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A Educação Especial da criança com Síndrome de Down

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Síndrome de Down e Aprendizagem

O processo de alfabetização da pessoa com Síndrome de Down é o resultado de um amadurecimento psíquico, físico e motor. As atividades são realizadas através dos programas de Estimulação Precoce, Apoio Pedagógico, Alfabetização e Iniciação Profissional.
As atividades de estimulação devem começar desde o nascimento, sendo que a participação ativa da família é decisiva para seu desenvolvimento integral. O indivíduo com Síndrome de Down passa pelas mesmas etapas consideradas normais no desenvolvimento cognitivo, sensório-motor, operações concretas e operações formais.
A limitação cognitiva presente na síndrome (que varia de pessoa para pessoa) altera o ritmo de aprendizagem, o processamento de informação, a memória visual e auditiva, a atenção e também a motivação.
No processo de aprendizado, o professor pode utilizar em sua prática escolar de materiais que contenham objetos concretos e/ou situações da vida real antes de introduzir conteúdos novos e conceitos abstratos, deve-se utilizar temas comuns a várias áreas, de forma a integrar as informações. (Adaptações curriculares, contextualizado, interdisciplinar).
O desenvolvimento do ser humano é contínuo, desde a concepção à vida adulta, sendo que o mesmo se processa na integração com outras pessoas. Alguns teóricos acreditam que o processo de desenvolvimento da criança é gradual e contínuo; outros, que o processo é graduado em etapas, com mudanças repentinas.
Ambos concordam que o desenvolvimento é um processo integrado, que abrange todos os aspectos da vida humana. O aluno que apresenta comprometimento nas áreas de desenvolvimento mostra dificuldades de aprendizado, necessitando de atendimento educacional adequado, visando garantir seu atendimento integral.

A Fonoaudiologia e a síndrome de Down


fono-2
As pessoas com síndrome de Down apresentam atraso no desenvolvimento neuro-psico-motor, déficit cognitivo e, consequentemente, distúrbio de linguagem e também hipotonia orofacial. O setor de Fonoaudiologia tem por objetivo trabalhar a linguagem oral e escrita, aspectos cognitivos, motricidade orofacial, visando o desenvolvimento global e facilitando a inclusão na escola e na sociedade. A estimulação considera a idade da criança e as dificuldades apresentadas para cada faixa etária.
Como a aquisição de desenvolvimento da linguagem é um processo complexo, essas crianças geralmente adquirem a linguagem mais tarde. Também apresentam alterações de fala (trocas, omissões e substituições dos fonemas) e, por conta disso, maior dificuldade de expressão do que de compreensão e tendem a utilizar os gestos como seu principal meio de comunicação. Porém esses aspectos são variáveis no desenvolvimento de cada criança.
Por ser uma anomalia cromossômica, na Síndrome de Down ocorre redução do tônus dos lábios, das bochechas e da língua, esta permanece protuída e, consequentemente, ocorre falta de controle motor dos órgãos responsáveis pela articulação. O palato (“céu da boca”), na maioria das vezes, é alto e os lábios encontram-se entreabertos, o que pode ocasionar a respiração oral.
O fonoaudiólogo trabalhará com o desenvolvimento do sistema estomatognático e da fala, adequando os órgãos da fala e as funções (mastigação, deglutição e respiração). Também terá por objetivo desenvolver a linguagem, orientando pais e professores sobre esse processo, já que o seu desenvolvimento se dá a partir da interação da criança com o meio em que ela vive. Embora a Síndrome de Down seja classificada como uma deficiência mental, não se pode nunca predeterminar qual será o limite de desenvolvimento do indivíduo. A educação da pessoa com Síndrome de Down deve atender às suas necessidades especiais sem se desviar dos princípios básicos da educação proposta às demais pessoas.
A criança deve freqüentar desde cedo a escola, e esta deve valorizar sobretudo os acertos da criança, trabalhando sobre suas potencialidades para vencer as dificuldades.
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Diversas Cartilhas sobre Síndrome de Down para BAIXAR

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Síndrome de down - Temas relacionados a educação e inclusão na escola.

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Livro Síndrome de Down: Lectura y escrita - ONLINE

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Estimulação Precoce



O desenvolvimento de uma criança com Síndrome de Down requer atenção diferenciada, pois demora mais para suas habilidades se desenvolverem. Suas aquisições são conquistadas de forma mais lenta.
Os bebês com síndrome de Down nascem com um número menor de células nervosas no cérebro e por isso com uma menor capacidade de desenvolvimento intelectual. A capacidade maturativa que atinge a criança vai depender da estimulação que tenha recebido e o ajude a se desenvolver. 
Esta estimulação é necessária durante os primeiros anos de vida, que é quando o sistema nervoso do bebê apresenta uma grande plasticidade para estabelecer novas conexões neuronais

Os programas de estimulação precoce ajudam o bebê com síndrome de Down a adquirir determinados conhecimentos, destrezas e aptidões que outras crianças aprendem sozinhas. Recomenda-se começar entre os 2 e 4 meses de vida.

Hoje os pais que possuem filhos com Síndrome de Down são orientados a procurarem atendimento de estimulação precoce.  O acompanhamento de algumas especialidades, como a Fonoaudiologia, a Fisioterapia, a Terapia Ocupacional, a Psicologia, dentre outras, é essencial para a orientação aos pais sobre o melhor estímulo a ser dado aos seus filhos e, através de técnicas especializadas, desenvolvem suas potencialidades.   
Alguns pais podem se sentir desmotivados com a demora de seus filhos adquirirem suas habilidades. Nestes casos, quanto mais cedo for introduzida a estimulação precoce, melhores resultados podem ser obtidos futuramente.
 A estimulação precoce é um atendimento especializado direcionado a bebês e crianças de 0 a 3 anos com risco ou atraso no desenvolvimento global (prematuros de risco, síndromes genéticas, deficiências, paralisia cerebral e outras).

O tratamento de estimulação precoce é possível devido a grande plasticidade neuronal nos primeiros três anos de vida.  Ele modifica todo o  desenvolvimento do indivíduo, formando as bases para um desenvolvimento harmônico. 

Nos trabalhos de estimulação precoce, dê preferência aos que os profissionais trabalhem de maneira conjunta com o bebê ou criança. É muito importante também que os pais participem deste processo. Existem várias maneiras de trazer os pais para a terapia do bebê, mesmo quando a rotina de trabalho deixa-lhes o tempo mais restrito. A participação dos pais é fundamental não apenas em função das orientações que costumam receber dos terapeutas, mas também melhorar o vínculo pais e filhos.


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Protocolos para Deficiências Severas

 
AVALIAÇÃO EDUCACIONAL DE ALUNOS COM BAIXA VISÃO E MÚLTIPLA DEFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL (Marilda Moraes Bruno)
http://www.ufgd.edu.br/editora/catalogo/avaliacao-educacional-de-alunos-com-baixa-visao-e-multipla-deficiencia-na-educacao-infantil

PROTOCOLO PARA PRESCRIÇÃO OU ADAPTAÇÃO DE RECURSOS PEDAGÓGICOS PARA ALUNOS COM PARALISIA CEREBRAL
http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/Educacao/Dissertacoes/silva_mo_me_mar.pdf

DESENVOLVIMENTO DE UM PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO DE HABILIDADES COMUNICATIVAS PARA ALUNOS NÃO-FALANTES EM SITUAÇÃO FAMILIAR
http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/Educacao/Dissertacoes/delagracia_jd_ms_mar.pdf

DESENVOLVIMENTO DE UM PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO DE HABILIDADES COMUNICATIVAS DE ALUNOS NÃO-FALANTES EM AMBIENTE ESCOLAR
http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/Educacao/Dissertacoes/paula_rd_ms_mar.pdf

Protocolo para avaliar a acessibilidade ao computador para alunos com paralisia cerebral
http://www.bdtd.ufscar.br/htdocs/tedeSimplificado/tde_arquivos/9/TDE-2008-05-30T08:38:47Z-1860/Publico/1794.pdf


http://fono-audiologia.blogspot.com
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Como avaliar o aluno com deficiência?


A avaliação sempre foi uma pedra no sapato do trabalho docente do professor. Quando falamos
em avaliação de alunos com deficiência, então, o problema torna-se mais complexo ainda.
Apesar disso, discutir a avaliação como um processo mais amplo de reflexão sobre o fracasso
escolar, dos mecanismos que o constituem e das possibilidades de diminuir o violento processo
de exclusão causado por ela, torna-se fundamental para possibilitarmos o acesso e a
permanência com sucesso dos alunos com deficiência na escola.
De início, importa deixar claro um ponto: alunos com deficiência devem ser avaliados da mesma
maneira que seus colegas. Pensar a avaliação de alunos com deficiência de maneira dissociada
das concepções que temos acerca de aprendizagem, do papel da escola na formação integral
dos alunos e das funções da avaliação como instrumento que permite o replanejamento das
atividades do professor, não leva a nenhum resultado útil.

Nessa linha de raciocínio, para que o processo de avaliação do resultado escolar dos alunos
seja realmente útil e inclusivo, é imprescindível a criação de uma nova cultura sobre
aprendizagem e avaliação, uma cultura que elimine:

- o vínculo a um resultado previamente determinado pelo professor;
- o estabelecimento de parâmetros com os quais as respostas dos alunos são sempre
comparadas entre si, como se o ato de aprender não fosse individual;
- o caráter de controle, adaptação e seleção que a avaliação desempenha em qualquer nível;
- a lógica de exclusão, que se baseia na homogeneidade inexistente;
- a eleição de um determinado ritmo como ideal para a construção da aprendizagem de todos
os alunos.

Numa escola onde a avaliação ainda se define pela presença das características acima
certamente não haverá lugar para a aceitação da diversidade como inerente ao ser humano e da
aprendizagem como processo individual de construção do conhecimento. Numa educação que
parte do falso pressuposto da homogeneidade não há espaço para o reconhecimento dos
saberes dos alunos, que muitas vezes não se enquadram na lógica de classificação das
respostas previamente definidas como certas ou erradas.
O que estamos querendo dizer é que todas as questões referentes à avaliação dizem respeito à
avaliação de qualquer aluno e não apenas das pessoas com deficiências. A única diferença que
há entre as pessoas ditas normais e as pessoas com deficiências está nos recursos de
acessibilidade que devem ser colocados à disposição dos alunos com deficiências para que
possam aprender e expressar adequadamente suas aprendizagens. Por recursos de
acessibilidade podemos entender desde as atividades com letra ampliada, digitalizadas em Braille, os interpretes, até uma grande gama de recursos da tecnologia assistiva hoje já
disponíveis, enfim, tudo aquilo que é necessário para suprir necessidades impostas pelas
deficiências, sejam elas auditivas, visuais, físicas ou mentais.
Neste contexto, a avaliação escolar de alunos com deficiência ou não, deve ser verdadeiramente
inclusiva e ter a finalidade de verificar continuamente os conhecimentos que cada aluno possui,
no seu tempo, por seus caminhos, com seus recursos e que leva em conta uma ferramenta
muito pouco explorada que é a co-aprendizagem.
Nessa mudança de perspectiva, o primeiro passo talvez seja o de nos convencermos de que a
avaliação usada apenas para medir o resultado da aprendizagem e não como parte de um
compromisso com o desenvolvimento de uma prática pedagógica comprometida com a inclusão,
e com o respeito às diferenças é de muito pouca utilidade, tanto para os alunos com deficiências
quanto para os alunos em geral.
De qualquer modo, a avaliação como processo que contribui para investigação constante da
prática pedagógica do professor que deve ser sempre modificada e aperfeiçoada a partir dos
resultados obtidos, não é tarefa simples de ser conseguida. Entender a verdadeira finalidade da
avaliação escolar só será possível quando tivermos professores dispostos a aceitar novos
desafios, capazes de identificar nos erros pistas que os instiguem a repensar seu planejamento e
as atividades desenvolvidas em sala de aula e que considerem seus alunos como parceiros,
principalmente aqueles que não se deixam encaixar no modelo de escola que reduz o
conhecimento à capacidade de identificar respostas previamente definidas como certas ou
erradas.
Segundo a professora Maria Teresa Mantoan, a educação inclusiva preconiza um ensino em que
aprender não é um ato linear, continuo, mas fruto de uma rede de relações que vai sendo tecida
pelos aprendizes, em ambientes escolares que não discriminam, que não rotulam e que
oferecem chances de sucesso para todos, dentro dos interesses, habilidades e possibilidades de
cada um. Por isso, quando apenas avaliamos o produto e desconsideramos o processo vivido
pelos alunos para chegar ao resultado final realizamos um corte totalmente artificial no processo
de aprendizagem.
Pensando assim temos que fazer uma opção pelo que queremos avaliar: produção ou
reprodução. Quando avaliamos reprodução, com muita freqüência, utilizamos provas que
geralmente medem respostas memorizadas e comportamentos automatizados. Ao contrario,
quando optamos por avaliar aquilo que o aluno é capaz de produzir, a observação, a atenção às
repostas que o aluno dá às atividades que estão sendo trabalhadas, a analise das tarefas que
ele é capaz de realizar fazem parte das alternativas pedagógicas utilizadas para avaliar.
Vários instrumentos podem ser utilizados, com sucesso, para avaliar os alunos, permitindo um
acompanhamento do seu percurso escolar e a evolução de suas competências e de seus
conhecimentos. Um dos recursos que poderá auxiliar o professor a organizar a produção dos
seus alunos e por isso avaliar com eficiência é utilizar um portfólio. A utilização do portfólio permite conhecer a produção individual do aluno e analisar a eficiência
das práticas pedagógicas do professor. A partir da observação sistemática e diária daquilo que
os alunos são capazes de produzir, os professores passam a fazer descobertas a respeito
daquilo que os motiva a aprenderem, como aprendem e como podem ser efetivamente
avaliados.
No caso dos alunos com deficiências, os portfólios podem facilitar a tomada de decisão sobre
quais os recursos de acessibilidade que deverão ser oferecidos e qual o grau de sucesso que
está sendo obtido com o seu uso. Eles permitem que tomemos conhecimento não só das
dificuldades, mas também das habilidades dos alunos, para que, através dos recursos
necessários, estas habilidades sejam ampliadas. Permitem, também, que os professores das
classes comuns possam contar com o auxílio do professor do atendimento educacional
especializado, no caso dos alunos que freqüentam esta modalidade, no esclarecimento de
dúvidas que possam surgir a respeito da produção dos alunos.

Quando utilizamos adequadamente o portfólio no processo de avaliação podemos:

- melhorar a dinâmica da sala de aula consultando o portfólio dos alunos para elaborar as
atividades:
- evitar testes padronizados;
- envolver a família no processo de avaliação;
- não utilizar a avaliação como um instrumento de classificação;
- incorporar o sentido ético e inclusivo na avaliação;
- possibilitar que o erro possa ser visto como um processo de construção de conhecimentos
que dá pistas sobre o modo cada aluno está organizando o seu pensamento;

Esta maneira de avaliar permite que o professor acompanhe o processo de aprendizagem de
seus alunos e descubra que cada aluno tem o seu método próprio de construir conhecimentos, o
que torna absurdo um método de ensinar único e uma prova como recurso para avaliar como se
houvesse homogeneidade de aprendizagem.
Nessa perspectiva, entendemos que é possível avaliar, de forma adequada e útil, alunos com
deficiências. Mas, se analisarmos com atenção, tudo o que o que se diz da avaliação do aluno
com deficiência, na verdade serve para avaliar qualquer aluno, porque a principal exigência da
inclusão escolar é que a escola seja de qualidade – para todos! E uma escola de qualidade é
aquela que sabe tirar partido das diferenças oportunizando aos alunos a convivência com seus
pares, o exemplo dos professores que se traduz na qualidade do seu trabalho em sala de aula e
no clima de acolhimento vivenciado por toda a comunidade escolar.

Fonte: Assistiva • Tecnologia e Educação © 2010
www.assistiva.com.br
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Libras nas mãos para pessoas surdocegas


A surdocegueira é a incapacidade total ou parcial de audição e visão, simultaneamente. Assim como no caso da surdez, a surdocegueira pode ser identificada com a cultura das pessoas que pertencem a este grupo.

Em termos de senso comum, ao falar de alguém surdo-cego, lembramos Helen Keller e sua professora Anne Sullivan, como história de sucesso ao desafio de viver sem visão e audição.

A maior parte das pessoas com surdocegueira têm ainda limitações noutros domínios.

O que é surdocegueira

A surdocegueira é a deficiência, em diversos graus, dos sentidos de audição e visão; isto é, o surdocego pode ver ou ouvir em pequenos níveis, dependendo do caso.

Com base nos estudos de McInnes, afim de classificarmos alguém de surdocego é preciso que esse indivíduo não tenha suficiente visão para compensar a perda auditiva, ou vice-versa, que não possua audição suficiente para compensar a falta de visão.

Vários autores (tais como Writer, Freeman, Wheeler & Griffin, McInnes) defendem a surdocegueira como única, não como a soma de dois comprometimentos sensoriais.

Segundo o ponto de vista sensorial de Miles e Riggio, surdocegos podem ser:

• indivíduos surdos profundos e cegos;

• indivíduos surdos e têm pouca visão;

• indivíduos com baixa audição e que são cegos;

• indivíduos com alguma visão e audição.

História da educação dos surdo-cegos

Victorine Morriseau é apontada como a primeira surdo-cega instruída formalmente, em Paris (1789), pelo que França foi pioneira na instituição formal para esta população, na Europa.

Julia Brice, americana, surda e cega, aos quatro anos e meio entrou para o asilo de surdos e mudos de Hartford, em 18225, tendo aprendido a comunicar por gestos (não há, no entanto, registo sobre aprendizagem de leitura e escrita).

Em 1829, [Laura Bridgman], que havia sido educada na Escola Perkins, nos EUA, teve influência e contribuiu para o desenvolvimento de programas educativos em diversos países, como por exemplo, a Alemanha, em 1887. A educação de Laura incluiu a utilização da dactilologia para transmitir os conhecimentos da leitura e da escrita.

O caso mais conhecido é o de Helen Keller, que foi educada a partir dos sete anos, em 1887, pela professora Anne Mansfield Sullivan, que era parcialmente cega. Antes da sua educação formal, Keller apresentava comportamentos agressivos, tais como dar pontapés, beliscar as pessoas, empurrar, bater, era desastrada e recusava ser guiada. Keller conta que "teve de ser levada à força para a primeira aula; não compreendia a obediência e nem apreciava a bondade".[4] Devido a este comportamento, a professora optou por iniciar a educação por ensinar a soletração do alfabeto dactilológico na palma da mão, relacionado a palavra à acção, e/ou vice-versa. Durante três anos Keller aprendeu esse alfabeto, conseguindo assim distinguir vários substantivos, depois os adjectivos, seguidamente os verbos. No entanto, para Helen, as palavras não continham qualquer ligação.[5] Só aos poucos a aluna principiou a formular algumas perguntas simples; começou a controlar os seus impulsos e a ser aceite socialmente. Com Keller, o procedimento de ensino adoptado consistiu em despertar nela o interesse por conhecer e admirar a natureza.

Eugenio Malossi, surdo-cego aos dois anos em decorrência de meningite, foi educado em Itália, por um professor que lhe ensinou artesanato e mecânica. Aprendeu ainda vários idiomas e o sistema braile.[6]

Olga Ivanova ficou cega, surda e paralítica aos quatro anos. Doutorou-se em Psicologia e Ciências Pedagógicas.

Por norma, todos os casos de sucesso no processo de educação formal relatados na literatura convencional são de indivíduos que perderam a visão e a audição após a aquisição de linguagem e cuja surdocegueira foi decorrente de varíola, meningite, síndromes ou traumatismos.

Na década de 60, van Dijk (1968) iniciou, na Holanda, um programa para crianças surdo-cegas, especialmente voltado ao ensino de vítimas da rubéola.

A Associação Brasileira de Educação de Deficientes Visuais (ABEDEV), em 1977, reativou o programa de atendimento ao surdo-cego. O INES trabalha com crianças surdo-cegas, no Brasil ... entre muitas outras organizações a nível mundial, tais como a Organização Nacional de Cegos da Espanha, a União Latino Americana de Cegos, a SENSE-Internatinal e a Associação Nacional de Surdo-cegos e Rubéola, em Inglaterra.
Causas de surdocegueira
Braile
Antigamente, pensava-se que a principal causa da surdocegueira seria a Síndrome da Rubéola Congénita. Hoje em dia, com a tecnologia mais avançada, sabe-se que as principais causas se relacionam com a prematuridade ou com várias anomalias congétitas, tais como: rubéola, síndromes (Down, Usher, Trissomia 13, entre outras), anomalias congénitas (associação de CHARGE, hidrocefalia, microcefalia, síndroma fetal alcoólico, abuso de drogas pela mãe, entre outras), prematuridade e disfunções pré-natais congénitas (SIDA, toxoplasmose, herpes, sífilis) e causas pós-natais (asfixia, traumatismo craniano, encefalite, meningite).
Há, no entanto, estudiosos que acreditam que a principal causa é ainda desconhecida.
Ser surdocego
Acredita-se que cerca de 80 a 90% da informação é recebida pelo ser humano visual ou auditivamente; assim sendo, a privação destas duas capacidades provoca alterações drásticas no acesso da pessoa à informação e no seu desenvolvimento.
A dependência do surdocego aos outros é total, quer para aceder a objectos e à pessoas, quer para obter ajuda quanto à organização e à compreensão da informação acerca do meio que o rodeia, com o objectivo de se relacionar com o mundo, quebrando assim o isolamento.
O tacto desempenha um papel crucial na comunicação e desenvolvimento com estes indivíduos.
Há quem defenda que diversos graus de surdez e deficiência visual gerem quadros específicos de comportamento e de adaptação educacional. Assim sendo, este conceito desencadeia a necessidade de de categorização dos surdocegos em dois níveis: o sensorial, e o educacional. Os comportamentos apresentados por surdocegos são decorrentes de como como eles estabelecem contacto com o ambiente, de qual o recuso que usam para se comunicar e se conseguem fazer-se compreender e compreender os outros. A singularidade da surdocegueira prende-se ao prejuízo no processo de desenvolvimento devido à falta de comunicação e de interação social.
No que toca ao comportamento infantil, ressaltam-se dois grupos: um de crianças que apresentam comportamento hipoativo (distanciando-se do ambiente social, isolando-se, evitando comunicar-se), e outro de crianças com comportamento hiperativo (que nunca param, apresentam contato visual e apresentam defesa táctil). Pesquisadores afirmam que a privação sensorial, no caso das crianças, lhes limita as respostas aos indivíduos ou às atividades do seu ambiente, isto é, interagem de forma artificial, ou estereotipada. Afirmam ainda que essas crianças demonstram uma alteração significativa no desenvolvimento das habilidades de comunicação, mobilidade e acesso à comunicação.[9] A criança surdocega pode apresentar os seguintes comportamentos:
• comportamento autista movimentos estereotipados e/ou rítmicos;
• comportamento social imaturo;
• inabilidade de comportamento afectivo;
• dificuldade de uso dos sentidos próximos.

Fonte: http://educacaoespecial-colinasdotocantins.blogspot.com/2010/03/libras-nas-maos-para-pessoas-surdocegas.html
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Comunicando-se com um Surdocego


Como Ajudar um Surdocego.

Ao aproximar-se de um surdocego, deixe que ele se aperceba da sua presença com um simples toque.
Qualquer que seja o meio de comunicação adotado, faça-o gentilmente.
Combine com ele um sinal para que ele o identifique.
Aprenda e use qualquer que seja o método de comunicação que ele saiba. se houver um método, conheça-o, mesmo que elementar.
Se houver um método mais adequado que lhe possa ser útil, ajude-o a aprender.
Tenha a certeza de que ele o percebe, e que você também o está percebendo.
Encoraje-o a usar a fala se conseguir, mesmo que ele saiba apenas algumas palavras.
Se houver outras pessoas presentes, avise-o quando for apropriado para ele falar.
Avise-o sempre do que o rodeia.
Informe-o sempre de quando você vai sair, mesmo que seja por um curto espaço de tempo. Assegure-se que fica confortável e em segurança. Se não estiver, vai precisar de algo para se apoiar durante a sua ausência. Coloque a mão dele no que servirá de apoio. Nunca o deixe sozinho num ambiente que não lhe seja familiar.
Mantenha-se próximo dele para que ele se aperceba da sua presença.
Ao andar deixe-o apoiar-se no braço, nunca o empurre à sua frente.
Utilize sinais simples para o avisar da presença de escadas, uma porta ou um carro.
Um surdocego que esteja se apoiando no seu braço, se aperceberá de qualquer mudança do seu andar.
Confie na sua cortesia, consideração e senso comum. Serão de esperar algumas dificuldades na comunicação.
Escreva na palma da mão do surdocego com o seu dedo indicador.
Qualquer pessoa que saiba escrever letras maiúsculas, pode fazê-lo na mão do indivíduo surdocego, além de traços, setas, números, para indicar a direção, e do número de pancadas na mão, que podem indicar quantidades.
Escreva só na área da palma da mão e não tente juntar as letras. quando quiser passar a escrever números, faça um ponto, com o indicador, na base da palma de sua mão, isso lhe indicará que dali em diante virá um número.


Fonte: http://www.bengalalegal.com/surdocego
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Assuntos pendentes de surdos usuários de prótese/implantes


Os surdos usuários de próteses/implantes e que se comunicam em língua portuguesa necessitam e pedem que as autoridades promovam e regulamentem através de legislação:

Legendas em português na TV, cinema nacional e outros meios audiovisuais;
Avisos escritos que repitam a informação divulgada por alto-falantes - nos meios de transporte em geral e estações de embarque e desembarque de trens, ônibus, barcos, aviões;
A falta de aviso escrito quando há mudança de última hora do portão de embarque pode causar a perda do voo ou conexão;
Alarmes, avisos e informação geral escrita e afixada em local visível em todos os lugares públicos;
Em tribunais, escolas, etc sistema de legendagem por estenotipia reproduzindo o que está sendo dito no momento;
Isenção de impostos de importação e outros para próteses, aparelhos auditivos, implantes, e seus componentes para manutenção e reparos;
Isenção de impostos de importação e outros para equipamentos de ajuda técnica como telefones amplificados, sistemas de FM, alarmes, relógios vibratórios, etc
Importação, divulgação e instalação de equipamentos de sonorização por indução magnética (hearing loop);
E legendagem em telão para salas de aula, museus, cinemas, teatros e outros lugares de difusão cultural.
Saiba mais: http://www.sulp-surdosusuariosdalinguaportuguesa.blogspot.com
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Comentando sobre Leitura Labial


Leitura oro-facial ou simplesmente leitura labial é a habilidade que uma pessoa com deficiência auditiva tem em compreender o que as outras pessoas lhe falam observando o movimento dos lábios, concomitantemente à expressão facial como um todo.

Existem alguns métodos de leitura labial em crianças como o Método German Müller-Waller (Bruhn, 1927) e o Método Kinze (Kinzie e Kinzie,1936 ) e para adultos, como o Método Nitchie (1912) e o Método Jena (Bunger, 1952). Porém, para ser sincera nunca fiz uso profundo da leitura sobre estes métodos, posto que aprendi a ler lábios sozinha e naturalmente (aos 2 anos já lia lábios, sem que meus pais soubessem que eu já era surda).

O ideal é utilizar concomitantemente o treino auditivo (se ainda restar resíduos auditivos) e o visual, pois ambos "combinados" tornam a comunicação mais efetiva. Também não devemos esquecer das orientações básicas aos pais de crianças surdas para que falem com clareza, mas sem exagerar ou mudar de algum modo sua articulação. A leitura labial se baseia em uma boa articulação, normal e correta.

No trabalho específico com crianças, o adulto deve se manter ao nível dos olhos dela e com a luz sobre seu rosto e não ao da criança (o adulto deve ficar em frente à luz). É importante que sempre se use frases curtas e simples, não omitindo nenhuma palavra. Devemos também orientar aos pais para não caírem no erro de falar com uma "criança pequena" e que usem uma rapidez moderada no ritmo da fala... Nem apressada nem lenta. Essas orientações adaptadas servem para o trabalho com o adulto surdo também.

Diferentes pesquisas demonstram que vários fatores podem influenciar a performance na leitura labial como: a motivação, a idade, os códigos não-verbais, os fatores de facilitação, o meio ambiente e a percepção visual.

A leitura labial é um comportamento que deve ser aprendido e exige exercícios repetidos e frequentes. As diferentes maneiras de abordagens podem ser classificadas em práticas e de instrução informativa. A abordagem prática possui enfoques analítico (onde enfatiza o reconhecimento de fonemas visualmente; sintético (enfatiza diferentes contextos linguísticos) e o eclético (onde os aspectos analíticos e sintéticos são utilizados). Na instrução informativa não existe treino formal da leitura labial, apenas orientações sobre ela.

Algumas pessoas que ouvem utilizam também o recurso da leitura labial; existem pesquisas que demonstram atualmente um processo amodal de percepção da fala, onde a ideia sustentada é aquela de que a via visual é utilizada em situações onde a audição é prejudicada pelo barulho do ambiente e mesmo dentro de situações onde o sinal acústico é claro e intacto, sendo que a leitura labial pode auxiliar na percepção da fala de maneira constante. Em situações de compreensão normal da fala, os códigos auditivos e visuais são sempre utilizados.

A integração das informações auditivas e visuais é hoje em dia aceita como fazendo parte do processo normal da percepção da fala. O sucesso do trabalho com pessoas surdas irá depender também da capacidade que a pessoa tenha em utilizar a associação de códigos verbais e não-verbais, pois esses exercem uma função importante dentro do processo. Ele vai depender da memória, atenção e de processos linguistico-cognitivos, o que é por tudo isso mesmo que sabemos que existem diferenças individuais sobre a performance da leitura labial.

* Texto original do site:
Rede SACI.
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Informações sobre Língua Brasileira de Sinais: LIBRAS

Informações Importantes.
LIBRAS quer dizer Língua Brasileira de Sinais;
A legislação brasileira reconhece a LIBRAS na lei 10.436/2002), como meio legal de comunicação e expressão e outros recursos de expressão a ela associados;
LIBRAS é uma língua diferente do português, como o inglês, o francês e o japonês;
LIBRAS possui as suas características próprias de sintaxe, morfologia, semântica e contexto, como qualquer outra língua;
Cada país possui a sua língua de sinais, por exemplo:
EUA = ASL = American Sign Language;
França = LFS = Language Française de Signes;
Itália = LSI = Lingua di Segnale Italiana, etc.
As línguas de sinais de cada país são totalmente diferentes umas das outras. Existem países que possuem dialetos da sua língua de sinais, inclusive o Brasil;
Quem sabe PORTUGUÊS e LIBRAS é considerado bilíngue;
A língua de sinais portuguesa, de Portugal, é diferente da LIBRAS. Um português surdo não consegue se comunicar com um brasileiro surdo, na língua de sinais;
A maioria dos surdos não possui um entendimento claro do português escrito, pois sua língua materna é LIBRAS. É como alguém que aprende outra língua, mas não tem a oportunidade de praticá-la;
Existe LIBRAS escrita. É uma escrita parecida com o português escrito, porém sem significado para quem não domina LIBRAS;
É incorreto dizer que o surdo é analfabeto quando ele só é é alfabetizado em LIBRAS;
É incorreto dizer que o surdo é mudo. Ele não é mudo, apenas não aprendeu a falar o português. Ele pode emitir som, inclusive falar o próprio português quando é oralizado;
Existem aproximadamente 5.800.000 surdos no Brasil segundo o Censo IBGE 2000;
Aproximadamente 30% dos surdos brasileiros não sabe ler português. Os restantes 70% sabem ler português mas nem todos têm entendimento claro desta língua;
Existem surdos que aprenderam a falar através das vibrações vocais e a entender o que falamos através da leitura labial. São chamados de "oralizados";
Quem não é surdo é chamado de "ouvinte";
A legislação brasileira para acessibilidade de pessoas com deficiência é uma das mais avançadas do mundo;
A legislação brasileira determina que os órgãos da administração pública, as empresas prestadoras de serviços públicos e as instituições financeiras deverão dispensar atendimento prioritário em LIBRAS para a pessoa com deficiência auditiva (Decreto 5.296/2004).
Informações atualizadas por Marco Antonio de Queiroz - MAQ.
Baseado no texto do site www.rybena.org.br/default/index.jsp.
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Bliss e PCS: Sistemas Alternativos de Comunicação

Introdução.
No processo de interação entre a criança e seus interlocutores ocorre a aquisição de conceitos e a criança desenvolve a capacidade de simbolizar o mundo que a cerca. Inicialmente o bebê manifesta as suas necessidades básicas, através de uma comunicação não-verbal, (choro, expressões motoras, etc) que são decodificadas pela mãe segundo o contexto.

A compreensão e a utilização dos símbolos progridem, paulatinamente, de acordo com o desenvolvimento da criança. Por exemplo, diante de um prato, ela pode relacioná-lo com a comida, porém, a mesma relação pode não ocorrer diante de um desenho de um prato ou através da mensagem verbal "prato".

Os aspectos referidos acima ilustram resumidamente que os conceitos são representados através de uma hierarquia de símbolos: objetos, fotografias, desenhos, ortografia tradicional, etc, através dos quais a criança irá representar o ambiente para interagir e controlar o meio.

O sistema de comunicação do ser humano pode ser considerado como altamente complexo, já que, para transmitir a mensagem, utiliza-se de expressões verbais e não-verbais.

Entretanto, muitos indivíduos não podem desenvolver a fala devido ao comprometimento no mecanismo físico de expressão. Entre eles, a criança portadora de paralisia cerebral representa um exemplo significativo, nos casos em que uma série de comprometimentos motores limitam sua capacidade de produção e de articulação das palavras.

As crianças, com paralisia cerebral grave, apresentam severas dificuldades para controlar e produzir efeitos diretamente sobre o ambiente que as cercam devido aos déficits motores, controle postural e habilidades manipulativas reduzidas, dificultando o desenvolvimento da linguagem e da comunicação.

Sistema de Comunicação não-verbal.
Os sistemas de comunicação não-verbal são todos aqueles que propiciam a expressão através de símbolos distintos da fala funcional de quem se comunica. Classificam-se em dois grupos distintos: Sistemas de comunicação sem ajuda e Sistemas de comunicação com ajuda.

Os sistemas sem ajuda são aqueles em que não se requer nenhum instrumento ou auxílio técnico externo para que a comunicação se efetue:

Gestos de uso comum: Gestos que pertencem a uma comunidade: afirmação, negação com a cabeça, aceno com as mãos, etc.
Códigos gestuais não linguísticos: Ex.: Sistema de comunicação manual de tribos indígenas (Amer-Ind), etc.
Sistema de língua de sinais em comunidade de surdos: Ex.: ASL, LIBRAS.
Alfabeto manual: Representação das letras através de gestos manuais.
Os sistemas de comunicação com ajuda abrangem um vasto repertório quanto aos elementos de representação, desde aqueles muito iconográficos até aqueles mais complexos e abstratos. Entre eles, citaremos algumas categorias, organizadas da menor para a maior complexidade:

Sistemas com elementos muito representativos: objetos, fotografias, desenhos representativos.
Sistemas compostos por desenhos lineares (pictogramas): Entre os principais temos:
Picsyms: Desenvolvido a partir do trabalho com crianças pequenas (Carlson,1985) com dificuldades de fala. Contém aproximadamente 1800 símbolos.
Pictogram Ideogram Communication (PIC): Sistema desenvolvido por Maharaj (1980) para indivíduos com dificuldades de discriminação figura-fundo. O sistema é composto por 400 símbolos (brancos em fundo preto).
Picture Communication Symbols (PCS): Será descrito no decorrer do artigo.
Sistemas que combinam símbolos pictográficos, ideográficos e arbitrários:
Sistema Rebus: Inicialmente criado em 1968 e adaptado e expandido (Clara) para indivíduos com dificuldades de comunicação dos Estados Unidos. Inclui 800 símbolos em preto e branco que combinados podem representar mais de 2000 palavras.
Sistema Bliss: A ser descrito no decorrer do artigo.
Terminologia Básica.
Comunicação Aumentativa: "Toda comunicação que suplemente a fala (gestos, expressão facial, linguagem corporal, comunicação gráfica, etc) " - Blackstone, 1986.
Comunicação Suplementar e/ou Alternativa: "É uma área da prática clínica que se destina a compensar (temporária ou permanentemente) os prejuízos ou incapacidades dos indivíduos com severos distúrbios da comunicação expressiva " - ASHA, 1991.
Suplementar (ou Aumentativa): Complementar à fala.
Alternativa: Sistema que substitui a fala.
Segundo Vanderheiden e Yoder (1986), o termo alternativa empregado em conjunto com aumentativa refere-se a indivíduos que têm a fala prejudicada de maneira que necessitam de um meio de comunicação (não que amplie) alternativo a ela.

Moreira e Chun (1997) consideram que o termo mais apropriado seja Comunicação Suplementar e/ou Alternativa, pois aborda todas as formas de comunicação que complemente, substitua ou apóie a fala (olhar, vocalizações, gestos, expressão facial, sorriso, alteração de tônus muscular, etc).

Considerações quanto à prescrição de um SSAC.
Atitude comunicativa do usuário: motivação, desejo e necessidade de estabelecer a comunicação interativa.
Nível de aceitação do uso de um sistema de comunicação pelo usuário, pela família e por outras pessoas significativas.
Atenção aos estímulos do ambiente.
Progresso evolutivo limitado através de abordagem fonoaudiológica tradicional.
Discrepância entre o nível de linguagem compreensiva-expressiva ou reduzido repertório linguístico.
Habilidades cognitivas.
Habilidades perceptuais.
Nível de acuidade visual.
Nível de acuidade auditiva.
Além dos fatores expostos acima, Culp e Carlisle (1988) consideram que:

A prescrição de um SSAC deve contar com um programa de intervenção que facilite a interação comunicativa.
A intervenção deve incluir tanto o usuário como os interlocutores significativos.
A intervenção deve enfatizar as necessidades comunicativas mais críticas e os contextos mais pertinentes.
Os programas de intervenção devem ajustar as necessidades e habilidades de cada usuário às técnicas dos SSAC.
O objetivo principal da intervenção é de facilitar ao máximo a possibilidade da comunicação funcional.
A intervenção inclui os aspectos emocionais implicados na situação de comunicação, ou seja, aspectos das relações inter-pessoais.
Breve Histórico.
Segundo alguns autores (Moreira e Chun, 1997), uma história detalhada sobre o desenvolvimento da Comunicação Suplementar e/ou Alternativa é quase impossível de ser realizada, uma vez que os primeiros trabalhos permanecem desconhecidos, pois eram informais e não foram registrados.

A partir da década de 70 surgem novas concepções a respeito da imagem do indivíduo com deficiência, que será visto não somente pelos seus comprometimentos e lesões, mas pelas suas potencialidades, visualizando sua integração e inclusão social.
Até então, a abordagem oralista era predominante nas intervenções em reabilitação (Ex.: deficiência auditiva). Porém, com esta nova concepção da pessoa com deficiência à ação social da comunicação torna-se mais relevante. Desta forma, como o objetivo do trabalho passa a ser a integração e inclusão social do indivíduo, desenvolvem-se pesquisas voltadas às dificuldades de comunicação com outro enfoque, além da preocupação com o aspecto oral.

Em 1971, profissionais da equipe do "Ontário Crippled Children's Centre", Toronto, Canadá, desenvolveram pesquisas destinadas a encontrar um meio alternativo de comunicação para crianças portadoras de distúrbios neuro-motores, que não manifestavam a fala funcional. Apesar de investigarem os diversos métodos empregados em entidades especializadas no processo de ensino/tratamento de crianças em situações semelhantes, constataram que tais formas eram insatisfatórias e limitavam o desempenho linguístico a uns poucos contextos, desfavorecendo as diversas situações de comunicação (Moreira e Chun, 1997).

Frente a esta dificuldade, descobriram em "Signs and Symbols around the World", de Elizabeth Helfman, um sistema simbólico internacional criado por Charles K. Bliss (baseado na escrita pictográfica chinesa e nas idéias do filósofo Leibniz), o Blissymbolics - Sistema Bliss de Comunicação.

O objetivo do autor era o de desenvolver uma forma de linguagem universal entre os homens (desenvolvido entre 1942 e 1965), ou seja, um instrumento de comunicação mundial. Portanto, o sistema não foi inicialmente destinado a portadores de distúrbios de comunicação, começando a ser usado com esta finalidade em 1971 (após algumas adaptações realizadas em conjunto com C. Bliss) pela equipe canadence, mais especificamente por Shirley MacNaughton.

Inicialmente o método foi aplicado em crianças não falantes portadores de paralisia cerebral, sendo posteriormente introduzido em outras patologias como retardo mental, afasia, autismo, entre outras.

A partir de 1974, o uso do Sistema Bliss de Comunicação amplia-se para além daquele Centro. Em 1975, foi criada a Blissymbolics Communication Foundation, atualmente Blissymbolics Communication International (Toronto).

No Brasil, uma das instituições pioneiras na introdução deste sistema é a Associação Educacional Quero-Quero de Reabilitação Motora e Educação Especial, que implantou o método a partir de 1978.

Durante os anos 80 a Comunicação Suplementar e/ou Alternativa, além de expandir-se no Canadá, desenvolveu-se principalmente nos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália.

Em 1981, Roxana Mayer Johnson (os EUA) desenvolve o Sistema Pictográfico de Comunicação (Picture Communication Symbols).

Descrição sumária dos SSAC mais utilizados.
Sistema Bliss de Comunicação, Símbolos Bliss ou Bliss.
O sistema Bliss de Comunicação é um sistema suplementar e/ou alternativo de comunicação, constituindo-se em um sistema simbólico gráfico visual.

O Bliss é um sistema dinâmico, capaz de representar conceitos abstratos. O significado de cada símbolo é aprendido em relação à lógica que envolve o sistema como um todo. Há várias formas de expressar-se através dele: frases simples e frases complexas, mensagens telegráficas. Estes níveis são determinados pela capacidade do usuário e pelo contexto comunicativo.

Os símbolos derivam de uma quantidade básica de formas geométricas e de seus segmentos. A Blissymbolics Communication International criou réguas-matrizes, conforme o tamanho dos símbolos, para a realização da confecção dos desenhos.

O quadrado é a referência usada como um guia para desenhar cada símbolo. A linha superior corresponde à "linha do céu" e a linha inferior corresponde à "linha da terra". Os indicadores localizam-se acima da linha do céu a uma distância correspondente a meio quadrado de referência.

Características do Sistema.

Vocabulário: É constituído por seis categorias, cada uma apresentando uma cor específica, colorindo-se o fundo do símbolo ou apenas o contorno do quadrado ou o próprio símbolo:

símbolos brancos: preposições, conjunções, adjuntos adverbiais, dias da semana, etc.
símbolos amarelos: pronomes pessoais e símbolos referentes a pessoas.
símbolos cor de laranja: substantivos concretos e abstratos.
símbolos verdes: verbos.
símbolos azuis: adjetivos e advérbios.
símbolos em rosa: expressões sociais (ex. gírias , etc.)
A distribuição das categorias por cores além de ser atrativa, agiliza a localização dos símbolos, favorecendo a memorização dos mesmos e a aprendizagem.

A tonalidade do fundo pode variar desde os tons mais fortes até tons pastéis, sendo que, neste último caso, os símbolos ficam em evidência.

Tamanho: O tamanho de cada símbolo não é rígido, porém, é usualmente encontrado em três medidas:

2,0 cm por 2,0 cm: para indivíduos com boa acuidade visual e que necessita de muitos símbolos.
2,5 cm por 2,5cm.
5 cm por 5 cm: para indivíduos que apresentam alguma dificuldade visual ou para utilização em trabalho inicial.
Classificação.

Símbolos Simples: pictográficos ou ideográficos:
Pictográficos: Semelhança com o objeto que representam. Ex.: cadeira, casa.
Ideográficos: Sugerem o conceito que representam. Ex.: sentimento, mente.
Símbolos de dupla classificação: Alguns símbolos podem ser classificados como pictográficos ou ideográficos. Cabe ao profissional selecionar a melhor explicação ao indivíduo, considerando o seu nível cognitivo. Ex. mulher, homem.
Explicação pictográfica: Mulher usando saia.
Explicação ideográfica: Contém um tipo de "triângulo" que representa o símbolo da criação.
Símbolos Arbitrários: A forma não tem relação pictográfica ou ideográfica convencional com o seu significado. Segundo McNaughton, (1985) dividem-se em:
Símbolos criados por Charles Bliss: Referentes ao tempo. Estes símbolos referem-se a uma analogia com o espelho parabólico. O passado é representado por um espelho refletindo o que está atrás; o futuro é um espelho refletindo o que está à frente e o presente é o período de tempo entre o passado e o futuro.
Símbolos Internacionais: Utilizados em todo o mundo como. Direção: Ex.: para baixo, para cima. Números: 1 , 2, 3, etc.
Pontuação: . ! ? , etc (ortografia tradicional). Os sinais de pontuação também podem ser aplicados para conferir significados.
Ex: Símbolos matemáticos: + - , etc.

Há outra classificação que os símbolos podem assumir:

Símbolos Simples: Quando seus componentes não podem ser decompostos.
Símbolos Compostos: Dois ou mais elementos simbólicos que, unidos, transmitem outro significado. Estes podem ser:
Símbolos Compostos Superpostos: Ex.: roupa, mãe, etc.
Símbolos Compostos Seqüenciais: Ex.: lar, etc.
Fatores que interferem no significado dos símbolos Bliss.

Há uma série de regras básicas para a confecção e disposição dos símbolos Bliss que devem ser averiguadas pelos profissionais que utilizam o método, já que pequenas alterações podem modificar o significado:

Configuração.
Tamanho.
Localização.
Distância entre os sinais gráficos.
Tamanho do ângulo.
Direção.
Números.
Posição ao referencial.
Indicadores: O significado do símbolo pode ser modificado pelo uso de indicadores. Exemplos de alguns deles:
Indicador de ação: ^
Indicador de plural: x
Picture Communication Symbols (PCS) / Sistema Pictográfico de Comunicação.
Como já foi referido anteriormente, o PCS foi desenvolvido em 1981 por Roxana Mayer Johnson, composto inicialmente por 700 símbolos e sendo ampliado posteriormente para aproximadamente 3200 símbolos.

O PCS é um sistema gráfico visual que contém desenhos simples, podendo-se acrescentar, na medida do necessário, fotografias, figuras, números, círculos para as cores, o alfabeto, outros desenhos ou conjuntos de símbolos.

Características do Sistema.

Vocabulário: O Sistema foi dividido em seis categorias primárias, representadas por cores de acordo com a função de cada símbolo. Como no Sistema Bliss a palavra escrita localiza-se acima de cada pictograma.

Branco (miscelânea): artigos, conjunções, preposições, conceito de tempo, alfabeto, cores, etc
Amarelo: pessoas e pronomes pessoais
Laranja: substantivos. Em alguns livros verifica-se que alguns substantivos são agrupados separadamente (exalimentos).
Azul: advérbiose adjetivos.
Rosa: símbolos referentes a expressões sociais
Tamanho: Similar aos tamanhos referidos no Sistema Bliss. Em alguns manuais observa-se também símbolos impressos no tamanho de 1,9 cm.
Suporte Físico para a Disposição dos Sistemas de Comunicação Com Ajuda.

O suporte físico para a disposição dos símbolos variam desde suportes que empregam baixa tecnologia (pranchas de comunicação, pastas, cardápios, álbum de fotos, etc. ) até aparelhos eletrônicos de alta tecnologia (softwares, microcomputadores, sintetizadores de voz, pranchas eletrônicas, etc).

A visualização e pesquisa dos suportes físicos, além de outras informações podem ser encontradas em diversas home pages referentes à área de deficiência, educação especial, comunicação suplementar e alternativa, etc, tais como:

www.mayer-johnson.com
www.clik.com.br
www.zygo-usa.com
Outros.
Seleção do Símbolos.

Avaliar as habilidades motoras e cognitivas do usuário tornam-se relevantes para verificar a maneira empregada para que indique os símbolos (apontar, indicar com o olhar, apontar através de ponteiras adaptadas, acionar dispositivos eletrônicos, etc). A forma utilizada definirá a disposição dos símbolos.

A técnica de seleção mais apropriada ao usuário implica nas seguintes considerações:

Posicionamento do usuário em relação ao suporte físico de comunicação./li>
Posição na indicação dos símbolos.
Nível de fadiga.
Velocidade comunicativa.
Tomando-se como exemplo: Determinado indivíduo com comprometimento motor severo pode manifestar-se lento, impreciso e fatigado ao apontar os símbolos com um de seus membros superiores (mão, dedo) comprometendo o fluido comunicativo. Neste caso, a técnica de indicar com o olhar poderia ser mais eficiente.

Considerações Importantes.

Os dados coletados através da anamnese, uma avaliação minuciosa e abordagem conjunta com a equipe interdisciplinar determinarão aspectos importantes do processo terapêutico. Entre eles, podemos citar alguns:

Necesssidade de desenvolver habilidades anteriores à aplicação de um sistema suplementar e/ou alternativo de comunicação
Seleção do repertório básico a ser introduzido.
Escolha do Sistema de Comunicação mais apropriado.
Velocidade na introdução dos símbolos.
Referências Bibliográficas.

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CAMATS, E. M. ; ISQUIERDO, S. E. Aprendizaje del emission de enunciados de más de um elemento - caso de um alunno no vocal - Revista de Logopedia, 8: 30-40, 1988.
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SORO, E. Nuevas Tecnologias y Evaluacion, 1990.
CHUN, R. Y . O desenvolvimento da comunicação não-verbal através dos símbolos Bliss em indivíduo não falante portador de paralisia cerebral - Distúrbios da Comunicação, 4: 121-136, São Paulo, outubro, 1991.
WOOD, C. ; STORR, J. ; REICH, P.A. Blissymbol, Reference Guide, Bissymbolics Communication International. Second Edition, Canadá, 1995.
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BUSNEL, M. C. A Linguagem dos Bebês - Sabemos Escutá-los? . Editora Escuta, São Paulo, 1997.
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LACERDA, B. F.; PANHOCA, I. Tempo de Fonoaudiologia, cap. 8. Editora Universitária Cabral, São Paulo, 1998.
CAPOVILLA, F.C. ; MACEDO, E.C. ;DUDUCHI, M. ;CAPOVILLA, A. G.S.; THIERS, V. O. Sistemas de Comunicação Alternativa e Suplementar: Princípios de Engenharia e Design - Revista Distúrbios de Comunicação, 9 (2): 185-231. EDUC, São Paulo, 1998.
SORO, E. Sistemática de Introducion de los Sistemas de Comunicacion Aumentativa a Candidatos. Centro NADIS, Barcelona, s.d.
SORO, E. El proceso de evaluacion de candidatos para la comunicacion aumentativa. Centro NADIS, Barcelona, s.d.
SORO, E. Sistemas de Simbolos Pictográficos para la Comunicacion. Centro NADIS, Barcelona, s.d.
Luciana Della Nina Verzoni Fonoaudióloga do REATA - Laboratório de Estudos em Reabilitação e Tecnologia Assistiva do Centro de Docência e Pesquisa em Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo.
Especialização em: "Fonoaudiologia na Saúde" e "Práxis Artística e Terapêutica: Interfaces da Arte e da Saúde" pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Fonte:http://www.bengalalegal.com/bliss-e-pcs
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Comunicação Alternativa e Tecnologia Assistiva

A comunicação entre os indivíduos está presente em todos os momentos da vida, sendo essencial ao seu desenvolvimento. Contudo, apesar de a linguagem oral ser o meio de comunicação mais utilizado, há pessoas que, devido a fatores neurológicos, físicos, emocionais e cognitivos, se mostram incapazes de se comunicar através da fala.

Tecnologia Assistiva (TA)
Uma forma de resolver com criatividade os problemas funcionais de pessoas com deficiência usando diferentes alternativas para realizar as atividades do cotidiano é através da Tecnologia Assistiva (TA). A TA é uma área do conhecimento que se propõe a promover ou ampliar habilidades em pessoas com privações funcionais, em decorrência de deficiência ou envelhecimento. Recursos que favorecem a comunicação, a adequação postural e mobilidade, o acesso independente ao computador, escrita alternativa, acesso diferenciado ao texto, recursos para cegos, para surdos, órteses e próteses, projetos arquitetônicos para acessibilidade, adaptação de veículos automotores, recursos variados que promovem independência em atividades de vida diária como alimentação, vestuário e higiene, mobiliário e material escolar modificado, são exemplos e modalidades da Tecnologia Assistiva (Bersch, 2005).

Comunicação Alternativa (CA)
Uma forma de garantir a acessibilidade comunicativa a essa população consiste no emprego dos recursos de comunicação alternativa. A Comunicação Alternativa - CA é uma das áreas da TA que atende pessoas sem fala ou escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade em falar e/ou escrever. Busca então, através da valorização de todas as formas expressivas do sujeito e da construção de recursos próprios desta metodologia, construir e ampliar sua via de expressão.

A comunicação é considerada ampliada quando o indivíduo possui comunicação insuficiente através da fala e /ou escrita (por exemplo, há fala inteligível apenas no núcleo familiar) e, considerada alternativa quando o indivíduo não apresenta outra forma de comunicação. Um Sistema de Comunicação Alternativa – SCA, refere-se ao recurso, estratégias e técnicas que complementam modos de comunicação existentes ou substituem as habilidades de comunicação inexistentes.

Os Sistemas de Comunicação Alternativa (SCA) podem ser divididos em recursos de baixa (cartões, pranchas,pastas e outros) e de alta tecnologia (pranchas vocálicas, sistemascomputadorizados com síntese de voz e outros) (Nunes, 2003).


Recursos como as pranchas de comunicação, construídas com simbologia gráfica (desenhos representativos de idéias), letras ou palavras escritas são utilizados pelo usuário da CA para expressar suas questões, desejos, sentimentos, entendimentos. A literatura tem indicado um conjuntos e/ou sistemas de símbolos que permitem a comunicação interpessoal dos individuos não falantes, como o Sistema de Símbolos Bliss, o Pictogram Ideogram Communication System - PIC e o Picture Communication Symbols - PCS . Tais sistemas encontram-se, em geral, disponibilizados sob a forma de cadernos ou pranchas acopladas ou não à cadeira de rodas e muitos deles se apresentam em versões computadorizadas.


A alta tecnologia permite também a utilização de vocalizadores (pranchas com produção de voz) ou do computador, com softwares específicos, garantindo grande eficiência na função comunicativa. Desta forma, o aluno com deficiência passa de uma situação de passividade para outra, a de ator ou de sujeito do seu processo de desenvolvimento (Bersch e Schirmer, 2005).

O papel do interlocutor.

A inclusão comunicativa não se restringe à disponibilização de recursos, sejam eles de tecnologias de alto ou de baixo custo. Tão ou mais importante do que isso, é a presença de interlocutores interessados em interagir e acolher as mensagens da pessoa não oralizada. Assim, são fundamentais a aceitação e o incentivo ao emprego de formas alternativas de comunicação, inclusive pelo próprio grupo social. Isto implica em que o sistema alternativo de comunicação seja utilizado, naturalmente, pelo membro não oralizado, como também por todos os seus potenciais interlocutores (von Tetzchner e Grove, 2003; Nunes e Nunes Sobrinho, 2007).

Por ser uma área que necessita de atuação multiprofissional, proporciona a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. O impacto de tais estudos ocorre devido à capacidade de produzir mudanças fundamentais na Educação e no Ambiente de pessoas cujas limitações afetam a capacidade de expressão ou recepção das mensagens típicas da linguagem humana.
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