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ATIVIDADES PARA CADA NÍVEL DE ESCRITA

ATIVIDADES FAVORÁVEIS PARA CADA NÍVEL DE ESCRITA

ATIVIDADES FAVORÁVEIS DE ACORDO COM O NÍVEL DA


PSICOGÊNESE EM QUE SE ENCONTRAM OS ALUNOS:



HIPÓTESE PRÉ-SILÁBICA:

Avanços:
• Diferenciar o desenho da escrita;
• Perceber letras e sons;
• Identificar e escrever o próprio nome completo;
• Perceber que usamos letras diferentes em diferentes posições.

Atividades favoráveis
• Desenhar e escrever o que desenhou;
• Usar o nome em situações significativas: marcar atividades. Objetos, utilizá-los em jogos, bilhetes, etc.
• Ouvir leitura diariamente pela professora e poder recontá-la;
• Ter contato com diferentes portadores de texto;
• Reconhecer e ler o nome próprio em situações significativas: chamadas, jogos, etc.
• Conversar sobre a função da escrita;
• Utilizar letras móveis para pesquisar nomes, reproduzir o próprio nome ou dos amigos; bingo de letras;
• Produção oral de histórias;
• Escrita espontânea;
• Textos coletivos tendo o professor como escriba;
• Aumentar o repertório de letras;
• Ler nomes das crianças da turma, quando isto for significativo;
• Comparar e relacionar palavras;
• Produzir textos de forma não convencional;
• Identificar personagens conhecidos a partir de seus nomes, ou escrever seus nomes de acordo com sua possibilidade;
• Recitar textos memorizados: parlendas, quadrinhas, poemas, músicas;
• Atividades que seja preciso reconhecer a letra inicial e final;
• Atividades que apontem para a variação da quantidade de letras;
• Completar palavras usando a letra inicial e final;
• Escrever listas em que isto tenha significado: listar o que usamos na hora do lanche, o que tem na festa de aniversário, etc.

HIPÓTESE SILÁBICA:

Avanços:
• Atribuir valor sonoro às letras;
• Aceitar que não é preciso muitas letras para se escrever apenas o necessário para representar a fala.
• Perceber que palavras diferentes são escritas com letras em ordens diferentes.

Atividades favoráveis
• Todas as atividades do nível anterior,
• Comparar e relacionar escritas de palavras diversas;
• Escrever pequenos textos memorizados ( parlendas, quadrinhas, músicas, trava-língua...)
• Completar palavras com letras para evidenciar seu som:

CAMELO = C____M____L____ ou ____A____E____O

• Relacionar personagens a partir do nome escrito;
• Forca;
• Relacionar figura às palavras, através do reconhecimento da letra inicial.
• Ter contato com a escrita convencional em atividades significativas;
• Reconhecer letras em um pequeno texto conhecido;
• Leitura de textos conhecidos e já trabalhados;
• Cruzadinhas;
• Caça-palavras;
• Completar lacunas em texto e palavra;
• Construir um dicionário ilustrado, desde que o tema seja significativo;
• Evidenciar rimas entre as palavras;
• Usar o alfabeto móvel para escritas significativas;
• Jogos variados para associar o desenho e seu nome;
• Contar a quantidade de palavras de uma frase.

HIPÓTESE SILÁBICO-ALFABÉTICA

Avanços:
• Usar mais de uma letra para representar o fonema quando necessário.
• Atribuir o valor sonoro das letras;
Atividades favoráveis
• As mesmas do nível anterior;
• Separar as palavras de um texto;
• Generalizar os conhecimentos para escrever palavras que não conhece: Associar o “GA” do nome da “GABRIELA” para escrever “GAROTA”, “GAVETA”...;
• Ditado de palavras conhecidas;
• Ditado de grade;
• Forca;
• Produzir pequenos textos;
• Reescrever histórias;
• Pesquisar os usos da ordem alfabética em nossa sociedade;
• Discutir em atividades coletivas a importância do uso da ordem alfabética como recurso organizador em vários instrumentos sociais, como catálogo telefônico, lista de alunos; fichário; arquivo, dicionário, etc;
• Procurar desenvolver o próprio pensamento das crianças para que percebam o que é provável e o que é impossível encontrar na linguagem escrita;
• Pesquisar palavras que têm ou não acento, dentro de um pequeno texto. É fundamental que o professor trabalhe por investigação. Toda descoberta vai sendo discutida e registrada. Não se deve dar a “receitas” prontas ao aluno;
• Pesquisar quais maneiras possíveis de terminar palavras.
• Generalizar os conhecimentos para escrever palavras que não conhece.
• Pesquisar as letras de imprensa minúsculas, apenas e tão somente, para a leitura. As crianças jamais irão utilizá-las para registras seus textos, apenas para serem capazes de ler, sem dificuldade. Pedir aos alunos para recortar de revistas e organizar as letras, fazendo correspondência termo a termo entre os dois tipos de letras: maiúsculas, minúsculas. Pode apresentar listas em imprensa minúscula. Pode proceder da mesma forma, pedindo para transcrever frases até pequenos textos. É uma apropriação lenta e gradual, que pode transcorrer com calma durante todo o estágio silábico-alfabético.
• Cruzadinhas utilizando fotografias;
• Formação de frases;
• Pesquisa sobre o significado de nome das crianças, seguindo a ordem alfabética;
• Escrever uma lista de nomes e discutir como colocá-los em ordem alfabética.
• Fazer acrósticos, trabalhando coletivamente, tendo o professor como escriba, fazendo o registro no quadro;
• Fazer caça-palavras, imprimindo maior grau de dificuldade a essa atividade, como: na vertical, na diagonal, em ordem inversa, etc.

HIPÓTESE ALFABÉTICO

Avanços:
• Preocupação com as questões ortográficas e textuais (parágrafo e pontuação).
• Usar a letra cursiva.

Atividades favoráveis
• Todas as anteriores;
• Leituras diversas;
• Escrita de listas de palavras que apresentem as mesmas regularidades ortográficas em momentos em que isto seja significativo;
• Atividades a partir de um texto: leitura, localização de palavras ou frases; ordenar o texto;
• Jogos diversos como bingo de letras e palavras; forca...


Fonte: ALFABETIZAÇÃO COM SUCESSO Luzia Bontempo
ALFABETIZAÇÃO LÚDICA – CAIXA DE FERRAMENTAS
Gláucia Perreira / Tathiana Campos / Vera Lima
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Dificuldades ortográficas no 5º ano: por que ainda ocorrem?

Dificuldades ortográficas no 5º ano: por que ainda ocorrem?

Fonte: http://www.direcionaleducador.com.br/

"No presente artigo, pretendo desenvolver análise acerca das dificuldades ortográficas ainda encontradas por muitos alunos do 5o. ano do ensino fundamental. A escolha pelo tema se deu em razão de estar lecionando no 5o. ano e por ser, frequentemente, surpreendida por erros ortográficos de diferentes naturezas, encontrados nas escritas de de alunos que são bons leitores, bons escritores, dedicados e comprometidos com os estudos. O que acontece? No intuito de compreender essa realidade, a literatura me remeteu à época de Cabral (...)"
 
Em artigo publicado na revista Direcional Educador (dez/12), desenvolvo breve reflexão sobre a ortografia da língua portuguesa do Brasil, a apropriação da ortografia pelos estudantes em geral, a apropriação da ortografia no 5o. ano do ensino fundamental e sobre intervenção nos erros ortográficos. Não se tratando de um estudo conclusivo, espero conseguir despertar no leitor a  curiosidade pela ortografia. Para a aquisição dessa edição da Direcional Educador visite o site: http://www.direcionaleducador.com.br/edicao-95-dez/12/edicao-95-dez/12
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62 obras sobre os principais pensadores da educação para download

62 obras sobre os principais pensadores da educação para download

O Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção, em par­ce­ria com a Unes­co e a Fun­da­ção Jo­a­quim Na­bu­co, dis­po­ni­bi­li­za pa­ra downlo­ad a Co­le­ção Edu­ca­do­res, uma sé­rie com 62 li­vros so­bre per­so­na­li­da­des da edu­ca­ção. A co­le­ção traz en­sai­os bi­o­grá­fi­cos so­bre 30 pen­sa­do­res bra­si­lei­ros, 30 es­tran­gei­ros, e dois ma­ni­fes­tos: “Pi­o­nei­ros da Edu­ca­ção No­va”, de 1932, e “Edu­ca­do­res”, de 1959. A es­co­lha dos no­mes pa­ra com­por a co­le­ção foi fei­ta por re­pre­sen­tan­tes de ins­ti­tu­i­ções edu­ca­cio­nais, uni­ver­si­da­des e Unes­co.
O cri­té­rio pa­ra a es­co­lha foi re­co­nhe­ci­men­to his­tó­ri­co e o al­can­ce de su­as re­fle­xões e con­tri­bui­ções pa­ra o avan­ço da edu­ca­ção no mun­do. No Bra­sil, o tra­ba­lho de pes­qui­sa foi fei­to por pro­fis­si­o­nais do Ins­ti­tu­to Pau­lo Frei­re. No pla­no in­ter­na­ci­o­nal, foi tra­du­zi­da a co­le­ção Pen­seurs de l’édu­ca­ti­on, or­ga­ni­za­da pe­lo In­ter­na­ti­o­nal Bu­re­au of Edu­ca­ti­on (IBE) da Unes­co, em Ge­ne­bra, que reú­ne al­guns dos mai­o­res pen­sa­do­res da edu­ca­ção de to­dos os tem­pos e cul­tu­ras.
In­te­gram a co­le­ção os se­guin­tes edu­ca­do­res/pen­sa­do­res: Al­ceu Amo­ro­so Li­ma, Al­fred Bi­net, Al­mei­da Jú­ni­or, An­drés Bel­lo, An­ton Maka­renko, An­to­nio Gram­sci, Aní­sio Tei­xei­ra, Apa­re­ci­da Joly Gou­veia, Ar­man­da Ál­va­ro Al­ber­to, Aze­re­do Cou­ti­nho, Ber­tha Lutz, Bog­dan Su­cho­dolski, Carl Ro­gers, Ce­cí­lia Mei­re­les, Cel­so Su­cow da Fon­se­ca, Cé­les­tin Frei­net, Darcy Ri­bei­ro, Do­min­go Sar­mi­en­to, Dur­me­val Tri­guei­ro, Ed­gard Ro­quet­te-Pin­to, Fer­nan­do de Aze­ve­do, Flo­res­tan Fer­nan­des, Fre­de­ric Skin­ner, Fri­e­drich Frö­bel, Fri­e­drich He­gel, Fro­ta Pes­soa, Ge­org Kers­chen­stei­ner, Gil­ber­to Freyre, Gus­ta­vo Ca­pa­ne­ma, Hei­tor Vil­la-Lo­bos, He­le­na An­ti­poff, Hen­ri Wal­lon, Hum­ber­to Mau­ro, Ivan Il­lich, Jan Amos Co­mê­nio, Je­an Pi­a­get, Je­an-Jac­ques Rous­se­au, Je­an-Ovi­de De­croly, Jo­hann Her­bart, Jo­hann Pes­ta­loz­zi, John Dewey, Jo­sé Mar­tí, Jo­sé Má­rio Pi­res Aza­nha, Jo­sé Pe­dro Va­re­la, Jú­lio de Mes­qui­ta Fi­lho, Liev Se­mio­no­vich Vygotsky, Lou­ren­ço Fi­lho, Ma­no­el Bom­fim, Ma­nu­el da Nó­bre­ga, Ma­ria Mon­tes­so­ri, Ní­sia Flo­res­ta, Or­te­ga y Gas­set, Pas­cho­al Lem­me, Pau­lo Frei­re, Ro­ger Cou­si­net, Rui Bar­bo­sa, Sam­paio Dó­ria, Sig­mund Freud,Val­nir Cha­gas, Édou­ard Cla­pa­rè­de e Émi­le Durkheim.
Fonte: www.revistabula.com
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Déficit de Atenção e Dislexia na Escola


DÉFICIT DE ATENÇÃO E DISLEXIA NA ESCOLA
Escrito por  ABDA
As dificuldades escolares são diversas e multifatoriais, dificultando, muitas vezes, delimitações mais precisas. No entanto, o comprometimento de habilidades estratégicas para o aprendizado, como atenção e leitura, pode determinar prejuízos persistentes e difusos, justificando uma avaliação mais sistemática e aprofundada destas funções. O avanço no conhecimento sobre transtornos como o TDAH e a Dislexia tem melhorado a compreensão geral sobre estas funções, orientando ainda estratégias mais específicas e eficazes de intervenção.

A atenção é a porta de entrada da informação, devendo selecionar o que é relevante e controlar seu processamento pelo cérebro. Entre outros efeitos, a atenção facilita a percepção, a memória e a resposta motora, tendo papel central no aprendizado (seja uma habilidade ou um conteúdo).
A leitura, ao contrário da fala, não é aprendida de forma natural ou intuitiva. Esse processo pode ser favorecido por um trabalho sequencial das habilidades envolvidas. A leitura tem como finalidade a compreensão, e depende da decodificação (conversão de letras em sons) adequada, além do domínio da língua (habilidades da linguagem oral). Presumida a sua aquisição, a linguagem escrita se torna a principal (quase exclusiva) ferramenta de acesso e avaliação dos conteúdos escolares, o que é potencialmente problemático. Separar as demandas de leitura/escrita daquelas próprias da disciplina pode ajudar a delimitar eventuais déficits, além de enriquecer o aprendizado de todos os alunos.
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é definido pela presença de sintomas primários e persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade em níveis disfuncionais. Dificuldades de organização e planejamento (disfunção executiva) são também muito frequentes. A dislexia é um transtorno específico da aprendizagem no qual há uma dificuldade significativa e persistente na leitura, resultante de um déficit na decodificação. A compreensão da linguagem oral encontra-se preservada, diferente do que é observado nas dificuldades primárias de compreensão.
O TDAH e a dislexia são condições prevalentes na infância (acometem cerca de 5% das crianças), com impactos na vida escolar, social e familiar. A possibilidade de diagnósticos adicionais (comorbidades) é a regra – não a exceção – nestes quadros, devendo ser investigados (sintomas de outros transtornos do neurodesenvolvimento, alterações do humor, ansiedade, entre outros). A taxa de comorbidade entre TDAH e Dislexia é elevada e bidirecional (25 a 40% apresentam sintomas do outro transtorno, independente do inicial). Esta associação, muito estudada, envolve complexos mecanismos que são compartilhados por estes transtornos (genéticos, ambientais, comportamentais, cognitivos, etc.). Situações comórbidas evoluem, em geral, com maiores prejuízos, não só acadêmicos como globais (índices de reprovação e evasão escolar, baixa autoestima, problemas de comportamento, etc.). Ambos os transtornos devem ser diagnosticados e tratados. O reconhecimento desta associação é uma tarefa muitas vezes difícil, e requer a avaliação cuidadosa e a colaboração de todos os envolvidos.
Atenção e leitura são habilidades múltiplas e complexas, que variam muito entre as pessoas (são dimensionais). Avaliar adequadamente e entender os diversos perfis de funcionamento são grandes desafios para as Neurociências. A dificuldade de leitura na comorbidade parece se relacionar mais com a desatenção do que com os outros sintomas do TDAH. Em algumas crianças, a impulsividade favorece muito o uso da adivinhação como estratégia compensatória. Caso o comportamento de desatenção esteja presente somente nos momentos de leitura, o diagnóstico de TDAH se torna mais improvável. O papel da atenção visual na dislexia é foco recente de pesquisas, além de outros parâmetros já identificados (velocidade de processamento, memória operacional, etc.).
Estratégias de identificação precoce, prevenção e intervenção têm sido desenhadas a partir deste conhecimento, abrindo interessantes perspectivas. No entanto, há limitações para a generalização destes resultados, que devem estar claras (diferenças entre as línguas, variações culturais, etc.). A transparência é a marca da boa ciência. Um olhar individualizado e bom senso são imprescindíveis em todos os casos. Seguem algumas estratégias gerais em função dos aspectos sinalizados.

HABILIDADES IMPORTANTES PARA A LEITURA

→ Consciência fonológica: capacidade de perceber e manipular sons da fala
- reconhecer os sons das palavras (usar palmas);
- fazer rimas, acrescentar e retirar partes das palavras, formando outras.

→ Nomeação de letras e associação letra-som
- usar jogos ou músicas para facilitar a memorização;

- usar letra bastão, evitando informações conflitantes antes da consolidação desta fase (letra cursiva);

- evitar exposição a uma segunda língua quando houver dificuldade.

→Decodificação fluente (conversão letra-som)
- começar com palavras simples e regulares;

- aumentar progressivamente a complexidade (palavras maiores, irregulares, frases curtas, etc.)

→ Domínio da língua (aspectos estruturais e semânticos) e narrativa oral

- vocabulário (sentido literal e figurado); palavras derivadas;

- estrutura frasal e relação entre as frases;

- pistas do contexto e inferências;

- ideia central (personagens e fatos principais);

- sequência temporal e os termos indicativos;

- informações implícitas (o que o personagem pensou ou sentiu; o que poderia ser diferente).

ACOMODAÇÕES DE LEITURA NA ESCOLA
   A dislexia é uma dificuldade persistente de leitura, que é sempre mais difícil e cansativa. Embora o desempenho melhore com a prática, as demandas escolares crescentes (textos e enunciados mais extensos e complexos em várias disciplinas) podem manter eventuais lacunas. Além disso, a leitura deve ser estimulada como atividade de prazer, praticada também fora da escola. Para isso, é fundamental possibilitar outras formas de aprendizado, evitando possíveis sobrecargas.

 
 ESTRATÉGIAS GERAIS:
  1. dar mais tempo para o aluno nas atividades que envolvem leitura;
  2. aumentar o espaço entre as letras e destacar as partes mais importantes (atenção visual);
  3. possibilitar leitura em voz alta dos textos e enunciados quando necessário;
  4. esclarecer as dúvidas sobre textos/enunciados (antes de presumir falhas de conteúdo);
  5.  erros ortográficos atípicos fazem parte do quadro e não devem ser descontados;
  6.  usar recursos visuais para apresentar ou resumir os conteúdos (desenhos, figuras ou esquemas);
  7.  permitir que o aluno responda oralmente ou através de recursos visuais;
  8.  atividades alternativas de aprendizado (museus, exposições, filmes, etc.);
  9. permitir a gravação das aulas e/ou indicação material audiovisual sobre o conteúdo*


* A Khan Academy oferece aulas objetivas e muito didáticas sobre diversos assuntos. Podem ser acessadas gratuitamente através do site (em inglês, com legendas): www.khanacademy.org

 Fundação Lemann está traduzindo este material: www.fundacaolemann.org.br

Artigo escrito pela Dra. Priscila S. Martins - ELO UFRJ
www.metododasboquinhas.com.br
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A Função do Diagnóstico Psicopedagógico




Segundo o DSM-IV, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (APA, 1994) os Transtornos da Aprendizagem (anteriormente Transtornos das Habilidades Escolares) estão incluídos nos “Transtornos Geralmente Diagnosticados pela Primeira Vez na Infância ou Adolescência”. Os Transtornos da Aprendizagem incluem: Transtorno da Leitura, Transtorno da Matemática, Transtorno da Expressão Escrita e Transtorno da Aprendizagem Sem Outra Especificação.

Esta última “categoria envolve os transtornos da aprendizagem que não satisfazem os critérios para qualquer Transtorno da Aprendizagem específico, podendo incluir problemas em todas as três áreas (leitura, matemática, expressão escrita) que, juntos, interferem significativamente no rendimento escolar, embora o desempenho nos testes que medem cada habilidade isoladamente não esteja acentuadamente abaixo do nível esperado, considerando a idade cronológica, a inteligência medida e a escolaridade apropriada à idade do indivíduo” ( APA, 1994). Serão esses os transtornos que aqui iremos tratar.  

O transtorno de aprendizagem é uma perturbação no processo de aprendizagem, não permitindo ao indivíduo aproveitar as suas possibilidades para perceber, compreender, reter na memória e utilizar posteriormente as informações obtidas.

Num enfoque psicopedagógico, encaramos os transtornos de aprendizagem como um sintoma, um sinal de descompensação, no sentido de que não são permanentes, sendo passíveis de transformação. “A hipótese fundamental para avaliar o sintoma é entendê-lo como um estado particular de um sistema que para equilibrar-se precisa adotar esse tipo de comportamento que poderia merecer um nome positivo, mas que caracterizamos como não-aprender” ( Pain,1986).

Esse é o papel inicial do psicopedagogo frente às dificuldades de aprendizagem: fazer uma análise da situação para poder diagnosticar os problemas e suas causas. Ele levanta hipóteses através da análise de sintomas que o indivíduo apresenta, ouvindo a sua queixa, a queixa da família e da escola; além de resgatar a história de vida do sujeito. Para isso, torna-se necessário conhecer o sujeito em seus aspectos neurofisiológicos, afetivos, cognitivos e sociais, bem como entender a modalidade de aprendizagem do sujeito e o vínculo que o indivíduo estabelece com o objeto de aprendizagem, consigo mesmo e com o outro. O psicopedagogo procura, portanto, compreender o indivíduo em suas várias dimensões para ajudá-lo a reencontrar seu caminho, superando dificuldades que impeçam um desenvolvimento harmônico e que estejam se constituindo num bloqueio da comunicação dele com o meio que o cerca.

São diversos os fatores envolvidos nos transtornos de aprendizagem: orgânicos, cognitivos, emocionais e ambientais, relacionados a três pólos de procedência: o indivíduo, a família e a escola.

Estando a origem de toda a aprendizagem nos esquemas de ação através do corpo, precisamos verificar, primeiramente, como estão sendo processadas as principais funções e a integridade dos órgãos ligados a elas, para podermos, posteriormente, considerar os aspectos cognitivos. Estes dizem respeito ao desenvolvimento e funcionamento das estruturas que proporcionam a possibilidade de conhecimento por parte do sujeito, em sua interação com o meio. Nessa área podemos incluir as funções de percepção, discriminação, atenção, memória e processamento da informação. Não podemos nos esquecer de que os fatores motivacionais são muito importantes na construção do significado daquilo que se aprende, formando uma rede de inter-relações entre esses conteúdos e aquilo que já se conhece. Assim, os aspectos emocionais interferem na construção do conhecimento. Abrangem um amplo campo, desde dificuldades para lidar com as frustrações até sérios transtornos emocionais como psicose e depressão infantis.

Para além das causas individuais, estão as de ordem ambiental, oriundas da família, da escola e da sociedade, como um todo. São fatores intervenientes o próprio modelo de funcionamento da família e as relações aí estabelecidas; o perfil da escola, sua filosofia, metodologia e as relações advindas de sua estrutura administrativa e pedagógica; e o meio-ambiente sócio-cultural com poucos estímulos.

Torna-se necessário lembrarmos que esses fatores não são estanques, nem aparecem isoladamente. Eles têm uma circularidade causal, como bem diz Alicia Fernández: “A origem do problema de aprendizagem não se encontra na estrutura individual. O sintoma se ancora em uma rede particular de vínculos familiares que se entrecruzam com uma também particular estrutura individual”. ( Fernández- 1990)

 Se ao papel da família acrescentarmos o papel da escola, como matrizes de desenvolvimento e promoção do equilíbrio do sujeito, teremos a formação completa dessa rede, como já foi dito acima. Ambas são responsáveis tanto pela aprendizagem como pela não-aprendizagem do indivíduo. Modificações na estrutura e funcionamento da rede de relações podem trazer melhorias para o aprendente, desmistificando a sua culpa nos transtornos de aprendizagem.

Desta forma, tanto o psicopedagogo clínico como o psicopedagogo institucional, num primeiro momento, vão avaliar os fatores envolvidos nos transtornos. O diagnóstico psicopedagógico abre possibilidades de intervenção e dá início a um processo de superação das dificuldades.

Num segundo momento, o psicopedagogo iniciará o processo de intervenção junto à instituição (Escola, Hospital, etc.), no sentido de promover as mudanças necessárias; e junto ao indivíduo, através de orientação dentro da própria instituição ou encaminhamento para um trabalho clínico especializado.

 Num terceiro momento, vão atuar como interlocutores entre o indivíduo, seus pais, professores e especialistas, com o objetivo de estabelecer um espaço de confiança, segurança, tranqüilidade e prazer entre todos, onde seja possível a aprendizagem: regras firmes e claras, mas flexíveis para permitir experimentação e escolha; respeito e acolhimento para ouvir as demandas das crianças; tempo para que essas demandas apareçam; liberdade que permita o processo de construção da individualidade das crianças; troca de afetividade, como possibilidade de estabelecimento de vínculos.

Somente através da construção dessas parcerias é que perceberemos novas possibilidades de redefinição do sistema – Família – Escola – Indivíduo - para podermos atingir nossos objetivos, enquanto psicopedagogos: a criação de um novo contexto em que o sintoma de não-aprendizagem desapareça, por não mais se fazer necessário.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

APA (Associação Americana de Psiquiatria). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV). Porto Alegre. Artes Médicas, 1994.
CELIDONIO, M.R.F.- Família, Aprendizagem, Escola – Monografia do curso Família: Dinâmicas e Processos de Mudança. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1996.
FERNÁNDEZ, A. – A Inteligência Aprisionada: Abordagem Psicopedagógica Clínica da Criança e sua Família. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.
PAIN, S. – Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem. Porto Alegre, Artes Médicas, 1986.
AMARAL, S. & VELOSO, A.F. – Distúrbios de Aprendizagem: Diagnóstico e Orientação. Revista Temas sobre Desenvolvimento, V.3, N.14, P.10-13, 1993.
SOUZA, M. P. – Introdução aos Distúrbios de |Aprendizagem: um Desafio para o Nosso Tempo, in Tecnologia em (Re) Habilitação Cognitiva- Uma Perspectiva Multidisciplinar. São Paulo: Edunisc, 1998.
TOPCZEWSKI, A. – Aprendizagem e suas Desabilidades. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.
 WEISS, M. L. L. - Psicopedagogia Clínica - Uma Visão Diagnóstica. Porto Alegre, Artes Médicas, 1992.


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A Fonoaudiologia na Escola



A Fonoaudiologia deve sempre estar presente na equipe multidisciplinar, seja este público ou privado.  O objetivo é colaborar por meio de ações preventivas, orientações aos professores e aos pais com relação aos processos auditivos, fundamentais para o aluno realizar a correlação fonema (som) ao grafema (letra), evitando assim trocas de letras oriundas de falhas na discriminação auditiva. Ex.: p/b, t/d, f/v, ch-x/gj/ , s/z.

Orientando pais e professores quanto aos hábitos: uso de mamadeira, chupeta, dedo, morder objetos, mastigação e deglutição, fazendo assim a relação dos hábitos e das funções de mastigar e deglutir com o crescimento crânio facial, (dos ossos e músculos da face), desenvolvimento da fala e da linguagem e ao processo de aquisição da leitura e escrita.

As crianças estão sendo alfabetizadas mais cedo e é importante que se realize a orientação aos pais das interferências dos hábitos não só na formação dos arcos dentários e músculos oro faciais, como também estimulando o "crescer". Importante frisar que quando há necessidade contamos com o setor de psicologia para orientações mais específicas e encaminhamentos.
A Fonoaudiologia pode sempre contribuir nas atividades lúdicas em sala de aula sempre interligadas ao planejamento do professor, enfatizando processos como atenção, discriminação auditiva, consciência fonológica e linguagem oral.



Importante argumentar que a aprendizagem está relacionada também à postura corporal, incluindo a postura de boca por ser a boca o órgão importante para a mastigação e respiração saudáveis, funções relacionadas à fala e aprendizagem. As crianças podem ser orientadas quanto à mastigação, que funcionalmente é correta com a boca fechada, utilizando mastigação bilateral alternada, não ingerir líquidos ao mastigar, propiciando assim uma mastigação mais eficaz, levando em consideração que a mastigação é um exercício ortopédico funcional fundamental nessa faixa escolar que contribui para o crescimento ósseo facial.

Os professores podem ser orientados com relação à Higiene Vocal e realizadas oficinas de Voz para que eles possam adquirir a comunicação adequada e usá-la em sala de aula.
e músculos oro faciais, como também estimulando o "crescer". Importante frisar que quando há necessidade contamos com o setor de psicologia para orientações mais específicas e encaminhamentos.

A Fonoaudiologia pode sempre contribuir nas atividades lúdicas em sala de aula sempre interligadas ao planejamento do professor, enfatizando processos como atenção, discriminação auditiva, consciência fonológica e linguagem oral.

Importante argumentar que a aprendizagem está relacionada também à postura corporal, incluindo a postura de boca por ser a boca o órgão importante para a mastigação e respiração saudáveis, funções relacionadas à fala e aprendizagem. As crianças podem ser orientadas quanto à mastigação, que funcionalmente é correta com a boca fechada, utilizando mastigação bilateral alternada, não ingerir líquidos ao mastigar, propiciando assim uma mastigação mais eficaz, levando em consideração que a mastigação é um exercício ortopédico funcional fundamental nessa faixa escolar que contribui para o crescimento ósseo facial.

Os professores podem ser orientados com relação à Higiene Vocal e realizadas oficinas de Voz para que eles possam adquirir a comunicação adequada e usá-la em sala de aula.
Ressaltamos que não são realizados atendimentos clinico/terapêutico dentro de instituições educacionais, conforme a Resolução do CFFa n° 309, de 01 de abril de 2005 .
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Atividades de Coordenação Motora Fina

 


1) Pintura com os dedos - Trabalhar mobilidade dos dedos


2) Furador de papel (flores,estrelas,coração)- trabalhar fortalecimento muscular no dedo indicador depois realizar uma colagem com os desenhos.


3) Labirinto- colocar dentro saco ziploc com fita adesiva e gel de cabelo com bolinhas de gude.Trabalhar dedo indicador o caminho com a bolinha de gude.


4) Colocar moedas dentro do cofrinho -trabalhar o dedo indicador e polegar.


5) Colar os adesivos de bolinha dentro das
bolinhas desenhadas no papel.


6) Transferir os cereais(arroz,feijão,milho) de uma vasilha para potes de iogurte com colher sem deixar derramar.Pode brincar faz de conta-inventar uma receita e nomear os ingredientes e depois escolher os nomes das pessoas da familia ou da escola para oferecer a comidinha. 


7) Brincadeira com areia- colocar com as mãozinhas a areia dentro do funil e balde.


8) cartelas com as letras e colocar o pregador de roupa na letra representada.Trabalhar fortalecimento muscular dedo indicador e polegar.


9) Escrever as letras com o dedo indicador -trabalhar os movimentos do dedo para sentido e direção correta das letras.


10) Escrever as letras do alfabeto com cola colorida e passar o dedo indicador em cima da letrinha.Pode confeccionar cartões com as letras com texturas diferentes(emborrachado,lixa,espuma) -Trabalhar a percepção tátil e os movimentos do dedo indicador -preparação para escrita. Depois pode brincar com criança,falar uma palavra com a letra(associação).


11) Pegar objetos pequenhos com palitinho de japonês ou de cabelo(colocar uma gominha para facilitar os movimentos abrir e fechar) e transferir os objetos para vasilha.


12) Jogo de pinos ou Resta um -Trabalhar os movimentos pinça fina indicador e polegar para encaixe dos pinos.



13) Pegar bolinhas de algodão com pegador de saladas o de macarrão e colocar dentro dos potes.Trabalhar o movimento abrir e fechar com movimentos do dedo indicador e polegar.Depois,a criança pode contar a quantidade de bolinhas no pote ou noção quantidade(muito/pouco).


14) Colorir o desenho dentro do limite no plano vertical -trabalhar fortalecimento muscular na parte ombro e braço.
Fonte:  http://autismovivenciasautisticas.blogspot.com
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Transtornos de aprendizagem: O papel do Fonoaudiólogo na escola

A principal dificuldade no diagnóstico precoce dos transtornos de aprendizagem – uma dificuldade que atrapalha na alfabetização – está justamente na identificação. O que pode ser uma dislexia ou alguma outra condição física ou mental é facilmente confundida com preguiça, falta de atenção. Por estarem dia a dia com as crianças, os professores geralmente são os que primeiro percebem que algo está errado.
592163 95167596 kmb43xgame 300x225 Transtornos de aprendizagem: o papel do fonoaudiólogo na escola“Crianças que apresentam alterações de fala têm, no geral, mais dificuldades de comportamento, tais como hiperatividade e problemas de conduta”, explica a fonoaudióloga Irene Marchesan, presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. “As alterações de fala e de linguagem estão relacionadas aos problemas de alfabetização, às habilidades em leitura e escrita, à capacidade de soletração, dentre outras habilidades escolares. Além dos efeitos negativos sobre a alfabetização, as alterações de fala e linguagem podem trazer prejuízos a aspectos educacionais gerais e até mesmo ocupacionais”, completa.
Mas para que percebam estas alterações é preciso haver informação ao professor. E é aí que entra o papel do fonoaudiólogo nas escolas. “Nosso trabalho tem se expandido e voltado para as questões educacionais e não apenas dentro dos processos de aquisição e leitura e escrita ou métodos mais facilitadores no ambito clínico, mas no sentido de desenvolver programas pedagógicos. O fonoaudiólogo pode trabalhar em conjunto com o professor de forma que possa proporcionar resultados melhores”, diz o fonoaudiólogo Jaime Zorzi, especialista em crianças com dificuldade de aprendizado e autor de um livro sobre a dislexia e outros tipos de transtornos relacionados com a dificuldades de aprendizado.
Segundo a fonoaudióloga e psicopedagoga Telma Pantâno, é comum encontrar nas escolas dificuldades de inclusão devido ao desconhecimento dos processos cognitivos e linguísticos que envolvem estas patologias. “Este suporte, orientação e planejamento educacional pode ser discutido e integrado conjuntamente com a atuação fonoaudiológica”, destaca.
Fonoaudiologia educacional
Zorzi explica que a fonoaudiologia educacional é uma especialidade nova dentro da fonoaudiologia voltada para as questões do ensino e da aprendizagem. “Tentar compreender o aluno, por que não aprende, com foco no professor para que ele tenha uma condição mais propícia na hora de ensinar.
Eles expicam que atualmente o papel do fonoaudiólogo no âmbito escolar envolve aspectos preventivos e intervenções com a equipe pedagógica visando o desenvolvimento das habilidades relacionadas a linguagem oral e escrita e, sobretudo, o desenvolvimento de aspectos cognitivos, linguísticos e metalinguísticos necessários para esse desenvolvimento. É importante enfatizar os conhecimentos mais atuais que as neurociências tem contribuído para essas aquisições e a visão clara das diferenças entre desenvolvimento e aprendizagem dessas funções no contexto educacional.

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ATIVIDADES PARA: dispraxia, discalculia, dislexia e disgrafia (letra feia)

Atividades para Dispraxia

Estas actividades servem para melhorar o equilíbrio e a coordenação, mas também o processamento visual, a distância e a velocidade, a lógica e sequência, ajudando assim nas dificuldades sentidas pelos dispráxicos.
Estes exemplos são simples de seguir, no entanto algumas crianças enfrentarão algumas dificuldades na sua realização. Nadar ou andar de bicicleta são complementos muito bons.
Estes exercícios deverão ser realizados durante 15 a 20 minutos por dia:
Balançar
Ficar de pé só numa perna, que inicialmente deverá ser a dominante e só depois passar para a outra. Enquanto fica de pé contar quanto tempo a criança aguenta esta posição, ficando de olhos abertos. De seguida fazer o mesmo exercício, mas de olhos fechados. A criança poderá sentir alguma dificuldade ao fazer o exercício com os olhos fechados.

Saltar
Começando novamente com a perna dominante contar quantas vezes a criança consegue saltar. Quando eventualemnte a criança perder o equilíbrio troque de perna. No início a criança irá saltar por todo o lado, mas com o tempo permanecerá mais ou menos na mesma área.

Habilidades com a Bola
Utilizar bolas de diferentes tamanhos para praticar atirar e apanhar. Inicialmente distancie-se pouco da criança e pouco a pouco aumente a distância. Motive a criança a observar o percurso da bola, isso ajuda a perceber a distância e a velocidade. Com o tempo variar a velocidade da bola assim como direccionar a bola mais para a esquerda ou para a direita, mas sem informar a criança desse facto. Faça o mesmo exercício,mas agora apenas com uma mão, iniciando com o braço dominante. À medida que a criança se vai tornando mais confiante, poderá atirar a bola contra a parede, dentro de uma área definida (um quadrado no chão p.ex.).

Futebol
Chutar a bola em direcção à criança e motivá-la a fazer o mesmo. A criança deve chutar primeiro com a perna dominante e depois com a outra, para a direita e para a esquerda.

Atividades para Discalculia

Diferenças

Diferenças
Jogos de diferenças são importantes para quem possui discalculia pois desenvolve a concentração e atenção.
Exemplo:
Descobre as 8 diferenças entre as duas imagens:
Segue este site para jogares às diferenças online e em diferentes níveis: http://www.brincar.pt/jogos/jogos-de-agilidade/jogo_das_diferencas_descobre_as_diferencas_16.html

Caracol

Desenhar no chão um caracol como o da ilustração abaixo, contendo os números de 0 a 9. Posteriormente a criança deverá saltar para os números que lhe serão solicitados. Para complexificar um pouco o exercício, podem ser solicitados números com dois ou mais algarismos (Ex: 198. Neste caso a criança deverá saltar primeiro para o numero 1, seguidamente para o numero 9 e por fim, para o numero 8). Este jogo promove o reconhecimento e identificação dos números, estimula a memória e desenvolve a orientação espacial e percepção visual.

Tamanhos

Com objectos de vários tamanhos, pedir para os colocar por ordem crescente e, posteriormente, descrescente. Esta actividade desenvolve a orientação temporal; a noção de "alto e baixo", "pequeno e grande"; estimula a destreza manual; e desenvolve a atenção, concentração, capacidade de categorização e organização.

Sudoku

O objectivo é preencher um quadrado 9x9 com números de 1 a 9, sem repetir números em cada linha e cada coluna. Também não se pode repetir números em cada quadrado de 3x3. Esta actividade desenvolver a estruturação espácio-temporal; promove o raciocínio lógico; e desenvolve a atenção, concentração e percepção visual.
Exemplo:
Segue o site a seguir para jogar sudoku online com diferentes níveis de dificuldade: http://sudoku.net.br/

Todos os exercício que envolvam números, contagem e concentração são recomendados para quem tem discalculia.

Atividades para Dislexia

Sopa de letras
Para estimular a concentração, atenção e reconhecimento das palavras/letras, a sopa de letras é um bom jogo.
Exemplo:

Encontra mais sopas de letras para fazeres no site a seguir: http://www.horavaga.net/jogo_145_1_sopa-de-letras.html

Anagrama

Forma uma palavra nova com as letras da palavra dada.
Pedra: ___________
Sapo: ____________
Papo: ____________
Vela: _____________
Rato: _____________
Cabo: _____________
Amor: _____________
Cabo: _____________                                                                   Soluções

Várias palavras

Escreve (diz) palavras que contenham a parte principal da palavra que é dada:
Exemplo:
Casa: casamento, casar, casal, casarão, casinha, casado

Actividade
Pesca: __________________________________________
Estalo: __________________________________________
Pensar: __________________________________________
Cantar: __________________________________________
Estrela: __________________________________________
Amar: ___________________________________________      

                     
Criar os seus jogos:
Criar jogos é uma excelente ferramenta para promover a aprendizagem. Siga as seguintes dicas:
  • Investigue sobre dislexia – aprenda sobre os sinais e os pontos fracos e fortes acerca da dislexia;
  • Crie letras em vários formatos e texturas e brinque com a construção de palavras;
  • Reproduza jogos que encontre em catálogos educacionais. Alguns são bastante dispendiosos, mas facilmente reproduzíveis;
  • Modifique jogos existentes para ir de encontro às necessidades do disléxico (especialmente um tipo de jogo que este aprecie);
  • Partilhe ideias com outros pais, professores, e técnicos de forma a melhorar os seus jogos;
  • Elabore o jogo em conjunto com o disléxico, ficará surpreendido com a criatividade.

Corrigir a "letra feia" - Disgrafia/Disortografia

O aperfeiçoamento da escrita tende a compensar os défices na mesma, na medida em que se pretende melhorar os factores funcionais que afectam o acto de escrever. Deste modo apresentam-se alguns recursos e exercícios que poderão ser úteis neste domínio.

Proporção das letras
O uso de pautas quadriculadas pode corrigir os transtornos de dimensão das letras. Deve-se dar à criança algumas orientações: as letras ascendentes ou descendentes ocupam três quadrados, as letras baixas apenas uma.

Transtornos da inclinação
  • Desenhar linhas paralelas.
  • Desenhar ondas e linhas rectas paralelas.
  • Recortar tiras de papel paralelas.
  • Numa folha de papel desenhar pontos em ambos os extremos que a criança deve unir. Realizar também actividades de escrita procurando terminar em locais adequados. 


 Transtornos de ligação entre entre letras
  • Exercícios de repassar palavras e frases sem levantar o lápis.
  • Pôr palavras com letras separadas para que a criança as una de forma correcta.


Transtornos de Espaçamento

O uso de pautas quadriculadas com o estabelecimento de deixar três quadriculas entre as palavras pode ajudar na homogeneidade do espaçamento.
 
 
Posição do corpo

Durante a escrita, o corpo tem de permanecer paralelo à mesa evitando que se forme um ângulo com esta, uma vez que isso obriga a rodar os ombros para escrever. As costas devem estar apoiadas nas costas da cadeira e só a zona dorsal formará um ligeiro ângulo com o bordo da mesa.
 
 
 
Posição do papel

À medida que a criança cresce o papel vai-se separando da posição vertical criando-se um ângulo cada vez maior entre a mesa e a posição do papel. O ângulo de inclinação aumenta progressivamente ao longo dos anos (nos adultos é de 30 º). Do mesmo modo, a criança tende a proximar o papel em direcção ao hemicorpo da mão que escreve. Determinadas posturas provocam alterações no grafismo (ângulo inadequado, movimentos persistentes). Convém realizar exercícios em que a criança possa aprender a escrever com correcta inclinação. Um exemplo é fixar o papel para impedir que a criança o mova durante a escrita.
 
 
Esta informação foi retirada de: http://omovimentodaescrita.blogspot.com/2010/05/metodo-antidisgrafico-exercicios-de.html
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