0

Dificuldades na Leitura - Como orientar os alunos

Como orientar os alunos com dificuldades na leitura


As diversas dificuldades na prática da leitura.

A dificuldade em realizar a leitura é tida como um dos maiores obstáculos enfrentados pelos alunos. Preocupados com essa questão, vários educadores estão em busca de o melhor caminho a seguir, contribuindo para um melhor desenvolvimento da leitura.

Segundo pesquisas, as escolas estaduais apresentam maior índice em relação à dificuldade com a leitura, porém, vale ressaltar que acontece em todas as instituições de ensino independente do segmento (público ou particular).

É de suma importância para lidar com esta situação, enquanto educadores, ter a consciência de que as dificuldades apresentadas na leitura estão intensamente ligadas ao desenvolvimento das habilidades na escrita provenientes de alterações ou erros de sintaxe, estruturação, organização de parágrafos, pontuação, bem como todos os elementos necessários para a composição do texto.

Partindo desse pressuposto, segue algumas sugestões de estratégias a serem aplicadas de forma que venha facilitar o desempenho no processo de leitura que os alunos apresentam em sala de aula:

• Procure fazer um momento de divisão para leitura, sendo que durante a aula metade do tempo seja dedicado à leitura prazerosa, onde cada um lê o que é de seu interesse, e a outra parte seja voltada para a prática da leitura voltada para o desenvolvimento de conteúdos;

• A escola pode promover campanhas de incentivo à leitura, estimulando os alunos a lerem. Por exemplo: gibis como forma de leitura e entretenimento;


• Trabalhar na análise e decomposição de frases escolhendo palavras segmentando-as em sílabas e fonemas, intervindo na memória, passando de memorização à memória de longo prazo. Vale ressaltar que não deve ser realizada de forma mecânica ou descontextualizada, por exemplo, f e v são vagos quando isolados, mas quando proposto em palavras (faca ou vaca) já permitem um maior entendimento, o que facilita a aprendizagem;

Segundo Duke e Pearson (2002) existem seis tipos de estratégias de leitura consideradas relevantes, baseadas em pesquisas tidas como auxiliares no processo de leitura. São as seguintes:

• Predição: trata-se de antecipar, prever fatos ou conteúdos do texto, utilizando o conhecimento existente para facilitar a compreensão.

• Pensar em voz alta: o leitor verbaliza seu pensamento enquanto lê.

• Estrutura do texto: analisar a estrutura do texto, auxiliando os alunos a aprenderem a usar as características dos textos, como cenário, problema, meta, ação, resultados, resolução e tema, como um procedimento auxiliar para compreensão e recordação do conteúdo lido.

• Representação visual do texto: auxilia leitores a entenderem, organizarem e lembrarem algumas das muitas palavras lidas quando formam uma imagem mental do conteúdo.

• Resumo: tal atividade facilita a compreensão global do texto, pois implica na seleção e destaque das informações mais relevantes contidas no texto.

• Questionamento: auxilia no entendimento do conteúdo da leitura, uma vez que permite ao leitor refletir sobre o mesmo. Pesquisas indicam também que a compreensão global da leitura é melhor quando alunos aprendem a elaborar questões sobre o texto.

Vale ressaltar que, tanto no desenvolvimento da leitura quanto da escrita, pais e professores são mediadores indispensáveis no processo de aprendizagem, prevenindo e intermediando através da correção quando necessária e com cautela.

Fonte: www.educador.brasilescola.com
Leia Mais ►
0

Psicomotricidade na Educação Infantil



Na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal. A abordagem da Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo e no espaço. O movimento humano é construído em função de um objetivo. A partir de uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em comportamento significante. É necessário que toda criança passe por todas as etapas em seu desenvolvimento.
O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Através da recreação a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor. Para que a criança desenvolva o controle mental de sua expressão motora, a recreação deve realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica. A recreação dirigida proporciona a aprendizagem das crianças em várias atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio sócio-afetivo.
Bons exemplos de atividades físicas são aquelas de caráter recreativo, que favorecem a consolidação de hábitos, o desenvolvimento corporal e mental, a melhoria da aptidão física, a socialização, a criatividade; tudo isso visando à formação da sua personalidade.


SUGESTÕES DE EXERCÍCIOS PSICOMOTORES: 

engatinhar, rolar, balançar, dar cambalhotas, se equilibrar em um só pé, andar para os lados, equilibrar e caminhar sobre uma linha no chão e materiais variados (passeios ao ar livre), subir/ descer entre outras.
Pode-se afirmar, então, que a recreação, através de atividades afetivas e psicomotoras, constitui-se num fator de equilíbrio na vida das pessoas, expresso na interação entre cognição e corpo, a afetividade e a energia, o indivíduo e o grupo, promovendo a totalidade do ser humano.





Sugestões de atividades: oficina de psicomotricidade

Área Motora
Chapéu ao alto
Objetivos: desenvolver agilidade, atenção, prontidão de reação e coordenação motora.
Formação: alunos em circulo.
Material: Chapéu
Desenvolvimento: um participante comandará a brincadeira. Os alunos obedecem a comando deste líder que dará ordens, tais como: bater palmas, rir, chorar, girar, coçar a cabeça etc. em um dado momento ele jogara um chapéu ao alto. Os alunos continuam obedecendo às ordens do líder, enquanto o chapéu não trocar o chão. No instante em que o chapéu cair no chão todos devem parar com os movimentos que estavam executando. Aquele dentre os participantes que continuar com os movimentos sai da brincadeira.


Área Percepto Cognitivo
SIGA O CHEFE:
Objetivo: Percepções visuais e de espaço, obedecer ordens, identificação, movimentos coordenados, aprendizagem.  
Formação: As crianças dispõem - se em colunas um por um atrás do professor, o “chefe”.
Material: Brinquedos, objetos diversificados, giz, lápis de cor, folhas (jornal), etc.
Desenvolvimento: Ao sinal de início, o grupo põe-se a acompanhar o chefe, que caminha realizando evoluções variadas (andar em círculo; progredir em caracol; pôr-se de costas; saltar; pular um banco, ou obstáculo; gesticular; etc.). Quando a criança deixar de imitá-lo pagará prenda, indo ocupar o último da coluna.
OBSERVAÇÃO: Esta brincadeira pode ser utilizada na arrumação da sala após o período de jogos. O “chefe” colocará no lugar a sua cadeira e apanhará um papel no chão, limpará a mesa, movimentos a serem imitados pelas crianças.


Área da linguagem
Complete a frase
Objetivo: Trabalhar oralmente as palavras, despertando a atenção, a criatividade e iniciativa.
Formação: Alunos dispostos em círculo.
Material: Nenhum
Desenvolvimento: O professor deve dizer uma frase qualquer. O participante seguinte deverá dizer a últimas palavras que o participante anterior falou e completar a frase. Ex.: Maria comeu manga; a manga é muito saborosa. Saborosa também é a laranja. A brincadeira prossegue, aumentando as frases até alguém errar, quando então se reinicia com nova frase.
Possibilidade: Estruturar a brincadeira sob forma de musical (Ex: passar uma musica e pedir que a repitam sob forma de movimentos e/ ou expressões, sons, ou pedir que criem histórias).

 Operários Silenciosos:
Formação: Crianças em semicírculo.
Desenvolvimento: O professor dirá: “Operários Silenciosos, eu tenho um martelo, o que se faz com ele?” As crianças deverão imitar o bater do martelo. As que se enganarem ou fizerem outro movimento serão retiradas do jogo provisoriamente, até a próxima substituição. Em seguida nomear outros utensílios: serrote, tesoura, agulha, caneta, machado, pá, enxada, etc. cujos manejos deverão ser imitados pelas crianças.

Área de socialização
Dança do Jornal
Objetivos: Estimular a sociabilização, a expressão corporal e a percepção espacial.
Formação: Alunos dispostos em pares
Material: folha de jornal, aparelho de som, CD ou fita cassete.
Desenvolvimento: A um sinal do professor, deverão dançar (se movimentar) ao som de uma música sobre uma folha de jornal sem rasgá-la ou sair fora dela. Os pares que saírem ou rasgarem a folha de jornal vão saindo da brincadeira.
Os vencedores são os pares que não saírem de cima do papel nem rasgarem a folha do jornal.
Pode-se alternar a brincadeira, alternando entre diferentes ritmos musicais, mais rápidos, mais lentos, que exijam a execução de passos específicos etc.
Imagem e esquema corporal.

Lateralidade
Choque
Objetivos: Estimular a atenção, concentração, pronta reação, espírito de equipe e lateralidade.
Formação: Alunos em circulo, de mãos dadas.
Material: Nenhum
Desenvolvimento: Devemos, primeiramente, executar esta brincadeira de olhos abertos e depois de olhos fechados. Somente o professor poderá ficar de olhos abertos. O professor inicia a brincadeira apertando uma das mãos do aluno que estiver sentado ao seu lado direito ou esquerdo, de acordo com sua escolha. Este aperto de mão é chamado na brincadeira de “CHOQUE”. O choque percorrerá a roda toda, o aluno que levar o choque e não apertar em seguida à mão do colega passando o choque, ou simplesmente distrair-se na brincadeira, pagará uma prenda (sendo de livre escolha/ fazer algo/ ou sair da brincadeira até que o jogo acabe restando apenas dois/ possibilidade de se fazer em grupo).

Estruturação e Organização Temporal
Acorda gatinho!
Objetivos: estimular a rapidez de reação, atenção, percepção visual, audição, estruturação espacial e temporal.
Formação: alunos em circulo com o “gato” no centro.
Material: nenhum.
Desenvolvimento: os alunos formam um circulo, tendo ao centro um colega ou uma colega que será o gato ou a gata. Aquele que ficar no meio do circulo deverá fingir que esta dormindo, resistindo em acordar. Os colegas, andando em circulo, tentarão acordar o gato. Para acordá-lo, eles cantam assim: acordar gatinho (a), gatinho (a) manhoso (a),adaptando a melodia a alguma canção popular que conheçam, ou criando uma melodia própria. Quando o gatinho resolver de gato, tocando com uma das patas em alguém. O aluno que for tocado pelo gato será o gato manhoso, na sequência da brincadeira.

Estruturação e Organização Espacial
Não respondeu, vira estatua!
Objetivo: Estimular a concentração, atenção, coordenação motora, estruturação espacial e temporal, percepção visual e audição.
Formação: alunos dispostos em fila única no fundo da sala, de frente para o professor.
Material: nenhum.
Desenvolvimento: cada aluno deve escolher o nome de um animal, flor ou fruta, comunicando-o, em segredo, ao professor. O professor, posicionando diante dos alunos, chamara um dentre os diversos nomes de animais que lhe foram informados. O aluno, cujo animal tiver sido chamado, deverá dar três passos à frente e dizer o seu nome. Caso o aluno demore a sair do lugar ou se disser o nome do animal, flor ou fruta em vez do seu nome deverá ficar em posição de estatua. Permanecerá nesta posição ate que um companheiro, que não conseguir responder adequadamente, tome o seu lugar. A brincadeira termina quando todos os alunos forem chamados, ou quando não mais se mostrarem interessados pela brincadeira.  


Equilíbrio, postura e tônus.
Corrida da maçã
Objetivos: desenvolver o equilíbrio, concentração e espírito de equipe.
Formação: alunos sentados em suas carteiras, arrumadas e colunas com número igual de participantes.
Material: Maçãs.
Desenvolvimento: os últimos de cada coluna recebem uma maçã. Ao sinal do professor, colocam a maçã em cima da cabeça, levantam-se e caminham, da forma mais rápida possível, até a 1ª carteira. Durante este tempo, os demais passam a deslocar-se uma carteira pra trás, a fim de deixar livre a da frente que deverá ser ocupada pelo “condutor” da maçã. A maçã volta ao local de início, ou seja, ao final da coluna, e a brincadeira recomeça. 

Coordenação dinâmica Manual/ Visual
Marionete
Objetivos: socializar, relaxar o corpo tornando os movimentos mais livres, criativos e flexíveis.
Formação: Alunos dispostos em pares
Material: Nenhum
Desenvolvimento: Os alunos, cada um com seu par, posicionam-se um em volta do outro. Um aluno será a marionete e o outro o manipulador. O manipulador pega a marionete pelo braço ou pela cintura, de acordo com o que achar melhor, e brinca com ela criando e inventando o movimento típicos de marionete. Depois se invertem os papéis.
Pode-se incrementar a brincadeira, selecionando alguns alunos para serem a comissão julgadora que atribuirá notas ou pontos para a melhor dupla.
Possibilidade de criar outros comandos que incentivem e trabalhem com movimentos coordenados, realizar determinadas tarefas, etc.

Coordenação Visomotora
Quebra - cabeça!  

Objetivo: Aumentar a interação entre as crianças, trabalhar a coordenação visomotora, destreza manual, imaginação, percepção visual.
Além do processo cognitivo, a troca de peças entre as crianças na montagem do quebra-cabeça envolve-as em atividade cooperativa. Nesse jogo elas descobrem que "abrir mão" de algumas coisas é o único modo de continuar a brincadeira.
Faixa – Etária: A partir de quatro anos.

Material: Papel Sulfite A4 com desenhos para colorir, tesoura, lápis preto, régua, lápis de cor ou giz de cera, folhas de Papel Almaço.

Desenvolvimento:
1. Preparação dos desenhos:
Os desenhos são distribuídos um para cada criança. Devem ter o mesmo tipo de papel, formato e tamanho. Procure separar por temas como: animais, frutas, esportes ou profissões, e prepare diferentes desenhos sobre cada assunto.
2. Divisão em grupos:
Divida a classe em grupos iguais e distribua os desenhos, oferecendo um tema para cada grupo. Peça para os alunos colorirem as figuras.
3. Formando o Quebra - Cabeça:
Terminada a pintura, reúna os desenhos de cada grupo em pilhas separadas. Sobreponha os cinco do mesmo tema, já coloridos, e recorte a pilha de papéis de uma vez para que tenham cortes idênticos. Uma tesoura e régua para dividir a pilha de folhas em seis pedaços, por exemplo.
4. À Hora das Trocas:
A seguir, misture as peças recortadas de cada grupo e coloque seis delas dentro de uma folha dupla de papel almaço, entregando a cada criança um conjunto. O aluno tentará, então, montar um desenho inteiro sobre a folha de almaço, protegendo-o da visão dos colegas. Ele logo vai perceber que tem figuras misturadas. Assim, a criança que tiver duas peças de um mesmo objeto deverá conservá-las em seu poder e oferecer a outro jogador uma peça que não lhe sirva, para trocá-la por uma do desenho que pretende completar.
Se o colega tiver a peça desejada, a troca é feita e a criança que acertou continua pedindo peças às outras. Se errar, passa a vez para o colega que não tinha a peça pedida, e assim sucessivamente, até que as imagens se completem. Será vencedor o grupo que conseguir montar primeiro seus cinco quebra- cabeças. Durante o jogo os alunos desenvolvem artimanhas de negociação, aprendem o valor das trocas e do trabalho em conjunto.
Dicas:
· No caso de duas crianças desejarem completar o mesmo desenho, o professor deve aguardar que o impasse seja resolvido entre elas, só interferindo se realmente for necessário.

Respiração
Dinâmica
Objetivo: trabalhar a respiração, coordenação, esforço do movimento de respiração, bem-estar.
Formação: livre
Material: Diversificado; músicas bola, etc.
Desenvolvimento: criação de brincadeiras que trabalhem o sistema respiratório da criança. Mediante exercícios de respiração, trabalhos que enfatizem o movimento.
Ex1: CUIDADO COM O MICO:
Material: 2 bolas iguais, tendo uma delas determinada marca, para indicar que representa o “mico”.
Formação: As crianças em círculo, ficando duas delas (bem distantes uma da outra), de pose da bola.
Desenvolvimento: Ao sinal de início cada criança que tem a bola joga-a ao próprio vizinho (da esquerda) o qual faz depressa o mesmo em relação ao companheiro seguinte, assim por diante. As bolas são passadas rapidamente em volta do círculo tendo os jogadores por objetivo fazer com que uma alcance a outra, isto é, o “mico” seja apanhado. Mas cada qual deve evitar que tal aconteça em suas mãos, passando as bolas adiante o mais rápido possível. Quem deixa cair à bola deve recuperá-la sozinho e voltar ao seu lugar para daí continuar. Cada vez que o “mico” é apanhado, interrompe o jogo, sendo excluído o jogador em cujas mãos elas estiverem, e as bolas devolvidas novamente aos jogadores.
Ex2: Oficina de Musica
Formação: crianças sentadas em circulo na sala.
Material: músicas, sons, rádio.
Desenvolvimento: Começa a música e as crianças começam a cantar, ou mesmo imitar diferentes sons, fazer técnicas vocais de locução.

fonte:http://tianandaeduca.blogspot.com.br/
Leia Mais ►
0

ALEITAMENTO MATERNO E ASPECTOS EMOCIONAIS DA MÃE



ASPECTOS EMOCIONAIS DA AMAMENTAÇÃO

       Os aspectos emocionais que envolvem a mulher durante a gestação, o parto, o pós-parto e a amamentação, devem e precisam ser bem informados, e mais bem entendidos tanto pelos profissionais de saúde quanto pelo pai e familiares.

       Porque?
       A mãe vai passar por mudanças nos aspectos fisiológicos  e mudanças emocionais que a tornará muito sensível,emotiva, insegura,  passará por fases onde o sofrimento  será inevitável nesse momento o papel dos profissionais, do pai e dos  familiares  que acompanham  nesse percurso tem que ser compreensivo, acolhedor , escutando-a com carinho e com interesse, valorizando-a e ajudando-a  superar a expressão dos sentimentos negativos que ela vai vivenciar e superar através dos sentimentos positivos  como o amor e o vínculos afetivo com o seu bebê.

,       AS FASES:
        Ansiedade pós-parto:
       Ansiedade relacionada as expectativas quanto a integridade física do bebê
       A mãe tem dúvidas sobre a sua capacidade de amamentar
       A mãe tem dúvidas sê da conta de cuidar do bebê
       A mãe tem duvidas se consegue assumir responsabilidades  de criar um bebê
       A mãe fica ansiosa  por apresentar sentimentos de ambivalência em relação ao bebê

       O que fazer?
       Uma orientação antecipatória para os principais eventos do pós-parto torna-se imprescindível. O s profissionais de saúde, o marido eos familiares devem se esforçar ao máximo para aliviar a ansiedade da mãe, e isto se consegue dando a ela atenção, proteção e carinho , aceitando-a do jeito como esta comportando-se naquele momento.

       O medo
       Esta presente na gestação na dor do parto, no pós-parto
       A mãe sente medo de que o leite não seja forte
       Medo de que o leite não venha em quantidade suficiente para amamentar seu bebê
       Medo de que o leite não venha (não desça)
       Sê foi orientada, ela saberá que a descida do leite  pode demorar de 24 a 72 horas e até mais,  e só se tranquiliza depois que o leite jorra
       Medo de rejeição pelo marido, pela conotação dada às mamas, por estarem bem maiores , por estarem esguichando leite ou por acreditar, ïndevidamente, que amamentar possa ser responsável por estrias ou flacidez da mama
       Medo de ser trocada por outra mulher por não estar fisicamente tão atraente quanto antes e por estar se sentindo feia aos olhos do marido

       O que fazer?
       Uma mãe previamente bem orientada certamente estará mais tranqüila e preparada para enfrentar seus temores, seus medos
       “Dizem que o medo é o filho bastardo da ignorância e da incerteza”

       A culpa:
       A mãe que deu a luz a um recém-nascido prematuro ou com algum defeito físico sente-se responsável por isso. Pensa haver feito algo durante a sua vida, durante a gravidez, que motivasse o problema do filho. Sente que o filho está pagando por alguma coisa  que ela fez de errado no passado.
       A mãe que não consegui amamentar seus filhos desenvolvem fortes sentimentos de culpa. Ficam com a sensação de que não cumpriram o seu papel de mãe, questionando-se  sempre até que ponto algum problema que tenha ocorrido no decorrer da vida do bebê seja devido à falta de leite materno.

       Como podemos evitar a culpa da mãe?.
       O incentivo ao aleitamento materno sem que sê de condições para que ele se efetive pode causar sentimentos de culpa nas mães que no momento se encontra impotente  para remover tantos obstáculos colocado no caminho da amamentação.
       O  profissional de saúde tem condições de modificar esse quadro melhorando o apoio e a proteção a esta mãe e com isso facilitando a remoções  de muitos desses obstáculos.
       É importante deixar a mãe expressar os seus sentimentos de culpa , sem críticas e sem pré-julgamento, e com certeza a mãe só de falar de seus sentimentos de culpa já é para ela
Uma maneira de resolve-los e de perceber que não é a única a vivenciar estes sentimentos.

       A frustração
       O bebê sonhado, e imaginado sempre é diferente do bebê  real, acarretando frustração momentâneas ou mais ou menos persistente
       O sentimento de amor das mães por seu bebê, não é instantâneo, mas a primeira hora  parece ser um período especialmente valioso no processo de formação de vínculos afetivos, mãe e filho, como veremos adiante
       A mãe frustra também com a  própria imagem do seu corpo.
       Seu abdômen não é sentido vazio como ela esperava,
       O útero diminui de tamanho lentamente
       A mãe preocupa muito com a  sua aparência pessoal, acha-se feia.
      A mãe  apresenta desejos de retornar ao seu corpo anterior, é um dos seus  primeiros interesses  e gostaria de ver atendido imediatamente, mas só acontecerá muitos meses depois.     

       Auto-estima:
       É o sentimento que a mãe tem da própria  auto-imagem, ou do próprio valor
       A construção da auto-estima, no sentido de ser capaz de produzir  leite de boa qualidade e em quantidade suficiente para alimentar o filho, mais  autoconfiança e o desejo de amamentar, são fatores muito importante para a amamentação.
,
       Autoconfiança:
       É a confiança que a mãe tem em si para desempenhar bem a amamentação e a maternidade. A confiança pode ajudar a mãe  a ter sucesso na amamentação..
        A mãe sente-se frágil. Mas percebendo o apoio de uma pessoa a seu lado e sabendo que não estará sozinha,  ela aumenta a sua autoconfiança  e estará mais  segura de vencer os prováveis obstáculo.

       Ambivalência:
       É o fenômeno básico da amamentação, são conflitos, sentimentos opostos em relação a amamentação, o querer e o não querer amamentar.
      A amamentação tem momentos agradáveis e desagradáveis.O contato estreito com o bebê  pode ser muito bom para  o bebê e também para a mãe . Mas para a mãe a amamentação  não é só prazer Envolve cansaço, tolhe a liberdade e dificulta o lazer e a profissão. Por isso, ela oscila entre  o sim  e o não.

A MÃE-MITO

A mãe não é vista como uma mulher passível de ter todos os defeitos da raça humana:
-          É vista como um anjo
-          É um poço só de amor
-          É tida como perfeita
-          É capaz de todos os sacrifícios pelo seu filho
-          É capaz de se entregar totalmente
-          É capaz de ser completamente devotada ao filho
-          A mãe é capaz  de todos  esses sentimentos  maravilhosos

A mãe também tem conflitos em relação aos filhos:
·         A mãe tem necessidade de entrar em conflito com as necessidades do filho. O  Sim e o Não ao filho alternam-se freqüentemente
·         Há mães cujo sentimento materno é pequeno ou inexistente
·         Há mães cuja função materna é Hipertrofiada
·         Há mães cujo o pecado é o excesso de cuidados, impedindo o desenvolvimento da autonomia do filho
·         Portanto, nem todas as mulheres são mães dedicadas e felizes

Os filhos são sempre frutos  do Amor?
·         Se a mãe casou por amor, se o filho que tem é o desejado fruto deste amor Se teve na infância uma experiência afetiva gratificante com sua própria mãe -Se seu afeto não foi comprometido por ter tido pais neuróticos
·         No entanto , muitas gravidez não são desejadas, nem planejadas, sendo aceitas com o tempo. Algumas sequer são aceitas.

O período Sensitivo:
·         A mãe do mito, a mãe perfeita, não existe. Mas a capacidade que as mães têm de amar está longe de ter desaparecido, embora esteja, sem dúvida, escondida ou mesmo sufocada por problemas individuais. É possível existir a mãe boa e o Período Sensitivo o qual se estende desde as primeiras horas até os primeiros dias após o nascimento é um fator de muita importância para reforçar  na mãe o desejável  amor pelo filho, e assim permitir a ela  enfrentar com tranqüilidade  e alegria  as tarefas relacionadas à Amamentação  e à Maternidade.
·         O período Sensitivo acontece devido a níveis aumentado de ocitocina no sangue da mãe.A ocitocina é responsável pela descida do leite e pela contração uterina
Ocitocina  e os Aspectos  Emocionais  na Amamentação:
. Níveis aumentados de ocitocina possibilitam a instalação de um forte vínculo afetivo mãe-filho, reforçando a cada mamada.. Durante a  mamada, mãe e filho alcançam o máximo de contato pele à pele, e a convivência mais íntima, que facilita ainda mais o estreitamento de laços afetivos  e é cada dia mais forte o sentimento de amor da mãe pelo filho. Portanto , ser mãe vinculada afetivamente ao filho é um paraíso. E a Amamentação  é uma das chaves  da porta deste paraíso.
VÍNCULO AFETIVO MÃE-FILHO:
É uma ligação emocional, forte, duradoura, envolvendo mãe e filho
As cabras revelam de que maneira a natureza proporciona o vínculo afetivo entre os animais  da sua espécie. O cabritinho que logo após .scimento foram separados  da  mãe por até uma hora são rejeitados por ela. Algo semelhante, mas certamente  em grau muito menor, e de forma inconsciente pode ocorrer com os recém-nascido humanos. Nestes primeiros minutos, horas e até dias após o parto, há uma liberação intensa de ocitocina durante as mamadas. Um período intenso de contato da mãe com o seu bebê neste período pode significar um comportamento de muito amor e carinho durante toda vida ente mãe e filho.
Como já vimos é no período sensitivo que há os estabelecimento dos vínculos afetivos ente mãe-filho.É neste período que a mãe mostra-se mais disposta e mais ativa na interação com o bebê.
FATORES QUE MELHORAM O VÍNCULO AFETIVO MÃE-FILHO:
1 –       Desejo de ter um filho
2 –       Paradigma social atual
3 –       Aproveitamento do período sensitivo
4 –       Contatos freqüentes e prolongados nas mamadas
5 –       Liberação de ocitocina nas mamadas
6 –       Primeira mamada na sala de parto
7 –       Alojamento conjunto
8 –       Parto natural, humanizado
9 –       Boa história afetiva materna
10-       Suporte profissional, familiar, social e conjugal

SINAIS DE BOM VÍNCULO:
1 –  Carrega de forma confiante e segura
2 –  Atenção da mãe face a face
3 –  Muito toque materno
4 –  Paciente com o bebê
5 –  Demonstra prazer em amamentar
6 –  Atenta as necessidades do bebê
7‘- Faz comentários positivos sobre o bebê





SINAIS DE MAU VÍNCULO:
1 –       Nervosa ou carrega vacilante
2 –       Contato olho no olho ausente
3 –       Pouco toque materno
4 –       Impaciente ,sacolejando o bebê
5 –       Demonstra desprazer ao amamentar
6 –       Desatenta  às necessidades do bebê
7 –       Faz comentários negativos sobre o bebê

CAMINHOS QUE LEVAM À FELICIDADE:

O apoio afetivo e efetivo do marido a mãe repercute no bem-estar dão bebê. Com  este apoio,  a mãe tem possibilidade de regredir, e esta regressão permite a ela sintonizar-se com as necessidades do bebê.
O amor do bebê pela mãe desabrocha  a cada contato terno, a cada palavra meiga, a cada olhar doce, a cada abraço afetuoso, a cada mamada prazeirosa. A cada encontro positivo, o vínculo entre o bebê e a mãe aumenta, dando a ela o sentimento de ser aceito, um sentimento de segurança.
A amamentação deixa o bebe feliz pelo prazer de saciar a sua fome e sua sede, mas também  pelo aconchego e contato que ele tem com a mãe.  Se  a mãe estiver adorando amamentar, certamente o bebê estará adorando ser amamentado, porque o leite emocional  é absorvido junto com o leite físico. A amamentação prazerosa é nutritiva, tanto física quanto psicologicamente, pois os bebês nascem com uma grande sensibilidade para captar sinais da qualidade do afeto dispensados a eles pelos pais. A  sua sobrevivência depende da qualidade deste afeto.


Fonte: somape.com.br
Leia Mais ►

Vem comigo!

A Divulgação da Fonoaudiologia!

AVISO

Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento ao Odontopediatra, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia,Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”