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Cérebro e Leitura
Cérebro e leitura: Matéria muito interessante sobre a região do cérebro que ativa quando a leitura é realizada!
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Estresse: seus aspectos positivos e negativos para a aprendizagem
O estresse e o nosso corpo
Ouvimos a palavra estresse com muita
frequência e provavelmente a maioria de nós já tenha usado este termo
para designar algumas sensações não lá muito agradáveis. Geralmente
dizemos que estamos estressados quando estamos muito nervosos e
cansados, consequentemente perdemos a paciência com facilidade e não
conseguimos nos concentrar em nada. Muitas vezes estas sensações estão
associadas a um nó na garganta, falta de sono, dor no estômago além de
vários outros “mal estares”. Na verdade, como veremos ao longo deste
texto, essas sensações são sintomas do estresse, mais especificamente do
estresse crônico.
Se o que chamamos de estresse são seus
sintomas, então qual é a definição de estresse? Além disso, o que leva
uma pessoa a ficar estressada, qual a sua causa? Existem outros níveis
de estresse além do estresse crônico? O estresse pode afetar a
aprendizagem? De que forma?
Buscaremos responder estas e outras
perguntas que surgirão durante este percurso. Para começar, precisamos
entender como pesquisadores chegaram a suas conclusões sobre esse tema e
também precisamos ter algumas noções básicas sobre o funcionamento do
nosso organismo, incluindo o funcionamento do sistema nervoso.
Walter Cannos
Na década de 30 do século passado,
Walter Cannon buscou compreender o que acontece em nosso corpo durante
nossas reações emocionais. Boa parte de seus resultados está baseado em
estudo com animais de laboratório. Cannon observou que ao enfrentar
situações de perigo, além de expressar o sentimento de medo, o organismo
passa por profundas alterações internas. Que alterações são essas?
Dilatação das pupilas, aumento da taxa respiratória, aumento da
frequência cardíaca, diminuição do fluxo sanguíneo na pele, aumento do
fluxo sanguíneo nos músculos, aumento da liberação de adrenalina,
eriçamento dos pelos, dentre outras alterações orgânicas [1].
Frases que utilizamos em nosso cotidiano
expressam algumas dessas reações. Quem já não utilizou as expressões:
“amarelou de medo” ou “fiquei todo arrepiado” ou ainda “meu coração
quase saiu pela boca”? Quando alguém “amarela de medo” isso ocorre por
que há uma diminuição do fluxo sanguíneo na pele; “ficar todo arrepiado”
em uma situação de perigo é o que, em linguagem técnica, é chamado de
eriçamento dos pelos e quando temos a sensação do “coração quase sair
pela boca” é decorrência do aumento da frequência cardíaca. E quando
dizemos: “que adrenalina!” para nos referirmos a algo excitante? Que
reação corpórea está por trás desta expressão? Já, chegaremos a ela.
Conforme acompanhamos, as emoções estão
intimamente ligadas a alterações no funcionamento padrão de nosso
organismo. O que gera estas alterações? Esta alterações são geradas pela
ação do sistema nervoso autônomo simpático (SNAS) e de outras regiões
do sistema nervoso que discutiremos um pouco mais adiante. Quando, por
exemplo, nos deparamos com um sujeito nos apontando uma arma e nos
obrigando a passar a bolsa a despeito de levarmos um tiro, o SNAS entra
em ação e temos as reações descritas acima (dilatação das pupilas,
aumento da taxa respiratória, aumento da frequência cardíaca,etc.).
O sistema nervoso autônomo é uma parte
do sistema nervoso periférico. O sistema nervoso periférico é a porção
do sistema nervoso que se localiza fora da coluna vertebral e da caixa
craniana, estando distribuído por todo o corpo.
A
parte do sistema nervoso que se encontra dentro da caixa craniana e da
coluna vertebral é o sistema nervoso central, que é formado pelo
encéfalo e pela medula espinhal respectivamente. A parte do sistema
nervoso que se localiza fora da caixa craniana e da coluna vertebral é o
de sistema nervoso periférico. Fonte da figura:
http://www.webciencia.com/11_29snp.jpg
A adrenalina exerce praticamente os
mesmos efeitos sobre nosso organismo que os causados pela estimulação
simpática, porém, seus efeitos duram de cinco a dez vezes mais. Então
quando dizemos “que adrenalina!” para nos referirmos a fortes emoções,
estamos, sem saber, nos referindo aos efeitos causados pelo aumento da
atividade e excitabilidade de todo nosso corpo gerados por esta
substância [2].
Voltando a nosso exemplo, quando estamos
expostos a uma situação de perigo como um assalto, não é à toa que
temos todas as reações proporcionadas pelo SNAS. Existe uma finalidade
muito clara para que o organismo reaja dessa forma:
1. Nossas pupilas dilatam possibilitando
uma melhor acuidade visual nesse momento em que enxergar melhor pode
aumentar nossas chances de sobrevivência;
2- A taxa respiratória também aumenta
ocasionando um aumento na absorção de oxigênio pelos pulmões e
consequentemente uma maior oxigenação para as nossas células.
3- O fluxo sanguíneo da superfície do
corpo, ou seja, da pele, diminui. Em caso de ferimentos, sangraremos
menos e também haverá uma maior disponibilidade de sangue para o
funcionamento de nossos órgãos internos;
4- O fluxo sanguíneo nos músculos
aumenta ocasionando uma maior capacidade muscular caso “decidamos” lutar
ou fugir; os pelos eriçam, neste caso, como consequência de uma
herança evolutiva que não tem mais função nos seres humanos, mas tinha
em nossos ancestrais e continua tendo em outros animais: parecer maior
para suas presas ou seus predadores. Você já observou como um gato se
arrepia todo quando está prestes a ser atacado por um cachorro?
Você deve estar se perguntando: Mas o
que tudo isso tem a ver com o estresse? Logo chegaremos lá, mas antes
disso precisamos avançar um pouco mais em nosso trajeto pelo tempo e
falar dos resultados de um outro pesquisador: Hans Selye.
Capa do livro "The Stress of Life" de Hans Selye
Hans Selye era médico e pesquisador,
nasceu em Viena e desenvolveu a maior parte de seu trabalho no Canadá.
Ele ficou intrigado com um fato a respeito de seus pacientes: vários
deles, independente da doença que apresentavam, tinham um aspecto em
comum: haviam passado por situações extremamente difíceis em suas vidas
antes de adoecerem ou durante o desenvolvimento da doença; tinham
perdido entes queridos; perdido o emprego; encontravam-se em
dificuldades financeiras ou tinham passado por algum tipo de violência
entre outras situações não muito fáceis de suportar [3]. Com base nesta
observação Selye levantou a seguinte questão: Situações de forte tensão
podem predispor o indivíduo a uma maior fragilidade e consequentemente
aumentar a possibilidade de se adquirir ou desenvolver os mais variados
tipos de doenças?
Agora podemos começar a responder as
questões propostas no início deste texto. Selye deu sequência a suas
investigações e em 1950 denominou este estado de tensão de stress.
Stress é um termo oriundo da língua inglesa e é utilizado na mecânica
para designar a tensão entre as peças de uma máquina. Em português esta
terminologia foi adaptada para a palavra estresse. Selye descobriu que
quando estamos sob a ação de agentes estressores, nosso organismo reage
desencadeando uma reação em cadeia coordenada pelo eixo
hipotálamo-pituitária-adrenal (eixo HPA).
Vamos definir estas regiões do nosso
corpo começando pelo hipotálamo. O hipotálamo localiza-se dentro da
caixa craniana, em uma posição central. Esta região do nosso encéfalo é
essencial para o bom funcionamento de muitas funções do nosso corpo
dentre elas: apetite; ingestão de líquido; controle da temperatura
corporal. Vamos nos ater aqui, a apenas uma de suas funções. O
hipotálamo sintetiza substâncias que atuam sobre a pituitária, (também
denominada de hipófise) e possibilita que esta outra estrutura
encefálica libere vários hormônios na corrente sanguínea, inclusive o
hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). Este hormônio vai atuar sobre o
córtex das glândulas supra-renais. Sob a ação do ACTH o córtex da
supra-renal libera cortisol na corrente sanguínea. O cortisol é um
hormônio que tem a função de mobilizar reservas de energia em nosso
corpo e uma das formas de mobilizar energia se dá por meio da
disponibilização de glicose no sangue. O cortisol possibilita que nosso
organismo esteja de certa forma, mais potente para que possamos reagir
às situações que nos estão causando tensão além de aumentar nossa
capacidade de memória e nossa capacidade de cicatrização. Outra questão
interessante é que muitas vezes infecções são curadas quando estamos sob
estresse porque o cortisol também age sobre o sistema imunológico,
potencializando-o [4, 5].
Eixo
HPA. Frente ao agente estressor, o hipotálamo estimula a pituitária a
liberar o hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) para a circulação geral.
O ACTH estimula a liberação de cortisol pelo córtex das supra-renais.
Fonte da figura: http:cti.itc.virginia.edu
O estresse positivo e o estresse negativo
As teorias atuais sobre o estresse foram
desenvolvidas com base nos resultados de Cannon e Selye, ou seja, têm
como pressuposto básico que quando estamos frente a situações que
deflagram perigo, nosso corpo reage de forma a haver uma ativação do
sistema nervoso autônomo simpático e do eixo HPA [6]. Podemos perceber
que o estresse pode não ser algo tão ruim quanto o pintam por aí. Agora
podemos definir o que é o estresse: o estresse é um conjunto de
respostas orgânicas que tem a função de proporcionar maiores
possibilidades de sobrevivência quando enfrentamos os perigos da vida
cotidiana. Como já exposto, o estresse aumenta nossa acuidade visual,
aumenta nossa força física, melhora nossa memória, aumenta a capacidade
de cicatrização, potencializa o sistema imunológico, dentre várias
outras mudanças. Podemos concluir então que a resposta de estresse tem
uma função não só importante quanto necessária para a manutenção da
nossa vida. Se nosso corpo não produzisse a resposta de estresse
seriamos muitíssimo mais vulneráveis aos perigos cotidianos.
Você também deve ter percebido que há
uma informação desencontrada em tudo o que dissemos até agora: E os
doentes de Selye? Não passaram por situações extremamente estressantes e
em consequência ficaram doentes? A resposta encontra-se embutida na
própria questão. Os doentes de Selye passaram por situações extremamente
estressantes. Cabe agora fazer uma diferenciação muito importante.
Existem níveis de estresse, níveis adequados para possibilitar respostas
necessárias a nossa sobrevivência e níveis exacerbados que são
prejudiciais a nossa sobrevivência. É importante ter clareza quanto a
estes aspectos.
Quando estamos constantemente expostos a
agentes estressores as respostas que inicialmente nos eram favoráveis
começam a nos prejudicar. De que forma isto ocorre? Imagine as
seguintes situações:
1- Retomando o exemplo que já utilizamos: Você está sob a mira da arma de um assaltante.
Com base no que vimos até agora tente responder o que ocorre no seu organismo frente a esta situação.
Compare a sua resposta com esta: Seu
coração acelera, suas pupilas dilatam, sua respiração também fica mais
acelerada, você fica arrepiado, fica pálido, seus vasos sanguíneos
diminuem o calibre, sua força aumenta, sua memória fica mais aguçada,
sua capacidade de cicatrização e de combate a infecções também aumentam.
Tudo isso possibilita que você tenha um maior sucesso para reagir ao
ataque ou fugir. Certo?
Ok, agora vamos para a segunda situação.
2- Você esteve sobre a mira da arma do
assaltante acima enquanto passava por uma determinada rua que você
costumava passar sempre no mesmo horário e nunca lhe havia passado nada
até então. Provavelmente a próxima vez que você passe por este mesmo
local seu organismo responderá da mesma forma que respondeu durante o
assalto, mesmo que você saiba que a probabilidade do mesmo fato ocorrer
no mesmo local e na mesma hora seja bastante improvável.
Isto nos abre espaço para falar sobre
uma situação bastante comum: muitas vezes os estressores são imaginários
ou internos. Estes estressores nos acompanham o tempo todo. Imagine uma
outra situação: Você morre de medo de barata, apesar de saber que o
perigo que uma barata possa lhe oferecer seja mínimo, praticamente
inexistente, mesmo assim ela desencadeia toda aquela forte reação
fisiológica e emocional que descrevemos a pouco. A barata, nesse caso
pode ser um estressor interno, só de pensar nela você tem todas aquelas
reações. Imagine também que após ter sido assaltado você tenha adquirido
pavor de andar pela rua desacompanhado, a situação assalto tornou-se um
estressor interno. Se você estiver constantemente com medo da barata ou
de ser assaltado a cada passo que da na rua e a cada momento que um
estranho se aproxima, seu organismo deflagrará todas aquelas reações
constantemente.
Nesta situação as reações que
trabalhavam a seu favor passam a ser prejudiciais: os efeitos da ação do
SNAS e do eixo HPA começam a causar prejuízos devido a uma hiper
exposição do organismo a seus efeitos. Isto é bastante lógico.
1- seu coração está constantemente acelerado, o que pode vir a causar problemas cardíacos;
2- os vasos sanguíneos ficam
constantemente constrictos, o que dificulta a circulação sanguínea
podendo levar a problemas circulatórios;
3- muito da sua energia está sendo gasta
para manter este estado hiperfuncionante do seu corpo podendo faltar
energia para outros processos necessários para seu organismo;
4- pode-se também desenvolver diabete em consequência da quantidade exacerbada de liberação de glicose no sangue;
5- sua memória pode começar a falhar,
lembre-se que sua memória, em situações de estresse fica aguçada devido à
ação do cortisol, mais especificamente da ação do cortisol sobre o
hipocampo. Esta é uma das estruturas encefálicas responsáveis pela
memória, porém muito cortisol pode levar a lesões das células do
hipocampo e consequentemente dificuldades com a memorização;
6- a capacidade de cicatrização e do combate a infecção também sofre suas consequências devido a super ativação.
Este quadro clínico caracteriza o que
chamamos de doenças psicossomáticas. Dessa forma, algumas doenças
psicossomáticas desenvolvem-se em decorrência do estresse crônico [5].
O estresse e a aprendizagem
Ao longo do texto, várias das questões
postas foram respondidas. Falta uma: de que forma o estresse pode afetar
a aprendizagem? Esta questão é de fundamental importância no contexto
escolar. Vamos supor que um aluno tenha uma prova para ser realizada, se
ele não estudar provavelmente não será bem sucedido na avaliação. Há
neste caso o perigo dele tirar uma nota baixa e a possibilidade de tirar
uma nota baixa pode se constituir em um estímulo estressor. Seguindo
nossa linha de raciocínio, se for um estresse agudo e relativamente
moderado, este estado pode lhe proporcionar algumas vantagens, neste
caso específico, o estado de estresse, dentre seus outros efeitos
possibilita memorizar melhor o que está sendo estudando. Por outro lado,
se a resposta de estresse for muito intensa e constante por parte desse
aluno, ou seja, se ele por um motivo ou por outro for intensamente
acometido pelo agente estressor-prova, poderá haver uma situação oposta:
falha no sistema de memória e consequentemente um menor rendimento na
avaliação. Quem já não passou por ambas as situações?
Agora imagine uma criança que esteja o
tempo todo sob estresse independente do motivo que a possa estar levando
a este estado. Provavelmente além de uma menor capacidade de memória
esta criança também pode estar sujeita a desenvolver todos os demais
sintomas do estresse crônico que, como pudemos acompanhar, não ajuda em
nada a aprendizagem e a saúde em geral.
A maioria dos estudos sobre o estresse
na escola tem o professor como foco principal, relativamente poucos
estudos foram feitos buscando-se entender e determinar os fatores que
levam a criança ao estresse dentro deste contexto [7]. Aqui
enfatizaremos aspectos do ambiente acadêmico que se constituem em
fatores determinantes de estresse crônico para o aluno, mas precisamos
ter em mente que esta criança também está sob influência constante do
meio externo ao ambiente escolar e que muitas vezes se apresenta como
contexto estressante. Vale ressaltar que o número de crianças com
estresse crônico vem aumentando [8] e está sendo diagnosticado em
crianças bem pequenas [7].
A escola é um ambiente em que fatores
estressores podem estar presentes com relativa frequência sem que haja a
consciência de sua existência por parte do corpo docente ou da direção e
consequentemente os alunos não são preparados para controlá-lo ou
enfrentá-lo [7].
Entre os estressores, a família pode
constituir-se em um fator relevante para tornar a escola um ambiente
estressante. Ainda há pais que apresentam a escola a seus filhos como
local de punição e de castigo. Outras vezes a influência dos pais se dá
em relação a uma matéria específica, por exemplo: pais que são
professores podem exercer uma cobrança excessiva e tornarem-se figuras
estressoras para seus filhos. Crianças com dificuldades de interagir
socialmente com colegas e com os professores podem apresentar
rebaixamento de seu autoconceito e estresse [9,10].
Em relação ao próprio aluno podem-se
determinar três possíveis causadores de estresse: a motivação para a
aprendizagem da disciplina, a autopercepção de seu potencial para
aprendê-la e seu desempenho na matéria. A desarticulação entre estes
componentes pode ser desencadeadora de estresse [8].
Alguns dos fatores geradores de estresse
que estão mais associados às disciplinas são: professor da matéria,
metodologia utilizada, sistema de avaliação. Além disso, há disciplinas
que adquirem a fama de difíceis. Também há docentes que fortalecem esta
idéia e em muitos casos utilizam técnicas punitivas para controlar suas
classes. O aluno, muitas vezes, acaba associando estas contingências à
disciplina e pode passar a apresentar dificuldades na matéria nos anos
subsequentes e até mesmo por toda sua vida [7].
Procedimentos em sala de aula que
exercem extrema pressão sobre o aluno também pode gerar estresse. Há
pesquisas mostrando que há prejuízo na leitura e compreensão do texto
quando a atividade é exercida em situações de pressão de tempo [11].
Em todas as matérias há conteúdos que
para serem assimilados fazem-se necessárias aprendizagens anteriores. Se
o aluno não possui esta base para a compreensão do que está sendo
trabalhado, muito provavelmente não atingirá uma aprendizagem
satisfatória e estar em contato com novas informações pode torna-se por
si só um fator estressor.
Agora vamos nos ater a alguns fatores
que podem desencadear estresse crônico no corpo docente. O estresse
entre os professores também é algo bastante comum, o que vem prejudicar
tanto seu desempenho profissional quanto o desempenho do aluno.
Pesquisas mostram que não ter os equipamentos necessários, falta de
qualificação, fatores administrativos e condições de trabalho [10] são
fontes de estresse entre os professores. Outros fatores também se
constituem em fortes estressores entre estes profissionais, tais como:
baixos salários, classes numerosas, desvalorização social da profissão
[5].
Com base no que expomos até o presente
momento fica evidente que é necessário pensar em estratégias para
minimizar a exposição tanto do aluno quanto do corpo docente a fatores
estressantes [5]. Muitas vezes aprender a identificar quais são os
fatores que estão desencadeando o processo de estresse já muda
muitíssimo a situação [5]. A partir do momento que temos consciência
sobre o que se constitui em estímulos estressores para cada um de nós,
temos a possibilidade de enfrentá-los de uma maneira muito mais efetiva.
É importante ressaltar que o que pode se
constituir em um estímulo estressor para uns podem não o ser para
outros, cabe ao professor perceber o que pode estar desencadeando
respostas de estresse dentro da sala de aula e buscar diminuir ou
anular estes estímulos estressores. Passamos, dessa forma, a ter mais
uma ferramenta para trabalhar contra o fracasso escolar possibilitando
que os alunos tenham menos medo de fatores, situações e contextos que
possam estar contribuindo para que a aprendizagem seja menos efetiva.
http://nucleotavola.com.br/revista/
BIBLIOGRAFIA
[1] CANNON, W.B. Bodily Changes in the pain, Hunger and hange. New York: Ampleton, 1929.
[2] GUYTON, A. C. Anatomia e Fisiologia do Sistema Nervoso. Editora Interamericana Ltda, Rio de Janeiro, 1977. p.249.
[3] SELYE, H. The Stress of Life. New York: McGrawHill, 1956. Rev. ed. 1976.
[4] BEAR, M. F.; CONNORS, B.W. &
PARADISO, M.A. Neurociências – Desvendando o Sistema Nervoso. Artmed
Editora, Porto Alegre, 2002. p.504.
[5] MELLO FILHO, J. Psicossomática hoje. Artmed Editora S.A . Porto Alegre, 1992.p.119.
[6] PINEL, J. Biopsicologia. Artmed Editora S.A. Porto Alegre, 2005. P. 460.
[5] Parte superior do formulário
| [7] WITTER, G. P. Estresse e desempenho nas matérias básicas. |
Revista Estudos de Psicologia, , n. Vol. 14, N. 2, Maio/Agosto/1997, p. 3-10, 1997.
[8] LIPP, M.N. & MALAGRIS,L.N.
Manejo do estresse. In: Psicoterapia comportamental e cognitiva e de
transtornos psiquiátricos. Editorial Psy II. Campinas, 1995.
[9] MERRELL, K.W. et al. The
relationship between social behavior and self-concept in school
settings. Psychology in Schools, 30 (4): 293-298, 1993.
[10] BANDURA, a. Social foundations of thought and action: a social cognitive theory. Printice-Hall, New Jersey, 1986.
[11] WALCZYK, J.J.Testing a
compensatory-encoding model. Reading Research Quarterly, 30 (3):
396-408, 1995.WITTER, G.P. Estresse e desempenho nas matérias básicas:
variáveis relevantes. In: Estudos de Psicologia, 4 (2): 3-10, 1997.
[12] HEINHOLD, H.H. O estresse do
professor primário. Anais do I simpósio sobre o estresse e suas
implicações. Campinas: PUCCAMP, 54-61, 1994.
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Funções Cerebrais Superiores
Introdução
Louise Bérubé [1] define as atividades
nervosas superiores ou funções cerebrais superiores como as capacidades
que mobilizam: (a) um sistema de organização da informação perceptual,
(b) a rememoração da aprendizagem anterior, (c) os mecanismos
córtico-subcorticais que sustentam o pensamento e (d) a capacidade de
tratar duas ou mais informações ou eventos simultaneamente. Estas
características separam nossa espécie das demais porque no homem elas
alcançaram um desenvolvimento tal que lhe permite, em boa medida,
modificar o ambiente e as circunstâncias em que vive de tal forma como
nenhuma outra espécie o faz. Até onde sabemos, o animal mais próximo
neste sentido é o chimpanzé, que é apto para ajudar-se com um pau com o
objetivo de alcançar um fruto. Se esta atitude o aproxima
qualitativamente do homem, a diferença quantitativa continua sendo
abismal a favor deste último. Esta propriedade se inicia
filogeneticamente faz uns oito milhões de anos, mediante sucessivas
evoluções; progressivamente, e em um lapso temporal relativamente curto,
houve um aumento da sua capacidade craniana até que o homem atual
possui cerca de três vezes aquela capacidade original. Provavelmente
este desenvolvimento decorreu da necessidade de responder adequadamente a
ambientes hostis e prover-se de diferentes alimentos. As funções
cerebrais superiores cresceram em paralelo com o aumento do tamanho
cerebral e terminaram conferindo à nossa espécie as particularidades que
hoje a caracterizam e a diferenciam das outras espécies [2].
O córtex cerebral é o assento
anátomo-funcional das mais importantes funções intelectuais ou
superiores do indivíduo. O córtex não só contém os corpos neurais
principais que suportam as funções consideradas “simples” (em
contraposição às superiores), como as motoras, sensitivo-motoras,
auditivas ou visuais, mas também integram funções muito elaboradas como a
memória, a linguagem, o raciocínio abstrato ou atividades gestuais. As
funções cerebrais superiores não se encontram localizadas em centros
isolados do cérebro, mas se acham integradas em grupos de regiões que
formam uma rede cerebral baseadas em interconexões neurais, isto é, as
funções cerebrais têm uma distribuição interconectada, formando uma rede
integrada. Ao contrário das funções chamadas inferiores que têm centros
ou áreas mais definidas, tais como a mobilidade, sensibilidade, área
visual etc. Ainda que, cada vez fique mais evidente que o córtex
cerebral não funciona como área autônoma, mas sim como um todo integrado
e relacionado com estruturas sub-corticais, não é menos certo que em
situações patológicas, lesões muito seletivas de áreas ou zonas críticas
produzem manifestações específicas e/ou quase específicas, recordemos,
aqui, a lesão na base da terceira circunvolução frontal que produz
alteração específica que se denomina “afasia motora de broca”.
Funções cerebrais superiores:
1. Praxia [2]
É a capacidade de executar movimentos aprendidos, simples ou complexos, em resposta a estímulos apropriados, visuais ou verbais (ex. linguagem gestual, execuções musicais, representações gráficas, habilidades motoras etc.). Apraxia
é impossibilidade de executar tais movimentos coordenados, embora não
haja comprometimento da motricidade e da sensibilidade, ou seja, do
sistema executor. Neste caso, a deficiência está nos planejadores (responsáveis pelas seqüências de comandos que produzem os movimentos voluntários complexos) e/ou nos controladores
(que zelam pela execução correta dos comandos motores) do SNmotor.
Dependendo do tipo de apraxia, podem-se encontrar lesões nos córtices
temporais, parietais, occipitais e/ou corpo caloso.
2. Gnose [2]
É conhecimento obtido por meio da
elaboração de experiências sensoriais. Cada experiência se confronta com
outras já adquiridas, e desta confrontação surge o reconhecimento de
aspectos comuns e particulares que a singularizam. As agnosias
(dificuldade de realizar tal função) são classificadas segundo o canal
sensorial que se utiliza. Por exemplo, dificuldade ou incapacidade de
reconhecer (1) objetos pelo tato – Agnosia Tátil ou Asteriognosia; (2) ruídos, palavras ou música – Agnosia Auditiva; ou ainda, (3) a Agnosia Somestésica,
caracterizada pela falta de reconhecimento de partes do seu próprio
corpo ou mesmo partes inteiras do espaço extra-corporal. Tais agnosias
geralmente apresentam-se em pacientes com lesões do lóbulo parietal. Já
as lesões parieto-occipitais (uni ou bilaterais) provocam as Agnosias Visuais as quais implicam, fundamentalmente, falhas ou defeitos no reconhecimento de objetos ou imagens.
3. Linguagem e Fala [2]
A linguagem é um código de sons ou
gráficos que servem para a comunicação social entre os seres humanos;
qualquer meio sistemático de comunicar idéias ou sentimentos através de
signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc. A linguagem é
formada por 3 componentes básicos: gramática, semântica e sintaxe. A gramática
é o componente que organiza os elementos, como os fonemas, morfemas,
palavras, frases etc. e os processos de formação, construção, flexão e
expressão desses elementos. A semântica é o componente da linguagem que dá significado às palavras; e a sintaxe
é o componente do sistema lingüístico que determina as relações formais
que interligam os constituintes da sentença, atribuindo-lhe uma
estrutura. O assento anátomo-funcional da linguagem está no hemisfério
esquerdo em 98% dos destros e em 70% dos canhotos. A atividade
majoritária da linguagem se concentra nas chamadas Zonas de Broca,
Wernicke, Exner, e supramarginais. Investigações com Ressonância
Magnética Funcional demonstraram que também na linguagem ordinária há
alguns componentes que são processados no hemisfério direito sobretudo o
“tom humoral” e o “tom afetivo”. As afasias (ou agnosia verbal) são
caracterizadas pela perda ou transtorno da produção (afasia de expressão tipo broca), compreensão (afasia de compreensão ou de wernicke), ou ambas as coisas (afasia total ou global), da linguagem falada ou escrita. Ou ainda, dificuldade para nomear os objetos (afasia nominativa) ou incompreensão da fala de seus interlocutores (afasia receptiva).
4. Atenção
É um mecanismo de focalização dos canais
sensoriais ou cognitivos; capaz de facilitar a ativação de certas vias
ou regiões cerebrais de modo a colocar em 1º plano a sua operação, e em
2º plano a operação de outras regiões. A atenção sensorial ou percepção seletiva
se dá quando focalizamos a atividade cerebral em estímulos sensoriais
(um ruído, uma luz); este mecanismo funcionaria como um facilitador da
respostas neurais que ocorrem tanto nas áreas sensoriais quanto nas
áreas associativas. Quando a atividade cerebral é focalizada em um
processo mental, como um cálculo matemático, uma lembrança, um
pensamento, ela é denominada atenção mental ou cognição seletiva.
Este mecanismo funcionaria como modulador das informações processadas
pelo córtex pré-frontal dorsolateral e seria realizado prioritariamente
pelo córtex cingulado anterior (ver funções executivas
mais adiante). Comprometimentos pré-frontais e parietais posteriores de
distinta etiologia podem levar a uma deficiência atencional
(hipoprosexia) caracterizada clinicamente pela facilidade e freqüência
com a qual estímulos irrelevantes interferem no processo atencional.
5. Memória
A memória se define como a faculdade do
cérebro que permite registrar experiências novas e recordar outras
passadas. Dito em outros termos, é a capacidade de incorporar, armazenar
e evocar informações de forma clara e efetiva.
Se podem distinguir três fases ou
seqüências: (a) aprendizagem: recepção e registro da informação, (b)
armazenamento (ou consolidação): computa sua codificação cerebral e (c)
recordação: evocação e reconhecimento das informações outrora
armazenadas.
A. Memória Imediata Também chamada de memória de curto prazo ou memória de trabalho.
Este tipo de memória mantém durante alguns segundos, no máximo alguns
minutos, a informação que está sendo processada no momento; sua
capacidade é limitada (aproximadamente sete itens) e as informações são
mantidas por processos de atenção e ensaio. Esta espécie de memória
diferencia-se das demais por não deixar traços e não produzir arquivos. A
memória imediata é processada, fundamentalmente, pelo córtex
pré-frontal (porção mais anterior do lobo frontal).
B. Memória Operacional Também chamada de memória de curta-duração ou memória de trabalho ou memória recente.
Este tipo de memória retém as informações durante um período de tempo
cuja duração é determinada pelo lapso temporal interposto entre o
momento da aquisição da informação e aquele no qual sua evocação deixa
de ser útil ou necessária; sua capacidade não é limitada a um número
específico de itens. Este gênero de memória deixa traços e produz
arquivos os quais, em determinado momento, podem ser “apagados” ou então
“transferidos” definitivamente para o sistema de memória de longo
prazo. Esta classe de memória depende dos respectivos sítios de
processamento sensoriais – de acordo com a origem perceptual da
informação – e de estruturas do lobo temporal, em especial da formação
hipocampal além dos corpos mamilares (diencéfalo).
C. Memória de Longo Prazo Também chamada de memória remota.
Este é um sistema de memória permanente. As informações são armazenadas
após o processo de consolidação. Fazem parte deste sistema os
subsistemas: declarativo ou explícito e o não-declarativo ou implícito.
C.1. Memória Declarativa ou Explícita:
Neste sistema existe acesso consciente ao conteúdo da informação, onde
são armazenadas as informações sobre as pessoas, os lugares e os eventos
da vida diária. O processo de consolidação das informações depende das
estruturas do lobo temporal medial (hipocampo, o córtex entorrinal, o
córtex parahipocampal e o córtex perirrinal), diencéfalo e respectivos
sítios de processamento sensoriais; é o tipo de memória prejudicada nos
pacientes amnésicos. Este sistema está subdividido em: Memória Episódica: reúne as memórias para eventos, sendo autobiográfica e Memória Semântica: reúne as memórias para fatos e conhecimentos gerais acerca do mundo.
C.2. Memória Não-Declarativa ou Implícita: Também chamada de memória de procedimento ou procedimental.
As informações deste sistema são adquiridas gradualmente ao longo de
diversas experiências; As informações processadas neste sistema resultam
da experiência, porém, a evocação é expressa como uma mudança no
comportamento, não como uma lembrança (recordação); sendo assim, só pode
ser evidenciada por meio do desempenho. Depois de tornada automática,
não há acesso consciente ao conteúdo da informação e o processo é
independente da atenção. O processo de consolidação não depende das
estruturas do lobo temporal, mas sim da repetição da tarefa, o que
provoca a ativação repetida nos sítios de processamento sensoriais. Os
subsistemas da memória não-declarativa estão associados a diferentes
estruturas do sistema nervoso: habilidades e hábitos associam-se aos
núcleos basais, pré-ativação ao neocórtex, condicionamento clássico
simples relaciona-se à amígdala nas respostas emocionais e ao cerebelo
nas respostas da musculatura esquelética, a aprendizagem
não-associativa, por seu turno, vincula-se às vias reflexas.
Amnésia é a
incapacidade parcial ou total de reter e evocar informações. Qualquer
processo que interfira com a formação de uma memória a curto-prazo ou a
sua fixação em memória de longo prazo resulta em amnésia. Amnésia
Retrógrada (Distúrbio de Evocação): Incapacidade de recordar
acontecimentos ocorridos antes do estabelecimento do distúrbio. Amnésia
Anterógrada (Distúrbio de Retenção): Incapacidade de armazenar novas
informações. Pessoas que tenham lesões nas estruturas temporais mediais
apresentam a chamada amnésia orgânica, ou síndrome amnésica ou amnésia
do LTM:
· Caracterizada por uma amnésia anterógrada.
· Amnésia retrógrada em graus variados,
mas restrita aos anos, meses ou dias que antecederam o agente amnésico; a
memória para eventos remotos se mantém intacta.
· Deficiência na formação de novas memórias: memória operacional e memória declarativa (episódica e semântica).
· As memórias não declarativas e a memória imediata estão preservadas.
6. Funções Executivas ou Funções Intelectuais Superiores
O termo funções executivas (FE) designa
os processos cognitivos de controle e integração destinados à execução
de um comportamento dirigido a objetivos, necessitando de
sub-componentes como atenção, programação e planejamento de seqüências,
inibição de processos e informações concorrentes e monitoramento. São
funções de mais alta hierarquia e estão asseguradas pelo funcionamento
normal dos lóbulos frontais com os setores multimodais da parte
posterior do cérebro.
O lobo frontal, particularmente a região
pré-frontal, tem sido relacionado com essas funções. O córtex
pré-frontal (situado anteriormente às regiões motoras) ocupa cerca de ¼
do córtex humano, o que em termos relativos representa a maior proporção
entre todos os animais. O CPF estabelece conexões recíprocas com
praticamente todo o encéfalo: todas as áreas corticais, vários núcleos
do tálamo e núcleos da base, o cerebelo, a amígdala, o hipocampo e o
tronco encefálico. Tal variedade de conexões possibilitaria tal região a
exercer funções de controle coordenação geral das funções mentais e do
comportamento. Pode-se reconhecer três grandes regiões funcionais; cujo
funcionamento conjunto seriam responsáveis pelas atividades intelectuais
superiores (ver Figura 1):
(A) a região dorsolateral (CPFdorsolateral) [DL],
recebe informações que entram através dos sistemas sensoriais e chegam a
ele por meio de abundantes conexões aferentes provenientes das áreas
corticais sensoriais e associativas; sua função seria de comparar as
informações novas com aquelas armazenadas na memória de longo-prazo.
(B) a região cingulada anterior (córtex cingulado anterior) [CA] seria o responsável pela focalização nas informações que chegam ao CPF dorsolateral (atenção mental ou cognição seletiva), ou seja, ele filtraria ou modularia informações processadas pelo CPF dorsolateral.
(C) a região ventromedial [VM],
encarregado de adequar os dados do presente que vêm sendo processados
pelo CPFdorslateral, com os objetivos de longo, médio e curto prazo
estabelecidos pelo indivíduo, e com as demais circunstâncias pessoais e
sociais envolventes. Assim, o CPFventromedial seria responsável pelo
planejamento dos comportamentos necessários para a concretização dos
objetivos, estaria envolvido com o planejamento de ações, do raciocínio e
com o ajuste social do comportamento em conjunto com o córtex
órbito-frontal [OF].
Envelhecimento [3]
1. O número de neurônios começa a
diminuir a partir dos 30 anos. O número perdido, todavia, é somente uma
pequena porcentagem do número total de células encefálicas, e não
prejudica as funções cognitivas.
2. A velocidade de condução do impulso
diminui ao longo de um axônio; quantidades de neurotransmissores são
reduzidas; o número de locais receptores diminui nas sinapses. Essas
alterações resultam em uma progressiva lentidão das respostas e dos
reflexos.
3. Enquanto uma diminuição da memória de
curto prazo pode causar alguns esquecimentos, a maior parte da memória –
o estado de alerta, as funções intelectuais e a criatividade –
permanece intacta. Alterações graves das funções cognitivas geralmente
se devem a doenças relacionadas com a idade, como a arterioesclerose; ou
ainda, a Doença de Alzheimer, doença degenerativa do encéfalo que
ocorre geralmente em pessoas idosas. Essa doença é caracterizada pela
perda progressiva da memória e prejuízo da função intelectual.
Evidências sugerem atrofia encefálica, especialmente dos lobos frontal e
temporal.
Referências Bibliográficas
[1] Louise Bérubé (1991). En terminologie de neuropsychologie et de neurologie du compartament. Montreal: Les Edicions de la Cheneeliére Inc.
[2] Roberto Rodríguez Rey (2004). Funciones Cerebrales Superiores.
Facultad de Medicina – Universidad Nacional de Tucumán – Argentina.
http://www.fm.unt.edu.ar/ds/Dependencias/Neurologia/Funciones%20Cerebrales%20Superiores2.PDF
(acessado em 31/05/2008).
[3] Herlihy, B. & Maebius, NK. (2002). Anatomia e Fisiologia do corpo humano saudável e enfermo. Barueri: Ed. Manole.
Bibliografia
Lent, R (2001). Cem Bilhões de Neurônios – Conceitos fundamentais de neurociências. São Paulo: Editora Atheneu.
Bear, MF; Connors, BW & Paradiso, MA (2002). Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 2.ed, Porto Alegre: Editora Artmed.
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Pesquisa identifica falha genética que deixa cérebro de autistas maior
Estudos anteriores apontavam diferença no tamanho de região do cérebro.
Compreensão do mecanismo pode levar a tratamentos no futuro.
Um estudo publicado nesta quinta-feira (22) revelou um mecanismo genético por trás do autismo que ainda não era conhecido da ciência. Descobertas como esta sempre deixam a medicina um passo mais perto de novos tratamentos para o problema.
O autor do estudo, Eric Courchesne, da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA, há tempos investiga as diferenças no tamanho do cérebro dos autistas. O cérebro de quem tem a desordem é maior do que o normal, com excesso de neurônios em uma região chamada "córtex pré-frontal", que é associada ao desenvolvimento social e comunicativo.
Na atual pesquisa, publicada pela revista científica “PLoS Genetics”, a equipe de Courchesne identificou a causa desta diferença. Os genes que controlam a quantidade de células do cérebro não se expressa normalmente, enquanto o gene que organiza os padrões do córtex pré-frontal não funciona.
“Os caminhos genéticos desregulados que encontramos nas idades mais jovens do autismo fundamentam o excesso de neurônios – e crescimento exagerado do cérebro – associado a esta desordem”, afirmou Courchesne, em material de divulgação de sua universidade.
Embora o autismo seja uma desordem hereditária, os mecanismos genéticos ligados a ele ainda não são bem conhecidos pelos cientistas – há relativamente poucos estudos disponíveis abordando este aspecto.
http://fonodanischepi.blogspot.com.br/2012/03/pesquisa-identifica-falha-genetica-que.html
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Compreensão do mecanismo pode levar a tratamentos no futuro.
Um estudo publicado nesta quinta-feira (22) revelou um mecanismo genético por trás do autismo que ainda não era conhecido da ciência. Descobertas como esta sempre deixam a medicina um passo mais perto de novos tratamentos para o problema.
O autor do estudo, Eric Courchesne, da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA, há tempos investiga as diferenças no tamanho do cérebro dos autistas. O cérebro de quem tem a desordem é maior do que o normal, com excesso de neurônios em uma região chamada "córtex pré-frontal", que é associada ao desenvolvimento social e comunicativo.
Na atual pesquisa, publicada pela revista científica “PLoS Genetics”, a equipe de Courchesne identificou a causa desta diferença. Os genes que controlam a quantidade de células do cérebro não se expressa normalmente, enquanto o gene que organiza os padrões do córtex pré-frontal não funciona.
“Os caminhos genéticos desregulados que encontramos nas idades mais jovens do autismo fundamentam o excesso de neurônios – e crescimento exagerado do cérebro – associado a esta desordem”, afirmou Courchesne, em material de divulgação de sua universidade.
Embora o autismo seja uma desordem hereditária, os mecanismos genéticos ligados a ele ainda não são bem conhecidos pelos cientistas – há relativamente poucos estudos disponíveis abordando este aspecto.
http://fonodanischepi.blogspot.com.br/2012/03/pesquisa-identifica-falha-genetica-que.html
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Estimulação cerebral profunda (DBS) é um tratamento cirúrgico que envolve a implantação de um dispositivo médico chamado um marcapasso cerebral, que envia impulsos elétricos a partes específicas do cérebro. DBS em regiões do cérebro selecionar previu benefícios terapêuticos notáveis movimento contrário resistente ao tratamento e transtornos afetivos como dor crônica, doença de Parkinson, tremor e distonia. Apesar da longa história de DBS, seus princípios e mecanismos são ainda não é claros. DBS diretamente altera a atividade cerebral de uma forma controlada, seus efeitos são reversíveis (ao contrário das técnicas de lesioning) e é um dos apenas alguns métodos Neurocirúrgicos que permite estudos cegos.
A Food and Drug Administration (FDA) aprovou DBS como um tratamento para tremor essencial em 1997, para a doença de Parkinson em 2002 e distonia em 2003. DBS também rotineiramente é usado para tratar a dor crônica e tem sido usada para tratar várias doenças afetivas, incluindo depressão maior. Enquanto DBS se mostrou útil para alguns pacientes, há potencial para sérias complicações e efeitos colaterais.
O sistema de estimulação cerebral profunda consiste em três componentes: o gerador de impulsos implantados (IPG), a liderança e a extensão. O IPG é uma neurostimulador de pilhas envolto numa caixa de titânio, que envia pulsos elétricos para o cérebro para interferir na atividade neural no local de destino. O chumbo é um fio espiral com isolamento em poliuretano com quatro eletrodos de platina irídio e é colocado em uma das três áreas do cérebro. O chumbo é conectado para o IPG pela extensão, um fio isolado que se estende desde a cabeça, para baixo ao lado do pescoço, atrás da orelha para o IPG, que é colocado por via subcutânea abaixo da clavícula ou em alguns casos, o abdómen. O IPG pode ser calibrado por um neurologista, enfermeiro ou técnico treinado para otimizar o sintoma repressão e controle de efeitos colaterais.
DBS indicações são colocadas no cérebro de acordo com o tipo de sintomas de ser abordada. Para não Parkinsonian tremor essencial o chumbo é colocado no núcleo de ventrointermedial (VIM) do tálamo. Para distonia e sintomas associados com a doença de Parkinson (bradykinesia/Acinesia, rigidez e tremor), o chumbo pode ser colocado no globus pallidus ou núcleo subthalamic.
Todos os três componentes são implantados cirurgicamente no interior do corpo. Sob anestesia local, um furo cerca de 14 mm de diâmetro é feito no crânio e o eletrodo é inserido, com comentários do paciente para o posicionamento ideal. A instalação do IPG e chumbo ocorre sob anestesia geral. O lado direito do cérebro é estimulado a sintomas de endereço no lado esquerdo do corpo e vice-versa.
Ele foi mostrado em fatias talâmicos de ratos que DBS provoca nas proximidades astrócitos para liberar trifosfato de adenosina (ATP), um precursor de adenosina (através de um processo catabólicos). Por sua vez, adenosina A1 ativação do receptor deprime excitatório transmissão no tálamo, causando assim um efeito inibitório que imita ablação ou "lesioning".
http://www.news-medical.net/health/What-is-Deep-Brain-Stimulation-(Portuguese).aspx
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O que é Estimulação Cerebral Profunda?
Estimulação cerebral profunda (DBS) é um tratamento cirúrgico que envolve a implantação de um dispositivo médico chamado um marcapasso cerebral, que envia impulsos elétricos a partes específicas do cérebro. DBS em regiões do cérebro selecionar previu benefícios terapêuticos notáveis movimento contrário resistente ao tratamento e transtornos afetivos como dor crônica, doença de Parkinson, tremor e distonia. Apesar da longa história de DBS, seus princípios e mecanismos são ainda não é claros. DBS diretamente altera a atividade cerebral de uma forma controlada, seus efeitos são reversíveis (ao contrário das técnicas de lesioning) e é um dos apenas alguns métodos Neurocirúrgicos que permite estudos cegos.
A Food and Drug Administration (FDA) aprovou DBS como um tratamento para tremor essencial em 1997, para a doença de Parkinson em 2002 e distonia em 2003. DBS também rotineiramente é usado para tratar a dor crônica e tem sido usada para tratar várias doenças afetivas, incluindo depressão maior. Enquanto DBS se mostrou útil para alguns pacientes, há potencial para sérias complicações e efeitos colaterais.
O sistema de estimulação cerebral profunda consiste em três componentes: o gerador de impulsos implantados (IPG), a liderança e a extensão. O IPG é uma neurostimulador de pilhas envolto numa caixa de titânio, que envia pulsos elétricos para o cérebro para interferir na atividade neural no local de destino. O chumbo é um fio espiral com isolamento em poliuretano com quatro eletrodos de platina irídio e é colocado em uma das três áreas do cérebro. O chumbo é conectado para o IPG pela extensão, um fio isolado que se estende desde a cabeça, para baixo ao lado do pescoço, atrás da orelha para o IPG, que é colocado por via subcutânea abaixo da clavícula ou em alguns casos, o abdómen. O IPG pode ser calibrado por um neurologista, enfermeiro ou técnico treinado para otimizar o sintoma repressão e controle de efeitos colaterais.
DBS indicações são colocadas no cérebro de acordo com o tipo de sintomas de ser abordada. Para não Parkinsonian tremor essencial o chumbo é colocado no núcleo de ventrointermedial (VIM) do tálamo. Para distonia e sintomas associados com a doença de Parkinson (bradykinesia/Acinesia, rigidez e tremor), o chumbo pode ser colocado no globus pallidus ou núcleo subthalamic.
Todos os três componentes são implantados cirurgicamente no interior do corpo. Sob anestesia local, um furo cerca de 14 mm de diâmetro é feito no crânio e o eletrodo é inserido, com comentários do paciente para o posicionamento ideal. A instalação do IPG e chumbo ocorre sob anestesia geral. O lado direito do cérebro é estimulado a sintomas de endereço no lado esquerdo do corpo e vice-versa.
Ele foi mostrado em fatias talâmicos de ratos que DBS provoca nas proximidades astrócitos para liberar trifosfato de adenosina (ATP), um precursor de adenosina (através de um processo catabólicos). Por sua vez, adenosina A1 ativação do receptor deprime excitatório transmissão no tálamo, causando assim um efeito inibitório que imita ablação ou "lesioning".
http://www.news-medical.net/health/What-is-Deep-Brain-Stimulation-(Portuguese).aspx
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Fazer puzzles na infância desenvolve capacidades matemáticas
Crianças entre os 2 e os 4 anos que brincam com puzzles desenvolvem melhor as competências espaciais. Esta é a conclusão de um estudo levado a cabo por investigadores da Universidade de Chicago (EUA).
Analisando vídeos de pais a interagir com os seus filhos durante as actividades quotidianas caseiras, os investigadores perceberam que as crianças, entre os 26 e os 46 meses, que brincaram com puzzles tinham melhores aptidões de visualização espacial quando chegaram aos 54 meses. O estudo está publicado na «Developmental Science» e é citado no portal Ciência Hoje.
A psicóloga Susan Levine, especialista em desenvolvimento matemático nas crianças e autora principal do estudo, afirma que estas “têm um desempenho melhor das que não brincaram com puzzles, em tarefas que põe à prova a sua habilidade de transformar formas”.
A capacidade mental de transformar formas é um importante para prever futuras carreiras nas ‘STEM’ (Science, Technology, Engineering and Mathematics), ou seja, nas áreas das Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática.
O estudo é o primeiro que analisa os puzzles num cenário não forçado. Nesta investigação de longa duração foram analisados 53 pares de pais de diferentes meios sócio-económicos. A estes foi pedido que interagissem com os seus filhos de forma natural em sessões de 90 minutos que aconteciam de quatro em quatro meses e que foram registadas em vídeo.
Os pais com rendimentos mais elevados promoviam este tipo de jogo com mais frequência. Tanto os meninos como as meninas que brincaram com puzzles desenvolveram mais as habilidades espaciais.
No entanto, aos meninos eram dados puzzles mais complicados e os pais tendiam a interagir mais com os eles quando estes brincavam, abordando até conceitos de espaço, do que com as raparigas. Aos 54 meses, os meninos tinham melhor desempenho em tarefas de ‘transformação mental’ do que as meninas.
A psicóloga considera ser necessário realizar estudos que completem estes dados. “É necessário perceber se os conceitos fornecidos pelos pais se reflectem efectivamente no desenvolvimento das capacidades. Também queríamos perceber a diferença no que concerne à dificuldade dos puzzles e à interacção dos pais em relação ao sexo da criança”.
Neste momento, os investigadores estão a conduzir um estudo em laboratório em que os pais têm de brincar com os mesmos puzzles com meninos e meninas. “Queremos perceber se os pais dão os mesmos ‘inputs’ a meninos e meninas quando os puzzles têm o mesmo grau de dificuldade”.
A diferença da interacção dos pais com as crianças em conformidade com o sexo pode estar relacionada com o estereótipo de que os rapazes têm mais aptidões de visualização espacial.
Artigo: Early Puzzle Play: A Predictor of Preschoolers' Spatial Transformation Skill
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A memória de trabalho é o tipo de memória que permite ao cérebro manter ativas as representações de informações que acabaram de sair de sua frente, como um número de telefone ou a forma do objeto que você procura. Graças a ela, você tem continuidade ao lidar com o mundo e resolver problemas, sem esquecer o que estava fazendo segundos atrás.
Cientistas cognitivos consideram a memória de trabalho um componente chave da inteligência e há evidências de que o exercício da memória de trabalho melhora outras habilidades cognitivas, como o raciocínio e a resolução de problemas. Num estudo publicado no ano passado, concluiu-se que jogos para o cérebro podem melhorar o raciocínio abstrato em crianças e ainda ter efeito meses após o treinamento, mas também descobriram algumas limitações.
O estudo colocou 32 crianças do ensino fundamental durante um mês num programa rigoroso de jogos computadorizados desenvolvidos para testar, desafiar e fortalecer a memória de trabalho. Outras 30 crianças treinaram num outro programa computadorizado que envolvia responder perguntas de conhecimento geral e vocabulário.
Os jogos de memória de trabalho necessitavam que as crianças acompanhassem e lembrassem uma sequência de posições numa matriz e, logo em seguida, respondessem perguntas sobre ela. Quando uma criança ia bem num jogo, a próxima sequência ficava mais longa, desafiando ainda mais a habilidade da criança de guardar em sua memória a sequência e informações espaciais.
O programa necessitava da atenção total da criança por até um minuto e enfatizava a habilidade de filtrar as distrações para focar numa única tarefa. A criança precisava lembrar onde e em qual ordem os itens apareciam na tela, depois fazer o caminho inverso para responder as informações corretamente. Se a criança perdesse algum detalhe, não conseguiria concluir o exercício.
Ao final do mês de treinamento as crianças passaram por um teste de raciocínio abstrato, também conhecido como inteligência fluida. Os pesquisadores inicialmente encontraram pouca diferença no teste de inteligência entre o grupo do treinamento da memória de trabalho e o de conhecimentos gerais. Apesar de várias crianças que treinaram a memória terem desempenhado melhor neste teste, seu grupo não havia se tornado mais inteligente que o outro grupo.
Foi então que os pesquisadores se aprofundaram nos dados e notaram um padrão muito claro. As crianças que mais aumentaram de desempenho no treinamento de memória de trabalho também foram aquelas que tiveram o melhor desempenho no teste de inteligência fluida. E mesmo três meses depois, elas ainda estavam melhores. Ou seja, a melhora de desempenho em memória de trabalho indicava claramente um aumento de inteligência.
Os pesquisadores concluíram que o treinamento cognitivo pode funcionar e ter efeito de longo prazo, mas que existem fatores limitantes que devem ser considerados para avaliar os efeitos do treinamento, um dos quais é a diferença individual de desempenho. A certeza é tanta que eles propõem que pesquisas futuras investiguem não mais se esse tipo de treinamento funciona, e sim quais regimes e condições de treinamento resultam nos melhores efeitos de transferência.
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Treinar a memória pode aumentar a inteligencia!!!
A memória de trabalho é o tipo de memória que permite ao cérebro manter ativas as representações de informações que acabaram de sair de sua frente, como um número de telefone ou a forma do objeto que você procura. Graças a ela, você tem continuidade ao lidar com o mundo e resolver problemas, sem esquecer o que estava fazendo segundos atrás.
Cientistas cognitivos consideram a memória de trabalho um componente chave da inteligência e há evidências de que o exercício da memória de trabalho melhora outras habilidades cognitivas, como o raciocínio e a resolução de problemas. Num estudo publicado no ano passado, concluiu-se que jogos para o cérebro podem melhorar o raciocínio abstrato em crianças e ainda ter efeito meses após o treinamento, mas também descobriram algumas limitações.
O estudo colocou 32 crianças do ensino fundamental durante um mês num programa rigoroso de jogos computadorizados desenvolvidos para testar, desafiar e fortalecer a memória de trabalho. Outras 30 crianças treinaram num outro programa computadorizado que envolvia responder perguntas de conhecimento geral e vocabulário.
Os jogos de memória de trabalho necessitavam que as crianças acompanhassem e lembrassem uma sequência de posições numa matriz e, logo em seguida, respondessem perguntas sobre ela. Quando uma criança ia bem num jogo, a próxima sequência ficava mais longa, desafiando ainda mais a habilidade da criança de guardar em sua memória a sequência e informações espaciais.
O programa necessitava da atenção total da criança por até um minuto e enfatizava a habilidade de filtrar as distrações para focar numa única tarefa. A criança precisava lembrar onde e em qual ordem os itens apareciam na tela, depois fazer o caminho inverso para responder as informações corretamente. Se a criança perdesse algum detalhe, não conseguiria concluir o exercício.
Ao final do mês de treinamento as crianças passaram por um teste de raciocínio abstrato, também conhecido como inteligência fluida. Os pesquisadores inicialmente encontraram pouca diferença no teste de inteligência entre o grupo do treinamento da memória de trabalho e o de conhecimentos gerais. Apesar de várias crianças que treinaram a memória terem desempenhado melhor neste teste, seu grupo não havia se tornado mais inteligente que o outro grupo.
Foi então que os pesquisadores se aprofundaram nos dados e notaram um padrão muito claro. As crianças que mais aumentaram de desempenho no treinamento de memória de trabalho também foram aquelas que tiveram o melhor desempenho no teste de inteligência fluida. E mesmo três meses depois, elas ainda estavam melhores. Ou seja, a melhora de desempenho em memória de trabalho indicava claramente um aumento de inteligência.
Os pesquisadores concluíram que o treinamento cognitivo pode funcionar e ter efeito de longo prazo, mas que existem fatores limitantes que devem ser considerados para avaliar os efeitos do treinamento, um dos quais é a diferença individual de desempenho. A certeza é tanta que eles propõem que pesquisas futuras investiguem não mais se esse tipo de treinamento funciona, e sim quais regimes e condições de treinamento resultam nos melhores efeitos de transferência.
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Ressonância pode identificar crianças disléxicas antes de entrar na escola
Crianças com risco de desenvolver dislexia apresentam diferença na atividade cerebral. É o que indica um estudo realizado por meio de imagens de ressonância magnética no Children’s Hospital de Boston, nos Estados Unidos.
O estudo, feito em colaboração com pesquisadores da Universidade Harvard, será publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
De acordo com a pesquisa, as diferenças na atividade cerebral podem ser identificadas até mesmo antes de as crianças começarem a ler. Como a dislexia desenvolvimental (de origem genética) responde à intervenção precoce, diagnosticar indivíduos com risco de desenvolver a doença antes ou durante a pré-escola pode ajudar a diminuir futuras dificuldades e frustrações com o aprendizado.
A dislexia desenvolvimental (que não é causada por trauma no cérebro) afeta de 5% a 17% das crianças. Uma em cada duas crianças com histórico familiar do distúrbio pode ter problemas de leitura e aprendizagem.
No novo estudo, os pesquisadores, liderados por Nora Raschle, do Children's Hospital, realizaram exames de ressonância magnética em 36 crianças com idade média de cinco anos e meio. Os exames foram feitos enquanto os pacientes faziam atividades envolvendo palavras e seus sons.
Os resultados indicaram que crianças com histórico familiar de dislexia tinham atividade metabólica reduzida em determinadas regiões do cérebro. As regiões com menor atividade do que as do grupo controle (sem histórico do problema) eram as junções entre os lobos occipital e temporal e entre os lobos temporal e parietal.
De acordo com Raschel, eles sabiam que adultos e crianças mais velhas com dislexia têm disfunções nessas mesmas regiões cerebrais. O que o novo estudo indica é que a capacidade do cérebro de processar sons da linguagem é deficiente mesmo antes de as crianças começarem a receber instruções para aprender a ler.
O estudo também mostrou que crianças com risco de desenvolver dislexia não apresentaram aumento na atividade das regiões frontais do cérebro, como se vê em crianças mais velhas e em adultos com o distúrbio. Segundo os cientistas, isso sugere que essas áreas do cérebro se tornam ativas apenas quando as crianças começam a aprender a ler.
Os pesquisadores esperam poder identificar crianças com risco de desenvolver dislexia, enquanto ainda estiverem com idade pré-escolar, para que as consequências sociais e psicológicas negativas possam ser reduzidas.
O artigo Functional characteristics of developmental dyslexia in left-hemispheric posterior brain regions predate reading onset (doi/10.1073/pnas.1107721109), de Nora Maria Raschle e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da PNAS emwww.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1107721109.
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Como o Autismo age no sistema nervoso?
Vamos aqui listar algumas características da doença e como ela age no nosso sistema nervoso.
Uma pessoa autista, como muitos devem saber, possui certas dificuldades de se relacionar socialmente e emocionalmente com outras pessoas. Essa doença causa uma distorção precoce do comportamento, pois afeta áreas do cérebro como o hipocampo, cerebelo e o sistema límbico.
Crianças autistas evitam frequentemente muitas espécies de contato físico, e parte do motivo é que a informação sensorial proveniente do mundo à sua volta lhes chega depressa demais para que seus cérebos consigam processá-las. Elas se sentem subjugadas por esse excesso de estímulos sensoriais exteriores. Uma reação típica é fecharem-se ou tentarem escapar aos estímulos. Isso é causado pois as pessoas autistas levam mais tempo para processar uma informação sensorial do que uma pessoa não autista. Isso faz com que as informações sensoriais cheguem de forma fragmentada, causando então dificuldades de atenção.
Devido a esse atraso no processamento de informações, uma criança autista não pode transferir sua atenção dos olhos para o nariz e então para a boca da mãe em fração de segundos, como o faz uma criança não autista. Assim, essa criança não pode abranger de uma só vez um rosto inteiro, apenas partes. Fica fácil perder uma pista social, como um sorriso ou uma carranca. O resultado é que o autista recebe uma informação parcial a respeito do mundo a sua volta, e por isso essa informação é frequentemente confusa.
Algumas pessoas autistas possuem aptidões senroriais normais, mas têm grande dificuldade em separar a informação importante do ruído. Não podem fixar prioridades para a multidão de sinais sensoriais que chegam ao cérebro. Para conseguir isso, as crianças autistas reagem exibindo comportamentos cujo objetivo primordial consiste em barrar o acesso da maciça e confusa sobrecarga sensorial. Fazem isso gritando, tapando os ouvidos ou correndo para refugiar-se num lugar tranquilo, evitando assim os ruídos.
Pessoas autistas podem se incomodar demais com as vestimentas, pois elas podem ser fontes de coceiras extremas. Podem também não gostar de serem abraçadas, por conta do excesso de informação tátil. As áreas do cérebro correspondendes as vias táteis mais afetados nos autistas são o lobo temporal, medula e tálamo. Pesquisas sugerem que durante o desenvolvimento do sistema nervoso dessas pessoas, ocorreu um número excessivo de neurônios nessas vias, fazendo assim com que o cérebro fosse sobrecarrecado de sensações.
Outros exemplos ainda podem ser os distúrbios alimentares. Crianças autistas enfrentam dificuldades alimentares, que resultam de problemas de processamento sensorial. Elas são, tipicamente, exigentes e difíceis de contentar, e mostram-se muitas vezes incapazes de tolerar a textura, cheiro, paladar ou som do alimento em suas bocas.
Com todas essas descrições, fica fácil entender agora a causa do isolamento social. Oras, se a informação sensorial chega rápida e impetuosamente demais para que a pessoa possa processá-la, uma reação natural é então evitar os estímulos opressivos.
Fonte: “O Cérebro um guia para o usuário” de John Ratey.
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As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.
O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007.
Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas – de percepção ou de compreensão – de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.
Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário – com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas.
Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade.
Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas.
"É importante identificar os riscos cedo. Se a doença começou em um indivíduo nos seus 50 que só começa a ser tratado nos 60, como fazemos para separar causa e efeito?", questiona o professor Archana Singh-Manoux, do Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Saúde da População, na França, que conduziu a pesquisa na instituição londrina.
"O que precisamos agora é analisar aqueles que experimentam um declínio cognitivo mais rápido que a média e saber como parar o declínio. Algum nível de prevenção definitivamente é possível", afirma.
Para a Sociedade contra o Alzheimer, uma organização de pesquisa e lobby no combate à demência, o estudo mostra a necessidade de mais conhecimento das mudanças no cérebro que sinalizam o problema.
"O estudo não diz se qualquer dessas pessoas chegou a desenvolver demência, nem quão viável seria para o seu médico detectar essas primeiras mudanças", afirmou a gerente de Pesquisas da Alzheimer Society, Anne Corbett.
"São necessários mais estudos para estabelecer as mudanças mensuráveis no cérebro que possam nos ajudar a melhorar o diagnóstico da demência."
O diretor de Pesquisas na organização, Simon Ridley, reforçou a necessidade de conscientizar a população sobre os benefícios de ter hábitos saudáveis.
"Embora não tenhamos uma maneira infalível de prevenir a demência, sabemos que mudanças simples de hábitos – adotar uma dieta saudável, não fumar, manter o colesterol e a pressão do sangue sob controle – reduzem o risco de demência", afirmou.
"Pesquisas anteriores indicaram que a saúde na meia-idade afeta o risco de demência durante o envelhecimento, e estas conclusões nos dão mais razões para cumprir as resoluções de Ano Novo."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120106_demencia_estudo_pu.shtml
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Cérebro 'começa a declinar aos 45 anos', diz estudo
Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade.
Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%.As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.
O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007.
Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas – de percepção ou de compreensão – de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.
Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário – com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas.
Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade.
Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas.
"É importante identificar os riscos cedo. Se a doença começou em um indivíduo nos seus 50 que só começa a ser tratado nos 60, como fazemos para separar causa e efeito?", questiona o professor Archana Singh-Manoux, do Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Saúde da População, na França, que conduziu a pesquisa na instituição londrina.
"O que precisamos agora é analisar aqueles que experimentam um declínio cognitivo mais rápido que a média e saber como parar o declínio. Algum nível de prevenção definitivamente é possível", afirma.
Crise de meia-idade
Singh-Manoux argumenta que as taxas de demência devem aumentar na sociedade na medida em que as funções cognitivas estão conectadas a hábitos e estilo de vida, através de fatores como o fumo o nível de exercício físico.Para a Sociedade contra o Alzheimer, uma organização de pesquisa e lobby no combate à demência, o estudo mostra a necessidade de mais conhecimento das mudanças no cérebro que sinalizam o problema.
"O estudo não diz se qualquer dessas pessoas chegou a desenvolver demência, nem quão viável seria para o seu médico detectar essas primeiras mudanças", afirmou a gerente de Pesquisas da Alzheimer Society, Anne Corbett.
"São necessários mais estudos para estabelecer as mudanças mensuráveis no cérebro que possam nos ajudar a melhorar o diagnóstico da demência."
O diretor de Pesquisas na organização, Simon Ridley, reforçou a necessidade de conscientizar a população sobre os benefícios de ter hábitos saudáveis.
"Embora não tenhamos uma maneira infalível de prevenir a demência, sabemos que mudanças simples de hábitos – adotar uma dieta saudável, não fumar, manter o colesterol e a pressão do sangue sob controle – reduzem o risco de demência", afirmou.
"Pesquisas anteriores indicaram que a saúde na meia-idade afeta o risco de demência durante o envelhecimento, e estas conclusões nos dão mais razões para cumprir as resoluções de Ano Novo."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120106_demencia_estudo_pu.shtml
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Neuroplasticidade Cerebral
Neuroplasticidade
A ocorrência de uma lesão no cérebro, independente de sua causa, pode provocar perda da função da área afetada.Isso porque o cérebro é todo dividido em áreas, sendo que cada área é responsável por uma função no nosso organismo. Por exemplo: há uma área responsável pela linguagem, tanto em relação à compreensão como na expressão, outra área responsável pelo ato de engolir e até mesmo uma área responsável pela movimentação dos dedos !Quando ocorre uma lesão decorrente de derrame (AVC), por exemplo, a pessoa vai apresentar dificuldade em realizar as funções que aquela área realizava antes.
O processo de reabilitação vai contribuir com o fenômeno denominado “Neuroplasticidade”, que consiste em uma reorganização dos mapas corticais. Após ocorrer uma lesão, são observadas mudanças que podem ocorrer em regiões homólogas do hemisfério não afetado, que assumem as funções perdidas, ou no córtex intacto adjacente a lesão. Graças a essas reorganizações corticais, que podem se prolongar por meses após a lesão, os pacientes podem recuperar, pelo menos em parte, as habilidades que haviam sido perdidas.
Em suma: Após a ocorrência da lesão cerebral, o paciente fica com dificuldades para realizar as funções que a área lesada realizava. O processo de reabilitação fonoaudiológico é baseado na Neuroplasticidade, em que as demais áreas não afetadas passam a realizar as funções da área comprometida. Vale ressaltar que há estudos científicos que sugerem maior ativação do fenômeno da Neuroplasticidade durante os 3 primeiros meses pós-lesão cerebral, o que destaca a importância de início precoce do tratamento.
Concluindo, a atuação correta e eficaz da equipe de reabilitação na estimulação da plasticidade é de fundamental importância para a recuperação máxima das funções do indivíduo. Isso implica na escolha certa do tratamento e na intensidade do mesmo, o que apenas um profissional habilitado poderá realizar.
O processo de reabilitação vai contribuir com o fenômeno denominado “Neuroplasticidade”, que consiste em uma reorganização dos mapas corticais. Após ocorrer uma lesão, são observadas mudanças que podem ocorrer em regiões homólogas do hemisfério não afetado, que assumem as funções perdidas, ou no córtex intacto adjacente a lesão. Graças a essas reorganizações corticais, que podem se prolongar por meses após a lesão, os pacientes podem recuperar, pelo menos em parte, as habilidades que haviam sido perdidas.
Em suma: Após a ocorrência da lesão cerebral, o paciente fica com dificuldades para realizar as funções que a área lesada realizava. O processo de reabilitação fonoaudiológico é baseado na Neuroplasticidade, em que as demais áreas não afetadas passam a realizar as funções da área comprometida. Vale ressaltar que há estudos científicos que sugerem maior ativação do fenômeno da Neuroplasticidade durante os 3 primeiros meses pós-lesão cerebral, o que destaca a importância de início precoce do tratamento.
Concluindo, a atuação correta e eficaz da equipe de reabilitação na estimulação da plasticidade é de fundamental importância para a recuperação máxima das funções do indivíduo. Isso implica na escolha certa do tratamento e na intensidade do mesmo, o que apenas um profissional habilitado poderá realizar.
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