúde e educação têm pouco conhecimento sobre ele.


Muitas vezes, os pais também não conseguem identificar a dificuldade. Pensando nisso, conversamos com profissionais especializados no assunto, que explicaram como identificar a dislexia e como pais e professores podem agir para ajudar a criança.



Como identificar?


Por se tratar de um transtorno de linguagem, a dislexia só se manifesta no final da alfabetização e nos primeiros anos escolares (1ª e 2ª ano). A criança começa a apresentar dificuldades inesperadas de aprendizagem de leitura, apesar de ter outras habilidades.

A fonoaudióloga e psicopedagoga da Associação Nacional de Dislexia Clélia Estill afirma que o principal indicador escolar é a criança não ler com a mesma desenvoltura dos colegas e a escrita apresentar muitas falhas e trocas de letras. "As resistências aos trabalhos de leitura e escrita vão se evidenciando cada vez mais, substituindo o entusiasmo inicial, como consequência das frustrações que ela começa a vivenciar, e não por preguiça ou desinteresse", ressalta Clélia.

Porém, de acordo com Clélia, é fundamental lembrar que nem todas as dificuldades de aprendizagem são da ordem da dislexia. Por isso, o diagnóstico precoce é necessário, seja ele de dislexia ou de outro distúrbio de aprendizado. 

Feito o diagnóstico, é importante que o professor se junte ao profissional que tratará a criança e, dessa forma, combine uma maneira de aprendizado diferente. A psicoterapeuta de crianças e adolescentes Mirian Barros conta que não é só o psicólogo quem faz o diagnóstico, e sim o conjunto professor, pais, fonoaudiólogo, psicopedagogo etc.


Quanto mais tarde é feito o diagnóstico, mais a criança fica com a autoestima baixa, podendo ser excluída pelos grupos de amigos, e isso vai acarretando em diversos problemas. Estudos mostram, inclusive, que as taxas de suicídio infantil estão relacionadas à escola e, principalmente, à dislexia, por conta do bullying. Às vezes, até o professor pode influenciar a baixa autoestima, uma vez que não consegue identificar o problema.

O papel do professor

Quanto mais são destacadas as habilidades positivas do disléxico, mais é fortalecida a sua autoestima. O professor não deve chamar a atenção para as a dificuldades da criança, e sim para os seus sucessos.

Clélia conta que o ideal é que crianças com qualquer tipo de necessidade especial sejam incluídas naturalmente nas atividades do grupo, não perdendo de vista as suas dificuldades específicas. "Contando com bom senso pedagógico, sensibilidade e formação do professor, ele saberá distribuir as tarefas de acordo com as possibilidades de cada um", diz a especialista.

Provas e trabalhos escolares

Feito o diagnóstico de dislexia e identificado o seu grau (leve, médio ou severo), é preciso entender que a criança pode necessitar de mais tempo para execução dos trabalhos.

É importante que o professor leia as questões em voz alta para toda a sala e, depois, revise essa leitura individualmente com o disléxico, atendendo a dúvidas que ele possa ter na compreensão dos enunciados, como afirma Clélia. Também pode ser permitido ao aluno responder oralmente as questões, uma vez que ele saiba o conteúdo das respostas, mas tenha dificuldade em redigi-las. Outros métodos podem ser utilizados na realização das provas e trabalhos em classe, dependendo das dificuldades e habilidades da criança

Pais e alunos: como lidar com o preconceito

Para que haja uma boa convivência dentro da sala de aula, é de extrema importância que o professor não individualize o disléxico, mas, sim, cuide para inseri-lo no grupo. Ele deve explicar à classe a noção de diferença: "Se as crianças da escola estiverem acostumadas a perceber que essas diferenças existem e que alguns precisam de mais atenção do que outros, os alunos não sofrem", diz a psicoterapeuta Miriam.

O professor deve explicar para a classe o que é dislexia, contar que pessoas famosas e bem sucedidas foram e são disléxicas - como Albert Einstein e Bill Gates - e conversar com os alunos sobre as diferentes condições de aprendizagem que existem. Clélia diz que o educador não deve nunca apelar para a piedade, e sim para o conhecimento e entendimento. "Isso é educar!", afirma. E essa ação acontece em conjunto com os pais, tanto do disléxico quanto dos colegas, que devem reforçar esse aprendizado

A psicopedagoga Clélia alerta que, na maioria das vezes, o preconceito chega através dos pais, que sentem o seu filho injustiçado pelo fato de receber um tratamento diferente. "Nesses casos, é sempre interessante realizar uma reunião de pais para discutir o tema, explicando que cada um tem uma necessidade especial que deve ser atendida", aconselha a profissional.

Os pais da criança com dislexia devem entender que o que eles consideram um tratamento diferente, no sentido de "facilitar" para a criança, na verdade é atender às suas necessidades. "É igual a uma família de muitos filhos, na qual cada um é atendido de acordo com o que precisa", diz Clélia.




O que os pais podem (e devem!) fazer

O papel dos pais é essencial para a plena formação da criança. "Eles devem incentivar cada sucesso que ela tiver, tendo sempre muita paciência, lendo e se informando sobre o assunto", diz Miriam. Ela conta que, na medida em que os pais se informam, eles encaram o distúrbio de outra forma. "Os pais devem conhecer a doença e entender que isso não é um bicho de sete cabeças", afirma a psicoterapeuta.

Dificuldades de leitura e escrita se desenvolvem através da ação de ler e escrever, conta a fonoaudióloga Clélia, que recomenda auxiliar a leitura dos filhos. Mas é preciso levar em conta, no entanto, a diferença entre ler para os filhos e ler com os filhos: é importante visitar livrarias ou bibliotecas com os filhos e escolher um livro adequado para que leiam juntos, trocando impressões sobre os livros. "Os pais devem se sentar ao lado do filho, para acompanhar a leitura com ouvidos, olhos e coração", diz.

Feita a leitura, os pais podem propor jogos de perguntas e respostas sobre cada parágrafo do texto, pedir para que o filho conte o que leu e o que ouviu, buscar na memória assuntos relacionados com o tema da leitura atual, descobrir palavras no texto, entre outras coisas que tornem a leitura uma atividade familiar, uma leitura compartilhada.

Além da leitura, existem jogos de tabuleiro que envolvem conhecimentos gerais e podem auxiliar na assimilação, como palavras cruzadas. Eles tornam a leitura e a escrita uma coisa prazerosa, e não um simples "dever de casa".


FONTE: http://terra.minhavida.com.br/familia/materias/13740-saiba-identificar-e-tratar-a-dislexia-em-criancas
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A importância da pré-escola

Alfabetização a princípio significa o domínio da leitura e da escrita, mas esse domínio é na verdade a conclusão de um longo processo. Para que uma criança seja alfabetizada, é preciso que ela passe antes por uma série de etapas em seu desenvolvimento, tornando-se então preparada para a aquisição da leitura e da escrita. Essas etapas compõem a chamada "fase pré-escolar" ou "período preparatório". O processo de alfabetização, é bastante complexo para a criança, por isso a importância de se respeitar o período preparatório, que dará a criança o suporte necessário para que ela prossiga sem apresentar grandes problemas. Uma criança sem o preparo necessário, pode apresentar durante a alfabetização, dificuldades relacionadas à coordenação motora fina e à orientação espacial, não sabendo por exemplo, segurar o lápis com firmeza, unir as letras enquanto escreve, ou como posicionar a escrita no papel. Pode ainda ter problemas para identificar os fonemas e associá-los aos grafemas. Também é possível encontrar crianças que só sabem copiar textos, e durante um ditado, não conseguem escrever. Podemos falar também sobre as dificuldades de interpretação de texto, de compreensão, de raciocínio lógico e ainda nas dificuldades emocionais. Complexos de inferioridade, insegurança, medo de situações novas, medo de ser repreendida, medo de errar, de não corresponder às expectativas dos pais, apatia, indiferença ou indisciplina e revolta, problemas de socialização, baixa auto-estima, e outros. O período propício para a alfabetização é entre os 6 ou 7 anos. Segundo Freud, é a chamada "fase latente", quando a criança já não tem mais interesses relacionados à descoberta do próprio corpo e do sexo oposto, bem como suas relações, e pode ter toda a sua atenção voltada para a aprendizagem por que esses interesses só voltam a se manifestar na puberdade. O processo de alfabetização pode chegar à 2 anos dependendo da maturidade, do preparo, do ritmo da criança e do quanto foi estimulada. Este é o período adequado para que a criança tenha completo domínio da leitura e da escrita, havendo a necessidade daí por diante do aperfeiçoamento da ortografia, da gramática e a estimulação constante da compreensão, interpretação e produção de textos. Além de tudo isso, uma boa alimentação, boa saúde, tempo de sono respeitado com horários regulares e um ambiente de tranquilidade, segurança e amor entre a família, intergração entre a família e a escola, facilitam muito a superação do período de alfabetização com bastante êxito.
Falando agora do período preparatório, precisamos levar em consideração que para ser alfabetizada, uma criança precisa antes de tudo ter uma auto-estima elevada, precisa estar bem emocionalmente, ter segurança e auto-confiança, para poder enfrentar as dificuldades que o processo de alfabetização irão lhe impor. Além disso, a criança precisa apresentar características de socialização. Seja qual for o seu temperamento, ela deve saber se portar em grupo, respeitar as pessoas, saber quais são seus limites, ter disciplina, estabelecer boa comunicação, ir aos poucos adquirindo independência e responsabilidade, saber ganhar e saber perder, ter boas maneiras, etc. Depois disso, a criança deve apresentar um bom desenvolvimento motor e dominância lateral definida. Isso significa que ela deve brincar muito, exercitar-se através de jogos e brincadeiras que estimulem as percepções sensoriais (gustativa, olfativa, visual, tátil e auditiva). Deve dominar seus movimentos corporais com habilidade e segurança, deve conhecer seu corpo, seus limites, ter postura, equilíbrio, reflexos e raciocínio lógico bem desenvolvidos. Por isso a importância das, brincadeiras de rua, de jogar bola, andar de bicicleta. rolar na grama, brincar com areia, nadar, correr, pular, etc. Isso é o que chamamos de coordenação motora global. O próximo passo, é o desenvolvimento da coordenação motora fina. A criança se desenvolve nesse sentido quando desenha ou pinta com todos os tipos de lápis, pincéis, quando usa tesouras ou quando pinta com os próprios dedos. Quando rasga, amassa ou pica papéis, quando brinca com jogos de encaixar e montar, enfim, são atividades que limitam-se mais ao uso das mãos, associadas ao raciocínio, à percepção sensorial e à concentração. Também são pré-requisitos importantes o desenvolvimento da capacidade de concentração, o desenvolvimento da memória e do raciocínio lógico e abstrato. Estes podem ser aprimorados com brinquedos e programas educativos, músicas, histórias, filmes infantis, livros, conversas informais, e tantas outros recursos. Toda e qualquer atividade estimula o cérebro, e quanto mais estimulado, melhor é o desempenho da criança em todo o processo de aprendizagem. Além de tudo isso a criança precisa sem dúvida apresentar bom desenvolvimento físico e boa saúde. Por causa de todo esse aprendizado é importante que as crianças frequentem a pré-escola. Os pais devem estar atentos quanto a escolha de uma, por que muitas não tem a aprovação da secretaria de educação do município. São as conhecidas escolas de "fundo de quintal", onde não existem os recursos necessários para todo o desenvolvimento do período preparatório.
Uma boa pré-escola deve:
  • ser aprovada pela secretaria de educação
  • ser devidamente regularizada e fiscalizada
  • ter amplo espaço externo, com variedade de recursos para recreação
  • ser limpa e organizada
  • ter salas adequadas para idades diferentes, que devem ser limpas, arejadas, amplas e decoradas para melhor estimulação
  • ter recursos pedagógicos variados e organizados: brinquedos, jogos, ambientes de estimulação, atividades extra-curriculares
  • ter professores experientes formados em magistério e/ou pedagogia
  • ter cozinha e refeitório limpos e amplos
  • ter funcionários para limpeza: cozinha e secretaria
  • apresentar planos pedagógicos organizados e coerentes com as idades das crianças
  • ter atendimento e boa comunicação com os pais
Muitas pré-escolas se preocupam somente com a alfabetização da criança, mas é muito importante que a pré-escola se preocupe primeiramente com o desenvolvimento do período preparatório, com a estimulação de todos os pré-requisitos que já descrevemos. A escola não deve pular as etapas do desenvolvimento, isso é extremamente prejudicial e trará consequências futuras para a criança, nas áreas pedagógica, emocional ou social. Para ser alfabetizada, uma criança precisa estar madura em todos os sentidos, pois o processo de alfabetização apresenta novas etapas, e a criança deve estar preparada para vencê-las. É importante ressaltar que pré-escola não é um “depósito de crianças”, onde as crianças ficam para que os pais possam trabalhar. A pré-escola tem um papel importantíssimo no preparo da criança para a alfabetização e deve cumprir este papel com competência. É o início da formação da criança, é onde ela vai ter o primeiro contato com o processo de aprendizagem, que será a base para todos os anos de escola que ela terá no futuro. Esse contato deverá ser agradável e prazeroso, para que não gere traumas futuros. No período preparatório, a família e a escola devem caminhar juntas, auxiliando uma à outra mutuamente. A família deve estimular a criança, ajudá-la com as tarefas, participar das reuniões, estar em contato com os professores, interessar-se pela vida escolar da criança.
Para finalizar, a escolha de uma pré-escola, não é tarefa fácil, por isso os pais devem pesquisar muito, conhecer o maior número possível de pré-escolas, levando em consideração não só as suas expectativas em relação à escola, mas principalmente as da criança, procurando por uma boa escola, que seja adequada às necessidades dos seus filhos, que ofereça bom ambiente e bons serviços. É importante lembrar que a pré-escola é o começo da longa caminhada escolar de seus filhos, por isso, deve ser um bom começo, que proporcione alegria e satisfação para a criança, afinal... “a primeira professora a gente nunca esquece.”

http://guiadobebe.uol.com.br/a-importancia-da-pre-escola/
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Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade – Entrevista do Dr. Eduardo Mutarelli ao programa “Mais Você”, no dia 28 de novembro de 2011

No dia 28 de novembro de 2011 o programa “Mais Você”, da rede Globo de Televisão, realizou uma entrevista com o Dr. Eduardo Mutarelli, abordando o tema “transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH)”, no qual o médico põe em dúvida a existência dessa condição.
Em primeiro lugar, é importante lembrar que o TDAH é um transtorno reconhecido pela Organização Mundial de Saúde – órgão internacional máximo nas questões relativas à saúde pública, e incluído na Classificação Internacional das Doenças (CID-10) e pela Associação Americana de Psiquiatria através do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV).
Existem milhares de artigos científicos publicados em revistas indexadas abordando e comprovando a sua existência, inclusive com participação de centros de pesquisa de excelência como o National Institute of Mental Health dos Estados Unidos. Será que todos os médicos e pesquisadores envolvidos na publicação desses artigos criaram essa entidade que, com diferentes denominações, é reconhecida pela comunidade médica há mais de um século?
Se algum colega têm evidências ou opiniões que divergem do consenso científico atual, deveria procurar meios mais adequados para discutí-los como, por exemplo, a publicação de sua opinião em um periódico científico indexado e respeitado. Acreditamos que, além disso, a produção do programa desrespeitou a classe médica, os pacientes e seus familiares, ao fazer um jornalista se passar por doente, incentivando o comportamento de mentir e enganar o médico, apenas com intuito de demonstrar que os transtornos mentais são diagnosticados baseando-se em um conjunto de dados clínicos, ou seja, não existem exames complementares capazes de comprová-los. Acontece que isso ocorre não somente com o TDAH, mas com todos os transtornos psíquicos, como por exemplo depressão, transtornos de ansiedade, transtornos fóbicos, etc. O diagnóstico é clínico.
O médico entrevistado se posiciona contrário ao uso do medicamento devido ao fato de que os critérios utilizados para o diagnóstico serem frequentemente encontrados na população. De acordo com esse raciocínio, indivíduos com depressão também não deveriam tomar antidepressivos, haja vista que tristeza também é um sintoma muito comum. Mais uma vez perdeu-se uma oportunidade importante de esclarecer o público leigo, com relação ao fato desses diagnósticos serem feitos com a premissa básica de sua intensidade, ou seja, baseando-se no impacto na vida dos acometidos.
Todos os médicos sabem que os tratamentos medicamentosos podem ter efeitos indesejáveis e por isso pesam benefícios e malefícios em cada caso, mas incentivar familiares a não utilizarem medicamentos prescritos por médicos é uma atitude irresponsável de profissionais que trabalham num dos principais veículos de comunicação do nosso país. Essa atitude poderá trazer graves prejuízos a diversos pacientes. Os profissionais do programa “Mais Você” deveriam ter a preocupação de informar a população de modo mais adequado, sem criar sensacionalismo. Se existe excesso de diagnóstico ou se existe excesso de tratamento medicamentoso, isso pode e deve ser abordado de modo mais adequado. A diretoria da SBNI conclama seus associados a enviarem um e-mail para o programa “Mais Você” da Rede Globo de Televisão, externando seu pensamento. Os membros da SBNI devem contribuir para que a nossa especialidade e assuntos ligados a ela sejam respeitados.


Dr. Luiz Celso P. Vilanova
Presidente da SBNI – gestão 2012 / 2013

Fonte : http://www.sbni.com.br/blogs/1/9/parecer-da-sbni-sobre-entrevista
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Atividade para noção de Parágrafo!

 O parágrafo não é simples de ser entendido. A criança desenvolve esta percepção a partir de uma organização de idéias. Muitas crianças com distúrbios de leitura e escrita se "perdem" na hora de fazer esta divisão numa produção de texto.
Para facilitar a criança, diga a ela que o texto é como uma casa. A casa é dividida em cômodos e o texto é dividido em parágrafos. É como se cada cômodo da casa fosse uma parágrafo. Brinque com a criança dizendo que cada coisa tem o seu lugar na casa, e para escrever é a mesma coisa.... cada assunto tem o seu lugar no texto. O fogão fica na cozinha e não pode ficar no quarto!! Essa explicação é uma forma divertida e lúdica de introduzir o assunto "parágrafo" na criança.
Sugestão de atividade com os seguintes objetivos:
- noção de parágrafo na criança.
- percepção da ordem de acontecimento dos fatos.
- sequenciação coerrente.
- organização.
1. Conte uma história curta, e explore a história oralmente com a criança.
2. Pegue um fato da história e pergunte se ele aconteceu antes ou depois de outro.
Exemplo: A menina da história ficou gripada antes ou depois de conhecer o coelho peralta?
3. pegue uma folha em branco e divida-a com linhas, em quadrinhos. Peça a criança para desenhar a história que ouviu, como se fosse uma história em quadrinhos, colocando as seuquencias de cenas/ acontecimentos. Você pode dividir a folha em quantas partes você achar adequado para o texto que foi escolhido.
Segue um exemplo que eu fiz com uma criança.
Desenho que a criança fez a partir da história.

Usem o livro: "A nuvem" de Lúcia Pimentel Góes.

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Um outro ponto de vista sobre a medicalização da educação!

A matéria intitulada “Estudantes ou pacientes?”, sobre os transtornos da aprendizagem, pode representar uma visão parcial sobre o tema, não compartilhada por muitos estudiosos. No entendimento do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) isso pode proporcionar uma compreensão simplista e equivocada sobre um problema que afeta um número considerável de crianças e adolescentes.
O espaço “Coluna Livre” publica artigos de opinião produzidos por leitores do Portal Aprendiz. O texto “Um outro ponto de vista sobre medicalização da educação” é de autoria da presidente do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), Bianca Queiroga, da vice-presidente da instituição, Carla Girodo, e do diretor tesoureiro do CFFa, Jaime Zorzi.
Esses casos tratam não só de educação, mas também de saúde. Como fonoaudiólogos, lidamos diretamente com eles. Por isso nossa preocupação em mostrar uma outra visão do problema. Assim, comentaremos trechos da matéria de maneira a confrontar esses dois pontos de vista. No terceiro parágrafo é dito: “O que se tem visto nos últimos dez anos é o retorno das explicações biológicas para justificar defasagens no aprendizado. A chamada medicalização da educação é definida por especialistas de educação, psicologia e pediatria como um processo que transforma questões coletivas e sociais em questões individuais e biológicas, mais especificamente, em doença”.
Neste trecho a matéria engloba em uma única categoria as dificuldades escolares e os transtornos de aprendizagem, como a dislexia e o TDAH. As dificuldades escolares estão presentes em 40% da população em idade escolar no Brasil. Tais dificuldades podem ser decorrentes de vários fatores, entre eles os aspectos envolvidos no próprio ato de ensinar (didática, métodos de ensino, recursos pedagógicos e outros) e os aspectos sociais ou ambientais. Sobre estes últimos, destacamos a importância da participação da família no processo de aprendizagem.
De modo diferente, os transtornos de aprendizagem, de origem biológica como apontado na matéria, têm uma prevalência muito inferior, cerca de 4% da população em idade escolar. De acordo com dados publicados pelo IBGE em 2010, o Brasil tem cerca de 190 milhões de habitantes, dos quais quase 45 milhões de crianças em idade escolar. Se considerarmos a prevalência reservada de 4% de crianças e jovens com dislexia ou outros transtornos de aprendizagem, ainda assim, estaremos diante de 1,8 milhões de brasileiros nessa condição.
Três parágrafos a seguir são creditadas à professora de pediatria da Unicamp Maria Aparecida Moysés as seguintes afirmações: “a medicalização vem ocorrendo no mundo todo, em escala crescente e em todas as instâncias da vida, mas as áreas que têm sofrido mais violentamente esse processo são a educacional e a do comportamento.
Quando um problema coletivo é medicalizado, isenta-se de responsabilidades todas as instâncias que respondem por esse problema, a começar pelas autoridades, as instituições e as próprias famílias, e localiza-se o problema no indivíduo. A medicalização tende a acalmar conflitos e esse é um dos motivos pelos quais ela se dissemina tanto”.
Ao tratar todos os problemas de aprendizagem de forma conjunta, a professora nega a importância do diagnóstico e do acompanhamento especializado para crianças com transtornos da aprendizagem, assim como todos os esforços de pesquisadores nacionais e internacionais que dedicam suas vidas ao estudo do tema. A nosso ver, trata-se de uma perspectiva simplista e reducionista dos problemas de aprendizagem.
O trecho Falta de provas inicia dizendo que os “diagnósticos dos supostos transtornos de aprendizagem são feitos por meio de análise clínica. Porém, relatos cada vez mais comuns apontam que meia hora de conversa no consultório é suficiente para se chegar a uma dessas doenças”. Essa informação está equivocada. O diagnóstico baseia-se não só em observações clínicas, mas também em testes padronizados e validados cientificamente. Além disso, o diagnóstico deve acontecer a partir de uma equipe multidisciplinar formada por médico, psicólogo (neuropsicólogo), fonoaudiólogo e especialista em psicopedagogia. Não há como dar o diagnóstico em meia hora através de conversa, mas apenas por meio de evidências clínico científicas.
Mais adiante a matéria traz: “Maria Aparecida diz que até hoje ‘não foi comprovada a existência de uma doença neurológico-psiquiátrica que comprometa a aprendizagem’”. Para ela, esse fenômeno da “psiquiatrização” dos problemas educacionais ilustra, na verdade, a falta de capacidade da escola e da família em lidar com as novas formas com que crianças e jovens se relacionam com o mundo. “Sem falar nos interesses comerciais que estão por trás”, aponta.
Mais uma vez ela faz uma afirmação equivocada. Na verdade, os transtornos de aprendizagem de origem neurológica existem e são relatados na literatura científica do mundo inteiro.
Além dos aspectos expostos, vale salientar que a prescrição de medicamentos só ocorre em casos de diagnóstico de transtorno do déficit de atenção. A matéria não deixa claro, mas não há medicação para a dislexia. Contudo, as crianças disléxicas necessitarão de diagnóstico e de acompanhamento especializado para que possam se desenvolver como as outras de sua idade. Infelizmente não acreditamos que os professores, por mais preparados que estejam, possam dar conta da questão.
No Reino Unido, Canadá e Estados Unidos, programas de identificação precoce auxiliam a escola a desenvolver, com as famílias e as crianças, estratégias de ensino para potencializar a aprendizagem. Nesses países, o acompanhamento de crianças com dislexia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) está incluído na legislação que rege a política de necessidades educativas especiais.
Assim, tendo esclarecido que dificuldades escolares e transtornos de aprendizagem são coisas distintas, não negamos a importância de investimentos voltados à melhoria da educação brasileira como um todo, mas defendemos que as crianças com dislexia ou TDAH necessitam ser “vistas” e “incluídas” nesse processo, para que de fato seja possível assegurar o seu direito à educação, com todas as adaptações e ajustes necessários.
Temos no Brasil pesquisadores de diferentes especialidades, incluindo fonoaudiólogos, que se dedicam ao estudo do tema.

Fonte - http://portal.aprendiz.uol.com.br/2011/11/18/um-outro-ponto-de-vista-sobre-medicalizacao-da-educacao/
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Fonoaudiologia Escolar e o desenvolvimento da Linguagem


O desenvolvimento da educação com a intervenção fonoaudiológica.
A fonoaudiologia escolar atua tanto na escola comum quanto em escolas especiais.
A atuação do profissional dessa área é ampla e de grande importância no processo educacional, além do acompanhamento com os alunos é realizado um trabalho com os educadores, no sentido de utilizar técnicas que os auxiliem de uma maneira diferenciada na prática, assim são capazes de detectar possíveis distúrbios e fazer o devido encaminhamento.
Atualmente a aceitação do fonoaudiólogo já é reconhecida nos grandes centros e indicada pelos profissionais de educação, no caso de alunos que apresentam alterações na comunicação oral e principalmente na escrita.
Ao inserir a fonoaudiologia em uma escola, o campo de trabalho abrange três funções principais: Participação na Equipe; Triagem; Terapia.
Quando se fala em participação, refere-se a uma equipe multiprofissional que envolve: professores, psicólogos, orientadores pedagógicos e educacionais. É com essa equipe que o fonoaudiólogo vai atuar, desenvolvendo o papel de Assessor.
O assessor tem a função de transmitir os conhecimentos específicos da sua área para os demais do grupo, utilizando diversos recursos, através de palestras, pequenos cursos, programas de treinamento e outros. Compete a ele também elaborar planejamentos trabalhando em equipe com o orientador pedagógico.
A triagem é feita de forma individual visto que tem como objetivo avaliar a comunicação oral e escrita do indivíduo através de uma bateria de testes elaborados pelo fonoaudiólogo. Após a realização desses, é feito a orientação aos pais e educadores e caso seja necessário, o indivíduo é encaminhado para o profissional responsável pela patologia.
É recomendável que a terapia seja feita fora da escola, pois não é viável retirar a criança da sala de aula, tal fato pode constrangê-la.
Sendo assim, é de ressaltar a grande importância da presença desse profissional na escola para que possa detectar o mais cedo possível as dificuldades na linguagem escrita e oral.
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Fonoaudiologia Educacional: O que o Fonoaudiólogo faz na escola?


A escola é um espaço de ensino, aprendizagem, convivência e desenvolvimento; um espaço de vida diária privilegiado para a promoção de saúde, pois representa um ambiente no qual as pessoas passam parte do tempo de sua vida e onde são formados valores fundamentais.
Considerando a escola como um espaço de relações interpessoais mediadas pela linguagem, e sendo esta uma das especialidades da fonoaudiologia, o fonoaudiólogo escolar passa a ter um papel de extrema relevância nas instituições educacionais, uma vez que tem como proposta favorecer as condições de interlocução comunicativa.
Em Pernambuco, o início da história da fonoaudiologia foi marcado por sérias dificuldades de alfabetização da classe social desfavorecida, tendo surgido as primeiras práticas fonoaudiológicas em Pernambuco a partir dos insucessos na alfabetização, quando a classe médica, juntamente com professores, procurava identificar e sanar os problemas dos alunos da classe pobre, que tinham dificuldades para se alfabetizar. Mesmo quando se pensava que o modo de falar da classe pobre era resultado de sua ignorância ou incapacidade, na verdade, as pessoas sabiam que o analfabetismo era de fato conseqüência de fatores sociais e econômicos que não ofereciam a essa população uma educação de qualidade (Didier, 2001).
Os alfabetizadores mais informados recebiam os alunos que não conseguiam se alfabetizar, e estes eram encaminhados para uma reabilitação. Aqueles profissionais foram chamados de reabilitadores/reeducadores, dentre outras denominações, e passaram a ganhar prestígio na escola em que trabalhavam, além de serem convidados a compor equipes técnicas da Secretaria de Educação (Berberian, 1995).

Conforme Didier (2001), foi a partir dos primeiros trabalhos dos reeducadores de linguagem, na tentativa de superação das dificuldades, que surgiram os alicerces para posteriores estudos e práticas específicas que dariam origem a um conhecimento sistematizado e, conseqüentemente, ao trabalho do fonoaudiólogo. O analfabetismo, como processo social, foi o fato central para a compreensão do surgimento da fonoaudiologia em Pernambuco e, portanto, um marco histórico.
Quando a fonoaudiologia surgiu na escola — ela se iniciou com uma nova forma de atendimento a pequenos grupos de crianças dentro das escolas e pré-escolas e foi chamada de Fonoaudiologia Escolar —, o procedimento baseava-se muito nos modelos americanos e não levava em consideração as diferenças da estrutura educacional que regiam aquele e o nosso país. As diferentes atividades que poderiam ser desenvolvidas na escola foram descritas por Taylor (1981, apud Befi, 1997) como a realização de triagem com a finalidade de detectar algum tipo de anormalidade — e, caso isso acontecesse, o fonoaudiólogo tomaria as devidas providências (como realizar exames complementares, orientar os pais e, se necessário, encaminhar para os programas de educação individualizada). Os professores também eram instruídos a perceber alguma alteração de fala e linguagem na criança.
Dessa maneira, parece que o surgimento da fonoaudiologia — e da própria fonoaudiologia na escola —, por muito tempo, esteve voltado à adoção de procedimentos terapêuticos, de “práticas curativas” e de detectar problemas na escola.
Ao longo do tempo, muita coisa foi se modificando quanto à proposta de atuação de um fonoaudiólogo na escola. Em nossa realidade atual, a fonoaudiologia escolar está repensando o seu papel e, de forma inovadora, vem desenvolvendo a proposta de promover a saúde fonoaudiológica de toda a comunidade escolar (e isso inclui: alunos, pais, professores, coordenadores, psicólogos), podendo, esse profissional, atuar dentro dessa instituição de diversas formas, tanto nas escolas de ensino regular como nas escolas públicas.
Considerando o que foi dito até o presente momento sobre a origem da fonoaudiologia — e para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho do fonoaudiólogo na escola —, tentarei mostrar um pouco do meu fazer na escola, que envolve cada especialidade da fonoaudiologia (Linguagem, Voz, Motricidade Oral e Audição). É importante ressaltar que minha experiência como fonoaudióloga escolar é em duas instituições de ensino regular.
Na Educação Infantil, no que diz respeito à linguagem, e, mais especificamente, nas séries iniciais, observo a forma como as crianças se utilizam da linguagem para se comunicar com os outros, seja através de gestos, poucas palavras ou trocas na fala, que podem dificultar a inteligibilidade do conteúdo. Conhecedor do desenvolvimento da linguagem da criança, tanto no âmbito da normalidade quanto no da patologia, o fonoaudiólogo é capaz de fornecer ao professorado, com maior segurança, o que é natural ou não para cada faixa etária.
Nas turmas de pré-alfabetização e alfabetização, tenho um tempo de aproximadamente quarenta minutos para entrar em sala e realizar atividades lúdicas com os alunos, sem a intervenção do professor. Essas atividades têm como objetivo enfatizar a importância da linguagem, da audição e da voz. Dessa maneira, são criadas e planejadas situações de uso da comunicação que sejam estimuladoras do desenvolvimento da linguagem oral e de seus padrões de pronúncia; promovem-se situações que possam levar a criança a pensar sobre a linguagem que ela usa (desenvolvendo habilidades metalingüísticas); que estimulem também a produção de narrativas, tais como contar e recontar fatos e histórias, além de procurar favorecer a inserção da fala e da escrita nos usos da vida diária, considerando ambas dois modos concomitantes de representar a mesma língua.
Nas atividades que envolvem o tema Voz, busco sensibilizar tanto os alunos quanto os professores em relação aos hábitos nocivos. As crianças participam de campanhas e jogos, aprendem sobre a função da voz, a anatomofisiologia básica, os problemas vocais e a saúde vocal, ressaltando, sempre, a sua importância para a identidade pessoal do sujeito e a função comunicativa.
No que se refere aos hábitos alimentares e aos hábitos nocivos (como uso de chupeta, mamadeira, sucção digital, roer unha, sintomas de um respirador bucal), estes são observados em sala de aula, na hora do lanche e também no horário da recreação dos alunos. Os dados obtidos são registrados na ficha de fonoaudiologia da criança, e, caso seja necessário, solicito a presença dos pais para dar algumas orientações e/ou realizar encaminhamentos. Por exemplo, quando percebo que determinada criança está desatenta em sala de aula, que apresenta dificuldade de concentração, respira constantemente pela boca, além de estar sempre gripada na escola, nesses casos, a família é chamada. Um outro exemplo seriam aquelas crianças com aproximadamente dois anos de idade que têm uma hipotonia de lábios e bochechas cujas mães relatam que ainda não introduziram o sólido na alimentação diária de seus filhos. Essas mães também são chamadas ao serviço de fonoaudiologia e recebem orientações. É importante dizer que os alunos também participam de vivências que envolvem esse conteúdo.

No Ensino Fundamental I, o trabalho se expande mais em direção à aquisição e ao desenvolvimento da linguagem escrita e da leitura, acontecendo encontros semanais, em que entro em cada sala de aula para realizar atividades coletivas. Os temas como Voz, Audição e Linguagem são mais aprofundados — uma vez que eles já possuem um conhecimento prévio sobre o assunto; busco, também, dar continuidade à proposta de otimizar o interesse pela leitura e escrita, como função social e de comunicação, favorecendo o crescimento intelectual e o desenvolvimento de seres humanos críticos e construtores. Assim, de maneira criativa e prazerosa, os alunos de 1ª a 4ª séries têm a oportunidade de expressar seus conhecimentos de forma mais espontânea, até porque a finalidade do fonoaudiólogo não seria a de corrigir os erros pedagógicos. Procuro direcionar minhas atividades para a cognição e a criatividade do sujeito, trabalhando sempre com narrativas orais, escritas, gêneros textuais, músicas e dramatizações.
Com relação à audição, proponho atividades de ação também preventiva, como, por exemplo, o trabalho com a diferenciação dos sons sonoros e surdos (o aluno que escreve fassoura e não vassoura), possibilitando que algumas crianças que apresentam trocas assistemáticas na fala e na escrita, mas que ainda não tenham necessidade de serem encaminhadas para uma terapia fonoaudiológica, superem essas trocas sem a intervenção clínica.
A minha presença constante na escola permite que eu conheça cada aluno, viabilizando um trabalho sistemático e visando à promoção da sua saúde, o que dificulta o aparecimento de problemas de fala e escrita. Nos casos em que há realmente a necessidade de encaminhamento para um profissional especializado, os pais dessas crianças são orientados a procurarem ajuda de um especialista fora da escola, no tempo certo para o tratamento.
É importante salientar que exames de audição podem e devem ser solicitados pelo fonoaudiólogo escolar, para que ele possa estabelecer uma relação entre os resultados desse exame e o desempenho de cada aluno. Ele é tão necessário quanto o exame oftalmológico, que já é solicitado em algumas escolas.
Também estudo o espaço físico da escola, com a finalidade de orientar a equipe quanto às condições favoráveis que um ambiente deve ter para que processos de atenção, de audição e de manutenção de interesse possam ser otimizados.
Não poderia deixar de citar aqui o papel que atribuo à minha sondagem fonoaudiológica, que pode ser interpretada e utilizada por outros profissionais, como avaliação, triagem, etc. Eu utilizo a sondagem porque penso que a intenção de realizá-la em cada aluno, serve apenas como parâmetro para que eu saiba quais as dificuldades de cada turma e, assim, possa atuar coletivamente, e não selecionar para excluir um aluno, como se fala na triagem.
Concordo com Zorzi (apud Giroto, 1999) em sua crítica à chamada triagem fonoaudiológica realizada nas escolas. Ele diz que, embora se fale em realizar essa triagem para prevenir problemas, essa ação está, na realidade, mais voltada para a detecção e o encaminhamento clínico de problemas já existentes. Dessa forma, a triagem deixa de ser um levantamento de dados das características dos alunos de uma classe, que tem por finalidade contribuir posteriormente para o aprendizado escolar, e se torna uma busca constante do fonoaudiólogo por dificuldades do aluno, que terão de ser detectadas e informadas, quando necessárias, aos pais. O que seria apenas uma forma de “testagem” passa a ser uma avaliação detalhada, que não compete ao fonoaudiólogo na escola. Esse comportamento causa o desvio de uma postura preventiva para uma visão clínica patológica.
Voltando ao meu desenvolvimento de um trabalho no âmbito escolar, enfatizarei a aproximação do professorado, que gira em torno de orientações que podem acontecer em horários estabelecidos previamente pela direção da escola ou em breves momentos, como na hora do recreio ou nos corredores da escola. Nesses momentos, tratamos sobre o desenvolvimento escolar dos alunos e propomos estratégias para que eles possam evoluir em termos de uso da linguagem. O próprio professor também nos ajuda quando recebe melhores informações: ele passa a identificar os distúrbios reais e ajuda na orientação para o tratamento, quando necessário. Por isso, não se deve esquecer que uma boa parceria com os professores permite que os resultados sirvam para somar conhecimentos e proporcionar um bom aprendizado ao educando, sendo o trabalho realizado de forma interdisciplinar.
Os professores também recebem orientações quanto ao uso da voz como instrumento de trabalho. Saber usá-la é de suma importância não só para atrair a atenção do aluno na hora do conto, em suas atividades diárias, mas para que esse profissional não tenha prejuízos com a perda da voz no decorrer dos anos de trabalho. Sugiro aqui, como atividade, um momento de relaxamento corporal com os professores antes de começar a aula.
Com os pais, procuro manter uma relação de aproximação através de palestras, textos (com os temas: Importância da Audição para a Aprendizagem, Gagueira, Trocas na Fala, Variação Lingüística, Hábitos Nocivos, etc.) e encontros individuais. Geralmente, o primeiro contato com os pais ocorre coletivamente, nas reuniões de pais e mestres que acontecem no início do ano.
No decorrer do tempo, aqueles pais, com os quais sinto a necessidade de um contato mais próximo, seja qual for o motivo — ou porque a criança não está conseguindo acompanhar as outras em relação à aprendizagem, ou por problemas vocais, auditivos, de fala, de escrita, no sistema motor oral, ou até mesmo uma criança especial —, são convidados a comparecerem ao serviço de fonoaudiologia da instituição para que possamos conversar sobre seu filho. Esses encontros individuais também podem acontecer com o intuito de fornecer orientações que favoreçam o desenvolvimento da linguagem do aluno.
Após a conversa com os pais, caso a criança precise ser encaminhada para um fonoaudiólogo clínico, otorrinolaringologista, dentista, psicólogo, entre outros, toda a equipe da escola fica ciente, e procuramos juntos (equipe escolar) manter um contato sistemático com os pais e o profissional que acompanhará o aluno. Mas o trabalho não cessa por aí: os professores também são orientados sobre como proceder em sala de aula diante desse aluno. Esse trabalho é de inclusão social, em que todos contribuem para minimizar problemas de ordem social e emocional.
No planejamento escolar, a participação do fonoaudiólogo é muito importante, uma vez que ele pode contribuir para a elaboração de atividades diárias que envolvam o desenvolvimento normal da linguagem, fala e das habilidades auditivas, além de propor estratégias que auxiliem a aprendizagem.
Com a direção, o contato é mantido através de encontros informais semanais e através de reuniões, nas quais eu, particularmente, procuro entregar um relatório escrito sobre o que está acontecendo na escola, no serviço de fonoaudiologia.
Gostaria de deixar claro que o Conselho Federal de Fonoaudiologia, por meio da Resolução CFFa (Conselho Regional de Fonoaudiologia) nº 309, de 1º de abril de 2005, normatizou a atuação do fonoaudiólogo na Educação Infantil, nos ensinos Fundamental, Médio e Especial e no Ensino Superior. Esse instrumento nasceu da necessidade de tornar público o assunto e orientar a comunidade quanto às alterações de audição, motricidade oral, linguagem e voz, prevenindo-a. O art. 2º dessa Resolução também diz que “é vedado ao fonoaudiólogo realizar atendimento clínico/terapêutico dentro das instituições de Educação Infantil, ensinos Fundamental e Médio, mesmo sendo inclusivas”.
Essa resolução é levada a sério por um fonoaudiólogo escolar, a partir do momento em que ele considera a necessidade de tornar público o assunto e orientar a comunidade quanto às alterações de audição, motricidade oral, linguagem e voz, em um ambiente escolar.

Concordo com Giroto quando ela diz:

Creio que podemos falar de uma visão desenvolvimentista, independentemente de estarmos pensando em patologias, quer no sentido de detectá-las e tratá-las, quer no sentido de evitá-las. Desenvolver, neste caso, significa criar condições favoráveis e eficazes para que as capacidades de cada um possam ser exploradas ao máximo, não no sentido de eliminar problemas, mas, sim, baseado na crença de que determinadas situações e experiências podem facilitar e incrementar o desenvolvimento e a aprendizagem (Giroto, 1990, p. 46).

A escola é ainda um local, em Pernambuco, pouco explorado pela Fonoaudiologia, não despertando muito o interesse dos profissionais por essa área.
Essa postura, em parte, está relacionada ao próprio fazer fonoaudiológico, que se iniciou com a necessidade de reabilitar os indivíduos com distúrbios de comunicação. Portanto, durante um longo período de tempo, a prática fonoaudiológica esteve voltada para a adoção de procedimentos terapêuticos. Essa atuação, predominantemente na área clínica, favoreceu a concentração dos profissionais em consultórios, hospitais e/ou clínicas.
Atrelado a esse fator, está o desconhecimento ou conhecimento limitado dos diretores, professores e coordenadores das escolas sobre o funcionamento do trabalho fonoaudiológico nessa instituição. Mesmo aquelas instituições que conhecem o trabalho do fonoaudiólogo, muitas vezes, não o contratam, pois, infelizmente, não há uma legislação que regularmente a contratação obrigatória dos fonoaudiólogos, como a que existe para outras profissões.
Algumas escolas, por exemplo, quando julgam necessário um trabalho fonoaudiológico, preferem solicitar esse profissional temporariamente, reduzindo as possibilidades de trabalho continuado, prejudicando, muitas vezes, as estratégias de prevenção.
Talvez essa situação esteja ocorrendo devido à crise econômica que o País está enfrentando ultimamente, obrigando o serviço privado a investir naquilo que para ele seja indispensável e de resolução imediata e/ou obrigatória por lei.
É necessário provar, com um trabalho efetivo e de qualidade, para os dirigentes das instituições, a necessidade de nossa atuação na comunidade escolar, uma vez que estas, no momento, não têm razão legal para nos contratar.
Porém, antes de qualquer mobilização, é indispensável que o próprio profissional conheça a abrangência da sua atuação na escola. É bastante comum alguns colegas de profissão me questionarem sobre a atuação do fonoaudiólogo na escola, surpreendendo-se quando relato a minha experiência, desvinculada do estigma de avaliar, detectar e encaminhar, quando necessário, crianças com problemas de linguagem, voz, motricidade oral ou audição.
Claro que, se há necessidade de realizar o encaminhamento, o fonoaudiólogo deverá fazê-lo, mas não vejo como sua principal função na escola; digamos que é secundária. Mesmo assim, ainda é bastante comum escutar de diretores e professores que a sua escola já tem um fonoaudiólogo predeterminado para o encaminhamento de crianças quando alguma dificuldade é percebida. Acredito que isso é reflexo de uma forma ideológica ainda muito atrelada a um formato clínico de visão da Fonoaudiologia, tanto da sociedade como também do próprio fonoaudiólogo.
Esse tipo de pensamento acaba dificultando a inserção do fonoaudiólogo dentro da escola, porque reduz de forma considerável o seu papel, que passa a ser secundário, uma vez que qualquer profissional da área pedagógica pode identificar uma alteração na criança e encaminhá-la para um fonoaudiólogo ou psicólogo, sem necessariamente ter um fonoaudiólogo inserido na equipe. Como já disse, perceber essas dificuldades o quanto antes é importante, mas não pode ser o alicerce do nosso trabalho na escola.
Por isso, precisamos desvincular o conceito da Fonoaudiologia Escolar desses aspectos, porque esse é um conceito reducionista da nossa atuação.
Espero que, depois desta leitura, muitos tenham compreendido um pouco do fazer fonoaudiológico na escola e que eu tenha afastado alguns dos preconceitos e mitos envolvendo a Fonoaudiologia Escolar, já que a educação no Brasil está precisando de profissionais comprometidos a serem “alavancas” para que haja mudanças sociais.

LÉSLIE PICCOLOTTO FERREIRA (ORG.) Este livro é fruto do trabalho de vários profissionais, com diferentes enfoques, permitindo um profunda reflexão sobre as relações entre a fonoaudiologia e a educação.

Fonte: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=936
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Método das Boquinhas


O Método Fonovisuoarticulatório, carinhosamente apelidado de Método das Boquinhas, utiliza-se além das estratégias fônicas (fonema/som) e visuais (grafema/letra), as articulatórias (articulema/Boquinhas). Seu desenvolvimento foi alicerçado na Fonoaudiologia, em parceria com a Pedagogia, que o sustenta, sendo indicado para alfabetizar quaisquer crianças e reabilitar os distúrbios da leitura e escrita. Parte das reflexões deste método foi proporcionada pelo contato com o “Programa de Mejoramiento de la Calidad y Equidad de la Educación” (MECE) – “Programa das 900 Escolas”, desenvolvido no Chile desde 1990, indicado pela UNESCO e estendido a outros países (Guttman, 1993). Sua fundamentação encontra-se também nos estudos de Dewey (1938), Vygotsky (1984, 1989), Ferreiro (1986), Watson (1994), entre outros, cujas idéias são resumidas numa percepção holística frente à alfabetização, tendo a visão da linguagem, como ponto focal da aprendizagem.

O ponto de partida do ser humano na aquisição de conhecimento reside na boca, que produz sons – fonemas, que são transformados em fala, meio de comunicação inerente ao ser humano. Para aquisição da leitura e escrita é necessário que os fonemas sejam decodificados/codificados em letras (grafemas), como é feito no processo fônico, trabalhando diretamente nas habilidades de análise fonológicas (Dominguez, 1994) e consciência fonológica e fonêmica (Capovilla e Capovilla, 2002; Santos e Navas, 2002), fator primordial e sine qua non no processo de alfabetização (Cardoso-Martins et al., 2005). Esse processo, bastante abstrato, deve ser favorecido por meio de intervenção pedagógica, mas por vezes torna-se incompreensível e dificultoso para alguns aprendentes.

Assim, acrescentamos os pontos de articulação de cada letra ao ser pronunciada isoladamente (articulemas, ou boquinhas), baseados nos princípios da Fonologia Articulatória – FAR, que preconiza a unidade fonético-fonológica, por excelência, o gesto articulatório (Browman e Goldstein, 1986; 1990; Albano, 2001), favorecendo a compreensão do processo de decodificação, por mecanismos concretos e sinestésicos, isto é, com bases sensoriais. Desta forma, a aquisição da leitura e escrita passaria a ser acessível a quaisquer tipos de aprendentes, de maneira simples e segura, pois bastaria uma única ferramenta de trabalho – a boca.

Mas não se trata somente de um método cinestésico, em que a chave da aprendizagem reside no movimento, como descrito por Fernald (1943), que usa o traçado das letras aliado aos sons, enfatizando a memória da sequência visual, nem somente um método fônico como os descritos por Hegge, Kirk e Kirk (1936) como fono-grafo-vocal ou o ITA (Initial Teaching Alphabet) (Pittman, 1963), ou o VAK (visual-auditivo-cinestésico), apresentado por Gilingham e Stillman (1973), em que há a associação do som ao nome das letras, usado em programas de educação especial, principalmente para surdos.

A proposta do Método das Boquinhas aproximou-se da posição teórica rotulada por distintos autores como "construtivismo" (Bednar et al., 1993), Coll et al. (1990; 1993), Ferreiro (1986), enquanto define a aprendizagem como um processo ativo no qual o significado se desenvolve sobre a base da experiência - que aqui se apresenta como a consciência fonoarticulatória, uma ferramenta segura e concreta para o aprendizado da leitura e escrita -, e o aluno construiria uma representação interna do conhecimento e estaria aberto à troca, uma vez que todos aprenderiam pela mesma ferramenta, ou seja, a boca.

A partir dos passos iniciais da aquisição da leitura e escrita – fator indispensável à continuidade escolar e regulador de sucesso e manutenção da autoestima, o Método das Boquinhas estimula a criança a usar, lidar e pensar a língua escrita a partir da boca. Esse mecanismo a auxiliará, futuramente, a desenvolver um automonitoramento e outras destrezas metacognitivas importantes para construir textos significativos, interpretá-los, identificar a informação mais importante, sintetizar e gerar perguntas (Cooper, 1993). Mas essas aquisições só serão possíveis, a partir da alfabetização, que confere ao indivíduo igualdade e condições de adaptação ao seu meio.

Os primórdios desse trabalho foram publicados em artigos científicos e apresentados em Congressos de Fonoaudiologia e Psicopedagogia (Jardini e Vergara, 1997; Jardini e Souza, 2002). Atualmente a obra Boquinhas conta com sete livros publicados, sendo os dois iniciais, Fundamentação Teórica (Jardini, 2003, em processo de atualização) e Caderno de Exercícios (Jardini, 2008), específico para sanar as trocas de letras e melhorar a qualidade da leitura; indicado para crianças e adultos já alfabetizados. Um livro de estudos clínicos, Passo a Passo (Jardini, 2004, 2009), propõe reflexão, análise e tratamento de casos que apresentam dificuldades e distúrbios de leitura e escrita.

A proposta dos livros Boquinhas na Educação Infantil(Jardini e Gomes, 2007) é trabalhar com a aquisição da leitura e escrita, em estágios iniciais desse desenvolvimento, com crianças de 4 a 6 anos, propiciando um trabalho preventivo de aquisição da linguagem. É fundamental que o educador conheça de maneira simples e prática os sons da fala (fonemas) e suas respectivas Boquinhas (articulemas), bem como os processos de consciência fonológica, fonêmica, processamento auditivo e visual, coordenação visuomotora, orientação visuoespacial e desenvolvimento cognitivo, para que possa promover com segurança o início do aprendizado da leitura e escrita e, porventura, lidar de maneira pedagógica, com seus desequilíbrios. Essa abordagem tem contribuído de maneira significativa para que a saúde (incluindo fala, voz e linguagem geral) dos alunos e educadores se mantenha, sendo observada por melhorias na autoestima e qualidade de vida, evitando-se desta forma, o excesso de encaminhamentos às clínicas de aprendizagem, ou seja, a patologização do ensino (Collares e Moysés, 1992;1993).

A proposta dos livros Alfabetização com Boquinhas (aluno e professor) (Jardini e Gomes, 2008), oferece aos educadores condições de formalizar o processo de aquisição da leitura e escrita a partir de pressupostos da fala, tornando a alfabetização simples e possível em curto espaço de tempo. São abordados todos os aspectos da leitura, bem como produção e interpretação de textos. Nesses volumes, o educador encontrará atividades e exercícios para o trabalho pedagógico com qualquer tipo de crianças e adultos, visando à aquisição da leitura e escrita.


Fonte: www.metododasboquinhas.com.br
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